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CONCEITOS-E-ALTERAÇÕES-FISIOLOGICAS-NO-ENVELHECIMENTO

Material do curso de pós-graduação lato sensu sobre conceitos e alterações fisiológicas do envelhecimento. Contém sumário com processo e aspectos demográficos, teorias e mitos, aspectos biopsicossociais, envelhecimento de sistemas orgânicos, qualidade de vida, fatores, conclusão e referências.

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1 
 
 
 
 
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU 
NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO - FAVENI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCEITOS E ALTERAÇÕES 
FISIOLÓGICAS DO 
ENVELHECIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESPÍRITO SANTO 
 
2 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4 
2 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO........................................................ 5 
2.1 Aspectos demográficos do envelhecimento ......................................... 5 
3 TEORIAS E MITOS DO ENVELHECIMENTO ............................................ 7 
3.1 Mitos e fatos do envelhecimento .......................................................... 7 
4 TEORIAS BIOLÓGICAS DO ENVELHECIMENTO ..................................... 9 
5 ASPECTOS SOCIOLÓGICOS, BIOPSICOSSOCIAIS, BIOLÓGICOS E 
PSICOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO .............................................................. 13 
5.1 Aspectos biopsicossociais do envelhecimento ................................... 15 
5.2 Envelhecimento biológico ................................................................... 16 
5.3 Envelhecimento psicológico ............................................................... 18 
6 ENVELHECIMENTO SOCIOECONÔMICO .............................................. 18 
7 ENVELHECIMENTO PSICOSSEXUAL .................................................... 20 
8 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR........................ 23 
9 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO .............................. 24 
10 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA NERVOSO .................................... 25 
11 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO .......... 27 
12 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA RENAL ......................................... 28 
13 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA GASTROINTESTINAL .................. 29 
14 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO ............................ 31 
15 ENVELHECIMENTO e COMPOSIÇÃO CORPORAL ............................ 32 
16 QUALIDADE DE VIDA NA VELHICE .................................................... 33 
17 FATORES QUE INTERFEREM NO PROCESSO DE 
ENVELHECIMENTO ................................................................................................. 35 
 
3 
 
 
 
 
18 ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO ................................................. 37 
19 CONCLUSÃO ........................................................................................ 38 
20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ...................................................... 41 
21 BIBLIOGRAFIAS SUGERIDAS ............................................................. 46 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - 
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum 
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão 
a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as 
perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão 
respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
2 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO 
 
Fonte: amorecuidadodf.com.br 
2.1 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS DO ENVELHECIMENTO 
A composição da população brasileira é um fenômeno de sua dinâmica ao 
longo do tempo. A transição demográfica apresenta quatro etapas: a primeira como 
alta fecundidade/alta mortalidade; a segunda como alta fecundidade/redução da 
mortalidade; a terceira como redução da fecundidade e a mortalidade contínua 
diminuída; e a última etapa que continua a queda da fecundidade e da mortalidade 
em todos os grupos etários da população. 
No Brasil, o principal impacto no setor da saúde tem sido proporcionado pelo 
aumento absoluto e relativo de nossa população adulta e idosa, sendo este fenômeno 
denominado de transição demográfica, que se faz em quatro etapas: a primeira é alta 
fertilidade e alta mortalidade, a segunda é alta fertilidade e redução de mortalidade, a 
terceira é redução da fertilidade e queda de mortalidade e a quarta é queda da 
fertilidade e da mortalidade. 
O ritmo de crescimento na população idosa relaciona-se diretamente com a 
diminuição das taxas de natalidade e mortalidade infantil, a melhoria no 
tratamento das doenças infecciosas e condições de saneamento básico, e 
acesso aos serviços de saúde para um número maior de indivíduos. 
(PASSARELLI, 1997 apud MOREIRA, 2001). 
 
6 
 
 
 
 
Segundo o Ministério da Saúde (2005), a partir de 1960 o grupo com 60 anos 
ou mais é o que mais cresce proporcionalmente no Brasil, enquanto que a população 
jovem se encontra em um processo de desaceleração do crescimento. Em outras 
palavras a população idosa crescerá proporcionalmente oito vezes mais que os jovens 
e quase duas vezes mais que a população total. 
No Brasil, em 1930, dois terços da população viviam em zonas rurais. Hoje em 
dia, mais que três quartos vivem em zonas urbanas. O migrante padrão que chega às 
grandes cidades é o migrante jovem, o qual, em geral, deixa seus parentes para trás. 
Para o idoso que teve por toda a sua vida uma grande família que se 
caracterizava por uma marcada solidariedade sócio-cultural, com um suporte provido 
pelos mais jovens, rodeados de muitas crianças, esta mudança pode ser muito 
complicada, causando desmotivação, sensação de desamparo e sintomas 
depressivos. 
De acordo com o último censo demográfico ocorrido no ano 2000, a população 
idosa brasileira em 1991, era de 10,7 milhões. Hoje a população idosa brasileira já 
passa dos 14 milhões, o que evidencia a importância deste contingente populacional 
no Brasil. 
A partir da segunda metade do século XX, ocorreram inúmeras 
transformações nos diversos setores da sociedade brasileira. Na saúde, 
foram observadas mudanças referentes ao aumento da esperança de vida ao 
nascer e redução das taxas de mortalidade infantil, com manutenção de 
níveis elevados de natalidade e fecundidade que resultaram nas taxas de 
crescimento populacional mais elevadas na história do país 
(VASCONCELOS, & GOMES, 2012, apud PARENTE, 2018).. 
O envelhecimento populacional traz consigo problemas de saúde que desafiam 
os sistemas de saúde e de previdência social. Envelhecer não significa 
necessariamente adoecer. A menos que exista doença associada, o envelhecimento 
está associado a um bom nível de saúde. Além disso, os avanços no campo da saúde 
e da tecnologia permitiram para a população com acesso a serviços públicos ou 
privados adequados, uma melhor qualidade de vida nessa fase. Com isso, é 
fundamental investir em ações de prevenção ao longo de todo o curso de vida, em 
virtude do seu potencial para resolver os desafios de hoje e, de forma crescente, os 
de amanhã. 
 
7 
 
 
 
 
À medida em que nosso país passa por uma transição demográfica, cresce a 
necessidade da quantificação dos recursos que a sociedade tem que arcar para fazer 
frente às necessidades específicas deste segmento etário, tais como infraestrutura 
em termos de instalação, programas específicos de saúde e profissionais de saúde 
adequados quantitativa e qualitativamente. 
O perfil epidemiológico caracteriza-se por tripla carga de doenças com forte 
predomínio das condições crônicas, cujaincidência das doenças 
cardiorrespiratórias, neoplasias, entre outras, associada a longos períodos de 
internação, causam fortes impactos nos gastos com saúde (OLIVEIRA, 2016, 
apud PARENTE, 2018). 
3 TEORIAS E MITOS DO ENVELHECIMENTO 
 
Fonte: grnews.com.br 
3.1 Mitos e fatos do envelhecimento 
A envelhecimento traz limitações físicas: 
MITO: Com o avanço da ciência e da medicina, adiaremos cada vez mais o 
surgimento de doenças crônicas e consequentes limitações. 
As dores são inevitáveis, principalmente as causadas pela artrite: 
 MITO: Osteoartrose é uma das doenças mais comuns no envelhecimento e 
provoca dor. “Apesar das dores ocasionadas pela degeneração da cartilagem serem 
 
