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Aula 04
Receita Federal (Analista Tributário)
Passo Estratégico de Legislação
Aduaneira - 2022 (Pós-Edital)
Autor:
Vinicius Rodrigues de Oliveira
18 de Dezembro de 2022
40181815826 - Flávio Ricardo Cirino
 Túlio Lages 
Aula 00 
 
 
 
IPI IMPORTAÇÃO 
CIDE-COMBUSTÍVEIS IMPORTAÇÃO 
Sumário 
Introdução ........................................................................................................................................................... 1 
Análise Estatística ................................................................................................................................................ 2 
O que é mais cobrado dentro do assunto? ..................................................................................................... 2 
Roteiro de revisão e pontos do assunto que merecem destaque ........................................................................ 3 
Aposta estratégica ........................................................................................................................................... 11 
Questões estratégicas ....................................................................................................................................... 12 
Avaliação das Questões Estratégicas ........................................................................................................... 18 
Questionário de revisão e aperfeiçoamento .................................................................................................... 19 
Perguntas ...................................................................................................................................................... 19 
Perguntas com respostas ............................................................................................................................... 20 
Conclusão .......................................................................................................................................................... 23 
Lista de Questões Estratégicas ...................................................................................................................... 24 
Gabarito ....................................................................................................................................................... 27 
 
INTRODUÇÃO 
Olá, pessoal, tudo bem? 
Daremos agora mais um Passo Estratégico rumo à aprovação! Hoje abordaremos os assuntos Imposto sobre 
Produtos Industrializados vinculado à Importação (IPI Importação) e Contribuição de Intervenção no 
Domínio Econômico – CIDE Combustíveis/Importação. 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
Aula 04
Receita Federal (Analista Tributário) Passo Estratégico de Legislação Aduaneira - 2022 (Pós-Edital)
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 Túlio Lages 
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ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Os assuntos IPI Importação e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE 
Combustíveis/Importação possuem, respectivamente, uma incidência de 3,9% das questões analisadas, 
possuindo importância BAIXA no contexto geral da matéria, conforme nosso esquema de classificação. 
% de cobrança Importância 
Até 4,9% Baixa 
De 5% a 7,9% Média 
De 8% a 9,9% Alta 
10% ou mais Muito Alta 
O que é mais cobrado dentro do assunto? 
No assunto IPI Importação, os tópicos são assim distribuídos, em ordem decrescente de cobrança: 
Assunto % de cobrança 
Fato Gerador 60,0% 
Incidência 20,0% 
Suspensão 20,0% 
Já no assunto CIDE Combustíveis/Importação, os tópicos são assim distribuídos: 
Assunto % de cobrança 
Isenções e Reduções 33,3% 
Fato Gerador 16,7% 
Incidência 16,7% 
Disposições Constitucionais 16,7% 
Contribuintes e Responsáveis 16,7% 
 
 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE 
MERECEM DESTAQUE 
A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao 
mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. 
Para revisar e ficar bem preparado no assunto IPI Importação, você precisa, basicamente, seguir os passos a 
seguir: 
➢ Conheça as disposições constitucionais relacionadas ao IPI, especialmente as que determinam que: 
• é facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar 
as alíquotas do IPI. 
• o IPI não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. 
➢ Lembre-se que o IPI Importação incide sobre produtos industrializados de procedência estrangeira. 
 
No RE 723.651, o STF firmou o entendimento de que “incide o IPI em importação de 
veículos automotores por pessoa natural, ainda que não desempenhe atividade 
empresarial, e o faça para uso próprio.” 
➢ O imposto não incide sobre as seguintes mercadorias, que tenham sido desembaraçadas: 
• mercadoria estrangeira que chegar ao País por erro inequívoco ou comprovado de expedição, e 
que for redestinada ou devolvida para o exterior; 
• mercadoria estrangeira idêntica, em igual quantidade e valor, e que se destine a reposição de 
outra anteriormente importada que se tenha revelado, após o desembaraço aduaneiro, 
defeituosa ou imprestável para o fim a que se destinava; 
• O IPI também não incide embarcações construídas no Brasil e transferidas por matriz de empresa 
brasileira de navegação para subsidiária integral no exterior, que retornem ao registro brasileiro, 
como propriedade da mesma empresa nacional de origem. 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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➢ Saiba que o fato gerador do IPI Importação é o desembaraço aduaneiro de produto de procedência 
estrangeira. 
• Lembre-se que considera-se ocorrido o respectivo desembaraço aduaneiro da 
mercadoria que constar como tendo sido importada e cujo extravio ou avaria venham a 
ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive na hipótese de mercadoria sob regime 
suspensivo de tributação. 
➢ Não constitui fato gerador do imposto o desembaraço aduaneiro de produtos nacionais que retornem 
ao País: 
▪ enviado em consignação e não vendida no prazo autorizado; 
▪ devolvido por motivo de defeito técnico, para reparo ou para substituição; 
▪ por motivo de modificações na sistemática de importação por parte do país importador; 
▪ por motivo de guerra ou de calamidade pública; ou 
▪ por outros fatores alheios à vontade do exportador. 
▪ aos quais tenha sido aplicado o regime aduaneiro especial de exportação temporária, 
ainda que descumprido o regime. 
➢ Atenção para a base de cálculo do IPI Importação: trata-se do valor aduaneiro, acrescido do Imposto 
de Importação e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. 
➢ Lembre-se que o imposto será calculado mediante aplicação das alíquotas constantes da Tabela de 
Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados. 
➢ O imposto será recolhido por ocasião do registro da declaração de importação. 
➢ É preciso saber que é contribuinte do imposto, na importação, o importador, em relação ao fato 
gerador decorrente do desembaraço aduaneiro. 
➢ Sobre as isenções do IPI Importação, o mais importante é saber que: 
• salvo expressa disposição de lei, as isenções referem-se ao produto e não ao contribuinte ou ao 
adquirente. Isto é, as isenções são objetivas. 
• se a isenção estiver condicionada à destinação do produto e a este for dado destino diverso do 
previsto, estará o responsável pelo fato sujeito ao pagamento do imposto, dos juros de mora e 
da penalidade cabível, como se a isenção não existisse. 
 
