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Caderno LEI MARIA DA PENHA ATUALIZADO SET 2022

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Quais consequências poderão ser impostas a João pelo descumprimento da medida protetiva?

• a execução da multa imposta; e
• a decretação de sua prisão preventiva (art. 313, III, do CPP).

João também poderia ser processado criminalmente? A conduta de descumprir medida protetiva de urgência configura crime?

ANTES da Lei nº 13.641/2018: NÃO
DEPOIS da Lei nº 13.641/2018: SIM

A conduta de descumprir medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha configura crime?

Antes da Lei nº 13.641/2018: NÃO
Depois da Lei nº 13.641/2018 (atualmente): SIM

Considerando apenas as informações narradas, você, como advogado(a), deve esclarecer que a lei brasileira:

A- Não poderá ser aplicada, tendo em vista que houve prisão em flagrante em Portugal e em razão da vedação do bis in idem.
B- Poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, independentemente do retorno de Júlia e de sua manifestação de vontade sobre o interesse de ver o autor responsabilizado criminalmente.
C- Poderá ser aplicada, desde que Júlia retorne ao país e ofereça representação no prazo decadencial de seis meses.
D- Poderá ser aplicada, ainda que Paulo venha a ser denunciado e absolvido pela justiça de Portugal.

Na oportunidade, você, como advogado(a), deverá esclarecer que:

A) o início da ação penal depende de representação da vítima, que terá o prazo de seis meses da descoberta da autoria para adotar as medidas cabíveis.
B) no caso de condenação, em razão de ser Marlon primário e de bons antecedentes, poderá a pena privativa de liberdade ser substituída por restritiva de direitos.
C) em razão de o agressor e a vítima não estarem mais namorando quando ocorreu o fato, não será aplicada a Lei nº 11.340/06, mas, ainda assim, não será possível a transação penal ou a suspensão condicional do processo.
D) no caso de condenação, por ser Marlon primário e de bons antecedentes, mostra-se possível a aplicação do sursis da pena.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos itens. I - no âmbito da _____, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas. II - no âmbito da _____, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.

A) família / íntima relação.
B) íntima relação / unidade doméstica.
C) unidade doméstica / família.
D) família / unidade doméstica.
E) íntima relação / família.

Assinale a alternativa que traz, expressamente, entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça no que concerne à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

A) Súmula 536: A suspensão condicional do processo, a suspensão condicional da pena e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha.
B) Súmula 600: Para a configuração da violência doméstica e familiar prevista no artigo 5°da Lei no11.340/2006 (Lei Maria da Penha), não se exige a coabitação entre autor e vítima.
C) Súmula 542: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal e de ameaça resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada.
D) Súmula 588: A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave ameaça no ambiente doméstico não impede a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
E) Súmula 589: É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas, admitindo-se sua discussão no caso de contravenção penal.

Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta: No dia 16 de janeiro de 2021, por volta das 03:45 h, no interior de uma boate situada na Zona Sul do Rio de Janeiro, João ofendeu a integridade física de Simone, tendo-lhe desferido um soco no rosto, o que causou lesões corporais nela. A vítima e o agressor haviam mantido um relacionamento amoroso no passado, cerca de dois anos antes da data da agressão, a qual fora motivada por questões ligadas ao término do relacionamento.

A) Houve crime de lesão corporal, sem o reconhecimento da violência doméstica, porquanto agressor e vítima já não mais tinham envolvimento amoroso.
B) Caso Simone e João reatem o relacionamento, ocorrerá a extinção da punibilidade do crime praticado por ele.
C) A agressão citada, por ter ocorrido em decorrência do relacionamento entre vítima e agressor, apesar de tal vínculo ter cessado, caracteriza violência doméstica, conforme hipótese prevista no inciso III do art. 5.º da Lei n.º 11.340/2006.
D) O agressor cometeu crime de injúria real.
E) João cometeu os crimes de lesão corporal e de tentativa de feminicídio, em concurso de crimes.

A Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) define as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Nesse sentido, temos que a violência __________ é aquela entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. Já a violência __________ é aquela entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

A) psicológica – patrimonial
B) patrimonial – psicológica
C) psicológica – moral
D) patrimonial – moral
E) física – psicológica

De acordo com a Lei nº 11.340/2006 - Lei Maria da Penha, analisar os itens abaixo: I. A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. II. Os danos patrimoniais resultantes de qualquer ação ou omissão baseada no gênero não podem caracterizar violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que a legislação abrange apenas as hipóteses de ação ou omissão amparada(s) no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral. III. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, a medida protetiva de urgência de prestação de alimentos provisionais ou provisórios. Está(ão) CORRETO(S):

A) Somente o item I.
B) Somente o item II.
C) Somente o item III.
D) Somente os itens I e III.

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Questões resolvidas

Quais consequências poderão ser impostas a João pelo descumprimento da medida protetiva?

• a execução da multa imposta; e
• a decretação de sua prisão preventiva (art. 313, III, do CPP).

João também poderia ser processado criminalmente? A conduta de descumprir medida protetiva de urgência configura crime?

ANTES da Lei nº 13.641/2018: NÃO
DEPOIS da Lei nº 13.641/2018: SIM

A conduta de descumprir medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha configura crime?

Antes da Lei nº 13.641/2018: NÃO
Depois da Lei nº 13.641/2018 (atualmente): SIM

Considerando apenas as informações narradas, você, como advogado(a), deve esclarecer que a lei brasileira:

A- Não poderá ser aplicada, tendo em vista que houve prisão em flagrante em Portugal e em razão da vedação do bis in idem.
B- Poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, independentemente do retorno de Júlia e de sua manifestação de vontade sobre o interesse de ver o autor responsabilizado criminalmente.
C- Poderá ser aplicada, desde que Júlia retorne ao país e ofereça representação no prazo decadencial de seis meses.
D- Poderá ser aplicada, ainda que Paulo venha a ser denunciado e absolvido pela justiça de Portugal.

Na oportunidade, você, como advogado(a), deverá esclarecer que:

A) o início da ação penal depende de representação da vítima, que terá o prazo de seis meses da descoberta da autoria para adotar as medidas cabíveis.
B) no caso de condenação, em razão de ser Marlon primário e de bons antecedentes, poderá a pena privativa de liberdade ser substituída por restritiva de direitos.
C) em razão de o agressor e a vítima não estarem mais namorando quando ocorreu o fato, não será aplicada a Lei nº 11.340/06, mas, ainda assim, não será possível a transação penal ou a suspensão condicional do processo.
D) no caso de condenação, por ser Marlon primário e de bons antecedentes, mostra-se possível a aplicação do sursis da pena.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos itens. I - no âmbito da _____, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas. II - no âmbito da _____, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.

A) família / íntima relação.
B) íntima relação / unidade doméstica.
C) unidade doméstica / família.
D) família / unidade doméstica.
E) íntima relação / família.

Assinale a alternativa que traz, expressamente, entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça no que concerne à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

A) Súmula 536: A suspensão condicional do processo, a suspensão condicional da pena e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha.
B) Súmula 600: Para a configuração da violência doméstica e familiar prevista no artigo 5°da Lei no11.340/2006 (Lei Maria da Penha), não se exige a coabitação entre autor e vítima.
C) Súmula 542: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal e de ameaça resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada.
D) Súmula 588: A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave ameaça no ambiente doméstico não impede a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
E) Súmula 589: É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas, admitindo-se sua discussão no caso de contravenção penal.

Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta: No dia 16 de janeiro de 2021, por volta das 03:45 h, no interior de uma boate situada na Zona Sul do Rio de Janeiro, João ofendeu a integridade física de Simone, tendo-lhe desferido um soco no rosto, o que causou lesões corporais nela. A vítima e o agressor haviam mantido um relacionamento amoroso no passado, cerca de dois anos antes da data da agressão, a qual fora motivada por questões ligadas ao término do relacionamento.

A) Houve crime de lesão corporal, sem o reconhecimento da violência doméstica, porquanto agressor e vítima já não mais tinham envolvimento amoroso.
B) Caso Simone e João reatem o relacionamento, ocorrerá a extinção da punibilidade do crime praticado por ele.
C) A agressão citada, por ter ocorrido em decorrência do relacionamento entre vítima e agressor, apesar de tal vínculo ter cessado, caracteriza violência doméstica, conforme hipótese prevista no inciso III do art. 5.º da Lei n.º 11.340/2006.
D) O agressor cometeu crime de injúria real.
E) João cometeu os crimes de lesão corporal e de tentativa de feminicídio, em concurso de crimes.

A Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) define as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Nesse sentido, temos que a violência __________ é aquela entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. Já a violência __________ é aquela entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

A) psicológica – patrimonial
B) patrimonial – psicológica
C) psicológica – moral
D) patrimonial – moral
E) física – psicológica

De acordo com a Lei nº 11.340/2006 - Lei Maria da Penha, analisar os itens abaixo: I. A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. II. Os danos patrimoniais resultantes de qualquer ação ou omissão baseada no gênero não podem caracterizar violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que a legislação abrange apenas as hipóteses de ação ou omissão amparada(s) no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral. III. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, a medida protetiva de urgência de prestação de alimentos provisionais ou provisórios. Está(ão) CORRETO(S):

A) Somente o item I.
B) Somente o item II.
C) Somente o item III.
D) Somente os itens I e III.

