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Aula 05
Receita Federal (Analista Tributário)
Passo Estratégico de Direito
Constitucional - 2022 (Pós-Edital)
Autor:
Tulio Lages
11 de Dezembro de 2022
40181815826 - Flávio Ricardo Cirino
Tulio Lages
Aula 05
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) O que é mais cobrado no assunto - Nacionalidade - FGV 3
..............................................................................................................................................................................................2) Roteiro de Revisão - Nacionalidade 4
..............................................................................................................................................................................................3) Aposta Estratégica - Nacionalidade - FGV 9
..............................................................................................................................................................................................4) Questões Estratégicas - Nacionalidade - FGV 11
..............................................................................................................................................................................................5) Questionário de Revisão - Nacionalidade 32
..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões Estratégicas - Nacionalidade - FGV 43
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O QUE É MAIS COBRADO DENTRO DO ASSUNTO? 
Considerando os tópicos que compõem o nosso assunto, possuímos a seguinte distribuição percentual: 
Tópico 
% de cobrança 
FGV 
Espécies de nacionalidade - brasileiros natos e naturalizados (art. 12, I e II 
da CF/88). 54,5% 
Portugueses com residência permanente no Brasil (art. 12, § 1º da CF/88) 9,1% 
Cláusula de vedação à distinção pela lei entre brasileiros natos e 
naturalizados (art. 12, § 2º da CF/88) 3,0% 
Cargos privativos de brasileiro nato (art. 12, § 3º da CF/88) 21,2% 
Perda da nacionalidade (art. 12, § 4º da CF/88) 12,1% 
Símbolos e idioma (art. 13 da CF/88) 0,0% 
 
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ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE 
MERECEM DESTAQUE 
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do 
assunto e, ao mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. 
Para revisar e ficar bem preparado no assunto, você precisa, basicamente, seguir os passos a 
seguir: 
1. A maior parte das questões sobre o assunto diz respeito à literalidade da Constituição (tenha 
uma sempre com você, para realizar suas leituras, grifos e anotações). Assim, o mais importante 
aqui é ler e reler a literalidade dos arts. 12 e 13 da CF/88, atentando-se aos seguintes pontos, 
buscando memorizá-los aos poucos: 
Espécies de nacionalidade – brasileiros natos e naturalizados (art. 12, incisos I e II, da CF/88) 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde 
que estes não estejam a serviço de seu país; 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer 
deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade 
moral; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. 
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O inciso I trata da nacionalidade originária (ou primária) e, o inciso II, da nacionalidade derivada 
(ou secundária). 
No inciso I, “a”, a CF/88 adotou o critério ius solis (origem territorial) para que o indivíduo seja 
considerado brasileiro nato. 
No inciso I, “b”, a CF/88 adotou o critério ius sanguinis (origem sanguínea) em conjunto com um 
critério funcional, em que um dos pais brasileiros do nascido no estrangeiro deve estar a serviço 
da República Federativa do Brasil, para que seja considerado brasileiro nato. 
No inciso I, “c”, a CF/88 adotou o critério ius sanguinis (origem sanguínea) em conjunto com duas 
condições alternativas para que o nascido no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira 
seja considerado brasileiro nato: 
i. seja registrado em repartição brasileira competente; 
ii. venha a residir no Brasil e opte, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira (esse último caso é chamado de “nacionalidade potestativa”). 
No caso do inciso II, alínea “a” (naturalização ordinária), o mero cumprimento dos requisitos 
exigidos não garante ao estrangeiro a aquisição da nacionalidade brasileira, porque a concessão 
da naturalização ordinária é ato discricionário do Chefe do Poder Executivo. 
No caso do inciso II, alínea “b” (naturalização extraordinária), o interessado possui direito subjetivo 
à nacionalidade brasileira caso cumpra os requisitos exigidos. 
Não há caso previsto de naturalização tácita na CF/88, somente expressa. 
Um tipo de questão de prova recorrente aqui é aquele que apresenta uma situação hipotética 
para o candidato analisar da seguinte forma: “no caso narrado, fulano pode ser considerado 
brasileiro nato/naturalizado?”. 
Portugueses com residência permanente no Brasil (art. 12, § 1º, da CF/88) 
Art. 12, § 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver 
reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao 
brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. 
Nesse caso não há atribuição de nacionalidade aos portugueses – eles passam a gozar dos mesmos 
direitos do brasileiro naturalizado, sem necessidade de obter a nacionalidade. 
Muito cuidado! A CF/88 trata, neste ponto do conteúdo, especificamente sobre os “portugueses”, 
não sobre os “originários de países de língua portuguesa”, que são mencionados pela 
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Constituição para tratar de uma hipótese de aquisição de nacionalidade derivada (alínea “a” do 
inciso II do art. 12). 
Vedação à distinção pela lei entre brasileiros natos e naturalizados (art. 12, § 2º, da CF/88) 
Art. 12, § 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e 
naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição. 
Trata-se de uma vedação à lei, não à Constituição Federal – inclusive a CF/88 estabelece casos de 
tratamento diferenciado entre brasileiro nato e naturalizado: cargos (art. 12, § 3º), extradição 
(inciso LI do art. 5º), função no Conselho da República (inciso VII do art. 89) e direito de 
propriedade (art. 222). 
Cargos privativos de brasileironato (art. 12, § 3º, da CF/88) 
Art. 12, § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa. 
No âmbito do Senado e da Câmara dos Deputados, apenas seus presidentes necessitam ser 
brasileiros natos, os demais parlamentares podem ser brasileiros naturalizados, conforme se 
depreende dos incisos I e II; 
No âmbito do STF, todos os ministros precisam ser brasileiros natos, não somente o presidente 
da Corte (em razão do previsto no inciso IV); 
Como os portugueses equiparados recebem tratamento de brasileiro naturalizado, não podem 
ocupar cargos privativos de brasileiro nato. 
Perda da nacionalidade (art. 12, § 4º, da CF/88) 
Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
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I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade 
nociva ao interesse nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em 
estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o 
exercício de direitos civis; 
O rol do § 4º é taxativo, ou seja, somente nas hipóteses nele elencadas poderá haver a perda 
da nacionalidade. Isso significa, também, que outras normas que não a CF/88 estão proibidas 
de prever hipóteses diferentes de perda da nacionalidade; 
No caso previsto no inciso I, o cancelamento da naturalização só pode ocorrer por decisão 
judicial (não serve ato administrativo); 
Em razão do previsto no inciso II, conclui-se que, como regra, a dupla nacionalidade não é 
permitida pela CF/88, sendo possível, entretanto, nas hipóteses previstas nas alíneas “a” e “b” 
daquele inciso, de forma excepcional; 
É possível reaver a nacionalidade brasileira perdida. Nesse sentido, a Lei 13.445/2017, em seu 
art. 76, prevê duas formas de se recuperar a nacionalidade brasileira perdida em virtude da 
incidência do inciso II do art. 4º do art. 12 da CF/88, desde que cessada a causa: a) pelo processo 
de reaquisição da nacionalidade (aplica-se ao indivíduo perdeu a nacionalidade brasileira em 
razão de voluntariamente ter adquirido outra naturalidade) e b) pelo processo de revogação do 
ato que declarou a perda da nacionalidade (aplica-se ao caso excepcional em que, mesmo 
atendendo às exceções previstas nas alíneas “a” e “b” do § 4º do art. 12 da CF/88, o interessado 
teve declarada perdida sua nacionalidade brasileira). 
Símbolos e idioma (art. 13 da CF/88) 
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. 
§ 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o 
selo nacionais. 
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. 
Observe que no § 2º não há referência à União, mas tão somente aos demais entes federados (até 
porque os símbolos da República Federativa do Brasil já estão elencados no § 1º). 
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2. De maneira secundária, é importante também obter uma boa compreensão dos conceitos de 
nação, nacionalidade, povo, população, nacional, cidadão, estrangeiro, polipátrida e apátrida, 
com ênfase nas considerações a seguir: 
Nacionalidade originária e derivada 
A nacionalidade originária é involuntária, resultando de um fato natural (nascimento), sendo 
atribuída ao indivíduo em razão de critérios sanguíneos (“jus sanguinis”), territoriais (“jus soli”) ou 
mistos. Por sua vez, a nacionalidade derivada é voluntária, dependendo de ato praticado depois 
do nascimento. 
Veja que, conforme art. 12, incisos I e II da CF/88, em regra, a Constituição adota o critério jus 
soli, mas há exceções em que é aplicada a regra do jus sanguinis. 
Nacionalidade e cidadania 
A cidadania diz respeito ao gozo dos direitos políticos, enquanto a nacionalidade diz respeito aos 
indivíduos que possuem uma ligação pessoal com o Estado. Assim, o conceito de nacionalidade é 
mais amplo que o de cidadania, uma vez que todos que possuem cidadania brasileira também 
possuem nacionalidade brasileira, mas o contrário não necessariamente é verdade. 
Naturalização tácita e expressa 
A naturalização tácita é adquirida mesmo que não haja manifestação do indivíduo, enquanto a 
naturalização expressa depende de pedido/requerimento do interessado. 
 
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APOSTA ESTRATÉGICA 
A ideia desta seção é apresentar os pontos do conteúdo que mais possuem chances de serem cobrados em prova, considerando o 
histórico de questões da banca em provas de nível semelhante à nossa, bem como as inovações no conteúdo, na legislação e nos 
entendimentos doutrinários e jurisprudenciais1. 
Dentro do assunto “Nacionalidade”, “Espécies de nacionalidade - brasileiros natos e naturalizados (art. 12, I 
e II da CF/88)” é(são) o(s) ponto(s) que acreditamos ser(em) o(s) que possui(em) mais chances de ser(em) 
cobrado(s) pela banca. 
Portanto, é muito importante memorizar os critérios estabelecidos pela Constituição Federal para se 
considerar um brasileiro como nato ou naturalizado, quais sejam: 
Brasileiro nato Brasileiro naturalizado 
Os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que estes 
não estejam a serviço de seu país. 
(presença do critério ius solis) 
Os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos 
originários de países de língua portuguesa 
apenas residência por um ano ininterrupto e 
idoneidade moral. 
(aqui a concessão da naturalização é ato 
discricionário do Chefe do Poder Executivo) 
Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou 
mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja 
a serviço da República Federativa do Brasil. 
(presença do critério ius sanguinis) 
Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. 
 
