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45. Leia as frases: Amiga, faz séculos que não a vejo. Ter um Picasso em casa é um luxo! O Ayrton Senna era uma fera ao volante. Nas frases acima a sequência correta quanto às figuras de linguagem é: a) metonímia, hipérbole, metáfora. b) hipérbole, metonímia, metáfora. c) metáfora, metonímia, metáfora. d) ironia, metonímia, hipérbole. e) eufemismo, hipérbole, ironia. 46. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas segundo as regras ortográficas vigentes. a) micro-ondas; ultra-som; co-protetor. b) mão-de-ferro; sobre-encantar; anti-roubo. c) anti-rábico; circum-navegação; pré-estreia. d) contra-indicar; co-produzir; sobre-emissão. e) para-choque; boia-fria; anti-inflamatório. 47. A frase, reescrita a partir dos versos da canção, está correta, quanto à pontuação, em a) Sapatos, gravata, horários, e acessórios, são, propositalmente descartados diante de Deus. b) O poeta compromete-se em assumir, novas atitudes, como por exemplo apagar as ilusões. c) A crença em Deus desafia os arrogantes, e o poeta se conscientizou disso. d) Não não é fácil falar com Deus, ao contrário é preciso muita coragem e lucidez. e) Se chegar até Deus, diga-Lhe que: você busca a paz e a compaixão. 48. Assinale a alternativa em que o verbo “haver” foi usado corretamente. a) Os sentenciados houveram do juiz a comutação de pena. b) Haviam anos que não nevava. c) As encomendas havia chegado quando eu estava lá. d) Houveram duas ocorrências ontem à noite. e) Os alunos houve-se muito bem nas provas. LITERATURA BRASILEIRA 49. Considerando o trecho abaixo e a leitura integral da obra Quarto de Despejo (1960), de Carolina Maria de Jesus, assinale a alternativa correta. “E depois, um homem não há de gostar de uma mulher que não pode passar sem ler. E que levanta para escrever. E que deita com lápis e papel debaixo do travesseiro. Por isso é que eu prefiro viver só para o meu ideal.” a) A obra, ainda que em formato de diário, apresenta personagens fictícios, com nomes fantasiosos, em respeito à privacidade deles, como o político Adhemar de Barros. b) Apesar da linguagem simples e objetiva, a autora transmite sensibilidade ao retratar seu cotidiano na favela do Canindé. c) O diário de Carolina Maria de Jesus é considerado, por críticos, o precursor do gênero epistolar. d) Apesar de ser não-ficção, há muitos elementos da Primeira Fase do Modernismo em Quarto de Despejo. e) O fragmento traduz a visão cética de Carolina Maria de Jesus. AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 50. Dentre as descrições, a seguir, a partir da trama romântica de Noite na taverna, de Álvares de Azevedo, assinale a alternativa incorreta. a) A primeira parte da narrativa apresenta a cena que emoldura todas as demais partes: embriagados, vários amigos, em uma taverna, discutem filosofia e poesia, até que passam a contar histórias – “uma lembrança do passado” de cada um – que, na definição que apresentam, semelham aos “contos fantásticos” de Hoffmann. b) “A saciedade é um tédio terrível”, afirma Bertram, que entre diversas aventuras amorosas rocambolescas, narra ter sido recebido no palácio de “um nobre velho viúvo e uma beleza peregrina de dezoito anos”; depois de “desonrá-la”, foge com a moça, vende-a para o pirata Siegfried, a quem a moça envenena antes de se afogar. c) Nauza é a jovem mulher de Godofredo, mestre de Gennaro; ela e o aluno se apaixonam, mas Gennaro se envolve com Laura, “virginal” filha de Godofredo; Laura, grávida, morre, e enquanto Godofredo chora, Gennaro e Nauza se amam; Godofredo atrai Gennaro para uma cilada, atira-o em um despenhadeiro, mas ele, por milagre, se salva; retornando à casa do mestre, encontra Godofredo e Nauza envenenados. d) Claudius Hermann – narrador de sua própria história – rouba ao Duque Maffio a mulher, Eleonora; certo dia, ao voltar para casa, Hermann depara-se com “o leito ensopado de sangue e num recanto escuro da alcova um doido abraçado com um cadáver”: o Duque os encontrara e matara Eleonora. Claudius e Maffio duelam, e Hermann crava a espada no peito do Duque. e) Johann, em duelo, mata Arthur com um tiro à queima-roupa, e vai a um encontro amoroso no lugar do oponente. Descoberto no idílio, mata “um vulto” que veio proteger a moça. Descobre que matou o próprio irmão e que “a virgem” que lhe propiciara “uma noite deliciosa” era sua irmã. Termina sua história e todos dormem. Chega à taverna sua irmã, Giorgia, que se vinga, matando-o com uma punhalada. Descobrimos então que o jovem Arthur continua vivo e é Arnold, que participava da orgia na taverna. Giorgia se mata e Arnold, beijando-a, crava um punhal no próprio peito. 