8 
 
 
 
 
consideras comuns, não podemos considerá-las normais. O paciente deve ir ao 
médico para fazer um tratamento, fisioterapia e controlar o peso. 
Com o envelhecimento, a produtividade e a economia dos países vão 
desacelerar: 
MITO: É cada vez maior o número de pessoas com mais de 60 anos dispostas, 
saudáveis e ativas. Um levantamento recente feito pelo Instituto Datafolha mostrou 
que a fatia de brasileiros com 60 anos ou mais empregados ou em busca de emprego 
aumentou de 20 para 26% do total entre 2007 e 2017. 
Conforme as pessoas envelhecem, aumenta o risco de doenças degenerativas 
como o Alzheimer: 
MITO: É verdade que envelhecimento traz mudanças no nosso organismo, 
incluindo alterações neurológicas que comprometem as nossas funções cerebrais. No 
entanto, é possível evitar que lapsos de memória aconteçam com frequência 
mantendo o cérebro ativo. É importante exercitá-lo com atividades intelectuais como 
aprender uma nova língua ou algum instrumento musical, por exemplo. 
Doenças como diabetes e hipertensão são obrigatórias no envelhecimento: 
MITO: Doenças não podem ser consideradas normais. No máximo, comuns. 
Enfermidades como diabetes do tipo 2 e hipertensão podem e devem ser evitadas 
com uma alimentação saudável, com a prática de exercícios físicos e com o 
acompanhamento de um médico. 
Entre os muitos mitos e verdades sobre envelhecimento está a crença de que 
envelhecer significa ter uma vida limitada, o que não é verdade. O envelhecimento 
saudável permite manter a capacidade funcional do indivíduo e o bem-estar em idade 
avançada. 
Para isso, é preciso manter uma rotina de vida saudável ao longo da vida, que 
inclui uma alimentação balanceada, a prática regular de exercícios físicos, bem como 
atividades intelectuais e sociais. Vale a pena investir em uma rotina de vida equilibrada 
e feliz para garantir uma velhice mais tranquila e com saúde. 
O ímpeto sexual pode a diminuir com o envelhecimento: 
FATO: Tanto os homens como mulheres passam por mudanças no organismo 
com o passar dos anos, principalmente em relação aos hormônios. Na menopausa, 
 
9 
 
 
 
 
os níveis de estrogênio podem acarretar em alterações físicas e de humor que alteram 
o interesse por sexo. No caso dos homens, a diminuição dos níveis de testosterona 
também pode causar alterações na vida sexual. Isso não quer dizer, no entanto, que 
o desejo desapareça ou que pessoas mais velhas não possam ter uma vida sexual 
saudável e ativa. 
Ocorre diminuição considerável da massa muscular no idoso: 
FATO: A quantidade de gordura aumenta e a de massa magra diminui, assim 
como a produção de colágeno. Por isso, a prática regular de exercícios físicas e uma 
alimentação balanceada são ainda mais necessárias conforme envelhecemos. 
Ocorre alteração do paladar na velhice: 
FATO: Assim como os outros músculos, as papilas gustativas, que ficam na 
língua, tendem a atrofiar. Isso influencia na percepção do paladar. 
Para muitos, o envelhecimento é associado a doenças, sobrecarga, 
incapacidades, depressão, solidão, abandono e perdas. Dessa forma, é 
imprescindível desmistificar os mitos que afloram e crescem em torno do 
envelhecimento, para que as pessoas não vejam a terceira idade como um 
período de privações e sofrimento, mas sim de experiência e sabedoria 
(MATTOS, 2008, apud OLIVEIRA, 2016). 
4 TEORIAS BIOLÓGICAS DO ENVELHECIMENTO 
 
Fonte: publico.pt 
 
10 
 
 
 
 
As teorias biológicas do envelhecimento têm sido classificadas de várias 
formas, sendo frequente a apresentação em dois grupos: teorias 
programadas (de natureza genética) e teorias estocásticas. (WEINERT, 
2003, apud TEIXEIRA, 2010). 
Para além do nascimento e da morte, uma das certezas da vida é que todas as 
pessoas envelhecem. No entanto, a manifestação do fenômeno de envelhecimento 
ao longo da vida é variável entre os indivíduos da mesma espécie e entre indivíduos 
de espécies diferentes. Esta constatação deu origem ao desenvolvimento de inúmeras 
definições de envelhecimento biológico que, apesar de divergirem na orientação 
teórica subjacente, comungam a noção de perda de funcionalidade progressiva com 
a idade, com o consequente aumento da susceptibilidade e incidência de doenças, 
aumentando a probabilidade de morte. 
 Da interação entre o genoma e os fatores estocásticos resulta a maior ou 
menor velocidade de envelhecimento do organismo. Se a capacidade de adaptação 
do organismo for reduzida e/ou se a ação dos fatores estocásticos for exagerada, o 
resultado poderá ser um desequilíbrio excessivo, que aumentará a susceptibilidade 
para acumular lesões e défices celulares, manifestando-se no fenómeno de 
envelhecimento celular, tecidual e orgânico. 
 “A ampla experiência médica de atenção à velhice e a imensa pesquisa 
biológica deram origem a inúmeras teorias que tentam explicar o 
envelhecimento humano sem que, até o momento, exista uma teoria global 
sólida. ” (MORAGAS, 1997 apud MOREIRA, 2001, p.41). 
As teorias biológicas do envelhecimento examinam o assunto sob a ótica da 
degeneração da função e estrutura dos sistemas orgânicos e células. De forma 
geral, podem ser classificadas em duas categorias: as de natureza genético-
desenvolvimentista e as de natureza estocástica. As primeiras entendem o 
envelhecimento no contexto de um continuo controlado geneticamente, 
enquanto as últimas trabalham com a hipótese de que o processo dependeria, 
principalmente, do acúmulo de agressões ambientais. Por outro lado, são frequentes 
as alusões ao exercício físico como estratégia de intervenção que poderia ter 
influências positivas no processo de envelhecimento, retardando algumas das 
disfunções comuns na idade avançada. 
 
11 
 
 
 
 
Teoria com base genética: O processo do envelhecimento seria, do 
nascimento até a morte, geneticamente programado. O tempo de vida, de acordo 
com essa programação, deveria conciliar as necessidades da reprodução e o não 
sobrecarregamento do meio ambiente com excesso de população, garantindo um 
quantitativo mínimo de indivíduos para a preservação de cada espécie. 
Teorias com base em danos de origem química: Esse grupo de teorias 
aproxima-se da corrente genética, no sentido de que a senescência seria decorrente 
de disfunções no código contido nos genes. A diferença entre as correntes reside no 
fato de que, para as teorias baseadas nos danos de origem química, os problemas de 
funcionamento na reprodução e regeneração celular não se encontrariam 
especificamente em sua programação. Os problemas de codificação genética seriam 
causados por subprodutos das reações químicas orgânicas habituais que, pouco a 
pouco, causariam danos irreversíveis às moléculas das células. Tais reações 
poderiam ser potencializadas por fatores como a poluição ou padrões de alimentação 
ou de atividade física. Deduz-se que, contrariamente ao que se observa nas teorias 
de fundo genético, nesse caso o processo de envelhecimento poderia ser retardado, 
uma vez diminuídas as reações responsáveis pelos danos, ou aumentada a 
capacidade de metabolização das substâncias produzidas. 
Teorias com base no desequilíbrio gradual: As teorias de desequilíbrio 
gradual concentram sua atenção no funcionamento de certos sistemas corporais,importantes para a regulação do funcionamento dos demais sistemas. Vários autores 
associam a senescência a uma depleção de sistemas enzimáticos em células pós-
mitóticas ou a modificações nas funções endócrina e imunológica. Sabe-se que os 
sistemas nervoso central e endócrino têm atribuições essenciais na regulação do 
metabolismo e da integração entre os órgãos. A diminuição do potencial imunológico 
torna todas as estruturas do corpo mais vulneráveis a enfermidades de todos os tipos. 
A diminuição da atividade enzimática não é apenas fruto de problemas de transcrição, 
conforme descrito nas seções prévias, mas também pode advir de desequilíbrios 
homeostáticos do meio interno (pH, concentração iônica, temperatura, hidratação, 
entre outros). 
 
