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1
CIÊNCIAS DO AMBIENTE
CLÉLIO RODRIGO PAIVA RAFAEL
EDUCAÇÃO A 
DISTÂNCIAFACULDADE ÚNICA
1
CIÊNCIAS DO AMBIENTE
CLÉLIO RODRIGO PAIVA RAFAEL
1
Clélio Rodrigo Paiva Rafael
Pós-Graduando em Building Information Model (BIM). Bacharel em Ciências e 
Tecnologia (2017) e Engenharia Civil (2019) pela Universidade Federal Rural do 
Semi-Árido. Pós Júnior atuante do Movimento Empresa Júnior (MEJ) (2017-2019), 
exercendo cargo de assessor a membro da diretoria executiva. 
2
CIÊNCIAS DO AMBIENTE
1° edição
Ipatinga, MG
Faculdade Única
2021
3
FACULDADE ÚNICA EDITORIAL
 Diretor Geral: Valdir Henrique Valério
 Diretor Executivo: William José Ferreira
 Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Cristiane Lelis dos Santos
 Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Gilvânia Barcelos Dias Teixeira
 Revisão Gramatical e Ortográfica: Izabel Cristina da Costa
 Revisão/Diagramação/Estruturação: Bruna Luiza Mendes Leite
 Carla Jordânia G. de Souza
 Guilherme Prado Salles
 Rubens Henrique L. de Oliveira
 Design: Aline de Paiva Alves
 Bárbara Carla Amorim O. Silva 
 Élen Cristina Teixeira Oliveira 
 Maria Luiza Filgueiras 
 Taisser Gustavo Soares Duarte
© 2021, Faculdade Única.
 
Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autorização escrita 
do Editor
NEaD – Núcleo de Educação a Distância FACULDADE ÚNICA 
Rua Salermo, 299
Anexo 03 – Bairro Bethânia – CEP: 35164-779 – Ipatinga/MG
Tel (31) 2109 -2300 – 0800 724 2300
www.faculdadeunica.com.br
4
LEGENDA DE
Ícones
Trata-se dos conceitos, definições e informações importantes nas 
quais você precisa ficar atento.
Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do 
conteúdo aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones 
ao lado dos textos. Eles são para chamar a sua atenção para determinado 
trecho do conteúdo, cada um com uma função específica, mostradas a 
seguir:
São opções de links de vídeos, artigos, sites ou livros da biblioteca 
virtual, relacionados ao conteúdo apresentado no livro.
Espaço para reflexão sobre questões citadas em cada unidade, 
associando-os a suas ações.
Atividades de multipla escolha para ajudar na fixação dos 
conteúdos abordados no livro.
Apresentação dos significados de um determinado termo ou 
palavras mostradas no decorrer do livro.
 
 
 
FIQUE ATENTO
BUSQUE POR MAIS
VAMOS PENSAR?
FIXANDO O CONTEÚDO
GLOSSÁRIO
5
SUMÁRIO UNIDADE 1
UNIDADE 2
UNIDADE 3
1.1 Introdução ao Meio Ambiente ............................................................................................................................................8
1.2 Ecologia e Ecossistemas ........................................................................................................................................................11
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................................................................................20
2.1 Ciclos Bioquímicos ...................................................................................................................................................................24
2.2 Recursos Renováveis ..............................................................................................................................................................31
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................................................................................34
3.1 Impacto das atividades humanas no ambiente ................................................................................................38
3.2 Degradação Ambiental e os problemas sociais .................................................................................................39
3.3 Características evolutivas dos ecossistemas humanos ................................................................................42
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................................................................................45
MEIO AMBIENTE 
CICLOS E RECURSOS NATURAIS
NATUREZA E RELAÇÕES SOCIAIS 
UNIDADE 4
4.1 Introdução aos Recursos Energéticos .......................................................................................................................50
4.2 Recursos Energéticos Renováveis ...............................................................................................................................58
4.3 Recursos Energéticos Não Renováveis ....................................................................................................................62
FIXANDO O CONTEÚDO .............................................................................................................................................................65
RECURSOS ENERGÉTICOS 
UNIDADE 5
IMPORTANTES CONCEITOS DA CIÊNCIA AMBIENTAL 
5.1 Desenvolvimento Sustentável .........................................................................................................................................69
5.2 Gestão Ambiental ....................................................................................................................................................................72
FIXANDO O CONTEÚDO .............................................................................................................................................................77
UNIDADE 6
SAÚDE PREVENTIVA E LEGISLAÇÃO 
6.1 Saúde Preventiva ......................................................................................................................................................................82
6.2 Política Ambiental ..................................................................................................................................................................86
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................................................................................89
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO ....................................................................................................................93
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................................................................94
6
UNIDADE 1
Nesta unidade você irá aprender os conceitos e processos a res-peito dos aspectos 
básicos que regem a vida em nosso planeta. Serão abordados desde meio ambiente 
e fundamentos ecológicos até estruturas e funcionamento dos ecossistemas.
UNIDADE 2
Recursos provenientes da natureza. Esta será a temática aborda¬da neste capítulo. 
Será mostrado como funciona a reciclagem de elementos naturais no meio 
ambiente e como são classificados os recursos ofertados pela natureza, bem como 
suas características.
UNIDADE 3
Nesta unidade introduziremos o homem como autor principal das alterações do 
meio ambiente natural. Discutiremos os impactos das atividades humanas e as 
relações socioambientais.UNIDADE 4
Os recursos energéticos naturais são fontes renováveis e não renováveis de energia. 
Discutiremos nesta unidade quais os principais usos destes recursos e quais seus 
impactos no meio ambiente.
UNIDADE 5
Este capítulo trata do desenvolvimento humano e sustentável, da gestão ambiental 
e das importâncias destes conceitos para a redução dos impactos ambientais.
UNIDADE 6
Saúde e meio ambiente estão totalmente interligados. Nossa última unidade trará 
uma discussão de como o meio ambiente influencia na saúde de uma população e 
quais os meios legais são utilizados para proteger o meio ambiente.
C
O
N
FI
R
A
 N
O
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IV
R
O
7
MEIO AMBIENTE UNIDADE
01
8
1.1 INTRODUÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
 Por quantas vezes você já deve ter ouvido falar sobre meio ambiente? Por quantas 
vezes você viu na televisão, na internet ou em outros locais alguma coisa referente a esse 
tema? Mas de fato, o que será que é meio ambiente? Muito se fala que é a natureza, outros 
dizem ser tudo que está no nosso planeta ou o local onde vivemos. 
 O Art. 3°, paragráfo I da Lei no. 6.938 (1981), descreve que “[...] meio ambiente é o 
conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, 
que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.
 Definir meio ambiente não é tão difícil, porém, existem fatores que se quer observamos 
ou percebemos e que devem ser relacionados. Ao olharmos para a Figura 1, rapidamente, 
conseguimos associar a paisagem ao meio ambiente, onde vemos a natureza, os animais, 
as plantas e o ar puro.
Figura 1: Meio ambiente natural
Fonte: Disponível em: https://bit.ly/2SMtIxm. Acesso: 05 mar. 2021.
 É comum dizermos que essa imagem (Figura 1) se trata de uma definição do que é 
meio ambiente, porém, para os profissionais que escolhem a carreira na área ambiental 
é preciso conhecer muitos mais do que o que se vê no primeiro momento. É necessário 
enxergar além do que está visível na imagem, na paisagem, na natureza. Existem outros 
fatores de grande importância para a composição am-biental como a luminosidade, o 
clima, o habitat, a água, sem falar nas relações ecológicas que existem entre os organismos 
e as interações artificiais criadas pelo homem. Quando vemos uma abelha, muitas vezes 
não conseguimos enxergar os fatores que influenciam a sua sobrevivência e, assim, os 
serviços ambientais prestados por um organismo tão pequeno (Figura 2).
Figura 2: Abelha promovendo a polinização
Fonte: Disponível em https://bit.ly/3vDeuJQ. Acesso em: 05 mar. 2021.
https://bit.ly/2SMtIxm
https://bit.ly/3vDeuJQ
9
O meio ambiente não é formado exclusivamente de elementos bióticos naturais como a fau-
na e a flora, por exemplo. Mas abrange também fatores artificiais, não vivos, oriundos da 
necessidade do homem, como a água que bebemos e o ar que respiramos e expressões po-
pulacionais tais como os mais diversos tipos de construções. 
FIQUE ATENTO
 Nesse caso, as abelhas são parte de um meio ambiente e que precisa de muitos 
fatores e interações para realizar seus serviços ambientais. As abelhas necessitam do néctar 
das plantas para produzir o seu alimento, enquanto muitas plantas são polinizadas quando 
as abelhas visitam outras flores, deixando o pólen. Acabamos de ver dois belos exemplos 
de meio ambiente, e suas interações concordam? Mas se agora olharmos para a Figura 3, 
você consegue associar a imagem à ideia de meio ambiente? 
Figura 3: Meio ambiente urbano
Fonte: Disponível em https://bit.ly/2TwlDxt. Acesso em: 05 mar. 2021.
 Essa imagem (Figura 3) evidencia prédios e ruas e se trata de mais um exemplo de 
meio ambiente, resultante da manifestação humana e suas necessidades, bem como suas 
expressões culturais e de trabalho.
 Você consegue agora perceber que o conceito geral de meio ambiente vai além 
dos elementos naturais e daquilo que nós podemos ver? Que existem outros fatores 
significativos para caracterizar e classificar o meio ambiente, seja de forma natural, artificial 
ou cultural? 
 Uma vez compreendida a amplitude do conceito geral de meio ambiente, 
finalizaremos esse tópico trazendo definições sucintas quanto a essas classificações de 
acordo com aspectos físicos, metafísicos e populacionais. 
 Stein et al., (2018) classifica o meio ambiente natural de uma determinada região 
como o conjunto formado por componentes físicos, sendo eles o ar, a água e o solo e 
integrantes populacionais constituídos pela fauna e flora.
 No Brasil a tutela do ambiente natural se dá a partir da Constituição Federal que em 
seu artigo 225, parágrafo 1°, cita que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
https://bit.ly/2TwlDxt
10
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qua-lidade de vida, impondo-
se ao poder público e à coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo para as presentes 
e futuras gerações (BRASIL, 1988).
 A parcela formada pela parte não viva de origem antropogênica do meio ambiente, 
denominada de meio ambiente artificial, são espaços urbanos construídos, seja na cidade 
ou campo, em que podem constituir-se de espaços urbanos fechados, formados por 
conjuntos de edificações, bem como espaços urbanos abertos formados por equipamentos 
públicos, como ruas e praças (FIORILLO, 2013).
 O meio ambiente artificial recebe tratamento não apenas no artigo 225 da Constituição 
Federal, que aborda especificamente o Meio Ambiente, mas também nos artigos 21, inciso 
XX e no artigo 182 ao iniciar o capítulo relacionado à Política Urbana (BRASIL, 1988). 
 Já sabemos que o meio ambiente não se restringe aos ambientes físico e biológico. 
Nessa percepção introduziremos o conceito de meio ambiente a parcela referente a 
manifestações do homem como civilização, em que chamaremos de meio ambiente 
cultural. Segundo Robrahn-González (2013) o meio ambiente cultural é o resultado da 
somatória do ambiente físico e expressões culturais, ou seja, a composição do ambiente 
geológico, geomorfológico, hidrológico, fauna e flora a paisagens construídas por diferentes 
povos que se desenvolveram numa região ao longo do tempo. 
 Para o autor o resultado desse somatório representa bases para uma estruturação 
socioeconômica e ritual ao ambiente físico. Logo, cultura e ambiente compõem processos 
socionaturais formados pelo conjunto de manifestações físicas e culturais de uma paisagem 
sendo, dessa maneira, indissociáveis.
 No Brasil, a proteção do meio ambiente cultural está resguardada, especificamente, 
pelo artigo 216 da Constituição Federal (1988) ao citar que: 
[...] constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de 
natureza material e imaterial, tomados individualmente 
ou em conjunto, portadores de referência à identidade, 
à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da 
sociedade brasileira.
 Por fim, definiremos o meio ambiente do trabalho, que nada mais é do que o ambiente 
em que as pessoas exercem suas atividades como trabalhador, sejam elas remuneradas ou 
não, “cujo equilíbrio está baseado na salubridade do meio e na ausência de agentes que 
comprometam a incolumidade físico-psíquica dos trabalhadores, independentemente da 
condição que ostentem” (FIORILLO, 2013, p. 53). O meio ambiente do trabalho também 
está cuidado pela Constituição Federal nos artigos 225 e 200.
No dia 05 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A criação dessa 
data foi inspirada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Huma-
no, que aconteceu em 1972 na Suécia, na cidade de Estocolmo. Veja mais a respeito 
da conferência de Estocolmo em: https://bit.ly/3fX6DA9. Acesso em: 05 mar. 2021.
FIQUE ATENTO
https://bit.ly/3fX6DA9
11
1.2 ECOLOGIA E ECOSSISTEMAS
 Pensamentos ecológicos estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Mas não 
é de hoje que o homem estuda as relações dos seres vivos e meio ambiente. Essa prática 
vem sendo aperfeiçoada desde os primórdios quando civilizações utilizavam métodos 
ecológicos para combater as pragas que atacavam suas lavouras. 
 Um dos pontos mais importantesdo estudo da ecologia está em revelar as teias de 
relações que existem entre os seres vivos e o ambiente em que estão inseridos. O saber das 
ideias ecológicas é imprescindível não só aos profissionais ambientais, mas àqueles que 
têm ciência da importância desses conceitos ecológicos para o futuro do planeta (STEIN, 
2018).
 De acordo com Lago e Pádua (2017) o número de pessoas interessadas nas ideologias 
ecológicas é cada vez maior. Está mais perceptível o impacto da ecologia na cultura 
humana, nas diversas áreas das ciências, nas discussões políticas e no comportamento dos 
diferentes tipos de grupos sociais. As pessoas es-tão questionando suas visões de mundo e 
como realizam suas atividades, seja no trabalho, ou em busca de lazer, consumo ou saúde. 
 Mas, o que é ecologia afinal? Citando uma definição contida num dicionário, vemos 
que o termo ecologia é originário do grego oikos ao qual significa casa, e logos que significa 
estudo (MERRIAM-WEBSTER’S COLLEGIATE DICTIONARY, 1996). Portanto, podemos dizer 
que ecologia significa estudo da casa. Essa casa nada mais é do que a natureza, e os 
habitantes da casa somos nós e todos os organismos vivos. Assim, a ecologia pode ser 
definida como o estudo dos seres vivos, do meio ambiente e das relações entre os seres 
vivos e entre os seres vivos e o ambiente em que estão inseridos, sejam esses ambientes 
orgânicos ou inorgânicos.
 Compreendemos o conceito de ecologia, agora passaremos a estudar a respeito 
dos sistemas ecológicos, ou melhor dizendo, ecossistemas, que se trata dos conjuntos de 
interações entre organismos bióticos e abióticos.
Para Odum e Barrett (2020) o ecossistema é a primeira unidade completa, na hierarquia 
ecológica, pois possui todos os componentes necessários à sua sobrevivência, sendo esses 
componentes biológicos e físicos.
 Esses componentes são conhecidos como biótopo e comunidade. De maneira geral, 
os biótopos são regiões que apresentam condições harmônicas ambientais à sobrevivência 
de determinadas comunidades. Já as comunidades, ou biocenose de um ecossistema se 
trata dos seres vivos que habitam um determinado biótopo.
 É notório que o biótopo e a biocenose se destacam dentro de um ecossistema, mas 
o que de fato caracteriza-o são as relações que ocorrem entre as partes componentes do 
ecossistema, tais como:
• Relações entre os seres vivos;
• Relações entre os fatores ambientais;
• Relações dos seres vivos sobre as condições ambientais;
• Relações dos aspectos abióticos sobre os seres vivos.
 Agora que já sabemos o que é um ecossistema, falaremos um pouco sobre os tipos 
de ecossistemas encontrados em nossa biosfera. Os ecossistemas podem ser identificados 
ou classificados de duas formas: ecossistemas terrestres e ecossistemas aquáticos. Eles são 
12
bastante parecidos em seus componentes, tendo a principal diferença a presença ou não 
de água.
 Os ecossistemas terrestres são aqueles compostos por seres vivos e fatores 
bióticos e abióticos, encontrados em uma porção de terra. As diferenças encontradas em 
ecossistemas terrestres são relacionadas aos biomas (abordaremos o conceito de biosfera 
e bioma mais adiante). A facilidade ou dificuldade de incidência de raios solares em 
determinadas regiões promovem o clima que, por sua vez, define o tipo de fauna e flora 
daquela região. Os principais ecossistemas terrestres de nosso planeta são: montanhas, 
florestas, pradarias, estepe, desertos, tundras e savanas.
 Já os ecossistemas aquáticos, como o próprio nome sugere, são aqueles encontrados 
em ambientes aquáticos e subdividem-se de duas maneiras: ecossistemas marinhos 
que englobam todos os seres vivos que habitam em águas salgadas (mares e oceanos) e 
ecossistemas de água doce que envolvem os seres vivos que vivem em águas doces como 
lagos e rios. 
Possuindo uma vasta extensão territorial, o Brasil apresenta uma boa variedade de biomas, 
que são conjuntos de ecossistemas (vegetal e animal) com aspectos próprios como solo, cli-
ma, fauna e flora. Consequentemente, em nosso país é possível encontrar uma diversificada 
gama de biomas, sendo os principais: Amazônia, caatinga, cerrado, mata atlântica, panta-
nal, mata dos cocais, mata de araucárias, pampa e mangue.
FIQUE ATENTO
Veja mais a respeito dos ecossistemas aquáticos e terrestres de forma simples e 
descontraída no curso Organização dos Seres Vivos: Dos átomos aos ecossistemas, 
disponibilizado no canal Mais Ciências - Profa Rafaela Lima, através do link: http://
gg.gg/orgseresvivos. (ep16 e 17). Acesso: 20 fev. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 Apesar dos ecossistemas serem observados com um certo destaque, como citado 
por Odum e Barrett (2020), é importante que entendamos como funciona todos os níveis 
de hierarquização contidos na estrutura da organização biológica, desde o átomo até o 
bioma, como ilustrado na Figura 4. 
http://gg.gg/orgseresvivos
http://gg.gg/orgseresvivos
13
Figura 4: Estrutura de hierarquia dos níveis biológicos
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021).
 Nessa imagem (Figura 4) podemos ver a estrutura dos níveis de organização biológica, 
dispostos de forma hierárquica, iniciando do nível mais simples que é o átomo, até o nível 
mais composto, a biosfera. Adiante explicaremos cada um desses níveis.
 O átomo, representante do primeiro nível da estrutura (Figura 4), pode ser definido 
como unidade básica que dá origem à matéria, composto por um núcleo central e órbitas. 
A molécula é uma estrutura formada por dois ou mais átomos, podendo ser iguais ou 
diferentes. Já a organela se trata da estrutura conhecida como pequenos órgãos e que 
desenvolve atividades vitais para as células.
 Entrando, no campo da vida definimos célula como unidade básica estrutural 
e funcional da vida. Se trata da menor unidade classificada como ser vivo nos níveis de 
organização biológica. Classificam seres vivos como unicelulares, quando são formados por 
apenas uma célula que tem como exemplos fungos e bactérias e seres multicelulares, que 
• Organismos Bióticos: Conjunto de seres produtores (autótrofos) e consumidores (heteró-
trofos).
• Organismos Abióticos: Fatores físico, químico, ou geológico do ambiente, como água, ar e 
solo.
• Níveis de organização biológica: Sistema de níveis hierárquico das estruturas biológicas, 
em que o grau de complexidade aumenta a cada nível, devido ao nível subsequente acu-
mular as unidades dos níveis anteriores
GLOSSÁRIO
14
são formados por conjuntos de células, como o homem, os animais e as plantas (NICOLAU, 
2017).
 A união de células especializadas dá origem aos tecidos, que estão presentes em 
apenas alguns organismos multicelulares, como os animais e as plantas, por exemplo. 
Por sua vez, os tecidos quando organizados e unidos dão origem aos órgãos que são 
constituídos de vários tipos de tecidos. A união de vários órgãos forma os sistemas, que 
têm a função de trabalhar em conjunto para uma dada função corporal (STEIN, 2018).
 O organismo, segundo Nicolau (2017) é caracterizado por possuir um arranjo único 
de informação genética. Trata-se do sistema básico da vida correspondente a cada um dos 
seres vivos tomados individualmente. Para o autor, um grupo de organismos da mesma 
espécie pode ser denominado de população, sendo esses indivíduos semelhantes que se 
relacionam e dão origem a uma descendência fértil. 
 Como já falado neste capítulo, a comunidade, também conhecida como biocenose 
ou biota, é composta por diversas populações que habitam um mesmo ambiente e que os 
indivíduos interagem uns com os outros.
 Dispensando a definição de ecossistema, uma vez que também está disposto neste 
capítulo, abordaremos agora, para finalizar as explanações referentes aos níveis biológicos 
(Figura 4), os conceitos de bioma e biosfera. Para Maarel (2005), de forma direta, um 
bioma se trata de uma formação vegetal que não inclui apenas plantas, mas também os 
demais organismos que podem ser identificados em nível regional. A biosfera, por sua 
vez, é definida como o conjunto de todos os ecossistemasde nosso planeta, sendo o maior 
ecossistema da terra.
 Dentro de um ecossistema, com exceção de espécies vegetais, todas as outras são 
conhecidas como espécies consumidoras, sendo o consumo a principal relação existente 
entre diferentes populações de um ecossistema. A exploração dos recursos (consumo) 
se dá de maneira diferenciada e, com isso, queremos dizer que organismos diferentes 
não podem possuir as mesmas necessidades e limitações, ou melhor, ter o mesmo 
nicho ecológico num ecossistema. É isso que promove a seleção ou a mutação de uma 
determinada espécie. 
Acabamos de falar que dois organismos diferentes não podem ter o mesmo nicho ecológico, 
isso quer dizer que dois organismos diferentes não podem viver no mesmo habitat? A respos-
ta é: depende. O caso de habitarem no mesmo local não significa que possuam as mesmas 
necessidades (nicho ecológico). O fato é que dois organismos diferentes, com o mesmo nicho 
ecológico não conseguem povoar o mesmo local. Um dos organismos vencerá a competição 
e fará com que o outro seja extinto ou migre para outro local. Em situações de organismos 
diferentes viverem no mesmo local, isto é, coexistirem, significa dizer que eles não apresentam 
o mesmo nicho ecológico, ou seja, não existe uma competição entre eles.
VAMOS PENSAR?
15
Nicho Ecológico ≠ Habitat : Enquanto esse se relaciona com o papel de uma espécie no ecos-
sistema, aquele se trata do local (ambiente físico) que uma determinada espécie habita.
FIQUE ATENTO
 Para Cain (2018) nicho ecológico trata-se das condições bióticas e abióticas necessárias 
para um organismo crescer, sobreviver e se reproduzir. Em outras pal-vras, a grosso modo, 
podemos definir nicho ecológico como a profissão das espécies na natureza.
Finalizando a aprendizagem deste tópico, referente à ecologia e aos ecossistemas, 
estudaremos um pouco a respeito das relações alimentares, abordando como ocorrem os 
níveis tróficos, as teias e as cadeias alimentares nos ecossistemas.
 As relações alimentares encontradas entre as espécies das comunidades biológicas 
refletem o fluxo de energia unidirecional que ocorre ao longo dos produtores, passando 
pelos consumidores até os decompositores.
