Logo Passei Direto
Buscar

45- mini apostila dias

User badge image
Maysa

em

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

A importância de se aprender Libras

9- descobrir o que mais te motiva para continuar estudando?
Existem pessoas que se interessam e se motivam por estudar sozinhos, outros gostam mais de ir direto para prática e outros se sentem mais confortáveis se preparando muito antes. Você sabe qual a forma que mais motiva você a estudar?


11-E como eu posso aprender Libras rápido e ser fluente? O segredo de aprender rápido é a combinação de dois principais fatores, estudos e treinos diários de no mínimo 15 minutos e um apoio personalizado para potencializar seu aprendizado rápido, onde o ideal são aulas particulares uma vez por semana com um tutor surdo nativo em Libras.


12. Assista e imite intérpretes
A prática é essencial para fixar o conteúdo ensinado nos cursos de Libras. Por isso, assistir outras pessoas (principalmente intérpretes de linguagem de sinais) é uma boa estratégia. Além disso, vale a pena imitar os principais movimentos.


15. Leve a Libras para sua vida: as situações reais com outras pessoas que utilizam a linguagem de sinais contribuem para aprender mais rapidamente.


16. Qualificações adicionais para se profissionalizar: caso queira ser um intérprete, por exemplo, é preciso buscar outras qualifica

comunicando com uma ou mil pessoas. O contato visual tem o poder de aproximar as pessoas. Quando você olha para alguém, passa a impressão dessa conversa ser direcionada a ele, não importa quantos pessoas estiver falando ao mesmo tempo. Por isso, quando estiver falando com várias pessoas, olhe para zonas diferentes no decorrer da apresentação. Conduza o olhar do público A nossa postura e expressão corporal não serve apenas para passar as emoções e sentimentos. Ela também funciona para direcionar o olhar para o que você está falando. Se estiver em uma reunião e apresentar um dado muito importante na tela, por exemplo, use o braço pra direcionar o olhar para esse dado. Cuidado com as posições mais duras Você com certeza já ouviu alguém dizendo que estar de braços cruzados é uma expressão corporal ruim e que demonstra estar fechado. Não necessariamente. Se você demonstrar determinado nervosismo com essa posição mais dura, ela realmente pode demonstrar insegurança. Mas, com um toque mais leve, pode significar que você está prestando atenção no que o outro diz. Deixa os braços sempre soltos Deixar o braço solto ao lado do corpo é uma das maiores dificuldades de muitas pessoas quando estão aprendendo expressão corporal. Por isso, treine soltar os braços e deixá-los o mais natural possível. Não precisa segurá-los ao lado do corpo. Basta soltar. Braços soltos não significam parados Sempre que se fala em soltar os braços, a maior parte das pessoas acredita que estamos falando de ficar com eles parados o tempo todo ao lado do corpo. É claro que não! Afinal, estamos falando de expressão corporal. Deixe que os braços façam parte da conversa. Use-os para marcar os assuntos, chamar atenção a determinados pontos etc. Só não use esse recurso em excesso. Use as emoções no tempo certo Um palestrante deve estar sempre alegre! Você já ouviu essa frase por aí? É uma das maiores mentiras que propagam. Se você estiver falando sobre um momento difícil de sua vida, irá fazê-lo com um sorriso no rosto? Use a tristeza, raiva, alegria, nojo e todas emoções possíveis para valorizar seu sinal. Prefira se comunicar em pé Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. Prefira se comunicar em pé Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. Respire pausadamente para manter o controle A respiração é responsável por oxigenar nosso cérebro. Por isso que, em momentos de perigo, respiramos cada vez mais rápido. Dessa forma, o cérebro acelera e age muito mais por impulso. Respirando tranquilamente, você desacelera o ritmo da sua mente e consegue raciocinar melhor sobre tudo que está fazendo, trazendo mais calma para sua expressão corporal. Gere rapport com quem está sinalizando O rapport é uma técnica que parece simples, mas exige muito treino. Ele não é nada mais do que identificar as principais características da pessoa com quem está falando e copiá-las. Ou seja, fazer igual. Isso faz com que o outro se identifique em você e gere confiança. Curiosidade: rapport é uma palavra francesa que pode ser traduzida como espelhamento. Não tenha pressa pra sinalizar A sua sinalização é uma dica importante para expressão corporal. Quando você sinaliza muito rápido, é mais difícil controlar seus movimentos e expressões. Quando sinaliza mais pausadamente, deixa cada palavra cumprir seu objetivo e consegue pensar melhor em tudo que está fazendo. Use o espaço que tem para sinalizar. Quando você está se apresentando para muitas pessoas, pode ser que fique pequeno no palco. Então, ande pelo e ocupe todos os espaços. Isso deixa sua sinalização muito mais dinâmica


Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Questões resolvidas

A importância de se aprender Libras

9- descobrir o que mais te motiva para continuar estudando?
Existem pessoas que se interessam e se motivam por estudar sozinhos, outros gostam mais de ir direto para prática e outros se sentem mais confortáveis se preparando muito antes. Você sabe qual a forma que mais motiva você a estudar?


11-E como eu posso aprender Libras rápido e ser fluente? O segredo de aprender rápido é a combinação de dois principais fatores, estudos e treinos diários de no mínimo 15 minutos e um apoio personalizado para potencializar seu aprendizado rápido, onde o ideal são aulas particulares uma vez por semana com um tutor surdo nativo em Libras.


12. Assista e imite intérpretes
A prática é essencial para fixar o conteúdo ensinado nos cursos de Libras. Por isso, assistir outras pessoas (principalmente intérpretes de linguagem de sinais) é uma boa estratégia. Além disso, vale a pena imitar os principais movimentos.


15. Leve a Libras para sua vida: as situações reais com outras pessoas que utilizam a linguagem de sinais contribuem para aprender mais rapidamente.


16. Qualificações adicionais para se profissionalizar: caso queira ser um intérprete, por exemplo, é preciso buscar outras qualifica

comunicando com uma ou mil pessoas. O contato visual tem o poder de aproximar as pessoas. Quando você olha para alguém, passa a impressão dessa conversa ser direcionada a ele, não importa quantos pessoas estiver falando ao mesmo tempo. Por isso, quando estiver falando com várias pessoas, olhe para zonas diferentes no decorrer da apresentação. Conduza o olhar do público A nossa postura e expressão corporal não serve apenas para passar as emoções e sentimentos. Ela também funciona para direcionar o olhar para o que você está falando. Se estiver em uma reunião e apresentar um dado muito importante na tela, por exemplo, use o braço pra direcionar o olhar para esse dado. Cuidado com as posições mais duras Você com certeza já ouviu alguém dizendo que estar de braços cruzados é uma expressão corporal ruim e que demonstra estar fechado. Não necessariamente. Se você demonstrar determinado nervosismo com essa posição mais dura, ela realmente pode demonstrar insegurança. Mas, com um toque mais leve, pode significar que você está prestando atenção no que o outro diz. Deixa os braços sempre soltos Deixar o braço solto ao lado do corpo é uma das maiores dificuldades de muitas pessoas quando estão aprendendo expressão corporal. Por isso, treine soltar os braços e deixá-los o mais natural possível. Não precisa segurá-los ao lado do corpo. Basta soltar. Braços soltos não significam parados Sempre que se fala em soltar os braços, a maior parte das pessoas acredita que estamos falando de ficar com eles parados o tempo todo ao lado do corpo. É claro que não! Afinal, estamos falando de expressão corporal. Deixe que os braços façam parte da conversa. Use-os para marcar os assuntos, chamar atenção a determinados pontos etc. Só não use esse recurso em excesso. Use as emoções no tempo certo Um palestrante deve estar sempre alegre! Você já ouviu essa frase por aí? É uma das maiores mentiras que propagam. Se você estiver falando sobre um momento difícil de sua vida, irá fazê-lo com um sorriso no rosto? Use a tristeza, raiva, alegria, nojo e todas emoções possíveis para valorizar seu sinal. Prefira se comunicar em pé Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. Prefira se comunicar em pé Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. Respire pausadamente para manter o controle A respiração é responsável por oxigenar nosso cérebro. Por isso que, em momentos de perigo, respiramos cada vez mais rápido. Dessa forma, o cérebro acelera e age muito mais por impulso. Respirando tranquilamente, você desacelera o ritmo da sua mente e consegue raciocinar melhor sobre tudo que está fazendo, trazendo mais calma para sua expressão corporal. Gere rapport com quem está sinalizando O rapport é uma técnica que parece simples, mas exige muito treino. Ele não é nada mais do que identificar as principais características da pessoa com quem está falando e copiá-las. Ou seja, fazer igual. Isso faz com que o outro se identifique em você e gere confiança. Curiosidade: rapport é uma palavra francesa que pode ser traduzida como espelhamento. Não tenha pressa pra sinalizar A sua sinalização é uma dica importante para expressão corporal. Quando você sinaliza muito rápido, é mais difícil controlar seus movimentos e expressões. Quando sinaliza mais pausadamente, deixa cada palavra cumprir seu objetivo e consegue pensar melhor em tudo que está fazendo. Use o espaço que tem para sinalizar. Quando você está se apresentando para muitas pessoas, pode ser que fique pequeno no palco. Então, ande pelo e ocupe todos os espaços. Isso deixa sua sinalização muito mais dinâmica


Prévia do material em texto

A importância de se aprender Libras 
Libras é considerada uma das línguas oficiais do país, e quanto 
mais pessoas conseguirem se comunicar por meio dela, maior será 
o impacto social positivo em todo o Brasil. Isso porque mesmo que 
a pessoa com deficiência use um aparelho auditivo, ainda assim ela 
poderá vir a ter problemas com a oralidade. 
Família, amigos e a sociedade como um todo devem ser 
estimuladas para que a vida da pessoa com perda auditiva seja 
melhor e mais produtiva. Se você conhece alguém com esse tipo de 
deficiência, estimule-a a aprender essa lingua e a todas as outras 
que estão ao redor dela. 
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o segundo idioma oficial do 
país. A partir dos movimentos das mãos, expressões faciais e 
padrões labiais, a linguagem de sinais é uma das principais formas 
de comunicação utilizadas pelos Surdos. 
 
 
Dicas para aprender Libras e expandir a sua comunicação 
A Lingua Brasileira de Sinais, ou simplesmente Libras, é a forma 
com a qual a grande maioria dos deficientes auditivos se 
comunicam entre eles e com o restante das pessoas ao seu redor. 
São cada vez mais as pessoas que querem dicas para aprender 
Libras e, assim, expandir os seus conhecimentos gerais e a sua 
comunicação. 
A Libras é considerada uma língua oficial do país e seu aprendizado 
geralmente pode ser feito por meio de cursos gratuitos em diversas 
escolas específicas ou até mesmo pela internet. Neste artigo, 
separamos algumas dicas e informações úteis para aprender Libras 
de forma fácil e funcional. 
1. Memorize os sinais 
É importante que os sinais sejam memorizados para que não hajam 
erros durante a comunicação, pois esse é um aspeto absolutamente 
essencial para que uma mensagem seja transmitida. E quanto mais 
palavras forem memorizadas, maior será a fluidez de uma 
conversa. 
Comece aprendendo os sinais mais simples e vá avançando aos 
poucos, sempre retornando aos básicos para que haja uma boa 
memorização. Uma das melhores dicas para aprender a lingua e 
ajudar a guardar bem os significados das expressões é a de realizar 
anotações durante o aprendizado. Desenhar todos os sinais em um 
papel e escrever informações úteis sobre eles, ajudará na gravação 
e na revisão dos dados. 
2. Cuidado com a configuração das mãos 
Para não se perder na configuração das mãos, uma das dicas mais 
funcionais para aprender rapidamente é a de observar quem já 
entende do assunto. Se tiver dúvidas, pergunte e não deixe de 
praticar. 
É preciso ficar atento para não errar nos sinais, pois alguns deles 
são muitas vezes parecidos. Um professor poderá te ensinar as 
melhores dicas para aprender Libras e ajudá-lo no processo, 
corrigindo os possíveis erros. 
O mais importante nessa etapa é realizar a configuração das mãos 
corretamente desde o início, pois assim ficará mais fácil para se 
lembrar delas depois. Assim, mesmo que leve mais tempo, procure 
fazer o mais certo possível! 
 
3. Use músicas 
Usar músicas e associá-las aos sinais é uma das dicas para 
aprender Libras, já que auxilia muito na hora de memorizar os 
códigos. Sempre escolha uma música que seja de sua preferência 
para que possa repeti-la várias vezes, reforçando a memorização e 
a configuração das mãos. 
Tal processo de aprendizado é muito usado nas escolas, pois assim 
como em outros idiomas, a melhor maneira de aprender uma nova 
lingua é por meio da aplicação do aprendizado em situações 
conhecidas. 
Assim, sempre que ouvir a música estudada você irá se lembrar dos 
sinais, o que deixará tudo mais prático. E quando você for capaz de 
realizar a música completa, passe para outra e aumente ainda mais 
o seu conhecimento. 
4. Estipule metas 
Estipular metas para aprender Libras é fundamental para que você 
possa se comprometer e se motivar com o processo de 
aprendizagem. Comece a semana aprendendo uma quantidade 
específica de vocabulário e aumente gradativamente. Sempre faça 
essa progressão em dias pré-determinados, pois isso lhe dará 
disciplina e foco. 
5. Traduza conversas 
Uma forma efetiva de aprender uma nova lingua é fazendo tradução 
de conversas. 
Essa é uma ótima forma de memorizar os sinais, pois você irá 
aprender na prática como eles se aplicam. Se for possível, 
estabeleça conversas com alguém que entenda mais do assunto, 
anotando os erros e acertos. 
6. Faça cursos 
No Brasil, existem várias instituições e diversos cursos gratuitos que 
passam não só dicas para aprender Libras, como também ensinam 
todo o processo de construção da língua. 
Para além de cursos presenciais, existem também os online que 
podem ser realizados de qualquer lugar com acesso à internet. E 
como a web é vasta, há muitos gratuitos. 
A USP e o SENAC são duas instituições que oferecem cursos livres 
e sem custo, e ainda oferecem certificados após a conclusão. 
http://eaulas.usp.br/portal/course.action?course=6085
http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?template=536.dwt&testeira=999&unit=NONE&speciality=587&theme_name=Libras
7- Tenha foco no enriquecimento de vocabulário 
Segundo especialistas no assunto, para aprender LIBRAS, o melhor 
meio será buscando ter foco no chamado enriquecimento de 
vocabulário, procurando sempre aprender novos sinais todos os 
dias. 
Coloque metas diárias de aprendizado, para que você aprenda um 
número determinado de sinais por dia, sempre procurando seguir 
um cronograma previamente estabelecido por você. 
8- Faça traduções 
Como ocorre com idiomas como o inglês e o espanhol, também 
para uma pessoa que aprende LIBRAS é fundamental fazer uso das 
traduções durante o aprendizado. 
Então, depois de fazer tudo que já foi dito anteriormente, procure 
fazer traduções de textos do português para LIBRAS, sempre se 
atentando para possíveis erros de interpretação, por exemplo. 
 