12 
 
 
 
 
Teorias com base em Restrição calórica: Outra hipótese que vem sendo 
investigada é a relação entre restrição calórica sistemática e envelhecimento dos 
sistemas fisiológicos e celular. Muitos foram os estudos que examinam os efeitos 
dessa variável sobre o processo de envelhecimento, principalmente entre os anos 30 
e 80. A partir de então, a maior parte dos estudos (realizados com modelos animais) 
vem procurando observar os efeitos da restrição calórica sobre processos fisiológicos 
e patológicos específicos, na tentativa de encontrar possíveis explicações para o 
aumento da longevidade. 
Teoria do desgaste: Esta teoria afirma que cada organismo estaria composto 
de partes impermeáveis e que a acumulação de falhas em suas partes vitais levaria à 
morte das células, tecidos, órgãos e finalmente do organismo como um todo. Teoria 
do erro catastrófico: propõe que com o passar do tempo se produziria uma 
acumulação de erros na síntese proteica, que finalmente determinaria prejuízos na 
função celular. 
Teoria dos radicais livres: É uma das teorias mais populares, pois, defende 
que o envelhecimento seria o resultado de uma inadequada proteção contra os danos 
produzidos nos tecidos pelos radicais livres. Teoria do relógio biológico: esta teoria foi 
umas das pioneiras para explicar o processo do envelhecimento, ela consta que cada 
organismo possui um relógio, que determina quando se inicia o envelhecimento e 
marca as épocas em que suas características seriam mais visíveis. 
 
13 
 
 
 
 
5 ASPECTOS SOCIOLÓGICOS, BIOPSICOSSOCIAIS, BIOLÓGICOS E 
PSICOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO 
 
Fonte: sociologia.com.br 
A idade geracional é relevante para estruturar a família e o parentesco: um 
pai é um pai, um irmão é um irmão, independente de sua idade cronológica 
ou estágio de maturidade (FORTES, 1984 apud DEBERT, 2004, p.48). 
Com o processo de envelhecimento o corpo sofre inúmeras transformações e 
modificações que o diferenciam e o afastam do padrão jovem, surgindo assim, um 
jogo de contrastes sociais. 
Surgem aliados às transformações históricas ocorridas com o processo de 
modernização que provocam mudanças sobre a vida, suas etapas, seus estágios, e 
no curso de vida. 
Em geral, há uma percepção do envelhecimento como uma involução e fase 
negativa, ocorrendo equívocos e atitudes ambivalentes neste período da vida. 
Um estudo sobre a percepção dos idosos em relação ao envelhecimento 
revelou, entre os mitos e preconceitos, o mito de ser considerado um fardo 
para família, mitos relacionados à esfera sexual, associação da velhice com 
a solidão, com danos físicos e psicológicos e perda de funções. Percebeu-se 
que esses mitos influenciam negativamente a percepção atual da velhice 
(BAUZÁ AGUIAR, 2011, apud OLIVEIRA, 2016). 
A institucionalização do curso de vida significou a constituição de projetos de 
vida, onde os indivíduos planejam suas ações individual e coletivamente, implicando 
em um conjunto de mudanças em que a heterogeneidade ganhou destaque. 
 
14 
 
 
 
 
Os programas para a terceira idade, próprios dos dias de hoje, são bem-aceitos 
pelos idosos, pois lhes permitem construir relações novas e positivas com pessoas da 
mesma geração, fora do círculo familiar, descobrir ou reencontrar papéis, participar 
de uma rede de solidariedade e troca de afetos, melhorando a autoestima, reconstruir 
um projeto de vida, preencher o tempo livre, criar um espaço para sua existência. 
No Brasil, o conceito de idoso ancora-se no indivíduo com 60 ou mais anos 
de idade e, considerando-se a configuração da transição demográfica que se 
deu no país, essa população tem crescido de forma acelerada e, dentro desse 
grupo, as pessoas com mais de 80 anos vêm aumentando progressivamente 
(BRASIL, 2010, apud OLIVEIRA, 2018). 
No Brasil, a criação de programas sociais voltados para os idosos, como as 
universidades para a terceira idade e os grupos de convivência entre idosos, foi uma 
experiência inovadora que tornou a sociedade brasileira mais sensível aos problemas 
dos idosos. 
Os grupos de convivência foram criados para resgatar a dignidades dos idosos. 
Servem como meio de informação, tratando valores e saberes sobre cidadania, 
sexualidade, onde também promovem a integração, socialização e o lazer entre eles. 
Acontecem vivências com momentos de prazer, de satisfação, de aprendizado, e 
também da troca de novas experiências. É maior a participação de mulheres do que 
de homens nos grupos de idosos. 
Contudo, essa nova imagem criada em torno do longevo, não oferece meios 
capazes de enfrentar a decadência das habilidades cognitivas e emocionais, que são 
fundamentais para que uma pessoa seja reconhecida como um ser autônomo com 
direitos e cidadania. 
A idade cronológica é irrelevante. Antes, aposentadoria era sinônimo de velhice 
e descanso, torna-se hoje, um período livre das obrigações e controle, a que foram 
submetidos, tornando-os livres para a realização de atividades de lazer e viagens 
ocorrendo a dissociação de que aposentadoria significaria ser velho, pois inúmeros 
são os jovens que se aposentam cedo por invalidez, doenças e pensões. 
A velhice é também uma convenção sócio-cultural sendo, consequentemente, 
representada de modo diverso nas diferentes culturas. Em alguns países da África os 
idosos têm ainda um papel de prestígio na medida em que são responsáveis pela 
 
15 
 
 
 
 
salvaguarda dos valores tradicionais, eles são os "guardiões da herança coletiva". No 
Brasil, sobretudo nas zonas urbanas, há, no mínimo, uma grande ambivalência com 
relação aos velhos. Se, por um lado, acentua-se o respeito, a experiência e a 
sabedoria dos sujeitos idosos, por outro lado é a juventude, a força física, a saúde e 
o novo que merecem a valorização social. Deste modo, a velhice parece ser 
representada como decadência, inutilidade, logo, desvalorização do ponto de vista 
social. Não parece haver lugar para os sujeitos idosos, nem papéis sociais que 
possam mantê-los como sujeitos e cidadãos. 
A idade torna-se, assim, ao mesmo tempo, uma realidade biológica e uma 
convenção sócio-cultural, onde a cada etapa do desenvolvimento correspondem 
papéis sociais específicos, valores e expectativas que têm uma grande influência 
sobre a percepção que tem o sujeito do mundo e sobre sua própria definição enquanto 
sujeito que interage com este mundo. 
Conforme as estimativas da Organização Mundial da Saúde, em 2025 o 
número de pessoas com idade superior a 60 anos será de aproximadamente 
1,2 bilhões, até 2050 haverá 2 bilhões. (OMS, 2015, apud PEREIRA, 2017). 
5.1 Aspectos biopsicossociais do envelhecimento 
O resultado da interação dos fatores ambientais e genéticos, bem como o 
estado de saúde física e mental, influenciam na qualidade de vida do idoso, sendo 
estes pontos fundamentais para os índices de morbimortalidade. Estudos prévios têm 
demonstrado a associação entre condições socioeconômicas e status de saúde, onde 
de modo geral os dados indicam que os indivíduos residentes em áreas com baixa 
cobertura social e com maior exposição a fatores de risco, tais como violência urbana, 
falta de higiene, desarranjo familiar, escassez de serviçosde saúde, entre outros, 
configuram-se entre aqueles com piores indicadores de saúde. 
Considerando este novo paradigma social e seus reflexos na dimensão da 
saúde, surge no campo da epidemiologia o conceito de capacidade funcional, para 
definir instrumentalizar e operacionalizar a saúde no idoso. Esta nova visão, com 
ênfase na avaliação da funcionalidade, significa a valorização de uma vida autônoma, 
mesmo sendo o idoso portador de uma ou mais enfermidades. 
 
