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18º 30'
UNIDADES LITOESTRATIGRÁFICAS
CENOZÓICO
Aluvião
Terraço Aluvial
PALEOZÓICO
GRANITOS TARDI- A PÓS-TECTÔNICOS
Granito Ibituruna:
Granodiorito Palmital: 
NEOPROTEROZÓICO
GRANITOS SIN- A TARDITECTÔNICOS
Granito Baixa do Bugre: 
 SUÍTE INTRUSIVA GALILÉIA
Tonalito Galiléia
Tonalito São Vitor
GRANITOS PRÉ- A SIN- TECTÔNICOS
Tonalito Derribadinha
 GRUPO RIO DOCE
Formação Tumiritinga
Formação São Tomé - Unidade 3: 
ARQUEANO/PALEOPROTEROZÓICO
 COMPLEXO MANTIQUEIRA
INTRUSIVAS DE POSICIONAMENTO DUVIDOSO
: predomina areia fina a grossa com algum cascalho subordinado.
: composto de níveis de areia grossa até fina com níveis lenticulares de seixos 
arrendondados. Níveis delgados de argila e silte.
 Hornblenda granito fino a médio, cinza, localmente porfirítico.
 Biotita-muscovita granito leucocrático de granulação grossa, localmente 
porfirítico.
(hornblenda)-biotita granito cinza, fino a grosso, localmente porfiroblástico, 
foliado a discretamente gnaissificado, com xenólito de biotita-anfibólio xisto.
: hornblenda-biotita tonalito com allanita, isotrópico a gnaissóide, caracteristicamente 
com abundância de autólitos máficos.
: hornblenda-biotita tonalito com allanita, isotrópico a gnaissóide. Abundantes 
enclaves de xistos aluminosos e de rocha calcissilicática.
: hornblenda-biotita granitóide cinza de composição monzogranítica/ 
granodiorítica, milonítico; muito subordinadamente, enderbito e opdalito.
: (granada)-(cordierita)-(sillimanita)-biotita xisto e gnaisse, lentes de rocha 
calcissilicática e bancos de mármore branco azulado. Abundantes veios pegmatóides com turmalina 
preta.
quartzo-mica xisto cinza a pardo contendo, localmente, muita 
granada e estaurolita. Abundantes veios pegmatíticos produtores de gemas.
 
Hornblenda-biotita gnaisse cinza bandado e migmatítico, localmente muito feldspático. Lentes de rocha 
calcissilicática e boudins de anfibolito. Intercalações de mica xisto e de quartzito grosso protomilonítico a 
milonítico (qt).
gr - Biotita granito cinza, fino a médio, localmente porfirítico, em diques aproximadamente 
concordantes.
af - Diques de anfibolito cinza escuro a esverdeado, fino, discordantes, cortados por veios 
pegmatoides.
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Terraços Aluvionares
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Granito Ibituruna
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Granodiorito Palmital
GRANITOS TARDI- A PÓS-TECTÔNICOS
FORMAÇÕES SUPERFICIAIS
FAIXA MÓVEL
DOMÍNIO OCIDENTAL
GRANITOS SIN- A TARDITECTÔNICOS
GRANITOS PRÉ- A SIN- TECTÔNICOS
GRUPO RIO DOCE
SUITE INTRUSIVA GALILÉIA
COMPLEXO MANTIQUEIRA
Tonalito Galiléia Tonalito São
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Granito Baixa
do Bugre
Formação Tumiritinga Formação São Tomé
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APm
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ESTRATIGRAFIA
GEOLOGIA ESTRUTURAL
RECURSOS MINERAIS
BIBLIOGRAFIA
Complexo Mantiqueira :
Formação Tumiritinga: 
Formação São Tomé : 
Tonalito Derribadinha : 
Granito Baixa do Bugre: 
Tonalito Galiléia 
Tonalito São Vítor: 
Granodiorito Palmital:
Granito Ibituruna: 
Terraços Aluvionares: 
Aluvião: 
Domínio Ocidental: 
Domínio Oriental: 
Domínio Galiléia: 
Precambrian Research, 77:1-15. 1996.