(aqui o interessado possui direito subjetivo à 
nacionalidade brasileira caso cumpra os 
requisitos exigidos) 
Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou 
de mãe brasileira, desde que atendam a uma 
das seguintes condições: 
a) sejam registrados em repartição 
brasileira competente; 
 
 
1 Vale deixar claro que nem sempre será possível realizar uma aposta estratégica para um determinado assunto, 
considerando que às vezes não é viável identificar os pontos mais prováveis de serem cobrados a partir de critérios objetivos 
ou minimamente razoáveis. 
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b) venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer 
tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira. 
(presença do critério ius sanguinis) 
 
 
 
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QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas 
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar 
para a sua prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. 
A ideia, aqui, não é que você fixe o conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, 
mas que você faça uma boa revisão global do assunto a partir de, relativamente, poucas 
questões. 
 
Espécies de nacionalidade - brasileiros natos e naturalizados (art. 12, I e II da 
CF/88). 
1. (FGV/2018/TJ-AL) Peter, filho de cidadãos norte-americanos, nasceu em Alagoas quando seus 
pais ali estavam em gozo de férias. Após o nascimento, foi para os Estados Unidos da América 
do Norte e jamais retornou à República Federativa do Brasil. 
À luz da sistemática constitucional, Peter: 
a) é brasileiro nato; 
b) é brasileiro naturalizado; 
c) é brasileiro nato, desde que requeira a nova nacionalidade aos 18 anos de idade; 
d) é brasileiro naturalizado, se requerer a naturalização aos 18 anos de idade; 
e) não é brasileiro. 
Comentários 
GABARITO: LETRA A 
Perceba que a situação de Peter se enquadra perfeitamente naquela descrita no art. 12, I, “a”, 
da Constituição Federal: 
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Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; 
Nesse sentido, verificamos que Peter é brasileiro nato independentemente de requerimento, o 
que torna todas as demais assertivas, com exceção da letra A, incorretas. 
2. (FGV/2016/MRE/Oficial de Chancelaria) Os amigos Ednaldo e José Carlos travaram intensa 
discussão a respeito de sua relação com a República Federativa do Brasil. Ednaldo, com 35 anos 
de idade, nascera na Áustria e era filho de pai brasileiro e mãe austríaca, os quais trabalhavam 
em uma organização civil protetora dos animais. Ednaldo nunca residiu em território brasileiro. 
José Carlos, 21 anos de idade, filho de pais austríacos, por sua vez, nasceu no Brasil na época 
em que os seus pais trabalhavam na embaixada austríaca, tendo em seguida viajado para a 
Áustria, de onde nunca mais saiu. 
À luz da sistemática constitucional e da análise das informações fornecidas na narrativa acima, é 
correto afirmar, a respeito dos dois amigos, que: 
a) José Carlos não pode ser considerado brasileiro nato; 
b) Ednaldo é brasileiro nato; 
c) José Carlos é brasileiro nato; 
d) Ednaldo será brasileiro nato caso venha a residir no Brasil; 
e) os amigos somente podem vir a naturalizar-se brasileiros. 
Comentários 
GABARITO: LETRA A. 
Diante do caso em tela, podemos afirmar que José Carlos não pode ser considerado brasileiro 
nato. Tal afirmação se dá com base no artigo 12 da Constituição Federal, vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
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a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; (grifo nosso) 
Apesar de José Carlos ter nascido no Brasil, seus pais estavam a serviço da Áustria quando do 
seu nascimento, ou seja, com fundamento no artigo supramencionado, ele não pode ser 
considerado brasileiro nato, pois é condição imprescindível aos filhos de estrangeiros nascidos 
no Brasil, que seus pais não estejam a serviço do seu país, para que sejam considerados 
brasileiros natos. Como os requisitos não foram preenchidos, José Carlos não pode ser 
considerado brasileiro nato, mas sim estrangeiro. 
Com relação às demais assertivas, vamos analisá-las: 
Alternativa B: ERRADA. 
Ednaldo só seria considerado brasileiro nato caso seu pai trabalhasse, na Áustria, para a 
República Federativa do Brasil, ou se ele tivesse sido registrado na repartição brasileira 
competente ou viesse a residir no Brasil, e optasse, em qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira, conforme previsão constitucional: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
(...) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
Alternativa C: ERRADA. 
José Carlos não é brasileiro nato, mas sim estrangeiro, conforme explicamos na assertiva A, que 
é o nosso gabarito. 
Alternativa D: ERRADA. 
Conforme explicamos na assertiva B, Ednaldo só será brasileiro nato caso venha a residir no 
Brasil e opte, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade 
brasileira. 
Alternativa E: ERRADA. 
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No caso de Ednaldo, ele pode ser brasileiro nato, caso preencha os requisitos já explanados 
acima, logo, é errado afirmar que ele só podera naturalizar-se. Quando à José Carlos não pode 
ser brasileiro nato, mas poderá naturalizar-se, caso cumpra os requisitos abaixo relacionados, 
conforme a CF/88, vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
(...) 
II - naturalizados: 
(...) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. 
3. (FGV/2017/TRT 13ª REGIÃO) Roberto nasceu no território brasileiro quando seus pais, 
Antônio e Joana, cidadãos franceses, aqui se encontravam pelo período de dois meses em gozo 
de férias. Logo após o nascimento, foi levado pelos pais para a França, somente retornando ao 
Brasil 30 anos depois. Ao retornar, teve grande afeição pela cultura brasileira e decidiu que iria 
candidatar-se ao cargo de Presidente da República tão logo alcançasse a idade exigida. 
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a futura candidatura de Roberto, caso 
observados os demais requisitos exigidos: 
a) é possível, por ser brasileiro nato; 
b) é possível, desde que renuncie à nacionalidade francesa; 
c) é possível, desde que se naturalize brasileiro; 
d) é possível, se optou pela nacionalidade brasileira até os dezoito anos; 
e) não é possível, por ser estrangeiro. 
Comentários 
GABARITO: LETRA A. 
Diante do caso apresentado, podemos afirmar que Roberto é brasileiro nato e poderá ser 
candidato à Presidente da República, cargo este privativo de brasileiro nato. Tal afirmação se dá 
com fundamento no artigo 12 da CF/88, pois ele nasceu no Brasil e seus pais, que são franceses, 
não estavam a serviço do seu país quando do seu nascimento, vejamos: 
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Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; (grifo nosso) 
Art. 12. São brasileiros: 
(...) 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
Portanto, gabarito letra A. As demais assertivas estão equivocadas.4. (FGV/2015/CM Caruaru/Analista Legislativo - Direito) Cláudio e Rita, brasileiros natos, 
casaram e decidiram residir na Argentina, bem como trabalhar na indústria automobilística. Da 
união de ambos, resultou o nascimento de Júlio, que continuou residindo no exterior por trinta 
anos ininterruptos. Durante parte desse período, ele manteve uma coluna em um importante 
jornal brasileiro, na qual analisava a política econômica do Brasil. 
A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. 
a) Júlio é brasileiro nato, pelo só fato de ser filho de brasileiros. 
b) Júlio pode vir a naturalizar-se como brasileiro, desde que resida por mais de vinte anos no 
Brasil. 
c) Júlio pode ser considerado brasileiro nato, desde que seus pais tenham providenciado a sua 
naturalização antes de atingir a maioridade. 
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d) Júlio será considerado brasileiro nato caso opte, a qualquer tempo, após ter atingido a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
e) Júlio não pode ser considerado brasileiro nato em nenhuma hipótese, pois os seus pais não 
estavam no exterior a serviço da República Federativa do Brasil. 
Comentários 
GABARITO: LETRA D. 
Alternativa A: ERRADA. 
Júlio NÃO é brasileiro nato pelo só fato de ser filho de brasileiros. Ele seria brasileiro nato só por 
este fato, caso os seus pais estivessem na Argentina à serviço do Brasil. Como isso não ocorreu, 
ele será brasileiro nato caso tenha sido registrado em repartição brasileira competente OU 
venha a residir na República Federativa do Brasil e opte, a qualquer tempo, depois de atingida a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira, conforme previsão constitucional: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
(...) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
Alternativa B: ERRADA. 
Assertiva equivocada, pois Júlio não se enquadra como brasileiro naturalizado, mas se preencher 
os requisitos da lei poderá ser brasileiro nato. 
Alternativa C: ERRADA. 
Júlio pode ser considerado brasileiro nato, desde que seus pais o tenham registrado em 
repartição brasileira competente OU ele venha a residir na República Federativa do Brasil e opte, 
a qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
Alternativa D: CORRETA. 
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É exatamente o que prevê o artigo 12 da CF/88, já mencionado, que Júlio será considerado 
brasileiro nato caso opte, a qualquer tempo, após ter atingido a maioridade, pela nacionalidade 
brasileira, vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
(...) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
Assim, se os pais de Júlio não tiverem feito o registro do seu nascimento na repartição brasileira 
competente, ele poderá, depois de atingida a maioridade, quando vier residir no Brasil, optar 
pela nacionalidade brasileira. 
Alternativa E: ERRADA. 
Assertiva errada, pois Júlio pode sim ser brasileiro nato, conforme já demonstramos nas demais 
alternativas. 
5. (FGV/2014/TJ-RJ/Analista Judiciário - Execução de Mandados) Erik, nascido em Gana, 
resolveu transferir o seu domicílio para o território brasileiro, aqui permanecendo, com conduta 
ilibada e plena aquiescência do Estado brasileiro, por dezenove anos ininterruptos. No dia 
imediato à integralização desse período, formulou pedido para que lhe fosse concedida a 
nacionalidade brasileira e, ato contínuo, pretendeu praticar ato privativo de brasileiro. À luz 
desse quadro, é possível afirmar que Erik: 
a) não pode praticar ato privativo de brasileiro, pois nascido no estrangeiro; 
b) pode praticar ato privativo de brasileiro, desde que haja reciprocidade de tratamento por 
parte de Gana, devidamente formalizada em acordo bilateral; 
c) não pode praticar ato privativo de brasileiro, pois não comprovada a existência de decisão 
decretando a perda de sua nacionalidade de origem; 
d) pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o ato de reconhecimento da nacionalidade 
brasileira é meramente declaratório, retroagindo à data do requerimento; 
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e) não pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o Estado brasileiro é soberano para atribuir, 
ou não, essa nacionalidade aos estrangeiros residentes em seu território. 
Comentários 
GABARITO: LETRA D. 
Alternativa A: ERRADA. 
Erik pode praticar ato privativo de brasileiro, pois atende aos requisitos constitucionais para ser 
um brasileiro naturalizado, vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
(...) 
II - naturalizados: 
(...) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. 
