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______________________________________ Plano de Orientação para aprendizagem a Distância – POAD Etec/CD: Getúlio Vargas Curso: Ensino Médio com Habilitação em Química Série/Módulo: 1ª ano Componente Curricular: História Docente: Prof. Celso Luiz Lucas Turma: 1H Turno: Integral Plano Didático Período (Quinzena): 22/06/2020 até 06/07/2020. Competência(s) 1-Construir e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas. 2-Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representadas de diferentes formas para tomar decisões e enfrentar situações problema. Habilidade(s) 3-Relacionar informações, representadas em diferentes formas e conhecimentos disponíveis em situações concretas para construir argumentação consistente. 4-Analisar fatores socioeconômicos e ambientais associados ao desenvolvimento, às condições de vida e saúde de populações humanas, por meio da interpretação de diferentes indicadores. Base(s) Tecnológica/Base Científica A Baixa Idade Média A Sociedade Feudal e as Relações de Poder. Atividades Propostas Ler o texto A Sociedade Feudal e as Relações de Poder. Em seguida responder ao questionário que está anexado da seguinte forma: editar e responder no próprio formulário Metodologia(s*) Leitura e discussão de textos, Sugestão de filmes e proposição de preenchimento de questionário. Instrumentos de Avaliação >Apresentar argumentos logicamente encadeados a respeito de um determinado assunto. >Contextualização, conteúdo, clareza, coesão e capacidade crítica ao argumentar, elaborar textos e ao realizar as atividades. >Apresentação de ideias com clareza e exatidão. A Sociedade Feudal e as Relações de Poder Socialmente, o feudalismo era uma sociedade de ordens, isto é, estratificada em grupos de relativa fixidez. Nas palavras de um bispo no século XI, Adalberon de Laon, “o domínio da fé é uno, mas há um triplo estatuto na Ordem. A lei humana impõe duas condições: o nobre e o servo não estão submetidos ao mesmo regime. Os guerreiros são protetores das igrejas. Eles defendem os poderosos e os fracos, protegem todo mundo, inclusive a si próprios. Os servos, por sua vez têm outra condição. Esta raça de infelizes não tem nada sem sofrimento. Quem poderia reconstruir o esforço dos servos, o curso de sua vida e seus inumeráveis trabalhos? Fornecer a todos alimento e vestimenta: eis a função do servo. Nenhum homem livre pode viver sem eles. Quando um trabalho se apresenta e é preciso encher a despensa, o rei e os bispos parecem se colocar sob a dependência de seus servos. A casa de Deus, que parece uma, é, portanto, tripla: uns rezam, outros combatem e outros trabalham. Todos os três formam um conjunto e não se separam: a obra de uns permite o trabalho dos outros dois e cada qual por sua vez presta seu apoio aos outros”. Portanto, não se negava a desigualdade, mas ela era justificada através da reciprocidade, da troca equilibrada de serviços. Uns rezando para afastar as forças do Mal e trazer os favores divinos para o homem: os clérigos ou oratores na linguagem da época. Outros lutando para proteger a sociedade cristã dos infiéis (muçulmanos) e dos pagãos (vikings, húngaros, eslavos): os guerreiros ou bellatores. Outros, ainda, produzindo para o sustento de todos: os trabalhadores ou laboratores, termo que expressava não só o trabalho em si, mas também o esforço, a fadiga, o sofrimento como forma de penitência, a dor corporal trocada pelo pecado. FRANCO JÚNIOR, Hilário. Op. Cit. p.27. O texto acima nos fornece um esquema baseado na divisão da sociedade feudal, que sintetiza as relações de poder. Apesar de nos apresentar os principais membros que compunham essa sociedade, o esquema revela uma “estrutura ideal” com base no desejo da Igreja em relacionar a ordem terrestre à ordem celeste, que, segundo os dogmas da fé, é imutável. O esquema ideal pretendido pela Igreja representava muito mais um projeto perfeito, idealizado por ela, pois refletia a força ideológica do pensamento cristão, que pretendia justificar o sistema feudal e suas relações de poder, colocando a sociedade feudal (a cidade do homem) em sintonia com a cidade de Deus. Na verdade, a sociedade feudal foi representada por esse esquema