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A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS 
AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caderno Pedagógico Ceducaf 
 
 
 
A importância da ginástica nas aulas de Educação Física - CÓDIGO: 1410 
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PROGRAMA DO CURSO 
 
Ementa 
O sentido da ginástica na Educação física; A atuação do professor na educação física 
escolar; Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física – PCN (Brasil, 1997); 
Ginástica Geral; A ginástica e suas modalidades; A educação física escolar e a ginástica 
enquanto conteúdo; A ludicidade na educação física. 
 
Objetivo geral do curso 
Entender a Ginástica, como forma de trabalho corporal, realizado em espaço fechado, ao ar 
livre, na água, com ou sem aparelhos e materiais, com ou sem utilização de música, 
proporcionando experiências corporais que visam à conscientização do próprio corpo, suas 
possibilidades de movimento e a busca de um estilo individual de executá-lo, através de 
movimentos ritmados, alegres, expressivos, com variações dinâmicas, geral e localizados. 
 
Objetivos específicos 
 Identificar a Educação física como um processo de educação e saúde; 
 Conhecer o histórico da ginástica no Brasil; 
 Analisar a ginástica enquanto conteúdo escolar e suas modalidades para utilizar na 
prática. 
Conteúdos 
 Educação física escolar 
 A importância da educação física escolar 
 O papel do professor de educação física escolar 
 História da ginástica 
 Históricos da ginástica no Brasil 
 A ginástica geral 
 Conteúdos e a estrutura da ginástica 
 Modalidades mais comuns da ginástica 
 Ginástica geral e educação física escolar: possibilidades de encontro 
 A Ginástica como prática privilegiada de educação física 
A importância da ginástica nas aulas de Educação Física - CÓDIGO: 1410 
3 
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 A educação física escolar e a ginástica enquanto conteúdo 
 Ginástica como conteúdo lúdico nas aulas de educação física escolar 
 O papel da ludicidade na educação física escolar 
 Lazer, lazer sério, lazer casual e a educação do lazer 
 
Metodologia: 
 Desenvolvimento de um trabalho escrito, que tome como pressupostos teóricos os 
conteúdos estudados neste curso. 
ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO
 
Curso Unidades Curriculares CH 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS 
AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 
Entender a Ginástica, como forma 
de trabalho corporal 
 50 
A atuação do professor na educação 
física escolar 
50 
Parâmetros Curriculares Nacionais 
de Educação Física – PCN (Brasil, 
1997) 
25 
Ginástica Geral 25 
A ginástica e suas modalidades 50 
A educação física escolar e a 
ginástica enquanto conteúdo. 
25 
Ginástica como conteúdo lúdico nas 
aulas de educação física escolar 
 
25 
Total 250 
*A carga horária poderá ser flexível. 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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APRESENTAÇÃO 
Caro Cursista, 
Apresentaremos um estudo sobre “A importância da ginástica nas aulas de educação física 
escolar”, sendo como uma atividade que pudemos perceber através de Ayoub (2004), 
Castellani Filho (2003), Publio (2002) e Souza (1997), existente há muitos anos, e já teve 
diversos intuitos como adquirir força (militares), terapêutica, manifestações livres de 
movimento, mas que depois com os movimentos ginásticos foram-se adaptando à prática de 
acordo com seus interesses, para uma visão de corpo educado, adestrado, com movimentos 
gímnicos perfeitos. 
 
Nos dias atuais, as aulas de ginástica são pouco praticadas nas aulas de educação física. Por 
isso percebemos que a ginástica deve continuar com o intuito quebrar esses paradigmas, 
concepções de que ela é destinada para poucos, e demonstrar que todos podem e devem 
praticá-la. Ayoub (2004), Toledo (2001), Bertolini (2005) e Santos (2001) corroboram a ideia 
que por suas características, a ginástica promove diversos benefícios como: diversidade 
cultural (danças, folclore, jogos, esportes...), facilidade de trabalhar com materiais 
convencionais e não convencionais, ausência de competição, todos podem participar 
independente de idade, sexo, altura, flexibilidade. A criatividade é fundamental, onde se 
necessita da colaboração de todos e promove interação social agregada à cooperação, 
amizade, respeito a si próprio e ao colega, bem estar físico e mental, entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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SUMÁRIO 
 
 
1.Introdução.............................................................................................. .............................6 
2. Educação física escolar......................................................................................................8 
2.1 A importância da educação física escolar.....................................................................10 
2.2 O papel do professor de educação física escolar...........................................................12 
3. História da ginástica.............................................................. ..........................................13 
3.1 Históricos da ginástica no Brasil...................................................................................16 
3.2 A ginástica geral....................................................................................................... .....17 
4. Conteúdos e a estrutura da ginástica................................................................................19 
5. Modalidades mais comuns da ginástica...........................................................................23 
6. Ginástica geral e educação física escolar: possibilidades de encontro............................27 
7. A Ginástica como prática privilegiada de educação física..............................................29 
8. A educação física escolar e a ginástica enquanto conteúdo............................................31 
9. Ginástica como conteúdo lúdico nas aulas de educação física escolar...........................32 
10. O papel da ludicidade na educação física escolar..........................................................37 
11. Lazer, lazer sério, lazer casual e a educação do lazer............................................. ......37 
Considerações finais............................................................................ ................................41 
Avaliação de conclusão de curso.........................................................................................42 
Bibliografia........................................................................................... ..............................47 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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1-INTRODUÇÃO 
 
 
 
Um dos principais fundamentais do desenvolvimento motor do aluno, é que se permita na sua 
vivência corporal várias experiências de movimento. 
 
A Educação Física é um processo de Educação em Saúde, 
seja por vias formais ou não formais, pois ao promover 
uma educação afetiva para a saúde e uma ocupação 
saudável do tempo livre de lazer, constitui-se um meio 
afetivo para a conquista de um estilo de vida ativo e com 
qualidade. 
 (LEGUETE, 1987) 
 
Durante muito tempo a aula de Educação Física na escola 
foi vista como hora de lazer ou momento de trabalhar o 
corpo, desenvolvendo suas funções físicas, reforçando 
uma concepção dicotômica de corpo e mente, atualmente, 
por força legal, a Educação Física é considerada disciplina 
integrante do projeto pedagógico da escola. 
 (PEREIRA, 2006) 
 
A Educação Física escolar é uma matéria de ensino adorável, e de grande importância, 
independente da modalidade a ser trabalhada. Algumas pessoas dizem que a Educação Física 
traz desordemnas escolas, mas não sabem que esta é benéfica e restauradora para a 
instituição, pois sua desordem é portadora de uma ordem interna, que lhe é peculiar e que 
pode criar, ou vir a criar outra ordem na escola. 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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 Segundo Nascente (1988), a Ginástica é “conjunto de exercícios corporais com o objetivo 
de aprimorar ou corrigir as capacidades físicas”. Já para Holanda (1986), “arte ou ato de 
exercitar o corpo para fortificá-lo, e dar-lhe agilidade; o conjunto de exercícios corporais 
sistematizados para esse fim, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e 
aplicados com objetivos educativos, competitivos, artísticos, terapêuticos, etc.”. 
 
Assim, podemos entender a Ginástica, como forma de trabalho corporal, realizado em espaço 
fechado, ao ar livre, na água, com ou sem aparelhos e materiais, com ou sem utilização de 
música, proporcionando experiências corporais que visam à conscientização do próprio corpo, 
suas possibilidades de movimento e a busca de um estilo individual de executá-lo, através de 
movimentos ritmados, alegres, expressivos, com variações dinâmicas, geral e localizado. 
 
A palavra ginástica diz-se vir do grego “Gymnastiké”, arte de fortificar o corpo e dar-lhe 
agilidade, ou “Gimos”, que significa nu. Mas, já para o homem pré-histórico, a atividade física 
tinha um papel importante para sua sobrevivência, expressa principalmente na necessidade 
vital de atacar e defender-se. O exercício físico utilitário e sistematizado de forma rudimentar 
era transmitido através das gerações e fazia parte dos jogos, rituais e festividades. Na 
antiguidade, principalmente no Oriente, os exercícios físicos apareceram nas várias formas de 
luta, na natação, no remo, no hipismo, na arte de atirar com o arco, como exercícios utilitários, 
nos jogos, nos rituais religiosos e na preparação militar de maneira geral. 
 
 Todas as crianças têm necessidade de desenvolver as 
habilidades físicas básicas e devem ser exploradas, 
abrangendo o manancial de movimentos que dispõem o 
corpo e a mente. Os primeiros passos para a atividade, 
pode ser considerado proveniente da evolução natural dos 
movimentos do ser humano, como deslocamentos 
simples, saltos, giros, apoiar nos aparelhos, balançar[...] 
 (BOURGEOIS, 1998) 
 
 
Como modalidade esportiva a ginástica teve sua oficialização e regulamentação há pouco 
tempo, enquanto que na mera condição de prática metódica de exercícios físicos já a 
encontramos nas civilizações da China e da Índia, nos idos do ano 2.600 AC., tendo sido 
amplamente desenvolvido pelos gregos e daí seguiu o rastro cultural do Helenismo, passando 
ao Império Romano e chegando aos nossos dias. 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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O universo da ginástica no contexto escolar é muito 
abrangente, e as possibilidades de movimento e expressão 
através da ginástica são diversas. A ginástica é uma 
atividade corporal completa, pois contribui para o 
desenvolvimento da criança, nos seus aspectos, motor, 
cognitivo, força e agilidade, e servem de base para a 
prática de outros esportes e atividades, além de benefícios 
como coordenação, confiança, disciplina, organização e 
criatividade. 
 (SOUZA, 1997) 
 
A ginástica é muito importante para a vida da criança, tanto para seu desenvolvimento, quanto 
de forma lúdica, pois é uma atividade completa e satisfaz a criança. 
 
 
 
2. EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 
 
 
A Educação Física dentro do ambiente escolar deve se preocupar com o desenvolvimento 
integral dos alunos, considerando seus avanços motores, cognitivos, sociais e afetivos. Vieira 
(2013) alega que, no entendimento de Gonçalves (1994), essa educação corporal escolar é 
compreendida como a prática sistemática de atividades físicas, esportivas ou lúdicas, que 
estabelece relação dialética com outros campos do conhecimento, como a Biologia, a 
Psicologia, a Sociologia e a Filosofia. A qualidade dessas aulas depende de um conjunto de 
fatores que podem estar relacionados aos recursos financeiros das instituições e competência 
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pedagógica dos professores, entre outros. Contudo, tais fatores podem interferir na motivação, 
interesse e participação dos alunos nessas práticas, gerando um quadro em que muitas vezes 
os alunos não se sentem atraídos pelas atividades. 
A escola como instituição social visa, segundo Saviani (2008), “a transmissão dos 
conhecimentos produzidos e acumulados pelos homens ao longo da história da humanidade”. 
Dentro da escola, as atividades físicas foram, durante muito tempo, vistas como hora de lazer 
ou momento de trabalhar o corpo, desenvolvendo suas funções físicas, melhorando uma 
concepção dicotômica de corpo e mente. Mas, atualmente, por força de lei, a Educação Física 
é considerada disciplina integrante do projeto pedagógico da escola. Com isso, agrega à 
escola conhecimentos corporais historicamente produzidos e socialmente acumulados como 
proposta pedagógica. 
Essa proposta pedagógica está inserida no projeto político pedagógico (PPP) das escolas, 
segundo a Lei de Diretrizes e Base de Educação Brasileira (Brasil, 1996) e tem por questão 
obrigatória proporcionar a todos os alunos, desde os primeiros anos de ensino, o conhecimento 
acerca da cultura corporal. 
A prática corporal, de modo geral, dentro das escolas, tem como objetivo central diversificar, 
humanizar e democratizar o desenvolvimento pedagógico da área, buscando a ampliação da 
Educação Física Escolar, de uma ciência apenas biológica para um trabalho que inclua 
dimensões afetivas, cognitivas e socioculturais. 
Sobre os PCNs, podemos afirmar que eles constituem um referencial de qualidade para a 
educação no Ensino Fundamental do Brasil. Esses parâmetros, objetivam socializar 
discussões, pesquisas e recomendações, subsidiando a participação de profissionais 
brasileiros da educação, em especial os mais isolados, com menor contato com a produção 
pedagógica atualizada. Sua natureza é aberta, configurando uma proposta flexível, não sendo 
um modelo curricular homogêneo e impositivo, garantindo e respeitando as diversidades 
culturais, regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam a sociedade (BRASIL, 
1997a). Esses PCNs, são referenciais para a renovação e elaboração do currículo de cada 
escola, promovendo orientações para a educação no país, de forma flexível, objetivando a 
constante discussão sobre o que ensinar e de que forma. Para eles, são conteúdo das aulas de 
educação física: ginásticas, esportes, lutas e danças; atividades rítmicas e expressivas; para as 
turmas do primeiro, segundo, terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental brasileiro (de 1ª à 
8ª séries) (BRASIL, 1997a; BRASIL, 1998a). O que parece bastante claro, é que esses PCN, 
servem como uma referência nacional, norteando o processo ensino aprendizagem no país, 
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contudo, cabe a cada diferente organização educacional desenvolver o seu próprio currículo, 
observando essas orientações e adaptando-as à sua realidade, especificidades, necessidades. 
Assim como descrito nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física – PCN 
(Brasil, 1997), estas práticas incorporam, de forma organizada, as principais questões em que 
o professor deve se basear no desenvolvimento de seu trabalho, subsidiando as discussões, 
os planejamentos e seus métodos avaliativos para a Educação Física. Nesse documento estão 
inseridos os blocos de conteúdo, componentes que servem de base para o professor 
desenvolver seu plano de curso no Ensino Fundamental. 
Dentro desses blocosse localizam as ginásticas, que são caracterizadas como técnicas de 
trabalho corporal que assumem um caráter individualizado com finalidade, por exemplo, de 
relaxamento ou preparação para outras modalidades, também para manutenção ou 
recuperação da saúde ou ainda, de forma recreativa, competitiva ou de convívio social. 
Esses conteúdos têm ligação muito forte com o bloco "conhecimentos sobre o corpo", pois nas 
atividades ginásticas esses conhecimentos se explicitam com bastante clareza. Hoje existem 
várias técnicas da ginástica que fogem dos exercícios mecânicos e repetitivos visando à 
percepção do próprio corpo. Assim, busca-se ter consciência da respiração, perceber 
relaxamento e tensão dos músculos, sentir as articulações da coluna vertebral. 
 
2.1 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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Todos sabem da importância de fazer uma atividade física e de se manter ativo. Mas isto deve 
ser trabalhado já na infância, aliando a Educação Física, à educação moral e intelectual, 
formando o indivíduo como um todo. 
Infelizmente muitos professores ainda desperdiçam o tempo da aula, dando uma bola aos 
alunos para que eles joguem futebol, vôlei, enfim, ou o que acharem melhor. Há muitos 
professores que não se preocupam em motivar os alunos. Não planejam as aulas e não tem 
um objetivo ou finalidade pré-determinada da aula. A Educação Física não se resume a corre, 
brincar, jogar bola, fazer ginástica... (ALVIN, 2007) 
 
A Educação Física deve sim, integrar o aluno na cultura corporal de movimento, mas de uma 
forma completa, transmitir conhecimentos sobre a saúde, sobre várias modalidades do mundo 
dos esportes e do fitness, adaptando o conteúdo das aulas à individualidade de cada aluno e a 
fase de desenvolvimento em que estes se encontram. É uma oportunidade de desenvolver as 
potencialidades de cada um, mas nunca de forma seletiva e sim, incluindo todos os alunos no 
programa. (CARVALHO, 1994) 
 
 Os alunos não devem acreditar que a aula de Educação Física é apenas uma hora de lazer ou 
recreação, mas que é uma aula como as outras, cheia de conhecimentos que poderão trazer 
muitos benefícios se inseridos no cotidiano. Mas, para que estes benefícios sejam notados é 
essencial manter uma regularidade nas atividades e desta forma, a aula de Educação Física 
deveria ocorrer pelo menos três vezes por semana. (ALVIN, 2007) 
 
As aulas devem ser dinâmicas, estimulantes e interessantes. Os conteúdos precisam ter uma 
complexidade crescente a cada serie acompanhando o desenvolvimento motor e cognitivo do 
aluno. O professor tem de inovar e diversificar, pois o campo de trabalho envolve muitas 
atividades que podem ser trabalhadas com os alunos como jogos, competições, dança, música, 
teatro, expressão corporal, práticas de aptidão física, jogos de mímica, gincanas, leituras de 
textos, trabalhos escritos e práticos, dinâmica em grupo, uso de TV, DVD, etc. o campo é muito 
amplo, basta o professor ser responsável, ter seriedade e muita criatividade. Um trabalho bem 
feito deve estimular a longevidade com qualidade. (ALVIN, 2007). 
 
 
 
 
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2.2 O PAPEL DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 
 
 
 
O professor de Educação Física deve antes de 
tudo ter prazer pelo que faz ter formação em 
licenciatura, buscar conhecimentos, ter postura, 
atitude, paciência, atenção, meticulosidade, 
criatividades, buscar a formação continuada a 
autenticidade firmando-se como pesquisador, 
com o intuito de executar com eficiência, 
habilidade e competência o seu papel de 
educador. 
 
 
O professor é o grande agente do processo educacional, e 
é a alma de qualquer instituição de ensino. Por mais que se 
invista na equipagem das escolas, em laboratórios, 
bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas, piscinas, 
campo de futebol – sem negar a importância de todo esse 
instrumental –, tudo isso não se configura mais do que 
aspectos materiais se comparados ao papel e a 
importância do professor. 
 (CHALITA, 2006) 
 
Entre os profissionais de Educação Física do Brasil, 
existem diferentes entendimentos do papel da Educação 
Física escolar. Poderíamos dizer que um grande grupo 
pensa e age de acordo com uma visão biológica, a partir da 
qual o papel da Educação Física seria melhorar a aptidão 
física dos indivíduos, com o que estaria, automaticamente, 
contribuindo para o desenvolvimento social, uma vez que 
os indivíduos estariam aptos a atuar na sociedade e, 
portanto, seriam mais úteis a ela. 
 (SAVIANI, 1984) 
 
Outro grupo de profissionais, que juntamente com a anterior, perfazem a maioria, supera de 
certo modo a visão anterior, agregando à melhoria da aptidão física o desenvolvimento 
psíquico. Esta segunda visão que denominamos de biopsicológica reconhece como papel da 
Educação Física a melhoria da aptidão física, o desenvolvimento intelectual e a manutenção do 
equilíbrio afetivo ou emocional; utilizando uma abordagem sistêmica, dizia-se que a Educação 
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Física atua sobre os domínios psicomotor, cognitivo e afetivo. Nestas duas visões, porém, a 
análise da relação da Educação Física com o contexto social é funcionalista, na medida que é 
seu papel formar física e psiquicamente um cidadão que desempenhe melhor possível (dentro 
da atual estrutura social), o papel a ele atribuído na prática social. (SAVIANI, 1984) 
 
Dessa forma, são visões históricas do papel social da Educação Física, como também, 
circunscrevem-se no âmbito das teorias críticas da educação, por não reconhecerem os 
condicionamentos sociais da Educação Física e da atividade pedagógica. (SAVIANI, 1984) 
 
Entendemos que não devemos permanecer mais com visões parciais e falseadas da nossa 
prática social, produzidas por uma metodologia positivista e fragmentadas. Neste sentido, não 
podemos prescindir de uma análise crítica que possa identificar o papel social que a Educação 
Física concretamente cumpre neste momento histórico de nossa sociedade. (BRACHT, 1986) 
 
 O professor precisa acreditar no que diz ter convicção em seus ensinamentos para que os 
alunos também acreditem e se sintam envolvidos. Precisa de preparo para ir no rumo certo e 
alcançar os objetivos que almeja. 
 