Alternativa B: ERRADA. 
Para que Erik possa praticar ato privativo de brasileiro, não é necessário que haja reciprocidade 
de tratamento por parte de Gana, mas apenas que ele preencha os requisitos para ser brasileiro 
naturalizado, o que já ocorreu. 
Alternativa C: ERRADA. 
A assertiva está equivocada, pois Erik pode praticar ato privativo de brasileiro, conforme 
explicado acima. 
Alternativa D: CORRETA. 
Assertiva acertada, podendo Erik praticar ato privativo de brasileiro, pois preencheu os 
requisitos constitucionais, vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
(...) 
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II - naturalizados: 
(...) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. 
Além disso, o ato de reconhecimento da nacionalidade brasileira é meramente declaratório, 
retroagindo à data do requerimento, conforme já decidiu o STF: 
EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. 
ESTRANGEIRO. NATURALIZAÇÃO. REQUERIMENTO FORMALIZADO ANTES 
DA POSSE NO CARGO EXITOSAMENTE DISPUTADO MEDIANTE CONCURSO 
PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À ALÍNEA "B" DO INCISO II DO ARTIGO 
12 DA MAGNA CARTA. O requerimento de aquisição da nacionalidade 
brasileira, previsto na alínea "b" do inciso II do art. 12 da Carta de Outubro, é 
suficiente para viabilizar a posse no cargo triunfalmente disputado mediante 
concurso público. Isto quando a pessoa requerente contar com quinze anos 
ininterruptos de residência fixa no Brasil, sem condenação penal. A Portaria de 
formal reconhecimento da naturalização, expedida pelo Ministro de Estado da 
Justiça, é de caráter meramente declaratório. Pelo que seus efeitos hão de 
retroagir à data do requerimento do interessado. Recurso extraordinário a que 
se nega provimento. RE 264848 / TO - TOCANTINS 
Alternativa E: ERRADA. 
Erik PODE praticar atos privativo de brasileiro, conforme já explicamos nas alternativas 
anteriores. 
6. (FGV/2013/TJ-AM/Analista Judiciário II - Leiloeiro) Tendo em vista o que dispõe a 
Constituiçãoda República Federativa do Brasil, assinale a alternativa que apresenta um caso de 
atribuição da nacionalidade brasileira. 
a) Kevin, nascido no Brasil, filho de pais canadenses a serviço do Governo do Canadá. 
b) Jonas, hoje com 21 anos, residente na cidade de São Paulo, nascido e registrado no Japão, 
filho de Marcos e Márcia, domiciliados naquele país, onde trabalham em uma empresa 
multinacional. 
c) José, português, domiciliado na cidade de Manaus há seis meses. 
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d) Mark, alemão, domiciliado na cidade de Aracajú há 10 anos, e que hoje está em liberdade 
condicional, após condenação pelo crime de tráfico de drogas. 
e) Luigi, italiano, residente em Milão, casado com Joana, que lá reside com ele. 
Comentários 
GABARITO: LETRA B. 
Alternativa A: ERRADA. 
Kelvin não tem nacionalidade brasileira mesmo tendo nascido no Brasil, pois os seus pais, que 
são canadenses, estavam aqui a serviço do Governo do Canadá. Vejamos o que diz a CF/88: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; (grifo nosso) 
Alternativa B: CORRETA. 
Jonas será brasileiro nato caso opte a qualquer tempo pela nacionalidade brasileira, já que 
atingiu a maioridade e já reside no país, conforme previsão constitucional: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
(...) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
Alternativa C: ERRADA. 
Para que José seja considerado brasileiro nato ele deve ter residência no Brasil por um ano 
ininterrupto e idoneidade moral. Assim, ele deve aguardar mais 6 meses para que possa ser 
considerado brasileiro naturalizado. Vejamos o que prevê a CF/88: 
Art. 12. São brasileiros: 
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(...) 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e 
idoneidade moral; (grifo nosso) 
Alternativa D: ERRADA. 
Mark NÃO pode ter nacionalidade brasileira por dois motivos: o primeiro porque são exigidos 
15 anos de residência no Brasil, e ele só tem 10 anos, e segundo porque ele possui condenação 
pelo crime de tráfico de drogas, o que é vedado pela Constituição, para o caso de o indivíduo 
pleitear a nacionalidade, veja: 
Art. 12. São brasileiros: 
(...) 
II - naturalizados: 
(...) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. (grifo nosso) 
Alternativa E: ERRADA. 
Se Luigi é italiano e residente em Milão, ele nada tem a ver com o Brasil, e não preenche 
nenhum dos requisitos para adquirir a nacionalidade brasileira. 
7. (FGV/2018/SEFIN-RO/Contador) Luca nasceu em território brasileiro. Seus pais tinham 
nacionalidade italiana e, na ocasião, estavam a serviço de uma conhecida indústria de automóvel 
com sede na Itália. 
Logo após o nascimento, Luca retornou para a Itália. Após completar dezoito anos de idade, 
decidiu viver na República Federativa do Brasil e seguir carreira política. 
À luz da sistemática constitucional afeta à nacionalidade, é correto afirmar que Luca 
a) não é brasileiro, pois é filho de pais italianos; logo, para candidatar-se a um cargo eletivo, 
deveria naturalizar-se. 
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b) é brasileiro nato, por ter nascido no território brasileiro, podendo candidatar-se a qualquer 
cargo eletivo. 
c) é brasileiro nato, desde que não tenha sido registrado na Itália, podendo candidatar-se a 
qualquer cargo eletivo. 
d) é brasileiro nato, desde que optante pela nacionalidade brasileira, podendo candidatar-se a 
qualquer cargo eletivo. 
e) é brasileiro naturalizado, pois passou a residir no Brasil após a maioridade, o que limita as 
possibilidades de candidatura. 
Comentários 
GABARITO: LETRA B. 
No caso em tela vamos aplicar o princípio do jus soli, e como Luca nasceu em território 
brasileiro, e seus pais não estavam a serviço do governo italiano, ele é considerado brasileiro 
nato, conforme previsão expressa em nossa Carta Maior, vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; (grifo nosso) 
Portanto, o nosso gabarito é a letra B, sendo Luca brasileiro nato, por ter nascido no território 
brasileiro, podendo candidatar-se a qualquer cargo eletivo. Assim, as demais assertivas 
automaticamente eliminadas, pois vão contra ao que está estabelecido na CF/88. 
8. (FGV/2015/SSP AM/Técnico de Nível Superior) Peter, filho de um casal austríaco, nasceu no 
território brasileiro quando seus pais aqui estavam a serviço da Embaixada da Áustria. Após o 
seu nascimento, permaneceu no Brasil por cerca de dez anos, até que a família retornou ao País 
de origem. Como Peter passou a ter sólidos laços afetivos com o Brasil, sendo frequentes as 
suas viagens a passeio para este País, tomou a decisão de candidatar-se a um cargo eletivo que 
é privativo de brasileiro nato. É possível afirmar que Peter: 
a) é brasileiro nato, já que nasceu na República Federativa do Brasil; 
b) somente pode ser considerado brasileiro nato caso sua família tenha providenciado o seu 
registro de nascimento no Brasil, enquanto aqui residiu; 
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c) tem dupla nacionalidade, austríaca e brasileira, podendo praticar quaisquer atos civis e 
políticos na Áustria e no Brasil; 
d) não pode ser considerado brasileiro nato, já que é filho de estrangeiros que estavam no Brasil 
a serviço do seu País de origem; 
e) será considerado brasileiro nato tão logo promova o seu registro de nascimento em cartório 
do registro civil das pessoas naturais situado no Brasil. 
Comentários 
GABARITO: LETRA D. 
Apesar de Peter ter nascido no Brasil, ele não pode ser considerado brasileiro nato, pois os seus 
pais aqui estavam a serviço da Embaixada da Áustria, o que, conforme a Constituição Federal, 
impede que ele seja assim considerado, sendo, na verdade, estrangeiro. 
Tal afirmação é feita com base no artigo 12 da Carta Magna, observe: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; (grifo nosso) 
Logo, Peter não pode candidatar-se a um cargo eletivo que é privativo de brasileiro nato, e o 
nosso gabarito é a letra D, o que exclui as demais assertivas. 
9. (FGV/2017/ALERJ/Especialista Legislativo de Nível Superior) Silvio e Maria travaram intenso 
debate a respeito do conceito de cidadania, considerada, pelo inciso II do art. 1º da Constituição 
da República Federativa do Brasil, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. Silvio 
defendia que todo brasileiro é cidadão, enquanto Maria ressaltava a necessidade de serem 
preenchidos alguns requisitos para a obtenção da cidadania. 
Aesse respeito, é correto afirmar que: 
a) Maria está errada, pois a cidadania surge e se perpetua com o nascimento; 
b) Silvio está errado, pois é possível existir um brasileiro que não seja cidadão; 
c) Silvio está certo, pois é a cidadania que permite a aquisição da nacionalidade brasileira; 
d) Maria está certa, pois é preciso que a cidadania seja deferida pelo Ministro da Justiça; 
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e) Maria está certa, pois a cidadania sempre exige o prévio requerimento da nacionalidade 
brasileira. 
Comentários 
GABARITO: LETRA B. 
Inicialmente cade distinguir a nacionalidade da cidadania. Para isso, vamos utilizar dos 
ensinamento de José Afonso da Silva, que preleciona: 
Aquela é vínculo ao território estatal por nascimento ou naturalização; esta é um 
status ligado ao regime político. Cidadania, já vimos, qualifica os participantes da vida 
do Estado, é atributo das pessoas integradas na sociedade estatal, atributo político 
decorrente do direito de participar no governo e direito de ser ouvido pela 
representação política. Cidadão, no direito brasileiro, é o indivíduo que seja titular dos 
direitos políticos de votar e ser votado e suas conseqüências. Nacionalidade é o 
conceito mais do que cidadania, e é pressuposto desta, uma vez que só o titular da 
nacionalidade brasileira pode ser cidadão. 
Em nossa Constituição a nacionalidade, que estabelece o vínculo jurídico entre a pessoa e o 
Estado é tratada no artigo 12, e a cidadania, que é a condição para o exercício dos direitos 
políticos, no artigo 14. A partir da análise desses dispositivos podemos afirmar que Silvio está 
equivocado, pois nem todo brasileiro é cidadão. Se para ser cidadão precisamos gozar dos 
direitos políticos, os inalistáveis não são cidadãos, tendo em vista que não gozam dos direitos 
políticos. Vejamos o que dispõe a CF/88: 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e 
secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
(...) 
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do 
serviço militar obrigatório, os conscritos. 
(...) 
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. 
Portanto, Silvio está errado, pois é possível que o indivíduo seja brasileiro e não seja cidadão, 
ficando o nosso gabarito com a letra B e as demais assertivas estão eliminadas. 
10. (FGV/2015/TJ-SC) Peter, cidadão sueco em viagem de férias no Brasil, manteve 
relacionamento amoroso com Marie, cidadã francesa que visitava um primo na Cidade de 
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Florianópolis. Desse relacionamento, nasceu Gustavisson, fato ocorrido no território brasileiro. É 
possível afirmar que a nacionalidade do filho do casal é: 
a) brasileira, por ter nascido na República Federativa do Brasil; 
b) necessariamente diversa da brasileira, isso em razão do princípio da nacionalidade paterna; 
c) brasileira, desde que tenha sido registrado em repartição consular brasileira; 
d) necessariamente diversa da brasileira, isso em razão do princípio da nacionalidade materna; 
e) necessariamente diversa da brasileira, já que seus pais eram estrangeiros e não estavam 
estabelecidos no Brasil. 