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO 
 
PROJETO SALA DE AULA VIRTUAL 
 
DISCIPLINA: Direito Penal IV 
PROFESSOR: Rafael Piaia 
MONITORES: Elenilda Rufino, Benedito Igor, Geane Fontenele, Janyely Elias, 
Isabele Damasceno. 
 TÓPICOS IMPORTANTE DICAS 
 
Lei Maria da Penha 
Lei n° 11.340, de 07 de agosto de 2006 
 
- PONTOS INTRODUTÓRIOS 
 
➢ Litígio Internacional – Esta lei ficou conhecida como Lei Maria da Penha, por conta 
dos atos de violência doméstica e familiar contra a Sra Maria da Penha, natural de 
Fortaleza/CE, a qual foi submetida às diversas formas de violência perpetradas pelo 
seu ex-cônjuge. Em 29 de maio de 1983, na cidade de Fortaleza/CE, a Sra. Maria da 
Penha foi atingida por um tiro de espingarda, enquanto dormia, desferido pelo seu 
até então marido. Em decorrência desse disparo, que veio a atingir a coluna da Sra. 
Maria da Penha, ela ficou paraplégica. Contudo, as agressões não cessaram. Mais ou 
menos uma semana depois, a Sra. Maria da Penha, mais uma vez foi vítima de 
violência por parte do seu então marido, nessa ocasião, ela recebeu uma descarga 
elétrica enquanto tomava banho. O autor das agressões foi denunciado em 28 de 
setembro de 1984, e sua prisão ocorreu somente em setembro de 2002, em virtude 
da quantidade de recursos interpostos. Em decorrência da morosidade do processo, 
e por envolver uma grave violação aos Direitos Humanos, o caso foi levado à 
Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que publicou o relatório nº 54/2001, 
que entre outras coisas dispunha que a ineficácia judicial, a impunidade e a 
2 
 
 
 
impossibilidade de a vítima obter uma reparação mostra a falta de cumprimento do 
compromisso de reagir adequadamente ante a violência doméstica. O artigo 7 da 
Convenção de Belém do Pará parece ser uma lista dos compromissos que o Estado 
brasileiro ainda não cumpriu quanto a esses tipos de caso. 
 
➢ Além disso, a Comissão de Direitos Humanos da OEA recomendou ao Brasil em: 
➢ A Comissão Interamericana de Direitos Humanos reitera ao Estado Brasileiro 
as seguintes recomendações: 
➢ 1. Completar rápida e efetivamente o processamento penal do 
responsável da agressão e tentativa de homicídio em prejuízo da Senhora 
Maria da Penha Fernandes Maia. 
➢ 2. Proceder a uma investigação séria, imparcial e exaustiva a fim de 
determinar a responsabilidade pelas irregularidades e atrasos injustificados 
que impediram o processamento rápido e efetivo do responsável, bem como 
tomar as medidas administrativas, legislativas e judiciárias correspondentes. 
➢ 3. Adotar, sem prejuízo das ações que possam ser instauradas 
contra o responsável civil da agressão, as medidas necessárias para que o 
Estado assegure à vítima adequada reparação simbólica e material pelas 
violações aqui estabelecidas, particularmente por sua falha em oferecer um 
recurso rápido e efetivo; por manter o caso na impunidade por mais de quinze 
anos; e por impedir com esse atraso a possibilidade oportuna de ação de 
reparação e indenização civil. 
➢ 4. Prosseguir e intensificar o processo de reforma que evite a 
tolerância estatal e o tratamento discriminatório com respeito à violência 
doméstica contra mulheres no Brasil. A Comissão recomenda 
particularmente o seguinte: 
➢ a) Medidas de capacitação e sensibilização dos funcionários judiciais e 
policiais especializados para que compreendam a importância de não tolerar 
a violência doméstica; 
3 
 
 
 
➢ b) Simplificar os procedimentos judiciais penais a fim de que possa ser 
reduzido o tempo processual, sem afetar os direitos e garantias de devido 
processo; 
➢ c) O estabelecimento de formas alternativas às judiciais, rápidas e efetivas 
de solução de conflitos intrafamiliares, bem como de sensibilização com 
respeito à sua gravidade e às consequências penais que gera; 
➢ d) Multiplicar o número de delegacias policiais especiais para a defesa dos 
direitos da mulher e dotá-las dos recursos especiais necessários à efetiva 
tramitação e investigação de todas as denúncias de violência doméstica, bem 
como prestar apoio ao Ministério Público na preparação de seus informes 
judiciais. 
➢ e) Incluir em seus planos pedagógicos unidades curriculares destinadas à 
compreensão da importância do respeito à mulher e a seus direitos 
reconhecidos na Convenção de Belém do Pará, bem como ao manejo dos 
conflitos intrafamiliares. 
➢ 5. Apresentar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, dentro do 
prazo de 60 dias a partir da transmissão deste relatório ao Estado, um 
relatório sobre o cumprimento destas recomendações para os efeitos 
previstos no artigo 51(1) da Convenção Americana. 
 
 
➢ Decorridos cinco anos da publicação do referido relatório, com o objetivo de prevenir 
e reprimir a violência doméstica e familiar contra a mulher, entrou em vigência a Lei 
nº 11.340/06, que ficou conhecida como Lei Maria da Penha, por força das violências 
e violações de Direitos, sofridas durante anos pela Sra. Maria da Penha Maia 
Fernandes. 
➢ Maria da Penha (Cearense - Fortaleza- CE); 
➢ Cria mecanismos de proteção, com órgãos públicos especializados, rede de 
atendimento, medidas protetivas, dentre outras medidas preventivas e repressivas. 
4 
 
 
 
➢ A violência de gênero é considerada violação de Direitos Humanos, e o Brasil aderiu 
às Declarações Universais de Direitos Humanos, Tratados de Direitos Humanos e 
Convenções específicas de combate à violência de gênero, tanto o âmbito da OEA, 
quanto da ONU. 
➢ A saber: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a 
Mulher (no âmbito da ONU) e a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e 
Erradicar a Violência contra a Mulher - OEA, entre outros documentos. Nesse sentido, 
ressalta-se o que dispõe o Art. 6º da LMP (Lei Maria da Penha): 
Art. 6º A violência doméstica e familiar contra a mulher 
constitui uma das formas de violação dos direitos 
humanos. 
 
➢ Um dos pontos mais importantes da Lei Maria da Penha, é o fato de que ela é 
considerada uma AÇÃO AFIRMATIVA. As AÇÕES AFIRMATIVAS podem ser entendidas 
como MEDIDAS ADOTADAS POR CERTO PERÍODO DE TEMPO, com objetivo principal 
de reverter a situação de desigualdade e discriminação, que em alguns grupos 
específicos sofreram e/ou sofrem no decorrer da história de condutas, 
comportamentos e costumes que o tratem de forma desigual no convívio social e 
comunitário. Vale ressaltar que as AÇÕES AFIRMATIVAS buscam alcançar a 
IGUALDADE MATERIAL, ou seja, a IGUALDADE DE FATO, e não somente a IGUALDADE 
FORMAL, ou seja, a IGUALDADE DE DIREITO. Em suma, a principal diferença entre a 
IGUALDADE MATERIAL e a IGUALDADE FORMAL, está no fato de que a primeira busca 
atingir a igualdade no plano real, fazendo com que todas as pessoas sejam realmente 
iguais, é exemplo de IGUALDADE MATERIAL e AÇÕES AFIRMATIVAS: as cotas em 
universidades, Estatuto do Idoso, Estatuto do Índio, Lei de Inclusão da Pessoa com 
Deficiência, Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outros. A igualdade formal, 
por sua vez, já tem previsão constitucional; mas, na prática, mesmo iguais perante a 
legislação, na prática, somos desiguais, e as ações afirmativas buscam essa igualdade 
plena. É exemplo de IGUALDADE FORMAL: o Art. 5º da CRFB/88. Ademais, ressalta-
se que não há prazo para o fim das AÇÕES AFIRMATIVAS, elas perduram até que seja 
5 
 
 
 
efetivada a igualdade formal, sem a necessidade de instrumentos jurídicos, já que a 
sociedade evoluiu e entendeu a importância de que todos tenham direitos e deveres 
igualitários. 
➢ A violência de gênero, por sua vez, é uma herança imperial, e que decorridos anos do 
descobrimento do Brasil ainda permeia a nossa sociedade. 
➢ Destaque: A Lei Maria da Penha promoveu pequenas mudanças no Código Penal, 
acrescentando, porexemplo, o parágrafo nono no art. 129 do CP, a inclusão da 
violência doméstica contra a mulher como circunstância agravante da pena. O foco 
da lei foi recrudescer o tratamento dado ao agressor e garantir a proteção da 
vítima, por meio de mecanismos de proteção dispostos na lei. 
 
