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CÓDIGO REV. 
IP-DE-Q00/001 A 
 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO jun/2005 1 de 19 
 
Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte – DER/SP – mantido o texto original e não acrescentando qualquer tipo de propaganda 
comercial. 
 
TÍTULO 
PROJETO DE TERRAPLENAGEM 
ÓRGÃO 
DIRETORIA DE ENGENHARIA 
PALAVRAS-CHAVE 
Instrução. Elaboração. Terraplenagem. 
APROVAÇÃO PROCESSO 
 PR 009866/18/DE/2006 
DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9732. Projeto de terraplenagem - rodovias. 
1987. 7 p. 
DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Instrução de Ser-
viço - Projeto de terraplenagem. 1998. 6p. 
DNER. Manual de implantação básica. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem Diretoria de De-
senvolvimento Tecnológico, Divisão de Capacitação Tecnológica. Rio de Janeiro, 1996. 325 p. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
 
 
 
REVISÃO DATA DISCRIMINAÇÃO 
 
 
 
 
 CÓDIGO REV. 
IP-DE-Q00/001 A 
 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 2 de 19 
 
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comercial. 
 
ÍNDICE 
1 RESUMO .......................................................................................................................................4 
2 OBJETIVO.....................................................................................................................................4 
3 DEFINIÇÕES.................................................................................................................................4 
3.1 Limpeza de Terreno e Destocamento.........................................................................................4 
3.2 Materiais de 1ª e 2ª Categorias...................................................................................................4 
3.3 Material de 2ª Categoria com Escarificador...............................................................................4 
3.4 Material de 2ª Categoria com Explosivos ..................................................................................4 
3.5 Material de 3ª Categoria.............................................................................................................5 
3.6 Aterro .........................................................................................................................................5 
3.7 Solo Mole ou Material Brejoso ..................................................................................................5 
3.8 Distância Média de Transporte – DMT......................................................................................5 
3.9 Compensação Lateral .................................................................................................................5 
3.10 Compensação Longitudinal........................................................................................................5 
3.11 Grau de Compactação – GC.......................................................................................................6 
3.12 Fator de Contração dos Materiais - FC ......................................................................................6 
3.13 Caixa de Empréstimo .................................................................................................................6 
3.14 Depósito de Material Excedente – DME....................................................................................6 
4 FASES DO PROJETO...................................................................................................................6 
4.1 Estudos Preliminares ..................................................................................................................6 
4.2 Projeto Básico ............................................................................................................................7 
4.3 Projeto Executivo .......................................................................................................................7 
5 ELABORAÇÃO DO PROJETO....................................................................................................8 
5.1 Seções Transversais....................................................................................................................8 
5.2 Cálculo de Áreas, Volumes, Classificação e Seleção de Materiais ...........................................8 
5.3 Perfil de Distribuição de Volumes e Orientação do Movimento de Terra.................................9 
6 FORMA DE APRESENTAÇÃO.................................................................................................10 
6.1 Estudos Preliminares ................................................................................................................10 
6.2 Projeto Básico ..........................................................................................................................10 
6.3 Projeto Executivo .....................................................................................................................11 
ANEXO A – MODELO DE PLANILHA DE VOLUMES.................................................................12 
ANEXO B – MODELO DE QUADRO DE ORIENTAÇÃO DA TERRAPLENAGEM...................14 
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 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 3 de 19 
 
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comercial. 
 
ANEXO C – MODELO DE PERFIL DE DISTRIBUIÇÃO DE VOLUMES ....................................16 
ANEXO D – MODELO DE PLANTA DE DISTRIBUIÇÃO DE VOLUMES..................................18 
 
 CÓDIGO REV. 
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 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 4 de 19 
 
