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1 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S 2 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S 3 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Núcleo de Educação a Distância GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira. O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho. O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem. 4 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Prezado(a) Pós-Graduando(a), Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional! Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as suas expectativas. A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra- dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a ascensão social e econômica da população de um país. Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida- de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas pessoais e profissionais. Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi- ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu- ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe- rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de ensino. E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos conhecimentos. Um abraço, Grupo Prominas - Educação e Tecnologia 5 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S 6 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas! É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo- sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve- rança, disciplina e organização. Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho. Estude bastante e um grande abraço! Professora: Laís Macedo Dantas 7 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc- nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela conhecimento. Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in- formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao seu sucesso profisisional. 8 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S A pavimentação foi iniciada há tempos atrás, nos anos antes de cristo. As estruturas de pavimentação eram feitas sem mesmo sa- ber que estavam sendo construídas obras para fins rodoviários. Com a evolução do conhecimento, dos processos e das máquinas, criou-se condições para tornar o processo de transporte de forma mais rápi- da, beneficiando os setores econômico, social e cultural. Da primeira rodovia criada no Brasil até os dias de hoje, muitos processos foram executados. O fato é que os procedimentos tendem a melhorar de for- ma a tornar o processo mais qualitativo, garantido não só qualidade, mas durabilidade, conforto e segurança aos usuários. Assim, o traba- lho aborda um contexto histórico sobre a pavimentação, os materiais utilizados na estrutura e formas de tornar o processo ainda mais segu- ro e viável, do ponto de vista técnico e econômico. Pavimentação. Rodovias. Materiais. 9 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 01 NOÇÕES GERAIS SOBRE PAVIMENTAÇÃO, HISTÓRICO E ATUALI- DADES Apresentação do Módulo ______________________________________ 11 12 35 15 A Primeira Estrada do Brasil ____________________________________ Etapas de um Projeto de Pavimentação ________________________ O Uso de Pavimentos de Concreto _______________________________ CAPÍTULO 02 PRINCÍPIOS DA GERÊNCIA DOS PAVIMENTOS Sistema de Gerência de Pavimentos ____________________________ 30 25Recapitulando ________________________________________________ 18Contextualização ______________________________________________ Recapitulando _________________________________________________ 41 CAPÍTULO 03 MATERIAIS UTILIZADOS NA PAVIMENTAÇÃO Materiais Agregados __________________________________________ 46 Materiais Betuminosos _________________________________________ 57 22Panorama das Rodovias no Brasil _______________________________ Recapitulando _________________________________________________ 60 10 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Fechando a Unidade ____________________________________________ 65 Considerações Finais ____________________________________________ 68 Referências _____________________________________________________ 69 11 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S A pavimentação é, sem dúvidas, uma das obras estruturais que mais merece atenção no cenário mundial. No Brasil, as malhas rodoviárias compõem mais que a metade dos métodos de transportes utilizados no país. Assim, o intuito deste módulo é introduzir o aluno na área de pavimentação, apresentando um conceito introdutório sobre o assunto, sendo este o primeiro módulo do curso. No Capítulo 1, será abordado um contexto histórico sobre o início da pavimentação e a primeira rodovia inaugurada no país. Além disso, requisitos que hoje trazem preocupações na hora de executar um projeto de pavimentação, também foram os que levaram muitos de- safios na época em que a malha rodoviária estava sendo inaugurada no Brasil. Todavia, esses mesmos desafios eram muito mais difíceis de resolver, ao se comparar com a tecnologia disponível hoje. Será abor- dado, também, o uso de concreto utilizado na pavimentação, bem como as dificuldades de conciliar matéria-prima, mão de obra especializada, custos e competitividade. O capítulo aborda também, o panorama das estradas brasileiras e como ainda tem-se muito a melhorar. No Capítulo 2 será estudado um sistema de gerência de pavi- mentos, de forma a ter melhor controle sobre as estruturas existentes e sobre os projetos futuros. O intuito é garantir a durabilidade do pavi- mento, segurança, conforto, rapidez nos reparos e evitar, ao máximo,necessária a presença de água para dar início à pega; - Possui alta capacidade de força adesiva e característica de repelir a água; - Possui facilidade de fundição e solidificação devido a sua sensibilidade à temperatura. Além disso, essa característica não afeta as demais propriedades; - Não possui ponto de fusão definido; - É um material inerte do ponto de vista químico; - Possui ductilidade influenciada diante da exposição ao calor e à luz do sol. A presença dessas características faz com que os materiais betuminosos sejam buscados em diversos setores, como em indústrias que trabalham com impermeabilizantes, com tintas, com materiais apli- cáveis em rodovias, entre outros. Figura 21 - Material Betuminoso Fonte: Notas de Aula, acesso em 2019. 58 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Figura 22 - Material Betuminoso Fonte: Notas de Aula, acesso em 2019. Os materiais betuminosos podem ser classificados em dois ti- pos, alcatrão e asfalto. Alcatrão Os alcatrões são formados por betumes e possuem forma lí- quida, oleosa e apresentam alta viscosidade. O cheiro é de creolina e possuem propriedades mais penetrantes do que o asfalto. Sua origem vem do processo de destilação de materiais como lenha, turfa, graxas, madeiras, entre outros. A principal diferença entre os dois tipos de materiais betuminosos é que o alcatrão possui maior sensibilidade à temperatura, o que reduz sua aplicabilidade diante de algumas situações já que, quando é aquecido, torna-se uma matéria mais líquida, e quando as temperaturas baixam, o material se torna mais duro. Além disso, o alcatrão possui menor resistên- cia às intempéries, mas possui maior propriedade aglomerante. Asfalto O asfalto é um material caracterizado como sólido ou semis- sólido, com cor escura ou preta e sua natureza é originada do petró- leo. Seu comportamento assemelha-se ao dos materiais polímeros, que possuem baixa massa molar. A composição desse material vai variar de acordo com a origem do óleo e com o processo de fabricação/refino. Também possui propriedade de flexibilidade controlável, com misturas de agregado mineral devido a sua plasticidade. Possui resis- tência à maioria de substâncias ácidas, sais e álcalis. 59 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Segue abaixo algumas normas técnicas de trabalhos com materiais betuminosos. Fique sempre atento à atualização/cancela- mento de documentos normativos. Aqui, trata-se de materiais betumi- nosos, mas a recomendação aplica-se a todos os procedimentos que necessitam seguir e obedecer às recomendações técnicas da ABNT. - ABNT NBR 5847:2015 – Materiais betuminosos – Determi- nação da viscosidade absoluta; - ABNT NBR 6296:2012 – Produtos betuminosos semissó- lidos — Determinação da massa específica e densidade relativa; - ABNT NBR 14236:2006 – Produtos de petróleo e materiais betuminosos – Determinação do teor de água por destilação; - ABNT NBR 15086:2004 Emenda 1:2006 – Materiais betumi- nosos – Determinação da recuperação elástica pelo ductilômetro; - ABNT NBR 15086:2006 – Materiais betuminosos – Deter- minação da recuperação elástica pelo ductilômetro; - ABNT NBR 15184:2004 – Materiais betuminosos – Deter- minação da viscosidade em temperaturas elevadas usando um vis- cosímetro rotacional; - ABNT NBR 14950:2003 – Materiais betuminosos – Deter- minação da viscosidade Saybolt Furol; - ABNT NBR 14756:2001 – Materiais betuminosos – Deter- minação da viscosidade cinemática. 