3. HISTÓRIA DA GINÁSTICA 
 
 A ginástica é um 
Desporto que envolve a prática de uma série de movimentos que exigem força, flexibilidade e 
coordenação motora. Ela se desenvolveu a partir dos exercícios físicos que eram feitos pelos 
soldados da Grécia antiga, incluindo habilidades para montar e desmontar num cavalo, e 
habilidades semelhantes às executadas num circo. Naquela época, os ginastas praticavam o 
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esporte nu (gymnos – do grego, nu), nos chamados gymnasios, patronados pelo deus Apolo. O 
esporte só voltou a ser retomado com ênfase no final do século XVIII na Europa com a Escola 
Alemã, de movimentos lentos e ritmados, e com a Escola Sueca, que introduziu aparelhos na 
prática do esporte. (BOURGEOIS, 1998). 
A história da Ginástica confunde-se com a história do homem. A Ginástica entendida por 
Ramos (1982: 15) como a prática do exercício físico “vem da Pré-história, afirma na 
Antiguidade, estaciona na Idade Média, fundamenta-se na Idade Moderna e sistematiza-se nos 
primórdios da Idade Contemporânea”. No homem pré-histórico a atividade física tinha papel 
relevante para sua sobrevivência, expressa principalmente na necessidade vital de atacar e 
defender-se. O exercício físico de caráter utilitário e sistematizado de forma rudimentar era 
transmitido atravésdas gerações e fazia parte dos jogos, rituais e festividades. 
Na antiguidade, principalmente no Oriente, os exercícios físicos aparecem nas várias formas de 
luta, na natação, no remo, no hipismo, na arte de atirar com o arco, como exercícios utilitários, 
nos jogos, nos rituais religiosos e na preparação guerreira de maneira geral. Na Grécia nasceu 
o ideal da beleza humana (corpos esculturais e musculosos), o qual pode ser observado nas 
obras de arte espalhadas pelos museus em todo o mundo, onde a prática do exercício físico 
era altamente valorizada como educação corporal em Atenas e como preparação para a guerra 
em Esparta. O fato de ser Grécia o berço dos Jogos Olímpicos, disputados 293 vezes durante 
quase 12 séculos (776 a. C. 393 d. C.), demonstra a importância da atividade física nesta 
época. Em Roma, o exercício físico tinha como objetivo principal a preparação militar e num 
segundo plano a prática de atividades desportivas como as corridas de carros e os combates 
de gladiadores que estavam sempre ligados às questões bélicas. Recordações das magnificas 
instalações esportivas desta época como as termas, o circo, o estádio, ainda hoje 
impressionam quem a visita pela magnitude de suas proporções. (GYMNASTIK FUR JUGEND, 
1973). 
Na Idade Média os exercícios físicos foram a base da preparação militar dos soldados, que 
durante os séculos XI, XII e XIII lutaram nas Cruzadas empreendidas pela igreja. Entre os 
nobres eram valorizadas a esgrima e a equitação como requisitos para a participação nas 
Justas e Torneios, jogos que tinham como objetivo enobrecer o homem e fazê-lo forte e apto. 
Há inda registros de outras atividades praticadas neste período como o manejo do arco e 
flecha, a luta, a escalada, a marcha, a corrida, o salto, caça e a pesca e jogos simples e de 
pelota, um tipo de futebol e jogos de raqueta (RAMOS, 1982). 
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Segundo Langlade e Langlade (1970), até 1800 as formas comuns de exercício físico eram os 
jogos populares, as danças folclóricas e regionais e o atletismo. Para estes autores, a origem 
da atual Ginástica data do início do século XIX, quando surgiram quatro grandes escolas: A 
Escola Inglesa, a Escola Alemã, a Escola Sueca e a Escola Francesa, sendo a primeira mais 
relacionada aos jogos, atividades atléticas e ao esporte. As demais escolas foram as 
responsáveis pelo surgimento dos principais métodos ginásticos, que por sua vez 
determinaram a partir de 1900 o início de três grandes movimentos ginásticos na Europa. São 
eles: o Movimento do Oeste na França, o Movimento do Centro na Alemanha, Áustria e Suíça e 
o Movimento do Norte englobando os países da Escandinávia. 
Estes movimentos vão até 1939 quando foi realizada a primeira Lingiada em Estocolmo, um 
festival internacional de Ginástica Sueca, dando início ao período que se estende até os dias 
de hoje, determinando “influências recíprocas e universalização dos conceitos ginásticos. 
(LANGLADE e LANGLADE, 1970). 
A denominação Ginástica, inicialmente utilizada como referência à todo tipo de atividade física 
sistematizada, cujos conteúdos variavam desde as atividades necessárias à sobrevivência, aos 
jogos, ao atletismo, às lutas, à preparação de soldados, adquiriu a partir de 1800 com o 
surgimento das escolas e movimentos ginásticos acima descritos, uma conotação mais ligada à 
prática do exercício físico, a partir desta época, a Ginástica passou a desempenhar importantes 
funções na sociedade industrial, “apresentando-se como capaz de corrigir vícios posturais 
oriundos das atitudes adotadas no trabalho, demonstrando assim, as suas vinculações com a 
medicina e, desse modo, conquistando status”. (SOARES, 1994). 
Inúmeros métodos ginásticos foram sendo desenvolvidos principalmente nos países europeus, 
os quais influenciaram e até os dias de hoje influenciam, a Ginástica mundial e em particular a 
brasileira. Dentre aqueles que tiveram maior penetração no Brasil destacam-se as escolas 
alemãs, sueca e francesa. Essas questões são amplamente analisadas por autores como 
Ramos (1982), Marinho (1992), Langlade e Langlade (1970, Castellani Filho (1988), Soares 
(1994) entre outros, os quais tem estudado os aspectos históricos relacionados à Educação 
Física e à Ginástica e contribuído de forma significativa para a compreensão de sua evolução 
em nível nacional e internacional. 
Com a evolução da Educação Física, a ginástica se especializou, de acordo com as finalidades 
com que é praticada ou então em correspondência com os movimentos que a compõem. A 
ginástica como modalidades esportivas vem se desenvolvendo bastante nos últimos tempos. 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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No elenco de provas esportivas dos Jogos Olímpicos talvez seja um dos espetáculos mais 
belos e de maior poder de atração. As provas de ginástica, normalmente são aquelas que se 
enquadram nos ramos conhecidos como ginástica olímpica, ginástica rítmica e ginástica 
acrobática como modalidade esportiva. (CARLOS MADEIRO, 2001) 
Sem dúvida a Ginástica é uma arte, e a cada dia que passa a ginástica vem nos 
surpreendendo, transformando-se no esporte mais lindo de todos, com gestos e coreografias 
fascinantes. E hoje a busca pela ginástica em academias e clubes vem crescendo 
consideravelmente, fruto do sucesso dos ginastas brasileiros. 
 
 
3.1 HISTÓRICOS DA GINÁSTICA NO BRASIL 
 
 
O início da ginástica no Brasil ocorreu em diferentes 
situações ao longo de todo o tempo. Na escola, a 
ginástica une-se ao início da primeira escola de 
educação física brasileira, criada em 03 de março de 
1910 e ministrada inicialmente pelo comandante e 
diretor capitão Delphin Balancior da Missão Militar 
Francesa, sendo as primeiras modalidades ensinadas a 
ginástica e a esgrima. 
 
De acordo com estudos de Castellani Filho (2003) 
houve muita resistência por parte da sociedade para que a ginástica fosse praticada nos 
colégios tanto por homens e por mulheres, desde a época higienista (1874), pois havia muito 
preconceito. A educação física era caracterizada como caráter higienista, onde a maior 
preocupação estava destinada à saúde, higiene pessoal e capacidades físicas da população. 
Os médicos eram quem ditavam às regras através de seus preceitos médicos, que por sua vez 
eram considerados a raça branca da sociedade, a elite. 
 
(Segundo Publio (2002), antes mesmo de a ginástica ser ensinada e praticada como conteúdo 
das aulas de educação física no Brasil, ela já tinha sido iniciada como ginástica olímpica, 
denominada ginástica artística), através da colonização alemã no Rio Grande do Sul, em 1824. 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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A Ginástica Moderna, hoje conhecida como GR (Ginástica Rítmica) teve início entre os anos de 
1953-1954, através da Professora Margareth Frohlich, austríaca, que veio ao Brasil para 
ministrar cursos e logo depois a Professora Ilona Peuker tornou-se a principal divulgadora da 
modalidade no País. 
 
Segundo Souza (1997) há estudos que relatam a existência da GG no Brasil desde 1943, mas 
foi na década de 80 que ela começou a ser difundida, através da Confederação Brasileira de 
Ginástica (CBG), que oficializou um departamento para ela. A partir da década de 90 a GG 
teve maior expansão no país, graças ao aumento de participantes brasileiros nas 
Gymnaestradas. No Brasil, já existem vários grupos de GG, sendo em escolas, universidades, 
clubes, academias, entre outros. 
 
 
 
3.2 A GINÁSTICA GERAL 
 
A Ginástica Geral (GG) - hoje também conhecida como a nomenclatura Ginástica para Todos - 
é uma atividade corporal considerada uma fusão de outras modalidades de ginástica, pois se 
compõe de diversos materiais para caracterizá-la como bolas, fitas, solo, plinto,trave, 
acrobacias, música, entre outros. 
 
Santos (2001, p.23) define a ginástica geral como “[...] um campo abrangente da Ginástica, 
valendo-se de vários tipos de manifestações, tais como danças, expressões folclóricas e 
jogos, apresentados através de atividades livres e criativas, sempre fundamentadas em 
atividades ginásticas”. 
 
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O que a difere das outras modalidades gímnicas, é que a GG não tem caráter competitivo e sim 
demonstrativo. Com exceção da Alemanha, que é o único lugar onde existe competição de GG, 
por ser uma atividade muito praticada e fazer parte da cultura desse país. Desse modo, a GG 
tem como “função principal a interação social, isto é, a formação integral do indivíduo nos seus 
aspectos: motor, cognitivo, afetivo e social” (SOUZA, 1997, p.26). 
 
O fato de a GG não ser competitiva, abre muitos caminhos para que ela possa ser praticada, 
conhecida (inclusive na escola), quebrando paradigmas, conceitos que muitas vezes a 
sociedade/mídia impõe no que diz respeito ao “corpo ideal, perfeito” e esporte de alto 
rendimento (competição), sendo praticado por poucos. 
 
A ginástica geral tem essa finalidade: todos podem e a devem praticar, não importa a idade, 
altura, peso, flexibilidade. Ela tem o intuito de promover o lazer, a alegria, interação entre as 
pessoas, movimentar-se tendo prazer ao mesmo tempo, proporcionando bem estar físico e 
mental. Ayoub (2004), Toledo (2001), Bertolini (2005) e Santos (2001) corroboram a ideia que, 
por suas características, a ginástica geral promove diversos benefícios como: diversidade 
cultural (danças, folclore, jogos, esportes), facilidade de trabalhar com materiais convencionais 
e não-convencionais, ausência de competição, todos podem participar independente de idade, 
sexo, altura, flexibilidade. A criatividade é fundamental, onde se necessita da colaboração de 
todos e promove interação social agregadas à cooperação, amizade, respeito a si próprio e ao 
colega, bem estar físico e mental, entre outros. 
 
Souza (1997) foi uma das autoras que contribuiu para que pudéssemos destacar alguns 
desses benefícios que podem ser obtidos através da ginástica (competitiva ou não) que são: 
coordenação, confiança, orientação de objetivos, disciplina, organização e criatividade. 
 
O fato de a GG não ter materiais específicos para se trabalhar, onde a criatividade é 
fundamental, proporciona diversidade, pois a participação de todos é necessária e contribui 
para que ela se adapte aos interesses do grupo, promovendo conhecimentos sobre 
manifestações culturais de outras regiões, onde o grupo respeita as suas limitações e as do 
colega, reconhecendo o outro e assim tendo alegria em estar fazendo uma atividade física. 
 
 
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4. CONTEÚDOS E ESTRUTURAS DA GINÁSTICA 
 
 
Todo movimento ginástico, assim como os movimentos 
característicos dos esportes, evoluiu dos movimentos 
naturais do ser humano, ou habilidades específicas do ser 
humano que são aquelas que se caracterizam por 
estar presentes em todos os seres humanos, 
independentes de seus lugar geográfico e nível 
sociocultural e que servem de base para aquisição de 
habilidades culturalmente determinadas. 
 (GALLARDO, 1993) 
 
 
Estes movimentos naturais ou habilidades específicas do 
ser humano, quando analisados e transformados, visando 
o aprimoramento da performance do movimento, entendida 
aqui de acordo com vários objetivos como: economia de 
energia, melhoria do resultado, prevenção de lesões, 
beleza do movimento entre outros, passam a ser 
considerados como movimentos construídos (exercícios) 
ou habilidades culturalmente determinadas. Por 
exemplo, um movimento próprio do homem como o 
 saltar, foi sendo estudado, transformado e aperfeiçoado 
através dos tempos, para alcançar os objetivos de cada um 
dos esportes onde ele aparece: salto em altura, em 
distância e triplo no atletismo, cortado e bloqueio no 
voleibol, salto sobre o cavalo na Ginástica Artística, salto 
“jeté” na Ginástica Rítmica Desportiva entre outros. 
 (GALLARDO, 1993) 
 
Uma das principais características da Ginástica é a possibilidade de utilização de uma enorme 
variedade de aparelhos, entre eles os de grande porte como o trampolim acrobático, a trave de 
equilíbrio, as rodas ginásticas, as barras paralelas; os aparelhos de sobrecarga como os 
halteres, as bicicletas ergométricas, os aparelhos de musculação; aparelhos portáteis como a 
corda, a bola, as maças, até os aparelhos adaptados ou alternativos provenientes da natureza 
ou da fabricação humana. 
 
Não há prática educativa sem conteúdo, quer dizer sem 
objeto de conhecimento a ser ensinado pelo educador e 
aprendido, para poder ser aprendido pelo educando, isto 
porque a prática educativa é naturalmente gnosiológica e 
não é possível conhecer nada a não ser que nada se 
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substantive e vire objeto a ser conhecido, portanto vire 
conteúdo. A questão fundamental é política. Tem que ver 
com: que conteúdos ensinar, a quem é a favor de que é de 
quem, contra quê, como ensinar. Tem que ver com quem 
decide sobre que conteúdos ensinar, que participação têm 
os estudantes, os pais, os professores, os movimentos 
populares na discussão em torno da organização dos 
conteúdos programáticos. 
(FREIRE, 1989) 
 
 Para a melhor compreensão do universo da Ginástica e sua evolução, faz-se necessário, 
analisar sua estrutura organizacional em nível mundial. A Federação Internacional de Ginástica 
(FIG) é a organização mais antiga e com maior abrangência internacional na área da Ginástica. 
Está subordinada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), sendo responsáveis palas 
modalidades gímnicas que são competidas nos Jogos Olímpicos. É, portanto, a Federação com 
maior poder e influência na Ginástica mundial. 
 