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1 RESUMO 
Esta Instrução de Projeto apresenta os procedimentos, critérios e padrões a serem adotados 
para a elaboração de projeto de terraplenagem de rodovias para o Departamento de Estradas 
de Rodagem do Estado de São Paulo – DER/SP. 
2 OBJETIVO 
Definir e padronizar os procedimentos a serem adotados para elaboração de projeto de ter-
raplenagem no âmbito do DER/SP. O projeto de terraplenagem pode ser referente a situa-
ções distintas; a presente instrução será aplicável aos casos relacionados na seqüência. 
- projeto de engenharia para implantação de rodovias; 
- projeto de engenharia para recuperação de rodovias implantadas; 
- projeto de engenharia para duplicação de rodovias. 
3 DEFINIÇÕES 
Para efeitos desta instrução de projeto são adotadas as seguintes definições: 
3.1 Limpeza de Terreno e Destocamento 
Consiste na remoção, na área a ser terraplenada, de árvores, arbustos, tocos, galhos, emara-
nhados de raízes e terra que as envolve, capim e todo material impróprio para a construção 
de terraplenos. Inclui, portanto, roçada, derrubada de árvores e arbustos, destocamento, em-
pilhamento, queima, carga, transporte, descarga e espalhamento em locais definidos pelo 
projeto ou pela fiscalização. 
3.2 Materiais de 1ª e 2ª Categorias 
Compreendem os solos em geral, as rochas em decomposição, os seixos rolados ou não, 
com a dimensão máxima de 0,15 m, e, em geral, todos os materiais que podem ser escava-
dos por tratores escavo-transportadores de pneus, empurrados por tratores de esteiras de pe-
so compatível ou por escavadeiras hidráulicas. 
3.3 Material de 2ª Categoria com Escarificador 
Compreende as pedras soltas e rochas fraturadas, em blocos maciços de volume inferior a 
0,50 m³, as rochas alteradas, exceto as incluídas na 1ª categoria, e as de resistência inferior à 
da rocha sã, as rochas brandas, cuja extração exija emprego contínuo de escarificadorou 
ripper. 
3.4 Material de 2ª Categoria com Explosivos 
Compreende os materiais de 2ª categoria cuja extração exija desmonte prévio feito com es-
carificador ou emprego descontínuo de explosivos de baixa potência. 
 CÓDIGO REV. 
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 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 5 de 19 
 
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3.5 Material de 3ª Categoria 
Compreende as rochas sãs, incluindo os matacões maciços e as rochas fraturadas com vo-
lume igual ou superior a 0,50 m³, que só possam ser extraídos após redução em blocos, e 
que exijam o uso contínuo de explosivos. 
3.6 Aterro 
É a descarga e espalhamento de material escavado e transportado de acordo com o que dis-
põem as normas correspondentes, em camadas compactadas com espessuras definidas em 
projeto, no máximo de 0,30 m. O equipamento utilizado para execução deve permitir o a-
tendimento aos critérios de projeto, obedecendo ao alinhamento, greide e seções transversais 
definidos. 
3.7 Solo Mole ou Material Brejoso 
Solos moles ou materiais brejosos são, conforme definido em instrução de projeto referente 
a estudos geotécnicos, aqueles com baixa capacidade de suporte para servirem como base de 
aterros rodoviários, por serem muito compressíveis e apresentarem baixa resistência ao cisa-
lhamento conduzindo a situação de instabilidade, caso não sejam feitos tratamentos adequa-
dos. De maneira geral, os solos classificados como moles ou compressíveis são: 
- argilas, orgânicas ou não, de consistência muito mole a mole, com valores de pene-
tração SPT em geral inferior a 2 golpes / 30 cm, baixa coesão, elevada umidade natu-
ral; 
- turfas, comumente com elevado teor de matéria orgânica e restos vegetais que apre-
sentam baixos índices de penetração SPT, baixos valores de coesão, elevada umidade, 
porém com permeabilidade bem maior que as argilas citadas acima. 
3.8 Distância Média de Transporte – DMT 
Distância do centro de gravidade de massa de solo, rocha ou outro material inerte a ser 
transportado até o centro de gravidade do local do seu destino. 
No caso de obras de ampliação de capacidade o cálculo da distância de transporte deve re-
presentar o percurso efetivo. 
Empolamento é o processo de expansão volumétrica do terreno natural após o desmonte do 
material. A Tabela de Preços Unitários – TPU do DER/SP já contempla empolamento mé-
dio no preço do transporte de materiais. 
3.9 Compensação Lateral 
É a destinação do volume de corte parcial ou total de uma seção mista ao aterro da mesma 
seção, compensado transversalmente ao eixo do trecho considerado. 
3.10 Compensação Longitudinal 
É a destinação do volume de corte parcial ou total de um trecho ao aterro de outro trecho, 
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INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 6 de 19 
 