 
9- descobrir o que mais te motiva para continuar estudando? 
Existem pessoas que se interessam e se motivam por estudar 
sozinhos, outros gostam mais de ir direto para prática e outros se 
sentem mais confortáveis se preparando muito antes. Você sabe 
qual a forma que mais motiva você a estudar? 
10- apontado por especialista em linguística, é que 15 minutos por dia 
são o suficiente para aprender e se tornar fluente em um novo idioma. 
Pequenos estudos e treinos diários são ideal porque você aprende 
um pouco todos os dias. Muita informação e muitas horas de 
estudos no mesmo dia, você deve saber que é muito provável que 
você não absorva tudo. Os especialistas chamam isso de 
sobrecarga de informação ou sobrecarga cognitiva. Portanto, nosso 
cérebro não é feito para absorver grandes quantidades de conteúdo 
de uma vez só. 
11-E como eu posso aprender Libras rápido e ser fluente? 
O segredo de aprender rápido é a combinação de dois principais 
fatores, estudos e treinos diários de no mínimo 15 minutos e um 
apoio personalizado para potencializar seu aprendizado rápido, 
onde o ideal são aulas particulares uma vez por semana com um 
tutor surdo nativo em Libras. 
12. Assista e imite intérpretes 
A prática é essencial para fixar o conteúdo ensinado nos cursos de 
Libras. Por isso, assistir outras pessoas (principalmente intérpretes 
de linguagem de sinais) é uma boa estratégia. Além disso, vale a 
pena imitar os principais movimentos. 
13- Peça ajuda de amigos e familiares com deficiência auditiva 
Essa dica é excelente para quem não sofre com problemas 
auditivos mas que deseja melhorar a comunicação com as pessoas 
surdas. Então, se você já conhece amigos ou familiares 
com deficiência auditiva, peça para que eles lhe ensinem alguns 
sinais ou ajudem a treinar o que você aprendeu nos cursos online. 
Pode parecer clichê, mas a prática sempre leva à perfeição. Então, 
treine! 
14. As expressões faciais são fundamentais: elas determinam o 
tom da conversa, além de trazer um toque pessoal à linguagem de 
sinais. Portanto, não tenha medo de usar as expressões faciais 
como os professores e intérpretes de Libras. 
15. Leve a Libras para sua vida: as situaçõesreais com outras 
pessoas que utilizam a linguagem de sinais contribuem para 
aprender mais rapidamente. 
16. Qualificações adicionais para se profissionalizar: caso 
queira ser um intérprete, por exemplo, é preciso buscar outras 
qualificações adicionais. Os cursos e aplicativos que citamos acima 
apresentam o básico da Libras. Portanto, eles são recomendados 
para iniciantes. 
 
Para concluir, aprender a Língua Brasileira de Sinais pode ser uma 
experiência divertida e que ajuda a se comunicar com mais pessoas 
da comunidade surda. Nesse sentido, os aplicativos e cursos online 
de Libras grátis são as melhores opções para quem quer aprender 
o idioma. Além de gratuitas, essas plataformas de aprendizagem 
são flexíveis e cada aluno pode estudar em seu próprio tempo. 
17. Compre e estude um livro de texto da língua de sinais. 
Peça sua livraria local por uma cópia de um livro de texto da língua 
de sinais, busque em uma biblioteca ou na Internet. A pesquisa irá 
te premiar com mais fontes de estudo e facilidades. 
18. Pratique muito a língua de sinais. Visite centros comunitários, 
casas de repouso ou hospitais e perguntem se eles oferecem 
visitação para pessoas que não podem falar ou ouvir. Visite estes 
grupos (quando disponível) e pratique. Busque em fóruns da 
internet pessoas que queiram conversar com você via webcam. 
pergunte ao seu professor nos cursos se ele tem algum grupo de 
prática fora da sala de aula. Lembrando que a língua de sinais é 
diferente para cada país. Se você planeja sair do país para um 
intercâmbio, é uma boa buscar estes cursos fora do país. 
 
 19. Mas como - Estudar- Libras sozinho? Você vai precisar ter duas 
coisas. Primeiro você vai precisar de um Método, o método de 
estudo que você usa vai ajudar você nesse processo. 
20. aprender Libras sozinho é Estude Todos os Dias, porque 
Libras é como instrumento, se você não treinar todos dias você não 
fica bom, assim também é a Libras, se você pára de treinar você 
perde a prática. Então você precisa aprender novos sinais, ver 
vídeos em Libras com tradução em áudio que vão ajudar você 
praticar todos os dias! 
20. Faça um Curso de Libras Online e Aprenda Sozinho 
A primeira dica, e mais importante, é você buscar um curso de 
Libras para aprender a se comunicar da forma correta. De nada 
adianta você sair assistindo vídeos aleatórios pela internet. Fazendo 
isso, o máximo que você vai conseguir será aprender 
algumas frases prontas, alguns números e o alfabeto. Porém, 
para aprender Libras é fundamental seguir uma metodologia de 
https://www.palpitedigital.com.br/wp/2013/01/21/dicas-para-quem-vai-fazer-intercambio/
https://www.palpitedigital.com.br/wp/2013/01/21/dicas-para-quem-vai-fazer-intercambio/
http://www.cursodelibras.org/artigos/frases-em-libras
http://www.cursodelibras.org/numeros/
http://www.cursodelibras.org/alfabeto/
ensino, passo a passo. Somente assim você conseguirá entender o 
que há por de trás da formação dos sinais e passará a se 
comunicar de verdade rapidamente. 
21. Sempre tenha contato com a Libras 
Assim como funciona com que deseja aprender inglês ou espanhol, 
para aprender a Libras é fundamental sempre ter contato com ela. 
Para isso, você não precisa ter um parente ou um aluno surdo. 
Basta, de vez em quando, assistir a vídeos ou filmes com tradução 
de Libras. De vez em quando na TV há pronunciamentos de política 
ou eventos com tradução simultânea em língua de sinais. Esse é o 
momento de você praticar! 
22. Entenda como funciona a Língua de Sinais 
Se você só decorar os sinais de Libras, logo irá esquece-los aos 
poucos. Por isso, é importante você entender como são formados 
os sinais. Aprender os parâmetros da formação de sinais e até 
mesmo o motivo e a história do surgimento de cada sinal poderá 
facilitar e ACELERAR seu aprendizado. 
5 boas razões para você aprender Libras 
A Língua Brasileira de Sinais – Libras possui suas próprias 
estruturas e regras e não é somente uma “mímica”. Segundo dados 
do IBGE de 2010, no Brasil existem cerca de 9,8 milhões de 
brasileiros com deficiência auditiva. Deste total 2,6 milhões são 
surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir. 
E hoje em dia, as crianças, jovens e adultos com surdez frequentam 
a escola regular. Além disso, atuam no mercado de trabalho e 
interagem em todos os espaços. Diante dessa realidade, existe a 
necessidade cada vez maior no mercado, de pessoas que sejam 
especializadas na Libras. 
1. Auxilia na eliminação das barreiras de comunicação 
Contribuir no processo de eliminação das barreiras de comunicação 
entre as pessoas é um papel de grande importância. Aprender a 
Língua Brasileira de Sinais oportuniza conhecer melhor a 
comunidade surda. Também faz com que seja possível entender o 
seu cotidiano, desenvolvendo mais empatia em todas situações. É 
de grande relevância que você estude Libras, porque a comunidade 
surda e a sociedade precisam de mais profissionais habilitados para 
atuar nesse ramo. 
http://www.chs.ca/services/sign-language-classes-individuals
2.Auxilia na eliminação das barreiras de comunicação 
Contribuir no processo de eliminação das barreiras de comunicação 
entre as pessoas é um papel de grande importância. Aprender a 
Língua Brasileira de Sinais oportuniza conhecer melhor a 
comunidade surda. Também faz com que seja possível entender o 
seu cotidiano, desenvolvendo mais empatia em todas situações. É 
de grande relevância que você estude Libras, porque a comunidade 
surda e a sociedade precisam de mais profissionais habilitados para 
atuar nesse ramo. 
 
3. Com dedicação você consegue 
Como qualquer outra língua você não vai aprender da noite para o 
dia. É necessário um tempo de estudo e principalmente de treino, 
porque você estará construindo uma nova habilidade. Para quem 
deseja aprender e principalmente se tornar profissional nessa área, 
é indispensável que saiba que estará aprendendo a pensar 
diferente. Se você busca se especializar, existem cursos 
específicos que lhe darão todo o suporte e estudo necessário para 
tornar-se um profissional completo. 
 
4. Mais agilidade no seu raciocínio 
Estudando a Língua Brasileira de Sinais você aprende a pensar não 
só verbalmente, mas também visualmente e também com mais 
rapidez. Na Libras é possível ter uma grande liberdade de 
expressão, por ser uma língua gestual que envolve a mente e a 
expressão do corpo, dos gestos e do rosto. Aprender uma língua 
como a Libras lhe acrescenta conhecimento específico. Além do do 
mais, pode contribuir para os seus demais aprendizados, 
justamente por estimular o raciocínio. Já pensou? 
 
5. Desenvolvimento da sua carreira 
O acesso à educação por uma pessoa surda é um direito por lei, e 
deve ser feito por meio da Língua Brasileira de Sinais. Com isso, 
surge a demanda por profissionais que tenham formação em Libras 
não apenas para atuar na Educação Básica e no Ensino Superior. A 
formação possibilita trabalhar como tradutor/intérprete na áreas da 
educação, saúde, assistência social, jurídica, dentre outras. 
Uma Capacitação ou Pós-Graduação na área da Libras, acima de 
tudo, forma profissionais com competências interculturais e que 
https://unintese.com.br/cursodelibras/
podem eliminar as barreiras de comunicação. Essas pessoas 
são capazes de mediar a comunicação, a fim de inserir os surdos 
na sociedade e garantir o cumprimento de todos os seus direitos 
básicos. 
 
 
Língua ou linguagem de sinais? 
Uma das coisas que precisamos ter em mente ao aprender Libras é 
sobre a diferença entre língua e linguagem. Muitas pessoas falam 
“linguagem de sinais”, o que é errado. O correto é “Língua de 
Sinais“. O termo linguagem se refere a toda a forma de 
comunicação, entre os exemplos de linguagem nós podemos citar a 
arte (dança, pintura etc), as placas de trânsito, a matemática e a 
própria língua. 
Dessa forma podemos entender a linguagem como um termo que 
expressa um conceito mais amplo, mais abrangente. 
Diferentemente do conceitode língua, que se refere a um conceito 
mais específico, dado que língua é um subtipo de linguagem. 
Língua é um subconjunto dentro de um conjunto maior que 
chamamos linguagem. Aprender Libras é aprender um novo idioma. 
É justamente naquele subconjunto que nós devemos incluir as 
línguas de sinais. A Libras conta com características e propriedades 
que lhe conferem o estatuto de língua natural 
Uma possível fonte para essa falsa ideia ou para esse uso incorreto 
dos termos está relacionada com a falsa ideia, com a concepção 
que as pessoas fazem de que as línguas de sinais não são línguas 
naturais. Porém, além das evidências que vêm do campo da 
linguística (ciência que estuda as línguas naturais), nós temos 
evidências robustas vindo de outras áreas do conhecimento, como 
antropologia, por exemplo, que nos impedem hoje de continuar 
dizendo que as línguas de sinais não sejam línguas naturais. 
Sabemos, por exemplo, que as línguas de sinais emergem 
espontaneamente para atender as necessidades comunicativas das 
comunidades surdas. Ou seja, ela não é um sistema artificial 
inventado por alguém. Há evidências também da psicolinguística 
que mostram que as crianças surdas por exemplo aprender língua 
de sinais pelas simples exposição e interação com usuário essa 
língua e não por meio de instrução. Elas adquirem a língua de 
sinais em sua infância se expostas a essa língua da mesma forma 
como crianças ouvintes adquirem aprendem a sua língua materna. 
 
 
 
21. Se você estiver precisando de uma mãozinha... o Hugo pode te 
ensinar o movimento certo. O simpático intérprete 3D é o 
apresentador do aplicativo Hand Talk, que faz tradução automática 
de texto e voz para Libras. 
22. Já pensou no... YouTube? A plataforma digital reúne pessoas 
fluentes na língua (sendo elas profissionais ou surdos) e é uma 
ótima oportunidade para conhecer palavras novas. 
23. Você também pode buscar por palavras específicas 
no dicionário online do Acessibilidade Brasil. É possível 
encontrar termos nas categorias alimento, animais, corpo, família, 
esporte, entre outros. Quando selecionados, a plataforma indica o 
movimento das mãos por uma animação e um vídeo de um 
intérprete. 
 