A FIG é um órgão que tem como objetivo orientar regulamenta controlar, difundir e promover 
eventos na área da Ginástica. Tem sua origem nas Federações Europeias de Ginástica 
(Fédérations Européennes de Gymnastique – FEG), estabelecidas em 23 de Julho de 1881 em 
Bruxelas, Bélgica, com a participação da França, Bélgica e Holanda. Apesar de reconhecida 
pelo Comitê Olímpico Internacional desde 1986, a FEG só participou como federação oficial de 
Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos de Londres em 1908 
 
Em 7 de Abril de 1921 a FEG incluiu em seu quadro outros países, resultando na fundação da 
Federação Internacional de Ginástica – FIG com a participação de 16 federações (países) 
membros. Atualmente tem sua rede em Moutier, na Suíça, e possui 121 países filiados. Cada 
uma destas Federações nacionais representa o órgão máximo da Ginástica em seu país, tendo 
em nível nacional os mesmos objetivos da FIG. Ainda relacionadas a FIG estão as Federações 
que controlam a Ginástica no âmbito continental, entre elas a União Asiática de Ginástica 
fundada em 1964, a União Pan-americana de Ginástica fundada em 1982, e a União Africana 
de Ginástica fundada em 1990. A FIG atualmente é composta de 5 comitês sendo 4 relativos 
às modalidades competitivas (Ginástica Artística Masculina, Ginástica Artística Feminina, 
Ginástica Rítmica Desportiva e Ginástica Aeróbica) e um relativo a Ginástica Geral que tem 
caráter demonstrativo. 
 
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Segundo o “Gymnaestrada Guide – X World Gymnaestrada Berlim 1995”, em 1994 a Ginástica 
Aeróbica foi admitida pela FIG realizado em Atlanta em 1996, foi primeiro campeonato. No 
Congresso da FIG realizado em Atlanta em 1996, foi decidida a inclusão e toda 
regulamentaçãopara a sua incorporação, estão sendo preparados para serem apresentados 
no Congresso da FIG de 1998. Também foi discutida em Atlanta a inclusão na FIG, do 
Trampolim Acrobático e dos Esportes Acrobáticos, representados respectivamente pela FIT – 
Federação Internacional de Trampolim e pela IFSA – Federação Internacional de Esportes 
Acrobáticos, as quais se encontram em fase de preparação e mudanças dos estatutos e 
regulamentos, para serem submetidos à aprovação no próximo Congresso da FIG em 1998. 
 
A intenção da FIG de incorporar outras modalidades 
gímnicas, pode ser claramente observada nos Jogos 
Olímpicos de Atlanta – 1996, na realização de sua Festa de 
Gala (FIG Gala), após o término de todas as competições 
na área da Ginástica, onde os melhores ginastas de 
Ginástica Artística, Ginástica Rítmica Desportiva, Ginástica 
Aeróbica, Ginástica Acrobática, Trampolim Acrobático 
e Tumbling fizeram uma belíssima apresentação sem 
caráter competitivo. 
 (GALLARDO, 1993) 
 
 
A convivência de modalidades competitivas e demonstrativas numa mesma federação, é uma 
característica da FIG reafirmada nas palavras de Yuri Titov, presidente desta instituição de 
1976 a 1996, no documento de propaganda da Ginástica Geral (FIG [199? ]: 04): “Nós somos a 
primeira federação internacional que se dedica tanto ao esporte competitivo como ao esporte 
recreativo... “. Este é um aspecto interessante que destaca a FIG das demais federações 
desportivas, vindo ao encontro de sua natureza e objetos diferenciados, os quais se 
harmonizam perfeitamente com o espírito e tradições desta entidade. (FONTOURA, 2001) 
 
Com relação aos Jogos Olímpicos a Ginástica é oficialmente representada nas modalidades 
Ginástica Artística Masculina desde 1908 em Londres, a Ginástica Artística Feminina desde 
1928 em Amsterdã e a GRD desde 1984 em Los Angeles. Sem caráter competitivo, a Ginástica 
Geral tem sempre abrilhantado as Cerimônias de Abertura dos Jogos, caracterizando-se como 
um dos pontos altos destes eventos, onde a criatividade, a plasticidade, a expressão corporal 
se faz presentes na participação sincronizada de um grande número de ginastas. (PUBLIO, 
2002). 
 
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5. MODALIDADES MAIS COMUNS DA GINÁSTICA 
 
 
Existem vários tipos de ginástica, porém as modalidades mais comuns são a ginástica geral, 
olímpica (artística), acrobática e rítmica. 
 
A Ginástica Geral é um campo bastante abrangente da 
ginástica, valendo- se de vários tipos de manifestações, 
tais como, danças, expressões folclóricas e jogos, 
apresentados através de atividades livres e criativas, 
sempre fundamentadas em atividades ginásticas. Objetiva 
promover o lazer saudável, proporcionando bem estar 
físico, psíquico e social aos praticantes, favorecendo a 
performance coletiva, respeitando as individualidades, em 
busca da auto separação pessoal, sem qualquer tipo de 
limitação para sua prática, seja quanto às possibilidades 
de execução, sexo, ou idade, ou ainda quanto à utilização 
de elementos materiais, musicais e coreográficos, havendo 
a preocupação de apresentar neste contexto aspectos da 
cultura nacional, sempre sem competitivos, sem esquecer 
que a Ginástica Geral está inserida no contexto da 
Educação Física e é uma ferramenta importante da 
Educação Geral. 
 (FONTOURA, 2001) 
 
A Ginástica Geral é uma modalidade de ginástica, reconhecida pela Federação Internacional 
de Ginástica, com o seu regulamento técnico próprio, que inclui seus objetivos e suas funções 
junto aos praticantes em todo o mundo. Entretanto, por sua característica de apropriar-se das 
opções de outras modalidades, adaptando-as, mixando-as e recriando-as, conforme as suas 
próprias propostas, a modalidade Ginástica Geral, pela sua multiplicidade de possibilidades de 
expressão e pela facilidade de incorporação dos processos formativos e educacionais, 
caracterizada pela universidade de gestos, facilmente transforma-se numa atividade, que pode 
contribuir de forma bastante significativa no processo global educacional, de forma pessoal e 
na prática da Educação Física continuada, dependendo da metodologia utilizada para trabalhá-
la. 
 
De acordo com as informações da Confederação Brasileira de Ginástica a “Ginástica Para 
todos” é uma modalidade bastante abrangente que, fundamentada nas atividades ginásticas, 
valendo-se de vários tipos de manifestações, tais como danças, expressões folclóricas e jogos, 
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expressos através de atividades livres e criativas, objetivo promover o lazer saudável, 
proporcionando bem estar físico, psíquico e social aos praticantes, favorecendo a performance 
coletiva, respeitando as individualidades, em busca da auto separação pessoal, sem qualquer 
tipo de limitação para a sua prática, seja quanto às possibilidades de execução, sexo ou idade, 
ou ainda quanto à utilização de elementos materiais, musicais e coreográficos, havendo a 
preocupação de apresentar nesse contexto, aspectos da cultura nacional, sempre sem fins 
competitivos. 
 
A Ginástica Geral pode apropriar-se ou utilizar-se de outras manifestações, como as 
modalidades esportivas, danças folclóricas, ballet, jazz, etc., desde que as ações gímnicas 
estejam presentes. Assim, a manifestação pura ou idêntica dessas atividades não seria 
considerada Ginástica Geral, posto que cada uma delas possui um campo de atuação próprio, 
pré-estabelecido. 
 
A Ginástica Geral enquanto elemento formador, integrante do processo educativo através da 
atividade física, atende plenamente os princípios da Educação Física, sendo que seu principal 
alvo de atenção deve ser a pessoa que pratica, sendo as suas metas fundamentais promover a 
integração entre pessoas e grupos e desenvolver o interesse pela prática da ginástica com 
prazer e criatividade. A liberdade de expressão e a criatividade são os pontos marcantes da 
Ginástica Geral. 
 
A Ginástica olímpica ou artística pode ser dividida por vários aparelhos, sendo dividida por 
sexo. Os aparelhos masculinos são: solo, cavalo com alça, argolas, salto, barras paralelas 
simétricas e barra horizontal/fixa. E os aparelhos masculinos são: paralela assimétrica, salto, 
trave de equilíbrio e solo. Em cada prova se realizam dois conjuntos de exercícios, um 
chamado de obrigatório e outro chamado de livre, criado pelo próprio atleta. Para contagem 
dos pontos são levados em consideração: dificuldade, combinação, originalidade e execução. 
(BOURGEOIS, 1998). 
 
A Ginástica Acrobática (Esportes Acrobáticos), embora 
seja o nome oficial do esporte, ela é frequentemente 
chamada de Acrobacia. E embora a Acrobacia fosse 
grandemente desenvolvida no século VII devido a criação 
do circo, ela como um esporte é relativamente jovem. As 
primeiras competições mundiais datam de 1973. Muitos 
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ginastas se aposentam da ginástica olímpica para passar à 
ginástica acrobática. 
 (PUBLIO, 2002) 
 
A Ginástica Acrobática é dividida nas modalidades masculino com dupla e quarteto, feminina 
com dupla e trio, e mista que é somente em dupla. Os acrobatas em grupo devem executar três 
séries. Uma de equilíbrio, uma dinâmica e outra combinada. As séries dinâmicas são mais 
ativas e com elementos de lançamentos com voos do parceiro. As séries de equilíbrio 
valorizam os exercícios estáticos. Em níveis mais altos, a terceira série é uma combinação das 
duas séries anteriores. Todas as séries são executadas com música e com coreografia. Isto 
ajuda enriquecer o movimento do corpo. (RAMOS, 2007) 
 
Existe também a Ginástica Rítmica, cuja história nos mostra queé um esporte recente, muito 
complexo e que teve seu início na necessidade e competência de um grande profissional em 
querer desenvolver a percepção musical através de movimentos corporais e expressivos. É 
interessante como a Ginástica Rítmica cada vez mais praticada no mundo e em constante 
reestruturação procura aprimorar a estreita relação entre a perfeição técnica e a arte de 
executar movimentos expressos através da música. Seu objetivo é analisar através do da 
história o desenvolvimento da Ginástica Rítmica no Brasil e no mundo e perceber suas 
características e especificidades. (MOLINARI, 2000) 
Ginástica Rítmica ou G.R., é uma modalidade especificamente feminina, encanta pelo fato de 
aliar a arte potencial do movimento expressivo do corpo, com a técnica da utilização ou não de 
aparelhos a ela característicos, somados a interpretação de uma música. É um esporte, arte 
que empolga, motivado pela competição e desejo de chegar à perfeição. (MOLINARI, 2000) 
 
Caracterizaram-se por substituir os movimentos mecânicos pelos orgânicos, os métricos pelos 
rítmicos e os de força pelos dinâmicos. A leveza, o ritmo, a fluência e a dinâmica trouxeram 
amplas possibilidades de se desenvolver a agilidade, a flexibilidade, a graça e a beleza dos 
movimentos. (MOLINARI, 2000) 
 
O movimento é algo inato ao ser humano. E a ginástica tem na prática dos movimentos o seu 
objetivo principal. Um dos papeis da Ginástica Rítmica é ajudar no desenvolvimento, 
aprimoramento e melhoria das categorias motoras (estabilização, locomoção, manipulação). 
Isto incorpora uma ampla série de experiências de movimentos, para que as crianças 
desenvolvam e refinem suas habilidades motoras, além de promover o desenvolvimento dos 
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domínios cognitivo, afetivo e social, a Ginástica Rítmica favorece a essa compreensão, pois é 
uma modalidade que tem o ritmo como um dos seus fundamentos. (MOLINARI, 2000) 
 
A Ginástica Rítmica visa desenvolver o corpo em sua totalidade. É fundamentada no 
aprimoramento dos movimentos naturais do ser humano, no aperfeiçoamento de suas 
capacidades psicomotoras. A Ginástica Rítmica não existe tanto tempo assim e merece a 
interessante definição e interpretação: A G. R como um Esporte-arte. (LAFRANCHI, 2001) 
 
A ginástica rítmica, geral, olímpica, acrobática, enfim, as modalidades da ginástica são 
complementos de um esporte bastante trabalhado e bem visto pela população e pela mídia, 
não só pelo quanto vem crescendo ao longo dos anos, mas também pelo empenho dos 
ginastas brasileiros que só nos enchem de orgulho dessa nação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. GINÁSTICA GERAL E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: POSSIBILIDADES 
DE ENCONTRO 
 
 
Compreendemos a GG como uma esfera da vida 
social, que, como todas as outras, influencia e é 
influenciada pela sociedade. Sendo assim, não 
podemos falar sobre a GG isolada das outras 
atividades da vida humana, pois desta forma 
corremos o risco de formar conceitos parciais e 
simplistas. 
 
