Prévia do material em texto
MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS VOLUME 1 GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES 6º Ano Ensino Fundamental – Anos Finais 6º Ano Matemática MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS VOLUME 1 GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES Ensino Fundamental – Anos Finais Língua Portuguesa 9º Ano 9º Ano9º Ano9º Ano 9º Ano9º Ano SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA Planejamento 1: Leitura: reportagem de divulgação científica e análise das Fake news ...................................................................... pág 01 Planejamento 2: Gênero Publicitário ................................................. pág 06 Planejamento 3: Educação no trânsito ............................................... pág 11 Planejamento 4: Gênero: Crônica ........................................................ pág 15 Planejamento 5: Gênero: Conto .......................................................... pág 19 OBJETO(S) DE CONHECIMENTO COMPETÊNCIA HABILIDADE(S) MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO 9º Ano9º Ano9º Ano9º Ano9º Ano9º Ano9º Ano9º Ano9º Ano9º Ano 1 Ensino Fundamental – Anos Finais 2022 Língua Portuguesa Linguagens e suas Tecnologias PRÁTICAS DE LINGUAGENS Leitura. Análise linguística/semiótica. Oralidade. Produção de textos. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Reconstrução do contexto de produção, circulação e recepção de textos. Carac- terização do campo jornalís- tico e relação entre os gêne- ros em circulação, mídias e práticas da cultura digital. Fono-ortografia. Produção de textos jornalís- ticos orais. Estratégia de produção: tex- tualização de textos infor- mativos. Consideração das condições de produção de textos de di- vulgação científica. Estraté- gias de escrita. (EF09LP01) Analisar o fenômeno da disseminação de notícias falsas nas redes sociais e desenvolver estratégias para reconhecê-las, a partir da verificação/avaliação do veículo, fonte, data e local da publicação, autoria, URL, da análise da formatação, da comparação de diferentes fontes, da consulta a sites de curadoria que atestam a fidedignidade do relato dos fatos e denunciam boatos etc. (EF09LP04) Escrever textos corretamente, de acordo com a norma- -padrão, com estruturas sintáticas complexas no nível da oração e do período. (EF69LP10X) Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts no- ticiosos e de opinião, entrevistas, comentários, vlogs, jornais radiofô- nicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião –podcasts e vlogs noticiosos, culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e demonstran- do domínio dos gêneros e do uso da linguagem oral. (EF89LP09B) Produzir reportagens multimidiáticas, tendo em vista as condições de produção, as características do gênero, os recursos e mídias disponíveis, sua organização hipertextual e o manejo adequado de recursos de captação e edição de áudio e imagem e adequação à norma-padrão. (EF69LP35B) Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e resultados de pesquisas, tais como ar- tigo de divulgação científica, artigo de opinião, reportagem científica, verbete de enciclopédia, verbete de enciclopédia digital colaborativa , infográfico, relatório, relato de experimento científico, relato (multimi- diático) de campo, tendo em vista seus contextos de produção, que po- dem envolver a disponibilização de informações e conhecimentos em circulação em um formato mais acessível para um público específico ou a divulgação de conhecimentos advindos de pesquisas bibliográfi- cas, experimentos científicos e estudos de campo realizados. 9 o ano 2 PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Leitura: reportagem de divulgação científica e Análise das Fake news DURAÇÃO: 05 aulas A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: O professor deverá comentar sobre as Fake News, utilizando revistas, jornais ou telejornais. O pla- nejamento dessas aulas é a sequência de leituras, discussões, produções textuais. Portanto, uma depende da outra para que se tenha um bom resultado. Todas as atividades deverão ser contex- tualizadas, podendo ser um texto verbal, não verbal ou misto, para que a compreensão seja efetiva. B) DESENVOLVIMENTO: 1° aula O professor começará a aula definindo o que é “Fake News” – Notícias falsas. Logo, será distribuído o texto: ‘Fake news’ têm 70% mais chance de viralizar que as notícias verdadeiras, segundo novo estudo (fragmentos). Os estudantes farão a leitura silenciosa. Depois, abre-se a discussão sobre o tema Fake news, observar a construção de repertório a respeito da organização composicional e dos recursos empregados no gênero reportagem. Analisar o infográfico: comente que um info- gráfico é a “porta de entrada” – quando não a única – de leitura para alguém que quer rapidez e se dá por satisfeito por apreender o assunto dessa forma (o professor deve orientar os estudantes em relação a esse tipo de leitura). 2° aula O professor fará uma aula expositiva, bem sucinta, sobre o emprego dos advérbios e conjunções como recursos linguísticos nos textos jornalísticos, como também, a importância do uso da norma padrão, atentando, principalmente, para a ortografia. Logo após, os estudantes farão as atividades do n° 1 até o n° 6. 3° aula Aula expositiva sobre a estrutura de uma reportagem de divulgação científica, enfatizando suas características, como apresentar dados obtidos por meio de metodologias específicas, envolver técnicas e processos empregados para pesquisa, formulação de hipóteses e conclusões. Pelo conteúdo, organização composicional e recursos empregados, a reportagem científica transi- ta tanto pelo campo jornalístico/midiático quanto pelo campo das práticas de estudo e pesquisas. 