clássico formado pelos oratores, bellatores e laboratores; porém o que prevaleceu foi a formação de dois grupos: um representado pelos senhores donos das terras e do poder político, nobres e clero (bellatores e oratores) e outro, pelos servos despossuídos e dependentes (laboratores). A sociedade feudal A sociedade feudal caracterizou-se pelo imobilismo hierárquico de suas camadas sociais, em que a posição e a função social dos indivíduos dependiam do nascimento, ou seja, era uma sociedade estamental, isto é, que se definia por posições sociais rígidas. Na realidade, dois estamentos prevaleciam no contexto social: o de senhores e o de servos. Por exemplo, quem nascesse na camada servil, automaticamente seria um servo e assim permaneceria até sua morte. Os laços de dependência que ligavam o servo ao seu senhor, bem como o volume de obrigações tributárias e serviços que deveria prestar-lhe, impediam qualquer possibilidade de ascensão social. A organização política na sociedade feudal Uma das características do feudalismo, como já vimos, foi a descentralização do poder político. Na teoria, o rei era a autoridade máxima, entretanto, ao longo do tempo, foi perdendo sua soberania ao delegar poderes à nobreza feudal. Assim, estes nobres passaram a ter total soberania para administrar seus feudos, de forma política, jurídica, militar e religiosa. Quando o senhor feudal era um padre, bispo ou abade, ainda possuía o direito de cunhar moedas. Cabia ao senhor decidir a quantidade de impostos que deveria ser paga pelos camponeses e quais eram os direitos e os deveres dos habitantes do seu feudo. Além da nobreza feudal, a Igreja também adquiriu um grande poder em função do significativo número de feudos que possuía. Lembre-se de que, no Período Feudal, a terra era o maior bem que alguém poderia ter. O tamanho das posses territoriais determinava a riqueza e a posição social de cada indivíduo. Além do volume de terras que a Igreja possuía, ela também detinha o monopólio espiritual. Sendo assim, passou a assumir um papel cada vez mais determinante no contexto político-ideológico e econômico da época. Que papel cabia então ao poder monárquico? Em função das transformações que ocorriam, o rei passava a ter um duplo e contraditório caráter. Por um lado, continuava a ser soberano, a ter teoricamente poderes bastantes extensos sobre seus súditos. A relação com estes era unilateral, pois o soberano tinha caráter sagrado, “rei por graça de Deus”. Por outro lado, contudo, o rei era suserano. Isto implicava uma relação bilateral entre seus vassalos, com direitos e obrigações recíprocas. FRANCO JÚNIOR, Hilário. Op. p.37. Em síntese, o rei era um senhor feudal como muitos outros, exercia efetivamente o seu poder sobre os seus vassalos e vivia daquilo que estes produziam. As relações de poder na sociedade feudal eram estabelecidas pelo vínculo de dependência dos mais fracos em relação aos mais fortes. O senhor feudal ou suserano (nobres, duques, marqueses, condes e o clero) era quem cedia a posse do feudo a um vassalo, mediante contrato e juramento. O vassalo, por sua vez, podia ceder parte do feudo a uma outra pessoa, seguindo os mesmos procedimentos. Assim, o servo estava sujeito a um senhor feudal que, por sua vez, poderia ser vassalo de um outro senhor feudal superior. O rei era o último e o mais alto suserano dentro dessa cadeia de vínculos. O contrato de enfeudação Os laços de dependência que se estabeleciam entre o suserano e o vassalo eram definidos com base no contrato de enfeudação; por meio dele o suserano distribuía terras na forma de feudos entre os nobres. Esse acontecimento era realizado em cerimônias solenes, momento em que se estabeleciaum contrato de deveres e obrigações, seguido de juramento de fidelidade e proteção mútua entre o suserano e o vassalo. Veja como o historiador Ganshof descreve esse ritual: O contrato se realizava por meio de três atos, realizados diante de testemunhas, mas poucas vezes colocados por escrito. A homenagem era a entrega de si próprio, através da qual alguém se tornava homem de outra pessoa. (...) O vassalo, sem armas, ajoelhava-se e colocava as mãos nas mãos do senhor, declarando a vontade de entrar para a clientela do senhor. A