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Portanto, com base na análise das questões selecionadas, bem como no exame do conteúdo que 
rege o assunto, é imprescindível que se compreenda os dispositivos expostos abaixo, atentando 
especialmente para as expressões críticas destacadas em negrito. 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: (...) 
IV - produtos industrializados; (...) 
§ 1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, 
alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V. (...) 
§ 3º O imposto previsto no inciso IV: 
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto; 
II - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante 
cobrado nas anteriores; 
III - não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. 
Além disso, com base na análise das questões selecionadas, bem como no exame do conteúdo 
que rege o assunto, é imprescindível que se compreenda os seguintes dispositivos do Decreto nº 
6.759/2009 (Regulamento Aduaneiro). 
DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS 
DA INCIDÊNCIA E DO FATO GERADOR 
Art. 237. O imposto de que trata este Título, na importação, incide sobre produtos industrializados de 
procedência estrangeira. 
§ 1º O imposto não incide sobre: 
I - os produtos chegados ao País nas hipóteses previstas nos incisos I e II do art. 71, que tenham sido 
desembaraçados; e 
II - as embarcações referidas no inciso V do art. 71. 
Art. 71. O imposto não incide sobre: 
I - mercadoria estrangeira que, corretamente descrita nos documentos de transporte, chegar ao 
País por erro inequívoco ou comprovado de expedição, e que for redestinada ou devolvida para o 
exterior; 
II - mercadoria estrangeira idêntica, em igual quantidade e valor, e que se destine a reposição de 
outra anteriormente importada que se tenha revelado, após o desembaraço aduaneiro, 
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defeituosa ou imprestável para o fim a que se destinava, desde que observada a regulamentação 
editada pelo Ministério da Fazenda; (...) 
V - embarcações construídas no Brasil e transferidas por matriz de empresa brasileira de 
navegação para subsidiária integral no exterior, que retornem ao registro brasileiro, como 
propriedade da mesma empresa nacional de origem (...) 
§ 2º Na determinação da base de cálculo do imposto de que trata o caput, será excluído o valor 
depreciado decorrente de avaria ocorrida em produto. 
Art. 238. O fato gerador do imposto, na importação, é o desembaraço aduaneiro de produto de 
procedência estrangeira. 
§ 1º Para efeito do disposto no caput, considera-se ocorrido o desembaraço aduaneiro da mercadoria 
que constar como importada e cujo extravio tenha sido verificado pela autoridade aduaneira, inclusive na 
hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de tributação (Lei nº 4.502, de 1964, art. 2º, § 3º com a 
redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003, art. 80; e Decreto-Lei nº 37, de 1966, arts. 1º, § 4º, inciso I, e 25, 
caput, ambos com a redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010, art. 40). (Redação dada pelo Decreto nº 
8.010, de 2013) 
Neste ponto, vale lembrar a redação da Lei nº 4.502/64, dada pela Lei nº 10.833/2003. 
Lei nº 4.502/64 
Art. 2º Constitui fato gerador do imposto: 
I - quanto aos produtos de procedência estrangeira o respectivo desembaraço aduaneiro; (...) 
§ 3º Para efeito do disposto no inciso I, considerar-se-á ocorrido o respectivo desembaraço 
aduaneiro da mercadoria que constar como tendo sido importada e cujo extravio ou avaria 
venham a ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive na hipótese de mercadoria sob regime 
suspensivo de tributação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 29 12 2003) 
§ 2º Não constitui fato gerador do imposto o desembaraço aduaneiro de produtos nacionais que 
retornem ao País: 
I - nas hipóteses previstas nos incisos I a V do art. 70; e 
Art. 70. Considera-se estrangeira, para fins de incidência do imposto, a mercadoria nacional 
ou nacionalizada exportada, que retorne ao País, salvo se: 
I - enviada em consignação e não vendida no prazo autorizado; 
II - devolvida por motivo de defeito técnico, para reparo ou para substituição; 
III - por motivo de modificações na sistemática de importação por parte do país importador; 
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IV - por motivo de guerra ou de calamidade pública; ou 
V - por outros fatores alheios à vontade do exportador. 
II - aos quais tenha sido aplicado o regime aduaneiro especial de exportação temporária, ainda que 
descumprido o regime. 
§ 3º As diferenças percentuais de mercadoria a granel, apuradas na verificação da mercadoria, no 
curso do despacho aduaneiro, não serão consideradas para efeitos de exigência do imposto, até o limite de 
um por cento. 
§ 4º Na hipótese de diferença percentual superior à fixada no § 3º, será exigido o imposto somente em 
relação ao que exceder a um por cento. 
DA BASE DE CÁLCULO 
Art. 239. A base de cálculo do imposto, na importação, é o valor que servir ou que serviria de base 
para cálculo do imposto de importação, por ocasião do despacho aduaneiro, acrescido do montante desse 
imposto e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. 
§ 1º O disposto no caput não se aplica para o cálculo do imposto incidente na importação de: 
I - produtos sujeitos ao regime de tributação especial previsto na Lei nº 7.798, de 10 de julho de 1989, 
cuja base de cálculo será apurada em conformidade com as regras estabelecidas para o produto nacional; e 
II - cigarros classificados no código 2402.20.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul, cuja base de 
cálculo será apurada em conformidade com as regras estabelecidas para o produto nacional. 