4° aula Em sala de aula, os estudantes irão fazer uma pesquisa sobre Fake news como notícias e repor- tagens, a partir dessas pesquisas eles irão produzir um texto jornalístico (notícia ou reportagem). Essa atividade deverá ser feita em uma folha ofício e entregue ao professor para que possa ser corrigida. 5° aula Nesta aula, o professor deverá entregar as produções já corrigidas. Logo, os estudantes irão fazer a edição da notícia e depois o professor irá escolher 5 (cinco) produções para que sejam apresen- tadas para a turma. RECURSOS: Quadro e pincel; revistas; jornais; internet; celular; dicionários; xerox das atividades; folha de ofício. PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO: Será observado a compreensão e interpretação textual do estudante em relação à leitura dos tex- tos - a estrutura, a criatividade na produção das notícias ou reportagens e a escrita em relação à norma-padrão. 3 ATIVIDADES Estadão Ciência ‘Fake news’ têm 70% mais chance de viralizar que as notícias verdadeiras, segundo novo estudo Pesquisa do MIT publicada na Science analisou todas as postagens verificadas por agências de checagens de fatos desde a origem do Twitter em 2006; na mesma edição, 15 pesquisadores convocam comunidade científica a declarar guerra às notícias falsas. Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo. 08 Março 2018 | 17h01 As informações falsas têm 70% mais chances de viralizar que as notícias verdadeiras e alcançam muito mais gente. A conclusão é do maior estudo já realizado sobre a disseminação de notícias falsasna internet, realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês), dos Estados Unidos. A nova pesquisa foi publicada nesta quinta-feira, 8, na revista Science.Os cientistas analisaram todas as postagens que foram verificadas por 6 agências inde- pendentes de checagem de fatos e que foram disseminadas no Twitter desde 2006, quando a rede social foi lançada, até 2017. Foram mais de 126 mil postagens replicadas por cerca de 3 milhões de pessoas. De acordo com o estudo, as informações falsas ganham espaço na internet de forma mais rápida, mais profunda e com mais abrangência que as informações verdadeiras. Cada postagem verdadei- ra atinge, em média, mil pessoas, enquanto as postagens falsas mais populares – aquelas que estão entre o 1% mais replicado – atingem de mil a 100 mil pessoas. “As conclusões do nosso estudo podem ser extrapoladas para qualquer outro país, incluindo o Brasil. O estudo teve foco nos Estados Unidos e nós estudamos as postagens feitas em inglês no Twitter em todo o mundo que passaram pela verificação de agências de checagem de fatos. No en- tanto, os padrões de disseminação das informações falsas que detectamos foram os mesmos em diversos países de língua inglesa e certamente se aplicam a postagens em outras línguas também”, disse ao Estado o autor principal do estudo, Sinan Aral, pesquisador do MIT. De acordo com o estudo, quando a notícia falsa é ligada à política, o alastramento é três vezes mais rápido. Outra conclusão é que, ao contrário do que se pensava, os robôs aceleram a disseminação de informações falsas e verdadeiras nas mesmas taxas. Isto significa que as notícias falsas se es- palham mais que as verdadeiras porque os humanos – e não os robôs – têm mais probabilidade de disseminá-las, de acordo com Aral. 4 [...] Outra conclusão que pode contrariar o senso comum, segundo ele, tem relação com o perfil das pessoas que divulgam notícias falsas na internet. É bem natural imaginar que características dessas pessoas – como a popularidade, por exemplo – poderiam explicar por que as mentiras viajam mais rápido que a verdade, mas nossos dados mos- tram o contrário. Os usuários que espalham notícias falsas no Twitter têm menos seguidores, se- guem menos gente, são menos ativos e estão no Twitter há menos tempo, em comparação aos usuários que replicam notícias verdadeiras”, disse ele. [...] Apelo. De acordo com o cientista político Pablo Ortellado, um dos coordenadores do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP), notícias falsas tendem a fazer sucesso nas redes sociais especialmente porque elas apelam a sentimentos políticos das pessoas sem a necessidade de terem correspondência com a realida- de. [...] Guerra às “fake news”. Na mesma edição da Science, um outro grupo de 15 cientistas publica um artigo convocando a comunidade científica internacional para realizar um esforço interdisci- plinar de pesquisas para estudar as forças sociais, psicológicas e tecnológicas por trás das “fake news”, a fim de desenvolver um novo ecossistema de notícias e uma nova cultura que valorize a promoção da verdade. [...] “O desafio é que há tantas vulnerabilidades que ainda não entendemos. É um problema tão complexo que precisa ser atacado de todos os ângulos”, disse o pesquisador. CASTRO, Fábio de. Fake News tem 70% mais chance de viralizar que as notícias verdadeiras, segundo novo estudo. O Estado de S. Paulo, 2018. Disponível em: <https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,fake-news-se-espalham-70-mais-rapido-que-as- noticias-verdadeiras-diz-novo-estudo,70002219357>. Acesso em: 22 ago. 2018. 5 Sobre o texto responda: 1 - Qual é a relação entre o verbo viralizar e o tema da reportagem? 2 - Segundo um dos pesquisadores, de que modo as Fake news afetam o cotidiano da população? 3 - Você já desconfiou da veracidade de alguma informação ou notícia que leu? Qual foi e o que fez em relação a isso? 4 - Qual foi a principal conclusão a que chegaram os pesquisadores? 