fidelidade era o juramento de manter-se fiel ao suserano, geralmente feito pelo guerreiro com as mãos sobre os Evangelhos ou sobre um relicário contendo ossos de santos. Seguia-se o beijo, trocado como símbolo de amizade e de lealdade; não era um elemento essencial, sendo mais comum na França. Finalmente, a investidura era um instante da cerimônia no qual se fazia a entrega do feudo, simbolizado por um objeto, como um anel, um bastão, um ramo de árvore, um estandarte, etc. GANSHOF, F. L. (adapt) Que é o feudalismo? Mira-Sintra: Publicações Europa-América, 1976.p.95-109. Entre as obrigações e os deveres do suserano e do vassalo estabelecidos pelo contrato de enfeudação, encontram-se: ► as obrigações do suserano: assegurar a proteção militar aos seus vassalos e prestar-lhes assistência econômica e jurídica; ► as obrigações do vassalo para com o seu senhor: prestar serviço militar, auxiliar financeiramente o suserano, com o pagamento de taxas pela posse do feudo ou, em situações especiais, como pagar resgate do suserano, caso ele fosse feito prisioneiro, contribuir para as festas de casamento dos filhos do senhor, entre outras. Ao suserano cabia o direito de confisco do feudo caso o vassalo não cumprisse com suas obrigações. Quando morria um vassalo, seu filho mais velho assumia o feudo mediante o pagamento de uma taxa chamada relevo. Se o vassalo não tivesse herdeiros, a terra retornava ao senhor. A filha mulher não tinha direito a receber o feudo do pai em caso de morte deste. Nesse caso, o senhor encarregava-se de indicar um marido, o qual passava a responder pelas obrigações do feudo. Os procedimentos referentes à sucessão do feudo por morte prevaleceram principalmente durante o período da Alta Idade Média (do século V ao XI). No fim da Baixa Idade Média (do século XII ao XV), com a morte do pai, os irmãos passaram a dividir o feudo entre si, tornando-os, dessa forma, menor. Por essa razão, os vassalos ficavam cada vez mais pobres. A Nobreza Dentro de uma sociedade altamente hierarquizada, como a feudal, o título de nobreza de cada um dos senhores feudais estava relacionado ao número e à importância de suas posses. No alto, encontrava-se a alta nobreza: duques, marqueses e condes. A importância de seus domínios, muitas vezes, rivalizava com os do próprio rei; com isso, detinham praticamente poder absoluto e quase nenhum vínculo com o monarca. No nível intermediário, encontravam-se os viscondes e os barões. Estes últimos formavam uma reunião de castelões que nem sempre constituíam uma senhoria estável. A castelania era uma unidade militar e jurídica, centralizada em um castelo, que dominava um vasto território. Logo após, encontrava-se a camada mais numerosa, constituída de senhores castelões e cavaleiros, que eram vassalos de vassalos destituídos de soberania. Até o século IX, o direito à construção de castelos era exclusivo do rei. Essas residências eram de madeira e pouco resistentes aos ataques de invasores. Após esse período, os nobres passaram a concorrer com o monarca, construindo seus próprios castelos, feitos de pedras, em lugar elevado e cercado de muralhas e fossos. Os nobres não trabalhavam para ganhar a vida, pois consideravam o trabalho indigno e desonroso. Preferiam dedicar-se, enquanto cavaleiros, à guerra, às aventuras violentas, à caça e aos esportes. As guerras nem sempre ocorriam por razões justificáveis, mas, em sua maioria, tinham a finalidade de conquistar outros feudos. Talvez venham daí o gosto pela caça, como passatempo predileto dos senhores feudais, e a participação em torneios, disputas e duelos entre cavaleiros, para vingar ofensas ou meros desafios, em que era frequente a morte por combate. Esses torneios recebiam um grande número de espectadores. A cavalaria medieval era formada de guerreiros especializados. Sua origem provém dos costumes germânicos e muçulmanos. Com o tempo, a Igreja passou a influenciar e a moldar esses costumes em benefício próprio. No princípio, qualquer um poderia ser cavaleiro, bastando para isso, possuir um cavalo e uma espada. Assim, ele poderia oferecer o seu serviço a um senhor em troca de um feudo qualquer. Por meio da influência do cristianismo, ser um cavaleiro tornou-se um código de honra e