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Farmacologia Aplicada Turma 106 Letícia Iglesias Jejesky 1 Penicilinas Cepas de Staphylococcus Um fungo que contaminava as culturas causava lise das bactérias presentes. Fungo do gênero Penicillium. Uma década depois a penicilina foi desenvolvida como agente terapêutico na universidade de Oxford. 1940 o material produzia efeito terapêutico em infecções estreptocócicas. 1941 Estudos Clínicos em infecções por Estrepto e Estafilococos – bactérias gram positivas Penicilina tinha pureza de apenas 10%, eram necessárias grandes quantidades extraídas das colônias fúngicas ou da urina de pacientes tratados – a penicilina é um fármaco inerte, ou seja, não sofre nenhum processo de biotransformação, ela sai pela urina exatamente com a mesma molécula e na mesma quantidade. 1942 122 milhões de unidades produzidas nos EUA e Ensaios clínicos em Yale e Mayo Clinic. 1943 adotada para todos os serviços médicos das Forças Armadas dos EUA. 1950 Fermentação profunda no processo de fabricação 200 trilhões de unidades produzidas Relembrando... a pele humana é colonizada por Estafilococos, o problema acontece quando essas bactérias colonizam outros tecidos e geram infecções. Beta Lactâmicos As penicilinas fazem parte de um grande grupo que possui outras três classes de antibióticos – os beta lactâmicos, que têm em comum uma estrutura cíclica chamada anel beta lactâmico. A penicilina pode ser obtida de duas formas: Pelo extrato fúngico: sendo assim chamada de penicilina natural. Essas penicilinas são nominadas por letras. A única que ainda mantem atividade adequada e é utilizada é a Penicilina G (Benzilpenicilina). Por meio de maneiras semissintéticas: o núcleo é o da Penicilina G, o anel beta lactâmico é o mesmo e as cadeias laterais são modificadas – tem na imagem abaixo. Exemplo: amoxicilina, piperacilina, ticarcilina, ampicilina, etc. Penicilina Natural Penicilina G ou Benzilpenicilina Mais ativa, única penicilina natural utilizada clinicamente. Modificações nas cadeias laterais “R” Penicilinas semissintéticas Penicilina G benzatina (Benzetacil) é uma penicilina natural. Por via intravenosa Penicilina G cristalina é uma penicilina natural. Por via oral Penicilina B ela nada mais é do que a Penicilina G na sua forma de apresentação viável para ser administrada por via oral quase não é usada, pois outras opções possuem maior biodisponibilidade. Sistemas de Unidades de Penicilina Penicilina G é expressa em Unidades 1 mg de penicilina G sódica equivale a 1.667 unidades 1 mg de penicilina G potássica equivale a 1.595 unidades A dose e a potência das penicilinas semissintéticas são expressas em unidades de peso (mg). O que precisamos saber é que a penicilina natural é prescrita em Unidade. Farmacologia Aplicada Turma 106 Letícia Iglesias Jejesky 2 Mecanismo de Ação São antibióticos bactericidas. Inibem a síntese dos Peptidoglicanos da parede celular das bactérias Afetam a atividade das transpeptidases PLPs afetam outros mecanismos além da atividade das transpeptidases que sintetizam o peptidoglicano. Manutenção do formato da bactéria. Formação do septo na replicação bacteriana. A penicilinas matam a bactéria por meio da destruição da parede celular. Os beta-lactâmicos fazer isso de forma indireta. Para entender como eles realizam essa atividade é preciso relembrar a estrutura das bactérias. Gram positivas: sua parede celular é uma grande camada formada por uma molécula denominada peptidoglicano, depois elas possuem uma membrana única lipopolissacarídica, chamada membrana celular interna. Gram negativos: se diferem por terem uma membrana lipopolissacarídica externa, depois uma camada fina de peptidoglicano e na sequência uma segunda membrana lipopolissacarídica, chamada membrana celular