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VIROLOGIA Replicação viral: O ciclo de replicação viral é constituído de uma série eventos que levarao, a formação de vírus “filhos”. Além disso, esse ciclo precisa exclusivamente da célula para acontecer , a célula aonde ocorre dado processo é denominada permissiva. *obs: Nem toda célula no entanto é permissiva, dependendo da célula (em relação a espécie) e da sua especialização, o ciclo de replicação não é viável, uma vez que vírus diferentes podem ter necessidades distintas em relação ao seu ciclo de replicação. A célula para ser permissiva precisa conter, um receptor específico ,do qual , o vírus se utiliza para ser reconhecido e assim passar pela barreira de proteção da célula. De acordo com virologistas, toda célula deve ser permissiva ao pelo menos um tipo de vírus. O ciclo replicativo viral pode variar entre as espécies, em relação ao tempo de duração , quantidade de vírus produzidos e alguns ainda podem “pular” determinadas etapas . Dentre essas etapas, que caracterizam,a sucessão de eventos da replicação viral , a etapa de produção do RNA do vírus, é uma etapa crucial a formação da progênie do mesmo.Podemos dividir o ciclo em 8 etapas: #Etapa 1: Adsorsão O víron é levado pelo ambiente onde se encontra (plasma sanguíneo por exemplo), até a superfície de uma célula , que caso seja permissiva a este , possibilita a entrada do mesmo no seu meio intracelular. O vírus então se adere a membrana celular, isso só é possível, devido a uma complementariedade química entre moléculas virais e as presentes na superfície célula. *O princípio usado pelo vírus para se aderir a célula , é o mesmo utilizado por outras substancias , a ligação ;ligante-receptor. No caso de vírus envelopados , o ligante seria uma espícula , já nos vírus nus, seria uma determinada substancia presente no capsídeo. #Penetracao: A ligação do ligante com o receptor, irá gerar um mecanismo de transducao de sinais, que irá levar a ativação da endocitose. Na endocitose se tem a formação de uma vesícula, a partir da envaginacao de uma área da membrana plasmática. Para alguns vírus, essa etapa é fundamental para dar continuidade a replicação viral. *O que faz essa etapa ser crucial a sobrevivência de alguns vírus, é fato da endocitose por ser uma mecanismo de digestão celular, acidificar o meio endossomal, que para alguns vírus é essencial para sua entrada na célula, pois para isso aconteça é necessário a ativação , ou seja, a mudança conformacional de um determinado componente viral, e alguns vírus só conseguem essa mudança de posição da estrutura viral base, com a baixa do ph. Já os vírus que não dependem desse mecanismo , o que ativa sua estrutura de entrada é ligação com o receptor da célula. Os mecanismos físico-químicos da entrada do vírus na célula, vai depender se o mesmo possui ou não envelope. Quando vírus tem o envelope a entrada sempre será dependente de um mecanismo denominado ‘’fusão de membranas’'’, ou seja, o envelope do vírus se funde e membrana da célula, se o vírus não for dependente do ph trata-se da membrana celular , caso seja, a endossomal. No caso de vírus nus, alguns deles desenvolveram um mecanismo de injeção de genoma , aonde o vírus injeta o seu genoma na célula, esse mecanismo pode ser ativado por endocitosse ou apenas pelo contato com a célula, aonde o vírus deixa uma parte da célula “permeável”a ele. No caso de vírus envelopados, eles sempre perdem envelope nessa etapa do ciclo, até aqueles que foram endossomados e seu gatilho de ativação não se trata da variação de ph, pois o endossoma celular digere seu envelope protéico. Os vídeos nus em alguns casos há entrada do núcleo capsídeo pela permeabilização de membrana ou a apenas a entrada do genoma pela injeção dos Ác. Nucleicos . *Desnudamento : Essa etapa só ocorre quando acontece a entrada do núcleo capsídeo célula, pois nestes casos o genoma viral não está livre para ser codificado pela célula. Trata-se então, da saída do genoma do capsídeo ou sua exposição de forma que seja suficiente para que a célula tenha acesso a informação codificada no ác. nucléico