 Os seres vivos que utilizam matéria inorgânica para produzir matéria orgânica são 
chamados de seres produtores. Esses organismos são autotróficos fotossintetizantes 
ou quimiossintetizantes e são capazes de transformar substâncias como a água, os sais 
minerais do solo e o gás carbônico do ar em substâncias orgânicas, como açúcares e 
proteínas. Esse é o primeiro nível trófico e é composto pelos organismos encarregados por 
sustentar todo o alimento do ecossistema, como os vegetais, as algas e alguns tipos de 
bactérias
 O segundo nível trófico é ocupado por seres consumidores. Nesse nível estão os 
seres heterótrofos, ou seja, os que utilizam a matéria orgânica fabricada por outros seres 
e a transformam em sua própria matéria, já que não são capazes de produzir seu próprio 
alimento. Dentro desse nível encontramos três categorias:
 Consumidores primários: são os organismos que se alimentam diretamente dos 
produtores. Nesse nível encontram-se os herbívoros, ou seja, os animais que se alimentam 
de plantas. A importância desses seres está, principalmente, em levar a energia contida 
nas plantas para a próxima categoria, dos consumidores secundários. Outro fato é que 
esses seres, como os insetos, controlam o nível de população de alguns tipos de plantas, 
seja para o aumento ou diminuição de sua taxa populacional. 
 Consumidores secundários: de forma subsequente são os que se alimentam dos 
consumidores primários. São conhecidos como carnívoros de primeira ordem. Nesse nível 
temos como exemplo o sapo que se alimenta de insetos (consumidor primário).
 Consumidores terciários: são os carnívoros de segunda ordem, que se alimen-tam 
dos consumidores secundários, como a cobra que se alimenta do sapo, por exemplo.
De forma análoga ao que ocorre com os consumidores secundários e terciários, podemos ter 
outros tipos de consumidores de formas sucessivas? A resposta é sim, mas devemos nos aten-
tar que não existem cadeias com muitos níveis tróficos, uma vez que a energia e a matéria se 
perdem ao longo da cadeia. Um exemplo de um próximo nível sequente ao terciário seria no 
caso da águia se alimentando da cobra, sendo nesse caso, o consumidor quaternário.
VAMOS PENSAR?
16
 Por fim, nas relações alimentares temos os decompositores. São organismos 
heterótrofos, em geral, bactérias e fungos encarregados de decompor a matéria orgânica, 
isto significa que os animais e as plantas mortas (Figura 5), bem como os restos deixados 
pelos seres do ecossistema. Dessa maneira, quando mortos, tanto os produtores, como os 
consumidores servem de alimentos para os decompositores. Sua função não se trata de 
limpeza. Os decompositores devolvem ao solo o material que foi retirado pelos produtores 
para fazer a síntese da matéria orgânica. Apesar de se tratarem de seres pequenos 
(microscópicos) sua importância é grande e vital para o planeta, uma vez que permitem a 
reciclagem da matéria.
Figura 5: Processo de decomposição
Fonte: Soeiro (2018, online)
 Dessa forma, podemos notar que é possível diferenciar uma série de níveis tróficos 
contidos na comunidade de um ecossistema. Os níveis são agrupados pelas espécies que 
possuem a mesma alimentação, ao qual os alimentos tratam-se dos seres do nível trófico, 
imediatamente, anterior. Assim, o fluxo de matéria e de energia ocorre de um nível trófico 
ao seguinte.
 Como já sabemos, cada nível trófico representa um elo da cadeia alimentar, mas 
devido à grande perda nas transferências de energia entre um nível e outro (cerca de 90% 
de perdas), o número de elos possíveis numa determinada cadeia é limitado chegando, 
geralmente, a no máximo cinco elos. 
 Ilustraremos agora por meio do esquema abaixo (Figura 6) cada nível trófico que 
vimos, anteriormente, onde os seres vivos são classificados em categorias com base na 
maneira de produção, obtenção ou transformação dos nutrientes:
Figura 6: Esquema dos níveis tróficos
Fonte: Autor (2021)
17
 Mas, o que são cadeias alimentares afinal? De acordo com Oliveira et al. (2003) uma 
cadeia alimentar (Figura 7) consiste em uma representação conceitual esquemática de uma 
situação real, em que existe um curso de seres vivos relacionados de forma unidirecional 
através de fluxo de energia.
Figura 7: Cadeia alimentar
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 Existem dois tipos de cadeias que se diferenciam a partir do primeiro nível trófico, 
como explanado a seguir: 
• As cadeias de herbívoros ou de pastejo são aquelas em que o primeiro nível, 
primordialmente, será constituído por seres produtores, ou seja, a energia que sustenta 
a cadeia é dada por plantas, algas etc. Desses se alimentam os herbívoros que em 
sequência servem de alimento para outros organismos. 
• Já a outra categoria é denominada de cadeia de detritívoros ou de detritos. Nesse tipo a 
base da cadeia é a matéria orgânica não viva, quais sejam, restos de qualquer organismo, 
como animais mortos, folhas caídas no solo ou fezes, por exemplo. Esses restos servem 
de alimentos e são processados por microrganismos decompositores como fungos e 
bactérias que liberam alimento como forma de nutrientes para as plantas ou como 
detritos para organismos detritívoros, que em sequência será o alimento de carnívoros.
 Geralmente, essas duas categorias de cadeias são encontradas de forma interligada 
na natureza, como mostrado na Figura 8. 
Figura 8: Tipos de cadeia alimentar
Fonte: Autor (2021)
18
 Assim como já dito, em um ecossistema cada espécie pode servir de alimento para 
uma variedade de organismos, bem como se alimentar de uma diversidade de alimentos. 
Por esse motivo as relações lineares que vimos, anteriormente, (cadeia alimentar) podem 
facilmente ser convertidas em um emaranhado de caminhos, que dão origem a uma teia 
alimentar formada por diversas cadeias correlacionadas(Figura 9).
Figura 9: Teia alimentar
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 Essas inter-relações de cadeias alimentares (teias) como mostradas na Figura 9 
descrevem a realidade das relações alimentares de maneira mais adequada, em relação 
às cadeias isoladas e, por isso, podem se tornar bastante complexas. As setas partem dos 
organismos que servem de consumo e apontam para os que são consumidores.
Para uma aprendizagem mais aprofundada sobre as relações alimentares, veja a 
respeito das pirâmides ecológicas no capítulo Estrutura e Funcionamento de Ecos-
sistemas (página 111), contido na unidade 2 do livro “Ecologia Geral” (STEIN, 2018). 
Disponível na em: https://bit.ly/2R6oj3Q. Acesso em: 05 mar. 2021.
BUSQUE POR MAIS
As cadeias alimentares também podem ser classificadas como terrestres (Figura 7), aquá-
ticas (Figura 10) ou mistas (Figura 9).
FIQUE ATENTO
https://bit.ly/2R6oj3Q
19
Figura 10: Cadeia alimentar aquática
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
20
1. “Muito se fala que é a natureza, outros dizem ser tudo que está no nosso planeta, ou o 
local onde vivemos”. Trata-se de um trecho recortado deste capítulo e fala a respeito de 
uma definição imprecisa do termo “Meio Ambiente”. Dentre as alternativas abaixo, assinale 
a que melhor explica o conceito geral de Meio Ambiente.
a) Se trata do conjunto de todos os seres bióticos existentes no planeta, tais como os animais 
e a vegetação.
b) É o local em que a vida é desenvolvida no planeta terra, ou seja, o habitat para todos os 
seres vivos, desde microrganismos, animais e humanos. 
c) Se trata do conjunto de todos os seres abióticos existentes no planeta, tais como água, 
luz e calor.
d) É o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e 
biológica, envolvendo aspectos bióticos e abióticos que regem a vida na Terra.
e) É o conjunto das relações entre os seres vivos do planeta.
2. Apesar de estar envolto em um contexto amplo, envolvendo vários fatores, o meio 
ambiente pode ser classificado com base em aspectos físicos, metafísicos e populacionais, 
em meio ambiente: natural, artificial, cultural e de trabalho. A partir disso, qual das 
alternativas contém a definição correta a respeito destas classificações? 
a) O meio ambiente artificial é formado pela parcela abiótica do meio ambiente, como 
construções urbanas e rurais.
b) O meio ambiente natural é definido apenas por componentes físicos, sendo eles o ar, a 
água e o solo. 
c) A composição do ambiente geológico, geomorfológico, hidrológico, fauna e flora a 
paisagens construídas por diferentes povos é chamado de meio ambiente artificial.
d) O meio ambiente natural é o definido apenas por componentes populacionais, sendo 
eles a fauna e a flora. 
e) O meio ambiente de trabalho é a classificação dada à parcela natural existente em 
ambientes que o homem exerce funções trabalhistas, como jardins criados em prédios 
corporativos. 
 
3. O meio ambiente é formado de elementos _____ como a _____ e a _____, por fa-tores 
artificiais, _____, que são vitais para o homem, como a água que bebemos e o ar que 
respiramos e por expressões _____ como os mais diversos tipos de construções. Marque a 
alternativa que preenche as lacunas de maneira correta.
a) Bióticos, Fauna, Flora, Abióticos, Naturais.
b) Bióticos, Fauna, Flora, Abióticos, Populacionais.
c) Abióticos, Fauna, Flora, Bióticos, Naturais.
d) Abióticos, Fauna, Flora, Não vivos, Populacionais.
FIXANDO O CONTEÚDO
21
e) Abióticos, Fauna, Flora, Não vivos, Naturais.
4. Para Odum e Barrett (2020) o ecossistema é a primeira unidade completa, na hierarquia 
ecológica, pois possui todos os componentes necessários à sua sobrevivência, sendo esses 
componentes biológicos e físicos. Sobre estes componentes que integram os ecossistemas 
é possível dizer que são:
a) Fauna e Flora.
b) Flora e Homem.
c) Biótopo e Biocenose. 
d) Fauna e Homem.
e) Biótopo e Flora.
5. Organismos diferentes que possuam uma relação de competição não conseguem 
povoar o mesmo local, fazendo com que uma espécie cause a extinção ou expulsão da 
outra. Isto ocorre devido às espécies terem o mesmo ou a mesma:
a) Capacidade de adaptação.
b) Cardápio.
c) Capacidade de reprodução.
d) Habitat.
e) Nicho ecológico.
6. As relações alimentares encontradas entre as espécies das comunidades bioló-gicas 
refletem o fluxo de energia unidirecional que ocorre ao longo dos produtores, passando 
pelos consumidores até os decompositores. A respeito dos consumidores, assinale a 
alternativa correta.
a) São organismos autotróficos fotossintetizantes ou quimiossintetizantes e são capazes 
de transformar substâncias como a água, os sais minerais do solo e o gás carbônico do ar 
em substâncias orgânicas, como açúcares e proteínas.
b) Consumidores primários são organismos que recebem este nome por serem os primeiros 
seres a se alimentarem de outros consumidores. 
c) São de organismos heterótrofos, em geral, bactérias e fungos encarregados de decompor 
a matéria orgânica, isto significa, os animais e as plantas mortas, bem como os restos 
deixados pelos seres do ecossistema.
d) São seres heterótrofos, ou seja, os que utilizam a matéria orgânica fabricada por outros 
seres e a transformam em sua própria matéria, já que não são capazes de produzir seu 
próprio alimento.
e) O tamanho da cadeia alimentar varia de acordo com a quantidade de consumidores 
contidos nela, assim, existem cadeias com níveis tróficos ilimitados em que a energia e a 
matéria são repassadas de forma total ao longo da cadeia.
7. Consiste em uma representação conceitual esquemática de uma situação real, em que 
existe um curso de seres vivos relacionados de forma unidirecional através de fluxo de 
energia (DE OLIVEIRA et al., 2003). O trecho citado faz menção a definição de
22
a) cadeia alimentar.
b) teia alimentar.
c) nicho ecológico.
d) nível trófico.
e) ecossistema.
8. A imagem (Figura 11) ilustra uma cadeia alimentar em que é possível notar a pre-sença 
de produtor(s), consumidor(s) e decompositor(s). Analisando os organismos presentes 
nesta cadeia, julgue as afirmativas a seguir:
I. A cadeia é iniciada com as plantas, que são organismos 
autotróficos fotossintetizantes. 
II. Os fungos e bactérias tratam-se dos consumidores finais 
da cadeia.
III. O grilo, o sapo, a cobra e a águia são os consumidores da 
cadeia sendo, respectivamente, consumidor primário, 
secundário, terciário e consumidor final, ou quaternário. 
IV. A cadeia se inicia com os produtores sendo representados 
pelas plantas e pelo grilo. 
V. Os fungos e bactérias são o último nível trófico desta cadeia, 
sendo chamados de decompositores.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas:
a)Somente I, III e IV estão corretas.
b)Somente II e IV estão corretas.
c)Somente II, III e V estão corretas.
d)Somente I, III e V estão corretas.
e)Somente III e V estão corretas.
23
CICLOS DE RECURSOS UNIDADE
02
24
2.1 CICLOS BIOGEOQUÍMMICOS 
 Certamente, você já se deparou em meio à natureza e a observou e admirou à sua 
volta. Talvez até tenha se perguntado quando e como tudo aquilo foi formado e como se 
mantém até hoje. Há grandes chances dessas respostas, ou parte delas estarem contidas 
nos ciclos naturais. Você sabia que são eles os responsáveis por manter a água que bebemos 
e o oxigênio que respiramos? Pois bem, são esses ciclos que possibilitam a interação entre 
os elementos (químicos), o meio ambiente e os seres vivos. 
 São os ciclos naturais os responsáveis pela reciclagem dos elementos químicos, 
através de processos naturais. Esses ciclos, também chamados de biogeoquímicos, 
asseguram que os elementos interajam com componentes vivos e não vivos, bem como 
circulem pela atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera. Os ciclos biogeoquímicos mais 
comuns na natureza são o da água, do oxigênio, do nitrogênio, do carbono e do fósforo. 
 De acordo com os seus reservatórios, os ciclos biogeoquímicos podem ser agrupados 
em duas categorias. Emuma categoria estão os ciclos no qual a atmosfera é o seu principal 
reservatório, já a outra categoria pertence aos ciclos que têm como principal reservatório a 
crosta terrestre. São denominados de ciclos gasosos e ciclos sedimentares, respectivamente. 
 Os elementos indispensáveis à vida: água (H2O), fósforo (P), carbono (C), nitrogênio 
(N) e oxigênio (O) compõem os principais ciclos biogeoquímicos e estão agrupados da 
seguinte maneira: 
• Ciclos sedimentares: ciclo da água e ciclo do fósforo. 
• Ciclos gasosos: ciclo do carbono, ciclo do nitrogênio e ciclo do oxigênio.
 Ao falar em elementos indispensáveis à vida, rapidamente, vem à nossa mente: água. 
Esse será o nosso ponto de partida em nossa discussão a respeito dos ciclos biogeoquímicos 
de forma individualizada.
 Da totalidade de água existente no planeta (Figura 11), a parcela de água doce 
é de cerca de 2,5% e a maior parte desta água é encontrada em geleiras ou depósitos 
subterrâneos, enquanto apenas 0,4% da água doce é encontrada em rios, lagos ou na 
atmosfera, em que é de fácil acesso ao consumo humano. O outro restante (97,5%) trata-se 
de água salgada e é encontrada em mares e oceanos (GURGEL, 2014).
Figura 11: Distribuição de água no planeta
Fonte: Gurgel (2014)
25
 O ciclo hidrológico pode ser definido como o fenômeno que promove a circulação 
da água entre a superfície do planeta e a atmosfera. O movimento ocorre, basicamente, 
pela influência da energia advinda do sol e da gravidade. Este conceito está ilustrado na 
Figura 12 e explicado nos pontos logo abaixo.
Figura 12: Ciclo Hidrológico
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
• Precipitação: A água presente na atmosfera dá origem a nuvens (condensação do 
vapor d’água) que com uma elevada massa de ar úmida provocam a precipitação, seja 
na forma de chuva, granizo, orvalho ou neve. Os ventos atuam na distribuição dessas 
precipitações, carregando as nuvens pelos continentes. A precipitação é o fenômeno 
responsável por devolver a parcela mais significativa de água doce ao planeta. 
• Infiltração e percolação: A água ao entrar em contato com a superfície natural, 
seja ela solo ou rocha, infiltra, tendo potencial de formar aquíferos e, posteriormente, 
ressurgirem nas superfícies na forma de nascentes, bem como alimentarem rios e lagos. 
A percolação trata-se da passagem, de maneira lenta, por entre um meio.
• Escoamento: Em solos naturais, quando o nível da precipitação é mais elevado que 
o nível de absorção do solo, provoca a saturação desse solo e, consequentemente, 
diminuindo sua capacidade de absorção, a água tende a um fluxo de movimentação sob 
a superfície do terreno, de acordo com a topografia. Esse fenômeno de deslocamento 
das águas sob a superfície pode ser aumentado devido à impermeabilização do solo.
• Evapotranspiração: A incidência dos raios solares faz com que parte da água contida 
na terra de forma superficial como em rios, lagos e mares evapore e retorne à atmosfera. 
A evaporação também pode ocorrer quando águas ficam retidas nas folhagens das 
árvores, após a precipitação (principalmente aquelas com possuem grandes folhas). 
Somado a evaporação o retorno da água para atmosfera também é causado pela 
absorção da água pelas plantas e liberação desta através da transpiração. A união da 
evaporação com a transpiração é chamada de evapotranspiração. 
26
 Existem ainda outras situações em que podemos encontrar a água de forma natural, 
como em geleiras e depósitos subterrâneos. Para alguns autores essas situações não fazem 
parte do ciclo hidrológico, pois a água se encontra armazenada, fugindo do conceito de 
ciclo (movimento). Existe um movimento das águas subterrâneas que se deslocam por 
percolação, de acordo com a morfologia do terreno em direção aos rios, lagos e oceanos, 
mas por esse fluxo ser, demasiadamente, lento acaba-se considerando o ciclo hidrológico 
fechado. 
 Dando seguimento ao estudo dos ciclos naturais iremos iniciar nossa conversa a 
respeito dos ciclos gasosos, tendo como assunto o ciclo do carbono. Esse elemento (carbono) 
tem como símbolo a letra C e se trata do quarto elemento químico mais abundante no 
universo. São comumente encontrados de duas maneiras, em organismos vivos ou mortos, 
na forma orgânica ou ainda na forma inorgânica presentes nas rochas. 
 São vários motivos importantes que nos levam a estudar o ciclo do carbono. 
Primeiramente, o carbono trata-se do principal bloco de construção de toda a vida 
conhecida e, ainda, é o segundo elemento mais importante nos organismos em termos 
de massa (ficando atrás do oxigênio). Além do mais, o carbono é capaz de formar uma 
matriz diversificada de compostos orgânicos e inorgânicos, se tornando um elemento 
quimicamente versátil. Na atmosfera, o dióxido de carbono e metano (compostos de 
carbono) são potentes gases do efeito estufa, os quais estão em incremento devido à 
atividade humana. Ainda, em várias perspectivas, o estudo das mudanças climáticas trata-
se do estudo do ciclo do carbono (global) (WEATHERS et al., 2015).
 Apesar de estarem interligados, o processo de reciclagem do carbono pode ser 
analisado de duas maneiras, com velocidades distintas, e as identificamos como ciclo 
geológico do carbono e ciclo biológico do carbono. O ciclo geológico do carbono ocorre 
de maneira lenta e tem o papel de regular a movimentação do carbono pela atmosfera, 
hidrosfera e litosfera. Já no processo do ciclo biológico o carbono pode ser devolvido ao 
meio praticamente de maneira instantânea, com a mesma velocidade em que é sintetizado 
pelos organismos autótrofos. Mais adiante iremos abordar a respeito desses dois processos 
de forma individual.
 Iniciaremos com a forma mais rápida, o ciclo biológico do carbono. Neste método 
Continue o estudo dos ciclos sedimentares através do capítulo 8 – Ciclo do Fósforo 
(página 163) escrito por Bennett e Schipanski (2015), do livro “Fundamentos de Ci-
ências dos Ecossistemas”. Disponível em: https://bit.ly/3p3KILS. Acesso em: 10 mar. 
2021.
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O ciclo hidrológico tem sofrido alterações, como o aumento do escoamento superficial e 
a redução da infiltração da água no solo. As alterações ocorrem em virtude do processo 
de urbanização que propicia a redução das áreas verdes e o acréscimo da taxa de solo 
impermeabilizado.
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27
o carbono existente na atmosfera e os compostos como carbonatos dissolvidos na água 
são absorvidos por seres autótrofos fotossintetizantes, nos quais utilizam a fotossíntese 
para transformar esses elementos em matéria orgânica que, posteriormente, por meio da 
cadeia alimentar é passado a outros organismos (STEIN, 2018). 
 Na cadeia alimentar a matéria orgânica é absorvida na ingestão de vegetais pelos 
organismos herbívoros e pela digestão dos animais herbívoros que ocorrem nos animais 
carnívoros. A produção de compostos orgânicos também acontece por organismos 
quimiossintetizantes que têm como principal composto orgânico a produção dos 
carboidratos por meio da quimiossíntese. Uma vez assimilado pelos seres vivos, o carbono 
retorna ao ambiente por diversas formas, tal qual o processo de respiração e decomposição. 
Na respiração o carbono é liberado na forma de CO2, que é um dos produtos finais do 
processo. Na decomposição ocorre de maneira semelhante, liberação de gás carbônico e 
água (MARTINS; LOPES; ANDRADE, 2003)
 No processo geológico do carbono a movimentação é realizada através de uma troca 
contínua do gás carbônico (CO2) existente na atmosfera e hidrosfera, através do processo 
de difusão, que acontece até que a quantidade de CO2 contida na atmosfera acima da 
água e a do meio aquático entrem em equilíbrio. Isso ocorre devido à capacidade da água 
em dissolver o CO2 presente na atmosfera. Além disso, o fluxo pode ocorrer pela dissolução 
do gás carbônico na água da chuva, o que acaba por produzir uma solução ácida (H2CO3), 
que contribui para a erosão de rochas silicatadas (TONIOLO; CARNEIRO, 2015)
 O processo de desintegraçãodas rochas (intemperismo) faz com que ocorra a 
liberação de íons Ca2+ e HCO3. Esses íons ficam sujeitos a serem levados aos oceanos que, 
nesse caso, passam a ser utilizados na formação de conchas por organismos marinhos. 
Essas conchas, posteriormente, são acumuladas e passam a fazer parte do sedimento do 
fundo dos oceanos, quando os animais morrem. Futuramente, esses sedimentos podem 
deslocar-se para regiões que existam altas pressões e temperaturas, fazendo com que os 
carbonatos se fundam, parcialmente, podendo chegar a formar rochas calcárias. O gás 
carbônico pode ser liberado novamente para a atmosfera através de atividade (TONIOLO; 
CARNEIRO, 2015).
 De forma geral e resumida, o ciclo do carbono (Figura 13) se inicia pela absorção do gás 
carbônico (CO2) da atmosfera pelos organismos autótrofos como plantas e bactérias, que 
utilizam o gás em seus processos de fotossíntese e quimiossíntese. Esses seres sintetizam 
os compostos orgânicos como os carboidratos, por exemplo, que fazem parte da formação 
de seus tecidos. A última etapa, a mais rápida, é o uso dos carboidratos pelos animais que 
devolvem o CO2 à atmosfera através da respiração.