interna. O sítio de ação dos antibióticos beta-lactâmicos é uma proteína presente na membrana interna das bactérias gram positiva e gram negativo, chamada de proteína ligadora da penicilina (PLP/PBP). Quando o antibiótico se liga na PBP, ele faz inibição de enzimas denominadas transpeptidases que realizam a transpeptidação do peptidoglicano, ou seja, ancora as moléculas do peptidoglicano umas nas outras. Quando o peptidoglicano não é ligado a outro, a bactéria tem a sua parede celular rompida e morre por lise. O mecanismo de ação tem 4 etapas: 1. Ligação do antibiótico na PBP 2. Inibição de enzimas transpeptidases 3. Impedir a transpeptidação das moléculas de peptidoglicano. 4. Rompimento da parede celular e morte da bactéria Observação: alguns antibióticos agem de forma direta na parede celular e geram o seu rompimento. Exemplo: vancomicina. A penicilina causa lise da parede celular de forma indireta por meio da ligação com a PBP. Farmacologia Aplicada Turma 106 Letícia Iglesias Jejesky 3 O sítio de ligação dos antibióticos beta-lactâmicos está na membrana interna. Considerando a estrutura das bactérias gram positivas e gram negativas, em qual grupo é mais fácil para o antibiótico atingir o sítio de ligação? Nas gram positivas, pois ela não possui membrana externa. Para atingir a PBP no gram negativo, o antibiótico precisa atravessar a camada de lipopolissacarídeos da membrana externa – ele depende da presença de canais de porina/aquaporinas na membrana externa da bactéria gram negativa. Sendo assim, para que esse antibiótico atue no microrganismo gram negativo, ele precisa ser obrigatoriamente uma molécula pequena e solúvel em água. O mecanismo de ação continua sendo o mesmo, só que no gram-negativo o antibiótico tem dificuldade até chegar na PBP por conta da membrana externa formada por lipopolissacarídeos. Observação: a vancomicina é uma molécula muito grande, fazendo com que ela precise agir DIRETAMENTE no peptidoglicano. Por ser grande, ela só consegue atuar em gram positivas (o peptidoglicano está do lado de fora). No gram negativo a vancomicina não age porque o seu tamanho impossibilita que ela atravesse o canal de porinas. Mecanismos de Resistência Bacteriana Todas as bactérias que têm parede célula têm PLPs – com essa afirmação poderíamos pensar que todas as bactérias deveriam ser sensíveis à penicilina, mas isso não é verdadeiro, pois muitas bactérias são resistentes à penicilina. Os Beta lactâmicos são incapazes de destruir todas as bactérias PLPs com diferenças estruturais PLPs com afinidade diminuída (PLPs com alto peso molecular) Há recombinação homóloga entre genes de PLPs entre diferentes espécies bacterianas. Incapacidade do fármaco penetrar no seu local de ação (Gram-negativas, membrana externa de lipopolissacarídeos) Penetração por porinas (aquafílicos e pequenos). Ex Pseudomonas não tem porinas. Bombas de Efluxo ativo. Ex Pseudomonas aeruginosa e Neisseria Gonorrhoae Destruição enzimática Betalactamases Quais mecanismos de resistência a bactéria pode desenvolver para interferir na ação dos antibióticos? Destruição dos antibióticos – a bactéria passa a produzir enzimas que hidrolisam o anel beta- lactâmicos. Essas enzimas são as betalactamases – esse é o mecanismo de resistência mais comum. Modificar das PBP/PLP (sítio de ação) – fazendo com que o antibiótico não consiga se ligar no sítio de ação. A bactéria faz isso aumentando o peso molecular da PBP e o antibiótico não consegue mais se ligar. Impermeabilidade – a bactéria deixa de expressar ou modifica os canais de porinas e o antibiótico perde a capacidade de atravessar a membrana externa. Esse mecanismo é exclusivo de bactérias gram negativos. Esse é um mecanismo de resistência que faz com que as bactérias se tornem resistentes a todos os