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Fábio de Freitas Mariz Administração financeira: fundamentos e conceitos AD M IN IS TR AÇ ÃO F IN AN CE IR A: F UN DA M EN TO S E CO NC EI TO S A Série Universitária foi desenvolvida pelo Senac São Paulo com o intuito de preparar profissionais para o mercado de trabalho. Os títulos abrangem diversas áreas, abordando desde conhecimentos teóricos e práticos adequados às exigências profissionais até a formação ética e sólida. Administração financeira: fundamentos e conceitos apresenta os conceitos fundamentais da área financeira para a tomada de decisão em relação aos resultados financeiros, promovendo uma aprendizagem dinâmica sobre cada assunto abordado por meio de exemplos e casos práticos. Entre os temas, destacamos a importância e o papel da administração financeira no cotidiano das empresas e no mercado financeiro, abordando os conceitos financeiros de inflação, juros e custo de oportunidade por meio de exemplos de operações de juros compostos, antecipações de fluxos de caixa, operações de desconto e taxas e prazos em operações financeiras, apresentando a dinâmica do mercado financeiro. A obra trata ainda de conceitos de planejamento e orçamento de caixa com práticas que caracterizam e influenciam a interpretação dos demonstrativos financeiros, utilizando técnicas para a decisão de projetos e investimentos como valor presente líquido, taxa interna de retorno e payback. O objetivo é abordar os fundamentos da administração financeira por meio dos conteúdos da matemática financeira, utilizando as principais funções da calculadora financeira e possibilitando as melhores decisões nos negócios empresariais. SÉRIE UNIVERSITÁRIA e- M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Simone M. P. Vieira – CRB 8a/4771) Mariz, Fábio de Freitas Administração financeira : fundamentos e conceitos / Fábio de Freitas Mariz. – São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2022. (Série Universitária) Bibliografia. e-ISBN 978-85-396-3564-1 (ePub/2022) e-ISBN 978-85-396-3565-8 (PDF/2022) 1. Administração financeira 2. Conceitos financeiros 3. Orçamento de caixa 4. Investimentos I. Título. II. Série. 22-1627t CDD – 658.15 658.152 BISAC BUS001010 BUS000000 Índice para catálogo sistemático: 1. Gestão financeira : Administração Financeira 658.15 2. Administração financeira : Investimentos 658.152 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA: FUNDAMENTOS E CONCEITOS Fábio de Freitas Mariz M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor do Departamento Regional Luiz Francisco de A. Salgado Superintendente Universitário e de Desenvolvimento Luiz Carlos Dourado M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Editora Senac São Paulo Conselho Editorial Luiz Francisco de A. Salgado Luiz Carlos Dourado Darcio Sayad Maia Lucila Mara Sbrana Sciotti Luís Américo Tousi Botelho Gerente/Publisher Luís Américo Tousi Botelho Coordenação Editorial/Prospecção Dolores Crisci Manzano Ricardo Diana Administrativo grupoedsadministrativo@sp.senac.br Comercial comercial@editorasenacsp.com.br Acompanhamento Pedagógico Mônica Rodrigues dos Santos Designer Educacional Nathália Barros de Souza Santos Revisão Técnica Alexandre Santos Preparação e Revisão de Texto AZ Design Arte e Cultura Ltda. Projeto Gráfico Alexandre Lemes da Silva Emília Correa Abreu Capa Antonio Carlos De Angelis Editoração Eletrônica Alyne Lourenço de Souza Ilustrações Alyne Lourenço de Souza Imagens Adobe Stock Photos E-book Rodolfo Santana Proibida a reprodução sem autorização expressa. Todos os direitos desta edição reservados à Editora Senac São Paulo Rua 24 de Maio, 208 – 3o andar Centro – CEP 01041-000 – São Paulo – SP Caixa Postal 1120 – CEP 01032-970 – São Paulo – SP Tel. 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Capítulo 1 O papel e o ambiente da administração financeira, 7 1 Origens e aplicações de caixa, 11 2 Estrutura de capital (próprio e terceiros), 13 3 WACC, 16 Considerações finais, 17 Referências, 17 Capítulo 2 Principais conceitos financeiros, 19 1 Inflação, 21 2 Juros, 24 3 Custo de oportunidade, 25 Considerações finais, 27 Referências, 28 Capítulo 3 Juros simples e compostos, 31 1 Regimes de capitalização, 32 2 Juros simples – conceitos, 38 3 Juros compostos – conceitos, 47 Considerações finais, 53 Referências, 53 Capítulo 4 Taxas equivalentes, nominais e efetivas, 55 1 Taxa real, 56 2 Taxa proporcional, 59 3 Taxa efetiva, 61 4 Taxas equivalentes, 64 Considerações finais, 69 Referências, 70 Capítulo 5 Tipos de desconto, 71 1 Tipos de desconto, 72 Considerações finais, 81 Referências, 81 Capítulo 6 Séries de pagamentos, 83 1 Séries uniformes de pagamentos, 84 2 Sistemas de amortização, 91 Considerações finais, 100 Referências, 101 Capítulo 7 Planejamento e orçamento de caixa, 103 1 Fluxo de caixa, 104 2 Modelos de administração de caixa, 105 3 Capital circulante líquido, 107 4 Necessidade de capital de giro, 108 5 Administração do estoque, 109 Considerações finais, 119 Referências, 120 Capítulo 8 Critérios de decisão de investimentos, 121 1 Custo de oportunidade, 122 2 Valor presente líquido (VPL), 125 3 TIR – taxa interna de retorno, 131 4 Payback e payback descontado, 134 Considerações finais, 139 Referências, 139 Sobre o autor, 143 7 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 1 O papel e o ambiente da administração financeira Neste capítulo, apresentaremos o papel e o ambiente da administra- ção financeira nas mais diversas organizações para termos uma visão geral da área de Finanças como geração e administração de valor, as- sim como as relações entre as áreas de Finanças e Contabilidade, as origens e aplicações de recursos, a estrutura de capital e o WACC (custo médio ponderado de capital). Mas antes temos algumas questões que nos ajudarão a entender o papel da administração financeira nas organizações: 1. Como se chama o dinheiro que entra e sai da empresa: fluxo de caixa ou movimento de caixa? 2. Qual a relação desses dados com o passado, presente e o futu- ro das empresas? 3. O fluxo de caixa das empresas teria alguma relação com a pre- visão do desempenho futuro? M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 8 Administraçãofinanceira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 4. Quais são as informações financeiras para cada um desses pe- ríodos (passado, presente e futuro) que a empresa precisa para a tomada de decisão? Conforme destaca Lemes Júnior (2010, p. 3), o objetivo da administra- ção financeira é “maximizar a riqueza dos acionistas da empresa. O admi- nistrador financeiro é o principal responsável pela criação de valor e pela mitigação de riscos e, para isso, se envolve nos negócios como um todo”. Portanto, a administração financeira é um conjunto de métodos e técnicas utilizados para gerenciar os recursos financeiros, focando a maximização do retorno do capital investido. Essas funções são de- sempenhadas por um administrador financeiro (HOJI, 2010). São de responsabilidade da administração financeira questões relacio- nadas a investimentos, empréstimos e análises financeiras empresariais. Porém, a partir disso e para começar com a primeira capacitação do administrador financeiro, ela deve ser a habilidade de avaliar e interpretar estas e outras informações juntamente com as do mercado globalizado para tomar boas decisões financeiras, encontrando bons negócios. A ava- liação é sempre feita sob o ponto de vista financeiro, que compara o custo do respectivo investimento a ser feito com o benefício que se espera rece- ber para em seguida tomar a decisão quanto à realização ou não do inves- timento. São exemplos deste tipo de avaliação quando se analisa o custo- -benefício de comprar em comparação a alugar um determinado bem e o custo-benefício de usar o próprio dinheiro (capital social) em comparação a captação de recursos de outras partes (capital de terceiros). Para que tenha condições de realizar essas avaliações, o gestor fi- nanceiro precisa de outras habilidades, tais como: • Saber analisar as finanças de forma criteriosa. • Otimizar e alocar os recursos nas questões de planejamento de investimentos e financiamentos. • Controlar e avaliar a saúde financeira da empresa. 9O papel e o ambiente da administração financeira M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Além disso, não podemos esquecer das questões operacionais ci- tadas anteriormente, de registrar as transações, emitir os relatórios e fazer a gestão de caixa. Todas essas habilidades permitem ao gestor responder às duas principais questões presentes em seu trabalho para atingir o objetivo da administração financeira na maximização de rique- za e valor da empresa: • Decisão de investimento – Qual investimento trará rentabilidade e ganho financeiro para a empresa? • Decisão de financiamento – Caso a empresa necessitar de aqui- sição de veículo ou imóvel, por exemplo, qual será a taxa de juros para esta transação, o valor da parcela e do prazo? Em suma, qual seria a melhor opção? Então o administrador financeiro analisa e evidencia a melhor opção. A necessidade de tomar decisões é para trazer fluxo de caixa no futuro de forma positiva, baseado em suas habilidades nas atividades relacio- nadas às vendas a prazo, tais como créditos aos clientes e posterior co- brança, à obtenção e aplicação de recursos, às análises e aos controles financeiros e à gestão de custos. As principais ferramentas do administrador financeiro são a mate- mática financeira, utilizando os recursos da calculadora financeira, que veremos nos próximos capítulos, e as planilhas eletrônicas. Geralmente os administradores financeiros possuem seu grupo de planilhas de tra- balho geradas pelos sistemas de informações empresariais, para que eles consigam tomar a melhor decisão empresarial. IMPORTANTE O objetivo econômico das empresas é a maximização de seu valor no mercado (HOJI, 2010). 10 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Vamos responder às questões apresentadas no início desta intro- dução? As quatro questões apresentadas remetem ao um dos papéis da administração financeira em buscar sempre a saúde financeira da empresa e a melhor decisão sobre o uso do dinheiro. O movimento de caixa nada mais é que a entrada e saída do dinheiro, ou seja, a movimentação do dinheiro durante certo período de tempo; e o gestor financeiro poderá analisar toda a movimentação financeira da em- presa facilitando a tomada de decisões, como por exemplo o valor mone- tário que entrou em caixa e quanto saiu para os pagamentos efetuados (pagamento de fornecedor, aluguel do mês, pagamento de impostos). IMPORTANTE O movimento de caixa é o controle da movimentação de valores em dinheiro de uma organização (entradas, saídas e saldo final), muito útil para a análise de histórico das transações financeiras empresariais. O fluxo de caixa é o método de controle financeiro empresarial que ana- lisa outras variáveis para gerar uma previsão das finanças organizacionais; sendo assim, analisa a saúde financeira empresarial, prevendo situações futuras. Com esses cenários mapeados, o gestor financeiro consegue an- tecipar ações de curto, médio e longo prazo utilizando os recursos dispo- níveis. O fluxo de caixa é uma ferramenta importante para antecipar situa- ções e preparar a empresa financeiramente com recursos suficientes para suprir as necessidades e os objetivos empresariais. No decorrer deste capítulo, apresentaremos algumas informações financeiras para que o gestor financeiro gerencie a forma de tomada de decisão mais assertiva no quesito financeiro. 11O papel e o ambiente da administração financeira M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. NA PRÁTICA Atualmente as empresas utilizam softwares de gestão financeira que analisam profundamente o caixa da empresa. 1 Origens e aplicações de caixa A contabilidade é importante para a administração financeira pois fornece informações importantes para a condução do negócio e toma- da de decisão empresarial. Através da contabilidade são gerados rela- tórios e informações para que os administradores financeiros façam as devidas análises para tomar decisões sobre o uso do caixa, quais as operações mais eficientes e a melhor alocação de recursos no ativo e no financiamento de operações (GROPPELLI, 2010). Destacamos algumas informações de demonstrativos financeiros geradas pela área da Contabilidade. • Posição financeira da empresa, balanço patrimonial (BP); • Informações sobre lucratividade, demonstração do resultado do exercício (DRE); • Análise detalhada de como o caixa foi gerado, demonstrativo de fluxo de caixa (DFC). Gitman (2004) conceitua Finanças como a ciência e a arte de admi- nistrar o dinheiro. Para ter êxito empresarial, e com essas informações em mãos, o administrador terá que interpretar a situação empresarial financeira da empresa através dos relatórios gerenciais, índices financeiros e orça- mento de caixa. O administrador deve: 12 Administraçãofinanceira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . • Gerar valor, mantendo um saldo para garantir a geração de caixa para o futuro. • Maximizar o retorno dos investimentos, sendo superior ao cus- to de capital. Exemplo: adquirir uma aplicação ou investimento. Com o ganho da operação, decidir a melhor forma de alocar os recursos financeiros. • Minimizar os custos e índices de endividamento. • Maximizar o lucro e minimizar prejuízos. Szuster et al. (2008, p. 159) conceitua que a demonstração dos flu- xos de caixa “mostra as origens e aplicações de caixa, que é a base para avaliação da situação financeira da empresa e sua capacidade de pagamento das obrigações”, ou seja, o DFC resume as origens e as apli- cações de caixa durante um período. IMPORTANTE A demonstração de fluxo de caixa (DFC) é um instrumento muito im- portante para a administração financeira. A demonstração do fluxo de caixa demonstra a origem e a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo (MARION, 1999), ou seja, todas as entradas e saídas de caixa de uma empresa. PARA SABER MAIS No capítulo 7 deste livro, iremos abordar o planejamento e orçamento de caixa, em que traremos exemplos práticos de fluxo de caixa e os relatórios contábeis. 13O papel e o ambiente da administração financeira M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 2 Estrutura de capital (próprio e terceiros) Continuando as questões anteriores sobre finanças, é importante lembrar os seguintes pontos: • Aonde conseguirei recursos ($) para abrir meu negócio? • Aonde aplicarei esses recursos ($)? Como mencionamos anteriormente, a contabilidade fornecerá in- formações ao administrador sobre a origem dos recursos e sobre as aplicações. Figura 1 – Aplicações e origens Aplicações Origens Para onde foi o recurso? De onde veio o recurso? Credores da empresa IMPORTANTE O termo “origem de recursos” significa o lugar de onde veio o recurso para entidade, ou seja, quais são os credores da empresa. Conforme Hoji (2010), o balanço patrimonial representa o saldo de um bem ou direito (ativo) ou o saldo da obrigação (passivo). 14 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Quadro 1 – Balanço patrimonial: ativo e passivo ATIVO PASSIVO BENS Obrigações DIREITOS Destaca Groppelli (2010) que a estrutura de capital é a composição do financiamento de uma organização, no qual o capital de terceiros é oriundo de operações como empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo, fornecedores, debêntures etc. O capital próprio representa o patrimônio líquido, como por exemplo o capital social na integraliza- ção de capital investido dos sócios na organização. Quadro 2 – Estrutura de capital ATIVO Passivo circulante CAPITAL DE TERCEIROS Passivo não circulante Patrimônio líquido CAPITAL PRÓPRIO NA PRÁTICA A estrutura de capital é a forma como a organização financia a sua operação, utilizando diferentes fontes de recursos. Capital próprio = Patrimônio líquido :CT PC PNC onde"= + CT = Capital de terceiros PC = Passivo circulante PNC = Passivo não circulante 15O papel e o ambiente da administração financeira M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Segundo Marion (2009, p. 37), a palavra patrimônio “tem sentido amplo: por um lado significa o conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou empresa; por outro lado inclui as obrigações a serem pagas”. Passivo: é uma obrigação (dívida) que a empresa tem com terceiros: “contas a pagar, fornecedores de matéria-prima (a prazo), impostos a pagar, financiamentos, empréstimos entre outros” (SÁ, 2009, p. 209). O passivo se divide em dois tipos: Passivo circulante: conjunto de obrigações e dívidas a curto prazo. Passivo não circulante: conjunto de obrigações e dívidas a longo prazo. As organizações fazem a devida administração do passivo para defi- nir uma estrutura de capital mais adequada para a composição de três vertentes: • liquidez; • redução de custos; • risco financeiro. Sendo assim, as organizações, ao operacionalizar uma operação de empréstimo, por exemplo, elaboram um estudo sobre a necessidade de efetuar a operação, pois envolve uma transação de longo prazo e conse- quentemente pode reduzir a liquidez empresarial no mercado financeiro. PARA PENSAR Pesquise mais exemplos de capital de terceiros que financiam as ope- rações das empresas. 16 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 3 WACC Como vimos anteriormente, cada empresa possui uma estrutura de capital definida com uma combinação de dívida. Destaca Brigham (2012) que o custo médio ponderado de capital, ou, na terminologia em inglês, weighted average capital cost (WACC), é a média do custo de capitais de terceiros, do custo de capitais próprios e das fontes de financiamento de uma empresa. O WACC é utilizado para apresentar e demonstrar a melhor forma de tomada de decisão de investimentos e financiamento, ou seja, uma média ponderada para cada elemento que representa o financiamento de uma empresa no mercado. IMPORTANTE O WACC é o indicador que vai medir o custo médio ponderado da em- presa entre o capital próprio e o capital de terceiros com as devidas proporções com que a empresa utiliza esses recursos. A importância deste conceito é a possibilidade de tomar a melhor decisão de taxas em uma determinada operação financeira, analisando a forma mais viável para aquisição de operações, como por exemplo refinanciamento de operações de empréstimo ou calcular o custo de operações de empréstimo que a organização tem contratado. PARA SABER MAIS No capítulo 7 e 8 deste livro iremos abordar exemplos práticos de crité- rios de decisão empresarial envolvendo o WACC, payback e TIR. 17O papel e o ambiente da administração financeira M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Considerações finais Neste capítulo abordamos os conceitos iniciais da administração fi- nanceira e o papel do gestor financeiro na tomada de decisão. O mundo empresarial está cada vez mais arrojado e as empresas precisam inovar seus produtos e serviços para conseguir se manter no mercado; por- tanto, cuidar das finanças é primordial.A administração financeira é a ciência de administrar recursos financeiros da entidade. O administrador financeiro tem um papel importante para a saúde financeira da empresa, maximizando o valor dela no mercado e mitigan- do os riscos inerentes diários, ou seja, ele deve tomar as melhores de- cisões em investimentos para o fornecimento de lucros e rentabilidade. Destaca Groppelli (2010) que as finanças são a aplicação de uma série de princípios econômicos para maximizar a riqueza ou o valor total de um negócio, elencando os três itens abordados no capítulo deste capítulo: • fluxo de caixa; • estrutura de capital; • custos das operações. Vale ressaltar a importância de os administradores saberem desses conceitos abordados, de forma que as organizações consigam atingir seus objetivos e se preparem a longo prazo nas questões financeiras para se manterem sempre no mercado. Referências BRIGHAM, E. F. Administração financeira. Teoria e prática. São Paulo: Cengage Learning, 2012. GIMENES, C. M. Matemática financeira com HP 12C e Excel: uma abordagem descomplicada. São Paulo: Pearson, 2006. 