§ 2º Os produtos referidos nos incisos I e II do § 1º estão sujeitos ao pagamento do imposto somente 
por ocasião do registro da declaração de importação. 
DO CÁLCULO 
Art. 240. O imposto será calculado mediante aplicação das alíquotas, constantes da Tabela de 
Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, sobre a base de cálculo de que trata o art. 239. (...) 
DO CONTRIBUINTE 
Art. 241. É contribuinte do imposto, na importação, o importador, em relação ao fato gerador 
decorrente do desembaraço aduaneiro. 
DO PRAZO DE RECOLHIMENTO 
Art. 242. O imposto será recolhido por ocasião do registro da declaração de importação. 
DAS ISENÇÕES DO IMPOSTO 
Art. 243. As isenções do imposto, salvo expressa disposição de lei, referem-se ao produto e não ao 
contribuinte ou ao adquirente. 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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Para revisar e ficar bem preparado no assunto CIDE Combustíveis/Importação, você precisa, basicamente, 
seguir os passos a seguir: 
➢ Saiba que a CIDE Combustíveis: 
• incidirá sobre a importação de: 
▪ petróleo e seus derivados; 
▪ gás natural e seus derivados; 
▪ álcool etílico combustível; 
• não incidirá sobre as receitas decorrentes de exportação, sendo isenta a venda para empresa 
comercial exportadora, com o fim específico de exportação para o exterior. 
➢ Lembre-se que a CIDE-Combustíveis tem como fatogerador as operações de importação de: 
• gasolinas e suas correntes; 
• diesel e suas correntes; 
• querosene de aviação e outros querosenes; 
• óleos combustíveis (fuel-oil); 
• gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural e de nafta; e 
• álcool etílico combustível. 
➢ A CIDE Combustíveis/Importação possui alíquotas específicas, tendo por base a unidade de medida 
adotada na importação e na comercialização no mercado interno de combustíveis. 
• O Poder Executivo poderá reduzir as alíquotas específicas de cada produto, bem assim 
restabelecê-las até o valor fixado em lei. 
• A Cide devida na comercialização dos produtos integra a receita bruta do vendedor. 
➢ Lembre-se ainda que: 
• É contribuinte da CIDE Combustíveis/Importação o importador, pessoa física ou jurídica, de 
combustíveis líquidos. 
• É responsável solidário pela CIDE Combustíveis/Importação o adquirente de mercadoria de 
procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por 
intermédio de pessoa jurídica importadora. 
➢ Por fim, saiba que o pagamento da CIDE Combustíveis/Importação será efetuado na data do registro 
da declaração de importação. 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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Em relação à CIDE Combustíveis/Importação, atente para os seguintes dispositivos: 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio 
econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas 
respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, 
§ 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. (...) 
§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: 
I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; 
II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços; 
III - poderão ter alíquotas: 
a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de 
importação, o valor aduaneiro; 
b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada. 
 § 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser equiparada a pessoa 
jurídica, na forma da lei. 
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. 
Além disso, é imprescindível que se compreenda os seguintes dispositivos do Decreto nº 
6.759/2009 (Regulamento Aduaneiro). 
DA CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO – CIDE COMBUSTÍVEIS 
DA INCIDÊNCIA E DO FATO GERADOR 
Art. 298. A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a 
comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível - 
CIDE-Combustíveis incide sobre a importação de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e 
álcool etílico combustível. 
Art. 299. A CIDE-Combustíveis tem como fato gerador as operações de importação de: 
I - gasolinas e suas correntes; 
II - diesel e suas correntes; 
III - querosene de aviação e outros querosenes; 
IV - óleos combustíveis (fuel-oil); 
V - gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural e de nafta; e 
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VI - álcool etílico combustível. 
Parágrafo único. Para os efeitos dos incisos I e II, consideram-se correntes os hidrocarbonetos líquidos 
derivados de petróleo e os hidrocarbonetos líquidos derivados de gás natural utilizados em mistura mecânica 
para a produção de gasolinas ou de diesel, de conformidade com as normas estabelecidas pela Agência 
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. 
DO CONTRIBUINTE E DO RESPONSÁVEL SOLIDÁRIO 
Art. 300. É contribuinte da CIDE-Combustíveis o importador, pessoa física ou jurídica, dos 
combustíveis líquidos relacionados no art. 299. 
Art. 301. É responsável solidário pela CIDE-Combustíveis o adquirente de mercadoria de procedência 
estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica 
importadora. 
DA BASE DE CÁLCULO, DA ALÍQUOTA E DO PAGAMENTO 
Art. 302. A base de cálculo da CIDE-Combustíveis é a unidade de medida estabelecida para os 
produtos de que trata o art. 299. 
Art. 303. A CIDE-Combustíveis será calculada pela aplicação de alíquotas específicas, conforme 
estabelecido em ato normativo específico. 
Art. 304. O pagamento da CIDE-Combustíveis será efetuado na data do registro da declaração de 
importação. 
DAS ISENÇÕES 
Art. 305. São isentos da CIDE-Combustíveis os bens dos tipos e em quantidades normalmente 
consumidos em evento esportivo oficial. 
Parágrafo único. A isenção de que trata o caput somente será concedida se satisfeitos os termos, 
limites e condições estabelecidos nos arts. 183 a 185, no que couberem. 
 