 Distribui-se em uma faixa de direção NS, cortada nessa direção pela BR-116, adentrando as folhas vizinhas. 
Suas melhores exposições estão localizadas nas diversas pedreiras, onde estas rochas são explotadas comercialmente parabrita, e nos 
cortes de estrada ao longo da BR-116 e BR-259/381. As relações de contato com os xistos e gnaisses da Formação Tumiritinga e com os 
gnaisses e enderbitos que compõem o Tonalito Derribadinha são por falha de empurrão. Com o Tonalito São Vítor o contato é brusco e 
mascarado pela injeção de abundantes veios pegmatóides. É brusco também com os Granitos Baixa do Bugre e Ibituruna. Constitui-se de 
gnaisses migmatíticos geralmente bandados, com bandas máficas cinza a esverdeadas e bandas félsicas esbranquiçadas, de espessuras 
centimétricas a decimétricas e granulação média a grossa. Observam-se intercalações concordantes de anfibolito, geralmente boudinados 
e rompidos, e de corpos lenticulares de rocha calcissilicática verde a verde-claro, de granulação média a grossa, geralmente epidotizada. 
Principalmente a oeste da BR-116, ocorrem corpos de mica xisto associado a quartzito (qt) feldspático grosso, sacaroidal, milonítico, 
localmente com prováveis estruturas sedimentares (estratificações cruzada e gradacional) e intercalações de lentes argilosas. 
Microscopicamente são biotita-hornblenda gnaisses com allanita e granada ocasional; têm composição tonalítica a granítica, textura 
granolepidoblástica e estrutura protomilonítica a milonítica, com abundantes de quartzo. Localmente observam-se texturas ígneas 
preservadas. Estas rochas foram metamorfisadas na fácies anfibolito a granulito e apresentam-se fortemente tectonizadas. Datação Rb/Sr 
em rocha total, realizadas em tres amostras coletadas em pedreira na BR-116, a sul de Mathias Lobato, resultou em uma isócrona Rb/Sr de 
560 15Ma. (Ri=0,7113).
Ocupa a área central da folha, estendendo-se além de seus limites N e S. As melhores exposições das litologias 
desta unidade estão em cortes ao longo da EFVM e de pequeno trecho da BR-259/381, nas imediações do rio Suaçuí Grande. Bons 
afloramentos ocorrem isoladamente por toda a unidade. O contato com o Tonalito São Vítor é marcado por intenso aporte de mobilizados 
quartzo-feldspáticos que vão diminuindo quando se afasta do tonalito; com o Tonalito Galiléia é brusco. Nessa formação predominam biotita 
xistos e gnaisses, localmente com granada e muscovita, cinza escuro a prateados, com intercalações de biotita-quartzo xisto cinza-claro de 
granulação muito fina. Em alguns locais nota-se expressivo bandamento, com níveis mais quartzosos e níveis mais micáceos, com nítida 
estrutura turbidítica. Estão intensamente dobrados e contêm abundantes veios quartzo-feldspáticos concordantes, boudinados e rompidos. 
Ao microscópio foram caracterizados como xistos e gnaisses aluminosos (contendo sillimanita, cordierita e granada), com texturas 
lepidogranoblástica a granolepidoblástica fina. A associação mineral KF+sill+gra, verificada em parte das lâminas, indica temperatura 
mínima de formação de 650 C e pressão ao redor de 3 Kbar, em se considerando um protólito pelítico, caracterizando metamorfismo da 
fácies anfibolito alto. Rocha calcissilicática ocorre desde lentes centimétricas até bancos com espessura superior a 5 metros. Em uma faixa 
que bordeja a margem leste do rio Suaçuí Grande e outra a sudoeste de Alto de Santa Helena, observam-se intercalações de bancos 
centimétricos a métricos, geralmente lenticulares, de mármore esbranquiçado a azulado. A oeste da ponte sobre o rio Suaçuí Grande, na 
BR-259/381, afloram vários corpos estratóides de granito fino cinza-claro, com espessuras de 10 centímetros até 2 metros. Veios 
pegmatíticos discordantes atingem até 20 metros de espessura. Alguns sofreram processo de desmonte na procura de pedras coradas, 
mostrando-se estéreis e sendo utilizados, atualmente, no encascalhamento das estradas.
