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A importância de se aprender Libras Libras é considerada uma das línguas oficiais do país, e quanto mais pessoas conseguirem se comunicar por meio dela, maior será o impacto social positivo em todo o Brasil. Isso porque mesmo que a pessoa com deficiência use um aparelho auditivo, ainda assim ela poderá vir a ter problemas com a oralidade. Família, amigos e a sociedade como um todo devem ser estimuladas para que a vida da pessoa com perda auditiva seja melhor e mais produtiva. Se você conhece alguém com esse tipo de deficiência, estimule-a a aprender essa lingua e a todas as outras que estão ao redor dela. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o segundo idioma oficial do país. A partir dos movimentos das mãos, expressões faciais e padrões labiais, a linguagem de sinais é uma das principais formas de comunicação utilizadas pelos Surdos. Dicas para aprender Libras e expandir a sua comunicação A Lingua Brasileira de Sinais, ou simplesmente Libras, é a forma com a qual a grande maioria dos deficientes auditivos se comunicam entre eles e com o restante das pessoas ao seu redor. São cada vez mais as pessoas que querem dicas para aprender Libras e, assim, expandir os seus conhecimentos gerais e a sua comunicação. A Libras é considerada uma língua oficial do país e seu aprendizado geralmente pode ser feito por meio de cursos gratuitos em diversas escolas específicas ou até mesmo pela internet. Neste artigo, separamos algumas dicas e informações úteis para aprender Libras de forma fácil e funcional. 1. Memorize os sinais É importante que os sinais sejam memorizados para que não hajam erros durante a comunicação, pois esse é um aspeto absolutamente essencial para que uma mensagem seja transmitida. E quanto mais palavras forem memorizadas, maior será a fluidez de uma conversa. Comece aprendendo os sinais mais simples e vá avançando aos poucos, sempre retornando aos básicos para que haja uma boa memorização. Uma das melhores dicas para aprender a lingua e ajudar a guardar bem os significados das expressões é a de realizar anotações durante o aprendizado. Desenhar todos os sinais em um papel e escrever informações úteis sobre eles, ajudará na gravação e na revisão dos dados. 2. Cuidado com a configuração das mãos Para não se perder na configuração das mãos, uma das dicas mais funcionais para aprender rapidamente é a de observar quem já entende do assunto. Se tiver dúvidas, pergunte e não deixe de praticar. É preciso ficar atento para não errar nos sinais, pois alguns deles são muitas vezes parecidos. Um professor poderá te ensinar as melhores dicas para aprender Libras e ajudá-lo no processo, corrigindo os possíveis erros. O mais importante nessa etapa é realizar a configuração das mãos corretamente desde o início, pois assim ficará mais fácil para se lembrar delas depois. Assim, mesmo que leve mais tempo, procure fazer o mais certo possível! 3. Use músicas Usar músicas e associá-las aos sinais é uma das dicas para aprender Libras, já que auxilia muito na hora de memorizar os códigos. Sempre escolha uma música que seja de sua preferência para que possa repeti-la várias vezes, reforçando a memorização e a configuração das mãos. Tal processo de aprendizado é muito usado nas escolas, pois assim como em outros idiomas, a melhor maneira de aprender uma nova lingua é por meio da aplicação do aprendizado em situações conhecidas. Assim, sempre que ouvir a música estudada você irá se lembrar dos sinais, o que deixará tudo mais prático. E quando você for capaz de realizar a música completa, passe para outra e aumente ainda mais o seu conhecimento. 4. Estipule metas Estipular metas para aprender Libras é fundamental para que você possa se comprometer e se motivar com o processo de aprendizagem. Comece a semana aprendendo uma quantidade específica de vocabulário e aumente gradativamente. Sempre faça essa progressão em dias pré-determinados, pois isso lhe dará disciplina e foco. 5. Traduza conversas Uma forma efetiva de aprender uma nova lingua é fazendo tradução de conversas. Essa é uma ótima forma de memorizar os sinais, pois você irá aprender na prática como eles se aplicam. Se for possível, estabeleça conversas com alguém que entenda mais do assunto, anotando os erros e acertos. 6. Faça cursos No Brasil, existem várias instituições e diversos cursos gratuitos que passam não só dicas para aprender Libras, como também ensinam todo o processo de construção da língua. Para além de cursos presenciais, existem também os online que podem ser realizados de qualquer lugar com acesso à internet. E como a web é vasta, há muitos gratuitos. A USP e o SENAC são duas instituições que oferecem cursos livres e sem custo, e ainda oferecem certificados após a conclusão. http://eaulas.usp.br/portal/course.action?course=6085 http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?template=536.dwt&testeira=999&unit=NONE&speciality=587&theme_name=Libras 7- Tenha foco no enriquecimento de vocabulário Segundo especialistas no assunto, para aprender LIBRAS, o melhor meio será buscando ter foco no chamado enriquecimento de vocabulário, procurando sempre aprender novos sinais todos os dias. Coloque metas diárias de aprendizado, para que você aprenda um número determinado de sinais por dia, sempre procurando seguir um cronograma previamente estabelecido por você. 8- Faça traduções Como ocorre com idiomas como o inglês e o espanhol, também para uma pessoa que aprende LIBRAS é fundamental fazer uso das traduções durante o aprendizado. Então, depois de fazer tudo que já foi dito anteriormente, procure fazer traduções de textos do português para LIBRAS, sempre se atentando para possíveis erros de interpretação, por exemplo. 9- descobrir o que mais te motiva para continuar estudando? Existem pessoas que se interessam e se motivam por estudar sozinhos, outros gostam mais de ir direto para prática e outros se sentem mais confortáveis se preparando muito antes. Você sabe qual a forma que mais motiva você a estudar? 10- apontado por especialista em linguística, é que 15 minutos por dia são o suficiente para aprender e se tornar fluente em um novo idioma. Pequenos estudos e treinos diários são ideal porque você aprende um pouco todos os dias. Muita informação e muitas horas de estudos no mesmo dia, você deve saber que é muito provável que você não absorva tudo. Os especialistas chamam isso de sobrecarga de informação ou sobrecarga cognitiva. Portanto, nosso cérebro não é feito para absorver grandes quantidades de conteúdo de uma vez só. 11-E como eu posso aprender Libras rápido e ser fluente? O segredo de aprender rápido é a combinação de dois principais fatores, estudos e treinos diários de no mínimo 15 minutos e um apoio personalizado para potencializar seu aprendizado rápido, onde o ideal são aulas particulares uma vez por semana com um tutor surdo nativo em Libras. 12. Assista e imite intérpretes A prática é essencial para fixar o conteúdo ensinado nos cursos de Libras. Por isso, assistir outras pessoas (principalmente intérpretes de linguagem de sinais) é uma boa estratégia. Além disso, vale a pena imitar os principais movimentos. 13- Peça ajuda de amigos e familiares com deficiência auditiva Essa dica é excelente para quem não sofre com problemas auditivos mas que deseja melhorar a comunicação com as pessoas surdas. Então, se você já conhece amigos ou familiares com deficiência auditiva, peça para que eles lhe ensinem alguns sinais ou ajudem a treinar o que você aprendeu nos cursos online. Pode parecer clichê, mas a prática sempre leva à perfeição. Então, treine! 14. As expressões faciais são fundamentais: elas determinam o tom da conversa, além de trazer um toque pessoal à linguagem de sinais. Portanto, não tenha medo de usar as expressões faciais como os professores e intérpretes de Libras. 15. Leve a Libras para sua vida: as situaçõesreais com outras pessoas que utilizam a linguagem de sinais contribuem para aprender mais rapidamente. 16. Qualificações adicionais para se profissionalizar: caso queira ser um intérprete, por exemplo, é preciso buscar outras qualificações adicionais. Os cursos e aplicativos que citamos acima apresentam o básico da Libras. Portanto, eles são recomendados para iniciantes. Para concluir, aprender a Língua Brasileira de Sinais pode ser uma experiência divertida e que ajuda a se comunicar com mais pessoas da comunidade surda. Nesse sentido, os aplicativos e cursos online de Libras grátis são as melhores opções para quem quer aprender o idioma. Além de gratuitas, essas plataformas de aprendizagem são flexíveis e cada aluno pode estudar em seu próprio tempo. 17. Compre e estude um livro de texto da língua de sinais. Peça sua livraria local por uma cópia de um livro de texto da língua de sinais, busque em uma biblioteca ou na Internet. A pesquisa irá te premiar com mais fontes de estudo e facilidades. 18. Pratique muito a língua de sinais. Visite centros comunitários, casas de repouso ou hospitais e perguntem se eles oferecem visitação para pessoas que não podem falar ou ouvir. Visite estes grupos (quando disponível) e pratique. Busque em fóruns da internet pessoas que queiram conversar com você via webcam. pergunte ao seu professor nos cursos se ele tem algum grupo de prática fora da sala de aula. Lembrando que a língua de sinais é diferente para cada país. Se você planeja sair do país para um intercâmbio, é uma boa buscar estes cursos fora do país. 19. Mas como - Estudar- Libras sozinho? Você vai precisar ter duas coisas. Primeiro você vai precisar de um Método, o método de estudo que você usa vai ajudar você nesse processo. 20. aprender Libras sozinho é Estude Todos os Dias, porque Libras é como instrumento, se você não treinar todos dias você não fica bom, assim também é a Libras, se você pára de treinar você perde a prática. Então você precisa aprender novos sinais, ver vídeos em Libras com tradução em áudio que vão ajudar você praticar todos os dias! 20. Faça um Curso de Libras Online e Aprenda Sozinho A primeira dica, e mais importante, é você buscar um curso de Libras para aprender a se comunicar da forma correta. De nada adianta você sair assistindo vídeos aleatórios pela internet. Fazendo isso, o máximo que você vai conseguir será aprender algumas frases prontas, alguns números e o alfabeto. Porém, para aprender Libras é fundamental seguir uma metodologia de https://www.palpitedigital.com.br/wp/2013/01/21/dicas-para-quem-vai-fazer-intercambio/ https://www.palpitedigital.com.br/wp/2013/01/21/dicas-para-quem-vai-fazer-intercambio/ http://www.cursodelibras.org/artigos/frases-em-libras http://www.cursodelibras.org/numeros/ http://www.cursodelibras.org/alfabeto/ ensino, passo a passo. Somente assim você conseguirá entender o que há por de trás da formação dos sinais e passará a se comunicar de verdade rapidamente. 21. Sempre tenha contato com a Libras Assim como funciona com que deseja aprender inglês ou espanhol, para aprender a Libras é fundamental sempre ter contato com ela. Para isso, você não precisa ter um parente ou um aluno surdo. Basta, de vez em quando, assistir a vídeos ou filmes com tradução de Libras. De vez em quando na TV há pronunciamentos de política ou eventos com tradução simultânea em língua de sinais. Esse é o momento de você praticar! 22. Entenda como funciona a Língua de Sinais Se você só decorar os sinais de Libras, logo irá esquece-los aos poucos. Por isso, é importante você entender como são formados os sinais. Aprender os parâmetros da formação de sinais e até mesmo o motivo e a história do surgimento de cada sinal poderá facilitar e ACELERAR seu aprendizado. 5 boas razões para você aprender Libras A Língua Brasileira de Sinais – Libras possui suas próprias estruturas e regras e não é somente uma “mímica”. Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil existem cerca de 9,8 milhões de brasileiros com deficiência auditiva. Deste total 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir. E hoje em dia, as crianças, jovens e adultos com surdez frequentam a escola regular. Além disso, atuam no mercado de trabalho e interagem em todos os espaços. Diante dessa realidade, existe a necessidade cada vez maior no mercado, de pessoas que sejam especializadas na Libras. 