60 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 Ano: 2019 Banca: UFPR Órgão: ITAIPU BINACIONAL Prova: Enge- nharia Civil Nível: Superior Com relação aos materiais incorporados às obras de pavimenta- ção, é correto afirmar: a) Os depósitos de aluvião podem surgir de duas formas distintas: em terraços, ao longo do próprio vale do rio, ou na forma de depósitos mais extensos, constituindo as planícies de inundação. b) Principalmente se a rocha matriz for homogênea, o solo transportado é geralmente mais homogêneo que o residual, no modo de ocorrer. c) São destaques os depósitos dos solos eólicos ao longo do interior da região Amazônica, sendo muito comuns no Brasil. d) Entre os solos residuais, destacam-se os seguintes tipos: de aluvião, coluviais, glaciais e eólicos. e) Com base na origem dos constituintes, o solo residual ocorre quando os produtos de alteração foram transportados, por um agente qualquer, para local diferente do da transformação. QUESTÃO 2 Ano: 2019 Banca: UFPR Órgão: ITAIPU BINACIONAL Prova: Enge- nharia Civil Nível: Superior Das afirmativas abaixo identifique qual ou quais são VERDADEIRAS. I. Betume é comumente definido como uma mistura de hidrocarbo- netos solúvel no bissulfeto de carbonato. O asfalto é uma mistura de hidrocarbonetos derivados do petróleo de forma natural ou por destilação, cujo principal componente é o betume, podendo con- ter ainda outros materiais, como oxigênio, nitrogênio e enxofre, em pequenas porções. Alcatrão é uma designação genérica de um produto que contém hidrocarbonetos, que se obtém da queima ou destilação destrutiva do carvão, madeira etc. II. Como mencionado acima tanto o asfalto quanto o alcatrão são materiais betuminosos, porque contêm betume e possuem pro- priedades muito parecidas. III. Os agregados utilizados em revestimentos asfálticos de pavi- mentos podem ser de origem natural, artificial e reciclado. Os na- turais incluem todas as fontes de ocorrência natural e são obtidos por processos convencionais de desmonte, escavação e draga- gem em depósitos continentais, marinhos, estuários e rios. IV. Os pavimentos são estruturas de múltiplas camadas, sendo o re- vestimento a camada que se destina a receber a carga dos veículos 61 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S e mais diretamente a ação climática. Dentre as misturas usinadas podem ser subdivididas pela graduação dos agregados em densa, aberta e descontínua. A graduação descontínua se caracteriza por ter uma curva granulométrica com proporcionamento dos grãos de menores dimensões em quantidade dominante em relação aos grãos de dimensões intermediárias, completados por certa quantidade de finos, de forma a ter uma curva descontínua em certas peneiras. V. A dosagem de uma mistura asfáltica tem consistido até hoje na escolha, por procedimentos experimentais, de um teor dito “ótimo” de ligante, a partir de uma faixa granulométrica predefinida. Duran- te a evolução dos procedimentos de dosagem, diversas formas de compactação de amostras vêm sendo desenvolvidas. Dependendo do sistema, as amostras podem ser quanto à forma, cilíndricas, tra- pezoidais ou retangulares e a compactação podem ser realizadas pelo impacto, amassamento, vibração ou rolagem. Estão corretas as afirmativas: a) I, III e IV. b) I, III e V. c) II, III e IV. d) II, IV e V. e) I, IV e V. QUESTÃO 3 Ano: 2019 Banca: UFPR Órgão: ITAIPU BINACIONAL Prova: Enge- nharia Civil Nível: Superior Sobre o emprego de materiais betuminosos em pavimentação, o asfalto diluído de cura rápida é o material resultante da a) diluição de alcatrão em um diluente médio tipo querosene. b) diluição de um cimento asfáltico de petróleo em um diluente médio tipo nafta. c) destilação não destrutiva da hulha, em estado sólido e diluído em água. d) dispersão de alcatrão em água, obtido com o auxílio de agente emul- sificante, apresentando partículas carregadas eletricamente. e) destilação destrutiva da hulha e acrescida de borracha em estado líquido. QUESTÃO 4 Ano: 2019 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Mandaguari - PR Prova: Engenheiro Civil Os materiais betuminosos são conhecidos e empregados pelo ho- mem desde a Antiguidade e ainda hoje possuem vasta aplicação 62 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM EN TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S na engenharia civil, principalmente na pavimentação rodoviária. Leia as alternativas a seguir e selecione aquela que contenha ape- nas materiais betuminosos. a) Cimento Portland, asfalto, óleo graxo. b) Sílica oxiredirecionada, areia, cimento Portland. c) Areia, filler calcário e betume d) Asfalto, alcatrão e óleo graxo. e) Óleo graxo, areia, filler calcário QUESTÃO 5 Ano: 2020 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Bagé - RS Pro- va: Laboratorista de Solo De acordo com a ABNT NBR 6.576/2007, qual o ensaio que tem du- ração de 5 segundos, é realizado a uma temperatura de 25°C e tem como objetivo determinar a consistência de um Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP)? a) Sedimentação. b) Volumetria. c) Viscosidade. d) Densidade. e) Penetração. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE A Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição - ABRECON cita os benefícios adquiridos no uso de resíduos como matéria-prima para obras de pavimentação. Nesse sen- tido, cite as normas técnicas para materiais betuminosos. TREINO INÉDITO Assunto: Material betuminoso Sobre o objetivo da ABNET NBR6296: 2012, assinale a alternativa correta. a) Produtos betuminosos semissólidos; b) Produtos betuminosos líquidos; c) Produtos betuminosos gasosos; d) Produtos betuminosos pastosos; e) NDA NA MÍDIA A Petrobrás anuncia a criação do novo asfalto CapPRO, que promete redução de até 65% nas emissões de gases do efeito estufa. A empresa explica que a aplicação do asfalto normalmente ocorre em altas tempera- 63 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S turas. O novo asfalto, por outro lado, pode ser aplicado em temperaturas significativamente menores do que as usuais, o que contribui para a eco- nomia de energia. Com menores temperaturas de aplicação, também são menores as emissões de vapores químicos. Outra vantagem do CapPRO é que ele possibilita um maior uso de material reciclado de asfalto na composição do pavimento asfáltico, isto é, permite que se recicle maior quantidade de asfalto. Isso sem a necessidade de modificações na apli- cação. A Petrobrás já inseriu o novo produto em seu portfólio e, ao longo de 2023, será implementado nas vias de todo o país. Conforme o asfalto velho vai sendo substituído, a renovação já será feita com o CapPRO. Trata-se de mais um passo fundamental para o cumprimento das normas ambientais e da agenda de programas importantes, como o rota 2030. Título: Como é o novo asfalto que começa a chegar nas ruas brasileiras em 2023 Data da publicação: 04/012023 Fonte: https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2023/01/04/como-e- -o-novo-asfalto-que-comeca-a-chegar-nas-ruas-brasileiras-em-2023.htm NA PRÁTICA O uso de agregado reciclado em camadas de pavimentação urbana tem sido uma das formas mais regulares de reaproveitamento. O uso desse material na pavimentação tem como vantagens o aproveitamento de quantidades significativas de material reciclado, de pequeno e gran- de porte, pois facilita os processos de pavimentação e a produção do agregado reciclado. A aplicação correta desses resíduos traz benefícios em todas as áreas, visto que além do aproveitamento final adequado dos resíduos, o pavimento também é de qualidade superior ao conven- cional. Tendo em vista os fatores ecológicos, econômicos e os próprios benefícios no processo de pavimentação ocasionada pela utilização destes resíduos sólidos torna-se muito importante que os profissionais da área passem a atuarem de forma mais efetiva junto a estas. Título: Uso de resíduos na pavimentação rodoviária Data da publicação: 02/11/2021 Fonte: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/down- load/22179/19988/271724 PARA SABER MAIS O vídeo abaixo apresenta uma entrevista explicando como é o novo as- falto que começa a chegar nas ruas brasileiras em 2023. Assim, é uma ótima fonte de ampliação dos estudos sobre o tema. Título: Como é o novo asfalto que começa a chegar nas ruas brasileiras em 2023 64 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Data da publicação: 06/01/2023 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=uwpnzwbdrIQ 65 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S GABARITOS CAPÍTULO 01 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA O pavimento flexível é criado a partir de uma mistura de materiais que são prensados ou compactados para dar-lhes mais força. O pavimento de estradas pavimentadas pode ser pavimento rígido ou flexível, depen- dendo das condições da estrada e da área em torno dela. Para entender um pavimento flexível, é importante entender como funciona o sistema de pavimentação em obras de infra-estrutura e de construção. TREINO INÉDITO Gabarito: A Justificativa: A alternativa “a” está correta, pois o pavimento possui uma camada superior, onde os carros passam por cima e uma camada de base que suporta a camada superior e a protege contra o desgaste. 66 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 02 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA Mistura de hidrocarbonetos derivados do petróleo de forma natural ou por destilação, cujo principal componente é o betume, podendo conter ainda outros materiais, como oxigênio, nitrogênio e enxofre, em peque- na proporção. TREINO INÉDITO Gabarito: A Justificativa: A alternativa “a” está correta, pois os pavimentos rígidos são os que possuem revestimento de placa de concreto de cimento, o cimento Portland. A espessura das camadas, nesses pavimentos, é determinada de acordo com a resistência das placas de concreto e das demais camadas. As placas de concreto utilizadas podem ou não pos- suir armação de barras de aço, conforme mostra a figura 5. Normalmen- te, essa camada é utilizada como camada de sub-base devido a sua qualidade. Esse tipo de camada trabalha a tração e, dessa forma, são feitas considerações a respeito de índices de fadiga e cargas aplicadas. Como características, apresentam baixa deformação e, por consequên- cia, apresentam uma vida útil muito maior. 67 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 03 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA ABNT NBR 5847:2015 – Materiais betuminosos – Determinação da vis- cosidade absoluta; ABNT NBR 6296:2012 – Produtos betuminosos semissólidos — Deter- minação da massa específica e densidade relativa; ABNT NBR 14236:2006 – Produtos de petróleo e materiais betumino- sos – Determinação do teor de água por destilação; ABNT NBR 15086:2004 Emenda 1:2006 – Materiais betuminosos – De- terminação da recuperação elástica pelo ductilômetro; ABNT NBR 15086:2006 – Materiais betuminosos – Determinação da recuperação elástica pelo ductilômetro; ABNT NBR 15184:2004 – Materiais betuminosos – Determinação da vis- cosidade em temperaturas elevadas usando um viscosímetro rotacional; ABNT NBR 14950:2003 – Materiais betuminosos – Determinação da viscosidade Saybolt Furol; ABNT NBR 14756:2001 – Materiais betuminosos – Determinação da viscosidade cinemática. TREINO INÉDITO Gabarito: A Justificativa: A alternativa “a” está correta, pois a ABNT NBR 6296:2012 trata de Produtos betuminosos semissólidos e infere a todos os itens especificados nesta questão; 68 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Como vimos, entende-se por pavimento a camada lisa, dura e muito resistente que forma o piso de uma construção ou de uma super- fície que não é natural. Esta ação é realizada de modo a cobrir o chão e deixá-lo firme e plano. Os materiais mais usados,geralmente, são as- falto, concreto, pedra de pavimentação. Nos últimos anos, começou-se a dar importância à instalação de pavimentos sustentáveis e ecológicos. Além disso, destacamos que o pavimento, nas diferentes áre- as que compõem a paisagem urbana, tais como: áreas ajardinadas, áreas de pedestres, playgrounds, áreas esportivas, áreas de banheiro, ciclovias, etc., também é essencial. É de vital importância que os pisos sejam antiderrapantes, não tenham juntas, que se adaptem muito bem ao terreno, resistentes, etc. Materiais adequados são de concreto es- culpido, muito semelhantes ao granito, muito resistentes, econômicos e fáceis de manter. E concreto impresso, ideal para pavimentação, entre outros: jardins, praças e garagens. Por fim, como vimos, o pavimento pode referir-se a uma camada em uma estrada. O Asfalto é o hidrocarboneto obtido a partir da destila- ção de petróleo bruto. O termo pavimento pode referir-se a uma camada durável colocada em estradas, ruas, calçadas ou dentro de edifícios, a fim de caminhar ou ser facilmente transportado nessas superfícies. O asfalto, em particular, é o hidrocarboneto mais pesado obtido na destilação de petróleo bruto. Esta substância espessa, impermeável e preta é usada para fazer cimento asfáltico, a mistura com a qual estradas, avenidas, pistas de aeroportos e estacionamentos são pavimentados. Logo, dependendo do seu uso, ele pode ser misturado com con- creto, areia natural ou cascalho triturado para dar força ou flexibilidade. 