viral. #Producao de Rnam: Quando a célula acesso ao genoma, ela eventualmente reconhece o mesmo e consegue então, executar a informação presente no genoma viral *para que a célula permissiva , ela também precisa ter as características metabólicas necessárias para ser capaz de reconhecer o genoma viral e traduzir as proteínas do mesmo. Os genomas virais possuem naturezas químicas distinta, entre elas temos: DNA fita dupla; DNA fita simples; RNA fita dupla; RNA fita simples. Nos casos das moléculas de fita dupla, seja RNA ou DNA sempre terá duas polaridades, e a informação presente nas duas fitas é a mesma ,porém apenas em uma delas a informação estará codificada da forma, que a célula consiga ler. RNA fita simples+ : já se trata do Rna mensageiro propriamente dito, que pode ser diretamente transcrito. RNA fita simples-: Ele precisa ser convertido em uma molécula de polaridade positiva para que possa virar o Rna mensageiro propriamente dito e assim ser lido; #Tradução: Considerando que o vírus já tenha a fita de RNAm pronta, a célula a reconhece e os ribossomos desta são mobilizados para executar a leitura desse RNAm. Isso é possível, uma vez que, os ribossomos não conseguem distinguir o genoma da célula e o do vírus e por isso a célula passa a gastar energia para a produção de proteínas virais, estruturais e não estruturais essas últimas são importantes para o desvio do metabolismo da célula,a favor da produção dos novos vírus *Lembrando que a energia utilizada na tradução da informação é oriunda do GTP e não do ATP. No caso de alguns vírus é importante ressaltar, que essa etapa de tradução ocorre de forma escalonada , ou seja, a célula media o tempo de formação desses vírus (assunto mais abordado nas próximas aulas.) #Replicacao do genoma viral: Essa etapa ocorre logo após a tradução do genoma (neste momento a célula já está repleta de estruturas virais), aonde o genoma do vírus ”ïnvasor”é duplicado, para que produza inúmeras novas cópias deste. *como se sabe existem vários tipos de estruturas virais e em cada uma delas a replicacao ocorre de forma “distinta.” Componentes celulares (protéicos) e alguns componentes virais específicos, são responsáveis por auxiliar essa replicação do genoma. #Montagem: O acumulo de proteínas virais na célula, como por exemplo: as do capsídeo, aumenta a probabilidade destas se chocarem uma com as outras, e a partir dessa interação entre proteínas , há a formação de ligações duplas não-covalentes, que irão formar um arranjo, de certa forma resistente, formando então os capsídeos virais. A medida que esses capsídeos são formados, a célula coloca as cópias de genoma no seu interior, formando os núcleoscapsídeos. Se tratando dos vírus nus nessa etapa os vírons já estão formados, já no caso dos envelopados falta a aquisição do protéico. #Etapa8 Liberação: Nessa etapa há a saída da progene viral da célula. No caso dos vírus nus, o que acontece normalmente, é a lise da célula hospedeira, e assim a finalização do ciclo replicativo. A Lise celular, já não ocorre, no ciclo dos vírus envelopados, pois nesse caso só nucleocapsídeos não seriam capazes de adsorver o vírus na célula,é necessário a presença de um envelope proteíco, isso ocorre no momento da saída do vírus célula , processo denominado brotamento. Esse processo , nada mais é do que os núcleoscapsídeos formados, se posicionando em regioes especificas da membrana, aonde se encontram os chamados espículos virais (oriundos da etapa de tradução do genoma viral) , sofrendo certa pressão sobre a membrana , levando ao rompimento da mesma e a sua saida da célula, levando consigo parte da membrana que continha tais espículos. Pode-se concluir então , que o capsídeo viral é constituído por partículas virais + parte da membrana celular. *Os vírus envelopados possuem alguns genes responsáveis pela formação dessas espículas que são posicionadas em alguma membrana da célula (não precisa ser necessariamentea membrana plasmática.) Os vírus que não saem por brotamento da membrana plasmática mas sim por outro tipo de membrana celular, geralmente vão ao meio extracelular por exocitosse ou por lise celular.