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177FÍSICA Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões a seguir, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer o nosso ensino e o seu aprendizado. 1) Em que materiais e fenômenos devemos estimar ou me dir valores de temperaturas? 2) Em que contextos o conceito de temperatura surge nos âmbitos histórico, social, econômico e cultural? 3) Como medir as temperaturas mais bai xas, as cotidianas e as mais elevadas do Universo? 4) Quais os principais modelos de questões que exploram o conceito de temperatura? 5) Existe um limite mínimo para as temperaturas do Universo que conhecemos? 6) Água, gelo e vapor d’água podem coexistir em equilíbrio num mesmo recipiente? 7) Você conseguiria transformar 95°F em graus Celsius em um segundo? 8) Qual é o hemisfério mais frio da Terra? 9) O que o chuvisco da TV não sintonizada tem que ver com a origem do Universo? 10) Com que doença poderia estar uma pessoa com temperatura de 33°C? 11) Como as vacas, os veados e a manteiga relacionam-se com a construção dos primeiros termômetros? 12) Por que uma variação de menos de 1,0°C aumentou tanto o sentimento de culpa da humanidade? Termologia Módulos 1 – Escalas termométricas 2 – Escalas termométricas 3 – Calorimetria 4 – Calorimetria 5 – Potência de uma fonte térmica 6 – Potência de uma fonte térmica 7 – Balanço energético 8 – Balanço energético 1 e 2 Palavras-chave: Escalas termométricas • Agitação das partículas • Pontos fixos • Variação da temperatura C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 177 178 FÍSICA 1. A Física e o cotidiano 1. Na panela de pressão, a temperatura de ebulição da água aumenta para 120°C e o tempo de cozimento fica dividido por quatro. 2. A variação da temperatura depende da massa, da subs tância do alimento e da quantidade de calor rece bida. 3. A temperatura do ferro elétrico ligado pode ser sen tida a distância por causa da radiação térmica. 4. As correntes de convecção do ar interno da geladeira são provocadas pela diferença de densidades entre a massa quente que sobe e a fria que desce. 5. A cor da chama do fogão indica sua temperatura. O fogo azulado (1200°C) apresenta temperatura maior que o avermelhado (800°C). Para o calor atravessar o fundo metálico da panela, deve haver uma diferença de tempe - raturas entre a chama e o alimento no interior da panela. 6. Entre cada peça do revestimento da parede, há um distanciamento para evitar trincas produzidas pela dila tação térmica. 7. A temperarura do corpo humano é considerada nor mal quando não varia mais que 1°C em torno de 36,5°C. 8. A temperatura ambiente é apresentada nos noticiá rios internacionais em graus Celsius e Fahrenheit. 2. A Física e o mundo A geografia e a geopolítica das temperaturas As escalas Celsius e Kelvin são as mais aceitas em todo o mundo. Apesar disso, a escala Fahrenheit, usa da, de modo mais restrito, nos EUA, ainda influencia a divul gação da ciên cia, o turismo e as transações co mer ciais por causa da importância desse país. As expressões a seguir são en contradas em agen das de negócios e livros didáticos para a conversão das indicações entre as escalas Celsius (C) e Fahrenheit (F): e Para intervalos de temperatura e am plitudes térmi cas (ΔC e ΔF), te mos: 9C F = –––– + 32 5 5 C = –––– (F – 32) 9 �C �F –––– = –––– 5 9 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 178 179FÍSICA No mapa a seguir, há uma visão de temperaturas médias anuais e amplitudes térmicas médias da su perfície terrestre. Note que o He mis fério Norte é mais frio que o Sul e apresenta amplitudes mais acen tuadas, por causa da maior extensão dos continentes em relação aos oceanos. A água ameniza as tem pe ra tu ras e os climas. A temperatura média do nosso planeta é de 15°C (59°F; 288K). O aquecimento global, provocado pela emissão de CO2 pelo homem na atmosfera, pode produzir um acrés cimo de 3,0°C (5,4°F; 3,0K) nes se valor nos próximos 100 anos, com consequências desas trosas pa ra o meio ambiente. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 179 180 FÍSICA A origem do Universo no chuvisco da TV e no chiado do rádio não sintonizados Segundo as teorias mais mo der nas, o Universo que conhecemos originou-se há cerca de 13,8 bilhões de anos, da explosão de um “ovo cós mico” de um cen tíme - tro de diâ metro, liberando toda a matéria e a radiação que nos cerca. Essa radiação, inicialmente, re pre sentava uma tem - pe ratura de trilhões de graus Celsius e diminuiu com a expansão do Universo, até o valor de 2,8K (–270,2°C; –454,4°F), atribuída à radiação cós mica de fundo (RCF) encontrada em todos os pontos do Cosmos. O chiado de um rádio ou o chu vis co de um tele visor não sinto nizados mostram padrão de vibração de um gás a 2,8K, ou seja, eles são o som e a imagem dos ecos do “Big Bang”. A temperatura corporal e o diag nóstico de doenças A temperatura do corpo humano é mantida cons - tante pela inter ven ção de um sistema de termorregu - lação localizado no diencéfalo. Esse sistema pode ser desequilibrado por toxinas intro duzi das (infecções, por exemplo) ou for ma das no organis mo. A tempera tura nor - mal do corpo humano é em média 36,5°C, va riando ao longo do dia até um grau aci ma ou abaixo desse va lor, se gun do um rit mo cir - cadiano. Em al gu mas doen ças, co - mo a có le ra, po de atin gir 33°C (hi - po ter mia) e, em ou tras, 42°C (hiper termia, fe bre). Termografia da cabeça. Os termô me tros clíni cos são ter mô me tros de mer cú rio, utili za - dos para a de ter mi nação da tem pe - ra tura do cor po hu mano. São gra - duados de 35°C a 42°C. Co mo o mer cúrio se con trai ra pi da men te, o termô metro apresen ta um estran - gula men to que im pe de que o mer - cúrio da haste vol te ao bulbo, após a medida de uma temperatura. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 180 181FÍSICA 3. A Física e o laboratório Termômetro a gás (temperaturas muito baixas) Esse tipo de termômetro utiliza um gás como fluido termométrico. É constituído por uma massa fixa de gás num volume constante. Medindo a pressão com um manômetro, podemos determinar a temperatura a partir da equação dos gases perfeitos: = . Os materiais do termômetro não podem sofrer dilatações apreciáveis no intervalo de temperaturas que vão medir, pa ra que o volume não se altere e não se introduzam erros na medição. Esse termômetro pro - porciona um dos métodos mais rigorosos para medição de temperaturas no intervalo de 2,5K a 1300K. Nesses termômetros, usa-se como ponto de refe rên - cia a temperatura em que coexistem, em equi lí brio, os três estados físicos da água – gelo, água líquida e vapor. Esse estado designa-se por ponto triplo da água e ocorre à pressão ptrip = 610Pa e à temperatura Ttrip = 273,16K. Pirômetro óptico (temperaturas elevadas) Para altas temperaturas, o termômetro mais in di ca do é o pirômetro óptico, que compara a cor emitida pelas paredes do forno com a cor do filamento de uma lâmpada padrão. Nesse caso, o termômetro não entra em contato com o forno. Esse tipo de termômetro tam bém pode ser utilizado para medir a temperatura das estrelas. 4. A Física e a evolução de seus conceitos Temperatura Num primeiro contato, entende re mos a tempera tu - ra como a gran deza que associamos a um cor po, para traduzir o estado de agi tação das partículas que o cons - ti tuem. Esse estado de agitação é de finido pelo ní vel ener gético das par tí culas e cons titui o es ta do tér mi co ou es ta do de aque cimento do corpo. A medida desse nível energético (da temperatura) é feita de maneira indireta,pela medida de ou tra grandeza, característica de determinado corpo e va riá vel com a tem peratura. Essa gran deza é cha ma da de grandeza termo mé trica e o corpo é o termômetro. No corpo de maior tem pe ra tura, as partículas possuem maior nível de agita ção. Escalas termométricas Uma escala termométrica é um conjunto de va lo - res numéricos (de temperaturas), cada um associa do a determinado estado térmico pre es tabelecido. As escalas mais conhecidas são: Escala Kelvin A escala Kelvin, também deno mi na da escala abso - lu ta ou es cala termodinâmica, foi obtida do com por - tamento de um gás perfei to, quando, a volume cons tan - te, fez-se variar a pressão e a tem peratura dele. Para os pontos fixos, denomina dos zero absoluto e ponto triplo da água, associamos 0K e 273,15K, res - pectivamente. Devemos entender por zero ab soluto o estado tér - mico teórico, no qual a velocidade das moléculas de um gás perfeito se reduziria a zero, isto é, cessaria o estado de agitação das moléculas. O ponto triplo da água ocorre quando gelo, água e vapor de água coexistem em equilíbrio. Ao ler-se uma temperatura nessa escala, deve-se omi tir o termo “grau”; assim, 25K leem-se “vinte e cinco kelvin”. p2V2––––– T2 p1V1––––– T1 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 181 182 FÍSICA Escala Celsius A escala Celsius é definida pela relação: Observe que uma variação de tem peratura é ex pres - sa nas escalas Celsius e Kelvin pelo mesmo número: No zero absoluto, essa escala as sinalaria –273,15°C e, no ponto triplo da água, o valor 0,01°C. Até 1954, essa escala era defi ni da convencio nan - do-se 0°C e 100°C co mo as tempe ra tu ras asso ciadas a dois pontos fixos, a saber: 1.o Ponto Fi xo (ou ponto do gelo): Estado térmi co do gelo fun dente (equi líbrio gelo + água), sob pressão nor mal (0°C). 2.o Ponto Fixo (ou ponto do va por): Estado térmico do vapor de água em ebulição, sob pres são normal (100°C). A escala Celsius é usada, oficial mente, em vários paí ses, entre os quais o Brasil. Escala Fahrenheit Essa escala é usada, geral men te, nos países de lín - gua inglesa. No ponto do gelo (1.° P.F.), ela assi nala 32°F e, no ponto do vapor (2.° P.F.), o valor 212°F, apresentando, as - sim, 180 divisões entre essas duas marcas. Equação de conversão Uma equação de conversão é uma relação entre as temperaturas em duas escalas termométricas, tal que, sabendo-se o valor da tempe ratura numa escala, pode-se obter o cor respondente valor na outra. Assim, relacionando-se as três es ca las citadas ante - rior mente, temos: Do esque ma, ob te mos a equa ção de con versão en - tre essas esca las, em que fare mos: 273,15 � 273 e 373,15 � 373 �C – 0 �F – 32 T – 273 –––––––– = –––––––– = ––––––––––––– 100 – 0 212 – 32 373 – 273 Simplificando, temos: As relações mais utilizadas são: e Variação de temperatura É comum encontrarmos exercícios nos quais é for - necida a variação de temperatura na escala Celsius (��C) e é pedida a correspondente variação na escala Fahrenheit (��F), ou vice-versa. � (°C) = T (K) – 273,15 ��c = �T �C �F – 32 T – 273 ––– = –––––––– = ––––––––– 5 9 5 T = �C + 273 �C �F – 32 –––– = –––––––– 5 9 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 182 183FÍSICA ANTIGUIDADE E IDADE MÉDIA: Di fi cul dade para medir preci sa mente as tem peraturas. Hipócrates, pai da Medi cina, va loriza mais o rit mo car diorres pi ratório que a tem pe ra tu ra cor poral em seus diag nósticos. 1593 – Galileu cria o ter mos có pio de água, para me dir a tem peratura do corpo hu ma no. 1612 – Sanctorius, médico de Pádua, de sen volve o ter mos - cópio de Galileu para medir a temperatura dos pa cientes. Século XVII – O álcool é usado como subs tância termo - métrica. A temperatura de fusão da manteiga e a do corpo de vacas e veados são testadas como pon tos fixos livres da influência da pressão atmosférica. 1724 – Daniel Ga briel Fahre nheit cria o pri mei ro ter - mô me tro con fiável, usan do o mer cú rio co mo subs - tância ter mo métrica. 1730 – Réaumur propõe uma no va escala com 0°R para o pon to do gelo e 80°R para o ponto do va por. 1742 – Anders Celsius, sueco, cria uma escala que é utilizada até hoje. 1848 – Lord Kelvin, basea do na defini ção ter mo di - nâmica da tem peratura (grau de agi ta ção das partí culas do sis te ma), cria uma es cala científi ca que esta belece o zero abso luto como limite míni - mo para as tempe raturas do Universo (–273,15°C). 1859 – Rankine ajusta a escala Fahrenheit com a es cala Kelvin. Criação da es cala Rankine. 1900 – Pirômetro óptico permite a me dição da tem pera tura de ob jetos in can des centes (acima de 500°C) e reve la que a ra dia ção é emi tida na forma de pacotes dis cre tos de energia, os quais Max Planck cha mou de quan ta (no sin gular, quan tum). Nasce a Física Quântica. 1927, 1948, 1968, 1990 – Reuniões para o estabe lecimento da Escala Internacio nal de Temperatura (EIT), as quais defi nem o aumento da precisão das me didas, com base nas téc nicas termo métricas vigen tes. Atual men te, tempe raturas en tre –272,5°C (0,65K) a 6000K po dem ser medidas com precisão média de 0,001K. 1963 – Arno e Penzias relacionam a radia ção, encon trada em todos os pontos do Universo (radiação cós mica de fundo), com a temperatura atual do Universo, 2,8K, que indica que o Universo tem 13,7 bi lhões de anos desde o Big Bang. 1988 – Variações de 0,02K na ra diação cós mica de fundo re for - çam a teoria do Big Bang e ex plicam a existência das galá xias. 2006 – Medidas meteorológicas precisas imputam à hu - manidade o aumento acele rado da temperatura do ar at mos - férico nos últimos 150 anos (aquecimento global). �C �R �F – 32 T – 273 �Ra – 492 ––– = ––– = ––––––– = ––––––– = ––––––––– 5 4 9 5 9 Nesse caso, devemos com parar as duas escalas e usa r as proporcionalidades entre os intervalos de tem pe - raturas. ��C ��F––––– = ––––– 100 180 ��C ��F –––– = –––– 5 9 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 183 184 FÍSICA A medida e o controle da temperatura são rea lizados pelo uso de propriedades mecâ ni cas, térmicas e eletromagnéticas dos mate riais, de acordo com as características e a precisão das medições. As figuras a seguir apresentam alguns termô metros analógicos, de in - dicações contínuas, ou digitais, que produzem pequenos saltos entre um valor e outro, por conta dos microproces sadores de dados eletrô nicos. � (MODELO ENEM) – Daniel Fahrenheit produ ziu o primeiro termô - me tro confiável, baseado na dilatação térmica de uma coluna de mercúrio. O termômetro de mercúrio indica: a) 32°C b) 40°C c) 72°C d) 80°C e) 104°C Resolução Termômetro de mercúrio (�F = 104°F) �C = (�F – 32) ⇒ �C = (104 – 32) (°C) �C = . 72 (°C) ⇒ Resposta: B � (MODELO ENEM) – O termômetro bimetálico fun ciona como con trolador de cir cui tos elé tricos e de re fri ge ração. Duas lâ mi nas de dilatações térmicas dife rentes e soldadas deformam a espiral no aqueci mento. O termômetro bimetálico indica: a) 25°F b) 45°F c) 77°F d) 90°F e) 109°F Resolução Termômetro bimetálico (�C = 25°C) �F = + 32 ⇒ �F = + 32 (°F) �F = 45 + 32 (°F) ⇒ Resposta: C � (MODELO ENEM) – O termômetro de baixas temperaturas, em geral, utiliza a dilatação de gases, e a variação de temperatura é relacio - nada com a mudança de pres são em um manômetro de mercúrio. O termômetro a gás indica: a) – 200°C b) – 150°C c) – 73°C d) – 45°C e) – 32°C Resolução Termômetroa gás (T = 73K) T = �C + 273 �C = T – 273 ⇒ �C = 73 – 273 (K) ⇒ Resposta: A � (MODELO ENEM) – O termômetro digital sem contato de infravermelho (pirômetro) é ideal para medir a temperatura de metais incandescentes e de estrelas. A diferença entre a temperatura ambiente de 25°C e a indicação do pirômetro, em kelvin, vale: a) 25 b) 273 c) 373 d) 477 e) 725 Resolução Temperatura ambiente: �C1 = 25°C ⇒ T1 = 25 + 273 (K) ⇒ T1 = 298K Pirômetro: �C2 = 750°C ⇒ T2 = 750 + 273 (K) T2 = 1023K ΔT = T2 – T1 ΔT = 1023K – 298K Resposta: E 5 ––– 9 5 ––– 9 5 ––– 9 �C = 40°C 9 �C––––– 5 9 . 25 –––––– 5 �F = 77°F �C = –200°C ΔT = 725K Exercícios Resolvidos – Módulo 1 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 184 185FÍSICA � (OBFEP-MODELO ENEM) – As primeiras lâmpadas que funcionavam com eletricidade usavam a incandescência para gerar luz. Entretanto, este tipo de lâmpada transforma apenas 5% da energia elétrica em luz (fóton visível). O resto é trans - formado em calor (fóton infravermelho). Atualmente, para consumo geral, existem dois tipos de lâmpadas mais eficien - tes: as fluorescentes, com rendimento de 30% , e as de LED, com 95% de eficiência. Entretanto, em uma granja, é necessário manter o ambiente quente; logo, muitas granjas utilizam a lâmpada incandescente para, ao mesmo tempo, aquecer o ambiente e produzir a iluminação necessária. O ambiente da granja deve ficar na temperatura de 30°C. Nos Estados Unidos, os termômetros usam a escala Fahrenheit, a qual registra o valor 32 para o ponto de fusão do gelo e 212 para o ponto de ebulição da água. Qual a indicação da temperatura ideal de uma granja em um termômetro graduado em Fahrenheit? a) 52°F b) 66°F c) 74°F d) 86°F d) 90°F RESOLUÇÃO: = = �F – 32 = 54 Resposta: D � (UNICAMP-MODELO ENEM) – A escala de temperatura Fahrenheit (°F) foi proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. Essa escala foi utilizada princi palmente pelos países que foram colonizados pelos britânicos. Atual mente, seu uso se restringe a poucos países de língua inglesa, como os Estados Unidos, que mantém a escala sem motivo aparente. Na escala Fahrenheit (°F), o ponto de solidificação da água à pressão ambiente ocorre a 32°F, o que corresponde a 0°C (escala Celsius). Já o ponto de ebulição da água ocorre a 212°F, o que corresponde a 100°C. Há uma única temperatura em que as escalas Celsius e Fahrenheit, ambas lineares, coincidem. Essa temperatura é igual a: a) 40°C b) 18°C c) –18°C d) –40°C e) –50°C RESOLUÇÃO: = = 9� = 5� – 160 4� = –160 Resposta: D � (PUC-SP-MODELO ENEM) – O slide, nome dado ao skate futurista, usa levitação mag nética para se manter longe do chão e ainda ser capaz de carregar o peso de uma pessoa. É o mesmo princípio utilizado, por exemplo, pelos trens ultrarrápidos japo neses. Para operar, o slide deve ter a sua estrutura metálica interna res friada a temperaturas baixíssimas, alcançadas com nitro gê - nio líquido. Daí a “fumaça” que se vê nas imagens, que, na verdade, é o nitrogênio vapo ri zando-se novamente devido à temperatura ambiente e que, para per manecer no estado líqui - do, deve ser mantido a aproximadamente –200 graus Celsius. Então, quando o nitrogênio acaba, o skate para de “voar”. A fumaça que aparenta sair do skate, na verdade, é nitrogênio em gaseificação (Foto: Divulgação/Lexus) (Disponível em: www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/07/como- funciona-o-skate-voador-inspirado-no-filme-de-volta-para-o-futuro- 2.html. Acesso em: 03 jul. 2015. Adaptado.) Com relação ao texto, a temperatura do nitrogênio líqui do, –200°C, que resfria a estrutura metálica interna do slide, quan - do convertida para as escalas Fahrenheit e Kelvin, seria, res - pec tivamente: a) – 328 e 73 b) – 392 e 73 c) – 392 e – 473 d) – 328 e – 73 e) – 328 e – 473 RESOLUÇÃO: (I) Transformação da escala Celsius para a escala Fahrenheit: = ⇒ – = –360 = �F – 32 ⇒ (II)Transformação da escala Celsius para a escala Kelvin: T = �C + 273 ⇒ T = – 200 + 273 (K) Resposta: A �F – 32––––––– 9 �C––– 5 �F – 32––––––– 9 30 ––– 5 �F = 86°F �F – 32––––––– 9 �C––– 5 � – 32 ––––––– 9 � ––– 5 � = –40°C = –40°F �C ––– 5 �F – 32 ––––––– 9 200 –––– 5 �F – 32 ––––––– 9 �F = –328 °F T = 73 K Exercícios Propostos – Módulo 1 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 185 186 FÍSICA � (MEDICINA-FACERES-MODELO ENEM) – Criogenia é um importantíssimo ramo da ciência ligado à Termologia. Sua finalidade é conseguir temperaturas extremamente baixas para diversas aplicações, como conservação de produtos alimen - tícios, transporte de gêneros perecíveis, preservação de teci - dos, conservação de sêmen de animais para uso em fertili - zação, entre tantas outras. A manutenção do sêmen bovi no se dá em temperaturas próximas do ponto de solidificação do nitrogênio, que é de aproximadamente 73K. Assinale a alternativa que apresenta essa temperatura nas escalas Celsius e Fahrenheit, respectivamente: a) –200°C e –328°F; b) –273°C e –328°F; c) –328°C e –200°F; d) 346°C e –328°F; e) 328°C e 288°F. RESOLUÇÃO: I. T = �C + 273 73 = �C + 273 ⇒ II. = –40 = �F – 32 = –360 Resposta: A �C = –200°C �F – 32––––––– 9 �C––– 5 �F – 32––––––– 9 �F = –328°F � (MODELO ENEM) – As paredes de gelo do iglu dos esquimós difi - cultam a condução de calor do interior para o ambiente externo. A diferença entre a temperatura interna e a externa do iglu, em graus Fahrenheit, é igual a: a) 104 b) 72 c) 40 d) 32 e) 25 Resolução Parede de gelo: Δ�C = 0°C – (–40°C) Δ�C = 40°C Δ�F = 1,8 Δ�C Δ�F = 1,8 . 40 (°F) Resposta: B � (MODELO ENEM) – Nos desertos norte-americanos, a diferença de temperatura entre o solo e as altas camadas da atmosfera produz, por convecção, tempes tades de ventos. A máxima variação de temperatura sofrida pelas massas de ar, em graus Celsius, vale: a) 104 b) 90 c) 50 d) 40 e) 14 Resolução Ventos no deserto: Δ�F = 104°F – 14°F Δ�F = 90°F Δ�F = 1,8 . Δ�C 90 = 1,8 . Δ�C Resposta: C Δ�F = 72°F Δ�C = 50°C Exercícios Resolvidos – Módulo 2 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 186 187FÍSICA � (MODELO ENEM) – As temperaturas médias da Terra e da superfície do Sol fazem os dois astros irradiar energia de maneiras diferentes. O saldo maior a favor do Sol permite o aquecimento do nosso planeta. A diferença entre as temperaturas médias, da superfície do Sol e da Terra, em kelvin, é igual a: a) 15 b) 300 c) 700 d) 5727 e) 5985 Resolução Radiação solar e terrestre: Δ�C = 6000°C – 15°C Δ�C = 5985°C ΔT = Δ�C Resposta: E � Vulcões, gêiseres e terremotos são fenômenos naturais asso cia - dos à elevação da temperatura com a profundidade do solo. Pessoas que trabalham em minas de carvão sabem que a temperatura da Terra aumenta, cons tan temente, com a profundidade. Me didas efe - tuadas em poços profundos indicam que a cada quilômetro de profun - didade a variação de temperatura é da ordem de 30°C. Num local onde a tem peratura na superfície vale 20°C, uma broca perfura um poço muito profundo. Com base nessas afirmações e nos seus conhecimentos de Termo - metria, determine a) a expressão que relaciona a temperatura �, em graus Celsius (°C), com a profundidade p em quilômetros (km); b) o gráfico que relaciona a temperatura � com a profundidade p; c) a profundidade em que o líquido de refrigeração da broca ferve a 140°C. Resoluçao a) = = �C – 20 = 30d b) c) �c = 140°C ⇒ �c = 30d + 20 140 = 30d + 20 ⇒ 120 = 30d ⇒ Respostas: a) �C = 30d + 20 (�C em °C e d em km) b) vide gráfico c) d = 4,0km ΔT = 5985K �C – 20–––––––– 50 – 20 d – 0 ––––––– 1,0 – 0 �C – 20 –––––––– 30 d –––– 1,0 �C = 30d + 20 d = 4,0km θC em graus Celsius �d em km � (OPF) – A figura a seguir apresenta um gráfico que relacio - na uma escala de tempe raturas hipotética, X, e a escala Kelvin de temperaturas abso lutas. Sa ben do-se que um obje to está a uma temperatura de 80°X, de ter mine sua tem pe ratura se fosse medida por um termô - metro calibrado na escala Celsius. RESOLUÇÃO: = = �X = 80°X ⇒ T = 0,5 . 80 + 273 (K) T = 40 + 273 (K) Resposta: �X – 0 ––––––––– 200 – 0 T – 273 ––––––––– 373 – 273 T – 273 ––––––––– 100 �X –––– 200 T = 0,5 �X + 273 T = 313K Exercícios Propostos – Módulo 2 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 187 188 FÍSICA � (FCC-UNINOVE-MODELO ENEM) – Uma pessoa encon - trou no porão de sua casa um antigo termômetro com a escala já apagada, na qual só era possível identificar as marcas de 12°C e 48°C. Sabendo-se que a distância entre as duas marcas era de 6,0cm e que no momento em que o termômetro foi encontrado a coluna de mercúrio estava 1,5cm acima da marca de 12°C, a temperatura indicada pelo termômetro naquele momento era de: a) 15°C b) 18°C c) 21°C d) 24°C e) 30°C RESOLUÇÃO: I. 6,0cm ––––––––––– 48°C – 12°C = 36°C 1,5cm ––––––––––– �� �� = 36°C = 9°C II. �� = � – 12°C 9°C = � – 12°C Resposta: C � (OLIMPÍADA BRASILEIRA DE FÍSICA-MODELO ENEM) – Um Trabalho recente publicado na Revista Brasileira de Ensino de Física destaca um “Refri gerador termoelétrico de Peltier usado para estabilizar um feixe laser em experimentos didá - ticos” (Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 36, no. 1, 1308. 2014). O trabalho destaca um experimento em que é montado um sistema de estabilização de um laser de diodo mantido a temperatura controlada e estabilizada com materiais de baixo custo. Destacando o controle da temperatura, imaginemos que, no experimento, registra-se uma variação de temperatura de 90°F, e que você tivesse de obter essa informação na escala Celsius. Qual alternativa fornece essa variação de temperatura? a) 20°C b) 32,22°C c) 40°C d) 45°C e) 50°C RESOLUÇÃO: = = ⇒ Resposta: E � (UNICASTELO-MODELO ENEM) – Considere os valores das temperaturas, em graus Celsius e graus Fahrenheit, para os pontos fixos da água sob pressão normal, indicados na tabela. Para uma variação de 10° Celsius, a variação correspondente em Fahrenheit é de: a) 10° b) 18° c) 22° d) 32° e) 56° RESOLUÇÃO: De acordo com os dados, vem: = ⇒ = ⇒ �θF = 1,8��C ��F = 1,8 . 10 (°F) ⇒ Resposta: B � (VUNESP-CUSC-MODELO ENEM) – Analise a tabela a seguir que mostra a relação entre as escalas termométricas Celsius, Fahrenheit e Kelvin, estabe lecidas à pressão normal no nível do mar. Caso a variação de temperatura medida na escala Celsius seja de 45 graus, é correto afirmar que as variações observadas nas escalas Fahrenheit e Kelvin serão, respectivamente, iguais a: a) 190 e 95 b) 81 e 45 c) 120 e 85 d) 85 e 40 e) 105 e 45 RESOLUÇÃO: I) ��C = ��K = 45°C = 45K II) = = Resposta: B 1,5 –––– 6,0 � = 21°C ��C ––––– 5 ��F ––––– 9 ��C ––––– 5 90 ––––– 9 ��C = 50°C °C °F ponto de ebulição 100 212 ponto de fusão 0 32 ��F ––––––––– 212 – 32 ��C ––––––––– 100 – 0 ��F ––––– 180 ��C ––––– 100 ��F = 18°F Celsius Fahrenheit Kelvin Temperatura de ebulição da água 100 212 373 Temperatura de fusão do gelo 0 32 273 ��C–––– 5 ��F–––– 9 45 –––– 5 ��F–––– 9 ��F = 81°F C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 188 189FÍSICA 1. A Física e o cotidiano Esfregando as mãos, conseguimos aquecê-las: a energia cinética, o atrito e o calor estão sempre relacionados. O cobertor é um isolante térmico e a fonte de calor é o corpo da pessoa. Os motores dos veículos podem ser refrigerados a água ou a ar. Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer o ensino e o aprendizado. 1) Quais são as coisas e os fenômenos relacionados com o aquecimento e com o resfriamento? 2) O cobertor é uma fonte de calor? 3) Como a evolução do conceito de calor influencia nos sa percepção da natureza, o desenvolvimento econômi co e a preocupação com o ambiente? 4) É possível fornecer calor para um sistema sem que ele varie sua temperatura? 5) Por que é quase dez vezes mais fácil aquecer um disco de ferro do que uma quantidade de mesma massa de água? 6) Além de uma situação de sede desesperadora, quando 300m� de água têm o mesmo valor de 10kg de ouro? 3 e 4 Palavras-chave: Calorimetria • Calor não é temperatura • Calor específico sensível • Calor é energia C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:18 Página 189 190 FÍSICA O automóvel produz calor Q no motor e realiza um tra balho τ. 2. A Física e o mundo Como a evolução do conceito de calor influencia nos sa percepção da natureza, o desenvolvimento econômi co e a preocupação com o ambiente? A fotossíntese é a responsável pela energia dos alimentos. Um adulto deve consumir entre 2000kcal e 2500kcal diárias para realizar suas atividades. Isso faz com que ele seja equivalente a um sistema com uma po tên cia comparável a uma lâmpada de 100W. 3. A Física e o laboratório O conceito de calor tornou-se importante quando se se pa rou do conceito de temperatura. A partir daí, definiu-se o equilíbrio térmico (QA + QB = 0; lei zero da Termodinânica) e que o calor flui espon tanea - mente da região de maior temperatura para a de menor temperatura (2.a lei da Termodinâmica). τ Rendimento = ––– Q Vocábulos e expressões da língua inglesa relacionados com a Calorimetria HEAT: Transfer of energy from one part of a substance to another, or from one body to another by virtue of a difference in temperature. SPECIFIC HEAT: The heat capacity, or the measure of the amount of heat required to raise the temperature of a unit mass of a substance one degree. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 190 191FÍSICA O modelo cinético-molecular caracterizou o calor co - mo energia em trânsito, tal como o trabalho mecânico, e o inse riu no campo teórico fundamental da mecânica estatística (1.a lei da Termodinâmica; Q = τ + �U). Caloria – calor espe cí fico sensível da água Por definição, chama-se calo ria a quantidade de ca lor neces sária e suficiente pa ra aquecer 1,0g de água pu ra de 14,5°C a 15,5°C, sob pressão normal. Assim, temos: Usando-se a equação funda men tal da calorimetria, para um grama de água, vem: Q = m c �� 1,0 cal = 1,0g . cágua . 