Prévia do material em texto
Erick Lima CURSO PROFESSOR Videoaulas Mentoria 100% Atualizado Questões PDF Vade Mecum PM CE Imparáveis Produtos CLIQUE NAS IMAGENS E SAIBA MAIS PM/CBM Videoaulas Mentoria Questões PDF Vade Mecum IMERSÃO POLÍCIA E BOMBEIRO MILITAR DA PARAÍBAPOLÍCIA E BOMBEIRO MILITAR DA PARAÍBAPOLÍCIA E BOMBEIRO MILITAR DA PARAÍBA https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-policia-penal-do-ceara/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-corpo-de-bombeiros-militar-do-ceara/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-autarquia-municipal-de-transito-e-cidadania/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-policia-civil-do-ceara/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-policia-militar-do-ceara/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-policia-militar-da-paraiba/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-guarda-municipal-de-maracanau/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-curso-de-formacao-de-oficiais-pmce/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-policia-militar-de-pernambuco/ https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-guarda-municipal-de-fortaleza/ https://wa.me/message/ZWJC6E5CJ5VFK1 https://cursoprofericklima.com.br/siteoficial/imersao-policia-militar-do-rio-grande-do-norte/ https://wa.me/message/ZWJC6E5CJ5VFK1 https://www.instagram.com/cursoprofericklima/ https://www.instagram.com/profericklima/ https://cursoprofericklima.com.br/ https://t.me/+e4uNRDIJnd9mNjY5 https://www.youtube.com/@cursoprofericklima 1 QUESTÕES GABARITOS COMENTÁRIOS 1. B GABARITO: LETRA B. LETRA "A"- ERRADA. O pai de Gregor sempre foi o único responsável por manter a família financeiramente. Do trecho "Gregor entregava o dinheiro com prazer espontâneo e a família, de bom grado, recebia" infere-se que Gregor colaborava com a manutenção financeira da família. Logo, está errada a afirmação de que o pai de Gregor sempre foi o único responsável por manter a família financeiramente. LETRA "B"- CORRETA. A família nem sempre reagiu da mesma forma às contribuições financeiras de Gregor. De acordo com o texto, à medida que as contribuições financeiras de Gregor foram se tornando costumeiras, a surpresa e a alegria inicial da família arrefeceram (diminuíram). Apenas sua irmã permanecia mais próxima e afetuosa com ele. Isso prova que a família nem sempre reagiu da mesma forma às contribuições financeiras de Gregor. LETRA "C"- ERRADA. A irmã, com sua habilidade musical, também contribuía, financeiramente, com a família. O texto diz que Gregor tinha planos de enviar a irmã para o Conservatório no ano seguinte, sem importar-se com os gastos extras que isso acarretaria. Disso entende-se que ela seria ajudada financeiramente pelo irmão, e não que ela, com sua habilidade musical, também contribuía, financeiramente, com a família. LETRA "D" - ERRADA. A situação financeira da família, no presente narrado, era bastante confortável, sem dívidas. Segundo o texto, o pai de Gregor tinha uma dívida não saldada com o patrão. Disso depreende-se que a situação financeira da família, no presente narrado, era constrangedora, com dívidas. LETRA "E" - ERRADA. Os problemas financeiros da família foram provocados pela ignorância da mãe. Do texto conclui-se que os problemas financeiros da família foram provocados por alguma desgraça que haviam sofrido, e não pela ignorância da mãe. 2. B Gabarito: Alternativa B) A sequência lógica entre os parágrafos pode ser estabelecida através de elementos de coesão. No início do segundo e do terceiro parágrafos, a classe gramatical responsável por construir a relação de sentido com os parágrafos que antecedem cada um deles foi predominantemente: Observa-se sintaticamente elementos coesivos com valor conjuntivo, no entanto o enunciado requer a definição da classe gramatical da palavra essencial que retoma o sentido anterior do parágrafo e assim constrói uma ligação entre eles. Vejamos: 2 2° parágrafo: “Todos esses pensamentos” • pensamentos: substantivo. <Pensamentos> retoma as ideias presentes no primeiro parágrafo. 3° parágrafo: “Na conversa sobre as finanças da família” • conversa: substantivo. <Conversa> retoma o último período do parágrafo anterior, realizando coesão interparágrafos. A) adjetivo. Incorreta B) substantivo. CERTO C) conjunção. Incorreta D) verbo. Incorreta E) preposição. Incorreta 3. C GABARITO: LETRA C Na frase “Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal” (1º§), ocorrem dois pronomes. Sobre eles, é correto afirmar que: a) possuem a mesma classificação morfológica. ERRADA: não possuem a mesma classificação morfológica. O primeiro pronome está na contração "nisso": em + isso. O pronome "isso" é um pronome demonstrativo. O segundo pronome é a palavra "lo", uma variação do pronome pessoal oblíquo átono "o", que ocorre quando este está em ênclise com verbos terminados em "-R, -S, -Z". Nestes casos, corta-se a última letra do verbo (anunciar - o ⇒ anunciá-lo) b) o primeiro antecipa uma ideia inédita e o segundo a resgata. ERRADA: o primeiro pronome é o "isso" (localizado em "nisso") e SEMPRE tem valor anafórico, ou seja, se refere a algo que já foi dito ou apresentado. Portanto está errado dizer que ele antecipa uma ideia inédita (sentido catafórico). O segundo pronome (lo) resgata a mesma ideia que o "isso" resgata. Ambos se remete ao Projeto de enviar a irmão ao Conservatório. c) ambos fazem referência a algo já dito no texto. CORRETA: Ambos se remete ao termo "o projeto". Ou seja, ambos tem valor anafórico, ligando a frase a uma ideia anteriormente apresentada no texto. 3 d) fazem referência à segunda pessoa do discurso. ERRADA: tanto o pronome "isso", quanto o pronome "lo" fazem referência à terceira pessoa do discurso (de quem se fala). Pensava em quê? - Nisso = no projeto (ele) Anunciar o quê? - O projeto (ele) e) o segundo está em posição proclítica em relação ao verbo. ERRADA: A posição proclítica ocorre quando o pronome está ANTES do verbo (Próclise). O segundo pronome (lo) está DEPOIS do verbo, portanto está em ÊNCLISE, em relação ao verbo. 4. D GABARITO: LETRA D No final do primeiro parágrafo, nota-se o emprego recorrente de um tempo verbal. Seu uso, nesse trecho, remete a ações: PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO: Designa um fato passado, mas não concluído. Transmite uma ideia de continuidade e duração, podendo indicar, por exemplo, uma ação que se configurou como hábito. O que ajuda a identificar esse tempo verbal é a partícula "-va-", nos verbos da 1ª conjugação (-AR) ou a partícula "-ia-", nos verbos da 2ª e 3ª conjugações (-ER / -IR). Nos verbos irregulares (Exemplo: TER), observamos a desinência "-inha-". a) futuras que seriam realizadas com certeza. ERRADA: o tempo verbal que pode ter esse sentido é o Futuro do Presente do Indicativo. O futuro do presente do indicativo indica que a ação está no futuro em relação ao momento em que se fala, indicando também que essa ação é considerada como certa por quem fala (a ideia de certeza é uma característica comum nos tempos do Modo Indicativo). Não obstante, ele também pode ter um sentido de incerteza, especialmente quando empregado em perguntas (Ex: Não estaremos sendo negligentes se deixarmos isso de lado? ) 4 O futuro do presente é um tempo verbal derivado do Infinitivo Impessoal e sua formação consiste na junção do infinitivo com as seguintes desinências: -ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão. b) pontuais ocorridas em um momento passado. ERRADA: o tempo verbal que pode ter esse sentido semântico é o Pretérito Perfeito do Indicativo. Por indicar que o fato do passado foi completamente concluído, a ação descrita nesse tempo verbal pode assumir o caráter de pontualidade (pontual no sentido de algo quese refere a um ponto específico e contido no tempo). O Pretérito Perfeito do Indicativo é considerado um tempo primitivo e suas desinências são: -i, -ste, -u, -mos, -stes, -ram. Essas desinências são válidas para os verbos regulares. c) situadas no momento da enunciação da narrativa. ERRADA: o tempo verbal que pode ter esse sentido semântico é o Presente do Indicativo. O presente do indicativo é usado para indicar 3 coisas: • a ação ocorre no exato momento da fala • a ação é um hábito/rotina do presente • a ação é uma verdade atemporal/científica ou é um fato permanente (algo como uma característica ou uma propriedade de algo ou alguém) O Presente do Indicativo também é usado para se referir ao futuro próximo, o que ocorre quando se fala algo como "a aula começa às 10h". Na verdade, usar o Presente para se referir a ações futuras tornou-se um hábito observado na locução formada pelo verbo IR (no Presente do Indicativo) + Verbo Principal no INFINTIVO. Essa locução é comumente usada para substituir o Futuro do Presente. Por exemplo: Eu vou fazer a tarefa amanhã. x Eu farei a tarefa amanhã. 5 O Presente do Indicativo é considerado um tempo primitivo e suas desinências são: -o, -s, -a/-e, -mos, -is, -m. Essas desinências são válidas para os verbos regulares. d) habituais, recorrentes em um momento do passado. CORRETA: como vimos acima, a maioria dos verbos no final do primeiro parágrafo está no Pretérito Imperfeito do Indicativo. Este tempo verbal indica fatos que ocorreram no passado, mas não foram concluídos. Transmite uma ideia de continuidade ou recorrência (=algo que volta a acontecer com regularidade), podendo indicar, por exemplo, uma ação que se configurou como habitual. e) marcadas por um tom imperativo do enunciador. ERRADA: verbos que denotam um tom imperativo estão no Modo Imperativo. Lembre-se que o Modo Imperativo não serve apenas para indicar ordens e pedidos, ele também expressa conselhos, convites e súplicas. Observe abaixo como se dá a construção do Imperativo Afirmativo e do Imperativo Negativo. 5. D GABARITO: LETRA D. Na passagem “À medida que tudo isso foi se tornando costumeiro, a surpresa e a alegria inicial arrefeceram” (1º§), o vocábulo em destaque foi empregado para expressar a ideia de que a surpresa e a alegria inicial da família diante das contribuições financeiras de Gregor abrandaram, diminuíram, esmoreceram, enfraqueceram à medida que foram se tornando costumeiras. 6 LETRA "A"- ERRADA. aqueceram. Na passagem em questão, o vocábulo em destaque foi empregado para expressar a ideia de que a surpresa e a alegria inicial da família diante das contribuições financeiras de Gregor abrandaram, diminuíram, esmoreceram, enfraqueceram, e não que elas aqueceram (esquentaram; aumentaram). LETRA "B"- ERRADA. venceram. Na passagem em questão, o vocábulo em destaque foi empregado para expressar a ideia de que a surpresa e a alegria inicial da família diante das contribuições financeiras de Gregor abrandaram, diminuíram, esmoreceram, enfraqueceram, e não que elas venceram (suplantaram; ganharam). LETRA "C"- ERRADA. comoveram. Na passagem em questão, o vocábulo em destaque foi empregado para expressar a ideia de que a surpresa e a alegria inicial da família diante das contribuições financeiras de Gregor abrandaram, diminuíram, esmoreceram, enfraqueceram, e não que elas comoveram (emocionaram). LETRA "D"-CORRETA. esmoreceram. Na passagem em questão, o vocábulo em destaque foi empregado para expressar a ideia de que a surpresa e a alegria inicial da família diante das contribuições financeiras de Gregor abrandaram, diminuíram, esmoreceram, enfraqueceram. LETRA "E"- ERRADA. desapareceram. Na passagem em questão, o vocábulo em destaque foi empregado para expressar a ideia de que a surpresa e a alegria inicial da família diante das contribuições financeiras de Gregor abrandaram, diminuíram, esmoreceram, enfraqueceram, e não que elas desapareceram (deixaram de existir). 6. A GABARITO: LETRA A O pronome destacado, em “a despeito da desgraça que haviam sofrido, restava-lhes algum capital” (3º§), foi empregado em função: a) de uma relação com a regência verbal. CORRETA: O pronome "lhes" é um pronome pessoal oblíquo átono usado para exercer as funções sintáticas de: Objeto Indireto, Adjunto Adnominal e Complemento Nominal. No caso acima, o "lhes" é um complemento verbal de "restava". Como este verbo é transitivo indireto (VTI), o seu complemento é indiretamente ligado a ele - isto é ligado por meio de uma preposição regida pelo verbo: • Restava a quem? - rege a preposição "a" • Restava a eles (o pai, a mãe e a irmã) - "a eles" é Objeto Indireto 7 Quando é necessário substituir um termo regido por uma preposição (como um Objeto Indireto, por exemplo), não podemos utilizar qualquer pronome pessoal oblíquo átono. Apenas os pronomes "me, te, se, nos, vos, lhe, lhes" podem assumir essas funções. Podemos perceber, portanto, que o pronome "lhes" é empregado justamente por estar substituindo um termo preposicionado pela regência verbal. Esse é motivo pelo qual foi empregado. Se precisássemos de um pronome para substituir um complemento direto (um Objeto Direto), então os pronomes oblíquos adequados seriam "o, a, os, as" e suas variações (lo, la, los, las - no, na, nos, nas). • Comprei um carro ontem = Comprei-o ontem • Resolvi a prova rapidamente = Resolvi-a rapidamente. b) da adequação ao gênero do referente. INCORRETA: o pronome "lhe(s)" varia apenas em número (singular e plural). Ele não varia em gênero (pode ser empregado tanto para o feminino, quanto para o masculino) e não varia em pessoa (é usado apenas para a 3ª pessoa do discurso). c) da concordância com o verbo “restar”. INCORRETA: a concordância verbal é uma relação entre o verbo e seu Sujeito. O pronome "lhes" não é sujeito do verbo, portanto o seu emprego não tem relação alguma com a concordância verbal. Observe que o Sujeito é "algum capital" (3ª pessoa singular), sendo este o motivo da flexão verbal na 3ª pessoa do singular (ele restava). Lembre-se que o "lhes" representa um termo preposicionado e o Sujeito da oração não é preposicionado. A preposição é uma palavra subordinante. Não faria sentido o Sujeito ser preposicionado (subordinado) ao verbo que está ali para declarar algo sobre ele. d) do seu sentido de indefinição contextual. ERRADA: O pronome "lhes" não é um pronome indefinido. Pelo contexto, sabemos a quem o "lhes" se refere. Ele se remete aos integrantes da família: o pai, a mãe e a irmã. 8 Pronomes indefinidos servem para indicar quantidades de maneiras vagas ou alguma ideia de indefinição. Estão sempre relacionados à 3ª pessoa do discurso. Exemplo: • Todos os alunos foram reunidos. (Quantos são? Quem são esses "todos"?) e) de sua referência à primeira pessoa do discurso. ERRADA: O pronome oblíquo "Lhes" não se refere à primeira pessoa do discurso, apenas à 3ª pessoa do discurso. Para a 1ª pessoa temos os pronomes átonos "me" (singular) e "nos" (plural) e os pronomes tônicos "mim; comigo" (singular) e "nós, conosco" (plural). 7. B GABARITO: LETRA B a) indicar o caráter explicativo do aposto. ERRADA: o termo em destaque não é um aposto! O aposto é um termo de valor substantivo, que desenvolve ou traz informações adicionais sobre um outro termo, tendo inclusive o mesmo valor semântico do termo ao qual se refere. A equivalência permite inclusive que o aposto possa substituir o termo referente. O aposto é como uma outra forma de se referir aquele termo. Exemplo: Guilherme I(A), o conquistador da Inglaterra(B), derrotou os exércitos saxões na Batalha de Hastings. (A) Guilherme I = (B) o conquistador da Inglaterra Observe que o termo destacado pela questão não tem esse sentido.A expressão "com a cabeça" não tem valor substantivo e não desenvolve, aprofunda ou esclarece nenhum termo. Ela é uma expressão que descreve o modo como alguma ação foi feita, tendo, portanto, caráter circunstancial. b) isolar um termo deslocado na oração. CORRETA: A expressão "com a cabeça" descreve o modo como alguma ação foi feita, tendo, portanto, caráter circunstancial. Sintaticamente, ela é um adjunto adverbial. A posição dos adjuntos adverbiais, na ordem direta, é ao final da oração. Entretanto, na frase dada, ela está intercalada entre um verbo e seu complemento direto. Adjuntos adverbias deslocados de sua posição DEVEM ser isolados por vírgulas, quando tiverem mais que 2 palavras (quando tiverem 2 ou menos as vírgulas são facultativas). c) sinalizar a antecipação de uma oração. ERRADA: como vimos anteriormente, o termo indica a circunstância na qual a ação de aprovar foi feita (circunstância de modo). 9 O termo em si não é uma oração, pois não tem nenhum verbo (para ser uma oração é necessário ter verbo). Também não há antecipação de oração. A referência feita de modo antecipado, a algo que ainda vai ser apresentado na frase, é chamada de coesão catafórica e, normalmente, é feita com a ajuda de pronomes, especialmente os pronomes demonstrativos "este, esta, isto". d) explicitar uma enumeração de termos. ERRADA: não há enumeração de termos. Para haver enumeração é necessário que existam ao menos dois ou mais termos em sequência. Na expressão em destaque temos apenas "a cabeça", o que não constitui uma enumeração. A enumeração é marcada pela presença de vírgulas e, muitas vezes, dois-pontos no início da enumeração. e) destacar o sentido figurado dos vocábulos. ERRADA: não, as vírgulas não são usadas para essa finalidade. O sinal que tem esse propósito são as aspas. Dentre outras funções, as aspas são usadas para indicar que uma palavra ou expressão foi usada fora de seu sentido usual, frequentemente com conotação irônica ou maliciosa. Exemplo: Veja como ele é "educado"! Não sabe nem quando deve se calar. 8. C GABARITO: LETRA C No segundo parágrafo, a construção “agora inúteis” intercala a oração em que está inserida apresentando ao leitor, de forma abrupta, uma informação. A escolha dessa construção por parte do autor enfatiza a: a) recorrência de uma situação. ERRADA: A palavra "recorrência" indica a ação de voltar/acontecer novamente. Quando analisamos a expressão "agora inúteis", a palavra "agora" indica algo que acontece no momento, sinalizando para uma circunstância que ocorre a partir daquela instante (= doravante). Logo, a construção dada no texto não serve para enfatizar uma situação que se repete (recorrente). Se fosse a intenção do autor indicar a ideia de recorrência, ele poderia ter escrito das seguintes formas: novamente inúteis / costumeiramente inúteis / habitualmente inúteis b) perenidade de uma condição. ERRADA: A palavra "perene" significa algo que dura para sempre ou que dura por muito tempo. "Perene" também significa que algo é contínuo no tempo, não se interrompe. Portanto a perenidade de uma condição sinaliza para uma condição contínua, duradoura ou mesmo infindável. Não é o sentido que se extrai da expressão "agora inúteis". Como vimos, a palavra "agora" indica algo que acontece no momento, sinalizando para uma circunstância que ocorre a partir daquela instante (= doravante). Ou seja, "agora" sinaliza para uma mudança de estado: antes 10 era assim, agora é de outro jeito. Isso quebra a ideia de perenidade, uma vez que esta vai justamente no sentido da imutabilidade de uma situação. Devemos considerar ainda que na expressão "agora inúteis" também não há a indicação de que este novo estado será permanente (doravante permanentemente inúteis). Pode ser que voltem a ser úteis no futuro. Logo, a expressão também não indica que o novo estado será perene. Se o autor quisesse passar a ideia de perenidade de uma situação, ele poderia escrever a frase da seguinte forma: perpetuamente inúteis / infindavelmente inúteis / sempre inúteis / continuamente inúteis c) mudança de um estado ou situação. CORRETA: A mudança é a alteração de um estado/situação. Na expressão "agora inúteis", a palavra "agora" indica algo que acontece no momento, sinalizando para uma circunstância que ocorre a partir daquela instante (= doravante). Se ocorre a partir daquele instante, então havia um tempo anterior no qual a situação era diferente. Agora os pensamentos do personagem são inúteis. Antes, não o eram. A palavra "agora" pressupõem uma mudança de situação, pois se os pensamentos fossem inúteis desde antes, não faria sentido falar em "agora inúteis", o certo seria dizer "sempre inúteis", por exemplo. Por isso, a inferência dada pela alternativa C está correta. d) ambiguidade da experiência reiterada. ERRADA: Ambíguo é a qualidade de algo que tem muitos sentidos e, justamente por isso, é incerto, sem precisão, sinalizando uma ideia de dúvida ou indecisão. Consequentemente, a ambiguidade de uma experiência sinaliza para uma experiência que ocorre em circunstância problemática / duvidosa / incerta / indeterminada. Na expressão "agora inúteis" não há essa sinalização de incerteza. O autor é bastante categórico, deixando claro que a experiência (no caso, os pensamentos do personagem) é inútil a partir daquele momento. Logo não há ambiguidade. Ainda, conforme vimos na alternativa A, também não há essa noção de repetição, de algo que volta a acontecer. Por isso, a palavra "reiterada" ( significa algo que é repetido, que se renova) também é inadequada. e) causa de um problema descrito. ERRADA: a causa é a origem, é aquilo que faz com que algo exista. 