69 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND - ABCP. Dispo- nível em: . Acesso em 07 ago. 2019. ALBANO, J. F. Evolução das vias: uma visão geral. Acesso em 07 ago. 2019. Disponível em: ABL, Areal Bozza. Disponível em: Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da construção civil e Demolição - ABRECON. Disponível em: . Acesso em 07 ago. 2019. BERNUCCI, L. B.... [et al.]. Pavimentação asfáltica: formação básica para engenheiros. Rio de Janeiro: PETROBRAS: ABEDA. 2006. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTE, CNT. Pesquisa CNT Rodovias, 2015. DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANS- PORTES - DNIT. Histórico do Rodoviarismo. F11, Portal de Notícias. Disponível em: . Aces- so em 07 ago. 2019 HAAS, R.; HUDSON, W. R.; ZANIEWSKI, J. P. Modern Pavement Ma- nagement, Krieger Pub. Co., 1994. HILÁRIO, R. Q. Uso de pavimento reciclado adicionado com cimento para uso como reforço de base para rodovias [manuscrito]: estudo de caso: BR-120. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Ouro Preto. Escola de Minas. Núcleo de Pesquisa em Geotecnia. 2016. JORNAL DO OESTE. Disponível em: . Acesso em 07 ago. 2019 LIMA, C. K. M. Estudo da Incorporação de Resíduo Industrial Polimérico ao CAP. Dissertação (Mestrado). Departamento de Engenharia Química. Centro de Tecnologia. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2008. MARQUES, G. L. O. Pavimentação. Acesso em 06 ago. 2019. Disponí- 70 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S vel em: MASCHIO, A. A Evolução do Pavimento de Concreto no Brasil. Acesso em 05 ago. 2019. Disponível em: NHI. Pavement Management Systems. Federal Highway Administration, National Highway Institute Course, 422 p, NHI Course n° 131035, 1998. Disponível em: . Acesso em 07 ago. 2019 NOTAS DE AULA, Materiais Betuminosos. Disponível em: http://profes- sor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/14878/mate- rial/Materiais%20Betuminosos.pdf>. ODA, S. Notas de Aula. Disciplina EER 555 Pavimentação B. Departa- mento de Engenharia de Transportes. Escola Politécnica da Universida- de Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, 2014. PREFEITURA MUNICIPAL DE MANTENA. Disponível em: Acesso em 07 ago. 2019 Rossi, A. C. Etapas de uma obra de pavimentação e dimensionamento para uma via na Ilha do Fundão. Rio de Janeiro: UFRJ/ Escola Politéc- nica, 2017. SOUZA, P. M. Proposta de Implementação do Sistema de Gerência de Pavimentos para a Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UFRJ/ ESCOLA POLITÉCNICA, 2015. XIV, 137 p.: il.; 29,7 cm. 2015. 71 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A Sque retrabalhos sejam feitos, escolhendo a melhor solução, de forma estratégica e cautelosa, para minimizar a possibilidade de erros. O capí- tulo abordará, também, as etapas de um projeto de pavimentação bem como as considerações e necessidades de cada uma. No Capítulo 3, serão descritos os materiais que compõem o pro- cesso de pavimentação, as camadas de toda a estrutura, bem como serão apresentadas ilustrações, para permitir melhor identificação dos insumos. Discorrerá, também, sobre o aproveitamento dos resíduos de construção civil e demolição nas camadas de base e sub-base da pavimentação, como alternativa de reciclagem e vantagens econômica e ambiental. Dessa forma, espera-se que todo o conteúdo seja proveitoso para o aluno, de modo a introduzir conhecimento e torná-lo o profissio- nal esperado. 12 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S A primeira rodovia pavimentada do mundo, na época chamada apenas de estrada, foi construída no Egito, por volta de 2500 a.c, para atender as obras das Grandes Pirâmides, e não foi destinada ao uso de veículos e sim para trenós, onde eram feitos os transportes de cargas. Para suportar a construção das pirâmides, foram construídas vias com lajes, em base, com alta capacidade de suporte de cargas. Durante os anos 300 a.c e 200 a.c, as construções de estradas foram aprimoradas pelos romanos, para fins militares e comerciais, de modo a atingir toda a Europa e Grã Bretanha (Albano, 200-, s.p.). A PRIMEIRA ESTRADA DO BRASIL Um dos marcos mais importantes na História do Brasil colo- NOÇÕES GERAIS SOBRE A PAVIMENTAÇÃO, HISTÓRICO E ATUALIDADES IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S 12 13 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S nial, sem dúvida, foi a implantação da rodovia União Indústria (figura 1), a primeira rodovia pavimentada, inaugurada em 23 de junho de 1861, pelo imperador Dom Pedro II. O trecho fazia a ligação entre as cidades de Petrópolis, no Rio de Janeiro a Juiz de Fora, em Minas Gerais. A rodovia foi executada por trechos de pedras pequenas que se encaixa- vam umas nas outras. Figura 1 - Estrada União e Indústria Fonte: Concer apud Bernucci et al, 2006. A origem dessa estrada, considerada a maior obra de enge- nharia da América Latina, nesse período, teve seu pontapé inicial em 1852, quando o empreendedor Mariano Procópio conseguiu a autori- zação para construção, desenvolvimento e conservação de duas linhas de estradas. A proposta foi considerada como um projeto impossível de ser concretizado, mas ainda sim, foi iniciada em 1856, com o aval e presença do então imperador, Dom Pedro II. O projeto já previa um estudo e dedicação dos envolvidos na obra, visto que o trecho entre as duas cidades era cortada por trechos d’água e por serras (figura 2). Nessa fase do projeto, diante de alguns empecilhos, Procópio contratou profissionais alemães, que ficaram res- ponsáveis pelo trecho de Três Rios a Juiz de Fora e os brasileiros pelo trecho entre Petrópolis e Três Rios. A estrada, então, foi inaugurada com 144 km de extensão, onde 96 km pertencentes ao estado do Rio de Janeiro e 48 km ao estado de Minas Gerais. 14 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Figura 2 - Arquitetura de Ponte de Ferro na rodovia União Indústria Fonte: DNIT, acesso em 2019. A construção da estrada foi importante para a época, por contri- buir para o avanço da produção de café. Além disso, a técnica utilizada proporcionou um avanço, também, na engenharia do país, diante da liga- ção de dois estados importantes para o contexto histórico daquele período. Apesar de os métodos antigos de produção parecerem arcaicos, desde o início, havia a preocupação com os requisitos indispensáveis a ser considerados em projetos de construção e pavimentação (tabela 1). Tabela 1- Requisitos Considerados em um Projeto de Pavimentação 15 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Fonte: Adaptado de Bernucci et al, 2006. Especial Rodovias - As Primeiras Estradas Brasileiras. Dis- ponível em: . O USO DE PAVIMENTOS DE CONCRETO No Brasil, os estudos acerca da fabricação do cimento Portland iniciaram-se por volta de 1888, quando Antônio Proost Rodovalho, co- mendador na época, fez de tudo para conseguir instalar uma fábrica em sua fazenda “Santo Antônio”, localizada na cidade de Sorocaba, no es- tado de São Paulo. Nessa perspectiva, algumas poucas tentativas foram desenvolvidas para a fabricação de cimento. Uma pequena instalação funcionou por três meses em 1892, pelo ânimo e primeiro passo de Louis Felipe Alves da Nóbrega, engenheiro formado na França e recém-che- gado ao Brasil com novas ideias e projetos. Louis chegou com o projeto de uma fábrica pronto, que foi publicado em livro, de sua autoria. O em- 16 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S preendimento não teve sucesso, todavia, esse ponto não foi atribuído à qualidade dos produtos usados, mas sim, à distância dos pontos consu- midores e à pequena demanda de produção, que era uma dificuldade diante da baixa competitividade e disputa com os cimentos importados. Com o início da fabricação de veículos automotores, algumas técnicas construtivas foram desenvolvidas para melhorar o desempe- nho das estradas. A partir daí, inicia-se o uso de cimento Portland e asfalto como suprimentos de materiais de construção nas rodovias. A rodovia Caminhos do Mar, também conhecida como Estrada Velha de Santos, foi a primeira rodovia da América do Sul e uma das primeiras rodovias do mundo a receber pavimento de concreto. Figura 3 - Estrada Velha de Santos/Caminhos do Mar Fonte: Maschio, 2012. Com o intuito de avançar e desenvolver os estudos sobre o ci- mento e suas aplicações, em 1936, foi fundada a Associação Brasileira de Cimento Portland - ABCP para o desenvolvimento de cercas, postes e pavimentos feitos de concreto. Já em 1937, foi desenvolvido um anún- cio para que o consumidor fosse informado sobre as vantagens e os benefícios do uso de pavimento de concreto. A organização não possui fins lucrativos e é mantida pela indústria de cimentos brasileira. A ABCP é reconhecida tanto no Brasil quanto no exterior como uma referência na utilização de tecnologia empregada no cimento e tem sido usada como suporte em diversas e grandes obras de engenharia brasileira. Muitos pavimentos de concreto foram empregados até a déca- da de 1950, no Brasil. Maschio (2012, p.7) faz um breve histórico do uso do concreto na pavimentação: • Até o início da década de 1950, houve o uso significativo de pavimentos de concreto no Brasil em vias urbanas, construção de rodo- vias e de aeroportos; 17 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S • A partir da II Guerra Mundial, a indústria da construção civil teve prioridade no uso e produção de cimento; • Com a baixa dos preços do petróleo, houve um desenvolvi- mento significativo e impulsionador na indústria de pavimentos asfálti- cos em todo o mundo; • No Brasil, as