18 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . GITMAN, Lawrence J. Administração financeira: uma abordagem gerencial. São Paulo: Pearson, 2003. GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 10. ed. São Paulo: Pearson, 2004. GROPPELLI, A. A. Administração financeira. São Paulo: Saraiva, 2010. HOJI, M. Administração financeira e orçamentária. São Paulo: Atlas, 2010. LEMES JÚNIOR, A. Administração financeira: princípios e práticas financeiras. Rio Janeiro: Elsevier, 2010. MARION, José Carlos. Contabilidade básica. 10 ed. São Paulo: Atlas Editora, 2009. MARION, José Carlos. Introdução à Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 1999. SÁ, Antônio Lopes de. Prática e Teoria da Contabilidade Geral. 22. ed. Curitiba: Juruá Editora, 2009. SZUSTER, N. et al. Contabilidade geral: introdução à contabilidade societária. São Paulo: Atlas, 2008. 19 Capítulo 2 Principais conceitos financeiros Como mencionamos no capítulo anterior, o papel da administração financeira é administrar os recursos financeiros empresariais de forma sólida e estratégica. Neste capítulo apresentaremos o conceito de inflação e compreen- deremos o conceito do valor do dinheiro no tempo, os juros e o custo de oportunidade. Mas neste primeiro momento vamos abordar definições e conceitos para que você entenda e reflita sobre os temas citados. • Valor do dinheiro no tempo Para entendermos o conceito do valor do dinheiro no tempo, utiliza- mos a matemática financeira. Para Assaf Neto (2009), a matemática financeira é o estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo, com o M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 20 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . objetivo de efetuar análises e comparações de entrada e saída de caixa. Exemplificando esta relação: o dinheiro ao longo do tempo sofre des- valorização devido à inflação, mas se você aplicar um dinheiro em um investimento terá uma remuneração (juros) sobre o capital aplicado. A inflação impacta o valor do dinheiro com o tempo. Um exemplo mais prático em seu cotidiano é uma compra no supermercado. As coisas que você comprou há três meses atrás provavelmente tiveram os preços au- mentados devido à inflação e consequentemente você não conseguiu trazer a quantidade de produtos desejados ou teve que substituir por ou- tro produto. A inflação também impacta a aquisição de empréstimos e financiamentos devido à alta dos juros para controlar o consumo. O valor do dinheiro no tempo pode ser aplicado para render juros. Se você aplica um dinheiro hoje em uma aplicação que possui uma taxa de juros e com resgate daqui a dois anos, o valor futuro será o valor aplica- do mais os juros da operação; e com isso o valor não perdeu rendimen- to ao longo do prazo aplicado. Se este mesmo dinheiro você deixar, por exemplo, em sua carteira ou em sua residência, ele não renderá juros e consequentemente terá uma desvalorização neste período. IMPORTANTE A inflação impacta o valor do dinheiro com o tempo. Um exemplo no seu cotidiano é uma compra no supermercado. O mesmo valor que você gastou na compra do mês passado provavelmente não conseguiu comprar toda a quantidade desejada neste mês. • Custo de oportunidade O custo de oportunidade é o termo utilizado na economia quando é necessário escolher a melhor opção com um custo menor ou um melhor retorno. Vejamos o exemplo: diante dos fatores econômicos e financeiros, 21Principais conceitos financeiros M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. os administradores financeiros estudam as melhores decisões para o en- contro das melhores e mais acessíveis taxas de fontes de financiamento, assim como dos investimentos com a melhor e mais eficiente combinação de ativos, que resultará em melhor retorno e menor risco dentro do cenário econômico em que a empresa está inserida (GROPPELLI, 2010). Com a economia globalizada, é importante o administrador finan- ceiro conhecer os princípios da teoria financeira e econômica e es- tar antenado o que está acontecendo no mercado interno e externo, analisando as questões políticas e econômicas para que as melhores decisões empresariais sejam tomadas. Mas neste primeiro momento abordaremos definições e conceitos para que você entenda e reflita sobre os temas elencados, pois no capítulo 4 desta obra vamos abor- dar conceitos práticos sobre como calcular as taxas; exemplificare- mos de uma forma prática como calcular uma taxa de juros em um período inflacionário, por exemplo. 1 Inflação Para Silva e Luiz (2010), a inflação é um aumento contínuo e gene- ralizado de preços: é o aumento geral de produtos e serviços no país. Vamos supor que de uma hora para outra um certo produto fica mais caro: esse aumento somente de um produto ou determinado setor não é inflação. A inflação é quando o aumento dos preços atinge todos os setores de forma geral; ou seja, a sociedade diminui o seu poder de compra devido ao aumento de preços. A inflação é medida através de índices. O índice oficial que mede a inflação no Brasil é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Através deste índice, conseguimos entender o peso da inflação no dia a dia da sociedade referente ao aumento dos custos com por exemplo habitação, alimentos, energia elétrica, botijão de gás, combus- tíveis (etanol, gasolina e diesel) etc. 22 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en tod ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Exemplo 1: efeitos inflacionários em cadeia (indústrias × consumidores) As indústrias utilizam energia. Em uma cadeia produtiva se aumen- tam os preços combustíveis e o uso da energia elétrica devido a condi- ções climáticas: o produto final ficará mais caro e consequentemente todos os produtos terão um aumento de preços, pois as indústrias de- pendem de energia para produção. Exemplo 2: efeitos inflacionários no valor do dinheiro no tempo Você deixou guardado R$ 50,00 em sua casa. Vamos supor que a in- flação de um ano chegou a 10%: isso significa que na economia os pro- dutos e serviços estão custando 10% mais caro e seu dinheiro valendo 10% a menos, pois você não consegue comprar a mesma quantidade de produtos que compraria no ano anterior. Exemplo 3: efeitos inflacionários na renda Seu salário teve um aumento de 10%, porém a inflação aumentou neste mesmo percentual. Isso significa que mesmo você ganhando o aumento, os preços de produtos e serviços estarão 10% mais caros. IMPORTANTE Os reajustes salariais precisam ser maiores que a inflação para que a sociedade não perca o poder de compra e dinheiro. Exemplo 4: efeitos inflacionários nas famílias O peso inflacionário pode causar um impacto muito grande na vida das pessoas, pois as famílias de baixa renda ou com salário-mínimo têm que saber administrar o que realmente será necessário consumir para sobreviver. Em períodos de inflação em alta, a população tem que destinar uma parcela maior do salário em itens básicos de alimentação. 23Principais conceitos financeiros M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. NA PRÁTICA Pesquise e veja a relação percentual do preço da cesta básica com o valor atual do salário-mínimo no Brasil. Nas atividades empresariais é importante que o administrador finan- ceiro, juntamente com os conhecimentos de matemática financeira e economia acompanhe e analise o impacto da inflação para a determina- ção de preço de venda e o controle dos custos empresariais. Tabela 1 – Impacto da inflação sobre os indivíduos e as empresas INDIVÍDUOS EMPRESAS Gastos Custos e despesas Salário Receita líquida Poupança (rendimentos) Lucro IMPORTANTE Com a inflação o seu dinheiro perde valor e você precisará de mais di- nheiro para adquirir um produto ou serviço. A economia brasileira tem a característica marcante de tentar con- trolar a inflação. Passamos por períodos de alta inflação, planos gover- namentais, congelamento de preços; mas sem sucesso. Somente em 1994, no governo de Itamar Franco, o país conseguiu um controle efeti- vo das inflações exorbitantes. PARA SABER MAIS Faça uma pesquisa sobre a história da inflação Brasil. 24 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . O governo é responsável por criar medidas e políticas econômicas para controlar a inflação e estabilizar os preços no mercado, pois isso impactará diretamente o PIB (produto interno bruto), que mede o cresci- mento econômico e a riqueza gerada pelo País. Temos dois tipos de inflação: • Inflação por demanda: as empresas não conseguem atender à demanda do mercado; é quando faltam produtos e aumentam os preços. • Inflação de custos (oferta – aumento de custos no processo pro- dutivo): preços das matérias-primas e insumos no processo pro- dutivo aumentam, como vimos no exemplo do início do capítulo (aumento da energia elétrica na cadeia produtiva). Geralmente esses reajustes são repassados para o produtor final. NA PRÁTICA A inflação segue os efeitos da lei da oferta e demanda na economia. Quando os consumidores estão mais dispostos a gastar e tem pos- sibilidade para fazer isso, a tendência natural é que os preços subam. 2 Juros Como entendemos o conceito de inflação, apresentaremos os con- ceitos básicos de juros, que está diariamente relacionado ao nosso co- tidiano através de operações financeiras, como por exemplo calcular os juros de uma prestação de financiamento de um bem ou imóvel, os juros de retorno de investimentos financeiros e aplicações, entre outros. Destaca Assaf Neto (2009) que a matemática financeira é a essência do estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo. Ela efetua análises e comparações em diversos períodos, sendo que as taxas de juros devem 25Principais conceitos financeiros M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. ser eficientes para a remuneração devido ao risco envolvido nas opera- ções, a perda do poder de compra devido à inflação e a geração de lucro devido aos juros cobrados. Diante disso, certamente ao acessar o noticiário de economia e fi- nanças vemos que é abordado conceito de taxa de juro, taxa de juros da economia brasileira ou taxa Selic. O governo utiliza a taxa de juro como instrumento de política eco- nômica, pois é um índice facilitador deste processo econômico que proporciona a circulação de dinheiro na economia. Sendo assim, a taxa Selic influência todas as taxas de juros do país, como das aplicações financeiras, dos financiamentos e empréstimos. Ela serve de parâmetro para a economia brasileira (ASSAF NETO, 2009). NA PRÁTICA A taxa Selic é a taxa básica de juros para referência de outras taxas de juros na economia brasileira. O conceito de juros é importante para as empresas e pessoas enten- derem o valor do custo nas operações financeiras. 3 Custo de oportunidade O administrador financeiro precisa tomar decisões a todo momento nas empresas. Ao avaliar um custo de empréstimo ou avaliar o retorno de investimento, nos deparamos com as seguintes questões. • Qual é a melhor opção para a aquisição de um empréstimo? • Qual aplicação existente no mercado que retornará um maior ga- nho financeiro? 26 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Quando o assunto é dinheiro, temos que ter muito cuidado na toma- da de decisão. O custo de oportunidade é um benefício devido a uma determinada escolha sobre qual será a mais vantajosa operação finan- ceira. Você terá muitas alternativas, e como administrador financeiro poderá deixar de escolher outras opções mais vantajosas. Por isso essa escolha exige discernimento e planejamento financeiro, analisando os seguintes aspectos: • Risco: todo projeto tem risco financeiro, por isso é importante uma avaliação. • Utilidade: verificar se realmente o investimento é atraente. • Oportunidade: aproveitar as oportunidades mais rentáveis. PARA PENSAR Por que o custo de oportunidade é importante para o administrador financeiro? Vamos supor que uma empresa disponha de R$ 500 mil reais para investir em três projetos idênticos. O primeiro projeto tem um retorno esperado de R$ 700 mil, o segundo projeto um retorno de R$ 600 mil e o terceiro um retorno R$ 100 mil. Certamente você investiriano primeiro projeto, pois está apresentando maior retorno. O cálculo do custo de oportunidade pode ser subjetivo em alguns casos, mas em finanças existem indicadores confiáveis que servem de parâmetro para determinar uma boa decisão financeira. Utilizamos os juros para medir o custo de oportunidade. No Brasil utilizamos a taxa Selic e a taxa interbancária (CDI), pois são indicado- res através dos quais um determinado valor poderá ser corrigido ao longo do tempo. 27Principais conceitos financeiros M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Não esqueça de dois pontos importantes sobre o custo de oportuni- dade para a tomada de decisão financeira: 1. Em vez de olhar somente as vantagens da sua escolha, analise os benefícios dos outros itens aos quais você renunciou. 2. Sempre medir o custo das escolhas: não importa se esta- mos abordando situações simples do cotidiano ou grandes investimentos. O custo de oportunidade é o conceito mais importante para quem precisa entender o valor das escolhas. No capítulo 8 desta obra abordaremos os critérios de decisão de investimentos, mostrando conceitos práticos e as principais técnicas para a decisão de projetos e investimentos. Considerações finais Neste capítulo abordamos os principais conceitos financeiros e en- tendemos a relação entre a inflação, os juros e o custo de oportunidade para as empresas e os indivíduos. Para a economia, a inflação liga-se à variação de preços; portanto, é um movimento contínuo generalizado e ascendente. É importante lembrar que uma alteração de preços não afeta somente um produto, mas também os salários e os custos de matéria-prima, ou seja, toda a cadeia produtiva. Os fenômenos causadores da inflação podem ocorrer com o au- mento muito rápido da demanda ou uma queda da oferta; por exemplo: problemas nas safras agrícolas, racionamento, guerras, pandemia, au- mento de preços internacionais, tarifas públicas e preços abusivos de um determinado setor. 28 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . As consequências da inflação são a instabilidade dos preços, provo- cando instabilidade e desordem salarial, desvalorização cambial e dos ativos e afetando o nível de empregos. É importante o administrador financeiro conhecer os princípios da teoria financeira e econômica, analisando as questões políticas e eco- nômicas para que as melhores decisões empresariais sejam tomadas. No próximo capítulo aprenderemos a calcular as prestações de um financiamento de um bem móvel ou imóvel e analisar investimentos fi- nanceiros ou de bens de capital. Referências ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. BANCO CENTRAL DO BRASIL (BCB). Comitê de Política Monetária (Copom). [20--]b. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/copom. Acesso em: 2 ago. 2021. BANCO CENTRAL DO BRASIL (BCB). Índices de preços. [20--]a. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/indicepreco. Acesso em: 1 ago. 2021. BRIGHAM, E. F. Administração financeira: teoria e prática. São Paulo: Cengage Learning, 2012. GIMENES, C. M. Matemática Financeira com HP 12C e Excel: uma abordagem descomplicada. São Paulo: Pearson, 2006. GITMAN, Lawrence J. Administração financeira: uma abordagem gerencial. São Paulo: Pearson, 2003. GROPPELLI, A. A. Administração financeira. São Paulo: Saraiva, 2010. HAZZAN, Samuel; POMPEO, José Nicolau. Matemática Financeira. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. HOJI, M. Administração financeira e orçamentária. São Paulo: Atlas, 2010. https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/copom https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/indicepreco 29Principais conceitos financeiros M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Inflação. 2020. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php. Acesso em: 1 ago. 2021. LEMES JÚNIOR, A. Administração financeira: princípios e práticas financeiras. Rio Janeiro: Elsevier, 2010. LUCCI, Cinthia Retz et al. A influência da educação financeira nas decisões de consumo e investimento dos indivíduos. Seminários em Administração da FEA- USP. Anais... São Paulo, 2006. Disponível em: http://sistema.semead.com.br/ 9semead/resultado_seMead/trabAlhosPDF/266.pdf. Acesso: 9 ago. 2021. MENEZES, Valdelício. Aplicação da Matemática Financeira. Disponível em: https://administradores.com.br/artigos/matematica-financeira. Acesso em: 12 ago. 2021. SILVA, Cesar Roberto Leite da; LUIZ, Sinclayr. Economia e mercados: introdução a Economia. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. VASCONCELLOS, Marco Antonio S.; GARCIA, Manuel Enriquez. Fundamentos da Economia. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014 https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php http://sistema.semead.com.br/9semead/resultado_seMead/trabAlhosPDF/266.pdf http://sistema.semead.com.br/9semead/resultado_seMead/trabAlhosPDF/266.pdf https://administradores.com.br/artigos/matematica-financeira 31 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 3 Juros simples e compostos Chegamos ao capítulo sobre os regimes de capitalização e apresen- taremos os conceitos de juros simples e compostos por meio de exem- plos numéricos e suas características. Com este novo aprendizado, os cálculos serão úteis no dia a dia em relação à tomada de decisões nas empresas e ao valor do dinheiro. Conforme mencionamos anteriormente, a matemática financeira es- tuda o valor do dinheiro ao longo do tempo e está presente no dia a dia das pessoas e das empresas; por exemplo, em: • financiamento em geral; • empréstimos financeiros; • aplicações financeiras. No processo de operacionalizar em um sistema financeiro temos uma taxa de juros atrelada a cada operação. Por exemplo, ao contratar um financiamento de um imóvel, você pagará as prestações mensais e 32 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . o valor final desta operação será muito maior do que o valor contratado; ou seja, o valor final da operação, subtraindo o valor inicial, são os juros da operação. Neste sentido, cálculos financeiros são muito úteis para avaliar se estamos fazendo a melhor opção em uma operação financeira, como na decisão sobre a melhor taxa ou prazo de operação. 