Figura 13: Ciclo do carbono
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021).
28
É importante frisar que atividades antropogênicas têm influenciado no ciclo global do car-
bono, especialmente, nos últimos anos. Estas atividades, como o desmatamento e a utili-
zação de combustíveis fósseis, propiciam a elevação dos níveis de gás carbônico presentes 
na atmosfera e, consequentemente, geram um agravamento do efeito estufa. Isso ocorre 
devido às atividades humanas retirarem o carbono disposto em depósitos fósseis em uma 
velocidade maior que a absorção do carbono pelo ciclo, que ainda é comprometida pelo des-
matamento, ou seja, ao mesmo tempo que a emissão de carbono aumenta, a capacidade 
de absorção é diminuída.
FIQUE ATENTO
 O nitrogênio (N), por sua vez, se trata do gás com maior abundância presente no 
ar. Geralmente, é um nutriente limitante de plantas e integra o grupo dos aminoácidos, 
ácidos nucleicos e proteínas, tornando-se, portanto, essencial à sobrevivência dos seres 
vivos. 
 A atmosfera é o mais notável depósito de nitrogênio, em que em sua composição 
possui 80% do gás de nitrogênio (N2). Os demais reservatórios pertencem aos solos, 
sedimentos de lagos, rios e oceanos; o nitrogênio dissolvido em água superficial; e a 
biomassa dos organismos vivos (REECE et al., 2015).
 É importante notar que o ciclo do nitrogênio (Figura 14) também retrata um curso 
de matérias e energia que são constantes na natureza e fundamental ao equilíbrio dos 
ecossistemas, análogo aos demais ciclos biogeoquímicos. O ciclo do nitrogênio é constituído 
de etapas, sendo elas: fixação, amonização, nitrificação e desnitrificação.
Figura 14: Ciclo do nitrogênio 
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
29
 A primeira etapa é a fixação, onde acontece a fixação do nitrogênio atmosférico. A 
quantidade de nitrogênio nos ecossistemas pode ser decorrente das altas temperaturas 
dos relâmpagos. Dos fertilizantes com nitrogênio, precipitações e poeiras que contribuem 
com quantidade significativas de amônia, nitritos e nitratos. Das bactérias presentes no solo 
que convertem o N2 atmosférico em formas que podem ser aproveitadas para sintetizar 
compostos orgânicos de nitrogênio como: amônia (NH4+), nitritos (NO2-), e nitratos (NO3-
). Já o processo de amonificação promove a fixação do nitrogênio inorgânico no solo em 
amônia (NH4+). Na nitrificação ocorre a conversão da amônia em nitritos (NO2-) e nitratos 
(NO3-). Por fim, a desnitrificação reinicia o ciclo convertendo nitratos de volta a nitrogênio 
inorgânico (STEIN, 2018).
As bactérias são essenciais no ciclo do nitrogênio. As principais são as Rhizobium que convi-
vem com as plantas leguminosas e colaboram com a fixação do nitrogênio. Na amonização, 
as bactérias decompositoras são as autoras que agem sobre a matéria orgânica, liberando 
amônia ao ambiente. Na nitrificação são as bactérias que convertem amônia em nitrito e 
nitrito em nitrato. Já no final do ciclo, no processo de desnitrificação existem bactérias que 
garantem a liberação de nitrogênio para a atmosfera.
FIQUE ATENTO
 O oxigênio é o elemento químico mais abundante da superfície terrestre. Se trata 
do elemento que forma gases vitais à sobrevivência dos seres humanos e diversos outros 
organismos vivos, como o gás oxigênio (O2) e o ozônio (O3). Estudaremos aqui, finalizando 
o conteúdo dos ciclos biogeoquímicos, como funciona a reciclagem do oxigênio em nosso 
planeta.
 A atmosfera é o principal depósito de oxigênio para os seres vivos. Esse elemento 
químico (O) pode ser encontrado em várias formas, sendo o oxigênio molecular (O2) a 
principal delas, já que é usado no processo de respiração. São exemplos de outros gases o 
gás carbônico (CO2), ozônio (O3) e o dióxido de nitrogênio (NO2).
 No ciclo do oxigênio (Figura 15), plantas e animais utilizam o oxigênio em suas 
respirações aeróbias, em que átomos de oxigênio são combinados a átomos de hidrogênio 
e dão origem a moléculas de água (H2O). Essas moléculas podem ser utilizadas na síntese 
de outras substâncias, dessa forma, fazendo com que essas substâncias incorporem 
átomos de oxigênio provenientes, originalmente, do gás atmosférico. As plantas através 
da fotossíntese utilizam o gás carbônico em que os átomos de oxigênio passam a fazer 
parte da matéria orgânica das plantas. O oxigênio é restituído à atmosfera na forma de 
moléculas de água e de gás carbônico, pela respiração celular (AMABIS; MARTHO, 2006). 
30
Figura 15: Ciclo do oxigênio
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 Neste ciclo (Figura 15) o principal autor pela criação de oxigênio são as plantas que 
absorvem gás carbônico (CO2) e luz solar (fotossíntese) e liberam gás oxigênio (O2). O 
oxigênio também é transmitido pelas plantas através da cadeia alimentar, com o consumo 
da matéria orgânica. Organismos aeróbios, por meio da respiração celular, absorvem o gás 
oxigênio e liberam gás carbônico no final do processo, fazendo com que o ciclo do oxigênio 
e carbono estejam interligados.
Atividades humanas afetam diretamente o ciclo do oxigênio. Indústrias mediante a proces-
sos de combustão utilizam O2 atmosférico e liberam CO2. A prática do desmatamento tam-
bém é outro fator antropogênico que interfere significativamente neste ciclo, comprometen-
do nossa camada de ozônio que é o filtro protetor de nosso planeta
FIQUE ATENTO
Os gases lançados pelo homem na atmosfera potencializam o efeito estufa. Dian-
te disto, é de suma importância o processo de sequestro de carbono, que se trata 
da remoção do gás carbônico e lançamento de oxigênio na atmosfera. Continue o 
estudo a respeito do sequestro de carbono através da dissertação disponível em: 
https://bit.ly/3uxUkiV. Acesso em: 15 mar. 2021.
BUSQUE POR MAIS
https://bit.ly/3uxUkiV
31
2.2 RECURSOS RENOVÉVEIS E NÃO RENOVÁVEIS 
 Falamos no tópico anterior sobre fundamentos naturais, essenciais à manutenção 
da vida sob o ponto de vista de elementos químicos. Continuaremos nessa temática, mas 
em uma perspectiva diferente, no panorama que tange aos recursos naturais finitos e não 
finitos, usufruídos pelo homem na construção e desenvolvimento de sociedades.
 Recursos disponibilizados pela natureza, quais sejam, matéria ou energia, explorados 
pelo homem com fim de suprir seus desejos e necessidades, podendo ser classificados em 
grupos distintos chamados de renováveis e não renováveis, esta é a definição do conteúdo 
abordado neste tópico: recursos naturais renováveis e não renováveis. Além disto, os recursos 
naturais também possuem a função de possibilitar condições adequadas à sobrevivência 
de todos os seres vivos que compreendem as populações biológicas e dos ecossistemas, 
tendo papel fundamental no equilíbrio ecológico. 
 Para a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA), instituída a partir da Lei 6.938/81, 
recursos naturais sãoos inúmeros componentes ecológicos da natureza, como as reservas 
hídricas superficiais e subterrâneas, as florestas, os minérios etc. Ou seja, nossa diversidade 
biológica (BRASIL, 1981).
 A taxa de consumo dos recursos naturais pelo homem caminha de forma crescente. 
Nos primórdios as civilizações utilizaram os recursos encontrados na natureza como forma 
de subsistência, mantendo uma relação de equilíbrio com a natureza. Ao passar do tempo 
foram sendo criadas técnicas que possibilitaram o acúmulo dos materiais provenientes 
da natureza, possibilitando ao homem cada vez mais transformações no ambiente e, 
consequentemente, desbalanceando a relação harmônica existente com a natureza. 
 Podemos definir os recursos naturais renováveis como aqueles cuja capacidade de 
ser regenerado na natureza é superior ou, pelo menos, igual à taxa que a humanidade 
consome este recurso. Englobam os recursos inesgotáveis, os que conseguem ser renovados 
pela natureza ou aqueles possuem a regeneração dada por ações antrópicas, tendo como 
exemplo, respectivamente, a água e vegetais advindos da agricultura. 
Recursos renováveis são sinônimos de recursos sustentáveis? Embora intuitivamente ache-
mos que sim, existe um detalhe substancial que pode nos levar a diferenciá-los. Embora o re-
curso renovável seja dito como infinito, se o seu uso for realizado de forma desordenada sem 
respeitar o tempo de restauração pela natureza ou que seja reabastecido pelo homem, este 
recurso virá a faltar e podemos citar como exemplo a madeira. Já os recursos sustentáveis são 
aqueles em que podemos, de fato, utilizar sem nos preocupar com o seu esgotamento devido 
ao uso, que é o caso do calor do sol e o vento que empregamos na geração de energia solar 
e eólica, respectivamente.
VAMOS PENSAR?
 Fazendo uma analogia inversa aos recursos renováveis, os não renováveis como 
carvão mineral, por exemplo, são aqueles limitados na natureza. Estes recursos não 
possuem a habilidade de restauração ou seu nível de renovação é inferior ao de consumo 
pelo homem. Assim, o uso não consciente destes recursos pode levar rapidamente ao seu 
perecimento.
 A grande razão pela qual os recursos não renováveis podem chegar a sua extinção se 
deve ao motivo do homem não conseguir sintetizar, isto é, desenvolver ou acelerar alguns 
processos que de formas naturais são lentos. Uma boa amostra deste contexto é o uso de 
combustíveis fósseis. O homem faz uso deste recurso de maneira consideravelmente alta, 
enquanto a natureza o recria, mediante processos de calor e pressão, de forma lenta. 
 De forma geral, os recursos naturais renováveis são encontrados dos mais diversos 
32
tipos na natureza, sejam eles biológicos, minerais, energéticos e hídricos. Os recursos 
naturais não renováveis, por sua vez, comumente, são encontrados os tipos minerais e 
energéticos. Confira no Quadro 1 abaixo alguns exemplos de recursos naturais com sua 
classificação e tipo, as formas em que são encontrados na natureza, como podem ser 
utilizados pelo homem e quais seus impactos no meio ambiente. 
RECURSOS NATURAIS 
CLASSIFICAÇÃO RECURSO TIPO USO IMPACTO
Renovável Animais Biológico Alimentação e 
Comércio
Extinção de Espécies 
Renovável Areia Mineral Construção Civil Descaracterização de Relevo
Renovável Luz Solar Energético Energia Solar Alteração da Fauna e Flora
Renovável Rios Hídrico Transposições Perda de Biodiversidade
Não Renovável Ouro Mineral Mineração para 
Comécio
Aumento na Turbidez de águas
Não Renovável Carvão Mineral Energético Combustível 
Fóssil
Poluição Atmosférica
Quadro 1: Recursos Naturais
Fonte: Autor (2021)
 Em todo o mundo os animais são grandes fontes de alimento e renda para o homem. 
Em boa parte dos casos os impactos estão relacionados ao uso de animais de maneira 
econômica, tendo como exemplo o ramo de vestuários, em que podemos citar a utilização 
de couros para confecção de casacos de pele. Esta prática tem como consequência 
alterações no equilíbrio ecológico de uma região e, em caso mais extremos, a extinção de 
espécies. A utilização da areia na construção civil quando realizada em terra pode resultar 
em descaracterização do relevo na destruição da vegetação local e quando realizada em rios 
pode aumentar o percentual de partículas em suspensão e contribuir para o assoreamento 
do rio.
 Apesar da energia solar ser considerada uma fonte limpa de energia, a mesma está 
ligada a impactos ao ambiente devido à necessidade da utilização de grandes áreas para 
a disposição de placas, fazendo com que a vegetação e os animais sejam retirados. Obras 
de transposição são muito utilizadas pelo homem de forma a redistribuir suas reservas 
hídricas, levando água a locais que este recurso é escasso. No entanto, transposições de 
rios estão intimamente ligadas a impactos como o desmatamento, a desertificação e a 
diminuição da biodiversidade. Isso acontece devido às obras de transposição necessitarem 
de grandes hectares de terra em seus projetos, destruindo a fauna e a flora e aumentando 
processos de extinções de espécies.
 O ofício da mineração para extração de metais de reservas geológicas tem como 
causa principal de impacto ambiental a utilização do mercúrio que facilmente se torna 
uma substância tóxica contaminando o solo e quando há presença de escoamento de rios, 
além do aumento da turbidez. A utilização de combustíveis fósseis como o carvão mineral 
e o petróleo estão relacionados, principalmente, à geração de efluentes altamente tóxicos, 
resultantes da queima destes combustíveis e com a poluição atmosférica causada pela 
emissão de CO2, o que agrava problemas como o aquecimento global e a chuva ácida. 
33
• Até mesmo recursos renováveis estão sujeitos a escassez em caso do uso errôneo do recur-
so. Como é a situação de florestas, com o desmatamento exacerbado; solos improdutivos 
por falta de preservação; ou até mesmo falta de água para consumo humano, causado 
sobretudo, pelo mau uso e poluição.
• Além de renováveis e não renováveis, os recursos naturais possuem outras nomenclatu-
ras, sendo chamados de biológicos quando se tratam de animais vegetais; hídricos refe-
rente a todas a reservas de água (subterrânea e superficial); minerais quando voltado aos 
recursos geológicos e energéticos em ocasiões de recursos que proporcionam energia
FIQUE ATENTO
34
1. Fenômenos naturais são responsáveis pela reciclagem dos elementos químicos, através 
de processos naturais. Estes processos asseguram que os elementos interajam com 
componentes vivos e não vivos, bem como circulem pela atmosfera, hidrosfera, litosfera e 
biosfera. Este conceito relaciona-se com:
a) ciclos biogeoquímico. 
b) fenômenos naturais.
c) revitalização.
d) ciclos da matéria.
e) ciclos do elemento.
2. Os elementos indispensáveis à vida como a água, o fósforo, o carbono, o nitrogênio e o 
oxigênio compõem os principais ciclos naturais de nosso planeta. A respeito da classificação 
destes ciclos, marque a alternativa correta.
a) Podem ser chamados de ciclos sedimentares e rudimentares, sendo a água e o carbono, 
respectivamente, exemplos destes ciclos.
b) Os ciclos possuem classificações de acordo com o grau de importância para o homem, 
sendo o da água e do oxigênio chamados de essenciais.
c) Os ciclos da água e do fósforo são chamados de sedimentares e os do carbono, nitrogênio 
e oxigênio de gasosos.
d) Os ciclos gasosos compreendem os elementos chamados não essenciais e são compostos 
pelo carbono e nitrogênio.
e) Os ciclos da água e do fósforo são chamados de gasosos e os do carbono, nitrogênio e 
oxigênio de sedimentares.
3. O ciclo hidrológico pode ser definido como o fenômeno que promove a circulação da 
água entre a superfície do planeta e a atmosfera. O movimento ocorre, basicamente, pela 
influência da energia advinda do sol e da gravidade. De acordo com ciclo da água, assinale 
a opção correta.
a) Da totalidade de água existente no planeta, a maior parcela se trata de água salgada, 
encontrada nos mares e oceanos. Já a menor parcela, aágua doce, a maior parte encontra-
se em rios e lagos, e a menor parte desta água em reservas subterrâneas e geleiras. 
b) A incidência dos raios solares faz com que parte da água contida na terra de forma 
superficial como em rios, lagos e mares evapore e retorne à atmosfera, sendo esta a única 
forma de retorno da água para atmosfera.
c) O ciclo hidrológico sofre alterações em virtude do processo de urbanização que propicia 
a redução das áreas verdes e o acréscimo da taxa de solo impermeabilizado.
d) O fenômeno de deslocamento das águas sob a superfície pode ser aumentado devido à 
impermeabilização do solo e é chamado percolação.
e) A água ao entrar em contato com a superfície natural, seja ela solo ou rocha, infiltra e 
forma aquíferos sendo impossível retornar à superfície de forma natural.
FIXANDO O CONTEÚDO
35
4. A importância de todos os ciclos biogeoquímicos para o nosso planeta está na capacidade 
de reciclagem dos elementos químicos de forma natural, sem necessitar da ajuda do 
homem. Marque a alternativa correta relacionada aos ciclos naturais.
a) O ciclo geológico do carbono ocorre de maneira rápida e tem o papel de regular a 
movimentação do carbono pela atmosfera, hidrosfera e litosfera.
b) No ciclo do nitrogênio, a primeira etapa é a fixação e promove a fixação do nitrogênio 
inorgânico no solo em amônia (NH4+).
c) Apesar da prática do desmatamento diminuir a população de árvores, esta atividade não 
interfere, significativamente, no ciclo do oxigênio.
d) Apesar de ser possível, o homem não interfere e nem influencia os ciclos biogeoquímicos 
de nenhuma forma.
e) No ciclo do oxigênio o principal autor pela criação de oxigênio são as plantas que 
absorvem gás carbônico (CO2) e luz solar (fotossíntese) e liberam gás oxigênio (O2).
5. Desde de o início de sua existência o homem retira da natureza todos os recursos 
necessários à sua subsistência e o suficiente para a construção e desenvolvimento de 
sociedades. Dentre as alternativas abaixo, assinale a correta a respeito dos recursos naturais.
a) Recursos renováveis são disponibilizados pela natureza, quais sejam, matéria ou 
energia, são os únicos recursos explorados pelo homem com fim de suprir seus desejos e 
necessidades.
b) Ao passar do tempo foram criadas técnicas voltadas ao acúmulo dos materiais 
provenientes da natureza, possibilitando ao homem cada vez mais transformações no 
ambiente e, consequentemente, desbalanceando a relação harmônica existente com a 
natureza.
c) Os recursos encontrados na natureza podem ser classificados como naturais e artificiais. 
d) A única função dos recursos naturais é possibilitar condições adequadas à sobrevivência 
de todos os seres vivos que compreendem as populações biológicas e dos ecossistemas.
e) Atualmente, o homem utiliza os recursos encontrados no meio ambiente como forma 
de subsistência, mantendo uma relação de equilíbrio com a natureza.
6. Podemos definir os recursos naturais renováveis como aqueles cuja capacidade de ser 
regenerado na natureza é superior ou, pelo menos, igual à taxa que a humanidade consome 
este recurso. Sabendo do que se trata os recursos renováveis, marque a opção correta.
a) Se recursos renováveis forem utilizados de maneira desordenada, sem respeitar o tempo 
de restauração pela natureza, ou que seja reabastecido pelo homem, este recurso pode 
faltar no meio ambiente.
b) Os recursos que possuem a regeneração dada por ações antrópicas não podem ser 
classificados como renováveis. 
c) Recursos renováveis são sinônimos de recursos sustentáveis.
d) Devido ao recurso renovável ser produzido rapidamente na natureza, sendo considerado 
infinito, este nunca deixará de existir no planeta.
e) O petróleo é um dos combustíveis fósseis mais utilizados pelo homem e se enquadra 
nos recursos renováveis. 
36
7. De maneira inversa aos recursos renováveis, os não renováveis são aqueles limitados 
na natureza. Estes recursos não possuem a habilidade de restauração ou seu nível de 
renovação é inferior ao de consumo pelo homem. Assinale a alternativa que contenha 
somente exemplos de recursos não renováveis.
a) Luz solar e Água.
b) Carvão mineral e Petróleo.
c) Combustível fóssil e Vento.
d) Gás natural e Vegetais.
e) Petróleo e Madeira.
8. Os recursos naturais são elementos vitais para que o homem e toda a vida no planeta 
possam existir. Podem ser classificados em renováveis e não renováveis, mas também 
podem ser divididos em outros grupos. Marque a opção que contenha classificações para 
os recursos naturais e respectivos exemplos:
a) Terrestres e Aquáticos: Plantas e Petróleo.
b) Biológicos e Hídricos: Rochas e Oceanos.
c) Hídricos e Minerais: Argila e Rios.
d) Minerais e Energéticos: Rochas e Vento.
e) Minerais e Biológicos: Luz solar e Animais.
37
NATUREZA E RELAÇÕES SOCIAIS UNIDADE
03
38
3.1 IMPACTO DAS ATIVIDADES HUMANAS NO AMBIENTE
 Qualquer atividade que venhamos a desenvolver no meio ambiente irá causar um 
impacto ambiental, podendo ser de ordem positiva ou negativa, sobre o segundo tipo, 
infelizmente, é o que sobressai e acaba prejudicando o ambiente. Os impactos positivos 
são caracterizados por modificações que buscam a preservação ou recuperação do 
ambiente como obras de revitalização, reflorestamento e criação de espaços verdes em 
meio a centros urbanos, por exemplo.
 No Brasil, para prevenir o excesso de impactos negativos no ambiente, a legislação 
ambiental determina medidas a serem tomadas de forma a diminuir os danos causados 
ao meio ambiente. No entanto, a preocupação a respeito da mitigação dos impactos 
ambientais negativos não cabe somente a nossos governantes, é necessário que seja uma 
preocupação que se estenda a toda população. Muitas das atividades que realizamos em 
nosso dia a dia resultam em impactos ambientais negativos, como o descarte inadequado 
de nossos resíduos e o uso não consciente da energia elétrica. O esquema abaixo (Figura 
16) retrata alguns outros exemplos de atividades presentes no cotidiano das pessoas, que 
causam impactos negativos ao ambiente. 
Figura 16: Atividades que causam impactos negativos
Fonte: Autor (2021)
 Por outro lado, atitudes positivas (preventivas) podem nos auxiliar na balança dos 
impactos ambientais e, na maioria das vezes, são simples de serem realizadas, como o 
uso racional da água e energia elétrica, separação de resíduos orgânicos e não orgânicos, 
revezamento do uso de automóveis de maneira individual com transportes coletivos ou 
que não emitam poluições, não jogar lixo nas ruas, não utilizar atitudes consumistas e 
optar por doação de materiais que já não lhe servem mais ao invés do descarte.
Poluição e impacto ambiental tem o mesmo significado? Embora possam parecer, estes 
termos não possuem igualdade. São significados diferentes que possuem um certo nível de 
relação entre si. A poluição se trata da emissão de matéria e energia além da capacidade 
do meio ambiente em absorver, já o impacto engloba um conceito mais amplo com outras 
componentes além da poluição. Desta forma, temos que toda poluição resulta em impacto 
ambiental, mas nem todo impacto ambiental é resultante de poluição.
VAMOS PENSAR?
39
 O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) na Resolução 001 (1986) fala que 
impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas 
do meio ambiente, causadas por qualquer forma de energia ou matéria resultante das 
atividades humanas que direta ou indiretamente afetam:
• A saúde, a segurança e o bem-estar da população;
• As atividades sociais e econômicas; 
• A biota (conjunto de plantas e animais de uma determinada área); 
• As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; 
• A qualidade dos recursos ambientais.
 Visto o potencial do homem em provocar efeitos negativos no meio ambiente 
foi necessária a criação de uma série de procedimento legais, institucionais e técnico-
científicos, objetivando evitar, reduzir ou compensar estes efeitos na natureza. Estas 
medidas fazem parte da Avaliação de Impacto Ambiental(AIA) e são oficializadas por meio 
da Lei nº 6.938/1981 (BRASIL, 1981). O uso da AIA é imprescindível para toda a atividade que 
possua capacidade de poluir ou degradar o meio ambiente e estudaremos mais a respeito 
deste instrumento no tópico introdução à gestão ambiental, contido na UNIDADE 5 deste 
livro. 