11 Na expressão "agora inúteis" não há noção de causa, pois não sinaliza para a origem de nada, mas sim para uma constatação de algo que é verdade a partir daquele ponto. Ser inútil a partir daquele momento não é uma causa, mas sim, quando muito, uma consequência. Algo fez com que aqueles pensamentos do personagem se tornasse inúteis a partir daquele ponto. Esse algo é a causa. Ser doravante inútil é um efeito daquela causa. 9. D GABARITO: LETRA D Em “Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações – seja porque há tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender” (3º§), a repetição do conectivo indicado contribui para a sequência lógica do trecho em questão, apresentando um sentido de: a) explicação. ERRADA: Quando consideramos o contexto das conjunções coordenadas explicativas, devemos lembrar que a ideia explicativa está ligada a um sentido de justificativa. Observe: Fique quieto, pois a aula já começou Na primeira oração é dada um ordem (ficar quieto). Na segunda oração, há a justificativa para tal ordem. Essa segunda oração apresenta uma conjunção com sentido explicativo (pois). É bastante comum que as orações explicativas sejam precedidas por orações com verbos no modo imperativo. As principais conjunções explicativas são: que, porque, pois (no início da oração), porquanto. b) consequência. ERRADA: encontra-se a ideia de consequência nas orações coordenadas conclusivas ou nas orações subordinadas adverbiais consecutivas. Nas orações conclusivas, a consequência é um desfecho, a finalização de um raciocínio. Exemplo: Preciso sair depressa, logo me fale sobre isso quando eu voltar. As principais conjunções conclusivas são: logo, portanto, por isso, assim, pois, por conseguinte, então, em vista disso. Nas orações adv. consecutivas, a consequência é um efeito, um resultado de um causa. A causa aparece na oração principal, oração que geralmente apresenta uma palavra intensificadora como: tal, tamanho, tanto, a tal ponto, tanto assim, tão. A oração consecutivanormalmente é introduzida pela conjunção "que". Outras conjunções consecutivas são: de sorte que, de modo que, de maneira que, de modo que, de forma que. Exemplo: Meu trabalho é tão longo, que normalmente fico mais de 8 horas por dia nele. c) adição. ERRADA: como o próprio nome sugere, a adição está ligada a uma ideia de soma, acréscimo ou coisas que ocorrem ao mesmo tempo. 12 Não é o que observamos no trecho. Quando consideramos o uso de pares de expressões (correlações aditivas enfática) para sinalizar a ideia de adição, o "seja.... seja..." não é um exemplo adequado. Os "pares" aditivos mais comuns são: não só .... mas (também/ainda); não só... (bem) como; não só... como (também/ainda); tanto... quanto. Exemplo: Não só trabalho durante o dia, como também trabalho durante parte da noite. d) alternância. CORRETA: quando se considera o sentido das conjunções coordenadas alternativas, há vários sentidos que podemos construir. A alternância entre duas opções pode ter sentido de exclusão (onde uma opção excluí a possibilidade da outra ocorrer), pode ter sentido de alteração entre dois estados (não necessariamente exclusivos ou excludentes), pode ter ideia de inclusão ou ainda de retificação. No trecho dado, temos a ideia de alternância entre duas opções dadas para explicar o comportamento do pai. Ele redundava nas explicações porque há tempos não fazia isso. Ele também redundava porque a mãe tinha dificuldades de escolher. Temos a alternância de dois estados que lavavam o pai a redundar nas explicações. As principais conjunções alternativas são: ou... ou...; ora... ora...; quer... quer...; seja... seja...; já... já.... e) adversidade. ERRADA: a ideia de adversidade está ligada ao sentido de oposição, contraste, ressalva, quebra de expectativa, compensação, retificação ou restrição. Nenhum desses sentidos corresponde ao "seja... seja" apresentado no trecho. Observe as principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. Exemplo: Não se tratava de dinheiro, mas de realização profissional. (retificação/adversidade) 10. D GABARITO: LETRA D. LETRA "A"- ERRADA. O primeiro parágrafo prioriza a descrição do espaço físico em que a história se passa, enquanto os seguintes destacam os personagens. O primeiro parágrafo prioriza a narração do que vinha acontecendo na família de Gregor nos últimos tempos, e não a descrição (caracterização) do espaço físico em que se passa a história. LETRA "B"- ERRADA. O primeiro parágrafo apresenta, exclusivamente, os pensamentos do pai; o segundo, os da irmã e o terceiro, os da mãe. De acordo com o segundo parágrafo, todos os pensamentos apresentados no primeiro parágrafo fervilhavam na cabeça de Gregor, enquanto ele escutava as conversas dos pais, colado à porta. Logo, esse parágrafo apresenta exclusivamente os pensamentos de Gregor, e não os pensamentos do pai. 13 LETRA "C"- ERRADA. Os dois primeiros parágrafos revelam desejos e expectativas que seriam concretizadas e descritas apenas no terceiro parágrafo. O primeiro parágrafo revela o desejo de Gregor de enviar a irmã para o Conservatório. O segundo parágrafo não revela nenhum desejo ou expectativa: ele apenas narra o que acontecia enquanto Gregor escutava as conversas, colado à porta. LETRA "D"- CORRETA. O primeiro parágrafo corresponde às lembranças de um passado e os parágrafos seguintes revelam, ao leitor, situações do presente. O primeiro parágrafo é introduzido pela menção às lembranças de um passado que não se repetiria mais, ao menos com a mesma intensidade: "Aqueles foram bons tempos, mas que não se repetiram – ao menos, não com a mesma intensidade (...)". De acordo com o segundo parágrafo, todos os pensamentos que, no presente, fervilhavam na mente de Gregor enquanto ele escutava as conversas, colado à porta, eram inúteis: "Todos esses pensamentos, agora inúteis, fervilhavam em sua cabeça, enquanto ele escutava as conversas, colado à porta." O terceiro parágrafo, em resumo, fala sobre o sentimento de aprovação vivido por Gregor, no presente momento, diante da provisão financeira realizada pelo pai nos últimos anos: "De onde estava, ele aprovou, com a cabeça, o procedimento, contente com a inesperada provisão feita pelo pai." Assim, está correta a afirmação de que o primeiro parágrafo corresponde às lembranças de um passado e os parágrafos seguintes revelam, ao leitor, situações do presente. LETRA "E"- ERRADA. O último parágrafo está centrado em projeções futuras e não apresenta episódios que se refiram ao passado. O terceiro parágrafo está centrado em fatos do presente (uma conversa do pai de Gregor sobre as finanças da família com a esposa; o sentimento de satisfação de Gregor diante da inesperada provisão feita pelo pai) e apresenta episódios referentes ao passado (a desgraça que haviam sofrido; o aumento do capital nos últimos anos por conta dos rendimentos de juros acumulados; a dívida que o pai tinha com seu patrão). 11. B GABARITO: LETRA B Em “colado à porta” (2º§), o acento grave é empregado de modo correto. Analise, atentamente, as frases abaixo e assinale a única que também está de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa. 14 a) O estabelecimento está fazendo entregas à domicílio. INCORRETA: não há crase antes de substantivos masculinos. Observe que a palavra "domicílio" é um substantivo masculino, logo os únicos tipos de artigos que essa palavra aceitaria, seriam artigos masculinos: "o" / "um". A crase consiste na junção de uma preposição "a", com um artigo definido "a". Consequentemente, sem o artigo feminino "a", crase não há. Por este motivo não ocorre crase antes de substantivos masculinos. b) Só conseguirei chegar à uma hora da tarde. CORRETA: há crase nas locuções adverbiais de tempo, indicativas de "hora" (do relógio). Existe uma regra que estipula que não há crase antes da palavra "uma", desde que este "uma" seja um artigo indefinido. Esta regra é bastante fácil de entender. Considerando que a crase consiste na junção da preposição "a", com o artigo "a", não haveria como haver crase antes de um artigo indefinido, mesmo que feminino. Não há artigo antes de artigo na língua portuguesa. O que temos na alternativa B é o numeral "uma", usado para determinar o substantivo feminino "hora". Logo, o que temos na alternativa B é uma locução feminina, a qual deve receber crase. 15 OBSERVAÇÃO: Lembre-se que em locuções envolvendo a palavra "hora", a crase quase sempre é obrigatória, mesmo quando o substantivo "hora" está apenas implícito (Ex: Ele costuma acordar às quatro.) Uma dica que vai ajudar você a saber quando deve haver crase é substituir a expressão em análise por "ao meio-dia". Se após a troca a frase continuar fazendo sentido, pode usar a crase. • Só conseguirei chegar à uma hora da tarde. = Só conseguirei chegar ao meio-dia. A palavra masculina ajuda a evidenciar a presença do artigo. Se há artigo na expressão masculina, há também na expressão feminina. Nesta última, entretanto, o artigo se junta à preposição, dando origem à crase. Fique atento para os casos nos quais há locução adverbial usando a palavra "Hora", mas não há crase: 1. Quando há palavra que rejeita artigo, posicionada antes da palavra "hora": "Ele está disponível a qualquer hora. 2. Não há crase quando a locução é iniciada por outra preposição que não seja "a" (Ex: para, após, desde, entre): Estou tentando falar com você desde as 16h00. O horário da aula foi alterado para as 18h00. Não atendemos após as 19h00. 3. Quando há a expressão "uma hora", se fizer referência a um intervalo de tempo indeterminado, que não corresponda ao horário de um relógio, não haverá crase: Chegarei daqui a uma hora. (observe que se mudarmos para "duas horas", não há mudança no "a") Chegareidaqui a duas horas. (isso indica que o "a" é apenas preposição, não há artigo participando) c) Não se prenda, por favor, à amizades passageiras. INCORRETA: não há crase sem a presença do artigo feminino (ou do pronome demonstrativo). A crase é a resultado da junção: a + a = às. Nessa "equação", o segundo "a" corresponde ao artigo feminino (ou ao pronome demonstrativo, conforme o caso). Vamos focar um pouco mais no artigo. O artigo é uma palavra que se liga a um substantivo, concordando com ele em gênero e número (concordância nominal). Agora observe o substantivo "amizades". Percebeu que ele está no plural? Logo, se o substantivo tivesse um artigo, este também deveria estar no plural, para manter a concordância nominal: as amizades. Na frase dada, não se observa o "s", o qual indicaria a presença de um artigo. Há apenas o "à". Por consequência, fica claro que não há artigo ali. Há apenas a preposição "a", oriunda da regência verbal. Por isso, podemos concluir que o emprego da crase está incorreto. A frase pode ser reescrita corretamente de duas maneiras: • Não se prenda, por favor, a amizades passageiras. • Não se prenda, por favor, às amizades passageiras. 16 d) Preferiu sair à discutir com a esposa na festa. INCORRETA: não há crase antes de verbos. O verbo "Preferiu" rege a preposição "a" para seu Objeto Indireto. Contudo, a palavra "discutir" não aceita artigo, por ser um verbo. Consequentemente, não há crase na frase dada pela alternativa D. e) Não vou responder à essa questão tão delicada. INCORRETA: não ocorre crase antes de pronomes demonstrativos como o esse, essa, este, esta, isso, isto. Mais uma vez, vamos lembrar que a crase consiste na junção do "a" preposição com o "a" artigo. A maioria dos pronomes não aceita artigo, consequentemente não ocorrem crases antes de tais pronomes. Se você tem alguma dúvida se um pronome pode ou não ter artigo, faça o seguinte teste. Coloque-o na posição de Sujeito e tente posicionar um artigo antes do pronome: • A essa questão é tão delicada. = Não vou responder a essa questão tão delicada. • A senhorita chegou = Enviei a carta à senhorita. Observe como o pronome demonstrativo "essa" não aceitou o artigo "a". Por este motivo, a alternativa E está incorreta, pois não há crase antes de "essa". OBSERVAÇÃO: há pronomes demonstrativos que permitem a ocorrência de crase: aquele(a), aquilo, mesma(s), própria(s), tal, a. 12. A Gabarito: Alternativa A) O poema de Conceição Evaristo aborda uma importante relação com o tempo. No título, há uma locução adjetiva caracterizando o substantivo “roda”. A partir de uma leitura atenta do poema, pode-se concluir que essa locução: 17 “A roda dos não ausentes”: locução adjetiva • seria o grupo de pessoas presentes, mas não é só isso, também refere-se àquelas que importam para eu-lírico. Texto: Traço então a nossa roda gira-gira em que os de ontem, os de hoje, e os de amanhã se reconhecem nos pedaços uns dos outros. Inteiros. Observa-se a importância que o autor dá àqueles que estão ausentes, contudo são relembrados graças a algumas características (pedaços) que estão "presentes" em outras pessoas. A) reforça que, mesmo não estando presentes, muitos são ou devem ser lembrados. CERTO B) enfatiza que a ausência nunca deve ser negada, conferindo-lhe valor depreciativo. INCORRETA O autor não apresenta um valor depreciativo, mas manifesta um novo significado dentro do texto do que seria alguém presente. C) indica o quanto a ausência sempre substitui a presença de pessoas importantes. INCORRETA Na verdade, indica que na ausência a pessoa ainda é lembrada e não substituída. D) ao ser substituída pelo adjetivo “presentes”, não acarretaria nenhuma alteração de sentido. INCORRETA Ausente e presente, dentro do texto, não possuem o mesmo sentido, por isso acarretaria prejuízo ao significado. E) explica que, na verdade, ausência e presença possuem o mesmo sentido. INCORRETA Não possui o mesmo sentido, mas ele diz que pessoas ausentes podem ser presentes. e, se inteira fui, cada pedaço que guardo de mim tem na memória o anelar de outros pedaços. 13. A Gabarito: Alternativa A) 18 No primeiro verso, os vocábulos “nada” e “não” apresentam a ideia de negação. Considerando-se o contexto, morfologicamente, devem ser classificados como: “O nada e o não” Os termos destacados isoladamente, fora do contexto, são advérbios de negação: • “você não gosta de mim” • “aquela pessoa é nada demais.” No entanto, o enunciado requer a classe morfológica dada de acordo com o contexto: • ocorre derivação imprópria nas palavras <nada> e <não> , ou seja, há mudança de classe gramatical devido à ocorrência de artigos precedendo estes palavras. o “o nada e o não” - fenômenos de substantivação: o vocábulo se torna substantivo em razão de algum determinante (quase sempre é um artigo responsável por tal ocorrência) A) substantivos. CERTO B) advérbios. Incorreta C) adjetivos. Incorreta D) pronomes. Incorreta E) preposição. Incorreta 14. B Gabarito: Alternativa B) Considere o verso “e os de amanhã se reconhecem” (v.16) e o contexto em que está inserido. A construção em destaque ilustra: Traço então a nossa roda gira-gira em que os de ontem, os de hoje, e os de amanhã se reconhecem A questão requer o sentido que a forma verbal <se reconhecem> estabelece. O texto apresenta lembranças de • pessoas que com o tempo se juntam e acabam se identificando, de uma forma que elas se correlacionam; ocorre, assim, reciprocidade nos traços em que essas lembranças vão "rodando" • “e os (traços) de amanhã se reconhecem” 19 • “e os (traços) de amanhã reconhecem um ao outro” Pronome recíproco = sugere a ideia de ‘um ao outro’; verbo no plural; o “SE” terá função sintática de objeto direto. ▪ Os casais cumprimentaram-se com um abraço o ‘um abraçou ao outro’ ▪ Ana e João se amam – um ama ao outro. Portanto, ideia de reciprocidade e não ‘reflexividade. A) INCORRETA Verbo pronominal - são o acompanhados de pronomes átonos (me, te, se, vos, nos) como parte integrante e NÃO desempenham função sintática. A maioria dos verbos pronominais é VTI. ▪ Tu te lembras daquele filme? ▪ "Nós nos lembramos daquele jogo" B) a noção de reciprocidade. CERTO Pronome recíproco = sugere a ideia de ‘um ao outro’; verbo no plural; o “SE” terá função sintática de objeto direto. ▪ Os casais cumprimentaram-se com um abraço o ‘um abraçou ao outro’ ▪ Ana e João se amam – um ama ao outro. Portanto, ideia de reciprocidade e não ‘reflexividade. C) a voz passiva sintética. INCORRETA A voz passiva sintética é composta pela partícula apassivadora “SE” + VTD ou VTDI. A voz passiva sintática é uma construção linguística que utiliza a partícula apassivadora "se" para transformar uma frase ativa em passiva, sem mudar o seu significado. ▪ O Plenário debate os possíveis casos de corrupção – voz ativa ▪ Os possíveis casos de corrupção são debatidos pelo Plenário voz passiva analítica ▪ Debatem-se os possíveis casos de corrupção – voz passiva sintética. O verbo debater, no contexto, é transitivo direto e está acompanhado da partícula apassivadora /se/. Portanto, o que seria o objeto direto (os possíveis casos de corrupção) torna-se sujeito paciente. 20 Conforme norma culta, em voz sintética, a recomendação é de o verbo “aparecer” antes do sujeito. Exemplificando: • Verifica-se a fiscalização – certo • A fiscalização verifica-se – forma não recomendada. D) a indeterminação do sujeito. INCORRETA O índice de indeterminação do sujeito é representado na conjugação do verbo, que aparece na 3º pessoa do singular, sem concordar com um sujeito específico. • a partícula /se/ é responsável por indeterminar o sujeito. A ocorrência mais cobrada em provas é a seguinte construção:• Verbo transitivo indireto + se = o /se/ será índice de indeterminação do sujeito. • Verbo fica obrigatoriamente na 3º do singular. ▪ Precisa-se de voluntários para a campanha - não se sabe quem precisa de voluntários, pois não há um sujeito específico indicado. 21 ▪ Fala-se muito sobre a crise econômica - não se sabe quem fala sobre a crise econômica, pois não há um sujeito determinado. ▪ Aqui se come muito bem - não se sabe quem come bem E) uma construção passiva analítica. Incorreta Não há acréscimos do verbo ser/estar + particípio do verbo • por exemplo: “o cara foi retirado vivo ainda da casa em chamas” Quando passamos para voz passiva, ocorre algumas mudanças: ▪ o que era sujeito ⇒ vira agente da passiva (voz passiva analítica) ▪ o que era objeto direto ⇒ vira sujeito paciente ▪ sempre haverá acréscimos: o dos verbos “ser/estar” – passiva analítica o pronome apassivador “se” - voz passiva sintética ▪ tempo e modo do verbo devem ser mantidos ▪ verbo deverá concordar com o novo “sujeito” ▪ eventualmente, algumas outras concordâncias podem ocorrer no restante da nova frase 15. D GABARITO: LETRA D No verso “Há tempos treino/ o equilíbrio sobre” (v.4/v.5), destacam-se dois verbos. Ao analisá-los com atenção, é correto afirmar que: a) O verbo “há” é impessoal e poderia ser substituído por “existir”. INCORRETA: Sim, o verbo HÁ é impessoal no verso apresentado. Não, ele não pode ser substituído por "existir". Neste caso, o verbo HAVER não significa ter existência, ser real, subsistir - sentidos inerentes ao verbo EXISTIR. No trecho "Há tempos treino..." o verbo HAVER indica tempo decorrido, sendo equivalente ao verbo FAZER: "Há tempos treino..." = "Faz tempos treino...". "Não a vejo há três semanas" = "Não a vejo faz três semanas" b) “treino” está no singular, concordando com um substantivo “equilíbrio”. INCORRETA: O verbo "treino" está no singular porque concorda com o Sujeito Implícito "eu" (1ª Pessoa do Singular). O substantivo "equilíbrio" é o núcleo do Objeto Direto do verbo "treino". Observe: 22 Em caso de dúvidas, tente perguntar ao verbo, colocando as palavras "o que/quem" antes dele: • Quem treina? Observe que a resposta para essa pergunta não é "o equilíbrio", pois não é este o termo que de fato executa a ação verbal. "O equilíbrio" é o termo que completa o sentido do verbo, ou seja, é um complemento verbal direto e poderia ser escrito tanto no singular, quanto no plural, sem afetar a concordância do verbo. Quem decide o número do substantivo "equilíbrio" é o autor da frase: • Há tempos treino o equilíbrio... • Há tempos treino os equilíbrios... c) “há” está flexionado na primeira pessoa do singular, assim como “treino”. INCORRETA: O verbo "há" está conjugado na 3ª pessoa do singular (ele/ela). Apenas o verbo "treino" está na 1ª pessoa do singular (eu). MODO INDICATIVO - PRESENTE HAVER TREINAR eu hei eu treino tu hás tu treinas ele há ele treina nós havemos nós treinamos vós haveis vós treinais eles hão eles treinam Lembre-se que o verbo HAVER, quando for equivalente aos verbo EXISITR, ACONTECER, OCORRER, ou indicando tempo decorrido, é IMPESSOAL e deverá ser escrito sempre na 3ª pessoa do singular. d) O verbo “treino” concorda com um sujeito que não está explícito no verso. CORRETA: A desinência verbal (-o) indica que o verbo "treino" concorda com um Sujeito correspondente à 1ª pessoa do discurso (eu treino). Quando um verbo tem um sujeito que não está escrito na oração, mas é facilmente identificável pelo contexto ou pela desinência verbal, diz-se que o verbo tem um Sujeito Oculto. Esse tipo de Sujeito também recebe os nomes de Sujeito Elíptico, Sujeito Implícito na Desinência Verbal, Sujeito Desinencial ou Sujeito Implícito. 