51. Em Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto produz uma poesia voltada para a crítica social, caracterizando a tendência neorrealista do Modernismo. Em relação a essa obra, considere as seguintes afirmações. I. No início, o retirante se apresenta, explicando seu nome e sobrenome a partir da origem de sua família de imigrantes. II. O retirante Severino, protagonista do poema, depara-se várias vezes com a morte. Esses encontros sugerem a fragilidade da vida no Nordeste. III. Essa obra, classificada como auto de Natal Pernambucano, apresenta uma linguagem substantiva, sintética e objetiva. Das afirmativas acima, pode-se dizer que a) Apenas I está correta. b) Apenas II está correta. c) Apenas I e III estão corretas. d) Apenas II e III estão corretas. e) I, II e III estão corretas. AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 52. Leia o fragmento de texto a seguir e faça o que se pede: Esprema a vil calúnia muito embora Entre as mãos denegridas, e insolentes, Os venenos das plantas, E das bravas serpentes. Chovam raios e raios, no seu rosto Não hás de ver, Marília, o medo escrito: O medo perturbador, Que infunde o vil delito. […] Eu tenho um coração maior que o mundo. Tu, formosa Marília, bem o sabes: Eu tenho um coração maior que o mundo. Tu, formosa Marília, bem o sabes: Um coração …. e basta, Onde tu mesma cabes. (TAG, MD, Parte II, Lira II) Sobre o fragmento de texto de Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu, assinale a alternativa FALSA: a) a interferência do mito na tessitura dos poemas, mantendo o poeta dentro dos padrões poéticos clássicos, impede-o de abordar problemas pessoais. b) a interpelação feita a Marília muitas vezes é pretexto para o poeta celebrarsua inocência e seu destemor diante das acusações feitas contra ele. c) a revelação sincera de si próprio e a confissão do padecimento que o inquieta levam o poeta a romper com o decálogo arcádico, prenunciando a poética romântica. d) a desesperança, o abatimento e a solidão, presentes nas liras escritas depois da prisão do autor, revelam contraste com as primeiras, concentradas na conquista galante da mulher amada. e) embora tenha a estrutura de um diálogo, o texto é um monólogo – só Gonzaga fala e raciocina. AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 53. Sobre o narrador de Nove noites (2002), de Bernardo Carvalho, é correto afirmar que ele busca, principalmente: a) recuperar, por meio de registros documentais (cartas, fotos e relatos), a história de vida acadêmica do antropólogo norte-americano Buell Quain; o que faz dessa narrativa uma biografia intelectual. b) construir, por meio de documentos e da obra antropológica de Buell Quain, um relato da cultura dos povos originários (krahô e trumai) e suas relações com a modernização do país; o que faz dessa narrativa um romance indigenista. c) elaborar, por meio da memória, de documentos e da invenção, o modo pelo qual o antropólogo Buell Quain se relacionava com o mundo e o que o teria levado a cometer suicídio; o que faz dessa narrativa um romance que busca entender o outro. d) registrar, por meio de materiais históricos diversos, o surgimento e desenvolvimento dos estudos antropológicos no Brasil, focando a atenção na trajetória do norte-americano Buell Quain; o que faz da narrativa um romance jornalístico. e) ficcionalizar, por meio de registros documentais e literários, a relação do homem branco com o mundo dos povos originários brasileiros, estudado pelo antropólogo norte-americano Buell Quain; o que faz da narrativa um romance do realismo mágico. O poema a seguir integra O livro das semelhanças, publicado em 2015 pela poeta mineira Ana Martins Marques (1977). Acidente Escrevi este poema no último dia depois disso não nos vimos mais a princípio trocamos telefonemas em que você sempre parecia estar prestes a perder o trem enquanto eu sempre parecia ter acabado de perdê-lo escrevi este poema depois do primeiro telefonema você falava sobre vistos e repartições e sobre como para conseguir um documento sempre é necessário um outro que no entanto só se pode obter de posse daquele eu falava sobre as noites perdidas na companhia de alguém que nunca era você depois aos poucos você deixou de ligar escrevi este poema no segundo domingo em que você de novo não telefonou ao redor do poema como em volta de um acidente juntou-se muita gente para ver o que era (MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 20) AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 63. Considere a reação ácido-base entre amônia e água mostrada a seguir: Com base nessa reação, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: ( ) A constante de basicidade da reação será Kb = [NH4+][HO-]/[NH3]. ( ) A adição de NH4Cl deslocará o equilíbrio no sentido dos produtos. ( ) A água é um ácido mais fraco do que o íon amônio (NH4+), e o equilíbrio está deslocado no sentido dos reagentes. ( ) A amônia (NH3) é uma base mais forte do que o íon hidróxido, e o equilíbrio da reação está deslocado no sentido dos reagentes. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. a) V – F – V – F. b) V – F – F – V. c) F – V – F – F. d) V – F – V – V. e) F – V – F – V. FILOSOFIA 64. O conhecimento é sempre aproximado, falível e, por isso mesmo, suscetível de contínuas correções. Uma justificação pode parecer boa, num certo momento, até aparecer um conhecimento melhor. O que define a ciência não será então a ilusória obtenção de verdades definitivas. Ela será antes definível pela prevalência da utilização, por parte dos seus praticantes, de instrumentalidades que o campo científico forjou e tornou disponíveis. Ou seja, cada progressão no conhecimento que mostre o caráter errôneo ou insuficiente de conhecimentos anteriores não remete estes últimos para as trevas exteriores da não ciência, mas apenas para o estágio de conhecimentos científicos historicamente ultrapassados. ALMEIDA, J. F. Velhos e novos aspectos da epistemologia das ciências sociais. Sociologia: problemas e práticas, n. 55, 2007 (adaptado). O texto desmistifica uma visão do senso comum segundo a qual a ciência consiste no(a) a) conjunto de teorias imutáveis. b) consenso de áreas diferentes. c) coexistência de teses antagônicas. d) avanço das pesquisas interdisciplinares. e) preeminência dos saberes empíricos. 65. TEXTO I Considero apropriado deter-me algum tempo na contemplação deste Deus todo perfeito, ponderar totalmente à vontade seus maravilhosos atributos, considerar, admirar e adorar a incomparável beleza dessa imensa luz. DESCARTES, R. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1980. TEXTO II Qual será a forma mais razoável de entender como é o mundo? Existirá alguma boa razão para acreditar que o mundo foi criado por uma divindade todo-poderosa? Não podemos dizer que a crença em Deus é “apenas” uma questão de fé. RACHELS, J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009. Os textos abordam um questionamento da construção da modernidade que defende um modelo a) centrado na razão humana. b) baseado na explicação mitológica. c) fundamentado na ordenação imanentista. d) focado na legitimação contratualista. e) configurado na percepção etnocêntrica AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 66. A respeito do iluminismo, movimento filosófico que se difundiu pela Europa ao longo do século XVIII, considereas seguintes afirmativas: 1. Muitos filósofos franceses, entre eles Montesquieu, Voltaire e Diderot, foram leitores, admiradores e divulgadores da filosofia política produzida pelos ingleses, como John Locke com sua crítica ao absolutismo. 2. Quanto à organização do Estado, os filósofos iluministas não eram contra a monarquia, mas contra as ideias de que o poder monárquico fora constituído pelo direito divino e de que ele não poderia ser submetido a nenhum freio. 3. A descoberta da perspectiva e a valorização de temas religiosos marcaram as expressões artísticas durante o iluminismo. 4. Em Portugal, o pensamento iluminista recebeu grande impulso das descobertas marítimas. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 67. Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente. CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Studia, São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado). Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em: a) expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes. b) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia. c) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso. d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos. e) fazer experimentos sem nenhum tipo de rigor. 68. Fala-se muito nos dias de hoje em direitos do homem. Pois bem: foi no século XVIII — em 1789, precisamente — que uma Assembleia Constituinte produziu e proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração se impôs como necessária para um grupo de revolucionários, por ter sido preparada por uma mudança no plano das ideias e das mentalidades: o Iluminismo. FORTES, L. R. S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981 (adaptado). Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento que tem como uma de suas bases a: a) modernização da educação escolar. b) atualização da disciplina moral cristã. c) divulgação de costumes aristocráticos. d) socialização do conhecimento científico. e) universalização do princípio da igualdade civil. AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 79. Uma civilização é a entidade cultural mais ampla. As aldeias, as regiões, as etnias, as nacionalidades, os segmentos religiosos, todos têm culturas distintas em diferentes níveis de heterogeneidade cultural. A cultura de um vilarejo no sul da Itália pode ser diferente da de um vilarejo no norte da Itália, mas ambos compartilharam uma cultura italiana comum que os distingue de vilarejos alemães. As comunidades europeias, por sua vez, compartilharão aspectos culturais que as distinguem das comunidades chinesas ou hindus. (HUNTINGTON, S. P. O choque de civilizações. Rio de Janeiro: Objetiva,1997) De acordo com esse entendimento, a civilização é uma construção cultural que se baseia na a) atemporalidade dos valores universais. b) globalização do mundo contemporâneo. c) fragmentação das ações políticas. d) centralização do poder estatal. e) identidade dos grupos sociais. 80. A agenda escolar 2008 convida os alunos das escolas municipais do Recife à leitura mensal de trechos de poemas dos 12 artistas agraciados com estátuas desde 2005. Dessa maneira, esses alunos tiveram acesso, em cada mês do ano, a informações sobre as personalidades retratadas no papel e no espaço público, lendo e discutindo seus versos e visitando as esculturas instaladas estrategicamente no centro da cidade. Trata-se, em suma, de uma pedagogia do espaço público que repousa no reconhecimento de personalidades e lugares simbólicos para a cidade. De acordo com a prefeitura, o itinerário poético seria uma maneira de fazer reconhecer talentos que embelezam os postais recifenses, além de estreitar laços do cidadão com a cultura. (MACIEL, C. A. A.; BARBOSA, D. T. Democracia, espaços públicos e imagens simbólicas da cidade do Recife. In: CASTRO, I. E.; RODRIGUES, J. N.; RIBEIRO, R. W. (Org.). Espaços da democracia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013 (adaptado). No texto, está descrita uma ação do poder público que coloca a paisagem como um fator capaz de contribuir para a a) inclusão das minorias reprimidas. b) consolidação dos direitos políticos. c) redução de desigualdades de renda. d) construção do sentimento de pertencimento. e) promoção do crescimento da economia. 81. O frevo é uma forma de expressão musical, coreográfica e poética, enraizada no Recife e em Olinda, no estado de Pernambuco. O frevo é formado pela grande mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato. É uma das mais ricas expressões da inventividade e capacidade de realização popular na cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a criatividade humana e também o respeito à diversidade cultural. No ano de 2012, a Unesco proclamou o frevo como Patrimônio Imaterial da Humanidade. PORTAL BRASIL. Disponível em: www.brasil.gov.br. Acesso em: 10 fev. 2013. A característica da manifestação cultural descrita que justifica a sua condição de Patrimônio Imaterial da Humanidade é a a) conversão dos festejos em produto da elite. b) expressão de sentidos construídos coletivamente. c) dominação ideológica de um grupo étnico sobre outros. d) disseminação turística internacional dos eventos festivos. e) identificação de simbologias presentes nos monumentos artísticos. AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 5482. Interprete e responda. TEXTO II A eleição dos novos bens, ou melhor, de novas formas de se conceber a condição do patrimônio cultural nacional, também permite que diferentes grupos sociais, utilizando as leis do Estado e o apoio de especialistas, revejam as imagens e alegorias do seu passado, do que querem guardar e definir como próprio e identitário. (ABREU, M.; SOIHET, R.; GONTIJO, R. (Org.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007) O texto chama a atenção para a importância da proteção de bens que, como aquele apresentado na imagem, se identificam como: a) Artefatos sagrados. b) Heranças materiais. c) Objetos arqueológicos. d) Peças comercializáveis. e) Conhecimentos tradicionais. AN A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54 A N A C AR O LI N A D A SI LV A SO U SA 0 94 91 06 89 54