5 - Uma das características do gênero reportagem é estabelecer relações entre determinados fa- tos. Observe e compare. a) Qual é a relação estabelecida entre os dois fatos: adição, conclusão, oposição ou causa? 6- Releia este trecho do depoimento do pesquisador, conforme relata o repórter. “[...] os robôs não são determinantes como pensávamos para a divulgação dessas notícias”, disse Aral. Outra conclusão que pode contrariar o senso comum, segundo ele, tem relação com o perfil das pessoas que divulgam notícias falsas na internet. a) A que se refere o pesquisador Aral quando utiliza a expressão senso comum nesse contexto? b) De acordo com o pesquisador, que fato, trazido pelos dados obtidos, contrariou esse senso comum? REFERÊNCIAS CASTRO, Fábio de. Fake News tem 70% mais chance de viralizar que as notícias verdadeiras, se- gundo novo estudo. O Estado de S. Paulo, 2018. Disponível em: <https://ciencia.estadao.com.br/ noticias/geral,fake-news-se-espalham-70-mais-rapido-que-as-noticias-verdadeiras-diz-novo- -estudo,70002219357>. Acesso em: 22 ago. 2018. DELMANTO, Dileta; CARVALHO, Lais de B. Português: conexão e uso. Manual do professor. 1.ed. Saraiva: São Paulo. Saraiva, 2018. PLANO_DE_CURSO_2022_EF06.pdf. Disponível em: <ttps://curriculoreferencia.educacao.mg. gov.br>. Acesso em: 15 mar. 2022. 6 PRÁTICAS DE LINGUAGENS Leitura. Produção de textos. Oralidade. Análise linguística/semiótica. OBJETO (S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE (S): Apreciação e réplica. Rela- ção entre gêneros e mídias. Efeitos de sentido. Relação do texto com o con- texto de produção e experi- mentação de papéis sociais. Planejamento e produção de textos jornalísticos orais. Estilo. (EF69LP02X) Analisar e comparar peças publicitárias variadas (cartazes, folhetos, outdoor, anúncios e propagandas em diferen- tes mídias, spots, jingle, vídeos etc.), de forma a perceber a arti- culação entre elas em campanhas (campanha pela manutenção da limpeza urbana, campanha para salvar algum bicho em extinção, campanhas política, etc.), as especificidades das várias semioses e mídias, a adequação dessas peças ao público-alvo, aos objetivos do anunciante e/ou da campanha e à construção composicional e estilo dos gêneros em questão, como forma de ampliar suas pos- sibilidades de compreensão (e produção) de textos pertencentes a esses gêneros. (EF69LP04) Identificar e analisar os efeitos de sentido que forta- lecem a persuasão nos textos publicitários, relacionando as estra- tégias de persuasão e apelo ao consumo com os recursos linguís- tico-discursivos utilizados, como imagens, tempo verbal, jogos de palavras, figuras de linguagem etc., com vistas a fomentar práti- cas de consumo conscientes. (EF69LP06) Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotor- reportagens, reportagens, reportagens multimidiáticas, info- gráficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, co- mentários, artigos de opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural – resenhas e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais, gameplay, detonado etc. – e cartazes, anúncios, propagandas, spots, jingles de campanhas sociais, dentre outros em várias mídias, vivenciando de forma sig- nificativa o papel de repórter, de comentador, de analista, de crí- tico, de editor ou articulista, de booktuber, de vlogger (vlogueiro) etc., como forma de compreender as condições de produção que envolvem a circulação desses textos e poder participar e vislum- brar possibilidades de participação nas práticas de linguagem do campo jornalístico e do campo midiático de forma ética e respon- sável, levando-se em consideração o contexto da Web 2.0, que am- plia a possibilidade de circulação desses textos e “funde” os papéis de leitor e autor, de consumidor e produtor. 7 (EF69LP12) Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração,revisão, edição, reescrita/redesign (esses três últimos quando não for situação ao vivo) e avaliação de textos orais, áudio e/ou vídeo, considerando sua adequação aos contextos em que foram produ- zidos, à forma composicional e estilo de gêneros, a clareza, pro- gressão temática e variedade linguística empregada, os elemen- tos relacionados à fala, tais como modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc., os elementos cinési- cos, tais como postura corporal, movimentos e gestualidade signi- ficativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc. (EF69LP18) Utilizar na escrita/reescrita de textos argumentativos, recursos linguísticos que marquem as relações de sentido entre parágrafos e enunciados do texto e operadores de conexão ade- quados aos tipos de argumento e à forma de composição de tex- tos argumentativos, de maneira a garantir a coesão, a coerência e a progressão temática nesses textos (“primeiramente, mas, no entanto, em primeiro/segundo/terceiro lugar, finalmente, em con- clusão” etc.). PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Gênero Publicitário DURAÇÃO: 04 aulas A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: O professor vai apresentar os textos publicitários falando de suas características, dos recursos linguísticos e seus objetivos em relação ao público/pessoas. A importância do poder de argumen- tação e persuasão dos gêneros publicitários. A expectativa é a de que o estudante desenvolva ha- bilidades que o tornem capaz de planejar um texto em função da situação de comunicação e do gênero escolhido; planejar intervenções orais em situações públicas; produzir um texto levando em conta o gênero e seu contexto de produção, organizando-o de maneira a garantir tanto os pro- pósitos do texto como a coerência e a coesão na exposição; avaliar criticamente a produção dos colegas; revisar e editar o texto com foco nos conhecimentos linguísticos estudados. Importante ativar conhecimentos prévios, visto que já trabalharam com esse gênero em anos anteriores. B) DESENVOLVIMENTO: 1° aula O professor vai introduzir a aula com a propaganda “Programa Água Limpa”- fazer a leitura com os estudantes apontando os recursos utilizados no texto – explicar as características do gênero pu- blicitário, como por exemplo: o poder de argumentação e persuasão; verbo no imperativo; o uso da figura de linguagem; a linguagem verbal e não verbal dentre outros. Depois, peça aos estudantes para fazerem as atividades. 