Abrange pequenas e estreitas faixas ao longo do limite oriental da folha, pouco mais expressivas apenas na região 
de Galiléia. As melhores exposições estão ao longo da estrada para a fazenda Laranjeiras (de Antônio Jackson) e ao longo do córrego São 
Tomé, onde estão os afloramentos que deram nome à formação. Os contatos com as rochas do Tonalito Galiléia, Tonalito São Vítor e do 
Granodiorito Palmital são bruscos, geralmente verticalizados e mascarados por veios pegmatóides concordantes na zona de contato. A 
Formação São Tomé é a encaixante dos pegmatitos mais importantes da região. Nesta folha foi individualizada apenas a unidade mais 
pelítica, com areia fina e sem quartzito (Unidade 3). Constitui-se de quartzo-muscovita-biotita xisto fino cinza a pardo, com granada e 
estaurolita, geralmente bandado, raramente gnaissóide, com níveis mais quartzosos e níveis mais micáceos sugerindo seqüência 
turbidítica. Nos planos de foliação são comuns cristais aciculares milimétricos de turmalina verde. Estaurolita ocorre em cristais prismáticos 
de até 6cm de comprimento, que deformam a foliação. Também ocorrem lentes de rocha calcissilicática cinza esverdeada, sempre 
concordantes. As rochas xistosas desta formação são similares às da Formação Tumiritinga, em grau metamórfico mais baixo.
Ocorre como um corpo alongado na região de São Geraldo de Tumiritinga, a SE de Governador Valadares. Boas 
exposições podem ser vistas na Pedreira Rolim (BR-116) e na Pedreira do Maxixeiro (BR-259/381), além de um pequeno trecho da EFVM 
nas proximidades de Derribadinha e nos arredores de São Geraldo de Tumiritinga. O contato com as rochas do Complexo Mantiqueira é 
. Com o Tonalito São Vítor, o contato é brusco, mas de difícil visualização. A norte este tonalito está cavalgado pelos xistos 
da Fm. Tumiritinga. O Tonalito Derribadinha tem composição granítica a tonalítica a ortoclásio-hornblenda-biotita; é cinza-claro, de 
granulação grossa, protomilonítico a milonítico, geralmente com restos de gnaisse migmatítico, lentes de calcissilicática e faixas 
esfarrapadas de anfibolito. Pode apresentar caráter peraluminoso (contaminação), com presença de sillimanita + granada. Em muitos 
locais transiciona para rocha enderbítica. A passagem de um tipo para o outro é observada no campo apenas pela mudança de cor. Em 
estudo microscópico predominou biotita granito/granodiorito, com hornblenda e allanita acessórios, textura granolepidoblástica a 
granonematoblástica, às vezes obliterada por processos de cominuição e recristalização dinâmica, estrutura protomilonítica a milonítica, 
sendo constante a presença de "ribbons" de quartzo. As porções verde-escuras foram classificadas microscopicamente como enderbito, 
opdalito e hiperstênio diorito, com textura nematoblástica a hipidiomórfica.
Aflora como um pequeno corpo de forma arredondada no canto noroeste da folha. O contato com os gnaisses do 
Complexo Mantiqueira não foi observado. Trata-se de granitóide foliado a discretamente gnaissificado, cinza a esverdeado, de granulação 
fina a grossa, constituído de quartzo, feldspato, biotita, com anfibólio subordinado. Mostra feldspatos dispersos, que atingem até 3 
centímetros de comprimento. Foi observado um enclave de biotita-anfibólio gnaisse xistoso cinza-escuro.