 
- OBJETO DA LEI 
➢ Sujeito Ativo (Agressor ou Agressora): 
Para ser sujeito ativo nos casos abrangidos pela LMP, o agente pode ser do sexo 
masculino, bem como do sexo feminino, haja vista que esse ponto não depende de 
orientação sexual. 
➢ Sujeito Passivo (Vítima): 
O sujeito passivo é, em regra, mulher, mas os tribunais vêm ampliando a abrangência 
da lei, para aplicar a lei maria da penha para os transsexuais e transgêneros. Segue 
abaixo jurisprudência: 
 
A Lei 11.340/2006 (Maria da Penha) é aplicável as mulheres trans em situação de 
violência doméstica. STJ. 6ª Turma. REsp. 1977.124/SP, Rel. Min Rogerio Schietti Cruz, 
julgado em 5/4/2022. (Info 732). 
Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a 
Lei Maria da Penha se aplica aos casos de violência doméstica ou familiar contra 
mulheres transexuais. Considerando que, para efeito de incidência da lei, mulher trans 
é mulher também, o colegiado deu provimento a recurso do Ministério Público de São 
Paulo e determinou a aplicação das medidas protetivas requeridas por uma transexual, 
nos termos do artigo 22 da Lei 11.340/2006, após ela sofrer agressões do seu pai na 
residência da família. 
6 
 
 
 
"Este julgamento versa sobre a vulnerabilidade de uma categoria de seres humanos, que 
não pode ser resumida à objetividade de uma ciência exata. As existências e as relações 
humanas são complexas, e o direito não se deve alicerçar em discursos rasos, simplistas 
e reducionistas, especialmente nestes tempos de naturalização de falas de ódio contra 
minorias", afirmou o relator, ministro Rogerio Schietti Cruz. 
O juízo de primeiro grau e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negaram as medidas 
protetivas, entendendo que a proteção da Maria da Penha seria limitada à condição de 
mulher biológica. Ao STJ, o Ministério Público argumentou que não se trata de fazer 
analogia, mas de aplicar simplesmente o texto da lei, cujo artigo 5°, ao definir seu 
âmbito de incidência, refere-se à violência "baseada no gênero", e não no sexo 
biológico. 
 
- SITUAÇÕES ESPECÍFICAS NA LEI: 
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher 
qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 
150, de 2015) 
I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio 
permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente 
agregadas; 
EXEMPLOS: Patrão que agride a empregada doméstica, que trabalha em sua casa; Pai 
que agride a babá, de seu filho. 
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que 
são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por 
vontade expressa; 
EXEMPLOS: Marido que causa sofrimento psicológico a sua esposa; pai que agride a 
filha, irmão que agride a irmã. 
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido 
com a ofendida, independentemente de coabitação; 
EXEMPLO: Namorado agride namorada. 
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de 
orientação sexual. 
7 
 
 
 
 
 
 
 Art 5° LMP 
 
 
 
 
ATENÇÃO! 
1. NÃO SE EXIGE COABITAÇÃO PARA CONFIGURAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 
E FAMILIAR – ARTIGO 5°III, LMP. 
Súmula 600 do STJ: Para configuração da violência doméstica e familiar prevista 
no artigo 5º da Lei 11.340/2006, Lei Maria da Penha, não se exige a coabitação 
entre autor e vítima. 
 
2. LEI MARIA DA PENHA PODE SER APLICADA EM CASOS DE VIOLÊNCIA 
COMETIDA POR EX COMPANHEIRO/ESPOSO - artigo 5° III, LMP. 
É irrelevante o lapso temporal da dissolução do vínculo conjugal para se firmar a 
competência do Juizado Especializado nos casos em que a conduta imputada 
como criminosa está vinculada à relação intima de afeto que tiveram as partes. 
Na hipótese, conforme foi consignado pelas instâncias ordinárias, embora o 
matrimônio entre o agressor e a vítima tenha sido dissolvido há mais de 20 anos, 
por tratar-se de crime contra a honra perpetrado pelo paciente contra sua ex-
cônjuge e na medida em que permaneceram casados por mais de 6 (seis) anos, 
tendo, inclusive, dois filhos, ficou evidenciada a violência de gênero a atrair a 
aplicação da Lei Maria da Penha e, por conseguinte, incapaz de afastar a 
competência do Juizado Especializado da Violência Doméstica para o 
processamento da ação penal.(HC 542.828/AP, Rel. Ministro REYNALDO 
SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 18/02/2020, DJe 
20/02/2020). 
 
8 
 
 
 
- FORMAS DE VIOLÊNCIA 
 
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: 
I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou 
saúde corporal; 
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano 
emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno 
desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, 
crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, 
isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação 
de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou 
qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; 
III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, 
a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, 
coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a 
sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao 
matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, 
suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e 
reprodutivos; 
IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, 
subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, 
documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os 
destinados a satisfazer suas necessidades; 
V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, 
difamação ou injúria. 
 
-ATENÇÃO|! 
1. As relações eventuais e efêmeras não preenchem os pressupostos/requisitos, 
notadamente por não configuram o âmbito doméstico, familiar ou de qualquer 
relação íntima de afeto, estas relações estão amparadas pela legislação penal e 
9 
 
 
 
irão submeter o agressor às penas da lei, mas não haverá a incidência dos 
mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha. 
2. Nos crimes de lesão corporal leve, se praticados no âmbito doméstico, aplica-se 
a Súmula 542 do STJ, que prevê natureza de ação penal pública incondicionada. 
Em outras palavras, aqui a manifestação da vítima é irrelevante, porque o 
Estado-Juiz deverá processar o réu pela agressão. Esse entendimento afasta a 
aplicação da Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais), logo afasta a incidência do 
art. 88 da 9099/95. 
3. Nos crimes de lesão corporal leve no âmbito comum (numa relação passageira, 
não eventual, sem qualquer vínculo anterior), aplica-se a Lei 9099/95, e o seu 
art. 88 prevê que a natureza da ação penal é condicionada à representação. Aqui 
a palavra da vítima é condição para o início da persecução penal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A Lei Maria da Penha criou, em suma, uma rede técnica de atendimento,com a 
criação de delegacias especializadas até juizados especiais de violência doméstica e 
familiar contra a mulher. 
A equipe técnica específica formada por especializadas de diversas áreas, 
dentre elas o direito, a saúde, a assistência social, psicologia, psiquiatria, sempre na 
busca da aplicação de mecanismos que promovam a igualdade material entre o homem 
e a mulher. 
10 
 
 
 
 
ATENÇÃO! 
Os Tribunais Superiores não têm admitido a aplicação do princípio da 
insignificância nos crimes aos delitos praticados no âmbito da violência doméstica e 
familiar contra a mulher. Bem como NÃO ADMITEM a substituição da pena privativa de 
liberdade por restritiva de direitos, e ainda os benefícios da transação penal e da 
suspensão condicional do processo. 
 
-SÚMULAS STJ 
Súmula 536 do STJ: A suspensão condicional do processo e a transação penal não se 
aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. 
Súmula 542 do STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de 
violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada. 
Súmula 588 do STJ: A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com 
violência ou grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena 
privativa de liberdade por restritiva de direitos. 
Súmula 589 do STJ: É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou 
contravenções penais praticadas contra a mulher no âmbito das relações domésticas. 
Súmula 600 do STJ: Para configuração da violência doméstica e familiar prevista no 
artigo 5º da Lei 11.340/2006, Lei Maria da Penha, não se exige a coabitação entre autor 
e vítima. 
 
Benefícios que o Agressor não poderá receber: 
 
Art. 17 LMP. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a 
mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a 
substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. 
Art. 41 LMP. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, 
independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 
1995. 
Art. 28-A CPP. Em não sendo caso de arquivamento da investigação, se o investigado 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm
11 
 
 
 
tiver confessado a prática da infração penal sem violência ou grave ameaça e com pena 
mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor acordo de não 
persecuçãopenal. 
§ 2º O disposto no caput deste artigo não se aplica nas seguintes hipóteses: 
IV - nos crimes praticados no âmbito de violência doméstica ou familiar, ou praticados 
contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, em favor do agressor. 
 
Dispositivos legais previstos no CP, de aumento da pena em crimes com violência 
doméstica e familiar: 
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou 
qualificam o crime: 
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação 
ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica; 
Art. 121. Matar alguém: 
Homicídio qualificado 
 § 2° Se o homicídio é cometido: 
Feminicídio 
VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino: 
§ 2o-A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime 
envolve: 
I - violência doméstica e familiar; 
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. 
 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 
Violência Doméstica 
 § 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou 
companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o 
agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: 
 
IMPORTANTE! 
12 
 
 
 
Poderá ocorrer a exclusão do fato culpável de um agressor, que desferiu socos por 
ciúmes ou alegação de falta de atenção, fundamentando que no momento da agressão 
estava incapacitado em razão da paixão? 
Não! A paixão não exclui a culpabilidade, nos termos do Art. 28, inciso I, do CP. De acordo 
com a doutrina majoritária, existe crime quando for praticado fato típico, ilícito e 
culpável. Um dos elementos da culpabilidade é a imputabilidade, relacionada à 
capacidade do 
agente ter consciência de seus atos e determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Ocorre que o Art. 28, inciso I, do CP, prevê expressamente que a emoção e a paixão 
não excluem a imputabilidade penal. 
 
 
 
DADOS RELATIVOS À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: 
 
 
(Fonte: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180/SPM) 
 
 
-DA EFETIVIDADE DA LEI MARIA DA PENHA 
13 
 
 
 
A Lei Maria da Penha incorporou O AVANÇO LEGISLATIVO INTERNACIONAL e se 
transformou no principal instrumento legal de enfrentamento à violência doméstica 
contra a mulher no Brasil, tornando efetivo o dispositivo constitucional que impõe ao 
Estado assegurar a "assistência à família, na pessoa de cada um dos que a integram, 
criando mecanismos para coibir a violência, no âmbito de suas relações” (art. 226, § 8º, 
da Constituição Federal). 
1- É assegurado à mulher vítima de violência doméstica ou familiar, a 
manutenção do vínculo trabalhista, como dispõe o §2º, II, do Art. 9º da LMP: 
§ 2º - O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para 
preservar sua integridade física e psicológica: 
II - manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de 
trabalho, por até seis meses. 
 