2° aula Nesta aula, o professor vai pedir aos estudantes para se dividirem em grupos, eles vão criar um texto publicitário utilizando a linguagem verbal e não verbal. A propaganda sobre um produto, uma ideia ou um conceito. Deverá ser distribuído materiais para execução da atividade. Para a próxima aula, cada grupo vai apresentar a sua propaganda. 8 3° aula Apresentação dos grupos – Propagandas. (Trabalho produzido na aula anterior). 4° aula O professor vai apresentar a definição e as características de um “podcast” para a turma. Apresen- tar alguns exemplos que estão disponíveis para acesso. Depois, fazer a atividade n° 4. Logo após, convidá-los para criarem um podcast - Tema: Dicas para criar uma propaganda. RECURSOS: Xerox de atividades; internet; celular; DataShow; lápis de cor; cartolinas, folhas de ofício. PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO: Será observado na leitura dos textos: o desempenho na fluência, articulação, habilidade de ler pa- lavras textos com velocidade apropriada, sem cometer erros na articulação, e a de imprimir ritmo à leitura oral ou fala. A estrutura, a criatividade na produção da propaganda e do podcast. ATIVIDADES 1 - Leia o anúncio a seguir e, logo após, analise as afirmações referentes a ele. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Água Limpa: conheça o programa que reúne saneamento, saúde e preservação ambiental. Disponível em: <https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/agua-limpa-conheca-o-programa-que-reune-saneamento- saude-e-preservacao-ambiental/>. Acesso em 11 abr. 2022. a) A frase “Instala sistemas de esgoto em obras para saúde pública” apresenta quantos perío- dos? Justifique. b) No período “Tem a meta de ser o 1º Estado a universalizar o saneamento”, a oração destaca- da não é introduzida por conjunção e apresenta um verbo na forma nominal do particípio? Justifique a sua resposta. 9 2- Leia a chamada deste outdoor: INCA. Cartaz Viver Bem é Viver com Saúde. Fique longe do Cigarro. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/publicacoes/ cartazes/cartaz-viver-bem-e-viver-com-saude-fique-longe-do-cigarro>. Acesso em: 11 abr. 2022. Os termos e expressões “bem”, “com saúde” e “longe”, empregadas no texto do cartaz, indicam res- pectivamente, circunstâncias adverbiais de: a) ( ) modo, modo, lugar. b) ( ) afirmação, afirmação, lugar. c) ( ) intensidade, intensidade, modo. d) ( ) modo, meio ou instrumento, lugar. 3 - Observe a propaganda do HORTIFRUTI. Chuchurek e a sua arte de transmitir saúde. Disponível em: <https://guioredatero.wordpress.com/2013/06/19/chuchurek- e-a-sua-arte-de-transmitir-saude/>. Acesso em: 16 mar. 2022. a) Essa propaganda nos remete a qual história? b) O que inferir da frase “DE TÃO, TÃO DISTANTE, PARA A HORTIFRUTI”? c) Faça uma análise das três propagandas e relacione as características de cada uma. Um podcast é um programa de áudio que pode ser escutado através da internet. Assim como vídeos e blogs, existem podcasts sobre todos os assuntos, inclusive para estudar. Alguns exemplos: O “Xadrez Verbal” é um podcast que analisa temas de política internacional de maneira crítica, mais amena; “Dá Ideia” é um podcast quinzenal onde vários professores discutem temas atuais com o objetivo de preparar argumentos para uma redação no Enem e vestibulares. 10 4- Agora, em grupo, vamos criar um podcast – acessar: Como fazer um podcast: o passo a passo para marcas explorarem o formato. Disponível em: <https://www.mlabs.com.br/blog/como-fazer-um-podcast>. Acesso em: 16 mar. 2022. Nessa página tem as orientações necessárias para a criação de um podcast. Siga as orientações do professor. ATIVIDADES BEZERRA, Juliana. Podcasts para estudar em casa. Toda Matéria. Disponível em: <https://www. todamateria.com.br/podcast-para-estudar/>. Acesso em: 16 mar. 2022. MLABS. Como fazer um podcast: passo a passo para marcas explorarem, o formato. Disponível em: <https://www.mlabs.com.br/blog/como-fazer-um-podcast>. Acesso em: 16 mar. 2022. Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida por Edições SM. Para Viver Juntos – Português 9 – Caderno de atividades. 1.ed. São Paulo: SM Ltda, 2015. PLANO_DE_CURSO_2022_EF06.pdf. Disponível em: <https://curriculoreferencia.educacao.mg. gov.br>. Acesso em: 16 mar. 2022. 11 PRÁTICAS DE LINGUAGENS Oralidade. Leitura. Análise linguística/semiótica. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Discussão oral. Estratégias e Procedi- mentos de leitura. Relação do verbal com outras semioses. Procedimentos e gêneros de apoio à compreensão. Textualização. Progressão temática. (EF69LP24) Discutir casos, reais ou simulações, submetidos a juízo, que envolvam (supostos) desrespeitos a artigos, do ECA, do Código de Defesa do Consumidor, do Código Nacional de Trânsito, de regu- lamentações do mercado publicitário etc., como forma de criar fami- liaridade com textos legais – seu vocabulário, formas de organização, marcas de estilo etc.