Comentários 
GABARITO: LETRA A 
Perceba que o examinador tenta confundir o candidato ao adicionar várias nacionalidades no 
enunciado da questão. Contudo, ao final, o questionamento feito é simples e nos remete ao art. 
12, I, “a”, da Constituição Federal: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; 
Perceba que, nos termos do dispositivo constitucional supramencionado, Gustavisson é 
brasileiro nato e tal fato independe de registro, o que torna todas as demais assertivas, com 
exceção da alternativa A, incorretas. 
11. (FGV/2015/DPE-RO/Oficial de Diligências) Ernesto, filho de pais brasileiros, nascido e 
registrado na República do Paraguai, ao atingir a maioridade, decide vir para o Brasil. Ao chegar 
neste País, consulta um Defensor Público a respeito dos seus direitos. É correto afirmar que 
Ernesto: 
a) pode optar, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira; 
b) somente pode obter a nacionalidade brasileira se for naturalizado; 
c) é considerado brasileiro nato pelo simples fato de seus pais serem brasileiros; 
d) somente pode optar pela nacionalidade brasileira se os seus pais estavam, no Paraguai, a 
serviço do Brasil; 
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e) somente terá reconhecida a nacionalidade brasileira se o Paraguai oferecer reciprocidade ao 
Brasil. 
Comentários 
GABARITO: LETRA A 
Vejamos o que diz o texto constitucional: 
Art. 12. São brasileiros: 
I – natos: 
(...) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
Observe que a parte final do art. 12, I, “c”, da Constituição Federal, descreve exatamente a 
situação vivida por Ernesto. 
Vejamos as assertivas incorretas: 
Letra B – Incorreta. Como vimos, Ernesto será considerado brasileiro nato. 
Letra C – Incorreta. Conforme dispositivo constitucional supracitado, o simples fato dos pais de 
Ernesto serem brasileiros não é suficiente para que ele venha a ser considerado brasileiro nato. 
Letra D – Incorreta. Em verdade, nesta situação, não há que se falar em opção, pois a 
Constituição Federal já o consideraria brasileiro nato: 
Art. 12 São brasileiros: 
I – natos: 
(...) 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer 
deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
Letra E – Incorreta. Conforme vimos, o texto constitucional não traz tal exigência. 
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12. (FGV/2018/TJSC/Analista/Administrativo) François nasceu no território brasileiro durante 
o período em que seus pais, nacionais franceses, aqui estavam por se encontrarem em gozo de 
licença na fábrica de bijuterias em que trabalhavam na França. À luz da sistemática 
constitucional, François: 
a) é brasileiro nato, desde que seus pais tenham requerido; 
b) é brasileiro nato, desde que o requeira aos dezoito anos; 
c) é brasileiro nato, independente de requerimento; 
d) é apenas nacional francês, não brasileiro; 
e) pode naturalizar-se brasileiro. 
Comentários 
GABARITO: LETRA C. 
A partir dos ensinamentos da nossa Constituição Federal, podemos afirmar que François é 
brasileiro nato, independente de qualquer requerimento, mesmo que seus pais sejam 
estrangeiros, tendo em vista que eles estavam de férias no Brasil e não a serviço do seu país, 
vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país; 
As demais assertivas encontram-se equivocadas. 
13. (FGV/2018/ALERO/Consultor Legislativo/Assessoramento Legislativo) Peter nasceu na 
Áustria no período em que sua mãe, Maria, brasileira nata, servidora da União, fora designada 
para trabalhar na embaixada brasileira naquele país. Como Maria era casadacom Hans, de 
nacionalidade austríaca, Peter também tinha a nacionalidade do pai, jamais tendo residido no 
território brasileiro. 
Ao completar trinta anos de idade, Peter consultou um advogado sobre a possibilidade de se 
candidatar a um mandato eletivo no Brasil, na eleição a ser realizada no ano seguinte, tendo sido 
informado, corretamente, que 
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a) os estrangeiros, como Peter, não podem concorrer a um mandato eletivo. 
b) sendo brasileiro nato, pode concorrer aos cargos eletivos privativos de brasileiro nato. 
c) somente teria nacionalidade brasileira se a lei da Áustria não reconhecesse a sua 
nacionalidade austríaca originária. 
d) pode optar pela nacionalidade brasileira caso venha a residir no país, podendo concorrer a 
todos os cargos eletivos. 
e) caso venha a se naturalizar brasileiro, poderá concorrer a todos os cargos eletivos não 
privativos de brasileiro nato. 
Comentários 
GABARITO: LETRA B. 
O fundamento para a nossa resposta encontra-se no artigo 12 da CF/88, vejamos: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer 
deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
Portanto, Peter é considerado brasileiro nato, pois apesar de ter nascido no estrangeiro, a sua 
mãe estava na Áustria a serviço da República Federativa do Brasil. Assim, ele pode concorrer a 
qualquer cargo eletivo privativo de brasileiro nato. Vejamos quais são eles: 
Art. 12. São brasileiros: 
(...) 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
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VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
(grifo nosso) 
14. (FGV/2021/TJ-RO/Analista Judiciário – Oficial de Justiça) Ingrid nasceu no território da 
Bélgica à época em que seu pai, brasileiro, ali atuava em uma indústria privada de conectores 
eletrônicos. Sua mãe era belga. Considerando que Ingrid foi registrada apenas perante o órgão 
competente belga, não perante uma repartição brasileira, ela é considerada: 
A) estrangeira, somente lhe restando a opção de se naturalizar brasileira, na forma da lei; 
B) brasileira nata, já que seu pai era brasileiro e se encontrava em território belga a trabalho; 
C) brasileira nata, pois a ordem constitucional brasileira adota, em caráter conjunto, os modelos 
do jus soli e do jus sanguinis; 
D) estrangeira, mas, caso venha a residir no território brasileiro e opte, a qualquer tempo, após 
atingir a maioridade, pela nacionalidade brasileira, adquiri-la-á em caráter nato; 
E) estrangeira, mas pode adquirir a nacionalidade brasileira, em caráter nato, caso o requeira, 
em território belga, perante repartição consular brasileira, no ano seguinte à maioridade. 
Comentários: 
Ingrid originalmente é estrangeira, uma vez que nasceu em outro país. Por sua vez, será 
brasileira caso venha residir no Brasil e opte a qualquer tempo, após a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira, ocasião em que possuirá o caráter nato. Vejamos o que dispõe o art. 12, 
I, “c”, da CF/88: 
CF, Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: (...) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
Gabarito: letra D. 
15. (FGV/2021/PM-PB/Oficial) Ana, nascida no território brasileiro enquanto seus pais, 
italianos, aqui se encontravam a trabalho em uma sociedade empresária privada italiana, 
procurou um advogado e o consultou sobre sua nacionalidade. O advogado respondeu, 
corretamente, que Ana é: 
A) brasileira nata, independentemente de qualquer ato complementar; 
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B) estrangeira, mas pode se naturalizar brasileira a qualquer tempo; 
C) brasileira nata, desde que opte por essa nacionalidade ao completar 18 anos; 
D) estrangeira, mas pode adquirir a nacionalidade brasileira a qualquer tempo, a partir de 
requerimento dos seus pais; 
E) brasileira nata ou naturalizada, conforme seja registrada no Brasil em momento anterior ou 
posterior à maioridade. 
Comentários: 
Ana é brasileira nata, pois nasceu no Brasil, filha de estrangeiros que não estavam a serviço do 
país de origem e, sim, de uma empresa privada estrangeira (art. 12, I, “a”, da CF/88): 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, 
desde que estes não estejam a serviço de seu país. 
Gabarito: letra A. 
Cargos privativos de brasileiro nato (art. 12, § 3º da CF/88) 
16. (FGV/2018/TJ-SC) Jean, brasileiro naturalizado, que adquiriu grande popularidade em 
razão de suas atividades filantrópicas, decidiu concorrer a um cargo eletivo. No entanto, estava 
em dúvida se concorreria ao cargo de Vice-Presidente da República, de Governador ou Senador. 
À luz da sistemática constitucional, Jean poderia concorrer apenas ao(s) cargo(s) de: 
a) Vice-Presidente e Governador; 
b) Governador e Senador; 
c) Vice-Presidente; 
d) Governador; 
e) Senador. 
Comentários 
GABARITO: LETRA B 
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==275324==
Vejamos o que diz a Constituição Federal sobre o tema: 
Art. 12 (...) 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa. 
Perceba que Jean é brasileiro naturalizado e a Constituição Federal traz um rol de cargos que 
somente podem ser ocupados por brasileiro nato. Dito isto, percebemos que, dentre os cargos 
cogitados por Jean, o único que ele não poderia concorrer é o de Vice-Presidente da República. 
Vejamos, ainda, que, quanto ao cargo de Senador, ele jamais poderá ocupar a presidência 
daquela Casa de Leis, uma vez que apenas brasileiros natos podem presidir o Senado Federal. 
Quanto aos cargos de governador e senador, conforme exposto acima, não há qualquer 
impedimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO 
A ideia do questionário é elevar o nível da sua compreensão no assunto e, ao mesmo tempo, 
proporcionar uma outra forma de revisão de pontos importantes do conteúdo, a partir de 
perguntas que exigem respostas subjetivas. 
São questões um pouco mais desafiadoras, porque a redação de seu enunciado não ajuda na sua 
resolução, como ocorre nas clássicas questões objetivas. 
O objetivo é que você realize uma autoexplicação mental de alguns pontos do conteúdo, para 
consolidar melhor o que aprendeu ;) 
Além disso, as questões objetivas,em regra, abordam pontos isolados de um dado assunto. Assim, 
ao resolver várias questões objetivas, o candidato acaba memorizando pontos isolados do 
conteúdo, mas muitas vezes acaba não entendendo como esses pontos se conectam. 
Assim, no questionário, buscaremos trazer também situações que ajudem você a conectar melhor 
os diversos pontos do conteúdo, na medida do possível. 
É importante frisar que não estamos adentrando em um nível de profundidade maior que o exigido 
na sua prova, mas apenas permitindo que você compreenda melhor o assunto de modo a facilitar 
a resolução de questões objetivas típicas de concursos, ok? 
Nosso compromisso é proporcionar a você uma revisão de alto nível! 
Vamos ao nosso questionário: 
Perguntas 
1. Complete as lacunas a seguir, a respeito dos brasileiros natos (art. 12, inciso I, da CF/88): 
1.1 São brasileiros natos: 
1.1.1. os ____(a)____ na República Federativa do Brasil, ainda que de pais ____(b)____, desde que 
estes não estejam a serviço de seu país. Nesta regra, foi adotado o critério ius ____(b)____ (origem 
____(c)____); 
1.1.2. os nascidos no estrangeiro, de pai ____(d)____ ou mãe ____(e)____, desde que qualquer 
deles esteja a ____(f)____ da República Federativa do Brasil. Nesta regra, foi adotado o critério ius 
____(g)____ (origem ____(h)____), em conjunto com um critério funcional; 
1.1.3. os nascidos no estrangeiro de pai ____(i)____ ou de mãe ____(j)____, desde que sejam 
registrados em ____(k)____ brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do 
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Brasil e optem, em ____(l)____ tempo, depois de atingida a ____(m)____, pela nacionalidade 
brasileira Nesta regra, foi adotado o critério ius ____(n)____ (origem ____(o)____), em conjunto 
com duas condições alternativas. 
2. Qualquer pessoa nascida no Brasil é considerada brasileira nata à luz da CF/88? Explique. 
 