16 
 
 
 
 
O processo de envelhecimento numa perspectiva biopsicossocial abrange 
diferentes aspectos que podem influir para a melhoria das relações sociais da terceira 
idade. O envelhecimento é tido em quatro estágios: meia-idade, que compreende 
pessoas entre 45 e 59 anos de idade; idosos, pessoas entre 60 e 74 anos; anciões, 
pessoas entre 75 e 90 anos; e velhice extrema, pessoas acima de 90 anos de idade. 
Além do desgaste progressivo de tecidos, órgãos e da capacidade física e 
cognitiva, há um acentuado processo de perdas que desencadeia turbulências 
emocionais e psíquicas que ocasionam profunda infelicidade e diminuem a qualidade 
de vida de maneira agressiva. O estágio da velhice vem geralmente acompanhado de 
associações a sentimentos destrutivos de inutilidade e perda, situação essa que 
agrava ainda mais a condição existencial do idoso, pois acirra conflitos internos 
relacionados a tais conceitos. 
Além das alterações no corpo, o envelhecimento traz ao ser humano uma série 
de mudanças psicológicas, que pode resultar em: dificuldade de se adaptar à novos 
papéis; falta de motivação e dificuldade de planejar o futuro; necessidade de trabalhar 
as perdas orgânicas, afetivas e sociais; dificuldade de se adaptar as mudanças 
rápidas, que tem reflexos dramáticos nos velhos; alterações psíquicas que exigem 
tratamento; depressão, hipocondria, somatização, paranoia, suicídios e, por fim, 
baixas autoimagem e autoestima. Exposto a um processo em que perdas e rejeições 
são sempre iminentes, o idoso tende a buscar o isolamento, quer por vontade própria 
quer por indução social. O fato de ter poucas ocupações sociais, ser menos solicitado 
pela família e comunidade faz com que internalize um sujeito improdutivo, sem poder 
de decisão. As principais consequências do envelhecimento são crise de identidade, 
mudanças de papéis, aposentadoria, perdas diversas e diminuição dos contatos 
sociais. 
5.2 Envelhecimento biológico 
Alterações Normais Associadas à Idade: Composição Corporal: a quantidade 
de água total do corpo diminui e aumenta o conteúdo de gordura (não significa 
obesidade), daí o cuidado que devemos ter com a hidratação do idoso (oferecer muito 
 
17 
 
 
 
 
líquido); os músculos tornam-se mais frágeis e atrofiados, podendo-se aumentar o 
risco de quedas. 
Pele: a pele torna-se mais seca, com manchas e com menor quantidade de 
pelos, sendo que o conteúdo de gordura abaixo da pele também diminui, deixando-a 
mais fina; isto ocasiona um aumento da incidência de pruridos (coceira) e de 
hematomas (manchas roxas de sangue); devemos ter cuidado extra com o sol, usar 
cremes hidratantes e evitar, na medida do possível, a incidência de traumas (batidas 
ou pancadas). 
Órgãos dos Sentidos: a visão e a audição diminuem, atenuando também o 
número de dentes; o paladar (capacidade de sentir gostos ou sabores) se torna menos 
eficiente, sendo que o idoso acaba por ingerir mais sal e açúcares, em prejuízo de sua 
saúde; devemos estimular o uso de óculos e de aparelhos auditivos, bem como o de 
dentaduras, além de orientá-los para uma alimentação correta, evitando assim o 
surgimento de anemias ou de desnutrição. 
Ossos: a quantidade de ossos saudáveis diminui, havendo uma maior 
rarefação dos ossos (desgaste), que se tornam mais fracos e quebradiços 
(osteoporose); todo o cuidado para se evitar quedas e fraturas deve ser tomado. 
Postura: o idoso é mais "curvado", devido à diminuição da altura das vértebras 
da coluna (pela osteoporose); perde-se um centímetro de altura a cada 10 anos; o 
andar também se modifica, ficando menos equilibrado e com passos mais curtos, 
aumentando-se o risco de quedas. 
Artérias: as artérias (vasos sanguíneos que levam o sangue do coração para 
todo o corpo), estão mais endurecidas e estreitas (com maior teor de gordura e de 
cálcio), dificultando a circulação de sangue e causando aumento da pressão arterial. 
Coração: a capacidade de "bombear" o sangue está diminuída no coração do 
idoso, o que pode provocar problemas durante algum esforço físico com o qual o 
indivíduo não esteja habituado. 
O envelhecimento físico ou biológico corresponde a pequenas e 
imperceptíveis alterações que ocorrem nos organismos vivos ao longo do 
tempo, causados pela diminuição da dinâmica celular, provenientes do 
próprio processo de envelhecer (LOBO, et al, 2014, apud MENEZES, 2018). 
 
18 
 
 
 
 
5.3 Envelhecimento psicológico 
Na velhice o equilíbrio psicológico torna-se mais difícil, pois a longa história da 
vida humana acentua as diferenças individuais, quer pela aquisição de um sistema de 
reivindicações e desejos ou pela fixação de estratégias de comportamento. 
O conhecimento da evolução neuropsicológica permite aferir se alguma função 
cognitiva prejudicada significa doença. As habilidades que sofrem declínio com a 
idade são: memória de trabalho, velocidade de pensamento e habilidades 
visuoespaciais, enquanto as que se mantêm inalteradas são: inteligência verbal, 
atenção básica, habilidade de cálculo e a maioria das habilidades de linguagem. 
Algumas características do envelhecimento psicológico são: 
Aceitação ou recusa da situação do velho; Aceitação ou rejeição pelo meio; 
Atitude hostil ante o novo; Diminuição da vontade, das aspirações e das atenções; 
Déficit cognitivo; Deteriorização da memória; Baixo nível de tolerância, insegurança; 
Estreitamento da afetividade. 
6 ENVELHECIMENTO SOCIOECONÔMICO 
 
Fonte:ecycle.com.br 
 
 
19 
 
 
 
 
Um dos principais fatores que contribui para um envelhecimento saudável 
está associado diretamente ao conjunto de relações pessoais e influências 
ambientais em que o idoso está inserido, ou seja, indivíduos que passam 
exatamente pelas mesmas condições, sejam elas negativas ou positivas, 
podem apresentar posturas e comportamentos completamente diferentes 
(SANTOS et al., 2016, apud MENEZES, 2018). 
A população idosa de hoje é composta por pessoas que viveram momentos de 
conquistas históricas, que estiveram na condição de trabalhadores vinculados ao 
mercado formal e ao sistema previdenciário, entre as décadas de 30 e 80. 
A classe trabalhadora no Brasil teve o seu início no final do século XIX com o 
processo de industrialização onde utilizavam à mão de obra barata formada em 
grande parte pelos imigrantes que chegavam ao país. 
Os salários eram muito baixos e o número crescente de operários vão se 
organizando e estruturando em busca de salários mais dignos e melhores condições 
de emprego. Em meados de 1920, o movimento de operários, vai tomando contato 
com os comunistas, na tentativa de fortalecer seus movimentos de classe. 
A década de 30 foi um marco histórico para os trabalhadores, pois ocorreu o 
fim da dominação oligárquica, pondo fim a hegemonia agroexportadora e tendo início 
o predomínio da estrutura produtiva com base urbana e industrial. 
 Em menos de 50 anos, o número de idosos no Brasil passou de três milhões, 
em 1960, para 20 milhões em 2008, proporcionando um aumento de quase 
700%. (VERAS, 2009, apud MELO, 2017). 
O processo de industrialização deu início à urbanização dos grandes centros 
onde, os agricultores migravam para as cidades em busca de emprego nas crescentes 
indústrias que surgiam a cada dia. 
O sistema previdenciário se estabeleceu através das entidades de 
aposentadoria e pensões. Esta estrutura permitia um controle maior do Estado em 
relação aos trabalhadores, mas fomentava uma maior organização desses em relaçãoaos seus direitos. 
A mulher foi incorporada ao mercado de trabalho como mão-de-obra 
secundária nas atividades que exigiam pouca escolaridade, como tecelãs e outras 
atividades semelhantes. O período de guerra intensificou a participação feminina no 
 