1,0°C Portanto: Resulta, pois, que o calor espe cí fi co sensível da água, no in ter valo de tem peratu ra de 14,5°C a 15,5°C, vale 1,0 cal/g°C. De forma geral, costumamos utili zar esse valor (1,0 cal/g°C) do ca lor es pecífico sensível da água como cons tante no intervalo de 0°C a 100°C. A tabela abaixo apresenta os calores específicos sen síveis de várias substâncias em cal/g°C a 15°C. A água (1,0cal/g°C) é referência para os outros calo - res específicos sensíveis, Assim, é fácil ver que, com apenas 11% do calor que aquece uma certa massa de água, é possível produzir a mesma variação de tempe - ratura numa mesma massa de ferro (0,11cal/g°C). Outro fato importante é que quanto mais alto é o ca - lor específico sensível do material, mais tempo leva para aquecê-lo, e quanto mais calor absorver, mais tempo leva para esfriá-lo. Calor sensível e calor latente Colocando-se um pedaço de fer ro na chama de uma ve - la, obser va mos que o ca lor for ne cido pela cha ma pro voca uma variação de tem peratura (aque cimento) no ferro. cal cágua = 1,0 ––––– g°C Calores específicos sensíveis médios em cal/g°C ouro 0,030 chumbo 0,031 mercúrio 0,033 prata 0,056 cobre 0,094 ferro 0,110 querosene 0,510 álcool 0,580 água 1,00 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 191 192 FÍSICA Colocando-se um pe daço de ge lo na chama da ve la, no ta mos que o ca lor fornecido pe la cha ma pro vo ca uma mu dança de esta do (fusão) no gelo. Portanto, quan do um cor po re ce be ou cede ca lor, este po de produzir no corpo dois efei tos diferentes: va - ria ção de temperatura ou mu dan ça de estado. Se o efeito no corpo for apenas variação de tem - pe ra tura, o ca lor é chamado ca lor sensível. Se o efeito no corpo for apenas mu dança de es - tado, o calor é cha mado calor latente. Assim, nas considerações aci ma, o calor recebido pelo ferro é sen sível e o recebido pelo gelo é latente. Por exemplo, se colocarmos um pe daço de ferro aquecido na cavi da de feita num bloco de gelo a 0°C, verifi caremos o resfriamento do ferro e a fu são de parte do gelo. O ferro, mais quente, cede calor ao gelo. Esta quan tidade de calor cedida pelo ferro pro vocou nele um resfria men to, sendo ca lor sensível. A mes ma quan ti - da de de calor ao ser rece bida pe lo ge lo provoca nele uma fu são, sen do, pois, chamado de ca lor la tente. 4. A Física e a evolução de seus conceitos Energia térmica Todo corpo é formado de partículas. Essas partículas estão cons tan te mente em agitação, provocada por uma energia nelas existente. A energia cinética média as sociada a uma partícula é que de ter mina seu estado de agitação, de finindo a temperatura do cor po. O somatório das energias de agi tação das partículas é a energia tér mica do corpo. É importante notar que esse so ma tório de energias depende da ener gia de agitação de cada partí cula (da temperatura) e do nú mero de partí cu las que o corpo possui (da massa do corpo). Calor e equilíbrio térmico Quando dois corpos em tempe ra turas diferentes são co locados em contato térmico, espontaneamente, há trans ferência de energia térmica do corpo de maior para o de menor tem peratura. Dessa forma, a tempe ratura do “mais quente” diminui e do “mais frio” aumenta até que as duas se igualem. Nesse ponto, cessa a troca de ener - gia térmica. Dizemos que foi atin gido o equi líbrio tér mi - co e a tem pe ratura co mum é de no mi na da temperatura fi nal de equi lí brio tér mi co. Observemos que a causa de ter mi nante da passa gem de ener gia tér mi ca de A para B foi a di fe rença de tem - peraturas e que, quan do as tem pera turas se igualaram, ces sou a pas sa gem de energia térmica. A energia térmica que pas sa de A para B recebe, durante a pas sa gem, a de nominação de calor. Portanto, calor é energia tér mica em trânsito de um corpo para outro, mo ti vada por uma diferença de tempe raturas exis tente entre eles. Capacidade térmica (C) e calor específico sensível (c) Suponhamos que um corpo A de massa m receba uma quantidade de calor sensível Q, que lhe provoca o aquecimento ��. Por de fi ni ção, a ca pa ci dade tér mica ou capa cidade calorí fi ca de um cor po repre senta a quan ti dade de calor necessária e suficiente para va riar sua tem pera tura de uma unidade. Unidade usual: cal/°C Por definição, o calor espe cí fi co sensível de uma substância cor responde à capacidade térmica por unida - de de massa. O calor específico sensível da água, em geral, vale 1,0cal/g°C. Q C = –––– �� C Q c = ––– = ––––––– m m �� C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 192 193FÍSICA SÉCULO V a.C. – Pla tão destaca que o ca lor e o fogo podem ser produ zidos por im pac to ou fric ção. ANTIGUIDADE E IDADE MÉ DIA – Ao lado do ar, da ter ra e da água, o fogo serviu como ele men to para com por a visão de mundo e a filosofia natural. Era o único que não abrigava a vida. 1620 – Francis Bacon de fende a ideia de que ca lor e tem pe ra tura são mani - fes tações do mo vi men to (ener gia). 1680 – Robert Hooke e Robert Boyle rela cio nam a tempe ra tura com a “rápi da e impe tuo sa agita ção das partes de um corpo”. 1779 – Joseph Black, usan do um ter - mô me tro, con cebido por Fahrenheit, rea liza as primeiras ex pe riên cias para di fe renciar calor de tem pera tura. Aque ceu corpos de mas sa (m) e subs tâncias dife ren tes e per ce beu que eles res pon diam com diferen tes variações de tempe ratura (��). Definiu, en tão, o calor sensível (Q), a ca paci dade tér mica de um corpo C e o calor específico sensível (c) de uma subs tância e os rela cio nou nas fór - mulas: A ideia de Black de que o calor é uma substância sem peso (ca ló rico) trans - ferida de um corpo quente pa ra ou tro frio, apesar de lógica, desa grada mui - tos cien tistas (ener gistas x caloristas). 1800 – Conde Rum ford (Benjamim Thom son) ob ser van do a fabri ca ção de ca nhões, conclui que um corpo finito não poderia produzir quan - tidades in finitas de caló rico – o calor, relacionado com o movimento e o atrito, é de finido como ener gia em trân sito, provocado por uma dife - rença de tempera turas. 1843 – Joule, pelo ca mi nho experi - men tal, e Mayer, pe lo teó rico, mos - tram que o ca lor po de trans formar-se em traba lho mecâ nico e con ser var-se como qual quer tipo de ener gia. 1907 – Einstein res tringe a agitação mo le cu lar a ener gias dis cretas (quan - ti za ção) e deter mina valo res muito pre cisos para os calores es pecí ficos sen síveis dos metais. 1912 – Debye aper feiçoa as ideias de Eins tein, ao consi de rar que átomos e mo lé - culas de um só - lido, sob aque ci - mento, agi tam-se como as on das so noras no ar, com mo dos de vibração chamados de fô nons. Q = C . �� Q = mc �� C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 193 194 FÍSICA � (MODELO ENEM) Lâminas bimetálicas, quando aquecidas, entor - tam-se e interrompem circuitos de controle. Na fi gu ra, a lâmina inferior dilata-se mais que a superior. A lâmina interrompe o circuito ao ter sua tem - pe ratura variada em 30°C com o recebimento de 4,5 ca lorias. A capacidade térmica da lâmina bime tálica, em J/K, é igual a: a) 0,40 b) 0,60 c) 0,80 d) 1,0 e) 1,2 Dado: o equivalente mecânico do calor vale 4,0 J/cal Resolução C = C = C = 0,15 C = 0,15 . C = 0,60 = 0,60 Resposta: B � O calor provoca efeitos importantes, tanto no mundo tecnológico, como na natureza. O aquecimento e o resfriamento, a contração e a dilatação, as mudanças de estados físicos da matéria e a produção do movimento em vários sistemas são exemplos cotidianos do uso do calor. O aquecimento dos alimentos facilita a fixação dos temperos e quebra grandes moléculas para ajudar a digestão. Para elevar a temperatura de um litro de água de 20°C para 120°C, a quantidade de calor neces sária e suficiente, em calorias, vale: a) 1,0.105 b) 1,0.104 c) 1,2.102 d) 1,0.102 e) 20 Dados: Densidade da água, 1,0 kg/� e calor específico sensível da água,1,0 cal/g°C Resolução Q = mc�θ Q = (1000g) . �1,0 � . (120°C – 20°C) Q = 1,0. 105 cal Resposta: A � (MODELO ENEM) O Rio Amazonas nasce pelo derretimento do gelo na Cordilheira dos Andes. A quantidade de calor necessária e suficiente, em quilocalorias, para elevar a temperatura de um quilograma de gelo de – 10°C para 0°C vale: a) –10 b) –5,0 c) 5,0 d) 10 e) 50 Dado: calor específico sensível do gelo, 0,50 cal/g°C Resolução Q = mc�θ Q =(1000g).�0,50 °C�.[0°C – (–10°C)] Q = 5,0kcal Resposta: C � (MODELO ENEM) Otransporte coletivo urbano e rodoviário é feito principalmente pela quei ma de combus tí - veis (calor de combustão do óleo diesel: 10 900kcal/kg). O ônibus cujo motor tem rendimento 25% con - some quatro quilogramas de óleo diesel para percorrer um trajeto de 5,0km. O trabalho mecânico, em quilojoules, para o ônibus cumprir uma jornada diária de 200km é igual a: a) 1 744 000 b) 436 000 c) 6 976 000 d) 10 900 e) 43 600 Adote: 1,0kcal = 4,0kJ Resolução Como o rendimento do motor do ônibus é de 25%, de cada 4,0 kg de diesel ele transforma apenas um quilograma de combustível em trabalho mecânico no deslocamento de 5,0 km. Assim, para percorrer 200 km, transferirá a energia da combustão de 40 kg de diesel para as rodas. Essa energia é o trabalho total e cal - culado a seguir: Trabalho mecânico = Calor de combustão de 40kg de óleo diesel Trabalho mecânico = 40kg . 10900 . 4,0 Trabalho mecânico = 1 744 000kJ Resposta: A Q –––– �θ 4,5cal ––––––– 30°C cal ––––– °C cal ––––– °C 4,0J ––––– cal J –––– °C J –––– K cal –––– g cal –––– g°C kcal –––– kg kJ –––– kcal Exercícios Resolvidos – Módulo 3 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 194 195FÍSICA � (ETEC-MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que completa, corretamente, a afirmação a seguir. O calor é a transferência de energia térmica entre corpos com temperaturas diferentes. O calor flui naturalmente de um corpo A para um corpo B, desde que o corpo A tenha _____________ que o corpo B. a) maior volume. b) maior densidade. c) maior temperatura. d) menor calor específico. e) menor capacidade térmica. RESOLUÇÃO: Calor é energia térmica em trânsito, transferindo-se esponta - neamente do corpo mais quente para o corpo mais frio. Resposta: C � Nos dias frios, é comum ouvir expressões como: “Esta roupa é quentinha” ou então “Feche a janela para o frio não entrar”. As expressões do senso comum utilizadas estão em desacordo com o conceito de calor da Termodinâmica. A roupa não é “quentinha”, muito menos o frio “entra” pela janela. A utilização das expressões “roupa é quentinha” e “para o frio não entrar” é inadequada, pois o(a) a) roupa absorve a temperatura do corpo da pessoa, e o frio não entra pela janela, o calor é que sai por ela. b) roupa não fornece calor por ser um isolante térmico, e o frio não entra pela janela, pois é a temperatura da sala que sai por ela. c) roupa não é uma fonte de temperatura, e o frio não pode entrar pela janela, pois o calor está contido na sala, logo o calor é que sai por ela. d) calor não está contido num corpo, sendo uma forma de energia em trânsito de um corpo de maior temperatura para outro de menor temperatura. e) calor está contido no corpo da pessoa, e não na roupa, sendo uma forma de temperatura em trânsito de um corpo mais quente para um corpo mais frio. RESOLUÇÃO: Calor é conceituado como uma forma de energia em trânsito que se transfere espontaneamente do corpo mais quente para o corpo mais frio. É errado, do ponto de vista físico, dizer que uma roupa contém calor ou falar em trânsito de frio. Resposta: D � (VUNESP) – A capacidade térmica é uma característica as - sociada a corpos, indicando, no Sistema Internacional, a quantidade de a) newtons necessária para fazer com que 1kg de matéria do corpo varie em 1°C a temperatura do corpo. b) watts necessária para fazer com que 1kg de matéria do corpo varie em 1°C a temperatura do corpo. c) watts necessária para fazer variar em 1°C a temperatura do corpo. d) newtons necessária para fazer variar em 1°C a temperatura do corpo. e) joules necessária para fazer variar em 1°C a temperatura do corpo. RESOLUÇÃO: Nas questões de Física dos exames vestibulares brasileiros, em geral, utilizamos as seguintes unidades para calcular a capacidade térmica de um corpo: Capacidade térmica = Assim, ela pode ser entendida como a quantidade de joules para fazer variar em 1,0°C a temperatura do corpo. Resposta: E quantidade de calor em joules ou calorias –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– variação da temperatura em graus celsius ou kelvin Exercícios Propostos – Módulo 3 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 195 196 FÍSICA � (UFJF-MODELO ENEM) – Um estudante de Física rea - lizou experimentos de calo rimetria com três líquidos dife - rentes. Cada um deles é aquecido lenta mente por uma resis - tência elétrica dentro de um calorímetro ideal, e a temperatura é anotada em função da energia total fornecida. Após a realização dos experimentos, o estudante construiu o gráfico a seguir: Utilizando o gráfico, o estudante encontrou um calor específico sen - sível para a água de 4,18 kJ/(kg.K), para o metanol, 2,50 kJ/(kg.K), e para o óleo de soja, 1,97 kJ/(kg.K). No entanto, o estudante es que - ceu-se de identificar os líquidos na legenda do gráfico. Nossa tarefa é corrigir esse erro. Sabendo-se que a quantidade de massa das amos tras foi a mesma nos três casos, identifique corretamente os líqui dos A, B e C, respectiva mente: a) água, metanol, óleo de soja. b) metanol, água, óleo de soja. c) óleo de soja, metanol, água. d) óleo de soja, água, metanol. e) água, óleo de soja, metanol. RESOLUÇÃO: Q = mc�� c = Para uma mesma quantidade de calor recebida e sendo as massas iguais, o calor específico sensível é inversamente proporcional a ��. ��A > ��B > ��C cA < cB < cc Resposta: C Q ––––– m�� A: óleo de soja B: metanol C: água � (MODELO ENEM) – O aquecimento desi gual da crosta ter restre e do ar atmosférico é explicado pela esfericidade do nosso planeta, pela inclinação do eixo de rotação, pela sucessão dos dias e das noites e pelos comportamentos térmicos diferentes da água do oceano e do continente. A região equatorial é mais aquecida que os polos. A inclinação do eixo de rotação da Terra provo ca as estações do ano. O Sol aquece diretamente cada localidade por aproximadamente 12 horas diárias. As brisas litorâneas sopram do oceano para o continente durante o dia. Exercícios Resolvidos – Módulo 4 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 196 197FÍSICA Numa praia, é possível perceber a diferença do aquecimento da areia e da água num dia en - solarado. As variações de temperatura de 1,0kg de água e de 1,0kg de areia, ao receberem, individualmente, 1000 cal do Sol valem, em°C, respectivamente: a) 5,0 e 1,0 b) 1,0 e 5,0 c) 1000 e 5000 d) 10 e 50 e) 50 e 10 Resolução Aquecimento da água: Q = 1000cal Q = mc Δ� Δ� = Δ� = (°C) Aquecimento da areia: Q = 1000cal = 1,0kcal Δ� = Δ� = (°C) Resposta: B � (MODELO ENEM) – Segundo o modelo cinético-molecular, ao fornecermos a mesma quantidade de calor para um mesmo número de átomos, obtemos uma mesma elevação de temperatura. Tal diferença de temperatura, conforme esse modelo, não depende da natureza da substância, mas apenas do nú mero de átomos envolvidos no processo. Para alguns me tais, entre os quais se incluem o alumínio e o ferro, o mo delo prevê que essa quantidade seja de 6,0 calo rias/mol°C. Sabendo-se que um mol de alumínio corres - ponde a 27g, e um mol de ferro a 56g, os calores específicos sensíveis do alumínio e do ferro valem, em cal/g°C, respecti va mente: a) 4,5 e 9,3 b) 6,0 e 6,0 c) 0,48 e 0,96 d) 0,22 e 0,11 e) 27 e 56 Resolução Como um mol de substância representa um número deter minado e fixo de átomos (Número de Avogadro), a quantidade de calor necessária por mol para elevar de 1,0°C a temperatura dessa substância é constante (Q = 6,0cal). Para a determinação dos calores específicos sensíveis, utiliza mos as mas sas molares forne - cidas para o alumínio (27g/mol) e para o ferro (56g/mol): Alumínio: Q = mc Δθ ⇒ 6,0 cal = 27 g . c . 1,0°C c = ⇒ Ferro: Q = mc Δθ ⇒ 6,0 cal = 56 g . c . 1,0°C c = ⇒ Resposta: D � (MODELO ENEM)– Durante o funcio - namento de um motor, é necessário acio nar o sistema de refrigeração. Tanto o ar como a água podem ser usados como substâncias refrige radoras. Se cinco litros de água de um radiador mantêm a temperatura de operação entre 90°C e 96°C, a massa de ar, em quilogramas, que produz o mesmo arre - fecimento é mais próxima de: a) 1,20 b) 4,17 c) 6,00 d) 20,8 e) 30,00 Resolução Para conseguir resfriar-se um motor em funcionamento, é necessário que a substância refrigeradora absorva uma certa quantidade de calor libera da pelo motor. Supondo-se que a quantidade de calor e a variação de tem peratura sejam iguais, pode - mos igualar, também, as capaci dades térmicas do ar e da água: Car = Cágua mar . car = mágua . cágua mar . 0,24 = 5,0 .1,00 Resposta: D 6,0 –––– 27 cal�––––�g°C cal c � 0,22 –––– g°C 6,0 –––– 56 cal�––––�g°C cal c � 0,11 –––– g°C mar � 20,8kg Note e adote: Massa específica da água: 1,00 g/cm3 = 1,00 kg/litro Calor específico sensível da água: 1,00 cal/g°C Calor específico sensível do ar: 0,24 cal/g°C Note e adote: Calor específico sensível da água: 1,0kcal/kg°C Calor específico sensível da areia: 0,20kcal/kg°C Q ––––– mc 1000 –––––––––– 1,0 . 1000 Δ� = 1,0°C Q ––––– mc 1,0 ––––––––– 1,0 . 0,20 Δ� = 5,0°C � (VUNESP-MODELO ENEM) – O calor específico sensível do alumínio é igual a 0,2 cal/(g.°C), enquanto o calor específico sensível do ferro é igual a 0,1 cal/(g.°C). Desprezando-se qual - quer perda de energia, aquece-se de 20°C a 100°C um ferro de passar roupas atual (elétrico, de alumínio e de massa igual a 250 g) e um ferro de passar roupas antigo (a carvão, de ferro e de massa igual a 1500 g). A quantidade de energia utilizada para o aquecimento do ferro de passar roupas antigo em relação ao ferro de passar roupas atual é: a) igual. b) duas vezes maior. c) três vezes maior. d) quatro vezes maior. e) cinco vezes maior. RESOLUÇÃO: Q = mc�� Ferro atual: Q1 = 250 . 0,2 . 80 cal Q1 = 4000 cal Ferro antigo: Q2 = 1500 . 0,1 . 80 cal Q2 = 12000 cal Resposta: C Portanto: Q2 = 3Q1 Exercícios Propostos – Módulo 4 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 197 198 FÍSICA � O Inmetro procedeu à análise de garrafas térmicas com ampolas de vidro, para manter o consumidor informado sobre a adequação dos produtos aos Regulamentos e Normas Técnicas. Uma das análises é a de eficiência térmica. Nesse ensaio, verifica-se a capacidade da garrafa térmica de conservar o líquido aquecido em seu interior por determi nado tempo. A garrafa é completada com água a 90 °C até o volume total. Após 3 horas, a temperatura do líquido é medida e deve ser, no mínimo, de 81°C para garrafas com capacidade de 1,0 litro, pois o calor específico sensível da água é igual a 1,0 cal/g°C. (Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/consumidor/ produtos/garrafavidro.asp>. Acesso em: 3 maio 2009. Adaptado.) Atingindo a água 81°C nesse prazo, a energia interna do siste - ma e a quantidade de calor perdida para o meio são, respec - tivamente, a) menor e de 900 cal. b) maior e de 900 cal. c) menor e de 9.000 cal. d) maior e de 9.000 cal. e) constante e de 900 cal. RESOLUÇÃO: I) Quando a temperatura do líquido diminui, a energia interna do sistema também diminui. II) Q = mc�� Q = 1,0 . 103 . 1,0 . 9,0 cal Resposta: C � (UNIFEV) Hábitos que fazem diferença Em uma residência, um banho de chuveiro de 15 minutos gasta 45 litros de água. Porém, se a pessoa fechar o registro ao se ensaboar (banho econômico), o tempo do chuveiro ligado cai para 5 minutos e o consumo, para 15 litros. (O Estado de S.Paulo, 22 mar. 2015. Adaptado.) Com base no texto, calcule a quantidade de energia, em calorias, que é utilizada para o aquecimento da água no banho econômico. Considere o calor específico sensível e a massa específica da água iguais a 1,0cal/g°C e 1,0kg/�, respecti - vamente, e que a variação da temperatura da água ao passar pelo chuveiro é de 15°C. RESOLUÇÃO: Como a massa específica da água é igual a 1,0kg/� , 15 litros de água (banho econômico) correspondem a 15kg ou 15 . 103g de água. Q = mc�θ Q = 15 . 103 . . (15°C) Q = 225 . 103cal = 225kcal Resposta: Q = 225kcal � (FAMECA) – O gráfico representa a variação da tem pera - tura de dois objetos de massas iguais, R e S, em função da quantidade de calor por eles absorvida. De acordo com o gráfico, a razão entre os calores es pe - cí ficos sensíveis das substâncias que compõem os objetos R e S vale a) b) c) 1 d) 3 e) 9 RESOLUÇÃO: Q = mc�θ ⇒ c = = = = = Resposta: B 1,0cal –––––– g°C cR––––cS 1 ––– 3 1 ––– 9 Q –––—– m�θ 1 ––– 3 20°C –––––– 60°C �θS –––– �θR Q ––––– m�θR–––––––––– Q ––––– m�θS cR ––– cS Dado: 1,0� contém 1,0kg de água Q = 9,0 . 103cal = cR ––– cS 1 ––– 3 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 198 199FÍSICA 1. A Física e o cotidiano Depois de pré-aquecidos, os alimentos entram em equi líbrio térmico com o ambiente do forno. O gás e o oxigênio promo vem a com - bustão nos queimadores (Q = q . m). q: calor específico de combustão m: massa de gás Podemos relacionar o calor para aquecer o alimento com o tempo: 2. A Física e o mundo A potência de uma fonte térmica também pode ser utilizada para analisarmos sistemas que não sejam necessa - riamente máquinas térmicas. A energia consumida e utilizada por um ser humano pode ser calculada em kcal e sua potência, em kcal/h ou Q kcal/dia �Pot = –––– �.�t (QA + QB = 0) Q mc�� Pot = –––– = ––––––– �t �t Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. 1) Como relacionar de maneira controlada as grandezas que envolvem o aquecimento de um sistema? 2) Uma dona de casa, orgulhosa de seu fogão que ferve 6,0� de leite em 6,0 minutos, poderia dizer que ele tem mais de 5,0hp? 3) Um cronômetro pode transformar-se num termômetro? 4) Quanto tempo, em média, você teria de correr para gastar a energia adquirida com a ingestão de um hambúrguer? 5) Como você poderia derreter duas pedras de gelo a –15°C dentro de uma câmara frigorífica sem usar o calor de suas mãos ou aquecedores? 5 e 6 Palavras-chave: Potência de uma fonte térmica • Calor e tempo • 4,2J • Caloria • Aquecedores C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 199 200 FÍSICA A tabela abaixo apresenta uma utilização da relação da energia térmica com a atividade humana. C.H. Snyder. The extraordinary chemistry of ordinary things. John Wiley and Sons. 3. A Física e o laboratório As fontes térmicas mais comuns em um laboratório são os bicos de Bunsen e os aquecedores elétricos de imer - são (ebulidores). Eles estão representados a seguir, no aquecimento de uma certa massa m de água, num intervalo de tempo �t medido por um cronômetro, para provocar uma varia ção de temperatura �� sem ocorrer mudança de estado. A potência Pot desses aparelhos, em relação a esse processo, pode ser calculada pela expressão: Pot = ⇒ Q ⇒ calor sensível c ⇒ calor específico sensível da água CONTEÚDO ENERGÉTICO DE ALGUNS ALIMENTOS, TEMPOS DE EXERCÍCIOS EQUIVALENTES (PESSOA DE 70kg) PARA CONSUMI-LOS Alimento (uma porção) cal Repouso (min) Andando (min) Bicicleta (min) Natação (min) Corrida (min) Maçã 110 78 19 12 9 5 Toucinho (duas fatias) 96 74 18 12 9 5 Ovo cozido 77 59 15 9 7 4 Ovo frito 110 85 21 13 10 6 Hambúrguer 350 269 67 43 31 18 Milk-shake 502 386 97 61 45 26 Refrigerante comum 106 82 20 13 9 5 Batata frita 108 8321 13 10 6 Vocábulos e expressões da língua inglesa relacionados com potência de uma fonte térmica POWER: The rate of performing work or transferring energy power measures how quickly the work is done. It’s energy always expressed in units of energy divided by units of time. Power = –––––––– time mc �� Pot = –––––––– �t Q –––– �t C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 200 201FÍSICA Se a potência da fonte térmica é constante, pode - mos re la cionar a variação de temperatura �� com a va - riação do tempo �t por meio do seguinte gráfico: 4. A Física e a evolução de seus conceitos Cálculo da potência da fonte térmica Os sistemas que produzem calor (estrelas, aquece do - res elétricos, fogões a gás) podem ter seus desem penhos analisados à luz dos conceitos de energia me cânica, como transformação, conservação, trabalho e po tência. Assim, se uma fonte térmica produz certa quanti - dade de calor Q, num intervalo de tempo �t, podemos definir sua potência Pot pela expressão: ou As unidades mais utilizadas para estas grandezas são mostradas no quadro abaixo: Q Pot = ––––– �t Q = Pot . �t Potência (Pot) Calor (Q) (energia) Intervalo de tempo (�t) cal ––––– min caloria (cal) minuto (min) cal ––––– s caloria (cal) segundo (s) J watt (W) = ––– s joule (J) segundo (s) quilowatt (kW) quilowatt-hora (kWh) hora (h) Importante 1,0cal � 4,2J 1,0kcal = 1000cal 1,0kWh = 3 600 000J 735W = 1,0cv (cavalo- vapor) 746W = 1,0hp (horse power) 1,0min = 60s 1,0h = 3600s 500 a.C.: Platão diz que o calor e o fo go, que ge ram e sus tentam todas as coisas, são em si ori gi na dos por im pac to e fricção. 1790: James Watt de sen volve a má - quina a va por de Newco men e mos tra que o calor pode ser trans for ma do em trabalho me cânico. 1800: Humphry Da vy impres sio na a co - mu nida de cien tí fica ao der reter ge lo, num dia de in verno rigoroso (–15°C), atri tan do um bloco no outro. De mons tra, as sim, que o calor ne ces sário para a fu são era criado pelo movimento (energia cinética). 1842: J.R. Mayer reúne e siste ma tiza todo o co nhe ci men to de sua época so bre o calor e o insere no contexto ener gético, su bor dinan do-o aos con cei tos de con - ser vação e trans fomação. 1843: James Pres cott Joule encon tra ex - pe ri men talmente o equiva len te me câ - nico do calor (1,0cal = 4,2J) e permite o cálculo da potência das fontes térmicas. Experiência de Joule. Q Pot = –––– �t C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 201 202 FÍSICA � (INEP-MODELO ENEM) – No século XXI, racionalizar o uso da energia é uma necessidade imposta ao homem devido ao crescimento populacional e aos problemas climáticos que o uso da energia, nos moldes em que vem sendo feito, tem criado para o planeta. Assim, melhorar a eficiência no consumo global de energia torna-se imperativo. O gráfico, a seguir, mostra a participação de vários setores da atividade econômica na composição do PIB e sua participação no consumo final de energia no Brasil. Considerando-se os dados apresentados, a fonte de energia primária para a qual uma melhoria de 10% na eficiência de seu uso resultaria em maior redução no consumo global de energia seria a) o carvão. b) o petróleo. c) a biomassa. d) o gás natural. e) a hidroeletricidade. PATUSCO, J. A. M. “Energia e economia no Brasil 1970-2000”. Economia & Energia, no. 35, nov./dez., 2002. Disponível em:<http://ecen.com/eee35/energ-econom1970- 2000.htm>. Acesso em: 20 mar. 2009. (com adaptações). Resolução A fonte de energia primária responsável pela maior contri buição para a energia total consumida no planeta é o petróleo, o que se evidencia pela coluna vermelha cor res pondente a transporte. Resposta: B � (VUNESP) – Pelo fato de serem práticos, aquecedores elé tricos de imersão são muito utili zados nos mais diversos labo ratórios. Um desses aquece dores, cuja potência útil é de 250W, é imerso num re ci - piente adiabático contendo 500m� (500g) de água a 25°C e ligado du - rante 7,0 min. O calor específico sensível da água vale 1,0 cal/(g .°C) e o equivalente me cânico do calor vale 4,2 J/cal. Determine a tem peratura final atingida pela água, em °C. Resolução Pot = 250W Δt = 7,0min = 420s m = 500g c = 1,0 = 4,2 θ = ? θ0 = 25°C Pot = Q = Pot . Δt mcΔθ = Pot . Δt Δθ = ⇒ θ – θ0 = θ = + θ0 = + 25°C = 50°C + 25°C Resposta: 75°C � A eficiência do fogão de cozinha pode ser anali sa da em relação ao tipo de energia que ele utiliza. O gráfico a seguir mostra a eficiên - cia de diferentes tipos de fogão. Pode-se verificar que a eficiência dos fogões aumenta a) à medida que diminui o custo dos combustíveis. b) à medida que passam a empregar combustíveis re nováveis. c) aproximadamente duplicando seu valor, quando se substitui fogão a lenha por fogão a gás. d) duplicando seu valor, quando se substitui fogão a gás por fogão elé - trico. e) quando são utilizados combustíveis sólidos. Resolução a) Falsa: o fogão a lenha tem custo mais baixo e é o de menor eficiência. b) Falsa: dos combustíveis citados, o único que é sem pre reno vável é a lenha, que corres ponde à menor eficiência. c) Correta: para o fogão a lenha, a eficiência é da or dem de 28%, e do fogão a gás é da or dem de 56%. d) Falsa: a eficiência passa de um valor da ordem de 56% para 62%. e) Falsa: lenha e carvão são combustíveis sólidos e cor respondem às menores eficiências. Resposta: C cal ––––– g°C J ––––– g°C Q ––– Δt Pot . Δt –––––––– m . c Pot . Δt –––––––– m . c Pot . Δt –––––––– m . c J 250 ––– . 420s s –––––––––––––––– J 500g . 