3.2 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E OS PROBLEMAS SOCIAIS
 Extinções, esgotamento de água e solo e destruição de ecossistemas e habitats são 
exemplos recorrentes de impactos ambientais de origem antrópicas e que podem ser 
chamados de degradação ambiental. 
 “Degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do 
meio ambiente” (BRASIL, 1981, Art. 3º, parágrafo II). Esta é a menção referente ao conceito 
de degradação ambiental contido na Política Nacional do Meio Ambiente. Meneguzzo e 
Chaicouski (2010) comentam que a lei não indica o agente causador da degradação, ou 
seja, se a degradação foi decorrente do ser humano ou de um fenômeno natural, como 
queimadas geradas por raios atmosféricos, por exemplo.
 O que esse conceito contido na lei quer dizer é que degradação ambiental trata-
se de algo negativo (SÁNCHEZ, 2013). Assim, podemos definir degradação ambiental 
como alterações, geralmente, de causas humanas, das características físicas, químicas e 
biológicas de cunho prejudicial ao ambiente e/ou de forma socioeconômica. 
Degradação ambiental ≠ impacto ambiental: Comumente se vê pessoas utilizando esses 
dois termos para definir uma mesma situação. Embora sejam parecidos, são conceitos dife-
rentes e possuem definições distintas em forma de lei. A principal diferença é que a degra-
dação ambiental faz alusão a fenômenos negativos, enquanto no impacto ambiental pode 
haver aspectos positivos, além dos negativos.
FIQUE ATENTO
40
 As alterações dos aspectos ambientais naturais oriundas de ações humanas são 
inúmeras, dos mais variados tipos, em que podemos destacar: poluição, desmatamento, 
queimadas, salinização e efeito estufa. Pequenas definições a respeito destes tipos de 
degradações ambientais estão descritas, respectivamente, no Quadro 2 abaixo.
TIPO DESCRIÇÃO CONSEQUÊNCIA 
Poluição Contaminação do meio ambiente por 
meio de elementos ou energia, de efeito 
negativo, causado pelo homem de forma 
direta ou indireta.
Contaminação do solo e de reser-
vatórios de águas superficiais e 
subterrâneas.
Desmatamento Desflorestamento de grandes áreas. Reti-
rada total ou parcial da vegetação de um 
determinado local.
Empobrecimento do solo e des-
truição de habitats.
Queimada Prática da queima de biomassa vegetal, 
geralmente utilizada pela agricultura para 
limpeza de terrenos
Poluição do ar e aumento da ero-
são no solo.
Salinização Efeito, comumente ligado à agricultura, 
causado pelo acúmulo de sais no solo.
Infertilidade do solo e morte de 
culturas.
Efeito Estufa Processo físico natural que controla a tem-
peratura do planeta.
Ondas de calor e ocorrência de fe-
nômenos naturais como furacões 
e tsunamis.
Quadro 2: Tipos de degradação ambiental de origem antropogênica
Fonte: Autor (2021)
A degradação ambiental está ligada somente a ações antrópicas? Apesar do homem ser 
autor principal das alterações ambientais, existem também efeitos negativos causados de 
forma natural, embora sejam agravados por atividades humanas, como é o caso de terre-
motos, tsunamis e chuvas ácidas, por exemplo.
VAMOS PENSAR?
 A depender do grau de alteração do ambiente é possível que ele se recupere de 
forma espontânea, no entanto, existem certos níveis de degradação que a recuperação 
espontânea pode não ser possível ou ser dependente de um longo prazo com a fonte de 
perturbação retirada ou reduzida, havendo na maioria das vezes, a necessidade de uma 
ação corretiva (SÁNCHEZ, 2013).
 As atividades de forte potencial destrutivo ao meio ambiente, desenvolvidas pelo 
homem na busca incessável de suprir suas vontades levaram as nações a repensar se os 
acordos ambientais idealizados na conferência de Estocolmo em 1972 estavam de fato 
sendo cumpridos. Esta análise resultou na conclusão, 10 anos depois, na Conferência de 
Nairóbi no Quênia em 1982, que os ideais combinados em Estocolmo de fato não estavam 
sendo praticados. O desfecho da Conferência de Nairóbi, em virtude do resultado negativo 
dos últimos anos, foi a priorização da criação de unidades voltadas à conservação e 
recuperação de áreas degradadas.
 Em nosso país a legislação assegura a recuperação dos impactos negativos causados 
ao meio ambiente por intermédio do segundo parágrafo do art. 225 da Constituição 
Federal de 1988 ao citar: “As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente 
41
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, 
independentemente da obrigação de reparar os danos causados” (BRASIL,1988, Art. 
225, § 3º). No que diz respeito à reparação dos danos, é possível ser realizada com o 
reestabelecimento do equilíbrio ambiental mediante a criação de um projeto ambiental 
que englobe premissas ambientais, estéticas e sociais, a depender da função dada à área 
em questão. 
Já sabemos como acontecem as degradações ambientais e quais suas consequ-
ências. Aprofunde o estudo desta temática lendo sobre restauração das áreas de-
gradadas, contido na unidade 2 (página 106), do livro “Responsabilidade Socioam-
biental” (MIRANDA, 2017).
 Disponível em: https://bit.ly/3fCh0dA. Acesso em: 20 mar. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 Apesar de associarmos, frequentemente, o termo degradação ambiental a assuntos 
de fato ambientais, este conceito está ainda intimamente ligado a questões sociais como 
consta na Agenda 21, documento derivado da ECO-92 (Conferência das Nações Unidas 
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) que fora assinado por 179 países:
A pobreza e a degradação do meio ambiente estão es-
treitamente relacionadas. Enquanto a pobreza tem 
como resultado determinados tipos de pressão ambien-
tal, as principais causas da deterioração ininterrupta do 
meio ambiente mundial são os padrões insustentáveis 
de consumo e produção, especialmente nos países in-
dustrializados (CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS 
SOBRE O MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 1992, 
p. 21).
 O que este trecho da Agenda 21 ressalta é que a degradação ambiental é resultante 
de ações das diferentes classes sociais, no entanto, é importante destacar que populações 
que ocupam os níveis mais baixos não têm capacidade de causar degradação ambiental 
como as pessoas de poder aquisitivo mais elevado, uma vez que os níveis mais altos das 
classes sociais possuem maior facilidade em produzir e consumir bens materiais gerando, 
por exemplo, mais resíduos (MENEGUZZO, 2006).
 Rodrigues e Silva (2020) corroboram este pensamento ao contrariarem o dizer do 
Ministro da Economia Paulo Guedes, de que a degradação é causada pela pobreza, ao 
falarem que a degradação, na verdade, é uma das mais perversas consequências da pobreza. 
A degradação decorrente da pobreza é uma parcela muito pequena, como por exemplo, 
quando a mata de zonas de risco é retirada para ocupação trata-se de um componente 
mínimo se comparado à destruição ambiental que o país testemunha há séculos, em que 
se pode citar o caso da Amazônia, que embora sejam pessoas pobres que executam o 
serviço de desma-tamento, são pessoas de alto nível social os responsáveis, uma vez que 
são os financiadores (RODRIGUES; DIAS, 2020)).
 Assim, podemos dizer que o que realmente acontece é pobreza oriunda de degradação 
ambiental. Tomemos como exemplo comunidades de mesmo poder aquisitivo vivendo 
https://bit.ly/3fCh0dA
42
em condições ambientais distintas. Uma está inserida num contexto de preservação do 
meio ambiente, a outra na circunstância da degradação ambiental. Podemos dizer que 
ambas populações possuem exatamente o mesmo nível social?
 Há quem diga que sim, já que possuem a mesma renda. Mas vamos analisar através 
de outro ângulo, considerando os recursos ofertados pelo meio ambiente preservado. 
A comunidade que vive em um ambienteconservado pode retirar do meio recursos de 
subsistência como alimento e até mesmo medicamentos, além da saúde preventiva 
decorrente da qualidade de vida existente em áreas verdes. Por sua vez, a comunidade 
estabelecida no meio ambiente degradado necessita usar parte dos seus recursos 
financeiros para adquirir alimentos e medicamentos para doenças que podem ter sido 
causadas pelo ambiente insalubre podendo, desta maneira, propiciar pobreza.
3.3 CARACTERÍSTICAS EVOLUTIVAS DOS
 ECOSSISTEMAS HUMANOS 
 Parafraseando Lavoisier, famoso cientista considerado pai da química, que em sua lei 
chamada lei da conservação da matéria fala: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo 
se transforma”. Desde o princípio de sua existência que o homem transforma a natureza 
ao seu redor, causando mudanças proporcionais para suas necessidades e a sua força em 
converter a natureza naquilo que deseja. 
 O homem primitivo (Figura 17) pode ser caracterizado por sua relação não agressiva 
com a natureza e, em alguns casos, pelo papel de submissão que assumia perante a 
formas ineficientes de transformação do meio ambiente. Portanto, no cenário que estavam 
inseridos, na maioria das vezes, as primeiras civilizações retiravam do meio somente o 
suficiente a sobrevivência e o necessário à sua proteção, logo, não geravam excedentes. 
Figura 17: Homem primitivo
Fonte: Disponível em https://bit.ly/3vJSihm. Acesso em: 20 mar. 2021
 Ao transcorrer do tempo as sociedades passaram a ter cada vez mais poder sobre 
a natureza e começaram a produzir além da subsistência. No período escravocrata já 
foi possível observar instrumentos de exploração da natureza mais eficientes, em que 
escravos além de produzir o suficiente para sobrevivência de seus senhores, ainda geravam 
excedentes que davam origem à parte do capital dos reinos. A partir daí foram inúmeros 
eventos que culminaram para a relação desarmônica entre o homem e a natureza causada, 
principalmente, pela exploração exponencial do meio ambiente.
 Um artesão produz peças decorativas de madeira. Um certo dia, resolveu que iria 
https://bit.ly/3vJSihm
43
dobrar diariamente sua produção durante os próximos quinze dias. Então, no primeiro dia 
produziu uma peça. No segundo dia, dobrando sua produção do dia anterior, fez duas 
peças. No terceiro dia são quatro peças e no final do dia seguinte devem ser totalizadas 
oito peças. Seguindo este ritmo, ao final do dia 15 ele deverá ter produzido 16.384 (dezesseis 
mil trezentos e oitenta e quatro) peças. Fazendo o somatório de todas as peças produzidas 
nesta semana, chegamos a um valor de 32.767 (trinta e dois mil setecentos e sessenta e sete) 
peças produzidas, número inferior à quantidade de peças que deveriam ser produzidas, na 
adoção do décimo sexto dia, que seria de 32.768 (trinta e dois mil setecentos e sessenta e 
oito) peças somente neste dia (décimo sexto dia). 
 Este conto retrata o conceito de crescimento exponencial, no qual um valor aumenta 
a uma taxa constante por período de tempo. No início os aumentos parecem ser pequenos, 
entretanto, com apenas alguns loopings os resultados gigantescos já começam a aparecer, 
uma vez que o resultado atual é sempre maior que a soma total de todos os resultados 
anteriores.
Este é o crescimento (exponencial) que as atividades humanas vêm tomando ao passar 
das décadas, acarretando em alterações ambientais como extinções em massa, poluições, 
desmatamentos e mudanças climáticas. A preocupação na continuação deste ritmo 
de transformação da natureza se deve, em grande parte, à questão da diminuição dos 
insumos fornecidos, naturalmente, pelo meio ambiente, como as reservas hídricas e a 
biodiversidade; a possibilidade de alterações socioeconômicas a níveis mundiais impostas 
pela indisponibilidade de recursos; e devido ao comprometimento das condições vitais 
à sobrevivência humana, em que mais uma vez podemos citar como exemplo os efeitos 
oriundos das alterações em nossa camada de ozônio. 
 Passados os períodos de exploração de recursos do meio ambiente como forma 
de subsistência e depois pequenas quantidades excedentes, o crescimento exponencial 
da ação humana na natureza começa a acelerar através do chamado processo de 
industrialização, ou revolução industrial. A produção deixou de ser manual e se tornou 
mecanizada.
 Este processo proporcionou ao homem grandes avanços econômicos e sociais. 
Mas como ocorre em grande parte dos mais expressivos propulsores de desenvolvimento 
socioeconômico, não existe apenas o bônus como resultado deste processo. Há o ônus e 
foi o meio ambiente que pagou e paga esta conta, passando por alterações desfavoráveis 
vindas do consumo exagerado de recursos naturais e da geração de resíduos e rejeitos 
industriais.
 As consequências de um sistema remanescente da Revolução Industrial puderam 
ser acompanhadas a partir de meados do século passado. Visando somente o crescimento 
econômico, este processo de industrialização não zelou pela qualidade do meio ambiente 
e, consequentemente, a saúde da população, provocando a contaminação de rios, poluição 
do ar e vazamento de produtos químicos nocivos à saúde (POTT; ESTRELA, 2017).
 Ainda houve vários outros eventos causadores de degradação ambiental em busca do 
rápido desenvolvimento econômico. Hogan (2007) cita alguns, como a chamada “A Névoa 
Matadora” que em Londres em 1952 ocasionou a morte de mais de quatro mil pessoas, o 
que promoveu a movimentação das autoridades de saúde e chamou a atenção quanto 
à qualidade do ar. O Vale do Meuse em 1930 na Bélgica que acarretou na morte de 60 
pessoas e as 107 mortes registradas e três mil casos em verificações devido à contaminação 
de água na Baía de Minamata no Japão em 1956.
 Portanto, não há dúvidas de que a sede do homem pelo desenvolvimento trouxe 
44
grandes danos ambientais e, consequentemente, a saúde e qualidade de vida dos inseridos 
nestes contextos, bem como a todo o planeta. Ainda assim, os avanços tecnológicos não 
foram a única causa dos resultados negativos no ambiente, é necessário citar que as 
guerras também facilitaram a degradação ambiental. 
 Outra conjuntura que deve ser mencionada é o surgimento da globalização criadora 
de sociedades consumistas que potencializaram a desarmonia na relação entre o homem 
e a natureza. Para estas populações o necessário já não era mais o suficiente. Assim, a 
demanda do homem na natureza tornou-se uma busca em suprir além da subsistência, 
todos os seus desejos, ou pelo menos grande parte deles. Os efeitos do suprimento destes 
desejos estão atrelados não só à retirada de matéria do meio ambiente, mas também aos 
prejuízos levados em forma de geração de resíduos e poluição, seja ela na terra, na água ou 
no ar.
 O problema não é o homem buscar inteirar algumas de suas aspirações. A questão 
está no fato dos desejos das civilizações terem se tornado infinitos, não acompanhando a 
matéria prima finita ofertada pela natureza. O resultado destas subtrações feitas em prol 
do consumismo está vinculado, além das poluições já citadas, à extinção de várias espécies. 
 O homem deixou um rastro de destruição em altos níveis de escala, com grandes 
casos de degradação ambiental, em seu processo de transformação dos recursos naturais, 
guiado em especial pelo trabalho (CIDREIRA-NETO; RODRIGUES, 2017). Os rastros deixados 
pelo homem na extração de recursos da natureza em favor de benefícios próprios passaram 
a ser mensurados para que se fosse possível compreender o consumo das populações 
sobre os recursos naturais, a este processo damos o nome de pegada ecológica.
 Portanto, a Pegada Ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental 
que avalia a pressão do consumo das sociedades humanas sobre os recursos naturais. 
Para tanto, os resultados são expressos em hectares globais (gha), permitindo comparar 
diferentes padrões de consumo e verificar se estão dentro da capacidade ecológica do 
planeta (WWF-BRASIL, c2021).
Para compreender melhor como a sua Pegada Ecológica, a dos países ecidades são men-
suradas acesse os links disponibilizados abaixo. No primeiro link você poderá realizar o 
cálculo da sua pegada ecológica apenas respondendo algumas perguntas do seu dia a 
dia. O segundo link contém informações dos componentes da pegada ecológica.
BUSQUE POR MAIS
Link1: https://bit.ly/34EacG6. 
Acesso em: 22 mar. 2021.
Link2: https://bit.ly/3fCPZ9T. 
Acesso em: 22 mar. 2021.
 Analisando tudo que já estudamos até aqui você consegue notar o quão grave vem 
sendo a passagem do homem pelo planeta e como podemos ser prejudiciais para a natureza 
e, consequentemente, para nós mesmos? A boa notícia é que ainda existe solução para 
todos os problemas que estudamos neste capítulo, que é encontrada no desenvolvimento 
sustentável, conceito de um modelo desenvolvido que já deveria estar implementado há 
décadas e que ainda será abordado neste livro.
https://bit.ly/34EacG6
https://bit.ly/3fCPZ9T
45
FIXANDO O CONTEÚDO
1. Qualquer atividade que o homem desenvolva no meio ambiente e acarrete em alterações 
irá provocar um impacto ambiental, por vezes de pequenos graus e outras de caráter mais 
significativo. A respeito do conceito do termo impacto ambiental, assinale a alternativa 
correta. 
a) Impacto ambiental é alteração positiva a fim da preservação ou recuperação do 
ambiente como obras de revitalização, reflorestamento e criação de espaços verdes em 
meio a centros urbanos, por exemplo.
b) Impacto ambiental são alterações negativas que causam prejuízos ao meio ambiente. 
Atividades do dia a dia podem resultar em impactos ambientais como o descarte 
inadequado de nossos resíduos e o uso não consciente da energia elétrica.
c) Impacto ambiental trata-se da emissão de matéria e energia lançada no meio ambiente 
pelo homem além da capacidade da natureza de absorver.
d) Impacto ambiental é qualquer modificação de aspectos físicos, químicos e biológicos 
do meio ambiente, podendo ser de ordem positiva ou negativa.
e) Impacto ambiental é a retirada da cobertura vegetal de solos, causando o desmatamento 
de muitas florestas no mundo.
2. Impactos ambientais podem ser classificados em positivos ou negativos, de acordo com 
o tipo de alteração no meio ambiente. Diante disso, assinale a alternativa que contenha um 
exemplo de impacto ambiental positivo e impacto ambiental negativo, respectivamente:
a) Uso de transporte coletivo e fazer a separação do lixo doméstico.
b) Jogar lixo nas ruas e utilizar caixa de som em volume alto.
c) Uso consciente de água e praticar reflorestamento.
d) Obras de revitalização e lançar esgoto doméstico em rios.
e) Uso exagerado de automóveis e não adotar práticas consumistas.
3. Extinções, esgotamento de água e solo e destruição de ecossistemas e habitats são 
exemplos recorrentes de atividades antrópicas e que podem ser chamados de degradação 
ambiental. Marque a opção abaixo que representa o conceito de degradação ambiental. 
a) Qualquer modificação de aspectos físicos, químicos e biológicos do meio ambiente, 
podendo ser de ordem positiva ou negativa.
b) Alterações geralmente de causa humana das características físicas, químicas e biológicas 
de cunho prejudicial ao ambiente e/ou de forma socioeconômica.
c) Emissão de matéria e energia lançada no meio ambiente pelo homem além da 
capacidade da natureza em absorver.
d) Alterações positivas a fim da preservação ou recuperação do ambiente como obras de 
revitalização e reflorestamento.
e) Procedimentos legais, institucionais e técnico-científicos, objetivando evitar, reduzir ou 
46
compensar efeitos negativos na natureza.
4. No Brasil a legislação assegura a recuperação dos impactos negativos causados ao 
meio ambiente através do texto contido no segundo parágrafo do art. 225 da Constituição 
Federal de 1988. Assinale a alternativa que contenha este texto.
a) As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, 
pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente, da 
obrigação de reparar os danos causados.
b) Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de naturezas material e imaterial, 
tomados, individualmente, ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, 
à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.
c) Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum 
do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade 
o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
d) Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, 
causadas por qualquer forma de energia ou matéria resultante das atividades humanas.
e) O uso da AIA é imprescindível para toda a atividade que possua capacidade de poluir ou 
degradar o meio ambiente.
5. As alterações dos aspectos ambientais naturais oriundas de ações humanas são inúmeras, 
dos mais variados tipos, em que podemos destacar: poluição, desmatamento, queimadas, 
salinização e efeito estufa. 
Julgue as afirmativas a seguir analisando os conceitos referentes aos termos citados, 
anteriormente.
I. Desmatamento: Prática da queima de biomassa vegetal, geralmente, utilizada pela 
agricultura para limpeza de terrenos.
II. Poluição: Contaminação do meio ambiente através de elementos ou energia de efeito 
negativo, causada pelo homem de forma direta ou indireta.
III. Salinização: Efeito comumente ligado à agricultura, causado pelo acúmulo de sais no 
solo.
IV. Queimada: Processo físico natural que controla a temperatura do planeta.
V. Efeito estufa: Poluição do ar e aumento da erosão no solo.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.
a) Apenas I e V estão corretas.
b) Apenas II e IV estão corretas.
c) Apenas II e III estão corretas.
d) Apenas I, II e IV estão corretas.
e) Apenas II, III e V estão corretas.
6. Desde o princípio de sua existência que o homem transforma a natureza ao seu redor, 
47
causando mudanças proporcionais a suas necessidades e a sua força em converter a 
natureza naquilo que deseja. A respeito do homem primitivo, assinale a alternativa correta.
a) Pode ser caracterizado por sua relação não agressiva com a natureza e, em alguns casos, 
pelo papel de submissão.
b) As primeiras civilizações retiravam do meio o suficiente à sobrevivência, para armazenar 
e para, futuramente, ser comercializado.
c) Sempre tiveram grande poder de alteração sobre a natureza, mas não retiravam da 
natureza recursos além da subsistência.
d) Sempre existiu uma relação desarmônica entre o homem e a natureza causada, 
principalmente, pela exploração exponencial do meio ambiente.
e) O homem primitivo utilizava instrumentos bastante eficientes, o que possibilitava a 
exploração da natureza em grande escala.
7. A civilização humana passou por diversas formas de exploração da natureza desde o seu 
surgimento. Em alguns períodos a exploração de recursos do meio ambiente funcionava 
como forma de subsistência, já em outros a retirada dos recursos era tão grande que 
causava danos ao ambiente. A partir disso, julgue as sentenças abaixo como verdadeiro ou 
falso.
( ) As primeiras civilizações retiravam do meio somente o suficiente a sobrevivência e o 
necessário à sua proteção.
( ) Apesar de atualmente o homem possuir grande poder de retirar recursos da natureza, 
as sociedades estão explorando a natureza sem gerar prejuízos ao meio ambiente.
( ) No período da revolução industrial a produção deixou de ser manual e se tornou 
mecanizada. Este processo proporcionou ao homem grandes avanços econômicos e 
sociais sem danos à natureza.
( ) O crescimento exponencial que as atividades humanas vêm tomando ao passar das 
décadas vem acarretando em alterações ambientais como extinções em massa, poluição, 
desmatamentos e mudanças climáticas
( ) No período escravocrata já foi possível observar instrumentos de exploração da natureza 
mais eficientes, em que escravos além de produzir o suficiente para sobrevivência de seus 
senhores,ainda geravam excedentes que davam origem à parte do capital dos reinos.