20 
 
 
 
 
mercado de trabalho, porém isso não diminuiu os preconceitos acerca da mulher que 
só conquistou o direito ao voto na década de 30. 
O idoso de hoje é o mesmo que abandonou o meio rural em busca de novas 
conquistas de vida. E para aqueles que dependem do sistema previdenciário, a 
realidade também não é animadora. A maioria dos aposentados recebe um salário 
mínimo onde esse valor não garante a subsistência digna dessas pessoas o que faz 
com que muitos voltem a trabalhar para acrescentar algum ganho para a sua 
sobrevivência. 
A inversão do papel familiar gera um estado de insegurança, de medo e de 
inadaptações que depende de sua intensidade, são expressões através de 
irritabilidade, acomodação ou indiferença, podendo afetar a própria personalidade, 
levando o idoso ao isolamento e ao sentimento de inutilidade. 
7 ENVELHECIMENTO PSICOSSEXUAL 
 
Fonte: emaze.com 
As pesquisas sobre o envelhecimento sexual levam a indagações, visto que a 
sexualidade é parte integrante da estrutura do indivíduo, interagindo em seu 
comportamento, sua atuação e seu equilíbrio. Na sociedade, a atividade sexual entre 
 
21 
 
 
 
 
os idosos tende a ser encarada como indecente, levando os idosos a terem vergonha 
e reprimirem as mudanças. 
Até recentemente, ainda se acreditava que por volta dos cinquenta anos o 
declínio da função sexual era inevitável face à menopausa feminina e à instalação 
progressiva das disfunções da ereção masculina. Além disto, a atividade sexual perdia 
fatalmente seu objetivo de procriação e, portanto, sua justificativa social. 
Para uma mulher, as alterações causadas pelo envelhecimento envolvem 
níveis hormonais, alterações físicas em todo o aparelho reprodutor feminino e 
alterações psicológicas. Tais alterações ocorrem na intrincada relação entre os 
hormônios ovarianos e os que são produzidos pela hipófise. 
A menopausa é uma etapa normal do processo de envelhecimento da mulher. 
Os ovários interrompem a liberação de óvulos e os períodos menstruais cessam. A 
maioria das mulheres passa por esse processo por volta dos 50 anos de idade, 
embora ele possa ocorrer antes mesmo dos 40 anos. Em geral, os ciclos menstruais 
tornam-se irregulares antes do início da menopausa. 
Devido à diminuição dos níveis hormonais, ocorrem alterações em todo o 
sistema reprodutor feminino. As paredes vaginais tornam-se menos elásticas, menos 
enrugadas e mais finas. O tamanho da vagina diminui. Há uma diminuição também 
do tecido genital externo (atrofia dos lábios) e as secreções tornam-se escassas e 
aquosas. 
Diferente das mulheres que deixam de ser férteis de forma abrupta com a 
menopausa, os homens não sofrem nenhuma alteração súbita em sua fertilidade. Ao 
contrário, essas alterações se apresentam gradualmente. As alterações causadas 
pelo envelhecimento no sistema reprodutor masculino ocorrem principalmente nos 
testículos. O tecido testicular diminui. O nível do hormônio sexual masculino, 
testosterona, permanece inalterado ou apresenta uma redução mínima. 
Alguns homens podem apresentar uma diminuição do desejo sexual e as 
respostas sexuais podem tornar-se mais lentas e menos intensas. Essa situação pode 
estar relacionada à diminuição no nível de testosterona, mas é muito provável que 
seja originada por alterações psicológicas e sociais relacionadas ao envelhecimento 
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/003445.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000894.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/002342.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000894.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/002334.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/003707.htm
 
22 
 
 
 
 
(como a falta de uma companheira com "desejo sexual"), doenças crônicas ou 
medicamentos. 
A tese de Freud veio a ser confirmada com a recente emergência do conceito 
de saúde sexual e com a sua dissociação progressiva do conceito de 
reprodução, o que coloca em evidência a autonomização da vida sexual e 
sua importância para a realização e o bem-estar dos indivíduos durante toda 
a vida (GIAMI, 2003, apud VASCONCELLOS, 2004). 
A impotência pode ser uma preocupação para os homens que envelhecem e é 
normal que as ereções ocorram com menor frequência. Está mais frequentemente 
relacionada a algo mais do que o simples fato de envelhecer. Alguns medicamentos, 
especialmente os utilizados para tratar hipertensão e outras condições determinadas, 
podem fazer com um homem seja incapaz de ter ou manter uma ereção que seja 
suficiente para uma relação sexual. Algumas doenças, como a diabetes mellitus, 
também podem causar impotência e, nesse caso, geralmente a impotência pode ser 
tratada. 
A glândula prostática aumenta com a idade conforme uma parte do tecido 
prostático é substituída por tecido fibrótico semelhante a uma cicatriz. Essa condição, 
denominada hipertrofia prostática benigna, afeta cerca da metade dos homens. A 
função da próstata não está diretamente ligada à fertilidade e interfere na micção, pois 
a próstata aumentada bloqueia parcialmente a uretra. O câncer de próstata é mais 
comum em homens de idade avançada e é uma das causas mais frequentes de morte 
por câncer. 
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/002312.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/003164.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000468.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/001214.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000381.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000380.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/001289.htm
 
23 
 
 
 
 
8 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR 
 
Fonte: tuasaude.com 
O sistema circulatório de uma pessoa idosa demonstra uma tolerância reduzida 
a alterações, como se mover repentinamente de uma posição supina para uma 
posição ereta, sendo isso uma hipotensão postural que é o fator que contribui para a 
predominância de queda nos idosos. 
A pessoa idosa que tenha problemas de hipertensão demonstra uma hipertrofia 
ventricular correspondentemente maior do que um idoso que tenha pressão normal. 
O processo de envelhecimento fisiológico do Sistema Cardiovascular pode 
provocar alterações funcionais e estruturais. No que se refere às alterações estruturais 
cardíacas, estas estão relacionadas a depósitos de substâncias como amiloides, 
lipídeos, cálcio e fibrose miocárdica. Em relação às alterações estruturais das artérias, 
com o processo de envelhecimento estas perdem sua elasticidade em razão do 
excesso de calcificação, tornando-se rígidas; tal processo é chamado de 
arteriosclerose. Reflexos dos barorreceptores e quimiorreceptores também estão 
presentes no processo de envelhecimento e podem ser resultado de alterações 
vasculares, como a excitação simpática. Referente às alterações funcionais, o 
controle autonômico da função cardiovascular também é afetado pelo processo de 
envelhecimento, ou seja, tanto a frequência cardíaca intrínseca quanto os tônus 
 
24 
 
 
 
 
simpático e parassimpático do coração estarão alterados, resultando em: diminuição 
do tônus vagal, atenuação dos mecanismos regulatórios autonômicos e aumento do 
tônus simpático 
9 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
Fonte: pneumopr.org.br 
Os efeitosdo envelhecimento no sistema respiratório são semelhantes aos que 
ocorrem em outros órgãos: a função máxima diminui de forma gradual. Alterações nos 
pulmões relacionadas à idade incluem: Diminuição no pico de fluxo de ar e troca 
gasosa; Diminuição nas medidas de função pulmonar como capacidade vital (a 
quantidade máxima de ar que pode ser expirada após uma inspiração máxima); 
Enfraquecimento dos músculos respiratórios; Declínio na eficácia dos mecanismos 
de defesa pulmonar. 
As alterações relacionadas à idade não costumam provocar sintomas em 
pessoas saudáveis. Essas alterações contribuem em parte para a redução da 
capacidade de idosos em realizar exercícios intensos, em especial exercícios 
aeróbicos intensos, como corrida, ciclismo ou alpinismo. Contudo, as diminuições na 
função cardíaca relacionadas à idade podem ser uma causa mais importante para tais 
limitações. 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-pulmonares-e-das-vias-respirat%C3%B3rias/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-pulmonares/testes-de-fun%C3%A7%C3%A3o-pulmonar-tfp
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-pulmonares-e-das-vias-respirat%C3%B3rias/biologia-dos-pulm%C3%B5es-e-das-vias-a%C3%A9reas/controle-da-respira%C3%A7%C3%A3o#v35584036_pt
 
25 
 
 
 