-, de maneira a facilitar a compreensão de leis, fortalecer a defesa de direitos, fomentar a escrita de textos norma- tivos (se e quando isso for necessário) e possibilitar a compreensão do caráter interpretativo das leis e as várias perspectivas que podem estar em jogo. (EF69LP25X) Posicionar-se de forma consistente e sustentada em uma discussão, debates, seminários, assembleia, reuniões de co- legiados da escola, de agremiações e outras situações de apresen- tação de propostas e defesas de opiniões, respeitando as opiniões contrárias e propostas alternativas e fundamentando seus posicio- namentos, no tempo de fala previsto, valendo-sede sínteses e pro- postas claras e justificadas. (EF69LP34) Grifar as partes essenciais do texto, tendo em vista os objetivos de leitura, produzir marginálias (ou tomar notas em outro suporte), sínteses organizadas em itens, quadro sinóptico, quadro comparativo, esquema, resumo ou resenha do texto lido (com ou sem comentário/análise), mapa conceitual, dependendo do que for mais adequado, como forma de possibilitar uma maior compreensão do texto, a sistematização de conteúdos e informações e um posiciona- mento frente aos textos, se for o caso. (EF89LP29) Utilizar e perceber mecanismos de progressão temáti- ca, tais como retomadas anafóricas (“que, cujo, onde”, pronomes do caso reto e oblíquos, pronomes demonstrativos, nomes correferen- tes etc.), catáforas (remetendo para adiante ao invés de retomar o já dito), uso de organizadores textuais, de coesivos etc., e analisar os mecanismos de reformulação e paráfrase utilizados nos textos de di- vulgação do conhecimento. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Educação no trânsito DURAÇÃO: 03 aulas A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Criar estratégias e procedimentos para a leitura, produção textual e oralidade promovendo a com- preensão e a interpretação textual. Assim, o estudante utilizará recursos linguísticos para que suas ideias, suas falas e suas escritas sejam coesas e coerentes dentro do contexto. 12 B) DESENVOLVIMENTO: 1° aula O professor deverá colocar a turma no formato circular, para iniciar a aula com discussão sobre o tema: “Educação no trânsito”. Pedir aos estudantes que leiam o texto: ”Pedestres também fazem parte do trânsito” em silêncio, logo após a leitura, começar o debate/discussão sobre o convívio de pedestres e veículos. Mencionar sobre a Semana Nacional do trânsito que ocorre no período de 18 a 25 de setembro. Colocar um vídeo sobre educação no trânsito (sugestão): Educação no trânsito. SEST SENAT Na- cional. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=zoKDBlMEj98>. 2° aula Nesta aula os estudantes deverão realizar uma leitura minuciosa do texto “Trânsito de pedestres e veículos”, grifando as partes que considerarem mais importantes, em seguida, devem reescre- vê-las em formato de resumo. Por último, peça a alguns estudantes para realizarem a leitura do que foi registrado. 3° aula Aula expositiva sobre Anáfora e Catáfora. Citar que os elementos de referência são os que remetem a outros termos do discurso necessários à interpretação, realizando as devidas retomadas. O uso da anáfora e da catáfora é de suma relevância em uma produção textual, evitando a repetição das palavras, tornando o texto coeso. Frisar o papel das anáforas e catáforas no texto. Peça aos estudantes para fazer as atividades sobre anáfora e catáfora. RECURSOS: DataShow; xerox de atividades. PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO: Será observado a habilidade de argumentação em relação ao tema em discussão, o conhecimento de mundo, a postura na oralidade, o uso da norma-padrão na escrita e na fala, atentando para as variações naturais da fala e da escrita. ATIVIDADES Pedestres também fazem parte do trânsito Apesar de muitas pessoas acharem o contrário, os pedestres, são, sim, parte do sistema de trân- sito, e da mesma forma como os ciclistas e motociclistas, têm direitos e deveres assegurados pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Saber quais são eles é essencial para tornar o dia a dia nas vias públicas menos violento – para se ter uma ideia, só em São Paulo, por exemplo, os atropelamentos são a segunda maior causa de mortes no trânsito. DIREITO DOS PEDESTRES #1 Prioridade na faixa de pedestres Sabe aqueles motoristas que não param na faixa quando há pedestres para atravessar a rua? Sinta-se no direito de reclamar, já que a prioridade, nesses casos, é de quem está a pé. #2 Prioridade para terminar a travessia da faixa Hoje, já existem aqueles semáforos feitos especialmente para pedestres, e que avisam o quanto de tempo falta para que os carros ganhem a preferência na passagem. Mesmo assim, muitos semáfo- ros são destinados, ainda, somente para os carros. 13 Nesses casos, pode acontecer de alguém resolver fazer a travessia na faixa de segurança e, no meio dela, abrir o semáforo para os veículos. Nada de correr: é direito do pedestre terminar de atravessar a rua em segurança, e os carros devem esperar. #3 Ter uma via exclusiva para trânsito Todo pedestre tem o direito de ter vias e acessos exclusivos, tanto em áreas urbanas quanto em ru- rais, de forma a poder transitar com segurança. No caso de não haver, os pedestres devem circular nas bordas das pistas, com prioridade sobre os veículos, e sempre no sentido oposto dos mesmos. DEVERES DOS PEDESTRES Em contrapartida aos direitos, os pedestres também devem obedecer algumas regras para garan- tir a segurança de todos no trânsito. São elas: #1 Atravessar na faixa de pedestre Por mais que muitos motoristas não a respeitem, a faixa dá a preferência ao pedestre para atraves- sar a rua. Ela não impede que alguns acidentes aconteçam, mas delimitam uma zona de atenção para quem está no volante. #2 Olhar para os dois lados ao atravessar uma via Para garantir a sua segurança, e, também, a