3. É possível que o nascido no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira seja 
considerado brasileiro nato? Explique. 
4. Complete as lacunas a seguir, a respeito dos brasileiros naturalizados (art. 12, inciso II, da 
CF/88): 
4.1 São brasileiros naturalizados: 
4.1.1. os que, na forma da ____(a)____, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos 
originários de países de língua ____(b)____ apenas residência por um ano ____(c)____ e 
idoneidade ____(d)____. Neste caso, a concessão da naturalização ordinária é ato ____(e)____ do 
Chefe do Poder ____(f)____; 
4.1.2. os ____(g)____ de qualquer nacionalidade, ____(h)____ na República Federativa do Brasil há 
mais de ____(i)____ anos ininterruptos e sem ____(j)____ penal, desde que ____(k)____ a 
nacionalidade brasileira. Neste caso (naturalização extraordinária), o interessado possui 
____(l)____subjetivo à nacionalidade brasileira caso cumpra os requisitos exigidos. 
5. Quais os casos de naturalização tácita previstos na CF/88? 
 
6. Joana, brasileira, estava na Argentina a passeio com Mário, chileno, quando o filho deles, 
Ernesto nasceu. Logo depois do nascimento, o casal e o bebê vão morar em Belo Horizonte. 
De acordo com a Constituição Federal, qual a nacionalidade de Ernesto? Explique. 
 
7. Anselmo, angolano, reside no Brasil há dois anos, de forma ininterrupta. Com base em tais 
informações, é possível concluir que Anselmo completou os requisitos para obter a 
naturalização brasileira, sendo tal aquisição, portanto, um direito subjetivo seu? 
8. Qual a condição para que sejam atribuídos aos portugueses com residência permanente no País 
os direitos inerentes ao brasileiro (excetuados os casos previstos na CF/88)? 
9. É possível o estabelecimento de distinção entre brasileiros natos e naturalizados? 
10. Qual a diferença entre a nacionalidade originária e a nacionalidade derivada? 
11. Qual a diferença entre a cidadania e a nacionalidade? 
12. Qual a diferença entre a naturalização tácita e a naturalização expressa? 
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13. Complete as lacunas a seguir a respeito dos cargos privativos de brasileiro nato (art. 12, § 3º, 
da CF/88): 
13.1. de Presidente e Vice-Presidente da ____(a)____; 
13.2. de ____(b)____ da Câmara dos Deputados; 
13.3. de Presidente do ____(c)____ Federal; 
13.4. de ____(d)____ do Supremo Tribunal Federal; 
13.5. da carreira ____(e)____; 
13.6. de ____(f)____ das Forças Armadas; 
13.7. de Ministro de Estado da ____(g)____. 
14. Manoel, português, com residência permanente na Bahia, onde mora há dezesseis anos 
ininterruptos, período em que cumpriu pena decorrente de condenação por crime de roubo 
praticado no carnaval de Salvador, deseja obter a nacionalidade brasileira para se candidatar a 
Deputado Federal na próxima eleição e, caso seja eleito, pretende se tornar o próximo Presidente 
da Câmara dos Deputados. Isso seria possível, considerando apenas os aspectos relacionados à 
nacionalidade de Manoel? Explique. 
15. Complete as lacunas a seguir a respeito das hipóteses de perda da nacionalidade brasileira 
(art. 12, § 4º, da CF/88): 
15.1. tiver ____(a)____ sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao 
interesse ____(b)____; 
15.2. ____(c)____ outra nacionalidade, salvo nos casos: 
15.2.1. de ____(d)____ de nacionalidade ____(e)____ pela lei ____(f)____; 
15.2.2. de ____(g)____ de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como ____(h)____ para permanência em seu território ou para o exercício de direitos 
____(i)____. 
16. Maria nasceu no Brasil, filha de Robert, juiz irlandês que se encontrava em território brasileiro 
a serviço de seu país, e de Margaret, brasileira nata, casada com o pai de Maria há 1 ano, com 
quem morava em Dublin desde o casamento. De acordo com a Constituição Federal, qual a 
nacionalidade de Maria, considerando que ela foi reconhecida como irlandesa pela legislação da 
Irlanda? 
 