antibióticos, exceto a classe das polimixinas, que agemcomo detergentes e destroem a camada lipopolissacarídica. Bomba de efluxo – não é muito importante para beta-lactâmicos, já que esses antibióticos não precisam ir para o interior da bactéria para atuar. O seu sítio de ação é uma proteína de membrana. Farmacologia Aplicada Turma 106 Letícia Iglesias Jejesky 4 Betalactamases Hidrolisam os ATB betalactâmicos 4 grupos de A a D Classe A ou Betalactamase de espectro ampliado (ESBL) degradam penicilinas, cefalosporinas e alguns carbapenêmicos (KPC) – uma bactéria é ESBL+ significa que ela produz uma betalactamase de espectro ampliado. Classe B Destroem todos os carbapenêmicos, exceto aztreonam. Classe C Ativas contra cefalosporinas Classe D Degradam a cloxacilina. Inibidores de Betalactamases Clavulanato, Tazobactam e Sulbactam. Na prática as penicilinas, na maioria das vezes, são prescritas com inibidores de betalactamases. O que acontece quando usamos penicilina com inibidores da betalactamase? A betalactamase da bactéria se liga no inibidor da betalactamase e é inibida, permitindo com que a penicilina possa atuar nas PBP. Exemplos: amoxicilina + clavulanato, ticarcilina + clavulanato, ampicilina + sulbactam, piperacilina + tazobactam. Estafilos de importância clínicia: S. aureus, S. epidermidis, etc. Estreptos de importância clínica: S. pyogenes, S. viridans, S. bovis, S. pneumoniae, S. agalactiae, etc. Gram- comunitários de importância clínica: E. coli, Salmonella, Shigella, Enterobacter, H. influenzae, Chlamydia, Mycoplasma, Neisserias, etc. Gram- hospitalares de importância clínica: Pseudomonas, Klebsiella, Acinetobacter, etc. A penicilina natural tem uma cobertura razoável somente para cocos gram+ que não sejam estafilo. 90% dos estafilococos são resistentes a penicilina G. Sendo assim, a penicilina G (a mais usada) cobre os estreptococos, principamente o pyogenes. É muito eficaz em casos de sífilis! A Treponema é uma das bactérias mais sensíveis à penicilina G. A meticilina é usada em laboratório para testar se o Estafilo tem ou não sensibilidade a ela e divide esse grupo de bactérias: Se o estafilo for resistente a meticilina, ele se chama MRSA. Se não for resistente a meticilina, ele é um estafilo sensível a meticilina. Ou seja, a meticilina serve como parâmetro laboratorial e para classificar as bactérias estafilos. Sensibilidade à meticilina na prática, prescrevemos a oxacilina. In vivo a oxacilina tem maior atividade do que a meticilina. A oxacilina amplia o espectro e cobre também estafilo, desde que ele seja sensível à meticilina. Aminopenicilinas = Amoxicilina e Ampicilina. Ampliam o espectro para cobrir as gram negativas, principalmente quando associadas a inibidores de betalactamase. Exemplo: amoxicilina + clavulanato, ampicilina + subactam. Fazem a cobertura também de gram negativos de origem comunitária. Penicilinas anti-pseudomonas = Ticarcilina e Piperacilina. Elas cobrem o grupo de gram negativos de origem hospitalar. Nenhuma penicilina cobre estafilo que seja MRSA! Em MRSA, utilizamos vancomicina. Atualmente, a penicilina G é eficaz para sífilis. Na neurossífilis o tratamento é penicilina G cristalina. É usada para infecções estreptocócicas – S. pyogenes – amigdalite, impetigo, febre reumática. Também usada para meningite, desde que seja meningite meningocócica. Quando um antibiótico cobre bactérias gram negativas comunitárias, ele também passa a ser capaz de tratar infecções do TGI e ITU. Vale lembrar que a primeira opção para tratar infecções no TGI e ITU são as quinolonas, porém, em pacientes gestantes e crianças até 10 anos as quinolonas não tem seu uso permitido e por isso utilizamos as aminopenicilinas (principalmente as associas aos inibidores de betalactamases). A piperacilina e ticarcilina