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APOSTA ESTRATÉGICA 
A ideia desta seção é apresentar os pontos do conteúdo que mais possuem chances de serem cobrados em 
prova, considerando o histórico de questões da banca em provas de nível semelhante à nossa, bem como as 
inovações no conteúdo, na legislação e nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais. 
Dentro do assunto IPI Importação, é indispensável memorizar a definição sobre seu fato gerador: 
 
 
O fato gerador do IPI Importação é o desembaraço aduaneiro de produto de procedência 
estrangeira. 
 
 
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QUESTÕES ESTRATÉGICAS 
Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas 
estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua 
prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. 
A ideia, aqui, não é que você fixe o conteúdo por meio de uma bateria extensa de questões, mas que você 
faça uma boa revisão global do assunto a partir de, relativamente, poucas questões. 
 
IPI Importação 
1. (ESAF / AFRFB – 2012) 
Acerca do Imposto sobre Produtos Industrializados na Importação – IPI-Importação, da Contribuição para 
os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na 
Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e da Contribuição Social para o 
Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior 
- COFINS-Importação, analise os itens a seguir, classificando-os como corretos (C) ou errados (E). Em 
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas. 
I. Não constitui fato gerador do IPI-Importação o desembaraço aduaneiro de produtos nacionais que 
retornem ao País aos quais tenha sido aplicado o regime aduaneiro especial de exportação temporária, 
salvo se descumprido o regime. 
II. Serão desembaraçados com suspensão do pagamento do IPI-Importação as matérias-primas, os 
produtos intermediários e os materiais de embalagem, importados diretamente por pessoas jurídicas 
preponderantemente exportadoras ou por estabelecimento industrial fabricante preponderantemente 
daspartes e peças destinadas a estabelecimento industrial fabricante de produto classificado no Capítulo 
88 da Nomenclatura Comum do Mercosul. 
*Os itens III e IV versavam sobre outro assunto. 
a) Estão corretos somente os itens II e III. 
b) Estão corretos somente os itens I e III. 
c) Estão corretos somente os itens I e II. 
d) Estão corretos somente os itens II e IV. 
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==275324==
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e) Todos os itens estão corretos. 
Comentários 
Item I: Errado => Art. 238, caput e § 2º, inc. II, do RA. 
Item II: Correto => Art. 247, caput e inc. III, do RA. 
Questão clássica! Reprodução literal de dispositivo do RA, com substituição de expressão crítica, no caso, 
“ainda que” por “salvo se”, modificando completamente o sentido da norma e tornando, portanto, a 
alternativa falsa. 
O item II trazia corretamente duas hipóteses de suspensão do pagamento do IPI Importação, previstas no 
caput do art. 247 do RA, referente à suspensão de IPI na importação, por pessoa jurídica 
preponderantemente exportadora, de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, 
e em seu inciso III, concernente à suspensão de IPI na importação de matérias-primas, produtos 
intermediários e materiais de embalagem por estabelecimento industrial fabricante preponderantemente 
das partes e peças destinadas a estabelecimento industrial fabricante de produto classificado no Capítulo 88 
da Nomenclatura Comum do Mercosul (aeronaves e aparelhos espaciais). 
Conhecer em detalhes cada um dos benefícios é muito difícil, beirando o impossível. Então, quando nos 
depararmos com uma questão que exige o famoso “cantinho de livro”, temos que tentar acertá-la usando o 
raciocínio lógico. 
Nesta questão, o item I estava claramente errado. Como não havia nenhuma alternativa que afirmasse que 
os itens I e II estavam errados, então, por eliminação, o item II estava necessariamente certo. Faltava então 
ter certeza sobre o acerto ou erro de um dos outros dois itens da questão, que eram os itens III e IV, 
analisados na aula sobre o PIS/COFINS Importação. 
Gabarito: D 
2. (ESAF / AFRFB – 2014) 
Acerca do PIS/PASEP-Importação, da COFINS-Importação e dos programas específicos que veiculam 
benefícios fiscais no âmbito de tais tributos, do Imposto sobre Produtos Industrializados-Importação e do 
Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante, assinale a opção correta. 
*As alternativas a) a d) versavam sobre outros assuntos. 
e) O fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados, na importação, é o desembaraço aduaneiro 
de produto de procedência estrangeira. 
Comentários 
Correta => Art. 238 do RA. 
Literalidade do art. 238 do RA. Sem maiores dificuldades, dois pontos garantidos na prova! 
Gabarito: E 
3. (ESAF / ATRFB – 2012) 
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Avalie os itens a seguir e assinale a opção correta. 
I. O desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira é fato gerador do Imposto sobre 
Produtos Industrializados, considerando-se ocorrido o referido desembaraço quando a mercadoria consta 
como tendo sido importada e o extravio ou avaria venham a ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive 
na hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de tributação. 
*Os itens II e III versavam sobre o IPI incidente nas operações internas. 
a) Somente o item I está correto. 
b) O item I e o item II estão corretos. 
c) Os itens I, II e III estão corretos. 
d) Os itens II e III estão corretos. 
e) Os itens I e III estão corretos. 
Comentários 
Item I: Correto => Art. 2º, § 3º, da Lei nº 4.502/64. 
Novamente, cobrança da definição do fato gerador do IPI. À época da prova, o item reproduzia a redação 
vigente do art. 238 do RA. Ocorre que, com a edição do Decreto nº 8.010/2013, ou seja, no ano seguinte ao 
concurso, a redação do citado artigo deixou de prever a avaria como hipótese de fato gerador presumido do 
IPI Importação. 
Importante notar, no entanto, que essa nova redação do RA destoa das leis que regem o IPI Importação, 
ainda que, em análise mais aprofundada, não as contrarie, pois cita apenas o extravio como hipótese em 
que considera-se ocorrido o desembraço aduaneiro, ao passo que a Lei nº 4.502/64, após a redação dada 
pela Lei nº 10.833/2003, considera também a avaria. 
A bem da verdade, o RA é mais coerente ao atribuir o fato gerador presumido somente à mercadoria 
extraviada. Isto porque o desembaraço da mercadoria avariada não precisa ser presumido, pois ele de fato 
ocorre. A diferença é que, neste caso, o valor aduaneiro da mercadoria será reduzido proporcionalmente ao 
prejuízo, para efeito de cálculo dos tributos devidos. 
Regulamento Aduaneiro 
Art. 238. O fato gerador do imposto, na importação, é o desembaraço aduaneiro de produto de 
procedência estrangeira. 
§ 1º Para efeito do disposto no caput, considera-se ocorrido o desembaraço aduaneiro da 
mercadoria que constar como importada e cujo extravio tenha sido verificado pela autoridade 
aduaneira, inclusive na hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de tributação (Lei nº 4.502, 
de 1964, art. 2º, § 3º com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003, art. 80; e Decreto-Lei nº 
37, de 1966, arts. 1º, § 4º, inciso I, e 25, caput, ambos com a redação dada pela Lei nº 12.350, de 
2010, art. 40). (Redação dada pelo Decreto nº 8.010, de 2013) 
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Lei nº 4.502/64 
Art. 2º Constitui fato gerador do imposto: (...) 
§ 3º Para efeito do disposto no inciso I, considerar-se-á ocorrido o respectivo desembaraço 
aduaneiro da mercadoria que constar como tendo sido importada e cujo extravio ou avaria 
venham a ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive na hipótese de mercadoria sob regime 
suspensivo de tributação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 29/12/2003) 
Gabarito: C 
4. (ESAF / ATRFB - 2012) 
Sobre as disposições constitucionais relativas aos tributos incidentes sobre comércio exterior, e sobre a 
Zona Franca de Manaus, assinale a opção correta. 
b) O Imposto sobre Produtos Industrializados incide sobre mercadorias industrializadas destinadas ao 
exterior. 
*As alternativas a), c), d) e e) versavam sobre outros assuntos. 
Comentários 
b) Errada => Art. 153, § 3º, III, da CF/88. 
Segundo a CF/88, o Imposto sobre Produtos Industrializados não incidirá sobre produtos industrializados 
destinados ao exterior. 
Gabarito: D 
 