A Europa atualmente é o principal centro de 
desenvolvimento e prática da GG. Segundo 
Souza (1997), este fato se confirma ao observarmos o grande número de clubes e praticantes. 
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A crescente popularidade desta modalidade pelo mundo pode ser averiguada pelos festivais 
que são promovidos nos mais diversos países. Em alguns países é denominada apenas de 
Ginástica sem o complemento Geral, a exemplo da Dinamarca que tem no DGI (Associação 
Dinamarquesa de Ginástica e Esporte) sua maior expressão nesta modalidade, em que cerca 
de 30% da população é associada. 
 
É importante salientar que as outras modalidades de Ginástica são consideradas de 
competição, como a ginástica artística, a ginástica rítmica, dentre outras. Já a GG está 
orientada para as questões educacionais e do lazer, para a prática sem fins competitivos, 
privilegiando a demonstração. 
 
Conforme Souza (1997), os princípios que norteiam a GG privilegiam o estímulo à criatividade, 
ao bem-estar, à união entre as pessoas e o prazer pela sua prática. Sua riqueza está 
exatamente no princípio de privilegiar todas as formas de trabalho, estilos, tendências, 
influenciados por uma variedade de tradições, simbolismos e valores que cada cultura agrega. 
Por este motivo, ao apresentarmos uma possível conceituação, não o fazemos no sentido de 
cristalizá-lo ou reduzir o fenômeno, pois assim não compreenderíamos sua imensa 
possibilidade de representação. 
 
A GG, de acordo com o General Gymnastics Manual (FIG, 1993) compreende as seguintes 
atividades: 
 
 Ginástica e Dança: Dança teatro, Dança Moderna, Dança Aeróbica; Ballet, Folclore, 
Ginástica, Jazz, Ginástica rítmica, Ginástica de Solo, Ginástica Aeróbica, Rock’n Roll, 
Condicionamento Físico; 
 
 Exercício com aparelhos: Ginástica com aparelhos de grande porte (cavalo, paralelas, 
etc.), Ginástica com aparelhos manuais (bolas, fitas, arcos, etc.), Ginástica com 
aparelhos não convencionais (caixas, galões de água, bambus, dentre outros), 
Tumbling, Trampolim, Rodas, Acrobacias; 
 
 Jogos: Pequenos Jogos, Jogos de Condicionamento Físico, Jogos Sociais, Jogos 
Esportivos, Jogos de Reação. 
 
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Ayoub (2003) projeta algumas imagens da GG, no intuito de visualizar os pilares fundamentais 
que a sustentam, os quais estão ligados à concepção de GG da Federação Internacional de 
Ginástica (FIG), que segundo esta autora vem influenciando as ações na área em diversos 
países, inclusive no Brasil. Não possui finalidade competitiva e está situada num plano 
diferente das modalidades gímnicas competitivas, num plano básico, com a abertura para o 
divertimento, o prazer, o simples, o diferente, para a participação de todos. Ou seja, é irrestrita. 
 
O principal alvo é a pessoa que pratica, visando promover a integração das pessoas e grupos e 
o desenvolvimento da ginástica com prazer e criatividade. Portanto, a ludicidade e a expressão 
criativa são pontos fundamentais. 
 
Não possui regras rígidas preestabelecidas, pois estimula a amplitude e diversidade, abrindo 
um leque de possibilidades para a prática da atividade corporal, sem distinção de idade, 
gênero, número e condição física ou técnica dos praticantes, música ou vestuário, favorecendo 
ampla participação e criatividade. 
 
Os festivais se constituem como sua principal manifestação, o que a vincula ao artístico, ao 
espetáculo. Difere-se, portanto, das ginásticas competitivas, cujas principais características 
são: seletividade, regras rígidas preestabelecidas, caminha no sentido da especialização, 
comparação formal, classificatória e por pontos, visando, sobretudo, o vencer. Ayoub (2003) 
aponta ainda que as diferenças entre a GG e as ginásticas competitivas não podem ser vistas 
de forma rígida e estanque, pois estas convivem interligadas na sociedade e exercem 
influências recíprocas. 
 
No Brasil, existem vários grupos de Ginástica Geral, apesar de sua prática ser pouco difundida. 
Dentre eles, se destaca o Grupo Ginástico Unicamp, que tem como proposta não só a prática 
da Ginástica Geral, mas também a pesquisa do tema na Educação Física Escolar, além da sua 
abordagem como atividade comunitária. 
 
A proposta do Grupo Ginástico Unicamp – GGU (Grupo de Pesquisa em Ginástica Geral da 
Faculdade de Educação Física da Unicamp), tem seu enfoque nas relações pedagógicas que 
foram desenvolvidas em diversas experiências no decorrer de 15 anos, dando uma nova 
perspectiva de atuação ou instrumentalização para os profissionais de Educação Física. O 
GGU coloca-se como um “Banco de ideias” para os professores utilizarem-se do universo da 
Ginástica Geral em suas aulas como metodologia da Educação Física Escolare Comunitária. 
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Para o GGU, a Ginástica Geral é entendida como uma manifestação da Cultura Corporal que, 
reunindo as diferentes interpretações da Ginástica (Natural, Construída, Artística, Rítmica 
Desportiva, Aeróbica, entre outras), busca integrá-las com outras formas de expressão corporal 
(Dança, Folclore, Jogos, Teatro, Mímica...) de forma livre e criativa, de acordo com as 
características do grupo social, visando a contribuir para aumento da interação social entre os 
participantes (PÉREZ GALLARDO; SOUZA,1997). 
 
Devido às características regionais brasileiras, encontram-se focos de conservações culturais 
que revelam formas muito peculiares de exploração e adaptação ao meio ambiente, tais 
manifestações culminam em diferenças culturais “contadas” no folclore, “jogadas”, “dançadas”, 
etc., contendo uma riqueza plástica e artística expressa através do movimento. A interação da 
GG com estas linguagens pode incentivar os praticantes a explorarem as diversas linguagens 
culturais, ampliando suas experiências e conhecimentos acerca da diversidade cultural 
brasileira, por exemplo. Outras tematizações, porém, podem e devem ser trabalhadas, 
permitindo a criação e a ampliação do conhecimento relativo a ginástica associada às questões 
sociais. 
 
Segundo Ayoub, 
Aprender ginástica geral na escola significa, portanto, 
estudar, vivenciar, conhecer, compreender, perceber, 
confrontar, interpretar, problematizar, compartilhar, 
apreender as inúmeras interpretações da ginástica para, 
com base nesse aprendizado, buscar novos significados e 
criar novas possibilidades de expressão gímnica. Sob essa 
ótica, podemos considerar que a ginástica geral, como 
conhecimento a ser estudado na educação física escolar, 
representa a Ginástica. Considerando ainda, as 
características fundamentais da GG, podemos afirmar que 
a ginástica traz consigo a possibilidade de realizarmos 
uma reconstrução da ginástica na educação física escolar 
numa perspectiva de “confronto” e síntese e, também, 
numa perspectiva lúdica, criativa e participativa. 
 (2003, p. 87) 
 
 
 
O princípio norteador desta proposta, ao nosso ver, deve privilegiar a formação humana em 
sua totalidade. Desse prisma, a proposta de trabalho em Ginástica Geral propõe a educação a 
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serviço de novos valores, manifestados e gerados na sociedade e na vivência do lúdico na 
cultura, sendo os participantes agentes da história, em busca da transformação social. 
 
7. A GINÁSTICA COMO PRÁTICA PRIVILEGIADA DE EDUCAÇÃO FÍSICA 
O século XIX constitui-se um importante período para a compreensão das raízes da Ginástica 
moderna e da Educação Física. Entretanto, a Ginástica não é algo recente na sociedade. 
Segundo Rouyer (1977), sua denominação remonta aos agrupamentos desportivos gregos, 
como a arte de exercitar o corpo nu (em grego gymnos). Essa associação entre o exercício 
físico e a nudez, traz o sentido do despido, do simples, do livre, do limpo, do desprovido ou 
destituído de maldade, do imparcial, do neutro, do puro (AYOUB, 2003). 
 
A partir do início do século XIX, a Ginástica passou a ser considerado científico fruto das 
distintas formas de se pensar os exercícios físicos em países da Europa – Alemanha, Suécia, 
França e Inglaterra – surgindo assim os métodos/escolas de ginástica ou Movimento Ginástico 
Europeu. Nesta perspectiva, buscou-se imprimir um caráter de utilidade aos exercícios físicos, 
em que foram negadas as práticas populares de artistas de rua, de circo, acrobatas, 
funâmbulos, que a apresentavam como espetáculo, trazendo o corpo como centro de 
entretenimento (SOARES, 1994, 1998, 2001). 
 
Como expressão da cultura, este movimento se constrói a 
partir das relações cotidianas, dos divertimentos e festas 
populares, dos espetáculos de rua, do circo, dos 
exercícios militares, bem como dos passatempos da 
aristocracia. Possui em seu interior princípios de ordem e 
de disciplina que podem ser potencializados. Para sua 
aceitação, porém, estes princípios de disciplina e ordem 
não são suficientes. Ao movimento ginástico é exigido o 
rompimento com seu núcleo primordial, cuja característica 
dominante se localiza no campo dos divertimentos. 
 (SOARES, 1998, p. 18) 
 
Segundo Soares (1998), a Ginástica como prática científica é constitutiva da mentalidade 
burguesa, destacando-se pelo seu caráter ordenativo, disciplinador e metódico, além do 
discurso de aquisição e preservação da saúde. Ao longo do século XIX, foram inúmeras as 
tentativas de estender sua prática à grande massa trabalhadora urbana, que para os interesses 
do capital, tornava-se cada vez mais numerosa e potencialmente perigosa. 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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De acordo com esse autor, é na gradativa aceitação dos princípios de ordem e disciplina 
formulados pelo Movimento Ginástico Europeu, bem como do afastamento de seu núcleo 
primordial (o divertimento), que paulatinamente a Ginástica se afirmar como parte da educação 
dos indivíduos, como prática capaz de potencializar a utilidade dos gestos e oferecer um 
espetáculo “controlado” e institucionalizado dos usos do corpo, em negação aos elementos 
cênicos, funambulescos, acrobáticos. 
 