24. Dicas de expressão e linguagem corporal: 
Sempre faça contato visual 
Não importa se você está se comunicando com uma ou mil 
pessoas. O contato visual tem o poder de aproximar as pessoas. 
Quando você olha para alguém, passa a impressão dessa conversa 
ser direcionada a ele, não importa quantos pessoas estiver falando 
ao mesmo tempo. Por isso, quando estiver falando com várias 
pessoas, olhe para zonas diferentes no decorrer da apresentação. 
Conduza o olhar do público 
A nossa postura e expressão corporal não serve apenas para 
passar as emoções e sentimentos. Ela também funciona para 
direcionar o olhar para o que você está falando. Se estiver em uma 
http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/
reunião e apresentar um dado muito importante na tela, por 
exemplo, use o braço pra direcionar o olhar para esse dado. 
Cuidado com as posições mais duras 
Você com certeza já ouviu alguém dizendo que estar de braços 
cruzados é uma expressão corporal ruim e que demonstra estar 
fechado. Não necessariamente. Se você demonstrar determinado 
nervosismo com essa posição mais dura, ela realmente pode 
demonstrar insegurança. Mas, com um toque mais leve, pode 
significar que você está prestando atenção no que o outro diz. 
 Deixa os braços sempre soltos 
Deixar o braço solto ao lado do corpo é uma das maiores 
dificuldades de muitas pessoas quando estão aprendendo 
expressão corporal. Por isso, treine soltar os braços e deixá-los o 
mais natural possível. Não precisa segurá-los ao lado do corpo. 
Basta soltar. 
 Braços soltos não significam parados 
Sempre que se fala em soltar os braços, a maior parte das pessoas 
acredita que estamos falando de ficar com eles parados o tempo 
todo ao lado do corpo. É claro que não! Afinal, estamos falando de 
expressão corporal. Deixe que os braços façam parte da conversa. 
Use-os para marcar os assuntos, chamar atenção a determinados 
pontos etc. Só não use esse recurso em excesso. 
Use as emoções no tempo certo 
Um palestrante deve estar sempre alegre! Você já ouviu essa frase 
por aí? É uma das maiores mentiras que propagam. Se você estiver 
falando sobre um momento difícil de sua vida, irá fazê-lo com um 
sorriso no rosto? Use a tristeza, raiva, alegria, nojo e todas 
emoções possíveis para valorizar seu sinal. 
 Prefira se comunicar em pé 
Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto 
sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos 
para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, 
sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. 
 Prefira se comunicar em pé 
Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto 
sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos 
para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, 
sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. 
Respire pausadamente para manter o controle 
A respiração é responsável por oxigenar nosso cérebro. Por isso 
que, em momentos de perigo, respiramos cada vez mais rápido. 
Dessa forma, o cérebro acelera e age muito mais por impulso. 
Respirando tranquilamente, você desacelera o ritmo da sua mente e 
consegue raciocinar melhor sobre tudo que está fazendo, trazendo 
mais calma para sua expressão corporal. 
Gere rapport com quem está sinalizando 
O rapport é uma técnica que parece simples, mas exige muito 
treino. Ele não é nada mais do que identificar as principais 
características da pessoa com quem está falando e copiá-las. Ou 
seja, fazer igual. Isso faz com que o outro se identifique em você e 
gere confiança. Curiosidade: rapport é uma palavra francesa que 
pode ser traduzida como espelhamento. 
Não tenha pressa pra sinalizar 
A sua sinalização é uma dica importante para expressão corporal. 
Quando você sinaliza muito rápido, é mais difícil controlar seus 
movimentos e expressões. Quando sinaliza mais pausadamente, 
deixa cada palavra cumprir seu objetivo e consegue pensar melhor 
em tudo que está fazendo. 
Use o espaço que tem para sinalizar. 
Quando você está se apresentando para muitas pessoas, pode ser 
que fique pequeno no palco. Então, ande pelo e ocupe todos os 
espaços. Isso deixa sua sinalização muito mais dinâmica e te torna 
maior naquele espaço. Além de facilitar a visão de pessoas que não 
conseguem te ver em determinadas posições. 
Treine todas essas dicas em casa 
É comum que muitas pessoas acreditem que basta ler algumas 
dicas de expressão corporal e já estarão experts no assunto, mas 
não é assim que funciona. É preciso treinar diariamente para que 
todas essas dicas sejam fluídas na sua expressão. 
Uma boa expressão corporal começa se vestindo 
adequadamente 
A roupa escolhida deve dialogar com a imagem que você quer que 
seu público tenha — isso não significa que terá de vestir roupas 
caras e de grife. Escolha peças que o deixe à vontade, mas que 
sejam condizentes com aquilo que você diz. Um ponto fundamental 
é sempre se preocupar em usar roupas limpas e passadas. 
Na hora de escolher, dê preferência para as cores neutras ou 
harmonize tons mais fortes e estampas com bom gosto. Tome 
cuidado para não exagerar nos acessórios e na maquiagem, que 
também não deve ser excessivamente carregada — a ideia é passar 
uma imagem forte e confiável por meio das roupas que veste. 
https://www.clubedafala.com.br/dicas/aparencia/
Sorria e seja agradável 
O rosto deve reforçar as palavras que saem da boca de uma 
pessoa. Ao se apresentar para o público, seja agradável e sorria. Por 
mais que esteja nervoso, esboce um sorriso e mantenha as 
expressões faciais cordiais. Você não precisa rir o tempo todo, em 
especial quando falar de um tema denso, mas deve ter as expressões 
do rosto agradáveis ao público. 
Manter um sorriso natural e uma expressãoamigável no rosto 
ajuda o público a criar empatia. Apenas tome cuidado para não 
parecer muito forçado, pois isso pode causar um efeito contrário ao 
que você deseja. Além disso, ao sorrir, você envia uma mensagem 
ao cérebro informando que o indivíduo está feliz, reduzindo a 
liberação de hormônios do estresse, deixando a pessoa mais 
tranquila. 
Tome cuidado com a postura 
Pesquisas provam que pessoas que apresentam uma boa postura 
são mais populares, ambiciosas, confiantes, amigáveis e 
inteligentes. Todo orador quer ser visto dessa forma, então, uma 
excelente postura merece ser trabalhada. Estudos, como o da 
psicóloga Amy Cuddy, já comprovaram que, quando um indivíduo 
assume uma postura de poder, ele é capaz de aumentar a sua 
testosterona, o hormônio da dominância, e diminuir o seu cortisol, o 
hormônio do estresse. 
Sua cabeça deve estar firme e nivelada ao corpo — incliná-
la excessivamente para frente ou para trás pode fazer você parecer 
arrogante ou agressivo. A coluna também deve estar ereta, com os 
ombros alinhados. Braços cruzados, mãos na cintura ou nos bolsos 
são vistas pelo público como algo negativo. 
Muitas pessoas não sabe o que fazer com as mãos, e o ideal é 
mantê-las na altura da cintura ou do peito. Se preferir, você também 
pode segurar algum objeto — tente levar uma caneta a laser ou um 
controle para slides e mantenha as mãos ocupadas com isso. 
 
 
A importância das expressões faciais na Libras 
https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/11/como-linguagem-corporal-pode-ajudar-voce-ter-mais-sucesso.html
https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/11/como-linguagem-corporal-pode-ajudar-voce-ter-mais-sucesso.html
Alguns pensam que são meras caretas estranhas, outros acham 
que é exagero e poucos realmente entendem a importância delas 
para o entendimento da mensagem. Afinal de contas, para que 
servem as expressões faciais na Libras? 
A Libras (Língua Brasileira de sinais) é uma língua reconhecida 
pela Lei nº 10.436 de abril de 2002 “como meio legal de 
comunicação e expressão...em que o sistema linguístico de 
natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, 
constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, 
oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.” 
Longe de querer aproximar duas realidades linguísticas, vou traçar 
um paralelo com o português (que é uma língua de modalidade 
oral-auditiva). Quando queremos dar ênfase, fazer uma pergunta, 
afirmar, discordar… usamos recursos expressivos com a entonação 
da voz, certo? Não é possível, que uma pessoa brava, 
decepcionada ou triste, ao querer transmitir uma ideia, fale com um 
tom de voz sem alteração, ou seja, sem expressão. A importância 
da expressão, é que ela atribui a real intenção naquele contexto. 
O mesmo ocorre na Libras, as expressões fazem parte do 
“sinal/palavra”, ou seja, compõe o significado, a ideia. Na Libras, as 
expressões tem diversas funções, vou resumir e apresentar a 
vocês, duas grandes categorias: 
 Gramaticais: para adjetivar, caracterizar (classificar tamanho, 
forma e estado) e sentenciais (afirmações e interrogações). 
 Afetivas: para expressar sentimentos (alegria, tristeza, raiva, 
entre outros). 
Caso você tenha outras curiosidades sobre o tema, recomendo uma 
excelente leitura, o livro da Audrei Gesser, LIBRAS? que língua é 
essa? 
Intérprete de Libras só pode usar camisa preta? 
Muitos perguntam se existe alguma regra, pois raramente vêem os 
intérpretes de Libras usando outra cor de figurino. Quais seriam os 
motivos? Vou responder essas e outras perguntas a seguir. 
Primeiro, você precisa saber que a Libras é uma língua 
de modalidade visual motora. Do ponto de vista do telespectador, 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10436.htm
devemos tomar cuidado com a poluição visual e evitar ruídos na 
sinalização. Devemos prezar pela boa visualização dos sinais. 
Em seguida, veja a diferença entre tradutor e intérprete: 
o tradutor trabalha com texto escrito ou outra forma de 
gravação/registro, já o Intérprete, trabalha simultaneamente, ao 
vivo sem saber o discurso exato. 
Senso comum 
Vamos combinar, quem nunca ouviu dizer que o pretinho é básico, 
que emagrece, que é chique, ou ainda, na dúvida, vai de preto! 
risos. Por falta de conhecimento, acabamos seguindo estes padrões 
sem questionar, não é verdade? Eu fui uma dessas! E não passa de 
uma crença limitante. Então, acredito que este é o principal fator 
que leva a maioria a se vestir de preto para traduzir ou interpretar 
em Libras, achando estar passando uma impressão 
de neutralidade. 
Moda, estilo e imagem 
Para profissionais de moda, estilo e imagem, como a consultora 
@CarolBrunharo e outros, é praticamente unânime: 
o pretinho não tem nada de básico e não é neutro! 
 Não emagrece! Outras cores escuras cumprem este 
propósito: azul marinho, cinza chumbo que combinam com 
diversas outras cores. 
 Além de reforçar/reflete as olheiras e o cansaço 
 
 Passa uma imagem de afastamento, repare bem, é o uniforme 
mais usado por seguranças. 
Parâmetro para o audiovisual 
Os documentos que norteiam os tradutores e intérpretes de Libras 
no audiovisual: a norma da ABNT 15.290 e a cartilha 
da Classificação indicativa na Libras na TV. Ambas recomendam 
aos profissionais que evitem um tom de camisa próximo à cor da 
pele: 
https://www.youtube.com/watch?v=0dA5tEHz_zQ
https://www.justica.gov.br/seus-direitos/classificacao/classificacaolinguasinais.pdf
"Pessoas de pele clara devem usar roupas de cores escuras (preto, 
verde escuro, marrom ou azul marinho); Pessoas morenas e negras 
devem usar roupas de cores claras (gelo, creme, cáqui, bege). De 
cor única, sem estampas." 
Além da camisa, tem outros pontos importantes destacados nesta 
norma: evitar acessórios grandes, tomar cuidado para que o cabelo 
não esconda as expressões faciais, que são imprescindíveis na 
Libras! 
Isso tudo, para facilitar a boa visualização dos sinais. Logo, vemos 
que o preto não é a única opção! 
Concluindo, vemos que usar camisa preta não é uma regra 
obrigatória, (ainda bem!), aos poucos vamos quebrando esta 
barreira da informação com os clientes, alunos e iniciantes na 
profissão. 
Aperfeiçoamento profissional: diferencial ou obrigação? 
Primeiramente é essencial estabelecer quais os objetivos pessoais 
e profissionais, e a partir disso traçar um "plano", pois, de nada 
adianta o fazer sem ter objetivos claros, não é mesmo? 
Quando descobri que gostava de interpretar mas precisava 
melhorar, e rápido! Pronto, estabeleci meu objetivo para "aquele 
momento" [buscar aperfeiçoamento técnico]. 
Afinal de contas... 
Há diversos meios para cumprir com esses objetivos, no entanto 
isso dependerá da disponibilidade financeira e de tempo que cada 
um pode dispor. Longe de querer ditar um guia definitivo, mas expor 
aqui um pouco da minha experiência na trilha da profissão. As 
atividades que priorizei para alcançar o objetivo foram: 
1. Oficinas e cursos: prioritariamente com profissionais 
experientes e reconhecidos; 
 
2. Participação constante em eventos como congressos, 
seminários, que permitiram uma socialização com os mais 
experientes, aprender com quem já conhece "o caminho das 
pedras". Foram investimentos que valeram a pena, encurta 
caminhos, e, com isso, pode-se evitar gafes e perda de 
tempo. 
 
 
3. Filiações profissionais, minha primeira foi a APILSBESP 
Associação dos Profissionais Intérpretes de Língua de Sinais 
do Estado de São Paulo, a segunda, foi SINTILSP Sindicato 
dos Tradutores e Intérpretes de Libras do Estado de São 
Paulo, e, as mais recente foram ABRATES Associação 
Brasileira de Tradutores e Intérpretes e SINTRA Sindicato 
Nacional dos Tradutores. Estar envolvida com alguma 
instituição que representa a categoria dá mais credibilidade ao 
profissional, além de conhecer outros colegas de profissão. 
 
4. Assinatura e leitura de artigos e revistas do segmento, como: 
A. Revista D+ Inclusão 
B. Revista ReaçãoC. Revista Metáfrase da ABRATES Associação Brasileira 
de Tradutores e Intérpretes. 
Com o passar do tempo, percebi que não era algo apenas 
para aquele momento (estágio inicial), mas um ciclo de 
atualização constante, formação permanente! E isso não é 
diferencial, é o básico para um profissional de qualquer área 
se manter atualizado e competitivo no mercado. 
Algumas destas perguntas me guiaram e pode ser útil para 
você também... 
O que quero e preciso? Mais contatos? Então é preciso 
se relacionar com as pessoas, grupos de alguma 
forma. Pense: onde estão os colegas mais experientes e 
clientes?, Observe o que e como o fazem. 
 