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CIDE-Combustíveis Importação 
1. (ESAF / ATRFB - 2012) 
São tributos incidentes sobre o comércio exterior, exceto: 
a) Imposto de Importação. 
b) Imposto sobre Produtos Industrializados. 
c) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de 
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. 
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – Combustíveis. 
e) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de 
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação sobre operações que destinem mercadorias 
para o exterior. 
Comentários 
Bastava saber que a CIDE Combustíveis é um dos tributosque incidem sobre o comércio exterior. Art. 149, § 
2º, I e II, da CF/88. 
Gabarito: E 
2. (ESAF / AFRFB - 2014) 
A Lei n. 10.336, de 19 de dezembro de 2001, instituiu a Cide-Combustíveis, que é uma Contribuição de 
Intervenção no Domínio Econômico. Sobre a Cide-Combustíveis, é incorreto afirmar que: 
a) a Cide-Combustíveis tem como fatos geradores as operações de comercialização no mercado interno e 
a importação de combustíveis. 
b) é isenta da Cide-Combustíveis a nafta petroquímica, importada ou adquirida no mercado interno, 
destinada à elaboração de quaisquer produtos petroquímicos. 
c) são ainda isentos da Cide-Combustíveis os produtos vendidos a empresa comercial exportadora com o 
fim específico de exportação para o exterior. 
d) a Cide incide sobre álcool etílico combustível destinado a consumo no País. 
e) é responsável solidário pela Cide o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de 
importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora. 
Comentários 
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A assertiva a) está correta. Segundo o art. 299 do RA, a CIDE-Combustíveis tem como fato gerador a 
importação de diversas tipos de combustíveis. A comercialização de combustíveis no mercado interno consta 
com o fato gerador da CIDE-Combustíveis no art. 3º da Lei nº 10.336/2001, que é justamente o embasamento 
legal do art. 299 do RA. 
A assertiva b) está errada. A isenção da CIDE-Combustíveis para a nafta petroquímica foi revogada pela Lei 
nº 10.833/03. Além disso, mesmo enquanto vigente, não se aplicava a “quaisquer operações” envolvendo a 
nafta petroquímica. 
A assertiva c) está correta. Previsão constante especificamente do art. 10, da Lei nº 10.336/2001, mas 
também enquadrada na regra geral do Capítulo do Regulamento Aduaneiro que prevê os incentivos fiscais 
na exportação. Vale lembrar que, via de regra, a venda para empresa comercial exportadora é equiparada à 
exportação e, por isso, desonerada. 
A assertiva d) está correta. Assim como os derivados do petróleo, o álcool etílico combustível também se 
encontra no campo de incidência da CIDE-Combustíveis. 
A assertiva e) está correta. É exatamente redação do art. 301 do RA. 
Gabarito: B 
 
 
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Avaliação das Questões Estratégicas 
Conforme vimos na resolução das questões estratégicas, em relação ao IPI Importação, os poucos itens até 
então cobrados exigiram tão somente o conhecimento dos dispositivos da Constituição Federal e do 
Regulamento Aduaneiro. 
Basicamente foram exigidos conhecimentos gerais sobre os tributos incidentes sobre o comércio exterior, 
especialmente sobre a incidência do IPI apenas na importação, bem como os dispositivos do RA que 
regulam o fato gerador desse tributo. Conforme explicado, o item mais difícil, que tratava da suspensão do 
pagamento do IPI-Importação em operações realizadas por pessoas jurídicas preponderantemente 
exportadoras ou por estabelecimento industrial fabricante preponderantemente das partes e peças 
destinadas a estabelecimento industrial fabricante de produto classificado no Capítulo 88 da Nomenclatura 
Comum do Mercosul, não era essencial para a resolução da questão, pois era possível descobrir que a 
afirmação era verdadeira com base nas alternativas disponíveis. 
Relativamente à CIDE-Combustíveis/Importação, as cobranças basearam-se na literalidade dos dispositivos 
referentes, por exemplo, ao fato gerador, à incidência e aos responsáveis solidários do tributo. Assim como 
no AFRMM, foi cobrado o conhecimento de alterações legislativas, ainda que não tão recentes. 
 
