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2.4 EQUAÇÃO DA DIFUSÃO DO CALOR Conforme visto anteriormente, a difusão do calor (ou condução) é governada pela equação fenomenológica conhecida como Lei de Fourier que, genericamente, é escrita como: Para um sistema unidimensional, com transferência de calor na direção x: Da definição de fluxo de calor, tem-se que o vetor fluxo de calor é sempre perpendicular às linhas de temperatura constante (isotermas). 2.4 EQUAÇÃO DA DIFUSÃO DO CALOR O vetor gradiente de T deve ser escrito convenientemente para cada sistema de coordenadas. a.) Gradiente Cartesiano: z TT y TT x TT zyx ;; Cilíndrico: z TTT r T r TT zr ; 1; Esférico: T r TT r T r TT r sen 1;1; 2.5 PROPRIEDADES DIFUSIVAS: CONDUTIVIDADE E DIFUSIVIDADE TÉRMICA A condutividade térmica de um material, k, é a propriedade que mede a capacidade deste material de conduzir calor. Em geral: ksólidos > klíquidos > kgases 2.5 PROPRIEDADES DIFUSIVAS: CONDUTIVIDADE E DIFUSIVIDADE TÉRMICA A condutividade térmica varia com a temperatura e pode variar com a direção (meios anisotrópicos). k de sólidos k de líquidos k de gases Em materiais isolantes, os processos de T.C. ocorrem de forma simultânea. A condutividade térmica aparente leva em consideração a condução nas partes sólidas e a convecção e a radiação através dos espaços vazios. 2.5 PROPRIEDADES DIFUSIVAS: CONDUTIVIDADE E DIFUSIVIDADE TÉRMICA Outra propriedade importante é a difusividade térmica, , que é a razão entre a capacidade do material de conduzir calor e sua capacidade de armazená-lo. 𝛼 𝑘 𝜌 · 𝐶𝑝 EXEMPLO 2.7 Em um dado instante de tempo, a distribuição de temperatura em um parede com 0,3 m de espessura é T(x) = a + bx + cx2 onde T é dado em °C, a = 200 °C, b = -200 °C/m e c = 30 °C/m2. A parede possui uma condutividade térmica de 1 W/m.K. a) Com base em uma superfície de área unitária, determine a taxa de transferência de calor para dentro e para fora da parede, bem como a taxa de variação da energia acumulada no interior da parede. b) Se a superfície fria está exposta a um fluido a 100 °C, qual é o valor do coeficiente de transferência de calor por convecção entre esta superfície e o fluido. 2.6 EQUAÇÃO DIFERENCIAL DA DIFUSÃO DO CALOR Quando o corpo não é espacialmente isotérmico, a solução do problema térmico é obtida a partir da resolução da Equação Diferencial governante da Energia. Esta equação é obtida a partir da aplicação da Lei de conservação de energia para um elemento diferencial. O balanço, convenientemente feito sobre um elemento diferencial cartesiano, por simplicidade, inclui: 1) aplicar a Lei da Conservação da Energia sobre este elemento; 2) dividir tudo pelo volume deste elemento cartesiano; 3) tomar o limite quando este volume tende a zero. 2.6 EQUAÇÃO DIFERENCIAL DA DIFUSÃO DO CALOR Os operadores vetorias gradiente, divergente e laplaciano devem ser escritos convenientemente para cada sistema de coordenadas. b.) Divergente Cartesiano: z q y q x qq zyx """ ". Cilíndrico: z qq rr rq r q zr """ " 11. Esférico: """2 2 " 111. q rsen qsen rsenr qr r q r c.) Laplaciano Cartesiano: 2 2 2 2 2 2 2 z T y T x TT Cilíndrico: 2 2 2 2 2 2 11 z TT rr Tr rr T Esférico: 2 2 222 2 2 2 111 T senr Tsen senrr Tr rr T 2.7 CONDIÇÕES CONTORNO E CONDIÇÃO INICIAL a) Condição inicial define o perfil de temperaturas no momento em que se inicia a análise do problema (t = 0). b) Condição de contorno de 1° ordem – Dirichlet: especifica a própria variável. 2.7 CONDIÇÕES CONTORNO E CONDIÇÃO INICIAL c) Condição de contorno de 2° ordem – Newmann: especifica uma derivada, o que, na prática, significa especificar um fluxo de calor. d) Condição de contorno de 3° ordem – Robin: especifica uma derivada e o valor de T, o que, na prática, significa especificar uma troca de calor convectiva. EXEMPLO 2.8 Uma placa de metal com espessura muito menor do que os lados é mantida a uma temperatura Ti. Em um determinado momento, a parte inferior da placa é posta em contato com um fluido que está a uma temperatura T∞ (< Ti) enquanto que a superior mantém-se à temperatura inicial. Neste momento, a placa passa a ser percorrida por uma corrente elétrica gerando uma energia S*(W/m3). Escreva a equação diferencial governante que deve ser resolvida e as condições de contorno e inicial para se conhecer a temperatura da placa em um dado ponto em um dado instante de tempo. Cartesiano: 2 2 2 2 2 2 2 z T y T x TT EXEMPLO 2.9 Um cilindro longo de cobre com temperatura uniforme de 800 K é retirado de um forno e é colocado em um tanque que contém água a 300 K e que está muito bem agitado a fim de se efetuar um processo de têmpera do metal. Deseja- se saber qual é a distribuição de temperatura no interior do cilindro em função do tempo a partir do momento que o mesmo é jogado no tanque. Escreva a equação diferencial governante do processo e as condições de contorno e inicial pertinentes. Mostre como seria possível determinar o fluxo de calor na superfície do cilindro para um determinado tempo. O que acontecerá com a peça se o tempo de espera no tanque for muito grande? Cilíndrico: 2 2 2 2 2 2 11 z TT rr Tr rr T