ATENÇÃO! 
1. O juízo competente para julgar o pedido de manutenção do vínculo trabalhista 
é o juízo comum, e não o juízo do trabalho. 
 
2. A mulher, vítima de violência doméstica tem prioridade na matrícula escolar dos 
filhos, direito este assegurado pelo Art.9, §7 da LMP. 
 
§ 7º - A mulher em situação de violência doméstica e familiar tem prioridade para 
matricular seus dependentes em instituição de educação básica mais próxima de seu 
domicílio, ou transferi-los para essa instituição, mediante a apresentação dos 
documentos comprobatórios do registro da ocorrência policial ou do processo de 
violência doméstica e familiar em curso. (Incluído pela Lei 13.882/2019) 
 
 
- DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIAS: 
 
A LMP prevê em seus artigos, diversas medidas protetivas que podem ser 
aplicadas em caráter de urgência, e que obrigam o agressor, para fazer cessar as 
14 
 
 
 
violências que já foram praticadas contra a vítima, bem como evitar que sejam 
praticadas outras iguais ou piores. Nesse sentido, ensina BRASILEIRO: 
 
“Enfim, são medidas de natureza urgente que se mostram 
necessárias para instrumentalizar a eficácia do processo. 
Afinal, durante o curso da persecução penal, é 
extremamente comum a ocorrência de situações em que 
essas providências urgentes se tornam imperiosas, seja 
para assegurar a correta apuração do fato delituoso, a 
futura e possível execução da sanção, a proteção da 
própria vítima, ameaçada pelo risco de reiteração da 
violência doméstica e familiar, ou, ainda, o ressarcimento 
do dano causado pelo delito.” (BRASILEIRO, 2016, pg. 932) 
 
- DISPOSIÇÕES LEGAIS 
 
Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos 
termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou 
separadamente, as seguintes medidas protetivas de urgência, entre outras: 
I - Suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão 
competente, nos termos da 
II - afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida; 
III - proibição de determinadas condutas, entre as quais: 
a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite 
mínimo de distânciaentre estes e o agressor; 
b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de 
comunicação; 
c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e 
psicológica da ofendida; 
IV - restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de 
atendimento multidisciplinar ou serviço similar; 
15 
 
 
 
V - prestação de alimentos provisionais ou provisórios. 
VI – comparecimento do agressor a programas de recuperação e reeducação; e 
(Incluído pela Lei nº 13.984, de 2020) 
VII – acompanhamento psicossocial do agressor, por meio de atendimento individual 
e/ou em grupo de apoio. (Incluído pela Lei nº 13.984, de 2020) 
 
Art.38A - Parágrafo único. As medidas protetivas de urgência serão, após sua 
concessão, imediatamente registradas em banco de dados mantido e regulamentado 
pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso instantâneo do Ministério Público, 
da Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com 
vistas à fiscalização e à efetividade das medidas protetivas. (Incluído pela Lei 
14.310/2022) 
 
ATENÇÃO! 
1. Os incisos VI e VII do Art. 26 da LPM, foram incluídos pela Lei nº 13.984, de 3 
de abril de 2020, que surgem como medidas pontuais para o combate do 
aumento do número de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, 
que segundo as Delegacias dos Estados, esse aumento iniciou após o isolamento 
social em virtude da pandemia do COVID-19. 
 
2. O parágrafo único do Art.38A foi alterado recentemente pela Lei 14.310/2022, 
instituindo o registro imediato das medidas protetivas contra o agressor no 
banco de dados, de modo a assegurar o acesso instantâneo aos dados pelo 
Ministério Público, pela Defensoria Pública, por órgãos de segurança pública e 
pela assistência social, como forma de garantia da fiscalização e da efetividade 
das medidas protetivas. 
 
Esse rol de medidas protetivas é exemplificativo e o juiz poderá aplicar outras medidas 
não expressamente listadas na Lei Maria da Penha. 
 
Vale ressaltar, no entanto, que o crime do art. 24-A somente se verifica se o agente 
descumprir uma medida protetiva prevista na Lei nº 11.340/2006. Se o sujeito 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13984.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13984.htm#art2
16 
 
 
 
descumprir medida protetiva atípica, ou seja, não prevista expressamente na Lei 
Maria da Penha, não haverá o crime do art. 24-A. 
 
IMPORTANTE! Inexigibilidade de conduta diversa 
Uma das medidas protetivas de urgência previstas na Lei é a “prestação de alimentos 
provisionais ou provisórios” à mulher (art. 22, V). 
Se o agente não cumpre essa medida em virtude de impossibilidade econômica, não 
poderá ser punido pelo crime do art. 24-A, considerando que se trata de hipótese de 
inexigibilidade de conduta diversa, que consiste em causa excludente de culpabilidade. 
 
Habeas corpus 
Cabe habeas corpus para apurar eventual ilegalidade na fixação de medida protetiva de 
urgência (STJ. 5ª Turma. HC 298.499-AL, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado 
em 1º/12/2015). Esse entendimento ganha força agora com a inclusão do art. 24-A à Lei 
Maria da Penha. 
 
 
PRAZOS PARA AS AUTORIDADES: 
 
Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o 
registro da ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de imediato, os seguintes 
procedimentos, sem prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal: 
III - remeter, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, expediente apartado ao juiz com o 
pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas de urgência; 
Art. 18. Recebido o expediente com o pedido da ofendida, caberá ao juiz, no prazo de 48 
(quarenta e oito) horas: 
I - conhecer do expediente e do pedido e decidir sobre as medidas protetivas de urgência; 
II - determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência judiciária, 
quando for o caso, inclusive para o ajuizamento da ação de separação judicial, de 
divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável perante o juízo 
competente;(Redação dada pela Lei nº 13.894, de 2019) 
III - comunicar ao Ministério Público para que adote as providências cabíveis. 
IV - determinar a apreensão imediata de arma de fogo sob a posse do agressor. 
(Incluído pela Lei nº 13.880, de 2019) 
 
ATENÇÃO! 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13894.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13880.htm#art1
17 
 
 
 
Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, o juiz 
poderá realizar, dentre outras dispostas neste artigo: 
I - suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão 
competente, nos termos da Lei nº 10.826,de 22 de dezembro de 2003 
 
 -PEDIDO DE MEDIDAS PROTETIVAS 
 
Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a 
requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida. 
 
ATENÇÃO! 
 Após alteração legislativa promovida pela Lei 13.827/19, o Delegado de Polícia ou 
policiais também podem deferir as medidas, se preenchidos os requisitos legais, 
conforme segue: 
Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade 
física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, 
o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a 
ofendida:(Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
I - pela autoridade judicial;(Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; 
ou(Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
III - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver 
delegado disponível no momento da denúncia.(Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado 
no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a 
manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério 
Público concomitantemente.(Incluído pela Lei nº 13.827, de 2019) 
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida 
protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso.(Incluído pela 
Lei nº 13.827, de 2019) 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13827.htm#art2
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- PRAZO DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA 
As medidas protetivas de urgência, devem permanecer surtindo seus efeitos, 
até que as razões que motivaram a sua decretação, desapareçam. 
 
Apesar de a Lei Maria da Penha não ter estipulado, de forma expressa, um prazo de 
duração para as medidas protetivas de urgência, estas apresentam caráter excepcional 
e devem vigorar enquanto houver situação de risco para a mulher. Portanto, cabe ao 
Magistrado, observando critérios de proporcionalidade e de razoabilidade, analisar as 
peculiaridades de cada caso e definir um período suficiente para garantir a proteção da 
mulher em situação de vulnerabilidade, sem implicar excesso que viole 
injustificadamente o direito de ir e vir do réu. 
 
Nesse sentido, é importante destacar os seguintes artigos da LMP: 
 
Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a 
requerimentodo Ministério Público ou a pedido da ofendida. 
3º Poderá o juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida, conceder 
novas medidas protetivas de urgência ou rever aquelas já concedidas, se entender 
necessário à proteção da ofendida, de seus familiares e de seu patrimônio, ouvido o 
Ministério Público. 
 
Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão 
preventiva do agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério 
Público ou mediante representação da autoridade policial. 
Parágrafo único. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no curso do processo, 
verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se 
sobrevierem razões que a justifiquem. 
 