conduta, e a coragem física e a lealdade eram algumas das principais virtudes. Além disso, ele também tinha de ser leal, generoso, fiel, piedoso, reverente; deveria defender os pobres, os indefesos e todas as causas nobres. A cavalaria medieval passou a fazer parte do sonho de todos os jovens nobres, os quais tinham de passar por uma longa e difícil preparação. A preparação do futuro cavaleiro era árdua e longa (dos 15 até aproximadamente aos 21 anos). Ao final da aprendizagem, a Ordem da Cavalaria o recebia em solene ritual de caráter religioso e moral. Após esses longos anos de preparação e por meio de um ritual cheio de simbologia, o futuro cavaleiro jurava, diante de seu padrinho (senhor), cumprir fielmente os seus deveres, a saber: manter-se puro, honesto, proteger o clero, a justiça, os pobres, os velhos, as mulheres e os órfãos. Com isso, recebia de seu senhor a bênção e era apresentado à sociedade. Contudo, nem sempre o código de honra e conduta foi respeitado pelos cavaleiros, como muitos escritores românticos quiseram nos fazer entender: ...Aqueles que deveriam empregar suas armas contra os inimigos da Cruz disputavam torneios de bebidas, distinguiam-se pela vida preguiçosa e escandalosa. Homens, mulheres e crianças, as populações de cidades inteiras eram massacradas por eles. Dos belos traços utilizados pelos poetas na descrição dos feitos da cavalaria, correspondia à realidade apenas uma certa cortesia em relação às damas da nobreza, ou a outros cavaleiros, presos ou desarmados. GRANDES PERSONAGENS DA HISTÓRIA UNIVERSAL. São Paulo:Abril, 1971. v.2.p.273. O Clero A Igreja foi a grande responsável pela formação da mentalidade cultural da Idade Média. Devemos lembrar que, dentro desse contexto, as poucas pessoas que detinham algum conhecimento eram membros da Igreja. Ela foi responsável pela educação e cultura intelectual de quase toda a Europa. Além do poder cultural e espiritual, ela também conquistou um forte poder econômico e político em função da posse de grandes propriedades rurais, as quais foram adquiridas por meio de doações, heranças e tributos pagos pelos cristãos. Os eclesiásticos não se casam e morrem sem herdeiros. Por isso os feudos que entram para o patrimônio da Igreja nunca mais saem dele, ao contrário das famílias nobres, cujos herdeiros dividem as possessões do pai. Bispos e abades de mosteiros vivem como nobres, aliás, muitas vezes são filhos caçulas que as famílias da nobreza não querem casar, para evitar a divisão do patrimônio. GRANDES PERSONAGENS DA HISTÓRIA UNIVERSAL. São Paulo:Abril 1971.v.2.p.266 Servos e Vilões Na sociedade feudal, os trabalhadores eram quase todos camponeses e dividiam-se em dois grupos: os servos da gleba e os vilões (camponeses livres). Havia ainda um pequeno número de pastores e camponeses extremamente pobres, sem categoria definida, assim como escravos, os quais praticamente desapareceram na Europa Ocidental, depois do ano 1000. Vejamos as principais diferenças existentes entre eles: O vilão era um camponês livre, embora dependesse politicamente de um senhor. Ele tinha direito de circular livremente, a morar onde quisesse e, às vezes, a mudar de senhorio. Na verdade, o vilão não deixava de ser um servo, contudo se diferenciava deste pelo fato de possuirmais liberdade e menos obrigações, como o pagamento de impostos bem definidos, o que impossibilitava o senhor de aumentá-los ao seu bel-prazer. Ao contrário do vilão, o servo não desfrutava de liberdade, pois estava preso à terra e submetido ao pagamento de muitos tributos; era completamente dependente de um senhor. Caso este viesse a perder o seu feudo, o servo era transferido com a terra. Apesar de sua vida ser extremamente difícil, ele não era mais um escravo, como fora na Antiguidade. Não era mais um bem que podia ser comprado ou vendido; ele já gozava de uma certa personalidade jurídica, podia constituir família e possuir patrimônio (animais de tração, instrumentos de trabalho). O senhor que lhe devia justiça e proteção não podia espancá-lo, matá-lo ou vendê-lo. Entre os tributos que o servo estava sujeito a pagar ao seu senhor, encontravam-se a corvéia, a talha e as banalidades: ► A corvéia era a obrigação do servo de prestar trabalho