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compensado longitudinalmente ao eixo do trecho considerado, salvo nos casos de bota-fora 
ou empréstimo. 
3.11 Grau de Compactação – GC 
É a relação entre a densidade máxima seca obtida no campo, após a compactação, e a densi-
dade máxima seca de laboratório (γdmáx), referencial de projeto em função da energia de 
compactação pré-estabelecida. 
3.12 Fator de Contração dos Materiais - FC 
É a relação entre o volume do material no corte de origem e o volume que este mesmo ma-
terial ocupará no aterro após ser compactado. Em termos de densidade, é a relação entre as 
densidades máxima seca de laboratório (γdmáx) e in situ (γd) da área de empréstimo multipli-
cada pelo grau de compactação especificado para o aterro compactado. Em muitos casos, es-
te valor resulta em 1,25, entretanto, o valor a ser efetivamente adotado depende de ensaios 
realizados em cada situação. 
3.13 Caixa de Empréstimo 
Área destinada a prover ou complementar qualitativa e quantitativamente os materiais ne-
cessários à constituição de aterros, ao preparo de fundações, à substituição de materiais do 
subleito dos cortes ou para melhorar a proteção da terraplenagem contra a erosão. Pode lo-
calizar-se dentro ou fora da faixa de domínio. A utilização da caixa de empréstimo será de 
ordem econômica ou tecnológica de seleção de materiais. 
3.14 Depósito de Material Excedente – DME 
Área destinada ao depósito de materiais excedentes de cortes de terraplenagem ou de solos 
inservíveis para reaproveitamento, tais como solos moles, de baixa capacidade de suporte, 
expansivos, rochosos, de difícil trabalhabilidade etc. 
4 FASES DO PROJETO 
O projeto de terraplenagem deve ser elaborado em três fases: 
- estudos preliminares; 
- projeto básico; 
- projeto executivo. 
4.1 Estudos Preliminares 
Os estudos geológicos e geotécnicos, a serem desenvolvidos de acordo com as Instruções de 
Projeto correspondentes, devem definir os diversos tipos de materiais que serão encontrados 
ao longo da rodovia, assim como as seções transversais típicas a serem adotadas, principal-
mente em relação às declividades, utilização de bermas e alturas dos taludes de cortes e ater-
ros. 
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INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 7 de 19 
 