4,2 –––– g°C θ = 75°C Exercícios Resolvidos – Módulo 5 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 202 203FÍSICA � (VUNESP-INSTITUTO EMBRAER-MODELO ENEM) – Um calorímetro (A) contendo água quente foi conectado, por meio de uma barra metálica, a outro calorímetro (B) contendo em seu interior água fria. Em cada um desses calorímetros, foi colocado um termômetro para que a temperatura fosse medi - da de minuto em minuto durante 10 minutos. A ilustração a seguir representa o experimento. Considerando-se que o volume de água é igual nos dois calorí - metros, a partir dos registros de tem pe ra tura, foi elaborado um gráfico que registra a tem pe ra tura dos dois calorímetros duran - te os 10 minutos. O gráfico que representa corretamente o resultado do experi - mento é: RESOLUÇÃO: A temperatura de A diminui; a temperatura de B aumenta, ambas tendendo para a temperatura de equilíbrio térmico. Resposta: C � (VUNESP – UCSC-MODELO ENEM) – Em um laboratório de análises clínicas, determinado material deve ser analisado quente a uma temperatura não superior a 80°C. Uma amostra de 100 g desse material, a 20°C, de calor específico sensível 1,0 cal/(g°C), é então inserta em um forno elétrico de potência útil 200W. Considere 1 cal equivalente a 4,2J e que toda a ener gia gerada pelo forno seja transferida para a amostra, que nesse processo não muda de estado físico. O maior intervalo de tempo que a amostra deverá permanecer no interior do forno, para satisfazer as condições descritas, deve ser de: a) 30s b) 42s c) 1min 6s d) 2min 6 s e) 2min 30s RESOLUÇÃO: I) Q = mc �� Q = 100 . 1,0 . 60 (cal) Q = 6000 cal = 6000 . 4,2 J Q = 25200 J II) Pot = ⇒ �t = = (s) Resposta: D 25200 –––––– 200 Q –––– Pot Q –––– �t �t = 126 s = 2 min + 6 s Exercícios Propostos – Módulo 5 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 203 204 FÍSICA � (MEDICINA-ALBERT EINSTEIN-MODELO ENEM)– Nos veículos com motores refrige ra dos por meio líquido, o aqueci - mento da cabine de passageiros é feito por meio da troca de calor entre o duto que conduz o líquido de arre feci mento que circula pelo motor e o ar externo. Ao final, esse ar que se encontra aquecido é lançado para o interior do veículo. Num dia frio, o ar externo, que está a uma temperatura de 5°C, é lan çado para o interior da cabine, a 30°C, a uma taxa de 1,5�/s. Determine a potência térmica aproximada, em watts, absorvida pelo ar nessa troca de calor. a) 20 b) 25 c) 45 d) 60 e) 80 RESOLUÇÃO: Pot = Pot = Pot = Pot = 10,8 Pot = 10,8 . 4,2 Pot = 45,36W Resposta: C � (VUNESP-UNIVAG-MODELO ENEM) – Uma amostra de titânio, com massa 10 gra mas e calor específico sensível igual a 520 J/(kg.K), é posta a 20°C no interior do corpo humano como prótese biocompatível. Até entrar em equilíbrio térmico com o corpo humano a 36°C, a quantidade de calor, em joules, que a amostra recebe é a) 87,6 b) 77,8 c) 81,2 d) 90,4 e) 83,2 RESOLUÇÃO: Q = mc�θ Q = (0,010kg) . . (36℃ – 20℃) Q = 83,2J Resposta: E � Com o objetivo de se testar a eficiência de for nos de micro-ondas, planejou-se o aque - cimento em 10°C de amostras de diferentes substâncias, cada uma com determinada massa, em cinco fornos de marcas distintas. Nesse teste, cada forno operou à potência máxima. O forno mais eficiente foi aquele que a) forneceu a maior quantidade de energia às amostras. b) cedeu energia à amostra de maior massa em mais tempo. c) forneceu a maior quantidade de energia em menos tempo. d) cedeu energia à amostra de menor calor específico mais lentamente. e) forneceu a menor quantidade de energia às amostras em menos tempo. RESOLUÇÃO: A potência é definida como a razão entre a energia transferida e o tempo gasto, isto é, é a rapidez com que a energia é transferida. A potência será máxima quando transmitirmos a maior quan - tidade de energia em menos tempo. Resposta: C Quando necessário, adote: • densidade do ar: 1,2 kg/m3 • calor específico sensível do ar: 0,24 cal.g–1.°C–1 • 1cal = 4,2 J Q Pot = ––––– Δt m c Δθ ––––––– Δt μVc Δθ ––––––––– Δt (1,2 g/�) . (1,5�) . (0,24 cal/g°C) . (30° C – 5°C) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1,0s cal –––– s cal –––– s J –––– cal Pot � 45W 520 J ––––––– kg . °C C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 204 205FÍSICA � (ETEC-SP – MODELO ENEM) – Os manuais de aparelhos celulares recomendam que estes permaneçam distantes do corpo pelo menos 2,5 cm, pois a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um relatório sobre o impacto, na saúde humana, da radiação emitida por estes aparelhos, informando que os sinais emitidos por eles conseguem penetrar até 1,0cm nos tecidos humanos, provocando um aumento de temperatura. Considere que: • os sinais emitidos pelos celulares têm, em média, potência de 0,5 W e são gerados apenas durante o uso do telefone; • 1 W = 1 J/s ( um joule de energia por segundo); • o calor específico sensível da água vale 4,2 J/g°C, ou seja, são necessários 4,2 J para variar em 1,0° C a temperatura de 1,0 g de água. Supondo-se que a radiação emitida por um desses aparelhos seja usada para aquecer 100 g de água e que apenas 50% da energia emitida pelo celular seja aproveitada para tal, o tempo necessário para elevar a temperatura dessa quantidade de água de 1,0°C será de a) 10 min b) 19 min c) 23 min d) 28 min e) 56 min Resolução 1. QU = m c �θ QU = 100 . 4,2 . 1,0 (J) = 420J 2. � = ⇒ 0,50 = ⇒ 3. Pot = 0,5 = ⇒ Resposta: D � (FURG-RS) – O grá fi co re pre senta a tem pe ratura de um corpo em fun ção do tem po, ao ser aquecido por uma fonte que for nece calor a uma potência cons tan te de 180 cal/min. Se a massa do corpo é 200g, determine o seu calor es pecífico sen - sível. Resolução Q = mc�� �Pot = ⇒ Q = Pot �t Então: Pot �t = mc�� 180 . 10 = 200 . c . (120 – 20) Resposta: 0,090cal/g°C � (UERJ-MODELO ENEM) – Duas chaleiras idênticas, que come - çam a apitar no momento em que a água nelas contida entra em ebulição, são colocadas de duas formas distintas sobre o fogo, como indica a figura adiante: (Adaptado de EPSTEIN, Lewis C. Thinking Physics. San Francisco: Insight Press,1995.) Em um dado momento, quando ambas já estavam apitando, as cha - mas foram apagadas simultaneamente. Assim, a situação relativa ao tempo de duração dos apitos das chaleiras, após as chamas terem sido apagadas, e a explicação física do fenômeno estão descritas na seguinte alternativa: a) A chaleira I continuará apitando por mais tempo, pois a placa metálica está mais quente do que a água. b) Ambas as chaleiras deixam de apitar no mesmo instante, pois as chamas foram apagadas simultaneamente. c) Ambas as chaleiras deixam de apitar no mesmo instante, pois a temperatura da água nas duas é a mesma. d) A chaleira II continuará apitando por mais tempo, pois a capacidade térmica do metal é menor do que a da água. e) A chaleira I continuará apitando por mais tempo, pois a placa metálica está mais fria do que a água. Resolução Como o calor é transmitido por condução do metal para a água, a placa metálica, quando a chama for apagada, estará mais quente que a água e, durante um certo tempo, continuará transmitindo calor para a água, fazendo com que a chaleira I apite por mais tempo. Resposta: A QU–––– QT 420J ––––– QT QT = 840J QT––– �t 840 –––– T T = 1680s = 28min Q –––– �t c = 0,090cal/g°C Exercícios Resolvidos – Módulo 6 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 205 206 FÍSICA � (VUNESP-SÃO CAMILO) – Em um aquecedor solar, o flu - xo de água pela placa coletora é de 200 �/h e são transferidos para a água 3,36kJ de energia térmica a cada hora. Sendo a massa específica e o calor específico sensível da água iguais a 1,0kg/� e 4,2J/kg.°C, respectiva mente, e admitindo-se que não haja perda de calor, a elevação de temperatura da água, em °C, em uma hora é de a) 1,6 b) 5,0 c) 0,25 d) 2,5 e) 4,0 RESOLUÇÃO: Considere: �t = 1,0h 200� de água (1,0kg/�) correspondem a 200kg de água. Calor para aquecer a água = potência do aquecedor . tempo Q = Pot . �t mc�θ = Pot . �t �θ = = Resposta: E � (VUNESP-FEMA-MODELO ENEM) – O gráfico mostra o au - mento de temperatura de 4,5 . 102g de água, em função do tem - po, enquanto recebe de uma fonte de potência 4,0 . 103cal/min. Considerando-se que o calor específico sensível da água é cons tante e vale 1,0 cal/g . °C, a quanti dade de calor, em calo - rias, perdida para o ambiente durante os 8,0 minutos de aqueci mento foi de: a) 3,0 . 103 b) 4,0 . 103 c) 5,0 . 103 d) 6,0 . 103 e) 7,0 . 103 RESOLUÇÃO: Qperdido = Qtotal – Qágua Qperdido = (Pot �t) – (mc��) Qperdido = 4,0 . 10 3 . 8,0 – 4,5 . 102 . 1,0 . 60 (cal) Qperdido = 32 . 10 3 – 27 . 103 (cal) Resposta: C 3,36 . 103J/h . 1,0h ––––––––––––––––––– 200kg . 4,2J /kg°C Pot . �t ––––––– m c �θ = 4,0°C Qperdido = 5,0 . 10 3 cal Exercícios Propostos – Módulo 6 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 206 207FÍSICA � Durante a primeira fase do projeto de uma usina de gera ção de energia elétrica, os engenheiros da equipe de avaliação de im - pac tos ambientais procuram saber se esse projeto esta de acordo com as normas ambientais. A nova planta estará loca - lizada a beira de um rio, cuja tem peratura média da água é de 25°C, e usará a sua água somente para refrigeração. 0 projeto pretende que a usina opere com 1,0 MW de potência elétrica e, em razão de restrições técnicas, o dobro dessa potência será dissipada por seu sistema de arrefecimento, na forma de calor. Para atender a resolução número 430, de 13 de maiode 2011, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, com uma ampla margem de segurança, os engenheiros determina ram que a água só poderá ser devolvida ao rio com um aumento de temperatura de, no máximo, 3°C em relação à temperatura da água do rio captada pelo sistema de arrefecimento. Considere o calor específico da água igual a 4 kJ/(kg°C). Para atender essa determinação, o valor mínimo do fluxo de água, em kg/s, para a refrigeração da usina deve ser mais próximo de a) 42. b) 84. c) 167. d) 250. e) 500. RESOLUÇÃO: A potência (Pot) de refrigeração é o dobro da potência elétrica (1,0 MW) e vale 2,0 MW (2,0 . 106 W). Para �t = 1,0s, vem: Pot = Q = Pot . �t mc�� = Pot . �t m = (kg) m = (kg) m = (kg) O valor mínimo do fluxo de água para a refrigeração da usina deve ser mais próximo de 167kg/s. Resposta: C � No manual fornecido pelo fabricante de uma ducha elétrica de 220V é apresentado um grá - fico com a variação da temperatura da água em função da vazão para três condições (morno, quente e superquente). Na condição superquente, a potência dissi pada é de 6 500 W. Considere o calor específico da água igual a 4 200 J/(kg °C) e densidade da água igual a 1 kg/L. Com base nas informações dadas, a potência na condição mor - no corresponde a que fração da potência na condição su - perquen te? a) b) c) d) e) RESOLUÇÃO: A energia elétrica dissipada no resistor da ducha elétrica será absorvida pela água na forma de calor, assim: Eelétrica = Q P . Δt = m c ΔT P . Δt = d V . c ΔT P = d . c ΔT A densidade (d) e o calor específico (c) são constantes. Fixando um determinado valor do gráfico para avazão , concluímos, dessa maneira, que a potênciaelétrica será diretamente propor - cional à variação de temperatura (ΔT). Do gráfico, para uma vazão de 3�/min, temos: Situação 1: morno ⇒ P1 = k12 Situação 3: superquente ⇒ P3 = k32 Assim: = Resposta: D Q ––– �t Pot . �t ––––––– c�� 2,0 . 106 . 1,0 ––––––––––––– 4,0 . 103 . 3,0 20 . 105 –––––––– 12 . 103 m � 166,6kg 5 ––– 8 3 ––– 8 3 ––– 5 1 ––– 5 1 ––– 3 V ––– Δt V ––– Δt P = k ΔT k12 –––– k32 P1 ––– P3 = P1 ––– P3 3 ––– 8 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 207 208 FÍSICA Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. 1) Você está em férias no lito ral e por algum motivo pre cisa de uma massa m de água a 50°C. Você dis põe de uma balança, mas não de um termô metro. Como você obtém a massa m de água a 50°C? 2) Ao entrar numa sala que está, há algum tempo, a 20°C, você anda descalço sobre um piso de mármore e em seguida sobre um tapete. Qual dos dois se encontra a uma temperatura mais baixa? 3) O que acontece com a temperatura média do Universo à medida que ele se expande? 1. A Física e o cotidiano Na sala, todos os objetos, inclusive o piso de már - more e o carpete, estão em equilíbrio térmico, ou seja, estão com a mesma temperatura de 20°C. As sensações de quente e frio estão relacio nadas com a maneira como o corpo humano troca calor com o mármore e o carpete. Leia o texto a seguir sobre es se assunto. 2. A Física e o mundo Alerta: O corpo humano é um péssimo termômetro O metabolismo humano está regulado para uma temperatura de 37°C. Em di fe rentes ambientes, nosso corpo se utili za de vários mecanismos para a manu - tenção dessa temperatura. Porém, se a temperatura extracorpórea for muito menor que 37°C (abaixo de 20°C), o corpo perde calor muito rapi da mente para o meio externo; quando isto acontece, temos a sensação de frio. Por outro lado, se a temperatura es ti ver acima de 26°C, a perda de calor para o meio ambiente se dá de maneira muito lenta, o que resulta na sensa ção de calor. Para o nosso clima, a tem peratura de conforto térmico é de, aproxima - damente, 22°C. Isso explica a sensação que temos ao colocarmos, simultaneamente, uma das mãos num recipiente com água a 35°C e a outra mão em outro recipiente, a 15°C. Temos ao mesmo tempo a sensação de calor em uma das mãos e de frio na outra. 3. A Física e o laboratório Calorímetro O calorímetro de um laboratório di dá tico pode ser cons truído de acor do com a figura abaixo. Sua função é transformar o seu conteúdo num sistema termica men te isolado para a aná lise das trocas de calor entre os corpos em seu interior. Vocábulos e expressões da língua inglesa relacionados com o equilíbrio térmico THERMAL EQUILIBRIUM: When an object is brought into contact with a relatively colder object, a process takes place that brings about an equalization of temperatures of two objects. 7 e 8 Palavras-chave: Balanço energético • Equilíbrio térmico • Soma de calores trocados nula C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 208 209FÍSICA Assim, por exemplo, para dois corpos, A e B, que não sofrem mudança de estado, o equacionamento da con dição de equilíbrio térmico pode ser feito da seguinte ma neira: C: capacidade térmica do calorímetro (determinada pre - viamente). 4. A Física e a evolução de seus conceitos Calores trocados Consideremos vários corpos em tem peraturas diferentes, colocados em contato térmico, constituindo um sis tema termicamente isolado (siste ma que não troca calor com o meio ex ter no). Como estão em temperaturas di fe rentes, eles tro - cam calor entre si, até atingirem o equilíbrio térmico. Mas, como o sistema é termi ca mente isolado, isto é, como ele não tro ca energia térmica com o meio ex - terno, sua energia térmica total per ma nece constante. Logo, a soma das quan ti dades de calor cedidas por uns é igual à soma das quanti dades de calor recebidas pe los demais. Se convencionarmos: Calor recebido: Q > 0 Calor cedido: Q < 0 a expressão acima se transforma em: Exemplo Sistema termicamente isolado. |Qa + Qb| = |Qc + Qd + Qe| cedido recebido Pela convenção adotada, temos Qa e Qb negativos e Qc, Qd e Qe posi tivos, de tal forma que: � Qcedida = � Qrecebida � Qtrocada = 0 Qa + Qb + Qc + Qd + Qe = 0 Qcalorímetro + QA + QB = 0 (C ��)calorímetro + (mc ��)A + (mc ��)B = 0 SÉCULO VI a.C. – Filó sofos pré-socrá - ticos (en tre os quais, He rá clito) consi de - ravam o Uni ver so como um sistema fechado e que o “quente” e o “frio” di - tas sem o sentido de sua evolução para um es tado “morno” ou “mais frio”. 1779 – Black define o calor co mo um fluido indes trutível, invi sível e sem peso (calórico) que era trans ferido de um cor po “quen te” para outro, “frio”. Estes, num sis te ma fe chado, atingiam o equi lí brio tér mi co, ao fica rem com tem pera turas iguais. A quantidade de calórico for ne - cida pelo corpo quente é igual à recebida pelo cor po frio (Qquente + Qfrio = 0). 1800 – Conde Rumford rebate a ideia do ca lórico e relaciona o calor com a energia tro ca da entre o corpo quente e o frio. Num sis te ma fechado, a soma dos ca - lores tro ca dos entre eles é sempre nula (Qquente + Qfrio = 0). 1843 – Mayer insere o calor de fi nitiva - men te no reino ener gé tico e justifica o equilíbrio tér mico, num sistema fechado, pelo prin cí pio da conservação da energia. 1988 – Segundo a teoria do Big Bang, o Uni verso era mui to pe queno (1,0cm de diâ me tro) e “quen tís simo” (mais de 1050K) há 13,7 bi lhões de anos e, em ex - plosiva ex pan são, atin giu, hoje, com um diâmetro de 1026m, a mar ca mé dia de 2,8K, com variações de até 0,02K. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 209 210 FÍSICA � (MODELO ENEM) – Um engenheiro de materiais realiza um ensaio de endu re cimento de uma liga metálica por meio de resfria - mento rápido. A amostra de metal, de 300 g demassa e de calor espe cífico sen sível 0,11 cal/g°C, é mergulhada em 5 000 g de água (1,0 cal/g°C) a 30°C. Após a liga entrar em equilíbrio térmico com a água, veri fica-se que a temperatura do conjunto atinge 34°C. Inicialmente, a amostra da liga metálica foi aquecida a uma temperatura de aproximadamente: a) 640°C b) 300°C c) 160°C d) 150°C e) 100°C Resolução Qcedido pela liga + Qrecebido pela água = 0 (mc Δθ)liga + (mc Δθ)água = 0 300 . 0,11 (34 – θ) + 5 000 . 1,0 (34 – 30) = 0 1122 – 33θ + 20 000 = 0 θ = (°C) Resposta: A � (MODELO ENEM) – Um avião, depois de um pouso de emer - gência e da saída de seus ocupantes, sofre um incêndio, que é controlado pelos bombeiros. A fuselagem de 40 toneladas atinge 70°C e, para resfriá-la até 30°C, é feito bombeamento de água a 20°C sobre ela, conforme representa o gráfico da temperatura � em função do tempo t. O calor é trocado apenas entre a água e o avião. O volume de água, em litros, utilizado no resfriamento é igual a: a) 16 b) 40 c) 1,0 . 104 d) 1,6 . 104 e) 4,0 . 104 Resolução Equilíbrio térmico: �cágua = 1,0 = 1,0 � Qavião + Qágua = 0 (mcΔ�)avião + (mcΔ�)água = 0 40 . 103 . 0,10 (30 – 70) + m (1,0) . (30 – 20) = 0 –160 . 103 + 10m = 0 m = 1,6 . 104kg Resposta: D � (VUNESP) – Dois fragmentos de mesmo material, A e B, são colocados em um recipiente isolado termicamente, de modo que apenas entre eles ocorre troca de calor. A massa de B é três vezes maior que a de A e as temperaturas iniciais são –10°C para A e 20°C para B. Sabendo-se que não haverá mudança de estado físico nesses dois fragmentos, determine a temperatura de equilíbrio térmico, em °C. Resolução No equilíbrio térmico, a soma dos calores tro cados é nula: QA + QB = 0 (mc��)A + (mc��)B = 0 mc[� – (– 10)] + 3mc(� – 20) = 0 mc� + 10mc + 3mc� – 60mc = 0 4mc� = 60mc – 10mc 4mc� = 50mc Resposta: 12,5°C � (FATEC-SP) – Um sis tema, A, está em equilíbrio tér mico com outro, B, e este não está em equilíbrio tér mi co com um terceiro, C. Então, podemos dizer que a) os sistemas A e B possuem a mesma quantidade de calor. b) a temperatura de A é diferente da de B. c) os sistemas A e B possuem a mesma tem pe ra tura. d) a temperatura de B é diferente da de C, mas C pode ter temperatura igual à do sistema A. e) a temperatura de C é maior que a de A e B. Resolução Dois corpos em equilíbrio térmico possuem a mesma tem pera tura. Resposta: C 21122 ––––––– 33 θ � 640°C Note e adote: Calor específico sensível da fuselagem do avião: 0,10kcal/kg°C Calor específico sensível da água: 1,0cal/g°C Densidade da água: 1,0kg/� cal ––––– g°C kcal ––––– kg°C V = 1,6 . 104� � = 12,5°C Exercícios Resolvidos – Módulo 7 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 210 211FÍSICA � (VUNESP-UEA) – “Quando um corpo A está em equilíbrio térmico com um corpo B e B está em equilíbrio térmico com um corpo C, então A e C estão em equilíbrio térmico”. O enunciado expressa a lei conhecida como a) segunda lei da Termodinâmica. b) primeira lei da Termodinâmica. c) primeira Lei de Newton. d) lei zero da Termodinâmica. e) segunda Lei de Newton. RESOLUÇÃO: O equilíbrio térmico ocorre quando os corpos apresentam temperaturas iguais e isso é o fundamento da lei zero da Termodi - nâmica. Resposta: D � (VUNESP-UNICASTELO-MODELO ENEM) – Dois mate - riais, A e B, são colocados no interior de um calorímetro ideal, com as seguintes caracte rísticas: Uma vez isolados do meio exterior e não havendo mudança de estado físico, tais materiais atingirão o equilíbrio térmico na seguinte temperatura: a) 10°C b) 8°C c) 12°C d) 16°C e) 18°C RESOLUÇÃO: QA + QB = 0 ⇒ (mAcA��A) + (mBcB��B) = 0 [10 . 0,2 . (� – 80)] + [20 . 0,4 . [� + 10)] = 0 2� – 160 + 8� + 80 = 0 10� – 80 = 0 10� = 80 Resposta: B c [cal/g . °C)] T (°C) M(g) A 0,2 80 10 B 0,4 – 10 20 � = 8,0°C Exercícios Propostos – Módulo 7 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 211 212 FÍSICA � (PUC-MODELO ENEM) – Uma xícara contém 30m� de café a 60°C. Qual a quanti dade, em m�, de leite frio, cuja tem - peratura é de 10°C, que devemos despejar nessa xícara para obtermos uma mistura de café com leite a 40°C? www.aguadoce.com.br Considere as trocas de calor apenas entre o café e o leite, seus calores específicos sensíveis iguais e suas densidades iguais a 1,0g/cm3. a) 15 b) 20 c) 25 d) 35 e) 40 RESOLUÇÃO: As transferências de energia ocorrem, apenas, entre o café e o leite e a soma dos calores trocados é nula. + = 0 Qleite + Qcafé = 0 mc (40 – 10) + 30 . c (40 – 60) = 0 30m – 600 = 0 30m = 600 m = 20g ⇔ Resposta: B � (PUC-CAMPINAS-MODELO ENEM) – A perspectiva de uma pessoa que usa uma garrafa térmica é que esta não permita a troca de calor entre o meio ambiente e o conteúdo da garrafa. Porém, em geral, a própria garrafa já provoca uma pequena redução de temperatura quando nela colocamos um líquido quente, como o café, uma vez que a capacidade térmica da garrafa não é nula. Numa garrafa térmica que está a 24°C, colocam-se 500g de água (c = 1,0cal/g°C) a 90°C e, após algum tempo, nota-se que a temperatura se estabiliza em 84°C. Pode-se afirmar que a capacidade térmica desta garrafa é, em cal/°C, a) 5,0 b) 6,0 c) 50 d) 60 e) 100 RESOLUÇÃO: Qcedido = Qrecebido mc ���1� = C ��2 500 . 1,0 . 6,0 = C . 60 Resposta: C C = 50cal/°C calor cedido por 30g de café entre 60°C e 40°C calor recebido pela massa m de leite frio entre 10°C e 40°C V = 20m� C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 212 213FÍSICA � (MACKENZIE) – Um estudante no la bo ra tório de Física, por des cuido, colocou 200g de água líquida (calor específico sensível 1,0cal/(g.°C)) a 100°C no interior de um calorímetro de capacidade térmica 5,0cal/°C, que contém 100g de água a 20°C. Determine a massa de água líquida a 0°C, que esse aluno deverá adicionar no calorímetro, para que a temperatura de equilíbrio térmico volte a ser 20°C. Resolução Os 100g de água que já estavam no calorí metro e o próprio calorímetro não vão interferir nas trocas de calor, pois as temperaturas inicial e final são iguais. Qcedido = Qrecebido m1 c ��θ1� = m2c ��θ2� 200 . 80 = m2 . 20 Resposta: 800g � (MODELO ENEM) – Os motores de alta potência, tanto de máquinas pesadas como de carros esportivos, utilizam trocadores de calor para res friar o óleo lubrificante ou o ar proveniente do turbo com pressor e aumentar a durabilidade e o rendimento do propulsor. Na figura abaixo, apresentamos o interior de um sistema de arrefeci mento do fluido de um câmbio automático pela água do radiador. A vazão de água vale 500m� por segundo e a do óleo, em m�/s, é igual a a) 5000 b) 2500 c) 500 d) 250 e) 200 Resolução Calor recebido pela água em um segundo: Qágua = mcΔθ = dVcΔθ ⇒ Qágua = (500cm 3) . (1,0g/cm3) . (1,0cal/g°C) . (96°C – 86°C) ⇒ Qágua = 5000cal Soma dos calores trocados: Qfluido + Qágua = 0 ⇒ (mcΔθ)fluido + 5000 = 0 ⇒ dVcΔθ = –5000 ⇒ 0,80 . V . 0,50 (60 – 110) = –5000 0,40V (–50) = –5000 ⇒ 20V = 5000 ⇒ V = 250m� Vazão Z do óleo: Z = = ⇒ Resposta: D m2 = 800g Note e adote Nos trocadores de calor, a soma dos calores cedidos e recebidos é nula. Densidade da água: 1,0g/cm3 Densidade do fluido: 0,80g/cm3 Calor específico sensível da água: 1,0cal/g°C Calor específico sensível do fluido: 0,50cal/g°C 250m� –––––– 1,0s V ––– Δt Z = 250m�/s Exercícios Resolvidos – Módulo 8 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 213 214 FÍSICA � (UNESP-MODELO ENEM) – O esquema representa um caloríme tro utilizado para a deter minação do valor energético dos alimentos. (http://quimica2bac.wordpreess. Adaptado.) A tabela nutricional de determinado tipo de azeite de oliva traz a seguin te informação: “Uma porção de 13m� (1 co lher de sopa) equivale e 108kcal.” Considere que o calor específico sensível da água seja 1,0kcal . kg–1 .°C–1 e que todo o calor liberado na com bustão do azeite seja transferido para a água. Ao serem queimados 2,6m� desse azeite, em um calorímetro con tendo 500g de água inicialmente a 20,0°C e à pressão constante, a tempera - tura da água lida no termômetro deverá atingir a marca de a) 21,6°C b) 33,2°C c) 45,2°C d) 63,2°C e) 52,0°C RESOLUÇÃO: I) Cálculo da energia térmica liberada na combustão de 2,6m� de azeite: 13 m� –––––––– 108 kcal 2,6 m� –––––––– �Qazeite� Da qual: II) No equilíbrio térmico: �Q = 0 Qazeite + Qágua = 0 ⇒ Qazeite + (mc Δθ)água = 0 – 21,6 + 0,5 . 1,0 (θ – 20,0) = 0 θ – 20,0 = 43,2 ⇒ Resposta: D �Qazeite� = 21,6 kcal θ = 63,2°C Exercícios Propostos – Módulo 8 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 214 215FÍSICA � (VUNESP-FAMERP) – Em um calorímetro de capacidade térmica des prezível, contendo 500 g de água a 80°C, coloca-se um bloco de concreto de 500 g, a 20°C. Considere o calor específico sensível da água igual a 1,0 cal/(g . °C), o do concreto igual a 0,20 cal/(g . °C) e despreze perdas de calor para o ambiente. a) Calcule a temperatura de equilíbrio térmico, em °C. b) Que quantidade de água, a 95 °C, deve ser colocada no ca - lorí metro para que a temperatura final volte a ser de 80°C? RESOLUÇÃO: a) Qágua + Qconcr = 0 mA . cA . �θA + mC . cC . �θC = 0 500 . 1,0 . (θ1 – 80) + 500 . 0,20 . (θ1 – 20) = 0 500 . θ1 – 40 000 + 100 . θ1 – 2 000 = 0 600 . θ1 = 42 000 θ1 = (°C) b) Haverá troca de calor entre a água remanescente no calorí me - tro (70°C), o bloco de concreto (70°C) e a água acrescentada a 95°C. A temperatura final é de 80°C. Q1 + Q2 + Q3 = 0 mA . cA . �θ1 + mC . cC . �θ1 + m’A . cA . �θ3 = 0 500 . 1,0 . (80 – 70) + 500 . 0,20 . (80 – 70) + m’A . 1,0 . (80 – 95) = 0 500 . 10 + 100 . 10 – m’A . 15 = 0 5 000 + 1 000 = 15 . m’A m’A = (g) Respostas:a) 70°C b) 400g 42 000 ––––––– 600 6 000 ––––– 15 m’A = 400g θ1 = 70°C C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 215 216 FÍSICA � Uma garrafa térmica tem como função evitar a tro ca de calor entre o líquido nela contido e o ambien te, mantendo cons tante a tempe - ratura de seu conteúdo. Uma forma de orientar os consumi do - res na compra de uma garrafa térmica seria criar um selo de qualidade, como se faz atualmente para informar o consumo de energia de eletrodomésticos. O selo iden tificaria cinco categorias e informaria a variação de temperatura do con teúdo da garrafa, depois de decorridas seis horas de seu fechamento, por meio de uma porcentagem do valor inicial da temperatura de equilí brio do líquido na garrafa. O quadro apresenta as categorias e os intervalos de variação percentual da temperatura. Para atribuir uma categoria a um modelo de garrafa térmica, são prepa ra das e misturadas, em uma garrafa, duas amostras de água, uma a 10°C e outra a 40°C, na proporção de um terço de água fria para dois terços de água quente. A garrafa é fechada. Seis horas depois, abre-se a garrafa e mede-se a temperatura da água, obtendo-se 16°C. Qual selo deveria ser posto na garrafa térmica testada? a) A b) B c) C d) D e) E RESOLUÇÃO: I) Cálculo da temperatura de equilíbrio térmico no momento em que as duas porções de água são misturadas. ∑Q = 0 ⇒ QAQ + QAF = 0 (m c ��)AQ + (m c ��)AF = 0 Mc (� – 40) + Mc (� – 10) = 0 2� – 80 + � – 10 = 0 ⇒ II) Determinação percentual da variação relativa da temperatura depois de 6h. V = x 100% ⇒ V = 100% III) A garrafa térmica considerada deve ser classi ficada na cate - goria D, já que a variação térmica se situa entre 40% e 55%. Resposta: D Tipo de selo Variação de temperatura A menor que 10% B entre 10% e 25% C entre 25% e 40% D entre 40% e 55% E maior que 55% 1 –– 3 2 –– 3 � = 30°C 30 – 16 ––––––– 30 �� ––– � V � 47% C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 216 217FÍSICA � (VUNESP-UNICID-MODELO ENEM) – Uma dona de casa precisava de água a 60°C para determinada tarefa. Para isso, colocou um pouco de água em uma panela e a levou ao fogo. Por distração, a dona de casa deixou a água entrar em ebulição; para conseguir, então, o que precisava, retirou 4,0 litros de água a 100°C da panela com água fervente e os transferiu para outro recipiente, de capacidade térmica desprezível. Em seguida, ela colocou este recipiente sob uma torneira que fornecia água a 20°C, com uma vazão de 0,1�/s. Sabendo-se que o calor específico sensível da água líquida é igual a 1,0 , a densidade da água é 1,0kg/� e desprezando-se perdas de calor para o ambiente, para conseguir a água na tem - pera tura desejada, a dona de casa deixou o recipiente sob a torneira durante um intervalo de tempo, em segundos, igual a a) 20 b) 40 c) 60 d) 80 e) 100 RESOLUÇÃO: No equilíbrio térmico: QA + QB = 0 mAcA�θA + mBcB�θB = 0 4,0 . c . (60 – 100) + mB . c . (60 – 20) = 0 –160 . c + 40mB . c = 0 40mB = 160 mB = 4,0 kg (4,0 litros de água) De acordo com o enunciado, a vazão da torneira vale 0,1 �/s; assim, vem: 0,1� ––––––––– 1,0s 4,0� ––––––––– T 0,1T = 4,0 Resposta: B � Uma garrafa térmica tem como função evitar a troca de calor entre o líquido nela contido e o ambiente, mantendo a temperatura de seu conteúdo constante. Uma forma de orientar os consumidores na compra de uma garrafa térmica seria criar um selo de qualidade, como se faz atualmente para informar o consumo de energia de eletrodomésticos. O selo identificaria cinco categorias e informaria a variação de temperatura do conteúdo da garrafa, depois de decorridas seis horas de seu fechamento, por meio de uma porcentagem do valor inicial da temperatura de equilíbrio do líquido na garrafa. O quadro apresenta as categorias e os intervalos de variação percentual da temperatura. Para atribuir uma categoria a um modelo de garrafa térmica, são preparadas e misturadas, em uma garrafa, duas amostras de água, uma a 10°C e outra a 40°C, na proporção de um terço de água fria para dois terços de água quente. A garrafa é fechada. Seis horas depois, abre-se a garrafa e mede-se a temperatura da água, obtendo-se 16°C. Qual selo deveria ser posto na garrafa térmica testada? a) A b) B c) C d) D e) E RESOLUÇÃO: I. Cálculo da temperatura de equilíbrio térmico no momento em que as duas porções de água são misturadas. ∑Q = 0 ⇒ QAQ + QAF = 0 (m c Δθ)AQ + (m c Δθ)AF = 0 Mc (θ – 40) + Mc (θ – 10) = 0 2θ – 80 + θ – 10 = 0 ⇒ II. Determinação percentual da variação relativa da temperatura depois de 6h. V = x 100% ⇒ V = 100% III.A garrafa térmica considerada deve ser classi ficada na catego - ria D, já que a variação térmica se situa entre 40% e 55%. Resposta: D Tipo de selo Variação de temperatura A menor que 10% B entre 10% e 25% C entre 25% e 40% D entre 40% e 55% E maior que 55% 1 –– 3 2 –– 3 θ = 30°C 30 – 16 ––––––– 30 Δθ ––– θ V � 47% cal –––– g°C T = 40s C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 217 218 FÍSICA Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. 