No Brasil, os métodos ginásticos influenciaram sobremaneira a constituição da Educação 
Física e estiveram presentes nos discursos político, médico e pedagógico. Soares (1994) 
afirma que apesar das particularidades dos países de origem, as escolas de ginástica, de um 
modo geral, possuíam características semelhantes, como regeneração da raça, promoção da 
saúde (independente das condições de vida), desenvolvimento de vontade, força, coragem, 
energia de viver (para servir à pátria) e desenvolvimento da moral (intervenção nas tradições e 
costumes dos povos). 
 
Precursora da Educação Física, a Ginástica científica se afirmou ao longo do século XIX como 
síntese do pensamento científico no Ocidente europeu e integrante dos novos códigos de 
civilidade, o que vai justificar sua presença no currículo escolar. Como conclui Soares: Herdeira 
de uma tradição científica e política que privilegia a ordem e a hierarquia desde sua 
denominação inicial de Ginástica, a hoje chamada Educação Física foi e é compreendida como 
um importante modelo de educação corporal que integra o discurso do poder (2001, p. 113). 
 
É neste contexto, no século XIX, que tem início o projeto de institucionalização da Educação 
Física no Brasil (ainda chamada Ginástica), como disciplina obrigatória nas escolas, em que os 
ideais eugênicos e higiênicos se faziam presentes na Educação. 
Cabia à Educação Física vinculada à Educação Escolar, o papel de contribuir para a formação 
dos corpos eugênicos e higiênicos. Na prática, a Educação Física ressaltava por meio de seus 
conteúdos e metodologias os assuntos relacionados à formação da ordem, disciplina e 
moralização, fruto das concepções advindas dos métodos ginásticos europeus, estes por sua 
vez, ancorados nos preceitos e contextos de seus países de origem. 
 
No contexto do projeto higienista e de eugenização da população brasileira, a Ginástica 
constituiu-se como elemento de extrema importância, na perspectiva de adestrar e alterar os 
corpos produzidos por quase três séculos de colonização, conforme Oliveira (1994). 
 
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No que diz respeito à esportivização da Ginástica, tal processo tem sua gênese na Inglaterra. 
Segundo Soares (1994), diferente dos outros países da Europa, nos quais desenvolveram-se 
as principais escolas de ginástica – França, Alemanha e Suécia, a Inglaterra deu ênfase ao 
desenvolvimentodo desporto. Para Rouyer (1977), isto foi devido ao grande desenvolvimento 
das forças produtivas neste país que conduziu mais depressa à transformação das relações 
sociais. Neste sentido, a riqueza e a liberdade das classes dirigentes permitia-lhes o ócio 
marcado pela lei do dinheiro, em que se apostava em cavalos, depois em corredores a pé e 
mais tarde em semiprofissionais. O desporto constituiu-se então como atividade de ócio da 
aristocracia e da alta burguesia, além de meio de educação social de seus filhos, ao mesmo 
tempo em que se tornava o trabalho de numerosos profissionais. Assim, a Inglaterra burguesa 
deu ao mundo o desporto moderno institucionalizado e com regras precisas. 
 
Desta forma, aliada à racionalização científica e às regras do esporte moderno, a Ginástica se 
transforma em um esporte de rendimento à qual poucos têm acesso. Ou seja, as expressões 
gímnicas esportivizam-se e a sociedade contemporânea herda a ginástica como prática 
elitizada, o que contribui paulatinamente para sua exclusão da escola. 
 
8. A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E A GINÁSTICA ENQUANTO CONTEÚDO 
A Educação Física dentro do ambiente escolar deve se preocupar com o desenvolvimento 
integral dos alunos, considerando seus avanços motores, cognitivos, sociais e afetivos. 
Segundo Gonçalves (1994), 
 
A Educação Física Escolar é compreendida como a prática 
sistemática de atividades físicas, esportivas ou lúdicas, 
que estabelece relação dialética com outros campos do 
conhecimento, como a biologia, a psicologia, a sociologia 
e a filosofia. A qualidade das aulas de Educação Física 
depende de um conjunto de fatores que podem estar 
relacionados aos recursos financeiros das Instituições, 
competência pedagógica dos professores, entre outros. 
Contudo, tais fatores podem interferir na motivação, 
interesse e participação dos alunos nas aulas de Educação 
Física, gerando um quadro onde muitas vezes os alunos 
não se sentem atraídos pelas aulas. 
 
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A Ginástica é um conteúdo muito importante para a Educação Física escolar, no 
desenvolvimento das crianças e adolescentes. Esta modalidade além de ter um caráter lúdico, 
melhora flexibilidade, alongamento, resistência muscular, força de explosão, força estática e 
força dinâmica, além é claro de ajudar consideravelmente na melhora da coordenação motora. 
 
Além dos benefícios fisiológicos da atividade física no organismo, as evidencias mostram que 
existem alterações nas funções cognitivas dos indivíduos envolvidos em atividade física 
regular. Essas evidências sugerem que o processo cognitivo é mais rápido e mais eficiente em 
indivíduos fisicamente ativos por mecanismos indiretos como: diminuição da pressão arterial, 
diminuição nos níveis de colesterol (LDL) no plasma, diminuição dos níveis de triglicerídeos e 
inibição da agregação plaquetária. (NIEMAN, 1999). 
Dentre os efeitos psicológicos, a diminuição da tensão emocional pode ser considerada como 
um dos mais importantes, sendo alguns dos seus mecanismos a curto e longo prazo segundo 
Nieman (1999). 
 
 
 
 
 
9. GINÁSTICA COMO CONTEÚDO LÚDICO NAS 
AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 
 
 
 
No contexto escolar, os profissionais de Educação 
Física possuem diversos artefatos, bem como 
materiais, atividades e modalidades de práticas 
corporais que podem ser trabalhadas em aula, 
podendo unir o aprendizado corporal, disciplina e a 
reflexão. 
 
São diversos conteúdos que os professores podem 
utilizar com o objetivo de desenvolver um repertório 
motor diversificado e consequentemente proporcionar 
valias físicas e mentais aos seus alunos, no entanto, 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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isso não vem sendo divulgado, baseando-se na literatura e observações realizadas no dia a dia 
escolar. Mesmo possuindo inúmeras formas de aplicar uma boa e diferenciada aula, muitos 
professores se prendem as mesmas atividades que nem sempre trabalham o aluno por inteiro. 
 
10. O PAPEL DA LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 
 
A ginástica é uma das mais estimulantes de todas as atividades físicas e por isso é 
preocupante que não esteja incluída na educação infantil nas aulas de educação física, criando 
uma consciência quanto aos benefícios dessa modalidade para as crianças através de um 
regaste, exposição e comparação de estudos já existentes para que como propósito final, 
consigamos fazer com que ela se transforme na base dos trabalhos dos professores, pois a 
ginástica quase não existe na escola por conta da educação física brasileira estar cada vez 
mais restringindo seus conteúdos ao esporte deixando as práticas de culturas corporais de 
lado. 
 
A atividade física já faz parte do ser humano, e este possui plena consciência dos benefícios 
que este tipo de atividade proporciona para o físico e o psíquico dos estudantes. Mas este tipo 
de atividade algumas vezes é distorcido no especializado setor educativo, o qual questiona os 
valores que esta tem para com a criança. O questionamento não se dá pelo lado positivo do 
esporte em si, mas, sim, pelos valores antieducativos que o mesmo tem na formação da 
criança (MURCIA; GARCIA, 2005). Assim, o jogo passou a ser reconhecido como ferramenta 
didática, o qual ensina e, ao mesmo tempo, traz prazer, criatividade e inovação sobre as 
práticas pedagógicas aproximando a criança do brincar e aprender. O jogo desempenha um 
papel fundamental no desenvolvimento da criança, pois é através dele que ela tem a 
possibilidade de vivenciar de forma divertida sua criatividade no imaginar (MARINHO et 
al., 2007). 
 
As aulas podem ser desenvolvidas sempre de forma prazerosa, instigante, desafiadora, 
propiciando que o processo de aprendizagem seja a cada dia mais interessante e que o aluno 
não se canse e/ou se desinteresse das aulas. Ao utilizar o jogo nas aulas de Educação Física, 
o professor deve ter claro quais os objetivos pretendem atingir ao final de suas aulas. 
 
 
 
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Freire (2002 apud MARINHO et al., 2007, p. 95) diz que “as relações entre jogo e educação, 
jogo e cultura, jogo e sociedade, jogo e processos de desenvolvimento da criança, jogo 
e vida são tecidas juntas”. Assim, entende-se que a ludicidade está fortemente presente na 
vida da criança, e é através dela que irá se desenvolver de forma ampla, em seu físico, 
psíquico, motor e social. 
 
Antes de o professor utilizar determinada ludicidade como ferramenta didática, este deve 
planejar e selecionar jogos que atendam os objetivos e conteúdos propostos para aquela 
determinada faixa etária. Aspectos como grau de dificuldade, interesse do aluno, caráter 
desafiador, número de participantes, espaço e material, sendo estes recursos indispensáveis 
para um bom decorrer de aula (MARINHO et al., 2007). 
 
No ensino fundamental os jogos esportivos estão focados no lado psicológico construtivista. 
Sendo baseados nos quatros princípios educativos que dão rumo ao modelo de ensino 
contemporâneo. De acordo com Gonzáles (1996 apud MURCIA; GARCIA, 2005, p. 145) os 
quatros princípios se baseiam em: “dosar de significado conteúdos e atividades, ensinar de 
forma que a aprendizagem faça sentido, ter significado para os praticantes e fomentar a 
comunicação e a interação em aula”. Desta forma, percebe-se que o jogo ajuda na evolução do 
aluno, desenvolvendo seu lado cognitivo, motor, físico, afetivo, além de facilitar a aquisição dos 
valores humanos em sua formação. É um excelente meio didático, sendo utilizado para se 
alcançar êxito no ambiente escolar. 
 
Portanto, o conteúdo deve estar de acordo com o desenvolvimento e aprendizagem do aluno, 
formando uma sequência lógica para que este possa aprender da melhor forma. O conteúdo 
deve estarestruturado de forma com que ele aprenda e coloque em pratica no seu dia a dia. 
Assumindo assim, a ideia de que este deve aprender do mais simples ao mais complexo, o que 
se pode verificar nas turmas de ensino fundamental onde iniciam em um ciclo e este segue 
aumentando gradativamente á sua complexidade perante os conteúdos (MURCIA; GARCIA, 
2005). 
 
Desta forma, o jogo é um meio de ensino que engloba os três blocos curriculares: atitudinal, 
conceitual e procedimental. Sua atividade, de característica lúdica, possui um recurso 
metodológico pensado para obter informações, através das quais o aluno adquire atitudes, 
conceito e preceitos perante á sua vida. Desta forma o currículo se constitui em objetivos, 
conteúdos, métodos e critérios de avaliação (GARÓFANO; CAVEDA, 2005). 
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Para que as atividades tenham sentido na vida do aluno, o professor deve conhecer o mesmo, 
juntamente com seus interesses e necessidades, para que a aula tome um caminho prazeroso. 
Somente assim, o aluno conseguirá relacionar o seu cotidiano com as atividades propostas em 
aula. 
Cada aluno é único e este aprende de acordo com suas necessidades. Desta forma, o papel do 
professor é proporcionar diferentes formas de jogo para que o aluno consiga solucionar as 
situações problemas do seu cotidiano. Utilizando sempre o diálogo como ferramenta principal 
do seu processo de aprendizagem crítica e social. 
 
Os alunos nesta faixa etária de (11 a 14 anos) devem entender que o jogo está ali para ajudá-
lo e/ou auxiliá-lo, e que a competição deve ser sempre saudável não havendo nenhuma forma 
de preconceito perante os demais. Desta forma, o que se pretende trabalhar nesta idade é a 
cooperação, autonomia e sua criticidade. 
 