empresas de execução de pavimentos asfálticos se muniram de todos os recursos necessários e possíveis como: equi- pamentos, mão de obra, tecnologia, entre outros; • Emprego da política nacional de construção de rodovias de pe- netração, em que a ordem era desenvolver as diversas regiões do país. A partir dos anos 1990, houve o ressurgimento dos pavimentos de concreto nos países desenvolvidos e que apresentavam estabilidade na economia, com alta capacidadecompetitiva, equipamentos avança- dos com alta performance, entre outros. Nesse período, já em 1998, houve alguns fatores que transformaram esse setor, sendo: • Nova geração de engenheiros, ocasionado a perda de refe- rencial histórico; • Conhecimento restrito nas mãos de poucos profissionais; • Falta de estrutura de custos; • Baixa qualidade em conforto de rolamento; • Equipamentos deslizantes indisponíveis; • Falta de bons modelos e projetistas especialistas; • Dificuldade de atuação regional da ABCP, sendo sua estrutu- ra localizada e centralizada em São Paulo; O custo de construção competitiva pode ser descrito por esse fluxograma, conceituado pelo banco mundial (figura 4). Figura 4- Custos de Construção Competitiva Fonte: Adaptado de Maschio, 2012. Assim, tem-se os mesmos fatores aplicados ao setor, que con- 18 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S tribuíram para sua transformação, considerando o ano de 2012: • Trabalho com custos a longo prazo; • Processo de execução transparente; • Equipamentos de alta performance e melhor qualidade em conforto de rolamento; • Incidência nacional das obras com tecnologia; • Custo inicial de construção competitivo; • Órgãos de transportes como entidade a disponibilizar de pro- cedimentos e estruturas de custos; • Projetistas especializados com bons exemplos existentes. Todo esse processo de evolução, estudos, descobertas, inves- timentos, no Brasil, corroborou para que fossem desenvolvidas normas para pavimentação à base de cimento, guias e manuais de práticas. Pesquisa da CNT mostra que pavimentação no Brasil tem 40 anos de atraso. Disponível em: . CONTEXTUALIZAÇÃO A definição de pavimento é usualmente conhecida como uma estrutura construída sobre a etapa final de terraplenagem, com destinos técnicos e econômicos feitos para possuir resistência aos esforços ori- ginados do tráfego e fazer a distribuição adequada às demais camadas para garantir segurança, comodidade, economia e conforto em relação às condições e superfície de rolamento. É importante conhecer as camadas de uma estrutura de pavi- mentação, os materiais a serem utilizados no processo, capacidade de resistência à ruptura, permeabilidade, deformação, efeitos climáticos e esforços de cargas, de forma a perceber e assimilar a distribuição de esforços a que um pavimento está submetido. As camadas principais, base, sub-base e reforço, que serão discutidas mais a fundo em outro tópico, devem atender às condições de segurança e à qualidade de forma decrescente. Assim, o material da base deve apresentar resistência maior que o material da camada de 19 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S sub-base e o material da sub-base com resistência superior à camada de reforço, para, então, garantir a integridade do pavimento como um todo, mediante as pressões originadas do tráfego constante. O pavimento rodoviário possui dois tipos básicos de classifica- ção, sendo pavimentos rígidos e flexíveis. Outras nomenclaturas tam- bém podem ser usadas para indicar qual o revestimento utilizado no pa- vimento, sendo, respectivamente, pavimentos de concreto de cimento Portland e pavimentos asfálticos. Os pavimentos rígidos são os que possuem revestimento de placa de concreto de cimento, o cimento Portland. A espessura das ca- madas nesses pavimentos é determinada de acordo com a resistência das placas de concreto e das demais camadas. As placas de concreto utilizadas podem ou não possuir armação de barras de aço, conforme mostra a figura 5. Normalmente, essa camada é utilizada como camada de sub-base devido a sua qualidade. Esse tipo de camada trabalha a tração e, dessa forma, são feitas considerações a respeito de índices de fadiga e cargas aplicadas. Como características, apresentam baixa deformação e, por consequência, apresentam uma vida útil muito maior. Figura 5 - Corte Longitudinal: Pavimento Rígido / Concreto-cimento Fonte: Bernucci et al, 2006. Os pavimentos flexíveis (dinâmica apresentada na figura 6) são os pavimentos formados por camadas que não vão oferecer trabalhos a tração. Em geral, esses pavimentos são formados por material betu- minoso e agregados, sob camadas granulares. É constituído por quatro 20 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S camadas - uma camada de revestimento asfáltico, camadas de base e sub-base e camada de reforço. A camada de revestimento asfáltico pode ser formada por uma camada de rolamento, visto que fica em contato di- reto com os veículos. Essa camada precisa resistir às ações do tráfego in- cidente sobre elas e distribuir os esforços às demais camadas inferiores. Além disso, necessita fazer a impermeabilização do pavimento e garantir melhoria, conforto e segurança nas condições de rolamento. Figura 6 - Corte Longitudinal: Pavimento Flexível / Pavimento Asfáltico Fonte: Bernucci et al, 2006. Alguns problemas como trincas, deformações permanentes, entre outros defeitos, podem estar relacionados com o revestimento as- fáltico. Nesses pavimentos, as camadas de base, sub-base e reforço possuem muita importância para o conjunto estrutural. Dessa maneira, a mecânica dos pavimentos visa controlar as tensões e as deformações que podem vir a surgir na estrutura do pavimento, por meio da com- binação das camadas constituintes da estrutura, tanto pelos materiais utilizados quanto pelas espessuras de cada camada, esquema repre- sentado basicamente na figura 7. Em algumas situações, é possível a inexistência de algumas camadas. Essa viabilidade vai depender do tráfego incidente e dos materiais disponíveis. Figura 7 - Sistemas de Camadas de Pavimentos e Tensões Solicitantes 21 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Fonte: Bernucci et al, 2006. Os revestimentos asfálticos são formados pelo conjunto dos agregados e dos materiais asfálticos, podendo ser por penetração ou por mistura. Caso seja por penetração, os revestimentos são execu- tados por uma ou mais aplicações de material asfáltico e do mesmo número de aplicações no processo de espalhamento e compressão das camadas de agregados de acordo com as granulometrias adequadas. Caso o processo seja feito por mistura, o agregado é envolvido pre- viamente com o material asfáltico antes do processo de compressão. Esse processo é denominado pré-misturado, quando esse processo é feito na usina. Quando o envolvimento é feito na pista, esse processo é denominado de pré-misturado na pista. As camadas e os componentes essenciais que compõem uma seção de pavimento, seja ele rígido ou flexível, possuem algumas deno- minações, discriminadas abaixo: • Subleito: É a base, local em que todo o pavimento será apoiado. O su- bleito deve ser projetado considerando as profundidades onde as car- gas oriundas do tráfego irão atuar. • Leito: O leito é a camada de superfície do subleito originada pela eta- pa de terraplanagem e estruturada ao greide e seção transversal da via. • Regularização do Subleito/Nivelamento: Processo de conformação do leito, tanto no sentido transversal quanto no sentido longitudinal. A existência desse processo fica condi- cionada ao leito. O processo regulariza cortes ou aterros de até vinte centímetros de espessura. • Reforço do Subleito: Essa camada serve para integrar qualidade na camada de su- bleito e nivelar a espessura da sub-base. Essa camada pode variar no 22 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S sentido original e se mantém constante no sentido transversal, confor- me dimensionamento do pavimento em questão. • Sub-base:A camada de sub-base completa a camada base. Ela é indi- cada quando não é viável a execução da base direta sobre o leito ou reforço, diante das justificativas técnicas e econômicas determinadas. Essa camada também pode ser utilizada para fazer a regularização da espessura da base. • Base: É a camada onde se constrói o revestimento asfáltico e deve ser resistente aos esforços que serão originados do tráfego incidente. Além disso, ela distribui esses esforços ao subleito. • Revestimento: O revestimento recebe, de forma direta, os esforços do tráfego. Deve ser construída para atender aos requisitos de impermeabilidade, comodidade, resistência ao desgaste, durabilidade e segurança. Deve, além dos fatores anteriores, atender à viabilidade econômica. • Acostamento: Essa área é paralela à pista de rolamento e visa atender o es- tacionamento de veículos, emergências e suportes laterais. Os pavimentos rígidos também possuem etapas de nivelamen- to de subleito e reforço da estrutura, desde que apresente necessidade. Nesse pavimento, a sub-base tende a evitar o bombeamento dos so- los da camada de subleito e a placa concreto-cimento atua tanto como base quanto revestimento. PANORAMA DAS RODOVIAS NO BRASIL Ao olhar para trás e analisar a evolução, em termos de estru- turas de pavimento que o país construiu, percebe-se que muitos resul- 23 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S tados foram atendidos e são satisfatórios. Todavia, é necessário que o Brasil passe por uma nova fase de crescimento. Tabela 2 - Evolução da malha rodoviária total por ano segundo a situação física - 2001 - 2015 Fonte: Confederação Nacional do Transporte, 2017. Segundo uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Transporte - CNT em 2018, 37,0% da malha rodoviária do Brasil foi avaliada com algum tipo de deficiência na qualidade e na composição do pavimento, classificado como rodovias regulares, 9,5% como es- tado ruim e 4,4% como estado péssimo. No total, foram pesquisados 107.161 km de rodovias. Esse percurso corresponde a toda a malha fe- deral e aos trechos estaduais mais importantes, ambos pavimentados. É o que mostra a tabela abaixo (tabela 2). Os parâmetros contribuintes para a realização e resultado da pesquisa foram a sinalização, placas que indicam limites de velocidade, faixas centrais e laterais e objetos - elementos que são colocados nas estradas com o intuito de reduzir o impacto caso aconteça alguma colisão. É levado em consideração, também, a geometria e a situação do pavimento. 