23 e) O verbo “há” poderia, facultativamente, concordar com o substantivo “tempos”. INCORRETA: Não existe essa possibilidade. O verbo HAVER, indicando tempo decorrido, é Impessoal, devendo ser escrito na 3ª pessoa do singular. A palavra "tempos" é um complemento do verbo, um objeto direto: • Há o quê? = Há tempos / Há dias / Há 3 meses / Há anos / etc... 16. A Gabarito: Letra A A probabilidade da ocorrência de um evento é a razão entre o número de casos favoráveis e o número total de casos... Agora, queremos saber a probabilidade de que um jogador com idade acima de 20 anos vença o campeonato... Oras, o campeonato tem 20 participantes... Sabemos que 7 deles tem idade abaixo de 20 anos... E, o restante, ou seja, 20 – 7 = 13 participantes tem idade acima dos 20 anos... Dessa forma, o número de casos favoráveis é um desses participante, que têm acima dos 20 anos, vencer o campeonato... Então, ncf =13 ... E, como temos um total de 20 participantes no campeonato, o número total de casos é 20... Logo, nt=20 ... Pronto!!... A probabilidade desejada é: Multiplicando-se um decimal por 100, teremos o seu valor em porcentagem... Então, 24 17. B GAB: B Supondo um dado comum de 6 faces, então quando jogamos um dado, temos 6 opções de resultados... Mas, como vamos jogar 2 vezes esses dados, o número total de combinações que podemos ter com os resultados de cada dado é 6 × 6 = 36... Agora, queremos saber a probabilidade de a soma entre as duas faces voltadas para cima ser maior que 5... Oras, vamos verificar as possibilidades de a soma ser menor ou igual a 5, pois são menos possibilidades!... Então, teremos: • 1 + 1 =2 • 1 + 2 = 3 • 1 + 3 = 4 • 1 + 4 = 5; • 2 + 1 = 3 • 2 + 2 = 4 • 2 + 3 = 5 • 3 + 1 = 4 • 3 + 2 = 5 • 4 + 1 = 5 Notem que temos 10 somas cujo resultado é menor ou igual a 5... Logo, teremos 36−10=2636−10=26 somas cujo resultado é maior que 5... Dessa forma, o número de casos favoráveis é ncf = 26... E, o número total de casos é nt = 36... Como a probabilidade da ocorrência de um evento é a razão entre o número de casos favoráveis e o número total de casos, então a probabilidade de a soma entre as duas faces voltadas para cima ser maior que 5 é: 18. A A palavra "CONSTITUINTE" tem 12 letras no total, as vogais na palavra são "O", "I", "U", "I", "E", que aparecem 5 vezes no total. Portanto, o número de consoantes na palavra é 12 (total de letras) - 5 (número de vogais) = 7. A probabilidade de escolher uma consoante (ou seja, uma letra que não seja uma vogal) é o número de consoantes dividido pelo número total de letras, ou seja: 25 Portanto, a probabilidade de escolher uma letra que não seja uma vogal é de aproximadamente 58%. Gabarito: LETRA A. 19. E O conjunto apresentado possui 5 algarismos distintos. Para descobrirmos quantos números de 3 algarismos distintos podem ser formados com eles podemos utilizar o princípio fundamental da contagem. Sendo assim, para o algarismo das centenas teremos 4 opções, pois não podemos começar o número com 0, para as dezenas teremos os 4 números ainda não utilizados e para as unidades os 3 números ainda não utilizados: 4 × 4 × 3 = 48 A quantidade de números formados nestas condições é 48. Gabarito: Letra E. 20. B Para calcularmos de quantas maneiras que esses prêmios podem ser distribuídos entre os três primeiros colocados da corrida, vamos supor que os primeiros colocados, por ordem de chegada, podem escolher o seu prêmio... Dessa forma, • o primeiro colocado terá 3 opções de prêmios para escolher; • o segundo colocado terá 2 opções de prêmios para escolher; • o terceiro colocado terá 1 opção de prêmio para escolher; Pronto!!... O número de maneiras que os prêmios poderão ser distribuídos entre os três primeiros colocados da corrida é a multiplicação do número de opções que cada um tem na escolha do prêmio... Então, 3 × 2 × 1 = 6 maneiras 21. B Vamos alocaros 4 livros na prateleira. Para o primeiro livro, existem 10 possibilidades, os 10 espaços disponíveis na prateleira. Para o segundo livro existem 9 possibilidades, pois 1 dos espaços já foi ocupado pelo primeiro livro. 26 Para o terceiro livro existem 8 opções. Para o quarto livro existem 7 opções. 1º livro 2º livro 3º livro 4º livro 10 9 8 7 Aplicando o Princípio Fundamental da Contagem (PFC), a quantidade de diferentes maneiras de alocar os 4 livros vale: 10 × 9 × 8 × 7 = 5.040 Gabarito: Letra B. 22. A O número de anagramas que podem ser formados a partir de uma palavra de n letras distintas é dado por n!. Como a palavra SELADO tem 6 letras distintas, então são 6! = 6 × 5 × 4 × 3 × 2 × 1 = 720 anagramas. Excluindo a palavra original, obtemos 719 senhas possíveis. Gabarito: alternativa A. 23. A Quando dizemos que "Todo escrivão fez concurso público", estamos dizendo que o conjunto formado pelos escrivães está contido no conjunto das pessoas que fizeram concurso público... Representando na forma de diagramas, teremos: Sabendo disso, vamos responder a questão... a) Maria não fez concurso público, então não é escrivão Sim!!... Esse é o nosso gabarito!... Como Maria não fez concurso público, ela não pertence ao conjunto das pessoas que fizeram concurso e, como o conjunto dos escrivães está contido nesse conjunto, não tem como Maria ser escrivã... VERDADEIRO... b) Carlos não é escrivão, então não fez concurso público Não podemos garantir... Pois, outras pessoas, além dos escrivães podem ter feito concurso público... FALSO... c) João fez concurso público, então é escrivão Não podemos garantir... Pois, outras pessoas, além dos escrivães podem ter feito concurso público... FALSO... 27 d) Ana fez concurso público, então não é escrivão Não!!... Como todos os escrivães fizeram concurso público, Ana pode ser uma escrivã!... Não temos como garantir que ela não é... FALSO... e) José não fez concurso público, então é escrivão Como José não fez concurso público, ele não pertence ao conjunto das pessoas que fizeram concurso e, como o conjunto dos escrivães está contido nesse conjunto, não tem como José ser escrivão... FALSO... 24. E Pessoal, se é verdade que alguns A são B, então o conjunto A faz intersecção com o conjunto B... Logo, teremos A que é B, também, teremos A que não é B e B que não é A... Agora, se é verdade que nenhum C é B, então os elementos de C não podem ser B, de jeito nenhum!... ;-P Sabendo disso, vamos responder a questão: a) Algum A é C... Pode ser, mas não temos certeza, pois a questão não fala nada sobre isto!... FALSO... b) Nenhum A é C... Pode ser, mas não temos como garantir isto!... FALSO... c) Nenhum C é A... Até pode ser quer sim!... Mas, como não temos como garantir isto, o item se torna FALSO... d) Algum C é A... Pode ser, mas não temos certeza, pois a questão não fala nada sobre isto!... FALSO... e) Algum A não é C... Agora sim!!... Pois, os A que são B, nunca poderão ser C... VERDADEIRO... 25. C Pessoal, no método indutivo obtemos conclusões gerais a partir de premissas individuais... Ou seja, a partir de observações de situações particulares de mesma natureza, podemos chegar em conclusões gerais para situações dessa natureza... Agora, observando os textos das alternativas, teremos: a) “Os campeonatos esportivos são muito mal organizados no Brasil, daí que não se deva esperar uma tabela bem elaborada para o campeonato brasileiro de 2015.” →→ Não se apoia no método indutivo, pois parte de uma generalização (campeonatos mal organizados) para uma situação particular (tabela mal elaborada)... b) “Os dias de inverno são bastante frios na Europa, daí que seja necessária a compra de agasalhos bem encorpados para nossa viagem de férias.” →→ Não se apoia no método indutivo, pois parte de uma generalização (dias de inverno frios ) para uma situação particular (compra de agasalhos)... 28 c) “O supermercado da esquina de minha rua abriu hoje às seis horas da manhã, daí que a vizinhança tenha pensado numa modificação do horário do comércio nos fins de semana.” →→ Essa é o nosso gabarito!... Ela se apoia no método indutivo, pois parte de uma situação particular (horário de abertura do supermercado da esquina...) para uma generalização (modificação de horário de todo o comércio).. d) “A obra poética de Manoel de Barros é de muita sensibilidade, daí que seu último livro tenha atingido ótimos índices de venda.” →→ Não se apoia no método indutivo, pois parte de uma generalização (A obra poética de Manoel de Barros) para uma situação particular (ótimos índices de venda do último livro)... e) “As guerras modernas mostram alto desenvolvimento tecnológico, daí que se possa esperar intenso uso de armas sofisticadas na guerra contra os extremistas árabes.” →→ Não se apoia no método indutivo, pois parte de uma generalização (As guerras modernas) para uma situação particular (uso de armas sofisticadas na guerra contra extremistas árabes)... 26. C GABARITO LETRA C Vamos aos comentários das alternativas. a) O estado da Paraíba está localizado dentro da Zona Térmica Intertropical, ao norte do Equador, recebendo uma alta radiação energética, o que determina um clima equatorial, com temperatura média anual de 26°C. ERRADA. Grande parte do território brasileiro fica localizado na zona térmica tropical – entre o trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio, inclusive a Paraíba. A zona térmica tropical é onde a luz solar fica de forma praticamente vertical em sua superfície. Também é conhecida como zona tórrida do planeta. b) O estado da Paraíba possui dois biomas em seu território: Amazônico, na porção oriental, e o cerrado, na porção centro-oriental. ERRADA. O Estado da Paraíba se caracteriza basicamente pela caatinga, cujo bioma ocupa aproximadamente 90% do território. No centro e no oeste do estado, região mais árida, a vegetação xerófita é a predominante. Já no leste, além da caatinga, surgem também resquícios de mata atlântica, além de cerrados e da vegetação litorânea. c) O Planalto da Borborema, que se enquadra na classe de planaltos em núcleos cristalinos arqueados, está presente na Paraíba, além de outros estados. CORRETA. O planalto da Borborema corresponde ao conjunto de terras altas que se distribuem no nordeste oriental do Brasil, com limites marcados, geralmente com amplitude da ordem de 100m em relação ao entorno. No estado da Paraíba, o planalto cobre todo o agreste, serra e planalto. d) O pico do Itaguaré, ponto mais alto da Paraíba, está localizado na fronteira com o estado do Rio Grande do Norte, na serra da Aratanha. 29 ERRADA. Pico do Jabre. O pico do Jabre é o ponto culminante do estado brasileiro da Paraíba. Com 1.197 metros de altitude, o pico localiza-se no município de Matureia. E) ERRADA, POIS A ALTERNATIVA CORRETA É O ITEM C, INVALIDADANDO O ITEM E. 27. A Gabarito: LETRA A No estado da Paraíba, está localizado o ponto mais oriental das Américas: o Ponta do Seixas. Graças à sua localização geográfica privilegiada (extremo oriental das Américas), a cidade em que se encontra esse ponto é conhecida turisticamente como "a cidade onde o sol nasce primeiro". Considere os pontos extremos da Paraíba e estabeleça a correlação correta. ( 1 ) Norte ( 3 ) Ponta do Seixas – João Pessoa ( 2 ) Sul ( 4 ) Serra do vale – Belém do Brejo do Cruz ( 3 ) Leste ( 1 ) Serra da Areia – Cachoeira dos Índios ( 4 ) Oeste ( 2 ) Serra Pau D’arco – São João do Tigre A sequência da numeração é, respectivamente: Note o estudante que a chave para resolução desta questão era saber qual o ponto mais a Leste da Paraíba. Como indicado no enunciado, coincide de também ser o território continental brasileiro mais a Leste: a Pontado Seixas, na cidade de João Pessoa. Ainda poderia o estudante raciocinar qual a posição da cidade de João Pessoa no território paraibano, o que lhe permitiria excluir, de imediato, o Oeste (afinal, João Pessoa é uma cidade litorânea) e o Sul, extremadura marcada pelo sertão. Consequentemente, três das alternativas erradas (C, D e E) estariam eliminadas de pronto com um raciocínio bastante simples. Ao Norte, o território da Paraíba se estende até Belém do Brejo do Cruz, já no polígono das secas e na divisa com o Rio Grande do Norte, na cidade de Catolé do Rocha. Ao Sul, a Paraíba vai até São João do Tigre, na divisa com Pernambuco e próximo a Caruaru. Por fim, também no semiárido, Cachoeira dos Índios está na divisa paraibana com o Ceará, próxima a Juazeiro do Norte. Assim, temos a sequência: 3 - 1 - 4 - 2. a) 3; 1; 4; 2. b) 1; 2; 3; 4. c) 4; 3; 2; 1. d) 2; 1; 4; 3. e) 2; 1; 3; 4. 30 Note o estudante que, ao fim, o avaliador simplesmente cobrava que se conhecesse a posição da capital paraibana, e não propriamente as demais cidades. Manter a calma no momento da prova pode fazer muita diferença numa questão como essa, que tende a assustar por uma impressão de especificidade, que, em realidade, não há. Sem mais, está correta a ALTERNATIVA A. 28. D Gabarito: ALTERNATIVA D O setor primário da economia na Paraíba ainda representa a base da economia do estado. Os principais produtos agrícolas paraibanos são: • a) arroz, feijão, caju, guaraná, cana-de-açúcar e milho. Arroz: a produção paraibana do cereal é bastante reduzida, figurando entre as menores do país. Em 2017, movimentou-se cerca de 2,5 milhões de reais com a produção; – ERRADO Feijão: ocupando quase noventa mil hectares agricultados, a lavoura de feijão tem um peso expressivo na economia paraibana; movimentou, em 2017, cerca de 41 milhões de reais; Caju: a castanha de caju tem uma posição modesta na economia paraibana, próxima à do arroz; em 2017, movimentou 2,1 milhões de reais; Cana-de-açúcar: mobilizando quase cem mil hectares, a lavoura açucareira é uma das mais importantes da Paraíba; em 2017, foi responsável por pouco menos de 500 milhões de reais; Milho: com uma área cultivada parecida com as de feijão e de cana-de- açúcar, a lavoura de milho tem rendimentos um pouco menores, produzindo cerca de 30 milhões de reais. Alternativa errada. • b) algodão, feijão, soja, cupuaçu, guaraná e açaí. Algodão: a produção paraibana de algodão é bastante diminuta, não chegando a mobilizar mil hectares de cultivo; em 2017, movimentou 2,5 milhões de reais; – ERRADO Feijão: ocupando quase noventa mil hectares agricultados, a lavoura de feijão tem um peso expressivo na economia paraibana; movimentou, em 2017, cerca de 41 milhões de reais; Soja: não há produção de soja na Paraíba; Cupuaçu, guaraná e açaí: trata-se de um frutos típicos da Amazônia, logo, não são produzidos na Paraíba. Alternativa errada. • c) soja, caju, açaí, soja, sementes de abóbora e cana-de-açúcar. Soja: não há produção de soja na Paraíba; – ERRADO 31 Caju: a castanha de caju tem uma posição modesta na economia paraibana, próxima à do arroz; em 2017, movimentou 2,1 milhões de reais; Açaí: trata-se de fruto da Amazônia; logo, não é cultivado na Paraíba; Cana-de-açúcar: mobilizando quase cem mil hectares, a lavoura açucareira é uma das mais importantes da Paraíba; em 2017, foi responsável por pouco menos de 500 milhões de reais; Alternativa errada • d) abacaxi, cana-de-açúcar, algodão, mandioca, milho e feijão. Abacaxi: com uma área agricultada relativamente restrita de dez mil hectares, o abacaxi movimenta quantias expressivas na economia paraibana; em 2017, foi essa lavoura foi responsável por mais de 300 milhões de reais; - CERTO Cana-de-açúcar: mobilizando quase cem mil hectares, a lavoura açucareira é uma das mais importantes da Paraíba; em 2017, foi responsável por pouco menos de 500 milhões de reais; Algodão: a produção paraibana de algodão é bastante diminuta, não chegando a mobilizar mil hectares de cultivo; em 2017, movimentou 2,5 milhões de reais; Mandioca: mobilizando cerca de quinze mil hectares na Paraíba, a produção de mandioca foi responsável, em 2017, por movimentar cerca de oitenta milhões de reais; Feijão: ocupando quase noventa mil hectares agricultados, a lavoura de feijão tem um peso expressivo na economia paraibana; movimentou, em 2017, cerca de 41 milhões de reais. ALTERNATIVA CORRETA e) uva, caju, mandioca, arroz, açaí e soja. – ERRADO Uva: com uma área relativamente modesta em torno de mil hectares, a produção de uva na Paraíba movimenta um cifra expressiva de cerca de 6,5 milhões de reais; Caju: a castanha de caju tem uma posição modesta na economia paraibana, próxima à do arroz; em 2017, movimentou 2,1 milhões de reais; Mandioca: mobilizando cerca de quinze mil hectares na Paraíba, a produção de mandioca foi responsável, em 2017, por movimentar cerca de oitenta milhões de reais; Arroz: a produção paraibana do cereal é bastante reduzida, figurando entre as menores do país. Em 2017, movimentou-se cerca de 2,5 milhões de reais com a produção; Açaí: trata-se de fruto da Amazônia; logo, não é cultivado na Paraíba; 32 Soja: não é produzida na Paraíba. Alternativa errada Por fim, note o estudante que todas as alternativas erradas citavam frutos amazônicos. Isso deveria chamar a atenção do candidato para eliminar tais alternativas, uma vez que são cultivos inviáveis na realidade climática paraibana. Com isso, seria possível superar a questão sem maiores dificuldades; era esta a chave da questão. Assim, está correta a ALTERNATIVA D. 29. C O relevo paraibano é caracterizado por planície litorânea, planalto e depressão. No litoral, predomina uma planície formada pelas praias e terras arenosas; a porção central do estado é marcada por planalto; a oeste, o relevo característico é a depressão. O ponto mais elevado é o Pico do Jabre, localizado na Serra do Teixeira, com 1.197 metros acima do nível do mar. 30. C Vamos analisar alternativa por alternativa para encontrar a resposta correta: a) A pobreza da população humana nordestina é certamente uma consequência da ecologia. As caatingas propriamente ditas são muito pobres em espécies frutíferas Item INCORRETO. Além das caatingas serem ricas em espécies frutíferas, a pobreza da população humana do Nordeste brasileiro, região onde se concentra tal bioma, não é uma questão ecológica, mas social. Embora os índices de pobreza tenham caído nos últimos anos, a carência ou insuficiência de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento socioeconômico regional tem contribuído para a manutenção de problemas sociais como a extrema pobreza. b) O agreste paraibano está localizado na região litorânea do estado, apresenta matas, manguezais e cerrados Item INCORRETO . Na verdade, a zona da mata paraibana é que está localizada na região litorânea do estado, apresenta matas, manguezais e cerrados. Quanto ao agreste paraibano, esta sub-região localiza-se na porção centro-leste do estado e possui uma vegetação de transição entre a mata atlântica (mais a leste) e a caatinga (mais a oeste). Veja o mapa abaixo que nos mostra as quatro sub-regiões do Nordeste do Brasil: 33 Fonte: Sub-regiões c) A vegetação nativa do planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga. Ela pode ser do tipo arbóreo, como a baraúna, ou arbustivo, como o xique-xique e o mandacaru