são guardadas para situações de infecção adquirida no hospital (a partir de 48 horas de internação se o paciente começa a apresentar sinais de infecção consideramos que é hospitalar). Usado também em imunossuprimidos, paciente de home care, institucionalizados, etc. Farmacologia Aplicada Turma 106 Letícia Iglesias Jejesky 5 Classificação das Penicilinas Penicilina G e Penicilina V (oral) Ativos contra cocos Gram+. Facilmente hidrolisadas por penicilinases. Ineficazes contra S. aureus. Penicilinas Resistentes a Penicilinase: meticilina, nafxilina, oxacilina, cloxacilina e dicloxacilina. Tratamento de infecções por S. aureus e S. epidermidis não resistentes a meticilina. Aminopenicilinas: Amoxicilina e Ampicilina. Espectro ampliado para alguns Gram -. Haemophilus influenzae, E. coli e Proteus mirabilis. Administrado frequentemente associados a inibidores de betalactamase. Aminopenicilinas são muito usadas em infecções de vias aéreas superiores (otite, faringite, sinusite, amigdalite, mastoidite, etc). Anti-pseudomonas: Ticarcilina: Inferiores a ampicilina contra gram + e Listeria. Ampliada para cobrir espécies de Pseudomonas, Enterobacter e Proteus. Piperacilina: Ampliada para Pseudomonas, Enterobacter e outros Gram -. Mantém a atividade contra cocos Gram + e Listeria. Entendo a tabela... Penicilinas naturais: cobrem cocos gram+ (estreptos) e um coco gram– (que é o meningococo). Penicilinas resistentes a penicilinase (ou antiestafilococica): serve para infecções de estafilos, desde que sejam sensíveis à meticilina. Prescrevemos oxacilina. Aminopenicilinas: cobrem cocos + e – de origem comunitária. Não pega MRSA e nem gram– de origem hospitalar. Piperacilina e ticarcilina: cobre a maioria dos gram–, inclusive os de origem hospitalar. Farmacocinética Distribuem-se amplamente por todo o corpo após absorção. Menores concentrações na secreção prostática, líquor e intra-ocular. Concentração liquórica <1% da concentração sérica e 5% se meninges inflamadas. Rapidamente eliminadas por filtração glomerular e secreção tubular. Meia-vida de 30-90 minutos. É uma droga inerte, não sofrendo biotransformação. Se concentra bem em todos os líquidos corporais, exceto no líquor, nos olhos e na próstata. A única que pode ter concentração liquórica adequada é a penicilina G cristalina, mesmo assim ela é usada em uma dose quadruplicada. Dose e posologia não serão cobradas da prova. Não se justifica uso de penicilina para infecções intraoculares e infecções prostáticas. Liquórica somente penicilina G cristalina. Penicilina G e V G e V espectro semelhante. Exceto para Neisseria e anaeróbios (G é 5-10 vezes superior). Resistência crescente nos cocos gram+, inclusive Pneumoco. 90% das cepas de S. aureus resistentes. Gonococos resistentes. Meningococos maioria sensíveis. Maioria dos anaeróbios (Clostridium) sensíveis. Bacterioides fragilis resistente. Treponema é o microorganismo mais sensível a Penicilina G. Pen G é instável em meio ácido e Pen V é estável. Pen V atinge concentrações séricas de 2 a 5 vezes maior. Penicilina G Benzatina: combinação de amônio + penicilina. Absorção lenta e contínuo com concentrações com atividade antimicrobiana média de 26 dias. Penicilina cristalina ou aquosa: restrita ao uso endovenoso. Apresenta meia-vida curta (30 a 40 minutos), é eliminada do organismo rapidamente (cerca de 4 horas). Distribuí-se amplamente pelo organismo, alcançando concentrações terapêuticas em praticamente todos os Farmacologia Aplicada Turma 106 Letícia Iglesias Jejesky 6 tecidos. É a única benzilpenicilina que ultrapassa a barreira hemato-encefálica em concentrações terapêuticas, e mesmo assim, somente quando há inflamação. Penicilina G procaína: apenas para uso intramuscular. A associação com procaína retarda o pico máximo