 
Além disso, os idosos apresentam um risco maior de desenvolverem 
pneumonia após infecções bacterianas ou virais. Desse modo, as vacinas contra 
infecções respiratórias, como influenza e pneumonia pneumocócica, são 
particularmente importantes para idosos. 
É importante observar que as alterações nos pulmões relacionadas à idade 
aumentam os efeitos de doenças cardíacas e pulmonares que a pessoa possa ter, 
especialmente aquelas causadas pelos efeitos destrutivos do tabagismo. 
O envelhecimento pulmonar das artérias é marcado por alterações na 
estrutura das paredes dos vasos, muito similar ao que acontece na circulação 
sistêmica. A magnitude de aumento de pressão relacionada à idade é 
geralmente menor do que na circulação sistêmica (SHEPHARD, 2003, apud 
DAVIDSON E FEE, 1990). 
10 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA NERVOSO 
 
Fonte: saudearticular.com 
O processo de envelhecimento afeta intimamente o Sistema Nervoso Central, 
mesmo na ausência de patologias graves, levando-o gradualmente a um declínio 
cognitivo. O Sistema Nervoso Central é composto basicamente por dois tipos 
celulares principais: os neurônios, responsáveis pela função básica de receber, 
processar e enviar informações, e as células gliais. O envelhecimento neurológico é 
 
26 
 
 
 
 
marcado por alterações morfológicas, histológicas e da fisiologia neural. Essas 
alterações podem ocorrer em nível macroscópico e microscópico. 
Ocorre: Hipotrofia Neural A morte celular e a hipotrofia neuronal são 
caracterizadas pela perda da substância branca no encéfalo, sendo consideradas as 
principais causas de alterações do sistema nervoso em nível microscópico durante o 
envelhecimento. 
Alterações nos Neurotransmissores; 
Lipofuscina: Ainda não está clara a consequência do acúmulo de lipofuscina, 
mas esta é considerada uma das marcas do envelhecimento celular neuronal no 
idoso, resultante da perioxidação dos lipídios poli-insaturados das membranas 
biológicas; 
Degeneração grânulo-vacuolar: A degeneração grânulo-vacuolar é decorrente 
de um processo de autofagia de proteínas Tau nos lisossomos, sendo marcada pela 
presença de pequenos vacúolos múltiplos ou isolados no pericárdio celular neural. 
Tanto as alterações sensoriais centrais, quanto as sensitivas e motoras 
periféricas, são responsáveis por cerca de 35% a mais de quedas e lesões 
que ocorrem nos indivíduos com mais de 65 anos de idade (JUNIOR, et al., 
1996, apud MOREIRA, 2001). 
 
 
27 
 
 
 
 
11 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO 
 
Fonte: prezi.com 
As alterações musculares são percebidas por conta da diminuição da massa 
corporal, que torna os músculos mais flácidos e finos, principalmente na área dos 
braços, pernas e pescoço, tornando os músculos dos quadris e joelhos mais rígidos e 
interferindo no índice de massa corporal. 
Conforme as pessoas envelhecem, suas articulações são afetadas por 
mudanças na cartilagem e no tecido conjuntivo. A cartilagem se torna mais fina e seus 
componentes (proteoglicanos: substâncias que ajudam a fornecer resistência à 
cartilagem) são alterados, o que pode tornar a articulação menos resistente e mais 
suscetível a danos. Assim, em algumas pessoas, as superfícies das articulações não 
deslizam bem umas sobre as outras como antes. Esse processo pode levar 
à osteoartrite. Além disso, as articulações ficam mais rígidas, porque o tecido 
conjuntivo no interior dos ligamentos e tendões torna-se mais rígido e sensível. Essa 
mudança também limita a amplitude de movimento das articulações. 
O envelhecimento traz várias alterações ao indivíduo, e seu estilo de vida 
também pode influenciar em sua independência. O processo pode ser 
natural, quando ligado às alterações fisiológicas e biológicas, ou patológico, 
quando acompanhado de doenças (ALMEIDA, et al, 2016, apud MENEZES, 
2018). 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos,-articulares-e-musculares/dist%C3%BArbios-articulares/osteoartrite-oa
 
28 
 
 
 
 
12 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA RENAL 
 
Fonte: dicavida.com.br 
A parede da bexiga se modifica no envelhecimento. O tecido elástico é 
substituído por um tecido fibroso duro, fazendo com que a bexiga tenha uma menor 
elasticidade. Os músculos se enfraquecem e a bexiga pode não se esvaziar por 
completo no ato da micção. Nos homens, pode ocorrer um bloqueio na saída devido 
a uma glândula prostática aumentada. Nas mulheres, o enfraquecimento muscular 
pode fazer com que a bexiga ou a vagina "caiam" e se desloquem de sua posição 
original (prolapso), o que pode vir a bloquear a uretra. 
As alterações nos rins podem modificar a capacidade de uma pessoa idosa 
concentrar a urina. A desidratação ocorre com mais facilidade e piora se o idoso reduz 
o consumo de líquidos em um esforço para reduzir a manifestação de problemas de 
controle vesical (incontinência urinária). 
O envelhecimento aumenta o risco do aparecimento de distúrbios urinários, 
entre eles a insuficiência renal aguda e a insuficiência renal crônica. As infecções 
vesicais e outras infecções do trato urinário são mais comuns em idosos. Em parte, 
isso está relacionado ao esvaziamento incompleto da bexiga, além de alterações no 
equilíbrio químico das membranas urinárias. 
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/002342.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000982.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000891.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000501.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000471.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000521.htm
 
29 
 
 
 
 
A retenção urinária (incapacidade de esvaziar a bexiga por completo, o que 
pode causar um refluxo para os rins, danificando-os) é mais comum em idosos. Muitas 
pessoas em idade avançada têm problemas para controlar a bexiga (incontinência 
urinária). Tanto em homens quanto em mulheres, as alterações urinárias têm uma 
ligação direta com as alterações no sistema reprodutor. 
13 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA GASTROINTESTINAL 
 
Fonte: bancodasaude.com 
O sistema gastrointestinal também sofre consequências do processo fisiológico 
de envelhecimento. As alterações podem ocorrer em níveis funcionais e estruturais. 
O acometimento ocorre em todo o sistema, da boca ao ânus. 
Boca: na cavidade oral, a atrofia da mucosa pode levar à diminuição do paladar, 
tornando-se também mais susceptível ao aparecimento de lesões. Há, ainda, uma 
redução na produção de saliva e, consequentemente, a produção deptialina é 
prejudicada, dificultando a fase inicial do processo de digestão de carboidratos; 
Esôfago: a inervação intrínseca do esôfago é reduzida significativamente com 
o processo de envelhecimento; como consequência, as contrações peristálticas 
tornam-se assincrônicas, desencadeando um processo de disfagia e refluxo 
gastresofágico no idoso; 
 
30 
 
 
 
 
Estômago: o processo de envelhecimento resulta em alterações nas principais 
secreções gástricas, como a pepsina e a produção de fator intrínseco. Essas 
alterações levam à diminuição de proteção da mucosa gástrica, tornando-a mais 
susceptível a lesões e modificações epiteliais; 
Fígado: tanto morfológica quanto funcionalmente, a função hepática pode estar 
comprometida no envelhecimento. Morfologicamente, tem-se a redução do tamanho 
do órgão, e funcionalmente, a redução de suas atividades excretoras e a 
metabolização de substâncias, como determinados medicamentos; 
 Vesícula biliar: tem seu esvaziamento retardado em decorrência da diminuição 
da sensibilidade pela Colecistocinina, aumentando, consequentemente, a incidência 
de calculose biliar;) pâncreas: no que se refere às alterações funcionais, o indivíduo 
idoso tem a secreção de insulina e lipase lentificadas; 
Intestino delgado: as principais alterações que acometem o intestino delgado 
estão relacionadas à redução da absorção de nutrientes, como as vitaminas D e B1, 
ácido fólico e lipídeos, e são consequência da redução das vilosidades intestinais e 
da superfície da mucosa; 
Intestino grosso: tanto morfológica quanto funcionalmente, o processo de 
envelhecimento acomete o intestino grosso, as principais alterações são referentes 
ao enfraquecimento muscular e às alterações nas mucosas, predispondo o idoso ao 
surgimento de divertículos, neoplasias e constipação intestinal; reto e ânus: as 
alterações principais decorrentes do processo de envelhecimento estão relacionadas 
a alterações musculares do esfíncter externo, alterações do colágeno e redução de 
força muscular, que, consequentemente, diminuem a capacidade de retenção fecal 
volumosa, acarretando incontinência fecal no idoso. 
 