1) Um raio de luz podeser curvo? 2) Qual a temperatura da superfície do Sol? 3) Para enxergar-se no espelho de um quarto totalmente escuro, para onde você dirigiria o feixe de luz de uma lanterna? 4) O que é um pincel de luz? 5) O que significa translúcido? 6) O cérebro é um órgão de visão? Óptica Módulos 1 – Princípios da óptica geométrica I 2 – Princípios da óptica geométrica II 3 – Objeto e imagem 4 – Espelhos esféricos 5 – Equação de Gauss 6 – Equação de Gauss – Aumento linear transversal (A) 7 – Índice de refração e leis da refração 8 – Índice de refração e leis da refração 1 Palavras-chave:Princípios da óptica geométrica I • Raios de luz • Fontes de luz • Feixes de luz • Meios de propagação C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 218 219FÍSICA 2. A Física e o mundo Guia ilustrado para feixes de luz, fontes luminosas Sol, a mais importante fonte pri mária de luz para a Terra. Exemplos de pincéis 1. A Física e o cotidiano A construção de um modelo correto para a visão dos objetos que nos rodeiam depende da refutação, ou destrui - ção, de mitos criados pelo senso comum. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 219 220 FÍSICA Raios de luz São linhas orientadas que re pre sentam, grafica men te, a di re ção e o sentido de propagação da luz. Conforme o meio em que se pro pa ga, o raio de luz po de ser re ti líneo ou curvilíneo. O estudo da óptica geométrica possibilita o entendimento de fenômenos do cotidiano e a construção de com ple - xos aparatos tecnológicos. 3. A Física e o laboratório Meio transparente Exemplos: ar, água em pequenas camadas, vi dro hia li no etc. Meio translúcido Exemplos: vidro fosco, papel de seda, ne voeiro, uma lâmina extremamente fina etc. Meio opaco Exemplo: madeira, concreto, chapas metáli cas espes sas etc. 4. A Física e a evolução de seus conceitos Introdução Conceitua-se luz como um agen te físico ca paz de sen si bi li zar nossos órgãos visuais. A óptica geométrica estuda os fenômenos que são explicados sem que seja necessário conhecer a na tu re - za do agente físico luz. A pro pa ga ção retilínea, a refle xão e a re fra ção são fenômenos estudados pela óptica geo - métrica. Este es tudo é fei to a partir da noção de raio de luz, de princípios que regem o com por ta mento dos raios de luz e de conhe cimentos de geometria plana. Vocábulos e expressões da língua inglesa relacionados com a óptica geométrica e a visão GEOMETRICAL OPTICS: This area of optical science concerns the application of laws of reflection and refraction of light. VISION: Physiological power of sight. Many simple organisms have light receptors and can thus react to motion and shadows, but true vison envolves the formation of images in the brain. Vision mainly concerned with the color, form, distance and tridimensional extension of objects. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 220 221FÍSICA Feixe de luz É um conjunto de raios de luz. Os feixes de luz são classificados como: Cônico divergente Cônico convergente Cilíndrico Fontes de luz São os corpos capazes de emitir luz. As fontes de luz são classifica das em: Fontes primárias São aquelas que emitem luz pró pria, isto é, emi tem a luz que pro duzem. Exemplos Sol, lâmpadas elétricas quando ace sas etc. As fontes primárias admitem ain da uma subdivisão: Fontes incandescentes São aquelas que emitem luz em decorrência da sua elevada tempe ratura (em geral acima de 500°C). Exemplos O Sol, cuja temperatura em sua superfície é da ordem de 6000°C; as lâmpadas incandescentes, cujo fila mento atinge temperatura supe rior a 2000°C. Fontes luminescentes São aquelas que emitem luz em tem peraturas relati - va mente baixas. Exemplos Lâmpadas fluorescentes; subs tân cias fosforescen tes. As fontes luminescentes podem ser de dois tipos: a) Fluorescentes Somente emitem luz quando se encon tram sob ação da cau sa excitadora da emissão. É o caso das lâmpadas fluo res centes. b) Fosforescentes Emitem luz por algum tempo mes mo quando cessa a causa ex ci ta dora da emissão. É o caso das subs tâncias fosforescentes dos mos tra dores de relógios e de inter - rupto res, que permitem a visão no escuro. Fontes secundárias São aquelas que reenviam ao es pa ço a luz que re - cebem de outros cor pos. Exemplos A Lua, as paredes, nossas rou pas. 5. Classificação dos meios Meio Transparente Um meio se diz transparente quan do permite a propagação da luz através de si, segundo trajetórias re - gu lares, permitindo a visão nítida dos objetos. Exemplos: Ar, água em pequenas camadas, vidro co mum etc. Meio translúcido Um meio se diz translúcido quando permite a pro - pagação da luz através de si, segundo trajetórias ir re gu - lares, de modo a não permitir a vi são nítida dos objetos. Exemplos: Vidro fosco, papel de seda, pa pel vege tal etc. Meio opaco Um meio se diz opaco quando não permite a pro - pagação da luz atra vés de si. Exemplos Madeira, concreto etc. Os raios de luz divergem a partir de um ponto P. O pon to P é o vértice do feixe. Os raios de luz convergem para um único ponto P. Os raios de luz são todos pa ra lelos entre si. Neste caso, dize mos que o vértice P é impróprio. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 221 222 FÍSICA Meio homogêneo Um meio é homogêneo quan do todos os seus pontos apresentam as mesmas propriedades, isto é, mes ma composição química, mesma densidade etc. Meio isótropo Um meio é isótropo quando as pro priedades físicas associadas a um ponto do meio independem da di reção em que são medidas. Quan do o meio não é isótropo, ele é cha ma do anisótropo. Um meio transparente, ho mo gê neo e isótropo é cha mado meio or di ná rio ou refringente. 3000 a. C.: Invenção da vela, no Egito. 1000 a. C.: Registros de operações de ca - ta rata que devolveram a visão para ricos e es cravos em Babilônia e na Índia. Apesar disso, os cirurgiões não perceberam a ligação en tre o cé rebro e os olhos. 600 a. C.: Os gregos formulam a teoria da emanação: os olhos emitem raios de luz que, como tentáculos, ta - teiam os objetos para permitir a visão. A teoria da emanação é combatida por Epicuro, com uma teoria corpuscular: os objetos emitem átomos que carregam a forma e um subátomo, com a cor, para impressionar nossos olhos. 500 a. C.: Aristóteles afirma que a luz pro vém exclusivamente do fo - go. Euclides defende a teoria da ema na ção e Platão faz a junção das teorias: os olhos emitem raios e os corpos emitem átomos de for ma e cor que se encontram no es paço (a visão é um processo externo ao corpo). Aristóteles faz a pergunta crítica fun da men tal: “se os olhos emi - tem luz, por que não en xergamos no es cu ro?” 1500: Leonardo da Vinci estabelece a rela ção entre o olho e o cérebro em seus es tudos de anato mia. 1625: Christopher Scheiner, padre jesuíta, retira olhos de mamíferos que acabaram de morrer e verifica que as imagens do mo mento final não ficam im preg nadas no olho. Ele retira o fundo do globo ocular e o con si dera uma simples tela de projeção. O olho é redu zido à con - dição de mero captador de formas e cores. O cé rebro, na verdade, é o centro da visão. 1666: Newton faz as experiências críticas para mostrar que os ob - jetos são vistos quando refletem luz de fontes primárias para os olhos. 1879: Invenção da lâmpada elétrica (Edison). SÉCULO XX: Estudos sobre a lu - mines cên cia mostram que a in - can descência não é a única forma de produzir luz, como supunha Aris tó teles. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 222 223FÍSICA � Observea fotografia do Sol nascente apresentada abaixo O Sol é uma fonte primária de luz, enquanto os outros objetos e seres são fontes secundárias que refletem a luz solar para serem vistos. É correto afirmar: a) O Sol fornece radiação para a máquina fotográfica, que a emite em forma de luz para captar as imagens. b) A água é uma fonte de luz secundária luminescente. c) O Sol é o único elemento da figura que não é visto por reflexão especular, difusa ou seletiva nem por absorção. d) As nuvens constituem-se apenas como meios translúcidos e transparentes. e) As árvores e as montanhas refletem toda a luz em feixes cilíndricos. Resolução Os raios solares impressionam diretamente a retina de uma pessoa, sem incidências intermediárias. Resposta: C � As salas de aula são iluminadas por lâmpadas fluorescentes que têm um certo comprimento e, por isso, são consideradas fontes extensas de luz. Ao iluminarem um caderno a uma certa distância do tampo de uma mesa, produzem sombras e regiões de penumbra que fazem a transição entre a parte escura e a iluminada. Na análise da formação de sombras e penumbras, foram construídos feixes de luz, apenas: a) divergentes. b) convergentes. c) cilíndricos. d) cilíndricos e convergentes. e) divergentes e convergentes. Resolução Para a formação dos cones de sombra, foi utilizado um feixe conver - gente: Para a formação das penumbras, foi utilizado o feixe divergente na extremidade da lâmpada: Resposta: E � Os peixes são vistos mais próximos da superfície por causa da refração da luz. Assinale a alternativa correta. a) A água permite a visão nítida dos peixes, mas, ao desviar a luz, é considerada um meio translúcido, como a neblina e um vidro fosco. b) A água e o ar são opacos. c) A água e o ar são transparentes. d) A imagem é vista a uma profundidade x. e) Um índio deveria apontar sua lança no peixe visto a uma profundidade h para pescá-lo. Resolução Apesar do desvio da luz por refração, a luz propaga-se em linha reta no ar e na água, caracterizando-os como meios transparentes e homogêneos. Resposta: C Exercícios Resolvidos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 223 224 FÍSICA Exercícios Propostos � Classifique as seguintes fontes de luz: a) Lâmpada de filamento (acesa): __________ ____________________ ______________________________ b) Estrela-d’alva (planeta Vênus): __________ ____________________ ______________________________ c) Mostrador de um relógio analó - gico que brilha no escuro: __________ ____________________ ______________________________ RESOLUÇÃO: a) Lâmpada de filamento (acesa): primária incandes cen te. b) Estrela-d’alva (planeta Vênus): se cun dá ria. c) Mostrador de um relógio analógico que bri lha no escuro: primária lumi nes cente fosforescente. � Cite dois exemplos dos seguintes meios: a) Transparente; b) Translúcido; c) Opaco. RESOLUÇÃO: a) Vidro de automóvel – Vidro de vitrinas comerciais b) Vidro canelado – Papel vegetal c) Madeira – Parede de tijolos de barro C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 224 225FÍSICA � Entre os anos de 1028 e 1038, Alhazen (lbn al- Haytham: 965-1040 d.C.) escreveu sua principal obra, o Livro da Óptica, que, com base em experimentos, explicava o funcionamento da visão e outros aspectos da óptica, por exemplo, o funcionamento da câmara escura. O livro foi traduzido e incorporado aos conhecimentos científicos ocidentais pelos europeus. Na figura, retirada dessa obra, é representada a imagem invertida de edificações em tecido utilizado como anteparo. Zewail, A. H. Micrographia of twenty-first century: from camera obscure to 4D microscopy. Philosophical Transactions of the Royal Society A v. 368, 2010 (adaptado) Se fizermos uma analogia entre a ilustração e o olho humano, o tecido corresponde ao(à) a) íris. b) retina. c) pupila. d) córnea. e) cristalino. RESOLUÇÃO: As figuras abaixo estabelecem uma analogia entre a câmara escu - ra e o olho humano, em que o tecido corresponde à retina. Resposta: B � (PASUSP-MODELO ENEM) – A Lua, em sua órbita ao redor da Terra, passa por um ciclo de fases, durante o qual sua forma parece variar gradualmente. Esse fato decorre de a Lua não ser um corpo luminoso, mas sim um corpo iluminado pelo Sol. A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol. Na representação a seguir, a visão do sistema Terra-Lua é registrada, em diferentes instantes de tempo, por um observador muito afastado da Terra, olhando diretamente para o Polo Sul do planeta. A fase da lua representa o quanto dessa face, iluminada pelo Sol, está também voltada para um observador sobre a Terra. As quatro fases mais características do ciclo recebem as seguintes denominações: Com base nas informações contidas no texto e na figura, po- de-se afir mar que as formas aparentes da Lua, nas posições 1, 2, 3 e 4, para um observador situado no He misfério Sul da Terra, são, respec tivamente, as seguintes: RESOLUÇÃO: I) Um observador no Hemisfério Sul da Terra, olhan do a Lua na posição 1, enxerga à sua esquerda a face obscurecida do saté - lite, o que indica, conforme o enunciado, quarto min guan te. II) Na posição 2, a Lua apresenta para a Terra sua face obscure - cida. Logo, é Lua Nova. III) Um observador no Hemisfério Sul da Terra, olhando a Lua na posição 3, enxerga à sua esquerda a face iluminada do saté - lite, o que indica, conforme o enunciado, quarto crescente. IV) Na posição 4, a Lua apresenta para a Terra sua face iluminada. Logo, é Lua Cheia. Resposta: C orifício tecido imagem real e invertida das edificações edificações (objeto) córnea retina imagem real e invertida das edificações edificações (objeto) pupila íris cristalino C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 225 226 FÍSICA 1. A Física e o cotidiano Um garoto passeia pelo parque e, talvez, não ima - gine a simultaneidade dos fenômenos ópticos que permitem sua visão dos objetos e seres na paisagem: � O Sol é uma fonte primária de luz, enquanto os outros objetos e seres são fontes secundárias que refletem a luz solar para serem vistos. � O cisne branco difunde a luz branca e reflete todas as cores do espectro. O cisne negro absorve todas as cores do espectro da luz branca do Sol. As folhas verdes refletem a luz verde e absorvem as outras cores do espectro que ativam os ciclos da fotossíntese. � A formação de sombras e a visão nítida mostram que o ar local é homogêneo e transparente, e que a luz se propaga em linha reta. � Os peixes são vistos mais próximos da superfície por causa da refração da luz. 2. A Física e o mundo Em que fases da Lua ocorrem os eclipses solares e lunares? A fase da Lua no va ocorre quando a Lua vol ta para a Terra seu he mis fério não ilumi nado pelo Sol (posi ção 1). Nas posições 2 e 4, a Lua vol ta para a Terra meio he - mis fério iluminado. Nesses ca sos, temos o quar t o cres - cente (posi ção 2) e o quarto min guante (po sição 4). Na posição 3, a Lua volta para a Terra seu hemisfério iluminado: é a Lua cheia. Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. 1) O que significa penumbra? 2) Você conhece a avó de um máquina fotográfica? 3) Em que fase da Lua ocorre o eclipse solar? 4) Qual a importância do Ceará para a Física? 2 Palavras-chave:Princípios da óptica geométrica II • Propagação retilínea • Eclipse • Sombra • Câmara escura C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 226 227FÍSICA 3. A Física e o laboratório Câmara escura de orifício Vamos construiruma câmara escura de ori fí cio. Para isto, basta dispor de uma caixa de sapatos vazia. Na par - te aberta da caixa, pren demos um pedaço de papel vege tal ou pa pel de seda. No lado oposto, fazemos um pe queno furo. Um objeto é colocado em fren te ao lado que possui o orifício. No lado opos to, onde existe o papel ve getal, tem-se a for mação da imagem invertida do objeto visa do. O orifício de uma câmara escura está vol tado para o céu, numa noite estrelada. A pa rede oposta ao orifício é feita de papel vegetal translúcido. Um observador que es tá atrás da câmara, se olhasse dire ta mente para o céu, veria o Cruzeiro do Sul con for me o esquema. Olhando a imagem, no papel vegetal, por trás da câmara, o observador vê o Cruzeiro do Sul conforme o esquema: 4. A Física e a evolução de seus conceitos Princípio da propagação retilínea Observação Muitos fenômenos são ex pli ca dos pela propagação re tilínea da luz. É o caso da câmara escura de ori fício, a for mação de sombra e pe numbra e a ocorrência de eclip ses. Câmara escura de orifício É uma caixa de paredes opacas munida de um orifí cio em uma de suas faces. Um objeto AB é co lo ca do em fren - te à câmara, conforme a fi gu ra. Raios de luz prove nien tes do objeto AB atravessam o orifício e for mam na pa rede oposta uma figura A'B', chamada "imagem" de AB. O fato de a imagem ser invertida em relação ao ob - jeto evidencia a pro pagação retilínea da luz. A semelhança entre os triângulos OAB e OA’B’ for - nece: Nos meios homogêneos e trans pa rentes, a luz se pro pa ga em li nha reta. A'B' d' ––––– = ––– AB d Observe que o eclipse da Lua ocorre na fase da Lua cheia. Observe que o eclipse do Sol ocorre na fase da Lua nova. Texto da língua inglesa relacionado com os eclipses In astronomy, the obscuring of one celestial body by another, particularly that of the sun or a planetary satellite. Two kinds of eclipses involve the earth: those of the moon, or lunar eclipses; and those of the sun, or solar eclipses. A lunar eclipse occurs when the earth is between the sun and the moon and its shadow darkens the moon. A solar eclipse occurs when the moon is between the sun and the earth and its shadow moves across the face of the earth. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 227 228 FÍSICA Sombra e penumbra Considere uma fonte de luz pun ti for me (F), um cor - po opaco (C) e um anteparo opaco (A). Dos raios de luz emitidos por F, consideremos aque - les que tan gen ciam C. Sobre o corpo C, podemos dis tin guir duas regiões: uma iluminada e ou tra em sombra. A região em som bra é denominada sombra pró pria. Entre o corpo C e o anteparo A, existe uma região do espaço que não rece be luz de F: é o cone de som bra do corpo C. A re gião do an te pa ro que não recebe luz de F é a som bra projetada. Se a fonte de luz for extensa, obser va-se entre o cor - po C e o an te paro A uma região que não recebe luz (cone de sombra) e outra parcialmente iluminada (cone de pe num bra). No anteparo A, temos a som bra e a penumbra projetadas. Eclipses O eclipse do Sol ocorre quando o cone de sombra e o de penumbra da Lua interceptam a superfície da Ter ra. O eclipse total da Lua ocorre quando ela está total - men te imersa no cone de sombra da Terra. Se a Lua interceptar parcialmente o cone, o eclipse será parcial. Para os observadores A e C, o eclip se do Sol é par - cial. Pa ra o ob ser vador B, o eclip se do Sol é total. 2137 a.C. – Pri meiro re gistro de eclip se so lar da his tória, no livro chi nês Shu-Ching (acha va-se que um dragão come ria o Sol). SÉCULO VI a.C. – Ob ser va ção de som bras e refle xos leva os gre gos a for mu lar o prin cípio da pro paga ção re ti - línea dos raios de luz. SÉCULO III a.C. – Eratóstenes, uti li zando a formação de som bras em poços de cidades dis tintas, cal culou a circun fe rên cia da Terra com gran de pre cisão (40 000km). Ele era che fe da biblioteca de Alexan dria. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 228 229FÍSICA SÉCULO II a.C. – H iparco de Niceia deter mina a dis tân cia entre a Ter ra e seu satélite pelo tempo de du ração de um eclip se. SÉCULO I d.C. – Heron mostra que a luz se propaga em linha reta em meios transpa ren tes e ho mo gêneos estu dan do, con junta men te, a refle - xão e a refra ção (Ale xandria). IDADE MÉDIA – É co mum o uso de câ ma ras es cu ras de orifí cios para a pintura de pai sa gens e ambien tes. 1500 – Leonardo da Vinci relaciona a câ mara escura de ori fício com a pro - pa ga ção retilí nea da luz. SÉCULO XVII – As Leis de Kepler con soli dam o sis te ma he lio cêntri co ao per mi tir a pre visão de eclip ses com maior facili da de de cál cu lo que no sis tema geo cên tri co. 1919 – Eclipse solar, em Sobral, no Cea rá, confirma a teoria da rela tivi - dade ge ral: o campo gravita cional desvia a luz. � (MODELO ENEM) – As salas de aula são iluminadas por lâmpadas fluorescentes que têm um certo comprimento e, por isso, são consideradas fontes extensas de luz. Ao iluminarem um caderno a uma certa distância do tampo de uma mesa, produzem sombras e regiões de penumbra que fazem a transição entre a parte escura e a iluminada. É correto afirmar: a) Se o caderno for aproximado da mesa, a extensão da sombra au - men tará e a das regiões de penumbra também. b) Os feixes, na figura, são divergentes e convergentes, e os raios que se interceptam não alteram suas trajetórias. c) O livro é um meio translúcido. d) Os raios de luz atingem o cone de sombra. e) As regiões de luz não recebem, simultaneamente, raios das duas extremidades da lâmpada. Resolução Para a formação dos cones de sombra, foi utilizado um feixe conver - gente: Para a formação das penumbras, foi utilizado o feixe divergente na extremidade da lâmpada: O livro é um meio opaco. Resposta: B Exercícios Resolvidos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 229 230 FÍSICA � Nos eclipses solares totais, os observadores do fenômeno posi - cio nam-se em pontos a) do cone de sombra da Lua. b) de penumbra. c) quaisquer da Terra, na fase da Lua Nova. d) fora do caminho do eclipse. e) da Terra iluminados pela luz solar, na fase da Lua Cheia. Resolução Eclipse solar (total) Resposta: A � A formação de sombras e a visão nítida mostram que o ar local é homogêneo e transparente, e que a luz se propaga em linha reta. O garoto de 1,50m de altura projeta uma sombra de 1,20m no solo plano e pode estimar que, se a árvore ao seu lado produz uma sombra de 4,80m, a altura do vegetal é de a) 1,20m b) 1,50m c) 3,00m d) 4,80m e) 6,00m Resolução = ⇒ H = 4 . 1,50(m) ⇒ Resposta: E H ––––––– 1,50 4,80 ––––––– 1,20 H = 6,00m � (VUNESP-UEA-MODELO ENEM) – Se uma câmara escura de orifício for apontada para um objeto, a imagem do objeto formada no interior da câmara será invertida, como mostra a figura. (www2.fc.unesp.br) A formação dessa imagem invertida se deve ao a) princípio de propagação retilínea da luz. b) fenômeno da reflexão regular da luz. c) fenômeno da difração da luz. d) fenômeno da refração da luz. e) princípio da reversibilidade dos raios de luz. RESOLUÇÃO: A formação de sombras e penumbras, além da projeção de ima - gens nítidas no fundo de câmaras escuras de orifício, são evidên - cias da propagação retilínea da luz. Resposta: A Exercícios Propostos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 230 231FÍSICA � (UNIRIO-RJ) – No mundo artístico as antigas “câ maras es - curas” voltaram à moda. Uma câmara es cu ra é uma caixa fechada de paredes opacas que possui um orifício em uma de suas faces. Na face oposta à do orifício, fica preso um filme fotográfico, no qual se formam as imagens dos objetos localizados no ex terior da caixa, como mostra a figura. Suponha que um ob jetode 3,0m de altura esteja a uma dis - tância de 5,0m do orifício, e que a distância entre as faces seja de 6,0cm. Calcule a altura h da imagem. RESOLUÇÃO: Os triângulos observados na figura são semelhantes, assim: = ⇒ Observe que utilizamos o fato de a luz se pro pagar de forma retilínea em meios ordinários. Resposta: h = 3,6 cm � (VUNESP) – Em 3 de novembro de 1994, no período da manhã, foi observado, numa faixa ao sul do Brasil, o último eclip se solar total do milênio passado. Supondo retilínea a tra - jetória da luz, um eclipse pode ser explicado pela par tici pação de três cor pos alinha dos: um anteparo, uma fonte e um obstáculo. a) Quais são os três corpos do sistema solar envolvidos nesse eclipse? b) Desses três corpos, qual deles faz o papel de anteparo? De fonte? De obstáculo? RESOLUÇÃO: � (UCMG-MODELO ENEM) – Num dia ensolarado, um aluno de 1,7m mede a sua sombra, encontrando 1,2m. Se, naquele instante, a sombra de um poste nas proximi dades mede 4,8m, qual é a altura do poste? a) 3,4 m b) 4,3 m c) 5,3 m d) 6,8 m e) 7,2 m RESOLUÇÃO: Como os raios de luz, provenientes do Sol, são considerados paralelos, os triân gulos ABC e A’B’C’ são semelhantes: = ⇒ = ⇒ Resposta: D 300 –––– h 500 –––– 6 h = 3,6 cm H ––– h S ––– s H ––– 1,7 4,8 ––– 1,2 H = 6,8m C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 231 232 FÍSICA 1. A Física e o cotidiano Sistemas refletores 2. A Física e o mundo Sistemas Refratores Nas máquinas fotográficas, devido à propa ga ção retilínea da luz, as imagens são projetadas de forma invertida no filme, ou seja, são imagens reais. A lupa transforma objetos reais em imagens virtuais. Objetos muito distantes como os astros defi nem pontos objetos impróprios. Microscópio composto. GLOBO OCULAR HUMANO O olho humano transforma pontos objetos reais e impróprios em pontos imagens reais. Os espelhos planos, co mo a superfície da água, transformam pon t os ob je tos reais em pontos imagens virtuais. Os espelhos curvos po dem produzir pontos ima gens reais, virtuais e im próprios. Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. 1) O que ocorre depois que um feixe de luz verde cruza com um feixe de luz vermelha? 2) Qual é a cor de uma flor branca iluminada com luz azul? 3) Refração e reflexão podem ocorrer simultaneamente? 4) O olho humano possui sensores para todas as cores? 3 Palavras-chave: Objeto e imagem • Ponto objeto • Refletores • Refratores • Ponto imagem C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 232 233FÍSICA Vocábulos e expressões da língua inglesa relacionados com sistemas ópticos Telescope: Device that permits distant and faint objects to be viewed as if they were much brighter and closer to the observer. Telescopes are typically used to observe the skies. Microscope: Instrument used to obtain a magnified image of minute objects or minute details of objects. Lens: In optical systems, glass or other transparent substance so shaped that will refract light from any object and form a real or virtual image of the object. 3. A Física e o laboratório Principais sistemas ópticos dos laboratórios de Física Ponto objeto: vértice do pincel de luz incidente no siste ma óptico. Ponto imagem: vértice do pincel de luz emergente do sistema óptico 4. A Física e a evolução de seus conceitos Ponto Objeto e Ponto Imagem Espelhos planos, espelhos esfé ri cos, lentes etc. são exemplos de sis temas ópticos. Dado um sistema óptico S, con si de remos um feixe de luz incidente e o correspondente feixe de luz emer gen te. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 233 234 FÍSICA Os esquemas a seguir mostram a classificação dos pon tos objeto e imagem em relação a um sistema ópti - co S: Observações a) Somente as imagens reais po dem ser projetadas em anteparos. b) Um sistema óptico é dito es tig mático quando a um ponto ob jeto P faz corresponder um único ponto ima - gem P' e não uma mancha lu mi nosa. Se acontecer esta última si tua ção, o sistema óptico é astig má tico. O vértice do feixe incidente é de no minado ponto objeto (P) e o vérti ce do feixe emer gente é o pon - to ima gem (P’). P: ponto objeto real. Os raios de luz incidentes em S se encon tram efetivamente. P’: ponto imagem real. Os raios de luz emer - gentes de S se encontram efetivamente. P: ponto objeto virtual. Os raios de luz incidentes em S se encontram apenas por prolon ga men tos. P’: ponto imagem virtual. Os raios de luz emer - gentes de S se en contram apenas por prolon ga - men tos. Quando o feixe incidente em S é cilíndrico, o ponto objeto é impróprio. Quando o feixe emergente de S é cilindri co, o ponto imagem é im pró prio. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 234 235FÍSICA O desenvol vimen to dos instru men tos ópticos permi tiu à huma ni dade avan ços na ciên cia, na arte e no la zer a ponto de não con se guirmos imaginar como se ria nossa vida sem eles. SÉCULO V a.C. – Chi ne ses usam es - pelhos côn ca vos pa ra cozi nhar ali men - tos, trans for man do pontos obje tos im - pró prios em pontos ima gens reais. SÉCULO IV a.C. – O es pelho plano ins - pira os gre gos para for mu lar o prin cípio da pro pa gação retilínea da luz. SÉCULO II a.C. – Arqui medes sugere o uso de es pelhos es fé ricos côn ca vos para quei mar navios romanos em Sira cu sa. 1352 – Primeiro re gistro de uso de len tes con ver gen tes para cor rigir a hiper metro pia. 1609 – Galileu revo lu ciona a ciên cia, apon tando seu te les cópio para o céu. SÉCULOS XVII E XVIII – Newton, Halley, Dollon, Scheiner, entre outros, aperfei çoam os telescópios elimi nan do as aber rações cro má ticas das lentes. Robert Hooke observa uma célula num micros cópico composto. SÉCULO XIX – Desenvolvimento da fo - tografia e do cinema (ima gens projetadas são reais). SÉCULO XX – Invenção da televisão (1926). Lançamento do te lescópio orbi tal Hubble (1990). Enunciado para os testes � e �. O farol de um automóvel pode ser assim repre sentado: � Em relação ao espelho curvo, o ponto P, onde está co locada a lâmpada, é um ponto a) objeto virtual. b) objeto real. c) imagem real. d) imagem virtual. e) objeto impróprio. Resposta: B � O ponto imagem, em relação ao espelho curvo, é a) virtual. b) real. c) divergente. d) convergente. e) impróprio. Resposta: E Exercícios Resolvidos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 235 236 FÍSICA Os pontos luminosos são classificados de acordo com a tabela a se guir. Considere S como um sistema refletor ou refrator. Classifique os pontos objeto e imagem citados em cada cons - trução de imagem das questões de � a �. � Imagem do espelho côncavo do dentista. Classifique, respectivamente, os pontos A e A’ no espelho do dentista. RESOLUÇÃO: POR e PIV � Imagem do espelho convexo da loja. Classifique, respectivamente, os pontos A e A’ no espelho da loja. RESOLUÇÃO: POR e PIV Exercícios Propostos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 236 237FÍSICA � Imagem da lente divergente do “olho mágico” da porta. Classifique, respectivamente, os pontos O e I no olho mágico. RESOLUÇÃO: POR e PIV � Imagem da lente convergente do olho humano e da câmera fotográfica. Classifique, respectivamente, os pontos O e I para o olho hu - mano. RESOLUÇÃO: POR e PIR O A F 0 F' A' I C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 237 238 FÍSICA 1. A Física e o cotidiano Uma colher de me talbem polida po de dar-lhe uma ideia do que seja um es pe lho esfé ri co. O garoto da figura es tá olhan do a face côn cava da colher, en - quan to a face opos ta seria a face convexa. Note, porém, que normalmente uma co lher não é su perfície esférica. A figura a seguir representa um forno solar experi - mental, de uso doméstico. Para concentrar a radiação solar, o espelho indi cado é o côncavo. 2. A Física e o mundo Em Odeillo, Fran ça, há um for no solar capaz de, em poucos mi nutos, atingir tempe ra turas superio res a 3000°C e aquecer água para produzir vapor, o qual movi - menta geradores elétricos. Onze mil espelhos planos, colo cados nu ma encosta de mon tanha, direcio nam raios sola res de maneira para - lela ao eixo principal do refletor cur vo da fi gu ra. A radiação solar, depois de refletir-se no espelho côn cavo do forno, ficará concentrada no foco principal. Telescópio refletor de Monte Hamilton, Cali fórnia (EUA). 4 Palavras-chave: Espelhos esféricos • Raio paralelo emerge pelo foco• Raio pelo vértice, com o mesmo ângulo Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. O que é um fogão solar? Como Arquimedes pensou em usar o Sol para destruir navios de guerra? C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 238 239FÍSICA Telescópio refletor – inventado por Isaac New ton, em 1668, o espelho côncavo no fundo do tubo não produz bordas coloridas nas imagens, como ocorrem nos telescópios refratores. 3. A Física e o laboratório Raios notáveis próximos do vértice da calota esférica da colher 4. A Física e a evolução de seus conceitos Na An tigui dade, credita-se a Ar quimedes a queima dos navios roma nos que as se diavam sua cidade, Sira - cusa, ao uti li zar es pelhos cur vos para con cen trar os raios solares. Os espelhos utilizados eram côncavos. 5. Classificação e elementos dos espelhos esféricos Consideremos uma superfície es fé rica de centro C e raio de curvatura R. Um plano, interceptando a su per fí cie esférica, divide-a em duas calo tas esféricas. Denomina-se espelho es fé ri co toda calota esfé rica em que uma de suas superfícies é refletora. O espelho esférico é dito côn ca vo, quando a superf í - cie re fle to ra é aquela voltada para o centro da calo ta, e convexo, em caso con trá rio. Espelho esférico côncavo. Espelho esférico convexo. Os elementos importantes de um espelho esférico são: Vértice do espelho (V) É o polo da calota esférica. C F V côncavo v rticeé CF V convexo Texto da língua inglesa relacionado com espelhos esféricos The focal lenght of a spherical mirror is equal to half the radius curvature �f = �. As is shown in figure 1, parallel rays to the optic incident on a concave mirror with its center of curvature at C are reflected so that they intersect at B, halfway between A and C. R ––– 2 C R C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 239 240 FÍSICA Centro de curvatura (C) É o centro da superfície esférica, de onde se origi - nou a calota. Raio de curvatura (R) É o raio da superfície esférica, de onde se originou a calota. Eixo principal É o eixo determinado pelo centro de curvatura (C) e pelo vértice do espelho (V). Eixo secundário Qualquer eixo que passa pelo centro de curvatura C e não passa pelo vértice V. Foco principal (F) Distância focal (f) É a distância de F a V. Observação Para que as ima gens fornecidas pelos espelhos esféricos te nham maior nitidez e não apresentem defor - ma ções, devem ser obe de cidas as Condições de Nitidez de Gauss: Nessas condições, trabalhare mos somente com a par te do es pelho em torno do vértice (V) e que aparece am plia da nos esquemas que apre sen taremos nos itens se guin tes. O estudo dos espelhos esféricos, utilizando-se ape - nas de raios paraxiais, foi feito por Gauss. 6. Construção gráfica: raios notáveis Raio paraxial paralelo ao eixo principal Quando o raio de luz é paraxial e paralelo ao eixo prin cipal do espelho, ele se reflete com direção passando pelo foco (F). Raio incidente em direção radial Todo raio de luz que incide no espelho passando pelo centro de curvatura (direção radial) volta sobre si mesmo, isto é, reflete-se na própria direção radial. Raio incidente paraxial passando pelo foco Quando o raio de luz é paraxial e incide com direção pas sando pelo foco (F), ele vai refletir-se paralelo ao eixo principal. Raio incidente pelo vértice Todo raio de luz que incide no vértice do espelho se reflete simetricamente em relação ao eixo principal. "Os raios incidentes devem ser pa ralelos ou pouco in clinados em re la ção ao ei xo principal e próximos des te." Para um Espelho Esférico de Gauss, tem-se: R f = ––– 2 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 240 241FÍSICA � Observe os esquemas a seguir. Os esquemas representam a reflexão de um raio lu mi noso em um espelho esférico côncavo. Está(Estão) correto(s) o(s) esquema(s): a) I, II e III. b) III, apenas. c) I e III, apenas. d) I, apenas. e) I e II, apenas. Resposta: B � (MODELO ENEM) – Há três mil anos, os chineses já utilizavam o forno solar, construído com espelhos esféricos, que concentrava os raios do Sol sobre o alimento, como mostra o esquema a seguir: Em relação ao espelho, o ponto P, onde eram colo cados os alimentos, é o a) centro de curvatura. b) eixo principal. c) vértice. d) raio de curvatura. e) foco principal. Resposta: E � Fogão Solar Os espelhos esféricos gaussianos podem ser usados como fogões solares, de acordo com as figuras abaixo. Responda: a) que tipo de espelho deve ser usado? b) em que ponto notável do espelho deve ser colocado o fundo da panela? c) construa um esquema com o espelho, o eixo principal, o vértice, o foco principal e os raios notáveis necessários para o funciona men to do fogão solar. RESOLUÇÃO: a) Espelho côncavo b) No foco principal ou num foco secundário. c) Exercícios Resolvidos Exercícios Propostos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 241 242 FÍSICA � (FUVEST) – Luz solar incide verticalmente sobre o espelho esférico convexo visto na figura abaixo. Os raios refletidos nos pontos A, B e C do espelho têm, respectivamente, ângulos de reflexão �A, �B e �C, tais que a) �A > �B > �C b) �A > �C > �B c) �A < �C < �B d) �A < �B < �C e) �A = �B = �C RESOLUÇÃO: Os ângulos de incidência e de reflexão, �A, �B e �C, estão indicados no esquema abaixo: NA, NB e NC são as retas normais à superfície esférica, respecti - vamente, nos pontos A, B e C. Da observação da figura, conclui-se que: É importante notar que, no caso do ponto B (su postamente o polo da calota), a luz reflete-se sobre si mesma. Resposta: B � Dois espelhos metálicos parabólicos e côncavos são dis - pos tos frente a frente de modo que seus eixos principais coincidam. Um aluno coloca o dedo no foco de um dos espe - lhos enquanto a chama de uma vela está posicionada no foco do outro. Determine, justificando suas respostas, o que o aluno sente a) enquanto a vela permanece acesa; b) se substituirmos a chama da vela por uma pedra de gelo. RESOLUÇÃO: a) Parte da energia emitida pela vela refletir-se-á no primeiro espelho, no segundo espelho e irá concentrar-se no foco, onde se encontra o dedo do aluno. O dedo, além de ser iluminado, sofrerá aquecimento. b) Estando o dedo a uma temperatura maior do que o gelo, o dedoemitirá mais energia, resfriando-se. �A �A A B NA NB �B = 0° �C NC �C O �A > �C > �B Direção de incidência A B C C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 242 243FÍSICA � Farol do Automóvel Espelhos esféricos que obedeçam às condições de nitidez de Gauss podem ser associados a uma pequena e potente lâmpada para obter o feixe de raios luminosos paralelos dos faróis. Responda: a) que espelhos devem ser usados? b) em que ponto notável do espelho E1 deve ser colocada a lâmpada? Justifique sua resposta. c) em que ponto notável do espelho E2 deve ser colocada a lâmpada? Justifique sua resposta. RESOLUÇÃO: a) Espelhos côncavos. b) No foco principal do espelho E1 para refletir os raios paralela - mente. c) No centro de curvatura do espelho E2 para refletir os raios de volta para o filamento da lâmpada, que está no foco do outro espelho. � Um raio de luz incide no vér tice de um espelho esférico proveniente de uma fonte P. O correspondente raio refletido passa pelo ponto a) P b) F c) D d) G e) H RESOLUÇÃO: Resposta: C E1 E2 Eixo Óptico P V D � � C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 243 244 FÍSICA 1. A Física e o cotidiano Há três mil anos, os chineses já utilizavam o forno solar, construído com espelhos esféricos, que con cen - trava os raios do Sol sobre o alimento, como mostra o esquema a seguir: Em relação ao espelho, o ponto P, onde eram colo - cados os alimentos, é o foco principal. 2. A Física e o mundo O cambista e sua mulher, quadro de 1514 de Quentin Metsys (1466-1530), é um dos melhores e mais característicos exemplos da primitiva pintura flamenga, rica em detalhes, explorando a reflexão da luz em várias super fícies. A imagem observada no espelho convexo sobre a mesa é virtual, direita e menor. 3. A Física e o laboratório 1800: Carl Friedrich Gauss inicia uma revo lução na Matemática, que afeta toda a Física. Ao mostrar que as leis da geo metria plana devem ser mudadas para des crever as superfícies cur vas, ele siste matiza o estudo dos espe lhos es féricos, mos tran do que, apenas para ângulos de abertura de no máximo 10°, os espe lhos pro duzem imagens com deforma ções pre - visívies e de utilidade tec nológica. Define os raios para - xiais, próximos do eixo principal. 4. A Física e a evolução de seus conceitos Sejam p e p’ as abscissas do ob je to e da imagem, respectivamente. A Equação de Gauss relaciona p, p’ e f. f = f: distância focal R: raio da curvatura do espelho Calota esférica espelhada Região onde são aplicáveis os raios notáveis Calota esférica espelhada C 10º C F convexo C F côncavo R –––– 2 1 1 1 ––– = ––– + ––– f p p’ Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre a questão abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. Como desenvolver a expressão = + , para f = ? 1 ⎯ f 1 ⎯ p 1 ⎯ p’ p’p ⎯⎯⎯⎯ p’ + p 5 Palavras-chave: Equação de Gauss • Real é positivo • Virtual é negativo C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 244 245FÍSICA De acordo com o sistema de ei xos adotado (refe ren cial de Gauss), te mos a seguinte convenção de si nais: p > 0: objeto real p < 0: objeto virtual p’ > 0: imagem real p’ < 0: imagem virtual f > 0: espelho côncavo f < 0: espelho convexo Os espelhos curvos sempre fizeram parte da história da huma nidade, tanto em aplicações práticas como para comprovar proprieda des geométricas importantes. SÉCULO V a.C. – Os chineses já usa vam es pelhos esféricos cônca vos para cozinhar os alimentos. 212 a.C. – Na An tigui dade, credita-se a Ar quimedes a queima dos navios roma nos que as se diavam sua cidade, Siracusa, ao uti li zar es pelhos cur vos para con - cen trar os raios solares. SÉCULO I d.C. – Heron de Alexandria, ao es tudar a pro - pagação retilínea dos raios luminosos, destacou a neces - si dade da reta normal para definir os ângulos de inci - dência e de reflexão, pois as superfíces dos espelhos po - diam ser curvas. Ele mesmo cons truiu espelhos curvos para produzir ima gens deformadas. 1678: Chrystian Huygens cria um mo delo ondulatório pa - ra os fenômenos óp ticos estudando a refração e a refle - xão em espelhos planos e curvos. � (VUNESP-MODELO ENEM) – O forno solar de Odeillo, na França, é composto de 9 500 espelhos que concentram os raios solares em uma fornalha. Na verdade, embora todos os espelhos lá utilizados sejam planos, a configuração de suas disposições torna o conjunto um gigantesco espelho esférico côncavo. Sendo o objetivo desse forno con - centrar os raios de luz e calor em um ponto na fornalha, relativa mente à superfície refletora, pode-se dizer que a distância desse ponto da fornalha é, comparado ao raio de curvatura do conjunto de espelhos, a) a quarta parte. b) a metade. c) igual. d) o dobro. e) o quádruplo. Resolução A radiação solar, que vem de muito longe, incide paralelamente ao eixo principal desse espelho. Após a reflexão, esses raios con - centram-se no foco do espelho. Como a distância focal do espelho esférico é igual à metade do seu raio de curvatura, temos: Resposta: B � (CESGRANRIO) – Um objeto está situado a uma distância de 30cm de um espelho côncavo. A imagem formada é real e se en con - tra a uma distância de 6,0cm do espelho. Qual a distância focal desse espelho, em cm? a) 3,0 b) 4,0 c) 5,0 d) 6,0 e) 7,0 Resolução Pelos dados da questão, temos: p = + 30cm (objeto real) p’ = + 6,0cm (imagem real) f = ? Aplicando-se a Equação de Gauss, vem: + = Assim: + = = f = cm ⇒ Resposta: C R d = f = ––– 2 1 ––– p 1 ––– p’ 1 ––– f 1 ––– 30 1 –––– 6,0 1 ––– f 1 + 5 –––––– 30 1 ––– f 30 ––– 6 f = + 5,0cm Exercícios Resolvidos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 245 246 FÍSICA � (FAM-MODELO ENEM) – O “espelho de cabeça para mé - dicos” foi muito utilizado no passado. Com esse espelho, que possuía um orifício em seu centro para se enxergar através dele, os médicos podiam analisar seus pacientes sob uma boa iluminação, obtida pela projeção da luz refletida nesse espelho, sobre o paciente. Para se ter um ponto luminoso de luz concentrada pela reflexão sobre a superfície do corpo do paciente, o médico deve posicionar o espelho a 12cm do paciente, o que permite concluir corretamente que o espelho em questão tem raio de curvatura, em centímetros, igual a a) 12 b) 24 c) 36 d) 18 e) 6 RESOLUÇÃO: R = 2f = 2 . (12cm) = 24cm Resposta: B � (UFSM-RS) – Um objeto é colocado a 40cm do vér tice de um espelho esférico côncavo com raio de cur vatura de 30cm, conforme a figura. Determine a) a distância focal do espelho; b) a distância da imagem ao es pelho; c) a natureza da imagem e seu posicionamento na frente ou atrás do espelho. RESOLUÇÃO: a) f = = f = +15cm b) Aplicando-se a Equação de Gauss, temos: = + f = +15cm p = +40cm vem: = + = – = = = c) A imagem conjugada pelo espelho côncavo é real, formando-se na frente do espelho, a 24cm dele. 30cm –––––– 2 R ––– 2 1 ––– p’ 1 ––– p 1 ––– f 1 ––– p’ 1 ––– 40 1 ––– 15 1 ––– 40 1 ––– 15 1 ––– p’ 1 ––– 24 5 ––– 120 8 – 3 ––––– 120 1 ––– p’ p’= + 24cm Exercícios Propostos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 246 247FÍSICA � (MODELO ENEM) – 1800: Carl Friedrich Gauss inicia uma revo lução na Matemática, que afeta toda a Física. Ao mostrar que as leis da geo metria plana devem ser mudadas para des crever as superfícies cur vas, ele siste matiza o estudo dos espelhos es féricos, mos tran do que, apenas para ângulos de abertura de até 10°, os espe lhos pro duzem imagens com deforma ções previ síveis e de utilidade tec nológica. Define os raios para xiais, próximos do eixo principal. Um objeto real é colocado a 80cm do vértice de um espelho esférico côncavo, cuja distância focal é igual a 30cm. A distância da imagem ao espelho será de: a) 12cm b) 24cm c) 36cm d) 48cm e) 60cm RESOLUÇÃO: = + ƒ = 30 = 240 + 3p’ = 8p’ 5p’ = 240 Resposta: D � O telescópio Hubble utiliza espelhos esféricos. Um objeto foi colocado sobre o eixo principal de um espelho esférico côncavo de raio de curvatura igual a 6,0 cm. A partir disso, é possível observar que uma imagem real foi formada a 12,0cm de distân cia do vértice do espelho. Determine a) a distância focal do espelho; b) a distância do objeto ao vértice do espelho. RESOLUÇÃO: a) Espelho de aumento: côncavo Distância focal: f = = ⇒ f = 3,0cm b) Imagem real a 12,0cm do vértice: p’ = 12,0cm f = 3,0 = 12,0 + p = 4,0p 3,0p = 12,0 Respostas: a) 3,0cm b) 4,0cm Calota esférica espelhada Região onde são aplicáveis os raios notáveis Calota esférica espelhada C 10º C F convexo C F côncavo 1 –––– p’ 1 –––– p 1 –––– ƒ pp’ –––––––– p + p’ 80p’ –––––––– 80 + p’ p’ = 48cm 6,0cm –––––– 2 R ––– 2 p’ . p –––––– p’ + p 12,0p ––––––– 12,0 + p p = 4,0cm C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 247 248 FÍSICA 1. A Física e o cotidiano Os espelhos retrovisores externos dos automóveis costumam ser convexos para aumentar o campo visual do motorista. A ilustração a seguir representa um desses retrovisores. 2. A Física e o mundo Na fotografia a seguir, vemos a ima gem dos rostos de técnicos da NASA refletida no espelho esfé rico do telescópio espacial Hubble. As imagens conjugadas por espelhos esféricos con vexos são, em relação a objetos reais, virtuais, direitas e menores. Posicionados entre o foco e o vértice do espelho, os técnicos pro - duziram uma imagem virtual, direita e maior. Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. 1) Qual o significado de uma imagem que tem aumento –3? 2) Como determinar a posição de uma imagem de um espelho esférico em cinco segundos? 6 Palavras-chave:Equação de Gauss – Aumento linear transversal (A) • Invertida é negativa • Direita é positiva C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 248 249FÍSICA 3. A Física e o laboratório O método Pierre Lucie para a determinação das abs cissas dos objetos (p) e das imagens (p’) dos espelhos es féricos de distân cia focal (f) pode facilitar o trabalho de estudantes, técnicos e pesquisadores nos laboratórios de Física. Como usar o diagrama 1) Encontre o ponto F que tem como coordenadas a distância focal F = (f, f). 2) Com uma régua, una o ponto F ao pon to P (abscissa do objeto) e en contre o ponto P’ (abscissa da imagem). Arranjo experimental para o estudo de imagens projetadas por espelhos côncavos Equação de Gauss: Aumento linear transversal (s): 1 1 1 ––– = ––– + ––– f p p' i –p’ f A = ––– = ––– = ––––– o p f – p C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 249 250 FÍSICA 4. A Física e a evolução de seus conceitos Sejam i e o as medidas algébri cas das dimensões li - nea res da imagem e do objeto, respectivamente, com orien ta ção positiva para cima. Desenhando o objeto sempre pa ra cima, o será posi - tivo. Se a ima gem resultar para cima, temos i > 0: ima - gem direita. Se a imagem re sul tar para baixo, temos i < 0: ima gem invertida. Exemplos a) significa que a ima gem é direita e duas ve- -zes maior do que o objeto. b) significa que a imagem é invertida e três vezes maior do que o objeto. Da semelhança entre os triân gu los ABV e A’B’V da figura, vem: Porém, A’B’ = –i, AB = o, B’V = p’ e BV = p. Logo: Outra expressão para o aumento linear transversal: Notas importantes Nota 1 Quando A > 0, a imagem é dita direita ou di reta, isto é, o objeto e a imagem têm mesma orientação. Isto ocorre (A > 0) quando < 0 e, portanto, p’ e p devem ter sinais opostos, ou seja, natu rezas di - ferentes (um deles é real e o outro é virtual). Assim: A imagem será direta (A > 0), quando o ob jeto e a res pectiva imagem tiverem nature zas opostas. Nota 2 Quando A < 0, a imagem é dita invertida, isto é, o objeto e a imagem têm orientações opos tas. Isto ocorre (A < 0) quando > 0 e, portanto, p’ e p devem ter mesmo sinal, ou seja, mesma natu reza (ambos reais ou ambos virtuais). Assim: A imagem será invertida (A < 0), quando o objeto e a respectiva imagem tiverem mes ma natureza. Nota 3 Quando | A | > 1, a imagem é dita ampliada, isto é, o tamanho da imagem é maior do que o tamanho do objeto. Isto ocorre (| A | > 1) quando | p’ | > | p |, isto é, a imagem está mais afastada do espelho do que o ob jeto. Nota 4 Quando | A | < 1, a imagem é dita reduzida, isto é, o ta manho da imagem é menor do que o ta ma nho do objeto. Isto ocorre (|A | < 1) quando | p’ | < | p |, isto é, a ima - gem está mais próxima do espelho do que o ob jeto. Nota 5 Quando | A | = 1, a imagem tem mesmo tama nho que o objeto e ambos estão localizados na posição do centro de curvatura do espelho. Resumindo O aumento linear transver sal é, por definição, o i quo cien te: –––. o i ––– = +2 o i ––– = –3 o A’B’ B’V ––––– = ––––– AB BV i –p’ A = ––– = ––– o p i f A = ––– = ––––– o f – p p’ ––– p p’ ––– p + – p objeto real objeto virtual p’ imagem real imagem virtual f côncavo convexo A imagem direta imagem invertida C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 250 251FÍSICA � (UDESC-MODELO ENEM) – Consultando o manual de um auto - móvel, na seção de retrovisores laterais, você se depara com a se - guinte afirmação: "os espelhos dos retrovisores laterais são convexos a fim de ampliar o ângulo de visão. Assim, os objetos observados nos espelhos retrovi sores estão, na realidade, mais próximos do que parecem." Suponha que você esteja dirigindo e observa dois carros alinhados atrás do seu; o primeiro (carro 1), a uma distância de 5,0m do espelho retrovisor lateral do motorista; e o segundo (carro 2), a uma distância de 10,0m do mesmo espelho retrovisor. Considerando-se o retrovisor lateral como um espelho esférico convexo de raio de curvatura igual a 5,0m, e que os carros 1 e 2 possuam a mesma altura real, a razão entre as alturas das imagens do carro 1 (y’1) e do carro 2 (y’2), formadas no espelho retrovisor lateral do carro, é: a) y’1 / y’2 = 1 b) y’1 / y’2 = 2/3 c) y’1 / y’2 = 3/2 d) y’1 / y’2 = 3 e) y’1 / y’2 = 5/3 Resolução A = = f = – = –2,5m = = = ⇒ = = ⇒ = ⇒ Resposta: E � (VUNESP-MODELO ENEM) – Para comprar um espelho especial para análise bucal, um dentista se dirige a uma loja do ramo e encontra algumas opções fornecidas pelo vendedor. Para escolher aquele que lhe forneça maior aumento, fato esse de extrema importância para o profissional, ele estima a distância do espelho ao dente a ser observado em cerca de 1,0cm. São oferecidos a ele cinco espelhos de tipos e raios de curvatura diferentes. Para que consiga ter o maior aumento possível, deverá escolher um espelho: a) côncavo, de raio de curvatura R = 4,0cm. b) côncavo, de raio de curvatura R = 5,0cm. c) côncavo, de raio de curvatura R = 6,0cm. d) convexo,de raio de curvatura R = 1,0cm. e) convexo, de raio de curvatura R = 3,0cm. Resolução I. O espelho esférico de aumento é neces saria mente côncavo. II. A = p = 1,0cm a) R = 4,0cm ⇒ f = 2,0cm ⇒ A1 = = 2,0 b) R = 5,0cm ⇒ f = 2,5cm ⇒ A2 = � 1,7 c) R = 6,0cm ⇒ f = 3,0cm ⇒ A3 = = 1,5 Resposta: A � (MODELO ENEM) – Até fins do século XIII, poucas pessoas haviam ob ser vado com nitidez o próprio rosto. Foi apenas nessa época que se desenvolveu a técnica de produzir vidro transparente, possibilitando a construção de espelhos. Atualmente, a aplicabilidade dos espelhos é variada. A escolha do tipo de espelho (plano, côncavo, conve xo,...) ocorre, normalmente, pelas carac terísticas do campo visual e da imagem fornecida pelo espelho. Os dentistas, para observarem com detalhes os dentes dos pacientes, utilizam certo tipo de espelho esférico. Normalmente o espelho é colocado a uma distância de aproximadamente 3,0mm do dente, de forma a se ob ter uma imagem direita com aumento linear transversal igual a 1,5. O tipo de espelho esférico utilizado pelos dentistas e a distância focal desse espelho são descritos por a) plano e 3,0mm. b) côncavo e 6,0mm. c) côncavo e 9,0mm. d) convexo e 3,0mm. e) convexo e 9,0mm. Resolução A = 1,5 = 1,5f – 4,5 = f 0,5f = 4,5 Como a distância focal f é positiva, o espelho utilizado é es fé rico côncavo. Resposta: C y’ ––– y f ––––– f – p R ––– 2 y’1––– y –2,5 ––––––––– –2,5 – 5,0 –2,5 ––––– –7,5 1 ––– 3 y y’1 = –––3 y’2––– y –2,5 ––––––––– –2,5 – 10,0 1 ––– 5 y y’2 = –––5 y’1––– y’2 y/3 ––––– y/5 y’1 5 ––– = ––– y’2 3 f ––––– f – p 2,0 –––––––– 2,0 – 1,0 2,5 –––––––– 2,5 – 1,0 3,0 –––––––– 3,0 – 1,0 f ––––– f – p f –––––– f – 3,0 f = + 9,0mm Exercícios Resolvidos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 251 252 FÍSICA � (UNIFESP) – Na entrada de uma loja de conveniência de um posto de combustível, há um espelho convexo utilizado para monitorar a região externa da loja, como representado na figura. A distância focal desse espelho tem módulo igual a 0,6m e, na figura, pode-se ver a imagem de dois veículos que estão estacionados paralelamente e em frente à loja, apro - ximadamente a 3,0m de distância do vértice do espelho. (www.hsj.com.br. Adaptado.) Considerando-se que esse espelho obedece às condições de nitidez de Gauss, calcule a) a distância, em metros, da imagem dos veículos ao espelho; b) a relação entre o comprimento do diâmetro da imagem do pneu de um dos carros, indicada por d na figura, e o com - primento real do diâmetro desse pneu. RESOLUÇÃO: a) Com f = – 0,6m e p = 3,0m, aplicando-se a Equação de Gauss, calculemos a abscissa da imagem (p’): + = ⇒ + = = – = p’ = m ⇒ Sendo C a distância pedida, respondemos: b) = ⇒ = Respostas:a) 0,5m b) –1 –––– 0,6 1 ––– p’ 1 ––– 3,0 1 ––– f 1 ––– p’ 1 ––– p – 5,0 – 1,0 ––––––––– 3,0 1 ––– 3,0 1 ––– p’ p’ = – 0,5m 3,0 – –––– 6,0 C = | p’ | = 0,5m (– 0,5) – ––––––– 3,0 d ––– o p’ – ––– p i ––– o d 1 ––– = ––– o 6 1 ––– 6 –1 –––– 0,6 Exercícios Propostos C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 252 253FÍSICA � O espelhinho usado pelos dentistas é côncavo. Ao observar um dente de 0,50cm de altura a 1,0cm do espelho, o dentista vê uma imagem virtual e direita com 0,60cm de altura. a) Determine a distância focal do espelhinho. b) Construa a imagem do dente refletido vista pelo dentista. RESOLUÇÃO: a) Inicialmente, usamos a fórmula que relaciona os tamanhos da imagem e do objeto com as distâncias da imagem ao espelho e do objeto ao espelho: p = 1,0cm o = 0,50cm i = 0,60cm = – ⇒ = – ⇒ Em seguida, utilizamos a equação dos pontos conjugados (Gauss): = + f = ⇒ f = (cm) f = (cm) b) O objeto o está posicionado entre o foco F e o vértice V, para obtermos a imagem virtual, direita e maior. � (FMJ) – Um objeto é colocado perpendi cu larmente sobre o eixo principal de um espelho esférico de distância focal 2,0m, que atende às condições de nitidez de Gauss. A imagem formada é virtual, direita e com o dobro do comprimento do objeto. Nas condições descritas, relativas à natureza e à posição da imagem formada, determine a) o tipo do espelho esférico empregado; b) a distância, em metros, do objeto ao vértice do espelho esférico. RESOLUÇÃO: a) O espelho de aumento é o espelho côncavo. b) = ⇒ 2 = ⇒ 2,0 – p = 1,0 ⇒ � (UNICASTELO) – Um objeto é colocado sobre o eixo prin - cipal de um espelho esférico que atende às condições de niti - dez de Gauss e cuja distância focal possui módulo igual a 2,0 me tros. Para se formar uma imagem direita e com a metade do tamanho do objeto, este precisa ser colocado diante do espelho a uma distância, em metros, de a) 4,0 b) 3,0 c) 2,0 d) 1,0 e) 0,5 RESOLUÇÃO: = = –2,0 – p = –4,0 Resposta: C 2,0 ––––––– 2,0 – p f ––––– f – p i ––– o f ––––– f – p i ––– o p’ = – 1,2cm p’ –––– 1,0 0,60 –––– 0,50 p’ –––– p i ––– o 1 ––– p’ 1 ––– p 1 ––– f – 1,2 . 