: Ocorre na porção SE da folha, envolvendo a cidade de Galiléia e o distrito de Sapucaia do Norte, estendendo-se para E e 
S. As exposições mais significativas podem ser vistas ao longo da BR-259, entre Santa Cruz e Galiléia. O contato com o Tonalito São Vítor 
parece transicional e suas rochas têm similaridades petrográficas. Nas proximidades do contato foi observada, localmente, uma rocha 
granítica esbranquiçada com cristais de feldspato de até 5 centímetros de comprimento. Com os xistos da Fm. Tumiritinga o contato é 
brusco, bem como com os xistos da Fm. São Tomé. Compreende hornblenda-biotita gnaisse tonalítico de cor cinza claro, granulação média 
a grossa e foliação pouco perceptível, localmente com esfoliação esferoidal. Tem como característica abundância de autólitos máficos de 
composição diorítica, em forma elíptica a estirada, sempre alinhados segundo a foliação da rocha, podendo conter granada e megacristais 
de feldspato. Os autólitos são mais abundantes na periferia do maciço. Em lâmina observam-se rochasde composição tonalítica a granítica 
e granodiorítica, com quartzo, plagioclásio, microclina e ortoclásio, biotita, hornblenda, titanita e granada. Allanita é comum. Os autólitos 
têm composição diorítica, textura lepidonematoblástica fina a média e eventuais cristais de plagioclásio tabulares e zonados.
Aflora de forma ameboidal na porção E da folha, em diversos corpos de dimensões variadas. Boas exposições podem 
ser vistas ao longo da BR-259/381 entre o rio Suaçuí Grande e São Vítor, e BR-381 entre São Vítor e Central de Santa Helena, além de 
diversos outros locais isolados, como na cabeceira do ribeirão Santa Helena. O contato com as outras unidades está sempre mascarado por 
grande quantidade de veios pegmatóides, exceto com o Tonalito Derribadinha e rochas do Complexo Mantiqueira, onde é brusco. Com os 
xistos da Fm. Tumiritinga parece ser ora brusco ora transicional. É transicional com o Tonalito Galiléia. São gnaisses granitóides 
constituídos de granada, hornblenda e biotita, de cor cinza a cinza claro e granulação média a grossa. São pouco a bem orientados, 
ocasionalmente isotrópicos. Raramente são protomiloníticos a miloníticos. Petrograficamente apresentam composição tonalítica a 
granodiorítica e têm textura granular hipidiomórfica a granonematoblástica. Localmente verifica-se a presença de cristais ripiformes e por 
vezes antipertíticos de plagioclásio. Allanita ocorre em cristais dispersos ou associados à biotita ou hornblenda. Observam-se abundantes 
xenólitos de xistos e gnaisses aluminosos, similares aos da Formação Tumiritinga, que ocorrem em faixas onduladas e de contatos nítidos 
a difusos, "fantasmas" biotíticos, geralmente acompanhados ou envolvidos por veios pegmatóides. Também são observadas lentes de 
rocha calcissilicática milimétricamente bandada. Datação Rb-Sr em rocha total, realizada pelo Projeto Radambrasil (1987) em 2 amostras 
coletadas na BR-259/381, próximo à entrada da fazenda Barro Azul, resultou em uma isócrona Rb/Sr de 650 Ma. (Ri=0,712).
 Ocorre como um corpo pequeno no canto SE da folha. As únicas exposições estão ao longo do córrego São Tomé, 
a leste de Galiléia. O contato com os xistos da Formação São Tomé é brusco. Os abundantes pegmatitos produtores de gemas e mica, 
encaixados na Formação São Tomé, no extremo SE da folha, podem estar associados à intrusão deste granodiorito. É uma rocha 
homogênea, de cor esbranquiçada, isotrópica a pouco foliada, de composição granodiorítica, textura granular hipidiomórfica média a 
grossa, localmente porfirítica, composta de quartzo, feldspato, pouca muscovita e biotita, e rara granada. Localmente observa-se um 
alinhamento muito discreto das palhetas de micas.