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Locais potenciais para depósito de materiais excedentes, áreas de empréstimos, jazidas de 
solos lateríticos, de areia e de cascalhos e pedreiras, devem ser indicados com as respectivas 
capacidades de volume, além de serem projetados de acordo com instrução específica. 
Nesta etapa os volumes de terraplenagem devem ser estimados e separados pelas diversas 
categorias de materiais, bem como suas distâncias de transporte. 
4.2 Projeto Básico 
Nesta fase, os horizontes dos diversos materiais devem estar caracterizados ao longo do eixo 
da via como materiais de 1ª, 2ª e 3ª categorias, solos moles, solos inadequados para aterros 
ou aproveitáveis somente para corpo, isto é, núcleo, de aterros. Os materiais previstos de-
vem ser caracterizados para a finalidade pretendida. 
Para cálculo de volume deve-se considerar a espessura da caixa de pavimento; nos locais em 
corte deve-se adicionar o volume, enquanto que nos locais de aterro deve-se subtrair o vo-
lume em relação ao greide projetado. 
Os taludes de corte e aterro definidos nos estudos preliminares devem ser reavaliados, em 
função das sondagens e ensaios realizados pelos estudos geotécnicos nesta etapa. 
Deve-se elaborar a movimentação dos volumes de terraplenagem, com as compensações 
longitudinais. Deve ser prevista a localização dos locais de depósito de materiais excedentes 
e áreas de empréstimos, se assim for necessário, de forma a atender aos aspectos geológicos, 
geotécnicos, de drenagem, paisagísticos, de custo e de proteção ao meio ambiente. 
Os volumes e os seus respectivos momentos de transportes devem ter grau de precisão sufi-
ciente para contratação dos serviços e devem fornecer subsídios para refinamento do projeto 
executivo de geometria, visto que o projeto de terraplenagem é decorrente do projeto geo-
métrico. 
4.3 Projeto Executivo 
O projeto executivo deve aprofundar os estudos e melhorar o grau de detalhamento estabe-
lecido no projeto básico. Seu objetivo principal é o desenvolvimento do projeto em nível fi-
nal de engenharia, permitindo a determinação dos quantitativos e do orçamento da obra com 
maior precisão e a perfeita implantação da obra. 
O volume de terraplenagem deve ser calculado considerando os intervalos das áreas das se-
ções transversais no mínimo a cada 20,00 m, isto é, uma estaca, caso seja utilizado o método 
dos prismas. 
Tal método consiste em calcular o volume como proveniente de uma série de sólidos geo-
métricos,denominados prismóides, limitados nos extremos por faces paralelas e nas laterais 
por superfícies planas. No campo, as faces paralelas correspondem às seções transversais 
extremas, e as superfícies planas laterais correspondem à plataforma da estrada, aos taludes 
e à superfície do terreno natural. Pode-se adotar outro método, desde que apresente precisão 
semelhante ou maior a este. 
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 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 8 de 19 
 
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O projeto executivo de terraplenagem relativo aos volumes resulta dos parâmetros estabele-
cidos nos estudos geológicos e geotécnicos, projetos de geometria e de pavimentação. 
5 ELABORAÇÃO DO PROJETO 
5.1 Seções Transversais 
Nas seções transversais devem constar elementos que caracterizem de forma clara os crité-
rios adotados para elaboração do projeto, tais como: 
- configuração do terreno; 
- configuração da plataforma, taludes, remoção de solo mole e banquetas; 
- configuração dos limites de contato entre os diversos materiais encontrados e outros 
elementos necessários; 
- notas de serviço de plataforma acabada, consistindo de distâncias em relação a um 
eixo de referência e cotas; 
- áreas de corte, com as suas respectivas classificações, de aterro, da remoção e da 
substituição de materiais; 
- áreas para corpo de aterro, se existirem. 
5.2 Cálculo de Áreas, Volumes, Classificação e Seleção de Materiais 
Somente após a elaboração dos projetos de geometria, de pavimentação, dos estudos geoló-
gicos e geotécnicos deve-se calcular o volume de terraplenagem. 
A camada vegetal correspondente à limpeza do terreno não deve ser computada para cálculo 
de volumes, tampouco a estrutura de pavimento, passeios e edificações existentes. Quando o 
projeto de pavimento especificar camada de reforço, a escavação para retirada deste material 
de baixa qualidade dever ser computada no volume de corte, mas a execução da camada de 
reforço deve ser quantificada e remunerada no item de pavimento. Nos trechos de obras de 
arte especiais, correntes ou túneis, também se deve desconsiderar as áreas para cálculo de 
volumes. 
Os estudos geotécnicos devem classificar os diversos tipos de materiais encontrados nos 
cortes ou empréstimos e selecioná-los para utilização em aterros. No cálculo de volumes, os 
materiais de terraplenagem devem ser separados e calculados nas seguintes categorias: 
- limpeza de terreno e destocamento; 
- 1ª e 2ª categoria; 
- 2ª categoria com escarificador; 
- 2ª categoria com explosivos; 
- 3ª categoria; 
- solo mole. 
Outras categorias de materiais podem ser encontradas, tais como material utilizável somente 
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INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 9 de 19 
 