1 Regimes de capitalização Para darmos sequência neste capítulo, temos que entender algumas definições e termos fundamentais sobre o processo de capitalização, pois o valor do dinheiro no tempo muda. Por exemplo: ao aplicar um di- nheiro em um banco, temos uma remuneração sobre a quantia aplicada inicialmente, conhecida como juros. Segundo Assaf Neto (2006, p. 4), os regimes de capitalização de- monstram“como os juros são formados e sucessivamente incorpora- dos ao capital no decorrer no tempo. Nesta conceituação podem ser identificados dois regimes de capitalização dos juros: simples (linear) e composto (exponencial)”. Diante disso (a forma de capitalização de juros na matemática fi- nanceira), podemos elencar os seguintes conceitos, conforme destaca Assaf Neto (2009): • Capital inicial ou valor presente: quantia emprestada ou investida inicialmente no ato da transação. • Juros: os juros são o ganho real da operação, ou seja, o rendimen- to do capital investido ou emprestado. É a quantia paga propor- cionalmente ao dinheiro emprestado ou investido. Os juros são a porcentagem acordada entre as partes da transação, denomi- nada taxa de juros, que está relacionada a uma unidade de tem- po (dia, semana, mês e ano). Nestas operações de aplicação ou 33Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. empréstimos, temos riscos e incertezas do mercado em relação ao futuro do capital emprestado ou aplicado. • Tempo: período de capitalização da operação emprestada ou investida. • Montante ou valor futuro: resultado da aplicação ou empréstimo do capital inicial. Representa a soma do capital inicial, mais os juros capitalizados durante o período da operação. IMPORTANTE Os regimes de capitalização são formas em que se verifica o cresci- mento do capital. Após apresentados estes conceitos, veremos a diferença entre o re- gime de capitalização simples e a composta (LEAL, 2007). Tabela 1 – Regime de capitalização – características REGIME DE CAPITALIZAÇÃO – CARACTERÍSTICAS Simples (juros simples) Composta (juros compostos) Juros crescem de forma linear ao longo do tempo Juros crescem de forma exponencial, conhecido no mercado como juros sobre juros Juros incidem sobre o capital inicial da operação (aplicação ou empréstimo) A incidência de juros ocorre de forma cumulativa Fonte: adaptado de Hazan e Pompeo (2014). IMPORTANTE De acordo com Assaf Neto (2009), os juros são o custo de capital du- rante um período de tempo. 34 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Exemplo: Rosa empresta a Mariana o valor de R$ 2.000,00 com uma taxa de juros de 5% ao mês para devolver o valor emprestado mais os juros da- qui a 5 meses. Calcular os juros e o montante. Abaixo iremos visualizar o comportamento do cálculo dos juros e do montante nos regimes de capitalização simples e composta. 1.1 Juros simples Conforme destacam Hazan e Pompeo (2014), para visualizarmos o comportamento linear do cálculo dos juros simples, temos de nos basear no capital inicial; assim, para o capital emprestado por Rosa a Mariana por um ano à taxa de 5% ao mês, o juro será igual a 5% de R$ 2.000,00, que é igual a R$ 100,00 por mês. Para calcular 5% de R$ 2.000,00, basta multiplicar R$ 2.000,00 por 0,05, que é a forma decimal de 5% (5% = 5 divido por 100 = 0,05). Tabela 2 – Juros simples MESES CAPITAL TAXA 5% AO MÊS VALOR DOS JUROS CAPITAL × TAXA 1 R$ 2.000,00 0,05 R$ 100,00 2 R$ 2.000,00 0,05 R$ 100,00 3 R$ 2.000,00 0,05 R$ 100,00 4 R$ 2.000,00 0,05 R$ 100,00 5 R$ 2.000,00 0,05 R$ 100,00 Total de juros R$ 500,00 No regime de juros simples, ao final de 5 meses, Mariana pagará de montante a Rosa o valor de R$ 2.500,00 (capital inicial + juros). 35Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Utilizando o mesmo exemplo, vamos aplicar o regime de capitaliza- ção composta. 1.2 Juros compostos Conforme destaca Gimenez (2013), a maioria das operações do sis- tema financeiro é calculada e baseada em juros compostos. Para Assaf Neto (2009), a diferença entre a capitalização simples e composta é que o juro pago no final de cada mês (período) é atualizado ao capital do mês seguinte. Veja que a partir do segundo mês o capital é atualizado devido ao valor final apresentado no mês anterior. Tabela 3 – Juros compostos MESES CAPITAL TAXA DE 5% AO MÊS VALOR DOS JUROS CAPITAL × TAXA MONTANTE CAPITAL + VALOR DOS JUROS 1 R$ 2.000,00 0,05 R$ 100,00 R$ 2.100,00 2 R$ 2.100,00 0,05 R$ 105,00 R$ 2.205,00 3 R$ 2.205,00 0,05 R$ 110,25 R$ 2.315,25 4 R$ 2.315,25 0,05 R$ 115,76 R$ 2.431,01 5 R$ 2.431,01 0,05 R$ 121,55 R$ 2.552,56 Fonte: adaptado de Hazan e Pompeo (2014). Veja que, neste exemplo, ao final do 5º mês em juros compostos, o valor que Mariana terá que pagar a Rosa será de R$ 2.552,56,00, ou seja, no regime de capitalização composta é aplicado o conceito de juros sobre juros. Neste regime, a cada intervalo de tempo são calculados novos juros que serão somados ao capital final de cada período. 36 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . No início deste capítulo, apresentamos a característica dos juros simples, que é linear, e a dos juros compostos, que é exponencial. Tabela 4 – Comparação do comportamento dos juros no regime de capitalização simples e composta DIFERENÇA DE JUROS SIMPLES E COMPOSTO MESES JUROS SIMPLES JUROS COMPOSTOS DIFERENÇA 1 2.100,00 2.100,00 - 2 2.200,00 2.205,00 5,00 3 2.300,00 2.315,25 15,25 4 2.400,00 2.431,01 31,01 5 2.500,00 2.552,56 52,56 NA PRÁTICA As operações financeiras no sistema financeiro nacional utilizam-se do regime de capitação composta. A diferença dos juros simples para o composto é a forma de cálculo de juros a cada período de capitaliza- ção. No exemplo apresentado, se Rosa escolher o regime de capitaliza- ção composta, terá maior ganho na operação. Para Assaf Neto (2009), a diferença entre a capitalização simples e compostas é que o juro pago no final de cada mês (período) é atualizado ao capital do mês seguinte. Para finalizarmos estes primeiros conceitos, em finanças utilizamos algumas terminologias para facilitar os cálculos nas fórmulas e para o uso da calculadora financeira HP 12C, que iremos apresentar ao longo deste capítulo. A seguir, a teclas básicas para o uso da HP12C. 37Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. [ON] – Liga a calculadora quando ela estiver desligada e desliga a calculadora quando ela estiver ligada. [f ] [CLX] – Limpa os registros da calculadora. Yx – Tecla de potenciação. Tabela 5 – Quadro resumo: conceitos de finanças com HP12C FUNÇÃO REPRESENTAÇÃO NO LIVRO DEFINIÇÃO FUNÇÃO HP 12C Capital C ou (VP) Valor presente − Valor inicial de uma operação. Na HP 12C, o capital (C) é representado pela tecla PV PV Taxa de juros i Taxa de juros que poderá ser diária, semanal, quinzenal, mensal, semestral, anual entre outras. (i) vem do inglês “interest”, que significa juro. Na HP 12C a taxa de juros (i)é representada pela tecla i i Tempo t ou (n) Número de períodos da operação. Não esqueça que o tempo tem que estar em acordo com a taxa de juros e vice-versa. Na HP 12C o tempo (t) é representado pela tecla n n Montante M ou (VF) Valor futuro − Valor final, valor do resgate ou saldo futuro de uma operação. Na HP 12C o capital (FV) é representado pela tecla FV FV Juros simples J (simples) A função < INT > na calculadora está em amarelo; para ativar essa função, temos que pressionar tecla < f >. Para o cálculo de juros e montante no regime de capitalização simples utilizando a HP12C ,ao inserir as funções financeiras, a taxa sempre tem que estar ao ano e o tempo sempre em dias INT NA PRÁTICA A calculadora financeira HP12C é uma das ferramentas mais utilizadas pelos administradores financeiros para a execução de cálculos finan- ceiros envolvendo juros, taxas e amortização. 38 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . A calculadora financeira HP12C é uma das ferramentas mais utiliza- das pelos administradores financeiros. Nos capítulos 6, 7 e 8 apresenta- remos mais funções para a execução de cálculos financeiros envolven- do juros, fluxos de caixa, taxa interna de retorno, valor presente líquido e amortização. 2 Juros simples – conceitos Em nosso cotidiano, algumas situações do sistema financeiro es- tão atreladas ao regime de capitalização simples, como por exemplo o pagamento de boleto bancário em atraso dentro do mês. No regime de capitalização simples (juros simples), a taxa de juros incide somente o valor inicialmente aplicado. Conforme destaca Assaf Neto (2009), e seguindo a mesma linha de raciocínio de Gimenez (2013), a nomenclatura de C é o capital (VP), M o montante (VF), J o juro, i a taxa e t o tempo (n), criando as seguintes fórmulas: • Calcular juros de uma operação: . . . .J C i t ou J VP i n= = • Calcular o montante de uma operação: M C J ou VF VP J= + = + Para calcular o montante (valor futuro) de forma direta no sistema de capitalização simples, Assaf Neto (2009) destacou a seguinte fórmula: . [ . . [( . ]M C i t ou VF VP i n1 1= + = +Q Q QV V$ O montante representa o valor futuro ou final da operação. 39Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. IMPORTANTE Nos juros simples, o capital aplicado é que rende juros. Vamos aplicar as fórmulas em exemplos práticos? Exemplo 1: Marília percebeu que há 10 dias esqueceu de pagar um boleto da sua academia. O valor original do boleto é R$ 320,00. Ao ler as instruções que constam no boleto, é informado que após o vencimento, são aplicados 8% de multa. Quanto Marília irá pagar devido a este atraso? Primeiramente vamos coletar as informações do exemplo 1: Capital: R$ 320,00 Taxa de juros: 8% → forma decimal de 8% → ,100 8 0 08= .J C i= Juros = 320 . 0,08 = 25,60 Valor final do boleto: valor do boleto + juros = 320 + 25,60 = R$ 345,60 Resposta: Marília irá pagar no boleto vencido o valor final de R$ 345,60. Exemplo 2: Um capital de R$ 200,00 foi aplicado durante 5 anos a uma taxa de 12% ao ano no regime de capitalização simples. Calcular os juros do período e o montante. Uma dica importante é sempre coletar as informações para a reso- lução do exercício: Capital: R$ 200,00 Tempo (prazo): 5 anos 40 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Taxa: 12% ao ano → forma decimal de 12% → ,100 12 0 12= J = C . i . t J = 200 . 0,12 . 5 ,J 120 00= O valor dos juros do exemplo 2 é de R$ 120,00. Agora vamos calcular o valor do montante: M C J= + M 200 120= + ,M 320 00= O valor do montante do exemplo 2 é de R$ 320,00. Resposta: No capital de R$ 200,00 aplicado durante 5 anos a uma taxa de 12% ao ano no regime de capitalização simples, o montante final será de R$ 320,00. Neste exemplo 2, podemos aplicar a fórmula direta do montante. Vamos ver? . [ .M C i t1= +Q Q V$ [ ,. .M 200 1 0 12 5= +Q Q V$ [ ,.M 200 1 0 60= +Q Q V$ ,.M 200 1 60= Q V ,M 320 00= Veja que, aplicando a forma direta do montante, o valor é igual se utilizamos as formas separadas. Para saber o valor dos juros ao utilizar a forma direta do montante, faça o seguinte cálculo: 41Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Juros Capital= –Montante J M C= – ,J 320 200 120 00= – = IMPORTANTE No exemplo 2 a taxa e o período estão em anos, ou seja, na mesma proporção. A taxa de juros tem que estar na mesma base do período de tempo por se tratar de uma relação linear. No capítulo 4 abordaremos mais conversões de taxas e períodos. Exemplo 3: Francisco atrasou 15 dias o boleto bancário no valor de R$ 1.020,00 e o banco emitente cobra uma taxa de juros simples de 9% ao mês. Calcular o juro simples e o montante desta operação em atraso. Vamos coletar as informações do exemplo 3: Valor do boleto: R$ 1.020,00 – representa o C (capital) Taxa: 9% ao mês – forma decimal de 9% → ,100 9 0 09= – represen- ta o i Prazo: 15 dias – representa o t Neste exemplo a taxa está ao mês; o prazo da operação está em dias. A taxa de juros e o tempo têm que estar na mesma base do período de tempo e na mesma proporção, por se tratar de uma relação linear. Lembre-se que no capítulo 4 traremos mais exemplos sobre este tema de taxas. Para deixar na mesma proporção linear, vamos fazer uma regra sim- ples para equivalência do prazo conforme abaixo: 30 dias, corresponde → 1 mês 42 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 15 dias, corresponde → x mês ,t 30 15 0 50= = Portanto 15 dias equivalem a 0,50 de um mês. Aplicação da fórmula: . [ .M C i t1= +Q Q V$ [ , ,. .M 1020 1 0 09 0 50= +Q Q V$ [ ,.M 1020 1 0 045= +Q Q V$ ( , ).M 1020 1 045= ,M 1065 90= Resposta: Francisco pagará o valor de R$ 1.065,90 no boleto em atraso e os juros foram de R$ 45,90. PARA PENSAR Lembra do exemplo que Rosa empresta a Mariana o valor de R$ 2.000,00 com uma taxa de juros de 5% ao mês durante 5 meses? Utilizando o re- gime de capitalização simples, calcule o montante. Exemplo 4: Função INT (juros) – Calculadora HP12C Conforme destaca Gimenez (2013), na calculadora HP12C é possí- vel calcular o valor dos juros e o montante no regime de capitalização simples. A função < INT > na calculadora está em amarelo e para ativar essa função temos que pressionar a tecla < f >. Para o cálculo de juros e montante no regime de capitalização simples utilizando a HP12C. ao inserir asfunções financeiras. a taxa sempre tem que estar ao ano e o tempo sempre em dias. 43Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Utilizaremos os dados do exemplo anterior para calcularmos o valor dos juros e o do montante. a. Limpar os registros da calculadora. Pressione a tecla f e a tecla CLX. b. Neste passo estamos iniciando o fluxo para o cálculo do montan- te, portanto o capital tem que estar negativo, pois estamos de- sembolsando este valor inicialmente. Pressionar 1020 CHS PV ENTER c. Neste passo a taxa está 9% ao mês, porém temos que colocar a taxa ao ano. Multiplicar a taxa mensal por 12, que corresponde ao número de meses, que será 9 . 12 = 108. Pressionar 108 i ENTER d. Neste passo introduzir o tempo em dias. Pressionar 15 n ENTER e. Apertar a tecla f e em seguida pressionar i e será exibido no seu visor o valor dos juros. Valor dos juros: 45,90 f. Pressionar a tecla + e o valor apresentado será o valor dos juros mais o capital, ou seja, o montante final. Valor do montante: 1065,90 Exemplo 5: Francisco atrasou 15 dias o boleto bancário e o valor pago foi de R$ 1.065,90. O banco emitente cobra uma taxa de juros simples de 9% ao mês. Qual o valor original do boleto? 44 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Vamos coletar as informações do exemplo 5: Valor do boleto: sem informação disponível (?) – representa o C (capital) Valor pago (VF): montante de R$ 1.065,90 Taxa: 9% ao mês - forma decimal de 9% → ,100 9 0 09= – representa o i Prazo: 15 dias – representa o t Neste exemplo a taxa está ao mês o prazo da operação está em dias. A taxa de juros e o tempo têm que estar na mesma base do período de tempo e na mesma proporção, por se tratar de uma relação linear. Lembre-se de que no capítulo 4 traremos mais exemplos sobre este tema de taxas. Para deixar na mesma proporção linear, vamos fazer uma regra sim- ples para equivalência do prazo conforme abaixo: 30 dias, corresponde → 1 mês 15 dias, corresponde → x mês ,t 30 15 0 50= = Portanto 15 dias equivalem a 0,50 de um mês. Anteriormente apresentamos a fórmula direta para o cálculo do va- lor futuro (montante). Neste exemplo 5, para calcular o valor presente, (capital) devemos isolá-lo. Segundo Assaf Neto (2009), para calcular o capital (valor presente) de forma direta no sistema de capitalização sim- ples temos a seguinte fórmula: [ . C i t M 1 = +Q Q V$ 45Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. IMPORTANTE O capital C (VP) corresponde ao valor inicial da operação, ou seja, o valor presente. Aplicando a fórmula com os dados coletados no exemplo 5: [ , . , ,C 1 0 09 0 50 1065 90= +Q Q V$ [ , ,C 1 0 04500 1065 90= +Q Q V$ , ,C 1 04500 1065 90 1020= = Resposta: Francisco atrasou 15 dias o boleto bancário e o valor pago foi de R$ 1.065,90. O valor original do boleto é de R$ 1.020,00. Exemplo 6: Neste exemplo vamos calcular a taxa, ou seja, basta isolar e encon- trar a taxa da operação. O capital aplicado de R$ 20.000,00 em 6 me- ses gerou um juro de R$ 1.800,00. Qual é a taxa de juros simples desta operação? Coletar as informações do exemplo: Capital: R$ 20.000,00 Prazo: 6 meses Juros: R$ 1.800,00 Taxa: sem informação disponível (?). J = C . i . t 46 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 1800 = 20000 . i . 6 .i120000 1800= ,i 120000 1800 0 01500= = Para encontrarmos a taxa em percentual, multiplicar o 0,01500 por 100. , ,. % .i ao m s0 01500 100 1 50 ê= = Resposta: A taxa de juros simples para esta operação é de 1,50% ao mês. Exemplo 7: Neste exemplo vamos calcular o tempo, ou seja, basta isolar e en- contrar o tempo da operação. O capital aplicado de R$ 20.000,00 com taxa de 1,50% ao mês, gerou um juro de R$ 1.800,00. Qual é o prazo desta operação em juros simples? Coletar as informações do exemplo: Capital: R$ 20.000,00 Prazo: sem informação disponível (?) Juros: R$ 1.800,00 Taxa: 1,50% ao mês - forma decimal de 1,50% → , ,100 1 50 0 015= J = C . i . t 1800 = 20000 . 0,015 . t .t300 1800= t 300 1800 6= = 47Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. t meses6= Resposta: O prazo desta operação em juros simples é de 6 meses. 3 Juros compostos – conceitos Em nosso cotidiano a maioria das operações do sistema financeiro estão atreladas ao regime de capitalização composta, conforme vimos no início deste capítulo. como por exemplo em operações de emprés- timos e financiamentos, investimentos e outros. De acordo com Leal (2007, p. 183), no regime de juros compostos a incidência de juros ocor- re sempre de forma cumulativa. Para Gimenez (2013), nos juros compostos, ao final de cada período de capitalização, o juro do período é adicionado ao capital para calcular o próximo período; sendo assim, o conceito é conhecido no mercado como juros sobre juros. Matematicamente, o cálculo a juros compostos é conhecido por cálculo exponencial de juros (BRANCO, 2002). Seguindo os conceitos adquiridos em juros simples, os juros com- postos, por serem exponenciais, terão as fórmulas do montante e do capital apresentadas. Mantêm-se as nomenclaturas de C ou VP para capital, M ou VF para o montante, J para o juro, i a taxa e t ou n para o período (Assaf Neto, 2009). .M C ti1= +Q V .VF VP ni1= +Q V VP VF ni1= +Q V C M ti1= +Q V 48 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . IMPORTANTE Na fórmula do montante no regime de capitalização composta, o tempo (n) está em uma potência; logo, comprova-se o conceito de juros sobre juros neste regime. As aplicações das fórmulas seguem o mesmo conceito dos juros sim- ples. Para calcular alguma variável, basta isolar e encontrar o que deseja. Para os cálculos de juros compostos, apresentaremos o uso da HP12C para resolução dos exemplos. Exemplo 1: Um capital de R$ 10.000,00 foi aplicado durante 2 anos com uma taxa de 10% ao ano no regime de juros compostos. Qual é o montante desta operação? Coletar as informações do exemplo: Capital (VP): 10000 Prazo (n): 2 anos Taxa (i) : 10% ao ano M (VF) = sem informação disponível (?) Resolução pela HP12C: Seguir os seguintes passos: a. Limpar os registros da calculadora e pressionar as teclasf e CLX. b. Neste passo estamos iniciando o fluxo para o cálculo do montan- te, portanto o capital tem que estar negativo, pois estamos de- sembolsando este valor inicialmente. 49Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Pressionar 10000 CHS PV. c. Introduzir a taxa ao ano. Pressionar 10 i d. Introduzir o tempo em anos. Pressionar 2 n e. Por fim, pressionar a tecla FV e o valor do montante será exibido no visor. Resposta: Um capital de R$ 10.000,00 aplicado durante 2 anos com uma taxa de 10% ao ano no regime de juros compostos terá um valor futuro de R$ 12.100,00. IMPORTANTE No exemplo 1 a taxa e o período estão em anos, ou seja, equivalentes. A taxa equivalente cresce exponencialmente em relação ao tempo no regime de juros compostos. No capítulo 4 abordaremos o conceito de taxa equivalente. Exemplo 2: Sarah resgatou após 36 meses o valor de R$ 48.000,00 de sua aplicação que rendia 1,5% ao mês, porém não se recorda do va- lor aplicado inicialmente. Qual o valor do capital aplicado por Sarah que gerou este montante? Coletar as informações do exemplo: Capital (VP): sem informação disponível (?) Prazo (n): 36 meses Taxa (i) : 1,5% ao mês M (VF) = 48000 50 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Resolução pela HP12C: Seguir os seguintes passos: a. Limpar os registros da calculadora e pressionar as teclas f e CLX. b. Introduzir o valor do resgate (valor futuro). Pressionar 48000 FV c. Introduzir a taxa ao mês. Pressionar 1,5 i d. Introduzir o tempo em meses. Pressionar 36 n e. Por fim, pressionar a tecla PV e o valor do capital investido será exibido no visor. Resposta: Sarah aplicou R$ 28.084,31. PARA PENSAR Para uma aplicação inicial de R$ 20.000,00, qual será o valor futuro daqui a 12 meses com uma taxa de 11% ao ano? Exemplo 3: Um capital de R$ 50.000,00 foi aplicado no regime de juros compostos durante 3 anos e gerou um montante de R$ 64.751,45. Qual a taxa de juros desta aplicação? Coletar as informações do exemplo: Capital (VP): 50000 Prazo (n): 3 anos 51Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Taxa (i) : sem informação disponível (?) M (VF) = 64751,45 Resolução pela HP12C: Seguir os seguintes passos: a. Limpar os registros da calculadora e pressionar as teclas f e CLX. b. Neste passo estamos iniciando o fluxo para o cálculo do montan- te, portanto o capital tem que estar negativo, pois estamos de- sembolsando este valor inicialmente. Pressionar 50000 CHS PV c. Introduzir o valor do montante. Pressionar 64751,45 FV d. Introduzir o tempo em anos. Pressionar 3 n e. Por fim, pressionar a tecla i e o valor da taxa da operação será exibido no visor. Resposta: A taxa desta operação é de 9% ao ano. Exemplo 4: Um capital de R$ 50.000,00 foi aplicado no regime de juros compostos com uma taxa de 9% ao ano e gerou um montante de R$ 64.751,45. Qual foi o período desta aplicação? Coletar as informações do exemplo: Capital (VP): 50000 52 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Prazo (n): sem informação disponível (?) Taxa (i) : 9% ao ano M (VF) = 64751,45 Resolução pela HP12C: Seguir os seguintes passos: a. Limpar os registros da calculadora e pressionar as teclas f e CLX. b. Neste passo estamos iniciando o fluxo para o cálculo do montan- te, portanto o capital tem que estar negativo, pois estamos de- sembolsando este valor inicialmente. Pressionar 50000 CHS PV a. Introduzir o valor do montante: Pressionar 64751,45 FV b. Introduzir a taxa. Pressionar 9 i c. Por fim, pressionar a tecla n e o prazo da operação será exibido no visor. Resposta: O prazo desta operação é de 3 anos. Conforme destaca Gimenez (2013), utilizando a calculadora HP12C, podemos utilizar os cálculos no regime de capitalização composta através de suas funções, inserindo as informações de cada situação apresentada. 53Juros simples e compostos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Considerações finais Neste capítulo apresentamos as características do regime de capita- lização simples e composta em nosso cotidiano. Através da matemáti- ca financeira as pessoas e as empresas conseguem tomar as melhores decisões nas operações disponíveis no sistema financeiro. No processo de juros simples, a formação do juro é sobre o valor do capital inicial, e nos juros compostos temos o conceito de juros sobre juros. Como tratamos de assunto de juros, taxas e prazos é importante sempre avaliar os riscos e o retorno das operações financeiras, como por exemplo a contratação a prazo de um financiamento. É preciso ana- lisar a taxa de juros empregada na operação e calcular o valor futuro de quanto se pagará nesta operação no final do contrato. Essa análise é de extrema importância para que as empresas e pessoas consigam planejar financeiramente e verificar se realmente é necessário contratar o financiamento. Em posse deste conhecimento podemos escolher as melhores op- ções disponíveis no mercado financeiro para cada operação que iremos contratar; e devido à concorrência dos bancos, podemos analisar e ve- rificar qual instituição terá uma menor taxa de empréstimo e financia- mento ou qual apresentará maior valor futuro em uma aplicação. Conhecer o valor do dinheiro é um processo importante para a saúde financeira das pessoas e de liquidez para as empresas. Viu como é importante termos aprendido esses conceitos? Referências ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. 54 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . BRANCO, Anísio Costa Castelo. Matemática Financeira aplicada. São Paulo: Pioneira Thompson, 2002. BRUNI, Adriano Leal. Matemática financeira: com HP 12C e Excel. São Paulo: Atlas, 2007. GIMENES, Cristiano Marchi. Matemática Financeira com HP 12C e Excel – uma abordagem descomplicada. 2. ed. 3. reimp. São Paulo: Pearson, 2013. HAZZAN, Samuel; POMPEO, José Nicolau. Matemática financeira. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. KUHNEN, Osmar Leonardo. Matemática Financeira aplicada e análise de in- vestimentos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 55 Capítulo 4 Taxas equivalentes, nominais e efetivas Nos capítulos anteriores abordamos os conceitosfinanceiros princi- palmente quanto ao funcionamento das operações de juros simples e compostos, pois no sistema financeiro as operações estão atreladas à taxa de juros. Assaf Neto (2009) destaca que, em nosso cotidiano, para a tomada de decisões empresariais na área financeira, como uma aplicação financeira ou um financiamento, é fundamental analisar as taxas de juros para não ter prejuízos financeiros; lembrando que as taxas de juros correspondem à taxa de remuneração do capital em um determinado tempo. M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 56 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Diante disso, neste capítulo apresentaremos os conceitos e fórmu- las para a conversão desses períodos e taxas: • taxa real; • taxas proporcionais; • taxas equivalentes; • taxas efetivas. Para Assaf Neto (2009), de modo a compreender este conceito de taxas, devemos reconhecer que toda operação envolve dois prazos: • Prazo de referência → Prazo que ser refere à taxa de juros. • Prazo de capitalização → Prazo da ocorrência de juros. Vamos exemplificar: um empréstimo foi tomado com uma taxa no- minal de 14% ao ano. É necessário identificar a periocidade da ocorrên- cia dos juros, que também é condizente com o prazo de referência. É quando estabelecemos que os encargos que incidem sobre o capital ao final de cada período serão coincidentes com o que foi expresso a partir da taxa. Se uma taxa foi definida ao mês e os juros capitalizados mensal- mente, ou se foi definida ao ano e os juros são cobrados anualmente, não teremos nenhum problema com relação à forma de capitalizar; porém em inúmeras outras operações esses prazos não são coincidentes: o juro pode ser capitalizado em prazo inferior ao da taxa, sendo que nesta situação deve ser definido de que forma o prazo da taxa será rateado no período de capitalização. 1 Taxa real A inflação é o aumento generalizado dos preços na uma economia de um país, e com isso o valor do dinheiro perde o poder de compra nos períodos de alta da inflação. Diante deste contexto, uma aplicação financeira, por exemplo, possui uma determinada taxa de rentabilidade, 57Taxas equivalentes, nominais e efetivas M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. mas devido à inflação o rendimento não foi real. Temos então o concei- to da taxa real, que demonstra realmente o que proporcionou o que foi investido, descontando a inflação no período. Diante dessa definição, aplicaremos a seguinte fórmula no exemplo a seguir: .i i i 1 1 1 100 inf real nom= + + -T Y i nom é a taxa nominal i inf é a taxa de inflação IMPORTANTE A taxa nominal não leva em consideração a inflação do período. Para reforçar a definição de taxa real – como dissemos anterior- mente, com a inflação a sociedade perde o poder de compra –, os rea- justes salariais têm que ser equiparados com a inflação no período, pois nada adianta o indivíduo ter um aumento se o percentual de aumento não foi real, baseado na inflação; sendo assim, esse indivíduo não terá um aumento real de salário. IMPORTANTE Taxa de inflação é o aumento geral de preços em uma economia infla- cionada. Exemplo 1: Um certo capital foi aplicado por um ano a uma taxa de juros nomi- nais igual a 20% ao ano e no mesmo período a taxa de inflação foi de 11%. Qual é a taxa real de juros? 58 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . , , .i 1 0 11 1 0 20 1 100real = + + -T Y , , .i 1 11 1 20 1 100real = -T Y , .i 1 08108 1 100real = -Q V , %i ao m s8 11 êreal = A taxa real desta aplicação foi de 8,11% ao mês devido à inflação no período. Exemplo 2: A taxa de inflação esperada ao ano é de 6%. O Comitê de Política Monetária (Copom) fixou a taxa de juros Selic (nominal) em 10% ao ano. Qual é a taxa de juros praticada no mercado? , , .i 1 0 06 1 0 10 1 100real = + + -T Y , , .i 1 06 1 10 1 100real = -T Y i real=(1,03774-1).100 i real=3,77% ao ano A taxa real é de 3,77% ao ano. IMPORTANTE Pesquise atualmente a taxa de inflação esperada e a taxa Selic definida na última reunião do Copom para determinar a taxa real de juros no Brasil. Aplique a fórmula para determinar a taxa de juros. 59Taxas equivalentes, nominais e efetivas M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 2 Taxa proporcional A taxa proporcional está diretamente ligada ao sistema de capita- lização simples diante da sua própria natureza linear, também conhe- cida como taxa nominal ou taxa linear, que é obtida pela divisão entre a taxa de juros considerada na operação e o número de vezes em que ocorreram os juros. Do mesmo modo podemos utilizar a multiplicação quando temos uma taxa em um período menor para encontrarmos em um período maior. 2.1 Aplicando os conceitos de taxa proporcional Exemplo 1: Taxa de 24% ano em regime de juros simples. Qual é a taxa proporcional ao mês? : %Taxa Proporcional ao m s12 24 2 ê= Diante deste exemplo temos que dividir a taxa de 24% ao ano por 12 meses para encontrar a taxa proporcional de 2% ao mês. Se temos a taxa de 2% ao mês e gostaríamos de encontrar a propor- cionalidade anual, temos que fazer a operação inversa, que é multiplicar a taxa de 2% ao mês pela quantidade de meses que temos ao ano. Exemplo 2: Qual é a taxa anual proporcional a 3,00% ao semestre? Taxa proporcional: 3 . 2 = 6% ao ano. Solução: Em um ano temos 2 semestres, ou seja, cada 3,00% ao se- mestre corresponde a 6% ao ano. Exemplo 3: Calcular o montante ao final de 3 anos a partir de um capital de R$ 800,00 no regime de juros simples considerando as se- guintes taxas. 60 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . a. 5% ao ano M = C . [(1 + (i . t)] M=800 . [(1 + (0,05 . 3)] M = 800 . 1,15 = 920 Solução: O montante desta operação será de R$ 920,00. a. 1,00% ao mês: Como informamos anteriormente, a taxa de juros tem que estar na mesma base do período de tempo por se tratar de uma rela- ção linear. Neste exemplo a taxa está ao mês e o período está em anos. Se você deixar a taxa no mesmo período (ao ano), terá que multiplicar a taxa mensal pela quantidade de meses no ano, que será de 12% ao ano, ou colocar o tempo em 36 meses, que corresponde a 3 anos. M = C . [( 1 + (i . t)] Veja que na fórmula inserimos ataxa de 1% ao mês, multiplicando o período de 36 meses. M = 800 . [(1+(0,010 . 36)] M = 800 .1,36 = 1. 088 Solução: O montante desta operação será de R$ 1.088,00. Aproveite e faça o mesmo exemplo com a taxa e período anual. Veja que será o mesmo resultado apresentado. PARA PENSAR Qual é a taxa diária proporcional a 3% ao mês? 61Taxas equivalentes, nominais e efetivas M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 3 Taxa efetiva No item anterior abordamos o conceito de taxa proporcional aplica- da diretamente ao conceito de juros simples. Na operação de crédito no mercado financeiro, o contrato informa uma taxa nominal de 12% ao ano; para o cálculo das parcelas seria de 1% ao mês. Para compreender o conceito de taxa efetiva, no sistema financeiro é trabalhado o conceito de juros sobre juros, ou seja, o regime de capitalização composta, sendo que 1% de juros ao mês não é 12% ao ano, conforme destaca Gimenez (2013). A taxa efetiva é a taxa que representa o valor real do custo do em- préstimo ou rendimento de uma aplicação financeira ou investimento utilizando o regime de capitalização composta, sendo que a taxa no- minal é a taxa contratada ou informada na operação financeira. Diante disso, antes de contratar qualquer operação financeira, precisamos re- almente calcular a taxa efetiva da operação. Veremos um exemplo prá- tico para identificar a taxa efetiva. Exemplo 1: João aplica um certo capital no Banco XYZ e o investimento terá um rendimento mensal de 1% ao mês. No contrato, o Banco informou uma taxa nominal de 12% ao ano (taxa informada no contrato). Antes de re- solvermos este exemplo, seguem algumas considerações: • Todo mês é efetivado e praticado esse rendimento. • A taxa mensal, rendendo todo mês, efetivamente acontece todo mês; sendo assim, é uma taxa efetiva. • A taxa de 12% ao ano é nominal, mas a capitalização deste inves- timento é mensal, ou seja, tem rendimento todo mês. Denomina- -se taxa nominal quando a taxa é diferente da rentabilidade. Mas qual é a taxa efetiva para esta operação? 62 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Assaf Neto (2009) destaca a seguinte fórmula da taxa efetiva: Taxa efetiva (if) = ( 1+ i) q –1 Onde: I = taxa nominal do período q = representa a quantidade de períodos de capitalização dos juros Aplicando a fórmula veremos qual será a taxa efetiva anual para a operação do rendimento do João: Taxa: 1,00% ao mês → forma decimal de 1,00% → , ,100 1 00 0 010= q = 12 meses Taxa efetiva (if )=( 1+ i) q –1 (if ) = ( 1+ 0,010) 12 –1 (if ) = ( 1,0100) 12 –1 (if ) = (1,12683)–1 (if ) = 0,12683 . 100 = 12,68% ao ano. Solução: A taxa efetiva para esta operação é de 12,68% ao ano, com juros de 1% ao mês efetivamente, com uma taxa nominal em contrato de 12% ao ano. Exemplo 2: A instituição XYZ está cobrando em uma operação de empréstimo uma taxa nominal de 20% ao ano. Calcular a taxa efetiva anual admitin- do o período de capitalização mensal. 63Taxas equivalentes, nominais e efetivas M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Período de capitalização mensal Primeiramente dividir a taxa nominal pela quantidade de meses utili- zando a fórmula da taxa efetiva. Taxa: 20% ao ano → forma decimal de 20,00% → ,100 20 0 20= q = 12 meses Taxa efetiva (if ) = (1 + i) q – 1 ( , )Taxa efetiva i 1 12 0 20 1f 12= + -Q V (if ) = ( 1 + 0,02) 12–1 (if ) = (1,02) 12–1 (if ) = 1,22 – 1 = 0,22 . 100 = 21,94% ao ano. Solução: A taxa efetiva desta operação é de 21,94% ao ano. No exemplo acima, calculamos a taxa efetiva da operação, admitin- do o período de capitalização dos juros mensalmente. Em outras operações podem ocorrer outros períodos para a capitali- zação de juros. Se a capitalização for por exemplo trimestral (q), temos que dividir a taxa nominal (i) por 4 devido à quantidade de trimestres que temos em um ano e assim sucessivamente para cada período que desejarmos encontrar. ( )Taxa efetiva i q i1 1f q= + -Q V NA PRÁTICA Calcule a taxa efetiva do exemplo acima admitindo o período de capita- lização de juros seja semestral. 64 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 4 Taxas equivalentes No capítulo 3 apresentamos a fórmula do montante no regime de capitalização composta M = C . (1 + i)t, em que expressamos o prazo de acordo com a unidade de tempo da taxa. Conforme destacam Hazan e Pompeo (2014), dizemos que duas ta- xas são equivalentes a juros compostos quando aplicadas em um mes- mo capital, durante um mesmo prazo e produzem montantes iguais. IMPORTANTE No regime de capitalização composta o prazo tem que estar na mesma unidade de tempo da taxa e a taxa de acordo com a unidade utilizada para o tempo. A taxa equivalente cresce exponencialmente em relação ao tempo no regime de juros compostos. Para Gimenez (2013), no sistema financeiro, quando um banco co- bra uma taxa ao mês do cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito, ele deverá informar a taxa anual. Se a taxa de juros do cheque especial é de 12% ao mês, qual é a taxa equivalente ao ano? Se os juros no sistema financeiro fossem no regime de capitalização simples ou linear, seria a taxa de 12% vezes 12 meses, que é igual a 144%. Porém, sabemos que no sistema financeiro é utili- zado o regime de capitalização composta, e, com isso, o banco deverá informar que a taxa anual do cheque especial é de 289,60%; logo, 12% ao mês equivalem a 289,60% ao ano pelo regime de juros compostos. NA PRÁTICA O site do Banco Central do Brasil possui as taxas de juros e suas res- pectivas modalidades de crédito praticadas pelos bancos. 65Taxas equivalentes, nominais e efetivas M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Conforme destaca Gimenez (2013), as taxas podem ser equivalen- tes de um período menor para o maior, como no exemplo anterior, ou de um período maior para o menor. Fórmula do período menor para o maior Deve ser usada toda vez que for solicitada a equivalência de taxa de um período menor para um período maior, como por exemplo a taxa em dia para uma taxa em mês, uma taxa em semestre para uma taxa em ano e assim sucessivamente. i maior = [(1 + imenor ) t –1] . 100 Fórmula do período maior para o menor Deve ser usada toda vez que for solicitada a equivalência de taxa de um período maior para um período menor, como por exemplo a taxa em mês para uma taxa em dia, uma taxa ao ano para uma taxa ao mês e assim sucessivamente. .i i1 1 100menor maior t 1 = + -Q V" % Voltando ao exemplo inicial, o banco está cobrando uma taxa de 12% ao mês no cheque especial. Vamos calcular a taxa anual equivalente cobrada pelo banco paraeste contrato. A taxa está ao mês (período menor): 12% ao mês e desejo encontrar a taxa equivalente ao ano (período maior). imaior= [(1+ imenor ) t–1] . 100 Coletando as informações: Taxa: 12% ao mês → forma decimal de 12% → ,100 12 0 12= → repre- senta o imenor t: Quantos meses temos em um ano: 12, portanto t é igual a 12 imaior = [(1+ 0,12 ) 12–1] . 100 66 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . imaior = [(1,12 ) 12–1] . 100 imaior= (3,90–1) . 100 imaior= (2,90) . 100 imaior= 289,60% ao ano. Solução: A taxa anual equivalente cobrada pelo banco para este con- trato é de 289,60% ao ano. PARA PENSAR Utilizando a fórmula do período maior para o menor, encontre a taxa mensal do contrato do exemplo acima. Na taxa equivalente, considerar um ano com: 360 dias 48 semanas 24 quinzenas 12 meses 6 bimestres 4 trimestres Exemplo 2: Calcule a taxa de juros anuais equivalentes a 6% ao bimestre. A taxa está ao bimestre (período menor): 6% ao bimestre, e desejo encontrar a taxa equivalente ao ano (período maior). imaior = [(1+ imenor ) t –1] . 