Ocorre como um corpo arredondado em Governador Valadares, conformando o Pico do Ibituruna, e alongado na serra 
do Paiol, a leste de Frei Inocêncio. Boas exposições podem ser vistas na estrada de acesso ao pico pelo lado norte. No topo também podem 
ser observados ótimos afloramentos. Na serra do Paiol os bons afloramentos estão no topo, onde só se chega à pé. O contato com as 
rochas encaixantes é brusco. É um (hornblenda)-biotita granito a sienogranito cinza-claro a róseo, fino a médio, de textura granoblástica, 
com fluorita e allanita. Pirita geralmente ocorre disseminada. Em alguns locais observa-se discreta orientação dos máficos, que podem 
chegar a se exibir como estreitas zonas biotíticas fortemente orientadas. Na encosta do Pico do Ibituruna, em direção ao topo e logo após a 
torre de rádio da EMBRATEL, ocorre dique de granito fino, cinza-claro, com pequenos xenólitos biotíticos. Diques de granito, como 
observados na BR-259/381 a norte de Derribadinha e na BR-259, na subida da serra a SW de Central de Santa Helena, mostram a mesma 
composição e uma estruturação semelhante à do Granito Ibituruna. 
Apresentam significativa distribuição, ocorrendo em praticamente todas as drenagens. A melhor exposição pode 
ser observada na estrada Governador Valadares - Tumiritinga, em afluente do córrego do Prata cortado pela estrada, a cerca de 1,5 km a 
oeste da ponte sobre o rio Batatas. Ao longo do rio Suaçuí Grande também são vistas boas exposições, mas em locais de acesso mais 
difícil. Estes depósitos têm até 5 metros de espessura, são constituídos principalmente de areia fina até grossa, com palhetas dispersas de 
muscovita e intercalações de finos níveis de seixos arredondados, de silte e de argila. Os níveis de seixos geralmente mostram morfologia 
lenticular. Localmente observa-se uma sucessão de níveis argilosos cinza, níveis arenosos e níveis de grânulos, estes quase sempre no 
topo do ciclo que, em alguns intervalos, está invertido. Pode-se verificar a presença de estratificação cruzada acanalada em alguns locais.
Têm ocorrência muito localizada, restringindo-se aos rios de maior expressão, como Doce e Suaçuí Grande. Boas exposições 
podem ser vistas no leito do ribeirão Santa Helena, da ponte da BR-259/381, próximo a São Vítor, e ao longo do rio Doce. Em drenagens de 
menor porte, podem ser observados pequenos depósitos no fundo das calhas, na época de seca. Compõem-se de areia fina até grossa, 
com seixos pequenos a grandes, arredondados a angulosos. Provém do retrabalhamento dos terraços mais antigos, que estão sendo 
erodidos devido a processo de rejuvenescimento/mudança de nível de base da bacia do rio Doce e do intemperismo físico sobre as rochas 
regionais.
A área em estudo situa-se no Cinturão Araçuaí, que bordeja o Craton São Francisco a leste. As estruturas planares mais expressivas são 
os empurrões de mergulho fraco para leste e vergência para oeste, que colocam escamas do embasamento cristalino (Complexo 
Mantiqueira) em alternância com unidades metassedimentares altamente deformadas (formações Tumiritinga e São Tomé), que 
funcionaram como zonas de descolamento durante a deformação. Segundo Cunningham et al. (1996) estes cavalgamentos são de idade 
brasiliana (650-450Ma.), pois afetaram o Tonalito Galiléia, deixando preservadas estruturas mais antigas de provável idade 
transamazônica. A deformação que afetou as rochas da região, principalmente os empurrões de E para W, dispôs lado a lado escamas de 
embasamento rígido e unidades metassedimentares que, para efeito descritivo foram separadas em domínio ocidental e oriental, 
respectivamente. A Suíte Galiléia é tratada a parte.
Corresponde ao Complexo Mantiqueira, sendo caracterizado por um bandamento gnaissico bastante homogêneo, 
com foliações médias em torno de N03E/15SE. As lineações de estiramento mineral, com atitudes principais em torno de S70E/14, e uma 
segunda concentração de valores em torno de N80E/19, atestam os empurrões verificados na área. Os dobramentos maiores são 
observados apenas localmente, como suaves ondulações do bandamento, com eixo médio em torno de N03W/15. Dobras isoclinais de 
escala centimétrica e restos de dobras intrafoliais rompidas são vistas principalmente nas paredes das pedreiras, indicando uma 
deformação anterior ao bandamento. Parece ter havido uma migmatização antes da transposição, com injeções graníticas sin a tardi-
tectônicas. Zonas de cisalhamento dúctil são comuns e distribuem-se por toda a unidade. Falhamentos e fraturamentos de grande escala só 
localmente são observados em afloramentos, sendo bastante conspícuos em imagens de satélite.