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para corpo de aterro. Os volumes das compensações laterais devem ser calculados nesta 
planilha de volumes. 
5.2.1 Seleção de Materiais de Terraplenagem 
Para seleção de materiais de terraplenagem, deve-se avaliar as características mecânicas e 
físicas através dos ensaios descritos na instrução para serviços geotécnicos. 
O material de aterro pode ser solo, pedregulho ou solo contendo fragmentos de rochas. Os 
parâmetros de projeto são a capacidade de suporte do material e a expansão. Em princípio e 
salvo outra indicação, devem ser obedecidos os seguintes valores, conforme especificação 
técnica do item aterros de terraplenagem: 
- aterro: no caso do corpo de aterro ser constituído por solos expansivos, SE, ou solos 
expansivos saturados, SES, os metros finais do aterro da plataforma e do talude de-
vem ser executados por solos de comportamento laterítico e compactado na energia 
normal do ensaio de compactação, conforme indicação de projeto, de forma a envelo-
par o corpo de aterro. Caso não se disponha de volume suficiente deste material, os 
metros finais do aterro devem ser executados com solos que apresentem CBR maior 
ou igual a 6%, expansão menor do que 2% e os últimos 30 cm executados por solo 
selecionado de comportamento laterítico compactado na energia intermediária do en-
saio de compactação; 
- corte: no caso do subleito do pavimento apresentar solos expansivos, SE, ou solos 
expansivos saturados, SES, deve-se substituir o solo, na espessura mínima de 1,50 m, 
constituído por solos de comportamento laterítico e compactado na energia normal do 
ensaio de compactação. Caso não se disponha de volume suficiente deste material, a 
substituição deverá ser executada por solos que apresentem CBR maior ou igual a 
6%, expansão menor do que 1% e os últimos 30 cm executados por solo selecionado 
de comportamento laterítico compactado na energia intermediária do ensaio de com-
pactação. 
5.2.2 Determinação do Fator de Contração dos Materiais 
Os ensaios para determinação da densidade in situ ou natural devem ser realizados de acor-
do com a metodologia preconizada na instrução de projeto referente a serviços geotécnicos. 
5.3 Perfil de Distribuição de Volumes e Orientação do Movimento de Terra 
A distribuição teórica do material escavado deve definir a origem e o destino dos materiais 
envolvidos na terraplenagem, considerando seus volumes, as classificações e as distâncias 
médias de transporte, através da elaboração do diagrama de Bruckner. 
Esta distribuição deve fornecer a solução mais econômica sob o ponto de vista da distância 
média de transporte e aproveitamento dos materiais dos cortes, considerando o percurso 
possível dos equipamentos de transporte de terraplenagem. No caso de travessia de rio ou 
via férrea, por exemplo, deve-se avaliar se é possível realizar a transposição do material a-
través de ponte ou viaduto existente ou se é necessário contornar o obstáculo, aumentando a 
distância a ser percorrida. 
 CÓDIGO REV. 
IP-DE-Q00/001 A 
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INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 10 de 19 
 