Item CORRETO. De fato, essas são as características inerentes as formações vegetais da região do Planalto da Borborema e do Sertão Paraibano. Desse modo, este é o GABARITO da questão. d) O agreste se destaca na Paraíba porque sua ocorrência no Nordeste está circunscrita apenas a este estado Item INCORRETO . Além da Paraíba, oagreste possui ocorrência nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia (ver mapa no item B). E) ERRADA, POIS A ALTERNATIVA CORRETA É O ITEM C, INVALIDADANDO O ITEM E. GABARITO: LETRA C. 31. E Gabarito: ALTERNATIVA E A história revela que • a) a Província da Paraíba aderiu à chamada Confederação do Equador, que ocorreu no período do Segundo Reinado Brasileiro (1840-1889), juntamente com Pernambuco, Maranhão, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. A Confederação do Equador (1824) foi um movimento pernambucano marcadamente urbano que mobilizou intelectuais, militares e políticos na contestação contra o projeto centralizador de D. Pedro I e buscando uma afirmação brasileira sobre a presença lusa no nordeste. Além disso, https://www.infoescola.com/geografia/zona-da-mata/ 34 inspirava-se no destino republicano e liberal da América para afirmar a posição ilegítima das potências europeias no continente, bem como buscava uma forma constitucional e federalista de organização política. Esse esforço chegou mesmo a tentar o apoio dos Estados Unidos para viabilizar a manutenção da revolução. Aderindo à forma republicana, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará se levantaram em favor da Confederação, que também esperava a adesão do Piauí e do Pará como uma grande forma federativa e republicana contra o modelo imperial centralizado por D. Pedro I na Constituição de 1824. Ou seja, tratou-se de um movimento ocorrido no Primeiro Reinado (1822-1831). ALTERNATIVA ERRADA. • b) o Ronco da Abelha, revolta popular observada durante o período da Regência (1831-1840), reuniu grupos armados formados de pessoas livres e escravizadas, que propunham a secessão da Província da Paraíba, por conta dos altos preços dos impostos e dos gêneros alimentícios. Entre 1851 e 1852, uma série de levantes populares caracterizaram o Ronco da Abelha, que alcançou cinco províncias nordestinas: Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Ceará e Sergipe. A população entendia que vivia em desamparo enquanto as elites tinham se conciliado com o poder central após os distúrbios do Período Regencial (1831-1840). Os projetos de modernização administrativa e institucional elaborados ao longo do Segundo Reinado (1840-1889) geraram uma série de desconfianças e de insatisfações entre a população, levando a uma corrente de boatos que precipitaram a revolta. Os decretos de julho de 1851 estabeleciam que seria realizado um recenseamento geral no país, ao mesmo tempo que dispunha a obrigatoriedade dos registros civis de nascimentos e óbitos em todo o território. A incursão do Estado nos interiores decadentes do nordeste brasileiro, no imaginário popular, passou a significar uma possibilidade de intervenção generalizada das autoridades públicas contra os mais pobres. Inclusive, parte da população acreditou na possibilidade da escravização de negros libertos e dos mais pobres a partir do Censo. Esse temor generalizado num caldo de cultura de grande insatisfação acabou por precipitar o movimento armado, que durou alguns meses. Ou seja, tratou-se de uma rebelião ocorrida durante o Segundo Reinado (1840-1889). ALTERNATIVA ERRADA. • c) durante o período do Brasil Colonial, na vila de Pombal da Província da Paraíba ocorreu a chamada Revolta do Quebra- Quilos, na qual os colonos, descontentes com a corrupção e com o alto valor dos impostos, amotinaram-se para expulsar o capitão-mor Joaquim Antônio Monteiro da Correia. A Revolta do Quebra-Quilos foi uma série de levantes populares acontecidos entre 1872 e 1877, durante o Segundo Reinado. Envolvendo várias províncias nordestinas, a revolta se deu num contexto de profundas insatisfações contra o excesso de centralização dos poderes no Rio de Janeiro ao mesmo tempo em que os interiores do país viviam em notório desamparo. Quando o governo central decidiu obrigar todo o país a adotar os novos padrões de medida estabelecidos pelo Sistema Métrico Internacional, a população entendeu que seria uma intervenção indevida e se organizou numa série de levantes animados pela insatisfação generalizada. Ou seja, tratou-se de outro levante ocorrido no Segundo Reinado (1840-1889). ALTERNATIVA ERRADA. 35 • d) a chamada Revolta de Princesa, a qual se iniciou no atual Município de Princesa Isabel, prestou apoio à candidatura de João Pessoa à Presidência do Estado da Paraíba no ano de 1928. Liderada por José Pereira Lima, a Revolta de Princesa eclodiu no município de Princesa/PB (atual, Princesa Isabel/PB) em fevereiro de 1930 em oposição ao governo estadual de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. João Pessoa era candidato à vice-presidência na chapa de Getúlio Vargas nas eleições de 1930, que seria realizada em 1º de março. A posição política de Pessoa enfraquecia interesses de parte significativa das elites tradicionais do estado, que se levantaram em armas em Princesa. Após eleições fraudulentas, a chapa Vargas-Pessoa seria derrotada e o levante paraibano se agravaria profundamente. O ponto mais grave do movimento ocorreria em julho, com o assassinato do governador João Pessoa, acontecimento que deflagraria o processo do golpe de 1930. ALTERNATIVA ERRADA. • e) a Liga Camponesa de Sapé foi fundada na Paraíba durante o Governo de Juscelino Kubitschek, tendo como um dos seus líderes João Pedro Teixeira. João Pedro Teixeira (1918-1962) foi um destacado defensor dos trabalhadores rurais na Paraíba em meados do século XX. Aderindo ao movimento geral das Ligas Camponesas de Francisco Julião, Teixeira fundou a primeira Liga Camponesa da Paraíba na década de 1950, organizando os trabalhadores rurais para resistir aos desmandos dos latifundiários, prestando-lhes assistência jurídica e social. Sua organização ficou conhecida como Associação dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas de Sapé, que chegou a contar com mais de sete mil sócios num tempo de extrema fragilidade sindical nas áreas rurais do Brasil. Teixeira seria assassinado em 1962 a soldo de um latifundiário; fato que foi seguido por intensa perseguição contra os demais membros da liga camponesa. ALTERNATIVA CORRETA. 32. D Foram 5 Expedições Para A Conquista da PARAÍBA: RESPONSÁVEIS PELAS EXPEDIÇÕES + PROBLEMAS NAS EXPEDIÇÕES DE PORTUGAL: 1) (1574) - Ouvidor Geral: Dom Fernão da Silva; - Veio Diretamente de PORTUGAL ao BRASIL. - FERNÃO , Chegou A TOMAR POSSE DAS TERRAS Em NOME DO REI . - Sem Que Houvesse Nenhuma Resistência , Mas ISSO FOI UMA ARMADILHA . - Houve ARMADILHA Por Parte dos POTIGUARAS. - Sua TROPA Foi SURPREENDIDA Por ÍNDIGENAS e Teve que RECUAR Para PERNAMBUCO . 2) (1575) - Governador Geral: Dom Luís de Brito; - Houve VENTOS DESAFORÁVEIS, Quando Dom Luís de Brito Iria Sair de Portugal; - Devido a Isso, ELE SEQUER CHEGOU AO BRASIL. 3 Anos Depois de Dom Luís de Brito VEIO Lourenço Veiga: - Outro Governador Geral; 36 - Tentou Conquistar o RIO PARAÍBA, Não Obtendo Êxito. 3) (1579) - Frutuoso Barbosa; - Frutuoso Barbosa => IMPÔS a CONDIÇÃO De Que SE ELE CONQUISTASSE a Paraíba, A GORVENARIA POR 1O ANOS . - A FROTA de FRUTUOSO => RECEBEU Uma FORTE TORMENTA/ TEMPESTADE VIOLENTA; - Por Conta Disso, Ele PERDEU SUA ESPOSA. - ISSO FEZ ELE RETORNAR A PORTUGUAL. 4) (1582) - Frutuoso Barbosa; - Frutuoso Barbosa CHEGA À PARAÍBA; - Frutuoso Barbosa Caiu Em Uma ARMADILHA Por Parte dos FRANCESE + POTIGUARAS. - Por Conta Disso, SEU FILHO MORREU. (FAZENDO ELE RETORNAR NOVAMENTE A PORTUGUAL) 5) (1584) - Frutuoso Barbosa; - Frutuoso Barbosa Teve ALIADOS IMPORTANTES => Flores Valdez + Felipe de Moura. - Com Ajuda de Seus Aliados Conseguiu > EXPULSAR POTIGUARAS + FRANCESES. - Após A Vitória da Última Expedição de Conquista Fundaram Os Fortes: Forte de São Felipe + Forte de São Tiago. OBS.: Apesar de Ter Sido BEM SUCEDIDA, A Última Expedição de Frutuoso Barbosa, EM 1584; - 1584 NÃO FOI O ANO DA CONQUISTA DA PARAÍBA. OBS.: A Conquista Definitivada Paraíba Só Ocorreu EM 1585; Por Conta do Ouvidor Geral: MARTIM LEITÃO. 33. A A Revolta do Quebra-Quilos Foi: Ocorrida no Segundo Reinado Entre 1874-1875 Ela Foi Contra a Adoção por Parte das Províncias do Novo Sistema Métrico Decimal. Os Novos Padrões de PESO e MEDIDAS > NÃO FORAM ACEITOS Pelas Províncias. Movimento Popular. (Não Armado) Iniciado na Paraíba. Estendendo-se Para As Províncias: - Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas. 34. D Gabarito: ALTERNATIVA D • Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Paraíba enfrenta uma grave crise econômica. Os seus produtos, que eram vendidos para o exterior, não encontram mais compradores, diante da recuperação dos países antes envolvidos no conflito. Por outro lado, a indústria nacional, se estabelece e se localiza principalmente em São Paulo. Esta concentração industrial em São Paulo tem entre outras consequências para a Paraíba o(a): A vida econômica do imediato pós-guerra brasileiro foi marcado por três eixos fundamentais. Primeiro, com o fim da Era Vargas em outubro de 37 1945 e a ascensão de Eurico Gaspar Dutra no ano seguinte, o país relativizava sua política industrialista de substituição de importações e passava a dar mais espaço para importação de bens de consumo de uma maneira geral. Segundo, a demanda internacional por algumas matérias- primas estratégicas caía vertiginosamente ao mesmo tempo em que a crise de conversibilidade dos mercados europeus dificultava o comércio com as potências decaídas. Por fim, a indústria brasileira instalada na década de 1930 podia retornar à normalidade produtiva sem ser afetada pelo esforço de guerra ou pelas intervenções generosas do governo federal. Isto é, o modelo agroexportador vivia um momento de readequação de suas proporções e via a bonança ser corroída pela realidade europeia do pós-guerra; ao mesmo tempo, o parque industrial brasileiro parava de crescer e precisava passar a dar algumas respostas com a capacidade já instalada sem a certeza dos gastos governamentais e com certa competição das importações. À luz dessas observações, avancemos sobre as alternativas que seguem. • a) retomada da indústria açucareira no estado paraibano como fonte alternativa de renda. Como apontado, o modelo agroexportador não dispunha de mercados suficientes para sua manutenção: as moedas nacionais europeias não eram conversíveis tampouco tinham poder de compra relevante para manter os níveis de comércio. Além disso, a prosperidade econômica paulista não seria suficiente, por si só, para manter um ciclo virtuoso para a indústria açucarieira nordestina. Alternativa errada. • b) aumento de favelas na área urbana da capital paraibana. Ora, como o desenvolvimento industrial paulista poderia ampliar as favelas de João Pessoa? Esse tipo de ocupação desordenada dos espaços urbanos se dá muito em decorrência de ampliações súbitas da população urbana associada com uma incapacidade econômica e produtiva de absorção dessas demandas no coração na cidade. A Paraíba tinha um corte bastante rural no período e a inviabilidade da grande lavoura agroexportadora liberou parte dessa população, mas o travamento do desenvolvimento industrial não gerou demanda suficiente por mão de obra para que essas pessoas migrassem em direção à capital do estado. Alternativa errada. • c) investimento do governo paraibano em novas indústrias da região. Como apontado no comentário preliminar, o momento industrialista brasileiro passou por um hiato no pós-guerra, que antes consolidaria as posições privilegiadas do Sul e do Sudeste do que ampliaria o parque industrial para as demais regiões. Como governo federal menos empenhado em empenhar recursos na industrialização e com a agroexportação em contração, o governo paraibano não gozava nem de recursos nem de credenciais suficientes para impulsionar um ciclo industrializador na região. Além disso, o caso da industrialização paulistas, per se, não seria suficiente para provocar um surto de investimentos dessa espécie numa área tão distantes de São Paulo. Alternativa errada. • d) migração de trabalhadores para São Paulo. 38 A migração de trabalhadores de todo o nordeste para São Paulo foi um dos grandes fenômenos sociais e demográficos do século XX brasileiro. Com o travamento da agroexportação, essa população foi desprendida das suas ocupações tradicionais, gerando um excedente de mão de obra que não era absorvido na região, cujas capitais não conseguiram garantir postos suficientes para absorver esses trabalhadores graças ao arrefecimento do esforço industrializante. São Paulo, por sua vez, gozava de um parque industrial relativamente bem estabilizado e com francas possibilidades de expansão, uma vez que agora alguns inconvenientes da guerra tinham desaparecido. Portanto, havia uma grande demanda por trabalhadores na indústria paulista, o que serviu como um polo magnético para essas populações que sofriam com o esgotamento das formas tradicionais de produção agroexportadora. ALTERNATIVA CORRETA. E) VIDEO COMENTÁRIO ALTERNATIVA D. 35. C Gabarito: ALTERNATIVA C Quando os portugueses chegaram ao Brasil, já encontraram milhares de inimigos. Na Paraíba há indícios de que os franceses haviam se fixado na Baía da Traição, desde 1519, para contrabando do pau Brasil!. O rei de Portugal chegou â conclusão de que devia povoar a costa brasileira, para conter os contrabandistas estrangeiros e, para isso, criou o Sistema de Capitanias Hereditárias. Foram 15 capitanias para doze donatários. • A região hoje conhecida como estado da Paraíba era originalmente a capitania de: Para compreender adequadamente a questão, observemos um mapa que demonstre as capitanias hereditárias da região. A historiografia contemporânea tem revisitado os mapas tradicionais das capitanias hereditárias, sempre baseados nos paralelos; em favor deste que foi reconstruído com base em fontes primárias do século XVI. De 39 qualquer sorte, fica bem claro que praticamente todo o território da atual Paraíba ficava compreendido na capitania de Itamaracá. Como se pode notar a) Ceara. b) Pernambuco. c) Itamaracá . d) Rio Grande. Cumpre destacar que a capitania da Paraíba seria estabelecida como tal apenas no final do século XVIII. Sem mais, está correta a ALTERNATIVA C. 36. B GABARITO: LETRA B. The main purpose of the text is to a) argue that slowing the economic growth will definitely cause inflation to take root. argumentar que desacelerar o crescimento econômico definitivamente fará com que a inflação se estabeleça. INCORRETA Ao contrário. Desacelerar o crescimento econômico (to slow economic growth) é uma medida difícil, mas que visa evitar que a inflação "crie raízes / se estabeleça." No texto, Powell, presidente do FED (banco central dos Estados Unidos) menciona que desacelerar o crescimento econômico, causará efeitos econômicos dolorosos, e provavelmente aumento do desemprego, mas o pior resultado seria permitir que a inflação se estabelecesse (would be to let inflation take root). Outcome: resultado, consequência. "Fed Chair Jerome Powell has admitted that the central bank’s intent to slow economic growth will cause economic “pain” and likely increased unemployment, but that the worst outcome would be to let inflation take root." b) indicate that inflation is a serious problem, and it needs to be adequately dealt with. indicam que a inflação é um problema sério e precisa ser tratado adequadamente. CORRETA Pelo título do texto já é possível entender seu principal objetivo. Philip Jefferson diretor do FED, fala que a inflação é o problema mais preocupante (worrisome) do banco central dos Estados Unidos. No início do texto, Jefferson já afirma que a inflação é o problema mais sério enfrentado pelo FED. Mais adiante no texto, ele se compromete a lidar com o problema dizendo que quer garantir a todos queele e seus colegas do banco central estão decididos a reduzir a inflação para 2%. Além disso, a equipe do FED está comprometida a tomar outras medidas necessárias ao combate à inflação. “I want to assure you that my colleagues and I are resolute that we will bring inflation back down to 2% ... We are committed to taking the further steps necessary.” 40 c) suggest that restoring price stability will certainly increase inflation. sugerir que restaurar a estabilidade de preços certamente aumentará a inflação. INCORRETA No combate à inflação, a restauração da estabilidade dos preços é um dos objetivos de Philip Jefferson, diretor do banco central americano (FED). No texto, Jefferson fala que restaurar a estabilidade dos preços pode demorar e resultará em um período de menor crescimento. "“Restoring price stability may take some time and will likely result in a period of below-trend growth,” Jefferson told a conference in Atlanta, joining the current Fed consensus for continued interest rate increases to battle price pressures. d) show that controlling inflation is a minor concern, compared to unemployment. mostrar que controlar a inflação é uma preocupação menor, em comparação com o desemprego. INCORRETA Controlar a inflação é uma preocupação maior, ainda que cause dor econômica e desemprego. No texto, o que Powell fala é que, para evitar que a inflação se estabeleça (take root), medidas de desaceleração do crescimento econômico serão tomadas, essa desaceleração causará dor econômica, provavelmente aumentará o desemprego, mas o pior cenário seria a fixação, o enraizamento da inflação (to let inflation take root)." "Fed Chair Jerome Powell has admitted that the central bank’s intent to slow economic growth will cause economic “pain” and likely increased unemployment, but that the worst outcome would be to let inflation take root." e) inform that the U.S. central bank’s monetary policy has already decreased inflation to 2%. informar que a política monetária do banco central dos EUA já reduziu a inflação para 2%. INCORRETA Essa redução ainda não ocorreu. Philip Jefferson, diretor do FED, afirmou que estava decidido a reduzir a inflação para 2% (we will bring inflation back down to 2%). Note que o autor usa o verbo modal will indicando que essa ação ocorrerá no futuro. "I want to assure you that my colleagues and I are resolute that we will bring inflation back down to 2% ... We are committed to taking the further steps necessary.” 37. C GABARITO: LETRA C. In the segment of paragraph “the worst outcome would be to let inflation take root”, the word would be signal: a) a certain future um futuro certo INCORRETA Em regra, para expressarmos certeza no futuro em inglês podemos usar o verbo modal will. Também, a estrutura to be going to expressa intenção no futuro (dentre outros), em razão de decisões que já foram tomadas. 41 Outra possibilidade de indicarmos futuro é usando o tempo verbal present continuous que pode ser usado para expressar futuro certo. O uso desse tempo verbal indica que a decisão já foi tomada e os planos ou preparativos já foram feitos. Portanto, would, não expressa futuro na sentença apresentada. b) a definite past um passado definido INCORRETA Um passado em momento definido deve ser expresso através do simple past, que é usado quando falamos de uma ação ou evento no passado e mencionamos quando a ação ocorreu. Ex: Claire graduated (passado simples) at University ten years ago (Claire se formou na Universidade dez anos atrás). c) a hypothetical possibility uma possibilidade hipotética CORRETA O would foi usado para expressar possibilidade hipotética, com esse sentido would expressa o resultado de uma situação possível ou imaginada. No texto, Jerome Powell afirma que com a desaceleração da economia, alguns efeitos econômicos passam a ocorrer (...), mas o pior resultado (uma hipótese, uma possibilidade imaginada) seria (would be) deixar a inflação enraizar (take root). d) an indefinite present um presente indefinido INCORRETA O tempo verbal simple present expressa aquilo que acontece regularmente (fatos, rotina), sua estrutura é formada pelo verbo em sua forma base (go, work, write, play etc), não pelo modal would. O simple present também é chamado de indefinite present (em um estudo mais aprofundado do idioma). e) an inevitable destiny um destino inevitável INCORRETA 38. E GABARITO: LETRA E. In the fragment of paragraph “the worst outcome would be to let inflation take root”, the expression take root could be replaced, with no change in meaning, by O examinador pede que o candidato escolha a alternativa que contenha expressão com sentido semelhante a take root: → Take root: enraizar-se, tornar-se estabelecido ou começar a se desenvolver. a) be extinguished. ser extinto. INCORRETA Expressões com sentido semelhante: to put out, to blow out. b) become inactive. tornar-se inativo. 