Está cavalgado sobre o domínio ocidental e compreende as seqüências metassedimentares intensamente dobradas e 
fortemente cisalhadas da Formação Tumiritinga, que teve boa parte de sua área de ocorrência afetada pelo Tonalito São Vítor, e Formação 
São Tomé, sua correlata. Indicadores cinemáticos, tais como caudas assimétricas de feldspato e granada e assimétricos em veios 
quartzo-feldspáticos, além de estruturas tipo S/C, apontam empurrões com vergência para oeste. A foliação é concordante com o restante 
da área, tendo atitude média de N05W/22NE. As lineações de estiramento mineral são aproximadamente paralelas ao mergulho da 
foliação, tendo atitude média de S87E/27. O dobramento nestesxistos é bastante intenso, com dobras fechadas de eixo normalmente 
paralelo às lineações de estiramento (N84E/31) e dobras abertas marcadas por suaves ondulações da foliação, de eixos aproximadamente 
norte-sul.
Compreende a Suíte Galiléia, que apresenta rochas pouco deformadas a isotrópicas. Observa-se apenas uma foliação 
muito discreta de atitude variável que, localmente, torna-se mais desenvolvida e é acompanhada pelo alinhamento paralelo de autólitos 
máficos estirados. Veios pegmatóides encontram-se falhados. Localmente, zonas de cisalhamento sub-horizontais afetam as rochas desta 
unidade, cortando, também, veios de quartzo nela encaixados.
Os principais bens minerais explotados na região de Governador Valadares estão relacionados aos materiais de construção. Esta cidade 
(250 mil habitantes) é servida por duas pedreiras principais (Pedreiras Cimcop e Rolim), que produzem, conjuntamente, 90.000 m /ano de 
brita, suprindo cerca de 90% da demanda estimada. As pedreiras de Governador Valadares operam em hornblenda-biotita gnaisse, 
aparentemente sem restrições à qualidade da brita. Areia de boa qualidade é extraída no leito do rio Doce, principalmente por dragagem. A 
argila utilizada na região é de várzea, com qualidade adequada para fabricação de tijolos e telhas. A região de Governador Valadares 
produz tijolos, lajotas e telhas suficientes para seu consumo, com excedente para distribuição para outras localidades. Ao todo foram 
produzidos (1996) cerca de 25 mil milheiros/ano de tijolos e lajotas em Governador Valadares, 25 mil milheiros em Tumiritinga e 18 mil 
milheiros em Galiléia, com um excedente de 50% sobre o consumo regional estimado. A produção de telha colonial é de 12 mil milheiros/ano 
(Cerâmica Ibituruna), com um excedente de 25%, que é vendido fora. Feldspato: a usina de beneficiamento em Governador Valadares 
(PROMINEX) com capacidade instalada para classificar, processar e moer até 60 mil ton/ano de feldspato para as indústrias de vidro e 
cerâmica, opera atualmente com cerca da metade desta capacidade, comprando feldspato bruto de garimpeiros da região. Pedras coradas: 
são extraídas em pegmatitos da região de Galiléia, no local denominado Lavra do Batista. Já produziu água-marinha, columbita e turmalina, 
mas atualmente só está extraindo minerais para coleção.
BRASIL. Secretaria de Planejamento e Coordenação da Presidência da República. Projeto RADAMBRASIL, Folha SE.24 - Rio Doce; 
geologia. Rio de Janeiro:FIBGE, 1987, p. 1 - 172, il. mapas (Levantamento de Recursos Naturais, 34).
CUNNINGHAM, W. D.; MARSHAK, S.; ALKMIM, F. F. - Structural style of basin inversion at mid-crustal levels: two transsects in the internal 
zone of the Brasiliano Araçuai Belt, Minas Gerais, Brazil. 
