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REPRESENTACAO POLITICA VISÃO MINIMALISTA DE DEMOCRACIA Przeworski et al. (1997) fazem uma defesa de uma visão minimalista de democracia. A visão minimalista, também conhecida como schumpeteriana , pois foi desenvolvida por Joseph Schumpeter, compreende que a democracia nada mais é do que uma forma de seleção de governantes que implica alternância de elites no poder. A visão schumpeteriana de democracia compete com muitas outras conceituações do termo. Mas, em especial, no campo da filosofia política clássica, ela compete com a definição rousseauniana de democracia, para quem o regime democrático seria efetivamente o governo do povo e pelo povo. Isto é, caberia ao povo a elaboração de leis, orientado pelo bem comum e pela vontade geral. Ambas são inexistentes, de acordo com a visão schumpeteriana de democracia. Ao buscar defender a visão minimalista, Przeworski et al. (1997) questionam alguns elementos básicos da concepção rousseauniana de democracia. O questionamento vem por meio da discussão a respeito da racionalidade na democracia. Os autores se perguntam se a mera eleição de representantes garante que as escolhas políticas sejam dotadas de racionalidade, no sentido empregado ao termo no Século XVIII. Esse ponto dialoga com o pressuposto democrático de Rousseau mediante três perguntas: I. Há algo que possa ser considerado como o máximo de bem estar para toda a sociedade? Algo próximo de uma vontade geral ou um bem comum, que satisfaça a todos?; II. Se sim, o processo democrático pode identificar esse elemento?; III. A democracia é a única forma de nos levar a esse máximo de bem estar? Ao longo de sua digressão, Przeworski et al. (1997) dialogam com outras referências teóricas sobre democracia, ancorados nessas questões, a fim de justificar a defesa da visão minimalista de democracia, conforme veremos mais à frente.