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RESUMO CRÍTICO – EDUCAÇÃO BÁSICA E ENSINO NO BRASIL Para compreender sobre a Educação Básica e o Ensino no Brasil é preciso realizar um resgate histórico e político, pois a Educação no Brasil é marcado por lutas, onde houve regulamentações desde a colonização, com dimensões sociais, históricas e culturais da escolarização no Brasil. Destaca também como a elite brasileira se encontra no controle da Educação Básica. Hoje a Educação Básica é dividida em 3 (três) etapas, sendo a primeira Educação Infantil, em seguida a Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) e finaliza-se com o Ensino Médio. Há condicionantes de modelos de Gestão Democrática; Planejamento Participativos, Mecanismo de avaliação; necessidades e realidades; elaboração de propostas pedagógicos; procedimento e atitudes, conteúdos e métodos. Para todos no contexto Educação Básica existe uma política, uma necessidade de constituir a educação. Meira e Silva (2012) apresenta alguns recortes históricos que contribuíram para construção da história da Educação no Brasil. Cita-se nesse contexto os elementos de natureza pedagógica, que marcaram o processo de colonização brasileira conhecido como “O plano de Manuel da Nobrega” nos anos de 1549 a 1570. Os portugueses exploraram os espaços indígenas, realizaram o processo de escolarização como uma troca e contribuiu para grande elementos históricos, culturais e religiosos, marcando os primeiros passos de Educação, motivado pelo processo de colonização, pela aculturação e força da fé dos Jesuítas (MEIRA; SILVA, 2012).De acordo com Saviani (2008), o processo de colonização foi realizado de modo articulado com a posse e exploração de terras, aculturação das práticas, técnicas, símbolos, valores e a catequese. Sendo assim, o Ratio Studiorum foi um método de estudo organizado pela Companhia de Jesus, pelos jesuítas demarcando por 200 anos com a abordagem da gramática média, gramática superior, humanidades, retórica, filosofia e teologia. Explica-se retórica pois, exigia o dom, sabedoria para convencer as pessoas do bem. Filosofia e a Teologia era base da centralidade do currículo, articulação entre o sujeito e a razão de viver, conhecer as sagradas escrituras para a formação humana. A Educação Brasileira é marcada com traços e elementos que formaram os valores, costumes e tradições por meio de luta e resistência que houve entre os colonizadores e os indígenas. Esse foi um momento de primeiras experiências educativas, sendo um local de exploração e a relação entre a educação e catequese, onde se deu ao fenômeno de aculturação. Destaca-se primeiro período (1549-1759) a pedagogia tradicional com as fases basílicas e heroicos. Enfatiza-se que o ensino visava tornar o indivíduo como conhecedor das palavras das escrituras. A educação foi se firmando como políticas públicas da educação, sendo um direito. O segundo período (1759-1932) com as fases da pedagogia pombalina e o despotismo esclarecido, e a fase do desenvolvimento da pedagogia leita ecletismo, literalismo e positivismo. Nesse período aqueles que tinham responsabilidade social, podiam exercer sua função como educador. Os profissionais da educação ao longo dos anos, foram constituindo uma política que corresponde sua atuação por campo e área de ensino professores em formação em licenciaturas, e além de que, com apenas o magistério podem atuar na Educação Básica educação infantil e anos inicias. Gestores com experiências nas diferentes áreas da educação, Coordenação e supervisão pedagógica e profissional da educação, há um dispositivo que exige tais elementos. A respeito do terceiro período (1932-1969), sendo ele considerado como marcante, onde houve o equilíbrio da pedagógica nova e a pedagogia tradicional, a influencia da pedagogia nova, crise da pedagogia e articulação da pedagogia tecnicista. Essas etapas foram atendendo a temporalidade e controle, domínio daqueles que estavam no poder. A partir do Ato Adicional de 1834, a primeira república, levou a ideia de uma intervenção do estado para a Educação, onde o Brasil passou a estudar a possibilidade de organizar um Estado Liberal que servia para atender os interesses políticos, econômicos da elite, adaptando a uma estrutura social em busca de terras, riquezas e saber. Assim, a partir do reconhecimento do plano institucional, o país passou por reformas, medidas entre que marcaram os anos de 1930 à 1934: 1)1931 as reformas de Francisco Campos; 2) 1932, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, 3) 1934 a promulgação da Constituição que reconhecia a educação como direito. Destaca-se sobre a Era Vargas que predominou duas reformas, sendo ele idealizador que constituiu o Ministério da Educação Integrado a Saúde, a reforma no período provisório, onde nomeou Francisco Campos como ministro da Educação e da Saúde. Várias reformas e leis orgânicas que conduziram a educação como base dos currículos de escolas públicas. Durante 13 anos, a Lei e Diretrizes e Bases esperou para ser aprovada e somente em 1961, por meio da Lei 4.024, onde foi citada que deu mais autonomia aos órgãos, centralizou o poder no MEC, regularizou a existência de Conselhos Estaduais e Federais de Educação, orçamentos, ensino religioso se tornou facultativo e obrigatoriedade de matrícula nos quatros anos do ensino primário. O quarto período (1969-2001), após os ápices dos renovadores, configurou a uma pedagogia produtivista e subdividiu nas fases do predomínio da