e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 12 horas. Não existe mais no mercado. Penicilina G benzatina: é uma penicilina de depósito, pouco hidrossolúvel, e seu uso é exclusivamente intramuscular. Os níveis séricos permanecem por 15 a 30 dias, dependentes da dose utilizada. Utilizada em situações de profilaxia. Possui absorção lenta que possibilita nível sérico baixo, mas contínuo. Penicilina V: apenas para uso oral. Os níveis séricos atingidos por esta preparação são 2 a 5 vezes maiores do que os obtidos com as penicilinas G. Quase não é usada. Indicações Infecções pneumocócicas – principalmente do trato respiratório Pneumonia Meningite – desde que seja meningocócica Infecções estreptocócicas (endocardite, celulite, faringite...) Infecções por anaeróbios. Exceto B. fragilis. Infecções meningocócicas. Sífilis – a doença melhor tratada por penicilina Difteria Actinomicoses Listerioses – gram+ de via aérea Usos profiláticos – pacientes com febre reumática. Aminopenicilinas Amoxicilina e Ampicilina Espectro para Gram+ (igual a penicilina) e alguns Gram-. Meningococo e Lysteria. Pneumococos, S. viridans e H. influenzae com resistência variável. Resistência crescente nos Gram- (E. coli, Proteus e Enterobacter) – quando formos usar para gram negativo, sempre devemos usar associado ao inibidor de betalactamase. Aumento do espectro, inclusive para anaeróbios, com associação a inibidores de betalactamase. Vantagem da amoxicilina é maior biodisponibilidade oral. Resistência a penicilinas naturais = resistência a aminopenicilinas. Amoxacilina pura só tem por via oral. Axomacilina venosa só tem associada com clavulanato. Indicações de aminopenicilinas IVAS – S. pyogenes e S. pneumoniae ITU – Ampicilina. E. coli (resistência) Salmonelose – Pode ser usado, mas não é 1ª linha. Meningite – não deve ser usado. A principal indicação são infecções de vias aéreas superiores. Ela é uma alternativa para infecções no TGI e ITU – principalmente em gestantes e crianças até 10 anos. Não deve ser usada para meningite porque não tem nível liquórico adequado. A única penicilina que tem nível liquórico adequado é a G cristalina. Farmacologia Aplicada Turma 106 Letícia Iglesias Jejesky 7 Entendendo a tabela... Oxacilina é uma droga exclusiva para administração por via venosa. Usada em infecções por estafilos sensíveis a meticilina – ou seja, os não MRSA. Ticarcilina e Piperacilina são drogas venosas usadas para infecções graves por bactérias gram negativas – infecções hospitalares, pacientes imunossuprimidos, pacientes institucionalizados, home care, etc. Inibidores de Betalactamases Ácido Clavulânico: inibidor “suicida”, liga- se irreversivelmente às betalactamases. É bem absorvido por via oral e também pode ser feito parenteral. Combinado com amoxicilina ou ticarcilina (aumenta o espectro da ticarcilina contra S. aureus, Gram- e anaeróbios incluindo B. fragilis). Sulbactam: Semelhante ao clavulanato. Combinado a ampicilina VO ou IV. Espectro para Gram+ (incluindo S. aureus), Gram- e anaeróbios. Tazobactam: Combinado com Piperacilina IV, fica com espectro semelhante a ticarcilina + clavulanato. Os inibidores de betalactamase funcionam como inibidores suicidas. Eles se ligam irreversivelmente nas betalactamases. Reações Adversas Reações de Hipersensibilidade 0,7 a 4% Causa mais comum de alergia a fármacos Alergia “cruzada” (Cefalosporinas e Carbapenêmicos) Desde erupções cutâneas até Stevens Johnson e anafilaxia – mais comum Depressão da medula óssea, granulocitopenia – mais raro Hepatite (Oxacilina) Comprometimento da agregação plaquetária (Piperacilina e Ticarcilina) Reações nos locais de aplicação. As penicilinas são os antibióticos que mais causam alergia “de verdade” – um fenômeno hiperimune mediado por IgE e liberação de histamina.