1. Auxilia na eliminação das barreiras de comunicação Contribuir no processo de eliminação das barreiras de comunicação entre as pessoas é um papel de grande importância. Aprender a Língua Brasileira de Sinais oportuniza conhecer melhor a comunidade surda. Também faz com que seja possível entender o seu cotidiano, desenvolvendo mais empatia em todas situações. É de grande relevância que você estude Libras, porque a comunidade surda e a sociedade precisam de mais profissionais habilitados para atuar nesse ramo. http://www.chs.ca/services/sign-language-classes-individuals 2.Auxilia na eliminação das barreiras de comunicação Contribuir no processo de eliminação das barreiras de comunicação entre as pessoas é um papel de grande importância. Aprender a Língua Brasileira de Sinais oportuniza conhecer melhor a comunidade surda. Também faz com que seja possível entender o seu cotidiano, desenvolvendo mais empatia em todas situações. É de grande relevância que você estude Libras, porque a comunidade surda e a sociedade precisam de mais profissionais habilitados para atuar nesse ramo. 3. Com dedicação você consegue Como qualquer outra língua você não vai aprender da noite para o dia. É necessário um tempo de estudo e principalmente de treino, porque você estará construindo uma nova habilidade. Para quem deseja aprender e principalmente se tornar profissional nessa área, é indispensável que saiba que estará aprendendo a pensar diferente. Se você busca se especializar, existem cursos específicos que lhe darão todo o suporte e estudo necessário para tornar-se um profissional completo. 4. Mais agilidade no seu raciocínio Estudando a Língua Brasileira de Sinais você aprende a pensar não só verbalmente, mas também visualmente e também com mais rapidez. Na Libras é possível ter uma grande liberdade de expressão, por ser uma língua gestual que envolve a mente e a expressão do corpo, dos gestos e do rosto. Aprender uma língua como a Libras lhe acrescenta conhecimento específico. Além do do mais, pode contribuir para os seus demais aprendizados, justamente por estimular o raciocínio. Já pensou? 5. Desenvolvimento da sua carreira O acesso à educação por uma pessoa surda é um direito por lei, e deve ser feito por meio da Língua Brasileira de Sinais. Com isso, surge a demanda por profissionais que tenham formação em Libras não apenas para atuar na Educação Básica e no Ensino Superior. A formação possibilita trabalhar como tradutor/intérprete na áreas da educação, saúde, assistência social, jurídica, dentre outras. Uma Capacitação ou Pós-Graduação na área da Libras, acima de tudo, forma profissionais com competências interculturais e que https://unintese.com.br/cursodelibras/ podem eliminar as barreiras de comunicação. Essas pessoas são capazes de mediar a comunicação, a fim de inserir os surdos na sociedade e garantir o cumprimento de todos os seus direitos básicos. Língua ou linguagem de sinais? Uma das coisas que precisamos ter em mente ao aprender Libras é sobre a diferença entre língua e linguagem. Muitas pessoas falam “linguagem de sinais”, o que é errado. O correto é “Língua de Sinais“. O termo linguagem se refere a toda a forma de comunicação, entre os exemplos de linguagem nós podemos citar a arte (dança, pintura etc), as placas de trânsito, a matemática e a própria língua. Dessa forma podemos entender a linguagem como um termo que expressa um conceito mais amplo, mais abrangente. Diferentemente do conceitode língua, que se refere a um conceito mais específico, dado que língua é um subtipo de linguagem. Língua é um subconjunto dentro de um conjunto maior que chamamos linguagem. Aprender Libras é aprender um novo idioma. É justamente naquele subconjunto que nós devemos incluir as línguas de sinais. A Libras conta com características e propriedades que lhe conferem o estatuto de língua natural Uma possível fonte para essa falsa ideia ou para esse uso incorreto dos termos está relacionada com a falsa ideia, com a concepção que as pessoas fazem de que as línguas de sinais não são línguas naturais. Porém, além das evidências que vêm do campo da linguística (ciência que estuda as línguas naturais), nós temos evidências robustas vindo de outras áreas do conhecimento, como antropologia, por exemplo, que nos impedem hoje de continuar dizendo que as línguas de sinais não sejam línguas naturais. Sabemos, por exemplo, que as línguas de sinais emergem espontaneamente para atender as necessidades comunicativas das comunidades surdas. Ou seja, ela não é um sistema artificial inventado por alguém. Há evidências também da psicolinguística que mostram que as crianças surdas por exemplo aprender língua de sinais pelas simples exposição e interação com usuário essa língua e não por meio de instrução. Elas adquirem a língua de sinais em sua infância se expostas a essa língua da mesma forma como crianças ouvintes adquirem aprendem a sua língua materna. 21. Se você estiver precisando de uma mãozinha... o Hugo pode te ensinar o movimento certo. O simpático intérprete 3D é o apresentador do aplicativo Hand Talk, que faz tradução automática de texto e voz para Libras. 22. Já pensou no... YouTube? A plataforma digital reúne pessoas fluentes na língua (sendo elas profissionais ou surdos) e é uma ótima oportunidade para conhecer palavras novas. 23. Você também pode buscar por palavras específicas no dicionário online do Acessibilidade Brasil. É possível encontrar termos nas categorias alimento, animais, corpo, família, esporte, entre outros. Quando selecionados, a plataforma indica o movimento das mãos por uma animação e um vídeo de um intérprete. 24. Dicas de expressão e linguagem corporal: Sempre faça contato visual Não importa se você está se comunicando com uma ou mil pessoas. O contato visual tem o poder de aproximar as pessoas. Quando você olha para alguém, passa a impressão dessa conversa ser direcionada a ele, não importa quantos pessoas estiver falando ao mesmo tempo. Por isso, quando estiver falando com várias pessoas, olhe para zonas diferentes no decorrer da apresentação. Conduza o olhar do público A nossa postura e expressão corporal não serve apenas para passar as emoções e sentimentos. Ela também funciona para direcionar o olhar para o que você está falando. Se estiver em uma http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/ reunião e apresentar um dado muito importante na tela, por exemplo, use o braço pra direcionar o olhar para esse dado. Cuidado com as posições mais duras Você com certeza já ouviu alguém dizendo que estar de braços cruzados é uma expressão corporal ruim e que demonstra estar fechado. Não necessariamente. Se você demonstrar determinado nervosismo com essa posição mais dura, ela realmente pode demonstrar insegurança. Mas, com um toque mais leve, pode significar que você está prestando atenção no que o outro diz. Deixa os braços sempre soltos Deixar o braço solto ao lado do corpo é uma das maiores dificuldades de muitas pessoas quando estão aprendendo expressão corporal. Por isso, treine soltar os braços e deixá-los o mais natural possível. Não precisa segurá-los ao lado do corpo. Basta soltar. Braços soltos não significam parados Sempre que se fala em soltar os braços, a maior parte das pessoas acredita que estamos falando de ficar com eles parados o tempo todo ao lado do corpo. É claro que não! Afinal, estamos falando de expressão corporal. Deixe que os braços façam parte da conversa. Use-os para marcar os assuntos, chamar atenção a determinados pontos etc. Só não use esse recurso em excesso. Use as emoções no tempo certo Um palestrante deve estar sempre alegre! Você já ouviu essa frase por aí? É uma das maiores mentiras que propagam. Se você estiver falando sobre um momento difícil de sua vida, irá fazê-lo com um sorriso no rosto? Use a tristeza, raiva, alegria, nojo e todas emoções possíveis para valorizar seu sinal. Prefira se comunicar em pé Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. Prefira se comunicar em pé Você pode usar sua expressão corporal tanto em pé, quanto sentado. Porém, em pé, terá muito mais mobilidade e mais recursos para usar seu corpo como veículo de comunicação. Por isso, sempre que possível, escolha por se comunicar em pé. Respire pausadamente para manter o controle A respiração é responsável por oxigenar nosso cérebro. Por isso que, em momentos de perigo, respiramos cada vez mais rápido. Dessa forma, o cérebro acelera e age muito mais por impulso. Respirando tranquilamente, você desacelera o ritmo da sua mente e consegue raciocinar melhor sobre tudo que está fazendo, trazendo mais calma para sua expressão corporal. Gere rapport com quem está sinalizando O rapport é uma técnica que parece simples, mas exige muito treino. Ele não é nada mais do que identificar as principais características da pessoa com quem está falando e copiá-las. Ou seja, fazer igual. Isso faz com que o outro se identifique em você e gere confiança. Curiosidade: rapport é uma palavra francesa que pode ser traduzida como espelhamento. Não tenha pressa pra sinalizar A sua sinalização é uma dica importante para expressão corporal. Quando você sinaliza muito rápido, é mais difícil controlar seus movimentos e expressões. Quando sinaliza mais pausadamente, deixa cada palavra cumprir seu objetivo e consegue pensar melhor em tudo que está fazendo. Use o espaço que tem para sinalizar. Quando você está se apresentando para muitas pessoas, pode ser que fique pequeno no palco. Então, ande pelo e ocupe todos os espaços. Isso deixa sua sinalização muito mais dinâmica e te torna maior naquele espaço. Além de facilitar a visão de pessoas que não conseguem te ver em determinadas posições. Treine todas essas dicas em casa É comum que muitas pessoas acreditem que basta ler algumas dicas de expressão corporal e já estarão experts no assunto, mas não é assim que funciona. É preciso treinar diariamente para que todas essas dicas sejam fluídas na sua expressão. Uma boa expressão corporal começa se vestindo adequadamente A roupa escolhida deve dialogar com a imagem que você quer que seu público tenha — isso não significa que terá de vestir roupas caras e de grife. Escolha peças que o deixe à vontade, mas que sejam condizentes com aquilo que você diz. Um ponto fundamental é sempre se preocupar em usar roupas limpas e passadas. Na hora de escolher, dê preferência para as cores neutras ou harmonize tons mais fortes e estampas com bom gosto. Tome cuidado para não exagerar nos acessórios e na maquiagem, que também não deve ser excessivamente carregada — a ideia é passar uma imagem forte e confiável por meio das roupas que veste. https://www.clubedafala.com.br/dicas/aparencia/ Sorria e seja agradável O rosto deve reforçar as palavras que saem da boca de uma pessoa. Ao se apresentar para o público, seja agradável e sorria. Por mais que esteja nervoso, esboce um sorriso e mantenha as expressões faciais cordiais. Você não precisa rir o tempo todo, em especial quando falar de um tema denso, mas deve ter as expressões do rosto agradáveis ao público. Manter um sorriso natural e uma expressãoamigável no rosto ajuda o público a criar empatia. Apenas tome cuidado para não parecer muito forçado, pois isso pode causar um efeito contrário ao que você deseja. Além disso, ao sorrir, você envia uma mensagem ao cérebro informando que o indivíduo está feliz, reduzindo a liberação de hormônios do estresse, deixando a pessoa mais tranquila. Tome cuidado com a postura Pesquisas provam que pessoas que apresentam uma boa postura são mais populares, ambiciosas, confiantes, amigáveis e inteligentes. Todo orador quer ser visto dessa forma, então, uma excelente postura merece ser trabalhada. Estudos, como o da psicóloga Amy Cuddy, já comprovaram que, quando um indivíduo assume uma postura de poder, ele é capaz de aumentar a sua testosterona, o hormônio da dominância, e diminuir o seu cortisol, o hormônio do estresse. Sua cabeça deve estar firme e nivelada ao corpo — incliná- la excessivamente para frente ou para trás pode fazer você parecer arrogante ou agressivo. A coluna também deve estar ereta, com os ombros alinhados. Braços cruzados, mãos na cintura ou nos bolsos são vistas pelo público como algo negativo. Muitas pessoas não sabe o que fazer com as mãos, e o ideal é mantê-las na altura da cintura ou do peito. Se preferir, você também pode segurar algum objeto — tente levar uma caneta a laser ou um controle para slides e mantenha as mãos ocupadas com isso. A importância das expressões faciais na Libras https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/11/como-linguagem-corporal-pode-ajudar-voce-ter-mais-sucesso.html https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/11/como-linguagem-corporal-pode-ajudar-voce-ter-mais-sucesso.html Alguns pensam que são