1,0 ––––––––– – 1,2 + 1,0 p’p ––––– p + p’ – 1,2 ––––––– – 0, 20 f = 6,0cm p = 1,0m 1 ––– 2 –2,0 –––––––– –2,0 – p p = 2,0m C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 253 254 FÍSICA 1. A Física e o cotidiano As corridas de fórmula 1 e a refração É comum utilizarmos modelos mecânicos para descrever sistemas ópticos, eletromagnéticos e termodinâ mi cos. Apesar das limitações naturais , um carro de fórmula 1 que passa do asfalto para a brita (mistura de areia com pedras) pode revelar-nos alguns efeitos macroscópicos da refração da luz. Antes de iniciar seus estudos, reflita sobre as questões abaixo, forme suas opiniões e confronte-as com a teoria apresentada em seguida. Suas ideias e sugestões são muito importantes para enriquecer nosso ensino e o seu aprendizado. 1) Um raio de luz sempre é desviado ao passar do ar para a água? 2) É possível relacionar a refração da luz com as corridas de fórmula 1? 3) Como quebrar um lápis e depois reconstituí-lo em um segundo? 4) Como ver uma moeda no fundo de uma xícara sem se aproximar dela? 7 e 8 Palavras-chave:Índice de refração absoluto e leis da refração • Relação de velocidades (n) • Mais refringente aproxima da normal C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 254 255FÍSICA 2. A Física e o mundo O mundo da refração Um fenômeno relativamente simples e uma equa - ção sucinta (n1 sen i = n2 sen r) transformaram a refra - ção na forma mais utilizada de captação e reprodução de imagens no mundo coevo. As frequências luminosas que chegam à retina são transformadas em im pul sos elétricos que são guiados pelo nervo óptico ao córtex visual para deco dificação e interpretação dos sinais recebidos. Entretanto, esse processo inicia-se na refração da luz na córnea e no cristalino. Os defeitos da visão, também, são corrigidos por refração nas lentes dos óculos. Os aparelhos de aumento também utilizam a refração. Note como a imagem do lápis parece estar “quebrada” dentro do líquido. Os aparelhos de projeção e as máquinas fotográficas, inclusive as digitais, dependem da refração da luz em lentes para produzir as imagens. O filme (película) da máquina atua como a retina no olho humano. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 255 256 FÍSICA 3. A Física e o laboratório A visão dos objetos depende basicamente da refle - xão que a luz sofre nas superfícies. Essa reflexão pode ser difusa ou especular, conforme as figuras represen ta - das a seguir. Entretanto, meios transparentes podem ser vistos sem a neces sidade de reflexão, pois o desvio dos raios luminosos por refração da luz deforma a imagem dos objetos colo cados atrás des ses meios, denunciandoas suas pre senças. Esse fato é comprovado pela ilus tração a seguir, na qual a água e o copo são perfei tamente visíveis, ape sar de serem transpa rentes. Se, num laboratório de Química, um professor mer - gulhar um bastão de vidro transparente num líquido or - gâ nico também transparente e a parte submersa do bas - tão ficar invisível, isso ocorrerá porque há igualdade en - tre os índices de refração absolutos do líquido e do vidro. Na figura, temos um raio in cidente (A) que pro - vém do ar e um raio refratado (B) se propa gando num certo material ho mo gêneo e trans parente. Me dindo direta mente da figu ra, ob temos î = 60° e r̂ = 30° e apli - cando a Lei de Snell-Descartes, vem: = ⇒ = nvidro Na tabela, temos algumas cores com as res pectivas frequências relacio na das com o índice de refração ab so - luto para dois ti pos diferentes de vi dro. sen 60° ––––––––– sen 30° nvidro–––––– 1,00 3 ––– 2 ––––– 1/2 nvidro = 3 Frequência (1014Hz) Cor da Luz Vidro Crown: n Vidro Flint: n 7,692 Violeta 1,536 1,660 6,172 Azul 1,524 1,639 5,093 Amarela 1,517 1,627 4,571 Vermelha 1,514 1,622 Vocábulos e expressões da língua inglesa relacionados com a refração da luz Snell’s law: This important law, named the dutch mathematician Willebrord Snell, states that the product of the refractive index and the sine of the angle of incidence of a ray in one medium is equal to the product of the refractive index and the sine of the angle of refraction in a successive medium. n1 sin i = n2 sin r C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 256 257FÍSICA Na tabela, apresentamos os índices de refração ab - so lutos de diversos materiais para a luz amarela. 4. A Física e a evolução de seus conceitos O fenômeno da refração Refração da luz é a passa gem da luz de um meio para outro, acompanhada de variação em sua velocidade de propagação. O que caracteriza a refração é a variação da veloci da - de de propaga ção; o desvio da luz pode ou não ocor rer. Índice de refração absoluto de um meio para uma dada luz monocromática O índice de refração absoluto de um meio (n) para uma dada luz mo no cromática é definido como a razão entre o módulo da velo cidade (c) com que a luz se propaga no vá cuo e o módulo da velocidade (V) com que a luz considerada se pro pa ga no meio em questão: Notas O índice de refração (n) é uma grandeza adimen sional. Como o módulo da velocidade de propaga ção da luz é maior no vá cuo do que em qualquer meio ma terial, isto é, c > V, resulta que, para qual quer meio material, o índice de refração absoluto é maior do que 1. Para o vácuo, temos V = c e n = 1. Para o ar, temos V � c e n � 1. Dados dois meios, o de maior índice de refração absoluto é chamado mais refringente. Leis da refração Considere dois meios homo gê neos e transparentes, (1) e (2), com ín dices de refração absolutos n1 e n2 para uma dada luz monocromática, de limitados por uma superfície (S). Sejam: I: ponto de incidência da luz. N: reta normal à superfície no pon to I. R: raio de luz incidente. R’: raio de luz refratado. Definem-se: i: ângulo de incidência da luz, o ângulo formado en - tre o raio incidente R e a normal N. r: ângulo de refração da luz, o ângulo formado entre o raio refratado R’ e a normal N. 1.a lei da refração “O raio incidente (R), a normal à superfície (S) no ponto de incidência (N) e o raio refratado (R’) pertencem ao mesmo plano (denominado plano de incidência da luz).” Material n Ar seco (0°C; 760mmHg) 1,000292 Gás carbônico (0°C; 760mmHg) 1,00045 Gelo (0°C) 1,310 Água (20°C) 1,333 Etanol (20°C) 1,362 Tetracloreto de carbono 1,466 Glicerina 1,470 Monoclorobenzeno 1,527 *Vidros 1,4 a 1,7 Diamante 2,417 Sulfeto de antimônio 2,7 Germânio 5,0 (*) Existem vários tipos de vidro: crown le ve, flint etc. Cada um é usado para uma finalidade própria. c n = ––– V C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 257 258 FÍSICA Quando a luz passa do meio mais refringente para o meio menos refringente, o módulo da veloci da de de pro pa ga ção da luz au men ta e o raio de luz afasta-se da nor mal, para incidência oblíqua (Fig. b). Quando a luz passa do meio menos refringente pa ra o meio mais re frin gente, o módulo da velo - cidade de pro pa ga ção da luz diminui e o raio de luz apro xima-se da nor mal, para in cidência oblí - qua (Fig. a). A importância dessa 1a. lei está no fato de ela permitir que os pro ble mas de refração possam ser abor da dos apenas com o uso da geo me tria plana. 2a. lei da refração (Lei de Snell-Descartes) “Na refração, é constante o pro du to do índice de refração absoluto do meio pelo seno do ângulo formado pe lo raio com a normal, naquele meio.” Se n2 > n1, resulta sen r < sen i e, portanto, r < i. Podemos, então, enunciar as se guintes proprie dades: n1 . sen i = n2 . sen r As referências históricas sobre a evolução do con ceito de refração da luz são as seguintes: NO SÉCULO I, o astrônomo Ptolomeu de mons - tra a re fração, experimental mente, no dioptro ar- água. NO SÉCULO XVII, o holandês Willebrord Snell descobre a relação entre os ângulos de incidên - cia (i) e de refração da luz (r), por meio de razões entre segmentos de reta. NO SÉCULO XVII, o francês René Des cartes plublica essa relação na forma em que conhe - cemos hoje: = k ⇒ = (no exemplo da figura abaixo) SÉCULO XVII: Huygens relaciona a refração com o modelo on du latório da luz e o índice de refração absoluto com o mó- dulo da velocidade de propagação � n = �. SÉCULO XIX: Maxwell mostra que a luz é uma onda eletro - mag nética e calcula o módulo da velocidade da luz (c) e o índice de refra ção absoluto de um meio (n) a partir de cons - tantes elétricas e magnéticas. c –– V nvidro ––––– nar sen i ––––– sen r sen i ––––– sen r nar b ––––––– = ––– nágua a C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 258 259FÍSICA � (UFPI) – O módulo da velocidade da luz em um certo óleo é 2/3 do módulo da ve lo cidade da luz no vácuo. Podemos afir - mar que o índice de refra ção absoluto do óleo é: a) 0,67 b) 1,5 c) 1,67 d) 2,0 e) 2,5 RESOLUÇÃO: n = ⇒ n = Da qual: Resposta: B � Dadas as afirmativas: I) Não é possível existir um meio homogêneo e trans parente de índice de refração absoluto me nor do que 1. II) O módulo da velocidade de propagação da luz num meio A é 2,4 . 108 m/s e num meio B é 1,8 . 108 m/s. O índice de refração do meio A em relação ao meio B é 0,75. III) Quando se diz que um meio A é mais refringente do que um meio B, deve-se entender que o índice de refração absoluto do meio A é maior que o de B. Tem-se: a) só I é correta. b) só I e II são corretas. c) só I e III são corretas. d) todas são corretas. e) só II é correta. RESOLUÇÃO: I) Correta. O índice de refração absoluto de um meio homo gêneo e transparente obedece à condição: n � 1,0. II) Correta. = = ⇒ = 0,75 III)Correta. Resposta: D 3 n = ––– = 1,5 2 c –––––– 2 –– c 3 c ––– V nB 3 –––– = ––– nA 4 1,8 . 108 –––––––– 2,4 . 108 VB –––– VA nA –––– nB Com base nas ilustrações e nos seus conheci - mentos de óptica geo métri ca, responda aos testes � e �. As figuras 1, 2, 3 e 4 representam feixes de luz interagindo com diversos materiais. Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 � Nas figuras 1, 2 e 3, ocorrem, respectiva - mente: a) reflexão especular, reflexão difusa e refra ção. b) refração, reflexão difusa e reflexão espe cular. c) refração, refração e reflexão difusa. d) reflexão difusa, reflexão especular e refração. e) reflexãodifusa, refração e refração. Resposta: D � Na figura 4: a) ocorre apenas refração. b) o ângulo de incidência e o ângulo de refle - xão são com plementares na base do prisma transparente. c) o ângulo de incidência é maior que o ângulo de refração na face superior do prisma transparente. d) o módulo da velocidade da luz aumenta no interior do pris ma. e) o raios incidente e emergente na face superior do prisma são paralelos. Resposta: C Exercícios Resolvidos – Módulo 7 Exercícios Propostos – Módulo 7 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 259 260 FÍSICA � Um raio de luz monocromático atravessa uma lâmina de faces paralelas, imersa no ar e confeccionada com material homogêneo. O módulo da velocidade desse raio de luz, con - forme o meio em que ele se propaga, está indicado na figura. Determine o índice de refração absoluto da lâmina. RESOLUÇÃO: Admitindo-se que o valor da velocidade da luz no vácuo seja praticamente igual ao valor verificado no ar (Var = 3,0 . 10 5km/s, indicado no gráfico), tem-se: nv = = nv = Da qual: � Um grupo de cientistas liderado por pesquisa - dores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, construiu o primeiro metamaterial que apresenta valor negativo do índice de refração relativo para a luz visível. Denomina-se metama - terial um material óptico artificial, tridimensional, formado por pequenas estruturas menores do que o comprimento de onda da luz, o que lhe dá proprie dades e comportamentos que não são encontrados em materiais naturais. Esse material tem sido chamado de “canhoto”. Disponível em: http://inovacaotecnologica.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado). Considerando o comportamento atípico desse metama terial, qual é a figura que representa a refração da luz ao passar do ar para esse meio? RESOLUÇÃO: Nos materiais naturais, a refração de um raio lumi noso implica que os raios incidente e refratado fiquem em lados opostos da reta normal à interface que separa os dois meios, conforme representa a figura. Nos metamateriais, porém, com valor negativo de índice de refra - ção, a refração de um raio luminoso implica que os raios incidente e refratado apresentem-se do mesmo lado da reta normal à interface que separa os dois meios, conforme representa a figura. Resposta: D Var ––– Vv c ––– Vv 3,0 . 105km/s ––––––––––––– 1,5 . 105km/s nv = 2,0 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 260 261FÍSICA � (UFV-MG-MODELO ENEM) – Um raio de luz, composto pelas co res ver melha (V) e azul (A), incide na superfície de separação entre o vácuo e um bloco de vidro (Figura 1). O vidro possui índice de refração absoluto n, o qual depende do comprimento de onda λ, conforme mostra a Figura 2. Sabendo-se que o comprimento de onda da luz vermelha é maior que o da azul, a opção que representa corretamente as direções de propa - gação da luz dentro do vidro é: Resolução O vidro é mais refringente para a luz azul (menor comprimento de onda) que para a luz vermelha (maior comprimento de onda). Por isso, na refração do vácuo para o vidro, o feixe bicromático é decomposto (dispersão), de modo que a luz azul se aproxima mais da normal que a luz vermelha, o que pode ser justificado pela Lei de Snell. Luz azul: nazul sen θazul = n0 sen θ0 � Luz vermelha: nvermelha sen θvermelha = n0 sen θ0 � Comparando-se � e �: nazul sen θazul = nvermelha sen θvermelha Sendo nazul > nvermelha, conclui-se que: sen θazul < sen θvermelha ⇒ Resposta: B � (UFMG-MG) – Nesta figura, estão representadas duas estrelas – R e S –, que, em relação a um ponto P localizado na su per fí cie da Terra, estão a 90° uma da outra: Nessa figura, os elementos não estão representados em escala. A estrela R está a pino em relação a uma pessoa, na Terra, parada no ponto P. Considerando-se essas informações, responda: Visto por essa pessoa, o ângulo formado pelas linhas de visada que apontam para as estrelas R e S é menor, igual ou maior que 90°? Observação: A linha de visada corresponde à direção em que o observador vê a estrela. Justifique sua resposta. Se necessário, desenhe sobre a figura. Resolução O ângulo α formado pelas linhas de visada que apontam para as estrelas R e S é menor que 90°. É importante notar que as camadas de ar mais próximas da crosta terrestre são mais densas e refringentes que aquelas situadas em altitudes maiores, que são mais rarefeitas e menos refringentes. Por isso, ao refratar-se através da atmosfera, a luz segue trajetórias semelhantes às que representamos a seguir. Resposta: Menor (ver figura) θazul < θvermelha Exercícios Resolvidos – Módulo 8 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 261 262 FÍSICA � (VUNESP-UNISA) – A figura mostra um raio de luz mono - cro má tica que, após se propagar no ar, penetra em um líquido homogêneo e transparente. Considerando-se a velocidade de propagação da luz no ar com módulo igual a 300000km/s, sen i = 0,75 e sen r = 0,60, o módulo da velo cidade com que a luz se propaga nesse líquido, em km/s, é a) 120 000 b) 180 000 c) 200 000 d) 240 000 e) 375 000 RESOLUÇÃO: Lei de Snell: nAr sen i = nL sen r sen i = sen r VL = VAr ⇒ VL = 300 000 (km/s) Da qual: Resposta: D � (CESGRANRIO-MODIFICADO) – Um raio de luz monocro - mático se propaga em um meio cujo índice de refração absoluto é 3. O raio atinge a superfície que separa esse meio de outro, menos refringente – o ar –, segundo um ângulo de incidência igual a 30°. O raio sofre um desvio em sua trajetória e continua a se propagar nesse segundo meio. Se o índice de refração absoluto do ar é igual a 1,0, então o seno do ângulo de desvio sofrido pelo raio luminoso é, apro - ximadamente: a) 0,413 b) 0,500 c) 0,707 d) 0,866 e) 1,000 RESOLUÇÃO: A situação proposta está representada a seguir: (I) Cálculo do ângulo de refração r: Lei de Snell: nAr sen r = n sen i 1,0 sen r = 3 sen 30° sen r = ⇒ (II)Cálculo do ângulo de desvio �: � + 30° = r ⇒ � + 30° = 60° Da qual: Logo: Resposta: B c ––––– VL c ––––– VAr 0,60 ––––– 0,75 sen r ––––– sen i VL = 240000 km/s r = 60° 3 –––– 2 � = 30° sen � = sen 30° = 0,500 Exercícios Propostos – Módulo 8 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 262 263FÍSICA � A fotografia feita sob luz polarizada é usada por dermatologistas para diagnósticos. Isso permite ver detalhes da superfície da pele que não são visíveis com o reflexo da luz branca comum. Para se obter luz polarizada, pode-se utilizar a luz transmitida por um polaroide ou a luz refletida por uma superfície na condição de Brewster, como mostra a figura. Nessa situação, o feixe da luz refratada forma um ângulo de 90° com o feixe da luz refletida, fenômeno conhecido como Lei de Brewster. Nesse caso, o ângulo de incidência θp, também chamado de ângulo de polarização, e o ângulo de refração θr estão em conformidade com a Lei de Snell. Dados: sen 30° = cos 60° = sen 60° = cos 30° = Considere um feixe de luz não polarizada proveniente de um meio com índice de refração absoluto igual a 1, que incide sobre uma lâmina e faz um ângulo de refração θr de 30°. Nessa situação, qual deve ser o índice de refração absoluto da lâmina para que o feixe refletido seja polarizado? a) ���3 b) c) 2 d) e) RESOLUÇÃO: Conforme o enunciado, para que o feixe refletido seja polarizado, os feixes refratado e refletido devem ser perpendiculares (Lei de Brewster), conforme indica o esquema. I) Da figura: θp + θr = 90° θp + 30° = 90° ⇒ II) Lei de Snell: n sen θr = n0 sen θp n sen 30° = 1 . sen 60° ⇒ n = Da qual: Resposta: A 1 ––– 2 ����3 –––––– 2 ����3 –––––– 3 ����3 –––––– 2 1 ––– 2 θp = 60° ���3 ––––– 2 1––– 2 n = ���3 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 263 264 FÍSICA � (VUNESP-FAMERP-MODELO ENEM) – Dois raios de luz monocromáticos provenientes do ar, um azul e o outro vermelho, incidem no ponto P da superfície de uma esfera maciça de centro C, paralelos um ao outro, na direção da linha tracejada indicada na figura. A esfera é feita de vidro transparente e homogêneo. Se o índice de refração absoluto do vidro é maior para a cor azul do que para a vermelha e se não houve reflexão total dentro da esfera, a figura que representa corretamente a trajetória desses raios desde a sua incidência no ponto P até a sua emergência da esfera está indicada em RESOLUÇÃO: A luz se dispersa ao penetrar na esfera e cada raio monocromático sofre duas refrações até retornar para o ar, conforme ilustra o esquema. É importante notar que, como o vidro é mais refringente para a cor azul que para a cor vermelha, o raio azul desvia-se mais que o vermelho na travessia da esfera. Resposta: B C C C a) b) c) d) e) C C P P P P P C Ar N2 N1 N3 vermelho azul C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 264 265FÍSICA FRENTE 1 Módulos 1 e 2 – Escalas termométricas � (MODELO ENEM) – Pompeia: morte a 600 graus A posição em que as vítimas foram encontradas comprova que a morte foi ins tan tânea por onda de calor Elevadas temperaturas do vulcão Vesúvio mataram habitantes da cidade, dizem estudiosos Uma pesquisa feita por cientistas italianos aponta que os habitantes da cidade de Pompeia, destruída por uma erupção do vulcão Vesúvio no ano de 79 d.C., morreram instantanea - mente por uma onda de alta temperatura, e não sufocados por gases da erupção, como se pensava até agora. Muitos moradores da cidade morreram soterrados, e os que sobreviveram morreram na segunda fase, devido a uma onda de calor de 600°C, parecida com uma explosão atômica. De acordo com Giuseppe Mastrolorenzo, a posição em que as vítimas foram encontradas é uma das provas de que a morte foi instan tânea. “A posição dos moldes é a típica reação chamada cadaveric spasm (espasmo cadavérico), um enrije - cimento muscular que ocorre no momento da morte, a posição vital na qual a pessoa foi atingida pela onda de calor”, explicou. “Por exemplo, o molde da mãe que ainda está com a criança no colo, o corpo do homem sentado no banheiro e as pessoas que repousavam ou dormiam.”… (texto retirado do Jornal da Tarde – 19/6/2010) Se essa reportagem fosse publicada no jornal norte-americano The New York Times, a temperatura dada em destaque (600°C) seria verti da para a es cala Fahrenheit. Que valor seria encontrado? a) 600°F b) 873°F c) 1048°F d) 1080°F e) 1112°F � (VUNESP) – Além dos fogões solares, uma outra moda - lidade de aproveitamento da energia solar para a elaboração de alimentos é o emprego de fornos solares. A ideia central do funcionamento de um forno solar é confinar energia térmica em uma caixa que funciona como uma estufa, onde as ondas luminosas que nela entram são absorvidas pelas paredes inter - nas e reemitidas na forma de ondas de calor que, con finadas no interior do forno, permitem que a temperatura interna do forno atinja os 302°F, sendo, na escala Celsius, corresponden - tes à temperatura de a) 29°C b) 150°C c) 185°C d) 302°C e) 575°C � (PUC-SP-MODELO ENEM) – No LHC (Grande Colisor de Hádrons), as partículas vão correr umas contra as outras em um túnel de 27 km de ex tensão, que tem algumas partes resfriadas a –271,25°C. Os resultados oriundos dessas coli - sões, entretanto, vão seguir pelo mundo todo. A grade do LHC tem 60 mil computadores. O objeti vo da construção do com - plexo franco-suíço, que custou US$ 10 bilhões e é adminis - trado pelo Cern (Centro Europeu de Pesquisa Nu clear, na sigla em francês), é revolucionar a forma de se enxergar o Uni verso. Ímã gigantesco é instalado em uma das cavernas do LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u442867.shtml – Publicada em 09/09/2008. Consultada em 05/04/2010 A temperatura citada no texto, expressa nas escalas Fahrenheit e Kelvin, equivale, respectivamente, aos valores aproximados de: a) – 456 e 544 b) – 456 e 2 c) 520 e 544 d) 520 e 2 e) – 456 e – 2 � (VUNESP-FMC) – Um bloco metálico, sólido, encontra-se a uma temperatura ambiente de 22°C, quando é levado para o interior de um forno a 250°C. Após entrar em equilíbrio térmico com o forno, o bloco terá sofrido uma variação de temperatura que, expressa na escala Kelvin, vale a) 238 b) 228 c) 138 d) 128 e) 73 � (MODELO ENEM) – Procedimento com bolsa de gelo reduz risco de sequelas em vítimas de paradas cardíacas Uma técnica que permite o resfriamento do corpo em até cinco graus é utilizada em hospitais de São Paulo para diminuir o risco de se quelas em vítimas de paradas cardíacas. A parada cardíaca interrompe repentinamente o bombardea - mento de sangue, líquido que leva oxigênio para o resto do organismo. O alto número de mortes está relacionado à ausên - cia de oxigênio no cérebro e ao gasto excessivo de energia por parte das células. Os neurônios mor rem quando ficam sem oxigênio por mais de três minutos, o que pode provocar danos irreversíveis a atividades cerebrais e motoras do paciente. Esses sintomas podem ser evitados abaixando a temperatura do cor po de 37 para 32 graus, o que implica uma diminuição do metabo lismo do cérebro em 30%. Exercícios-Tarefa C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 265 266 FÍSICA (texto retirado do Jornal da Tarde – 26/6/2010) A variação de temperatura em questão (5°C), quando expressa em graus Fahrenheit, vale a) –23°F b) 5°F c) 9°F d) 32°F e) 41°F (MARINHA DO BRASIL) – O local onde se reúne o sistema de propulsão de um navio é chamado de praça de máquinas. A cal dei ra é um dos equipamentos mais comuns nas embarcações, como por ta-aviões nucleares; por exemplo, o norte-americano Ronald Reagan. O reator atômico, também, produz vapor a 842°F para acionar a catapulta lançadora de aviões do curto convés de 90 metros, para a decolagem de caças de vinte toneladas em dois segundos. As figuras destacam o reservatório de vapor, os sistemas de polias que multiplicam as forças na catapulta, e os aviões no pequeno espaço de decolagem. Determine a) a temperatura do vapor no reservatório da catapulta, na escala Celsius; b) a pressão de operação no interior do reservatório de vapor, a qual, a partir da temperatura de 373K e pressão de 1,0 atm, aumenta 0,40atm para uma variação de 18°F; c) a multiplicação de forças produzida pelas polias, uma vez que, sem elas, a temperatura do vapor deveria atingir 1450°C, situação em que a pressão de operação triplicaria, e ficaria acima do ponto de fusão do material do reserva - tório; d) o módulo da velocidade de decolagem do avião, em km/h, que corresponde ao dobro da velocidade escalar média na pista do convés. � (PUC-PR) – O clima em Curitiba é caracterizado pelas altas variações de temperatura em um mesmo dia. Segundo dados do Simepar (www.simepar.br), no final do inverno de 2011, os termô metros chegaram a marcar 8,00°C e 25,0°C em um período de 24h. Teatro de Cristal no inverno de Curitiba. Grande parte do solo do estado do Paraná é formado por rochas vulcâ nicas que atingiram a superfície a 727°C e resfriaram-se para 27°C com rápida solidificação. A terra roxa é resultado do maior derrame superficial de rocha vulcâ - nica ocorrido na separação dos continentes. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 266 267FÍSICA Determine a) a amplitude térmica, em um período de 24h, na escala Fahrenheit, assinalada no final do inverno curitibano de 2011; b) o potencial máximo, em porcentagem, de movimentação de mas sas de rochas no subsolo paranaense em função das tem peraturas absolutas da rocha fluida e da rocha sólida, dado pela fórmula � = 1 – � (VUNESP-UEA) – Para saber se a temperatura do leite es - tava entre 40°C e 45°C, um fabricante de queijo utilizou um termômetro velho, cujos números de escala estavam apagados. Com o auxílio de um termômetro em boas condições, fez duas marcas indicativas dessa região de temperatura no termômetro velho e, mantendo os dois termômetros sob mesma condição térmica, fez as seguintes medições: Determine a) de acordo com essas medições, a extensão, em milímetros, da região desejada pelo queijeiro; b) a pressão de vapor do leite a 40°C, se o queijeiro utilizar um ter mômetro a gás num local onde a pressão atmosférica vale 76cmHg e a coluna do termômetro indica 136cmHg; c) a radiação eletromagnética emitida pelo leite a 40°C por meio de um pirômetro óptico digital. O pirômetro digital é calibrado pela Lei de Wien, que rela - ciona o comprimento de onda λ da radiação emitida com a temperatura absoluta: λT = 3,0 . 10–3 mK, e o espectro eletromagnético a seguir: Termômetro sem escala Termômetro em boas condições 0 mm 0°C 80 mm 40°C 200 mm 100°C Tmenor––––––– Tmaior C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 267 268 FÍSICA � ALGUNS ESTADOS TÉRMICOS INTERESSANTES A maior temperatura já registrada na superfície da Terra foi de 58°C, em 13 de setembro de 1992 na cidade de El Azizia, próxima de Trípoli, na Líbia (norte da África), e a menor foi de –89,2°C, em 21 de julho de 1983, na estação russa de Vostok, na Antártida. A menor temperatura obtida em laboratório é da ordem de 10–7K. (Newton-Helou-Gualter. Tópicos de Física. 18a. edição, vol 2, Editora Saraiva, 2007, p. 17.) Deserto de El Azizia. Estação de Vostok. Laboratório de criogenia. Determine, na escala Fahrenheit, a) a menor temperatura, registrada na estação Vostok; b) a maior temperatura, registrada em El Azizia; c) a menor temperatura registrada em laboratório. � Considere as seguintes situações: 1.a) Um turista brasileiro que se encontra num avião ouve as infor mações de bordo e fica sabendo que a temperatura no aeroporto de Londres, onde irá aterrizar dentro de poucos minutos, é 23°F (vinte e três graus Fahrenheit). 2.a) No interior de uma sala, encontramos, pendurados em uma pa rede, dois termômetros. Um deles, gra duado em Kelvin, indica 298K para a temperatura ambien te. O outro está graduado em graus Celsius. Determine a) o tipo de roupas aconselháveis para o turista em Londres; b) a indicação do segundo termômetro na parede; c) a diferença das temperaturas das duas situações na escala Kelvin; d) a diferença das temperaturas das duas situações na escala Fahrenheit. � A dilatação térmica ΔV pode ser interpretada como resultado do aumento das distâncias intermoleculares devido ao aumento da ener gia cinética das moléculas que constituem uma substância. Dessa for ma, quanto maior a dilatação, maior deve ser a variação de tempe ratura Δθ. Além disso, diferentes materiais apresentam maior ou menor variação em seus volumes, já que a interação entre moléculas é diferente nos vários materiais. Quanto mais moléculas tivermos à temperatura inicial, ou seja, quanto maior o volume inicial V0 do ob jeto, maior será a sua dilatação. O coeficiente de dilatação volu métri ca � de uma substância pode ser, então, expresso da seguinte forma: � = ΔV ––––– V0Δθ C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 268 269FÍSICA a) Entre 0°C e 100°C, os coeficientes de dilatação do aço e do mercú rio valem, respectivamente, 31,5 . 