Como um intérprete de Libras amplia o vocabulário ? 
http://www.linkedin.com/company-beta/10960823/
http://www.linkedin.com/company-beta/10960823/
http://revistadmais.com.br/
http://www.revistareacao.com.br/2017/
https://abrates.com.br/revista-metafrase/
O que no início da carreira como intérprete de Libras parecia 
ser um pesadelo, aperfeiçoar o vocabulário se soluciona, e a 
palavra-chave é PESQUISA! Pode ser feita de diversas 
formas: com os colegas de profissão, surdos fluentes, sites na 
internet (com muito critério) e dicionários. 
Por mais segmentado que seja o mercado, na prática, nossa 
atuação acaba sendo genérica e a formação também. A 
maioria atua no segmento educacional. 
A Editora Arara Azul por exemplo, oferece cursos e oficinas 
livre de formação em tradução literária. 
A profissão de tradutor e intérprete exige, no mínimo, um 
vocabulário diversificado. No entanto, não significa que sabemos 
tudo, mas buscamos informações o tempo todo! 
Claro que se estamos trabalhando ou se estamos nos preparando 
para interpretar em determinado contexto, precisamos pesquisar... 
Com as novas tecnologias da informação e comunicação temos 
várias opções para realizar pesquisas de sinais desconhecidos ou 
de especialidade: 
1. Dicionários impressos 
2. Whatsapp: grupos e amigos no privado 
3. Glossários institucionais on-line: Manuário - TV 
INES, Glossário acadêmico da UFSC, Glossário - Universo 
Escolar - USP, Glossário de Informática IFSC Chapecó 
4. Glossários Youtube: Química e Física por Instituto Phala, 
Matemática por Zanubia Dada, Informática em LIBRAS, entre 
outros. 
5. Aplicativos móveis: Hand Talk e ProDeaf 
Por isso, manter contato com usuários fluentes e colegas mais 
experientes, é uma das formas para se atualizar 
constantemente. Quero dar destaque para a importância de 
se ter uma boa Rede de contatos! É colaborativo e de graça! 
Por que o intérprete de Libras deve fazer revezamento? 
https://www.linkedin.com/company-beta/1177855/
http://tvines.org.br/?page_id=333
http://tvines.org.br/?page_id=333
http://www.glossario.libras.ufsc.br/
http://eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=6544
http://eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=6544
http://napnee.chapeco.ifsc.edu.br/sistema/
https://www.linkedin.com/company-beta/8836634/
https://www.linkedin.com/company-beta/2762854/
Para o cliente 
Assume o risco de receber o serviço com baixíssima qualidade, 
conforme o intérprete vai ficando cansado, a qualidade já não é 
mais a mesma, a atenção ao que está sendo falado também não! 
Para o intérprete 
 Lesões por esforço: tendinite, bursite, entre outras 
 Cansaço, estresse físico e mental 
 O cansaço impedirá de realizar mais trabalhos, ou seja, com 
redução da produtividade não é possível assumir outro 
trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte com tempo 
suficiente para recuperação. Será que vale a pena, em médio 
e longo prazo? 
 É uma das perguntas mais comuns de iniciantes: onde isso 
está escrito? E qual é o tempo ideal? 
Onde está escrito? 
Alguns documentos de entidades representativas de classe 
publicaram os seguintes documentos: 
 Guia de Contratação de Serviços TILS - FEBRAPILS 
 Código de ética - FEBRAPILS, recomenda a aplicação da 
Tabela de referência de honorários. 
 Até mesmo a Tabela de referência de honorários - 
FEBRAPILS recomenda o trabalho em revezamento (no 
mínimo em dupla) a partir de uma hora. 
Observar e aplicar esses itens, certamente vai garantir: qualidade 
na prestação do serviço, menos desgaste, preservação da sua 
saúde e boas práticas para o mercado. 
Especialização em Libras: como e qual escolher? 
1ª Defina seus objetivos profissionais ou acadêmicos 
Escolha um curso que corresponda aos seus interesses 
profissionais, para isso, responda essas perguntas: Quero ensinar 
português ou trabalhar com educação para surdos? em qual nível, 
básico, médio ou superior? Quero ser tradutor/intérprete em 
eventos nas modalidades simultânea/consecutiva? tradutor de 
audiovisual? Pesquisador? Perceba a diferença: Educação especial 
https://drive.google.com/file/d/0B7ZxCOYQ0QJmV3dTMWhfOUtFYkk/view
https://drive.google.com/file/d/0B7ZxCOYQ0QJmSGlWUDJKcUl2alE/view
http://1.bp.blogspot.com/-tom3k4ci0BE/VrDTFfSZ38I/AAAAAAAAkxo/ONdmKdWKc-4/s1600/1.jpg
X tradução/interpretação X educação bilíngue são atuações 
diferentes, conteúdos distintos! 
2ª Tenha alguns cuidados para não cair em armadilhas! 
Evite cursos genéricos como "pós em Libras", libras é língua, e isso 
é muito vago. Afinal, será especialista em quê? 
O curso contribuirá efetivamente para atuar na área escolhida? 
Verifique a carga horária das disciplinas. Exemplo: o curso é de 
tradução e a carga horária dessa especialidade é de apenas 60 
horas. Tem muitos cursos de especialização com conteúdo básico 
de Libras, cuidado com isso para não perder tempo, dinheiro, e pior, 
conhecimento que poderia ser mais útil na profissão, como por 
exemplo: habilidades básicas descritas no código de ética 
profissional ou na legislação. 
3ª Analise 
Se a instituição possui autorização no MEC, reconhecimento e 
aceitação no mercado de trabalho. 
A grade de disciplinas/conteúdo e corpo docente. A instituição 
divulga o nome da coordenação do curso ou o corpo docente? Se 
não, por que será que ocultam?, possui formação condizente com o 
curso? exemplo: linguística, tradução, entre outras especialidades 
inerentes ao curso em questão. 
 
Paloma Bueno 
 
Tradutora e intérprete de Libras no audiovisual: TV, cinema e internet 
| Professora | 
 
Dicas para treinar a expressão facial: 
- Treine as expressões no espelho, para que você tenha consciência 
de sua imagem e de quais músculos faciais são necessários para 
realizar a expressão; 
- Depois de um tempo, faça as expressões sem olhar no espelho: 
Perceba se seu rosto está tenso, que lugares estão sendo 
https://www.linkedin.com/in/palomabuenolibras/
https://www.linkedin.com/in/palomabuenolibras/
movimentados, relaxados, tensionados, como estão seus olhos, se o 
seu nariz está franzido ou não, enfim, desenvolva sua auto 
percepção; 
- Quando já tiver percebido sua expressão detalhadamente, olhe no 
espelho e confira se a imagem que você fez em sua mente sobre sua 
expressão condiz com o espelho; 
- Treine várias vezes, junto com sinais que pedem expressão facial e 
corporal. 
 
 
EXERCÍCIO 1: Veja esse vídeo e faça o treino de sua expressão 
facial. 
https://youtu.be/x4WNJbVTozA 
 
EXERCÍCIO 2: SINAIS EM LIBRAS QUE NECESSITAM DE 
EXPRESSÃO FACIAL/CORPORAL: 
 
1. TRISTE 
2. BONITO 
3. INVEJA 
4. FELIZ 
5. CIÚMES 
6. AMOR 
7. ATENÇÃO 
8. SÉRIO 
9. BRINCAR 
10. CHEIO 
11. VAZIO 
12. SURPRESA 
13. SUSTO 
14. MEDO 
15. DOR 
16. ALEGRIA 
17. APAIXONADO 
18. AMIGO 
19. ESPECIAL 
20. MAL 
https://youtu.be/x4WNJbVTozA
21. BOM 
22. CANSADO 
23. DOENTE 
24. CORRER 
25. FEBRE 
26. SORRIR 
27. DISTRAÍDO 
28. DESCANSO 
29. CALMA (PEDIR CALMA À ALGUÉM) 
30. PAZ 
31. RAIVA 
32. ÓDIO 
33. CORAGEM 
34. OUSADIA 
35. GRITAR 
36. NADAR 
37. ALÍVIO 
38. NERVOSO 
39. UNIÃO 
40. FELIZ 
 
 
 
Confira essas dicas com a fonoaudióloga Lenny Kyrillos: 
 
https://youtu.be/CTG4DLEl13k 
https://youtu.be/Wa0UIGPTcio 
Abraço sinalizado, 
Priscila Festa 
 
As Variações Linguísticas da Língua Brasielira de Sinais 
Características e Particularidades 
LIBRAS em diferentesestados do Brasil. Essa variação linguística 
está ligada diretamente aos níveis fonológicos (pronúncia), 
https://youtu.be/CTG4DLEl13k
https://youtu.be/Wa0UIGPTcio
morfológico (palavra), sintático (sentenças), nos fatores sociais de 
idade, educação e situação geográfica bem como a constituição 
familiar que interfere na Libras criando o regionalismo. 
Considerando que todos esses fatores interferem na padronização 
da língua gestual, pois a língua de sinais ao passar literalmente “de 
mão em mão” adquire novos “sotaques” empresta e incorpora 
novos sinais, mescla-se com outras línguas adquirindo novas 
roupagens, esse fenômeno da variação e da diversidade está 
presente em todas as línguas vivas em movimento. É justamente na 
prática social de uso da linguagem entre surdo/surdo e 
surdo/ouvinte que é possível enxergar o multilinguismo. Este artigo 
vai partir de um analise de dois livros, o primeiro são as 
configurações de São Paulo, e o segundo os sinais de Porto Alegre. 
Serão coletadas as marcas do regionalismo, sinais com o mesmo 
significado, mas diferentemente sinalizados, sendo que o foco 
principal é a libras e sua variação nos diferentes estados do Brasil e 
como isso ocorre. 
 
Regionalismo 
Mesmo sem som, a Libras (Língua de Sinais Brasileira) também 
tem variações regionais, a ponto de ser possível identificar um 
surdo do nordeste ou do sul só com base no seu gestual. 
 
Rachel Bonino 
 
Paola Ingles Gomes cursa a 8ª série em São Paulo numa 
tradicional escola municipal para deficientes auditivos no 
bairro da Aclimação, a Helen Keller. Como outros colegas 
adolescentes, costuma ir à festa junina promovida pelo 
Instituto Santa Teresinha, um evento que virou referência entre 
estudantes surdos de todo o país. Paola conversava com um 
amigo de outro estado numa dessas comemorações anuais 
quando, entre risos, sinalizou que ele era um "palhaço", um 
tolo. O sinal usado indicava uma bola no nariz, assim como 
usam os palhaços. O rapaz não entendeu a "gíria" e coube a 
Paola indicar o contexto da palavra, por meio de outros sinais. 
Casos assim se repetem a cada interação entre deficientes 
auditivos de regiões diferentes, mas que adotam a mesma 
gramática gestual adotada pela Libras, sigla para Língua de 
Sinais Brasileira. Nesse universo sem sons, há gírias, 
regionalismos e até mesmo o que podemos chamar de 
sotaques. 
 
De fato, determinados termos possuem variações maiores ou 
menores quando "pronunciados" por gestos. Só a palavra 
"abacaxi", no sortido espectro de variantes em forma de gesto, 
tem ao menos cinco sinais diferentes em todo o país, com 
pequenas mudanças de movimentos entre os compartilhados 
por Bahia e Pará e os usados no Mato Grosso ou em Santa 
Catarina. 
 
A Libras é reconhecida desde 2002 por lei federal (ver quadro). 
Tem como base cinco parâmetros: a direcionalidade (para 
onde as mãos e o rosto se dirigem), o ponto de articulação (de 
onde parte o movimento), a configuração de mão, o movimento 
propriamente dito e as expressões faciais e corporais. A 
variedade lingüística dos sinais ocorre, em alguns estados, 
quando se modifica ao menos um desses parâmetros. 
 
- É como se houvesse uma "pronúncia" diferente. É um tipo de 
sotaque, só que sem som - afirma a lingüista Tanya Amara 
Felipe, professora da Universidade de Pernambuco (UPE) e 
coordenadora do Programa Nacional Interiorizando a Libras. 
 
Dizer sem falar 
 
Quase não existem pesquisas sobre variações regionais em 
Libras, mas já há base empírica para os estudiosos arriscarem 
configurações. A psicóloga Walkiria Duarte Raphael, uma das 
autoras do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da 
Língua de Sinais Brasileira (Edusp, 2001), diz conseguir 
identificar um r arrastado nos sinais dos surdos cariocas. 
 
- Eu, lidando com os diferentes sinais, percebo que no Rio eles 
soletram mais arrastado, embora não exista estudo com base 
científica sobre o assunto. Os surdos que oralizam bem [que 
reproduzem com os lábios as palavras sinalizadas] acabam 
falando junto com o sinal. E aí também se consegue perceber o 
sotaque. É possível sentir claramente isso, no sinal - diz. 
 
Embora não haja equivalência entre o verbo e os gestos de 
cada lugar, os sotaques dos sinais parecem acompanhar as 
sutilezas das falas de cada região. Para Walkiria, é possível 
perceber a diferença regional pela observação da mão de apoio 
- é comum que os surdos destros façam o movimento com a 
mão direita e a esquerda sirva de suporte. No Rio de Janeiro, 
segundo a estudiosa, a maioria dos sinais é feita com a mão de 
apoio fechada. Em São Paulo, a mão de apoio é aberta. 
 
- Essa é uma diferença que notei quando estava juntando os 
sinais para o dicionário. Isso pode ser considerado um 
sotaque? Pode - diz Walkiria. 
 
Sueli Fernandes, lingüista , assessora técnico-pedagógica do 
Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado 
da Educação do Paraná, concorda: 
 
- Sejam faladas ou sinalizadas, é próprio das línguas a 
pluralidade de manifestações. A unidade lingüística é um mito 
mesmo na linguagem por sinais - analisa a profissional, que 
também é colaboradora do Libras é Legal, projeto de difusão 
da língua coordenado pela seccional do Rio Grande do Sul da 
Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos 
(Feneis-RS). 
 
Ambiente virtual 
 
Coordenadora do curso a distância de Letras-Libras na 
Universidade Federal de Santa Catarina, único nos moldes no 
país, a lingüista Ronice Müller de Quadros mantém contato 
com 500 alunos de nove estados no ambiente virtual. Desse 
total, 447 são surdos. A quantidade de sinais variantes é tão 
grande que eles criaram um glossário para padronizar aqueles 
usados e criados no curso. 
 
- Dá para identificar quem não é de Santa Catarina pela 
variação dos sinais, e pelas diferentes expressões faciais e 
corporais - conta. 
 
Ela lembra que os falantes do Rio de Janeiro costumam usar 
muito o alfabeto manual na comunicação. Ou seja, no lugar do 
sinal, em muitas situações, o termo é soletrado. Característica 
que não é típica dos usuários de São Paulo, segundo Ronice. 
 
- Os surdos do Norte do país se apóiam bastante nas 
expressões facial e corporal. O tamanho do sinal é maior, 
ocupa mais espaço. Mas essa diferença não tem implicação no 
significado do sinal. Manaus, por exemplo, é um dos pólos em 
que os estudantes apresentam mais variações. Talvez pelo fato 
de estarem muito distantes - analisa. 
 