meras caretas estranhas, outros acham que é exagero e poucos realmente entendem a importância delas para o entendimento da mensagem. Afinal de contas, para que servem as expressões faciais na Libras? A Libras (Língua Brasileira de sinais) é uma língua reconhecida pela Lei nº 10.436 de abril de 2002 “como meio legal de comunicação e expressão...em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.” Longe de querer aproximar duas realidades linguísticas, vou traçar um paralelo com o português (que é uma língua de modalidade oral-auditiva). Quando queremos dar ênfase, fazer uma pergunta, afirmar, discordar… usamos recursos expressivos com a entonação da voz, certo? Não é possível, que uma pessoa brava, decepcionada ou triste, ao querer transmitir uma ideia, fale com um tom de voz sem alteração, ou seja, sem expressão. A importância da expressão, é que ela atribui a real intenção naquele contexto. O mesmo ocorre na Libras, as expressões fazem parte do “sinal/palavra”, ou seja, compõe o significado, a ideia. Na Libras, as expressões tem diversas funções, vou resumir e apresentar a vocês, duas grandes categorias: Gramaticais: para adjetivar, caracterizar (classificar tamanho, forma e estado) e sentenciais (afirmações e interrogações). Afetivas: para expressar sentimentos (alegria, tristeza, raiva, entre outros). Caso você tenha outras curiosidades sobre o tema, recomendo uma excelente leitura, o livro da Audrei Gesser, LIBRAS? que língua é essa? Intérprete de Libras só pode usar camisa preta? Muitos perguntam se existe alguma regra, pois raramente vêem os intérpretes de Libras usando outra cor de figurino. Quais seriam os motivos? Vou responder essas e outras perguntas a seguir. Primeiro, você precisa saber que a Libras é uma língua de modalidade visual motora. Do ponto de vista do telespectador, http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10436.htm devemos tomar cuidado com a poluição visual e evitar ruídos na sinalização. Devemos prezar pela boa visualização dos sinais. Em seguida, veja a diferença entre tradutor e intérprete: o tradutor trabalha com texto escrito ou outra forma de gravação/registro, já o Intérprete, trabalha simultaneamente, ao vivo sem saber o discurso exato. Senso comum Vamos combinar, quem nunca ouviu dizer que o pretinho é básico, que emagrece, que é chique, ou ainda, na dúvida, vai de preto! risos. Por falta de conhecimento, acabamos seguindo estes padrões sem questionar, não é verdade? Eu fui uma dessas! E não passa de uma crença limitante. Então, acredito que este é o principal fator que leva a maioria a se vestir de preto para traduzir ou interpretar em Libras, achando estar passando uma impressão de neutralidade. Moda, estilo e imagem Para profissionais de moda, estilo e imagem, como a consultora @CarolBrunharo e outros, é praticamente unânime: o pretinho não tem nada de básico e não é neutro! Não emagrece! Outras cores escuras cumprem este propósito: azul marinho, cinza chumbo que combinam com diversas outras cores. Além de reforçar/reflete as olheiras e o cansaço Passa uma imagem de afastamento, repare bem, é o uniforme mais usado por seguranças. Parâmetro para o audiovisual Os documentos que norteiam os tradutores e intérpretes de Libras no audiovisual: a norma da ABNT 15.290 e a cartilha da Classificação indicativa na Libras na TV. Ambas recomendam aos profissionais que evitem um tom de camisa próximo à cor da pele: https://www.youtube.com/watch?v=0dA5tEHz_zQ https://www.justica.gov.br/seus-direitos/classificacao/classificacaolinguasinais.pdf "Pessoas de pele clara devem usar roupas de cores escuras (preto, verde escuro, marrom ou azul marinho); Pessoas morenas e negras devem usar roupas de cores claras (gelo, creme, cáqui, bege). De cor única, sem estampas." Além da camisa, tem outros pontos importantes destacados nesta norma: evitar acessórios grandes, tomar cuidado para que o cabelo não esconda as expressões faciais, que são imprescindíveis na Libras! Isso tudo, para facilitar a boa visualização dos sinais. Logo, vemos que o preto não é a única opção! Concluindo, vemos que usar camisa preta não é uma regra obrigatória, (ainda bem!), aos poucos vamos quebrando esta barreira da informação com os clientes, alunos e iniciantes na profissão. Aperfeiçoamento profissional: diferencial ou obrigação? Primeiramente é essencial estabelecer quais os objetivos pessoais e profissionais, e a partir disso traçar um "plano", pois, de nada adianta o fazer sem ter objetivos claros, não é mesmo? Quando descobri que gostava de interpretar mas precisava melhorar, e rápido! Pronto, estabeleci meu objetivo para "aquele momento" [buscar aperfeiçoamento técnico]. Afinal de contas... Há diversos meios para cumprir com esses objetivos, no entanto isso dependerá da disponibilidade financeira e de tempo que cada um pode dispor. Longe de querer ditar um guia definitivo, mas expor aqui um pouco da minha experiência na trilha da profissão. As atividades que priorizei para alcançar o objetivo foram: 1. Oficinas e cursos: prioritariamente com profissionais experientes e reconhecidos; 2. Participação constante em eventos como congressos, seminários, que permitiram uma socialização com os mais experientes, aprender com quem já conhece "o caminho das pedras". Foram investimentos que valeram a pena, encurta caminhos, e, com isso, pode-se evitar gafes e perda de tempo. 3. Filiações profissionais, minha primeira foi a APILSBESP Associação dos Profissionais Intérpretes de Língua de Sinais do Estado de São Paulo, a segunda, foi SINTILSP Sindicato dos Tradutores e Intérpretes de Libras do Estado de São Paulo, e, as mais recente foram ABRATES Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes e SINTRA Sindicato Nacional dos Tradutores. Estar envolvida com alguma instituição que representa a categoria dá mais credibilidade ao profissional, além de conhecer outros colegas de profissão. 4. Assinatura e leitura de artigos e revistas do segmento, como: A. Revista D+ Inclusão B. Revista ReaçãoC. Revista Metáfrase da ABRATES Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes. Com o passar do tempo, percebi que não era algo apenas para aquele momento (estágio inicial), mas um ciclo de atualização constante, formação permanente! E isso não é diferencial, é o básico para um profissional de qualquer área se manter atualizado e competitivo no mercado. Algumas destas perguntas me guiaram e pode ser útil para você também... O que quero e preciso? Mais contatos? Então é preciso se relacionar com as pessoas, grupos de alguma forma. Pense: onde estão os colegas mais experientes e clientes?, Observe o que e como o fazem. Como um intérprete de Libras amplia o vocabulário ? http://www.linkedin.com/company-beta/10960823/ http://www.linkedin.com/company-beta/10960823/ http://revistadmais.com.br/ http://www.revistareacao.com.br/2017/ https://abrates.com.br/revista-metafrase/ O que no início da carreira como intérprete de Libras parecia ser um pesadelo, aperfeiçoar o vocabulário se soluciona, e a palavra-chave é PESQUISA! Pode ser feita de diversas formas: com os colegas de profissão, surdos fluentes, sites na internet (com muito critério) e dicionários. Por mais segmentado que seja o mercado, na prática, nossa atuação acaba sendo genérica e a formação também. A maioria atua no segmento educacional. A Editora Arara Azul por exemplo, oferece cursos e oficinas livre de formação em tradução literária. A profissão de tradutor e intérprete exige, no mínimo, um vocabulário diversificado. No entanto, não significa que sabemos tudo, mas buscamos informações o tempo todo! Claro que se estamos trabalhando ou se estamos nos preparando para interpretar em determinado contexto, precisamos pesquisar... Com as novas tecnologias da informação e comunicação temos várias opções para realizar pesquisas de sinais desconhecidos ou de especialidade: 1. Dicionários impressos 2. Whatsapp: grupos e amigos no privado 3. Glossários institucionais on-line: Manuário - TV INES, Glossário acadêmico da UFSC, Glossário - Universo Escolar - USP, Glossário de Informática IFSC Chapecó 4. Glossários Youtube: Química e Física por Instituto Phala, Matemática por Zanubia Dada, Informática em LIBRAS, entre outros. 5. Aplicativos móveis: Hand Talk e ProDeaf Por isso, manter contato com usuários fluentes e colegas mais experientes, é uma das formas para se atualizar constantemente. Quero dar destaque para a importância de se ter uma boa Rede de contatos! É colaborativo e de graça! Por que o intérprete de Libras deve fazer revezamento? https://www.linkedin.com/company-beta/1177855/ http://tvines.org.br/?page_id=333 http://tvines.org.br/?page_id=333 http://www.glossario.libras.ufsc.br/ http://eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=6544 http://eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=6544 http://napnee.chapeco.ifsc.edu.br/sistema/ https://www.linkedin.com/company-beta/8836634/ https://www.linkedin.com/company-beta/2762854/ Para o cliente Assume o risco de receber o serviço com baixíssima qualidade, conforme o intérprete vai ficando cansado, a qualidade já não é mais a mesma, a atenção ao que está sendo falado também não! Para o intérprete Lesões por esforço: tendinite, bursite, entre outras Cansaço, estresse físico e mental O cansaço impedirá de realizar mais trabalhos, ou seja, com redução da produtividade não é possível assumir outro trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte com tempo suficiente para recuperação. Será que vale a pena, em médio e longo prazo? É uma das perguntas mais comuns de iniciantes: onde isso está escrito? E qual é o tempo ideal? Onde está escrito? Alguns documentos de entidades representativas de classe publicaram os seguintes documentos: Guia de Contratação de Serviços TILS - FEBRAPILS Código de ética - FEBRAPILS, recomenda a aplicação da Tabela de referência de honorários. Até mesmo a Tabela de referência de honorários - FEBRAPILS recomenda o trabalho em revezamento (no mínimo em dupla) a partir de uma hora. Observar e aplicar esses itens, certamente vai garantir: qualidade na prestação do serviço, menos desgaste, preservação da sua saúde e boas práticas para o mercado. Especialização em Libras: como e qual escolher? 1ª Defina seus objetivos profissionais ou acadêmicos Escolha um curso que corresponda aos seus interesses profissionais, para isso, responda essas perguntas: Quero ensinar português ou trabalhar com educação para surdos? em qual nível, básico, médio ou superior? Quero ser tradutor/intérprete em eventos nas modalidades simultânea/consecutiva? tradutor de audiovisual? Pesquisador? Perceba a diferença: Educação especial https://drive.google.com/file/d/0B7ZxCOYQ0QJmV3dTMWhfOUtFYkk/view https://drive.google.com/file/d/0B7ZxCOYQ0QJmSGlWUDJKcUl2alE/view http://1.bp.blogspot.com/-tom3k4ci0BE/VrDTFfSZ38I/AAAAAAAAkxo/ONdmKdWKc-4/s1600/1.jpg X tradução/interpretação X educação bilíngue são atuações diferentes, conteúdos distintos! 2ª Tenha alguns cuidados para não cair em armadilhas! Evite cursos genéricos como "pós em Libras", libras é língua, e isso é muito vago. Afinal, será especialista em quê? O curso contribuirá efetivamente para atuar na área escolhida? Verifique a carga horária das disciplinas. Exemplo: o curso é de tradução e a carga horária dessa especialidade é de apenas 60 horas. Tem muitos cursos de especialização com conteúdo básico de Libras, cuidado com isso para não perder tempo, dinheiro, e pior, conhecimento que poderia ser mais útil na profissão, como por exemplo: habilidades básicas descritas no código de ética profissional ou na legislação. 