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17. Antônio, brasileiro nato, residente na Bélgica, precisou adquirir a naturalização belga para 
permanecer naquele país com o fito de realizar pesquisa biológica de interesse da Sociedade 
Europeia de Apiterapia, unicamente por exigência de seu chefe, coordenador da referida 
sociedade, que não integra o aparato daquele Estado. Após residir por vinte anos naquele país, 
onde constituiu família, Antônio resolve voltar ao Brasil com o intuito de seguir carreira diplomática 
brasileira. Isso seria possível, considerando apenas os aspectos relacionados à nacionalidade de 
Antônio? Explique. 
18. Complete as lacunas a seguir a respeito do idioma e dos símbolos (art. 13 da Constituição 
Federal): 
18.1. A língua ____(a)____ é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. 
18.2. São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as ____(b)____ e o 
____(c)____ nacionais. 
18.3. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos ____(d)____. 
Perguntas com respostas 
1. Complete as lacunas a seguir, a respeito dos brasileiros natos (art. 12, inciso I, da CF/88): 
1.1 São brasileiros natos: 
1.1.1. os ____(a)____ na República Federativa do Brasil, ainda que de pais ____(b)____, desde que 
estes não estejam a serviço de seu país. Nesta regra, foi adotado o critério ius ____(b)____ (origem 
____(c)____); 
1.1.2. os nascidos no estrangeiro, de pai ____(d)____ ou mãe ____(e)____, desde que qualquer 
delesesteja a ____(f)____ da República Federativa do Brasil. Nesta regra, foi adotado o critério ius 
____(g)____ (origem ____(h)____), em conjunto com um critério funcional; 
1.1.3. os nascidos no estrangeiro de pai ____(i)____ ou de mãe ____(j)____, desde que sejam 
registrados em ____(k)____ brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do 
Brasil e optem, em ____(l)____ tempo, depois de atingida a ____(m)____, pela nacionalidade 
brasileira Nesta regra, foi adotado o critério ius ____(n)____ (origem ____(o)____), em conjunto 
com duas condições alternativas. 
(a) nascidos (b) estrangeiros (c) territorial (d) brasileiro 
(e) brasileira (f) serviço (g) sanguinis (h) sanguínea 
(i) brasileiro (j) brasileira (k) repartição (l) qualquer 
(m) maioridade (n) sanguinis (o) sanguínea 
2. Qualquer pessoa nascida no Brasil é considerada brasileira nata à luz da CF/88? Explique. 
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Não. Se ambos os pais da criança forem estrangeiros e pelo menos um deles estiver no Brasil a 
serviço de seu país, ela não será considerada brasileira nata (CF/88, art. 12, I, “a”). 
3. É possível que o nascido no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira seja 
considerado brasileiro nato? Explique. 
Sim, o nascido no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira será considerado brasileiro 
nato nos seguintes casos: 
a) se o pai brasileiro ou mãe brasileira estiver a serviço da República Federativa do Brasil (CF/88, 
art. 12, I, “b”); ou 
b) se for registrado em repartição brasileira competente (CF/88, art. 12, I, “c”); ou 
c) se vier a residir na República Federativa do Brasil e optar, em qualquer tempo, depois de 
atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira (CF/88, art. 12, I, “c”). 
4. Complete as lacunas a seguir, a respeito dos brasileiros naturalizados (art. 12, inciso II, da 
CF/88): 
4.1 São brasileiros naturalizados: 
4.1.1. os que, na forma da ____(a)____, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos 
originários de países de língua ____(b)____ apenas residência por um ano ____(c)____ e 
idoneidade ____(d)____. Neste caso, a concessão da naturalização ordinária é ato ____(e)____ do 
Chefe do Poder ____(f)____; 
4.1.2. os ____(g)____ de qualquer nacionalidade, ____(h)____ na República Federativa do Brasil há 
mais de ____(i)____ anos ininterruptos e sem ____(j)____ penal, desde que ____(k)____ a 
nacionalidade brasileira. Neste caso (naturalização extraordinária), o interessado possui 
____(l)____subjetivo à nacionalidade brasileira caso cumpra os requisitos exigidos. 
(a) lei (b) portuguesa (c) ininterrupto (d) moral 
(e) discricionário (f) Executivo (g) estrangeiros (h) residentes 
(i) quinze (j) condenação (k) requeiram (l) direito 
5. Quais os casos de naturalização tácita previstos na CF/88? 
Nenhum, não há caso de naturalização tácita previsto na CF/88, somente expressa. 
6. Joana, brasileira, estava na Argentina a passeio com Mário, chileno, quando o filho deles, 
Ernesto nasceu. Logo depois do nascimento, o casal e o bebê vão morar em Belo Horizonte. 
De acordo com a Constituição Federal, qual a nacionalidade de Ernesto? Explique. 
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Ernesto será considerado brasileiro nato, mas, após atingir a maioridade, a aquisição definitiva de 
sua nacionalidade dependerá de sua opção pela nacionalidade brasileira – nesse caso, a 
maioridade é condição suspensiva da nacionalidade brasileira até a manifestação da opção, 
conforme CF/88, art. 12, I “c”: 
Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: (...) 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
Esse caso é chamado doutrinariamente de “nacionalidade potestativa”. 
7. Anselmo, angolano, reside no Brasil há dois anos, de forma ininterrupta. Com base em tais 
informações, é possível concluir que Anselmo completou os requisitos para obter a 
naturalização brasileira, sendo tal aquisição, portanto, um direito subjetivo seu? 
Não. Anselmo é originário de país de língua portuguesa, logo, a naturalização depende não 
somente de residência no Brasil por um ano ininterrupto, mas também de idoneidade moral, 
consoante CF/88, art. 12, II, “a”: 
Art. 12. São brasileiros: (...) 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade 
moral; 
Além disso, a concessão de naturalização, nesse caso, é ato discricionário do Chefe do Poder 
Executivo, não havendo de se falar em direito subjetivo à nacionalidade brasileira. 
8. Qual a condição para que sejam atribuídos aos portugueses com residência permanente no País 
os direitos inerentes ao brasileiro (excetuados os casos previstos na CF/88)? 
A condição é que haja reciprocidade em favor de brasileiros (art. 12, § 1º, CF). 
9. É possível o estabelecimento de distinção entre brasileiros natos e naturalizados? 
Sim, desde que essa distinção seja estabelecida pela Constituição Federal: por lei não é possível 
(art. 12, § 2º, CF). 
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10. Qual a diferença entre a nacionalidade originária e a nacionalidade derivada? 
A nacionalidade originária é involuntária, pois decorre do nascimento. Por sua vez, a nacionalidade 
derivada é voluntária, dependendo de ato praticado depois do nascimento. 
11. Qual a diferença entre a cidadania e a nacionalidade? 
A cidadania diz respeito ao gozo dos direitos políticos, enquanto a nacionalidade diz respeito aos 
indivíduos que possuem uma ligação pessoal com o Estado. 
12. Qual a diferença entre a naturalização tácita e a naturalização expressa? 
A naturalização tácita é adquirida mesmo que não haja manifestação do indivíduo, enquanto a 
naturalização expressa depende de pedido/requerimento do interessado. 
13. Complete as lacunas a seguir a respeito dos cargos privativos de brasileiro nato (art. 12, § 3º, 
da CF/88): 
13.1. de Presidente e Vice-Presidente da ____(a)____; 
13.2. de ____(b)____ da Câmara dos Deputados; 
13.3. de Presidente do ____(c)____ Federal; 
13.4. de ____(d)____ do Supremo Tribunal Federal; 
13.5. da carreira ____(e)____; 
13.6. de ____(f)____ das Forças Armadas; 
13.7. de Ministro de Estado da ____(g)____. 
(a) República (b) Presidente (c) Senado (d) Ministro 
(e) diplomática (f) oficial (g) Defesa 
14. Manoel, português, com residência permanente na Bahia, onde mora há dezesseis anos 
ininterruptos, período em que cumpriu pena decorrente de condenação por crime de roubo 
praticado no carnaval de Salvador, deseja obter a nacionalidade brasileira para se candidatar a 
Deputado Federal na próxima eleição e, caso seja eleito, pretende se tornar o próximo Presidente 
da Câmara dos Deputados. Isso seria possível, considerando apenas os aspectos relacionados à 
nacionalidade de Manoel? Explique. 
Manoel poderia tentar adquirir a nacionalidade brasileira com base no art. 12, II, “a” da CF/88, 
que exige aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano 
ininterrupto e idoneidade moral: 
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Art. 12. São brasileiros: (...) 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade 
moral; 
Todavia, nesta situação, o mero cumprimento dos requisitos exigidos não garante ao estrangeiro 
a aquisição da nacionalidade brasileira, porque a concessão da naturalização ordinária é ato 
discricionário do Chefe do Poder Executivo. 
Por outro lado, se Manoel não houvesse sofrido condenação penal nos dezesseis anos em que 
reside ininterruptamente no país, poderia requerer a nacionalidade brasileira com fulcro no art. 
12, II, “b” da CF/88: 
Art. 12. São brasileiros: (...) 
II - naturalizados: (...) 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. 
Vale destacar que, nesta situação, Manoel teria direito subjetivo à nacionalidade brasileira caso 
cumprisse os requisitos exigidos. 
Nada obstante, por residir permanentemente no Brasil, Manoel passa a gozar dos mesmos direitos 
do brasileiro naturalizado, sem necessidade de obter a nacionalidade, por força do art. 12, § 1º da 
CF/88, que assegura aos portugueses com residência permanente no Brasil, desde que exista 
reciprocidade em favor de brasileiros, a Constituição os direitos inerentes ao brasileiro, 
ressalvados os casos previstas na própria Carta Magna: 
Art. 12, § 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver 
reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao 
brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. 
Assim, por residir permanentemente no Brasil, Manoel passa a gozar dos mesmos direitos do 
brasileiro naturalizado, sem necessidade de obter a nacionalidade, o que inclui, portanto, a 
possibilidade de se candidatar para Deputado Federal, visto que este cargo não se encontra no 
rol de cargos privativos de brasileiro nato previsto no art. 12, § 3º da CF/88: 
Art. 12, § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
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I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa. 
Por outro lado, mesmo exercendo mandato de Deputado Federal, Manoel não poderia ocupar o 
cargo de presidente da Câmara dos Deputados, visto que se trata de cargo privativo de brasileiro 
nato, conforme art. 12, § 3º, II da CF/88 transcrito acima. 
15. Complete as lacunas a seguir a respeito das hipóteses de perda da nacionalidade brasileira 
(art. 12, § 4º, da CF/88): 
15.1. tiver ____(a)____ sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao 
interesse ____(b)____; 
15.2. ____(c)____ outra nacionalidade, salvo nos casos: 
15.2.1. de ____(d)____ de nacionalidade ____(e)____ pela lei ____(f)____; 
15.2.2. de ____(g)____ de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado 
estrangeiro, como ____(h)____ para permanência em seu território ou para o exercício de direitos 
____(i)____. 
(a) cancelada (b) nacional (c) adquirir (d) reconhecimento 
(e) originária (f) estrangeira (g) imposição (h) condição 
(i) civis 
16. Maria nasceu no Brasil, filha de Robert, juiz irlandês que se encontrava em território brasileiro 
a serviço de seu país, e de Margaret, brasileira nata, casada com o pai de Maria há 1 ano, com 
quem morava em Dublin desde o casamento. De acordo com a Constituição Federal, qual a 
nacionalidade de Maria, considerando que ela foi reconhecida como irlandesa pela legislação da 
Irlanda? 
Maria será considerada brasileira nata, porque nasceu em território nacional e sua mãe é brasileira, 
conforme CF/88, art. 12, I, “a”: 
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Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde 
que estes não estejam a serviço de seu país; 
Veja que é necessário que ambos os pais sejam estrangeiros e pelo menos um deles esteja a 
serviço de seu país para que o nascido no Brasil não seja considerado brasileiro nato. 
Além disso, Maria, mesmo sendo reconhecida como irlandesa pela legislação da Irlanda, não perde 
sua nacionalidade brasileira, já que quando há o reconhecimento de nacionalidade originária pela 
lei estrangeira, não se declara a perda da nacionalidade do brasileiro que adquira outra 
nacionalidade, conforme previsto na CF/88, art. 12, § 4º, II, “a”: 
Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: (...) 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (...) 
 a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
 