Assinale a alternativa correta abaixo: 
a) V – V – F – F – V.
b) F – F – F – V – V. 
c) F – V – F – V – V.
d) V – V – F – V – V. 
e) V – F – F – V – V. 
8. É uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a pressão do consumo das 
sociedades humanas sobre os recursos naturais. Para tanto, os resultados são expressos 
em hectares globais (gha), permitindo comparar diferentes padrões de consumo e verificar 
48
se estão dentro da capacidade ecológica do planeta (WWF-BRASIL, 2021). Assinale a 
alternativa em que o texto faz referência.
a) Reflorestamento.
b) Recuperação de áreas degradadas.
c) Medição de áreas degradadas.
d) Comunidade ecológica.
e) Pegada ecológica.
49
RECURSOS ENERGÉTICOS UNIDADE
04
50
4.1 INTRODUÇÃO AOS RECURSOS ENERGÉTICOS
 Já sabemos que a natureza proporciona uma série de recursos que são indispensá-
veis ao homem. A ingestão de substância orgânica proporciona energia para que nosso 
metabolismo funcione corretamente. Florestas são grandes produtoras de matéria prima 
para os mais diversos tipos de indústrias. Rios e lagos são fontes de águas que utilizamos 
nas reações químicas de nosso corpo. 
 Mas será que é possível usarmos estes mesmos recursos, no entanto, de maneiras 
diferentes das citadas? Sem dúvidas sua resposta foi sim, afinal, já estudamos bastante a 
respeito dos recursos ofertados pela natureza e pudemos notar o quão vasto é seu uso pelo 
homem.
 Neste capítulo veremos os chamados recursos energéticos (Figura 19) que são os 
insumos naturais que servem como fonte geradora de energia para atividades humanas. 
As fontes energéticas não possuem relação apenas com o desenvolvimento das atividades 
humanas, mas estão também intimamente ligadas ao meio ambiente, pois dependendo 
de como os recursos energéticos são utilizados pelo homem graves danos à natureza po-
dem ser causados. 
Figura 18: Recursos naturais energéticos
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 Em meio às várias maneiras que podem ser encontradas na natureza, os recursos 
energéticos podem ser utilizados de forma instantânea ou serem transformados em pro-
cessos de conversão de energia. As principais formas de energia utilizadas pelo homem 
são a eólica, solar, atômica ou nuclear, química, elétrica, térmica, mecânica e magnética.
 Estes recursos energéticos (Figura 19) podem ser classificados como renováveis e 
não renováveis, de acordo com a capacidade da natureza em restituí-los. Também pode-
mos caracterizar as fontes energéticas em primárias e secundárias. Conforme Reis (2011) a 
energia primária são os produtos energéticos fornecidos pela natureza e que podem ser 
utilizados de forma imediata, ao passo que os recursos secundários são os produtos ener-
géticos consequentes dos diferentes centros de transformação dos recursos primários, 
tendo como finalidade os vários setores de consumo e, ocasionalmente, outros centros de 
transformação, ou seja, as fontes secundárias são fontes energéticas derivadas das fontes 
primárias. 
51
Figura 19: Recursos energéticos renováveis e não renováveis 
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 Embora os recursos energéticos tenham seu uso potencializado a partir da revolu-
ção industrial, seu emprego nas atividades humanas data desde as civilizações mais anti-
gas, quando o homem alcançou o domínio do fogo e passou a utilizar da energia térmica 
para preparação de alimentos e aquecimento do corpo.
 Posteriormente, o homem dominou a energia mecânica através da domesticação 
de animais, utilizando para atividades como transporte e agricultura. As energias hidráuli-
ca e eólica são outros exemplos e são utilizadas há alguns milênios. No entanto, há apenas 
três séculos que a energia assumiu conotação diferente e fundamental na substituição de 
homens e animais pelas máquinas (SILVA et al., 2003).
 Para Silva et al. (2003) desde o domínio do fogo há cerca de 750.000 anos até o sur-
gimento da revolução industrial não existiu evolução significativa na forma do homem 
utilizar a energia. Contudo, o advento do processo de industrialização trouxe à tona a gran-
de necessidade de energia, forçando o surgimento de novas fontes primárias, com maior 
densidade energética. Desse jeito, a introdução do carvão mineral marcou o fim da era 
da energia renovável representada pela madeira e pelos insuficientes aproveitamentos hi-
dráulicos e eólicos, para estrear a era da energia não renovável, ou melhor, dos combustí-
veis fósseis. 
O Sol se trata da mais antiga e importante fonte de energia do nosso planeta, tem papel fun-
damental no processo de reciclagem das águas, que por sua vez geram energia hidráulica e 
maremotriz. Participa na formação dos ventos, que é o insumo da energia eólica. É utilizado 
na fotossíntese, possibilitando a energia a partir da biomassa. Existem ainda inúmeros ou-
tros exemplos de fontes primárias que só são existentes devido ao sol e esse o motivo que o 
faz tão importante.
FIQUE ATENTO
 Entretanto, os combustíveis fósseis como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral 
não são as únicas fontes de energia que merecem destaque. Podem ser citados o urânio, 
a energia hidráulica, lenha e produtos da cana-de-açúcar e os resíduos vegetais e indus-
triais como principais fontes de energia primária. No grupo das fontes de energia secundá-
rias têm-se o óleo diesel, óleo combustível, gasolina GLP, nafta, querosene, gás, coque de 
carvão mineral, urânio contido no UO2 dos elementos combustíveis, eletricidade, carvão 
vegetal, álcool etílico e outras fontes secundárias de petróleo (gás de refinaria, coque etc.). 
Bem como o alcatrão obtido na transformação do carvão metalúrgico (REIS, 2011).
52
 As energias primárias e secundárias citadas no parágrafo anterior compõem a ca-
deia energética, que segundo Moreira, Grimoni e Rocha (2019) se trata da sequência do 
movimento e dos tipos de energia, desde a fonte ou produção, como é o caso da energia 
primária, passando pela transformação, que são energias derivadas, até a sua utilização 
final. As etapas da cadeia energética estão ilustradas na Figura 20 abaixo.
Figura 20: Etapas da cadeia energética
Fonte: Moreira, Grimoni e Rocha (2019)
Transformação: correspondem aos processos industriais de 
transformação das fontes primárias de energia, como plan-
tas de beneficiamento de petróleo, plantas de transforma-
ção de carvão mineral (coqueria) e vegetal (carvoaria), plan-
tas de geração de energia termelétrica (usinas termelétricas 
a carvão, óleo mineral, gás natural, biomassa, nuclear, solar), 
plantas de transformação e beneficiamento de combustível 
nuclear e plantas de geração de energia hidrelétrica, eólica e 
maré motriz. Consumo final total: corresponde ao consumo 
final que, por sua vez, pode ser dividido em consumo final 
não energético e consumo final energético. (MOREIRA; GRI-
MONI; ROCHA, 2019, p. 06).
 Com a chegada da Revolução Industrial o carvão mineral passou a ser uma das prin-
cipais fontes energéticas. Passou a ser utilizado para dar movimento aos automóveis da 
época (locomotivas), além de dar vida às máquinas a vapor e aos teares mecânicos da 
indústria têxtil. Posteriormente, ao passar dos anos as hidrelétricas e o petróleo passaram 
a integrar a matriz energética mundial e em pouco tempo o petróleo atingiu o ápice e se 
tornou o recurso energético mais utilizado no planeta. 
 Com o surgimento dos motores a gasolina e a outros derivados do petróleo, o com-
bustível fóssil passou a ser primordial. De acordo com Mancini e Cruz (2012) o ponto nega-
tivo do petróleo está no mineral ser bastante suscetível a crises, apresentando aumentos 
de preços, muitas vezes, de forma artificial. Segundo os autores, esse fato ocasionou a pri-
meira crise do gênero, em que elevou o preço médio do barril de petróleo de US$2,8 para 
US$12, em 1973.
 Foi a partir daí que o mundo conheceu a sigla OPEP (Organização dos Países Expor-
tadores de Petróleo) tendo como componentes:Irã, Iraque, Kwait, Líbia, Nigéria, Catar, Ará-
bia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, Angola, Argélia e Equador. Estima-se que 
aproximadamente 75% das reservas mundiais e cerca de 40% da produção do óleo estão 
sob responsabilidade dos países da OPEP (MANCINI; CRUZ, 2012).
 De acordo com balanços estatísticos de energia mundial realizado pela Agência In-
ternacional de Energia (2021a) (sigla em inglês IEA – International Energy Agency), o óleo e 
53
o carvão vêm sendo as principais fontes fornecedoras de energia como mostra a Figura 21 
abaixo.
Figura 21: Fornecimento total de energia (TES) por fonte, Mundo 1990-2018.
Fonte: IEA (2021a)
Notas: TES aqui exclui eletricidade e comércio de calor. O carvão também inclui turfa e xisto 
betuminoso, quando relevante.
FIQUE ATENTO
 O gráfico ilustrado acima (Figura 21) tem como unidade a Tonelada Equivalente de 
Petróleo – TOE. Apesar do TOE não ser uma unidade do SI (Sistema Internacional de Uni-
dades) a utilização da mesma corrobora a importância do petróleo no mundo atual. Na 
Figura 24 é possível notar que o óleo, o carvão e o gás natural tiveram papel de destaque 
no fornecimento de energia, ressaltando a exclusão do uso das energias para eletricidade 
e comércio de calor. 
 Já o uso da energia elétrica a nível mundial (Figura 22), de acordo com os dados do 
IEA (2021b) tem como destaque nos últimos anos (1990 – 2018) o carvão, o gás natural e a 
hidro. É possível observar também que entre os anos de 1998 e 2000 o gás natural ganhou 
destaque, ultrapassando as fontes hidráulica e nuclear. 
Notas: Outras fontes incluem geração de calor químico e outras fontes. Hydro inclui geração 
de usinas hidrelétricas bombeadas. O carvão também inclui turfa e xisto betuminoso, quan-
do relevante.
FIQUE ATENTO
54
Figura 22: Geração de eletricidade por fonte, Mundo 1990-2018
Fonte: IEA (2021b)
 Outra informação relevante que podemos tirar da Figura 22 é a presença de uma 
energia renovável no ranking das três primeiras fontes mais utilizadas, como é o caso da 
energia hídrica, ocupando a segunda posição até meados dos anos 2000 e nos últimos 
anos a terceira posição. Vale salientar que outras fontes renováveis como as provenientes 
do vento, do sol e dos biocombustíveis apesar de apresentarem um crescimento, infeliz-
mente, ainda não apresentam papel de destaque na geração de energia elétrica a nível 
mundial.
 Mancini e Cruz (2012) falaram que a demanda energética mais atual apresenta uma 
grande tendência para a utilização de fontes renováveis, de forma contrária ao ciclo ener-
gético de décadas passadas, que se baseiam especialmente no petróleo. 
 Entretanto, fazendo uma análise de um panorama mais recente, do ano de 2018, o 
mundo ainda possui uma matriz energética composta, sobretudo, de fontes não renová-
veis de energia, como o carvão, o petróleo e o gás natural, como é possível identificar na 
Figura 23 abaixo. 
Figura 23: Matriz energética mundial, ano 2018 
(INTERNATIONAL ENERGY AGENCY, 2021a)
Fonte: Empresa de Pesquisa Energética 
(2020, elaborado com dados da International Energy Agency)
55
 Neste gráfico (Figura 24) vemos que da totalidade da matriz energética mundial, 
mais de 86% se trata de energia não renovável somadas pelo uso do carvão mineral (26,9%), 
petróleo e seus derivados (31,5%), gás natural (22,8%) e nuclear (5,0%). A outra parcela, mi-
noria, resulta em aproximadamente 14% e são referentes às fontes renováveis de energia 
como biomassa (9,3%), hidráulica (2,5%) e o grupos outros (2,0%) que compreendem outras 
fontes renováveis como solar, eólica e geotérmica. Este cenário nos faz refletir sobre que, 
embora o homem demonstre a intenção em tornar as fontes renováveis como principais, 
em substituição à posição das fontes não renováveis, como citado por Mancini e Da Cruz 
(2012), a realidade atual não está compatível com a idealizada e estudos que promovam 
essa substituição em prol do maior uso de fontes renováveis de energia precisam estar 
mais presentes.
 Na conjuntura local os dados do Balanço Energético Nacional (BEN) para o ano de 
2018 mostram resultados como os observados pelo IEA a nível mundial, caracterizando a 
maior parcela da matriz energética brasileira por energias não renováveis, como nuclear 
(1,4%), carvão mineral (5,3%), gás natural (12,2%), petróleo e seus derivados (34,3%) e outras 
fontes não renováveis (0,6%) atingindo, aproximadamente, a marca de 54% do total da ma-
triz energética brasileira (Figura 25).
Figura 24: Matriz energética brasileira, ano 2018
Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (2020)
 Apesar da maior parcela da matriz energética brasileira ser oriunda de fontes de 
energia não renováveis, é importante destacar que a nossa matriz se diferencia muito da 
mundial, em relação aos números. Os dados do BEN (2020) expostos nas Figura 27 acima 
mostram que mais de 46% da matriz energética nacional é de fontes renováveis de ener-
gia, formado pelas energias lenha e carvão vegetal (8,8%), hidráulica (12,4%), derivados da 
cana-de-açúcar (18%) e outras fontes renováveis (7,0%).
 Para um melhor entendimento a respeito das diferenças das matrizes energéticas 
(mundial e nacional) organizamos os dados citados, anteriormente, em forma de gráfico, 
exposto na Figura 25. 
56
Figura 25: Matrizes energéticas no ano de 2018: Mundial e Brasileira
Fonte: Elaborado pelo Autor 
com dados da Internatoional Energy Agency (2021a) e 
da Empresa de Pesquisa Energética (2020)
 Segundo Empresa de Pesquisa Energética (2020) que tem por finalidade prestar 
serviços ao Ministério de Minas e Energia (MME), a característica de quase metade da ma-
triz energética brasileira ser de fontes renováveis de energia é muito importante, pois as 
fontes não renováveis de energia são as maiores responsáveis pela emissão de gases do 
efeito estufa (GEE). Esse fato faz com que nosso país emita menos GEE por habitante que 
a maioria dos outros países, em que esse resultado é obtido através da divisão da emissão 
de gases de efeito estufa pelo número total de habitantes do país.
Matriz energética e matriz elétrica possuem o mesmo significado? Segundo EPE (2021a), mui-
tas pessoas confundem a matriz energética com a matriz elétrica, mas elas são distintas. A 
matriz energética compreende o conjunto de fontes de energia necessário para movimentar 
os carros, preparar a comida no fogão e gerar eletricidade, enquanto a matriz elétrica é for-
mada pelo conjunto de fontes disponíveis apenas para a geração de energia elétrica. Assim, 
pode-se dizer que a matriz elétrica faz parte da matriz energética.
VAMOS PENSAR?
 Pode-se dizer que o homem passou a desenvolver fontes de energia renováveis 
como maneira de minimizar os impactos ambientais resultantes do uso de recursos ener-
géticos não renováveis que vinham causando desastres ambientais a contar da descober-
ta dos combustíveis fósseis. Estes desastres estão ligados ao fato dos combustíveis fósseis 
e as demais fontes de energia não renováveis serem limitados, ou seja, não se renovarem 
rapidamente e, em grande parte dos casos, propiciam o aumento do aquecimento global 
com a queima na produção de combustíveis. Entretanto, apesar dos recursos energéticos 
renováveis reduzirem alguns danos ao meio ambiente, estas fontes ainda são vetores de 
danos ambientais (JESUS, 2021). 
 O Quadro 3 e o Quadro 4 a seguir mostram algumas das vantagens e desvantagens 
dos recursos energéticos renováveis e não renováveis, respectivamente, em que tratare-
mos destes recursos de maneira individual nos tópicos seguintes deste capítulo.
57
RECURSOS RENOVÁVEIS 
Vantagens Desvantagens
São renováveis e suas reservas podem 
ser repostas em um curto espaço de 
tempo
O uso de fontes renováveis ainda 
não é feito em larga escala, pois 
depende de avanços tecnológi-
cos que as viabilizem economica-
mente.
Provocam poucos impactos ambientais 
negativos quando comparados às fon-
tes não renováveis de energia. Sendo 
assim, são aliadas da sustentabilidade.
Oferecem menos riscos deacidentes 
quando comparadas, por exemplo, à 
energia nuclear.
O uso de biomassa gera impac-
tos ambientais, visto que é neces-
sário que haja desflorestamento 
de áreas, além de necessitar de 
um elevado uso de água.
Possibilitam geração de empregos em 
zonas mais afastadas
Diminuem a dependência da socieda-
de em relação ao uso dos combustíveis 
fósseis
O uso da hidroeletricidade pro-
voca danos ao solo que, uma vez 
erodidos, impactam toda a re-
gião.
Quadro 3: Recursos energéticos renováveis
Fonte: Adaptado de https://bit.ly/3i98p46. Acesso em: 20 mar. 2021
Fazendo um histórico rápido, notamos que em pouco tempo o homem desenvolveu e aper-
feiçoou diversas tecnologias voltadas ao uso dos recursos energéticos. Com isso foi possível a 
utilização de novas fontes de geração de energia e o seu uso racional, empregando a ener-
gia de modo eficiente de acordo com a sua finalidade. Continue seus estudos fazendo uma 
leitura sobre quais as possibilidades futuras de energia e sobre eficiência energética através 
dos links abaixo.
BUSQUE POR MAIS
• “Possibilidades futuras de energia” https://bit.ly/
2TA7SOf. (MOREIRA; GRIMONI; ROCHA, 2019). Acesso 
em: 20 mar. 2021.
• “Eficiência energética” https://bit.ly/3fH7dmS. (HER-
NANDEZ NETO et al., 2019) Acesso em: 20 mar. 2021.
https://bit.ly/3i98p46.
https://bit.ly/2TA7SOf
https://bit.ly/2TA7SOf
https://bit.ly/2TA7SOf
58
RECURSOS NÃO RENOVÁVEIS 
Vantagens Desvantagens
São de fácil implementação e ma-nu-
tenção, visto que são mais viáveis, eco-
nomicamente, que as demais formas 
de energia.
Não são renováveis, possuindo reservas limi-
tadas.
Possuem alto rendimento energético 
quando comparados às fontes de ener-
gia renováveis.
O uso de fontes não renováveis provoca gran-
des impactos negativos no meio ambiente, 
em virtude da emissão de gases poluentes 
na atmosfera, agravando problemas como 
aquecimento global e efeito estufa.
O seu uso gera muitos empregos, me-
lhorando a economia, visto que são uti-
lizadas em larga escala no mundo todo
O mau uso e a má exploração desses recur-
sos energéticos podem provocar acidentes 
devastadores. São exemplos o derramamen-
to de petróleo nas águas oceânicas e explo-
sões em usinas nucleares.No caso do petróleo, além de gerar combustíveis, gera também outros de-
rivados, como a parafina.
Quadro 4: Recursos energéticos não renováveis
Fonte: Adaptado de https://bit.ly/3i98p46. Acesso em: 20 mar. 2021
Vejamos a um pouco sobre os recursos energéticos renováveis. 
4.2 RECURSOS ENERGÉTICOS RENOVÁVEIS 
 Como o próprio nome sugere, as fontes de energia renováveis são aquelas que a 
natureza consegue regenerar em uma velocidade maior que o seu uso pelo homem. Isso 
não significa dizer que são ilimitados. Realmente existem recursos energéticos renováveis 
que são infinitos, como é o caso do vento e do sol, entretanto, outros como a água, senão 
utilizado de maneira respeitosa perante a natureza, podem faltar.
 A utilização de recursos energéticos renováveis é um assunto antigo. Verdadeiramen-
te, os primeiros usos marcam há muitos séculos, fazendo parte da história da humanida-
de. Mais recentemente essas fontes energéticas foram revisitadas e adaptadas, recebendo 
inúmeras melhorias tecnológicas. Esta circunstância é decorrente da crescente deman-
da por alternativas energéticas, principalmente, sustentáveis (DUPONT; GRASSI; ROMITTI, 
2015)
 Por serem energia limpa, isto é, causarem um menor impacto ambiental e reduzi-
rem o uso de produtos derivados do petróleo, as fontes energéticas renováveis se tornam a 
opção mais indicada para a substituição dos combustíveis fósseis com o objetivo da gera-
ção de energia. Destaca-se ainda o uso de energias renováveis por poderem ser alternativa 
para geração de energia em locais isolados que não têm disponibilidade de combustíveis 
fósseis. Ainda assim, é importante que, como as fontes não renováveis, as renováveis sejam 
de maneira sustentável e econômica para que possam garantir a utilização de forma con-
tínua e segura (GUARDABASSI, 2006).
 Os impactos ambientais decorrentes das fontes de energia renovável variam de 
acordo com alguns fatores como o tipo de fonte de energia e localização geográfica, por 
https://bit.ly/3i98p46.
59
exemplo. Mas a importância do uso destes recursos está na questão de todos serem mais 
favoráveis do que os que ocupam o topo da matriz energética mundial. 
 As fontes renováveis e/ou alternativa de energia mais conhecidas são eólica, solar, 
geotérmica, hídrica, maremotriz e biocombustível (Figura 26). Adiante falaremos um pou-
co sobre algumas dessas fontes de energia e seus impactos no meio ambiente.
Figura 26: Recursos energéticos renováveis
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 Energia eólica: Os primeiros sinais do uso da energia eólica são questionáveis, entre-
tanto, acredita-se que uma das primeiras máquinas foram as Heron de Alexandria, há cer-
ca de dois mil anos (PINTO, 2012). Em seguida a energia advinda dos ventos foi largamen-
te utilizada em moinhos, em substituição a tração animal. Porém, foi apenas nos últimos 
anos que foi possível notar o uso significativo da energia eólica, tornando-se uma peça 
fundamental na geração de energia, em especial, elétrica. Credita-se isso à expansão na 
pesquisa e no desenvolvimento para transformar a energia fornecida pelo vento (DUPONT; 
GRASSI; ROMITTI, 2015).
 Basicamente, a obtenção da energia eólica é dada a partir da transformação da ener-
gia do vento em energia útil. Para isto, utiliza-se do vento para gerar energia cinética em 
turbinas eólicas, que por sua vez, transforma em mecânica por intermédio de movimentos 
de rotação, e com o uso de um gerador, em energia elétrica. Devido ao vento ser um re-
curso inesgotável, é comum ouvir dizer que a energia eólica não causa danos ambientais. 
Contudo, existem vários impactos ambientais causados pelo uso desta energia, com os 
chamados parques eólicos (Figura 27) que propiciam a poluição visual, a destruição de 
habitats e acidentes envolvendo aves que não percebem os aerogeradores e se chocam 
contra suas pás. 
60
Figura 27: Parque Eólico
Fonte: CerneBrasil (2021)
 Energia solar: Se trata da utilização do calor e da luz propiciada pelo sol para gerar 
energia. Para isso são usados painéis para captação da luz solar, que através de um inversor 
solar transforma em energia elétrica.
 Dentre os recursos energéticos renováveis, a energia solar ganha destaque com a 
utilização da energia fotovoltaica, por ser uma das mais abundantes na superfície terrestre 
e infinita na escala de tempo humana. Isso faz com que esta energia seja uma das alter-
nativas mais promissoras na formação de uma nova matriz energética mundial, tendo seu 
aproveitamento consolidado em vários países (VERMA; MIDTGARD; SATRE, 2011). Espera-se 
que até 2040 a energia solar seja a fonte renovável de energia mais significativa e impor-
tante para o mundo (DE BRITO et al., 2011).