3ª Analise Se a instituição possui autorização no MEC, reconhecimento e aceitação no mercado de trabalho. A grade de disciplinas/conteúdo e corpo docente. A instituição divulga o nome da coordenação do curso ou o corpo docente? Se não, por que será que ocultam?, possui formação condizente com o curso? exemplo: linguística, tradução, entre outras especialidades inerentes ao curso em questão. Paloma Bueno Tradutora e intérprete de Libras no audiovisual: TV, cinema e internet | Professora | Dicas para treinar a expressão facial: - Treine as expressões no espelho, para que você tenha consciência de sua imagem e de quais músculos faciais são necessários para realizar a expressão; - Depois de um tempo, faça as expressões sem olhar no espelho: Perceba se seu rosto está tenso, que lugares estão sendo https://www.linkedin.com/in/palomabuenolibras/ https://www.linkedin.com/in/palomabuenolibras/ movimentados, relaxados, tensionados, como estão seus olhos, se o seu nariz está franzido ou não, enfim, desenvolva sua auto percepção; - Quando já tiver percebido sua expressão detalhadamente, olhe no espelho e confira se a imagem que você fez em sua mente sobre sua expressão condiz com o espelho; - Treine várias vezes, junto com sinais que pedem expressão facial e corporal. EXERCÍCIO 1: Veja esse vídeo e faça o treino de sua expressão facial. https://youtu.be/x4WNJbVTozA EXERCÍCIO 2: SINAIS EM LIBRAS QUE NECESSITAM DE EXPRESSÃO FACIAL/CORPORAL: 1. TRISTE 2. BONITO 3. INVEJA 4. FELIZ 5. CIÚMES 6. AMOR 7. ATENÇÃO 8. SÉRIO 9. BRINCAR 10. CHEIO 11. VAZIO 12. SURPRESA 13. SUSTO 14. MEDO 15. DOR 16. ALEGRIA 17. APAIXONADO 18. AMIGO 19. ESPECIAL 20. MAL https://youtu.be/x4WNJbVTozA 21. BOM 22. CANSADO 23. DOENTE 24. CORRER 25. FEBRE 26. SORRIR 27. DISTRAÍDO 28. DESCANSO 29. CALMA (PEDIR CALMA À ALGUÉM) 30. PAZ 31. RAIVA 32. ÓDIO 33. CORAGEM 34. OUSADIA 35. GRITAR 36. NADAR 37. ALÍVIO 38. NERVOSO 39. UNIÃO 40. FELIZ Confira essas dicas com a fonoaudióloga Lenny Kyrillos: https://youtu.be/CTG4DLEl13k https://youtu.be/Wa0UIGPTcio Abraço sinalizado, Priscila Festa As Variações Linguísticas da Língua Brasielira de Sinais Características e Particularidades LIBRAS em diferentesestados do Brasil. Essa variação linguística está ligada diretamente aos níveis fonológicos (pronúncia), https://youtu.be/CTG4DLEl13k https://youtu.be/Wa0UIGPTcio morfológico (palavra), sintático (sentenças), nos fatores sociais de idade, educação e situação geográfica bem como a constituição familiar que interfere na Libras criando o regionalismo. Considerando que todos esses fatores interferem na padronização da língua gestual, pois a língua de sinais ao passar literalmente “de mão em mão” adquire novos “sotaques” empresta e incorpora novos sinais, mescla-se com outras línguas adquirindo novas roupagens, esse fenômeno da variação e da diversidade está presente em todas as línguas vivas em movimento. É justamente na prática social de uso da linguagem entre surdo/surdo e surdo/ouvinte que é possível enxergar o multilinguismo. Este artigo vai partir de um analise de dois livros, o primeiro são as configurações de São Paulo, e o segundo os sinais de Porto Alegre. Serão coletadas as marcas do regionalismo, sinais com o mesmo significado, mas diferentemente sinalizados, sendo que o foco principal é a libras e sua variação nos diferentes estados do Brasil e como isso ocorre. Regionalismo Mesmo sem som, a Libras (Língua de Sinais Brasileira) também tem variações regionais, a ponto de ser possível identificar um surdo do nordeste ou do sul só com base no seu gestual. Rachel Bonino Paola Ingles Gomes cursa a 8ª série em São Paulo numa tradicional escola municipal para deficientes auditivos no bairro da Aclimação, a Helen Keller. Como outros colegas adolescentes, costuma ir à festa junina promovida pelo Instituto Santa Teresinha, um evento que virou referência entre estudantes surdos de todo o país. Paola conversava com um amigo de outro estado numa dessas comemorações anuais quando, entre risos, sinalizou que ele era um "palhaço", um tolo. O sinal usado indicava uma bola no nariz, assim como usam os palhaços. O rapaz não entendeu a "gíria" e coube a Paola indicar o contexto da palavra, por meio de outros sinais. Casos assim se repetem a cada interação entre deficientes auditivos de regiões diferentes, mas que adotam a mesma gramática gestual adotada pela Libras, sigla para Língua de Sinais Brasileira. Nesse universo sem sons, há gírias, regionalismos e até mesmo o que podemos chamar de sotaques. De fato, determinados termos possuem variações maiores ou menores quando "pronunciados" por gestos. Só a palavra "abacaxi", no sortido espectro de variantes em forma de gesto, tem ao menos cinco sinais diferentes em todo o país, com pequenas mudanças de movimentos entre os compartilhados por Bahia e Pará e os usados no Mato Grosso ou em Santa Catarina. A Libras é reconhecida desde 2002 por lei federal (ver quadro). Tem como base cinco parâmetros: a direcionalidade (para onde as mãos e o rosto se dirigem), o ponto de articulação (de onde parte o movimento), a configuração de mão, o movimento propriamente dito e as expressões faciais e corporais. A variedade lingüística dos sinais ocorre, em alguns estados, quando se modifica ao menos um desses parâmetros. - É como se houvesse uma "pronúncia" diferente. É um tipo de sotaque, só que sem som - afirma a lingüista Tanya Amara Felipe, professora da Universidade de Pernambuco (UPE) e coordenadora do Programa Nacional Interiorizando a Libras. Dizer sem falar Quase não existem pesquisas sobre variações regionais em Libras, mas já há base empírica para os estudiosos arriscarem configurações. A psicóloga Walkiria Duarte Raphael, uma das autoras do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngüe da Língua de Sinais Brasileira (Edusp, 2001), diz conseguir identificar um r arrastado nos sinais dos surdos cariocas. - Eu, lidando com os diferentes sinais, percebo que no Rio eles soletram mais arrastado, embora não exista estudo com base científica sobre o assunto. Os surdos que oralizam bem [que reproduzem com os lábios as palavras sinalizadas] acabam falando junto com o sinal. E aí também se consegue perceber o sotaque. É possível sentir claramente isso, no sinal - diz. Embora não haja equivalência entre o verbo e os gestos de cada lugar, os sotaques dos sinais parecem acompanhar as sutilezas das falas de cada região. Para Walkiria, é possível perceber a diferença regional pela observação da mão de apoio - é comum que os surdos destros façam o movimento com a mão direita e a esquerda sirva de suporte. No Rio de Janeiro, segundo a estudiosa, a maioria dos sinais é feita com a mão de apoio fechada. Em São Paulo, a mão de apoio é aberta. - Essa é uma diferença que notei quando estava juntando os sinais para o dicionário. Isso pode ser considerado um sotaque? Pode - diz Walkiria. Sueli Fernandes, lingüista , assessora técnico-pedagógica do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, concorda: - Sejam faladas ou sinalizadas, é próprio das línguas a pluralidade de manifestações. A unidade lingüística é um mito mesmo na linguagem por sinais - analisa a profissional, que também é colaboradora do Libras é Legal, projeto de difusão da língua coordenado pela seccional do Rio Grande do Sul da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis-RS). Ambiente virtual Coordenadora do curso a distância de Letras-Libras na Universidade Federal de Santa Catarina, único nos moldes no país, a lingüista Ronice Müller de Quadros mantém contato com 500 alunos de nove estados no ambiente virtual. Desse total, 447 são surdos. A quantidade de sinais variantes é tão grande que eles criaram um glossário para padronizar aqueles usados e criados no curso. - Dá para identificar quem não é de Santa Catarina pela variação dos sinais, e pelas diferentes expressões faciais e corporais - conta. Ela lembra que os falantes do Rio de Janeiro costumam usar muito o alfabeto manual na comunicação. Ou seja, no lugar do sinal, em muitas situações, o termo é soletrado. Característica que não é típica dos usuários de São Paulo, segundo Ronice. - Os surdos do Norte do país se apóiam bastante nas expressões facial e corporal. O tamanho do sinal é maior, ocupa mais espaço. Mas essa diferença não tem implicação no significado do sinal. Manaus, por exemplo, é um dos pólos em que os estudantes apresentam mais variações. Talvez pelo fato de estarem muito distantes - analisa. Mas nem sempre os surdos encararam com bons olhos o contato com sinais de outras regiões. No início da produção da primeira edição do dicionário, a psicóloga Walkiria Raphael - que atualmente trabalha na segunda edição do livro (ver quadro) - percebeu que diante de um termo diferente os surdos tendiam a dizer que aquele sinal estava "errado". Hoje, as variações são mais aceitas. - A própria comunidade surda tinha uma rixa. Daí a resistência dos surdos que estavam nos ajudando, na elaboração do dicionário, de incluir sinais que não são usados em São Paulo. Tínhamos de convencê-los de que aquele sinal era representativo para determinada região. Havia bairrismo - diz. Se no caso do sotaque os sinais envolvidos têm diferenças sutis de estado para estado, no caso dos regionalismos, ao contrário, as mudanças são totais. A linha de pensamento é a mesma da palavra "mandioca" com suas variações "macaxeira" e "aipim". A mesma palavra, "abacaxi", tem sinais muito diferentes, como os de São Paulo e os do Rio de Janeiro. Dá pra dizer então que os sinais regionais são aqueles que representam a mesma coisa só que com ponto de articulação, movimentos, direcionalidade e expressões faciais, todos diferentes. - Quando comparamos sinais usados por jovens surdos e surdos idosos, nas associações, por exemplo, percebemos mudanças na forma e no conteúdo dos sinais, por vezes até condenadospelos mais velhos que se orgulham de utilizar "sinais puros", sem a interferência do português, tal como o fazem as gerações atuais. Nova geração O atual cenário educacional é responsável por uma revolução na cultura surda. No passado, o isolamento era grande. Os sinais eram passados de geração a geração e se restringiam à representação do cotidiano, nada muito específico. Hoje, a presença no ambiente escolar tem estimulado a criação de muitos novos sinais, já que há disciplinas e termos técnicos, além de permitir o contato do estudante com os sinais de outras regiões. A estrutura que, nesse processo, mais tem sido renovada são os substantivos. - Sinais vêm sendo criados, simultaneamente, em diferentes regiões, para atender às necessidades de conceituação e comunicação, repercutindo na ampliação do léxico. A especificidade das disciplinas e seus objetos de estudo requer um vocabulário técnico sinalizado que, enquanto não padronizado, contribui para a fomentação dos regionalismos - analisa Sueli Fernandes. Algumas instituições de ensino que têm salas mistas - com alunos surdos e ouvintes - já estruturaram equipe para apoiar o contato entre professor e estudante durante as aulas. Sidney Feltrin é tradutor e intérprete de Libras há 12 anos. Há dois, ele trabalha com mais seis profissionais na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), que tem sete alunos surdos. - Todos os sinais criados em sala de aula são encaminhados à Feneis para que sejam disseminados e adotados nas demais universidades do país, criando assim um padrão - conta. Sinais de guetos Além da linguagem mais técnica e específica, a escola ou faculdade coloca o deficiente auditivo em contato com outros grupos que não a própria família e os colegas. Só esse fator é responsável pela criação de mais uma penca de novos sinais usada no bate-papo dos corredores. Na escola municipal Helen Keller, em São Paulo, os jovens do ensino fundamental e do médio têm suas próprias gírias, muitas vezes variando de sala para sala, de panelinha a panelinha. É inegável que a língua portuguesa acaba por determinar a constituição de vários elementos semânticos, estruturais e discursivos da língua de sinais. Isso não deixa de acontecer também no universo das gírias. É o caso do xingamento "palhaço", usado pelos alunos da escola com o mesmo sentido da língua portuguesa. Na Helen Keller, os estudantes também criaram seus próprios sinais para Orkut e MSN (programa de conversa on-line). Assim como no português, a língua de sinais também registra os idioletos, ou seja, as maneiras únicas no modo de falar ou sinalizar de um indivíduo. Diferenças de idade, escolaridade, maior ou menor contato com a comunidade surda, tudo isso aumenta a diversidade de sinais. - Todos os usuários da Libras conseguem comunicar-se uns com os outros e entendem-se bem, apesar de não haver sequer dois que façam sinais da mesma maneira - explica a lingüista Lodenir Becker Karnopp, também professora do curso Letras- Libras na UFSC. Nesse mar de sinais e variações, quem não é surdo pode pensar que o entendimento entre os deficientes auditivos de estados diferentes fica quase impossível. Basta lembrar a quantidade de palavras usadas na língua portuguesa e suas variações, tão criativas quanto as dos sinais. - Há, sim, uma tentativa de padronização das associações de apoio ao surdo. Há muitos sinais que já são padronizados e usados em congressos, por exemplo. Mas é preciso respeitar a diversidade - comenta Walkiria Duarte. A mesma diversidade, aliás, que torna a Libras e a língua portuguesa admiradas pelos seus