 
EFEITOS DO DESCUMPRIMENTO DAS MEDIDAS 
 
19 
 
 
 
O legislador, com o intuito de garantir a efetividade e a força coercitiva das 
medias protetivas de urgência, estabeleceu duas consequências jurídicas que incidirão 
quando o agressor descumprir a(s) medida(s) protetiva(s) que foram/foi decretada(s). A 
saber: Poderá ser decretada a PRISÃO PREVENTIVA do agressor, nos termos do Art. 313, 
III, do CPP, ressalta-se que a prisão preventiva também poderá ser decretada em caso 
de descumprimento de quaisquer obrigações impostas por força de outras medidas 
cautelares. E por fim, o agressor cometerá o CRIME de Descumprimento de Medidas 
Protetivas de Urgência, previsto no Art. 24-A. da LMP. Vejamos os dispositivos legais: 
 
Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão 
preventiva: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
III - se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, 
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das 
medidas protetivas de urgência; 
 
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência 
previstas nesta Lei:(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.(Incluído pela Lei nº 13.641, de 
2018) 
§ 1º A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz 
que deferiu as medidas.(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
§ 2º Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá 
conceder fiança.(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
§ 3º O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções 
cabíveis.(Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
Vale ressaltar, no entanto, que o crime do art. 24-A somente se verifica se o agente 
descumprir uma medida protetiva prevista na Lei nº 11.340/2006. Se o sujeito 
descumprir medida protetiva atípica, ou seja, não prevista expressamente na Lei Maria 
da Penha, não haverá o crime do art. 24-A. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
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EXEMPLO: (FONTE: https://www.dizerodireito.com.br/2018/04/comentarios-ao-novo-
tipo-penal-do-art.html. Acesso em março de 2020.) 
Maria decidiu se separar de João. Este, contudo, continuou a procurá-la insistentemente 
e a fazer ameaças caso ela não reatasse o relacionamento. 
Diante disso, Maria procurou a Delegacia pedindo que fossem tomadas providências. 
A autoridade policial lavrou o boletim de ocorrência e enviou um expediente ao juiz com 
o pedido de Maria para que João não se aproximasse mais dela (art. 12, III, da Lei nº 
11.340/2006). 
O juiz deferiu o pedido da ofendida e determinou, como medidas protetivas de urgência, 
que João mantivesse distância mínima de 500 metros de Maria e não tentasse nenhum 
contato com ela por qualquer meio de comunicação (art. 22, III, “a” e “b”). 
Na decisão, o magistrado consignou ainda que, em caso de descumprimento de 
quaisquer das medidas impostas, seria aplicada ao requerido multa diária de R$ 100, 
conforme previsto no § 4º, do art. 22 da Lei nº 11.340/2006. 
João foi regularmente intimado. Apesar disso, uma semana depois procurou Maria em 
seu local de trabalho, fazendo novas ameaças. 
 
Quais consequências poderão ser impostas a João pelo descumprimento da medida 
protetiva? 
• a execução da multa imposta; e 
• a decretação de sua prisão preventiva (art. 313, III, do CPP). 
 
João também poderia ser processado criminalmente? A conduta de descumprir 
medida protetiva de urgência configura crime? 
A questão tem que ser analisada antes e depois da Lei nº 13.641/2018. 
 
ANTES da Lei nº 13.641/2018: NÃO 
Antes da alteração legislativa, o STJ entendia que: 
O descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha (art. 
22 da Lei 11.340/2006) não configurava infração penal. 
 
Neste caso, o agente não poderia responder nem mesmo por crime de desobediência 
(art. 330 do CP)? 
Também não. Nesse sentido: 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.374.653-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, j. em 11/3/2014 (Info 
538). 
STJ. 6ª Turma. RHC 41.970-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, j. em 7/8/2014 (Info 544). 
 
Por quê? 
O STJ entende que não há crime de desobediência quando a pessoa desatende a ordem 
e existe alguma lei prevendo uma sanção civil, administrativa ou processual penal para 
esse descumprimento sem ressalvar que poderá haver também a sanção criminal. 
 
 
- LEI MARIA DA PENHA 
https://www.dizerodireito.com.br/2018/04/comentarios-ao-novo-tipo-penal-do-art.html
https://www.dizerodireito.com.br/2018/04/comentarios-ao-novo-tipo-penal-do-art.html
21 
 
 
 
 
A Lei nº 11.340/2006 previa que o descumprimento da medida protetiva gerava 
consequências cíveis (multa) e processuais penais (prisão cautelar), mas não ressalvava 
a possibilidade de o agente responder também criminalmente. Logo, seguindo o 
raciocínio acima, não se podia condenar o agente por crime de desobediência. 
Nesse sentido: 
(...) 1. O Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que para a 
caracterização do crime de desobediência não é suficiente o simples descumprimento 
de decisão judicial, sendo necessário que não exista previsão de sanção específica. 
2. A Lei n. 11.340/06 determina que, havendo descumprimento das medidas protetivas 
de urgência, é possível a requisição de força policial, a imposição de multas, entre outras 
sanções, não havendo ressalva expressa no sentido da aplicação cumulativa do art. 330 
do Código Penal. 
3. Ademais, há previsão no art. 313, III, do Código de Processo Penal, quanto à admissão 
da prisão preventiva para garantir a execução de medidas protetivas de urgência nas 
hipóteses em que o delito envolver violência doméstica. 
4. Em respeito ao princípio da intervenção mínima, não há que se falar em tipicidade da 
conduta atribuída ao recorrido, na linha dos precedentes deste Sodalício. (...) 
STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1528271/DF, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 13/10/2015. 
 
 
! DEPOIS da Lei nº 13.641/2018: SIM 
A Lei nº 13.641/2018 alterou a Lei Maria da Penha e passou a prever como crime a 
conduta do agente que descumprir medida protetiva imposta. 
 
O agente que descumprir a medida protetiva responderá por crime de desobediência 
(art. 330)? 
NÃO. A Lei nº 13.641/2018 incluiu um novo crime, um tipo penal específico para essa 
conduta. Veja: 
 
Do Crime de Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência 
Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência 
 
 
 
 
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência 
previstas nesta Lei: 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. 
 
Assim, temos o seguinte cenário: 
 
 
A conduta de descumprir medida protetiva de urgência 
prevista na Lei Maria da Penha configura crime? 
 
22 
 
 
 
Antes da Lei nº 13.641/2018:NÃO 
Depois da Lei nº 13.641/2018 
(atualmente): SIM 
Antes da alteração, o STJ entendia que o 
descumprimento de medida protetiva de 
urgência prevista na Lei Maria da Penha 
(art. 22 da Lei 11.340/2006) não 
configurava infração penal. 
O agente não respondia nem mesmo por 
crime de desobediência (art. 330 do CP). 
Foi inserido novo tipo penal na Lei Maria 
da Penha prevendo como crime essa 
conduta: 
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que 
defere medidas protetivas de urgência 
previstas nesta Lei: 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 
(dois) anos. 
 
 
 
-DA RENÚNCIA 
A renúncia pode ser entendida, como o ato de abster-se de exercer determinado 
direito, ou seja, é a sua não realização ou a sua disposição. 
 
❖ Da Renúncia do Direito de Representação: No ordenamento Jurídico Brasileiro, existe 
basicamente dois tipos genéricos de Ação Penal: Ação Penal Pública e Ação Penal 
Privada. 
❖ Nesse momento, o que nos interessa é a Ação Penal Pública, que se divide em: Ação 
Penal Pública Incondicionada e Ação Penal Pública Condicionada a Representação. Em 
suma, na primeira, o Ministério Público poderá oferecer a denúncia 
independentemente da vontade da vítima, em contra partida, nos crimes que são 
processados mediante Ação Penal Pública Condicionada a Representação, o Ministério 
Público só poderá oferecer a denúncia se a vítima demonstrar a vontade de ver o autor 
do fato delituoso responsabilizado criminalmente, nesse tipo de Ação, a Representação 
é condição de procedibilidade. 
A Lei Maria da Penha, prevê em seu Art. 16, a possibilidade de a vítima renunciar a 
representação, ou seja, demonstrar que não deseja ver o agressor responsabilizado, não 
exercendo o direito, nos casos de crimes condicionados a representação, desde que 
preenchidos os requisitos estabelecidos no próprio Art. 16: 
- Renunciar perante o Juiz 
- Audiência com finalidade especial 
23 
 
 
 
- Antes do Recebimento da Denúncia 
- Ouvido o Ministério Público 
 
O Art. 16 dispõe: 
Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata 
esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência 
especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido 
o Ministério Público. 
 
 
O crime de lesão corporal decorrente da violência doméstica e familiar contra a 
mulher, independentemente da extensão dos ferimentos, deve ser processado 
mediante ação penal pública incondicionada, sendo, por essa razão, irrelevante a falta 
de representação da vítima ou sua retratação. O Supremo Tribunal Federal, nos autos 
da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.424/DF, e a Súmula 542 do Superior 
Tribunal de Justiça atribuíram interpretação conforme a Constituição Federal às 
disposições da Lei Maria da Penha. 
 
Súmula 542 - A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência 
doméstica contra a mulher é pública incondicionada. 
 