100 Coletando as informações: 67Taxas equivalentes, nominais e efetivas M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 6Taxa: 6% ao bimestre → forma decimal de 6% → = 0,06 → re-100 presenta o imenor t: Quantos bimestres temos em um ano: 6; portanto t é igual a 6. i = [(1+ 0,06 )6maior –1] .100 imaior= [(1,06 ) 6–1] .100 imaior= (1,42–1) .100 imaior= (0,42) .100 imaior= 41,85% ao ano. Solução: A taxa de juros anuais equivalentes a 6% ao bimestre cor- responde a 41,85% ao ano. PARA PENSAR A financeira Sai do Sufoco cobra juros diários de 0,40%. Qual é a taxa anual praticada por essa empresa? Uma certa aplicação de R$ 18.000,00 tem uma taxa de juros de 0,09% ao dia. Qual será o montante ao final de 11 meses? Exemplo 3: Determinar a taxa trimestral equivalente a taxa de 40% ao ano. A taxa está ao ano (período maior): 40% ao ano; e desejo encontrar a taxa equivalente ao trimestre (período menor). .i i1 1 100menor maior t 1 = + -Q V" % Coletando as informações: Taxa: 40% ao ano → forma decimal de 40% → ,100 40 0 40= → repre- senta o imaior 68 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . t: Quantos trimestres temos em um ano: 4; portanto t é igual a 4 i 1 4menor = "Q1 + 0,40V - 1%.100 imenor = "Q1,40V 1 4 - 1%.100 imenor= (1,09–1) .100 imenor= (0,09).100 imenor= 8,78% ao trimestre Solução: A taxa trimestral equivalente a taxa de 40% ao ano corres- ponde a 8,78% ao trimestre. Exemplo 4: Determinar a taxa mensal equivalente a taxa de 180% ao ano A taxa está ao ano (período maior): 180% ao ano; e desejo encontrar a taxa equivalente ao mês (período menor). .i i1 1 100menor maior t 1 = + -Q V" % Coletando as informações: Taxa: 180% ao ano → forma decimal de 180% → ,100 180 1 80= → re- presenta o imaior t: Quantos meses temos em um ano: 12; portanto t é igual a 12 , .i 1 1 80 1 100menor 12 1 = + -Q V" % , .i 2 80 1 100menor 12 1 = -Q V" % imenor= (1,09–1) .100 imenor= (0,09).100 imenor= 8,96% ao mês 69Taxas equivalentes, nominais e efetivas M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Solução: A taxa mensal equivalente a taxa de 180% ao ano corres- ponde a 8,96% ao mês. PARA PENSAR Uma certa aplicação de R$ 5.000,00 tem uma taxa de juros de 23% ao ano. Qual será o montante ao final de 24 meses? Considerações finais Neste capítulo aprendemos a diferença de uma taxa nominal para efetiva, a equivalência de taxas no regime de juros compostos e a deter- minar a taxa real em períodos inflacionários. Para o gestor financeiro é importante saber lidar e identificar os juros praticados no mercado, aplicando fórmulas e conversão de taxas de maneira correta para a melhor decisão nos seguintes cenários: • Na escolha de um melhor investimento que traga um rendimen- to satisfatório para a realização de planos futuros, ou seja, uma taxa atrativa dentro do prazo estipulado para retorno e ganho financeiro. • Na escolha da fonte de empréstimo ou financiamento mais em conta e de atrativos para recuperar a saúde financeira da empre- sa. Neste cenário é viável negociar taxas menores para uma recu- peração financeira mais rápida; porém, optar por operações com taxas elevadas de juros não é viável, pois pode ocorrer inadim- plência devido aos juros cobrados neste contrato. Portanto, no mercado financeiro é importante analisar o melhor e mais adequado investimento ou financiamento para a empresa; daí vem a importância de se comparar a taxa de juros entre os bancos. 70 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Referências ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. BRANCO, Anísio Costa Castelo. Matemática Financeira aplicada. São Paulo: Pioneira Thompson, 2002. BRUNI, Adriano Leal. Matemática financeira: com HP 12C e Excel. São Paulo: Atlas, 2007. GIMENES, Cristiano Marchi. Matemática Financeira com HP 12C e Excel – uma abordagem descomplicada. 2. ed. 3. reimp. São Paulo: Pearson, 2013. HAZZAN, Samuel; POMPEO, José Nicolau. Matemática financeira. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. KUHNEN, Osmar Leonardo. Matemática Financeira aplicada e análise de in- vestimentos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 71 Capítulo 5 Tipos de desconto Uma das atividades do gestor financeiro é a administração do capi- tal de giro cotidianamente para a tomada de decisão do seu caixa. Ela envolve um planejamento das operações financeiras de entrada e saída de recursos na empresa. A administração financeira controla a entrada e saída de recursos. As entradas são oriundas de vendas, recebimentos de produtos vendi- dos e prestação de serviços, e as saídas são de pagamentos e obriga- ções que a empresa possui, como pagamento de fornecedores, tributos etc. Diante desse cenário, algumas entradas recebidas pela empresa serão a prazo. M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 72 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ãoe o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 1 Tipos de desconto Em nosso cotidiano, sabemos que o desconto é um abatimento dado a um valor seguindo algumas condições no momento da compra. Por exemplo: um certo estabelecimento oferece desconto caso o paga- mento seja a vista ou se comprarmos uma certa quantidade de produ- tos. Nas empresas, as operações de desconto, caso haja necessidade de capital, poderão ser feitas no banco, operacionalizando o desconto de uma duplicata, nota promissória etc. Vamos ver um exemplo. A empresa SBM atua no segmento de informática e oferece ao mer- cado seus portfólios de produtos de sistemas integrados de gestão, consultoria empresarial e venda de hardware. O administrador financei- ro percebeu que precisa angariar recursos para o fechamento do mês. Como a empresa vende produtos a prazo, são emitidas duplicatas, no- tas promissórias e operações utilizando maquininhas de débito e crédi- to. Nas operações com emissão de duplicatas e notas promissórias, a empresa tem o direito de receber do comprador do produto o valor da transação na data acordada no documento, como por exemplo daqui a 30, 60, 90 dias ou mais após a data da compra. Mas se a empresa ne- cessita de capital de giro neste momento, o que ela precisa fazer para antecipar essas operações? No mercado financeiro, essa operação de antecipação é atrelada a uma taxa de juros de desconto intermedia- da pelos bancos e financeiras, denominada operação de desconto. No caso do nosso exemplo da empresa SBM, o administrador financeiro foi até o Banco XYS e apresentou operações a receber com o vencimento para 90 dias no valor de R$ 90.000,00 e o gerente do banco ofereceu a proposta de adiantar R$ 84.000,00; sendo assim, a empresa SBM passa o direito destas operações ao banco e o desconto desta operação foi de R$ 6.000,00, ou seja, pagando-se juros por esse adiantamento. 73Tipos de desconto M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. IMPORTANTE Antecipação de recebíveis: quando a empresa tem um dinheiro para receber no futuro e precisa dele no presente. Conforme destacam Bruni e Famá (2007, p. 122-123), os descontos podem ser classificados seguindo os regimes de capitalização simples e composta. • Desconto racional (desconto “por dentro”, em que a taxa de juros incide sobre o valor presente). • Desconto comercial (desconto “por fora”, em que a taxa de juros incide sobre o valor futuro). Antes de iniciarmos este aprendizado, vamos apresentar algumas ter- minologias para facilitar o entendimento das fórmulas de desconto. Tabela 1 – Terminologias utilizadas nas operações de desconto SIGLA NOME DEFINIÇÃO D Desconto Valor do desconto efetuado pela antecipação do pagamento N Valor nominal Valor do título na data de vencimento, ou seja, o valor futuro ou valor de resgate A Valor atual Valor líquido com o desconto t Tempo Prazo do título da operação até a data de vencimento i Taxa de desconto Taxa de juros da operação devido à ocorrência de juros PARA PENSAR Para os conceitos de juros simples e compostos, siga as instruções desenvolvidas no capítulo 3. 74 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Valor presente (PV) = Valor líquido (Valor atual). Valor futuro (VF) = Valor nominal. a. Desconto racional simples O desconto racional é o cálculo dos juros simples sobre o valor pre- sente, ou seja, os juros incidem sobre o valor aplicado inicialmente. Fórmulas de desconto racional simples: . . .D i t N i t 1 = +Q V • Desconto = Valor nominal subtraindo o valor atual D = N – A • Desconto é igual ao produto entre o valor atual, a taxa de des- conto e o período D = A . i . t • Valor atual = Divisão do valor nominal pela taxa de desconto e o tempo . A i t N 1 = +Q V • Valor nominal = Valor atual é o produto pela taxa de desconto e o tempo N = A.(1 + i.t) Após apresentadas as fórmulas, vamos aplicar o aprendizado em um exemplo de desconto racional simples. 75Tipos de desconto M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Exemplo 1: A empresa de artigos esportivos Longa Vida recebeu uma promissória do seu fornecedor para daqui a 3 meses no valor de R$ 5.000,00 como pagamento. A empresa necessita imediatamente do dinheiro para suprir suas obrigações de curto prazo. O administrador financeiro contatou o gerente do banco para efetuar uma operação de desconto desta promis- sória. A taxa mensal de desconto é de 4,00% ao mês. Qual é o valor do desconto desta operação utilizando o desconto simples racional? Vamos coletar as informações do exemplo: Valor nominal = 5.000 Prazo = 3 meses Taxa de desconto = 4,00% ao mês Aplicando a fórmula direta do desconto: N . i . tD = Q1 + i . tV 5.000 . 0,04 .3D = Q1 + 0,04 .3V 600D = = 535,71Q1,12V Resposta: O valor do desconto é de R$ 535,71. Utilizando o mesmo exemplo, aplicaremos a fórmula do valor atual e depois a fórmula do desconto. . A i t N 1 = +Q V , .A 1 0 04 3 5000= +Q V ,A 1 12 5000= Q V 76 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . A = 4.464,29 Resposta: O valor atual da operação é de R$ 4.464,29. Valor do desconto: D = N – A D = 5000 – 4.464,29 = 535,71 Resposta: O valor do desconto é de R$ 535,71. b. Desconto comercial simples Conforme destacam Assaf Neto (2009) e Gimenes (2013), o descon- to comercial simples, também conhecido como desconto bancário, é o desconto calculado em relação ao valor nominal (valor futuro) do título. É equivalente ao juro simples produzido pelo valor nominal no período correspondente, ou seja, a taxa de desconto incide sempre sobre o montante (valor nominal); e se quer determinar o valor atual na data de resgate. Fórmulas de desconto comercial simples: • Desconto = Valor nominal subtraindo o valor atual D = N – A • Desconto é igual ao produto entre o valor nominal, a taxa de desconto e o período D = N .i .t • Valor atual = Valor nominal é o produto pela taxa de desconto e o tempo A = N. (1 – i .t) 77Tipos de desconto M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Valor nominal = Divisão do valor atual pela taxa de desconto e o tempo . N i t A 1 = +Q V Após apresentadas as fórmulas, vamos aplicar o aprendizado em um exemplo de desconto comercial simples. Exemplo 1: João tem um título de R$ 400,00 com vencimento para daqui a 3 meses. Foi antecipado com uma taxa de desconto simples comercial de 4% a.m. Calcule o valor do desconto e o valor atual deste título. Coletando as informações do exemplo: Valor nominal: 400 Taxa: 4% a.m Prazo: 3 meses D = N .i .t D =400 .0,04 .3 D = 48,00 O valor de desconto será de R$ 48,00. O valor atual é a subtração do valor nominal com o desconto. Portanto, o valor atual é de R$ R$ 352,00. NA PRÁTICA Utilizando o exemplo acima, aplique a fórmula na qual você encontrará o valor atual de forma direta. 78 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . c. Desconto racional composto Para Assaf Neto (2009), no desconto racional composto podemos seguir as relações do regime de juros compostos nas quais conside- ramos o valor atual A como o capital inicial (valor presente) e o valor nominal N como o montante (valor futuro). Fórmulas de desconto racional composto: • Desconto = Valor nominal subtraindo o valor atual D = N – A • Valor atual = Divisão do valor nominal pela taxa de desconto elevado ao tempo )A i N 1 t= +Q • Valor nominal = Valor atual é o produto pela taxa de desconto elevado ao tempo N = A.(1 + i)t Após apresentadas as fórmulas, vamos aplicar o aprendizado em um exemplo de desconto racional composto. Calcule o valor do desconto racional composto de um título cujo va- lor nominal é de R$ 10.000,00 e o prazo de vencimento é de 8 meses com uma taxa de desconto de 7% ao mês. Coletando as informações deste exemplo: Valor nominal: R$ 10.000 Prazo: 8 meses Taxa: 7% ao mês 79Tipos de desconto M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. NA = Q1 + i) t Nas calculadoras científicas ou na própria HP12C, temos a tecla de potência yx. 10.000A = Q1 + 0,07)8 10.000A = Q1,07)8 10.000A = 1,72 10.000A = 1,72 A = 5.813,95 O valor atual desta operação é de R$ 5.813,95. Para calcular o valor do desconto, basta subtrair o valor nominal pelo valor atual. D = N – A D = 10.000 – 5.813,95 D = 4.186,05 O valor do desconto será de R$ 4.186,05. d. Desconto comercial composto O desconto comercial composto é também conhecido como des- conto bancário composto e segue a base da capitalização composta, na qual a taxa de desconto incide sobre o valor nominal (valor futuro). Fórmulas de desconto comercial composto • Desconto = Valor nominal subtraindo o valor atual D = N – A 80 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . • Valor atual = Valor nominal é o produto pela taxa de desconto elevado pelo tempo A = N.(1 – i )t • Valor nominal = Divisão do valor atual pela taxa de desconto e o tempo )N i A 1 t= +Q Após apresentadas as fórmulas, vamos aplicar o aprendizado em um exemplo de desconto comercial composto. Exemplo 1: João tem um título de R$ 400,00 com vencimento para daqui a 3 meses. Foi antecipado com uma taxa de desconto comercial composto de 4% a.m. Calcule o valor do desconto e o valor atual deste título. Coletando as informações do exemplo: Valor nominal: 400 Taxa: 4% a.m Prazo: 3 meses A = N.(1 – i )t A = 400.(1 – 0,04 )3 A = 400.(1 – 0,04 )3 A = 400.(0,96 )3 A = 400.(0,88)3 A = 353,89 81Tipos de desconto M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Para calcularmos o valor do desconto, basta subtrair o valor nominal do valor atual D = N – A D = 400 – 353,89 D = 46,11 O valor do desconto desta operação será de R$ 46,11. Considerações finais Neste capítulo apresentamos as fórmulas e as características que envolvem as operações de desconto no mercado. Como vimos no decorrer do capítulo, as operações de desconto são bem comuns no mercado financeiro para que as empresas antecipem seus títulos a receber do futuro e consigam ajustar suas necessidades no fluxo de caixa no presente. Os títulos de crédito existentes no mercado, como notas promissó- rias, duplicatas, letras de câmbio etc. são títulos a vencer e possuem um valor nominal com a data de vencimento para resgate; e com as operações de desconto representam a antecipação do recebimento ou pagamento de valores futuros, com um custo (taxa) para antecipar este valor, que será recebido no futuro. Referências ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. BRANCO, Anísio Costa Castelo. Matemática Financeira aplicada. São Paulo: Pioneira Thompson, 2002. 82 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . BRUNI, Adriano Leal. Matemática financeira: com HP 12C e Excel. São Paulo: Atlas, 2007. GIMENES, Cristiano Marchi. Matemática Financeira com HP 12C e Excel – uma abordagem descomplicada. 2. ed. 3. reimp. São Paulo: Pearson, 2013. HAZZAN, Samuel; POMPEO, José Nicolau. Matemática financeira. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 83 Capítulo 6 Séries de pagamentos As empresas com um bom planejamento financeiro e com o objetivo de maximizar o volume de recebíveis, ofertando produtos e serviços no mercado para atrair clientes, oferecem promoções e facilidades para o parcelamento de compras a prazo. Conforme destaca Gitman (2010, p. 105), sobre a importância do pla- nejamento financeiro, ele “é um aspecto importante das operações das empresas porque fornece um mapa para a orientação, a coordenação e o controle dos passos que a empresa dará para atingir seus objetivos”. M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 84 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Neste capítulo estudaremos as séries de pagamentos e os sistemas de amortização SAC e Price. Podemos definir como série de pagamentos as operações financei- ras de investimentos ou dívidas por um determinado período de tempo, com uma taxa de juros em uma série de pagamentos iguais e em inter- valos de tempo constantes. O sistema de amortização, conforme destaca Samanez (2010), é uma operação de financiamento ou empréstimo através de parcelas que são pagas gradualmente, em que no final do prazo da operação o contrato será liquidado. Neste capítulo iremos utilizar conceitos desenvolvidos anteriormente, como o valor presente, valor futuro e as taxas em regime de capitaliza- ção composta. 1 Séries uniformes de pagamentos No sistemafinanceiro temos o processo de intermediação financei- ra, que consiste em os bancos oferecerem ao mercado (para as pesso- as físicas e jurídicas) operações de crédito, financiamentos e aplicações baseados em uma taxa de juros com prazo da operação e parcelas. As séries de pagamento determinam o valor da parcela das operações contratadas, em uma contratação de um empréstimo ou investimento; ou seja, as parcelas são aportes de acordo com o prazo da operação contratado. Essas séries são divididas em antecipadas, postecipadas e diferidas, nas quais quem está oferecendo a operação financeira apre- senta cada modalidade para quem está contratando, de forma que sejam analisadas a melhor opção de pagamento, taxa e prazo. Utilizaremos os conceitos apresentados no capítulo de regime de capitalização composta: Capital (valor presente – VP), Montante (valor futuro – VF), Tempo (prazo – n) e taxa (i). 85Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Tabela 1 – Resumo das definições de conceitos – Regime de capitalização composta CONCEITO REPRESENTAÇÃO NO LIVRO DEFINIÇÃO Capital C ou (VP) Valor presente − Valor inicial de uma operação. Taxa de juros i Taxa de juros que poderá ser diária, semanal, quinzenal, mensal, semestral, anual, entre outras. (i) vem do inglês “interest”, que significa juro. Tempo t ou (n) Número de períodos da operação. Não esqueça que o tempo tem que estar em acordo com a taxa de juros e vice-versa. Montante M ou (VF) Valor futuro − Valor final, valor do resgate ou saldo futuro de uma operação. Figura 1 – Diagrama do fluxo de caixa I (taxa de juros envolvida na operação) M – (VF, valor nominal, montante) PMT – (Prestações, pagamentos ou depósitos mensais) C – (VP, Valor atual, valor à vista, capital) 0 1 2 3 4 5 6 t (N, prazo) Fonte: adaptado de Wernke (2008). NA PRÁTICA Utilizaremos o termo PMT (do inglês “payment”), que é representado na calculadora HP12C para calcular o valor das parcelas 86 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . • Série uniforme antecipada (com entrada) A série uniforme antecipada, como o próprio nome diz, tem o primeiro pagamento ou recebimento do aporte (parcela) feito no início do período, conhecido no mercado como valor de entrada. As demais parcelas te- rão o mesmo valor durante o período da operação, conforme destaca Gimenez (2013). IMPORTANTE Na série uniforme antecipada, a primeira parcela será paga no ato da contratação da operação. Fórmulas: Conforme destaca Gimenez (2013), são essas as fórmulas da série antecipada: • Cálculo do valor das parcelas: para calcular o valor da parcela (PMT) com entrada. PMT i i1 1n 1 . . ( )VP i i1 n = + - -+ + Q V # & • Cálculo do valor presente: para calcular o valor presente. . . VP PMT i i i i 1 1 1 n n 1 = + + - -+Q Q V V# & • Cálculo do valor futuro: para calcular o valor futuro (montante). .FV PMT i i i1 1n 1= + - -+Q V# & Vamos aplicar um exemplo prático para o calcular o valor da parcela da série antecipada. 87Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Sarah decide comprar um videogame ao seu filho no valor de R$ 4.000,00 em 8 parcelas (1 entrada + 7 parcelas) e a loja está cobran- do uma taxa de 4% ao mês. Determine o valor de cada parcela. PMT i i1 1 n n 1 . .V P i i1 = + - - + + R Q W V R T SSSSSSSSS V X WWWWWWWWW Vamos coletar as informações do exemplo: Capital (VP) = 4000 Prazo (n) = 8 (1 + 7) → operação antecipada Taxa (i) = 4% , PMT 1 0 04 8 1 8, ,. .4000 0 04 1 0 04= + + + R Q W R T SSSSSSSSSS VWWWWWV X WWWWW– 1 – 0,04 , , , ,. .PMT 1 423311812 1 0 04 4000 0 04 1 368569050= – –# & , ,PMT 0 383311812 218 9710480= # & PMT = 571,26 O valor de cada parcela que Sarah pagará é de R$ 571,26. IMPORTANTE Ao utilizar a fórmula matemática para que o valor da resposta seja igual ao da calculadora HP12C, utilize acima de 6 casas para que o arredon- damento seja igual ao resultado da calculadora. • Uso da HP12C na série uniforme antecipada Para calcular o valor da série antecipada utilizando a HP12C, temos que acionar a tecla BEGIN devido ao valor de entrada. 88 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Utilizaremos o mesmo exemplo para calcular o valor da parcela: 1. Pressionar as teclas F e CLX para limpar os registros. 2. Pressionar a tecla G e a tecla 7 para acionar a função BEGIN. Veja no visor se apareceu a função BEGIN. 3. Insira o valor presente de 4000 PV. 4. Insira o prazo 8 N. 5. Insira a taxa 4 i . 6. Por fim pressionar a tecla PMT; será exibido o valor negativo de −571,26 devido a ser uma saída (pagamento). Para desativar a função BEGIN, pressionar a tecla G e a tecla 8. As funções financeiras da HP12C são bem mais práticas para a re- solução das situações apresentadas. Caso queira calcular o VP ou valor futuro da série antecipada, utilize os recursos abordados. NA PRÁTICA Sarah decide comprar um videogame ao seu filho em 8 parcelas (1 en- trada + 7 parcelas) de R$ 571,26 e a loja está cobrando uma taxa de 4% ao mês. Determine o valor que será financiado. Utilize a HP12C ou a fórmula matemática. • Série uniforme postecipada (sem entrada) Na série uniforme postecipada, o primeiro pagamento ou recebi- mento do aporte (parcela) é feito no final do período conforme destaca Gimenez (2013). Fórmulas: Gimenez (2013) apresenta as fórmulas da série postecipada: 89Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Cálculo do valor das parcelas: para calcular o valor da parcela (PMT) sem entrada. .PMT VP i1 1n n .i i1 = + - + Q Q V V# & • Cálculo do valor presente: para calcular o valor presente. . . VP PMT i i i 1 1 1 n 1 = + + -Q Q V V# & • Cálculo do valor futuro: para calcular o valor futuro (montante). .FV PMT i i1 1n= + -Q V# & Vamos aplicar um exemplo prático para o cálculo do valor da parcela da série postecipada. Sarah decide comprar um videogame ao seu filho no valor de R$ 4.000,00 em 8 parcelas sem entrada e a loja está cobrando uma taxa de 4% ao mês. Determine o valor de cada parcela. .PMT VP i1 1n n.i i1 = + - + Q Q V V# & Vamos coletar as informações do exemplo: Capital (VP) = 4000 Prazo (n) = 8 → sem entrada Taxa (i) = 4% ,.PMT 4000 1 0 04 18 8, ,.0 04 1 0 04= + - + Q Q V V# & ,. .PMT 4000 0 04= # &1,3685690501,368569050 – 1 , ,.PMT 4000 0 368569050 0 054742762= # & 90 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d aRe de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .PMT = 4000 . 0,148527832 PMT = 594,11 O valor de cada parcela que Sarah irá pagar é de R$ 594,11. • Uso da HP12C na série uniforme postecipada Utilizaremos o mesmo exemplo para calcular o valor da parcela: 1. Pressionar as teclas F e CLX para limpar os registros. 2. Insira o valor presente de 4000 PV. 3. Insira o prazo 8 N. 4. Insira a taxa 4 i . 5. Por fim pressionar a tecla PMT; será exibido o valor negativo de −594,11 devido a ser uma saída (pagamento). IMPORTANTE Na série postecipada desative a função BEGIN na HP12C. As funções financeiras da HP12C são bem mais práticas para a re- solução das situações apresentadas. Caso queira calcular o VP ou valor futuro da série postecipada, utilize os recursos abordados. PARA PENSAR Qual o melhor plano para Sarah adquirir o videogame: utilizar a série antecipada ou postecipada? 91Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 2 Sistemas de amortização Conforme mencionamos no início deste capítulo, no sistema finan- ceiro temos diversas operações que podemos captar através de tercei- ros, como empréstimos que você poderá escolher onde utilizar o recur- so e o financiamento, que tem uma garantia atrelada a um bem, como um financiamento imobiliário ou um veículo. O termo amortização é a redução da dívida ao longo do tempo do financiamento contratado. NA PRÁTICA Em um financiamento, caso o contratante não pagar as parcelas, o bem é retirado; por isso que o financiamento o bem é a garantia do paga- mento das parcelas mensais. • Sistema de amortização constante (SAC) No sistema de amortização constante (SAC), a parcela da operação do financiamento é decrescente. A prestação contém amortização, que é a devolução do capital emprestado ao banco mais os juros da opera- ção, conforme destaca Samanez (2010). Em uma operação de financiamento ou empréstimo. temos os se- guintes termos. 92 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Tabela 1 – Termos no sistema de amortização constante (SAC) TERMO Saldo devedor SIGLA SD CONCEITOS Decrescente Amortização A O valor da amortização é igual para todos os períodos do financiamento ou empréstimo contratado Juros Parcela J PMT Os juros são cobrados sobre o saldo devedor, ou seja, é decrescente É o valor da amortização mais os juros Fonte: adaptado de Assaf Neto (2009). Exemplo do sistema de amortização SAC: A empresa YTU do segmento de vendas contratou um financiamen- to de um veículo no valor de R$ 10.000, com uma taxa de 3% ao mês, efetuado no Banco ABCD, que deve ser pago em 5 parcelas. O sistema de amortização utilizado na operação foi o SAC. Elaborar uma planilha da operação. Vamos aplicar as fórmulas no exemplo: • Cálculo da amortização: amortização é igual ao saldo devedor inicial dividido pelo período contratado no financiamento. A n SD= .A 5 10 000= A = 2000 • Cálculo dos juros: juros é igual ao saldo devedor multiplicando a taxa de juros. J = SD . i J = 10.000 . 0,03 J = 300 93Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Cálculo do valor da primeira parcela: O valor da parcela é igual a amortização + juros. No sistema de amortização SAC as parcelas são decrescentes. PMT = A + J PMT = 2000 + 300 As parcelas do sistema SAC diminuem conforme uma progressão aritmética de forma constante (ASSAF NETO, 2009). PERÍODO SALDO DEVEDOR AMORTIZAÇÃO JUROS PARCELA (n) (meses) (SD) = SDAnterior − A (A) = SD/N J = SD . i i = 3% PMT = A + J 0 R$ 10.000,00 0 0 0 1 R$ 8.000,00 R$ 2.000,00 R$ 1.000,00 R$ 3.000,00 2 R$ 6.000,00 R$ 2.000,00 R$ 240,00 R$ 2.240,00 3 R$ 4.000,00 R$ 2.000,00 R$ 180,00 R$ 2.180,00 4 R$ 2.000,00 R$ 2.000,00 R$ 120,00 R$ 2.120,00 5 R$ 0,00 R$ 2.000,00 R$ 60,00 R$ 2.060,00 TOTAL R$ 10.000,00 R$ 1.600,00 R$ 11.600,00 Valor de juros pagos: R$ 1.600,00. Exemplo 2: Foi feito um financiamento de R$ 30.000,00 pelo regime de amortização SAC em 50 parcelas mensais com uma taxa de 2% ao mês. Calcular a amortização, juros, prestação e saldo devedor do 35º mês. • Amortização: .A 50 30 000 600= = 94 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . • Saldo devedor no 34º mês SD 34º mês = SD inicial – (n) . A SD 34º mês = 30.000 – (34) . 600 = 9.600 • Juros no 35º mês: J = SD .i J = 9600 . 0,02 = 192 • Prestação no 35º mês: PMT = A + J PMT = 600 + 192 = 792 • Saldo devedor no 35º mês SD 35º mês = SD inicial – (n) . A SD 34º mês = 30.000 – (35). 600 = 9.000 IMPORTANTE Para Gitman (2010, p. 175), o termo amortização de empréstimos se refere à “determinação de pagamentos iguais e periódicos de empréstimos. Es- ses pagamentos fornecem ao credor uma determinada taxa de retorno e a quitação do principal do empréstimo ao longo de um dado período”. • Sistema de amortização Price Para Hazzan e Pompeo (2014, p. 219), “a característica do sistema de amortização francês (Price) é que as prestações são iguais e periódi- cas a partir do instante em que começam a ser pagas”. Conforme destaca Assaf Neto (2019, p. 213) sobre o modelo Price, “os juros, por incidirem sobre o saldo devedor, são decrescentes, e as parcelas de amortização assumem valores crescentes”. 95Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Fórmulas do sistema de amortização Price: • Cálculo do valor da parcela: utilizar a fórmula da série de paga- mento postecipada. i . Q1 + iVn PMT = VP .# Q1 + iVn & - 1 • Cálculo dos juros: juros é igual ao saldo devedor multiplicando a taxa de juros. J = SD . i • Cálculo da amortização: amortização é igual ao valor da parcela subtraindo o valor dos juros. A = PMT – J • Cálculo do saldo devedor: corresponde ao saldo devedor sub- traindo a amortização. SDn = SDn–1 – A Exemplo do sistema de amortização Price: A empresa Mazi do ramo de vendas online contratou um financia- mento de uma sala comercial no valor de R$ 80.000, com uma taxa de 4% ao mês, efetuado no Banco ABCD, que deve ser pago em 5 parcelas. O sistema de amortização utilizado na operação foi o Price. Vamos aplicar as fórmulas no exemplo e elaborar a planilha deste financiamento. Utilizando o sistema Price, para a montagem da planilha primeira- mente temos que calcular o valor da parcela utilizando a fórmula poste- cipada. O valor de cada parcela é a amortização mais os juros. 96 Administração financeira: fundamentose conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . PERÍODO SALDO DEVEDOR AMORTIZAÇÃO JUROS PARCELA (n) (meses) (SD) = SDAnterior − A (A) = PMT − J J = SD . i i = % PMT = A + J 0 R$ 80.000,00 0 0 0 1. Cálculo do valor da parcela: . ,.PMT 80 000 1 0 04 15= + -Q V # &0,4 . (1 + 0,04) 5 . , ,.PMT 80 000 0 21665290 0 04866612= # & PMT = 17.970,17 Calculado o valor da parcela, o próximo passo é calcular os juros da operação, com base do saldo devedor inicial. 2. Cálculo dos juros: J = SD . i J = 80.000 . 0,04 J = 3.200 PERÍODO SALDO DEVEDOR AMORTIZAÇÃO JUROS PARCELA (n) (meses) (SD) = SDAnterior − A (A) = PMT − J J = SD . i i = 4% PMT = A + J 0 R$ 80.000,00 0 0 0 1 R$ 3.200,00 R$ 17.970,17 Calculado o valor dos juros, o próximo passo é calcular amortização. 3. Cálculo da amortização: é o valor da parcela subtraindo o valor de juros. 97Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. A = PMT – J A = 17.970,17 – 3.200 A = 14.770,17 PERÍODO SALDO DEVEDOR AMORTIZAÇÃO JUROS PARCELA (n) (meses) (SD) = SDAnterior − A (A) = PMT − J J = SD . i i = 4% PMT = A + J 0 R$ 80.000,00 0 0 0 1 R$ 14.770,17 R$ 3.200,00 R$ 17.970,17 Calculado o valor da amortização, o próximo passo é calcular o sal- do devedor do primeiro período. 4. Cálculo do saldo devedor: SDn = SDn–1 – An SD1 = SDO – A1 SD1 = 80.000 – 14.770,17 SD1 = 65.229,83 PERÍODO SALDO DEVEDOR AMORTIZAÇÃO JUROS PARCELA (n) (meses) (SD) = SDAnterior − A (A) = PMT − J J = SD . i i = 4% PMT = A + J 0 R$ 80.000,00 0 0 0 1 R$ 65.229,83 R$ 14.770,17 R$ 3.200,00 R$ 17.970,17 98 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Repita os passos para cada período. PERÍODO SALDO DEVEDOR AMORTIZAÇÃO JUROS PARCELA (n) (meses) (SD) = SDAnterior − A (A) = PMT − J J = SD . i i = 4% PMT = A + J 0 R$ 80.000,00 0 0 0 1 R$ 65.229,83 R$ 14.770,17 R$ 3.200,00 R$ 17.970,17 2 R$ 49.868,85 R$ 15.360,98 R$ 2.609,19 R$ 17.970,17 3 R$ 33.893,44 R$ 15.975,42 R$ 1.994,75 R$ 17.970,17 4 R$ 17.279,00 R$ 16.614,43 R$ 1.355,74 R$ 17.970,17 5 0,00 R$ 17.279,01 R$ 691,16 R$ 17.970,17 TOTAL R$ 80.000,00 R$ 9.850,85 R$ 89.850,85 PARA PENSAR Utilizando os mesmos dados do exemplo anterior, faça um comparativo entre o sistema de amortização Price e SAC. Exemplo 2: Foi feito um financiamento de R$ 20.000,00 pelo regime de amortização Price em 24 parcelas mensais com uma taxa de 2% ao mês. Calcular a amortização, juros, prestação e saldo devedor do 15º mês. No sistema Price, o valor das parcelas é igual em todos os períodos. • Prestação no 15º mês: ,.PMT 20000 1 0 02 124= + –Q V # &0,02 . (1 + 0,02) 24 , ,.PMT 20000 0 60843725 0 03216874= # & PMT = 1.057,42 99Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Saldo devedor no 15º mês: Total de prestações: 24 parcelas. Valor da parcela (PMT) = 1.057,42. Prestações a vencer: 9 parcelas. Saldo devedor no 15º mês: . , , . . SD 1 057 42 0 02 1 15 = -(1 + 0,02)9 (1 + 0,02)9 SD15≅ 8.630,91 • Juros no 15º mês: Para o cálculo de juros do período 15, precisamos calcular o saldo devedor do período 14. Total de prestações: 24. Valor da parcela (PMT) = 1.057,42. Prestações a vencer: 10 parcelas Saldo devedor no 14º mês: . , , . . SD 1 057 42 0 02 1 14 = -(1 + 0,02)10 (1 + 0,02)10 SD14≅ 9.498,37 Para encontrarmos o valor dos juros do período 15, multiplicar o sal- do devedor encontrado no período 14 e multiplicar pela taxa. J15 = 9.498,37 . 0,02 J15 = 189,97 • Amortização: Valor da parcela (PMT) = 1.057,42 A15 = 1.057,42 – 189,97 A15 = 867,45 100 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . PERÍODO SALDO DEVEDOR AMORTIZAÇÃO JUROS PARCELA (n) (meses) (SD) = SDAnterior − A (A) = PMT − J J = SD . i i = 4% PMT = A + J 14 R$ 9.498,41 R$ 850,44 R$ 206,98 R$ 1.057,42 15 R$ 8.630,96 R$ 867,45 R$ 189,97 R$ 1.057,42 IMPORTANTE Ao criar uma planilha eletrônica do sistema de amortização Price, o saldo devedor poderá ter diferença de arredondamento. Como apresentamos nos exemplos acima, a diferença entre os sis- temas SAC e Price está na forma de amortização e no valor da parcela do financiamento, o qual afeta toda a cadeia de financiamento, ou seja, os juros. No sistema de amortização SAC, as prestações são decres- centes devido à diminuição dos juros de forma progressiva; e no siste- ma de amortização Price, as parcelas são fixas. Considerações finais Em um país de economia ativa, com oferta de crédito no sistema finan- ceiro, pessoas e empresas adquirem operações de crédito como financia- mentos e empréstimos com uma taxa de juros em cada operação, pois é o custo da operação para aquisição de bens e serviços. Apresentamos as séries de pagamentos e suas fórmulas para melhor decisão ao contratar e verificar o valor da parcela que iremos pagar mensalmente. As séries de pagamentos podem ser divididas em antecipada e postecipada. 101Séries de pagamentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Outro assunto de grande importância que abordamos foi o sistema de amortização nas operações de empréstimos e financiamentos. Todo este aprendizado é importante para você analisar o valor da operação e seus custos para um planejamento financeiro mensal sem surpresas no futuro, como falta de pagamento de parcela, gerando inadimplência. Referências ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. GIMENES, Cristiano Marchi. Matemática Financeira com HP 12C e Excel – uma abordagem descomplicada. 2. ed. 3. reimp. São Paulo: Pearson, 2013. GITMAN, Lawrence J. Administração financeira: uma abordagem gerencial. São Paulo: Pearson, 2003. GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 10. ed. São Paulo: Pearson, 2004. HAZZAN, Samuel; POMPEO, José Nicolau. Matemática financeira. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. SAMANEZ, Carlos Patrício. Matemática Financeira. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. SISTEMA PRICE e sistema SAC. financiamento.com.br, [2018]. Disponível em: http://www.financiamento.com.br/faq/diferenca-sistema-sac-price.php. Acesso em: 8 ago. 2021. WERNKE, Rodney. Gestão financeira: ênfase em aplicações e casos nacionais. 1. ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 2008. http://www.financiamento.com.br/faq/diferenca-sistema-sac-price.php103 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 7 Planejamento e orçamento de caixa O objetivo deste capítulo é entender e dimensionar a necessidade de recursos da empresa para o curto prazo; sendo assim, o planejamento e orçamento de caixa consistem na previsão de entradas e saídas da empresa, com os seguintes pontos: • Garantir e analisar a gestão de pagamentos e despesas futuras. • Em eventuais déficits de caixa, analisar as fontes de financiamen- to disponíveis no mercado. • Em eventuais superávits no período, planejar a melhor maneira de investir o dinheiro. 104 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . A empresa deve efetuar um planejamento e orçamento empresarial de estimativas para conseguir pagar seus compromissos e manter soli- dez ao longo de sua trajetória. 1 Fluxo de caixa Para Assaf Neto (2003), as empresas têm que ter acompanhamento dos resultados para a avaliação do seu desempenho; com isso, uma das ferramentas para acompanhar entradas e saídas é o fluxo de caixa. O fluxo de caixa demonstra a posição atual financeira da empresa. São demonstrados os saldos, déficit e superávit das entradas e saídas dos recursos financeiros para termos uma gestão eficaz dos recursos. Conforme destaca Sá (1998), o fluxo de caixa é o produto das contas a receber e das contas pagar. Quadro 1 – Fluxo de caixa CONTAS A RECEBER / CONTAS A PAGAR FLUXO DE CAIXA CAIXA BANCOS APLICAÇÕES Fonte: adaptado Sá (1998, p.10). Para uma boa administração e avaliação do capital de giro, é neces- sária a classificação da estrutura patrimonial da empresa, com os gru- pos de contas do circulante em operacional e financeiro, pois envolve um volume alto de ativos. Sendo assim, temos: Grupo ativo circulante (AC = ACF + ACO) • Ativo circulante financeiro (ACF): composto por caixa, bancos, aplicações etc. 105Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Ativo circulante operacional (ACO): composto por estoques, du- plicatas a receber etc. Grupo passivo circulante (PC = PCF + PCO) • Passivo circulante financeiro (ACF): composto por empréstimos a curto prazo, duplicatas descontadas, financiamentos a curto prazo etc. O passivo circulante financeiro é formado pelas obriga- ções de curto prazo que provocam despesas financeiras. • Passivo circulante operacional (ACO): composto por duplicatas a pagar de fornecedores, salários, encargos sociais, impostos, taxas, contas a pagar diversas etc. NA PRÁTICA A composição do capital de giro envolve o volume das atividades no ativo circulante e as obrigações do passivo circulante. Para se gerir bem o capital de giro, isso não se resumir apenas a con- seguir financiamentos com juros baixos ou comprar mercadorias com preços melhores. Um fator importante é saber administrar os prazos na busca de maximizar o resultado. 2 Modelos de administração de caixa O objetivo do fluxo de caixa realizado é analisar se o planejamento projetado atendeu às questões e tendências previstas, para verificar se ocorreu alguma falha de análise ou projeção do gestor financeiro. Com essas informações coletadas, elas reforçam o processo deci- sório para um bom planejamento financeiro futuro. 