Mas nem sempre os surdos encararam com bons olhos o 
contato com sinais de outras regiões. No início da produção da 
primeira edição do dicionário, a psicóloga Walkiria Raphael - 
que atualmente trabalha na segunda edição do livro (ver 
quadro) - percebeu que diante de um termo diferente os surdos 
tendiam a dizer que aquele sinal estava "errado". Hoje, as 
variações são mais aceitas. 
 
- A própria comunidade surda tinha uma rixa. Daí a resistência 
dos surdos que estavam nos ajudando, na elaboração do 
dicionário, de incluir sinais que não são usados em São Paulo. 
Tínhamos de convencê-los de que aquele sinal era 
representativo para determinada região. Havia bairrismo - diz. 
 
Se no caso do sotaque os sinais envolvidos têm diferenças 
sutis de estado para estado, no caso dos regionalismos, ao 
contrário, as mudanças são totais. A linha de pensamento é a 
mesma da palavra "mandioca" com suas variações 
"macaxeira" e "aipim". A mesma palavra, "abacaxi", tem sinais 
muito diferentes, como os de São Paulo e os do Rio de Janeiro. 
Dá pra dizer então que os sinais regionais são aqueles que 
representam a mesma coisa só que com ponto de articulação, 
movimentos, direcionalidade e expressões faciais, todos 
diferentes. 
 
- Quando comparamos sinais usados por jovens surdos e 
surdos idosos, nas associações, por exemplo, percebemos 
mudanças na forma e no conteúdo dos sinais, por vezes até 
condenadospelos mais velhos que se orgulham de utilizar 
"sinais puros", sem a interferência do português, tal como o 
fazem as gerações atuais. 
 
Nova geração 
 
O atual cenário educacional é responsável por uma revolução 
na cultura surda. No passado, o isolamento era grande. Os 
sinais eram passados de geração a geração e se restringiam à 
representação do cotidiano, nada muito específico. Hoje, a 
presença no ambiente escolar tem estimulado a criação de 
muitos novos sinais, já que há disciplinas e termos técnicos, 
além de permitir o contato do estudante com os sinais de 
outras regiões. A estrutura que, nesse processo, mais tem sido 
renovada são os substantivos. 
 
- Sinais vêm sendo criados, simultaneamente, em diferentes 
regiões, para atender às necessidades de conceituação e 
comunicação, repercutindo na ampliação do léxico. A 
especificidade das disciplinas e seus objetos de estudo requer 
um vocabulário técnico sinalizado que, enquanto não 
padronizado, contribui para a fomentação dos regionalismos - 
analisa Sueli Fernandes. 
 
Algumas instituições de ensino que têm salas mistas - com 
alunos surdos e ouvintes - já estruturaram equipe para apoiar o 
contato entre professor e estudante durante as aulas. Sidney 
Feltrin é tradutor e intérprete de Libras há 12 anos. Há dois, ele 
trabalha com mais seis profissionais na Universidade Cidade 
de São Paulo (Unicid), que tem sete alunos surdos. 
 
- Todos os sinais criados em sala de aula são encaminhados à 
Feneis para que sejam disseminados e adotados nas demais 
universidades do país, criando assim um padrão - conta. 
 
Sinais de guetos 
 
Além da linguagem mais técnica e específica, a escola ou 
faculdade coloca o deficiente auditivo em contato com outros 
grupos que não a própria família e os colegas. Só esse fator é 
responsável pela criação de mais uma penca de novos sinais 
usada no bate-papo dos corredores. Na escola municipal Helen 
Keller, em São Paulo, os jovens do ensino fundamental e do 
médio têm suas próprias gírias, muitas vezes variando de sala 
para sala, de panelinha a panelinha. 
 
É inegável que a língua portuguesa acaba por determinar a 
constituição de vários elementos semânticos, estruturais e 
discursivos da língua de sinais. Isso não deixa de acontecer 
também no universo das gírias. É o caso do xingamento 
"palhaço", usado pelos alunos da escola com o mesmo sentido 
da língua portuguesa. Na Helen Keller, os estudantes também 
criaram seus próprios sinais para Orkut e MSN (programa de 
conversa on-line). 
 
Assim como no português, a língua de sinais também registra 
os idioletos, ou seja, as maneiras únicas no modo de falar ou 
sinalizar de um indivíduo. Diferenças de idade, escolaridade, 
maior ou menor contato com a comunidade surda, tudo isso 
aumenta a diversidade de sinais. 
 
- Todos os usuários da Libras conseguem comunicar-se uns 
com os outros e entendem-se bem, apesar de não haver sequer 
dois que façam sinais da mesma maneira - explica a lingüista 
Lodenir Becker Karnopp, também professora do curso Letras-
Libras na UFSC. 
 
Nesse mar de sinais e variações, quem não é surdo pode 
pensar que o entendimento entre os deficientes auditivos de 
estados diferentes fica quase impossível. Basta lembrar a 
quantidade de palavras usadas na língua portuguesa e suas 
variações, tão criativas quanto as dos sinais. 
 
- Há, sim, uma tentativa de padronização das associações de 
apoio ao surdo. Há muitos sinais que já são padronizados e 
usados em congressos, por exemplo. Mas é preciso respeitar a 
diversidade - comenta Walkiria Duarte. 
 
A mesma diversidade, aliás, que torna a Libras e a língua 
portuguesa admiradas pelos seus usuários. 
 
 
FONTE: http://revistalingua.uol.com.br/ 
LIBRAS! NÃO CONHEÇO SURDO PRA PRATICAR! O QUE 
FAÇO? 
 Como você faz pra ter contato com comunidade surda? Onde você 
pode encontrar surdos para praticar a Libras? 
 
 Em muitos cursos de Libras os professores logo no começo dizem 
para os alunos procurar surdos para praticar, mas eles Não dizem 
como, ou seja, não dizem onde encontrar os surdos ou outro meio 
parar praticar a Libras. Mas porque é importante ter contato com a 
Libras? Porque se você não tiver contato com o idioma você não 
consegue aprender a língua! 
 
 Então minha recomendação para você ter contato com Libras se 
Não Conhece Nenhum Surdo é: acesse um canal no youtube, 
pouco conhecido, chamado Visual Tv Brasil, nesse canal tem 
vários programas e tem dois intérpretes que interpretam todo o 
programa, e nesse programa tem a tradução em voz também, é um 
ótimo canal pra você aprender e ter contato com a Libras! Outro 
canal que recomendo é um canal da surda Nathalia da 
Silva, nesse canal você vai ver dicas sobre maquiagem, mas dá 
aprender algumas variações e aprender Vários sinais novos. 
 
Exercício 1 - melhorar a datilologia 
Pegue uma câmera filmadora, pode ser celular ou câmera mesmo, 
coloque-aem posição para se filmar. Pegue qualquer livro que tenha 
na sua casa, abra ele aleatoriamente e faça a datilologia da primeira 
palavra que ver na página que abriu. Abra em outra página e faça a 
datilologia para a câmera da primeira palavra que ver e faça isso 
consecutivamente. 
Essa atividade ( filmagem) deve se em média de 10 minutos, no 
mínimo 25 palavras.Após o término, desligue a filmagem e veja o 
vídeo. A sua m issão agora é ver se entende a própria datilologia, 
se você está fazendo a configuração de mãos corretamente das 
http://revistalingua.uol.com.br/
letras e principalmente ver se a sua velocidade está boa, natural ou 
com muito atraso. Essa atividade é indicada a ser feita dia sim , dia 
não. 
Em menos de 1 mês já dá para notar grande diferença no aluno que 
usa esse método 
( poer Carlos Christian) 
Importâncias destas frases em libras 
Essas são algumas das frases prontas mais comuns. São usadas 
diariamente na vida dos surdos, aprende-las é fundamental para a 
comunicação. Para aqueles que estão estudando o que é libras, é 
de extrema importância saber estes dialetos mais usuais e treina-
los diariamente, pois é uma ótima forma de aprender libras. A 
linguagem de sinais é um meio de comunicação muito simples e 
extremamente fácil de se aprender. 
Importância de aprender frases prontas 
Conversar com um surdo apenas “digitando” as palavras pode ser 
muito complicado e cansativo, por isso aprender essas frases 
prontas podem ser de grande auxilio já que facilita drasticamente a 
conversação. 
Como montar as Frases Prontas? 
O Surdo é muito visual, demonstrar a ele as coisas mais 
importantes do que você quer passar é muito importante. Seguindo 
os exemplos das imagens e dos vídeos pode se ver a facilidade de 
montar as frases, se treina-las diariamente de maneira correta e 
tentar conversar com pessoas surdas o seu desempenho de fato 
crescerá, assim, ajudando-o a aprender e montar suas frases. 
A LIBRAS não é universal, tendo em mente que cada região do 
planeta possui seu próprio dialeto, o mesmo ocorre na Língua de 
Sinais, existe uma para cada lugar. Entender o dialeto do nosso 
país e conversar com as pessoas pode ser extremamente bom para 
sociedade. 
https://youtu.be/ulWFBkhUH8Y 
https://youtu.be/kqB7BmIS8Vw 
https://youtu.be/cViOerAEBG0 
http://www.cursodelibras.org/artigos/o-que-e-libras/
http://www.cursodelibras.org/artigos/como-aprender-libras/
https://youtu.be/ulWFBkhUH8Y
https://youtu.be/kqB7BmIS8Vw
 
 
2- Atividade 
Uso de ferramentas de tradução automática: 
http://prodeaf.net/prodeaf-movel 
http://www.handtalk.me/ 
Visite os sites. Instale os aplicativos de tradução automática. 
Navegue por eles e veja o que eles oferecem. Faça uma breve 
comparação entre os dois. 
Agora, traduza as seguintes frases em cada um dos aplicativos: 
1- A língua de sinais é uma língua como qualquer outra. 
2- João tem apenas 17 anos. 
3- O cachorro deu uma mordida no meu rosto. 
Questões para debater em grupo: 
1- As traduçõesestão corretas? 
2- É possível compreendê-las em Libras? 
3- Quais são os problemas dessas traduções? 
4- Como vocês traduziriam? 
 