dos motoristas, os pedestres têm o dever de, antes de atravessar uma via, olhar para os dois lados para saber se é seguro fazê-lo. #3 Após descer, esperar o veículo passar para atravessar a rua Esse é um exemplo clássico de imprudência de pedestres. Ao descer de um carro ou ônibus, é pre- ciso esperar que o mesmo passe para, depois, atravessar a via. #4 Respeitar a sinalização de trânsito Assim como um veículo precisa respeitar a sinalização de trânsito, quando o semáforo está fecha- do, por exemplo, é dever do pedestre fazer o mesmo. Se a preferência for dos carros, ele deve esperar o semáforo ficar fechado para os motoristas, para, aí, sim, fazer a travessia – independentemente de haver faixa de pedestre ou não. As infrações cometidas por pessoas a pé, como andar no meio da rua ou atravessar fora da faixa de segurança, por exemplo, também podem sofrer punição. De acordo com o Artigo 254, os pe- destres que descumprirem os seus deveres estão sujeitos à multa de 50% do valor da infração de natureza leve. Passagem sinalizada para pedestres – Placa de advertência. Anáfora é o nome utilizado para a repetição de uma mesma palavra como recurso expressivo — figura de linguagem — e, também, para nomear a ferramenta linguística de retomar um referente anterior no texto. A anáfora como ferramenta de retomada ajuda na coesão e coerência textual, na medida em que estabelece relação entre diferentes partes do texto. A catáfora faz o processo de referenciar-se elementos que serão apresentados posteriormente. 14 1 - Os pronomes dessas e isso fazem referências respectivamente a que coisas? 2 - Qual deles é anafórico e qual é catafórico? 3 - Identifique quais são as referências dos pronomes destacados e explique se elas são anafóricas ou catafóricas. a) Meu irmão vive repetindo este provérbio:“Casa de ferreiro, espeto de pau”. b) “Casa de ferreiro, espeto de pau.” Meu irmão vive repetindo esse provérbio. c) É isto que eu digo sempre: cultura é fundamental. d) O fumo é prejudicial à saúde; isso já foi comprovado cientificamente. REFERÊNCIAS Conheça os direitos e deveres dos pedestres no trânsito. Disponível em: <https://noxcar.com.br/ conheca-os-direitos-e-deveres-dos-pedestres-no-transito/>. Acesso em: 17 mar. 2022. MATOS, Talliandre. Anáfora. Mundo educação. Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com. br/redacao/anafora.ht>. Acesso em: 11 abr. 2022. PLANO_DE_CURSO_2022_EF06.pdf. Disponível em: <https://curriculoreferencia.educacao.mg. gov.br/>. Acesso em: 17 mar. 2022. SEST SENAT Nacional. Educação no trânsito. 1 vídeo (10 min.). Disponível em: <https://www.youtu- be.com/watch?v=zoKDBlMEj98>. Acesso em: 17 mar. 2022. 15 PRÁTICAS DE LINGUAGENS Leitura. Produção de textos. Análise linguística/semiótica. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Reconstrução das condi- ções de produção,circula- ção e recepção. Apreciação e réplica. Consideração das condições de produção. Estratégias de produção: planejamento, tex- tualização e revisão/edição. Variação linguística. (EF69LP44) Inferir a presença de valores sociais, culturais e huma- nos e de diferentes visões de mundo, em textos literários, reco- nhecendo nesses textos formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as identidades, sociedades e culturas e considerando a au- toria e o contexto social e histórico de sua produção. (EF69LP51) Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão/ edição e reescrita, tendo em vista as restri- ções temáticas, composicionais e estilísticas dos textos pretendi- dos e as configurações da situação de produção – o leitor pretendido, o suporte, o contexto de circulação do texto, as finalidades etc. – e considerando a imaginação, a estesia e a verossimilhança pró- prias ao texto literário. (EF69LP55X) Reconhecer, considerando a situação comunicativa, as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Gênero: Crônica DURAÇÃO: 03 aulas A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Explanar sobre os valores sociais, culturais e humanos e de diferentes lugares, através de textos, como por exemplo Crônicas. Identificando as variações linguísticas regionais, sociais e estilísticas. A cada aula, propor atividades contextualizadas, e quando for possível, incentivar a discussão so- bre o assunto em pauta. B) DESENVOLVIMENTO: 1° aula Aula expositiva sobre Crônicas – mencionar os tipos de crônicas e suas características. Apresentar alguns autores como Stanislaw Ponte Preta, Lima Barreto, Machado de Assis, dentre outros. Logo após, pedir aos estudantes para lerem, em silêncio, a crônica: SAGA DE BERADEIROS – A VIAGEM DOS SONHOS (Auridan Dantas e Maria Alice Monteiro). Comentar sobre o texto as suas curiosidades e as variações linguísticas de diferentes regiões. Fazer as atividades n° 1 e n° 2. 2° aula Nesta aula o professor deverá pedir aos estudantes para produzirem uma crônica jornalística, his- tórica ou humorística, para tanto, será necessário orientá-los em relação a estrutura das crônicas e os passos necessários para a construção das mesmas. Em seguida, deve entregar para a turma uma folha de ofício para a produção textual, que será recolhida ao final da aula para que faça as devidas correções. 