gratuito, de pelo menos três ou mais dias por semana, nas terras do seu senhor. O serviço poderia ser no cultivo e na colheita dos campos, na construção ou reparação de estradas e pontes ou na derrubada de matas. ► A talha era a entrega de uma porcentagem da produção de todos os produtos das terras trabalhadas, a qual variava de uma região para outra, de um senhorio para outro, mas geralmente correspondia a 50% da produção. ► As banalidades eram taxas cobradas pelo uso dos instrumentos de trabalho e das instalações do feudo, como moinhos, fornos, celeiros, pontes, pastos, etc., pertencentes ao senhor. Além dessas taxas e obrigações comuns entre todos os senhorios, outras eram cobradas em situações especiais, como a formariage, quando o camponês se casava; a mão-morta, quando o servo morria e havia a necessidade de se transferir o seu lote de terra para seus herdeiros; a albergagem – hospedagem ao senhor e à sua comitiva – quando ele viajava de um feudo para outro. Entre os séculos IX e X, quando o sistema feudal começou a se estruturar, até o século XIII, houve muitas agitações e revoltas dos servos contra a exploração abusiva dos senhores. Evidentemente, em sua grande maioria, essas rebeliões foram sufocadas e os servos, duramente reprimidos ou massacrados. A partir do século XIII, quando as cidades já haviam retomado a sua importância e o desenvolvimento urbano crescia a passos largos, o trabalho artesanal e o comércio tornavam-se uma oportunidade real para muitos servos (trabalhadores). Com o tempo, eles conseguiram acumular algum dinheiro e comprar a sua liberdade. NOME: Amanda Campos de Paiva Almeida RM: 101433 Tipo de Ensino: Médio: X Técnico: Módulo/Série: 1º X 2º 3º 4º Habilitação: História Conteúdo: Baixa Idade Média – A Sociedade Feudal e as Relações de Poder Competências: Criticar, analisar e interpretar fontes documentais de natureza diversa. PROVA: Mensal: X Bimestral: Prog. Parcial: Outros: Menção: MB B R I Professor(a):Celso Luiz Lucas Observações: Editem o trabalho e respondam no próprio formulário, estando pronto enviem para o endereço eletrônico do professor; rasura anulam-nas; Questão 1: O crescimento do comércio e a expansão da burguesia, a partir do século XI, encontraram dificuldades resultantes de certas características do sistema feudal. Mencione duas dessas características. R: Com a descentralização do poder, os senhores feudais passaram a ter autoridade para administrar seus feudos de forma política, jurídica, militar e religiosa e quando o suserano fazia parte da Igreja, possuía também o direito de cunhar suas próprias moedas, assim havia um caráter despadronizado de pesos, medidas, impostos etc. E o proprietário das terras tinha autorização para a cobrança de pedágio dos que atravessavam o seu feudo, especialmente os mercadores. Questão 2: Durante a Idade Média, os cristãos do Ocidente organizaram expedições contra os "infiéis", que ocupavam os Lugares Santos. Quem eram os "infiéis" e como foram chamadas as expedições? R: Os não católicos, majoritariamente os muçulmanos, eram vistos como infiéis, considerados inimigos do cristianismo, com o objetivo de combater esses “inimigos” e libertar a Terra Santa (Jerusalém) deles foram criadas as chamadas Cruzadas. Questão 3: A partir do século XI na Europa Ocidental, os poderes monárquicos foram lentamente se reconstituindo e em torno deles surgindo os diversos Estados Nacionais. Explique as razões desse processo de centralização política. R: Uma das consequências das cruzadas, foi o fortalecimento da burguesia, classe social a qual apoiou a centralização do poder nas mãos de um rei e padronização de impostos, pesos, medidas e moedas a fim de facilitar o desenvolvimento do comércio, que estava precário, pois cada senhor feudal tinha o direito de estipular as suas próprias leis e taxações. O renascimento comercial, realizado após a assunção da rota do Mediterrâneo no final da Quarta Cruzada e a expansão e intensificação da vida urbana fortaleceram a burguesia e enfraqueceram a sociedade feudo-clerical. Diante desses resultados, iniciou-se um processo transição do feudalismo para os Estados Modernos. Questão 4: O Cristianismo criou profundas raízes na Europa, modelando a sociedade em seus