 De maneira análoga como acontece com a eólica, é seguro dizer que a energia eólica 
é inesgotável e que também possui seus pontos negativos. Entre os impactos ambientais 
decorrentes da energia solar podem ser citados os que estão ligados à remoção da fauna e 
flora para dar lugar a grandes quintais solares (Figura 28) e a vulnerabilidade causada pela 
forma de instalação e utilização das placas solares que podem necessitar de quantidades 
significativas de água para fazer o seu arrefecimento e o uso de materiais perigosos para a 
sua confecção.
Figura 28: Parque de geração de energia solar 
Fonte: Gitel (2020, online)
61
 Energia hídrica: O fundamento deste tipo de energia consiste na transformação da 
força da água em energia elétrica. Segundo Reis (2019) a energia hídrica é uma das formas 
mais antigas de aproveitamento energético a grande escala, sendo considerada como 
uma energia renovável.
 A geração de energia hídrica acontece, principalmente, por meio de centrais hidro-
elétricas, ligadas a barragens de grande ou média capacidade. Estas barragensrepresam 
a água dos rios, formando um reservatório de água e interrompendo pontualmente o fluxo 
d’água. As centrais utilizaram a energia diferencial, entre os níveis da água represada e o 
rio, a jusante central, fazendo com que as turbinas rodem e seus respectivos geradores 
produzam eletricidade (REIS, 2019).
 Como as demais fontes de energia renovável, a energia hidráulica também causa 
impactos ambientais, sendo considerada uma das que mais geram impactos negativos 
na natureza. Estes impactos acontecem devido à necessidade de criar barreiras para reter 
água (Figura 29), o que faz com que acabem ocupando outras zonas ambientais. Esta água 
retida irá substituir toda a sociedade que estava inserida naquele local, isto é, a fauna, a flo-
ra e os moradores nativos da região, diminuindo a biodiversidade da natureza e forçando 
uma relocalização da população ribeirinha.
Figura 29: Usina Hidrelétrica
Fonte: Borges (2017)
Estudamos neste tópico a respeito das fontes energéticas renováveis e seus impactos am-
bientais. Entretanto, para que possamos de fato usufruir das fontes energéticas estudadas 
ainda se faz necessário passar alguns processos, como o de transformação e distribuição, 
em que a energia gerada por um determinado recurso será convertida em energia elétrica, 
ou na energia almejada e, posteriormente, levada até os pontos de utilização. Continue seus 
estudos fazendo a leitura a respeito das formas de conversão e aplicação destas energias, 
contido nos livros indicados nos links abaixo: 
BUSQUE POR MAIS
Livro 1: https://bit.ly/3i9vXFG. (MOREIRA, 2019). 
Acesso em: 19 mar. 2021.
Livro 2: https://bit.ly/3p7T7Oi (SANTOS, 2013). 
Acesso em: 19 mar. 2021.
https://bit.ly/3i9vXFG
https://bit.ly/3p7T7Oi
62
4.3 RECURSOS ENERGÉTICOS NÃO RENOVÁVEIS
 De forma antagônica aos recursos energéticos renováveis, os não renováveis são 
aqueles que não estão disponíveis na natureza de maneira contínua, em outras palavras, 
a natureza não consegue renovar de maneira rápida, em escala de tempo humana. São 
fontes naturais esgotáveis que podem acabar a curto, médio ou longo prazos, sendo con-
sideradas fontes energéticas sujas por causarem grandes impactos ambientais. 
 Quanto mais o homem utiliza as energias não renováveis, menores são os depósitos 
totais na natureza. Estas energias também são chamadas de fontes de energia conven-
cionais, quando formam a base de suprimento (fornecimento) de energia. Atualmente, a 
maior parte da energia utilizada mundialmente é oriunda de fontes energéticas não re-
nováveis, devido a fortes características na geração de energia como: elevado rendimento 
energético, ou seja, poucas perdas de energia no processo de transformação; preços atra-
entes; geração de muitos empregos; e por possuírem infraestrutura construída para gera-
ção e distribuição (usinas, dutos, ferrovias e rodovias). Os principais usos dos recursos ener-
géticos não renováveis em respectiva ordem a começar das mais utilizadas, são: geração 
de eletricidade (primeira), combustível nos transportes de cargas e de pessoas (segundo), 
aquecimento de casas (terceiro) (EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA, 2020). Podemos 
citar como exemplos de fontes não renováveis de energia o petróleo, carvão mineral, gás 
natural e nuclear (Figura 30). 
Figura 30: Recursos energéticos não renováveis
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 Algumas dessas fontes, como é o caso do petróleo e do carvão mineral, por serem 
combustíveis (necessitam ser queimados para produzir energia) liberam gases poluentes 
que afetam a saúde do homem e da natureza, o que os torna responsáveis pela emissão de 
grande parte da emissão de gases de efeito estufa. A seguir faremos uma breve discussão 
a respeito das fontes energéticas não renováveis. 
 
 Petróleo: O petróleo possui grande potencial energético, garantido a produção de 
energia a nível global. Trata-se de um combustível fóssil que apresenta diversos usos e 
aplicabilidade, como a utilização na indústria automobilística e matéria-prima e/ou consti-
tuinte de diversos produtos como plásticos, calçados e cosméticos (MARTINS et al., 2015).
63
 Os danos causados ao meio ambiente por causa do uso do petróleo estão relaciona-
dos desde o processo de extração até o consumo final. Entre os vários impactos ambientais 
podemos citar a poluição de mares e oceanos ocasionados devido aos grandes vazamen-
tos de navios petroleiros (Figura 31) e a emissão de gases de efeito estufa oriundos da quei-
ma deste combustível fóssil.
Figura 31: Vazamento de petróleo
Fonte: Revista Galileu. 
Disponivel em https://glo.bo/3uGfZWq. Acesso em: 20 mar. 2021
 Gás natural: O Gás Natural (GN) é caracterizado por se tratar de uma mistura leve 
de hidrocarbonetos na forma gasosa. Geralmente, seus reservatórios são encontrados em 
locais onde também existe petróleo. A utilização do GN foi potencializada nas últimas dé-
cadas, especialmente, na produção de energia elétrica e combustível automotivo. Embora 
seja parecido com o petróleo, o gás natural é considerado menos poluente, ou seja, menos 
agressivo ao meio ambiente e a sua utilização na geração de energia possui custo mais 
baixo.
 Como os demais combustíveis fósseis, a utilização do gás natural pode causar graves 
danos à natureza. Estes impactos podem estar relacionados a vazamentos em navios, pla-
taformas ou gasodutos, ocasionando na poluição do meio ambiente em que estão inseri-
dos. Também estão ligados ao uso excessivo de água nas usinas termelétricas, bem como 
a emissão de gases poluentes como o dióxido de carbono e óxidos de nitrogênio. 
 
 Carvão mineral: O carvão mineral é formado da mesma forma que o petróleo, atra-
vés da decomposição da matéria orgânica de vegetais depositada em bacias sedimentares 
há milhões de anos. A matéria orgânica soterrada é submetida a altas pressões e tempera-
turas que em contato com o ar é transformada em um produto sólido de coloração escura, 
no qual suas propriedades físico-químicas dependem da formação geológica (REIS, 2011).
 O carvão mineral é considerado o maior detentor de reservas mundiais e o mais po-
luidor, dentre os combustíveis fósseis. Pode-se citar os impactos ambientais relacionados 
ao uso do carvão mineral na emissão de dióxido de carbono (Figura 32) o que agrava o 
aquecimento global e a liberação de efluentes altamente tóxicos.
https://glo.bo/3uGfZWq
64
Figura 32: Usina Termoelétrica
Fonte: Disponível em https://bit.ly/2RUAscO. Acesso em: 20 mar. 2021
 Energia nuclear: Geralmente, a energia nuclear é oriunda de reações de fissão com 
efeito em cadeia de modo controlado. Este tipo de produção de energia gera incontáveis 
dúvidas. Por um lado, a energia nuclear proporciona uma alternativa para suprir as deman-
das energéticas das sociedades modernas. Porém, por causa dos diferentes tipos de radia-
ções emitidos no processo de geração de energia, e os riscos voltados a acidentes radioati-
vos com proporções catastróficas coloca em xeque a utilização desta fonte energética.
 Um dos principais impactos ambientais decorrentes da utilização da energia nuclear 
é a contaminação por rejeitos radioativos que permanecem nocivos ao meio ambiente por 
milhares de anos. Outros efeitos negativos provenientes da energia nuclear é a geração de 
resíduos, denominados lixo atômico (Figura 33), que ficam no local onde ocorre a queima 
do urânio no processo de fissão, além da possibilidade de acidentes nestas usinas. 
Figura 33: Manejo de resíduo radioativo
Fonte: Disponível em https://bit.ly/3yUPqzR. Acesso em: 20 mar. 2021
https://bit.ly/2RUAscO
65
FIXANDO O CONTEÚDO
1. Os recursos energéticos podem ser agrupados em diferentes grupos de classificação, 
analise a sentença a seguir e assinale a alternativa correspondente ao grupo que esta afir-
mativa se enquadra. “São os produtos energéticos fornecidos pela natureza e que podem 
ser utilizados de forma imediata”. 
a) Fontes energéticas não renováveis
b) Fontes energéticas renováveis
c) Fontes energéticas primárias
d) Fontesenergéticas secundárias
e) Fontes energéticas processadas
2. Os recursos secundários são produtos energéticos consequentes dos diferentes centros 
de transformação dos recursos primários. Com base nesta definição do que se trata recur-
sos secundários, marque a alternativa que contenha dois exemplos de recursos energéti-
cos secundários.
a) Nuclear e Solar
b) Gás Natural e Eólica
c) Petróleo e Hídrica
d) Gasolina e Carvão vegetal
e) Eletricidade e Hidrelétrica
3. As energias primárias e secundárias compõem a cadeia energética, que segundo Morei-
ra., et al. (2017) se trata da sequência do movimento e dos tipos de energia, desde a fonte 
ou produção, passando pela transformação, até a sua utilização final. Sobre as etapas da 
cadeia energética assinale a opção correta.
a) Na primeira etapa da cadeia energética tem-se as fontes energéticas nos quais são co-
nhecidas como fontes secundárias.
b) As chamadas fontes primárias que compõem o primeiro grupo da cadeia energética 
podem ser utilizadas de forma imediata ou transformadas em outros tipos de energia, con-
tinuando com a mesma classificação em ambos os usos.
c) A última etapa da cadeia energética é chamada consumo final e se trata do consumo da 
energia gerada e pode ser dividida em duas maneiras, sendo elas: consumo final energéti-
co renovável e consumo final energético não renovável.
d) A cadeia energética é dividida em quatro (04) etapas que são: Fontes energéticas, Sele-
ção do tipo de fontes, Transformação e Consumo final.
e) A Transformação corresponde aos processos industriais de transformação das fontes 
primárias de energia.
4. Matriz energética compreende o conjunto de fontes de energia necessárias para movi-
mentar os carros, preparar a comida no fogão e gerar eletricidade. Assinale a alternativa 
correta a respeito da matriz energética brasileira.
66
a) Embora a maior parcela da matriz energética brasileira seja de fontes não renováveis, 
ela se diferencia muito da matriz mundial devido às fontes renováveis se aproximarem de 
quase metade da sua composição.
b) A atual matriz energética brasileira é composta por mais de 80% de fontes não renová-
veis, tendo como principais o petróleo e o carvão mineral.
c) A matriz energética brasileira possui um grande ponto positivo em relação à matriz mun-
dial, que é ser formada em grande parte por recursos renováveis, no entanto, a parcela não 
renovável é muito prejudicial ao meio ambiente por ser formada basicamente de energia 
nuclear e petróleo.
d) O Brasil possui uma matriz energética composta, parcialmente, de fontes renováveis de 
energia, em que a maior parte desta parcela se trata de lenha e carvão vegetal provenien-
tes da floresta amazônica e da mata atlântica.
e) Com o avanço tecnológico nacional e o incentivo em estudos e exploração de combus-
tíveis fósseis a matriz energética brasileira apresenta grande tendência em se tornar cada 
vez mais não renovável, se assemelhando à matriz energética mundial.
5. A prática da eficiência energética faz parte do caminho da sustentabilidade por meio da 
geração de energia, minimizando o uso de recursos e, consequentemente, de impactos 
ambientais. Em relação à definição de eficiência energética, marque a opção correta.
a) A eficiência energética acontece quando são utilizados recursos que a natureza conse-
gue regenerar em uma velocidade maior que o seu uso pelo homem.
b) Esta prática consiste na obtenção da mesma quantidade desejada de energia, no en-
tanto, com a utilização menor de recursos, isto é, o uso racional dos recursos energéticos, 
fazendo mais com menos.
c) A eficiência energética acontece somente com o uso de fontes naturais esgotáveis que 
podem acabar a curto, médio ou longo prazos, em que esta prática busca um uso econô-
mico para que os recursos não venham a se esgotar na natureza.
d) A eficiência energética é obtida pelo conjunto de fontes disponíveis apenas para a ge-
ração de energia elétrica.
e) Esta prática tem como objetivo a diminuição dos recursos financeiros na obtenção de 
energia, independentemente se irá necessitar de mais ou menos recursos na geração de 
energia.
6. Como o próprio nome sugere, as fontes de energia renováveis (Figura ZX) são aquelas 
que a natureza consegue regenerar em uma velocidade maior que o seu uso pelo homem. 
Embora estes recursos energéticos possuam bastantes pontos positivos, sendo considera-
das energias limpas, ainda causam impactos negativos ao ambiente. 
Analise as sentenças a seguir sobre as características positivas e negativas dos recursos 
energéticos renováveis.
I. Suas reservas podem ser repostas em um curto espaço de tempo.
II. Possuem alto rendimento energético quando comparado às fontes energéticas.
III. O uso de fontes provoca grandes impactos negativos no meio ambiente, em virtude da 
emissão de gases poluentes na atmosfera, agravando problemas como aquecimento 
global e efeito estufa.
67
IV. O uso destas fontes ainda não é feito em larga escala, pois depende de avanços tecno-
lógicos que as viabilizem economicamente.
V. Diminuem a dependência da sociedade em relação ao uso dos combustíveis fósseis.
De acordo com as sentenças acima, julgue a opção correta. 
a) Estão corretos somente I, IV e V.
b) Estão corretos somente II e III.
c) Estão corretos somente IV e V.
d) Estão corretos somente III, IV e V.
e) Estão corretos apenas I, II e V.
7. Aqueles que não estão disponíveis na natureza de maneira contínua, em outras palavras, 
a natureza não consegue renovar de maneira rápida, em escala de tempo humana. Essa 
definição faz jus ao conceito de
a) Recursos energéticos renováveis.
b) Recursos naturais. 
c) Fontes primárias de energia.
d) Recursos energéticos não renováveis.
e) Fontes secundária de energia.
8. As fontes energéticas não renováveis são esgotáveis e podem acabar a curto, médio ou 
longo prazos, sendo consideradas fontes energéticas sujas por causarem grandes impac-
tos ambientais.
Em relação às fontes não renováveis, julgue os itens abaixo em V (verdadeiro) ou F (falso).
I. A biomassa é um exemplo de fonte energética não renovável e gera impactos ambien-
tais relacionados ao desflorestamento de áreas e uso elevado de água.
II. Estes recursos possuem alto rendimento energético quando comparados às fontes de 
energia renováveis.
III. São exemplos de fontes energéticas não renováveis: petróleo, gás natural, carvão mine-
ral, energia nuclear.
IV. Estas energias também são chamadas de fontes de energia não convencionais, quando 
formam a base de suprimento (fornecimento) de energia.
V. O mau uso e a má exploração desses recursos energéticos podem provocar acidentes 
devastadores. São exemplos o derramamento de petróleo nas águas oceânicas e explo-
sões em usinas nucleares.
Assinale a alternativa correta.
a) V – V – V – F – V.
b) F – V – V – F – V.
c) V – V – V – V – F. 
d) F – F – V – F – V. 
e) V – F – V – F – V.
68
IMPORTANTES CONCEITOS DA 
CIÊNCIA AMBIENTAL 
UNIDADE
05
69
5.1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
 Estudamos até aqui a respeito dos elementos que regem a vida no planeta, de como 
o meio ambiente se comporta de acordo com a sua natureza, de como se dá às relações 
entre os seres vivos e o meio ambiente e como a natureza oferta seus recursos para o uso 
humano em suas múltiplas atividades. Foram visto também os efeitos do homem sobre a 
natureza, em sua maioria, negativos. Agora passaremos a dialogar sobre quais os passos 
que devem ser dados para um contínuo uso dos recursos naturais, melhor dizendo, para 
um desenvolvimento sustentável.
 A ideia de desenvolvimento sustentável foi trazida à tona na Conferência de 
Estocolmo em 1972. A declaração do conceito foi importante para conectar os princípios de 
desenvolvimentos social e econômico com a conservação do meio ambiente, temas estes 
que eram vistos de maneira individual. Anos depois, em 1987, o termo desenvolvimento 
sustentável foi formalizado no Relatório Brundtland, ou Relatório Nosso Futuro Comum, 
que apresentou a expressão para o mundo. 
 Posteriormente, no anode 1992, na famosa ECO-92, surgiu umas das principais 
premissas e conceitos norteadores do desenvolvimento sustentável. “Satisfazer as 
necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de 
suprir suas próprias necessidades” (COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E 
DESENVOLVIMENTO, 1991, p. 46). Com a atenção mundial voltada a este anseio, elaborou-se 
a Agenda 21, trazendo soluções para minimizar efeitos ambientais negativos decorrentes 
da maximização do consumo e do desenvolvimento econômico das nações.
 Alcançar o desenvolvimento sustentável significa conciliar métodos de proteção 
ambiental e isonomia social e econômica de maneira a possibilitar as inserções econômica 
e social da população aos meios de produção, cidadania e consumo. Este tipo de 
desenvolvimento necessita ofertar uma conjuntura abrangente de políticas públicas 
capazes de universalizar o acesso dos indivíduos aos serviços de infraestruturas econômica 
e social, utilizando os recursos, racionalmente, sem deixar de pensar nas próximas gerações 
(CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 
1992).
 Portanto, pode-se definir desenvolvimento sustentável como a exploração dos 
recursos naturais de forma a atender às necessidades da geração atual sem comprometer 
a existência de futuras gerações. Resultados pessimistas dos últimos anos quanto ao futuro 
das próximas gerações, resultantes de indicadores econômicos, sociais e ambientais fizeram 
com que, em setembro de 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) propusesse que 
os 193 países membros assinassem um plano chamado de Agenda 2030. 
 Este plano é composto por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 
ilustrados na Figura 34 e 169 metas para que todos os países membros alcancem o 
desenvolvimento sustentável em todos os âmbitos até o ano de 2030 (PLAN INTERNATIONAL, 
2017).
70
Figura 34: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Fonte: Plan International (2017, online)
 Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e suas respectivas definições de 
acordo com as Nações Unidas estão citados nos pontos abaixo.
• Objetivo 1 – Erradicação da pobreza: Erradicar a pobreza em todas as formas e em todos 
os lugares.
• Objetivo 2 – Fome zero e agricultura sustentável: Acabar com a fome, alcançar a segu-
rança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
• Objetivo 3 – Saúde e Bem-Estar: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar 
para todos, em todas as idades.
• Objetivo 4 – Educação de qualidade: Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de 
qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e 
todos.
• Objetivo 5 – Igualdade de gênero: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas 
as mulheres e meninas
• Objetivo 6 – Água potável e saneamento: Assegurar a disponibilidade e gestão susten-
tável da água e saneamento para todos.
• Objetivo 7 – Energia limpa e acessível: Assegurar o acesso confiável, sustentável, mo-
derno e a preço acessível à energia para todos
• Objetivo 8 – Trabalho decente e crescimento econômico: Promover o crescimento eco-
nômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho de-
cente para todos.
• Objetivo 9 – Indústria, inovação e infraestrutura: Construir infraestruturas resilientes, 
promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
• Objetivo 10 – Redução das desigualdades: Reduzir a desigualdade dentro dos países e 
entre eles.
• Objetivo 11 – Cidades e comunidades sustentáveis: Tornar as cidades e os assentamen-
tos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
• Objetivo 12 – Consumo e produção responsáveis: Assegurar padrões de produção e de 
consumo sustentáveis.
• Objetivo 13 – Ação contra a mudança global do clima: Tomar medidas urgentes para 
combater a mudança climática e seus impactos.
• Objetivo 14 – Vida na água: Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e 
dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
71
• Objetivo 15 – Vida terrestre: Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecos-
sistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, 
deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
• Objetivo 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes: Promover sociedades pacíficas e inclu-
sivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e 
construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
• Objetivo 17 – Parcerias e meios de implementação: Fortalecer os meios de implemen-
tação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.
O maior desafio da Agenda 2030 consiste na erradicação da pobreza em todas 
as suas formas e dimensões. Além disso, o pacto busca consolidar a paz universal. 
Entenda mais a respeito destes e outros objetivos da Agenda 2030 através da Pla-
taforma Agenda 2030. Disponível em: http://www.agenda2030.com.br/. Acesso: 23 
mar. 2021.
BUSQUE POR MAIS
 Embora não dito de maneira explícita, todas as pautas já trazidas neste capítulo sur-
giram em contraposição à ideia do desenvolvimento humano, conceito que é sinônimo de 
crescimento econômico. Quando notamos o termo desenvolvimento sustentável, instan-
taneamente, nos vêm o pensamento de preservação do meio ambiente. Infelizmente, para 
alguns o ato de proteger a natureza significa limitar o seu crescimento. Mas, o que precisa-
mos, verdadeiramente, compreender é que não se trata apenas do meio ambiente e que 
o homem está incluído no grupo de beneficiários dessa metodologia de desenvolvimento, 
na realidade o que precisamos é do Desenvolvimento Humano Sustentável (DHS). 
 Conforme Benvenuti (2008), devido a suas características multidisciplinares e a sua 
grande abrangência, o Desenvolvimento Humano Sustentável não possui um conceito 
bem formado e envolve fatores como questões sociais, ambientais e culturais, delineado 
com a individualidade de vivência dos indivíduos, seu estilo de vida e suas vontades. 
Em poucas palavras, o conceito de Desenvolvimen-
to Humano Sustentável abrange meios e fins; justiça 
social e desenvolvimento econômico; bens materiais 
e o bem-estar humano; investimento social e o em-
poderamento das pessoas; atendimento das neces-
sidades básicas e estabelecimento de redes de segu-
rança; sustentabilidade ambiental para as gerações 
atuais e futuras; e a garantia dos direitos humanos 
− civis, políticos, sociais, econômicos e ambientais 
(OLIVEIRA, 2008, p. 08).
Não dá mais para pensarmos apenas no hoje. Mais do que nunca é indispensável 
que coloquemos em prática atitudes responsáveis que não comprometam o pre-
sente das futuras gerações. Para tanto, é necessária a adoção do Desenvolvimento 
Sustentável. Veja mais sobre a importância deste meio de progresso fazendo a lei-
BUSQUE POR MAIS
tura do Capítulo 6 do livro “Introdução à Engenharia Ambiental: o desafio do desenvolvimento 
sustentável” (BRAGA et al., 2005). Disponível em: https://bit.ly/2TpXIj2. Acesso: 24 mar. 2021.
http://www.agenda2030.com.br/
https://bit.ly/2TpXIj2
72
 Uma questão dificultosa e que corrobora ainda mais a importância do desenvolvi-
mento sustentável é encontrada na concepção de superpopulação. Este termo traz con-
sigo a incerteza da capacidade do planeta em sustentar seus habitantes em um futuro 
próximo. O aumento contínuo da população mundial em larga escala levanta indagações 
sobre a escassez do básico: alimento, água e moradia. 