17. Antônio, brasileiro nato, residente na Bélgica, precisou adquirir a naturalização belga para 
permanecer naquele país com o fito de realizar pesquisa biológica de interesse da Sociedade 
Europeia de Apiterapia, unicamente por exigência de seu chefe, coordenador da referida 
sociedade, que não integra o aparato daquele Estado. Após residir por vinte anos naquele país, 
onde constituiu família, Antônio resolve voltar ao Brasil com o intuito de seguir carreira diplomática 
brasileira. Isso seria possível, considerando apenas os aspectos relacionados à nacionalidade de 
Antônio? Explique. 
Considerando o disposto na CF/88, art. 12, § 4º, II, “b”, se e a aquisição da nacionalidade belga 
fosse uma exigência da legislação estrangeira, Antônio não perderia sua nacionalidade brasileira. 
Entretanto, a aquisição da nacionalidade belga decorreu apenas de uma exigência do chefe de 
Antônio e, por isso, Antônio perdeu sua nacionalidade brasileira, com base naquele dispositivo 
constitucional, senão vejamos: 
Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: (...) 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (...) 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em 
estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o 
exercício de direitos civis; 
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Como Antônio passa a ser considerado estrangeiro à luz da Constituição, não pode seguir carreira 
diplomática no Brasil, cujo cargos são privativos de brasileiro nato, conforme art. 12, § 3º da CF/88: 
Art. 12, § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa. 
18. Complete as lacunas a seguir a respeito do idioma e dos símbolos (art. 13 da Constituição 
Federal): 
18.1. A língua ____(a)____ é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. 
18.2. São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as ____(b)____ e o 
____(c)____ nacionais. 
18.3. Os Estados, oDistrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos ____(d)____. 
(a) portuguesa (b) armas (c) selo (d) próprios 
 
