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Caso HAS Carlos tem 42 anos e é seu amigo de longa data. Como vinha sentindo dores de cabeça e tontura frequentes, procurou um cardiologista, que após algum tempo de monitoramento, diagnosticou hipertensão arterial. Seus registros pressóricos estavam oscilando entre 160 x 85 mmHg e 170 x 90 mmHg. Carlos iniciou os medicamentos indicados e, já que você é amigo e profissional da saúde, ele lhe procurou para conversar sobre o assunto. Seu desafio é responder as seguintes perguntas de Carlos. Use terminologia técnica adequada. 1. O que exatamente significa uma pressão de 160 x 85 mmHg? 2. Li na internet que debito cardíaco, resistência e volume de sangue influenciam na pressão. É verdade? Como isso tem influência? 3. Preencher a tabela com as opções terapêuticas para uso na HAS e indique qual o provável tratamento que o médico prescreveu para o Carlos. 4. Quais os outros cuidados que devo ter? (Tratamento não medicamentoso) Essa atividade deverá ser realizada até o dia 10/10 às 19h. Padrão de resposta esperado 1. Para entender isso, é preciso pensar que, inicialmente, o sangue que está no coração é ejetado do ventrículo esquerdo para a aorta. Nesse momento, a pressão gerada pelo ventrículo esquerdo resulta em uma maior pressão na aorta (em função da entrada de sangue). Essa pressão aórtica atinge valores médios de 120 mmHg durante a sístole ventricular. Esse momento é chamado de pressão sistólica, correspondendo à pressão mais elevada. Na sequência desse evento, quando o ventrículo relaxa e a valva semilunar se fecha, as paredes das artérias retraem-se, propelindo o sangue em direção às artérias menores e arteríolas. Esse segundo evento se caracteriza por uma queda constante de pressão, que atinge valores médios de 80 mmHg durante a diástole ventricular. Esse momento é chamado de pressão diastólica. Então, uma pressão de 160 x 85 mmHg significa que a pressão máxima atingida foi de 160 mmHg, correspondendo à pressão sistólica, e a mínima foi de 85 mmHg, correspondendo à pressão diastólica. 2. Sim, é verdade. Para entender como esses parâmetros influenciam na pressão arterial, precisamos considerar que: Débito cardíaco é o volume de sangue ejetado pelo ventrículo esquerdo por unidade de tempo. Resistencia periférica é a resistência que que as arteríolas (de menor calibre) oferecem à passagem do sangue. Volemia é o volume de sangue circulante. Então, se considerarmos que o sistema circulatório é um sistema de vasos fechados, podemos pensar que a pressão arterial é um balanço entre o fluxo sanguíneo para dentro das artérias e o fluxo sanguíneo para fora das artérias. Se o débito cardíaco for aumentado, o fluxo sanguíneo para dentro da aorta também irá aumentar. Por consequência, espera-se que um aumento de débito cardíaco leve a um aumento de pressão se a resistência periférica permanecer constante. Para que a pressão não suba nessa situação, seria necessário, por exemplo, uma diminuição da resistência periférica. Se, por outro lado, o débito cardíaco permanecer normal, mas houver aumento da resistência periférica (causada por placas ateroscleróticas, por exemplo), haverá acúmulo de sangue na periferia e por consequência, a pressão irá aumentar. Ou seja, o aumento da pressão arterial média é diretamente proporcional ao débito cardíaco e à resistência periférica. Quanto à volemia, se o volume de sangue circulante aumenta em função de edema, por exemplo, espera-se que haja aumento da pressão arterial média. Por outro lado, se houver perda sanguínea, como em uma hemorragia, por exemplo, espera-se que haja queda de pressão. 4. Além do tratamento medicamento, o paciente deverá fazer mudanças no seu estilo de vida, que incluem fazer exercícios, levar uma vida mais saudável, com controle do peso, restrição de consumo de sódio, diminuição no uso do sal, moderação no consumo de álcool, adotar a dieta DASH, parar de fumar. O tratamento não-medicamentoso tem, como principal objetivo, diminuir a morbidade e a mortalidade cardiovasculares por meio de modificações do estilo de vida que favoreçam a redução da pressão arterial.