10–6 °C–1 e 182 . 10–6 °C–1. Cite qual deles é a melhor substância termo - métrica e justifique sua resposta. b) Num termômetro de mercúrio, no primeiro ponto fixo (fusão do gelo), a coluna apresenta 2,0cm de altura e no segundo (ebulição da água), 26cm. Determine a equação de conversão da altura h da coluna para a escala Celsius e construa o gráfico da temperatura em função de h. O infográfico abaixo mostra, em língua espanhola, as vantagens e as desvantagens dos termômetros domésticos. � Se fornecermos (ou retirarmos) uma certa quantidade de calor a uma massa de gás, a energia cinética média de suas moléculas e, portanto, a temperatura T aumentam (ou diminuem), o que provoca um aumento (ou diminuição) no número de choques das moléculas com as paredes do recipiente que contém o gás, ou seja, da pressão p por ele exercida. Quando um gás passa por um processo de resfriamento, aquecimento, compressão ou descompressão, os valores de sua pressão, sua tempe ratura e seu volume se alteram correspondentemente. Se o número de moléculas for invariável durante uma transformação, poderemos escrever, considerando a temperatura elevada e a densidade baixa, a lei geral dos gases da seguinte forma: = a) Num termômetro a gás de volume constante, a variação de pressão é relacionada com a variação de temperatura. Esboce esta relação em gráficos da pressão em função da temperatura nas escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin. b) Nos gráficos do item a, explique o significado da intersecção da cur va com o eixo da temperatura de acordo com o modelo ciné tico-molecular apresentado. c) Apresente uma razão operacional para que as temperaturas sejam utilizadas na escala Kelvin ao aplicarmos a lei geral dos gases. Módulos 3 e 4 – Calorimetria � (UFC) – Dois corpos são colocados em contato. Marque a alternativa correta. a) O calor flui do corpo que tem maior quantidade de calor para o que tem menor quantidade de calor. b) O calor flui do corpo que tem menor quantidade de calor para o que tem maior quantidade de calor. c) O calor flui do corpo que tem maior massa para o que tem menor massa. d) O calor flui do corpo que tem menor temperatura para o que tem maior temperatura. e) O calor flui do corpo que tem maior temperatura para o que tem menor temperatura. � A massa e o calor específico sensível de cinco amos tras de mate riais sólidos e homogêneos são re pre sen tados na tabela dada a seguir. As cinco amostras se encontram inicialmente na mes ma temperatura e recebem quantidades iguais de ca lor. Qual delas atingirá a maior temperatura fi nal? a) A b) B c) C d) D e) E � (FGV-SP) – Nossa personagem soube por uma amiga que uma nova dieta sugeria que beber meio litro de água fresca (22°C) poderia provocar a queima imediata de 100 calorias. De acordo com nossos conhecimentos de calorimetria, se a perda de calo - rias fosse devida unicamente ao aquecimento da água pelo cor - po, haveria muito mais ener gia para se “queimar”. Levando-se em conta que a água que tomamos, após o equilíbrio térmico com nosso corpo, atinge a tem peratura de 37°C, se beber meio litro de água, após a queima imediata das 100 calorias, ainda deveria ocorrer a “queima” adicional, em cal, de Dados:– calor específico da água: 1,0 cal/(g . °C) – densidade da água: 1,0 g/m� p2V2–––––– T2 p1V1–––––– T1 Amostra m(g) c(cal/g°C) A 150 0,20 B 50 0,30 C 250 0,10 D 140 0,25 E 400 0,15 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 269 270 FÍSICA a) 5700 b) 5900 c) 6300 d) 6800 e) 7400 � (FCC) – Uma estufa é iluminada por duas lâmpadas, incan - descentes, de 75W cada uma, colocadas no seu interior. A porcentagem de energia convertida em calor é de 90%. Durante uma hora, a quantidade de calor transferido à estufa é, em joules, a) 4,9 . 105 b) 3,6 . 105 c) 2,1 . 105 d) 7,2 . 104 e) 3,0 . 104 � (UFSC) – Com relação aos conceitos de calor, temperatura e energia interna, assinale a(s) proposição(ões) correta(s). 01. Para se admitir a existência de calor, são necessários, pelo menos, dois sistemas. 02. Associa-se a existência de calor a qualquercorpo, pois todo corpo possui calor. 04. Calor é a energia contida em um corpo. 08. Quando as extremidades de uma barra metálica estão a tem peraturas diferentes, a extremidade submetida à tem - peratura maior contém mais calor do que a outra. 16. Duas esferas de mesmo material e de massas diferentes, após ficarem durante muito tempo em um forno a 160°C, são retiradas deste e imediatamente colocadas em contato. Logo em seguida, pode-se afirmar, o calor contido na esfera de maior massa passa para a de menor massa. 32. Se colocarmos um termômetro, em um dia em que a tem - peratura está a 25°C, em água a uma temperatura mais elevada, a energia interna do termômetro aumentará. (UNESP-adaptada) – Segundo a Biblioteca Virtual Leite Lopes, O calor de combustão de um combustível é a quantidade de calor que 1 grama da substância produz, ao ser comple tamente queimada. (www.prossiga.br/leitelopes/) O calor de combustão do carvão vegetal pode ter valores muito variáveis, mas um valor médio bem aceito é 3,0 . 107 J/kg. Nesse ca so, sabendo-se que o calor específico da água é 4,2 . 103J/(kg.°C), e supondo-se que não haja perdas, a massa de carvão que, completa mente queimada, fornece a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de 1,0kg de água de 28°C à fervura (100°C), em gramas, é aproximadamente de 10. Veja, a seguir, o impacto ambiental dos usos do carvão mineral e vegetal na siderurgia. Determine a) a quantidade de calor fornecida para a água; b) a massa de carvão, em gramas; c) a potência aproximada, em watts, desse aquecimento realizado em 10 minutos. � A intensidade de radiação solar que chega logo acima da superfície da Terra, conhecida como constante solar, tem um valor de 1350 W/m2. Em um dia nublado, no qual apenas 50% da radiação solar atinge o solo de uma dada região, a quantidade de ener gia que chega ao teto de um edifício, cuja super fície tem 500m2, se for aproveitada em 40% por células fotovoltaicas, pode alimentar lâmpa das de 100W e aquecedores de água (c = 4200J/kg.°C e d = 1,0kg/�) para banho, com elevação de 20°C na temperatura em 10 minutos. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 270 271FÍSICA � As leis da termodinâmica envolvem as trocas de calor entre cor pos até atingirem o equilíbrio térmico, a conservação da energia nos sistemas de muitas partículas, como os gases perfeitos, e a impossi bilidade de converter energia térmica integralmente em trabalho. O calor cedido por um cilindro de alumínio somado ao calor recebido pelo gelo tem resultado nulo para produzir o equilíbrio térmico num recipiente adiabá tico (lei zero da termodinâmica). Em seguida, o esquema representa o movimento macros - cópico do sistema para aumentar o volume (trabalho τ) e o mi - cros cópi co das partículas para aumentar a tempe ratura (variação da energia interna, �U) (primeira lei da termodinâ - mica). Uma turbina a vapor produz o movimento de um gerador de eletrici da de, a par tir do vapor d’água sob alta pressão produzido pela queima de qualquer combustí vel. Seu rendimento η corresponde a 40% da Má quina de Carnot associada às temperaturas absolutas da fonte quente TQ e da fria TF: η = 0,40 �1 – �. (segunda lei da termodinâmica).TF–––TQ Determine a) a potência da radiação solar que atinge o teto do prédio; b) a potência útil das células fotovoltaicas para alimentar as lâmpadas e os aquecedores; c) o número total de lâmpadas que podem ser acesas, supondo que toda a potência disponível seja usada somente para este fim; c) o volume máximo de água, em litros, que pode ser aquecida para os banhos, supondo que toda a potência disponível seja usada somente para este fim. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 271 272 FÍSICA Determine a) a temperatura de equilíbrio térmico entre o gelo e o alumínio em graus Celsius (°C); b) a variação da temperatura do gás, em graus Fahrenheit (°F); c) o rendimento percentual da turbina a vapor. � O modelo cinético molecular consolidou-se para explicar a estru tura da matéria e suas transformações. Considere as situa ções abaixo para analisar o comportamento térmico de um fio cilíndrico de alumínio de 10cm de comprimento, área da seção transversal circular de 1,0cm2 e massa de 27g a 20°C. Os átomos de alumínio apresentam estrutura cristalina e associamos a eles uma energia cinética de agitação e outra, potencial, que assegura a organização da posição de cada um deles. Ao ser aquecido entre 20°C e 30°C, o volume aumenta 0,007cm3, para favorecer a agitação maior dos átomos depois de receber 54cal, sem ocorrer mudança de estado físico. Determine a) o calor específico sensível do alumínio sólido, em cal/g°C; b) a capacidade térmica da amostra de um líquido em que o fio deve ser mergulhado para voltar ao volume inicial, supondo que as variações de temperatura do fio e do líquido sejam idênticas. Módulos 5 e 6 – Potência de uma fonte térmica � (MACKENZIE-SP) – Paulo comprou um aquecedor elétri - co, de especificações 5 000 W – 220 V, provido de um reserva - tório de volume 100 litros. Seu rendimento é 80%. Estando completa mente cheio com água e ligado correta mente, o tem - po necessário para se aquecer essa água de 20°C é a) 15 minutos b) 28 minutos c) 35 minutos d) 45 minutos e) 90 minutos Dados:massa específica da água = 1 g/cm3; calor específico da água = 1 cal/(g.°C) e 1 cal = 4,2 J � (UNESP-MODELO ENEM) – As pontes de hidrogênio entre moléculas de água são mais fracas que a ligação covalen - te entre o átomo de oxigênio e os átomos de hidrogênio. No entanto, o número de ligações de hidrogênio é tão grande (bi - lhões de moléculas em uma única gota de água) que estas exer cem grande influência sobre as propriedades da água, co - mo, por exemplo, os altos valores do calor específico sensível, do calor sensível de vaporização e de solidifi cação da água. Es - ses altos valores são fundamentais no processo de regu lação de temperatura do corpo humano. O corpo humano dissipa ener gia, sob atividade normal, por meio do metabolismo, equivalente a uma lâmpada de 100W. Se em uma pessoa de massa 60kg todos os mecanismos de regulação de tempera - tura parassem de funcionar, haveria um aumento de tempera - tura de seu corpo. Supondo que todo o corpo é feito de água, em quanto tempo, aproximadamente, essa pessoa teria a temperatura de seu corpo elevada em 5°C? Dado: calor específico sensível da água � 4,2 x 103 J/kg·°C. a) 1,5h b) 2,0h c) 3,5h d) 4,0h e) 5,5h � (AFA-RJ) – Um reci piente contendo um litro de água é co lo - cado em contato com uma fonte de calor, de fluxo constan te e igual a 5000cal/min, que per manece ligada durante um certo tem - po. O gráfico abaixo mostra como varia a tempe ratura da água em fun ção do tempo, antes e depois de a fonte ser des ligada. Sabendo-se que o calor específico sensível da água é 1cal/g°C e que sua den sidade é 1000g/�, pode-se afirmar que a) enquanto a fonte permanece ligada, todo o calor fornecido por ela é absorvido pela água. b) após a fonte ser desligada, a água perde para o ambiente 750cal a cada minuto. c) a quantidade de calor recebida pela água entre 0 e 5 minutos e a quantidade de calor perdida por ela entre 15 e 35 minutos são diferentes. d) nos primeiros 15 minutos, a quantidade de calor perdida para o ambiente é maior que a recebida pela água. e) a fonte térmica foi desligada no instante 20 minutos. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 272 273FÍSICA � (UERJ) – Um adulto, ao respirar durante um minuto, inspira, em média, 8,0 litros de ar a 20°C, expelindo-os a 37°C. Admita que o calor específico e a densidade do ar sejam, respectivamente, iguais a 0,24 cal . g–1 . °C–1 e 1,2 g . �–1. Nessas condições, a energia mínima, em quilocalorias, gasta pelo organismo apenas no aquecimento do ar, durante 24 horas, é aproximadamente igual a: a) 15,4b) 35,6 c) 56,4 d) 75,5 � (ITA) – Um painel coletor de energia solar para aquecimento residencial de água, com 50% de eficiência, tem su per fície coletora com área útil de 10m2 . A água cir cula em tubos fixados sob a super fície coletora. Suponha que a intensidade da energia solar incidente é de 1,0 . 103 W / m2 e que a vazão de suprimento de água aquecida é de 6,0 litros por mi nuto. Determine a variação da tem peratura da água. Dados: H2O = 1,0kg/� ; cH2O = 4,2 . 103J/kg K Considere o esquema e o texto abaixo. O diesel verde pode ser produzido pela ga sei ficação de biomassa — que ocorre quando se esquenta matéria orgânica até o ponto de ocorrer a liberação de hidrogênio e monóxido de carbono — seguida da conversão dos compostos em hidrocar bonetos de cadeia longa. O resultado é um combus tível automotivo líquido competitivo, que não acres centa virtualmente nenhum gás de efeito estufa à at mosfera. (Scientific American. out. 2006. p. 58. Adaptado) O diesel verde tem calor de com bus tão 4,0 . 107 J/kg. O motor de um ca minhão desenvolve potência de 1,5 . 105 W ao se usar esse combustível. Se o rendimento total do funcio namento do caminhão é de 25%, determine, para cada minuto de operação do motor: a) a energia útil transferida para a transmissão do veículo; b) o calor total produzido pela queima do combustível; c) a massa de biodiesel consumida, em kg. Módulos 7 e 8 – Balanço energético � (UFPR) – Numa garrafa térmica, há 100g de leite à tem peratura de 90°C. Nessa garrafa, são adicionados 20g de café solúvel à tempe ratura de 20°C. O calor específico sensível do café vale 0,5 cal/(g°C) e o do leite vale 0,6 cal/(g°C). A temperatura final do café com leite é de: a) 80°C b) 42°C c) 50°C d) 60°C e) 67°C H H C O H C O H C O H + 3C H OH2 5 C O R1 C C O O R2 R3 H H C OH H C OH H C OH H+O3C H2 5 O C R1 Biodiesel Sol Energia Luminosa Processamento e hidrólise dos óleos Fotossíntese, catalisada pela luz do Sol CO2 2+ H O C (H O) + 6O6 2 6 2 Clorofila Ônibus C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 273 274 FÍSICA � (UNIFESP-MODELO ENEM) – O gráfico mostra as curvas de quantidade de calor absorvido em função da temperatura para dois corpos distintos: um bloco de metal e certa quantidade de líquido. O bloco de metal, a 115°C, foi colocado em contato com o líquido, a 10°C, em um recipiente ideal e isolado termicamente. Considerando que ocorreu troca de calor somente entre o bloco e o líquido, e que este não se evaporou, o equilíbrio térmico ocorrerá a a) 70°C b) 60°C c) 55°C d) 50°C e) 40°C � (UNICAMP) – Uma dona de casa dispõe de água à tem pe - ratura ambiente (25°C) e de um fogão, mas não de um termô - me tro. Ela necessita de 1,0 litro de água à temperatura de 50°C. a) Para obter o que deseja sem que haja desperdício de água, que quantidade de água fervendo e à temperatura ambiente a dona de casa deve misturar? b) Quanta energia a dona de casa gastou para aquecer a quantidade de água à temperatura ambiente determinada no item anterior até que ela fervesse? Considere que a dona de casa está no nível do mar, a densidade da água vale 1,0 . 103kg/m3 e o calor espe cífico sensível da água vale 1,0 . 103cal/kg°C. � (FUVEST-MODELO ENEM) – Um trocador de calor consiste em uma serpentina, pela qual circulam 18 litros de água por minuto. A água entra na serpentina à temperatura ambiente (20°C) e sai mais quente. Com isso, resfria-se o líquido que passa por uma tubulação principal, na qual a serpentina está enrolada. Em uma fábrica, o líquido a ser resfriado na tubulação principal é também água, a 85°C, mantida a uma vazão de 12 litros por minuto. Quando a temperatura de saída da água da serpentina for 40°C, será possível estimar que a água da tubulação principal esteja saindo a uma temperatura T de, aproximadamente, a) 75°C b) 65°C c) 55°C d) 45°C e) 35°C � (AFA-RJ) – Uma dona de casa, morando no nível do mar, precisava obter água a 40°C, mas não pos suía um termômetro. Como ela tinha conhecimentos de Física e o termômetro instalado em frente à sua casa registrava 30°C, resolveu fazer a seguinte ex pe riência: em um recipiente de capacidade térmica de 20cal/°C, inicialmente à tem peratura ambiente, mis - turou uma quantidade m1 de água em ebulição com uma quantidade m2 de água que estava em equilíbrio térmico com gelo, obtendo a temperatura desejada. Sendo 1,0 cal/g°C o calor especí fico sensível da água e des pre zando-se as trocas de calor com o ambiente, determine a relação entre m1 e m2. FRENTE 2 Módulos 1 e 2 – Princípios da óptica geométrica I / Princípios da óptica geométrica II � (FGV-SP) – O vendedor de churros havia escolhido um local muito próximo a um poste de iluminação. Pendurado no interior do carrinho, um lampião aceso melhorava as condições de iluminação. Admitindo que o centro de todos os elementos da figura, exceto as finas colunas que suportam o telhado do carrinho, estão no mesmo plano vertical, considerando apenas as luzes emitidas diretamente do poste e do lampião e, tratando-os como os extremos de uma única fonte extensa de luz, a base do poste, a lixeira e o banquinho, nessa ordem, estariam insertos em regiões classificáveis como a) luz, sombra e sombra. b) luz, penumbra e sombra. c) luz, penumbra e penumbra. d) penumbra, sombra e sombra. e) penumbra, penumbra e penumbra. � (VUNESP) – Em 3 de novembro de 1994, no período da manhã, foi observado, numa faixa ao sul do Brasil, o último eclip se solar total do milênio passado. Supondo retilínea a trajetória da luz, um eclipse pode ser explicado pela participa - ção de três corpos alinhados: um anteparo, uma fonte e um obstáculo. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 274 275FÍSICA a) Quais são os três corpos do sistema solar envolvidos nesse eclipse? b) Desses três corpos, qual deles faz o papel de anteparo? De fonte? De obstáculo? � (UEA-MODELO ENEM) – Se uma câmara escura de orifí cio for apontada para um objeto, a imagem do objeto formada no interior da câmara será invertida, como mostra a figura a seguir. (www2.fc.unesp.br) A formação dessa imagem invertida se deve ao a) princípio de propagação retilínea da luz. b) fenômeno da reflexão regular da luz. c) fenômeno da difração da luz. d) fenômeno da refração da luz. e) princípio da reversibilidade dos raios de luz. � (UNIRIO-RJ) – No mundo artístico as antigas “câ maras es - curas” voltaram à moda. Uma câmara es cu ra é uma caixa fechada de paredes opacas que possui um orifício em uma de suas faces. Na face oposta à do orifício, fica preso um filme fo - to gráfico, no qual se formam as imagens dos objetos loca - lizados no ex terior da caixa, como mostra a figura. Suponha que um ob jeto de 3m de altura esteja a uma distância de 5m do orifício, e que a distância entre as faces seja de 6cm. Calcule a altura h da imagem. � (UDESC) – Com relação aos fenômenos da reflexão e da refra ção da luz branca, analise as proposições. I. A transparência dos vidros é explicada pelos fenômenos de refração e reflexão. II. A dispersão da luz branca em um prisma de vidro é devida à reflexão na face de incidência do prisma. III. A luz branca dispersa em um prisma é composta somente pelas cores primárias vermelho, verde e azul. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. b) Somente a afirmativa I é verdadeira. c) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. d) Somente a afirmativa III é verdadeira. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. (VUNESP-UNIVAG) – Observe as imagens. (http://www.pickupcia.com.br) http://sp.olx.com.br) As ambulâncias possuem vidros que permitem a passagem de luz. Esses vidros não possibilitam, a quem está fora da ambu - lância, uma visão nítida de quem está dentro dela e vice-versa. Materiais que têm essa característica dos vidros das ambu- lâncias são considerados a) translúcidos. b) brilhantes. c) foscos. d) opacos. e) transparentes. � (OBEP) - No estudo da luz, os antigos gregos exploraram seu caráter geométrico por meio do princípio de propagação retilínea. Tales de Mileto, por exemplo, foi um pensador grego que usou esse caráter geométrico da luz para medir a pirâmide de Quéops, a maior das três pirâmides de Gizé, no Egito. A base dessa pirâmide é quadrada com aresta que mede 440 varas egípcias. Tales colocou uma vareta de 2 varas egípcias na vertical e mediu a sua sombra: 3 varas egípcias. Ao mesmo tempo, uma ajudante mediu a sombra da pirâmide de Quéops. 200 varas egípcias além da base. Determine a altura da pirâmide de Quéops usando a proporção usada por Tales e ilustrada na figura a seguir. (Disponível em: <http;//raiosinfravermelhos.blogspot.com.br/ 2014_08_01_archive.html>. Acesso em: 27/04/2015.) C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 275 276 FÍSICA a) 124m b) 136m c) 147m d) 152m e) 160m Dados: Vara egípcia é uma antiga medida de comprimento equi valente a 0,525m. � (VUNESP-LICEU DE ARTES E OFÍCIOS) – Lampiões a gás utilizam uma tela em forma de casulo, conhecida popular - mente por camisinha, que veste o tubo por onde sai o gás. O gás expelido pelo tubo passa rapidamente pelos furos da tela e, quando é inflamado, o faz longe o suficiente da camisinha para que ela não se queime. Como consequência da queima do gás, a camisinha passa a emitir luz, tal qual uma fonte extensa. Associando-se a luz do lampião com a luz emitida pelo Sol, um professor decide demonstrar como ocorre um eclipse solar. Para isso, usa uma moeda de tamanho menor que o da cami - sinha, como se fosse a Lua, e uma parede próxima fazendo o papel da superfície do planeta Terra, de acordo com a configu - ração desenhada. Considerando as possibilidades de sombra, penumbra e luz, e supondo que a única luz do ambiente é fornecida pela camisinha do lampião, os pontos A e B da parede estão imersos, respectivamente, em regiões de a) luz e sombra. b) sombra e penumbra. c) penumbra e sombra. d) sombra e luz. � (FCC) – Em certo dia ensolarado, às 16 horas, um estu - dante colocou na posição vertical uma régua de 30cm e mediu o tamanho de sua sombra projetada no solo horizontal: 20cm. Naquele momento, ele verificou que o tamanho da sombra de um pinheiro alto é de 12m. Pode-se estimar a altura do pinheiro em: a) 16m b) 18m c) 21m d) 24m e) 28m Módulo 3 – Objeto e imagem � Os pontos luminosos são classificados de acordo com a tabela a seguir. No estudo da óptica geométrica, você entra em contato com as seguin tes construções: I) Imagem do espelho côncavo do dentista. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 276 277FÍSICA II) Imagem do espelho convexo da loja. III) Imagem da lente divergente do “olho mágico” da porta. IV) Imagem da lente convergente do olho humano e da câ - mera fotográfica. V) Imagem da lente convergente do projetor. VI) Imagem da lente convergente da lupa. O A F 0 F' A' I Z O F 0 F' C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 277 278 FÍSICA Classifique, respectivamente, os seguintes pontos: a) A e A’ no espelho do dentista. b) A e A’ no espelho da loja c) O e I no olho mágico. d) O e I no olho humano. e) O e I no projetor. f) O e Z na lupa. Módulo 4 – Espelhos esféricos � Dois espelhos metálicos parabólicos e côncavos são dispostos frente a frente de modo que seus eixos principais coincidam. Um aluno coloca o dedo no foco de um dos espelhos enquanto a chama de uma vela está posicionada no foco do outro. Determine, justificando suas respostas, o que o aluno sente a) enquanto a vela permanece acesa; b) se substituirmos a chama da vela por uma pedra de gelo. � Um pesquisador decide utilizar a luz solar concentrada em um feixe de raios luminosos para confeccionar um bisturi para pequenas cirurgias. Para isso, construiu um coletor com um espelho esférico, para concentrar o feixe de raios luminosos, e um pequeno espelho plano, para desviar o feixe em direção à extremidade de um cabo de fibra óptica. Esse cabo capta e conduz o feixe concentrado para a sua outra extremidade, como ilustrado na figura. Em uma área de 1mm2, iluminada pelo Sol, a potência dis po - nível é 0,001W/mm2. A potência do feixe concentrado que sai do bisturi óptico, transportada pelo cabo, cuja seção tem 0,5mm de raio, é de 7,5W. Determine a) a intensidade de onda na extremidade operacional do bisturi; b) o fator de aumento da potência disponibilizada por unidade de área (utilize π = 3). � Espelho Projetor Na ilustração a seguir, vemos um planetário digital que utiliza um espelho esférico E para projetar imagens ampliadas numa tela em forma de abóbada S. Responda: a) Que tipo de espelho deve ser usado? b) Entre quais pontos notáveis do espelho deve ser colocado o objeto a ser projetado? c) Construa um esquema com o espelho, o eixo principal, o vértice, o foco principal e os raios notáveis necessários. d) Classifique a imagem projetada quanto à natureza (real ou virtual), à orientação (direita ou invertida) e ao tamanho em relação ao objeto (maior, menor ou igual). � Espelho de Aumento Nas ilustrações abaixo, vemos espelhos esféricos de maquiagem e odontológico para obter imagens ampliadas que não podem ser proje tadas num anteparo. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 278 279FÍSICA Responda: a) Que tipo de espelho deve ser usado? b) Entre quais pontos notáveis do espelho devem ser colocados o rosto e o dente a serem ampliados? c) Construa um esquema com o espelho, o eixo principal, o vértice, o foco principal e os raios notáveis necessários. d) Classifique a imagem projetada quanto à natureza (real ou virtual), à orientação (direita ou invertida) e ao tamanho em relação ao objeto (maior, menor ou igual). Módulos 5 e 6 – Equação de Gauss / Equação de Gauss – Aumento linear transversal (A) � Estamos habituados a utilizar espelhos planos. No entanto, em algumas situações a utilização de espelhos esfé - ricos se faz necessária, como naquelas nas quais o objeti vo é ampliar a imagem refletida ou aumentar o campo visual forne - cido por um espelho plano de determinado tamanho, como nos retrovisores das motocicletas. Con sidere a situação na qual uma pessoa, diante de um espelho esférico com 1,00m de raio de curvatura, vê a imagem de seu rosto ampliada duas vezes. Determine a) o tipo de espelho utilizado; b) a distância focal do espelho; c) a distância do rosto da pessoa ao vértice do espelho. � O espelho do dentista é um espelho de aumento. Nas aulas de física, André aprendeu que um deter minado tipo de espelho esférico produz imagens ampliadas de outros corpos. A partir daí, ele utilizou tal objeto para auxiliá-lo a cortar a sua barba. Colo cou-se a 10cm do espelho, sendo sabedor que este tem um raio de curvatura de 40cm. Determine a) o tipo de espelho utilizado; b) a distância focal do espelho; c) a ampliação da imagem. � Dispõe-se de um espelho convexo de Gauss, de raio de curvatura R. Um pequeno objeto colocado diante desse espelho, sobre seu eixo principal, a uma distância R de seu vértice V, terá uma imagem conjugada situada no ponto P desse eixo. Qual o comprimento do segmento VP? Espelho convexo � Um estudante de física resolve brincar com espelhos es - féricos e faz uma montagem, utilizando um espelho esférico côncavo de raio de curvatura igual a 80cm e outro espelho, convexo, de raio de curvatura cujo módulo é igual a 40cm. Os espelhos são cuidadosamente alinhados de tal forma que foram montados coaxialmente, com suas superfícies refletoras se defrontando e com o vértice do espelho convexo coincidin - do com a posição do foco principal do espelho côncavo.O aluno, então, colocou cuidadosamente um pequeno objeto no ponto médio do segmento que une os vértices desses dois espelhos. Determine, em relação ao vértice do espelho convexo, a distância, em centímetros, da imagem, formada por esse espelho ao receber os raios luminosos que partiram do objeto e foram refletidos pelo espelho côncavo, e classi fique-a. Em um espelho esférico con - vexo, a ima gem é sempre vir tual, direita e me nor que o objeto. Imagem real e invertida em um espelho esfé rico côncavo. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 279 280 FÍSICA � Considere o texto abaixo: Espelhos côncavos Um espelho côncavo é uma superfície esférica que apresenta na parte interna o seu lado refletor. Dependendo da posição que o objeto ocupa diante desse espelho, podemos obter uma imagem conjugada real ou, ainda, virtual, quando o objeto se situa sobre o plano focal do espelho. Alguns desses espelhos côncavos são usados para fazer maquiagem, processo que se vale das propriedades desse espelho. Um objeto real se encontra sobre o eixo prin cipal de um es - pelho côn cavo, de distância focal 10cm, e a 20cm do vértice do espelho. Determine a) a distância da imagem ao vértice do espelho; b) a natureza e a orientação da imagem; c) o aumento linear transversal. (CESGRANRIO) – Um objeto está situado a uma distância de 30cm de um espelho côncavo. A imagem formada é real e se encontra a uma distância de 6cm do espelho. Qual a dis - tância focal desse espelho, em cm? Na parte interna de uma colher, você pode observar as imagens conju gadas por um espelho côncavo. � Os espelhos esféricos côncavos podem projetar imagens em telas. A distância entre um espelho côncavo e um an teparo é de 4,0m. Para se projetar a imagem de um objeto ampliada 9 ve zes sobre a tela, calcule a distância focal do espelho, em metros. � Até fins do século XIII, poucas pessoas haviam ob ser vado com nitidez o próprio rosto. Foi apenas nessa época que se desenvolveu a técnica de produzir vidro transparente, possibilitando a construção de espelhos. Atualmente, a aplica - bilidade dos espelhos é variada. A escolha do tipo de espelho (plano, côncavo, conve xo) ocorre, normalmente, pelas carac - terísticas do campo visual e da imagem fornecida pelo espelho. Côncavo Convexo Os dentistas, para observarem com detalhes os dentes dos pacientes, utili zam certo tipo de espelho esférico. Normal - mente o espelho é colocado a uma distância de aproxima - damente 3,0mm do dente, de forma a se ob ter uma imagem direita com ampliação de 50%. Qual o tipo de espelho esférico utilizado pelos dentistas? � Um objeto luminoso de 2cm de altura é posicio nado per - pendi cularmente sobre o eixo principal de um espelho esférico côncavo cuja distância focal vale 10cm e está a 20cm deste. Sabendo-se que o es pelho satisfaz as condições de Gauss, quais são as características da imagem por ele formada? C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 280 281FÍSICA � Dois espelhos esféricos côncavos, um de distância focal 2,0m e outro de distância focal 5,0m, foram colocados um voltado para o outro, de forma que seus eixos principais coincidissem. Na metade da distância entre os dois espelhos, a 1 m da superfície refletora de cada um deles, foi colocado o objeto AB. Calcule a distância entre as imagens do objeto AB, conjugadas pelos espelhos, isoladamente, em m. Módulos 7 e 8 – Índice de refração absoluto e leis da refração � (UNESP) – Um raio de luz monocromática incide sobre a super fície de um líquido, de tal modo que o raio refletido R forma um ângulo de 90° com o raio refratado r. O ângulo entre o raio incidente I e a superfície de separação dos dois meios mede 37°, como mostra a figura. a) Determine o valor do ângulo de incidência e do ângulo de refração. b) Usando os valores obtidos, o gráfico seguinte e a Lei de Snell, determine o valor aproximado do índice de refração nL desse líquido em relação ao ar. � (UFC) – Um raio de luz monocromática passa do vácuo (n = 1,0) para um meio com índice de refração absoluto n = ���3. Se o ângulo de incidência (�1) é o dobro do ângulo de refração (�2), determine a) o valor de �1; b) o intervalo de valores de n que possibilita essa si tuação, isto é, �1 = 2�2. � (UNICAMP) – Uma moeda encontra-se exa tamente no centro do fundo de uma caneca. Despreze a es pessura da moe da. Considere a altura da caneca igual a 4 diâ metros da moeda, dM, e o diâmetro da caneca igual a 3 dM. a) Um observador está a uma distância de 9 dM da borda da caneca. Em que altura mínima, acima do topo da caneca, o olho do observador deverá estar para ele ver a moeda toda? b) Com a caneca cheia de água, qual a nova altura mí nima, aproximada, do olho do observador para conti nuar a enxergar a moeda toda? nágua = 1,3 � Um raio de luz monocromático atravessa uma lâmina de faces paralelas, imersa no ar e confeccionada com material homogêneo. A velocidade desse raio de luz, conforme o meio em que ele se propaga, está indicada na figura. Determine o índice de refração absoluto da lâmina. � A tabela mostra os índices de refração absolutos de diver - sos líquidos e tipos de vidro para a luz amarela do sódio. C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 281 282 FÍSICA (Hugh D. Young e Roger A. Freedman. Física IV: óptica e física moderna, 2008. Adaptado.) Considere que um raio de luz amarela se propaga inicialmente em um dos líquidos indicados na tabela e passa a se propagar em um dos vidros também indicados na tabela. Determine, com base nos dados da tabela, o par de materiais que produz o maior ângulo de refração que o raio de luz forma com a normal ao penetrar no vidro, após nele incidir com um dado ângulo �, tal que 0° < � < 90°. Num dia pela manhã, um peixe submerso numa lagoa de águas tranquilas vê o Sol 60° acima do horizonte, como ilustra a figura. Considerando-se os índices de refração da água e do ar, respecti vamente, iguais a 2 e 1, e supondo-se que o Sol nasça às 6 h e se ponha às 18 h, determine o horário da situação descrita. � Um raio de luz incide com um ângulo �i sobre a face 1 de um prisma de ângulo de abertura 75°, feito de um material trans parente, e segue o caminho indicado na figura. O ângulo de reflexão interna na face 2 é exatamente o ângulo crítico (ângulo limite do dioptro prisma-ar). Determine a) o índice de refração n do material do prisma; b) o ângulo de incidência �i � Um mergulhador A utiliza uma lanterna que emite um estreito feixe cilíndrico de luz monocromática de dentro da água para a interface do líquido com o ar. Um outro mergulhador, B, observa o feixe luminoso refletido, como ilustra a figura. O índice de refração absoluto da água vale 1,325, enquanto o do ar é igual a 1,000. Considere, ainda, a tabela abaixo. Nessas condições, determine o maior valor do ângulo θ, in - dicado na figura e for mado entre o feixe incidente e a super - fície plana da água, para o qual a percepção do feixe refletido por parte do mergulhador B ocorra com intensidade máxima. Considere o índice de refração do ar igual a 1. sen 41° sen 45° sen 49° sen 53° sen 57° 0,656 0,707 0,755 0,799 0,839 vidro índice de refração crown 1,52 flint leve 1,58 flint médio 1,62 flint denso 1,66 líquido índice de refração água 1,33 etanol 1,36 glicerina 1,47 benzeno 1,50 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 282 283FÍSICA FRENTE 1 Módulos 1 e 2 – Escalas termométricas � Equação de conversão = ⇒ = Resposta: E � Equação de conversão = ⇒ = Resposta: B � 1) Na escala Fahrenheit: = = ou 2) Na escala Kelvin: T = θc + 273 T = (– 271,25 + 273) (K) ou Resposta: B � A escala Kelvin usa como unidade o grau Centrígado, o mesmo usado na escala Celsius. Assim, a variação de temperatura estabelecida nas escalas Celsius e Kelvin são iguais: ��C = �T (K) Portanto, se: ��C = (250 – 22)°C ��C = 228°CTemos: Resposta: B � Comparando-se as escalas Celsius e Fahrenheit, temos: Assim: = Portanto: = Resposta: C a) = = = 90 = 90 b) As variações nas escalas Celsius e Kelvin têm valores iguais, assim, entre 373K (100°C) e 450°C, o aumento de temperatura do vapor vale 350°C. O intervalo de 18°F pode ser transformado para a escala Celsius da seguinte maneira: ΔθF = 1,8ΔθC ⇒ 18 = 1,8ΔθC ⇒ ΔθC = 10 Cálculo da pressão de operação da catapulta: 10 –––––––––––– 0,40 atm 350°C –––––––––––– Δp 10 . Δp = 350 . 0,40 Δp = 14 atm A pressão p no reservatório é a soma da pressão inicial de 1,0atm com a variação de 14 atm. p = 1,0 atm + 14atm �F – 32––––––– 9 600 ––– 5 �F – 32––––––– 9 �C––– 5 �F = 1112°F 302 – 32 –––––––– 9 �C––– 5 �F – 32––––––– 9 �C––– 5 �F = 150°C �F – 32–––––––– 9 �c––– 5 �F – 32–––––––– 9 – 271,25 –––––––– 5 �F � – 456°F�F = – 456,25°F T � 2KT = 1,75K �T = 228 K ��F––––– 180 ��C––––– 100 ��F––––– 180 5 ––––– 100 �F = 9°F �F – 32––––––– 9 �C–––– 5 842 – 32 ––––––––– 9 �C–––– 5 �C–––– 5 �C = 450°C p = 15 atm Resolução dos Exercícios-Tarefa C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 283 284 FÍSICA c) Ao triplicar a pressão, a força de lançamento ficaria três vezes maior. A função das polias é triplicar a força atuante na catapulta. d) Cálculo da velocidade escalar média do avião: Vm = = = = Cálculo da velocidade escalar do avião no final da pista: V = 2Vm = 2 . 162 = 324 Respostas: a) θC = 450°C c) 3 b) p = 15 atm d) V = 324km/h � a) ΔθC = 25,0°C – 8,0°C ΔθC = 17,0°C = = 5ΔθF = 153°C ΔθF = (°F) ΔθF = 30,6°F b) � = 1 – � = 1 – = 1 – = 1 – 0,30 = 0,70 Respostas: a) ΔθF= 30,6°F b) � = 70% � a) = = 2,0 d = 10mm b) Pressão total = Pressão atmosférica + Pressão de vapor do leite 136cmHg = 76cmHg + pleite pleite = 60 cmHg c) T = (40 + 273)K = 313 K λT = 3,0 . 10–3mK λ(313K) = 3,0 . 10–3mK λ � 1,0 . 10–5m O comprimento de onda corresponde à faixa do infraver melho no espec tro. � a) Menor temperatura: = = – 160,56 = �F – 32 b) Maior temperatura: = = c) A temperatura de 10–7K está muito próxima do zero absoluto ou –273°C. = = Respostas: a) –128,56°F b) 136,4°F c) –460°F � a) Equação de conversão: = = Deve usar roupas pesadas e casaco. 162km –––––– h 45m ––––– s 90m ––––– 2,0s �s ––– �t km –––– h km –––– h ��F–––– 9 ��C–––– 5 ��F–––– 9 17,0°C –––––– 5 153 ––––– 5 300 –––– 1000 (27 + 273) ––––––––– (727 + 273) Tmenor–––––– Tmaior � = 70% 200 – 0 (mm) ––––––––––––– 100 – 0 (°C) d –––– �� mm ––––– °C d ––––– 5,0°C �F – 32––––––– 9 �C––– 5 �F – 32––––––– 9 – 89,2 –––––– 5 �F = –128,56°F �F – 32––––––– 9 �C––––– 5 �F – 32––––––– 9 58 ––– 5 �F = 136,4°F �F – 32––––––– 9 �C––––– 5 �F – 32––––––– 9 –273 ––––– 5 �F � –460°F �F – 32––––––– 9 �C––– 5 23 – 32 ––––––– 9 �C––– 5 �C = – 5°C C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 284 285FÍSICA b) T (K) = θC + 273 298 = θC + 273 c) �T = �θC ⇒ �T = 25 – (–5) ⇒ �T = 30K d) �θF = 1,8�θC ⇒ �θF = 1,8[25 – (–5)] = 1,8(30) �θF = 54 � a) Da fórmula matemática apresentada, tem-se : ΔV = V0 � Δθ. Para volumes iguais de aço e mercúrio, em equilíbrio tér mico, sub me tidos a uma mesma variação de tem - peratura, o mercúrio dilata-se mais que o aço, pois apresenta o maior coeficiente de dilatação e, por isso, é a melhor substância termométrica. b) Comparando a escala Celsius com a altura H da coluna do mer cúrio, temos: = = = �C = � a) O volume constante reduz a lei apresentada para: = Assim, os gráficos podem ser representados por retas cres centes (fun ção do 1.o grau), e, para cada uma das escalas pedi das, temos: b) No ponto de intersecção do gráfico com o eixo horizontal das tempe raturas, temos o zero absoluto, no qual a energia cinética das molé culas é nula. c) Se utilizarmos as temperaturas de 0°C e 0°F, ocorrerá uma divisão por zero, que constitui uma indeterminação matem ática. Módulos 3 e 4 – Calorimetria � O fator determinante para transferência espontânea de calor é a diferença da temperatura existente entre dois locais. O calor flui espontaneamente do local de maior para o local de menor temperatura. Resposta: E � A amostra que irá atingir maior temperatura é aquela que possui menor capacidade térmica. Preencha o quarto quadrinho com o valor da capacidade tér - mica (pro duto da massa pelo calor específico sensível) de ca - da amostra. Resposta: B � O nosso corpo fornece energia térmica à água, aquecen - do-a até 37°C. O cálculo dessa energia é feito utilizando-se a equação fundamental da calorimetria. Q = m c �� �C = 25°C H – 2,0 –––––––– 26 – 2,0 �C – 0––––––– 100 – 0 H – 2,0 –––––––– 24 �C–––– 100 H – 2,0 –––––––– 6 �C–––– 25 25H – 50 –––––––– 6 25H 25 �C = ––––– – –––– (°C)6 3 p2––– T2 p1––– T1 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 285 286 FÍSICA Assim, sendo: m d = –––– ⇒ m = d V V temos: Q = d V c �� mas: V = 0,5� = 0,5 . 103 m� Portanto: Q = 1,0 . 0,5 . 103 . 1,0 . (37 – 22) (cal) Q = 7500 cal Como 100 calorias são queimadas de imediato, restam para queimar: Resposta: E � Utilizando a definição da potência, temos: Q Pot = ––– ⇒ Q = Pot . �t �t Assim: Q = 0,90 . 2 . 75 . 1 . 60 . 60 (J) Atenção que são duas lâmpadas de 75W cada uma. Q = 486 000 J Resposta: A � (01) Verdadeira. Sendo calor energia térmica em trânsito, são neces - sários dois sistemas de temperaturas diferentes para que a energia térmica flua de um (o de maior temperatura) para o outro (o de menor temperatura). (02) Falsa. Um corpo tem energia térmica. Calor é a denomi na - ção dada à energia térmica quando esta flui de uma região para outra de temperaturas diferentes. (04) Falsa. Ver explicação da (02). (08) Falsa. Na extremidade de maior temperatura, encontramos mais energia térmica e não mais calor. (16) Falsa. A energia térmica flui entre duas regiões, quando existe diferença de temperatura entre elas. Se as duas regiões apresentam temperaturas iguais, não haverá fluxo de calor entre elas. (32) Verdadeira. Haverá transferência de energia térmica da água (tem peratura mais elevada) para o termômetro. Assim, a energia interna do termômetro aumentará. Resposta: 33 a) Cálculo da energia utilizada para o aquecimento da água: Q2 = m c �� Q2 = 1,0 . 4,2 . 10 3 . (100 – 28) (J) Q2 = 302,4 . 10 3 J b) Cálculo da energia liberada pela queima de m gramas de carvão: Q1 = m C C → calor de combustão = 3,0 . 107 = 3,0 . 104 J/g Assim: Q1 = (m . 3,0 . 10 4) (J) Como: Q1 = Q2 Temos: m . 3,0 . 104 = 302,4 . 103 m = 10,08g c) Pot = = Pot � 5,0 . 102W(valor aproximado) Respostas: a) 302,4 . 103 J b) m � 10g c) 504W � a) 50% da radiação: 675 W/m2 1m2 ……… 675 W 500m2 ……… P P = 337 500W b) 40% de P = 0,40 . 337 500W = 135 000W c) Número de lâmpadas = = 1350 lâmpadas d) Q = mcΔ� = dVc Δ� ⇒ Pot Δt = dVcΔ� V = = (�) � 964� (valor aproximado) � a) Temperatura de equilíbrio entre o cilindro de alumínio e o gelo: θ = 104°F θc = (θF – 32) θc = (104 – 32) = . 72 = 5 . 8 (°C) Q = 7400 cal Q � 4,9 . 105 J J ––– kg m � 10g �J–––s� 302,4 . 103 –––––––––– 10 . 60 Q ––– �t 13 5000W ––––––––– 100W 13 500 . 60 . 10 –––––––––––––– 1,0 . 4200 . 20 Pot Δt –––––– dc Δ� 5 ––– 9 5 ––– 9 5 ––– 9 θc = 40°C C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 286 287FÍSICA b) Variação da temperatura do gás: ΔT = TB – TA ΔT = 600K – 300K ΔT = 300K Δθc = 300°C ΔθF = 1,8 Δθc ΔθF = 1,8 . 300 c) Rendimento da turbina a vapor: TF = 27 + 273 ⇒ TF = 300K TQ = 927 + 273 ⇒ TQ = 1200K η = 0,40 �1 – � = 0,40 �1 – � η = 0,40 �1 – � = 0,40 � � = 0,4 . 0,75 η = 0,30 Respostas: a) θc = 40°C b) ΔθF = 540°F c) η = 30% � a) Cálculo do calor específico sensível para o estado sóli - do (c): Q = mcΔθ ⇒ c = = b) 54 = C . 10 C = 5,4 cal/°CRespostas: a) c = 0,20cal/g°C b) C = 5,4 cal/°C Módulos 5 e 6 – Potência de uma fonte térmica � A energia elétrica no aquecedor é: Ee� = Pot . �t A quantidade de calor para aquecer os 100� de água vale: Q = m . c . �� Sendo de 80% o rendimento, temos: 0,80 . Pot . �t = m . c . �� m . c . �� �t = –––––––––– 0,80 . Pot m = 100 kg c = 1 cal/(g.°C) = 4,2 . 103 J/(kg.°C) Δθ = 20°C Pot = 5000W �t = 2100 s Resposta: C � 1) Cálculo da quantidade de calor Q necessária para o aquecimento da água: Q = m c �θ Q = 60 . 4,2 . 103 . (5,0) (J) Q = 1,26 . 106 J 2) Cálculo do intervalo de tempo �t para o aquecimento da água: P = 100 = �t = 1,26 . 104s Em horas: �t = (h) Resposta: C � a) Falso Do gráfico: Q1 = mc�� = 1000 . 1 . (72 – 27) (cal) Q1 = 45 000 cal O total de energia transferida: Q2 = Pot �t = 5 000 . 15 (cal) Q2 = 75000 cal Observe que Q2 > Q1. b) Verdadeiro Pot = = Pot = ΔθF = 540°F 300 ––––– 1200 TF––– TQ 3 ––– 4 1 ––– 4 η = 30% cal�––––�g°C 54 –––––– 27 . 10 Q ––––– m.Δθ c = 0,20cal/g°C 100 . 4,2 . 103 . 20 �t = –––––––––––––––––– (s) 0,80 . 5000 �t = 35 min Q ––– �t 1,26 . 106 –––––––––– �t 1,26 . 104 ––––––––– 3,6 . 103 �t = 3,5h mc�� ––––– �t Q ––– �t cal –––– min 1000 . 1 . �(57 – 72)� –––––––––––––––––– (35 – 15) Pot = 750 cal/min C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 287 288 FÍSICA c) Falso Entre 0 e 5min: Q1 = mc�� = 1000 . 1 . (42 – 27) (cal) Q1 = 15 000 cal Atenção que a temperatura da água no instante 5min é 42°C. Entre 15 min e 35 min: �Q2� = mc���� = 1000 . 1 . (57 – 72) (cal) �Q2� = 15 000 cal Portanto: Q1 = �Q2� d) Falso Nos primeiros 15 min: – Calor recebido pela água: Q = 45000 cal – Calor perdido para o ambiente: Qp = 75 000 – 45 000 (cal) Qp = 30 000 cal e) Falso A fonte é desligada no instante 15 minutos, quando a temperatura deixa de aumentar e começa a diminuir. Resposta: B � 1) Cálculo da massa de ar inspirada a cada minuto: m d = ––– ⇒ m = d V V m = 1,2 . 8 (g) m = 9,6 g 2) Em 24h, temos: M = 9,6 . 60 . 24 (g) M = 13824 g 3) Equação fundamental da calorimetria: Q = m c �� Q = 13824 . 0,24 . (37 – 20) (cal) Q � 56402 cal ⇒ Resposta: C � A intensidade de radiação aproveitada para o aque cimento da água (Iútil) é dada por: Iútil = 0,5 I = ⇒ 0,5 I = Admitindo-se que a massa de água correspondente a 6,0� seja igual a 6,0kg ( H2O = 1,0kg/�), vem: 0,5 . 1,0 . 103 = Resposta: 12°C a) Pot = ⇒ 1,5 . 105 = ⇒ b) � = ⇒ 0,25 = ⇒ c) 1kg............ 4,0 . 107J m............... 3,6 . 107J m = (kg) ⇒ Respostas: a) 9,0 . 106J b) 3,6 . 107J c) 0,90kg Módulos 7 e 8 – Balanço energético � Fazendo o balanço energético, temos: Qcedido + Qrecebido = 0 (m c ��)leite + (m c ��)café = 0 100 . 0,6 . (�f – 90) + 20 . 0,5 . (�f – 20) = 0 60 �f – 5400 + 10 �f – 200 = 0 70 �f = 5600 Resposta: A � (I) Calculemos, inicialmente, as capacidades térmi cas do me tal (CM) e do líquido (CL). CM = � � M ⇒ CM = ⇒ CM = 1,0 CL = � � L ⇒ CL = ⇒ CL = 2,5 Q � 56,4 kcal Pot –––– A mc �� –– ––––– �t . A Q –– ––– �t . A 6,0 . 4,2 . 103 . �� –– ––––––––––––––– 60 . 10 �� = 11,9°C � 12°C Eu = 9,0 . 10 6J Eu–––– 60 Eu–––– �t Et = 3,6 . 10 7J 9,0 . 106 ––––––––– Et Eútil–––––– Etotal m = 0,90kg 3,6 . 107 ––––––––– 4,0 . 107 �f = 80°C kJ ––– °C 100kJ ––––––– 100°C Q ––– �T kJ ––– °C 300kJ ––––––– 120°C Q ––– �T C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 288 289FÍSICA (II) No equilíbrio térmico: Qcedido + Qrecebido = 0 ⇒ QM + QL = 0 CM �TM + CL �TL = 0 1,0 (T – 115) + 2,5 (T – 10) = 0 T – 115+ 2,5T – 25 = 0 ⇒ 3,5T = 140 Da qual: Resposta: E � a) Utilizando-se o balanço energético, temos: Qcedido + Qrecebido = 0 (m c ��)água quente + (m c ��)água fria = 0 mq c (50 – 100) + mf c (50 – 25) = 0 25 mf = 50 mq mf = 2mq Mas: = ⇒ m = V Assim: Vf = 2 Vq Vf = 2Vq Como: Vf + Vq = 1� obtém-se: 2Vq + Vq = 1 e b) Usando-se a equação fundamental da calorimetria, temos: Q = m c �� Q = V c �� Q = 1,0 . 103. . 10–3 . 1,0 . 103 (100 – 25) (cal) Respostas: a) � e � b) 2,5 . 104cal � Qcedido + Qrecebido = 0 (mc�θ)água quente + (mc�θ)água fria = 0 Como: = ⇒ m = V mas: Φ = ⇒ V = Φ �t Então: m = Φ �t Portanto: ( Φ �t c �θ)água quente + ( Φ �t c �θ)água fria = 0 Como: ( c �t)água quente = ( c �t)água fria temos: (Φ �θ)água quente + (Φ �θ)água fria = 0 18 . (40 – 20) + 12 (T – 85) = 0 Resposta: C � Qcedido + Qrecebido = 0 (m1 . c . ��)água quente + (m2 . c . ��)água fria + (C ��)recipiente = 0 m1 . 1,0 . (40 – 100) + m2 . 1,0 . (40 – 0) + 20 . (40 – 30) = 0 – 60 m1 + 40 m2 + 200 = 0 – 3 m1 + 2 m2 + 10 = 0 2 m2 + 10 = 3 m1 T = 40°C m––– V 2 Vf = —— �3 1 Vq = —— �3 1 ––– 3 Q = 2,5 . 104 cal 2 ––– 3 1 ––– 3 m ––– V V –––– �t T = 55°C 2 m2 + 10 m1 = –––––––––– 3 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 289 290 FÍSICA FRENTE 2 Módulos 1 e 2 – Princípios da óptica geométrica I / Princípios da óptica geométrica II � Observamos na figura que, à esquerda do ponto A, ocorre incidência de luz de ambas as fontes, lâmpada e lampião, definindo uma região iluminada que contém a base do poste. Entre os pontos A e B, não ocorre incidência luminosa a partir de nenhuma das fontes, definindo assim uma região de sombra na qual encontramos a lixeira e o banquinho, portanto temos, para a base do poste, a lixeira e o banquinho, regiões de luz, sombra e sombra, respectivamente. Resposta: A � � A formação de sombras e penumbras, além da projeção de ima gens nítidas no fundo de câmaras escuras de orifício, são evidên cias da propagação retilínea da luz. Resposta: A � Os triângulos observados na figura são semelhantes, as - sim: = ⇒ Observe que utilizamos o fato de a luz se pro pagar de forma retilínea em meios ordinários. Resposta: h = 3,6 cm � I. Verdadeira. A reflexão e a refração que ocorrem no vidro mostram que ele é um meio transparente. II. Falsa. A dispersão da luz branca no prisma é devida à refração na face de incidência. III. Falsa. A luz branca dispersa nas cores: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Resposta: B Resposta: A � = H1 = 2 varas h1 = 3 varas h2 = 420 varas = ⇒ H2 = H2 = 280 . 0,525m H2 = 147m Resposta: C � O ponto A está situado na região de penumbra projetada, enquan to o ponto B está situado na região de sombra projetada, conforme ilustra o esquema abaixo. Resposta: C h = 3,6 cm 500 –––– 6 300 –––– h h1––– h2 H1––– H2 840 –––– 3 3 –––– 420 2 ––– H2 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 290 291FÍSICA � tg θ = = Resposta: B Módulo 3 – Objeto e imagem � a) POR e PIV b) POR e PIV c) POR e PIV d) POR e PIR e) POR e PIR f) POR e PIV Módulo 4 – Espelhos esféricos � a) Parte da energia emitida pela vela refletir-se-á no pri - meiro espelho, no segundo espelho e irá concentrar-se no foco, onde se encontra o dedo do aluno. O dedo, além de ser iluminado, sofrerá aquecimento. b) Estando o dedo a uma temperatura maior do que o gelo, o dedo emitirá mais energia, resfriando-se. � a) A intensidade de onda na extremidade ope racio nal do bisturi (Icabo) é dada por: Icabo = � �cabo = Icabo = � � Da qual: b) Sendo F o fator de multiplicação de inten sida de de onda ofe recido pelo sistema, tem-se: F = ⇒ F = � a) Espelho côncavo. b) Entre o centro de curvatura C e o foco principal F. c) d) Características da imagem: real, maior e invertida. � a) Espelho côncavo. b) Entre o foco principal e o vértice do espelho. c) d) Imagem virtual, direita e maior. Módulos 5 e 6 – Equação de Gauss / Equação de Gauss – Aumento linear transversal (A) � a) Espelho de aumento: côncavo b) Distância focal do espelho: f = = = 0,50m c) Aumento: A = 2 ⇒ = 2 ⇒ = 2 50 = 100 – 2p ⇒ 2p = 50 ⇒ � a)Espelho de aumento: côncavo b) Distância focal: f = = ⇒ f = 20cm c) Aumento: A = = = H ––––– 1200 30 ––– 20 H = 1800cm = 18m Pcabo ––––––– π R2 P ––– A W ––––– mm2 7,5 –––––––– 3 . (0,5)2 W Icabo = 10 –––––– mm2 10 ––––– 0,001 Icabo–––––– Isolar F = 10 000 1,0m ––––– 2 R ––– 2 f = 50cm 50 –––––– 50 – p f ––––– f – p p = 25cm 40cm ––––– 2 R ––– 2 20 ––– 10 20 ––––––– 20 – 10 f ––––– f – p A = 2,0 vezes C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:19 Página 291 292 FÍSICA � p = R f = p’ = ? ⇒ � (I) Espelho côncavo: R1 = 80cm ⇒ f1 = = = 40cm Espelho esférico convexo: R2 = 40cm �f2� = = = 20cm ⇒ f2 = –20cm (foco virtual) (II) A primeira imagem é formada pelo espelho côncavo e, estando o objeto a 20cm de seu vértice, como se mos tra na figura abaixo, temos: = + (Equação de Gauss) = + Logo: p’1 = – 40cm Essa imagem é virtual. Portanto, é direita em relação ao ob jeto. Obser vemos que a imagem i1 será objeto para o espelho convexo. (III) A figura nos indica a posição da 1.a imagem em rela - ção ao vér tice V2 do espelho convexo. Temos: p2 = 40cm + 20cm + 20cm = 80cm f2 = –20cm = + (Equação de Gauss) = + Obtemos: (p’2 < 0 ⇒ imagem virtual) Em relação à imagem i1, objeto do espelho convexo, a imagem final é virtual e direita, situada a 16cm do vértice V2. � a) Temos, para as condições dadas: f = +10cm (espelho côncavo) p = +20cm (objeto real) Usando-se a Equação de Gauss, temos: 1 1 1 –– = –– + –– f p p’ 1 1 1 ––– = ––– + ––– 10 20 p’ 2p’ = p’ + 20 ⇒ b) A imagem é real e invertida. c) Outra maneira de verificarmos que a imagem é inver - tida: i –p’ i –20 –– = ––– ⇒ –– = ––– = –1 o p o 20 Como o quociente i/o deu negativo, a imagem é inver - tida. Observação: o objeto encontra-se sobre o centro de curvatura do espelho e sua imagem conjugada está abaixo dele. Pelos dados da questão, temos: p = + 30cm (objeto real) p’ = + 6cm (imagem real) f = ? Aplicando-se a Equação de Gauss, vem: + = Assim: + = = f = cm ⇒ R – –– 2 1 1 1 1 1 2–– + –– = –– ⇒ ––– + –– = – –– p’ p f p’ R R 1 2 1 3–– = – –– – –– = – –– p’ R R R R VP = | p’ | = –– 3 R p’ = – –– 3 80cm ––––– 2 R1––– 2 40cm ––––– 2 R2––– 2 1 ––– p’1 1 ––– p1 1 ––– f1 1 ––– p’1 1 ––– 20 1 ––– 40 1 ––– p’2 1 ––– p2 1 ––– f2 1 ––– p’2 1 ––– 80 1 ––– –20 p’2 = –16cm p’ = +20cm 1 ––– f 1 ––– p’ 1 ––– p 1 ––– f 1 ––– 6 1 ––– 30 1 ––– f 1 + 5 –––––– 30 f = + 5,0cm 30 ––– 6 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:20 Página 292 293FÍSICA � Do texto, temos: p’ = +4,0m A = –9 Observe que a imagem projetada é real e, portanto, invertida. Assim: A = ⇒ –9 = p = m A = ⇒ –9 = –9f + 4 = f 4 = 10f Resposta: +0,40m � A = 1,5 = 1,5f – 4,5 = f 0,5f = 4,5 Como a distância focal f é positiva, o espelho utilizado é es fé rico côncavo. � 1) Altura da imagem: A = = Assim: = i = 2) O fato de i ser negativo indica que a imagem é invertida e, portanto, real. � Para o espelho E1: p1 = 1,0 m f1 = 2,0 m + = ⇒ + = = – = ⇒ Para o espelho E2: p2 = 1,0 m f2 = 5,0 m + = ⇒ + = = – = ⇒ D = 2,0 m + 2,0 m + 1,25 m = 5,25 m ⇒ Módulos 7 e 8 – Índice de refração absoluto e leis da refração � a) Da figura, temos: i = 53° (complementar de 37°); r = 37° (complementar de 53°) b) Aplicando-se a Lei de Snell à refração repre sen tada e ob servando-se o gráfico fornecido, tem-se: nar . sen 53° = nL . sen 37° = = Respostas: a) i = 53°; r = 37° b) –(+4,0) ––––––– p –p’ –––– p 4 ––– 9 f ––––––– 4f – ––– 9 f ––––– f – p f = +0,40m f ––––– f – p f ––––––– f – 3,0 f = + 9,0mm f ––––– f – p i ––– o 10 ––––––– 10 – 20 i ––– 2 i = – 2cm 2 . 10 –––––– – 10 1 ––– 2,0 1 ––– 1,0 1 ––– p1’ 1 ––– f1 1 ––– p1 1 ––– p1’ p1’ = – 2,0 m 1 – ––– 2,0 1 ––– 1,0 1 ––– 2,0 1 ––– p1’ 1 ––– 5,0 1 ––– 1,0 1 ––– p2’ 1 ––– f2 1 ––– p2 1 ––– p2’ p2’ = – 1,25 m 4 – ––– 5,0 1 ––– 1,0 1 ––– 5,0 1 ––– p2’ 21 D = ––– m 4 0,80 –––––– 0,60 sen 53° –––––––– sen 37° nL –––– nar nL 4 –––– = ––– nar 3 nL 4 ––––– = ––– nar 3 C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:20 Página 293 294 FÍSICA � a) Utilizando-se a Lei de Snell, obtém-se: n1 sen i = n2 sen r nv sen �1 = n sen �2 1,0 sen 2�2 = ���3 sen �2 1,0 . 2 sen �2 cos �2 = ���3 sen �2 Da qual: �2 = 30° Mas �1 = 2�2, portanto: �1 = 2 (30°) b) Utilizando-se novamente a Lei de Snell, tem-se: n1 sen i = n2 sen r nv sen �1 = n sen �2 1,0 sen 2�2 = n sen �2 2 sen �2 cos �2 = n sen �2 n = 2 cos �2 Para que seja obedecida a condição �1 = 2�2, te mos: 0° < �1 90° ⇒ 0° < �2 45° cos 45° cos �2 < cos 0° 2 . cos 45° 2 . cos �2 < 2 . cos 0° Da qual: Respostas: a) 60° b) ����2 n < 2 � a) No esquema, fora de escala, a seguir, o olho do ob ser - vador está posi cionado na posição de altura mí nima, de modo que contemple a moeda inteira. Levando-se em conta que os dois triângulos retân gulos destacados são semelhantes, calcu la-se a al tura H pe - dida. = b) Neste caso, a luz proveniente da extremidade direita da moeda desvia-se ao refratar-se da água para o ar, como representa a figura a seguir, também fora de escala. Isso permitirá ao obser vador posicionar seu globo ocu - lar a uma altura H’ menor que H. ���3 cos �2 = ––––2 �1 = 60° ����2 n < 2 H = 36dM 9dM––––– dM H ––––– 4dM C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:20 Página 294 295FÍSICA (I) Teorema de Pitágoras: x2 = (4dM) 2 + (dM) 2 (II) Lei de Snell: nar sen r = nágua sen i 1 . sen r = 1,3 Da qual: (III) sen2 r + cos2 r = 1 ⇒ (0,32)2 + cos2 r = 1 cos2 r = 0,9 ⇒ (IV) tg r = � Porém: tg r = � Comparando-se � e �, tem-se: = ⇒ = Respostas: a) 36dM b) aproximadamente 27dM � Admitindo-se que o valor da velocidade da luz no vácuo seja praticamente igual ao valor verificado no ar (Var = 3,0 . 10 5km/s, indicado no gráfico), tem-se: nv = = nv = Da qual: � Para o dioptro líquido-vidro, a Lei de Snell nos fornece: nlíq sen θ = nvidro sen r em que r é o ângulo de refração. Fixado o ângulo θ, o maior sen r e, por consequência, o maior ângulo de refração r, será obtido quando tivermos a maior razão . Da tabela fornecida, percebe-se que o maior valor para essa razão é obtido quando o líquido é o benzeno e o vidro é o crown. O que o peixe vê é, na verdade, a imagem virtual do Sol, confor me ilustra o esquema abaixo. (I) Lei de Snell: nAr sen i = nÁgua sen r 1 . sen i = 2 sen 30° ⇒ sen i = ⇒ (II) ��1 = 90° ––– �t1 = 12h – 6h = 6h � (H – 6) 90° = 6 . 45°��2 = 45° ––– �t2 = H – 6h � a) Sendo L = 45°, tem-se: sen L = ⇒ sen 45° = = ⇒ b) No triângulo destacado na figura acima: 75° + 45° + 90° – �r = 180° Da qual: x = 17 dM dM ––––––––– 17 dM sen r � 0,32 cos r � 0,95 sen r ––––– cos r 9dM ––––– H’ 9dM ––––– H’ 0,32 ––––– 0,95 9dM ––––– H’ sen r ––––– cos r H’ � 27dM Var––– Vv c ––– Vv 3,0 . 105km/s ––––––––––––– 1,5 . 105km/s nv = 2,0 nlíq sen r = ––––––– sen θ nvidro nlíq–––––– nvidro Ar 60ºÁgua 6h 18h i ��2 Objeto Imagem 12h r = 30º Peixe (observador) i = 45° 2 –––– 2 H = 9h 1 ––– n nar––– n n = � 2 1 ––– n � 2 –––– 2 75º 45º Face 1 �i Face 2 �r 45º �r = 30° C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:20 Página295 296 FÍSICA Lei de Snell: nar sen �i = n sen �r 1 . sen �i = 2 . sen 30° sen �i = ⇒ � O valor máximo de θ ocorre quando o ângulo de incidência do fei xe luminoso na interface água-ar for o ângulo-limite (L) do dioptro. Cálculo de L (Lei de Snell): nágua sen L = nar sen r ⇒ 1,325 sen L = 1,000 sen 90° sen L = ⇒ Da tabela: θ é o ângulo complementar de L, logo: θ + L = 90° ⇒ θ + 49° = 90° Da qual: �i = 45° � 2 –––– 2 sen L � 0,755 1,000 –––––– 1,325 L = 49° θ = 41° C1_2a_Fisica_Alelex_Gabriela_2021_VERMELHO.qxp 28/10/2020 15:20 Página 296