pedagogia tecnicista, manifestação da concepção analítica de filosofia da educação e concomitante a visão critico reprodutivista; ensaio contra hegemônicos, pedagogia da educação popular, pedagogia da prática, pedagogia critico social dos conteúdos e pedagogia históricos-critica; o neoreprodutivismo e suas variantes neoscolanovismo e neotecnicismo. A Pedagogia Histórico Crítica fomenta no Brasil, a educação pública para uma nova Pedagogia, que visava a formação do professor, condição de desenvolvimento de conteúdo dentro da escola para formar a sociedade, uma pedagogia nova que buscava trazer na escola o conhecimento de mundo, como resistência, dentro da escola para sociedade e sociedade para dentro da escola. Um ensaio de Pedagogia contra o modelo hegemônico. O período pós Constituição, houve retrocesso na política brasileira iniciando o 1990 com um impeachment que modificou a estrutura da proposta da constituição. Passando para uma ordem neoliberal. Um marco de reforma que potencializou outra política, ascensão das políticas públicas. Adam Smith (1983) expressava sobre a aceitação e defesa da intervenção do Estado na Educação, e que não pode ser deixado aos particulares, pois não deve ser lucrativo. Nesse sentido, diante o contexto histórias, o Estado é uma referência de análise da educação, sendo ele entendido como direito social que deve ser garantido por políticas públicas. Em 1990, com as reformas do governo Fernando Henrique Cardoso houve discussão, intervenções que possibilitou reformas políticas direcionou para a educação do país. Assim, houve avanços significativas em direção para garantir o direito da educação. Desse modo, constata-se que com os avanços do capitalismo, houve resultado atuação de cidadania, com marcos de reformas educacionais no contexto da sociedade brasileira. Destaca-se também sobre o sistema de avaliação da Educação Básica, onde até os anos de 1990, não havia medidas de avaliação da aprendizagem que produzissem evidências sobre qualidade de ensino. O Sistema Nacional de Avaliação Básica (SAEB), Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e a Prova Brasil possuem características e possibilidades de obter resultados, informações avaliativas para refletir sobre melhoria em sala de aula, formação de professores e atingir uma qualidade de ensino compatível com as exigências da sociedade. Embora a Educação atual é universal e um direito de todos, em 2005 foi constatado pela PNAD que os estudos da população brasileira são baixos e que muitos não conseguem concluir o ensino básico (Fundamental e Médio). Sendo assim, considera-se queas políticas de educação tiveram seu processo tardio e inacabado. Pois, explica-se que apenas no século XX, a educação teve uma ideia de propulsora de igualdade econômica e social, relacionando com direito a ser garantido pelo Estado. A reformas politicas para educação básica no contexto brasileiro que marcou uma série de artefatos e pontos importante para refletir como a política da educação se constituiu, as quais são eles: dispositivos legais e normatização da educação; organização do ensino e da prática educativa; profissionais da educação, instancia publicas nacional, local e regional, plano nacional de educação, estadual e municipal, valorização do magistério: garantira e financiamento FUNDEF/FUNDEB. Os planos e regulamentos, tais como Plano Nacional de Educação (2014-2024), em que houve uma adequação regional e local, com aprovação Estaduais por cada Estados com sua representatividade instituição. Os estados e municípios são responsáveis de adequar seus planos diante a legislação nacional. O currículo possui uma influência educacional no Brasil, onde partiu de um modelo dos jesuíticos, na época da colonização. Atualmente, está firmado em uma estrutura em foco no sujeito, em busca de formar as pessoas no processo de ensino e aprendizagem. Outros países deram origem no começo do século XX e foi se fundamentando em teoria no campo de estudo, baseando na estrutura econômica, comercialização e industrial. O objetivo é formar pessoas para dar resposta ao potencial econômico e também uma área de estudos pelos cientistas. Há muitos debates políticos que aconteceu ao longo da história da Educação Básica, e percebe-se o conservadorismo, o catolicismo e boas práticas de comportamento como parte integrante do indivíduo. A liderança católica predominou por muitos anos até que chegou à consciência que todos tinham direito da educação, modificação da didática e instrumentalização com teorias da Educação, da psicologia da Educação que contribuíram para atender as necessidades dos indivíduos. No entanto, é uma luta que ainda não acabou, em busca de uma organização de escola pública e de qualidade que atende toda a população para uma sociedade justa e igualitária. REFERÊNCIAS ARAUJO, G. C. Estado, política educacional e direito à educação no Brasil. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 39, p. 279-292, jan./abr. 2011 CASTRO, M. H. G. Sistemas de avaliação da educação no Brasil:avanços e novos desafios. São Paulo Perspec., São Paulo, v. 23, n. 1, p. 5-18, jan./jun. 2009 MEIRA. I. A.; SILVA, S. B. O campo e o processo de escolarização no período heróico: período entre os anos 1549 a 1570. Anais Eletrônico: IX Seminário Nacional De Estudos E Pesquisas “História, Sociedade E Educação No Brasil”. 2012. MEIRA, I. A.; SILVA, G.; SILVA, A. V. A política educacional no brasil nos anos de 1990 e a influência da ordem neoliberal (Artigo) 2001.