usuários. FONTE: http://revistalingua.uol.com.br/ LIBRAS! NÃO CONHEÇO SURDO PRA PRATICAR! O QUE FAÇO? Como você faz pra ter contato com comunidade surda? Onde você pode encontrar surdos para praticar a Libras? Em muitos cursos de Libras os professores logo no começo dizem para os alunos procurar surdos para praticar, mas eles Não dizem como, ou seja, não dizem onde encontrar os surdos ou outro meio parar praticar a Libras. Mas porque é importante ter contato com a Libras? Porque se você não tiver contato com o idioma você não consegue aprender a língua! Então minha recomendação para você ter contato com Libras se Não Conhece Nenhum Surdo é: acesse um canal no youtube, pouco conhecido, chamado Visual Tv Brasil, nesse canal tem vários programas e tem dois intérpretes que interpretam todo o programa, e nesse programa tem a tradução em voz também, é um ótimo canal pra você aprender e ter contato com a Libras! Outro canal que recomendo é um canal da surda Nathalia da Silva, nesse canal você vai ver dicas sobre maquiagem, mas dá aprender algumas variações e aprender Vários sinais novos. Exercício 1 - melhorar a datilologia Pegue uma câmera filmadora, pode ser celular ou câmera mesmo, coloque-aem posição para se filmar. Pegue qualquer livro que tenha na sua casa, abra ele aleatoriamente e faça a datilologia da primeira palavra que ver na página que abriu. Abra em outra página e faça a datilologia para a câmera da primeira palavra que ver e faça isso consecutivamente. Essa atividade ( filmagem) deve se em média de 10 minutos, no mínimo 25 palavras.Após o término, desligue a filmagem e veja o vídeo. A sua m issão agora é ver se entende a própria datilologia, se você está fazendo a configuração de mãos corretamente das http://revistalingua.uol.com.br/ letras e principalmente ver se a sua velocidade está boa, natural ou com muito atraso. Essa atividade é indicada a ser feita dia sim , dia não. Em menos de 1 mês já dá para notar grande diferença no aluno que usa esse método ( poer Carlos Christian) Importâncias destas frases em libras Essas são algumas das frases prontas mais comuns. São usadas diariamente na vida dos surdos, aprende-las é fundamental para a comunicação. Para aqueles que estão estudando o que é libras, é de extrema importância saber estes dialetos mais usuais e treina- los diariamente, pois é uma ótima forma de aprender libras. A linguagem de sinais é um meio de comunicação muito simples e extremamente fácil de se aprender. Importância de aprender frases prontas Conversar com um surdo apenas “digitando” as palavras pode ser muito complicado e cansativo, por isso aprender essas frases prontas podem ser de grande auxilio já que facilita drasticamente a conversação. Como montar as Frases Prontas? O Surdo é muito visual, demonstrar a ele as coisas mais importantes do que você quer passar é muito importante. Seguindo os exemplos das imagens e dos vídeos pode se ver a facilidade de montar as frases, se treina-las diariamente de maneira correta e tentar conversar com pessoas surdas o seu desempenho de fato crescerá, assim, ajudando-o a aprender e montar suas frases. A LIBRAS não é universal, tendo em mente que cada região do planeta possui seu próprio dialeto, o mesmo ocorre na Língua de Sinais, existe uma para cada lugar. Entender o dialeto do nosso país e conversar com as pessoas pode ser extremamente bom para sociedade. https://youtu.be/ulWFBkhUH8Y https://youtu.be/kqB7BmIS8Vw https://youtu.be/cViOerAEBG0 http://www.cursodelibras.org/artigos/o-que-e-libras/ http://www.cursodelibras.org/artigos/como-aprender-libras/ https://youtu.be/ulWFBkhUH8Y https://youtu.be/kqB7BmIS8Vw 2- Atividade Uso de ferramentas de tradução automática: http://prodeaf.net/prodeaf-movel http://www.handtalk.me/ Visite os sites. Instale os aplicativos de tradução automática. Navegue por eles e veja o que eles oferecem. Faça uma breve comparação entre os dois. Agora, traduza as seguintes frases em cada um dos aplicativos: 1- A língua de sinais é uma língua como qualquer outra. 2- João tem apenas 17 anos. 3- O cachorro deu uma mordida no meu rosto. Questões para debater em grupo: 1- As traduçõesestão corretas? 2- É possível compreendê-las em Libras? 3- Quais são os problemas dessas traduções? 4- Como vocês traduziriam? Por que estudar Libras é essencial para atuar na educação? Qual a importância de Libras para a criança com deficiência auditiva? Para qualquer criança que tenha deficiência auditiva desde o nascimento ou começo da infância, a linguagem de sinais será sua primeira língua. É com o uso dela que aprenderá a se comunicar, a compreender o mundo e, mais importante ainda, a raciocinar. Assim como uma criança sem problemas auditivos precisa aprender uma língua para conseguir se expressar e compreender o que acontece à sua volta, com a surda isso não é diferente. É preciso entender, antes de tudo, que Libras é o idioma materno dela — e o português será sua segunda língua. http://prodeaf.net/prodeaf-movel http://prodeaf.net/prodeaf-movel http://www.handtalk.me/ Suponhamos que uma criança com deficiência auditiva aprenda Libras antes de entrar em idade escolar. Ao começar a frequentar a escola, ela terá de aprender, assim como todos os outros colegas, uma série de conteúdos previstos no currículo, que começam pela alfabetização e pelas primeiras operações matemáticas. No entanto, as aulas não são dadas em Libras. O professor conversa com os outros alunos e tenta se comunicar com a criança surda usando mímicas e desenhos. Não é surpresa nenhuma que o aluno não aprenda nada, afinal, a aula será dada em uma língua totalmente desconhecida por ele. É como se alguém que fala apenas português fosse colocado em uma sala de aula para aprender matemática em espanhol. Quais são as melhores dicas para quem deseja estudar Libras? Entenda e explore o papel dos sentidos Você provavelmente já ouviu dizer que uma pessoa surda, embora não tenha audição, é mais sensível quanto aos outros sentidos (visão, tato, olfato e paladar), não é mesmo? Saiba, então, que essa é uma informação verdadeira e que precisa ser considerada por quem deseja estudar Libras. É justamente por esse motivo que o ouvinte e intérprete deve evitar tocar no surdo sem fazer contato visual antes, já que ele pode acabar se assustando com essa atitude imprevista e até mesmo brusca, por exemplo. O toque é um dos sentidos mais aguçados da pessoa surda, sendo assim, dirija-se a ela vindo pela lateral e certifique-se de que ela o notou. Se necessário, acene. O olhar é também imprescindível nesse sentido. Para estudar Libras e ao se comunicar com um surdo, pratique bastante a comunicação olho no olho. Lembre-se de que todas as atitudes e/ou expressões, como veremos adiante, significam algo. Se você interage com alguém que não escuta e ao mesmo tempo olha para os lados, por exemplo, ele também fará o mesmo e vai procurar por algo. Não se esqueça da expressão facial A expressão facial é um recurso muito importante da Língua Brasileira de Sinais. Isso porque se trata de um recurso que auxilia a compreensão e interpretação das mensagens, esclarecendo melhor o que você pretende dizer à pessoa surda. Além disso, a expressão facial dá sentido aos sinais de Libras, fazendo também parte de suas formações. Isso quer dizer que devemos, literalmente, fazer cara de feliz, bravo, triste, etc., a depender daquilo que estamos nos comunicando. Se esse aspecto não for empregado, o intérprete cometerá um grande equívoco. Utilize repetições para dar ênfase e reforçar a mensagem Usamos da repetição de palavras para dar ênfase a uma frase, certo? Na Língua Brasileira de Sinais, o mesmo recurso é necessário para causar esse efeito, no entanto, por meio dos gestos. Interessante, não? Dessa forma, você também garante que a pessoa com a qual está conversando captou a mensagem desejada com todas as emoções nela incluídas. Por esse motivo, é bastante comum em Libras a repetição dos sinais. Sendo assim, não fique com receio e faça a mesma coisa sempre que julgar necessário. Busque conteúdos e treine bastante Existem na internet diversos conteúdos voltados para auxiliar quem quer estudar Libras. O YouTube, por exemplo, é uma plataforma digital que reúne várias pessoas fluentes na língua, como profissionais e surdos. Trata-se de uma excelente forma de treinar aquilo que você está aprendendo, além de entrar em contato com palavras novas. Outra dica interessante é buscar palavras específicas no dicionário online do Acessibilidade Brasil. É possível encontrar termos em diversas categorias, como alimentos, animais, esportes, corpo, família, etc. A plataforma indica o movimento das mãos por meio de uma animação e de vídeos de um intérprete. Não se esqueça de que, assim como acontece com qualquer outra língua, você não conseguirá aprender Libras da noite para o dia. É necessário um tempo de estudo e, sobretudo, de treino, já que uma nova habilidade entrará em processo de construção. Para quem quer se tornar fluente, é indispensável também buscar se especializar. Por fim, não se esqueça de que treinar e conversar bastante é fundamental para alcançar o domínio da Língua Brasileira de Sinais. Para tanto, redobre a atenção também quanto às estruturas linguísticas, sublexicais, categorias gramaticais, alfabeto manual, estruturação das frases etc. http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/ http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/ Por que é importante que o professor saiba se comunicar em Libras? Não se trata apenas do cumprimento da lei. Pelo exemplo acima, já fica fácil entender o quanto a linguagem de sinais é importante para o desenvolvimento das crianças com deficiência auditiva. Na escola, um lugar onde elas deverão passar boa parte da vida, é fundamental que consigam se comunicar. Listamos três motivos para demonstrar por que estudar Libras é fundamental para o professor. Confira! Inclusão social Vamos pensar em mais um exemplo: uma criança é a única em uma sala de aula com deficiência auditiva. Ela se comunica por linguagem de sinais, que nenhum de seus colegas sabe usar. Durante todo o tempo em que passa dentro da sala, apenas poderá se comunicar com seu intérprete (se houver um). Ao passar do tempo, essa situação gerará uma sensação de desconforto na criança, que se sentirá excluída daquele contexto. Se comunicar é uma necessidade de todo ser humano, e é comprovado que a privação desse direito pode gerar graves danos, não só no rendimento escolar, mas principalmente no desenvolvimento social. Ao se comunicar em Libras com a criança, mesmo que só de forma básica, o professor demonstra interesse em incluí-la na turma, faz com que ela se sinta parte daquele lugar, e amplia as possibilidades de contato para o estudante. Formação humanizada Além de permitir que a criança compreenda a aula, a capacidade de se comunicar em Libras também permite o oposto: que o professor compreenda o aluno. É por isso que podemos dizer que estudar Libras dá ao futuro professor uma formação mais humanizada. Por mais que aprenda rápido o português, existem coisas que uma criança com deficiência auditiva só saberá dizer em sua língua materna. Ao se comunicar fluentemente com um aluno surdo em sala de aula, o professor conseguirá entender melhor quais são suas demandas e dificuldades, evitará equívocos e estará mais preparado para lidar com as particularidades do estudante. Assim como todas as outras crianças, aquela que é surda tem uma vida que acontece fora dos muros da escola, além de trazer suas próprias questões pessoais e muitos outros assuntos que vão além de suas dificuldades de comunicação. Saber se comunicar com o https://blog.unyleya.edu.br/carreira/trabalhar-com-educacao-descubra-como-seguir-carreira-na-area/#! aluno ajuda o professor a entender que aquela criança não se resume à sua deficiência auditiva. Vínculo aluno e professor Quem não se lembra do primeiro professor? Ou de algum outro que tenha marcado positivamente sua vida ainda no começo do ensino fundamental. Se você se lembra de um bomprofessor da infância, é provável que também se lembre de coisas que ele te ensinou. Por mais que a criança tenha um intérprete em sala de aula, ele não pode ser único responsável por seu aprendizado; o aluno precisa se conectar com seu professor. O docente é uma referência para o estudante, principalmente nos primeiros anos da educação escolar, e construir uma boa relação é de extrema importância para o aprendizado. O vínculo professor e aluno ajuda a criança pequena a estabelecer um ponto de