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Conceito de competência no ambiente escolar M ET O D O LO G IA D E EN SI N O E A VA LI AÇ ÃO - ED U 51 0 - 2 .1 Conceito de competência no ambiente escolar • 2/10 Objetivos de Aprendizagem • Conhecer a importância da competência. • Aprender os conceitos de soft skills Conceito de competência no ambiente escolar Conteúdo organizado por Zuleica Ramos Tani em 2022 do livro Educação 5.0 - Educação para o Futuro, publicado em 2020 por Cleyson de Moraes Mello, José Rogério Moura de Almeida Neto e Regina Pentagna Petrillo, pela editora Freitas Bastos. https://player.vimeo.com/video/739683091 Introdução Em 2014, na reunião ministerial da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), foi discutido o seguinte tema: “Competências para o Progresso Social”. A conclusão foi definir que a educação da “criança completa” depende da inserção de competências, nas escolas, através de currículos abrangentes e selecionados. As competências socioemocionais foram, gradativamente, inseridas nos países pertencentes à OCDE. Agora é o momento de praticar e experimentar. Conceito de Competência O conceito de competência está atrelado ao conhecimento, prática e fazeres. Ter competência é saber tomar as decisões, entender o que está acontecendo e, dentro do contexto, dar o primeiro passo para ação. Ao estabelecer a relação da evolução da educação para os dias de hoje, percebemos a intenção de transformar o foco para o aluno, viabilizando o conceito de sala de aula invertida, onde o aluno é o foco, o próprio protagonista, e reage às informações ativamente e conscientemente. Petrillo (2019, p.5) criou o termo “pedagogia relacional”, que estabelece a relação entre aluno e professor, de uma forma diferente e relacional. O aluno irá construir o seu aprendizado, após criar teorias, testá-las, aplicá-las e obter o resultado positivo ou negativo da sua teoria. Fazer é a responsabilidade do aluno, e não do professor, que passa a ser o curador de conteúdo, o direcionador e inspirador. Realizar tal tarefa é desenvolver uma nova forma de pedagogia, pois o desenvolvimento de competências exige do professor a análise diferenciadas das ideias e aplicações, bem como o novo olhar para as respostas e soluções apresentadas. Cada professor precisa estar atento ao escolher a forma de ensinar e aprender. Os estudos de Perrenoud (2001, p. 9) classificam as competências em 10 temas: a) “Organizar e estimular situações de aprendizagem. b) Gerar a progressão das aprendizagens. c) Conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam. d) Envolver os alunos e suas aprendizagens e no trabalho. Conceito de competência no ambiente escolar • 4/10 e) Trabalhar em equipe. f) Participar da gestão da escola. g) Informar e envolver os pais. h) Utilizar as novas tecnologias. i) Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão. j) Gerar sua própria formação contínua.” A importância desta classificação é termos a consciência que o processo não é único, isolado ou unilateral. É importante entender que os professores possuem competências muitas vezes adormecidas. A questão das competências trouxe à tona a interação com o autoconhecimento, as sensações, os sentimentos, a inteligência emocional e outros aspectos que não eram ensinados na educação escolar. As expressões criadas pela UNESCO, direcionando para o saber fazer e saber ser, ampliam a formação educacional e refletem o desenvolvimento da sociedade para ir além das técnicas tradicionais de conceitos e conteúdos. https://player.vimeo.com/video/739683389 Conceito de competência no ambiente escolar • 5/10 Os relacionamentos formaram uma amplitude de formas e conexões. Os estudos das soft skills levantaram questões de análise comportamental. As habilidades e competências podem ser construídas. O aprendizado precisa de interações, é a chamada prática corporativa, que gera o resultado testado, aprovado ou não, e que direciona para a realização do novo comportamento. Saber lidar com os relacionamentos é o diferencial para ter controle da própria vida. As soft skills são definidas por: a) COMUNICAÇÃO: saber falar, saber ouvir, e entender o que cada lado está fazendo. Por um lado, os grandes problemas de comunicação, dentro da empresa, geram conflitos, desgastes e prejuízos. Enquanto outro lado gera amizades, motivação e lucro. b) LIDERANÇA: já foi escrito por diversos estudiosos e observadores que liderar é uma arte. Na verdade, a concretização da liderança está em conseguir que a equipe faça o que é preciso, no tempo certo, no lugar certo e entregando o melhor de cada um. A liderança inspiradora trará benefícios ou malefícios para a equipe. Saber liderar requer prática. c) FLEXIBILIDADE: ser flexível é ser capaz de adaptação rápida e eficiente. Nos dias de hoje, com as gerações cada vez mais conectadas, a adaptação é uma questão de sobrevivência. As notícias, informações, inovações são fornecidas em tempo real. Num instante, uma verdade pode ser testada e mudada para nova realidade. Entender e aceitar este processo auxilia na interpretação de uma nova situação e proposta. d) RESILIÊNCIA: ser resiliente é persistir, não abandonar o projeto no primeiro obstáculo. É seguir em frente com