 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO 
A ideia do questionário é elevar o nível da sua compreensão no assunto e, ao mesmo tempo, proporcionar 
uma outra forma de revisão de pontos importantes do conteúdo, a partir de perguntas que exigem respostas 
subjetivas. 
São questões um pouco mais desafiadoras, porque a redação de seu enunciado não ajuda na sua resolução, 
como ocorre nas clássicas questões objetivas. 
O objetivo é que você realize uma autoexplicação mental de alguns pontos do conteúdo, para consolidar 
melhor o que aprendeu ;) 
Além disso, as questões objetivas, em regra, abordam pontos isolados de um dado assunto. Assim, ao resolver 
várias questões objetivas, o candidato acaba memorizando pontos isolados do conteúdo, mas muitas vezes 
acaba não entendendo como esses pontos se conectam. 
Assim, no questionário, buscaremos trazer também situações que ajudem você a conectar melhor os diversos 
pontos do conteúdo, na medida do possível. 
É importante frisar que não estamos adentrando em um nível de profundidade maior que o exigido na sua 
prova, mas apenas permitindo que você compreenda melhor o assunto de modo a facilitar a resolução de 
questões objetivas típicas de concursos, ok? 
Nosso compromisso é proporcionar a você uma revisão de alto nível! 
Vamos ao nosso questionário: 
Perguntas 
1. Quem exerce a faculdade dada ao Poder Executivo, pela Constituição Federal de 1988, de alterar 
as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na importação? 
2. Em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados - Importação, quando considera-se ocorrido 
o fato gerador e quando o imposto deverá ser recolhido? 
3. O Imposto sobre Produtos Industrializados incide sobre mercadoria estrangeira devolvida para o 
exterior antes do registro da declaração de importação? 
4. Constitui fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados o desembaraço aduaneiro de 
produtos nacionais que retornem ao País devolvidos por motivo de defeito técnico, para reparo ou 
para substituição? 
5. Na hipótese de mercadoria que conste como importada e cujo extravio tenha sido verificado pela 
autoridade aduaneira, ocorre o fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados? 
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6. As isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados são objetivas ou subjetivas? 
7. Qual é a base de cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados, na importação? 
8. Qual é o fato gerador da CIDE-Combustíveis devida na importação? 
9. Quem são os contribuintes da CIDE-Combustíveis? 
10. Quem pode ser solidariamente responsável pelo pagamento da CIDE-Combustíveis? 
11. A Lei nº 10.336/2001 determinou alíquotas ad valorem ou específicas para a CIDE-Combustíveis? 
12. Em que momento deve ser realizado o pagamento da CIDE-Combustíveis? 
Perguntas com respostas 
1. Quem exerce a faculdade dada ao Poder Executivo, pela Constituição Federal de 1988, de alterar 
as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na importação? 
De fato, é facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas do IPI Importação. Entretanto, apenas as 
alíquotas do II e do IE são alteradas pela CAMEX. As alíquotas do IPI são definidas por Decreto do Presidente 
da República, no caso, o Decreto nº 8.950/2016, que aprova a Tabela de Incidência do Imposto sobre 
Produtos Industrializados - TIPI. 
2. Em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados - Importação, quando considera-seocorrido 
o fato gerador e quando o imposto deverá ser recolhido? 
Segundo o art. 242 do RA, o imposto será recolhido por ocasião do registro da declaração de importação. 
Entretanto, não há previsão de que este seja o momento em que deva ser considerado ocorrido o fato 
gerador. Segundo o art. 238 do RA, o fato gerador do imposto, na importação, é o desembaraço aduaneiro 
de produto de procedência estrangeira. 
3. O Imposto sobre Produtos Industrializados incide sobre mercadoria estrangeira devolvida para o 
exterior antes do registro da declaração de importação? 
Apesar de não estar contemplada no rol das hipóteses de não incidência do art. 237, § 1º, do RA, é 
importante lembrar que, segundo o art. 238 do RA, o fato gerador do imposto, na importação, é o 
desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. Se não houve sequer o registro da DI, não 
há que se falar em desembaraço e, portanto, a situação não está coberta pela hipótese de incidência do 
tributo. 
4. Constitui fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados o desembaraço aduaneiro de 
produtos nacionais que retornem ao País devolvidos por motivo de defeito técnico, para reparo ou 
para substituição? 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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Não. O art. 238, § 2º, inciso I, do R/A, faz menção ao art. 70 para tratar das situações em que não ocorre o 
fato gerador do imposto sobre produtos industrializados. 
5. Na hipótese de mercadoria que conste como importada e cujo extravio tenha sido verificado pela 
autoridade aduaneira, ocorre o fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados? 
Segundo o art. 238, § 1º, do RA, considera-se ocorrido o desembaraço aduaneiro da mercadoria que constar 
como importada e cujo extravio tenha sido verificado pela autoridade aduaneira. Assim, ocorrido o 
desembaraço aduaneiro, ainda que por presunção legal, configura-se a ocorrência do fato gerador do IPI. 
6. As isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados são objetivas ou subjetivas? 
Segundo o art. 243 do RA, as isenções do IPI, salvo expressa disposição de lei, referem-se ao produto e não 
ao contribuinte ou ao adquirente. Ou seja, via de regra, as isenções do IPI são objetivas. 
7. Qual é a base de cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados, na importação? 