-DA DESISTÊNCIA DAS MEDIDAS PROTETIVAS 
 
As medidas protetivas de urgência possuem natureza jurídica de medidas 
cautelares, e por isso as mesma são concedidas quando estão presentes no caso 
concreto o fumus commissi delict (indícios da prática de violência) e o periculum 
libertatis (existência de risco contra a vítima e/ou a terceiros), nesse sentido, quando 
desaparecem do caso concreto, os referidos pressupostos, as medidas não se mostram 
mais necessárias, bem como não podem continuar surtindo seus efeitos. 
Ocorre que, em alguns casos pode ocorrer a desistência, por parte da vítima, das 
medidas que foram aplicadas contra o agressor. Essa desistência pode restar 
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=(sumula%20adj1%20'542').sub.#TIT1TEMA0
24 
 
 
 
caracterizada quando o juiz aplica uma medida protetiva de urgência, por determinado 
período de tempo, e ele não recebe pedido de prorrogação da medida; a vítima pode 
manifestar a sua desistência em juízo, por meio de seu advogado ou Defensor Público, 
de maneira expressa e/ou manifestar perante o membro do Ministério Público, bem 
como pode ocorrer a chamada renúncia tácita, que fica caracterizada nos casos em que 
embora a medida esteja vigente, a própria vítima é quem descumpre a medida 
protetiva de urgência. 
EXEMPLO: Vítima aceita o retorno do agressor ao lar conjugal, embora o mesmo tivesse 
sido afastado, ou ainda no caso dela ir morar na nova residência do agressor, ou pode 
ocorrer ainda a desistência, quando a vítima adota medidas e comportamentos que 
demostram a desistência das medidas. 
.Ocorrendo alguma dessas situações citadas, fica evidenciada a desistência da vítima, 
devendo a medida que foi imposta ser revogada, se for o caso, devido ao fato de que 
não estará mais presente o pressuposto periculum libertatis, ou seja, o agressor não 
traz riscos a vítima e/ou a terceiros, não sendo mais necessária a vigência da medida. 
 
FUNÇÕES DA DEFENSORIA PÚBLICA PREVISTAS NA LEI FEDERAL 80/94, RELACIONADAS 
COM A VIOLÊNCIA DE GÊNERO 
Art. 4º São funções institucionais da Defensoria Pública, dentre outras: 
VI – representar aos sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, 
postulando perante seus órgãos; (Redação dada pela Lei Complementar nº 132, de 
2009). 
XI – exercer a defesa dos interesses individuais e coletivos da criança e do adolescente, 
do idoso, da pessoa portadora de necessidades especiais, da mulher vítima de violência 
doméstica e familiar e de outros grupos sociais vulneráveis que mereçam proteção 
especial do Estado; (Redação dada pela Lei Complementar nº /6132, de 2009). 
 
ALTERAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI 11.340/06, AO CÓDIGO PENA 
 
Algumas das inovações introduzidas pela LMP, foram as modificações de alguns 
dispositivos do CP, vejamos a previsão das alterações, disposta na LMP: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp132.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp132.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp132.htm#art1
25 
 
 
 
 
Art. 43. A alínea f do inciso II do art. 61 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 (Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação: 
 
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação 
ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica; 
 
Art. 44. O art. 129 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940(Código Penal), 
passa a vigorar com as seguintes alterações: 
 
§ 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou 
companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o 
agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. 
 
§ 11. Na hipótese do § 9º deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime 
for cometido contra pessoa portadora de deficiência. 
 
 
-JURISPRUDÊNCIA STJ 
 
Violência doméstica e familiar contra a mulher. Dano moral in re ipsa. Valor mínimo 
para a reparação civil. Art. 387, IV, do CPP. Posterior reconciliação. Irrelevância. 
Execução do título. Opção da vítima. 
A reconciliação entre a vítima e o agressor, no âmbito da violência doméstica e familiar 
contra a mulher, não é fundamento suficiente para afastar a necessidade de fixação do 
valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração penal. (REsp 1.819.504-
MS, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 10/09/2019, DJe 
30/09/2019. Info 657) 
Violência doméstica. Lesão corporal leve. Representação. Retratação no cartório da 
Vara. Irrelevância. Art. 16 da Lei n. 11.340/2006. Audiência específica. Necessidade. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art61iif
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art61iif
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art129§9.
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1819504http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1819504
26 
 
 
 
Não atende ao disposto no art. 16 da Lei Maria da Penha, a retratação da suposta 
ofendida ocorrida em cartório de Vara, sem a designação de audiência específica 
necessária para a confirmação do ato. 
(HC 138.143-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 
03/09/2019, DJe 10/09/2019. Info 656) 
 
Medida protetiva. Art. 9º, § 2º, II, da Lei n. 11.340/2016 (Lei Maria da Penha). 
Manutenção do vínculo trabalhista. Afastamento do local de trabalho. Vara 
especializada em violência doméstica e familiar. Competência. 
Compete ao juízo da vara especializada em violência doméstica e familiar a apreciação 
do pedido de imposição de medida protetiva de manutenção de vínculo trabalhista, por 
até seis meses, em razão de afastamento do trabalho de ofendida decorrente de 
violência doméstica e familiar. 
Violência doméstica e familiar contra a mulher. Danos morais. Indenização mínima. 
Art. 387, IV, do CPP. Pedido necessário. Produção de prova específica dispensável. 
Dano in re ipsa. 
Nos casos de violência contra a mulher praticados no âmbito doméstico e familiar, é 
possível a fixação de valor mínimo indenizatório a título de dano moral, desde que haja 
pedido expresso da acusação ou da parte ofendida, ainda que não especificada a 
quantia, e independentemente de instrução probatória. 
(REsp 1.643.051-MS, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção, por unanimidade, 
julgado em 28/02/2018, DJe 08/03/2018. Info 621) 
Cabe habeas corpus para apurar eventual ilegalidade na fixação de medida protetiva 
de urgência consistente na proibição de aproximar-se de vítima de violência doméstica 
e familiar. 
O eventual descumprimento de medidas protetivas arroladas na Lei Maria da 
Penha pode gerar sanções de natureza civil (art. 22, § 4º, da n. Lei 11.340/2006, c/c art. 
461, §§ 5º e 6º do CPC), bem como a decretação de prisão preventiva, de acordo com o 
art. 313, III, do CPP (HC 271.267-MS, Quinta Turma, DJe 18/11/2015). Ademais, prevê o 
CPP o seguinte: "Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar 
na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=HC138143
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1643051
27 
 
 
 
casos de punição disciplinar". Se o paciente não pode aproximar-se da vítima ou de seus 
familiares, decerto que se encontra limitada a sua liberdade de ir e vir. Assim, afigura-
se cabível a impetração do habeas corpus. (HC 298.499-AL, Rel. Min. Reynaldo 
Soares da Fonseca, julgado em 1º/12/2015, DJe 9/12/2015. Info 574) 
 
Qualificadora. Lesão corporal contra homem. Violência doméstica. 
O aumento de pena do § 9º do art. 129 do CP, alterado pela Lei n. 11.340/2006, aplica-
se às lesões corporais cometidas contra homem no âmbito das relações domésticas. 
Apesar da Lei Maria da Penha ser destinada à proteção da mulher, o referido acréscimo 
visa tutelar as demais desigualdades encontradas nas relações domésticas. In casu, o 
paciente empurrou seu genitor, que com a queda sofreu lesões corporais. Assim, não há 
irregularidade em aplicar a qualificadora de violência doméstica às lesões corporais 
contra homem. Contudo, os institutos 
peculiares da citada lei só se aplicam quando a vítima for mulher. RHC 27.622-RJ, Rel. 
Min. Jorge Mussi, julgado em 7/8/2012. Info 501) 
 
Lei maria da penha. Briga entre irmãos. 
A hipótese de briga entre irmãos - que ameaçaram a vítima de morte - amolda-se 
àqueles objetos de proteção da Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). In casu, 
caracterizada a relação íntima de afeto familiar entre os agressores e a vítima, inexiste 
a exigência de coabitação ao tempo do crime, para a configuração da violência 
doméstica contra a mulher. Com essas e outras ponderações, a Turma, por maioria, 
denegou a ordem de habeas corpus. Precedentes citados do STF: HC 106.212-MS, DJe 
13/6/2011; do STJ: HC 115.857-MG, DJe 2/2/2009; REsp 1.239.850-DF, DJe 5/3/2012, e 
CC 103.813-MG, DJe 3/8/2009. HC 184.990-RS, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 
12/6/2012. Info 499) 
Se dentre os crimes imputados ao acusado está o delito de lesão corporal, sendo 
irrelevante, ainda que se trate de lesão corporal de natureza leve, posterior retratação 
da ofendida, razão pela qual não se mostra possível a realização da audiência prevista 
no art. 16 da Lei n. 11.340/2006. (STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 707.726/PA, Rel. Ministro 
Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 13/12/2021.) 
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=HC298499
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=RHC27622
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=HC184990
28 
 
 
 
 
JURISPRUDÊNCIA STF: 
É válida a atuação supletiva e excepcional de delegados de polícia e de policiais a fim de 
afastar o agressor do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida, quando 
constatado risco atual ou iminente à vida ou à integridade da mulher em situação de 
violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, conforme o art. 12-C inserido 
na Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). STF. Plenário. ADI 6138/DF, Rel. Min. 
Alexandre de Moraes, julgado em 23/3/2022 (Info 1048). 
Prefeitos têm competência para propor projetos de lei que, visando à preservação da 
moralidade administrativa, selecione quem pode ocupar cargos públicos. Com esse 
entendimento, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, deu provimento 
a um recurso extraordinário para reconhecer a constitucionalidade de lei do município 
de Valinhos (SP) que impede a administração pública de nomear pessoas condenadas 
pela Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para cargos públicos. (STF. RE 1.308.883, Rel. 
Ministro Edson Fachin, julgado em 09/04/2021, Dje 13/04/2021). 
 