31 
 
 
 
 
14 ENVELHECIMENTO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO 
 
Fonte: minilua.com 
Na velhice, o sistema imune parece se tornar menos tolerante às células do 
próprio corpo. Às vezes, um tecido normal é confundido como sendo estranho, 
originando os distúrbios autoimunes. O sistema imune se torna menos capaz de 
detectar células malignas, fazendo com que o risco de um câncer aumente com a 
idade. 
O sistema imune também vai ficando menos apto a detectar partículas 
estranhas, daí o risco maior de se contraírem infecções. As alterações de sensação, 
as alterações do andar, as alterações na estrutura da pele e outras alterações 
aumentam o risco de lesões, facilitando a entrada de bactérias pela pele danificada. 
Uma doença ou uma cirurgia podem, mais tarde, enfraquecer o sistema imune, 
deixando o organismo mais suscetível a infecções subsequentes. 
A acuidade auditiva diminui com o envelhecimento e frequentemente uma 
pessoa idosa tem uma deficiência particular para detectar sons de alta 
frequência e para distinguir um sinal real de um ruído aleatório (SHEPHARD, 
2003, apud MILLS, 1991). 
Além da ligeira redução da imunidade, o envelhecimento também afeta a 
cicatrização de inflamações e de feridas. Muitos idosos levam mais tempo e têm mais 
problemas no processo de cicatrização. Isso pode estar diretamente relacionado às 
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/003199.htm
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/000043.htm
 
32 
 
 
 
 
alterações no sistema imune ou pode ser uma consequência de outros problemas 
como o diabetes ou a arteriosclerose. 
15 ENVELHECIMENTO E COMPOSIÇÃO CORPORAL 
 
Fonte: idosos.com.br 
As alterações antropométricas relacionadas à idade atingem os ossos, as 
articulações e os músculos das pessoas idosas, de modo que os valores 
antropométricos acima dos padrões de normalidade contribuem para o surgimento de 
doenças. A diminuição da estatura ocorre em decorrência da compressão vertebral, 
pois há um estreitamento dos discos intervertebrais ocasionado pela perda de água 
que os torna secos e finos, como consequência, ocorre o encurtamento da coluna 
vertebral, resultando em uma deformidade e no surgimento da cifose, conhecida como 
postura de corcunda. As articulações do pulso, tornozelo, ombro, cotovelo, quadril e 
joelho são cavidades preenchidas por um líquido espesso que age como lubrificante 
(o líquido sinovial); a perda desse líquido ocasiona a diminuição da amplitude dos 
movimentos, ou seja, eles tornam-se mais curtos e menos flexíveis. 
O IMC é calculado dividindo-se a massa corporal (kg) pela estatura ao 
quadrado (m²). Nos idosos, quando os valores se apresentam acima da normalidade 
(entre 26 e 27) há evidência de prevalência para doenças cardiovasculares e diabetes; 
http://www.connectmed.com.br/cgi-bin/view_adam.cgi/encyclopedia/ency/article/001214.htm
 
33 
 
 
 
 
quando os valores estão abaixo destes, aponta-se risco de morte por câncer, doenças 
respiratórias e infecciosas, além da obesidade. 
Com a diminuição da massa corporal, que acontece progressivamente com o 
aumento da idade cronológica, nota-se perda de massa magra, aumento da gordura 
e diminuição da massa óssea. 
A perda de massa muscular (sarcopenia) é um processo que se inicia por volta 
dos 30 anos e progride ao longo da vida. Nesse processo, a quantidade de tecido 
muscular e o número e tamanho das fibras musculares diminuem gradualmente. O 
resultado da sarcopenia é a perda gradual de massa e força muscular. Essa perda 
leve de força muscular aumenta o esforço em certas articulações (como nos joelhos) 
e pode predispor uma pessoa a artrite ou a quedas. 
A nutrição pode influenciar na qualidade de vida da pessoa idosa. 
(TRAMONTINO et al, 2009, apud DALMOLIN, 2018). 
16 QUALIDADE DE VIDA NA VELHICE 
 
Fonte: acaopopular.net 
A qualidade de vida em idosos representa um desafio, pois exige contemplação 
da experiência do envelhecimento visando a uma qualidade cotidiana, além das 
oportunidades oferecidas. 
 
34 
 
 
 
 
A qualidade de vida aplica-se ao indivíduo saudável e diz respeito ao seu grau 
de satisfação com a vida nos aspectos moradia, transporte, alimentação, lazer, 
realização profissional, relacionamento com outras pessoas, liberdade, autonomia e 
segurança financeira. 
Se os indivíduos envelhecerem com autonomia e independência, com boa 
saúde física, desempenhando papéis sociais, permanecendo ativos e desfrutando de 
senso de significado pessoal, a qualidade de vida pode ser muito boa. 
Qualidade de vida tem múltiplas dimensões, como a física, a psicológica e a 
social, cada uma com seus aspectos. A saúde e a capacidade funcional são variáveis 
importantes que devem ser avaliadas, como também o bem-estar subjetivo. A 
avaliação de qualidade de vida muda com o tempo, pessoa, lugar e contexto cultural; 
para uma mesma pessoa, muda conforme seu estado de humor. 
O envelhecimento é considerado um processo natural que atinge todos os 
seres humanos sem distinção, nele ocorrem modificações fisiológicas que 
ocasionam queda da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio 
ambiente e perda da capacidade de manter o equilíbrio homeostático. 
(LADEIRA, 2018). 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (1999), qualidade de vida é a 
percepção do indivíduo acerca de sua posição na vida, de acordo com o contexto 
cultural e sistema de valor com os quais convive e em relação a seus objetivos, 
expectativas, padrões e preocupações. 
Qualidade de vida na velhice pode ser definida como a avaliação 
multidimensional referenciada a critérios sócio normativos e intrapessoais, a respeito 
das relações atuais, passadas e prospectivas entre o indivíduo maduro ou idoso e o 
seu ambiente. 
Duranteos últimos anos da vida de um idoso, há uma forte interação entre a 
qualidade de vida e o ambiente no qual esta pessoa tem que viver. A disponibilidade 
de moradia e um simples auxílio à vida diária podem fazer uma diferença substancial 
na qualidade de vida desse idoso. 
A qualidade de vida em idosos e sua avaliação sofrem os efeitos de numerosos 
fatores, entre eles os preconceitos dos profissionais e dos próprios idosos em relação 
à velhice. O idoso deve ter participação ativa na avaliação do que é melhor e mais 
 
35 
 
 
 
 
significativo para ele, pois o padrão de qualidade de cada vida é um fenômeno 
pessoal. 
17 FATORES QUE INTERFEREM NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO 
 
Fonte: casadeseguro.com.br 
O envelhecimento interno é, de longe, o mais importante, uma vez que pode 
levar à falência de órgãos importantes para manutenção da vida. O envelhecimento 
cutâneo resulta apenas em alterações estéticas, todavia, visíveis e incômodas. Várias 
teorias, relacionadas abaixo, tentam explicar por que envelhecemos e por que alguns 
manifestam este processo de forma mais rápida e mais intensa do que outros. 
Enquanto algumas destas teorias são mais conclusivas, outras ainda necessitam de 
mais estudos. 
Radiação ultravioleta: é um fator extrínseco que contribui para o 
envelhecimento precoce da pele. É um dos aceleradores do envelhecimento mais 
estudados e comprovados pelos cientistas; 
Temperatura: há citações na literatura afirmando que tanto o calor como frio 
podem influenciar a velocidade do envelhecimento da pele de maneiras diferentes. As 
altas temperaturas são responsáveis por desnaturação do DNA e proteínas, enquanto 
 