confiança, que fará com que ela busque se espelhar no professor e preste atenção ao que ele ensina. Quando a comunicação é fluida e constante, criar esse vínculo se torna muito mais fácil. À medida que ela percebe que sua comunicação com o professor é possível, que ela pode compreendê- lo e que ele se esforça para compreendê-la também, o aprendizado se potencializa. Quebra das barreiras da comunicação O professor que cursa Libras exerce, também, um papel fundamental quanto à uma questão social de muita importância: a inclusão e a quebra das barreiras de comunicação entre os indivíduos. Dessa forma, torna-se possível conhecer diferentes pessoas, entender o seu cotidiano, desenvolver empatia em todas as situações e criar laços. Tanto a comunidade surda em si quanto a sociedade no geral precisam de mais pessoas habilitadas em Libras, uma vez que ainda existem poucos profissionais capacitados na área. Nesse sentido, devido à grande demanda, se tornar um especialista pode ser um diferencial capaz de abrir várias portas para o professor, como veremos adiante. Agilidade de raciocínio e de ação Ao estudar Libras, o professor se habitua a pensar não só de forma verbal, como também visual — e tudo isso com mais rapidez e agilidade. Como se trata de uma língua que envolve a mente, as expressões faciais e corporais entre outros aspectos, aprendê-la, além do conhecimento específico, pode acabar estimulando o raciocínio rápido e até mesmo contribuindo com outros aprendizados. Além disso, quem opta por estudar Libras conseguem se articular melhor, uma vez que, para conseguir se comunicar com outras pessoas, será preciso gesticular bastante as mãos e ter muita coordenação motora. Novas oportunidades profissionais O acesso à educação por uma pessoa surda é um direito assegurado por lei, inclusive, nunca se falou tanto em inclusão como nos dias de hoje. Em meio a esse cenário, aumenta cada vez mais a demanda por professores capacitados em Libras, tanto para atuar na Educação Infantil e ensinos Fundamental, Médio e Superior, quanto também como tradutor/intérprete em áreas diversas — saúde, assistência social, jurídica etc. Uma graduação que oferece Libras em sua grade curricular ou uma especialização na área forma professores com as competências e habilidades necessárias para eliminar barreiras de comunicação e garantir a inclusão dos surdos na sociedade, bem como o cumprimento de seus direitos básicos. Dessa forma, o professor poderá também acrescentar algo a mais no seu currículo. O fato de que ele pode se comunicar com deficientes auditivos fará com que muitas instituições de ensino e até mesmo empresas se interessem por ele. Além disso, ele também pode dar um passo a mais e se especializar nessa área, pois, atualmente, os intérpretes de Libras estão crescendo muito no mercado de trabalho. Esses são só alguns dos motivos pelos quais o aprendizado de Libras é tão importante na formação dos professores. Incluir a criança surda, demonstrar interesse por ela e permitir que crie pontos de apoio são formas de promover uma educação mais igualitária e inclusiva. O aprendizado da linguagem de sinais pelos professores também é um ponto de partida para que não se restrinja aos deficientes auditivos, para que eles possam ter seus círculos sociais ampliados e mais possibilidades de inclusão em atividades comuns para qualquer pessoa, como a educação formal e o trabalho. Vale ressaltar que, mesmo não estando em sala de aula, também é importante que outros profissionais de educação que estão no https://blog.unyleya.edu.br/insights-confiaveis/especializacao-ead-4-motivos-para-voce-optar-por-uma-agora-mesmo/ https://blog.unyleya.edu.br/carreira/como-sera-o-futuro-da-educacao/ https://blog.unyleya.edu.br/carreira/como-sera-o-futuro-da-educacao/ ambiente escolar consigam se comunicar minimamente com a criança que usa a linguagem de sinais. Estudar Libras é importante para todos aqueles que lidam com a educação formal. Ficou convencido da importância desse conhecimento para a formação dos educadores? Então, não deixe de compartilhar agora mesmo este post nas suas redes sociais e fazer com que mais pessoas confiram nossas dicas e promovam a inclusão! A importância das Libras e qual a melhor maneira de aprender A Língua Brasileira de Sinais, ou Libras como é normalmente conhecida, surgiu em 1857. Criada pelo Instituto dos Surdos-Mudos e hoje ensinada de diversas maneiras, principalmente em cursos online, a língua em questão é uma junção da Linguagem de Sinais Francesa e da Língua de Sinais Brasileira antiga, que era utilizada pelos deficientes auditivos de diversas regiões do Brasil. Com quase 30 anos de idade, a Libras faz o papel principal que toda linguagem desenvolve: conectar pessoas e permitir que comunicações sejam feitas, que o mundo seja apreendido pelos surdos por meio da linguagem e que essa experiência se dê de forma completa. Existindo oficialmente por tanto tempo nas terras do Brasil, a Língua Brasileira de Sinais é amplamente utilizada e faz parte do cotidiano de muitas pessoas, tanto aquelas que são deficientes auditivos, https://www.educamundo.com.br/ https://www.educamundo.com.br/ quanto aquelas que não são. Nesse post, vamos te falar por que é importante aprender essa língua e qual a melhor maneira de fazer isso nos dias de hoje. A dificuldade em aprender Libras Todo aprendizado de uma nova língua é complicado na primeira vez. Para aqueles que já aprenderam mais de uma linguagem verbal fica mais fácil apreender outros idiomas com o passar do tempo. Isso acontece porque toda linguagem é composta de sintaxe – aquela característica linguística que estuda as palavras enquanto componentes de uma frase – e a estrutura pode ser parecida em diversas línguas. Para alguém que fala português como língua nativa, a dificuldade primordial está naquela transição entre tradução e compreensão da Libras para o Português. A tradução sempre coloca uma língua em retrospecto com a outra, ou seja, faz relações linguísticas entre os elementos. Quando passamos da tradução para a compreensão começamos a pensar dentro naquela nova linguagem e não mais fazer paralelos com uma língua e outra. Com o aprendizado de Libras acontece a mesma coisa. A Língua Brasileira de Sinais tem diversos pontos em comum com o português brasileiro, mas também há outros que se diferem e por isso devem ser tratados e pensados de maneira distinta, e não apenas como parte de uma tradução literal linguística. Como citamos mais acima no texto, a Libras trabalha bastante com conceitos e por mais que toda palavra seja um conceito em sua concepção, dificilmente entendemos nossa linguagem nativa dessa maneira. O “x” da questão para quem quer aprender Libras é justamente fazer o estudo tendo em mente que é necessário deixar o pensamento virado para a Língua Brasileira de Sinais. A questão de treinar o pensar para ser composto em Libras é um exercício que exige dedicação, mas que não deve ser deixado de lado de hipótese alguma. Inclusive essa é uma dica de ouro para quem está no processo de aprendizado. O chamado Português Sinalizado é diferente da língua de sinais, porque essa vai além de uma tradução, como dito anteriormente. Com a internet, não é difícil encontrar materiais audiovisuais em que podemos ver intérpretes fazendo a língua de sinais para os deficientes auditivos.Isso é comum em canais sobre política, mas você também encontra no YouTube materiais de entretenimento que mostram um intérprete em tela. Assim como ver um filme em inglês ajuda no desenvolvimento do idioma em seu cérebro, o mesmo acontece nesse caso. Para treinar melhor, coloque o vídeo no mudo e se concentre ainda mais na pessoa que faz a língua de sinais. Outra forma de conseguir vencer as adversidades do estudo é se concentrar bastante. Pegue seus conteúdos, leia, releia e não deixe se distrair para que possa ficar focado naquilo que necessita aprender. Em nosso post de O Guia Definitivo de Como Otimizar Seus Estudos em Cursos Online já falamos sobre a importância de ter um ambiente tranquilo e propício para os estudos, sem interrupções e distrações. Leia para saber como você pode criar formas de otimizar seus estudos tendo ainda mais foco. Outra maneira de ajudar no desenvolvimento do seu estudo de Libras é justamente ter contato com pessoas que utilizam a Língua Brasileira de Sinais há mais tempo do que você. Quando falamos com uma pessoa fluente que entende a situação de aprendizado em que nos encontramos – iniciante, intermediário ou avançado – treinamos ainda mais os aprendizados e ganhamos mais confiança naquele conhecimento. É sempre importante ter em mente https://www.educamundo.com.br/blog/cursos-online-estudar-melhor https://www.educamundo.com.br/blog/cursos-online-estudar-melhor que errar faz parte de todo estudo e quando ele é sobre linguagem, essa se mostra mais presente justamente quando a colocamos em prática. A linguagem é um exercício que deve ser feito todos os dias, caso contrário a comunicação pode ter dificuldades de se estabelecer da maneira como os envolvidos esperam. Quem deve aprender Libras Pessoas que têm contato com deficientes auditivos saberão se comunicar com eles mais facilmente se aprenderem a Língua Brasileira de Sinais. Aliás, é interessante pensar em formas de treinar constantemente o conhecimento das aulas de Libras com o deficiente que faz parte da sua vida. Assim seu aprendizado se torna ainda mais orgânico. Caso você tenha um amigo ou familiar que perdeu a audição, o estudo de Libras em conjunto pode ser um dos caminhos para compreender a nova situação daquele indivíduo e também das pessoas de seu contexto social. Toda a ideia de inclusão começa logo neste momento, em que você e a pessoa deficiente se ajudam no caminho de descobrimento dessa linguagem. Outras pessoas que devem aprender Libras são os educadores. A diversidade das escolhas passa justamente por formas de dar um lugar para todos os indivíduos, com suas diferenças e semelhanças entre aqueles que dividem o mesmo espaço. Receber uma criança ou adolescente deficiente auditivo em sala de aula abre portas para que a comunicação se torne universal. O sentimento de acolhimento e compreensão que é passado quando o educador sabe a importância de todos dividirem o mesmo espaço faz crescer o senso de sociedade logo na escola, o que é essencial para o desenvolvimento da cidadania tanto do corpo docente quanto também do discente. Aqueles que trabalham com atendimento do público também são um grupo que fazem um bom aproveitamento da Língua Brasileira de Sinais. Lidar com as pessoas e atendê-las bem passa pelo básico da compreensão comunicativa. Dessa forma, saber conversar com alguém deficiente auditivo é de suma importância para que nenhuma parte da comunicação acabe frustrada. Ainda há aquelas pessoas que desejam estritamente trabalhar com interpretação, ou seja, Libras já é um caminho a ser pensado. Entretanto, o que realmente precisamos ter em mente é que não existe um grupo específico que deva aprender a Língua Brasileira de Sinais, já que essa língua pode fazer parte do dia a dia de todas as pessoas. Não é necessário estar em uma posição profissional ou mesmo ser alguém que tenha algum grau de relacionamento com uma pessoa deficiente auditiva para compreender a importância de ser versado em Libras. Onde aprender Libras Você pode aprender Libras de dentro da sua casa. Com os cursos online, você tem toda a facilidade de fazer seu horário e pode se dedicar da melhor forma que achar possível. O Educamundo possui dois cursos à distância que junto complementam os conhecimentos um do outro. O primeiro, Libras: Língua Brasileira de Sinais, começa com um foco mais histórico sobre o tema e o desenvolve até chegar em partes práticas. Você aprenderá mais a fundo sobre como surgiu a linguagem de sinais do nosso país, bem como as características dessa língua, a legislação brasileira que a rege e como se dá a https://www.educamundo.com.br/cursos-online/libras-lingua-brasileira-de-sinais comunicação por meio da Libras tanto dentro quanto fora de aula – nesse ponto chamando a atenção para o intérprete. Como conteúdo complementar o aluno aprende mais sobre características sociais que envolvem aquela pessoa deficiente auditiva que tem a necessidade de utilizar a linguagem em questão, principalmente dilemas escolares, e tem contato com dicionários de Libras. Já o curso online Língua Brasileira de Sinais tem um viés mais prático que o anterior. Ele também faz uma abordagem dentro da história sobre o assunto, tocando no