diferentes aspectos. Discorra sobre os primórdios medievais da Inquisição e enumere alguns de seus abusos. R: Durante a Idade Média, a Igreja Católica era muito influente e seus dogmas eram dominantes perante as pessoas, apesar de apresentar uma visão de mundo desigual, a Igreja era inquestionável, uma vez que se autoproclamava como a vontade de Deus e providenciava punições severas àqueles que ousavam desafia-la. A Inquisição, ou Tribunal de Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado pela Igreja Católica com o objetivo de investigar, descobrir, julgar e estabelecer as penas àqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica ou praticantes de outras religiões, chamados de hereges. As torturas em aparelhos grotescos, utilizadas para que o “herege” confessasse seus pecados, os julgamentos injustos, realizados publicamente para que todos pudessem presenciar e mortes violentas, como enforcamento ou morte na fogueira eram símbolo de poder. Questão 5: "Em 1128, após o incêndio da cidade de Deutz o abade Rupert, teólogo apegado às tradições, logo viu nesse fato a cólera de Deus, castigando o local que se tornara centro de trocas e antro de infames mercadores e artífices." (texto adaptado de J. Le Goff, A CIVILIZAÇÃO DO OCIDENTE MEDIEVAL) No texto acima estão algumas das principais características de uma cidade medieval. Indique e analise as características das cidades medievais. R: 1 – Desorganizadas – O texto menciona um grande incêndio. Durante a idade média, as cidades passaram a ter um papel secundário, mas elas voltaram a crescer com o comércio de trocas entre os feudos e posteriormente com a volta do comercio com a reabertura do mediterrâneo. Mas esse crescimento das cidades foi desorganizado e sem planejamento, o que favoreceu desastres como grandes incêndios. 2 – Comércio – As cidades crescem e ganham importância e independência devido ao comercio. O texto cita que “o local se tornara centro de trocas”, descrevendo como as cidades começaram a se desenvolver com o comercio de trocas entre os feudos, e o texto também menciona “antro de infames mercadores” exemplificando o segundo passo no crescimento das cidades medievais e como elas evoluíram com o crescimento do comercio, principalmente do mediterrâneo, e com isso apareceram mercadores completamente independentes dos feudos. 3 – Artífices – O texto também menciona que a cidades era um antro de artífices, exemplificando como as cidades medievais passaram a ser um refúgio para artesões que foram para as cidades em busca de liberdade, fugindo dos feudos e das suas obrigações feudais. 4 – Oposição à Igreja – O abate Rupert menciona a cólera de Deus, deixando claro sua posiçãoe da Igreja contra o crescimento e a independência que as cidades medievais começaram a apresentar. Esse crescimento prejudicou o recebimento de tributos para o clero. Questão 6: Qual o papel das cidades na transição da Idade Média para a Idade Moderna? R: No começo da idade média (feudalismo), as cidades foram esvaziadas com o povo buscando segurança nos feudos, contra as invasões barbaras. Com isso uma nova ordem começou com as cidades enfraquecidas e com os senhores feudais tendo total controle sobre seu feudo, descentralizando inclusive o poder dos reis. Com restabelecimento do comercio, primeiro através das trocas de mercadorias entre os feudos e posteriormente com a reabertura do comercio através do mediterrâneo, as cidades voltam a crescer e apresentar uma independência, com isso, surgiu uma nova classe, a burguesia, que logo começou a disputar poder contra o clero e a nobreza. Com a população voltado para as cidades, o sistema feudal foi enfraquecido e os senhores feudais perderam o poder. Por fim, os burgueses, ganham essa disputa ao se unir com os reis, ajudando-os a centralizar o poder nas mãos desses últimos, criando os Estados Nacionais Autoritários, e pondo um fim definitivo na influência do senhor feudal sobre a população. Questão 7: A partir do século XI, na Europa ocorreu o crescimento e a fundação de muitas cidades medievais. Analise as atividades econômicas básicas e as formas de organização em relação ao trabalho nos meios urbanos medievais. R: A cidade medieval apresentou características