A Educação Física é um meio educativo que contribui para a socialização, autonomia, 
aprendizagem básica e expressiva, cognitiva, comunicativa e lúdica do movimento. As 
orientações metodológicas englobam os grupos de conceitos a serem transmitidos dentro do 
papel do professor e do aluno, além do planejamento metodológico e didático. O papel do 
professor nos jogos é o de ser animador, flexível, motivador, buscando o interesse do grupo da 
melhor forma. Assim, o professor deverá estimular o aluno a inventar e criar novos jogos, 
contribuindo para que todos sejam incluídos nas diversas situações lúdicas (GARÓFANO; 
CAVEDA, 2005). 
 
Através do jogo o aluno tende a aprender á tomar decisões, formulando conceitos através da 
compreensão que o contexto jogo fornece. Desta forma, é necessário conhecer o jogo 
esportivo e suas táticas a fim de extrair o máximo possível de proveito durante o jogo. 
Interligando assim, inteligência, domínio e habilidades que o próprio ambiente proporciona ao 
aluno durante as diferentes situações de jogo. 
 
 A ludicidade pode ser praticada por todas as idades já que está inserida em todo o 
desenvolvimento humano. O lúdico deve fazer parte da vida do aluno e as escolas, como meio 
formador, devem entender primeiramente o valor que este tipo de atividade proporciona, 
colocando-a como elemento fundamental em seu currículo pedagógico. Esta não pode mais ser 
pensada como algo apenas do currículo da Educação Física, devendo ser vista e trabalhada 
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nas diferentes matérias como, matemática, português, ciências, entre outras. O resgate da 
ludicidade deve fazer parte da prática pedagógica escolar. (FRIEDMANN, 2003) 
 
O brincar é fundamental para o desenvolvimento do aluno e a falta desta influenciará em sua 
idade adulta. Tem papel fundamental no seu desenvolvimento social, além de contribuir para a 
sua inteligência instigando-a criar, a imaginar e a vivenciar a situação criada. Brincar nada mais 
é do que uma fonte de aquisição de autonomia e equilíbrio emocional (VALENZUELA, 2005). 
Desta forma, brincar não é apenas coisa de crianças; ou melhor, sim, é coisa de crianças. O 
que acontece é que se acredita que ser criança é questão de uma determinada idade e, 
passada essa idade, quase todos “matam” a criança que têm dentro de si. Na realidade, uma 
boa maturidade deveria ser acompanhada de crescimento em outros aspectos, englobando o 
ser criança também (BONET, 1900 apud VALENZUELA, 2005, p. 90). 
 
Pode-se dizer que a brincadeira está diretamente ligada ao ser humano, e que esta é um 
importante instrumento de trabalho do professor já que ajuda no desenvolvimento de várias 
habilidades e capacidades da criança não só na sua infância como também em toda a sua 
vida. A ludicidade fica meio que atada quando a educação se torna complexa e resistente 
perante á aceitação destas atividades no ambiente escolar, a brincadeira é um instrumento de 
prazer e aprendizagem sendo um instigante meio de formação e entretenimento para a criança 
(VICIANA; VALENZUELA, 2005). 
 
De acordo com Blández (2000 apud VALENZUELA, 2005, p. 92), [...] associa-se a “brincadeira” 
ás aulas de educação física porque nelas os alunos se “divertem”, enquanto na matemática, 
nas línguas etc., aprendem-se coisas “sérias” e “importantes”, em que não há espaço para o 
lúdico. 
O jogo pode ser usado em diferentes idades, entretanto, devem ter um objetivo diferenciado a 
cada período da vida já que crianças e adultos tendem a ter intenções diferentes. Através do 
jogo, o ser humano pode desenvolver-se em diferentes situações seja no meio afetivo, social, 
motor e/ou cognitivo, se preparando para ser um ser social (VALENZUELA, 2005). 
 
Portanto, os jogos e as brincadeiras devem ter uma natureza social que é necessária ao 
desenvolvimento integral do ser humano, sendo trabalhados como meio educativo para a 
satisfação dos jogadores e se acumulando em forma de aprendizado. Assim, cada um assimila 
á sua vida real e a guarda para um dia ser utilizada. Todavia, este tipo de brincadeira deve ter 
um objetivo claro para que não se torne negativo em suas condutas (VALENZUELA, 2005). 
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Assim, percebe-se que os jogos influenciam a vida da criança e devem ser trabalhados de 
forma clara através das aulas de educação física, não vendo o aluno como um executador da 
técnica e sim um aluno com sede movimentos. O professor deve trabalhar com a diversidade, 
sem excluir nenhum aluno de suas aulas, fazendo assim com que todos tomem gosto pela 
prática da atividade física tendo ou não habilidades para certos esportes já que a escola é um 
ambiente formador de pessoas conscientes e não um celeiro de atletas. 
 
 
 
11. LAZER, LAZER SÉRIO, LAZER CASUAL E A EDUCAÇÃO DO LAZER 
 
 
 
O lazer pode ser entendido como uma cultura vivenciada no “tempo disponível”, colocada entre 
aspas para reforçar o pensamento de que esse tempo não é livre das pressões sociais, mas 
sim disponível, em relação às obrigações sociais, escolares, profissionais e familiares; dentro 
da combinação tempo e atitude – fundamental para caracterizar o tempo de lazer: ter tempo 
disponível e ao mesmo tempo, uma predisposição interna para dedicar-se ao lazer. O que faz 
com que, um desempregado, por exemplo, apesar do tempo livre à disposição, dificilmente 
tenha lazer, pois suas preocupações e seus sentimentos, normalmente, não permitem que ele 
desfrute do lazer. Também, o lazer é um fenômeno gerado historicamente, a partir das 
necessidades sociais do indivíduo, de um tempo para si, para descansar, para se divertir, para 
se desenvolver, entre outras coisas. 
Desse tempo, emergem valores questionadores da sociedade, conduzindo aos 
questionamentos sociais. O lazer é um tempo sobre o qual são exercidas influências da 
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estrutura social vigente: o lazer influenciaa sociedade e em contrapartida é influenciado por 
ela, sendo, um tempo privilegiado para a vivência de valores que contribuem para a mudança 
de ordem moral e cultural. Finalmente, há o duplo aspecto educativo que envolve o lazer: ser 
objeto e veículo de educação (MARCELLINO, 2004; 2001). E é desse duplo aspecto educativo 
do lazer que tratamos, especialmente, neste estudo. Pensamos no lazer como veículo de 
educação formal, tornando as aulas de educação física, com ênfase na ginástica, mais 
prazerosas; e não formal, por meio das atividades extracurriculares, também com ênfase na 
ginástica, promovendo o lazer sério e, ao mesmo tempo, oportunizando o lazer casual. 
A partir da nossa percepção da realidade, apresentamos dois problemas bastante comuns em 
variadas sociedades: muitas comunidades tornaram-se perigosas demais para que suas 
crianças, jovens e, até mesmo, adultos e idosos, realizem suas atividades de lazer, como 
brincar, jogar, relaxar, desenvolver-se e divertir-se, sem supervisão e/ou espaços adequados; 
também, existe o problema da realização de atividades socialmente indesejáveis, o lazer 
nocivo, que muitas vezes promove uma gratificação instantânea e/ou a sensação excitante de 
fazer algo proibido, prejudicial (a si mesmo ou aos outros) ou perigoso – alcoolismo, 
drogadização, corrida de automóveis em locais proibidos, entre outros exemplos. Segundo 
alguns estudiosos, como Stebbins (2004), a resposta para problemas como estes apresentados 
acima, pode, e deve ser o lazer sério – o lazer do tipo significativo. Educar para o lazer sério é 
a posição adotada pela, relativamente às questões de lazer e educação. A ideia central desta 
proposição é ressaltar a importância e os benefícios “para a vida toda”, que esse tipo de 
educação pode promover, visto que objetiva a melhoria do estilo de vida dos indivíduos, por 
meio do desenvolvimento de um ótimo estilo de vida ligado às atividades de lazer. 
 
Esta afirmação da importância de se educar não apenas para o lazer, mas, e especialmente, 
para o lazer sério, acaba por desencadear uma discussão sobre o espaço ocupado pelo lazer 
sério, e também pelo lazer casual, na vida das pessoas, na escola e na sociedade em geral. O 
lazer sério pode ser um hobby, uma atividade amadora ou voluntária, realizada de forma 
sistemática, onde os participantes encontram-se imersos - substancialmente interessados, a 
ponto de, em casos típicos, centralizar suas carreiras em adquirir ou expressar habilidades 
especiais, conhecimentos. É o caso de muitos desportistas, colecionadores e artistas 
amadores, por exemplo. Para Siegenthaler & Gonzalez (1997), a prática de esportes, 
especialmente na juventude, é uma atividade de lazer sério em potencial, principalmente 
quando apresenta uma variação de níveis, resultando num desafio para o participante e 
criando uma excitação/motivação para a especialização na área, sendo, obviamente, 
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constantemente supervisionada por pessoas responsáveis. Na opinião desses autores, os 
esportes juvenis organizados, têm sido a porta de entrada de muitos jovens no lazer sério. 
 
Para algumas crianças, a prática de esportes, pode ser apenas um lazer passageiro, mas para 
outras, torna-se uma parte bastante importante de suas vidas, um bom hábito para o futuro e 
para a criação e manutenção de um estilo de vida saudável e com mais qualidade de vida. 
Além disso, pesquisas têm demonstrado que as atividades esportivas realizadas com crianças 
constroem corpos e o caráter fortes. Quanto ao lazer casual, é uma realização/satisfação 
imediata, um prazer relativamente passageiro desencadeado por uma atividade que requer um 
pequeno, ou talvez, nem solicite um treinamento ou habilidade especial para sua realização. 
 
É fundamentalmente hedonista, busca puro prazer e 
divertimento, sem comprometimento. Alguns exemplos 
de atividades de lazer casual: entretenimento passivo, 
como, assistir televisão, ouvir música, ler um livro; 
entretenimento ativo, como, jogos no computador, jogos 
em festas; relaxamento; conversação social; estimulação 
sensorial, como, comer, beber, praticar sexo; voluntariado 
casual. 
 (RUSKIN & SIVAN, s/d). 
 
O importante a ser ressaltado é que ambos os tipos de lazer apresentam benefícios. 
Entretanto, os estudiosos por nós pesquisados – que tratam dessa temática parece concordar 
que o lazer sério é aquele que deve ser “ensinado” na escola, ou seja, integrar o sistema 
escolar, por fornecer subsídios para o desenvolvimento de atitudes adequadas, positivas, 
saudáveis frente às atividades de lazer. 
Já o lazer casual não necessitaria aprendizado, acontece casualmente, podendo ser apenas 
orientado, através do desenvolvimento cultural. No caso particular do nosso estudo, podemos 
afirmar que a busca pelo lazer sério, e a Educação do Lazer, encontram-se na prática formal de 
Ginástica Geral, na Educação Física Escolar, e também, na prática não formal da Ginástica 
Geral de demonstração, como atividade extracurricular. 
Adicionalmente, encontramos espaço para o lazer casual, que pode ser compreendido como 
aquele praticado pelos expectadores das demonstrações de Ginástica Geral, onde importantes 
aspectos da cultura são retratados e vivenciados. 
 
 De acordo com Ruskin & Sivan (s/d), 
 
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O lazer casual não significa uma atividade inteiramente 
frívola, existem benefícios claros na realização deste tipo 
de atividade. Ilustrando, podemos citar o bem estar como 
um dos benefícios do lazer casual, porém, ele ocorre 
quando o indivíduo atinge um ótimo estilo de vida no lazer 
– “(...) 
 