ponto de conquista de reconhecimento que a Libras tem em nosso território. Após esse conteúdo introdutório, o estudante aprende tópicos linguísticos específicos como verbos por exemplo, que por indicar uma ação específica é uma das bases de toda linguagem. Outros pontos com mais materialidade para serem utilizados no cotidiano dizem respeito ao conhecimento acerca de meses, alimentos, natureza, tempo, cores, vestuários e muito mais. Esse curso online, como apontado, também traz conhecimentos acerca da morfologia da língua e abre espaço para ensinar sobre, os já citados, verbos, pronomes gerais, pronomes pessoais, numerais e outros. Ainda há um tópico destinado especificamente ao vocabulário de Libras, o que ajuda a expandir ainda mais a comunicação daquela pessoa que está disposta a aprender. Língua de Sinais: Processo de Aprendizagem como Segunda Língua Construção de Cursos de Língua de Sinais Brasileira https://www.educamundo.com.br/cursos-online/lingua-brasileira-de-sinais Desde 1880, o Brasil tem passado por várias propostas educacionais para surdos. A ambigüidade permanente entre oralidade e língua de sinais é evidente no decorrer da história. A Língua de Sinais já foi algo proibido na educação dos surdos, mas hoje vemos o começo de uma transformação. Na Política Nacional de Educação Especial (1994) há proposições de “incentivo à utilização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), no processo de ensino – aprendizagem de alunos surdos” e “incentivo à oficialização da Libras (BRASIL, 1994: p.52-53) Atualmente, através da Política Nacional de Educação, como um dispositivo de orientação para o encaminhamento do trabalho educacional no país, é definido como importante o ensino da Libras para crianças surdas, e o vislumbramos a construção de uma proposta bilíngüe, mas para que isso ocorra se faz necessária a capacitação dos profissionais (surdos e ouvintes) para uso fluente da Libras. O Plano Nacional de educação indica como meta a formação de recursos humanos para ter capacidade de oferecer o atendimento aos educandos especiais “11. Implantar, em cinco anos, e generalizar em dez anos, o ensino da Língua Brasileira de Sinais para os alunos surdos e, sempre que possível, para seus familiares e para o pessoal da unidade escolar, mediante um programa de formação de monitores, em parceria com organizações não-governamentais.” (PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2000: p. 59) Os cursos do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos foram desenvolvidos para atender, especificamente, às peculiaridades da educação de surdos, conforme a justificativa do MEC, de que osurdo expressa e compreende uma mensagem com facilidade em língua de sinais e que seus professores, mesmos os especialistas em deficiência auditiva, ainda necessitam de estudá-la para utilizá-la em sala de aula. Assim sendo, o SEESP/MEC – propõe realizar o Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos subdividindo em três metas: 1ª Meta - Cursos de Língua de Sinais, sendo esta subdivida em 3 etapas: Formação Instrutores; Capacitação de Professores nos Estados e Professores Intérpretes de Língua de Sinais; 2ª Meta - Criação de Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às pessoas com Surdez (nas 27 unidades federadas, – CAS) e 3ª Meta – Modernização da Sala de Recurso. Podemos considerar que a primeira meta é ousada, se levarmos em consideração que as agências formadoras de profissionais da educação (instituições de ensino superior, institutos de educação, escolas normais) não oferecem, ainda, essa formação. Conforme a FENEIS – “aconteceu um curso em Brasília, em 2001, quando se utilizou a segunda versão, revisada e ampliada do livro “LIBRAS em Contexto” – Curso Básico de autoria do Grupo de Pesquisa de LIBRAS e Cultura Surda Brasileira da FENEIS, e que capacitou 54 surdos de todo o Brasil e, quando esses surdos, que fizeram o curso em Brasília, retornaram para seus estados, como Instrutores-Agentes Multiplicadores, levaram a missão de preparar, em média, 20 novos Instrutores de LIBRAS em cada estado.” (FENEIS, 2004) Nessa fase de 2001 – 2002, parte do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdo, que a FENEIS, em convênio com o SEESP/MEC e em parceria com todas as Secretarias de Educação dos 27 estados e com o INES, executaram Cursos para ouvintes: Curso Básico de Libras, Cursos para Professores/Intépretes e Curso para Surdos: Metodologia para o Ensino de Libras. Esses cursos vêm utilizando o material didático produzido pela FENEIS, que foi escolhido por todas as lideranças surdas do Brasil, que trabalham com ensino de Libras e que participaram da Câmara Técnica que discutiu a proposta e aprovaram a criação do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdo. Estamos passando por um momento de implementação de Cursos de Libras. Todavia em Mato Grosso do Sul temos percorrido esse objetivo desde 1986 quando iniciou o Curso de Língua de Sinais na área educacional com a vinda da intérprete Evelize Marlene Felisberto, de São Paulo. As professoras Maria das Graças Mattos e Shirley Vilhalva foram as primeiras a cursar, ficando responsáveis pela divulgação do mesmo. O curso de LIBRAS foi divulgado nas igrejas, escolas, faculdades e nos órgãos públicos. Antes da implantação de serviços de intérpretes, a própria professora SHIRLEY VILHALVA fazia esse trabalho, mas de forma incompleta, pois necessitava realizar a leitura labial para depois repassar a informação. Com isso muitas informações eram incompletas. Depois da implantação do serviço, o acesso à informação foi maior e com isso a Comunidade Surda teve um ganho significativo para seu crescimento lingüístico em função do intérprete ser ouvinte. (VILHALVA, 2001) Neiva de Aquino Albres Língua de Sinais: Processo de Aprendizagem como Segunda Língu Introdução A presente pesquisa propõe-se a aplicação de uma metodologia de estudo sobre o processo de aprendizagem da Língua de Sinais Brasileira (Libras), como segunda língua para pessoas ouvintes. Consideramos que os cursos de Língua de Sinais, até então propostos, são embasados nos estudos de lingüística aplicada ao ensino de línguas orais, não temos, portanto necessitamos de estudos mais aprofundados sobre esse processo em se tratando de Línguas de Sinais para então construirmos metodologias de ensino mais adequadas. Trabalhamos a partir de duas vertentes básicas – Lingüística e educação. A análise enfoca diferentes ângulos da problemática de constituição/aprendizagem de uma segunda língua espaço-visual e em se identificar como a escola se reorganiza para desenvolver esses cursos de Língua de Sinais. Cremos que esta publicação vem preencher uma lacuna em nosso meio, quer para aprendizes ou para professores. Esperamos assim contribuir para a reflexão dos profissionais da área de educação e do público leitor em geral, visto que neste campo o questionamento é o primeiro passo na direção da melhoria da qualidade do ensino, o que afeta a todos nós e ao país. Construção de Cursos de Língua de Sinais Brasileira Desde 1880, o Brasil tem passado por várias propostas educacionais para surdos. A ambigüidade permanente entre oralidade e língua de sinais é http://www.porsinal.pt/index.php?ps=autores&idt=esp&idaut=93 evidente no decorrer da história. A Língua de Sinais já foi algo proibido na educação dos surdos, mas hoje vemos o começo de uma transformação. Na Política Nacional de Educação Especial (1994) há proposições de “incentivo à utilização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), no processo de ensino – aprendizagem de alunos surdos” e “incentivo à oficialização da Libras (BRASIL, 1994: p.52-53) Atualmente, através da Política Nacional de Educação, como um dispositivo de orientação para o encaminhamento do trabalho educacional no país, é definido como importante o ensino da Libras para crianças surdas, e o vislumbramos a construção de uma proposta bilíngüe, mas para que isso ocorra se faz necessária a capacitação dos profissionais (surdos e ouvintes) para uso fluente da Libras. O Plano Nacional de educação indica como meta a formação de recursos humanos para ter capacidade de oferecer o atendimento aos educandos especiais “11. Implantar, em cinco anos, e generalizar em dez anos, o ensino da Língua Brasileira de Sinais para os alunos surdos e, sempre que possível, para seus familiares e para o pessoal da unidade escolar, mediante um programa de formação de monitores, em parceria com organizações não- governamentais.” (PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2000: p. 59) Os cursos do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos foram desenvolvidos para atender, especificamente, às peculiaridades da educação de surdos, conforme a justificativa do MEC, de que o surdo expressa e compreende uma mensagem com facilidade em língua de sinais e que seus professores, mesmos os especialistas em deficiência auditiva, ainda necessitam de estudá-la para utilizá-la em sala de aula. Assim sendo, o SEESP/MEC – propõe realizar o Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos subdividindo em três metas: 1ª Meta - Cursos de Língua de Sinais, sendo esta subdivida em 3 etapas: Formação Instrutores; Capacitação de Professores nos Estados e Professores Intérpretes de Língua de Sinais; 2ª Meta - Criação de Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às pessoas com Surdez (nas 27 unidades federadas, – CAS) e 3ª Meta – Modernização da Sala de Recurso. Podemos considerar que a primeira meta é ousada, se levarmos em consideração que as agências formadoras de profissionais da educação (instituições de ensino superior, institutos de educação, escolas normais) não oferecem, ainda, essa formação. Conforme a FENEIS – “aconteceu um curso em Brasília, em 2001, quando se utilizou a segunda versão, revisada e ampliada do livro “LIBRAS em Contexto” – Curso Básico de autoria do Grupo de Pesquisa de LIBRAS e Cultura Surda Brasileira da FENEIS, e que capacitou 54 surdos de todo o Brasil e, quando esses surdos, que fizeram o curso em Brasília, retornaram para seus estados, como Instrutores-Agentes Multiplicadores, levaram a missão de preparar, em média, 20 novos Instrutores de LIBRAS em cada estado.” (FENEIS, 2004) Nessa fase de 2001 – 2002, parte do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdo, que a FENEIS, em convênio com o SEESP/MEC e em parceria com todas as Secretarias de Educação dos 27 estados e com o INES, executaram Cursos para ouvintes: Curso Básico de Libras, Cursos para Professores/Intépretes e Curso para Surdos: Metodologiapara o Ensino de Libras. Esses cursos vêm utilizando o material didático produzido pela FENEIS, que foi escolhido por todas as lideranças surdas do Brasil, que trabalham com ensino de Libras e que participaram da Câmara Técnica que discutiu a proposta e aprovaram a criação do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdo. Estamos passando por um momento de implementação de Cursos de Libras. Todavia em Mato Grosso do Sul temos percorrido esse objetivo desde 1986 quando iniciou o Curso de Língua de Sinais na área educacional com a vinda da intérprete Evelize Marlene Felisberto, de São Paulo. As professoras Maria das Graças Mattos e Shirley Vilhalva foram as primeiras a cursar, ficando responsáveis pela divulgação do mesmo. O curso de LIBRAS foi divulgado nas igrejas, escolas, faculdades e nos órgãos públicos. Antes da implantação de serviços de intérpretes, a própria professora SHIRLEY VILHALVA fazia esse trabalho, mas de forma incompleta, pois necessitava realizar a leitura labial para depois repassar a informação. Com isso muitas informações eram incompletas. Depois da implantação do serviço, o acesso à informação foi maior e com isso a Comunidade Surda teve um ganho significativo para seu crescimento lingüístico em função do intérprete ser ouvinte. (VILHALVA, 2001) Em 1988, quando a formação do primeiro Curso de Libras na FUCMAT para os acadêmicos dos Cursos de Psicologia, Pedagogia e outros. Desde então, temos participado efetivamente de todas propostas que vislumbre o reconhecimento, regulamentação e a divulgação da Libras. Em nosso Estado, contamos com as seguintes Leis: Lei nº2.997 de 10/11/93 ficou reconhecida a Libras no município de Campo Grande, pelo então Presidente da Câmara dos Vereadores Márcio Matozinho dos Santos. A credibilidade do trabalho do profissional intérprete vem sendo conquistada desde o atendimento na justiça, DETRAN, e outros departamentos públicos; Em 1996 ficou reconhecida a LIBRAS no