 Uma das principais inquietações provocadas pela superpopulação está na produção 
de alimento, que para não deixar faltar, é necessária a destinação de grandes áreas volta-
das à agricultura, especialmente, monoculturas que fomentam para o empobrecimento 
de solos e desequilíbrio de ecossistemas; no aumento da probabilidade de grandes epide-
mias; e na adição de cada vez mais novos centros urbanos, que além da grande emissão 
de poluentes, podem nascer emlugares que eram inabitados pelo homem, causando um 
amplo processo de degradação.
Você sabia que a população mundial se aproxima de atingir o número de 8 bi-
lhões de pessoas? Além dos inúmeros impactos ambientais, o crescimento po-
pulacional desordenado está fortemente ligado com a diminuição da qualidade 
de vida e a segurança social. Apronte a câmera do seu celular para o QR CODE 
abaixo e veja o número exato de habitantes no planeta.
VAMOS PENSAR?
5.2 GESTÃO AMBIENTAL 
 O início da revolução industrial foi um marco na linha de desenvolvimento do ho-
mem, dando start a grandes crescimentos econômicos. O domínio do homem sobre a na-
tureza foi visto como uma grande oportunidade de se atingir altos níveis de produção. Este 
feito não foi limitado a mudanças econômicas, houve frutos de ordens social e ambiental. 
 A utilização de recursos naturais em forma desonesta com a natureza fez com que 
o ponteiro da balança apontasse para um significativo prejuízo ao meio ambiente, na re-
lação humano-natureza (Figura 35). Foi aí com as notórias consequências, como graves 
problemas de poluição, degradações social e ambiental e influência negativa na qualida-
de de vida que o homem despertou sobre a necessidade de aperfeiçoar seus métodos de 
crescimento, fazendo com que surgisse a Gestão Ambiental (GA), importante instrumento 
no que concerne ao desenvolvimento sustentável.
Figura 35: Relação Homem-Natureza
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
73
 A Gestão Ambiental é uma ciência voltada ao estudo e administração do exercício 
de atividades socioeconômicas, buscando utilizar os recursos naturais de maneira racional, 
renováveis ou não, visando alcançar um meio ambiente saudável para todas as gerações. 
Nesta ciência almeja-se o uso de práticas que resguardem a conservação e a preservação 
da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas, bem como a redução do impacto 
ambiental das atividades antropogênicas sobre os recursos naturais (ROBERTO; PEREIRA, 
2014). 
 A Gestão Ambiental é composta por diversas esferas, as quais podemos citar os estu-
dos de técnicas voltadas à recuperação de áreas degradadas; estudos de risco e impactos 
ambientais, reaproveitamento de resíduos inservíveis, bem como os pontos citados abaixo.
• Uso racional dos recursos naturais;
• Planejamento a longo prazo;
• Monitoramento;
• Licenciamento e fiscalização;
• Ordenamento de espaços;
• Qualidade ambiental;
• Instrumentos econômicos;
• Instrumentos legais;
• Redução de impactos ambientais;
• Administração.
 Os objetivos da gestão ambiental estão voltados à conservação e preservação da bio-
diversidade, na redução do uso das matérias-primas e dos impactos ambientais e, é claro, 
no desenvolvimento sustentável. Para se alcançar estes objetivos, a GA utiliza três pilares 
norteadores, conhecidos como 3R’s da sustentabilidade: Reduzir, Reutilizar e Reciclar e 
que deram origem a várias outras bases da sustentabilidade, como a inserção de termos 
como Repensar e Recusar, por exemplo. Podemos citar como exemplos de ações de ges-
tão ambiental mostradas no esquema da Figura 36 abaixo.
GERENCIAMENTO 
ENERGÉTICO
USO E 
OCUPAÇÃO 
DO SOLO
GESTÃO 
AMBIENTAL
GERENCIAMENTO 
DE RESÍDUOS 
SÓLIDOS
RACIONALIZAÇÃO 
DO USO DE ÁGUAS
EDUCAÇÃO 
AMBIENTAL 
GERENCIAMENTO
DE RESÍDUOS
LIQUÍDOS
Figura 36 – Ações de Gestão Ambiental.
Fonte: Autor (2021).
74
 A inserção da Gestão Ambiental em organizações leva consigo a variável valorização 
ambiental no planejamento da empresa, o que a torna capaz de conquistar vários certifi-
cados de excelência, como a série ISO 14000. O planejamento bem aplicado contribui com 
uma drástica redução de custos diretos (desperdício de matérias-primas e de recursos 
cada vez mais escassos e mais dispendiosos, como água e energia) e de custos indiretos 
(representados por sanções e indenizações judiciais relacionadas a danos ao meio ambien-
te ou à saúde de funcionários e da comunidade que tenha proximidade geográfica com 
as unidades de produção da empresa). A gestão ambiental se trata do caminho para que 
uma empresa atinja a almejada excelência ambiental (ROBERTO; PEREIRA, 2014).
A ISO 14000 é uma norma de uso voluntário que orienta a respeito da criação e implantação 
de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) a nível empresarial, sendo esta, uma norma inter-
nacional com amplo aceite e aplicação relacionado ao SGA. Sua obtenção acontece de ma-
neira parecida com outras certificações ISO, através de etapas formais de implementação, 
aferidas por meio de auditorias externas.
FIQUE ATENTO
 Sabemos que gestão é gerir, gerenciar, planejar, administrar, organizar, pensar o pro-
cesso e ver este processo de maneira eficiente. O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) en-
globa tudo isso, frisando o ponto de vista do ambiente do qual serão retirados os recursos 
naturais que se pretende transformar.
 A ISO 14001, no item 3.5 traz a seguinte definição para Sistema de Gestão Ambien-
tal: “a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de 
planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para de-
senvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental”. Esta 
norma, ISO 14001, se aplica a qualquer organização que pretenda implementar, manter e 
aprimorar um SGA ou garantir sua conformidade com a política ambiental que se enqua-
dre (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2015). Algumas das áreas da ISSO 
14000 estão descritas no Quadro 5 a seguir.
ÁREA ISO
Sistemas de Gestão Ambiental Série ISO 14.001 e 14.004
Auditorias Ambientais ISO 14.010, 14.011, 14.012 e 14.015
Rotulagem Ambiental Série ISO 14.020, 14.021, 14.021 e 14.025
Avaliação de Desempenho Ambiental Série ISO 14.031 e 14.032
Avaloiação de Ciclo de Vida de Produtos Série ISO 14.040, 14.041, 14.042 e 14.043
Termos e Definições Série ISO 14.050
Quadro 5: Áreas da ISO 1400
Fonte: Autor (2021)
75
 Outro instrumento importante na gestão ambiental é o AIA – Avaliação de Impac-
to Ambiental –. Trata-se de uma ferramenta preventiva voltada à avaliação de possíveis 
alterações ambientais, sejam elas positivas ou negativas, de uma determinada atividade. 
O objetivo da AIA está em antecipar, evitar, minimizar ou compensar os efeitos negativos 
relevantes nos meios físico, biológico e social. Suas características estão em ser:
• Conjunto estruturado de Procedimentos;
• Regido por lei ou regulamentação específica;
• Documentado: estabelecimento prévio e sob registros;
• Envolver diversos participantes: o proponente; a autoridade responsável; consultores, 
público afetado; grupos de interesse etc;
• Voltado à análise da viabilidade de uma proposta em particular: são requisitos concre-
tos e não procedimentos vazios.
 Dentre as necessidades podemos citar como exemplos em que a Avaliação de Im-
pactos Ambientais se faz necessária, quando organizações pretenderem: alterar caracte-
rísticas físicas, químicas ou biológicas do meio; quando forem passíveis de causarem da-
nos significativos e quando promoverem a supressão ou inserção de algum elemento do 
meio ou ainda quando provocarem sobrecarga. Geralmente a AIA é composta por dois 
instrumentos, sendo eles o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto 
Ambiental (RIMA). 
 O EIA é utilizado para o planejamento ambiental, avaliação de impactos e delimi-
tação de áreas de influência, além de definir mecanismos de compensação e mitigação 
dos danos previstos em decorrência da implantação de atividades/empreendimentos de 
grande potencial poluidor e degradação do meio ambiente. As informações relevantes 
apresentadas no EIA e a sua conclusão devem ser apresentadas no RIMA, mostrando de 
maneira clara as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas as consequências 
ambientais de sua implementação (INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE (RJ), 2021).
 Apesar do AIA ser um dos instrumentos mais conhecidos da gestão ambiental, exis-
tem vários outros que se fazem necessários no desenvolvimentode atividades, sejam elas 
no âmbito público ou privado. O Quadro 6 abaixo traz exemplos de alguns instrumentos da 
GA utilizados nestas áreas.
ÁREA PÚBLICA ÁREA PRIVADA
Licenciamento e Avaliação de
 Impactos Ambientais 
Desepenho Sustentável 
Zoneamento Ambiental Análise Ambiental 
Auditoria Ambiental Normas ISO de Gestão Ambiental
Compensação Ambiental Sistema de Gestão Ambiental 
Monitoramento Ambiental Produção Mais Limpa(P+L)
Protocolo Verde Auditoria Ambiental 
Príncipio Poluidor-Pagador Monitoramento Ambiental 
Valoração Ambiental Rotulagem Ambiental (Selos Verde)
76
Quadro 6: Instrumentos da Gestão Ambiental
Fonte: Autor (2021)
Educação Ambiental Avaliação do ciclo de V ida do Produto(AVC)
Entenda mais sobre a Gestão Ambiental e seus instrumentos fazendo a leitura a 
respeito de algumas das ferramentas contidas no Quadro 6 como: Rotulagem e 
Certificação Ambiental, Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), Valorização Ambiental 
e outros como a Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA), contidos no Livro 
“Gestão Ambiental” (BARSANO; BARBOS, 2014). 
Disponível em: https://bit.ly/2Rb8FnR. Acesso: 26 mar.2021.
BUSQUE POR MAIS
https://bit.ly/2Rb8FnR
77
1. Desde o seu surgimento que o homem utiliza a natureza, fazendo a exploração dos 
recursos de acordo com a sua capacidade de domínio sobre o meio ambiente. No entanto, 
a condição dos recursos de estarem cada vez mais escassos levou o homem a seguir passos 
que devem ser dados para um contínuo uso dos recursos naturais, sendo assim, voltados 
para um desenvolvimento sustentável. Diante disso, assinale a alternativa que melhor se 
enquadre no conceito de Desenvolvimento Sustentável.
a) Se trata da melhora na qualidade de vida e bem-estar geral das pessoas, as quais são 
monitoradas somente por indicadores quantitativos da economia, como o PIB, por exemplo:
b) É um processo que envolve várias vertentes, com a finalidade de se obter um produto 
final de um desejado estilo de vida.
c) Está voltado à exploração dos recursos naturais de forma a atender às necessidades da 
geração atual sem comprometer a existência de futuras gerações.
d) Diz respeito à produção de um produto de forma racional, com o mínimo de recursos, 
sem que o processo resulte em desperdícios e perda de dinheiro.
e) É o processo de desenvolvimento das sociedades, organizado de acordo com as classes 
sociais de uma determinada comunidade.
2. Com o intuito de melhorar os resultados negativos no que diz respeito ao desenvolvimento 
sustentável, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs que os seus 193 países membros 
assinassem um plano composto por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Em relação aos ODS, julgue as afirmações a seguir:
I. Objetivo 1 – Erradicação da pobreza: Erradicar a pobreza em todas as formas e em todos 
os lugares.
II. Objetivo 8 – Trabalho decente e crescimento econômico: Construir infraestruturas 
resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
III. Objetivo 11 – Cidades e comunidades sustentáveis: Tornar as cidades e os assentamentos 
humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
IV. Objetivo 15 – Ação contra a mudança global do clima: Tomar medidas urgentes para 
combater a mudança climática e seus impactos.
V. Objetivo 2 – Fome zero e agricultura sustentável: Acabar com a fome, alcançar a 
segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
Assinale a alternativa que contenha os itens corretos.
a) Somente III e V estão corretos.
b) Somente I e II estão corretos.
c) Somente I, II e V estão corretos.
d) Somente I, III e IV estão corretos.
e) Somente I, III e V estão corretos.
3. Alcançar o desenvolvimento sustentável significa conciliar métodos de proteção 
ambiental e isonomia social e econômica de maneira a possibilitar a inserções econômica 
FIXANDO O CONTEÚDO
78
e social da população aos meios de produção, cidadania e consumo. Este trecho trata-se 
de uma abordagem do desenvolvimento sustentável contido na Agenda 21 e busca ser 
alcançado pela Agenda 2030. Sobre a Agenda 2030, marque a opção correta.
a) A Agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade, que 
busca fortalecer a paz universal.
b) O plano indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, e 149 metas.
c) A Agenda 2030 objetiva erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, 
independentemente, da forma que for necessária para isto.
d) É o plano que reconhece que a erradicação da pobreza em todas as suas formas 
e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global, mas é requisito 
dispensável para o desenvolvimento sustentável.
e) É um plano de ação para todas as pessoas e o planeta, que foi coletivamente criado para 
colocar o mundo em um caminho mais sustentável e resiliente em até 30 anos após sua 
criação.
4. Uma questão dificultosa e que corrobora ainda mais a importância do desenvolvimento 
sustentável, é encontrada na concepção de superpopulação. Este termo traz consigo a 
incerteza da capacidade do planeta em sustentar seus habitantes em um futuro próximo.
A respeito do termo Superpopulação, julgue em Verdadeira ou Falso as afirmativas a seguir:
( ) O aumento contínuo da população mundial em larga escala levanta indagações sobre 
a escassez do básico: alimento, água e moradia.
( ) Uma das principais inquietações provocadas pela superpopulação está na produção 
de alimento, no aumento da probabilidade de grandes epidemias e na adição de cada vez 
mais novos centros urbanos.
( ) A necessidade de produção alimentar em larga escala exige a destinação de grandes 
áreas voltadas à agricultura, especialmente monoculturas, que causam pequenos impactos 
ambientais como o empobrecimento de solos e o desequilíbrio de ecossistemas.
( ) A problemática da criação de novos centros urbanos está na grande emissão de 
poluentes, a questão de ocuparem lugares que eram inabitados pelo homem não causam 
danos significativos ao meio ambiente.
( ) Além dos inúmeros impactos ambientais, o crescimento populacional desordenado 
está fortemente ligado com a diminuição da qualidade de vida e a segurança social.
Assinale a alternativa correta em relação aos itens acima.
a) V – F – F – F – V.
b) V – V – F – F – V.
c) V – V – V – F – V.
d) F – V – F – V – F. 
e) F – V – V – F – V.
5. Foi com as notórias consequências, como graves problemas de poluição, degradações 
social e ambiental e influência negativa na qualidade de vida que o homem despertou sobre 
a necessidade de aperfeiçoar seus métodos de crescimento, fazendo com que surgisse 
a Gestão Ambiental (GA), importante instrumento no que concerne ao desenvolvimento 
79
sustentável. Assinale a alternativa que contém o conceito do termo Gestão Ambiental.
a) Se trata do planejamento ambiental, avaliação de impactos e delimitação de áreas de 
influência, além de definir mecanismos de compensação e mitigação dos danos previstos 
em decorrência da implantação de atividades/empreendimentos de grande potencial 
poluidor e degradação do meio ambiente.
b) Se trata de uma ferramenta preventiva voltada à avaliação de possíveis alterações 
ambientais, sejam elas positivas ou negativas, de uma determinada atividade.
c) É a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades 
de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para 
desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental.
d) A Gestão Ambiental é uma ciência voltada ao estudo e administração do exercício de 
atividades socioeconômicas, buscando utilizar os recursos naturais de maneira racional, 
renováveis ou não, visando alcançar um meio ambiente saudável para todas as gerações.
e) Se trata de uma ferramenta para elaboração de documentos que mostram de maneira 
clara as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas as consequências 
ambientais de sua implementação.
6. Os objetivos da gestão ambiental estão voltadosà conservação e preservação da 
biodiversidade, na redução do uso das matérias-primas e dos impactos ambientais e, é 
claro, no desenvolvimento sustentável. Para alcançar estes objetivos, a GA utiliza três pilares 
norteadores conhecidos como 3R’s da sustentabilidade. Marque a opção que contenha os 
termos componentes do 3R’s.
a) Reduzir, Reciclar e Recusar.
b) Reciclar, Repensar e Reutilizar.
c) Reduzir, Reciclar e Reutilizar.
d) Repensar, Reciclar e Reutilizar.
e) Recusar, Repensar e Reduzir.
7. Um instrumento importante na gestão ambiental é o AIA – Avaliação de Impacto 
Ambiental que tem como objetivo antecipar, evitar, minimizar ou compensar os efeitos 
negativos relevantes nos meios físico, biológico e social. Em relação ao conceito da AIA, 
marque a opção correta.
a) Se trata do planejamento ambiental, avaliação de impactos e delimitação de áreas de 
influência, além de definir mecanismos de compensação e mitigação dos danos previstos 
em decorrência da implantação de atividades/empreendimentos de grande potencial 
poluidor e degradação do meio ambiente.
b) Se trata de uma ferramenta preventiva voltada à avaliação de possíveis alterações 
ambientais, sejam elas positivas ou negativas, de uma determinada atividade.
c) É a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades 
de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para 
desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental.
d) É uma ciência voltada ao estudo e administração do exercício de atividades 
socioeconômicas, buscando utilizar os recursos naturais de maneira racional, renováveis 
ou não, visando alcançar um meio ambiente saudável para todas as gerações.
80
e) Se trata de uma ferramenta para elaboração de documentos que mostram de maneira 
clara as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas as consequências 
ambientais de sua implementação.
8. Geralmente a AIA é composta por dois instrumentos, sendo um deles voltado ao 
planejamento ambiental e o outro para mostrar em forma de relatório de maneira clara 
as vantagens e desvantagens de projetos, bem como todas as consequências ambientais 
de sua implementação. Assinale a alternativa que contenha estes instrumentos de acordo 
com suas respectivas atribuições.
a) RIMA e EIA.
b) AIA e EIA.
c) EIA e SGA.
d) EIA e RIMA.
e) RIMA e SGA.
81
SAÚDE PREVENTIVA E 
LEGISLAÇÃO UNIDADE
06
82
6.1 SAÚDE PREVENTIVA 
Figura 37: Componentes do saneamento básico
Fonte: Acervo pessoal (Arte de Pedro Fonseca, 2021)
 As diretrizes do saneamento básico em âmbito nacional estão contidas na lei Nº 
14.026 (2020), que no Artigo 3º traz as seguintes considerações em relação ao saneamento 
básico:
 Que as boas condições ambientais interferem positivamente na qualidade de vida e, 
consequentemente, na saúde de uma população já sabemos, mas se questionado agora, 
você saberia responder quais os pontos que interligam estas questões? Certamente o que 
você pensou está correto, afinal, são inúmeros fatores que regem esta conexão. 
 Iniciaremos a nossa conversa deste capítulo falando sobre a relação entre meio 
ambiente e saúde abordando, especialmente, a respeito dos componentes do termo 
saneamento básico e seus objetivos em promover a sadia qualidade de vida da população 
por meio de medidas que estimulem a preservação das condições ambientais, bem como 
suas relações com a saúde pública e ambiental.
 Métodos de saneamento são utilizados desde a idade antiga. Até por volta do século 
V d.C o homem desenvolveu tecnologia para irrigação, construção de diques e canalizações 
superficiais e subterrâneas. Filósofos da época como Platão e Aristóteles demonstravam 
suas preocupações com a qualidade da água e aspectos sanitários. Outra medida sanitária 
observada nesta época foi o tratado de Hipócrates chamado “Ares, Águas e Lugares”, que 
tinha o objetivo de levar informação aos médicos sobre a relação entre o meio ambiente e 
a saúde.
 Às civilizações antigas já tinham o costume de enterrar suas fezes ou as afastarem 
para um local longe de suas residências, utilizar ruas encanadas para servir de fontes 
públicas e separavam as águas servidas do abastecimento de água como forma de evitar 
doenças. Pode-se dizer que o saneamento está diretamente relacionado ao surgimento e 
desenvolvimento de cidades, em que eram normalmente formadas em lugares próximos 
a grandes rios, já que em suas atividades o homem, primordialmente, necessitava da água, 
seja para suprir suas necessidades básicas ou para limpar seus dejetos. No Brasil o primeiro 
sinal de saneamento aconteceu com a escavação do primeiro poço de abastecimento de 
água em 1951 no Rio de Janeiro, por ordem do fundador da cidade, Estácio de Sá. 
 Embora as pessoas, habitualmente, definam saneamento básico em abastecimento 
de água e esgotamento sanitário, existem outros itens que o compõem. O Saneamento 
Básico é formado por vertentes (Figura 37) que envolvem serviços, infraestruturas e 
instalações operacionais, sendo eles: Abastecimento de Água, Drenagem de Águas 
Pluviais, Manejo de Resíduos Sólidos e Esgotamento Sanitário. 
83
I - Saneamento básico: conjunto de serviços públicos, infraes-
truturas e instalações operacionais de:
a) abastecimento de água potável: constituído pelas ativida-
des e pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e 
instalações operacionais necessárias ao abastecimento públi-
co de água potável, desde a captação até as ligações prediais 
e seus instrumentos de medição;
b) esgotamento sanitário: constituído pelas atividades e pela 
disponibilização e manutenção de infraestruturas e instala-
ções operacionais necessárias à coleta, ao transporte, ao trata-
mento e à disposição final adequados dos esgotos sanitários, 
desde as ligações prediais até sua destinação final para pro-
dução de água de reuso ou seu lançamento de forma adequa-
da no meio ambiente;
c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: constituí-
dos pelas atividades e pela disponibilização e manutenção de 
infraestruturas e instalações operacionais de coleta, varrição 
manual e mecanizada, asseio e conservação urbana, transpor-
te, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmen-
te adequada dos resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos 
de limpeza urbana; e
d) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: cons-
tituídos pelas atividades, pela infraestrutura e pelas instala-
ções operacionais de drenagem de águas pluviais, transpor-
te, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de 
cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais dre-
nadas, contempladas a limpeza e a fiscalização preventiva das 
redes.
 A Resolução A/RES/64/292 de 28 de julho de 2010 da Assembleia Geral das Nações 
Unidas define e classifica o saneamento básico como um serviço indispensável à vida e, 
portanto, um direito humano. Dando destaque ao saneamento básico por ser um serviço 
que, de forma análoga à saúde e à educação, influencia a vida da população de maneira 
direta e visível. Isto porque todas as esferas fundamentais que tangem à vida do homem 
estão ligadas a práticas de saneamento como questões de habitação, alimentação, saúde 
e condições de trabalho.
 A Organização Mundial de Saúde (OMS) expõe que o investimento em saneamento 
básico gera economia em saúde, estimando que para cada US$ 1 investido em saneamento 
tem-se um retorno de quase seis vezes, considerando os menores custos de saúde, aumento 
da produtividade e um número menor de mortes prematuras.