Habeas corpus 
Cabe habeas corpus para apurar eventual ilegalidade na fixação de medida protetiva de 
urgência (STJ. 5ª Turma. HC 298.499-AL, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado 
em 1º/12/2015). Esse entendimento ganha força agora com a inclusão do art. 24-A à Lei 
Maria da Penha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES OBJETIVAS: 
 
01- (FGV - 2022 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXXIV - Primeira Fase) 
Lorena, em 01/01/2019, foi violentamente agredida por seu ex-companheiro Manuel, 
em razão de ciúmes do novo relacionamento, o que teria deixado marcas em sua 
barriga. Policiais militares compareceram ao local dos fatos, após gritos da vítima, e 
encaminharam os envolvidos à Delegacia, destacando os agentes da lei que não 
presenciaram a briga e nem verificaram se Lorena estava ou não lesionada. Por sua vez, 
Lorena, que não precisou de atendimento médico, disse não ter interesse em ver o autor 
do fato processado, já que seria pai de suas filhas, não esclarecendo o ocorrido. Manuel, 
arrependido, porém, confessou a agressão na Delegacia, dizendo que desferiu um soco 
no estômago de Lorena, que lhe deixou marcas. vítima foi para sua residência, sem 
realizar exame técnico, mas, com base na confissão de Manuel, foi o autor do fato 
denunciado pelo crime de lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica 
e familiar contra a mulher (Art. 129, § 9º, do CP, na forma da Lei nº 11.340/06). Durante 
a instrução, foi juntada apenas a Folha de Antecedentes Criminais de Manuel, sem 
outras anotações, não comparecendo a vítima à audiência de instrução e julgamento. 
Os policiais confirmaram apenas que escutaram um grito de Lorena, não tendopresenciado os fatos. Manuel, em seu interrogatório, reitera a confissão realizada em 
sede policial. 
No momento das alegações finais, o novo advogado de Manuel, constituído após 
audiência, poderá pleitear 
A) a absolvição sumária de seu cliente, tendo em vista que não houve a indispensável 
representação por parte da vítima e a lesão causada seria de natureza leve. 
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/provas/fgv-2018-oab-exame-de-ordem-unificado-xxvii-primeira-fase
30 
 
 
 
B) a nulidade da decisão que recebeu a denúncia, tendo em vista que não houve a 
indispensável representação por parte da vítima e a lesão identificada foi de natureza 
leve. 
C) a absolvição de seu cliente, diante da ausência de laudo indicando a existência de 
lesão, não podendo a confissão do acusado suprir tal omissão. 
D) a suspensão condicional da pena, já que não se admite a substituição da pena 
privativa de liberdade por restritiva de direitos no crime, mas a representação da vítima 
era dispensável, assim como o corpo de delito. 
 
2- (FGV - 2021 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXXII - Primeira Fase) 
 
Paulo e Júlia viajaram para Portugal, em novembro de 2019, em comemoração ao 
aniversário de um ano de casamento. Na cidade de Lisboa, dentro do quarto do hotel, 
por ciúmes da esposa que teria olhado para terceira pessoa durante o jantar, Paulo veio 
a agredi-la, causando-lhe lesões leves reconhecidas no laudo próprio. Com a intervenção 
de funcionários do hotel que ouviram os gritos da vítima, Paulo acabou encaminhado 
para Delegacia, sendo liberado mediante o pagamento de fiança e autorizado seu 
retorno ao Brasil. 
Paulo, na semana seguinte, retornou para o Brasil, sem que houvesse qualquer ação 
penal em seu desfavor em Portugal, enquanto Júlia permaneceu em Lisboa. Ciente de 
que o fato já era do conhecimento das autoridades brasileiras e preocupado com sua 
situação jurídica no país, Paulo procura você, na condição de advogado(a), para obter 
sua orientação. Considerando apenas as informações narradas, você, como 
advogado(a), deve esclarecer que a lei brasileira 
 
A- Não poderá ser aplicada, tendo em vista que houve prisão em flagrante em Portugal 
e em razão da vedação do bis in idem. 
 
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/provas/fgv-2021-oab-exame-de-ordem-unificado-xxxii-primeira-fase
31 
 
 
 
B- Poderá ser aplicada diante do retorno de Paulo ao Brasil, independentemente do 
retorno de Júlia e de sua manifestação de vontade sobre o interesse de ver o autor 
responsabilizado criminalmente. 
C- Poderá ser aplicada, desde que Júlia retorne ao país e ofereça representação no 
prazo decadencial de seis meses. 
D- Poderá ser aplicada, ainda que Paulo venha a ser denunciado e absolvido pela justiça 
de Portugal. 
 
 
3- (FGV - 2021 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXXIII - Primeira Fase) 
 
Vitor foi condenado pela prática de um crime de lesão corporal leve no contexto da 
violência doméstica e familiar contra a mulher, sendo aplicada pena privativa de 
liberdade de três meses de detenção, a ser cumprida em regime aberto, já que era 
primário e de bons antecedentes. Considerando a natureza do delito, o juiz deixou de 
substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e não aplicou qualquer 
outro dispositivo legal que impedisse o recolhimento do autor ao cárcere. No momento 
da apelação, a defesa técnica de Vitor, de acordo com a legislação brasileira: 
 
A) não poderá requerer a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 
direitos, mas poderá pleitear a suspensão condicional da pena, que, inclusive, admite 
que seja fixada prestação de serviços à comunidade e limitação de final de semana por 
espaço de tempo. 
 
B) não poderá requerer a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 
direitos, mas poderá pleitear a suspensão condicional da pena, que não admite que seja 
fixada como condição o cumprimento de prestação de serviços à comunidade. 
C) não poderá requerer a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 
direitos e nem a suspensão condicional da pena, mas poderá pleitear que o regime 
aberto seja cumprido em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. 
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/provas/fgv-2018-oab-exame-de-ordem-unificado-xxvii-primeira-fase
32 
 
 
 
 
D) poderá requerer a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 
direitos, que, contudo, não poderá ser apenas de prestação pecuniária por expressa 
vedação legal. 
 
04- (FGV - 2018 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVII - Primeira Fase) 
 Cátia procura você, na condição de advogado(a), para que esclareça as consequências 
jurídicas que poderão advir do comportamento de seu filho, Marlon, pessoa primária e 
de bons antecedentes, que agrediu a ex-namorada ao encontrá-la em um restaurante 
com um colega de trabalho, causando-lhe lesão corporal de natureza leve. Na 
oportunidade, você, como advogado(a), deverá esclarecer que: 
A) o início da ação penal depende de representação da vítima, que terá o prazo de seis 
meses da descoberta da autoria para adotar as medidas cabíveis. 
 
B) no caso de condenação, em razão de ser Marlon primário e de bons antecedentes, 
poderá a pena privativa de liberdade ser substituída por restritiva de direitos. 
 
C) em razão de o agressor e a vítima não estarem mais namorando quando ocorreu o 
fato, não será aplicada a Lei nº 11.340/06, mas, ainda assim, não será possível a 
transação penal ou a suspensão condicional do processo. 
 
D) no caso de condenação, por ser Marlon primário e de bons antecedentes, mostra-se 
possível a aplicação do sursis da pena. 
 
05-( FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XX - Primeira Fase) 
A Lei Maria da Penha objetiva proteger a mulher da violência doméstica e familiar que 
lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, e dano moral ou 
patrimonial, desde que o crime seja cometido no âmbito da unidade doméstica, da 
família ou em qualquer relação íntima de afeto. Diante deste quadro, após agredir sua 
antiga companheira, porque ela não quis retomar o relacionamento encerrado, 
causando-lhe lesões leves, Jorge o (a) procura para saber se sua conduta fará incidir as 
regras da Lei nº 11.340/06. Considerando o que foi acima destacado, você, como 
advogado (a) irá esclarecê-lo de que 
A) o crime em tese praticado ostenta a natureza de infração de menor potencial 
ofensivo. 
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/provas/fgv-2018-oab-exame-de-ordem-unificado-xxvii-primeira-fase
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/provas/fgv-2016-oab-exame-de-ordem-unificado-xx-primeira-fase
33 
 
 
 
B) a violência doméstica de que trata a Lei Maria da Penha abrange qualquer relação 
íntima de afeto, sendo indispensável a coabitação. 
C) a agressão do companheiro contra a companheira, mesmo cessado o relacionamento, 
mas que ocorra em decorrência dele, caracteriza a violência doméstica e autoriza a 
incidência da Lei nº 11.340/06. 
D) ao contrário da transação penal, em tese se mostra possível a suspensão condicional 
do processo na hipótese de delito sujeito ao rito da Lei Maria da Penha. 
 
06. (FGV - 2014 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XIII - Primeira Fase) 
 
Fernanda, durante uma discussão com seu marido Renato, levou vários socos e chutes. 
Inconformada com a agressão, dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima e narrou 
todo o ocorrido. Após a realização do exame de corpo de delito, foi constatada a prática 
de lesão corporal leve por parte de Renato. O Delegado de Polícia registrou a ocorrência 
e requereu as medidas cautelares constantes no Artigo 23 da Lei nº 11.340/2006. Após 
alguns dias e com objetivo de reconciliação com o marido, Fernanda foi novamente à 
Delegacia de Polícia requerendo a cessação das investigações para que não fosse 
ajuizada a ação penal respectiva. 
Diante do caso narrado, de acordo com o recente entendimentodo Supremo Tribunal 
Federal, assinale a afirmativa correta. 
 