Por que estudar Libras é essencial 
para atuar na educação? 
Qual a importância de Libras para a criança com deficiência 
auditiva? 
Para qualquer criança que tenha deficiência auditiva desde o 
nascimento ou começo da infância, a linguagem de sinais será sua 
primeira língua. É com o uso dela que aprenderá a se comunicar, a 
compreender o mundo e, mais importante ainda, a raciocinar. 
Assim como uma criança sem problemas auditivos precisa aprender 
uma língua para conseguir se expressar e compreender o que 
acontece à sua volta, com a surda isso não é diferente. É preciso 
entender, antes de tudo, que Libras é o idioma materno dela — e o 
português será sua segunda língua. 
http://prodeaf.net/prodeaf-movel
http://prodeaf.net/prodeaf-movel
http://www.handtalk.me/
Suponhamos que uma criança com deficiência auditiva aprenda 
Libras antes de entrar em idade escolar. Ao começar a frequentar a 
escola, ela terá de aprender, assim como todos os outros colegas, 
uma série de conteúdos previstos no currículo, que começam pela 
alfabetização e pelas primeiras operações matemáticas. 
No entanto, as aulas não são dadas em Libras. O professor conversa 
com os outros alunos e tenta se comunicar com a criança surda 
usando mímicas e desenhos. Não é surpresa nenhuma que o aluno 
não aprenda nada, afinal, a aula será dada em uma língua totalmente 
desconhecida por ele. É como se alguém que fala apenas português 
fosse colocado em uma sala de aula para aprender matemática em 
espanhol. 
Quais são as melhores dicas para quem deseja estudar Libras? 
Entenda e explore o papel dos sentidos 
Você provavelmente já ouviu dizer que uma pessoa surda, embora 
não tenha audição, é mais sensível quanto aos outros sentidos 
(visão, tato, olfato e paladar), não é mesmo? Saiba, então, que essa 
é uma informação verdadeira e que precisa ser considerada por 
quem deseja estudar Libras. 
É justamente por esse motivo que o ouvinte e intérprete deve evitar 
tocar no surdo sem fazer contato visual antes, já que ele pode acabar 
se assustando com essa atitude imprevista e até mesmo brusca, por 
exemplo. O toque é um dos sentidos mais aguçados da pessoa 
surda, sendo assim, dirija-se a ela vindo pela lateral e certifique-se 
de que ela o notou. Se necessário, acene. 
O olhar é também imprescindível nesse sentido. Para estudar Libras 
e ao se comunicar com um surdo, pratique bastante a comunicação 
olho no olho. 
Lembre-se de que todas as atitudes e/ou expressões, como veremos 
adiante, significam algo. Se você interage com alguém que não 
escuta e ao mesmo tempo olha para os lados, por exemplo, ele 
também fará o mesmo e vai procurar por algo. 
Não se esqueça da expressão facial 
A expressão facial é um recurso muito importante da Língua 
Brasileira de Sinais. Isso porque se trata de um recurso que auxilia a 
compreensão e interpretação das mensagens, esclarecendo melhor 
o que você pretende dizer à pessoa surda. 
Além disso, a expressão facial dá sentido aos sinais de Libras, 
fazendo também parte de suas formações. Isso quer dizer que 
devemos, literalmente, fazer cara de feliz, bravo, triste, etc., a 
depender daquilo que estamos nos comunicando. Se esse aspecto 
não for empregado, o intérprete cometerá um grande equívoco. 
Utilize repetições para dar ênfase e reforçar a mensagem 
Usamos da repetição de palavras para dar ênfase a uma frase, certo? 
Na Língua Brasileira de Sinais, o mesmo recurso é necessário para 
causar esse efeito, no entanto, por meio dos gestos. Interessante, 
não? 
Dessa forma, você também garante que a pessoa com a qual está 
conversando captou a mensagem desejada com todas as emoções 
nela incluídas. Por esse motivo, é bastante comum em Libras a 
repetição dos sinais. Sendo assim, não fique com receio e faça a 
mesma coisa sempre que julgar necessário. 
Busque conteúdos e treine bastante 
Existem na internet diversos conteúdos voltados para auxiliar quem 
quer estudar Libras. O YouTube, por exemplo, é uma plataforma 
digital que reúne várias pessoas fluentes na língua, como 
profissionais e surdos. Trata-se de uma excelente forma de treinar 
aquilo que você está aprendendo, além de entrar em contato com 
palavras novas. 
Outra dica interessante é buscar palavras específicas no dicionário 
online do Acessibilidade Brasil. É possível encontrar termos em 
diversas categorias, como alimentos, animais, esportes, corpo, 
família, etc. A plataforma indica o movimento das mãos por meio de 
uma animação e de vídeos de um intérprete. 
Não se esqueça de que, assim como acontece com qualquer outra 
língua, você não conseguirá aprender Libras da noite para o dia. É 
necessário um tempo de estudo e, sobretudo, de treino, já que uma 
nova habilidade entrará em processo de construção. Para quem quer 
se tornar fluente, é indispensável também buscar se especializar. 
Por fim, não se esqueça de que treinar e conversar bastante é 
fundamental para alcançar o domínio da Língua Brasileira de Sinais. 
Para tanto, redobre a atenção também quanto às estruturas 
linguísticas, sublexicais, categorias gramaticais, alfabeto manual, 
estruturação das frases etc. 
http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/
http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/
Por que é importante que o professor saiba se comunicar em 
Libras? 
Não se trata apenas do cumprimento da lei. Pelo exemplo acima, já 
fica fácil entender o quanto a linguagem de sinais é importante para 
o desenvolvimento das crianças com deficiência auditiva. Na escola, 
um lugar onde elas deverão passar boa parte da vida, é fundamental 
que consigam se comunicar. Listamos três motivos para demonstrar 
por que estudar Libras é fundamental para o professor. Confira! 
Inclusão social 
Vamos pensar em mais um exemplo: uma criança é a única em uma 
sala de aula com deficiência auditiva. Ela se comunica por linguagem 
de sinais, que nenhum de seus colegas sabe usar. Durante todo o 
tempo em que passa dentro da sala, apenas poderá se comunicar 
com seu intérprete (se houver um). 
Ao passar do tempo, essa situação gerará uma sensação de 
desconforto na criança, que se sentirá excluída daquele contexto. Se 
comunicar é uma necessidade de todo ser humano, e é comprovado 
que a privação desse direito pode gerar graves danos, não só no 
rendimento escolar, mas principalmente no desenvolvimento social. 
Ao se comunicar em Libras com a criança, mesmo que só de forma 
básica, o professor demonstra interesse em incluí-la na turma, faz 
com que ela se sinta parte daquele lugar, e amplia as possibilidades 
de contato para o estudante. 
Formação humanizada 
Além de permitir que a criança compreenda a aula, a capacidade de 
se comunicar em Libras também permite o oposto: que o professor 
compreenda o aluno. É por isso que podemos dizer que estudar 
Libras dá ao futuro professor uma formação mais humanizada. 
Por mais que aprenda rápido o português, existem coisas que uma 
criança com deficiência auditiva só saberá dizer em sua língua 
materna. Ao se comunicar fluentemente com um aluno surdo em sala 
de aula, o professor conseguirá entender melhor quais são suas 
demandas e dificuldades, evitará equívocos e estará mais preparado 
para lidar com as particularidades do estudante. 
Assim como todas as outras crianças, aquela que é surda tem uma 
vida que acontece fora dos muros da escola, além de trazer suas 
próprias questões pessoais e muitos outros assuntos que vão além 
de suas dificuldades de comunicação. Saber se comunicar com o 
https://blog.unyleya.edu.br/carreira/trabalhar-com-educacao-descubra-como-seguir-carreira-na-area/#!
aluno ajuda o professor a entender que aquela criança não se resume 
à sua deficiência auditiva. 
Vínculo aluno e professor 
Quem não se lembra do primeiro professor? Ou de algum outro que 
tenha marcado positivamente sua vida ainda no começo do ensino 
fundamental. Se você se lembra de um bomprofessor da infância, é 
provável que também se lembre de coisas que ele te ensinou. 
Por mais que a criança tenha um intérprete em sala de aula, ele não 
pode ser único responsável por seu aprendizado; o aluno precisa se 
conectar com seu professor. 
O docente é uma referência para o estudante, principalmente nos 
primeiros anos da educação escolar, e construir uma boa relação é 
de extrema importância para o aprendizado. O vínculo professor e 
aluno ajuda a criança pequena a estabelecer um ponto de confiança, 
que fará com que ela busque se espelhar no professor e preste 
atenção ao que ele ensina. 
Quando a comunicação é fluida e constante, criar esse vínculo se 
torna muito mais fácil. À medida que ela percebe que sua 
comunicação com o professor é possível, que ela pode compreendê-
lo e que ele se esforça para compreendê-la também, o aprendizado 
se potencializa. 
Quebra das barreiras da comunicação 
O professor que cursa Libras exerce, também, um papel fundamental 
quanto à uma questão social de muita importância: a inclusão e a 
quebra das barreiras de comunicação entre os indivíduos. Dessa 
forma, torna-se possível conhecer diferentes pessoas, entender o 
seu cotidiano, desenvolver empatia em todas as situações e criar 
laços. 
Tanto a comunidade surda em si quanto a sociedade no geral 
precisam de mais pessoas habilitadas em Libras, uma vez que ainda 
existem poucos profissionais capacitados na área. Nesse sentido, 
devido à grande demanda, se tornar um especialista pode ser um 
diferencial capaz de abrir várias portas para o professor, como 
veremos adiante. 
Agilidade de raciocínio e de ação 
Ao estudar Libras, o professor se habitua a pensar não só de forma 
verbal, como também visual — e tudo isso com mais rapidez e 
agilidade. Como se trata de uma língua que envolve a mente, as 
expressões faciais e corporais entre outros aspectos, aprendê-la, 
além do conhecimento específico, pode acabar estimulando o 
raciocínio rápido e até mesmo contribuindo com outros aprendizados. 
Além disso, quem opta por estudar Libras conseguem se articular 
melhor, uma vez que, para conseguir se comunicar com outras 
pessoas, será preciso gesticular bastante as mãos e ter muita 
coordenação motora. 
Novas oportunidades profissionais 
O acesso à educação por uma pessoa surda é um direito assegurado 
por lei, inclusive, nunca se falou tanto em inclusão como nos dias de 
hoje. Em meio a esse cenário, aumenta cada vez mais a demanda 
por professores capacitados em Libras, tanto para atuar na Educação 
Infantil e ensinos Fundamental, Médio e Superior, quanto também 
como tradutor/intérprete em áreas diversas — saúde, assistência 
social, jurídica etc. 
Uma graduação que oferece Libras em sua grade curricular ou 
uma especialização na área forma professores com as competências 
e habilidades necessárias para eliminar barreiras de comunicação e 
garantir a inclusão dos surdos na sociedade, bem como o 
cumprimento de seus direitos básicos. 
Dessa forma, o professor poderá também acrescentar algo a mais no 
seu currículo. O fato de que ele pode se comunicar com deficientes 
auditivos fará com que muitas instituições de ensino e até mesmo 
empresas se interessem por ele. Além disso, ele também pode dar 
um passo a mais e se especializar nessa área, pois, atualmente, os 
intérpretes de Libras estão crescendo muito no mercado de trabalho. 
Esses são só alguns dos motivos pelos quais o aprendizado de Libras 
é tão importante na formação dos professores. Incluir a criança 
surda, demonstrar interesse por ela e permitir que crie pontos de 
apoio são formas de promover uma educação mais igualitária e 
inclusiva. 
O aprendizado da linguagem de sinais pelos professores também é 
um ponto de partida para que não se restrinja aos deficientes 
auditivos, para que eles possam ter seus círculos sociais ampliados 
e mais possibilidades de inclusão em atividades comuns para 
qualquer pessoa, como a educação formal e o trabalho. 
Vale ressaltar que, mesmo não estando em sala de aula, também é 
importante que outros profissionais de educação que estão no 
https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/especializacao-ead-4-motivos-para-voce-optar-por-uma-agora-mesmo/
https://blog.unyleya.edu.br/carreira/como-sera-o-futuro-da-educacao/
https://blog.unyleya.edu.br/carreira/como-sera-o-futuro-da-educacao/
ambiente escolar consigam se comunicar minimamente com a 
criança que usa a linguagem de sinais. Estudar Libras é importante 
para todos aqueles que lidam com a educação formal. 
Ficou convencido da importância desse conhecimento para a 
formação dos educadores? Então, não deixe de compartilhar agora 
mesmo este post nas suas redes sociais e fazer com que mais 
pessoas confiram nossas dicas e promovam a inclusão! 
 
A importância das 
Libras e qual a melhor 
maneira de aprender 
 
 
A Língua Brasileira de Sinais, ou Libras como é normalmente 
conhecida, surgiu em 1857. Criada pelo Instituto dos Surdos-Mudos 
e hoje ensinada de diversas maneiras, principalmente em cursos 
online, a língua em questão é uma junção da Linguagem de Sinais 
Francesa e da Língua de Sinais Brasileira antiga, que era utilizada 
pelos deficientes auditivos de diversas regiões do Brasil. Com quase 
30 anos de idade, a Libras faz o papel principal que toda linguagem 
desenvolve: conectar pessoas e permitir que comunicações sejam 
feitas, que o mundo seja apreendido pelos surdos por meio da 
linguagem e que essa experiência se dê de forma completa. 
Existindo oficialmente por tanto tempo nas terras do Brasil, a Língua 
Brasileira de Sinais é amplamente utilizada e faz parte do cotidiano 
de muitas pessoas, tanto aquelas que são deficientes auditivos, 
https://www.educamundo.com.br/
https://www.educamundo.com.br/
quanto aquelas que não são. Nesse post, vamos te falar por que é 
importante aprender essa língua e qual a melhor maneira de fazer 
isso nos dias de hoje. 
A dificuldade em aprender Libras 
Todo aprendizado de uma nova língua é complicado na primeira vez. 
Para aqueles que já aprenderam mais de uma linguagem verbal fica 
mais fácil apreender outros idiomas com o passar do tempo. Isso 
acontece porque toda linguagem é composta de sintaxe – aquela 
característica linguística que estuda as palavras enquanto 
componentes de uma frase – e a estrutura pode ser parecida em 
diversas línguas. Para alguém que fala português como língua nativa, 
a dificuldade primordial está naquela transição entre tradução e 
compreensão da Libras para o Português. A tradução sempre coloca 
uma língua em retrospecto com a outra, ou seja, faz relações 
linguísticas entre os elementos. Quando passamos da tradução para 
a compreensão começamos a pensar dentro naquela nova 
linguagem e não mais fazer paralelos com uma língua e outra. Com 
o aprendizado de Libras acontece a mesma coisa. 
A Língua Brasileira de Sinais tem diversos pontos em comum com 
o português brasileiro, mas também há outros que se diferem e por 
isso devem ser tratados e pensados de maneira distinta, e não 
apenas como parte de uma tradução literal linguística. Como citamos 
mais acima no texto, a Libras trabalha bastante com conceitos e por 
mais que toda palavra seja um conceito em sua concepção, 
dificilmente entendemos nossa linguagem nativa dessa maneira. O 
“x” da questão para quem quer aprender Libras é justamente fazer o 
estudo tendo em mente que é necessário deixar o pensamento virado 
para a Língua Brasileira de Sinais. 
A questão de treinar o pensar para ser composto em Libras é um 
exercício que exige dedicação, mas que não deve ser deixado de 
lado de hipótese alguma. Inclusive essa é uma dica de ouro para 
quem está no processo de aprendizado. O chamado Português 
Sinalizado é diferente da língua de sinais, porque essa vai além de 
uma tradução, como dito anteriormente. Com a internet, não é difícil 
encontrar materiais audiovisuais em que podemos ver intérpretes 
fazendo a língua de sinais para os deficientes auditivos.Isso é 
comum em canais sobre política, mas você também encontra no 
YouTube materiais de entretenimento que mostram um intérprete em 
tela. Assim como ver um filme em inglês ajuda no desenvolvimento 
do idioma em seu cérebro, o mesmo acontece nesse caso. Para 
treinar melhor, coloque o vídeo no mudo e se concentre ainda mais 
na pessoa que faz a língua de sinais. 
Outra forma de conseguir vencer as adversidades do estudo é se 
concentrar bastante. Pegue seus conteúdos, leia, releia e não deixe 
se distrair para que possa ficar focado naquilo que necessita 
aprender. Em nosso post de O Guia Definitivo de Como Otimizar 
Seus Estudos em Cursos Online já falamos sobre a importância de 
ter um ambiente tranquilo e propício para os estudos, sem 
interrupções e distrações. Leia para saber como você pode criar 
formas de otimizar seus estudos tendo ainda mais foco. 
Outra maneira de ajudar no desenvolvimento do seu estudo 
de Libras é justamente ter contato com pessoas que utilizam 
a Língua Brasileira de Sinais há mais tempo do que você. Quando 
falamos com uma pessoa fluente que entende a situação de 
aprendizado em que nos encontramos – iniciante, intermediário ou 
avançado – treinamos ainda mais os aprendizados e ganhamos mais 
confiança naquele conhecimento. É sempre importante ter em mente 
https://www.educamundo.com.br/blog/cursos-online-estudar-melhor
https://www.educamundo.com.br/blog/cursos-online-estudar-melhor
que errar faz parte de todo estudo e quando ele é sobre linguagem, 
essa se mostra mais presente justamente quando a colocamos em 
prática. A linguagem é um exercício que deve ser feito todos os dias, 
caso contrário a comunicação pode ter dificuldades de se estabelecer 
da maneira como os envolvidos esperam. 
Quem deve aprender Libras 
Pessoas que têm contato com deficientes auditivos saberão se 
comunicar com eles mais facilmente se aprenderem a Língua 
Brasileira de Sinais. Aliás, é interessante pensar em formas de 
treinar constantemente o conhecimento das aulas de Libras com o 
deficiente que faz parte da sua vida. Assim seu aprendizado se torna 
ainda mais orgânico. 
Caso você tenha um amigo ou familiar que perdeu a audição, o 
estudo de Libras em conjunto pode ser um dos caminhos para 
compreender a nova situação daquele indivíduo e também das 
pessoas de seu contexto social. Toda a ideia de inclusão começa 
logo neste momento, em que você e a pessoa deficiente se ajudam 
no caminho de descobrimento dessa linguagem. 
Outras pessoas que devem aprender Libras são os educadores. A 
diversidade das escolhas passa justamente por formas de dar um 
lugar para todos os indivíduos, com suas diferenças e semelhanças 
entre aqueles que dividem o mesmo espaço. Receber uma criança 
ou adolescente deficiente auditivo em sala de aula abre portas para 
que a comunicação se torne universal. O sentimento de acolhimento 
e compreensão que é passado quando o educador sabe a 
importância de todos dividirem o mesmo espaço faz crescer o senso 
de sociedade logo na escola, o que é essencial para o 
desenvolvimento da cidadania tanto do corpo docente quanto 
também do discente. 
 