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18º30'
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42º00'
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43º00'
18º00' 18º00'
18º30'
19º00'
19º30' 19º30'
ATALÉIA
SE.24-Y-A-II
ITAMBACURI
SE.24-Y-A-I
SANTA MARIA
DO SUAÇUÍ
SE.23-Z-B-III
MARILAC
SE.23-Z-B-VI
DOM CAVATI
SE.23-Z-D-III
ITANHOMI
SE.24-Y-C-I
GOVERNADOR
VALADARES
SE.24-Y-A-IV
ITABIRINHA DE 
MANTENA
SE.24-Y-A-V
CONSELHEIRO 
PENA
SE.24-Y-C-II
Base planimétrica gerada a partir da digitalização da 
folha SE.23-Y-A-IV, Governador Valadares, escala 
1:100.000, 1980, da FIBGE. Atualização efetuada 
com base em dados de campo fornecidos pelas 
equipes técnicas da CPRM.
Editoração cartográfica executada na GERIDE/ 
CPRM/BH, sob a supervisão geral do Gerente de 
Relações Institucionais e Desenvolvimento-GERIDE, 
geólogo Nelson Baptista de O. Resende Costa, com a 
coordenação da geógrafa Rosângela G. Bastos de 
Souza.
Digitalização: Terezinha I. de Carvalho Pereira/CPRM 
e SIGeo/UFV.
Editoração e arte-final: ANDINA - Serviços de 
Informática e Elizabeth de Almeida Cadête Costa.
Revisão da arte-final: geólogo Wilson Luís Féboli e 
Elizabeth de Almeida Cadête Costa.
Autor: Geólogo
Projeto integrante do Programa Levantamentos 
Geológicos Básicos do Brasil - PLGB, que é executado 
pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil, através de 
suas Unidades Regionais sob a coordenação do 
Departamento de Geologia- DEGEO, chefiado pelo 
geólogo Sabino Orlando C. Loguércio. Este Projeto foi 
executado na Superintendência Regional de Belo 
Horizonte- SUREG/BH, em convênio com a Secretaria 
de Minas e Energia do Governo do Estado de Minas 
Gerais- SEME e Companhia Mineradora de Minas 
Gerais- COMIG, sob a coordenação regional do 
Gerente de Geologia e Recursos Minerais- GEREMI, 
geólogo Claiton Piva Pinto e a coordenação nacional 
do geólogo Inácio de Medeiros Delgado, da Divisão de 
Geologia Básica- DIGEOB.
Representantes no Projeto: SEME - José F. Coura
 COMIG - Marcelo A. Nassif
 CPRM - Claiton Piva Pinto
 WILSON LUÍS FÉBOLI
Supervisor: Geólogo João Bosco Viana Drumond.
FOLHA SE.23-Y-A-IV - GOVERNADOR VALADARES
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA 
SECRETARIA DE MINAS E METALURGIA
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SECRETARIA DE MINAS E ENERGIA
COMPANHIA MINERADORA DE MINAS GERAIS PROGRAMA LEVANTAMENTOS GEOLÓGICOS BÁSICOS DO BRASIL
CARTA GEOLÓGICA - ESCALA 1:100.000 - ANEXO I
ARTICULAÇÃO DA FOLHAARTICULAÇÃO DA FOLHA
CARTA GEOLÓGICA
Folha SE.23-Y-A-IV - GOVERNADOR VALADARES
Escala 1:100.000 - CPRM - 1996
ESCALA 1: 100.000
A CPRM agradece a gentileza de comunicação de falhas
 ou omissões verificadas nesta Folha.
PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR
DATUM VERTICAL: Marégrafo de Imbituba - Santa Catarina
DATUM HORIZONTAL:SAD-69
Origem da quilometragem UTM: “Equador e Meridiano 39º W.Gr.”, 
acrescidas as constantes: 10.000km e 500km, respectivamente.