24 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Tabela 3 - Classificação do Pavimento - Extensão Total Avaliada Fonte: Adaptado de CNT, 2018. Ao avaliar os dados, é nítido que algumas prioridades precisam ser redefinidas para a recuperação do setor nos mais diversos âmbitos. Assim, é extremamente importante a garantia de qualidade nas rodo- vias, que implica diretamente na redução de acidentes e mortes, no consumo de combustíveis, gastos com veículos, entre outros insumos, que possam ocasionar desperdícios. A maior parte de transportes, no Brasil, seja transportes de car- gas ou deslocamentos de passageiros é feita nas rodovias. É eviden- te a necessidade de investimentos em infraestrutura para favorecer o crescimento econômico e desenvolvimento da pavimentação. Priorizar projetos de construção, manutenção, duplicação e sinalização e certifi- car a qualidade de obras públicas, com parcerias da iniciativa privada, é fundamental e necessário. O Conselho Nacional do Transporte classifica todos os anos o estado das rodovias brasileiras e emite o resultado por meio de um relatório, disponível para consulta da população. É disponibilizado também um ranking das ligações rodoviárias mais importantes no setor socioeconômico e volume considerável de veículos de carga e/ou passageiros, em que uma ou mais Unidades da Federação são interligadas. Clique no link abaixo para visualizar o panorama completo das estradas brasileiras em 2018. Disponível em: https://pesquisarodovias.cnt.org.br/metodologia. 25 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 Ano: 2021 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Areial - PB Prova: Engenheiro Civil São definições dos elementos constituintes de um pavimento flexí- vel em seção transversal: I - É o perfil do eixo longitudinal do leito. II - É o terreno de fundação onde será apoiado o pavimento. III - É a camada de espessura constante transversalmente e variá- vel longitudinalmente. A sequência CORRETA que relaciona os elementos as suas res- pectivas definições é: a) I – Greide do leito, II – Subleito, III – Sub-base. b) I – Greide do leito, II – Subleito, III – Reforço do subleito. c) I – Sub-base, II – Sub-leito, III – Reforço do subleito. d) I – Sub-base, II – Base, III – Sub-leito. e) I – Base, II – Sub-leito, III – Greide do leito. QUESTÃO 2 Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPC-PA Prova: CESPE - 2019 - MPC-PA - Analista Ministerial - Engenharia Civil A figura a seguir ilustra a seção transversal de um trecho de rodo- via, que faz parte do projeto de pavimento de estrada de rodagem, com elementos numerados de I a VI. Assinale a opção que mostra a denominação correta dos elemen- tos destacados na figura. a) I = regularização; II = reforço do subleito; III = sub-base; IV = base; V = talude de aterro; VI = revestimento b) I = reforço do subleito; II = regularização; III = sub-base; IV = base; V = talude de aterro; VI = revestimento c) I = revestimento; II = sub-base; III = base; IV = reforço do subleito; V = talude de aterro; VI = regularização d) I = base; II = sub-base; III = reforço do subleito; IV = regularização; V 26 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S = talude de aterro; VI = revestimento e) I = sub-base; II = reforço do subleito; III = revestimento; IV = base; V = regularização; VI = talude de aterro QUESTÃO 3 Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Marília - SP Prova: Engenheiro Civil No esquema de seção transversal do pavimento representado na figura, observaram-se o revestimento, a regularização, o reforço do subleito, a sub-base e a base. Quando por circunstâncias técni- co-econômicas não for aconselhável construir a base diretamente sobre a regularização, a camada complementar conhecida como sub-base que se coloca é a a) I. b) II. c) III. d) IV. e) V. QUESTÃO 4 Ano: 2021 Banca: IDECAN Órgão: PEFOCE Prova: Perito Criminal - Engenharia Civil Com relação a pavimentos de estradas de rodagem, estabeleça a correspondência entre as colunas I e II. Coluna I 1 – Leito 2 – Regularização do subleito (nivelamento) 3 – Sub-base 4 – Revestimento 5 – Acostamento Coluna II A – Camada complementar à base. Deve ser usada quando não for aconselhável executar a base diretamente sobre o leito regulari- zado ou sobre o reforço, por circunstâncias técnico-econômicas. Pode ser usado para regularizar a espessura da base. B – É a superfície do subleito (em área) obtida pela terraplanagem ou obra de arte e conformada ao greide e seção transversal. 27 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S C – É a camada, tanto quanto possível impermeável, que recebe diretamente a ação do rolamento dos veículos. D – É a operação destinada a conformar o leito, transversal e lon- gitudinalmente. Poderá ou não existir, dependendo das condições do leito. Compreende cortes ou aterros até 20cm de espessura. E – Parte da plataforma contígua à pista de rolamentos, destinado ao estacionamento de veículos, ao trânsito em caso de emergência e ao suporte lateral do pavimento. Assinale a alternativa que apresente a correspondência correta. a) 1D – 2A – 3B – 4C – 5E b) 1B – 2A – 3C – 4D – 5Ec) 1B – 2C – 3A – 4D – 5E d) 1B – 2D – 3A – 4C – 5E e) 1A – 2C – 3D – 4B – 5E QUESTÃO 5 Ano: 2020 Banca: MS CONCURSOS Órgão: Câmara de Três Rios - RJ Prova: Procurador Jurídico Julgue se são (V) verdadeiras ou (F) falsas as assertivas retiradas do site https://www.tresrios.rj.gov.br/historia-de-tres-rios/ e assi- nale a alternativa correspondente: ( ) Em 23 de junho de 1861, foi inaugurada a Rodovia União-Indús- tria, que ligava Petrópolis a Juiz de Fora e passava em “Entre-Rios”, na Fazenda Cantagalo de propriedade de Antônio Barroso Pereira. ( ) Em 1867, os trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II chegaram à região de “Entre-Rios”. Essa ferrovia recebeu o importante apoio de Antônio Barroso Pereira, o qual foi agraciado, em 1852, pelo Imperador Pedro II com o título honorífico Barão de Entre-Rios. 9 ( ) Em 13 de agosto de 1890, pelo decreto 114, o povoado de Entre- -Rios, foi elevado a 2º Distrito de Paraíba do Sul. ( ) O Município, nascido com a toponímia de Entre-Rios, viu-se no início dos anos 40, obrigado por órgãos federais, a mudar a sua denominação pela triplicidade do nome existente em outros muni- cípios brasileiros. a) V – F – F – V. b) V – V – V – F. c) V – V – F – V d) F – V – V – V. e) V – V – V – V. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE Os materiais a serem empregados na camada de superfície de reves- 28 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S timento vão variar conforme o tipo de pavimento da estrutura - flexível/ rígido. Nesse sentido, explique o que é pavimento flexível. TREINO INÉDITO Assunto: Pavimentação Sobre a composição da pavimentação, assinale a alternativa correta. a) camada superior e uma camada de base que suporta a camada su- perior b) camada equitativa e uma camada de base que suporta a camada superior c) camada mediana e uma camada de base que suporta a camada su- perior d) camada controversa e uma camada de base que suporta a camada superior e) NDA NA MÌDIA o estado do Rio de Janeiro, em 2021, o Departamento Nacional de In- fraestrutura de Transportes (DNIT) dedicou especial atenção à restau- ração da antiga BR-040/RJ, conhecida como Estrada União Indústria, rodovia que liga a cidade de Petrópolis/RJ à Juiz de Fora, em Minas Gerais. Foram mais de 11 quilômetros de pistas totalmente recuperadas e liberadas em terras fluminenses até o Natal. A histórica rodovia é um marco da engenharia: foi a primeira estrada pavimentada da América Latina, tendo sido construída no século XIX e inaugurada por Dom Pe- dro II. Foi executada com revestimento de macadame - a pista era com- posta por pequenas pedras, comprimidas de forma a se encaixarem umas nas outras. Nas obras de restauração, o DNIT realizou serviços de drenagem, pavimentação asfáltica e instalação de equipamentos de segurança viária, como defensas metálicas e sinalização. Título: Primeira rodovia pavimentada da América Latina, Estrada União Indústria teve segmento restaurado no Rio de Janeiro em 2021 Data da publicação: 07/01/2022 Fonte: https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias/primeira-rodovia- -pavimentada-da-america-latina-estrada-uniao-industria-teve-segmen- to-restaurado-no-rio-de-janeiro-em-2021 NA PRÁTICA A evolução da malha rodoviária brasileira, ao longo dos últimos 12 anos, tem sido insuficiente para atenuar as disparidades entre as regiões do país, impactando nas potencialidades de desenvolvimento econômico e social do país. Além disso, a desigualdade na distribuição da infraestrutu- 29 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S ra rodoviária no país impede que o país evolua diante da intensa mudan- ça logística que vem ocorrendo mundialmente e tem sido acompanha- da por uma crescente demanda interna de transporte. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em 2021 avaliou a condição da malha rodoviária brasileira, apontando a sua qualidade geral e a dos seus ele- mentos constituintes: o Pavimento, a Sinalização e a Geometria da Via. A pesquisa identificou uma queda na qualidade dos 67.286 quilômetros de rodovias federais, públicas e concedidas avaliados, onde 56% das rodovias avaliadas foram classificadas como regular, ruim ou péssimo. Título: Boletim de Logística: A Importância do Modo Rodoviário para o Brasil Data da publicação: 2022 Fonte: https://ontl.epl.