A base de cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados, na importação, é o valor que servir ou que 
serviria de base para cálculo do imposto de importação, por ocasião do despacho aduaneiro, acrescido do 
montante desse imposto e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. 
Definição constante do art. 239 do RA. 
Percebam que, ao contrário do PIS/COFINS Importação, a CF/88 não determina a base de cálculo do IPI. 
Portanto, é constitucional a adição, ao valor aduaneiro, do Imposto de Importação e de outros encargos, 
para fins de determinação da base de cálculo do IPI Importação. 
8. Qual é o fato gerador da CIDE-Combustíveis devida na importação? 
A CIDE-Combustíveis tem como fato gerador as operações de importação de gasolinas e suas correntes; 
diesel e suas correntes; querosene de aviação e outros querosenes; óleos combustíveis (fuel-oil); gás 
liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural e de nafta; e álcool etílico combustível. 
9. Quem são os contribuintes da CIDE-Combustíveis? 
São contribuintes da CIDE-Combustíveis o importador, pessoa física ou jurídica, de combustíveis líquidos e 
o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e 
ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora. 
10. Quem pode ser solidariamente responsável pelo pagamento da CIDE-Combustíveis? 
Segundo o art. 301 do RA, o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação 
realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora, é responsável solidário 
pela CIDE-Combustíveis. 
11. A Lei nº 10.336/2001 determinou alíquotas ad valorem ou específicas para a CIDE-Combustíveis? 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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Apesar de a CF/88 prever a possibilidade de alíquotas específicas ou ad valorem, segundo o art. 4º, da Lei nº 
10.336/2001 (e arts. 302 e 303, do RA), a CIDE-Combustíveis será calculada pela aplicação de alíquotas 
específicas sobre a unidade de medida adotada na importação de combustíveis líquidos. Não há previsão 
legal de alíquota ad valorem para a CIDE-Combustíveis. 
12. Em que momento deve ser realizado o pagamento da CIDE-Combustíveis? 
O pagamento da CIDE-Combustíveis será efetuado na data do registro da declaração de importação. 
 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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CONCLUSÃO 
Bem pessoal, encerramos aqui mais um Passo Estratégico. 
Um grande abraço e bons estudos! 
Vinícius de Oliveira 
 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
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Lista de Questões Estratégicas 
IPI Importação 
1. (ESAF / AFRFB – 2012) 
Acerca do Imposto sobre Produtos Industrializados na Importação – IPI-Importação, da Contribuição para 
os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na 
Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços - PIS/PASEP-Importação e da Contribuição Social para o 
Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior 
- COFINS-Importação, analise os itens a seguir, classificando-os como corretos (C) ou errados (E). Em 
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas. 
I. Não constitui fato gerador do IPI-Importação o desembaraço aduaneiro de produtos nacionais que 
retornem ao País aos quais tenha sido aplicado o regime aduaneiro especial de exportação temporária, 
salvo se descumprido o regime. 
II. Serão desembaraçados com suspensão do pagamento do IPI-Importação as matérias-primas, os 
produtos intermediários e os materiais de embalagem, importados diretamente por pessoas jurídicas 
preponderantemente exportadoras ou por estabelecimento industrial fabricante preponderantemente 
das partes e peças destinadas a estabelecimento industrial fabricante de produto classificado no Capítulo 
88 da Nomenclatura Comum do Mercosul. 
*Os itens III e IV versavam sobre outro assunto. 
a) Estão corretos somente os itens II e III. 
b) Estão corretos somente os itens I e III. 
c) Estão corretos somente os itens I e II. 
d) Estão corretos somente os itens II e IV. 
e) Todos os itens estão corretos. 
2. (ESAF / AFRFB – 2014) 
Acerca do PIS/PASEP-Importação, da COFINS-Importação e dos programas específicos que veiculam 
benefícios fiscais no âmbito de tais tributos, do Imposto sobre Produtos Industrializados-Importação e do 
Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante, assinale a opção correta. 
*As alternativas a) a d) versavam sobre outros assuntos. 
e) O fato gerador do Imposto sobre Produtos Industrializados, na importação, é o desembaraço aduaneiro 
de produto de procedência estrangeira. 
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Aula 003. (ESAF / ATRFB – 2012) 
Avalie os itens a seguir e assinale a opção correta. 
I. O desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira é fato gerador do Imposto sobre 
Produtos Industrializados, considerando-se ocorrido o referido desembaraço quando a mercadoria consta 
como tendo sido importada e o extravio ou avaria venham a ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive 
na hipótese de mercadoria sob regime suspensivo de tributação. 
*Os itens II e III versavam sobre o IPI incidente nas operações internas. 
a) Somente o item I está correto. 
b) O item I e o item II estão corretos. 
c) Os itens I, II e III estão corretos. 
d) Os itens II e III estão corretos. 
e) Os itens I e III estão corretos. 
4. (ESAF / ATRFB - 2012) 
Sobre as disposições constitucionais relativas aos tributos incidentes sobre comércio exterior, e sobre a 
Zona Franca de Manaus, assinale a opção correta. 
b) O Imposto sobre Produtos Industrializados incide sobre mercadorias industrializadas destinadas ao 
exterior. 
*As alternativas a), c), d) e e) versavam sobre outros assuntos. 
 
