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Apostila Independência do Brasil - 7 de Setembro - Olá! Esse material foi organizado pela professora débora. Dessa forma TODAS AS APOSTILAS não podeM ser repassadAS por meios de redes sociais (grupos de WhatsApp, Instagram, facebook e outros) OU CÓPIAS EM CD’S OU PENDRIVES. Obrigada! O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA Você viu que muitas mudanças aconteceram no Rio de Janeiro e no Brasil a partir da chegada da Família Real com a corte portuguesa. Apesar disso, a insatisfação com o governo português continuou. Os grandes proprietários de terras sentiam-se prejudicados, pois aos poucos foram afastados do poder. Eram os membros da corte portuguesa e os ricos comerciantes da cidade que exerciam maior influência sobre dom João, já que estavam mais próximos a ele. Além disso, as obras no Rio de Janeiro, o grande número de funcionários que vieram de Portugal e a vida luxuosa que levavam fizeram aumentar os gastos. Isso exigiu a elevação da carga de impostos sobre a população. Dom João também enfrentava a insatisfação dos comerciantes de Portugal, que se sentiam prejudicados pela abertura dos portos brasileiros a outros países. 1- O governo de dom João contava com o apoio e a oposição de diferentes setores. Leia o texto a seguir para saber os benefícios que poderiam ser obtidos ao conquistar a amizade do monarca. Em seguida, responda às questões no caderno. Funcionários e comerciantes percebiam como era fundamental estarem próximos à Corte. Era ela que lhes dava empregos, possibilitava negócios, concedia títulos de nobreza, assegurava proteção e prestígio social. Os colonos da capitania do Rio de Janeiro e áreas vizinhas também logo perceberam isso, e passaram a vir para a cidade – alguns chegaram até a fixar residência nela –, para poderem usufruir as mesmas vantagens. Funcionários, comerciantes e colonos queriam ser “amigos do rei”. Ilmar Rohloff de Mattos, Luis A. S. de Albuquerque e Selma R. de Mattos. O Rio de Janeiro: capital do reino. São Paulo: Atual, 2003. p. 24-25. a) Quais eram as vantagens de ser “amigo do rei”? b) Quem estava insatisfeito com o governo de dom João, no Brasil e em Portugal? Por quê? O Brasil é um reino Você já sabe que desde 1808 o Brasil era sede do governo de Portugal. E, com a abertura dos portos, podia comerciar diretamente com outras nações. Em 1815, dom João assinou um decreto pelo qual o Brasil deixava oficialmente de ser colônia e passava à condição de reino, tornando- -se parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Nesse mesmo ano, Napoleão Bonaparte foi derrotado e os franceses foram expulsos de Portugal. Mas a situação econômica do país era difícil, e a população portuguesa pedia a volta de dom João. Em 1818, dois anos após a morte da rainha dona Maria I, dom João foi aclamado rei, no Rio de Janeiro, recebendo o título de dom João VI. Vista do Largo do Palácio no dia da aclamação de dom João VI. Gravura de Jean-Baptiste Debret, século XIX. Algarves: território no sul de Portugal que era considerado um reino pertencente à coroa portuguesa. Aclamado: no texto, refere- -se à proclamação de dom João como rei. Saiba mais A aclamação de dom João VI foi uma grande cerimônia realizada no Largo do Paço (ou do Palácio), na cidade do Rio de Janeiro. Grandjean de Montigny, Auguste Taunay e Jean-Baptiste Debret, artistas da Missão Francesa, foram encarregados da ornamentação e dos monumentos e cenários especialmente construídos para essa ocasião. A Família Real retorna a Portugal Desde a abertura dos portos, os comerciantes portugueses se sentiam prejudicados, pois os ingleses passaram a dominar o comércio com o Brasil. Sem os lucros desse comércio, a situação econômica de Portugal ficou muito difícil. Em 1820, eclodiu a Revolução do Porto, cujos participantes exigiam o retorno imediato da Família Real para Portugal. Exigiam também que o comércio do Brasil voltasse a ser feito apenas com os portugueses. Dessa forma, esperavam resolver a crise econômica e política de seu país. Pressionado e sob ameaça de perder o trono português, dom João VI decidiu voltar para Portugal. Na madrugada de 25 de abril de 1821, o rei embarcou para seu país, acompanhado de familiares e de uma comitiva composta de 4 mil funcionários. No Brasil, dom João VI deixou como príncipe regente seu filho e herdeiro, dom Pedro. Desembarque d’el rei dom João VI, gravura de Beauchamp, feita em 1826. No dia 4 de setembro de 1821, a população portuguesa celebrou a chegada da comitiva que acompanhava dom João VI. Leia a opinião de uma historiadora sobre o retorno de dom João VI a Portugal. Ele [dom João VI] não pretendia voltar. Sentia-se bem no Rio, tinha grande afeição pelo Brasil. Além disso, era melhor ser um rei importante no Novo Mundo do que soberano de uma potência de terceira categoria na política [europeia]... Aqui as pressões eram menores. [...] Nos momentos finais ele lamentava abandonar o Brasil. Lúcia Bastos P. das Neves. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional, p. 59, jan. 2008. Atividades 1- Responda no caderno às questões. a) Por que dom João VI retornou a Portugal? b) Segundo a historiadora, dom João VI desejava retornar para Portugal? Explique. c) Crie uma manchete de jornal noticiando o retorno de dom João VI para Portugal. ( FAZER EM SEU CADERNO) O governo de dom Pedro, príncipe regente Em Portugal, havia forte pressão dos portugueses para que dom Pedro também voltasse. A presença de um membro da Família Real no Rio de Janeiro dificultava os planos de fazer o Brasil voltar a ser colônia. Políticos brasileiros, percebendo as intenções dos portugueses, iniciaram campanhas para que o príncipe regente permanecesse no Brasil. No Rio de Janeiro e em São Paulo, houve manifestações, distribuição de folhetos, cartazes colados nos muros das cidades. Foi feito também um abaixo-assinado com 8 mil assinaturas para que ele ficasse. Diante das manifestações, no dia 9 de janeiro de 1822 dom Pedro decidiu ficar no Brasil. Em maio de 1822, dom Pedro estabeleceu que as ordens vindas de Portugal só seriam cumpridas em território brasileiro após sua autorização. As autoridades portuguesas, por sua vez, enviaram ordens exigindo que ele voltasse imediatamente a Portugal. Além disso, declararam que todas as medidas tomadas por ele seriam consideradas sem valor. A tensão entre o governo português e o governo brasileiro aumentou. ATIVIDADES 1- Observe o documento, leia a parte ampliada e responda no caderno. a) De quando é o documento? b) A grafia das palavras é igual à que usamos hoje? Explique. c) Reescreva o trecho que foi destacado em amarelo, usando a grafia atual. d) Você sabe por que há essas diferenças no modo de escrever as palavras? Justifique sua resposta. A independência Depois que dom Pedro decidiu permanecer no Brasil, o movimento pela independência ganhou força. Em agosto de 1822, o príncipe regente teve de viajar para São Paulo. Quando voltava para o Rio de Janeiro, mensageiros o encontraram para lhe entregar cartas enviadas pelas cortes portuguesas e por seu primeiro-ministro José Bonifácio. As cortes exigiam o retorno imediato de dom Pedro a Portugal. José Bonifácio recomendava o rompimento definitivo. Nesse momento, dom Pedro, que se encontrava às margens do riacho do Ipiranga, decidiu proclamar a Independência do Brasil, seguindo a recomendação de seu ministro. Era 7 de setembro de 1822, eo episódio ficou conhecido como Grito do Ipiranga. Em 12 de outubro do mesmo ano, dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil e recebeu o título de dom Pedro I. E em 1o de dezembro foi realizada a cerimônia de sua coroação. Aclamação de dom Pedro I, gravura de Jean-Baptiste Debret, 1826. O preço do reconhecimento da independência Com o rompimento declarado por dom Pedro, o Brasil deixava de ser parte do reino de Portugal. Mas isso não ocorreu de imediato. Somente depois de muitas negociações, o governo de Portugal aceitou a Independência do Brasil. Em 1825, o governo português reconheceu a Independência do Brasil, mas com o pagamento de uma indenização. Como não possuía a quantia exigida, o governo brasileiro conseguiu um empréstimo com o governo inglês. 2 No dia 7 de setembro costuma haver festa nas escolas e nas cidades de todo o Brasil. Com base nessa informação, responda no caderno. a) Que acontecimento se comemora nessas festas? b) Qual é o significado desse acontecimento? O QUE MUDOU PARA A MAIORIA ? O processo de independência envolveu principalmente as pessoas da elite. Eram atendidas as reivindicações dos grandes proprietários de terras e de escravizados, dos ricos comerciantes e dos funcionários do governo. A independência não alterou, porém, a principal característica da sociedade brasileira: a escravidão. Assim, para a maioria da população, que era formada por africanos escravizados, indígenas e trabalhadores livres e pobres, o 7 de Setembro não trouxe grandes mudanças. Gravura representando a cidade de Ouro Preto e seus habitantes, feita por Hermann Burmeiser em 1853. Saiba mais Vários países da América Latina se tornaram independentes na mesma época que o Brasil. Entre os países da América do Sul, o Brasil foi o único que se tornou uma monarquia. Nesse regime, o poder é exercido por um monarca – rei, imperador, príncipe. O poder é vitalício (para toda a vida) e hereditário (passa para um descendente do monarca). DIA DO FICO A expressão Dia do Fico deve-se a uma frase célebre de dom Pedro, então príncipe-regente do Brasil, que era na época um Reino Unido a Portugal e Algarves. Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta da corte de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal. Símbolos Nacionais Os Símbolos Nacionais - bandeira, brasão, selo e hino - implementados pela Lei n° 5.700, de 1º de setembro de 1971, representam a união do nosso país. Incluídos na Constituição, eles possuem um grande valor histórico e identificam a nação brasileira. Juntos, eles assinalam o sentimento de união da nação, bem como a soberania do país. Todos os países do mundo possuem símbolos nacionais. Eles são usados em eventos (cerimônias, eventos esportivos, etc.) e documentos oficiais. Vale lembrar que o Dia dos Símbolos Nacionais é comemorado no dia 18 de setembro. BANDEIRAS A bandeira nacional foi Instituída no dia 19 de novembro de 1889. Ela é composta de um retângulo verde, um losango amarelo sobreposto e um círculo azul com estrelas brancas, do qual está atravessada uma faixa branca com o lema nacional positivista: “Ordem e Progresso”. As cores da bandeira - o verde e o amarelo - são herdados da bandeira imperial, e significam a Casa de Bragança (verde) e a de Habsburgo (amarelo). Além disso, as cores fazem referência às riquezas do nosso país: verde das matas e florestas, amarelo do ouro, azul do céu. As estrelas simbolizam as 27 unidades federativas do país (26 estados e o Distrito Federal). A disposição delas representa a constelação Cruzeiro do Sul, no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, quando foi Proclamada a República do país. Todas as semanas, nas escolas públicas e particulares, a bandeira nacional deve ser hasteada, lei que entrou em vigor a partir de 2009. Lembre-se que o Dia da Bandeira Nacional é comemorado em 19 de novembro. Armas Nacionais ou Brasão da República Armas Nacionais, também chamado de Brasão da República As Armas Nacionais, ou o Brasão da República, foi criado pelo engenheiro Artur Zauer no governo do Marechal Deodoro da Fonseca. É uma figura usada nos prédios públicos. https://www.todamateria.com.br/dia-da-bandeira/ Seu uso é obrigatório pelas Forças Armadas e os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O Brasão é representado por um escudo redondo azul celeste, o qual está apoiado numa estrela de cinco pontas. No centro, tem a constelação Cruzeiro do Sul que está sobre uma espada. Em cima da espada está escrito “República Federativa do Brasil”, do lado esquerdo “15 de novembro”, e “de 1889”, à direita. Ao redor, está uma coroa formada de um ramo de café á direita e outro de fumo florido à esquerda. SELO Criado no governo de Marechal Deodoro da Fonseca, o selo nacional é usado em documentos oficias (cartas, diplomas, certificados, etc.) com o intuito de autenticar atos do governo. Ele é representado por uma esfera com as estrelas da bandeira que indicam as 27 unidades federativas do país. Possui a inscrição "República Federativa do Brasil" e no meio uma faixa branca com o lema nacional: "Ordem e Progresso". https://www.todamateria.com.br/tres-poderes/ https://www.todamateria.com.br/deodoro-da-fonseca/ Hino Nacional Para comemorar a Independência do Brasil (1822), o hino nacional brasileiro foi composto por Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927) e Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Ele é cantado em uníssono nas aberturas de eventos cívicos, patrióticos, culturais, esportivos, escolares e religiosos. Assim, além de hastearem a bandeira, o hino nacional deve ser cantado pelo menos uma vez por semana nas escolas públicas e particulares de todo país. O dia do hino nacional é comemorado em 13 de abril. Letra do Hino Nacional Brasileiro Parte I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido, De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada Entre outras mil És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo És mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Parte II Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra, mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores." Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula - "Paz no futuro e glória no passado." Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! https://www.todamateria.com.br/hino-nacional-brasileiro/https://www.todamateria.com.br/hino-nacional-brasileiro/