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LISTA DE QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
1. (FGV/2018/TJ-AL) Peter, filho de cidadãos norte-americanos, nasceu em Alagoas quando 
seus pais ali estavam em gozo de férias. Após o nascimento, foi para os Estados Unidos da 
América do Norte e jamais retornou à República Federativa do Brasil. 
À luz da sistemática constitucional, Peter: 
a) é brasileiro nato; 
b) é brasileiro naturalizado; 
c) é brasileiro nato, desde que requeira a nova nacionalidade aos 18 anos de idade; 
d) é brasileiro naturalizado, se requerer a naturalização aos 18 anos de idade; 
e) não é brasileiro. 
2. (FGV/2016/MRE/Oficial de Chancelaria) Os amigos Ednaldo e José Carlos travaram intensa 
discussão a respeito de sua relação com a República Federativa do Brasil. Ednaldo, com 35 
anos de idade, nascera na Áustria e era filho de pai brasileiro e mãe austríaca, os quais 
trabalhavam em uma organização civil protetora dos animais. Ednaldo nunca residiu em 
território brasileiro. José Carlos, 21 anos de idade, filho de pais austríacos, por sua vez, 
nasceu no Brasil na época em que os seus pais trabalhavam na embaixada austríaca, tendo 
em seguida viajado para a Áustria, de onde nunca mais saiu. 
À luz da sistemática constitucional e da análise das informações fornecidas na narrativa acima, é 
correto afirmar, a respeito dos dois amigos, que: 
a) José Carlos não pode ser considerado brasileiro nato; 
b) Ednaldo é brasileiro nato; 
c) José Carlos é brasileiro nato; 
d) Ednaldo será brasileiro nato caso venha a residir no Brasil; 
e) os amigos somente podem vir a naturalizar-se brasileiros. 
3. (FGV/2017/TRT 13ª REGIÃO) Roberto nasceu no território brasileiro quando seus pais, 
Antônio e Joana, cidadãos franceses, aqui se encontravam pelo período de dois meses em 
gozo de férias. Logo após o nascimento, foi levado pelos pais para a França, somente 
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retornando ao Brasil 30 anos depois. Ao retornar, teve grande afeição pela cultura brasileira 
e decidiu que iria candidatar-se ao cargo de Presidente da República tão logo alcançasse a 
idade exigida. 
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que a futura candidatura de Roberto, caso 
observados os demais requisitos exigidos: 
a) é possível, por ser brasileiro nato; 
b) é possível, desde que renuncie à nacionalidade francesa; 
c) é possível, desde que se naturalize brasileiro; 
d) é possível, se optou pela nacionalidade brasileira até os dezoito anos; 
e) não é possível, por ser estrangeiro. 
4. (FGV/2015/CM Caruaru/Analista Legislativo - Direito) Cláudio e Rita, brasileiros natos, 
casaram e decidiram residir na Argentina, bem como trabalhar na indústria automobilística. 
Da união de ambos, resultou o nascimento de Júlio, que continuou residindo no exterior por 
trinta anos ininterruptos. Durante parte desse período, ele manteve uma coluna em um 
importante jornal brasileiro, na qual analisava a política econômica do Brasil. 
A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta. 
a) Júlio é brasileiro nato, pelo só fato de ser filho de brasileiros. 
b) Júlio pode vir a naturalizar-se como brasileiro, desde que resida por mais de vinte anos no 
Brasil. 
c) Júlio pode ser considerado brasileiro nato, desde que seus pais tenham providenciado a sua 
naturalização antes de atingir a maioridade. 
d) Júlio será considerado brasileiro nato caso opte, a qualquer tempo, após ter atingido a 
maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
e) Júlio não pode ser considerado brasileiro nato em nenhuma hipótese, pois os seus pais não 
estavam no exterior a serviço da República Federativa do Brasil. 
5. (FGV/2014/TJ-RJ/Analista Judiciário - Execução de Mandados) Erik, nascido em Gana, 
resolveu transferir o seu domicílio para o território brasileiro, aqui permanecendo, com 
conduta ilibada e plena aquiescência do Estado brasileiro, por dezenove anos ininterruptos. 
No dia imediato à integralização desse período, formulou pedido para que lhe fosse 
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concedida a nacionalidade brasileira e, ato contínuo, pretendeu praticar ato privativo de 
brasileiro. À luz desse quadro, é possível afirmar que Erik: 
a) não pode praticar ato privativo de brasileiro, pois nascido no estrangeiro; 
b) pode praticar ato privativo de brasileiro, desde que haja reciprocidade de tratamento por 
parte de Gana, devidamente formalizada em acordo bilateral; 
c) não pode praticar ato privativo de brasileiro, pois não comprovada a existência de decisão 
decretando a perda de sua nacionalidade de origem; 
d) pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o ato de reconhecimento da nacionalidade 
brasileira é meramente declaratório, retroagindo à data do requerimento; 
e) não pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o Estado brasileiro é soberano para atribuir, 
ou não, essa nacionalidade aos estrangeiros residentes em seu território. 
6. (FGV/2013/TJ-AM/Analista Judiciário II - Leiloeiro) Tendo em vista o que dispõe a 
Constituição da República Federativa do Brasil, assinale a alternativa que apresenta um caso 
de atribuição da nacionalidade brasileira. 
a) Kevin, nascido no Brasil, filho de pais canadenses a serviço do Governo do Canadá. 
b) Jonas, hoje com 21 anos, residente na cidade de São Paulo, nascido e registrado no Japão, 
filho de Marcos e Márcia, domiciliados naquele país, onde trabalham em uma empresa 
multinacional. 
c) José, português, domiciliado na cidade de Manaus há seis meses. 
d) Mark, alemão, domiciliado na cidade de Aracajú há 10 anos, e que hoje está em liberdade 
condicional, após condenação pelo crime de tráfico de drogas. 
e) Luigi, italiano, residente em Milão, casado com Joana, que lá reside com ele. 
7. (FGV/2018/SEFIN-RO/Contador) Luca nasceu em território brasileiro. Seus pais tinham 
nacionalidade italiana e, na ocasião, estavam a serviço de uma conhecida indústria de 
automóvel com sede na Itália. 
Logo após o nascimento, Luca retornou para a Itália. Após completar dezoito anos de idade, 
decidiu viver na República Federativa do Brasil e seguir carreira política. 
À luz da sistemática constitucional afeta à nacionalidade, é correto afirmar que Luca 
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a) não é brasileiro, pois é filho de pais italianos; logo, para candidatar-se a um cargo eletivo, 
deveria naturalizar-se. 
b) é brasileiro nato, por ter nascido no território brasileiro, podendo candidatar-se a qualquer 
cargo eletivo. 
c) é brasileiro nato, desde que não tenha sido registrado na Itália, podendo candidatar-se a 
qualquer cargo eletivo. 
d) é brasileiro nato, desde que optante pela nacionalidade brasileira, podendo candidatar-se a 
qualquer cargo eletivo. 
e) é brasileiro naturalizado, pois passou a residir no Brasil após a maioridade, o que limita as 
possibilidades de candidatura. 
8. (FGV/2015/SSP AM/Técnico de Nível Superior) Peter, filho de um casal austríaco, nasceu no 
território brasileiro quando seus pais aqui estavam a serviço da Embaixada da Áustria. Após o 
seu nascimento, permaneceu no Brasil por cerca de dez anos, até que a família retornou ao 
País de origem. Como Peter passou a ter sólidos laços afetivoscom o Brasil, sendo 
frequentes as suas viagens a passeio para este País, tomou a decisão de candidatar-se a um 
cargo eletivo que é privativo de brasileiro nato. É possível afirmar que Peter: 
a) é brasileiro nato, já que nasceu na República Federativa do Brasil; 
b) somente pode ser considerado brasileiro nato caso sua família tenha providenciado o seu 
registro de nascimento no Brasil, enquanto aqui residiu; 
c) tem dupla nacionalidade, austríaca e brasileira, podendo praticar quaisquer atos civis e 
políticos na Áustria e no Brasil; 
d) não pode ser considerado brasileiro nato, já que é filho de estrangeiros que estavam no Brasil 
a serviço do seu País de origem; 
e) será considerado brasileiro nato tão logo promova o seu registro de nascimento em cartório 
do registro civil das pessoas naturais situado no Brasil. 
9. (FGV/2017/ALERJ/Especialista Legislativo de Nível Superior) Silvio e Maria travaram intenso 
debate a respeito do conceito de cidadania, considerada, pelo inciso II do art. 1º da 
Constituição da República Federativa do Brasil, um dos fundamentos da República Federativa 
do Brasil. Silvio defendia que todo brasileiro é cidadão, enquanto Maria ressaltava a 
necessidade de serem preenchidos alguns requisitos para a obtenção da cidadania. 
A esse respeito, é correto afirmar que: 
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a) Maria está errada, pois a cidadania surge e se perpetua com o nascimento; 
b) Silvio está errado, pois é possível existir um brasileiro que não seja cidadão; 
c) Silvio está certo, pois é a cidadania que permite a aquisição da nacionalidade brasileira; 
d) Maria está certa, pois é preciso que a cidadania seja deferida pelo Ministro da Justiça; 
e) Maria está certa, pois a cidadania sempre exige o prévio requerimento da nacionalidade 
brasileira. 
10. (FGV/2015/TJ-SC) Peter, cidadão sueco em viagem de férias no Brasil, manteve 
relacionamento amoroso com Marie, cidadã francesa que visitava um primo na Cidade de 
Florianópolis. Desse relacionamento, nasceu Gustavisson, fato ocorrido no território 
brasileiro. É possível afirmar que a nacionalidade do filho do casal é: 
a) brasileira, por ter nascido na República Federativa do Brasil; 
b) necessariamente diversa da brasileira, isso em razão do princípio da nacionalidade paterna; 
c) brasileira, desde que tenha sido registrado em repartição consular brasileira; 
d) necessariamente diversa da brasileira, isso em razão do princípio da nacionalidade materna; 
e) necessariamente diversa da brasileira, já que seus pais eram estrangeiros e não estavam 
estabelecidos no Brasil. 
11. (FGV/2015/DPE-RO/Oficial de Diligências) Ernesto, filho de pais brasileiros, nascido e 
registrado na República do Paraguai, ao atingir a maioridade, decide vir para o Brasil. Ao 
chegar neste País, consulta um Defensor Público a respeito dos seus direitos. É correto 
afirmar que Ernesto: 
a) pode optar, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira; 
b) somente pode obter a nacionalidade brasileira se for naturalizado; 
c) é considerado brasileiro nato pelo simples fato de seus pais serem brasileiros; 
d) somente pode optar pela nacionalidade brasileira se os seus pais estavam, no Paraguai, a 
serviço do Brasil; 
e) somente terá reconhecida a nacionalidade brasileira se o Paraguai oferecer reciprocidade ao 
Brasil. 
12. (FGV/2018/TJSC/Analista/Administrativo) François nasceu no território brasileiro durante o 
período em que seus pais, nacionais franceses, aqui estavam por se encontrarem em gozo de 
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licença na fábrica de bijuterias em que trabalhavam na França. À luz da sistemática 
constitucional, François: 
a) é brasileiro nato, desde que seus pais tenham requerido; 
b) é brasileiro nato, desde que o requeira aos dezoito anos; 
c) é brasileiro nato, independente de requerimento; 
d) é apenas nacional francês, não brasileiro; 
e) pode naturalizar-se brasileiro. 
13. (FGV/2018/ALERO/Consultor Legislativo/Assessoramento Legislativo) Peter nasceu na 
Áustria no período em que sua mãe, Maria, brasileira nata, servidora da União, fora 
designada para trabalhar na embaixada brasileira naquele país. Como Maria era casada com 
Hans, de nacionalidade austríaca, Peter também tinha a nacionalidade do pai, jamais tendo 
residido no território brasileiro. 
Ao completar trinta anos de idade, Peter consultou um advogado sobre a possibilidade de se 
candidatar a um mandato eletivo no Brasil, na eleição a ser realizada no ano seguinte, tendo sido 
informado, corretamente, que 
a) os estrangeiros, como Peter, não podem concorrer a um mandato eletivo. 
b) sendo brasileiro nato, pode concorrer aos cargos eletivos privativos de brasileiro nato. 
c) somente teria nacionalidade brasileira se a lei da Áustria não reconhecesse a sua 
nacionalidade austríaca originária. 
d) pode optar pela nacionalidade brasileira caso venha a residir no país, podendo concorrer a 
todos os cargos eletivos. 
e) caso venha a se naturalizar brasileiro, poderá concorrer a todos os cargos eletivos não 
privativos de brasileiro nato. 
14. (FGV/2021/TJ-RO/Analista Judiciário – Oficial de Justiça) Ingrid nasceu no território da 
Bélgica à época em que seu pai, brasileiro, ali atuava em uma indústria privada de conectores 
eletrônicos. Sua mãe era belga. Considerando que Ingrid foi registrada apenas perante o órgão 
competente belga, não perante uma repartição brasileira, ela é considerada: 
A) estrangeira, somente lhe restando a opção de se naturalizar brasileira, na forma da lei; 
B) brasileira nata, já que seu pai era brasileiro e se encontrava em território belga a trabalho; 
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C) brasileira nata, pois a ordem constitucional brasileira adota, em caráter conjunto, os modelos 
do jus soli e do jus sanguinis; 
D) estrangeira, mas, caso venha a residir no território brasileiro e opte, a qualquer tempo, após 
atingir a maioridade, pela nacionalidade brasileira, adquiri-la-á em caráter nato; 
E) estrangeira, mas pode adquirir a nacionalidade brasileira, em caráter nato, caso o requeira, 
em território belga, perante repartição consular brasileira, no ano seguinte à maioridade. 
15. (FGV/2021/PM-PB/Oficial) Ana, nascida no território brasileiro enquanto seus pais, 
italianos, aqui se encontravam a trabalho em uma sociedade empresária privada italiana, 
procurou um advogado e o consultou sobre sua nacionalidade. O advogado respondeu, 
corretamente, que Ana é: 
A) brasileira nata, independentemente de qualquer ato complementar; 
B) estrangeira, mas pode se naturalizar brasileira a qualquer tempo; 
C) brasileira nata, desde que opte por essa nacionalidade ao completar 18 anos; 
D) estrangeira, mas pode adquirir a nacionalidade brasileira a qualquer tempo, a partir de 
requerimento dos seus pais; 
E) brasileira nata ou naturalizada, conforme seja registrada no Brasil em momento anterior ou 
posterior à maioridade. 
16. (FGV/2018/TJ-SC) Jean, brasileiro naturalizado, que adquiriu grande popularidade em razão 
de suas atividades filantrópicas, decidiu concorrer a um cargo eletivo. No entanto, estava em 
dúvida se concorreria ao cargo de Vice-Presidente da República, de Governador ou Senador. 
À luz da sistemática constitucional, Jean poderia concorrer apenas ao(s) cargo(s) de: 
a) Vice-Presidente e Governador; 
b) Governador e Senador; 
c) Vice-Presidente; 
d) Governador; 
e) Senador. 
 
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==275324==
Gabarito 
1. Letra A 
2. Letra A 
3. Letra A 
4. Letra D 
5. Letra D 
6. Letra B 
7. Letra B 
8. Letra D 
9. Letra B 
10. Letra A 
11. Letra A 
12. Letra C 
13. Letra B 
14. Letra D 
15. Letra A 
16. Letra B 
 
 
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