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CIDE-Combustíveis Importação 
1. (ESAF / ATRFB - 2012) 
São tributos incidentes sobre o comércio exterior, exceto: 
a) Imposto de Importação. 
b) Imposto sobre Produtos Industrializados. 
c) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de 
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. 
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – Combustíveis. 
e) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de 
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação sobre operações que destinem mercadorias 
para o exterior. 
2. (ESAF / AFRFB - 2014) 
A Lei n. 10.336, de 19 de dezembro de 2001, instituiu a Cide-Combustíveis, que é uma Contribuição de 
Intervenção no Domínio Econômico. Sobre a Cide-Combustíveis, é incorreto afirmar que: 
a) a Cide-Combustíveis tem como fatos geradores as operações de comercialização no mercado interno e 
a importação de combustíveis. 
b) é isenta da Cide-Combustíveis a nafta petroquímica, importada ou adquirida no mercado interno, 
destinada à elaboração de quaisquer produtos petroquímicos. 
c) são ainda isentos da Cide-Combustíveis os produtos vendidos a empresa comercial exportadora com o 
fim específico de exportação para o exterior. 
d) a Cide incide sobre álcool etílico combustível destinado a consumo no País. 
e) é responsável solidário pela Cide o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de 
importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora. 
 
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Gabarito 
 
IPI Importação 
1. D 
2. E 
3. C 
4. D 
 
CIDE-Combustíveis Importação 
1. E 
2. B 
 
Vinicius Rodrigues de Oliveira
Aula 04
Receita Federal (Analista Tributário) Passo Estratégico de Legislação Aduaneira - 2022 (Pós-Edital)
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257718840181815826 - Flávio Ricardo Cirino