A utilização de recursos financeiros em medidas voltadas ao saneamento básico é consi-
derada gasto ou economia? Há quem diga que se trata de gasto, pois envolve custos. En-
tretanto, podemos dizer que se trata de um investimento que, futuramente, trará uma con-
siderável economia. Lugares não saneados são insalubres e, consequentemente, passíveis 
dos mais variados tipos de doenças, sejam elas físicas ou mentais. A população que vive 
VAMOS PENSAR?
84
 A falta desaneamento e o uso de água imprópria ao consumo humano são a causa 
da morte de mais de um quarto de crianças com menos de cinco anos. Cerca de 1,7 milhões 
de meninos e meninas nesta faixa etária perdem suas vidas porque moram em locais 
insalubres. A diarreia, doença frequentemente presente em lugares insalubres no mundo, 
é a causa de 20% das mortes de crianças abaixo dos cinco anos, por ano. Esta circunstância 
crítica pode ser melhorada, consideravelmente, com a adoção da prática de lavar as mãos 
e com a implementação de soluções voltadas ao esgotamento sanitário, impedindo a 
contaminação das fontes de água (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2016).
nestas áreas está vulnerável e quando acometidas por quaisquer destas doenças, terão que 
buscar um tratamento individual, gerando gastos individuais particulares e, especialmente, 
públicos que quando somados ultrapassam, consideravelmente, os custos de investimento 
em saneamento básico, sendo este, uma ação coletiva e preventiva.
Apesar de estar diretamente ligado ao bem-estar da população, a saúde promovida pelo sa-
neamento básico não deve ser confundida com as ofertadas em centros de saúde. Ao passo 
que esses locais ofertam melhorias a pessoas que já estão acometidas por doenças, o sane-
amento básico proporciona uma saúde preventiva que diminui as chances de a população 
adquirir doenças, o que torna locais saneados mais propícios a uma saudável qualidade de 
vida.
FIQUE ATENTO
 Outras doenças que possuem relação direta com o saneamento são as arboviroses 
como a dengue, zika e chikungunya. Isto porque estas doenças são transmitidas por 
vetores (mosquitos) que vivem, especialmente, em locais onde os serviços de saneamento 
são precários ou inexistentes, propiciando muitas das vezes lixões e esgotos a céu aberto, 
que são berços para estes e outros vetores de doenças. Sob a perspectiva da saúde pública, 
os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) têm papel fundamental na estrutura epidemiológica 
de uma comunidade. Apesar de ser um componente indireto, os RSU’s se destacam 
no processo de transmissão de doenças devido aos vetores encontrarem as condições 
adequadas para a sua proliferação, ou seja, seu habitat no lixo. 
 Na esfera ambiental, os resíduos contaminam desde ambientes diretamente 
expostos como o ar, solo e águas superficiais até locais que, no campo da visão estão 
protegidos, como solos e águas subterrâneas. Apesar do lixo ser coletado, frequentemente, 
nas áreas urbanas das cidades, muitas vezes são levados para áreas de destinação final 
inapropriadas, que não possuem estrutura para proteger o ambiente, formando lixões a 
céu aberto (SIQUEIRA; MORAES, 2009).
 Ainda no ponto de vista de saúde pública, o desafio está no surgimento de várias 
doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya, parasitoses e tantas outras, 
somadas ao déficit estrutural e de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e a altos custos 
sociais e econômicos nas esferas municipais, estaduais e nacionais. Não esperávamos ter 
que travar uma luta contra um inimigo invisível, o novo coronavírus. Acontece que o mundo 
já vive consequências drásticas de uma pandemia desde antes da covid-19, embora alguns 
não acreditem. São infinitas dúvidas a respeito de como começou e qual a cura para o novo 
coronavírus, entretanto, muitos especialistas creditam a origem da pandemia à degradação 
ambiental, englobando fatores como o crescimento urbano desordenado e a insuficiência 
85
dos investimentos em vigilância sanitária.
 As inquietações com problemas voltados ao meio ambiente fazem parte da saúde 
pública desde seus primórdios, no entanto, foi somente na segunda metade do século XX 
que surgiu uma estruturação de uma área específica para tratar da inter-relação entre 
saúde e meio ambiente, cha¬mada de Saúde Ambiental (RIBEIRO, 2004). De acordo com 
a OMS a saúde ambiental é um campo de ação da saúde pública, envolvendo formas de 
vida, substâncias e condições ao redor do ser humano, que podem ter certos impactos na 
saúde e no bem-estar das pessoas (BRASIL, 1999).
 A crescente demanda relacionada a questões de saúde ambiental em ordens mundial 
e nacional aumentou a cobrança do empenho de instâncias governamentais para colocar 
em prática ações voltadas ao controle e à prevenção de riscos ambientais resultantes de 
efeitos negativos na saúde da população. 
 Neste panorama, a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) passou a ter a competência 
para planejar, coordenar, supervisionar e monitorar a execução das atividades relativas à 
promoção da Saúde Ambiental, conforme estabelecido no Decreto nº 8.867 (2016) Art. 11, 
paragráfo I que fala: “[...] a formulação e implementação de ações de promoção e proteção 
à saúde relacionadas ao Subsistema de Vigilância em saúde Ambiental”.
 De acordo com o Decreto nº 8.867/2016, Art. 12 e através do Departamento de Saúde 
Ambiental (DESAM), que cabe à Funasa planejar, coordenar, supervisionar e monitorar a 
execução das atividades relativas a:
I. Formulação e implementação de ações de promo-
ção e proteção à saúde ambiental, em consonância 
com a política do Subsistema Nacional de Vigilância 
em Saúde Ambiental;
II. Controle da qualidade da água para consumo huma-
no proveniente de sistemas de abastecimento pú-
blico, conforme critérios e parâmetros estabelecidos 
pelo Ministério da Saúde;
III. Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas na 
área de atuação da Funasa; e
IV. Fomento à educação em saúde ambiental.
Você pode se aprofundar mais nas relações de saúde pública e meio ambiente através dos 
livros: 
BUSQUE POR MAIS
• “Poluição Ambiental e Saúde Pública” (BARSANO; BARBOS; VIANA, 2014). 
Disponível em: https://bit.ly/3yS6oyZ. Acesso em: 31 mar. 2021.
• “Saneamento, Saúde e Ambiente: Fundamentos para um Desenvolvimen-
to Sustentável”. Disponível em: https://bit.ly/2SNySt8. Acesso em: 31 mar. 2021.
https://bit.ly/3yS6oyZ
 https://bit.ly/2SNySt8
86
6.2 POLÍTICA AMBIENTAL 
 Medidas voltadas ao direito ambiental existem desde que o homem notou sua 
relação desarmônica com a natureza. Já tivemos inúmeros eventos internacionais voltados 
à proteção do meio ambiente, que por sinal foram vetores de grandes medidas no que 
aponta à sustentabilidade. Mas, mesmo que parâmetros de desenvolvimento sustentável 
tenham sido criados há muito tempo, foi recente na história do homem que se passou a 
dar real importância aos efeitos das ações antropogênicas no meio ambiente. Foram as 
políticas ambientais que vieram para gerir e balancear a relação homem-natureza.
 A política ambiental de uma nação dita como a utilização dos recursos naturais, que são 
passíveis de causar efeitos degradantes na natureza, será empregada no desenvolvimento 
de atividades humanas (FERREIRA; SALLES, 2016). O nosso país detém uma boa legislação 
para reger as relações socioambientais e assegurar os direitos do meio ambiente saudável, 
mas, como acontece com várias outras políticas brasileiras, falta competência no que diz 
respeito à implementação das medidas criadas.
 Para Barsano, Barros e Viana (2014), a Política Ambiental pode ser conceituada como 
uma forma de administrar, legitimada por um determinado governo ou empresa, para que 
possa guiar as suas relações com os recursos naturais e o meio ambiente. Ainda segundo 
os autores, no Brasil, a quantidade de estratégias diferentes utilizadas, individualmente, 
nas esferas municipais, estaduais e federais resultaram em ações não coordenadas e em 
conflitos de poder. E relatam que visando à integração das políticas vigentes no Brasil, foi 
criada uma Política Nacional para ser referência e ditar princípios, objetivos, instrumentos 
e diretrizes a serem seguidos pelos municípios e estados de todo o país.
 Assim, surgiu a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA), por meio da Lei N° 6.938, 
de 31 de agosto de 1981, que regulamenta as atividades que envolvem o meio ambiente. Os 
objetivos desta lei estão descritos em seu 4° Artigo que fala que a PNMA visará: 
I. À compatibilização do desenvolvimentoeconô-
mico-social com a preservação da qualidade do 
meio ambiente e do equilíbrio ecológico;
II. À definição de áreas prioritárias de ação gover-
namental relativa à qualidade e ao equilíbrio 
ecológico, atendendo aos interesses da União, 
dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e 
dos Municípios; (Vide decreto nº 5.975, de 2006).
III. Ao estabelecimento de critérios e padrões de 
qualidade ambiental e de normas relativas ao 
uso e manejo de recursos ambientais;
IV. Ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnolo-
gias nacionais orientadas para o uso racional de 
recursos ambientais;
V. À difusão de tecnologias de manejo do meio am-
biente, à divul¬gação de dados e informações 
ambientais e à formação de uma consciên¬cia 
pública sobre a necessidade de preservação da 
qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico;
VI. À preservação e restauração dos recursos am-
87
bientais com vistas à sua utilização racional e 
disponibilidade permanente, concorrendo para 
a manutenção do equilíbrio ecológico propício 
à vida;
VII. À imposição, ao poluidor e ao predador, da obri-
gação de recuperar e/ou indenizar os danos 
causados e, ao usuário, da contribuição pela uti-
lização de recursos ambientais com fins econô-
micos.
 Outras leis que possuem destaque no que diz respeito à legislação ambiental são a Lei 
N° 12.305, de 2 de agosto de 2010, chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), 
a Lei Nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, intitulada Política Nacional sobre Mudança 
do Clima (PNMC), e que fazem parte da PNMA e a Política Nacional de Pagamento por 
Serviços Ambientais (PNPSA) sob a Lei N° 14.119, de 13 de janeiro de 2021. 
 A PNRS objetiva uma gestão adequada do gerenciamento dos resíduos sólidos 
envolvendo integralizar as medidas ambientais individuais adotadas pelos estados, 
distritos, municípios ou particulares. A PNMC, por sua vez, visa à gestão da emissão 
de gases poluentes lançados na atmosfera, que provocam alterações climáticas e, 
consequentemente, a degradação ambiental a nível global, em toda a biosfera (BARSANO; 
BARBOS; VIANA, 2014). Já a PNPSA é uma importante melhoria das políticas ambientais 
brasileiras, que abre várias possibilidades compensatórias e aumenta as oportunidades 
para a aplicação de um mercado sustentável (MATTEI, 2021).
 Outras leis ambientais com suas respectivas áreas de atuação estão mostradas no 
Quadro 7 abaixo.
LEI (NÚMERO) NOMECLATURA
12.651/12 Novo Código Florestal Brasileiro
9.605/98 Crimes Ambientais
7.802/89 Agrotóxicos
7.735/89 IBAMA
9.433/97 Política Nacional de Recursos Hídricos
6.902/81 Área de Proteção Ambiental
8.171/91 Política Agrícola
6.803/80 Zoneamento Industrial
5.197/67 Fauna
9.985/00 Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza
Quadro 7: Leis Ambientais
Fonte: Autor (2021)
88
A Política Nacional do Meio Ambiente surgiu para assegurar a preservação e me-
lhorar as condições da recuperação da qualidade ambiental. Para isso, a PNMA 
conta com, de forma geral, com três instrumentos: Comando-Controle, Econô-
mico e Comunicação. Você pode entender a respeito de todos os instrumentos 
da PNMA através da leitura do capítulo 6 do livro “Direito Ambiental” (OLIVEIRA, 
2017). Disponível em: https://bit.ly/3wOg2kf. Acesso 25 mar. 2021.
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https://bit.ly/3wOg2kf
89
1. O saneamento básico é extremamente importante para se ter uma boa qualidade 
ambiental e de vida. Para isso, as diretrizes do saneamento bá¬sico em âmbito nacional 
foram estabelecidas através da lei Nº 14.026, de 15 de julho de 2020. Marque a alternativa 
que traz a definição de sanea¬mento básico de acordo com a lei Nº 14.026/20.
a) É composto por duas áreas que envolvem serviços, infraestruturas e instalações 
operacionais de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
b) Se trata de um serviço indispensável à vida e, portanto, um direito humano que consiste 
em tornar locais com o meio ambiente preservado em centros urbanizados. 
c) É o conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais de: 
abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana de manejo de 
resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais.
d) São serviços que buscam utilizar os recursos naturais de maneira racional, renováveis ou 
não, visando alcançar um meio ambiente saudável para todas as gerações.
e) É o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento 
de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos, drenagem de águas pluviais 
e controle de vetores que proporcionam uma boa qualidade de vida através da promoção 
do meio ambiente insalubre.
2. O Saneamento Básico é formado por cinco vertentes que envolvem serviços, 
infraestruturas e instalações operacionais, capazes de promover a preservação do meio 
ambiente e uma boa qualidade de vida da população. A respeito dos componentes do 
saneamento básico julgue as sentenças abaixo:
I. O abastecimento de água potável é constituído pelas atividades e pela disponibilização e 
manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias ao abastecimento 
privado de água potável, a partir das ligações prediais até os instrumentos de medição 
nas residências.
II. O esgotamento sanitário é constituído pelas atividades e pela disponibilização e 
manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias à coleta, ao 
transporte, ao tratamento e à disposição final adequada dos esgotos sanitários, desde 
as ligações prediais até sua destinação final para produção de água de reuso ou seu 
lançamento de forma adequada no meio ambiente.
III. A limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos são constituídos pelas ati¬vidades e 
pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e insta¬lações operacionais 
de coleta, varrição manual e mecanizada, asseio e conservação urbana, transporte, 
transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos 
sólidos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana.
IV. O controle de vetores é constituído pelas atividades e pela disponibilização e manutenção 
de infraestruturas e instalações operacionais necessárias para promover a saúde 
pública por meio da eliminação ou redução de vetores de transmissão e disseminação 
de doenças, com o uso de inseticidas. 
V. A drenagem e manejo das águas pluviais urbanas são constituídas pelas atividades, 
FIXANDO O CONTEÚDO
90
pela infraestrutura e pelas instalações operacionais de drenagem de águas pluviais, 
transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento 
e disposição final das águas pluviais drenadas, contempladas a limpeza e a fiscalização 
preventiva das redes.
Assinale a alternativa correta.
a) Estão corretos somente os itens I, III e V.
b) Estão corretos somente os itens II, III e V.
c) Estão corretos somente os itens III, IV e V.
d) Estão corretos somente os itens I, III e IV.
e) Estão corretos somente os itens II, III e IV.
3. A Resolução A/RES/64/292 da Assembleia Geral das Nações Unidas define e classifica o 
saneamento básico como um serviço indispensável à vida e, portanto, um direito humano. 
Dando destaque ao saneamento básico por ser um serviço que, de forma análoga à saúde e 
à educação, influencia a vida da população de maneira direta e visível. Sobre o saneamento 
básico, julgue os itens a seguir em verdadeiro (V) ou falso (F).
( ) Todas as esferas fundamentais que tangem à vida do homem estão ligadas a práticas de 
saneamento como questões de habitação, alimen¬tação, saúde e condições de trabalho.
( ) O investimento em saneamento básico gera economia em saúde, es¬timando que para 
cada US$ 1 investido em saneamento tem-se um retorno de quase seis vezes, considerando 
os menores custos de saúde, aumento da produtividade e um número menor de mortes 
prematuras.
( ) O saneamento básico está diretamente ligado ao bem-estar da população. A saúde 
promovida pelo saneamento acarreta em melhorias para pessoas que já estão acometidaspor doenças.
( ) O saneamento básico proporciona uma saúde preventiva que diminui as chances de a 
população adquirir doenças, o que torna locais saneados mais propícios a uma saudável 
qualidade de vida.
( ) A diarreia, doença frequentemente presente em lugares sem saneamento básico no 
mundo, é a causa da morte de muitas crianças abaixo dos cinco anos, sendo esta questão 
resolvida através do uso de inseticidas para o combate a moscas. 
Assinale a alternativa correta.
a) F – V –F – V – V.
b) F – V – F – V – F.
c) V – V –V – F – F.
d) V – F – V – F – V. 
e) V – V – F – V – F. 
4. A falta de saneamento e o uso de água imprópria ao consumo humano são causas de 
morte de mais de um quarto de crianças com menos de cinco anos. Cerca de 1,7 milhões 
de meninos e meninas nesta faixa etária perdem suas vidas porque moram em locais 
insalubres (ONU, 2017). Muitas pessoas, especialmente, crianças perdem suas vidas por 
91
viverem em locais não saneados. 
Dentre as alternativas abaixo, assinale a que contém exemplos de doenças comuns em 
lugares sem saneamento bá¬sico.
a) Diarreia e Chikungunya.
b) Zika e Asma.
c) Dengue e Surdez.
d) Câncer e Leptospirose.
e) Lúpus e Febre amarela.
5. Sob a perspectiva da saúde pública, têm papel fundamental na estrutura epidemiológica 
de uma comunidade. Apesar de ser um componente in¬direto, se destaca no processo de 
transmissão de doenças devido aos vetores encontrarem as condições adequadas para a 
sua proliferação, ou seja, seu habitat. Este trecho faz alusão ao componente do saneamento 
básico contido na alternativa:
a) Abastecimento de água.
b) Esgotamento sanitário.
c) Drenagem urbana.
d) Resíduos sólidos urbanos.
e) Nenhum dos itens anteriores.
6. Embora parâmetros de desenvolvimento sustentável tenham sido criados há muito 
tempo, foi recente na história do homem que se passou a dar real importância aos efeitos 
das ações antropogênicas no meio ambiente. Foram as políticas ambientais que vieram 
para gerir e balancear a relação homem-natureza. Dentre as alternativas abaixo, assinale a 
que representa um conceito de política ambiental. 
a) Política Ambiental trata da gestão da emissão de gases poluentes lançados na atmosfera, 
que provocam alterações climáticas e, conse¬quentemente, a degradação ambiental a 
nível global em toda a biosfera.
b) Política Ambiental é o campo de atuação voltado à promoção da saúde pública que se 
ocupa das formas de vida, das substâncias e das condições em torno do ser humano, que 
podem exercer alguma influência sobre a sua saúde e o seu bem-estar.
c) Política Ambiental é uma ferramenta que faz parte da AIA para elaboração de documentos 
que mostram de maneira clara as vantagens e desvantagens de projeto ambientais, bem 
como todas as consequências ambientais de sua implementação.
d) Política Ambiental é definida como o instrumento de gestão adequada de resíduos 
sólidos, envolvendo integralizar as medidas ambientais individuais adotadas pelos estados, 
distritos, municípios ou particulares.
e) Política Ambiental pode ser conceituada como uma forma de administrar, legitimada 
por um determinado governo ou empresa, para que possa guiar as suas relações com os 
recursos naturais e o meio ambiente.
7. A Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA), por meio da Lei N° 6.938, de 31 de agosto 
de 1981, regulamenta as atividades que envolvem o meio ambiente. Julgue os itens a seguir 
sobre os objetivos desta lei que estão descritos em seu 4° Artigo.
92
I. A PNMA objetiva o desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas 
para o uso irracional de recursos ambientais.
II. A PNMA objetiva a imposição, ao poluidor e ao predador, de forma facultativa de 
recuperar e/ou indenizar os danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização 
de recursos ambientais com fins econô¬micos.
III. A PNMA objetiva a preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua 
utilização racional e disponibilidade permanente, con¬correndo para a manutenção do 
equilíbrio ecológico propício à vida.
IV. A PNMA objetiva o estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de 
normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais.
V. A PNMA objetiva a compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a 
preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico.
Assinale a alternativa que contenha alguns objetivos da PNMA com sua correta descrição.
a) Estão corretos somente os itens II, IV e V.
b) Estão corretos somente os itens I, III e IV.
c) Estão corretos somente os itens III, IV e V.
d) Estão corretos somente os itens III e V.
e) Estão corretos somente os itens IV e V.
8. A política ambiental de uma nação dita como a utilização dos recursos naturais que são 
passíveis de causar efeitos degradantes na natureza será empregada no desenvolvimento 
de atividades humanas. Para isso, são diversas leis e medidas que constituem a política 
ambiental de um país. Em relação à legislação ambiental brasileira, julgue em verdadeiro 
(V) ou falso (F) as sentenças abaixo:
( ) A PNRS objetiva uma gestão adequada do gerenciamento dos resíduos sólidos 
envolvendo integralizar as medidas ambientais individuais adotadas pelos estados, 
distritos, municípios ou particulares.
( ) A PNMA regulamenta as atividades humanas que envolvem o meio ambiente, visando 
a diminuição de efeitos degradantes através da lei 7.802/89.
( ) A PNMC visa a gestão da emissão de gases poluentes lançados na atmosfera, que 
provocam alterações climáticas e, consequentemente, a degradação ambiental a nível 
global, em toda a biosfera.
( ) São exemplos que compõem a legislação ambiental brasileira a lei de Crimes Ambientais 
e a lei de Área de Proteção Ambiental regidos, respec¬tivamente, pelos números: 6.902/81 
e 9.605/98.
( ) A PNPSA é uma importante melhoria das políticas ambientais brasilei¬ras, que abre 
várias possibilidades compensatórias e aumenta as oportunidades para a aplicação de um 
mercado sustentável.
Assinale a alternativa correta.
a) V – F – V – F – V.
b) F – F – V – F – V. 
c) V – F – V – F – F.
d) F – V – V – F – V. 
e)V – F – V – V – V.
93
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO
UNIDADE 1
UNIDADE 3
UNIDADE 5
UNIDADE 2
UNIDADE 4
UNIDADE 6
QUESTÃO 1 D
QUESTÃO 2 A
QUESTÃO 3 B
QUESTÃO 4 C
QUESTÃO 5 E
QUESTÃO 6 D
QUESTÃO 7 A
QUESTÃO 8 D
QUESTÃO 1 A
QUESTÃO 2 C
QUESTÃO 3 C
QUESTÃO 4 E
QUESTÃO 5 B
QUESTÃO 6 A
QUESTÃO 7 B
QUESTÃO 8 D
QUESTÃO 1 D
QUESTÃO 2 D
QUESTÃO 3 B
QUESTÃO 4 A
QUESTÃO 5 C
QUESTÃO 6 A
QUESTÃO 7 E
QUESTÃO 8 E
QUESTÃO 1 C
QUESTÃO 2 D
QUESTÃO 3 E
QUESTÃO 4 A
QUESTÃO 5 B
QUESTÃO 6 A
QUESTÃO 7 D
QUESTÃO 8 B
QUESTÃO 1 C
QUESTÃO 2 E
QUESTÃO 3 A
QUESTÃO 4 B
QUESTÃO 5 D
QUESTÃO 6 C
QUESTÃO 7 B
QUESTÃO 8 D
QUESTÃO 1 C
QUESTÃO 2 B
QUESTÃO 3 E
QUESTÃO 4 A
QUESTÃO 5 D
QUESTÃO 6 E
QUESTÃO 7 C
QUESTÃO 8 A
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