42 INCORRETA Verbos com sentido semelhante: to become lethargic, dull, idle. c) come to an agreement. chegar a um acordo. INCORRETA To reach an accord / agreement with someone d) be disconsidered. ser desconsiderado. INCORRETA To pass over, to leave out. e) become established. estabelecer-se. CORRETA → Take root: usado para dizer que algo se estabelece ou começa a se desenvolver. Outro exemplo com take root:: Years would be needed for democracy to take root in some countries (= seriam necessários anos para que a democracia se estabelecesse em alguns países). 39. E GABARITO: LETRA E. O autor menciona que quanto às medidas para redução da inflação, tudo permanece incerto, não se sabe como as coisas funcionarão e enquanto isso / por hora (in the meantime / for now), a inflação permanece elevada. → In the meantime: no intervalo de, nesse ínterim, nesse tempo, no presente, por hora etc. "it remains uncertain how that will work, and in the meantime inflation remains elevated” (permanece incerto como isso funcionará e, enquanto isso, a inflação permanece elevada”)." In the section of paragraph “it remains uncertain how that will work, and in the meantime inflation remains elevated”, the expression in the meantime is synonymous with: a) in the past no passado INCORRETA b) sometimes à vezes INCORRETA c) in the future no futuro INCORRETA d) always sempre INCORRETA e) for now até o momento, por enquanto CORRETA 43 40. B GABARITO: LETRA B. No texto, Phillip Jefferson, diretor do banco central dos Estados Unidos (FED), menciona diversas medidas para tentar conter a inflação, mas ele diz que o funcionamento dessas medidas ainda é incerto, e enquanto as medidas de contenção da economia estão sendo tomadas, a inflação permanece elevada. Jefferson acrescenta que inflação cria encargos (burdens / opression) econômicos para famílias (household) e empresas (businesses / companies) e todos sentem os seus efeitos. Para saber a resposta correta, o candidato deveria possuir conhecimento de vocabulário, pois a resposta da questão apenas troca os termos da oração destacada por seus sinônimos. → Burden (noun): carga, dever, encargo, obrigação, ônus. → Burden (verb): carregar, sobrecarregar, oprimir. → Household: casa, lar, família. → Businesses: empresas. "But it remains uncertain how that will work, and in the meantime “inflation remains elevated, and this is the problem that concerns me most,” Jefferson said. “Inflation creates economic burdens for households and businesses, and everyone feels its effects.” The fragment of last paragraph “Inflation creates economic burdens for households and businesses” ” means that inflation: a) alleviates families and jobs. alivia famílias e empregos. INCORRETA b) oppresses (=burdens) families (=households) and companies (=businesses). oprime famílias e empresas. CORRETA c) stimulatesinstitutions and commerce. estimula as instituições e o comércio. INCORRETA d) supports institutions and jobs. apoia instituições e empregos. INCORRETA e) promotes savings and investments. promove economia e investimentos. INCORRETA 41. E WHILE é uma conjunção que pode transmitir diferentes ideias > TEMPO: significa ENQUANTO Ex.: I finished reading that book while you were working = Terminei de ler aquele livro enquanto você trabalhava > CONTRASTE: significa EMBORA 44 Ex.: While I'm really happy you are here, I wish you wouldn't be this messy! = Embora eu esteja muito feliz por você estar aqui, gostaria que você não fosse tão bagunceiro! Logo, WHILE traz uma ideia de CONTRASTE. "Put simply, a typeface is a family of related fonts, while fonts refer to the weights, widths, and styles that constitute a typeface." "Simplificando, um tipo de letra é uma família de fontes relacionadas, MAS as fontes se referem aos pesos, larguras e estilos que constituem um tipo de letra." 42. E GABARITO: LETRA E. Which of the following topics was NOT mentioned in the text? a) Who requested the ship to be built. Quem solicitou a construção do navio. INCORRETA O rei Gustav II Adolf encomendou o navio. "It was the king who ordered the ship," b) When the wrack was taken out of the sea. Quando os restos do naufrágio foram retirados do mar. INCORRETA Os restos do Vasa foram retirados do mar em 1961. "When finally raised the wreck in 1961. " c) The conditions of the ship after years under water. As condições do navio após anos submerso. INCORRETA Segundo o texto, 95% da madeira estava intacta quando o Vasa foi retirado do mar. "95 percent of Vasa’s wood was intact when Sweden finally raised the wreck in 1961." d) Where it can be found nowadays. Onde pode ser encontrado hoje em dia. INCORRETA Os restos do navio podem ser encontrados no Museu do Vasa, em Estocolmo, na Suécia. "The remains of the ship can be found in Stockholm’s Vasa Museum." e) The ship’s destination when it left the harbor. O destino do navio quando saiu do porto. GABARITO O texto não menciona o destino do navio Vasa. 43. D GABARITO: LETRA D. No texto, o autor menciona que ao seu tempo Vasa foi o navio mais tecnológico do mundo, mas hoje é apenas uma história que assombra quem busca projetar novas tecnologias. O Vasa ou Wasa causou imensa expectativa, pois era um empreendimento ambicioso, mas afundou apenas vinte minutos após ter zarpado, em 10/08/1628. O navio saiu do 45 porto de Estocolmo, na Suécia, e sobreviveu à primeira rajada de vento, mas não suportou a segunda. O autor conta que Vasa afundou longe do inimigo (nowhere near / literalmente: "não próximo"), mas perto de um público apavorado que se reuniu para se despedir do mais ambicioso navio de guerra daquela época. → Nowhere near (not at all near to / not nearly): não próximo em relação à distância, tempo, quantidade ou qualidade; nem de perto (expressão informal). Outros exemplos de uso da expressão nowhere near: The restaurant was nowhere near the square as you had said (O restaurante não ficava próximo / perto da praça como você tinha dito). There is nowhere near enough food (Não há nem de perto comida suficiente). Considering the context presented in the text, the sentence “The sinking took place nowhere near an enemy” suggests that the ship’s location in relation to an enemy was: a) Very close. Muito próximo. INCORRETA b) A little close. Um pouco perto. INCORRETA c) Halfway. No meio do caminho. INCORRETA d) Very distant. Muito distante. CORRETA e) A little distant. Um pouco distante. INCORRETA 44. C GABARITO: LETRA C. → It sank (Ele afundou - o navio Vasa afundou) It é pronome sujeito que faz referência a coisa ou animal, no singular. No texto it se refere ao navio Vasa que afundou (sank). → In full view of a horrified public, gathered to see off their navy’s...most ambitious warship. (À vista de um público horrorizado, reunido para se despedir do navio de guerra mais ambicioso de sua marinha). Their (adjetivo possessivo) no trecho their navy's / da sua marinha, refere-se à marinha do público horrorizado que se reuniu para se despedir do Vasa, o navio de guerra mais ambicioso da época. → It was the king who ordered the ship, which carried an unprecedented 64 bronze cannons. 46 (Foi o rei quem ordenou o navio, que carregava 64 canhões de bronze sem precedentes.). Who é o pronome relativo que antecede o substantivo king. Who só pode ser usado com referência a pessoas. Which se refere ao antecedente ship / navio. Which só pode ter como referência coisas e animais, não pessoas. The highlighted words “it”, “their”, “who”, and “which”, in the order they are mentioned in the article, refer to: a) an enemy – the navy’s – the Swedish royal family – the ship. INCORRETA b) the fact – the public gathered – Gustav II Adolf – the king. INCORRETA c) the warship – a horrified public – the king – the ship. CORRETA d) an enemy – Europe’s – Gustav II Adolf – bronze cannons. INCORRETA e) the fact – the public – the king – the king. INCORRETA 45. E a) doesn’t work – did protect – had been – raised INCORRETA Doesn’t / does é verbo auxiliar usado no presente simples com verbos que não sejam o verbo to be. Had been (past perfect) é usado quando falamos de duas ações no passado, e na ação mais antiga usamos o past perfect. No texto, não existe ênfase na sequência de ações, mas a ideia de simultaneidade, quando o Vasa foi levantado a construção de madeira estava 95% intacta. Além disso, o enunciado pede que os verbos estejam no passado simples. Did protect é uma forma de enfatizar uma ação no passado, chamamos de emphatic do ou emphatic did. Exemplo de uso: the surveillance system did protect the school when the tests were made (=o sistema de vigilância realmente protegeu a escola quando os testes foram feitos). b) worked not – protected – was been – rose INCORRETA Em regra, para negarmos no passado, exceto com verbo to be, precisamos do verbo auxiliar did. A estrutura was been não existe. Rose é o passado de rise (verbo intransitivo). Raised é o passado de raise (verbo transitivo regular). Observe a diferença dos paradigmas verbais: to rise - rose - risen to raise - raised - raised. c) did not work – did protect – was – have raised INCORRETA 47 did not work estaria correto, podemos usar a forma contraída ou não. have raised está no present perfect, não no passado simples, conforme pede o enunciado. d) worked not – had protected – was – had rose INCORRETA Had protected está no past perfect. O enunciado pede as formas verbais no simple past. Além disso, had rose não existe, a forma correta no past perfect é had risen (had + past participle do verbo to rise). e) didn’t work – protected – was – raised CORRETA Todas as formas no estão passado simples. Although Vasa didn't work (not work) out well for Gustav II Adolf, it’s a paradise for archaeologists: the cold, oxygen-poor water of the Baltic Sea protected (protect) Vasa from the bacteria and worms that usually digest wooden wrecks, and perhaps 95 percent of Vasa’s wood was (be) intact when Sweden finally raised (raise, verbo transitivo: raised the wreck) the wreck in 1961. 36. D d) la importancia que tiene para el gobierno el mejoramiento de la educación. (à importância da melhoria da educação para o governo) Letra "D" - CORRETA. 'Presupuesto' é o mesmo que orçamento (quantia alocada pelo Estado a um propósito específico). Ex: orçamento para a educação, orçamento para a saúde, etc. Subrayó que una de las prioridades del Gobierno es la mejora de la calidad educativa en el país; por ello, expresó que las autoridades regionales son un buen complemento para lograr este objetivo. (Ele ressaltou que uma das prioridadesdo governo é a melhoria da qualidade da educação no país; Por isso, ele disse que as autoridades regionais são um bom complemento para atingir esse objetivo.) a) la exclusividad de las autoridades regionales en la aplicación de políticas de estado. ( a exclusividade das autoridades regionais na aplicação das políticas do Estado.) b) la cantidad de recursos que se han orientado a educación entre 2012 y 2019. (a quantidade de recursos que foram direcionados para a educação entre 2012 e 2019.) c) el plazo necesario para que se perciba una mejora en la educación del país. (o prazo necessário para que uma melhoria na educação do país seja percebida.) e) las medidas que se han impartido para combatir efectivamente la corrupción. (as medidas tomadas para combater eficazmente a corrupção.) GABARITO: LETRA D 37. E Cuando se afirma que “no solo debemos ser reactivos” se está destacando la necesidad de (Quando se afirma que “no solo debemos ser reactivos”, destaca-se a necessidade de): e) planificar bien las políticas educativas. (planejar bem políticas educativas) 48 Letra "E" - CORRETA. O texto diz que não devemos ser apenas reativos (ou seja passivos), mas que devemos ser ativos, planejando boas políticas educativas, a fim de formar cidadãos melhores e prover um futuro melhor à sociedade. “Si queremos luchar contra la corrupción es a través de la educación porque no solo debemos ser reactivos. Si logramos tener mejores ciudadanos, está asegurado nuestro futuro”. (“Se queremos combater a corrupção é através da educação, porque não devemos ser apenas reativos. Se conseguirmos ter cidadãos melhores, nosso futuro está garantido ”.) a) trabajar con los mejores ciudadanos. (trabajar com melhores cidadãos) b) aumentar el sueldo de los docentes. (aumentar o salário dos docentes) c) participar en el Directorio de Alta Dirección. (participar do Diretório Administrativo) d) duplicar el 11% de inversión en educación. (dobrar os 11% do investimento em educação) GABARITO: LETRA E 38. C c) no obstante. (No entanto, contudo) Letra "C" - CORRETA. 'Sin embargo' traz uma ideia contrastiva, de oposição. Significa 'No entanto, Apesar de, Contudo, Todavia'. La comida está enraizada en lo más profundo de la identidad mexicana. Tanto, que el maíz aparece en el centro de las explicaciones mitológicas mayas sobre el origen del hombre. El cultivo de la milpa, la sagrada trinidad formada por el maíz, el frijol y el chile, es la base ancestral de una pirámide alimenticia saludable y nutritiva. Sin embargo, México se sitúa en los primeros puestos en las listas de obesidad y muertes por diabetes. (A comida está enraizada nas profundezas da identidade mexicana. Tanto é assim que o milho aparece no centro das explicações mitológicas maias sobre a origem do homem. O cultivo do milharal, a trindade sagrada formada pelo milho, feijão e pimentão, é a base ancestral de uma pirâmide alimentar saudável e nutritiva. No entanto, o México está no topo da lista de mortes por obesidade e diabetes. ) a) tampoco. (também não) b) aunque. (mesmo que) d) por ende. (portanto, por conseguinte) e) a lo sumo. (no máximo, no melhor das hipóteses) GABARITO: LETRA C 39. A a) El suculento negocio de la comida chatarra en México. (O negócio suculento de junk food no México). Letra "A" - CORRETA. O texto fala do negócio junk food no México que vem ganhando espaço em substituição aos alimentos saudáveis, trazendo problemas para os mexicanos como a obesidade e a diabetes . Somente em 2012, o setor lucrou 28,3 bilhões de dólares, sendo o México um dos 10 maiores países no que diz respeito aos alimentos processados. 49 b) La mitología mexicana en el imaginario cultural de su pueblo. (A mitologia mexicana no imaginário cultural do seu povo) c) El Tratado de Libre Comercio y sus consecuencias para la economía mexicana. (O Tratado de Livre Comércio e suas consequências para a economia mexicana) d) La dura competencia entre México y Brasil en la industria alimenticia. (A dura competência entre México e Brasil na indústria alimentícia) e) Las campañas informativas en la era de la mala alimentación mundial (As campanhas informativas na era da má alimentação mundial) GABARITO: LETRA A 40. D Por lo expuesto en el texto, se entiende que la comida basura (Pelo que é dito no texto, entende-se que junk food): a) forma parte de la base piramidal de la nutrición. (faz parte da base piramidal da nutrição.) Letra "A" - ERRADA. Ao contrário. São alimentos processados, ricos em gordura, açúcar, sal e componentes químicos. O milharal (milho, feijão e pimentão) que é a base de uma pirâmide alimentar saudável e nutritiva. La comida chatarra, alimentos prefabricados que rebosan grasa, azúcar, sal y componentes químicos, ha ido desplazando en los últimos años a los cereales, las legumbres o las verduras frescas. (A comida junk food, alimentos pré-fabricados abarrotados de gordura, açúcar, sal e componentes químicos, vem substituindo cereais, legumes ou vegetais frescos nos últimos anos.) El cultivo de la milpa, la sagrada trinidad formada por el maíz, el frijol y el chile, es la base ancestral de una pirámide alimenticia saludable y nutritiva. (O cultivo do milharal, a trindade sagrada formada por milho, feijão e pimentão, é a base ancestral de uma pirâmide alimentar saudável e nutritiva. ) b) tiene una estrecha conexión con la mitología maya. (tem uma conexão próxima com a mitologia maia.) Letra "B" - ERRADA. Segundo o texto, o milho possui uma conexão com a mitologia maia e não a comida junk food. Tanto, que el maíz aparece en el centro de las explicaciones mitológicas mayas sobre el origen del hombre. (Tanto é assim que o milho aparece no centro das explicações mitológicas maias sobre a origem do homem. ) c) tiene un valor nutricional que se asemeja al de los frijoles. ( tem um valor nutricional que se assemelha ao dos feijões.) Letra "C" - ERRADA. A comida junk food é composta de alimentos processados, ricos em gordura, açúcar, sal e componentes químicos. Já o feijão faz parte da base de uma pirâmide alimentar saudável e nutritiva. La comida chatarra, alimentos prefabricados que rebosan grasa, azúcar, sal y componentes químicos, ha ido desplazando en los últimos años a los cereales, las legumbres o las verduras frescas. (A comida junk food, alimentos pré-fabricados abarrotados de gordura, açúcar, sal e componentes químicos, vem substituindo cereais, legumes ou vegetais frescos nos últimos anos.) El cultivo de la milpa, la sagrada trinidad formada por el maíz, el frijol y el chile, es la base ancestral de una pirámide alimenticia saludable y nutritiva. (O 50 cultivo do milharal, a trindade sagrada formada por milho, feijão e pimentão, é a base ancestral de uma pirâmide alimentar saudável e nutritiva. ) d) es de fácil acceso para las familias de menores recursos. (é facilmente acessível para famílias com baixos recursos.) Letra "D" - CORRETA. Segundo o texto, as famílias que possuem baixos ou médios recursos são as mais propensas a consumir comida processada. Los lugares donde más se venden este tipo de productos son las pequeñas tiendas de ultramarinos o abarrotes, y los consumidores más afectados los de niveles económicos medio y bajo. (Os locais onde esses tipos de produtos são mais vendidos são as pequenas mercearias ou mercadinhos, e os consumidores mais afetados são os de poder aquisitivo médio e baixo.) e) ha perjudicado a la economía mexicana. (prejudicou a economia mexicana.) Letra "E" - ERRADA. Ao contrário. O México tem lucrado milhões com o setor de comida processada. México es una de las 10 potencias mundiales en comida preparada. Es el primer productor de Latinoamérica, por encima de Brasil. El sector en México se embolsó unos beneficios de 28.300 millones de dólares en 2012... (O México é uma das 10 potências mundiaisem alimentos processados. É o primeiro produtor da América Latina, e está acima do Brasil. O setor no México embolsou um lucro de 28,3 bilhões de dólares em 2012...) GABARITO: LETRA D 41. E e) pareces – defiendas. Na América Latina, especificamente em países como Argentina e Uruguai, utiliza-se o VOS (que é o caso da tirinha - Mafalda é proveniente da Argentina). A conjugação seria 'vos parecés, vos defendás' (no presente do indicativo e presente do subjuntivo respectivamente). Já no espanhol peninsular, utiliza-se o Tú. A conjugação seria 'tú pareces, tú defiendas'. http://conjugador.reverso.net/conjugacion-espanol-verbo-parecer.html http://conjugador.reverso.net/conjugacion-espanol-verbo-defender.html GABARITO: LETRA E 42. B El diálogo entre Susanita y Mafalda expone (O diálogo entre Susanita e Mafalda expõe): a) el secreto más entrañable que Susanita ha guardado hasta aquel momento. (o segredo mais íntimo que Susanita manteve até aquele momento.) Letra "A" - ERRADA. b) la falsedad de Susanita que da a entender algo con lo cual Mafalda no está de acuerdo. (a falsidade de Susanita que dá a entender algo com o qual Mafalda não concorda.) http://conjugador.reverso.net/conjugacion-espanol-verbo-parecer.html http://conjugador.reverso.net/conjugacion-espanol-verbo-defender.html 51 Letra "B" - CORRETA. A falsidade de Susanita acontece quando ela está fingindo estar alegre quando na verdade está de mal humor. Mafalda dá a entender que não concorda com esse fingimento de Susanita ao dizer "entonces no tendrías que decirlo" (então você deveria ficar caldada). c) la lucidez de pensamientos que las dos amigas demuestran frente al problema de la hipocresía. (a lucidez dos pensamentos que as duas amigas demonstram contra o problema da hipocrisia.) Letra "C" - ERRADA. d) la alabanza de las cualidades de Susanita por parte de Mafalda. (o louvor das qualidades de Susanita por Mafalda) Letra "D" - ERRADA. e) la envidia de Mafalda frente al contentamiento de Susanita. ( A inveja de Mafalda da alegria de Susanita.) Letra "E" - ERRADA. GABARITO: LETRA B 43. A a) A pesar de ello (Apesar disso) Letra "A" - CORRETA. 