“Definido como uma satisfação profunda encontrada durante o tempo livre, resultante de uma 
ou mais substanciais e absorventes formas de lazer sério, complementada por uma gama 
sensata e criteriosa de atividades de lazer casual” (p. 172). Ou seja, o indivíduo vivencia um 
ótimo estilo de vida no lazer, quando está engajado em atividades de lazer, sendo capaz de 
combinar realização e desenvolvimento humano potencial com melhoria da qualidade de vida, 
associada ao bem estar geral do indivíduo e, também, de toda a sociedade. Podemos dizer 
que um ótimo estilo de vida no lazer inclui o equilíbrio entre os dois tipos de lazer: sério e 
casual e os educadores devem, sempre que possível, comunicar esta ideia aos seus 
estudantes, uma vez que o lazer e a educação estão intimamente relacionados. 
 
A educação está relacionada à sociedade a que se destina. E, na sociedade atual – pós-
industrial, pós-moderna ou contemporânea – uma situação é clara: houve uma transição 
gradual da sociedade do trabalho (sociedade industrial), para uma sociedade multifacetada em 
que trabalho, estudo, lazer, cultura, se interligam no cotidiano e em concepções fundamentais 
da vida, por meio, especialmente, mas não somente, do aumento do tempo livre. A partir de 
1993, pela World Leisure Association - Comission on Education (in RUSKIN & SIVAN, s/d), 
podemos afirmar que educar o lazer passa a ser uma importante função da educação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Considerações finais 
No inicia da apostila, destacamos que as aulas de educação física escolar, normalmente 
utilizam-se mais do conteúdo esporte do que de outras atividades. Acreditamos que os 
professores escolhem atividades que mais se identificam e dominam, e essas são, em sua 
maioria, as esportivas. Deste modo, a ginástica como modalidade competitiva ou demonstração 
é pouco trabalhada no ambiente escolar. Nista-Piccolo (1999) reforça essa hipótese, onde 
afirma que muitos professores não tiveram experiências anteriores com ginástica e não 
conseguem enxergá-la com caráter pedagógico,possível de ser realizada na escola. 
Darido (2005) também concorda que as aulas têm normalmente base de cunho esportivo, e 
acabam limitando suas aulas, onde poderiam explorar diversos outros conteúdos também 
como citam os PCNS (Brasil, 2000). Sabemos que muitos fatores influenciam os alunos nas 
escolhas de suas atividades, como a mídia, por exemplo, que destacam com mais ênfase 
algumas modalidades esportivas que alcançam melhores resultados para o país (ex. voleibol, 
futebol e a própria ginástica artística (competitiva), que acabam gerando maior interesse por 
parte deles. Através deste trabalho, não pretendemos ir contra as modalidades competitivas, 
mas ampliar o universo de possibilidades dentro das aulas, tendo o esporte como um dos 
conteúdos e não o único. Assim, optamos por divulgar a ginástica geral como um conteúdo 
possível no ambiente escolar, e os diversos benefícios que ela pode proporcionar durante todo 
o trabalho. Souza (1997) foi uma das autoras que contribuiu para que pudéssemos destacar 
alguns desses benefícios que podem ser obtidos através da ginástica (competitiva ou não) que 
são: coordenação, confiança, orientação de objetivos, disciplina, organização e criatividade. 
As atividades lúdicas revelam e apóiam o desenvolvimento do aluno. O professor precisa tomar 
conhecimento disso e não exercer uma pressão que ignore a fase do faz de conta, do brincar e 
dançar. Normalmente, são atribuídas responsabilidades muito precoces aos alunos e assumir 
as brincadeiras na escola é uma postura que pede muita reflexão aos educadores 
(FRIEDMANN, 2003). Sabemos que a obesidade é uma preocupação mundial, pois existe um 
índice muito alto quanto a crianças obesas, onde as principais causas são a má alimentação e 
o sedentarismo. Deste modo, devemos estimular a prática de atividades físicas, e a ginástica 
geral não exclui magros ou obesos, ela é destinada a todos, sem segregação. Como 
perspectiva de novos trabalhos, podemos sugerir projetos de inclusão da ginástica geral para 
as redes de ensino estaduais, municipais e particulares. 
 
 
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BIBLIOGRAFIA 
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Educação Física Escolar. Tese de doutorado. Universidade Estatal de Campinas, Faculdade de 
Educación Física, Editorial Unicamp, Brasil.2003. 
AYOUB, Elianae (Org.) Coletânea: Textos e Sínteses do I e II Encontros de Ginástica 
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BARCELLOS, V. R. Necessidades de formação dos professores de Educação Física do Ensino 
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apresentada a Faculdade Técnica de Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana, 2000. 
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A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 15. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 
1983. 
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 11. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. 
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infantil e feminino. Edgard Blucher, Ed. Da USP, São Paulo, 1974. 
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Menna Barreto, Solange Castro Afeche. 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA GINÁSTICA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CÓDIGO: 1410 
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AVALIAÇÃO DE CONCLUSÃO DO CURSO - 1410 
 
1 - Assinale a afirmativa correta. 
A) Como modalidade esportiva a ginástica teve sua oficialização e regulamentação há pouco 
tempo, enquanto que na mera condição de prática metódica de exercícios físicos já a 
encontramos nas civilizações da China e da Índia, nos idos do ano 2.600 AC., tendo sido 
amplamente desenvolvido pelos gregos e daí seguiu o rastro cultural do Helenismo, passando 
ao Império Romano e chegando aos nossos dias. 
B) A Educação Física dentro do ambiente escolar deve se preocupar com o desenvolvimento 
integral dos alunos, considerando seus avanços motores, cognitivos, sociais e afetivos. 
C) A ginástica é muito importante para a vida da criança, tanto para seu desenvolvimento, 
quanto de forma lúdica, pois é uma atividade completa e satisfaz a criança. 
D) Todas as alternativas estão corretas. 
 
2 - Complete as lacunas. 
O ..........................deve antes de tudo ter prazer pelo que faz ter formação em licenciatura, 
buscar......................................., ter postura, atitude, paciência, atenção, meticulosidade, 
criatividades, buscar a .................................a autenticidade firmando-se como pesquisador, 
com o intuito de executar com eficiência, habilidade e competência o seu papel de educador. 
 
A) professor de Educação Física, conhecimentos, formação continuada 
B) professor de Educação Física, certificados, formação continuada 
C) professor de Educação Física, conhecimentos, formação privilegiada 
D) professor de Educação Física, conhecimentos, formação estruturada 
 
3- Continue com o preenchimento das lacunas. 
A......................, de modo geral, dentro das escolas, tem como objetivo central diversificar, 
humanizare democratizar o ................................da área, buscando a ampliação da Educação 
Física Escolar, de uma ciência apenas biológica para um trabalho que inclua 
dimensões......................., cognitivas e socioculturais. 
A) prática laboral, desenvolvimento pedagógico, afetivas 
B) prática corporal, desenvolvimento pedagógico, afetivas 
C) prática corporal, desenvolvimento pedagógico, acústicas 
D) prática corporal, desenvolvimento lógico, afetivas 
 
 
 
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4 - O jogo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da criança, pois é através 
dele que ela tem a possibilidade de vivenciar de forma divertida sua criatividade no imaginar. 
 
A) MARINHO et, al., 2007 
B) BARCELLOS, 1997 
C) FONSECA, 2008 
D) MURCIA, 2005 
 
5 - .........................afirma que apesar das particularidades dos países de origem, as escolas de 
ginástica, de um modo geral, possuíam características semelhantes, como regeneração da 
raça, promoção da saúde (independente das condições de vida), desenvolvimento de vontade, 
força, coragem, energia de viver (para servir à pátria) e desenvolvimento da moral (intervenção 
nas tradições e costumes dos povos). 
A) CASTELLANI FILHO (2003) 
B) APPLE (1998) 
C) ALMEIDA (2005) 
D) SOARES (1994) 
 
6- A GG, de acordo com o General Gymnastics Manual (FIG, 1993) compreende as seguintes 
atividades: 
A) Ginástica, dança, exercício com aparelhos e Jogos. 
B) Ginástica, música, exercício com aparelhos e Jogos. 
C) Ginástica, dança, exercício sem aparelhos e Jogos. 
D) Ginástica, dança, exercício com aparelhos e Ioga. 
7- Segundo Gonçalves (1994), 
A) A Educação Física Escolar é compreendida como a prática sistemática de atividades 
somente esportivas ou lúdicas, que estabelece relação dialética com outros campos do 
conhecimento, como a biologia, a psicologia, a sociologia e a filosofia. 
B) A Educação Física Escolar é compreendida como a prática sistemática de atividades 
somente físicas, que estabelece relação dialética com outros campos do conhecimento, como a 
biologia, a psicologia, a sociologia e a filosofia. 
C) A Educação Física Escolar é compreendida como a prática sistemática de atividades físicas, 
esportivas ou lúdicas, que estabelece relação dialética com outros campos do conhecimento, 
como a biologia, a psicologia, a sociologia e a filosofia. 
D) A Educação Física Escolar é compreendida como a prática sistemática de atividades físicas, 
esportivas ou radicais, que estabelece relação dialética com outros campos do conhecimento, 
como a biologia, a psicologia, a sociologia e a filosofia. 
 
 
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8- Para ..........................isto foi devido ao grande desenvolvimento das forças produtivas neste 
país que conduziu mais depressa à transformação das relações sociais. Neste sentido, a 
riqueza e a liberdade das classes dirigentes permitia-lhes o ócio marcado pela lei do dinheiro, 
em que se apostava em cavalos, depois em corredores a pé e mais tarde em semiprofissionais. 
O desporto constituiu-se então como atividade de ócio da aristocracia e da alta burguesia, além 
de meio de educação social de seus filhos, ao mesmo tempo em que se tornava o trabalho de 
numerosos profissionais. Assim, a Inglaterra burguesa deu ao mundo o desporto moderno 
institucionalizado e com regras precisas. 
A) Rouyer (1977) 
B) Publio (2002) 
C) PCN (2012) 
D) LDB 9394 (1993) 
 
9- Um dos papeis da Ginástica Rítmica é ajudar no desenvolvimento, aprimoramento e 
melhoria das categorias motoras (estabilização, locomoção, manipulação). Isto incorpora uma 
ampla série de experiências de movimentos, para que as crianças desenvolvam e refinem suas 
habilidades motoras, além de promover o desenvolvimento dos domínios cognitivo, afetivo e 
social, a Ginástica Rítmica favorece a essa compreensão, pois é uma modalidade que tem o 
ritmo como um dos seus fundamentos. 
A) MOLINARI, 2000 
B) ALMEIDA, 2005 
C) BARCELLOS, 2000 
D) FONSECA, 2008 
 
10 - Não há prática educativa sem conteúdo, quer dizer sem objeto de conhecimento a ser 
ensinado pelo educador e aprendido, para poder ser aprendido pelo educando, isto porque a 
prática educativa é naturalmente gnosiológica e não é possível conhecer nada a não ser que 
nada se substantive e vire objeto a ser conhecido, portanto vire conteúdo. A questão 
fundamental é política. Tem que ver com: que conteúdos ensinar, a quem é a favor de que é de 
quem, contra quê, como ensinar. Tem que ver com quem decide sobre que conteúdos ensinar, 
que participação têm os estudantes, os pais, os professores, os movimentos populares na 
discussão em torno da organização dos conteúdos programáticos. 
 
A) FREIRE, 1989 
B) BORTOLETO, 2000 
C) MURCIA, 2005 
D) MOREIRA, 1994 
 
 
 
 
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AVALIAÇÃO DE CONCLUSÃO DO CURSO 1410 
 
 
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