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/A-Importan- cia-do-Modo-Rodoviario-para-o-Brasil.pdf PARA SABER MAIS O demonstrativo abaixo sintetiza a pesquisa realizada pelo CNT em relação às rodovias brasileiras até o ano de 2022. Por isso, é uma ótima fonte de ampliação dos estudos. Título: Síntese dos resultados da pesquisa CNT de rodovias 2022 no Brasil Data da publicação: 2022 Fonte: https://static.poder360.com.br/2022/11/CNT-rodovias-2022.pdf 30 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S SISTEMA DE GERÊNCIA DE PAVIMENTOS Banco de Dados O banco de dados do SGP é uma ferramenta para armazenar as informações pertinentes. Assim, é possível a existência de um con- junto de registros em uma estrutura que é a organização atualizada e produção de informação. No banco de dados, peça fundamental de um sistema, é onde serão constadas todas as informações necessárias e confiáveis para as tomadas de decisão na intenção de obter resultados. Dentre as atividades do SGP, que interagem com o banco de dados, tem-se o levantamento de dados, modelo de análises, critérios PRINCÍPIOS DA GERÊNCIA DOS PAVIMENTOS IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S 30 31 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S de otimização e consequências de manutenção. • Levantamento de Dados - Condições estruturais dos pavimentos; - Condições funcionais dos pavimentos; - Condições de tráfego; - Custos e benefícios (usuário, sociedade). • Modelo de Análises - Previsão do desempenho dos pavimentos; - Previsão dos defeitos dos pavimentos; - Previsão das alternativas e estratégias de manutenção; - Custos e benefícios da operação do tráfego; - Custos e benefícios da operação do pavimento. • Critérios de Otimização - Condições funcionais mínimas dos pavimentos; - Condições estruturais mínimas dos pavimentos; - Custos totais mínimos e máximos benéficos. • Consequências de Manutenção - Nível de recursos necessários; - Planejamento dos trabalhos de manutenção. Dessa forma, o programa atua como um histórico de todo o tre- cho do pavimento estudado, já que mantém as informações coletadas para quando for necessário recorrer a elas e adiciona novas informa- ções, atualizando as existentes quando necessário. Figura 9 - Perguntas importantes para serem feitas em um SGP 32 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Fonte: Elaborado pelo autor, 2019. Assim, sempre que achar viável e necessário, o usuário poderá estudar o local e a melhor solução a ser tomada, se orientando pelas ações já cometidas, de modo a se precaver para que situações errône- as não ocorram novamente. Alguns outros dados também devem ser pontuados para um banco de dados satisfatório. É o caso das características da malha ro- doviária que contém informações como camadas do pavimento, cargas, tráfego, faixa de rolamento, características ambientais, parâmetros con- siderados, entre outros. A figura X exemplifica essa questão. Tabela 4 - Composição de Banco de Dados - Dados Importantes 33 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Fonte: Souza, 2015. Tomada de Decisão O estudo dos pavimentos se dá pela situação em que se en- contram, nas condições projetadas futuras e nas possibilidades de inter- venção, conforme as prioridades estabelecidas. A situação de degradação do pavimentoem estudo determina as condições atuais da estrutura, enquanto o modelo de desempenho, quando engloba as características do pavimento, determina, ou pelo menos prevê, as condições futuras. Todas as informações relaciona- das nesse processo devem estar contidas no SGP, pois é com esses parâmetros e dados que será possível escolher a decisão necessária, conforme situação em análise, sempre avaliando as propriedades e ne- cessidades de intervenção. O SGP foi feito para trabalhar com informações mais resumi- das e genéricas da rodovia em questão. Nesse contexto, sua atuação é fundamental para decisões administrativas, por exemplo, como planeja- mento, programação e orçamento. ODA (2014, s.p.) descreve algumas características e aplica- ções em um sistema que esteja em nível de rede: • Identificação de projetos para intervenções; • Priorizar projetos conforme as características principais, sen- do elas o desempenho da estrutura, o tráfego incidente, os custos aos usuários, entre outros; • Lista de necessidades a curto e a longo prazo; • Estratégias de intervenção, com um panorama da situação atual e da situação futura (previsão). ODA (2014, s.p.) ainda ressalta o procedimento discriminado abai- xo para apoio na escolha de alternativas em um sistema em Nível de Rede: • Os pavimentos recebem avaliações por pontuação (conceitos quantitativos), juntamente com conceitos qualitativos; • Estratégias de Manutenção, Reabilitação e Reconstrução 34 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S (MR&R): Neste caso, existem quatro métodos de avaliação para deter- minar as estratégias: - Método da Matriz – que correlaciona um defeito específico com uma estratégia apropriada de MR&R; - Árvore de Decisão – são estudadas variáveis importantes para auxiliar na seleção de estratégias MR&R; - Método do Custo do Ciclo de Vida – que seleciona estratégias de MR&R de acordo com os custos do ciclo de vida de uma combinação de estratégia adquirida, em um período de análise (construção, manu- tenção, reabilitação etc.); - Método de Otimização – que relaciona a maximização dos benefícios aos usuários, a maximização do padrão de desempenho da rede e a minimização dos custos presentes totais; - Custos requeridos: o SGP fornecerá uma estimativa dos cus- tos requeridos para preservar a rede pavimentada nos níveis de desem- penho desejáveis; Nas propostas de intervenção serão consideradas as ações de manutenção preventiva, corretiva, reconstrução e reforço, em Nível de Rede, de forma menos específica. Souza (2015, p. 84) destaca que ...no âmbito considerado como Nível de Projeto é trabalhado informações mais técnicas e específicas, relacionadas a seções particulares do pavimento, incluindo um diagnóstico detalhado dos defeitos, suas prováveis causas e métodos correti- vos alternativos. Lembrando-se do que já foi citado anteriormente, Nível de Projeto engloba Dimensionamento + Construção + Manutenção e Reabilitação. ODA (2014, s.p.) exemplifica algumas atividades em Nível de Projeto: - Seleção das atividades de MR&R, com base em critérios es- tabelecidos pela gerência; - Atualização dos dados conforme o desempenho do pavimen- to, fornecendo dados para as atividades de projeto, construção e ma- nutenção; - Escolha dos parâmetros principais de projeto. A partir das informações oferecidas em níveis de rede e de projeto, os SGPs, sob situação de restrição orçamentária, priorizam a seleção de projetos, permitindo a manutenção da rede viária na melhor condição possível e ao menor custo. Diante de um programa que trabalha com a priorização, anali- sa-se as diversas alternativas de intervenção, sendo uma delas, segun- do ODA (2014, s.p.), intervir na rodovia somente quando a estrutura do pavimento estiver trabalhando em sua condição limite. 35 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Após listadas as prioridades, tem-se, a princípio, que definir a me- lhor estratégia, a melhor solução dentre as opções disponíveis nesse nível: - Não fazer nada; - Manutenção Preventiva Periódica; - Manutenção Corretiva; - Reconstrução; ou - Reforço. Após a análise em Nível de Rede, passa-se para o próximo ní- vel mais específico a ser estudado, o Nível de Projeto. Neste nível, são definidas as atividades de manutenção e intervenção conforme o tipo de deterioração apresentado e, se necessário, no dimensionamento dos reforços e da reconstrução. Assim, as estratégias podem ser selecionadas por meio de fa- tores como a condição dos pavimentos, por exemplo, considerando os tipos de defeitos com suas severidades e extensões. As árvores de decisão seguem as atividades de M&R abaixo, conforme exemplifica Souza (2015, p. 85): - Não fazer nada; - Capa selante; - Lama asfáltica; - Tratamento superficial; - Selagem de Trincas - Preenchimento de buracos; - Remendo; - Regularização; - Drenagem; - Reciclagem; - Recapeamento; - Reconstrução; - Recomposição do acostamento; - Aplicação de areia quente. Além disso, os fatores considerados são classificados da se- guinte forma: - Severidade do defeito: baixa, média ou alta; - Extensão do defeito: pequena ou grande; - Tráfego (VDM - Volume de Tráfego Médio Diário x 1.000): leve ( 5,0). ETAPAS DE UM PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO O projeto de pavimentação é elaborado em três etapas: estudo 36 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S preliminar, projeto básico e projeto executivo. Estudo Preliminar A etapa do estudo preliminar se dá para estudar as caracterís- ticas gerais do pavimento, levando em consideração dados cadastrados regionais e locais, observações feitas em campo e perfil profissional, de modo que seja possível prever a estrutura do pavimento e seu custo final. É importante, nessa etapa, ter contato direto com os parâme- tros físicos considerados para o local da obra por meio de uma análise preliminar. Aqui, usam-se documentos como mapas geológicos e geo- técnicos, dados de projetos existentes na área que influencia a obra em estudo e informações sobre o tráfego local. Esse passo investigativo é importante para a etapa seguinte, o projeto básico. Nessa fase, o estudo precisa conter memorial descritivo, com as possíveis alternativas estruturais do pavimento bem como suas pré-di- mensões, e solução que seja técnica e economicamente viável e simples. Além disso, devem conter desenhos de seção do pavimento, serviços quantitativos, pavimentação e propostas orçamentárias preliminares. Manutenção do Pavimento A manutenção do pavimento é feita quando o pavimento local apresenta pequenos problemas na superfície de rolagem, o que gera desconforto para os usuários das malhas rodoviárias. De início, é feita uma análise da estrutura local para identificar o estado do pavimento, por meio de anotações. Nesse relatório, digamos assim, é indicado os locais de falhas, fissuras, fraturas, entre outras pontuações que indi- quem que a superfície da pavimentação não se encontra em estado perfeito. Após esse estudo, o projeto segue para ser realizado, e assim, solucionar os problemas identificados. Figura 80 - Obras de Pavimentação 37 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Fonte: F11, Portal de Notícias, 2019. Reconstrução do Pavimento Quando a pavimentação encontra-se em estado precário, é ne- cessária uma obra mais profunda que vai desde o tratamento e recons- trução da camada de superfície até a restauração de camadas inferiores em toda a estrutura. Dessa forma, é necessária uma análise um pouco mais detalhada da situação das camadas e de identificar até onde as falhas afetaram a estrutura em si. Em algumas situações, é preciso fa- zer a reconstrução total do pavimento, visto que um reparo simples não vai se adequar como solução final doproblema. Nas figuras a seguir, foi necessária a reconstrução da pavimentação, visto que a anterior havia sido bastante danificada devido a enxurradas. Figura 11 - Obras de Reconstrução de Pavimentação Fonte: Prefeitura de Mantena, 2018. Figura 12 - Obras de Reconstrução de Pavimentação Fonte: Prefeitura de Mantena, 2018. 38 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Figura 13 - Obras de Reconstrução de Pavimentação Fonte: Prefeitura de Mantena, 2018. Figura 14 - Obras de Reconstrução de Pavimentação Fonte: Prefeitura de Mantena, 2018. Figura 15 - Obras de Reconstrução de Pavimentação Fonte: Prefeitura de Mantena, 2018. NOTÍCIA: CAMADAS DO PAVIMENTO - Obras Rodoviárias. Esse canal possui vários conteúdos sobre engenharia rodoviária. 