Aqueles que trabalham com atendimento do público também são um 
grupo que fazem um bom aproveitamento da Língua Brasileira de 
Sinais. Lidar com as pessoas e atendê-las bem passa pelo básico da 
compreensão comunicativa. Dessa forma, saber conversar com 
alguém deficiente auditivo é de suma importância para que nenhuma 
parte da comunicação acabe frustrada. 
Ainda há aquelas pessoas que desejam estritamente trabalhar com 
interpretação, ou seja, Libras já é um caminho a ser pensado. 
Entretanto, o que realmente precisamos ter em mente é que não 
existe um grupo específico que deva aprender a Língua Brasileira de 
Sinais, já que essa língua pode fazer parte do dia a dia de todas as 
pessoas. Não é necessário estar em uma posição profissional ou 
mesmo ser alguém que tenha algum grau de relacionamento com 
uma pessoa deficiente auditiva para compreender a importância de 
ser versado em Libras. 
Onde aprender Libras 
Você pode aprender Libras de dentro da sua casa. Com os cursos 
online, você tem toda a facilidade de fazer seu horário e pode se 
dedicar da melhor forma que achar possível. O Educamundo possui 
dois cursos à distância que junto complementam os conhecimentos 
um do outro. O primeiro, Libras: Língua Brasileira de Sinais, começa 
com um foco mais histórico sobre o tema e o desenvolve até chegar 
em partes práticas. Você aprenderá mais a fundo sobre como surgiu 
a linguagem de sinais do nosso país, bem como as características 
dessa língua, a legislação brasileira que a rege e como se dá a 
https://www.educamundo.com.br/cursos-online/libras-lingua-brasileira-de-sinais
comunicação por meio da Libras tanto dentro quanto fora de aula – 
nesse ponto chamando a atenção para o intérprete. Como conteúdo 
complementar o aluno aprende mais sobre características sociais 
que envolvem aquela pessoa deficiente auditiva que tem a 
necessidade de utilizar a linguagem em questão, principalmente 
dilemas escolares, e tem contato com dicionários de Libras. 
Já o curso online Língua Brasileira de Sinais tem um viés mais prático 
que o anterior. Ele também faz uma abordagem dentro da história 
sobre o assunto, tocando no ponto de conquista de reconhecimento 
que a Libras tem em nosso território. Após esse conteúdo 
introdutório, o estudante aprende tópicos linguísticos específicos 
como verbos por exemplo, que por indicar uma ação específica é 
uma das bases de toda linguagem. Outros pontos com mais 
materialidade para serem utilizados no cotidiano dizem respeito ao 
conhecimento acerca de meses, alimentos, natureza, tempo, cores, 
vestuários e muito mais. Esse curso online, como apontado, 
também traz conhecimentos acerca da morfologia da língua e abre 
espaço para ensinar sobre, os já citados, verbos, pronomes gerais, 
pronomes pessoais, numerais e outros. Ainda há um tópico destinado 
especificamente ao vocabulário de Libras, o que ajuda a expandir 
ainda mais a comunicação daquela pessoa que está disposta a 
aprender. 
 
Língua de Sinais: Processo de Aprendizagem como Segunda Língua 
 
 
Construção de Cursos de Língua de Sinais Brasileira 
https://www.educamundo.com.br/cursos-online/lingua-brasileira-de-sinais
Desde 1880, o Brasil tem passado por várias propostas 
educacionais para surdos. A ambigüidade permanente entre 
oralidade e língua de sinais é evidente no decorrer da história. A 
Língua de Sinais já foi algo proibido na educação dos surdos, mas 
hoje vemos o começo de uma transformação. 
Na Política Nacional de Educação Especial (1994) há proposições 
de “incentivo à utilização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), 
no processo de ensino – aprendizagem de alunos surdos” e 
“incentivo à oficialização da Libras (BRASIL, 1994: p.52-53) 
Atualmente, através da Política Nacional de Educação, como um 
dispositivo de orientação para o encaminhamento do trabalho 
educacional no país, é definido como importante o ensino da Libras 
para crianças surdas, e o vislumbramos a construção de uma 
proposta bilíngüe, mas para que isso ocorra se faz necessária a 
capacitação dos profissionais (surdos e ouvintes) para uso fluente 
da Libras. 
O Plano Nacional de educação indica como meta a formação de 
recursos humanos para ter capacidade de oferecer o atendimento 
aos educandos especiais 
“11. Implantar, em cinco anos, e generalizar em dez anos, o ensino 
da Língua Brasileira de Sinais para os alunos surdos e, sempre que 
possível, para seus familiares e para o pessoal da unidade escolar, 
mediante um programa de formação de monitores, em parceria com 
organizações não-governamentais.” (PLANO NACIONAL DE 
EDUCAÇÃO, 2000: p. 59) 
Os cursos do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos 
foram desenvolvidos para atender, especificamente, às 
peculiaridades da educação de surdos, conforme a justificativa do 
MEC, de que osurdo expressa e compreende uma mensagem com 
facilidade em língua de sinais e que seus professores, mesmos os 
especialistas em deficiência auditiva, ainda necessitam de estudá-la 
para utilizá-la em sala de aula. Assim sendo, o SEESP/MEC – 
propõe realizar o Programa Nacional de Apoio à Educação de 
Surdos subdividindo em três metas: 1ª Meta - Cursos de Língua de 
Sinais, sendo esta subdivida em 3 etapas: Formação Instrutores; 
Capacitação de Professores nos Estados e Professores Intérpretes 
de Língua de Sinais; 2ª Meta - Criação de Centro de Capacitação 
de Profissionais da Educação e de Atendimento às pessoas com 
Surdez (nas 27 unidades federadas, – CAS) e 3ª Meta – 
Modernização da Sala de Recurso. 
Podemos considerar que a primeira meta é ousada, se levarmos em 
consideração que as agências formadoras de profissionais da 
educação (instituições de ensino superior, institutos de educação, 
escolas normais) não oferecem, ainda, essa formação. 
Conforme a FENEIS – “aconteceu um curso em Brasília, em 2001, 
quando se utilizou a segunda versão, revisada e ampliada do livro 
“LIBRAS em Contexto” – Curso Básico de autoria do Grupo de 
Pesquisa de LIBRAS e Cultura Surda Brasileira da FENEIS, e que 
capacitou 54 surdos de todo o Brasil e, quando esses surdos, que 
fizeram o curso em Brasília, retornaram para seus estados, como 
Instrutores-Agentes Multiplicadores, levaram a missão de preparar, 
em média, 20 novos Instrutores de LIBRAS em cada estado.” 
(FENEIS, 2004) 
Nessa fase de 2001 – 2002, parte do Programa Nacional de Apoio à 
Educação de Surdo, que a FENEIS, em convênio com o 
SEESP/MEC e em parceria com todas as Secretarias de Educação 
dos 27 estados e com o INES, executaram Cursos para ouvintes: 
Curso Básico de Libras, Cursos para Professores/Intépretes e 
Curso para Surdos: Metodologia para o Ensino de Libras. Esses 
cursos vêm utilizando o material didático produzido pela FENEIS, 
que foi escolhido por todas as lideranças surdas do Brasil, que 
trabalham com ensino de Libras e que participaram da Câmara 
Técnica que discutiu a proposta e aprovaram a criação do 
Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdo. 
Estamos passando por um momento de implementação de Cursos 
de Libras. Todavia em Mato Grosso do Sul temos percorrido esse 
objetivo desde 1986 quando iniciou o Curso de Língua de Sinais na 
área educacional com a vinda da intérprete Evelize Marlene 
Felisberto, de São Paulo. As professoras Maria das Graças Mattos 
e Shirley Vilhalva foram as primeiras a cursar, ficando responsáveis 
pela divulgação do mesmo. O curso de LIBRAS foi divulgado nas 
igrejas, escolas, faculdades e nos órgãos públicos. Antes da 
implantação de serviços de intérpretes, a própria professora 
SHIRLEY VILHALVA fazia esse trabalho, mas de forma incompleta, 
pois necessitava realizar a leitura labial para depois repassar a 
informação. Com isso muitas informações eram incompletas. 
Depois da implantação do serviço, o acesso à informação foi maior 
e com isso a Comunidade Surda teve um ganho significativo para 
seu crescimento lingüístico em função do intérprete ser ouvinte. 
(VILHALVA, 2001) 
 
 
 
 
 
Neiva de Aquino Albres 
Língua de Sinais: Processo de Aprendizagem como Segunda Língu 
 