Estado de Mato Grosso do Sul, através da Lei nº1693 de 12/09/1996, por intermédio do Deputado Estadual Maurício Picarelli. Através da Língua de Sinais, que é uma língua completa, com estrutura independente da Língua Portuguesa oral ou escrita, é possível o desenvolvimento cognitivo do indivíduo surdo, favorecendo o seu acesso a conceitos e conhecimentos que se fazem necessários para sua interação com o outro e o meio em que vive, suas dúvidas e temores perante o mundo diminuem e o prazer de viver com os ouvintes aumenta de forma viva na comunicação. Tudo que o Surdo almeja é sentir mais segurança neste mundo onde a língua falada causa estranheza, relembrando que a comunicação deles é mais visual. Temos a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras: Art. 1° É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Assim as pessoas ouvintes podem aprender a Língua de Sinais como segunda Língua. Como Aprendemos uma Segunda Língua ? A aprendizagem de uma segunda língua pode ocorrer de diversas formas: Aquisição bilíngüe da linguagem, ou simultânea, ocorre, por exemplo, quando crianças ouvintes, filhas de pais surdos usuários de Língua de Sinais, ficam expostas precocemente ao fenômeno social do input lingüístico, língua de sinais em situações com os pais surdos e língua oral de seu país com os avós ou familiares ouvintes. Mas pode ocorrer um prejuízo para essa criança ouvinte que só convive com os pais surdos, geralmente apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem (língua oral). Os pais surdos que utilizam a Língua de Sinais para falar com seus filhos a respeito de conhecimento social e normas culturais, e as crianças absorvendo grande parte destes conceitos podem não apresentar necessariamente um atraso no desenvolvimento cognitivo, pois a língua de sinais desenvolve a função de instrumento do pensamento no lugar da linguagem oral. Consideramos que estas proposições ainda necessitam serem investigadas, pois lançamos aqui uma nova esfera para discussão. Aquisição da linguagem, relacionada a vivencia social com surdos, as condições gerais de exposição são na família, Igreja, Associações de Surdos, escolas de surdos, entre outros. Essa socialização ocorre nos aspectos sutis e indiretos da própria interação lingüística. Para Kemp (2001) há um conjunto de fatores emocionais que desencadeiam a motivação interferindo diretamente na aprendizagem interesse (implícito). Aprendizagem da Língua de Sinais, de forma sistemática se dá em curso de línguas de sinais, geralmente ministrado por professores surdos que sejam pessoas bilíngües, conforme indica a FENEIS (2004). Como então, pessoas ouvintes adultas aprenderiam a Língua de Sinais? Através de cursos e língua sinais e/ou convívio com a comunidade de surdos. Este trabalho que hora apresentamos tem como foco analisar o processo de aprendizagem de pessoas ouvintes, que já na fase adulta se matriculam nos Cursos de Língua de Sinais, portanto esta população vai passar por um ensino sistemático da língua. Há diversas metodologias de ensino de segunda língua, observamos na proposta do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos e pela produção do material didático denominado “LIBRAS em Contexto” características do método funcionalista e de Lingüística Contrastiva, geralmente trabalham com o conhecimento explicito no ensino de segunda Língua. Envolvem a comparação entre duas ou mais línguas quanto aos níveis fonológico, morfológico e sintático, semântico/pragmático. Propusemo-nos a compreender as principais características do processo de aprendizagem de segunda língua de modalidade espaço-visual por pessoas ouvintes; a investigar quais os problemas que os alunos enfrentam e quais as causas dos mesmos, estudando com cuidado as produções realizadas e as hipóteses levantadas por eles. Pretendeu-se contribuir para a melhoria do ensino de Libras para adultos ouvintes, pois, a partir dos dados aqui encontrados, os professores de Libras poderão aprimorar seu ensino e estratégias de intervenção. A Construção do Estudo Utilizaremos a “análise microgenética” enquanto abordagem metodológica que está inscrita numa interpretação histórico-cultural e semiótica dos processos humanos, neste principalmente na construção de sentidos de uma segunda língua. “Articula o nível microgenético das interações sociais com o exame do funcionamento dialógico-discursivo”. (GÓES, 2000) De um modo geral, trata-se de uma forma de construção de dados que requer a atenção a detalhes e o recorte de episódios interativos, sendo o exame orientado para o funcionamento dos sujeitos focais, as relações intersubjetivas e as condições sociais da situação, resultando num relato minucioso dos acontecimentos. (...) A análise microgenética pode ser o caminho exclusivo de uma investigação ou articular-se a outros procedimentos, para compor, por exemplo, um estudo de caso ou uma pesquisa participante. (ibid, p.1) Portanto realizamos observação direta, analisando a interação dos alunos(as) no momento de aula e de suas produções sinalizadas, anotando em caderno de campo (ficha de avaliação processual individual) para a elaboração de relatório semestral do desempenho individual dos alunos, como também uma atividade escrita com exercícios de alfabeto manual e de atribuição de sentidos da Língua de Sinais. A análise das produções contribuiu para a classificação dos elementos constitutivos e o reagrupamento baseado em analogias, pensamos em algumas categorias, como: Registro quirológio e uso do alfabetomanual; Construção morfológica; Construção sintática e uso da espacialidade; Pertinência semântica/pragmática. O grupo foi constituído por 20 indivíduos ouvintes, de ambos os sexos, com idade variável entre 20 e 35 anos, matriculados no Curso Básico (120 horas) do Curso Libras em Contexto do Programa Nacional de apoio à Educação de Surdos/ MEC, participantes da comunidade acadêmica da UFMS, principalmente do Curso de Letras e Pedagogia, em aulas que aconteceram uma vez por semana, mais especificamente aos sábados pela manhã no ano de 2004 com as instrutoras Regina Célia Rocha e Shirley Vilhalva e com a professora Neiva de Aquino Albres, contemplando conteúdos práticos (uso da língua) e teóricos (histórico e aspectos lingüísticos, entre outros). Acreditamos que, ao analisar o desenvolvimento das produções de ouvintes aprendizes de língua de sinais como segunda língua, possamos chegar a diferentes tendências de proposta de ensino e intervenção das dificuldades dos ouvintes no processo de aprendizagem. Impressões Sobre a Produção dos Alunos Ouvintes As questões que nos direcionaram foram: Quais as principais dificuldades dos ouvintes adultos aprendizes de Língua de Sinais como segunda língua? Quais as hipóteses que levantam? Qual o processo que percorrem para o desenvolvimento da competência lingüística em Língua de Sinais? 1) Registro quirológio e uso do alfabeto manual: O registro querológico3 é um ato físico de produção do sinal por meio de interação, onde há configurações de mão, ponto e articulação, da amplitude e continuidade do movimento e expressões não manuais. Comparamos a configuração precisa da mão, região de contato, intensidade do movimento, continuidade do movimento, expressão facial e corporal com a voz e articulação das línguas orais-auditivas. A sinalização é acompanhada do movimento, fazendo tornar-se melódico, agradável, fluente e visualmente coerente. Um registro quirológico competente em Língua de Sinais Brasileira requer um controle neurofisiológico altamente integrado. Os aspectos envolvidos neste registro são anatomo-fisiológicos, psicossociais e ambientais. Podemos considerá-lo individual, um traço da personalidade, com amplas variações dentro de um mesmo grupo, explicando, assim, a heterogeneidade encontrada nos usuários da Língua de Sinais. Comparando a voz, consideramos que ela representa nossa identidade, através dela expressamos nossa emoção e motivação, permitindo a aproximação e empatia com os interlocutores. Ferreira (1998) discute que “[...] independe das palavras escolhidas para expressar os pensamentos, é um componente essencial da capacidade do indivíduo de se ajustar às situações sociais para fazer bom contato e manter o equilíbrio em relação à audiência, seja com uma pessoa, seja com muitas”. Constatamos que quando o aluno do Curso de Libras se colocava como referência da roda (organização da sala), onde todos os alunos fitavam os olhos e ele deveria se expressar, o receio da avaliação lhe instaurava um momento de ansiedade e a expressão ficava trêmula, a instrutora tentando sempre amenizar a situação produzia sinal de /CALMA/ para incentivar a participação do aluno. Verificamos alguns estímulos que diminuíram o registro quirológico compreensível. O sistema de feedback funciona utilizando múltiplos canais de sentidos, principalmente o visual e auditivo nos revela as atitudes do interlocutor. Sabemos que a retroalimentação existe e é bastante ativa. Constatamos que quando o aluno, em pé à frente de muitas pessoas que não são conhecidas, obtinha a eliminação completa da naturalidade, podendo desenvolver um registro não tão agradável, pelo mesmo sistema de retroalimentação ao verificar a resposta favorável/compreensão dos interlocutores adaptava-se à situação e voltava à normalidade. Essa constatação tem implicações significativas. Uma delas é que a produção do registro teria uma interferência perceptiva do meio e não tanto de falta de condições de produzir conforme a norma. Quanto mais brusco e intercortado for ao registro quirológico, menos agradável será aos olhos do interlocutor. Em uma das primeiras aulas a instrutora (surda) apresentou o alfabeto manual, os acadêmicos que tiveram sua primeira experiência às vezes socavam a letra do alfabeto no ar para frente como se estivessem gaguejando ou davam um espaço muito grande esticando o braço para frente como se estivessem gritando. Os alunos geralmente confundem o F com T, A com S, pois as configurações de mãos são muito próximas, os alunos que convivem com os surdos em outros ambientes, além do espaço de curso superam essa dificuldade mais rápido. A instrutora interferiu apresentando um esquema de setas. A elaboração das dicas com setas facilitou o registro (memória) do alfabeto manual. Apresentamos alguns exemplos: A = ↑ polegar F = ↑ polegar (para dentro da palma) Q = ↓ indicador S = ↑ polegar T = ↑ polegar (para fora da palma) G = ↑ indicador OBS: a seta indica a direção do dedo O Registro quirológico compreensível consiste na projeção dos sinais anteriorizada, flexibilidade com expressões de ênfase e sutilezas, geralmente os alunos se preocupavam com a configuração de mão e se esqueciam das expressões não manuais, como: sobrancelhas franzidas ou levantadas, lance de olhos, ou levemente cerrados, lábios contraídos, entre outros como aponta (BRITO, 1995). Para Freeman, Carbin e Boese (1999- p.163) “tudo que uma língua falada pode fazer com volume, tonalidade, entonação e outras características, as línguas de sinais fazem com o espaço e movimento.” Há outro ponto interessante na produção dos primeiros sinais, observamos a dificuldade relacionado ao ponto de articulação preciso e a direção do sinal, por exemplo no sinal de /BOM/ /DIA/, alguns alunos produziam o /BOM/ (extensão simultânea de todos os dedos de uma das mão em frente à boca) no ponto abaixo do queixo, outros tinham dificuldades na direção do /DIA/ para direita ou para esquerda. 2) Construção morfológica: “A morfologia é o estudo da estrutura interna das palavras ou dos sinais, assim como das regras que determinam a formação das palavras”. (QUADROS, KARNOPP, 2004: p. 86) Procuramos observar como os aprendizes de língua de sinais desenvolviam o processo combinatório de morfemas quando queriam se comunicar e como interpretavam os sinais de seu interlocutor (recepção). Geralmente, os alunos questionavam por que determinado sinal é produzido de forma específica e não de outra forma, parece que sempre buscavam uma explicação lógica ou uma relação icônica. Mas, a iconicidade ou arbitrariedade dependem dos falantes da língua, “toda arbitrariedade é convencional, pois quando um grupo seleciona um traço como característica do sinal, outro grupo pode selecionar outro traço para identifica-lo” (QUADROS, KARNOPP, 2004: p. 32) Bibliografia: https://audiofisa.com.br blog.surdoparasurdo.com.br https://audiofisa.com.br/ https://www.direitodeouvir.com.br http://www.cursodelibras.org https://www.direitodeouvir.com.br/ http://www.cursodelibras.org/