'Sin embargo' e 'a pesar de ello' possuem sentido contrastivo, podem significar 'no entanto, contudo, porém, apesar disso. Podem ser substituídas uma pela outra sem modificar o sentido da frase. Hoy estoy con un humor de los mil demonios! Sin embargo, parecés muy contenta, Susanita. (Hoje estou com um humor péssimo! No entanto, você parece muito feliz, Susanita.) b) Entonces resulta que (Pare que) Letra "B" - ERRADA. c) De hecho (de fato) Letra "C" - ERRADA. d) Hasta que (Até que) Letra "D" - ERRADA. e) Efectivamente (Efetivamente) Letra "E" - ERRADA. GABARITO: LETRA A 44. B a) O centro de coordenação foi notificado de um incêndio por SOS RIOJA. Letra "A" - ERRADA. Foram particulares que avisaram o centro de coordenação sobre o incêndio e não SOS RIOJA, que alertou a 52 Polícia Local e o Corpo de Bombeiros. Explican que han sido varios particulares los que han avisado al centro de coordinación del incendio de un contenedor orgánico. Desde SOS RIOJA se ha alertado a Policía Local y Bomberos del Ayuntamiento de Logroño. (Eles explicam que vários indivíduos notificaram o centro de coordenação sobre o incêndio de uma lixeira orgânica. OSOS RIOJA alertou a Polícia Local e Corpo de Bombeiros da cidade de Logroño. b) Uma camionete e duas lixeiras foram reduzidas a cinzas por conta de um incêndio na cidade de Logroño. Letra "B" - CORRETA. 'Contenedor' é uma espécie de recipiente, lixeira. E 'furgoneta' é um tipo de camionete, van. Dos contenedores y una furgoneta han resultado calcinados de madrugada en Logroño. (Dois contêineres e uma van foram queimados ao amanhecer em Logroño.) c) A prefeitura de Logroño avisou às pessoas do local sobre um incidente na rua Cigüeña. Letra "C" - ERRADA. Não há essa informação no texto. d) O primeiro andar de um edifício na rua Cigüeña foi totalmente destruído pelas chamas. Letra "D" - ERRADA. Não foi totalmente destruído. As chamas atingiram uma motocicleta, uma janela, um varal e a fachada no primeiro andar. O primeiro andar não foi totalmente destruído, só houve pequenos danos. Un incendio ha afectando con daños de menor cuantía a una moto, una ventana y un tendedero del primer piso, así como a una fachada (Um incêndio afetou uma motocicleta, uma janela e um varal no primeiro andar, além de uma fachada, com pequenos danos.) e) As vítimas foram prontamente socorridas pela polícia local e pelos bombeiros da cidade de Logroño. Letra "E" - ERRADA. Não houve vítimas. Somente objetos foram atingidos, além da fachada do primeiro andar. Un incendio ha afectando con daños de menor cuantía a una moto, una ventana y un tendedero del primer piso, así como a una fachada (Um incêndio afetou uma motocicleta, uma janela e um varal no primeiro andar, além de uma fachada, com pequenos danos.) GABARITO: LETRA B 45. C a) el éxito. (o êxito) Letra "A" - ERRADA. b) el hecho delictivo. (o fato delitivo) Letra "B" - ERRADA. c) el accidente. (o acidente) 53 Letra "C" - CORRETA. 'suceso' (em espanhol) tem sentido de algum acontecimento ou evento danoso. É um falso amigo, pois as grafias são parecidas em espanhol e em português, porém não significam o mesmo. Em espanhol, traz uma conotação negativa. Según explica el SOS Rioja, el suceso ha ocurrido en la calle Cigüeña, a la altura del número 32. (Segundo o SOS Rioja, o acidente aconteceu na Calle Cigüeña, no número 32.) d) la subasta. (a licitação) Letra "D" - ERRADA. e) la ocupación. (a invasão) Letra "E" - ERRADA. GABARITO: LETRA C 46. E Analisando as afirmativas, temos que: ( ) No Windows os nomes das pastas, como dos arquivos, podem conter até 256 caracteres. Falsa: nomes de arquivos ou pastas podem conter até 260 caracteres, como indica a documentação da Microsoft (https://answers.microsoft.com/pt-br/windows/for...), como vemos a seguir: O nome do arquivo somando ao caminho do arquivo (nomes de diretórios, subdiretórios) o limite é de 260 caracteres no Windows 10. ( ) Não se pode utilizar para nomes de arquivos nenhuma destas barras: \ | /. Verdadeira: ao criar um nome para um arquivo ou uma pasta, há caracteres que não podem ser utilizados, por serem reservados para o sistema operacional. Tais caracteres são: / \ < > : * ? | ", e os caracteres mencionados são, de fato, reservados para o sistema operacional. ( ) Nas pastas é proibido a utilização de nomes com espaços em branco e/ou números. Falsa: conforme comentado acima, espaços em branco e/ou números não são reservados para o sistema operacional, e podem ser utilizados para nomes de arquivos e / ou pastas. Assim sendo, a sequência correta de cima para baixo é F - V – F. GabaritO: LETRA E. 47. D Analisando as alternativas, temos que: A – mkdir ERRADA: mkdir é um comando do Linux que permite a criação de um diretório. B – ipconfig https://answers.microsoft.com/pt-br/windows/forum/all/qual-o-n%C3%BAmero-m%C3%A1ximo-de-caracteres-que/1bd6abf0-9be9-46ac-a578-3ba1df0a37f3#:~:text=O%20nome%20do%20arquivo%20somando,260%20caracteres%20no%20Windows%2010. 54 ERRADA: ipconfig é um comando do Windows que fornece informações sobre máscaras de sub-rede, placas de rede e endereço IP da estação na rede. C – ls -ltr | grep ERRADA: o comando ls (list) mostra o conteúdo de um diretório. Caso um arquivo seja especificado, ls mostra o seu nome e alguma outra informação requisitada. Quando nada é especificado o diretório atual é mostrado. D – ifconfig CERTA: o comando ifconfig do Linux permite configurar, adicionar, deletar e gerenciar interfaces de rede no sistema. Por exemplo: ifconfig eth0 down desativa a interfacede rede eth0, e o comando ifconfig eth0 up ativa a interface de rede eth0. Quando usado "puro", ou seja, sem parâmetros, exibe as configurações de rede, inclusive os endereços IPs das placas. Os parâmetros que podem ser usados com este comando são: • up: marca a interface "up". Habilita a interface depois de um "ifconfig down". Ocorre automaticamente quando configurado o endereço em uma interface. Configurando este "Flag", não há efeito se o ifconfig estiver "down". • down: marca a interface "down". Quando uma interface está marcada down, o sistema não tentara transmitir mensagens através daquelas interfaces. Se possível, a interface será resetada para desabilitar a recepção. Esta ação não desabilitará o roteador usando a interface. • netmask mask: especifica como o endereço restringe, subdividindo redes dentro de sub-redes. Mask inclui partes de redes do endereço local, e partes de sub-redes no qual é trazido do endereço do campo do host. • broadcast: especifica o endereço que representa brodcast para a rede. O default do endereço brodcast é o endereço com uma parte do host de todos os 1's. • arp: habilita o uso da resolução do endereço do protocolo entre o mapeamento no nível de endereçamento da rede e o nível de link da rede (default). Isto é implementado correntemente entre o mapeamento TCP/IP e o endereçamento ethernet com 10 Mb/s. • -arp: desabilita o uso da resolução do endereço do protocolo. • auto-revarp: Usa o endereço reverso da resolução do protocolo (RARP), automaticamente para adquirir um endereço para esta interface. • plumb: abre um dispositivo associado com um nome de interface e configura o TCP/IP para o uso do dispositivo. A interface não mostrará a saida do ifconfig-a. 55 • private: diz ao roteador in.routed daemon que a interface não deveria ser utilizadas. • -private: specifica as interfaces que não serão utilizadas. • trailers: este "flag" é utilizado para causar um "non-standard" encapsulado de pacotes inet em certos níveis de link. Drivers fornecidos com esta liberação não utilizará este "flag", mas ele é ignorado por compatibilidade. • -trailers: desabilita o uso de um "trailer" nível de link encapsulado. • metric n: configura o roteador métrico da interface para n, default 0. O roteador métric é utilizado pelo protocolo de roteamento com um alto metrics, que tem o efeito de fazer um roteador menos favorável; metrics são contadores adicionados a host, para destinos de redes e host. • mtu n: configura o máximo de unidades de transmissões da interface para n. Para muitos tipos de redes o mtu tem um alto limite, por exemplo, 1500 para Ethernet. E – cat -address Errada: o comando cat exibe na tela o conteúdo de um arquivo na íntegra. Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA D. 48. E A guia Revisão tem a seguinte aparência: Como vemos na figura acima, estão disponíveis as ferramentas Dicionário de Sinônimos, Ler em Voz Alta, Contagem de Palavras e Mostrar Comentários, mas não há ferramenta denominada "Macros". Uma macro é uma série de comandos que podem ser usados para automatizar uma tarefa repetida e que podem ser executados durante a tarefa. Macros automatizam tarefas que são usadas frequentemente para economizar o tempo de pressionamento de teclas e ações do mouse. Os recursos para criação de macros estão disponíveis na guia Exibir. Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA E. 49. C O caractere " - " é o operador matemático da subtração. Assim sendo, o resultado da fórmula =B3-A2 é a subtração do valor da célula A2 do valor da célula B3, como consta na LETRA C. 50. D Os operadores especificam o tipo de cálculo que se deseja efetuar nos elementos de uma fórmula. Há uma ordem padrão segundo a qual os cálculos ocorrem (seguindo regras matemáticas gerais), mas é possível mudar essa ordem utilizando parênteses os quais têm prioridades sobre 56 os operadores, ou seja, as operações entre parênteses são executadas antes das demais. A tabela a seguir contém os operadores mais usados do Excel e as prioridades das operações matemáticas: Assim sendo, a fórmula em apreço corresponde a: = A2 * B2 / B1 - C1 + A1 - C2 = 4 * 5 / 2 - 3 + 1 - 6 = 20 / 2 - 3 + 1 - 6 = 10 - 3 + 1 - 6 = 2 Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA D. 51. C Lembrando que o editor de apresentação do pacote Microsoft Office é o Powerpoint, vejamos as funções das teclas mencionadas: Analisando as alternativas, temos que: A – F2 ERRADA: este atalho permite selecionar ou editar o espaço reservado atual. B – F10 ERRADA: este atalho permite selecionar a guia ativa na faixa de opções e ativar as teclas de acesso. C – F5 CERTA: este atalho permite iniciar a apresentação de slides. D – F11 ERRADA: no suporte da Microsoft não há definição de ação para esta tecla de atalho. E – F4 57 ERRADA: no suporte da Microsoft não há definição de ação para esta tecla de atalho. Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA C. 52. D Para que um computador seja localizado na Internet, é necessário saber seu endereço IP, pois o protocolo IP identifica apenas endereços no formato IP, que por sua vez é constituído de números e pontos (por exemplo: 198.0.175.23). Como para nós, usuários, é muito difícil memorizar endereços deste tipo, a URL (Uniform Resource Locator), que é um endereço "por extenso", como www.tecconcursos,com.br, é muito mais fácil de ser memorizada. DNS (Domain Name System) é o recurso que faz a associação das URLs dos domínios com seus respectivos endereços IP. Vejamos o exemplo a seguir: no URL http://www.treno4x4.com.br/anterior.htm, temos: http (hyper text transfer protocol): protocolo utilizado para receber o arquivo correspondente à página; www.treno4x4.com.br: nome do computador hospedeiro; /anterior.htm: caminho e nome da página. WWW (world wide web) é um sistema de servidores da Internet que usa o protocolo HTTP para transmitir documentos formatados em HTML(hypertext mark-up language) ou, em outras palavras, uma ferramenta que reúne todos os recursos e usuários na Internet que utilizam o protocolo “http”, cujo principal aspecto é o hipertexto (ou seja, a utilização dos hiperlinks), chamada de www. Analisando as alternativas, temos que: A – www\\microsoft@br ERRADA: em uma URL, a primeira informação (de uso facultativo) é o protocolo usado no acesso ao recurso (e não a sigla www, que também é de uso facultativo), seguido de dois pontos, duas barras normais, facultativamente a sigla www e o restante do endereço do recurso. B – httd://www.microsoft.com ERRADA: não existe protocolo "httd". O protocolo usado para a navegação é o http, conforme comentado acima. C – https\\:www.microsoft.com ERRADA: o protocolo https, que corresponde ao http com o uso de uma camada de segurança, que criptografa os dados transferidos, pode ser usado em conexões que envolvam dados sensíveis. No entanto, os dois pontos devem ser utilizados logo após a sigla que corresponde ao protocolo (no caso, o http), e em seguida as duas barras diagonais normais. No exemplo acima foram usadas barras invertidas. D – http://www.microsoft.com 58 CERTA: a URL acima está corretamente escrita, com o protocolo usado no acesso (http) em primeiro lugar, seguido de dois pontos e duas barras normais, seguido pela sigla www e o restante do endereço do recurso. E – http\\:www.microsoft.com ERRADA: os dois pontos devem ser utilizados logo após a sigla que corresponde ao protocolo (no caso, o http), e em seguida as duas barras diagonais normais. No exemplo acima foram usadas barras invertidas. Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA D. 53. B Quanto às principais características funcionais dos softwares mais utilizados de Correios Eletrônicos temos os seguintes recursos, exceto: Analisando as alternativas, temos que: A – As mensagens podem ser arquivadas e armazenadas, permitindofazer consultas posteriores ERRADA: de fato, os provedores de e-mail podem ser configurados para armazenar as mensagens recebidas, mesmo depois que elas tenham sido enviadas para o computador do usuário, para consultas posteriores. B – Existe a opção de compactar e encriptar a mensagem antes de encaminhar ao destinatário. CERTO: existe, de fato, a possibilidade de usar um provedor de e-mail que permita criptografar a mensagem antes que ela seja enviada (como é o caso do Gmail, por exemplo, que o faz automaticamente) ou usar um aplicativo que execute tal procedimento. Também é possível compactar mensagens antes de enviá-las, utilizando programas de compactação. No caso do Gmail, quando há anexos muito grandes, o próprio provedor faz a compactação. C – É registrada a data e hora de envio da mensagem ERRADA: de fato, ao armazenar uma mensagem, o aplicativo de e- mail grava também a data e a hora em que a mensagem foi enviada. D – Possibilidade de enviar a mesma mensagem a um grupo pré-definido de pessoas ERRADA: os softwares de e-mail permitem criar grupos de usuários, com seus respectivos endereços de e-mail. A principal vantagem destes grupos é que mensagens podem ser enviadas para um grupo, tornando desnecessário digitar um a um os endereços dos destinatários das mensagens. E - Possibilidade de incluir arquivos, imagens e vídeos anexados à mensagem 59 ERRADA: de fato, para incluir arquivos, imagens e/ou vídeos basta utilizar o recurso Anexar, disponível na janela de criação de mensagens. Assim sendo, como não há resposta certa, A QUESTÃO DEVERIA TER SIDO ANULADA. Gabarito fornecido pela banca: LETRA B. 54. D Cloud Storage significa armazenamento (dados) em nuvem, armazenamento virtualizado ou ainda backup online. Este recurso permite que dados de um dispositivo (desktop, notebook, tablet, smartphone e similares) sejam armazenados on-line em um servidor da Internet e que a sincronização aconteça de maneira fácil e rápida. É melhor aproveitado quando se utiliza conexão em banda larga. Quaisquer tipos de arquivos podem ser armazenados através deste recurso – músicas, textos, vídeos, planilhas, etc. O agendamento para sincronização requer a instalação de um aplicativo. Browse, em inglês, significa procurar ou olhar casualmente por alguma coisa. Assim sendo, browser - que significa algo que pode ser usado para procurar uma informação - é sinônimo de navegador: programa desenvolvido para permitir a navegação pela Web, capaz de processar diversas linguagens, como HTML, ASP, PHP. Analisando as alternativas, temos que: A – Dropbox e Google Chrome ERRADA: Dropbox é um recurso de cloud storage, ou seja, permite o armazenamento de arquivos se seus clientes em seus servidores, que podem ser acessados através da Internet. No entanto, o Google Chrome é um navegador criado pela Google, e tem como principais características sua interface limpa e fácil de usar, bem como a velocidade na navegação. B – Firefox e Mozilla ERRADA: como o próprio nome indica, o Firefox é um navegador distribuído pela Mozilla Foundation (que é o nome da empresa que distribui o Firefox), tem uma grande quantidade de usuários em vários lugares do mundo. C – Google Arq e Team Viewer ERRADA: não existe nenhum recurso relevante denominado "Google Arq". Team Viewer é o nome de um pacote de software proprietário que permite o acesso a computadores e redes de forma remota, permitindo recursos como controle remoto, reuniões e manutenção de serviços baseados na nuvem. D – Dropbox e Google Drive 60 CERTA: Dropbox é um recurso de cloud storage, ou seja, permite o armazenamento de arquivos se seus clientes em seus servidores, que podem ser acessados através da Internet. Assim como o Dropbox, o Google Drive também é um recurso de cloud storage que pertence ao Google e, assim sendo, também permite o armazenamento de arquivos se seus clientes em seus servidores, que podem ser acessados através da Internet. E – Google Arq e Firefox ERRADA: não existe nenhum recurso relevante denominado "Google Arq". Firefox é um navegador distribuído pela Mozilla Foundation. Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA D. 55. B Analisando as afirmativas, temos que: I. O Windows Defender é um antivírus gratuito oficial que vem acompanhado no Windows 10. Verdadeira: Windows Defender é um aplicativo que acompanha o Windows 10 e protege o computador contra malwares. Além de fornecer proteção em tempo real, notificando o usuário e bloqueando a ação caso algum malware tente se instalar, executar ou alterar configurações importantes do sistema. Também permite que o usuário inice uma varredura no momento que quiser. II. Existe uma premissa básica de que todos os vírus são categorizados como malwares. Verdadeira: Malware é uma palavra resulta da união dos termos em inglês malicious e software, e quer dizer software malicioso. Ele designa qualquer programa que cause problemas ao usuário e/ou ao computador no qual for executado, ou seja, é uma categoria de programas maliciosos. Códigos maliciosos (malware) são programas especificamente desenvolvidos para executar ações danosas e atividades maliciosas em um computador. Vírus nada mais é do que um tipo de malware. III. Os Trojans são malwares que sequestram os dados do computador na busca de resgate. Falsa: esta é uma característica de ransomware. Trojan é um malware que, além de executar as funções para as quais foi aparentemente projetado, também executa outras funções, normalmente maliciosas, e sem o conhecimento do usuário. Trojans também podem ser instalados por atacantes que, após invadirem um computador, alteram programas já existentes para que, além de continuarem a desempenhar as funções originais, também executem ações maliciosas. Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA B. 56. D GABARITO: LETRA D 61 Vamos analisar os itens: ( ) São a todos assegurados, desde que recolhidas as respectivas taxas, a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. FALSO. O art. 5º, inciso XXXIV, alínea "b", da CF, determina que: XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; ( ) A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. VERDADEIRO. É o que determina o inciso XLII do artigo 5º da CF: XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; ( ) A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. VERDADEIRO. É o que determina o inciso XXXV do artigo 5º da CF: XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; ( ) A lei penal não retroagirá, seja para beneficiar ou para prejudicar o réu. FALSO. O art. 5º, inciso XL, da CF, determina que: XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; ( ) Não haverá juízo ou tribunal de exceção, salvo em caso de guerra declarada. FALSO. O art. 5º, inciso XXXVII, da CF, determina que: XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; Portanto, GABARITO: LETRA D 57. D Gabarito: D (V - F - F - F - V) A respeito dos direitos e garantias individuais e coletivos na Constituição Federal de 1988, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). (V) A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. VERDADEIRA. A afirmativa traz a garantia da inviolabilidade de domicílio prevista no art. 5°, XI, CRFB/1988:Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no 62 País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; (F) É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, salvo por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. FALSA. Dispõe o art. 5°, XII, da Constituição Federal: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; Da leitura do dispositivo constitucional, temos que a inviolabilidade das comunicações não se restringe às correspondências e comunicações telegráficas, alcançando, também, as comunicações de dados e telefônicas. Ademais, além das exceções constitucionais e legais ao sigilo das comunicações (arts. 136, § 1°, I, “b” e “c”, e 139, III, CRFB/1988; e art. 41, p. único, Lei n° 7.210/1984), o legislador estabeleceu a reserva de jurisdição para a interceptação telefônica e de dados, o que foi regulamentado pela Lei n° 9.296/1996. (F) No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, mediante justa e prévia indenização em dinheiro. FALSA. A indenização, na requisição administrativa (art. 5°, XXV, CRFB/1988) – que constitui uma das formas de intervenção do Estado na propriedade –, é posterior à utilização da propriedade particular, sendo vinculada à ocorrência do dano: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] 63 XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; (F) É reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados, entre outros, a competência para o julgamento dos crimes dolosos e culposos contra a vida. FALSA. A competência do júri é para o julgamento de crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados, a saber: homicídio, infanticídio, participação em suicídio e aborto, como disposto no art. 5°, XXXVIII, “d”, CRFB/1988: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; (V) Não haverá penas de morte, salvo em caso de guerra declarada. VERDADEIRA. É a previsão do art. 5°, XLVII, “a”, CRFB/1988: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] XLVII - não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; 58. A Gabarito: LETRA A. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade 64 das pessoas e do patrimônio. Considerando sua estrutura, assinale a alternativa que não contém um de seus órgãos. a) Guardas Municipais. INCORRETA, pois a Guarda Municipal pode ser constituída pelos Municípios para auxiliar na proteção dos bens, serviços e instalações (CF/1988, art. 144, § 8º) porém não foi incluída no rol de órgãos do art. 144 da CF/1988, que integram a Segurança Pública. Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. ... § 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. Demais alternativas corretas, pois representam órgãos que compõem a segurança pública: b) Polícia Federal. Presente no inciso I do art. 144 da CF/1988. c) Polícia Rodoviária Federal. Consta do inciso II do art. 144 da CF/1988. d) Polícias Civis. Estão no inciso IV do art. 144 da CF/1988. e) Polícias militares e corpos de bombeiros militares. Inseridas no inciso V do art. 144 da CF/1988. 59. E Gabarito: LETRA E Sabe-se que as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, têm membros que são considerados como militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Nesse cenário, cabe constitucionalmente aos Governadores: 65 a) conferir condecorações a todos os militares que serviram ao país em guerra. INCORRETA. Dispõe o art. 84, XIX e XXI, CRFB/1988: Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: [...] XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; [...] XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas; Assim, tratando-se de uma situação de guerra, numa interpretação sistemática dos preceitos citados, competirá ao Presidente da República conferir condecorações aos militares das Forças Armadas que serviram ao país. b) aumentar a remuneração dos militares estaduais, exceto a dos pensionistas. INCORRETA. Como já decidido pelo STF, é de iniciativa dos governadores as leis que tratem sobre o regime jurídico dos militares (ADI n° 3.920/MT, Rel.: Min. Marco Aurélio, Pleno, j. em 5.2.2015), o que, por consequência, inclui os pensionistas, por força do quanto previsto no art. 42, § 2°, CRFB/1988: Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. [...] § 2° Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. Vale frisar que o fundamento do STF para esse entendimento – e que corrobora o erro da assertiva – foi a aplicação do princípio da simetria em razão da previsão do art. 61, § 1°, II, “c” e “f”, CRFB/1988: Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissãoda Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1° São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: [...] II - disponham sobre: 66 [...] c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; [...] f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva. Ainda de acordo com a Corte Constitucional, caso tenha havido iniciativa parlamentar para regular a matéria, a lei será inconstitucional, ante o vício de iniciativa, e eventual sanção do governador não convalidará esse defeito (Cf. CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Informativo n° 773/STF comentado. Disponível em: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com...). c) tratar todos os militares igualmente, sem distinções de patentes ou honoríficas. INCORRETA. Não há previsão constitucional nesse sentido. Ademais, vale lembrar que a hierarquia é um dos pilares das forças armadas e forças auxiliares (arts. 42, caput, e 142, caput, CRFB/1988), decorrendo daí a distinção de tratamento com base nas prerrogativas, direitos e deveres decorrentes das patentes (art. 142, § 3°, I. c.c. art. 42, § 1°, CRFB/1988). d) aumentar ou reduzir a remuneração dos militares estaduais, exceto a dos pensionistas. INCORRETA. Vide comentário da assertiva B. Acrescente-se que, segundo sedimentado entendimento, também é aplicável aos militares federais e estaduais a regra da irredutibilidade de vencimentos (art. 37, XV, c.c. arts. 42, § 1° e 142, § 3°, VIII, CRFB/1988), o que, por sua vez, não obsta a reestruturação da remuneração do servidor público desde que o valor global dos vencimentos não sofra redução (RE n° 642.890/DF, Rel.: Min. Nunes Marques, Pleno, j. em 10.10.2022). e) conferir as patentes dos oficiais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares. CORRETA. É a disposição da parte final do § 1° do art. 42 da CRFB/1988: Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. § 1° Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8°; do art. 40, § 9°; e do art. 142, §§ 2° e 3°, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3°, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores. 60. D Gabarito: LETRA D https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2015/02/info-773-stf.pdf 67 Percebam que a nova Lei deixou de prever a aplicação de pena privativa de liberdade, para aplicar penas "menos severas" ao delito, beneficiando o réu. Portanto, a reposta correta é a Letra D: novatio legis in mellius. Vejamos os conceitos apresentados nas demais alternativas: a) novatio legis não incriminadora: é a lei que deixa de prever um crime, passando a não ser mais infração penal uma conduta que anteriormente era típica. b) abolito criminis: cuida-se da descriminalização da conduta, ou seja, advém uma lei que deixa de prever aquela infração penal. A abolitio criminis determina a extinção da sanção penal que já tenha sido imposta e dos efeitos penais da condenação. c) novatio legis in pejus: é a lei que de qualquer forma prejudica o réu. Em razão do princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa, só vai incidir sobre os fatos praticados a partir de sua vigência. e) lei intermediária: também chamada intermédia, é a lei que aparece durante o processo, ou seja, não existia no tempo da infração ou ao tempo que fato foi julgado. Resumindo: na questão em análise, a nova Lei não torna a conduta atípica, não descriminaliza a conduta e nem prejudica o agente, pelo contrário, ao deixar de prever a pena privativa de liberdade, a nova lei está BENEFICIANDO o agente, daí a correção da Letra D): novatio legis in mellius. 61. E GABARITO - LETRA E. O erro de tipo, como comumente afirmado em sede doutrinária, é a cara negativa do dolo, ou seja, se há erro de tipo, não há dolo. Isso está previsto no CP no artigo 20, veja: Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. Feitas essas considerações, passemos à análise das alternativas: Sobre o erro de tipo, assinale a alternativa correta: a) Erro de tipo é equívoco de representação, ou seja, o agente atinge terceiro achando tratar-se de pessoa que visava atingir com sua conduta ilícita. INCORRETA. O equívoco de representação mencionado na afirmação, relativo a quando o agente pensa que uma pessoa é outra e termina por atingi-la, chama-se erro quanto à pessoa ou aberratio personae. Nesse caso, o agente acerta na execução, mas devido a um defeito na sua representação, atinge pessoa diversa. b) Conhecido como “aberratio ictus”, o erro de tipo se vislumbra quando do momento da execução do delito terceiro é atingido sem que o agente tenha vontade de o fazê-lo. INCORRETA. Aberratio ictus não é o erro de tipo (previsto no art. 20 do CP), mas sim o erro na execução, previsto no artigo 73 do CP: Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No caso de 68 ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código c) O erro de tipo é uma modalidade de erro que, quando verificada, não exclui o dolo, cabendo ao julgador verificar a ocorrência de engano durante a execução do delito e aplicar-lhe pena mais branda. INCORRETA. Vimos que o CP diz que expressamente que o erro de tipo exclui o dolo (art. 20, CP). d) Erro verificável quando o agente criminoso supõe que sua conduta recai sobre determinada coisa e na realidade recai sobre outra INCORRETA. Nesse caso, haverá erro acidental quanto ao objeto, o que é irrelevante para a caracterização da prática criminosa (p. ex., o agente pretende furtar um relógio de ouro e termina furtando um relógio de latão). e) Trata-se de erro sobre elemento constitutivo do tipo legal, excluindo o elemento subjetivo e permitindo uma condenação por ato culposo, quando previsto em lei penal CORRETA. A afirmação constitui paráfrase do que diz o citado artigo 20 do CP. GABARITO - LETRA E. 62. C A letra C NÃO descreve uma extensão do território nacional. Veja o que diz o parágrafo primeiro do artigo 5º do Código Penal: Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. § 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. Se tiver no estrangeiro, as embarcações brasileira, mercantes ou de propriedade PRIVADA, não será considerada extensão do território brasileiro. As demais alternativas indicam EXTENSÃO do território brasileiro. Letras a) e b) As embarcações/aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regrasde direito internacional, ao crime cometido no território nacional. § 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 69 Letras d) e e) As aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. § 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 63. A Gabarito: LETRA A De acordo com o Código Penal: Exclusão de ilicitude Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: I - em estado de necessidade; II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. A inimputabilidade (letra B), a coação moral irresistível (letra C) e a obediência hierárquica (LETRA D) são excludentes de CULPABILIDADE. 64. B A alternativa CORRETA é a letra B, e consequentemente, pelo mesmo fundamento, as demais estão incorretas. É a literalidade do Código Penal: PREVARICAÇÃO Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Devemos tomar cuidado com dois pontos na Prevaricação. O primeiro ponto é que o “retardo”, a “omissão (deixar)” ou a “prática” do ATO DE OFÍCIO tem que ser ILEGAL. Se o agente “retardou”, “omitiu (deixou)” ou “praticou” o ato de ofício sem violar disposição expressa em lei, não há prevaricação. O segundo ponto é que o “retardo ilegal”, a “omissão ilegal” ou a “prática ilegal” do ATO DE OFÍCIO deve ter como FINALIDADE, INTUITO, OBJETIVO: SATISFAZER INTERESSE OU SENTIMENTO PESSOAL. Se o “retardo ilegal”, a “omissão ilegal” ou a “prática ilegal” do ato de ofício ocorreu com outra finalidade, não haverá prevaricação. 65. B GABARITO LETRA B Questão que trata do crime de homicídio. Vamos resolver a questão! O homicídio privilegiado é aquele do § 1º do artigo 121 do CP: 70 "Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço". Assim, a alternativa correta é a letra "b". O homicídio qualificado tem a pena incrementada e não reduzida. Legislação Código Penal Art. 121. (...) § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo futil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 66. D Gabarito: (D) O inquérito policial é o instrumento pelo qual se coletam elementos informadores acerca da prática de um delito. Consiste num conjunto de diligências que, presididas pela autoridade policial, colhem elementos de informação suficientes a fomentar uma ação penal pela prática de um delito/infração penal, a qual será intentada pelo Ministério Público, que é o titular da ação penal. Nos casos de crimes passíveis de ação penal privada o inquérito só pode ser procedido mediante requerimento, conforme §5° do art. 5°, Código de Processo Penal: § 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. Assim, a alternativa correta é a letra D. 67. D GABARITO LETRA D Questão que trata da ação penal pública condicionada à representação do ofendido. Vamos resolver a questão! a) ITEM ERRADO, pois conforme o artigo 38 do CPP: "Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o 71 autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia". b) ITEM ERRADO já que segundo o artigo 25 do CPP: "A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia". c) ITEM ERRADO, visto que o prazo decadencial não é interrompido. Se a representação for feita antes do prazo de seis meses simplesmente a decadência não ocorrerá. Apresentada a representação, a possibilidade de decadência do prazo do artigo 38 do CPP citado acima está descartada, pouco importando o recebimento da denúncia ou a sentença condenatória. d) Alternativa correta, na forma do § 1o do artigo 24 do CPP: "No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão". Legislação Código de Processo Penal Art. 24. (...) § 1o No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia. Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. E) ITEM ERRADO – VIDE COMENTÁRIO ITEM D. 68. D Gabarito: D Dispõe o art. 295 do CPP sobre a prisão especial: Art. 295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: I - os ministros de Estado; II - os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia; III - os membros do Parlamento Nacional, do Conselho de Economia Nacional e das Assembléias Legislativas dos Estados; IV - os cidadãos inscritos no "Livro de Mérito"; V – os oficiais das Forças Armadas e os militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; VI - os magistrados; VII - os diplomados por qualquer das faculdades superiores da República; VIII - os ministros de confissão religiosa; IX - os ministros do Tribunal de Contas; 72 X - os cidadãos que já tiverem exercido efetivamente a função de jurado, salvo quando excluídos da lista por motivo de incapacidade para o exercício daquela função; XI - os delegados de polícia e os guardas-civis dos Estados e Territórios, ativos e inativos. § 1o A prisão especial, prevista neste Código ou em outras leis, consiste exclusivamente no recolhimento em local distinto da prisão comum. § 2o Não havendo estabelecimentoespecífico para o preso especial, este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento. § 3o A cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana. § 4o O preso especial não será transportado juntamente com o preso comum. § 5o Os demais direitos e deveres do preso especial serão os mesmos do preso comum. Sobre a prisão especial, é importante destacar que os requisitos de salubridade mínima do ambiente e dignidade da pessoa humana não são garantias previstas apenas aos seus beneficiários, mas garantias que deveriam abrangear todos aqueles que encontram-se presos. Quando ainda na fase anterior à condenação definitiva, os presos especiais guardam certa distância segura dos demais apenados, como transporte separado, celas distintas e que tenham maior segurança. Conforme dispõem os §§ 1º e 3º do art. 295 do CPP, a alternativa correta é a letra D. Analisemos as demais alternativas: a) Na hipótese de não haver estabelecimento específico para o preso especial, não será suficiente o seu recolhimento em local distinto da prisão comum, impondo‐se, nesse caso, a revogação da prisão e a imposição de medida cautelar diversa. INCORRETA. Dispõe o §2º do art. 295: § 2º: "Não havendo estabelecimento específico para o preso especial, este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento". b) Os presos especiais têm os mesmos direitos e deveres do preso comum, de maneira que poderão ser transportados junto com o preso comum, ressalvando‐se, apenas, o seu recolhimento, que deverá ser realizado em local diverso da prisão comum. INCORRETA. Não podem ser transportados com outros presos que não tenham o mesmo privilégio, conforme §4º: § 4º. O preso especial não será transportado juntamente com o preso comum. c) Serão sujeitos à prisão especial, decorrente do trânsito em julgado de sentença penal condenatória, os ministros de Estado, os magistrados e os cidadãos diplomados por qualquer das faculdades superiores da República. 