 
Introdução 
A presente pesquisa propõe-se a aplicação de uma metodologia de estudo 
sobre o processo de aprendizagem da Língua de Sinais Brasileira (Libras), 
como segunda língua para pessoas ouvintes. Consideramos que os cursos 
de Língua de Sinais, até então propostos, são embasados nos estudos de 
lingüística aplicada ao ensino de línguas orais, não temos, portanto 
necessitamos de estudos mais aprofundados sobre esse processo em se 
tratando de Línguas de Sinais para então construirmos metodologias de 
ensino mais adequadas. 
Trabalhamos a partir de duas vertentes básicas – Lingüística e educação. 
A análise enfoca diferentes ângulos da problemática de 
constituição/aprendizagem de uma segunda língua espaço-visual e em se 
identificar como a escola se reorganiza para desenvolver esses cursos de 
Língua de Sinais. 
Cremos que esta publicação vem preencher uma lacuna em nosso meio, 
quer para aprendizes ou para professores. Esperamos assim contribuir 
para a reflexão dos profissionais da área de educação e do público leitor 
em geral, visto que neste campo o questionamento é o primeiro passo na 
direção da melhoria da qualidade do ensino, o que afeta a todos nós e ao 
país. 
Construção de Cursos de Língua de Sinais Brasileira 
Desde 1880, o Brasil tem passado por várias propostas educacionais para 
surdos. A ambigüidade permanente entre oralidade e língua de sinais é 
http://www.porsinal.pt/index.php?ps=autores&idt=esp&idaut=93
evidente no decorrer da história. A Língua de Sinais já foi algo proibido na 
educação dos surdos, mas hoje vemos o começo de uma transformação. 
Na Política Nacional de Educação Especial (1994) há proposições de 
“incentivo à utilização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), no 
processo de ensino – aprendizagem de alunos surdos” e “incentivo à 
oficialização da Libras (BRASIL, 1994: p.52-53) 
Atualmente, através da Política Nacional de Educação, como um 
dispositivo de orientação para o encaminhamento do trabalho educacional 
no país, é definido como importante o ensino da Libras para crianças 
surdas, e o vislumbramos a construção de uma proposta bilíngüe, mas 
para que isso ocorra se faz necessária a capacitação dos profissionais 
(surdos e ouvintes) para uso fluente da Libras. 
O Plano Nacional de educação indica como meta a formação de recursos 
humanos para ter capacidade de oferecer o atendimento aos educandos 
especiais 
“11. Implantar, em cinco anos, e generalizar em dez anos, o ensino da 
Língua Brasileira de Sinais para os alunos surdos e, sempre que possível, 
para seus familiares e para o pessoal da unidade escolar, mediante um 
programa de formação de monitores, em parceria com organizações não-
governamentais.” (PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2000: p. 59) 
Os cursos do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos foram 
desenvolvidos para atender, especificamente, às peculiaridades da 
educação de surdos, conforme a justificativa do MEC, de que o surdo 
expressa e compreende uma mensagem com facilidade em língua de 
sinais e que seus professores, mesmos os especialistas em deficiência 
auditiva, ainda necessitam de estudá-la para utilizá-la em sala de aula. 
Assim sendo, o SEESP/MEC – propõe realizar o Programa Nacional de 
Apoio à Educação de Surdos subdividindo em três metas: 1ª Meta - Cursos 
de Língua de Sinais, sendo esta subdivida em 3 etapas: Formação 
Instrutores; Capacitação de Professores nos Estados e Professores 
Intérpretes de Língua de Sinais; 2ª Meta - Criação de Centro de 
Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às pessoas 
com Surdez (nas 27 unidades federadas, – CAS) e 3ª Meta – 
Modernização da Sala de Recurso. 
Podemos considerar que a primeira meta é ousada, se levarmos em 
consideração que as agências formadoras de profissionais da educação 
(instituições de ensino superior, institutos de educação, escolas normais) 
não oferecem, ainda, essa formação. 
Conforme a FENEIS – “aconteceu um curso em Brasília, em 2001, quando 
se utilizou a segunda versão, revisada e ampliada do livro “LIBRAS em 
Contexto” – Curso Básico de autoria do Grupo de Pesquisa de LIBRAS e 
Cultura Surda Brasileira da FENEIS, e que capacitou 54 surdos de todo o 
Brasil e, quando esses surdos, que fizeram o curso em Brasília, retornaram 
para seus estados, como Instrutores-Agentes Multiplicadores, levaram a 
missão de preparar, em média, 20 novos Instrutores de LIBRAS em cada 
estado.” (FENEIS, 2004) 
Nessa fase de 2001 – 2002, parte do Programa Nacional de Apoio à 
Educação de Surdo, que a FENEIS, em convênio com o SEESP/MEC e 
em parceria com todas as Secretarias de Educação dos 27 estados e com 
o INES, executaram Cursos para ouvintes: Curso Básico de Libras, Cursos 
para Professores/Intépretes e Curso para Surdos: Metodologiapara o 
Ensino de Libras. Esses cursos vêm utilizando o material didático 
produzido pela FENEIS, que foi escolhido por todas as lideranças surdas 
do Brasil, que trabalham com ensino de Libras e que participaram da 
Câmara Técnica que discutiu a proposta e aprovaram a criação do 
Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdo. 
Estamos passando por um momento de implementação de Cursos de 
Libras. Todavia em Mato Grosso do Sul temos percorrido esse objetivo 
desde 1986 quando iniciou o Curso de Língua de Sinais na área 
educacional com a vinda da intérprete Evelize Marlene Felisberto, de São 
Paulo. As professoras Maria das Graças Mattos e Shirley Vilhalva foram as 
primeiras a cursar, ficando responsáveis pela divulgação do mesmo. O 
curso de LIBRAS foi divulgado nas igrejas, escolas, faculdades e nos 
órgãos públicos. Antes da implantação de serviços de intérpretes, a própria 
professora SHIRLEY VILHALVA fazia esse trabalho, mas de forma 
incompleta, pois necessitava realizar a leitura labial para depois repassar a 
informação. Com isso muitas informações eram incompletas. Depois da 
implantação do serviço, o acesso à informação foi maior e com isso a 
Comunidade Surda teve um ganho significativo para seu crescimento 
lingüístico em função do intérprete ser ouvinte. (VILHALVA, 2001) 
Em 1988, quando a formação do primeiro Curso de Libras na FUCMAT 
para os acadêmicos dos Cursos de Psicologia, Pedagogia e outros. Desde 
então, temos participado efetivamente de todas propostas que vislumbre o 
reconhecimento, regulamentação e a divulgação da Libras. Em nosso 
Estado, contamos com as seguintes Leis: Lei nº2.997 de 10/11/93 ficou 
reconhecida a Libras no município de Campo Grande, pelo então 
Presidente da Câmara dos Vereadores Márcio Matozinho dos Santos. A 
credibilidade do trabalho do profissional intérprete vem sendo conquistada 
desde o atendimento na justiça, DETRAN, e outros departamentos 
públicos; Em 1996 ficou reconhecida a LIBRAS no Estado de Mato Grosso 
do Sul, através da Lei nº1693 de 12/09/1996, por intermédio do Deputado 
Estadual Maurício Picarelli. 
Através da Língua de Sinais, que é uma língua completa, com estrutura 
independente da Língua Portuguesa oral ou escrita, é possível o 
desenvolvimento cognitivo do indivíduo surdo, favorecendo o seu acesso a 
conceitos e conhecimentos que se fazem necessários para sua interação 
com o outro e o meio em que vive, suas dúvidas e temores perante o 
mundo diminuem e o prazer de viver com os ouvintes aumenta de forma 
viva na comunicação. Tudo que o Surdo almeja é sentir mais segurança 
neste mundo onde a língua falada causa estranheza, relembrando que a 
comunicação deles é mais visual. Temos a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 
2002 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras: 
Art. 1° É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a 
Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela 
associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais 
- Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico 
de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um 
sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de 
comunidades de pessoas surdas do Brasil. 
Assim as pessoas ouvintes podem aprender a Língua de Sinais como 
segunda Língua. 
Como Aprendemos uma Segunda Língua ? 
A aprendizagem de uma segunda língua pode ocorrer de diversas formas: 
 Aquisição bilíngüe da linguagem, ou simultânea, ocorre, por exemplo, 
quando crianças ouvintes, filhas de pais surdos usuários de Língua de 
Sinais, ficam expostas precocemente ao fenômeno social do input 
lingüístico, língua de sinais em situações com os pais surdos e língua oral 
de seu país com os avós ou familiares ouvintes. Mas pode ocorrer um 
prejuízo para essa criança ouvinte que só convive com os pais surdos, 
geralmente apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem (língua 
oral). Os pais surdos que utilizam a Língua de Sinais para falar com seus 
filhos a respeito de conhecimento social e normas culturais, e as crianças 
absorvendo grande parte destes conceitos podem não apresentar 
necessariamente um atraso no desenvolvimento cognitivo, pois a língua de 
sinais desenvolve a função de instrumento do pensamento no lugar da 
linguagem oral. Consideramos que estas proposições ainda necessitam 
serem investigadas, pois lançamos aqui uma nova esfera para discussão. 
 Aquisição da linguagem, relacionada a vivencia social com surdos, as 
condições gerais de exposição são na família, Igreja, Associações de 
Surdos, escolas de surdos, entre outros. Essa socialização ocorre nos 
aspectos sutis e indiretos da própria interação lingüística. Para Kemp 
(2001) há um conjunto de fatores emocionais que desencadeiam a 
motivação interferindo diretamente na aprendizagem interesse (implícito). 
 Aprendizagem da Língua de Sinais, de forma sistemática se dá em curso 
de línguas de sinais, geralmente ministrado por professores surdos que 
sejam pessoas bilíngües, conforme indica a FENEIS (2004). Como então, 
pessoas ouvintes adultas aprenderiam a Língua de Sinais? Através de 
cursos e língua sinais e/ou convívio com a comunidade de surdos. Este 
trabalho que hora apresentamos tem como foco analisar o processo de 
aprendizagem de pessoas ouvintes, que já na fase adulta se matriculam 
nos Cursos de Língua de Sinais, portanto esta população vai passar por 
um ensino sistemático da língua. 
Há diversas metodologias de ensino de segunda língua, observamos na 
proposta do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos e pela 
produção do material didático denominado “LIBRAS em Contexto” 
características do método funcionalista e de Lingüística Contrastiva, 
geralmente trabalham com o conhecimento explicito no ensino de segunda 
Língua. Envolvem a comparação entre duas ou mais línguas quanto aos 
níveis fonológico, morfológico e sintático, semântico/pragmático. 
Propusemo-nos a compreender as principais características do processo 
de aprendizagem de segunda língua de modalidade espaço-visual por 
pessoas ouvintes; a investigar quais os problemas que os alunos 
enfrentam e quais as causas dos mesmos, estudando com cuidado as 
produções realizadas e as hipóteses levantadas por eles. 
Pretendeu-se contribuir para a melhoria do ensino de Libras para adultos 
ouvintes, pois, a partir dos dados aqui encontrados, os professores de 
Libras poderão aprimorar seu ensino e estratégias de intervenção. 
A Construção do Estudo 
Utilizaremos a “análise microgenética” enquanto abordagem metodológica 
que está inscrita numa interpretação histórico-cultural e semiótica dos 
processos humanos, neste principalmente na construção de sentidos de 
uma segunda língua. “Articula o nível microgenético das interações sociais 
com o exame do funcionamento dialógico-discursivo”. (GÓES, 2000) 
De um modo geral, trata-se de uma forma de construção de dados que 
requer a atenção a detalhes e o recorte de episódios interativos, sendo o 
exame orientado para o funcionamento dos sujeitos focais, as relações 
intersubjetivas e as condições sociais da situação, resultando num relato 
minucioso dos acontecimentos. (...) A análise microgenética pode ser o 
caminho exclusivo de uma investigação ou articular-se a outros 
procedimentos, para compor, por exemplo, um estudo de caso ou uma 
pesquisa participante. (ibid, p.1) 
Portanto realizamos observação direta, analisando a interação dos 
alunos(as) no momento de aula e de suas produções sinalizadas, 
anotando em caderno de campo (ficha de avaliação processual individual) 
para a elaboração de relatório semestral do desempenho individual dos 
alunos, como também uma atividade escrita com exercícios de alfabeto 
manual e de atribuição de sentidos da Língua de Sinais. 
A análise das produções contribuiu para a classificação dos elementos 
constitutivos e o reagrupamento baseado em analogias, pensamos em 
algumas categorias, como: 
 Registro quirológio e uso do alfabetomanual; 
 Construção morfológica; 
 Construção sintática e uso da espacialidade; 
 Pertinência semântica/pragmática. 
O grupo foi constituído por 20 indivíduos ouvintes, de ambos os sexos, 
com idade variável entre 20 e 35 anos, matriculados no Curso Básico (120 
horas) do Curso Libras em Contexto do Programa Nacional de apoio à 
Educação de Surdos/ MEC, participantes da comunidade acadêmica da 
UFMS, principalmente do Curso de Letras e Pedagogia, em aulas que 
aconteceram uma vez por semana, mais especificamente aos sábados 
pela manhã no ano de 2004 com as instrutoras Regina Célia Rocha e 
Shirley Vilhalva e com a professora Neiva de Aquino Albres, contemplando 
conteúdos práticos (uso da língua) e teóricos (histórico e aspectos 
lingüísticos, entre outros). 
Acreditamos que, ao analisar o desenvolvimento das produções de 
ouvintes aprendizes de língua de sinais como segunda língua, possamos 
chegar a diferentes tendências de proposta de ensino e intervenção das 
dificuldades dos ouvintes no processo de aprendizagem. 
Impressões Sobre a Produção dos Alunos Ouvintes 
As questões que nos direcionaram foram: Quais as principais dificuldades 
dos ouvintes adultos aprendizes de Língua de Sinais como segunda 
língua? Quais as hipóteses que levantam? Qual o processo que percorrem 
para o desenvolvimento da competência lingüística em Língua de Sinais? 
1) Registro quirológio e uso do alfabeto manual: 
O registro querológico3 é um ato físico de produção do sinal por meio de 
interação, onde há configurações de mão, ponto e articulação, da 
amplitude e continuidade do movimento e expressões não manuais. 
Comparamos a configuração precisa da mão, região de contato, 
intensidade do movimento, continuidade do movimento, expressão facial e 
corporal com a voz e articulação das línguas orais-auditivas. A sinalização 
é acompanhada do movimento, fazendo tornar-se melódico, agradável, 
fluente e visualmente coerente. 
Um registro quirológico competente em Língua de Sinais Brasileira requer 
um controle neurofisiológico altamente integrado. Os aspectos envolvidos 
neste registro são anatomo-fisiológicos, psicossociais e ambientais. 
Podemos considerá-lo individual, um traço da personalidade, com amplas 
variações dentro de um mesmo grupo, explicando, assim, a 
heterogeneidade encontrada nos usuários da Língua de Sinais. 
Comparando a voz, consideramos que ela representa nossa identidade, 
através dela expressamos nossa emoção e motivação, permitindo a 
aproximação e empatia com os interlocutores. Ferreira (1998) discute que 
“[...] independe das palavras escolhidas para expressar os pensamentos, é 
um componente essencial da capacidade do indivíduo de se ajustar às 
situações sociais para fazer bom contato e manter o equilíbrio em relação 
à audiência, seja com uma pessoa, seja com muitas”. 
Constatamos que quando o aluno do Curso de Libras se colocava como 
referência da roda (organização da sala), onde todos os alunos fitavam os 
olhos e ele deveria se expressar, o receio da avaliação lhe instaurava um 
momento de ansiedade e a expressão ficava trêmula, a instrutora tentando 
sempre amenizar a situação produzia sinal de /CALMA/ para incentivar a 
participação do aluno. 
Verificamos alguns estímulos que diminuíram o registro quirológico 
compreensível. O sistema de feedback funciona utilizando múltiplos canais 
de sentidos, principalmente o visual e auditivo nos revela as atitudes do 
interlocutor. Sabemos que a retroalimentação existe e é bastante ativa. 
Constatamos que quando o aluno, em pé à frente de muitas pessoas que 
não são conhecidas, obtinha a eliminação completa da naturalidade, 
podendo desenvolver um registro não tão agradável, pelo mesmo sistema 
de retroalimentação ao verificar a resposta favorável/compreensão dos 
interlocutores adaptava-se à situação e voltava à normalidade. 
Essa constatação tem implicações significativas. Uma delas é que a 
produção do registro teria uma interferência perceptiva do meio e não tanto 
de falta de condições de produzir conforme a norma. Quanto mais brusco e 
intercortado for ao registro quirológico, menos agradável será aos olhos do 
interlocutor. 
Em uma das primeiras aulas a instrutora (surda) apresentou o alfabeto 
manual, os acadêmicos que tiveram sua primeira experiência às vezes 
socavam a letra do alfabeto no ar para frente como se estivessem 
gaguejando ou davam um espaço muito grande esticando o braço para 
frente como se estivessem gritando. 
Os alunos geralmente confundem o F com T, A com S, pois as 
configurações de mãos são muito próximas, os alunos que convivem com 
os surdos em outros ambientes, além do espaço de curso superam essa 
dificuldade mais rápido. 
A instrutora interferiu apresentando um esquema de setas. A elaboração 
das dicas com setas facilitou o registro (memória) do alfabeto manual. 
Apresentamos alguns exemplos: 
A = ↑ polegar F = ↑ polegar (para dentro da palma) Q = ↓ indicador 
S = ↑ polegar T = ↑ polegar (para fora da palma) G = ↑ indicador 
OBS: a seta indica a direção do dedo 
O Registro quirológico compreensível consiste na projeção dos sinais 
anteriorizada, flexibilidade com expressões de ênfase e sutilezas, 
geralmente os alunos se preocupavam com a configuração de mão e se 
esqueciam das expressões não manuais, como: sobrancelhas franzidas ou 
levantadas, lance de olhos, ou levemente cerrados, lábios contraídos, entre 
outros como aponta (BRITO, 1995). Para Freeman, Carbin e Boese (1999-
p.163) “tudo que uma língua falada pode fazer com volume, tonalidade, 
entonação e outras características, as línguas de sinais fazem com o 
espaço e movimento.” 
Há outro ponto interessante na produção dos primeiros sinais, observamos 
a dificuldade relacionado ao ponto de articulação preciso e a direção do 
sinal, por exemplo no sinal de /BOM/ /DIA/, alguns alunos produziam o 
/BOM/ (extensão simultânea de todos os dedos de uma das mão em frente 
à boca) no ponto abaixo do queixo, outros tinham dificuldades na direção 
do /DIA/ para direita ou para esquerda. 
2) Construção morfológica: 
“A morfologia é o estudo da estrutura interna das palavras ou dos sinais, 
assim como das regras que determinam a formação das palavras”. 
(QUADROS, KARNOPP, 2004: p. 86) Procuramos observar como os 
aprendizes de língua de sinais desenvolviam o processo combinatório de 
morfemas quando queriam se comunicar e como interpretavam os sinais 
de seu interlocutor (recepção). 
Geralmente, os alunos questionavam por que determinado sinal é 
produzido de forma específica e não de outra forma, parece que sempre 
buscavam uma explicação lógica ou uma relação icônica. Mas, a 
iconicidade ou arbitrariedade dependem dos falantes da língua, “toda 
arbitrariedade é convencional, pois quando um grupo seleciona um traço 
como característica do sinal, outro grupo pode selecionar outro traço para 
identifica-lo” (QUADROS, KARNOPP, 2004: p. 32) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bibliografia: 
https://audiofisa.com.br 
blog.surdoparasurdo.com.br 
https://audiofisa.com.br/
https://www.direitodeouvir.com.br 
http://www.cursodelibras.org 
https://www.direitodeouvir.com.br/
http://www.cursodelibras.org/

Mais conteúdos dessa disciplina