36 
 
 
 
 
as baixas temperaturas dificultam a circulação, induzem ao ressecamento e 
descamação da pele; 
Radicais livres e espécies reativas de oxigênio: a ação de compostos formados 
no organismo a partir de reações bioquímicas é uma das teorias mais exploradas. 
Com o avanço da idade, pode ocorrer o aumento destas moléculas. Paralelamente, 
há uma diminuição da capacidade antioxidante natural do organismo. Quantidades 
excessivas destes compostos podem reagir com os lipídeos de membranas celulares 
e proteínas. Inclusive, enzimas e DNA contribuindo para o desenvolvimento de certas 
alterações cutâneas possivelmente. Os radicais livres, ao atacar proteínas do tecido 
conjuntivo, por exemplo, induzem a fibrose e esclerose; 
Tabaco e poluição: podem acelerar o envelhecimento ao produzirem radicais 
livres. Os fumantes apresentam envelhecimento mais intenso. A probabilidade de ele 
desenvolver rugas faciais pode ser até cinco vezes maior do que a dos não-fumantes. 
O cigarro está associado ao aumento de elastose cutânea, que aumenta o 
envelhecimento facial e contribui para a característica de “face de fumante”. A 
contração de músculos labiais e faciais, durante o ato de fumar, e entorno dos olhos, 
devido à irritação promovida pela fumaça, pode aumentar a formação de rugas nestas 
regiões; 
Perda rápida de peso: leva à redução de volume de células graxas, que 
suportam a pele facial, provocando um aspecto debilitado e flácido nesta região; 
Genética: as diferenças de longevidade entre raças ou pessoas corroboram 
com a ideia da influência genética processos de envelhecimento. Segundo os adeptos 
da teoria genética, o processo do envelhecimento é geneticamente programado do 
nascimento até a morte; 
Patologias: enfermidades podem refletir na velocidade e intensidade do 
envelhecimento; 
Cor da pele: é bem conhecido o fato de que pessoas de pele negra envelhecem 
de forma mais lenta do que as de pele branca. Isso pode ser explicado pela presença 
da melanina, que funciona como um absorvedor de ultravioleta e minimiza a 
participação desta radiação no envelhecimento cutâneo; 
 
37 
 
 
 
 
Nutrição hipercalórica: a restrição calórica em ratos e primatas não-humanos 
tem prolongado a vida destes animais e retardado o aparecimento de várias condições 
patológicas associadas ao envelhecimento. Provavelmente, devido à diminuição da 
produção de radicais livres; 
Envelhecimento programado: funcionaria como um relógio genético, que 
determina em que período da vida as células começam a se degenerar; 
Mutação: por esta teoria o envelhecimento é conseqüência de alterações 
espontâneas ou induzidas do DNA. A radiação UV pode levar a estas mutações, 
atuando direta ou indiretamente no DNA através da produção de radicais livres; 
Comportamento: os hábitos podem acelerar ou retardar a mortalidade. A 
alimentação equilibrada, atividade física regular, consumo moderado de bebidas e não 
fumar podem aumentar a expectativa de vida com um ganho de quatorze anos na 
idade cronológica; 
Estrógeno: o envelhecimento está associado ao declínio de vários hormônios. 
Entre eles, está o estrógeno. Esteticamente, a redução dos níveis de estrógeno está 
associada à pele seca, afinamento da epiderme, redução da manutenção de barreira 
córnea, diminuição do colágeno na derme, formação de rugas e o aumento de 
elasticidade cutânea. 
18 ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO 
 
Fonte: depositphotos.com 
 
38 
 
 
 
 
O risco de muitas doenças e problemas de saúde diminuem com a prática 
regular de exercícios. A inutilidade não é um fato, mas uma forma de comportamento. 
É importante desenvolver uma ocupação prazerosa e saudável na terceira idade. As 
observações do cotidiano permitem constatar que pessoas idosas que buscam seus 
interesses e fazem o que gostam, melhoram muito o seu estado de bem-estar e 
desenvolvimento físico e mental. 
É importante também que os idosos, principalmente aqueles que enfrentam o 
processo de envelhecimento com dificuldade, participem de atividades que promovam 
sua inclusão social e estimulem o desenvolvimento de suas habilidades individuais. 
Por mais que o idoso não esteja disposto, é preciso sensibilizá-lo para que ele tenha 
no mínimo uma experiência para se sentir melhor. 
A ausência de limitações e perdas não constitui o sucesso de um idoso. O 
sucesso é medido pela forma como essas limitações e perdas são integradas com as 
atitudes de uma pessoa em relação ao envelhecimento. O envelhecimento bem-
sucedido não é tanto uma questão de medir objetivamente as funções físicas, mas 
qual é o nível de sucesso atingido no processo de adaptação às limitações físicas de 
forma a satisfazer o idoso. 
O fato é que os idosos precisam lançar mão de algumas estratégias que 
possibilitem ter uma velhice satisfatória; isto implica estarem atentos a cultivarem 
novos hábitos, engajarem-se em atividades produtivas, realizarem projeto de vida, 
ingressarem em universidade de terceira idade, desenvolverem serviços voluntários e 
outros. 
Portanto, um envelhecimento bem-sucedido depende de como o idoso vai 
enfrentar os desafios da vida, lutar pelos os seus direitos de cidadão e colocar em 
prática projetos viáveis dentro das condições pessoais e do meio ambiente em que 
vive. 
19 CONCLUSÃO 
O envelhecimento é um dos fenômenos que mais se evidencia nas sociedades 
atuais. De fato, a conjugação do decréscimo progressivo das taxas de natalidade com 
 
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o aumento gradual da esperança média de vida tem se traduzido no envelhecimento 
populacional. 
É importante que os idosos, principalmente aqueles que enfrentam o processo 
de envelhecimento com dificuldade, participem de atividades que promovam sua 
inclusão social e estimulem o desenvolvimento de suas habilidades individuais. Por 
mais que o idoso não esteja disposto, é preciso sensibilizá-lo para que ele tenha no 
mínimo uma experiência para se sentir melhor. 
Sensorial: as alterações do paladar, visão, odor, audição e tato diminuem em 
proporções individualizadas. Uma vez que as estimulações do paladar e odor induzem 
mudanças metabólicas, tais como secreções salivares, de ácido gástrico e 
pancreático, assim como aumentam os níveis plasmáticos de insulina, a estimulação 
sensorial diminuídapode prejudicar os processos metabólicos. 
A visão prejudicada, perda da audição e da coordenação levam a diminuição 
da ingestão de alimentos, do reconhecimento alimentar e da habilidade alimentar. 
Oral: ausência de salivação (xerostomia), afeta mais de 70% dos idosos, sendo a 
ingestão de nutrientes significativamente prejudicada. 
Gastrointestinal: durante o processo de envelhecimento, mudanças que afetam 
o apetite e a habilidade para digerir e absorver alimentos ocorre no sistema 
gastrointestinal. 
A motilidade gastrointestinal alterada e o tônus muscular diminuído podem ser 
resultados da constipação do idoso, além da ingestão inadequada de líquidos e 
inatividade. 
Renal: A função renal pode estar diminuída em 50% em razão de certas 
condições crônicas e de diminuição da taxa de filtração glomerular. 
Neurológicos: tanto pacientes portadores de doenças de Alzheimer como Mal 
de Parkinson apresentam um mau estado nutricional. Estudos relacionados a essas 
doenças verificaram perda de peso intensa e aumento de gasto energético. Isso se 
deve pelas dificuldades encontradas na aquisição, preparo e deglutição dos alimentos 
e pela maior demanda metabólica devido ao seu estado neuromuscular. 
Imunocompetência: a função imunológica diminui com a idade o que resulta na 
diminuição da reação a infecções nos idosos. 
 
40 
 
 
 
 
Psicossocial: o isolamento social devido à depressão; desorganização e 
mudanças da rotina diária; função visual e físicas diminuídas; medo; saúde deficiente 
e estado socioeconômico baixo, levam a maioria dos idosos à inadequação alimentar 
e à ingestão energética diminuída. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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