LOCALIZAÇÃO DA FOLHA NO ESTADO
42º48º
16º
20º
RJ
SP
MS
BA
ES
GO
DF
LOCALIZAÇÃO DO PROJETO LESTE-MG - ETAPA I EM RELAÇÃO
À FAIXA ARAÇUAI E DEMAIS ELEMENTOS GEOTECTÔNICOS
 
46º 44º 42º 40º
20º
18º
16º
14º
12º
10º
Coberturas fanerozóicas
Coberturas proterozóicas
Grupo Bambuí
Granitóides brasilianos
Metassedimentos de médio 
e alto grau, brasilianos
Áreas transamazônicas com 
rejuvenescimento brasiliano
Áreas cratônicas, em parte 
retrabalhadas no Brasiliano
BELO 
HORIZONTE VITÓRIA
SALVADOR
FA
IX
A
 
C
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D
O
 
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A
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U
A
Í
Modificado de Almeida . (1978), Schobbenhaus . (1984), Delgado e Pedreira (1995).et al et al
A
B
C
A
B
C
 -
 - 
 
 
Núcleo Antigo 
de Guanhães
Faixa Móvel 
Domínio Ocidental
Faixa Móvel 
Domínio Oriental
 - 
LOCALIZAÇÃO DA FOLHA EM RELAÇÃO AOS DOMÍNIOS 
TECTÔNICOS DEFINIDOS NO PROJETO LESTE - MG - ETAPA I
0 42 6km2
Reimpressão 2000
PROJETO LESTE
 SINOPSE GEOLÓGICA
INTRODUÇÃO
O Projeto Leste ocupa a região entre os paralelos 16º S e 20º S, desde a Serra do Espinhaço à divisa com os estados do Espí-
rito Santo e Bahia. Situa-se na Faixa Móvel neoproterozóica Araçuaí. Na área do Projeto, o cinturão foi dividido, com base em critérios 
petrológicos, estruturais e metamórficos, nos domínios: Núcleo Antigo Retrabalhado de Guanhães e Faixa Móvel Ocidental e Oriental. 
Naquele núcleo afloram rochas do Paleoproterozóico/Arqueano representadas por ortognaisses, granitóides e seqüências vulcano-
sedimentares (anfibolito, formação ferrífera, quartzito e xisto). Nos domínios Oriental e Ocidental da Faixa Móvel, estão representadas 
rochas ortognáissicas paleoproterozóicas/arqueanas (gnaisses TTG) retrabalhadas, e rochas neoproterozóicas (xistos e gnaisses 
paraderivados), granitos meta e peraluminosos pré- a tarditectônicos, brasilianos. Granitos pós-tectônicos ocorrem nesses domínios, em 
corpos alinhados aproximadamente segundo N-S. Nessa primeira etapa do projeto foram mapeadas 12 folhas na escala 1:100.000 e 
cadastrados 614 jazimentos minerais, dos quais 133 derochas e minerais industriais e 481 de gemas em pegmatitos ou em depósitos 
secundários.
CONVENÇÕES GEOLÓGICAS
 
Contato aproximado
Falha contracional (empurrão/reversa) aproximada
Fratura
Falha ou zona de cisalhamento aproximada
Zona de cisalhamento
Lineamentos estruturais: traços de superfícies “S”
Acamadamento com mergulho medido
Foliação com mergulho medido
Foliação vertical
Foliação milonítica com mergulho medido
Foliação milonítica vertical
Drenagem Área urbana Estrada pavimentadaEstrada sem pavimentação
CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS
45
65
45
Contato definido
30
30
45
Lineação mineral com caimento medido
Lineação de estiramento com caimento medido
Lineação B com caimento medido
a - areia para construção; ab - albita; ac - argila para 
cerâmica; ama - água marinha; be - berilo; br - brita; 
cb - columbita; fd - feldspato; ma - 
mármore; mu - muscovita; pc - pedra para construção; 
pg - pegmatito; pl -pedra de talhe ou paralelepípedo; 
qz - quartzo; qzr - quartzo róseo; tu - 
turmalina. 
OCORRÊNCIA MINERAL/SUBSTÂNCIA:
gr - granito; 
sb - saibro; 
Afloramento descrito
Ocorrência mineral
 Lavra rudimentar/garimpo ativo
 Lavra rudimentar/garimpo paralisado
Mina em atividade
Mina paralisada
OCORRÊNCIA PONTUAL:
gr - granito pg - pegmatito af - anfibolito
enb - enderbito ma - mármore
Estrada de ferroAeroporto Morro

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