39 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Vale a pena conhecer. Disponível em: . Construção do Pavimento Esse tipo de obra requer um pouco mais de trabalho. Primeira- mente, é analisada a condição de cada localidade do pavimento, para, então, fazer os procedimentos de estudos e ensaios, determinando a finalidade do projeto e os índices de qualidade do solo do local onde será feito a obra. Tem-se um projeto básico para a obra em questão, que irá analisar e relacionar o tipo de solo encontrado com o tráfego de veículos que irá incidir sobre o local. Figura 16 - Trabalho em Solo Fonte: Jornal do Oeste, 2018. COMO FAZER PROJETOS DE TERRAPLANAGEM – PRO- JETO E EXECUÇÃO. Disponível em: . PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO - MEMORIAL DESCRITIVO DE ATIVIDADES. Aqui, um exemplo de um projeto de pavimen- tação, elaborado em 2013, em Santa Catarina. Pode servir como exemplo e tirar algumas dúvidas. Todavia, lembre-se sempre de se atentar à atualização de documentos normativos para a execução dos projetos de pavimentação. Disponível em: 40 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Projeto Básico A etapa de projeto básico estuda as alternativas que foram pro- postas como solução, de forma detalhada, para permitir análises com- parativas, resultando na escolha da melhor proposta. Nessa etapa, já tem-se os elementos essenciais para fundamentar a escolha final como topografia, projetos geométricos e de drenagem, investigações geológi- cas e geotécnicas, entre outros parâmetros. O projeto básico compõe-se de memorial de cálculo com análi- se geotécnica, pesquisas de tráfego, cálculos de solicitações, dimensio- namentos estruturais, desenhos transversais do pavimento, planta de localização e planilha orçamentária dos serviços a serem executados na obra de pavimentação. Projeto Executivo A etapa do projeto executivo é onde a solução escolhida, como proposta final na fase de projeto básico, será detalhada. Os dados de campo devem estar atualizados, bem como os de topografia, serviços investigativos complementares, projetos geométricos, projetos de dre- nagem, entre outros. O projeto executivo deve conter todo memorial de cálculo com todas as solicitações indicadas e detalhadas aqui e na etapa anterior. 41 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-AM Prova: Auditor Técnico de Controle Externo - Obras Públicas Para o desenvolvimento de um projeto de pavimentação, uma das etapas principais é a definição do número N. De acordo com a Publicação IPR-723 do DNIT, para o projeto de uma pista simples em pavimento flexível, com duas faixas de tráfe- go, esse número representa: a) a quantidade total de veículos pesados que passarão em uma das faixas da rodovia; b) o número de repetições equivalentes de um eixo padrão que passará em uma das faixas da pista; c) o número de repetições equivalentes de um eixo padrão que passará em todas as faixas da pista; d) a quantidade total de veículos previstos para passar em uma das faixas da pista; e) a quantidade total de veículos previstos para passar em todas as faixas da pista. QUESTÃO 2 Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de Cuiabá - MT Prova: Engenheiros e Arquitetos - Engenheiro Civil A elaboração de um projeto completo passa por diversas fases, as quais recebem nomes diferentes. A esse respeito, analise as afir- mativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) O Anteprojeto de Arquitetura configura o partido adotado e per- mite verificar a adequação do projeto em relação as principais dire- trizes e condicionantes ambientais, técnicos e legais. ( ) O Estudo Preliminar de Arquitetura é um desenvolvimento do Anteprojeto. Deve conter informações mínimas, além dos aspectos referentes à implantação no terreno, edificações principal e secun- dária, acessos externos e pavimentados. ( ) O Projeto Executivo de Arquitetura deve conter todas as informa- ções necessárias para o pleno entendimento do projeto e execução da obra. É a última etapa de elaboração do projeto, devendo contem- plar todas as informações para plena exequibilidade em obra civil. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V, F, V b) V, V, V 42 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S c) F, V, F d) F, F, V e) F, F, F QUESTÃO 3 Ano: 2020 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Santiago do Sul - SC Prova: Engenheiro Civil Em relação aos Estudos e Projetos de Estradas, conforme Manual Técnico para Conservação e Recuperação de Estradas Vicinais de Terra do IPT, Manual de projeto geométrico de Travessias Urbanas e Manual de Pavimentação do DNIT, assinale a alternativa correta. a) Os problemas mais comuns observados em estradas vicinais não pavimentadas são causados pela falta de capacidade de suporte do subleito, desempenho baixo da superfície de rolamento e deficiência no sistema de drenagem. b) Velocidade diretriz, no projeto geométrico de estradas, representa a velocidade média de utilização de um trecho viário com segurança e em condições aceitáveis de conforto, mesmo com pavimento molhado, quando o veículo estiver submetido apenas às limitações impostas pe- las características geométricas, sem influência do tráfego. c) A pavimentação de ruas pode ser classificada em dois tipos: do tipo rígido, como alvenaria poliédrica, ou flexível, com materiais betuminosos. d) Entende-se por sistema de drenagem do pavimento de uma rodovia o conjunto de dispositivos, tanto de natureza superficial como de natureza subsuperficial ou profunda, construídos com a finalidade de acumular a água de sua plataforma. e) Os estudos geométricos para o Projeto de Pavimentação compreen- dem estudos do subleito e estudos de ocorrências de materiais para pavimentação. QUESTÃO 4 Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Cambo- riú - SC Prova: Engenheiro Civil Nas etapas do projeto de estradas, entre as camadas do pavimento, a camada estruturalmente mais importante cuja função é resistir e distribuir os esforços provenientes da ação do tráfego, atenuando a transmissão destes esforços às camadas subjacentes, é o(a): a) regularização do subleito. b) reforço do subleito. c) revestimento. d) sub-base. e) base. 43 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 5 Ano: 2019 Banca: NC-UFPR Órgão: ITAIPU BINACIONAL Prova: Profissional de Nível Universitário Jr - Engenharia Civil O projeto e a execução de pavimentos devem contemplar as inter- ferências com o meio ambiente. Nesse contexto, assinale a alter- nativa correta. a) As obras de infraestrutura rodoviária não podem ser consideradascomo indutoras de modificações ambientais significativas, pois são con- sideradas fundamentais como indutoras do desenvolvimento econômico. b) Concedida a Licença Prévia, o empreendedor deve requerer a Licen- ça de Instalação, mediante a apresentação do requerimento específico, acompanhado do Projeto Executivo Final, do Plano de Controle Am- biental e do parecer técnico do IBAMA ou órgão estadual de florestas, estabelecendo as condições para desmatamento, além do comprovante de recolhimento dos custos de indenização da Licença de Instalação. c) A fase do empreendimento Estudos e Projeto é compatibilizada com a etapa do licenciamento Licença de Instalação, e a fase do empreen- dimento Construção/Pavimentação é compatibilizada com a etapa do licenciamento Licença de Operação ou Funcionamento. d) As principais ações modificadoras do meio ambiente a serem avalia- das na fase de construção são os estudos de viabilidade técnico-econô- mica e o estudo de traçado/elaboração de projeto básico. e) Os impactos ambientais são analisados a partir de dois atributos prin- cipais: sua magnitude e a sua importância. Independentemente do caso, considera-se na determinação da magnitude o grau de intensidade, a periodicidade, o período de retorno, a vida útil e a amplitude temporal. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE Com o início da fabricação de veículos automotores, algumas técnicas construtivas foram desenvolvidas para melhorar o desempenho das es- tradas. A partir daí, inicia-se o uso de cimento Portland e asfalto como suprimentos de materiais de construção nas rodovias. Nesse sentido, explique o que é asfalto. TREINO INÉDITO Assunto: Pavimento rígido Sobre a composição do pavimento rígido, assinale a alternativa correta: a) Tem uma camada de base estabelecida; b) Tem uma camada de base rigorosa c) Tem uma camada de base folgada; d) Tem uma camada de base límpida; 44 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S e) NDA NA MÌDIA A legislação brasileira, nos últimos anos, se tornou ainda mais rígida para garantir que os resíduos da construção civil (RCC) sejam descartados sem causar prejuízos ambientais. Não basta contratar um caçambeiro para remover o entulho de uma construção, sem saber qual será a des- tinação dos resíduos. É necessário um planejamento completo para que haja, de um lado, menor geração de resíduos, e de outro, a destinação correta de todo o material descartado. O que rege esse tema no Bra- sil é a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Nº 12.305/2010. Segundo Alessandro Azzoni, advogado especialista em direito ambiental e econômico, a lei trouxe profundas mudanças nesse tema, seguindo os direcionamentos da Lei Nº 11.445/2007 de saneamen- to básico. Um dos principais pontos do PNRS diz respeito à responsabi- lidade compartilhada, que torna os geradores de resíduos responsáveis pela destinação do material descartado. “Antes, se o caçambeiro jogasse o entulho da obra na rua, de forma irregular, era responsabilidade apenas do caçambeiro. Com a Lei, o dono do resíduo também será responsabili- zado, seja criminalmente, administrativamente ou em termos de respon- sabilidade ambiental”, explica Alessandro Azzoni. Título: Legislação reforça papel da construção civil no manejo dos re- síduos Fonte: Manutenção e suprimento Data da publicação: 2022 Leia na íntegra em: https://casaemercado.com.br/legislacao-reforca-pa- pel-da-construcao-civil-no-manejo-dos-residuos/ NA PRÁTICA A área da construção civil hoje é o maior gerador de resíduos do país. Em contrapartida, é um setor que gera muitos empregos e crescimen- to para o Brasil. Reaproveitar os recursos naturais que são gastos na construção civil pode ser lucrativo, além de diminuir o impacto ambien- tal. Pensando nesse desenvolvimento, discutir formas pra melhorar o aproveitamento desses resíduos gerados pela construção civil é um fa- tor essencial. Desenvolver formas de reaproveitar esses resíduos reduz o impacto ambiental que ele provoca no nosso planeta. A conscientiza- ção da população e dos profissionais na área de construção civil é im- portante para o início desse projeto de reciclagem. Um projeto de coleta e armazenagem desses resíduos se faz importante para esse reapro- veitamento da mesma forma que uma boa organização deste material. Título: Implantação de sistema