distintas nos diferentes momentos da Idade Média, marcada por uma organização social e econômica predominantemente rural. Dentro desse espaço de tempo, a cidade na Europa Ocidental passou por um processo de esvaziamento, que caracterizou o início da Idade Média, e, após o século XI, viveu o chamado Renascimento Urbano. A crise econômica, aliada ao processo de invasão dos povos germânicos, causou uma migração da população das cidades para as zonas rurais. Além da falta de alimento, as cidades eram um excelente alvo para os povos germânicos, que viam no saque das cidades uma ótima maneira de obter riquezas rapidamente. A partir do século XI, teve início uma expansão do comércio em decorrência das Cruzadas e houve acumulação de inovações técnicas que permitiram um desenvolvimento agrário e resultaram em um aumento populacional. Essas técnicas, como a melhoria no uso do arado e a implantação do revezamento do cultivo do solo, ampliaram a capacidade de produção. Além disso, ocorreu o aumento do solo utilizado para cultivo agrícola, a partir do século VIII, com o uso do arroteamento na derrubada de florestas. O aumento das terras cultivadas e da população resultou no surgimento de novas aldeias, e algumas das cidades existentes ganharam novos habitantes a partir de um processo de migração populacional. O crescimento das cidades ganhou impulso com a construção das muralhas, que permitiam o desenvolvimento delas e traziam um sentimento de segurança contra eventuais saques realizados por povos invasores, como aconteceu com os normandos e húngaros. Uma classe de comerciantes foi se formando internamente aos burgos e enriquecendo, dando origem aos burgueses. A partir do século XIV, a Europa passou por um novo processo de redução demográfica e esvaziamento das cidades, nas condições insalubres das cidades europeias, a peste bubônica transformou-se em uma epidemia que dizimou cerca de um terço da população europeia. Questão 8: "A ideia de 'bem comum', de 'utilidade comum', tão importante, por exemplo, em Aristóteles, foi aplicada à atividade dos mercadores pelos autores cristãos. Ligando esta ideia à do trabalho, São Tomás de Aquino (1225-1274) declarou: 'se alguém se entrega ao comércio tendo em vista a utilidade pública, se se quer que as coisas necessárias à existência não faltem ao reino, então o lucro, em lugar de ser visto como um fim, é somente reclamado como remuneração do trabalho'." (J. Le Goff, MERCADORES E BANQUEIROS NA IDADE MÉDIA) Esclareça por que a Igreja Católica, na transição do Século XIII para o Século XIV, passou a admitir o lucro variável nas operações mercantis. R: Com o aumento da arrecadação de dinheiro da igreja a partir das igrejas locais de cada feudo e pais, onde haviam moedas distintas, a igreja se tornou a primeira instituição financeira e passou a ter necessidade de trabalhar com os bancos emergentes no câmbio dessa moeda. Devido a essa necessidade, a igreja passou a tolerar o lucro como fonte de renda. Questão 9: Sobre a Guerra dos Cem Anos (séculos XIV e XV) indique: a) as principais monarquias envolvidas, e o palco do conflito. R: O palco da Guerra dos Cem Anos foi a França, as principais monarquias envolvidas foram a própria França e a Inglaterra. b) sua importância histórica. R: Como consequência, a Guerra dos Cem Anos serviu para definirem-se os poderes monárquicos que viriam a se instituir na França e, tempos depois, na Inglaterra. Questão 10: Os promotores das cruzadas e os cruzados haviam se colocado, pelo menos, três objetivos: a conquista da Terra Santa de Jerusalém, a ajuda aos bizantinos e a união da cristandade contra os infiéis. Mas nenhum desses objetivos havia sido alcançado plenamente. Nas palavras de um importante historiador da Idade Média, "Se os cruzados são os grandes perdedores da expansão cristã no Século XII, os grandes ganhadores foram, em definitivo, os comerciantes (Jacques Le Goff, A BAIXA IDADE MÉDIA) a) Identifique "os infiéis", contra os quais se procurava unir a cristandade. R: Os turcos (muçulmanos) b) Cite pelo menos um acontecimento histórico que confirme o ganho dos comerciantes. R: A reabertura da rota do Mediterrâneo e, consequentemente, a retomada das trocas comerciais entre o Oriente e Ocidente