3° aula O professor deverá apresentar para a turma o significado de variação linguística e os tipos exis- tentes (regional, social e estilísticas). Assim, deve-se iniciar uma discussão sobre essas variações, 16 podendo exemplificar, citando o programa popular “Big Brother Brasil” veiculado na TV pela rede Globo. Esse tipo de entretenimento nos mostra a grande variedade linguística existente no Brasil. Fazer as atividades do n° 3 ao n° 5. RECURSOS: Xerox de atividades; dicionários; internet (celular); folha ofício. PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO: Observar o avanço do estudante em relação à leitura e a compreensão textual; identificação e re- conhecimento das variações linguísticas. Na produção textual, o uso adequado da norma-padrão, respeitando as variedades e diversidades da língua escrita e da língua falada. ATIVIDADES SAGA DE BERADEIROS – A VIAGEM DOS SONHOS Quando alguém “ajunta” um “mói” de beradeiros, tem certeza que vai ter muita coisa para contar. Ainda mais se esse “ajuntamento” for para passear de buggy na beira-mar. Ora, se matuto só é acostumado com jumento, jipe e caminhão, e no máximo na beira de rio, como é que se quer fazer esse povo dirigir buggy no meio das dunas, andar de balsa para travessar rio e rodar o dia todo? Pois é, essa turma se danou no mundo, para ir de Natal a Touros pela beira-mar, em três buggys. Ia tudo bem, até que foi necessário sair da beira-mar e pegar uma estrada estreita e de terra batida. Uma das madames estava sentada na tampa do motor de um dos buggys, e a tal da saída de banho inventou de “enganchar” na correia do motor. Resultado: torou tudo. Para completar a “munganga”, outro buggy furou um dos pneus grandes, quase na mesma hora. A situação ficou caótica, pois estávamos em uma estrada estreita, no meio do sol e com dois carros em pane. No caso do carro com a correia quebrada, a decisão foi de tentar levá-lo à cidade mais próxima, pois se presumia que dava certo. E deu. O carro conseguiu chegar à vila da Praia de Caraúbas. O problema é que numa cidade do interior que se preza só tem um mecânico, e em dia de sábado, ainda mais ao meio-dia, ele já está totalmente embriagado. Não deu outra. Quando conseguimos encontrá-lo, o famoso “Ruela” já estava só o pito. Mas deixamos o carro assim mesmo, pois ele pro- meteu que quando ficasse sóbrio ia dar uma olhada. E olhe que nós estávamos esperançosos de que ele ficasse sóbrio. Será? Já no caso do pneu furado, a história ficou cômica. Um buggy tinha pneu step, mas não tinha cha- ve de roda e nem macaco. Outro buggy tinha a chave de roda, mas não tinha step e nem macaco. E o que estava quebrado só tinha um macaco todo enferrujado. Na areia e com um macaco desse modelo, não tinha o que fazer. A sorte foi que ia passando um caminhão com aquelas pedras grandes que chamamos de “xexo”, e jogou duas delas no chão, na tentativa de nos ajudar. E olhe que nós estávamos travando a passagem, pois a estrada era estreita. Mas, conseguimos afastar o buggy, e eles passaram. Com este “xexo”, conseguimos trocar o pneu, e prosseguir viagem em dois carros. Uma turma ficou na vila, enquanto fazíamos o trajeto de duas vezes em um dos carros. Na volta a Natal, tinha que ser à noite, pois se a Polícia Rodoviária nos parasse, ia ficar todo mundo, devido ao “excelente” estado dos equipamentos dos carros (quando tinha). 17 O serviço de “Ruela” foi tão bem feito, que na volta ficamos na seguinte situação: o buggy da fren- te era o do conserto de Ruela, e estava vazando um óleo “amuado”, mas tinha farol funcionando. O que ia ao meio, que eu dirigia, não tinha farol, e tinha que ir atrás desta porcaria. Eu não via nada, porque o para-brisa estava cheio de óleo, e quando colocava o rosto de lado, eram os meus óculos que ficava cheios de óleo. O último era o melhorzinho, mas não podia furar o pneu, pois não havia mais step. Resultado: tivemos sorte, pois conseguimos chegar a Natal, mas ficamos com a plena certeza que ser bugueiro não é para qualquer um, ainda mais se for um beradeiro desligado. 1 - Procure no texto as palavras que não são do seu cotidiano e de sua região, em seguida, pes- quise-as e escreva o significado de cada uma. 2 - “Para completar a “munganga”, outro buggy furou um dos pneus grandes, quase na mesma hora. A situação ficou caótica, pois estávamos em uma estrada estreita, no meio do sol e com dois carros em pane.” Reescreva o parágrafo com a linguagem utilizada em sua região. As variações linguísticas reúnem as variantes da língua que foram criadas pelos homens e são reinventadas a cada dia. Dessas reinvenções surgem as variações que envolvem diversos aspectos históricos, sociais, culturais, geográficos, entre outros. 3- (Enem) Mandinga — Era a denominação que, no período das grandes navegações, os portugueses davam à costa ocidental da África. A palavra se tornou sinônimo de feitiçaria porque os explora- dores lusitanos consideram bruxos os africanos que ali habitavam — é que eles davam indicações sobre a existência de ouro na região. Em idioma nativo, mandinga designava terra de feiticeiros. A palavra acabou virando sinônimo de feitiço, sortilégio. (COTRIM, M. O pulo do gato 3. São Paulo: Geração Editorial, 2009. Fragmento). No texto, evidencia-se que a construção do significado da palavra mandinga resulta de um(a): a) contexto sócio-histórico. b) diversidade técnica. c) descoberta geográfica. d) apropriação religiosa. e) contraste cultural. 18 4- “A correção da língua é um artificialismo, continuei episcopalmente. O natural é a incorreção. Note que a gramáticasó se atreve a meter o bico quando escrevemos. Quando falamos, afasta-se para longe, de orelhas murchas.” LOBATO, Monteiro. Prefácios e entrevistas. a) Tendo em vista a opinião do autor do texto, pode-se concluir corretamente que a língua fa- lada é desprovida de regras? Explique sucintamente. b) Entre a palavra “episcopalmente” e as expressões “meter o bico” e “de orelhas murchas”, dá-se um contraste de variedades linguísticas. Substitua as expressões coloquiais, que aí aparecem, por outras equivalentes, que pertençam à variedade padrão. REFERÊNCIAS PLANO_DE_CURSO_2022_EF06.pdf. Disponível em: <https://curriculoreferencia.educacao.mg. gov.br/>. Acesso em: 18 mar. 2022. ARAÚJO, Auridan Dantas de; DUMARESQ,Maria Alice Monteiro Cavalcanti. Crônicas do cotidiano: As sagas de um beradeiro e uma enfermeira. Natal: editora: IFRN,2014. DIANA, Daniela. Variações Linguísticas. Toda Matéria. Disponível em: <https://www.todamateria. com.br/variacoes-linguisticas/#:~:text=As%20varia%C3%A7%C3%B5es%20lingu%C3%ADsti- cas%20re%C3%BAnem%20as,culturais%2C%20geogr%C3%A1ficos%2C%20entre%20outros>. Acesso em: 18 mar. 2022. 