106 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Sendo assim, o fluxo de caixa realizado demonstra o comportamen- to das entradas e saídas dos recursos financeiros da empresa. NA PRÁTICA O fluxo de caixa projetado é baseado em estatísticas, estratégias, sazo- nalidades e eventuais flutuações do mercado Frezatti (2006) demonstra o seguinte modelo de fluxo de caixa: Quadro 2 – Modelo de fluxo de caixa A SALDO INICIAL B ENTRADAS OPERACIONAIS Vendas à vista Recebimento de Duplicatas C ENTRADAS NÃO OPERACIONAIS Recebimento de Empréstimos Desconto de Duplicatas Resgate de Aplicações Outros Recebimentos D ATIVOS Vendas de ativos E ACIONISTAS Aporte de Capital F TOTAL DE ENTRADAS G SAÍDAS OPERACIONAIS (cont.) 107Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Pagamento de salários, Impostos Fornecedores, Despesas Administrativas H SAÍDAS NÃO OPERACIONAIS Pagamento de Empréstimos Pagamento de Juros Outras Saídas I ATIVOS Compra de Ativos J Pró-Labore Lucros/Dividendos K TOTAL DE SAÍDAS L SALDO LÍQUIDO M SUPERÁVIT / DÉFICIT DE CAIXA N SALDO FINAL Fonte: adaptado de Frezatti (2006). 3 Capital circulante líquido O capital circulante líquido é o excedente do capital de giro, ou seja, o ativo circulante consegue cobrir o passivo circulante; sendo assim, é uma sobra. Blatt (2001, p. 99) define capital circulante líquido como uma folga financeira da empresa, ou seja, o excesso ou falta de ativos circulantes em relação aos passivos circulantes. 108 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . De acordo com Marion, o CCL irá evidenciar o quanto que o ativo circulante está comprometido com o passivo circulante. Capital circulante líquido (CCL) = Ativo circulante (AC) – Passivo Circulante (PC) CCL = AC – PC PARA PENSAR O que ocorre quando o passivo circulante é maior que o ativo circulante? 4 Necessidade de capital de giro Para analisar a necessidade de capital de giro, precisamos utilizar o balanço patrimonial da empresa, ou seja, quanto a empresa necessita de capital para financiar suas atividades. Necessidade de capital de giro = Ativo circulante operacional – Passivo circulante operacional NCG = ACO – PCO Brom e Balian (2007) destacam 3 situações no cotidiano dos negócios: Situação 1: Faltar recursos financeiros, ou seja, há necessidade de ca- pital de giro e o NCG é positivo. Exemplo: O ativo operacional circulante da empresa ABC gira em torno de R$ 110 e o passivo circulante operacional é equivalente a R$ 90,00. A NGC é de 20, indicando falta de recursos. NCG = ACO – PCO NCG = 110 – 90 NCG = 20 Situação ACO > PCO: indica falta de recursos. 109Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Situação 2: Nestasituação, a empresa tem mais financiamentos operacionais do que investimentos operacionais, ou seja, estão sobran- do recursos operacionais. A sobra de recursos operacionais poderá ser redirecionada para aumentar a produção ou aplicação financeira. Exemplo: O ativo operacional circulante da empresa ABC gira em torno de R$ 90 e o passivo circulante operacional é equivalente a R$ 110. A NGC é de −20 (negativa), indicando sobra de recursos. NCG = ACO – PCO NCG = 90 – 110 NCG = – 20 Situação ACO < PCO: indica falta de recursos. Situação 3: Nesta situação não existem sobras financeiras. Neste caso o ACO = PCO, ou seja, se equivalem. Situação ACO = PCO: indica que não existe sobra de recursos. NA PRÁTICA O administrador financeiro precisa entender o balanço patrimonial para uma administração de capital de giro eficiente. 5 Administração do estoque 5.1 Ciclo operacional e ciclo financeiro (caixa) O ativo circulante serve para movimentar o ciclo operacional que corresponde ao intervalo desde a entrada da matéria-prima no estoque até a venda e o respectivo recebimento, ou seja, todo o prazo da ope- ração da empresa. Já o ciclo financeiro é o período decorrido entre o pagamento dos fornecedores e termina com o recebimento das vendas, conforme destacam Brom e Balian (2007). 110 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Apresentando as fórmulas do ciclo operacional e ciclo financeiro, se- gundo Azevedo (2013): CO = PMRE + PMRV CF = CO – PMP Onde: • Prazo médio de rotação de estoques: determina o tempo de com- pra e estocagem. O PMRE equivale ao termo de ciclo econômico. PMRE Custo das Vendas CMV Estoques = Q V × dias por período • Prazo médio de recebimento das vendas: prazo médio para rece- bimento das vendas. PMRV vendas brutas Duplicatas a receber = × dias por período • Prazo médio de pagamento de compras: prazo médio para paga- mento das compras a prazo. PMRV Compras Fornecedores= × dias por período • Custo da mercadoria Vendida CMV = Estoque inicial + compras – Estoque final • Compras Compras = CMV – Estoque inicial + Estoque final Com base nos temas apresentados, aplicaremos um exemplo práti- co utilizando o seguinte balanço. 111Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Quadro 3 – Cia. de distribuição “Supermercados” em mil reais SALDO DA CONTA ESTOQUE: X2 495.272 ATIVO x3 x4 CIRCULANTE Bancos 1.048.089 1.135.158 Duplicatas a receber 975.587 1.087.891 ESTOQUES 686.103 980.794 IMPOSTOS A RECUPERAR 77.429 347.891 OUTROS 99.523 181.288 Total 2.886.731 3.733.022 ATIVO NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo Duplicatas a Receber Longo Prazo 223.798 285.735 Impostos a compensar 105.067 257.753 Outros 83.091 124.122 Total 411.956 667.610 Investimento, Imobilizado e Intangível Investimentos 123.884 271.088 Imobilizado 3.006.413 3.741.504 Intangível 852.155 774.466 TOTAL 3.982.452 4.787.058 TOTAL ATIVO 7.281.139 9.187.690 (cont.) 112 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . PASSIVO X3 X4 CIRCULANTE Fornecedores 813.525 1.409.616 Impostos a recolher 40.350 35.534 Salários/Encargos a Pagar 101.267 98.030 Financiamentos 1.254.578 1.566.111 Empréstimos 170.800 120.117 Total 2.380.520 3.229.408 PASSIVO NÃO CIRCULANTE Financiamentos 858.220 1.349.674 Provisão para Contingências 611.159 988.991 Impostos Diferidos e Outros 27.350 27.577 Total 1.496.729 2.366.242 Patrimônio Líquido Capital Social 2.252.361 2.749.774 Reservas 348.292 344.242 Lucros Acumulados 803.237 498.024 Total 3.403.890 3.592.040 TOTAL 7.281.139 9.187.690 113Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Quadro 4 – Demonstração de resultados DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS X3 X4 RECEITA OPERACIONAL BRUTA 9.532.606 11.154.079 IMPOSTOS SOBRE VENDAS 1.477.753 1.699.410 RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 8.054.853 9.454.669 CMV 5.807.652 6.809.588 LUCRO BRUTO 2.247.201 2.645.081 DESPESAS OPERACIONAIS 1.986.605 2.348.964 COMERCIAIS 1.618.747 1.927.442 ADMINISTRATIVAS 324.740 350.066 OUTRAS 43.118 71.456 LUCRO OPERACIONAL 260.596 296.117 RECEITAS FINANCEIRAS 422.453 438.788 DESPESAS FINANCEIRAS 419.341 522.451 EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 2.995 10.357 OUTRAS RECEITAS E DEPESAS 1.851 4.480 LUCRO ANTES DO IR/CSLL 268.554 227.291 IMPOSTOS SOBRE O LUCRO DE PARTICIPAÇÕES 17.821 17.831 LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 250.733 245.122 114 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . a. Ativo circulante financeiro e o ativo circulante operacional Quadro 5 – Ativo circulante financeiro e o ativo circulante operacional ATIVO X3 X4 CIRCULANTE Bancos 1.048.089 1.135.158 Duplicatas a receber 975.587 1.087.891 ESTOQUES 686.103 980.794 IMPOSTOS A RECUPERAR 77.429 347.891 CONTAS A RECEBER 99.523 181.288 Total 2.886.731 3.733.022 x3 x4 ATIVO CIRC FINANC 1.048.089 1.135.158 ATIVO CIRC OPERAC 1.838.642 2.597.864 O ativo circulante financeiro corresponde ao valor da conta BANCOS nos períodos x3 e x4. O ativo circulante operacional corresponde à soma das contas dupli- catas a receber, estoques, impostos a recuperar e contas a receber nos períodos x3 e x4. 115Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. b. Passivo circulante financeiro e o passivo circulante operacional Quadro 6 – Passivo circulante financeiro e o passivo circulante operacional PASSIVO X3 X4 CIRCULANTE Fornecedores 813.525 1.409.616 Impostos a recolher 40.350 35.534 Salários/Encargos a Pagar 101.267 98.030 Financiamentos 1.254.578 1.566.111 Empréstimos 170.800 120.117 Total 2.380.520 3.229.408 x3 x4 PASSIVO CIRC FINANC 1.425.378 1.686.228 PASSIVO CIRC OPERAC 955.142 1.543.180 O passivo circulante financeiro corresponde à soma das contas fi- nanciamentos e empréstimos nos períodos x3 e x4. O passivo circulante operacional corresponde à soma das contas fornecedores, impostos a recolher, salários/encargos a pagar nos pe- ríodos x3 e x4. c. Cálculo do capital circulante líquido: Capital circulante líquido (CCL) = Ativo circulante (AC) – Passivo circulante CCL = AC – PC 116 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ado em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . ATIVO X3 X4 PASSIVO X3 X4 CIRCULANTE CIRCULANTE Bancos 1.048.089 1.135.158 Fornecedores 813.525 1.409.616 Duplicatas a receber 975.587 1.087.891 Impostos a recolher 40.350 35.534 ESTOQUES 686.103 980.794 Salários/Encargos a Pagar 101.267 98.030 IMPOSTOS A RECUPERAR 77.429 347.891 Financiamentos 1.254.578 1.566.111 CONTAS A RECEBER 99.523 181.288 Empréstimos 170.800 120.117 Total 2.886.731 3.733.022 Total 2.380.520 3.229.408 CCL Período x3 = 2.88.731 – 2.380.520 = 506.211 CCL Período x4 = 3.733.022 – 3.229.408= 503.614 No período analisado, na empresa Cia. de distribuição “Supermercado”, o ativo circulante é maior que passivo circulante; sendo assim, a empre- sa tem capacidade financeira para honrar seus compromissos financei- ros e manter a operação como um todo em funcionamento. d. Necessidade de capital de giro Necessidade de capital de giro = Ativo operacional – Passivo Circulante operacional NCG = ACO − PCO Como já calculamos o ativo circulante operacional e o passivo circu- lante operacional, veremos a seguir o cálculo do NCG. x3 x4 ATIVO CIRC FINANC 1.048.089 1.135.158 ATIVO CIRC OPERAC 1.838.642 2.597.864 (cont.) 117Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. x3 x4 PASSIVO CIRC FINANC 1.425.378 1.686.228 PASSIVO CIRC OPERAC 955.142 1.543.180 NCG Período x3 – 1.838.642 – 955.142 − 883.500 NCG Período x4 – 2.597.864 – 1.543.180 – 1.054.684 Para Matarazzo (1998), o ativo circulante operacional (ACO) é o in- vestimento que decorre automaticamente das atividades de compra/ produção/estocagem/venda, enquanto o passivo circulante operacio- nal (PCO) é o financiamento, também automático, que decorre dessas atividades. Sendo assim, nos 2 períodos x3 e x4, indica-se que que o ACO > PCO, ou seja, a empresa necessita de capital para financiar suas atividades. e. Ciclo operacional e ciclo financeiro Para calcularmos o ciclo operacional e o ciclo financeiro, temos que coletaras informações do balanço: SALDO DA CONTA ESTOQUE: X2 495.272 CONTAS x3 x4 Estoques 686.103 980.794 CMV 5.807.652 6.809.588 DUPLICATAS A RECEBER 975.587 1.087.891 RECEITA BRUTA DE VENDAS 9.532.606 11.154.079 FORNECEDORES 813.525 1.409.616 COMPRAS 5.998.483 7.104.279 118 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Compras Compras = CMV – Estoque inicial + Estoque final Compras (x3) = 5.807.652 – 495.272 (período x2) + 686.103 (perío- do x3) Compras (x3) = 5.998.483 Compras (x4) = 6.809.588 – 686.103 (período x3) + 980.794 (período x4) Compras (x4) = 7.104.279 Após a coleta das informações, aplicarmos as fórmulas. O período do balanço é anual, por isso que estamos multiplicando por 360 (dias por período). Quadro 7 – Balanço anual CONTAS x3 x4 Estoques 686.103 980.794 CMV 5.807.652 6.809.588 DUPLICATAS A RECEBER 975.587 1.087.891 RECEITA BRUTA DE VENDAS 9.532.606 11.154.079 FORNECEDORES 813.525 1.409.616 COMPRAS 5.998.483 7.104.279 119Planejamento e orçamento de caixa M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Quadro 8 – Ciclo operacional e ciclo financeiro CICLO OPERACIONAL E CICLO FINANCEIRO Fórmulas X3 X4 PMRE Estoques CMV X 360 43 52 PMRV Dupl Rec Rec. Bruta X 360 37 35 CO PMRE + PMRV 79 87 PMPC Fornecedores COMPRAS X 360 49 71 CF CO-PMPC 31 16 Analisando as informações acima, o prazo médio de rotação de es- toques evidencia o tempo de giro médio dos estoques, ou seja, o tempo de compra até a estocagem, que no período x3 foi de 43 e no período x4 foi de 52 dias. O prazo médio de recebimento de vendas evidencia o tempo de demora para o recebimento das vendas; sendo assim, para esta empresa, no período x3 foi de 37 e no período x4 foi de 35 dias. O ciclo operacional corresponde ao tempo da operação da empresa desde a compra da matéria-prima até o recebimento de vendas, ou seja, todo o processo operacional. No período x3, o ciclo operacional foi de 79 dias e no período x4 foi de 87 dias. O prazo médio de pagamento de compras evidencia o tempo médio que a empresa tem que pagar suas compras a prazo. No período x3 foi de 49 e no período x4 foi de 71 dias. O ciclo fi- nanceiro determina o período de necessidade de capital de giro: inicia-se no pagamento de fornecedores até o recebimento das vendas; sendo assim, no período x3 foi de 31 dias e no período x4 foi de 16 dias. Considerações finais Neste capítulo apresentamos a importância do planejamento finan- ceiro e os conceitos de fluxo de caixa dos recursos financeiros de curto prazo e suas fontes. 120 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . O fluxo de caixa é uma ferramenta que auxilia o administrador fi- nanceiro a ter uma visão futura das questões financeiras da empresa, possibilitando a criação de cenários e análise de situações de escassez para atingir os objetivos empresariais. Quando ocorre um planejamento financeiro adequado, a tomada de decisão fica mais objetiva e segura, pois o fluxo de caixa é um instru- mento para a avaliação do realizado versus projetado, analisando as tendências de mercado. Referências ASSAF NETO, Alexandre. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003. ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. AZEVEDO, Marcelo Cardoso de. Estrutura e análise das demonstrações finan- ceiras. 2. ed. Campinas, SP: Alínea, 2013 BRAGA, Roberto. Fundamentação e técnicas de Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 1995. BLATT, Adriano. Análise de balanços: estrutura e avaliação das demonstrações financeiras e contábeis. São Paulo: Makron Books, 2001. BROM, Luiz Guilherme; BALIAN, José Eduardo Amato. Análise de investimen- tos e capital de giro: conceitos e aplicações. São Paulo: Saraiva, 2011. FREZATTI, Fábio. Gestão do fluxo de caixa diário: como dispor de um instru- mento fundamental para o gerenciamento do negócio. São Paulo: Atlas, 2006. GROPPELLI, Angelico A.; NIKBAKHT, Ehsan. Administração financeira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009 MARION, José Carlos. Contabilidade básica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2008. MATARAZZO, Dante C. Análise financeira de balanços. São Paulo: Atlas,1998. SÁ, Carlos Alexandre de. Gerenciamento do fluxo de caixa. Apostila, São Paulo: Top Eventos, 1998. SAMANEZ, Carlos Patrício. Matemática Financeira. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. WERNKE, Rodney. Gestão financeira: ênfase em aplicações e casos nacionais. 1. ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 2008. 121 Capítulo 8 Critérios de decisão de investimentos Chegamos ao último capítulo e abordaremosas principais ferramen- tas para a decisão de investimentos. Para as empresas se manterem no mercado frente à alta concorrên- cia e às questões econômicas, antes de tomar qualquer decisão para investimentos, como adquirir novos equipamentos, softwares e outras soluções para aumentar o desempenho empresarial, é preciso analisar o custo que se requer para este tipo de investimento. O gestor financeiro, através de ferramentas de análise, determinará qual o melhor investimen- to e se este valor que será gasto compensará o retorno e ganho futuro. M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 122 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .O objetivo deste capítulo é entender as principais técnicas para a decisão de projetos e investimentos, conforme segue: • custo de oportunidade; • valor presente líquido; • taxa interna de retorno; • payback e payback descontado. 1 Custo de oportunidade O administrador financeiro é responsável por analisar a viabilidade de investimentos e projetos para empresa, pois é fundamental definir para onde será destinado o recurso financeiro. De nada adianta sobrar o recurso financeiro e aplicar em um investimento que não terá retorno. Diante disso, apresentaremos métricas e conceitos para que a toma- da de decisão em investimentos seja vantajosa para a empresa. Para cada projeto de investimento, o gestor financeiro terá que cole- tar informações para a aplicação das técnicas de análise. 1. Elaborar o diagrama de fluxo de caixa: o fluxo de caixa contém as seguintes características: • Investimento inicial: na forma de bens físico ou investimento de capital. Como são aportes, o sinal é negativo (seta para baixo). • Retornos de caixa: após algum determinado período, o projeto poderá retornar retorno, gerando fluxo de caixa positivo (seta para cima). • Valor residual: ocorre no final do investimento um incremento no fluxo de caixa. Por exemplo: você adquiriu computadores, e, no final do período de retorno, ficaram obsoletos e poderão ser 123Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. vendidos para a aquisição de um novo equipamento; sendo assim, valor residual é a venda de ativo após o uso no período do fluxo. Figura 1 – Diagrama de fluxo de caixa Ingressos, recebimentos e receitas (positivo) (-) 4000 Desembolso, pagamento e despesas (sinal negativo) (+) 1000 (+) 600 (+) 1000 (+) 1200 (+) 600 (+) 1500 0 1 2 3 4 5 6 Tempo Fonte: adaptado de Wernke (2008). 2. Taxa de atratividade: a taxa de atratividade é a taxa de retorno esperado (TMA – taxa mínima de atratividade). Está ligada a dois fatores: a. Custo de capital – Para Gitman (2005, p. 318), o custo de ca- pital é a taxa de retorno que a empresa deve ganhar sobre os projetos nos quais investe, para manter o valor de mercado de suas ações. b. Custo de Oportunidade – Conceito de manutenção do capital financeiro da empresa, ou seja, é a avaliação das atividades empresariais para tomada de decisões. Por isso, o custo de oportunidade poderá representar a melhor alternativa de es- colha do gestor financeiro em relação ao capital da empresa. Caso essa análise seja muito superficial, poderá acarretar pre- juízos financeiros. Cada situação para tomada de decisão em- presarial tem que passar por uma análise criteriosa para que os ativos da empresa não sejam impactados. Exemplo 1: A empresa tem uma sobra financeira e deseja apli- car este recurso. Qual o melhor retorno do dinheiro aplicado? No Brasil os investidores analisam o cenário político, o risco-país e 124 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . duas métricas importantes: a taxa Selic, que vimos nos capítu- los anteriores, e o CDI (certificado de depósito interbancário), que serve como referencial para os rendimentos de investimentos. Quatro 1 – Custos de oportunidade – Retorno, prazo e risco CUSTO DE OPORTUNIDADE – RETORNO, PRAZO E RISCO • Decisões empresariais têm que ser avaliadas sempre. • Avaliar cada decisão para não ocorrer impactos financeiros. • Mensurar e avaliar os estoques, produtos e preços finais, avaliando o aspecto financeiro para a criação de oportunidade financeira e consequentemente gerar rentabilidade e retorno. Fonte: adaptado de Padoveze (2012). Exemplo 2: Marcos é gestor financeiro da empresa ABC, que conta- tou o gerente para viabilizar um financiamento de um imóvel no valor de R$ 300.000 com um prazo de 25 anos. Quadro 2 – Financiamento de um imóvel AMORTIZAÇÃO TAXA AO ANO TAXA AO MÊS 1 imenor = "Q1 + 0,061678 12V - 1%.100 SAC 6,1678 % a.a. A taxa de 6,1678% ao ano equivale a 0,50% ao mês em regime de capitalização composta. Price 7 % a.a. 7%Taxa Proporcional: = 0,58% a.m12 mesesQ V No sistema Price é utilizada a taxa proporcional, não a equivalente. Marcos analisou alguns pontos para a escolha do financiamento; sendo eles: • As taxas de juros mensal e ao ano no sistema SAC estão meno- res se comparadas com o sistema Price. 125Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • No sistema SAC as parcelas são decrescentes e no sistema Price as parcelas são fixas. Verifique que nesta análise inicial de taxa e das regras do regime de capitalização, o sistema SAC está mais vantajoso para o financiamento. Através desta análise do custo de oportunidade, a empresa terá condi- ções de maximizar lucros e reduzir possíveis perdas. PARA PENSAR Continue a análise do custo de oportunidade do exemplo 2. Calcule o valor das parcelas e verifique financeiramente entre o regime SAC e Price qual será mais vantajoso para Marcos contratar o financiamento. 3. Os métodos de análise de investimentos consideram o fluxo de caixa a valor presente. IMPORTANTE O valor residual é o valor de venda de um bem obsoleto que incrementa o fluxo de caixa no último período. Apresentaremos a seguir os métodos de análise de investimentos: valor presente líquido, taxa interna de retorno e payback. 2 Valor presente líquido (VPL) O valor presente líquido (VPL) ou em inglês net present value (NPV) é o método de avaliação de fluxo de caixa descontado. 126 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Conforme destacam Brom e Balian (2007, p.14),o VPL “proporciona uma comparação entre o valor do investimento e o valor dos retornos esperados (na forma de fluxo de caixa líquido) com todos os valores considerados no momento atual”. Para Bruni e Famá (2007, p. 378), em casos de projetos de inves- timentos, em que é feito um desembolso inicial com o objetivo do re- cebimento de uma série de fluxos de caixa futuros, ele “representa os recebimentos futuros trazidos e somados na data zero, subtraído do investimento inicial; sendo aeste o valor presente líquido do investimen- to inicial”. Utilizando o método de análise de investimento VPL, temos as se- guintes considerações: a. VPL > 0: Se o VPL for maior que zero, o projeto deverá ser aceito. b. VPL < 0: Se o VPL for menor que zero, o projeto deverá ser rejeitado. c. VPL = 0: Se o VPL for igual a zero, torna-se indiferente aceitar ou não o projeto. Para calcularmos o VPL, podemos utilizar a seguinte fórmula: VPL Investimento Inicial i FC i FC i FC i FC 1 1 1 1 n n1 2 2 3 3= – + + + + + + + +Q Q Q QV V V V Fonte: adaptado de Brom e Balian (2007). Onde: • Investimento inicial = saída de caixa para iniciar o investimento. FC = Fluxo de caixa = Entrada de caixa líquido esperado. i = Taxa de atratividade, em que permite trazer o fluxo de caixa líquido a valor presente. NO cálculo do VPL você poderá utilizar os recursos da calculadora HP12C para alimentar o fluxo de caixa. 127Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Funções financeiras HP12C A função g acessa as funções em azul na calculadora HP12C. g CF0 : inicia o fluxo de caixa na data zero – capital inicial – corres- ponde ao investimento inicial da fórmula. g CFj : insere o fluxo de caixa no período correspondente – corres- ponde À entrada de caixa líquido esperado da fórmula. g Nj : insere o número de fluxos de caixa repetidos. f NPV: função que calcula o valor presente líquido de um fluxo de caixa não uniforme. Apresentaremos um exemplo prático para o cálculo do VPL. Exemplo 1: A empresa SBM está avaliando investir R$ 11.000,00 em um maqui- nário. Acredita que esse novo maquinário proporcionará retornos líqui- dos anuais de: Ano 1: 1.500 Ano 2: 2.000 Ano 3: 3.000 Ano 4: 3.500 Ano 5: 4.000 Sabendo que a taxa de atratividade é de 8% ao ano, calcule o VPL deste cenário apresentado. VPL Investimento Inicial i FC i FC i FC i FC 1 1 1 1 n n1 2 2 3 3= – + + + + + + + +Q Q Q QV V V V . , , , , ,VPL 11 000 1 0 08 1500 1 0 08 2000 1 0 08 3000 1 0 08 3500 1 0 08 4000 2 3 4 5= - + + + + + + + + + +Q Q Q Q QV V V V V 128 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Após elevar a taxa para cada período, deixar após a vírgula as casas decimais conforme resolução abaixo para que o valor do VPL seja próxi- mo quando calcularmos este mesmo exemplo pela calculadora HP12C. . , , , , ,VPL 11 000 1 08 1500 1 166400 2000 1 25971200 3000 1 36048896 3500 1 469328077 4000= - + + + + +Q Q Q Q QV V V V V VPL= −11.000 + 1.388,89 + 1.714,68 + 2381,50 + 2.572,60 + 2.722,33 VPL= −11.000 + 10.780 VPL= –220,00 VPL = −220,00. Sendo VPL < 0, o projeto de investimento deverá ser rejeitado. NA PRÁTICA Na loja de aplicativos do seu celular, a calculadora HP12C poderá ser baixada para efetuar os cálculos apresentados neste livro. Podemos calcular o valor do VPL utilizando a calculadora financeira HP12C: Inserindo os dados na HP12C • Limpar os registos da calculadora: f Reg • Inserir o capital inicial (investimento): 11000 CHS g CF0 • Inserir o retorno líquido do ano 1: 1500 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 2: 2000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 3: 3000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 4: 3500 g CFj 129Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Inserir o retorno líquido do ano 5: 4000 g CFj • Inserir a taxa : 8 i • Calcular o valor do VPL: f NPV VPL = −219,99. Sendo VPL < 0, o projeto de investimento deverá ser rejeitado. Exemplo 2: A companhia Leco importadora de produtos eletrônicos está avalian- do investir R$ 10.000,00 em sua loja física para melhorar o atendimento aos clientes. Acredita que esse novo investimento proporcionará anual- mente retornos líquidos anuais de: Ano 1: 6.000 Ano 2: 4.000 Ano 3: 4.500 Ano 4: 3.500 Ano 5: 3.000 Sabendo que a taxa de atratividade é de 9% ao ano, recomendaria este projeto através do cálculo do VPL? VPL Investimento Inicial i FC i FC i FC i FC 1 1 1 1 n n1 2 2 3 3=– + + + + + + + +Q Q Q QV V V V . , , , , ,VPL 10 000 1 0 09 6000 1 0 09 4000 1 0 09 4500 1 0 09 3500 1 0 09 3000 2 3 4 5= - + + + + + + + + + +Q Q Q Q QV V V V V Após elevar a taxa para cada período, deixar após a vírgula as casas decimais conforme resolução abaixo para que o valor do VPL seja próxi- mo quando calcularmos este mesmo exemplo pela calculadora HP12C. . , , , , ,VPL 10 000 1 09 6000 1 18810000 4000 1 29502900 4500 1 411581610 3500 1 538623955 3000= - + + + + +Q Q Q Q QV V V V V 130 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . VPL= −10.000+ 5.504,59 + 3.366,72 + 3.474,83 + 2.479,49 + 1.949,79 VPL= −10.000 + 16.775,42 VPL= 6.775,42 VPL = 6775,42. Sendo VPL > 0, o projeto de investimento deverá ser aceito. Inserindo os dados na HP12C: • Limpar os registos da calculadora: f Reg • Inserir o capital inicial (investimento): 10000 CHS g CF0 • Inserir o retorno líquido do ano 1: 6000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 2: 4000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 3: 4500 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 4: 3500 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 5: 3000 g CFj • Inserir a taxa: 9 i • Calcular o valor do VPL: f NPV VPL = 6775,42. Sendo VPL > 0, o projeto de investimento deverá ser aceito. PARA PENSAR A empresa ABC está considerando um projeto de logística com inves- timento inicial de R$ 8.000 com fluxos de caixa anuais previstos de R$ 5.000, 4.000 e 6.000 respectivamente por 3 anos com uma taxa de atratividade (desconto) de 15%. Determine se o projeto é aceitável cal- culando o VPL. 131Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 3 TIR – taxa interna de retorno A taxa interna de retorno (TIR) ou em inglês internal rate return (IRR) é utilizada para indicar se um investimento será viável ou não em com- paração à taxa de atratividade; sendo assim, a empresa precisa avaliar o comparativo entre a TMA e a TIR. Utilizando o método de análise de investimento TIR, temos as se- guintes considerações: a. TIR > que a taxa de atratividade: projeto deverá seraceito. b. TIR < que a taxa de atratividade: projeto deverá ser rejeitado. NA PRÁTICA A TIR é uma medida da taxa de rentabilidade. Vamos apresentar um exemplo prático para o cálculo do VPL? Apresentaremos o uso da HP12C para alimentar o fluxo de caixa. Funções financeiras HP12C A função g acessa as funções em azul na calculadora HP12C. g CF0 : inicia o fluxo de caixa na data zero – capital inicial. g CFj : insere o fluxo de caixa no período correspondente. g Nj : insere o número de fluxos de caixa repetidos. f IRR : função que calcula a TIR. Exemplo 1: A empresa SBM está avaliando investir R$ 11.000,00 em um maqui- nário. Acredita que esse novo maquinário proporcionará retornos líqui- dos anuais de: 132 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Ano 1: 1.500 Ano 2: 2.000 Ano 3: 3.000 Ano 4: 3.500 Ano 5: 4.000 Sabendo que a taxa de atratividade é de 8% ao ano, calcule o VPL deste cenário apresentado. Inserindo os dados na HP12C • Limpar os registos da calculadora: f Reg • Inserir o capital inicial (investimento): 11000 CHS g CF0 • Inserir o retorno líquido do ano 1: 1500 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 2: 2000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 3: 3000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 4: 3500 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 5: 4000 g CFj • Calcular o valor da TIR: f IRR TIR = 7,35%. Sendo TIR < que a taxa de atratividade de 8%, o projeto de investimento deverá ser rejeitado. NA PRÁTICA Uma dica: ao inserir os fluxos de caixa, após encontrar o VPL você po- derá encontrar a TIR no mesmo lançamento. Se apertar f IRR após o valor do VPL aparecer no visor, será exibido o valor da TIR. 133Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Exemplo 2: A companhia Leco importadora de produtos eletrônicos está avalian- do investir R$ 10.000,00 em sua loja física para melhorar o atendimento aos clientes. Acredita que esse novo investimento proporcionará anual- mente retornos líquidos anuais de: Ano 1: 6.000 Ano 2: 4.000 Ano 3: 4.500 Ano 4: 3.500 Ano 5: 3.000 Sabendo que a taxa de atratividade é de 9% ao ano, recomendaria este projeto através do cálculo da TIR? Inserindo os dados na HP12C • Limpar os registos da calculadora: f Reg • Inserir o capital inicial (investimento): 10000 CHS g CF0 • Inserir o retorno líquido do ano 1: 6000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 2: 4000 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 3: 4500 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 4: 3500 g CFj • Inserir o retorno líquido do ano 5: 3000 g CFj • Calcular o valor da TIR: f IRR TIR = 36,20%. Sendo TIR > que a taxa de atratividade de 9%, o projeto de investimento deverá ser aceito. 134 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . 4 Payback e payback descontado 4.1 Payback – tempo de recuperação do capital Conforme destacam Brom e Balian (2007, p. 21), o payback apura o tempo necessário para que um determinado investimento seja recupe- rado ou, ainda, para que retorne ao investidor. O payback se divide em simples e descontado. O payback simples não considera o valor do dinheiro no tempo e o descontado sim, ou seja, considera o efeito do tempo sobre o dinheiro considerando a taxa de atratividade. IMPORTANTE Para Gitman (2010, p. 366), os períodos de payback são normalmente usados para avaliar propostas de investimento de capital. O período de payback é o tempo necessário para que a empresa recupere o investi- mento inicial em um projeto, calculado a partir das entradas de caixa. 4.2 Payback simples Para visualizarmos o conceito de payback simples, vejamos o fluxo a seguir. 135Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Figura 2 – Fluxo de Caixa – Exemplo Fonte: adaptado de Wernke (2008). O investimento inicial deste exemplo foi de 800, com recebimento de receita no primeiro ano de 400; sendo assim, o investidor recupera 50% do valor aplicado = 400. No segundo ano, o recebimento de re- ceita foi de 400, que, somada com o valor do primeiro ano, recupera o valor investido no tempo zero. Resposta: o payback do exemplo é de dois anos. 4.3 Payback descontado Conforme destacam Brom e Balian (2007, p. 21), o payback descon- tado é o tempo necessário para que o projeto recupere o investimento realizado mais o retorno mínimo exigido pelo investidor. Ingressos, recebimentos e receitas (positivo) (-) 800 Desembolso, pagamento e despesas (sinal negativo) (+) 400 (+) 400 (+) 350 0 1 2 3 Tempo 136 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Figura 3 – Fluxo de Caixa – Exemplo Ingressos, recebimentos e receitas (positivo) (-) 1000 Desembolso, pagamento e despesas (sinal negativo) (+) 450 (+) 330 (+) 300 0 1 2 3 Tempo Fonte: adaptado de Wernke (2008). Analisando o fluxo de caixa, verificamos que o retorno inicial de 1.000 será recuperado entre o ano 2 até o ano 3, pois as entradas de receita deste investimento totalizam 1.080. Logo, para calcularmos o payback desta operação no ano 1, falta o investidor receber 550. No ano 2 falta o investidor receber 220. Portanto, entre o ano 2 e o ano, ele receberá o valor investido inicialmente. Vamos pegar o saldo que falta receber no final do ano 2 de 220 e dividir pela entrada no valor de 300, que será 0,7. Sendo assim, o payback desta operação será em torno de 2 anos e 7 meses. NA PRÁTICA Utilizando os dois exemplos acima, calcule o VPL e a TIR destas operações. Exemplo comparativo – Payback simples e descontado A companhia Leco importadora de produtos eletrônicos está avalian- do investir R$ 10.000,00 em sua loja física para melhorar o atendimento 137Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. aos clientes. Acredita que esse novo investimento proporcionará anual- mente retornos líquidos anuais de: Ano 1: 6.000 Ano 2: 4.000 Ano 3: 4.500 Ano 4: 3.500 Ano 5: 3.000 A taxa de atratividade é de 9% ao ano. Calcule o payback simples deste projeto. Quadro 3 – Payback simples Tempo Retornos Saldo do investimento 0 −10.000 1 6.000 −4.000 2 4.000 0,00 O payback simples deste projeto é de 2 anos para o retorno do inves- timento enão é considerada a taxa de atratividade. Para o payback descontado teremos que utilizar a taxa mínima de retorno; sendo assim os retornos são considerados em valor presente. Como já calculamos o VPL, esta análise é bem similar em cada período. Veja como: 138 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Quadro 4 – Payback descontado TEMPO RETORNO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO TAXA DE ATRATIVIDADE: 9% A.A. SALDO DO INVESTIMENTO 0 −10.000 1 , . ,1 0 09 6000 5 504 59+ =Q V –4.495,41 2 , . ,1 0 09 4000 3 366 722+ =Q V –1.128,69 3 , . ,1 0 09 4500 3 474 833+ =Q V 2.345,14 4 , . ,1 0 09 3500 2 479 494+ =Q V 4.824,63 5 , . ,1 0 09 3000 1 949 795+ =Q V 6.774,42 Analisando o fluxo de caixa descontado, veja que o retorno do in- vestimento está entre o ano 2 e 3, pois já consta um saldo positivo de 2.345,14 no ano 3. Payback Descontado Fluxo de Caixa Descontado Fluxo de Caixa Acumulado= . , . , ,Payback Descontado 3 474 83 1 128 69 0 32= = 0,32 × 12 (meses) = 3,84 meses 0,84 × 30 (dias) = 25,2 dias Portanto, o payback descontando, considerando o valor do dinheiro do tempo, será de 2 anos 3 meses e 25 dias, praticamente 2 anos e 4 meses. 139Critérios de decisão de investimentos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Após avaliar o projeto com VPL positivo e a TIR maior que a taxa atratividade, o payback retornará o tempo de retorno do valor investido. Considerações finais Neste capítulo apresentamos as técnicas de análise de investimen- tos para que o gestor financeiro consiga tomar a melhor decisão em investimentos. É fundamental ter uma análise crítica para não perder dinheiro, realizando métricas de acompanhamento nos projetos de investimentos solicitados pela empresa, como aumento de estrutura, compra de maquinários, investimentos em tecnologia etc. O administrador financeiro, além de utilizar as técnicas apresentadas (VPL, TIR e payback), tem que compreender as questões econômicas e o funcionamento do mercado em que a empresa atua através de agen- tes econômicos como taxa de juros, dólar, câmbio etc., pois são baliza- dores para a análise geral nos investimentos e projetos empresariais. Em resumo, é preciso verificar: • as técnicas de investimentos apresentadas; • a avaliação econômica; • se a taxa de retorno está dentro da expectativa econômica do país; • eventuais riscos no processo de investimento. Portanto, o administrador financeiro tem que estar atento ao que ocorre externamente e internamente em sua empresa para gerar subsí- dios a sua decisão nos investimentos. Referências ASSAF NETO, Alexandre. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003. ASSAF NETO, Alexandre. Matemática financeira e suas aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. 140 Administração financeira: fundamentos e conceitos Ma te ria l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . BRAGA, Roberto. Fundamentação e técnicas de Administração Financeira. 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WERNKE, Rodney. Gestão financeira: ênfase em aplicações e casos nacionais. 1. ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 2008. 143 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Sobre o autor Fábio de Freitas Mariz é mestre em educação matemática pela Universidade Anhanguera (Unian), pós-graduado em mercados financei- ros pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em adminis- tração com ênfase em finanças pelo Centro Universitário Capital. Atuou por nove anos no Banco Santander. Em 2011, lecionou no Programa de Aprendizagem do Espro (Ensino Social Profissionalizante), que tem como objetivo a inserção do jovem no mercado de trabalho por meio de cursos de capacitação para as áreas bancária e financeira. Possui expe- riência de dois anos como coordenador do curso de administração da Universidade Anhanguera. Trabalhou como coordenador de projetos no Banco Santander pela RSI Informática, sendo responsável pela homo- logação de novos projetos e produtos a serem implantados no banco pelo período de três anos. Em 2015, retomou somente as atividades acadêmicas. Trabalhou como instrutor de aprendizagem no Instituto Saber em parceria com o Nube na capacitação profissional de jovens e adolescentes, ministrando treinamentos e simulações do dia a dia do mercado de trabalho de 2015 a 2016. Na Universidade Anhanguera de São Paulo atuou como coordenador do curso de administração, coor- denador geral de polo dos cursos de graduação na modalidade EAD e como professor dos cursos de administração e contábeis na modalida- de presencial, totalizando 11 anos de empresa. Atualmente atua em um banco de crédito de consumo na área de tesouraria da controladoria dos projetos de finanças. ADM_FIN_01_ACE_2022 ADM_FIN_02_ACE_2022 ADM_FIN_03_ACE_2022 ADM_FIN_04_ACE_2022 ADM_FIN_05_ACE_2022 ADM_FIN_06_ACE_2022 ADM_FIN_07_ACE_2022 ADM_FIN_08_ACE_2022