foco e determinação. A questão está na identificação do que precisa ser flexibilizado e no que precisa ser testado. A prática e a experimentação trarão o diferencial para a concretização das ideias. e) TRABALHO EM EQUIPE: cada um na sua especialidade, com sua coerência, lógica, discernimento e competência, com a visualização holística da liderança e no compromisso de trabalhar juntos para um bem maior. Este é o maior desafio a ser estabelecido nas organizações. Conceito de competência no ambiente escolar • 6/10 f) CRIATIVIDADE: “não sabendo que era impossível, foi lá de vez em quando”. Não há ideias malucas, estranhas ou impossíveis. A comunicação aberta permite pensar no impossível e buscar uma solução para esta atividade. Sair do tradicional e visualizar o novo é se permitir sonhar. g) PROATIVIDADE: antecipar-se a um problema, criar vínculos que permitam adquirir uma nova forma de ação e de interação. Se há possibilidade de acontecer, antecipar-se a uma solução diminui a ansiedade e cria horizontes positivos de interações. h) EMPATIA: colocar-se no lugar do outro, imaginar o que pode ser feito para melhorar a situação do outro. A vida de cada um não pode ser vivida por outro. Perguntar: o que é melhor, como pode ajudar, é ter empatia para fazer algo para outra pessoa. i) ÉTICA: discutida nas rodas de conversas, a ética define o fazer o certo, enquanto ninguém está olhando. Seguir as regras da sociedade e respeitar o próximo estabelecendo os limites de convivência. Ser ético é ter a aceitação das ideias e da responsabilidade de realizá-las. j) PENSAMENTO CRÍTICO: os questionamentos frente aos problemas são ações que levam à realização de transformação. Pensar diferente, trazendo novas soluções, gera processos diferentes e possibilidades de melhoria contínua. k) ATITUDE POSITIVA: estudos da neurociência definem que a atitude positiva traz melhores ensinamentos do que as atitudes negativas. Fazer, tentar, buscar que irá dar certo gera envolvimento da Metafísica. Esses exemplos de soft skills demonstram o que as empresas esperam dos seus colaboradores. Esta nova visão impacta nos processos educacionais. Estas características passam a fazer parte do cotidiano escolar ao atingir os conceitos e saberes dos professores e dos gestores para aproximar o que as empresas esperam do que as escolas oferecem. Conceito de competência no ambiente escolar • 7/10 Saiba Mais Conceitos Fundamentais: O reconhecimento das soft skills foi realizado através de pesquisas e análise de dados. Seguem duas propostas que possibilitam entender a evolução do conceito e a relevância para a educação. Materiais Complementares: 1- Educação como formação para a vida: Competências e habilidadesdo século XXI - https://www.metodista.br/revistas/ revistas-metodista/index.php/cadernosdeeducacao/article/ view/4908/4116 . Acessado em 17 de março de 2023. 2- Arte, criatividade e desenvolvimento socioemocional de alunos com altas habilidades/ superdotação (AH/SD): considerações a partir de Vigotski - https://www.redalyc.org/journal/3131/313152151013/ html/#redalyc_313152151013_ref34. Acessado em 17 de março de 2023. 3- Inserção socioprofissional dos alunos do Ensino Profissional: A importância das soft skills e da formação em contexto de trabalho.- https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/31814/1/TESE%20 MIP%20-%20Carla%20Sofia%20Francisco.pdf. Acessado em 17 de março de 2023. https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/cadernosdeeducacao/article/view/4908/4116 https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/cadernosdeeducacao/article/view/4908/4116 https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/cadernosdeeducacao/article/view/4908/4116 https://www.redalyc.org/journal/3131/313152151013/html/#redalyc_313152151013_ref34 https://www.redalyc.org/journal/3131/313152151013/html/#redalyc_313152151013_ref34 https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/31814/1/TESE%20MIP%20-%20Carla%20Sofia%20Francisco.pdf https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/31814/1/TESE%20MIP%20-%20Carla%20Sofia%20Francisco.pdf https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/cadernosdeeducacao/article/view/4908/4116 Conceito de competência no ambiente escolar • 8/10 Em Resumo A sociedade precisa e interage, através das situações problemas, que são criadas pela própria sociedade. ”Só sei que nada sei” vai além do autoconhecimento individual. É preciso conhecer o autoconhecimento coletivo, para saber o que precisa ser mudado, como deve ser a mudança e quem irá realizar. O novo mundo sempre é repleto de novos conhecimentos. Conceito de competência no ambiente escolar • 9/10 Na ponta da língua Referências Bibliográficas Mello, C; Almeida Neto, J; Petrillo, Regina. (2002). Educação 5.0 - Educação para o Futuro. Editora Proesso. Petrillo, R. P; Mello, C. de Moraes (2019). Os Desafios da Educação Contemporânea: Repensando o ensino-aprendizagem. https://player.vimeo.com/video/739683740 Conceito de competência no ambiente escolar • 10/10 Im ag en s: Sh utt er st oc k LIVRO DE REFERÊNCIA: Educação 5.0: Educação Para o Futuro Cleyson de Moraes Mello, José Rogério Moura de Almeida Neto e Regina Pentagna Petrillo Freitas Bastos, 2020.