19 PRÁTICAS DE LINGUAGENS Oralidade. Análise linguística/semiótica. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Produção de textos orais. Oralização. Recursos linguísticos e semióticos que operam nos textos pertencentes aos gêneros literários. Variação linguística. Produção de textos orais Oralização. (EF69LP53B) Contar/recontar histórias tanto da tradição oral (cau- sos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, con- tos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição lite- rária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como ne- gritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais. (EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e ciné- sicos, como as variações no ritmo, as modulações no tom de voz, as pausas, as manipulações do estrato sonoro da linguagem, obtidos por meio da estrofação, das rimas e de figuras de linguagem como as ali- terações, as assonâncias, as onomatopeias, dentre outras; a postura corporal e a gestualidade, na declamação de poemas, apresentações musicais e teatrais, tanto em gêneros em prosa quanto nos gêneros poéticos; os efeitos de sentido decorrentes do emprego de figuras de linguagem, tais como comparação, metáfora, personificação, meto- nímia, hipérbole, eufemismo, ironia, paradoxo e antítese e os efeitos de sentido decorrentes do emprego de palavras e expressões deno- tativas e conotativas (adjetivos, locuções adjetivas, orações subordi- nadas adjetivas etc.), que funcionam como modificadores, perceben- do sua função na caracterização dos espaços, tempos, personagens e ações próprios de cada gênero narrativo. (EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais elas devem ser usadas. (EF69LP53A) Ler em voz alta textos literários diversos –como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorís- ticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infanto-juvenil. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Gênero: Conto DURAÇÃO: 03 aulas de 50 minutos 20 A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Incentivar os estudantes à leitura de obras literárias, como por exemplo, a leitura de contos. Con- siderando a diversidade de obras adequadas à faixa etária, destinados ao público juvenil; narra- tivas de aventura clássicas, antologias de crônicas, contos e poemas. Trazer para a sala de aula sugestões que façam o estudante interessar não só pela leitura como pela produção textual. Dessa forma, o professor deve mediar essa relação entre estudante, leitura, oralidade e produção textual. B) DESENVOLVIMENTO: 1° aula Introduzir a aula explanando sobre o Gênero Conto – citar suas características, a estrutura do en- redo (introdução, complicação, clímax, desfecho) e os elementos fundamentais de uma narrativa (fatos, personagens, lugar e tempo). O professor pode relembrar aspectos importantes do conto por meio da literatura de referência, como o livro “A teoria do conto”. Faça a leitura com os estudan- tes do conto: A beleza total, de Carlos Drummond de Andrade. Peça aos estudantes para fazer as atividades do n° 1 até n° 4. 2° aula Nesta aula, os estudantes irão produzir um conto – o professor deverá orientá-los em relação ao es- paço que é o lugar em que as ações acontecem, o tempo, os personagens e os fatos. Eles deverão fazer a atividade n° 5 como referência e com o suporte do professor. 3° aula Os estudantes farão apresentação oral dos contos produzidos. O professor deverá orientá-los em relação à postura diante da turma. Eles poderão fazer a leitura ou contar o conto. A partir dessa apresentação, o professor deve escolher os 5 melhores contos para uma apresentação na semana do livro, no espaço da escola. RECURSOS: Quadro e pincel; xerox de atividades. PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO: Analisar o desempenho do estudante com a atividade realizada, ou seja, com a produção do conto, considerando o que precisa ser modificado e que mudanças e ajustes são necessários para que o estudante possa aprender a criar e usar os recursos linguísticos. ATIVIDADES A Beleza Total Carlos Drummond de Andrade A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma sema- na, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confina- da num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertru- des sobre o peito. 21 Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no sa- lão fechado a sete chaves. 1 - Qual o conflito que vivia Gertrudes? 2 - Qual foi o destino de Gertrudes? 3 - Chamamos de clímax o momento de maior tensão do enredo, em que os fatos caminham para um final. Qual cena da narrativa pode ser associada ao clímax? 4 - No conto, o espaço é sempre delimitado. Qual era esse espaço que se encontrava Gertrudes? 5 - A seguir, temos 3 contos de escritores brasileiros. Escolha um e dê continuidade à narrativa. 22 REFERÊNCIAS CEREJA, William; COCHAR, Thereza, Português Linguagens. Manual do professor. Componente Curricular Língua Portuguesa 9°ano. 9.ed. São Paulo: Saraiva, 2015. GOTLIB, Nádia Batella. Teoria do conto. 8.ed. São Paulo: Editora Ática, 1998. 95 p. PLANO_DE_CURSO_2022_EF06.pdf. Disponível em: <https://curriculoreferencia.educacao.mg. gov.br/>. Acesso em: 18 mar. 2022.