73 INCORRETA. A prisão especial se dá antes da condenação definitiva, conforme caput do art. 295: Art. 295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva. d) CORRETA. e) Serão sujeitos à prisão especial os senadores da República, os deputados federais, os deputados estaduais, os vereadores, os prefeitos municipais e os seus respectivos secretários. INCORRETA. Na verdade, os secretários que teriam direito à prisão especial seriam os do Governador do Distrito Federal que, por um erro de designação, apareceu como Prefeito do Distrito Federal. Os secretários municipais não gozam do privilégio da prisão especial, conforme incisos II e III: II - os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia; III - os membros do Parlamento Nacional, do Conselho de Economia Nacional e das Assembleias Legislativas dos Estados; E) – ERRADO O Item D está correto, o que invalida o ITEM E. 69. B Gabarito: LETRA B. a) graduação é o nível de hierarquia do Oficial conferido por ato do Comandante da Polícia Militar da Paraíba. ERRADA. Nos termos do art. 14, §2º, do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba, graduação é o grau hierárquico da praça conferido por ato do Comandante-Geral da Polícia Militar. b) a disciplina e a hierarquia constituem a base institucional da Polícia Militar. A responsabilidade e a autoridade crescem em consonância com o grau hierárquico. CORRETA. É o que estabelece o art. 12, caput, do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba: Art. 12 do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar. A autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquica. c) posto é o nível hierárquico da praça conferido em decorrência das disposições constantes do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba ERRADA. Posto é o grau hierárquico do Oficial conferido por ato do Governador do Estado da Paraíba, segundo determina o art. 14, §1º, do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba. d) autoridade e a fiel obediência às normas embasam a entidade policial militar e coordenam o seu desenvolvimento, materializado no comportamento de cada integrante desse organismo 74 ERRADA. Hierarquia e a disciplina embasam a entidade policial militar. Vejamos o descrito no art. 12 do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba. Art. 12 do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar. A autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquica. Parágrafo 1º - A hierarquia policial-militar é a ordenação dá autoridade em níveis diferentes, dentro da estrutura da Polícia Militar. A ordenação se faz por postos ou graduações. Dentro de um mesmo posto ou de uma mesma graduação se faz pela antiguidade no posto ou na graduação. O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência de autoridade. Parágrafo 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das Leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo policial militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-o pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo. Parágrafo 3º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida, entre policiais militares da ativa, da reserva remunerada e reformados. E) – ERRADO O Item B está correto, o que invalida o ITEM E. 70. D Gabarito: LETRA D. a) o corporativismo, sentimento que faz com que o policial militar identifique a sua profissão como a mais importante do organismo social. ERRADA. De acordo com o art. 26, V, do Estatuto do Policial Militar da Paraíba, é uma manifestação essencial do valor policial-militar o espírito de corpo, orgulho do policial militar pela organização policial-militar onde serve; b) o comprometimento com o Código de Ética e todos os seus preceitos implícitos e explícitos ERRADA. O comprometimento com o Código de Ética e todos os seus preceitos implícitos e explícitos não consta expressamente como uma manifestação essencial do valor policial-militar no Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba. c) o compromisso de atentar para o dever policial militar, sem assumir o risco de sacrifício da própria vida ERRADA. É uma manifestação essencial do valor policial-militar, o compromisso de atentar para o dever policial militar, mesmo com o risco de sacrificar a própria vida. Art. 26 do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba - São manifestações essenciais do valor policial-militar: 75 I - O sentimento de servir à comunidade estadual, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever policial militar e pelo integral devotamento à manutenção da ordem pública, mesmo com o risco da própria vida; d) o culto das tradições históricas e o civismo. CORRETA. É o que dispõe o art. 26, III, do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba: Art. 26 do Estatuto dos Policiais Militares da Paraíba – São manifestações essenciais do valor policial-militar: (...) III – O civismo e o culto das tradições históricas; E) – ERRADO O Item D está correto, o que invalida o ITEM E. 71. E De acordo com o art. 9º do Código Penal Militar, são crimes militares em tempo de paz todos os previstos na(o) a) legislação comum, quando praticados por militares da reserva contra civis, fora de área sob administração militar. INCORRETA. De acordocom o Código Penal Militar, são crimes militares em tempo de paz aqueles praticados por militares da reserva contra militar em função de natureza militar, ainda que fora de área sob administração militar. Crimes militares em tempo de paz Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: (...) III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquêle fim, ou em obediência a determinação legal superior. b) legislação comum, quando praticados por militares reformados contra civis. INCORRETA. Os crimes militares em tempo de paz praticados por militares reformados estão previstos no art. 9º, III, do Código Penal Militar. Desta forma, de acordo com o dispositivo, não se considera crime de natureza militar aquele praticado por militares reformados contra civis. Crimes militares em tempo de paz Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: (...) III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar; 76 b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo; c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras; d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim, ou em obediência a determinação legal superior. c) legislação comum, quando praticados por civis contra militares da reserva ou reformados. INCORRETA. Os crimes militares em tempo de paz praticados por civis estão previstos no art. 9º, III, do Código Penal Militar. Portanto, de acordo com o dispositivo, não se considera crime de natureza militar aquele praticado por por civis contra militares da reserva ou reformados (vide comentário anterior). d) legislação comum, que não atentem contra as instituições militares, praticados por civil contra militar da ativa, ainda que a circunstância de militar da ativa da vítima seja ignorada pelo agente criminoso. INCORRETA. Os crimes militares cometidos por civil necessariamente serão praticados contra as instituição militares, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, conforme dispõe o art. 9º, III, d, do Código Penal Militar. Crimes militares em tempo de paz Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: (...) III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim, ou em obediência a determinação legal superior. e) Código Penal Militar, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial. CORRETA. Exatamente o que dispõe o art. 9º, I, do Código Penal Militar: Crimes militares em tempo de paz Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: I - os crimes de que trata este Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial; Gabarito: Letra E. 72. D De acordo com o que estabelece o Código Penal Militar sobre o crime de violência contra superior (art. 157), 77 a) se a violência é praticada com arma, a pena é aumentada de 1/6 a 1/3. INCORRETA. Em desacordo com o § 2º do art. 157 do CPM. Art. 157 § 2º Se a violência é praticada com arma, a pena é aumentada de um terço. b) a pena é aumentada da metade, se o crime ocorre em serviço. INCORRETA. Em desacordo com o § 5º do art. 157 do CPM. Art. 157 § 5º A pena é aumentada da sexta parte, se o crime ocorre em serviço. c) a pena é dobrada, se da violência resulta morte. INCORRETA. Em desacordo com o § 4º do art. 157 do CPM. Art. 157 § 4º Se da violência resulta morte: Pena - reclusão, de doze a trinta anos. d) se da violência resulta lesão corporal, aplica-se, além da pena da violência, a do crime contra a pessoa. CORRETA. Exatamente o que dispõe o § 3º do art. 157 do CPM. Art. 157 § 3º Se da violência resulta lesão corporal, aplica-se, além da pena da violência, a do crime contra a pessoa. e) se o superior é comandante da unidade a que pertence o agente, ou oficial general, a pena é aumentada da sexta parte. INCORRETA. Em desacordo com o § 4º do art. 157 do CPM. Art. 157 § 1º Se o superior é comandante da unidade a que pertence o agente, ou oficial general: Pena - reclusão, de três a nove anos. Gabarito: Letra D. 73. C De acordo com o que estabelece o Código Penal Militar, a) no crime de descumprimento de missão, se é oficial o agente, a pena é aumentada até o dobro. INCORRETA. Em desacordo com o § 1º do art. 196 do CPM. Descumprimento de missão Art. 196. Deixar o militar de desempenhar a missão que lhe foi confiada: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave. § 1º Se é oficial o agente, a pena é aumentada de um terço. b) o crime de dormir em serviço somente poderá ter como sujeito ativo o militar oficial. INCORRETA. Em desacordo com o art. 203 do CPM. Dormir em serviço Art. 203. Dormir o militar, quando em serviço, como oficial de quarto ou de ronda, ou em situação equivalente, ou, não sendo oficial, em serviço de sentinela, vigia, plantão às máquinas, ao leme, de ronda ou em qualquer serviço de natureza semelhante: Pena - detenção, de três meses a um ano. 78 c) é crime embriagar-se o militar, quando em serviço, ou apresentar-se embriagado para prestá-lo. CORRETA. Exatamente o que dispõe o art. 202 do CPM. Embriaguez em serviço Art. 202. Embriagar-se o militar, quando em serviço, ou apresentar-se embriagado para prestá-lo: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. d) no crime de abandono de posto, se o agente exercia função de comando, a pena é aumentada de 1/6 a 1/3. INCORRETA. O CPM não prevê o aumento de pena no crime de Abandono de Posto. Abandono de posto Art. 195. Abandonar, sem ordem superior, o posto ou lugar de serviço que lhe tenha sido designado, ou o serviço que lhe cumpria, antes de terminá-lo: Pena - detenção, de três meses a um ano. e) no crime de abandono de posto, se o abandono foi culposo, a pena será de detenção. INCORRETA. O crime de abandono de posto somente admite a modalidade dolosa, consoante livro Manual de direito penal militar / Cícero Robson Coimbra Neves, Marcello Streifinger. – 2. ed. – São Paulo : Saraiva, 2012 • Elemento subjetivo: só admite o dolo, a intenção, a vontade livre e consciente de abandonar o posto, lugar de serviço ou o próprio serviço. Obviamente, se o militar abandona o posto (lugar de serviço ou o próprio serviço) com a crença firme de que está deixando a suamissão de forma autorizada, afastar-se-á o elemento subjetivo do delito, não havendo crime. Gabarito: Letra C. 74. D a) O crime de descumprimento de missão. INCORRETA. A referida conduta não tipifica o crime de descumprimento de missão, consoante CPM. Descumprimento de missão Art. 196. Deixar o militar de desempenhar a missão que lhe foi confiada: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave. § 1º Se é oficial o agente, a pena é aumentada de um terço. § 2º Se o agente exercia função de comando, a pena é aumentada de metade. b) O crime de dormir em serviço. INCORRETA. A referida conduta não tipifica o crime de dormir em serviço, consoante CPM. Dormir em serviço Art. 203. Dormir o militar, quando em serviço, como oficial de quarto ou de ronda, ou em situação equivalente, ou, não sendo oficial, em serviço 79 de sentinela, vigia, plantão às máquinas, ao leme, de ronda ou em qualquer serviço de natureza semelhante: Pena - detenção, de três meses a um ano. c) O crime de recusa de obediência INCORRETA. A referida conduta não tipifica o crime de recusa de obediência, consoante CPM. Recusa de obediência ou oposição Art. 387. Praticar, em presença do inimigo, qualquer dos crimes definidos nos arts. 163 e 164: Pena - morte, grau máximo; reclusão, de dez anos, grau mínimo. d) O crime de abandono de posto. CORRETA. A referida conduta tipifica o crime de abandono de posto, consoante CPM. Abandono de posto Art. 195. Abandonar, sem ordem superior, o posto ou lugar de serviço que lhe tenha sido designado, ou o serviço que lhe cumpria, antes de terminá-lo: Pena - detenção, de três meses a um ano. e) O crime de insubmissão. INCORRETA. A referida conduta não tipifica o crime de insubmissão, consoante CPM. Insubmissão Art. 183. Deixar de apresentar-se o convocado à incorporação, dentro do prazo que lhe foi marcado, ou, apresentando-se, ausentar-se antes do ato oficial de incorporação: Pena - impedimento, de três meses a um ano. Gabarito: Letra D. 75. C Gabarito: LETRA C A tortura é proibida pela Constituição de 1988, sendo essa proibição, inclusive, um direito fundamental. Sua prática é considerada como crime, sendo disciplinada pela Lei nº 9455/1977. Sobre os crimes de tortura, assinale a alternativa incorreta. a) Constitui crime de tortura constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental em razão de discriminação racial ou religiosa CORRETO. De acordo com a Lei nº 9455/1977: Art. 1º Constitui crime de tortura: I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: c) em razão de discriminação racial ou religiosa; b) Aquele que se omite em face da prática do crime de tortura, quando tinha o dever de evita-las ou apura-las, também pratica crime CORRETO. De acordo com a Lei nº 9455/1977: 80 Art. 1º Constitui crime de tortura: I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; c) em razão de discriminação racial ou religiosa; II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. Pena - reclusão, de dois a oito anos. § 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos. c) O crime de tortura é afiançável e suscetível de graça e anistia INCORRETO. De acordo com a Lei nº 9455/1977: Art. 1º § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. d) Constitui crime de tortura submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo CORRETO. De acordo com a Lei nº 9455/1977: Art. 1º Constitui crime de tortura: II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. Pena - reclusão, de dois a oito anos. e) A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada CORRETO. De acordo com a Lei nº 9455/1977: Art. 1º § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. 76. B Gabarito: LETRA B. a) a classificação técnica, bem como a definição das armas de fogo deve ser disciplinada em ato do Comando do Exército, mediante proposta do Chefe do Poder Executivo INCORRETA. A proposta é do comando do Exército, mas o ato é do Chefe do Poder Executivo Federal: 81 Art. 23, Lei 10.826/2003 - A classificação legal, técnica e geral bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados, de usos proibidos, restritos, permitidos ou obsoletos e de valor histórico serão disciplinadas em ato do chefe do Poder Executivo Federal, mediante proposta do Comando do Exército. b) são vedadas a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir CORRETA. Artigo 26 do Estatuto do Desarmamento: Art. 26. São vedadas a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir. Parágrafo único. Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução, ao adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, nas condições fixadas pelo Comando do Exército. c) todas as armas de fogo comercializadas no exterior devem estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras, gravado na caixa visando possibilitar a identificação do alienante INCORRETA: no exterior não; no País. Artigo 23 parágrafo primeiro do Estatuto do Desarmamento: § 1o Todas as munições comercializadas no País deverão estar acondicionadas em embalagens com sistema de código de barras, gravado na caixa, visando possibilitar a identificação do fabricante e do adquirente, entre outras informações definidas pelo regulamento desta Lei d) cabe ao Comando da Polícia Militar autorizar, excepcionalmente, nos estados, a aquisição de armas de fogo de uso restrito INCORRETA. Essa atribuição é do Comando do Exército: Art. 24. Excetuadas as atribuições a que se refere o art. 2º desta Lei, compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção, exportação, importação, desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados, inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores, atiradores e caçadores e) armas de fogo apreendidas devem ser, após elaboração do laudo, encaminhadas pelo juiz, quando não mais interessarem à persecução penal, à Superintendência da Polícia Federal, para destruição, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas INCORRETA. Não são encaminhadas à PF, mas sim ao Comando do Exército: Art. 25. As armas de fogo apreendidas, após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos, quando não mais interessarem à persecução penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas, para destruição ou doação aos órgãosde segurança pública ou às Forças Armadas, na forma do regulamento desta Lei. Gabarito: LETRA B. 82 77. C Vamos analisar as afirmativas e suas correspondências, segundo o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990). (F) Considera-se criança a pessoa até doze anos de idade completos. FALSA. O correto é "incompletos", segundo o art. 2º, do ECA. Art. 2º. Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. (V) Considera-se adolescente a pessoa que tenha entre doze e dezoito anos de idade. VERDADEIRA. Afirmativa correspondente ao art. º, do ECA. Art. 2º. Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. (V) Em casos expressos em lei, pode-se aplicar excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. VERDADEIRA. Afirmativa correspondente ao parágrafo único, do art. 2º, do ECA. Art. 2º., Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. Portanto, a sequência correta é F-V-V, letra "C", gabarito da questão. 78. A Gabarito: LETRA A. Relativamente às formas de violência previstas na Lei nº 11.340/2006, a qual cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher (“Lei Maria da Penha”), assinale a alternativa incorreta. a) A violência moral, entendida como a prática de grave ameaça. (ERRADA). Na verdade, a violência moral é entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria (art. 7º, inciso V). Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras: I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, 83 que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. 79. B GABARITO: ALTERNATIVA "B" a) É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores exclusivamente do sexo feminino, previamente capacitados INCORRETA, por contrariar o disposto no art. 10-A da Lei Maria da Penha, senão vejamos o trecho abaixo em destaque: Art. 10-A. É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores - preferencialmente do sexo feminino - previamente capacitados. b) No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade policial deverá, entre outras providências, se necessário, acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar CORRETA, nos termos do inciso IV do art. 11 da Lei Maria da Penha, senão vejamos: Art. 11. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade policial deverá, entre outras providências: IV - se necessário, acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar; c) O sujeito passivo da violência doméstica objeto da Lei Maria da Penha é apenas a mulher, e o sujeito ativo é sempre o homem. INCORRETA Fique atento: o sujeito passivo da violência doméstica objeto da Lei Maria da Penha é apenas a mulher, mas o sujeito ativo pode ser homem ou mulher. d) É cabível a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa, desde que a infração penal cometida pelo agressor seja de menor potencial ofensivo. INCORRETA, por contrariar o disposto no art. 17 da Lei Maria da Penha, senão vejamos: 84 Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. e) A suspensão condicional do processo e a transação penal também se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha. INCORRETA, por contrariar o disposto na súmula nº 536 do STJ, senão vejamos: Súmula nº 536 do STJ: “A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha”. 80. A SÃO CONSIDERADOS CRIMES HEDIONDOS (CONSUMADOS OU TENTADOS): 1) Homicídio cometido praticado em atividade típica de grupo de extermínio ainda que cometida só por um agente (Simples ou qualificado) 2) Homicídio Qualificado 3) Lesão corporal Gravíssima e lesão corporal seguida de morte (quando praticada contra autoridades dos art. 142 e 144 da cf e contra integrantes do sistema prisional e força nacional) NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO OU EM DECORRÊNCIA DELA. Ou contra cônjuge, companheiro ou parente até 3 grau em razão dessa condição. 4) Roubo circunstanciado pela restrição de liberdade 5) Roubo circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (Permitido, proibido ou restrito) 6) Roubo Qualificado pelo resultado lesão corporal grave (ou gravissíma) ou morte 7) extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, ocorrência de lesão corporal ou morte 8) Extorsão mediante sequestro 9) Estupro 10) Estupro de vulnerável 11) Epidemia com resultado morte 12) Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais 13) Favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável 85 14) Furto qualificado pelo emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum 15) Genocídio 16) Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso PROIBIDO 17) Comércio ilegal de arma de fogo 18) Tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição. 19) Organização criminosa (Quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado ) Equiparados a hediondos: TERRORISMO TORTURA TRAFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES DROGAS E AFINS