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6 FORMA DE APRESENTAÇÃO 
6.1 Estudos Preliminares 
Nesta fase deve-se estimar e apresentar os volumes totais de terraplenagem, com suas res-
pectivas classificações, bem como a indicação dos locais para depósito de materiais exce-
dentes e das áreas de empréstimos, com a estimativa dos seus volumes e caracterização geo-
lógica e táctil visual dos solos feita por geólogo ou geotécnico de campo. Deve-se estimar e 
apresentar os momentos de transporte no relatório técnico correspondente. 
6.2 Projeto Básico 
6.2.1 Memorial Descritivo 
O memorial descritivo deve conter os critérios adotados para a elaboração do projeto de ter-
raplenagem, abrangendo pelo menos os seguintes dados: 
- resumo de limpeza e destocamento; 
- resumo dos volumes escavados, distribuídos por categoria; 
- distância média de transporte, DMT, do trecho; 
- fator de contração dos materiais; 
- localização dos depósitos de materiais excedentes e das áreas de empréstimos. 
6.2.2 Memorial de Cálculo 
O memorial de cálculo deve apresentar no mínimo os seguintes elementos: 
- distribuição de transporte resumida; 
- planilha de volumes resumida; 
- planilha de áreas de limpeza e destocamento. 
6.2.3 Seções-Tipo 
Todas as seções-tipo representativas devem ser desenhadas na escala 1:100 ou outra escala 
estabelecida em comum acordo com a fiscalização do DER/SP. Devem ainda indicar o deta-
lhamento das banquetas, bermas, taludes de corte e aterro nas diversas situações. Deve-se 
adotar os modelos dos projetos padrões de geometria. 
6.2.4 Planilha de Quantidades 
As quantidades de terraplenagem devem ser apresentadas conforme o caderno de serviço do 
DER/SP vigente à época daelaboração dos projetos. 
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6.3 Projeto Executivo 
6.3.1 Memorial Descritivo 
Deve conter as diretrizes adotadas no projeto básico, abrangendo no mínimo os mesmos tó-
picos mencionados no item 6.2.1. Devem ser destacadas e justificadas as eventuais altera-
ções nos parâmetros. 
6.3.2 Memorial de Cálculo 
No projeto executivo, o memorial de cálculo deve apresentar no mínimo os seguintes docu-
mentos: 
- planilha de volumes (Q04), classificados por categoria, conforme modelo do Ane-
xo A; 
- quadro de orientação de terraplenagem (Q05), conforme modelo do Anexo B; 
- perfil de distribuição de volumes (Q03), conforme diagrama de Bruckner e modelo 
do Anexo C; 
- quadro de caracterização dos solos. 
As distâncias médias de transporte, DMTs, bem como os trechos de compensação longitu-
dinal, áreas de depósito de materiais excedentes e caixas de empréstimo devem ser definidos 
através da elaboração do diagrama de Bruckner, apresentado em desenho formato A-1, utili-
zando a mesma escala horizontal das plantas de distribuição de volumes, 1:5000 ou outra 
escala aprovada, e escala vertical compatível com os volumes movimentados em cada tre-
cho. Em geral, utiliza-se 1 cm = 1000 m3, podendo ser adotada outra escala desde que apro-
vada pelo DER/SP. Em ambos os casos estas devem estar consignadas. 
6.3.3 Plantas do Projeto Executivo 
Os desenhos de plantas de distribuição de volumes (Q02) devem ser apresentados preferen-
cialmente em formato A-1, na escala 1:5000 ou outra escala aprovada e de acordo com o 
quadro de orientação de terraplenagem (Q05). Tais desenhos devem ser elaborados confor-
me modelo do Anexo D. 
6.3.4 Planilha de Quantidades 
Para levantamento de quantidades deve-se seguir o mesmo critério adotado no projeto bási-
co, acrescentando os resultados obtidos com a elaboração do diagrama de Bruckner e a ca-
racterização e classificação completa dos solos. 
_____________ 
/ANEXO A 
 
 CÓDIGO REV. 
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ANEXO A – MODELO DE PLANILHA DE VOLUMES 
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/ANEXO B 
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 CÓDIGO REV. 
IP-DE-Q00/001 A 
 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 14 de 19 
 
Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte – DER/SP – mantido o texto original e não acrescentando qualquer tipo de propaganda 
comercial. 
 
ANEXO B – MODELO DE QUADRO DE ORIENTAÇÃO DA TERRAPLENAGEM 
 CÓDIGO REV. 
IP-DE-Q00/001 A 
 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 15 de 19 
 
Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte – DER/SP – mantido o texto original e não acrescentando qualquer tipo de propaganda 
comercial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 CÓDIGO REV. 
IP-DE-Q00/001 A 
 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 16 de 19 
 
Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte – DER/SP – mantido o texto original e não acrescentando qualquer tipo de propaganda 
comercial. 
 
ANEXO C – MODELO DE PERFIL DE DISTRIBUIÇÃO DE VOLUMES 
 CÓDIGO REV. 
IP-DE-Q00/001 A 
 EMISSÃO FOLHA 
INSTRUÇÃO DE PROJETO (CONTINUAÇÃO) jun/2005 18 de 19 
 
Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte – DER/SP – mantido o texto original e não acrescentando qualquer tipo de propaganda 
comercial. 
 
ANEXO D – MODELO DE PLANTA DE DISTRIBUIÇÃO DE VOLUMES

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