A) No âmbito da Lei Maria da Penha, nos crimes de lesão corporal leve, a ação penal é 
condicionada à representação. Desta forma, é possível a sua retratação, pois não houve 
o oferecimento da denúncia. 
 
B) No âmbito da Lei Maria da Penha, nos crimes de lesão corporal leve, a ação penal é 
pública incondicionada, sendo impossível interromper as investigações e obstar o 
prosseguimento da ação penal. 
 
C) No âmbito da Lei Maria da Penha, nos crimes de lesão corporal leve, a ação penal é 
pública incondicionada, mas é possível a retratação da representação antes do 
oferecimento da denúncia. 
 
D) No âmbito da Lei Maria da Penha, nos crimes de lesão corporal leve, a ação penal é 
pública condicionada à representação, mas como os fatos já foram levados ao 
conhecimento da autoridade policial será impossível impedir o prosseguimento das 
investigações e o ajuizamento da ação penal. 
 
7- (FGV- 2022-PM-AM- Aluno Oficial da Polícia Militar) 
 
Três gerações da família Silva viviam sob o mesmo teto, o que decorria, principalmente, 
das dificuldades econômicas enfrentadas para que cada núcleo familiar pudesse ter uma 
https://www.qconcursos.com/questoes-da-oab/provas/fgv-2014-oab-exame-de-ordem-unificado-xiii-primeira-fase
34 
 
 
 
moradia independente. Além disso, ainda moravam no local duas jovens, na faixa dos 
vinte anos, que foram acolhidas pela família, sendo reconhecidas por João e Maria, o 
casal de idosos dono da casa, como “filhas de criação”. Nesse ambiente de convivência, 
Pedro, neto de João e Maria, com dezoito anos de idade, proferiu diversas ofensas 
verbais contra uma das referidas “filhas de criação”, causando-lhe intenso sofrimento 
psicológico. 
À luz das normas vigentes, a conduta de Pedro: 
A) não pode ser considerada violência familiar e doméstica contra a mulher, em razão 
da ausência de laço natural com a “filha de criação”. 
B) não pode ser considerada violência familiar e doméstica contra a mulher, já que a 
“filha de criação” somente mantém vínculo com João e Maria. 
C) não pode ser considerada violência familiar e doméstica contra a “filha de criação”, 
pois ele é mais jovem que ela, não podendo subjugá-la psicologicamente. 
D)pode ser considerada violência familiar e doméstica, pois praticada no âmbito da 
família à qual estava integrada a “filha de criação” que sofreu as ofensas. 
E) pode ser considerada violência familiar e doméstica, desde que a “filha de criação” 
que sofreu as ofensas esteja residindo há mais de um ano com a família. 
Para os efeitos da Lei 11340/2006, configura violência doméstica e familiar contra a 
mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, 
sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: 
8- (Avança SP - 2022 - Câmara Municipal de Sorocaba - Procurador Legislativo) 
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos itens. 
I - no âmbito da _____, compreendida como o espaço de convívio permanente de 
pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas. 
II - no âmbito da _____, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que 
são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por 
vontade expressa. 
A) família / íntima relação. 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/avanca-sp-2022-camara-municipal-de-sorocaba-procurador-legislativo
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B) íntima relação / unidade doméstica. 
C) unidade doméstica / família. 
D) família / unidade doméstica. 
E) íntima relação / família. 
9- (MPE-RJ - 2022 - MPE-RJ - Promotor de Justiça Substituto - Concurso XXXVI) 
Assinale a alternativa que traz, expressamente, entendimento sumulado pelo Superior 
Tribunal de Justiça no que concerne à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. 
A) Súmula 536: A suspensão condicional do processo, a suspensão condicional da pena 
e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria 
da Penha. 
B) Súmula 600: Para a configuração da violência doméstica e familiar prevista no artigo 
5°da Lei no11.340/2006 (Lei Maria da Penha), não se exige a coabitação entre autor e 
vítima. 
C) Súmula 542: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal e de ameaça resultante 
de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada. 
D) Súmula 588: A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência 
ou grave ameaça no ambiente doméstico não impede a substituição da pena privativa 
de liberdade por restritiva de direitos. 
E) Súmula 589: É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes praticados contra a 
mulher no âmbito das relações domésticas, admitindo-se sua discussão no caso de 
contravenção penal. 
10- (CESPE / CEBRASPE - 2022 - PC-RJ - Delegado de Polícia) 
No dia 16 de janeiro de 2021, por volta das 03:45 h, no interior de uma boate situada na 
Zona Sul do Rio de Janeiro, João ofendeu a integridade física de Simone, tendo-lhe 
desferido um soco no rosto, o que causou lesões corporais nela. A vítima e o agressor 
haviam mantido um relacionamento amoroso no passado, cerca de dois anos antes da 
data da agressão, a qual fora motivada por questões ligadas ao término do 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/mpe-rj-2022-mpe-rj-promotor-de-justica-substituto-concurso-xxxvi
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-cebraspe-2022-pc-rj-delegado-de-policia
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relacionamento. 
Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
A) Houve crime de lesão corporal, sem o reconhecimento da violência doméstica, 
porquanto agressor e vítima já não mais tinham envolvimento amoroso. 
B) Caso Simone e João reatem o relacionamento, ocorrerá a extinção da punibilidade do 
crime praticado por ele. 
C) A agressão citada, por ter ocorrido em decorrência do relacionamento entre vítima e 
agressor, apesar de tal vínculo ter cessado, caracteriza violência doméstica, conforme 
hipótese prevista no inciso III do art. 5.º da Lei n.º 11.340/2006. 
D) O agressor cometeu crime de injúria real. 
E) João cometeu os crimes de lesão corporal e de tentativa de feminicídio, em concurso 
de crimes. 
11 - (FUNDATEC - 2022 - Prefeitura de Esteio - RS - Mecânico de Veículos) 
A Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) define as formas de violência doméstica e 
familiar contra a mulher. Nesse sentido, temos que a violência __________ é aquela 
entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição 
parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, 
valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas 
necessidades. 
Já a violência __________ é aquela entendida como qualquer conduta que lhe cause 
dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno 
desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, 
crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, 
isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação 
de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou 
qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. 
 
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho 
acima. 
A) psicológica – patrimonial 
B) patrimonial – psicológica 
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C) psicológica – moral 
D) patrimonial – moral 
E) física – psicológica 
 
12- (OBJETIVA - 2022 - Prefeitura de Varginha - MG - Procurador Municipal) 
De acordo com a Lei nº 11.340/2006 - Lei Maria da Penha, analisar os itens abaixo: 
 
I. A violência doméstica e familiar contra a mulher constituiuma das formas de violação 
dos direitos humanos. 
II. Os danos patrimoniais resultantes de qualquer ação ou omissão baseada no gênero 
não podem caracterizar violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que a 
legislação abrange apenas as hipóteses de ação ou omissão amparada(s) no gênero que 
cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral. 
III. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, o juiz poderá 
aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, a medida protetiva 
de urgência de prestação de alimentos provisionais ou provisórios. 
 
Está(ão) CORRETO(S): 
A) Somente o item I. 
B) Somente o item II. 
C) Somente o item III. 
D) Somente os itens I e III. 
 
QUESTÕES SUBJETIVAS 
 
1- Beatriz e seu esposo José, no dia 02/01/2021, enquanto celebravam o aniversário de 
casamento em um restaurante, iniciaram uma discussão, José desferiu um soco no rosto 
de Beatriz, causando-lhe lesão corporal de natureza leve. Testemunhas presenciais do 
fato chamaram do fato chamaram a polícia, sendo José preso em flagrante, mas 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/objetiva-2022-prefeitura-de-varginha-mg-procurador-municipal
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posteriormente liberado pelo magistrado, em sede de audiência de custódia. O 
Ministério Público ofereceu denúncia imputando a José a prática do crime do Art. 129, 
parág 9°, do Código Penal, havendo habilitando imediata de Beatriz, por meio de seu 
advogado, como assistente de acusação, já que ela não aceitou ter sido agredida pelo 
então marido. Na condição de advogado (a) de Beatriz, esclareça quais condutas você 
adotaria? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
1-C 
2-B 
3-A 
4-D 
5-C 
6-B 
7-D 
8-C 
9-B 
10-C 
11-B 
12-D 
 
1- 
• Deverá ser encaminhado pedido de medida protetiva de urgência contra José; 
Poderá ser analisado pedido de alimentos; Rede técnica para acompanhamento 
com a vítima de violência doméstica - artigo 20 a 23 da Lei 11.340/2006. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 
 
CAPEZ, Fernando Curso de direito penal, volume 4 : legislação penal especial / 
Fernando Capez. – 14. ed. – São Paulo : Saraiva Educação, 2019. 
NUCCI, Guilherme de Souza Curso de Direito Penal: parte geral: arts. 1º a 120 
do Código Penal / Guilherme de Souza Nucci. – 3. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 
2019. 
LIMA, Renato Brasileiro de. Legislação especial comentada: volume 
único/Renato Brasileiro de Lima – 4.ed. ver. Atual. e ampl. – Salvador: 
JusPODIVM.2016. 
BRASIL. Planalto. Portal da Legislação, 2022. Disponível em: 
http://www4.planalto.gov.br/legislacao/. Acesso em setembro de 2022. 
 
http://www4.planalto.gov.br/legislacao/

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