de gestão de resíduos de construção 45 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S civil na cidade de Vazante – MG Data da publicação: 2023 Fonte: https://saneamentobasico.com.br/wp-content/uploads/2023/01/ 3578-10692-1-PB.pdf PARA SABER MAIS No vídeo abaixo é demonstrado o processo de terraplanagem na prá- tica, logo após a compactação e melhoria do Subleito. Trata-se de uma relevante fonte de complementação dos estudos. Título: Introdução a Pavimentação - Processos de construção de Vias Secundárias na Prática Data da publicação: 21/12/2021 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=7-ya-sed5ao 46 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S MATERIAIS AGREGADOS Os materiais usados nas obras de pavimentação vão variar con- forme o tipo e a finalidade do pavimento, bem como os tipos de camada e a necessidade de cada uma determinada no projeto em questão. Os materiais usados em camadas de base, sub-base e cama- da de reforço recebem a classificação de acordo com a sua natureza de trabalho e com o comportamento que será exigido dessas camadas. Há muitos materiais que podem ser empregados na obra de pavimentação, que serão mais bem detalhadas abaixo. MATERIAIS UTILIZADOS NA PAVIMENTAÇÃO IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S 46 47 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S - Brita Graduada Simples - BGS (figura 17.a e 17.b) É um material com granulometria bem graduada com diâmetro má- ximo de 38 mm e seus finos passantes na peneira Nº 200 (em torno de 3 a 9%) permitem um bom intertravamento e boa resistência na camada. Todavia, é usual materiais com diâmetros menores. Costuma apresentar ca- pacidade de expansão muito baixa ou quase nula. É ideal que a distribuição desse material seja feita com a vibroacabadora e, em seguida, deve ser rea- lizada a compactação, que é feita com o uso de rolos de pneus ou rolos lisos com a presença ou não de vibração, assim que o material for espalhado na pista. O MR (ver quadro abaixo) da base desses materiais costuma apre- sentar valores na média de 100 a 400 Mpa ou 1.000 a 4.000 kgf/cm². Esses valores vão depender da graduação do material, da natureza desses agre- gados, da forma como a compactação foi realizada e das tensões aplicadas. MR significa Módulo de Resiliência. Esse módulo foi base- ado nas seguintes razões para justificar seu uso, sendo: • o MR indica uma propriedade básica do material que pode ser utilizada na análise mecanística de sistemas de múltiplas camadas; • o MR é um método aceito no âmbito internacional e utili- zado para caracterizar materiais para o projeto de pavimentação e para mensurar seu índice de desempenho; • Existem técnicas disponíveis que fazem estimativas do MR em campo, sendo ensaios rápidos e não-destrutivos, que facili- tam a compatibilização entre os procedimentos de obras novas de dimensionamento de pavimentação e obras onde será necessário fazer o reforço de pavimentos antigos. Esses materiais apresentam características de permeabilida- de, sendo de permeáveis a medianamente permeáveis, e são usados em camadas de base e sub-base nos pavimentos asfálticos e sub-base em pavimentos de concreto-cimento. - Macadame Hidráulico e Seco (figura 17.d) A composição desse material se dá por agregados graúdos - 48 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A- G R U P O P R O M IN A S naturais ou britados, agregados miúdos e água. O macadame hidráulico foi muito usado antes do surgimento da BGS e ainda é usado em locais que não possuem usinas de BGS. Devem ser colocados agregados graú- dos e, depois, os agregados miúdos, que vão preencher os vazios que existem entre os agregados graúdos. Na sequência, é adicionado água, juntamente aos agregados finos, que irão preencher quaisquer vazios restantes e formar uma camada mais firme na estrutura. A estabilidade será garantida pela ação de compactação, que é feita após o material ser distribuído ao longo da pista. A boa performance dos agregados graúdos é certificada se eles estiverem limpos, duros e duráveis, sem partículas alongadas e macias em excesso, e sem quaisquer outras particularida- des que possam apresentar ações contaminadoras e prejudiciais. O macadame seco é similar ao procedimento do macadame hidráulico descrito acima. A diferença é que nesse processo, não há a presença de água para fazer o preenchimento de vazios entre os agre- gados na camada. - Rachão Esse material apresenta características mais brutas e são em- pregados em camadas com necessidade de alta resistência. No geral, quando aplicados, são empregados em reforço da camada de subleito ou sub-base. Figura 17 - Rachão Fonte: ABL, acesso em 2019. - Solo Agregado A composição do solo agregado se dá por agregados, solo e água. Esse material pode ser preparado em usinas e sua aplicação ocor- 49 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S re diretamente no solo, para posterior compactação com uso de rolo liso ou o pé de carneiro. É possível fazer a divisão do solo agregado em três tipos diferentes (figura X), que acontece em relação à proporção da parte graúda e da parte fina. Essa explicação é dada por Bernucci (2006). Figura 18 - Tipos de Solo agregado (tipos ‘a’, ’b’ e ‘c’) Fonte: Yoder e Witczak, 1975, apud Bernucci, 2006. Tabela 5 - Descrição dos tipos de Solo Agregado Fonte: Adaptado de Bernucci, 2006. Tem-se feito, com frequência, e empregados na pavimentação, misturas do tipo (b) e (c), denominadas de solo-brita ou solo-areia. O 50 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S tipo (c) também recebe denominação de solo-brita descontínuo. O im- portante dessas misturas, principalmente no caso do tipo (c), é a pre- sença do grão fino. É possível ver a mistura desses solos em pista, nas figuras X.11. Na figura X.11.a tem-se o emprego de solo-brita e na figura X.11.b o emprego de solo-areia. - Solo Arenoso Fino O solo arenoso fino é uma composição de argila e areia dis- ponível na natureza. Também pode ser composta de maneira artificial, pela mistura de areia do campo ou areia de rio, com argila. Pode ser usado em obras de pavimentação como camadas de reforço, subleito ou sub-base para tráfegos incidentes com cargas médias ou pesadas. A tabela abaixo mostra a granulometria recomendada para o uso desse material. Tabela 6 - Faixas A, B, e C de solos arenosos finos lateríticos para bases e sub-bases de pavimentos Fonte: Benucci, 2006. A figura 18.c demonstra uma camada de base com o uso de solo arenoso fino compactada e sem umidade. A figura 18.d demonstra a camada do solo argiloso, que tende a apresentar trincas maiores e a formação de blocos. A presença de trincas nas camadas desse tipo de solo provoca a redução do MR efetivo. Todavia, as camadas ainda são consideradas de baixo índice de deformação e possuem comportamen- to mecânico considerável, entre bom e excelente. Os materiais a serem empregados na camada de superfície de revestimento vão variar conforme o tipo de pavimento da estrutura - flexível/rígido. Dessa forma, os materiais abaixo podem ser utilizados: - Asfalto: seu uso é muito comum em obras de pavimentação e pode ser apresentado em três tipos, conforme tabela abaixo. 51 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Tabela 7 - Tipos de Asfalto Fonte: Adaptado de Rossi, 2017. - Cimento: usado como base para a camada de revestimento 52 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S em pavimentos rígidos, utilizando o cimento Portland. Figura 17 - Materiais granulares empregados em bases, sub-bases ou reforços Fonte: Benucci, 2006. 53 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Figura 18 - Solos e solo-agregados empregados em bases, sub-bases ou reforços Fonte: Benucci, 2006. 54 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Figura 19 - Lateritas, saibros e materiais reciclados empregados em bases, sub-bases ou reforços Fonte: Benucci, 2006. 55 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Figura 20 - Materiais cimentados empregados em bases, sub-bases ou reforços Fonte: Benucci, 2006. 56 IN TR O D U Ç Ã O À P A V IM E N TA Ç Ã O A SF Á LT IC A - G R U P O P R O M IN A S Mais tipos de matérias podem ser vistos e estudados na referên- cia de Benucci, 2006, disposta no campo de Referências Bibliográficas. Resíduos da Construção Civil na Pavimentação Rodoviária O setor da construção civil tem alta demanda de produção e a geração de resíduos se dá de forma significativa. Uma alternativa cada vez mais recorrente é o uso de resíduos de construção civil e demolição na pavimentação. Dessa forma, tem-se uma alternativa de redução de recursos naturais não renováveis e realiza o processo de reciclagem. Os materiais descartados no processo da construção podem ser reaproveitados e utilizados como materiais agregados, usados nas camadas de base e sub-base no processo de pavimentação. É impor- tante ressaltar que os materiais usados devem passar por um processo de análise e seleção para evitar que quaisquer misturas ou materiais interfiram na qualidade, na vida útil e no funcionamento perfeito da obra. A Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da cons- trução civil e Demolição - ABRECON cita os benefícios adquiridos no uso desses resíduos como matéria-prima para obras de pavimentação: - é uma forma barata de reciclagem que requer o uso de baixa tecnologia no processo e isso, consecutivamente, implica na redução de custos do projeto; - permite a utilização de, praticamente, todos os componentes da massa de resíduos, sendo tijolos, argamassas, materiais cerâmicos, areia, pedras, entre outros. Além disso, não há necessidade de segre- gação desses resíduos para uso; - ao utilizá-lo na pavimentação, há um ganho de economia de energia no processo de moagem dos resíduos, caso esses fossem des- tinados a outro fim, como argamassas, por exemplo. Quando estes são utilizados na fabricação de concreto, é permitido o uso de granulome- trias maiores; - chance de aproveitar uma maior parcela dos resíduos, já que em algumas situações, parte dessa massa não consegue passar pelo processo de moagem ou trituração. Estudo de viabilidade econômica do uso do agregado de RCD em pavimentação de vias urbanas. Disponível em: . MATERIAIS BETUMINOSOS Lima (2008, p. 9) classifica o material betume como "um pro- duto complexo, de natureza orgânica, de origem natural ou pirogênica, composto de uma mistura de hidrocarbonetos acompanhado, em sua maioria, de seus derivados não metálicos, completamente solúvel em dissulfeto de carbono”. Ainda, segundo Lima apud Bauer (1999, p. 9), as principais características do betume são: - É um material aglomerante, como cal ou cimento. Todavia, não é