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Leitura complementar: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2759607/pdf/nihms146933.pdf Ambivalencia e balanço decisional: https://www.cambridge.org/core/services/aop- cambridge- core/content/view/74496E66A2D5625296F9B2EEE805B359/S1352465813000878a. pdf/motivational_interviewing_and_decisional_balance_contrasting_responses_to_cl ient_ambivalence.pdf Agonia e ambivalência: https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/1088868308324518 A EM é uma estilo de intervenção e comunicação centrado no paciente. O seu foco é evocar e fortalecer o discurso do próprio paciente em favor da mudança evitando a argumentação contraprodutiva que aumenta a resistência. Descrita pelos psicólogos William Miller e Stephen Rollnich Principal objetivo: - exploração e resolução da ambivalência > aumentar a conversa de mudança - trazer à luz os motivos pessoais para a mudança, que estão escondidos > reduzir a conversa de resistência > Intervenção breve em intensidade e duração > Vantajosa para pouca disponibilidade de tempo e profissionais e grande demanda de atendimento. A mudança ocorre dentro de cada um, sozinha. Ela não pode ser imposta de fora. > A mudança não pode ser imposta mas pode ser evocada. Podemos despertar nos outros o desejo de mudar. Podemos ajudá-los a vencer as barreiras que se interpõe entre eles e a melhor vida que podem ter. > Não é o profissional que tem que falar sobre o “bom de mudar”, é o paciente. Em nossa prática na saúde utilizamos três estilos básicos de comunicação: acompanhamento, orientação e direcionamento. Cada um desses estilos representa uma postura distinta do profissional de saúde, uma visão diferente do seu papel diante do paciente. Eles são definidos pelo uso em diferentes proporções de três ferramentas de comunicação: perguntas, escuta e informação. - No estilo de acompanhamento nós seguimos o paciente utilizando mais perguntas e escuta. É uma postura receptiva, tolerante e observadora. - Em um extremo oposto está o direcionamento que utiliza das perguntas para obter informações mas tem grande acento no informar gerando um estilo mais diretivo, com maior controle por parte do profissional. - Entrevista motivacional sexta-feira, 7 de outubro de 2022 19:14 Página 759 de MEVintro https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2759607/pdf/nihms146933.pdf https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/74496E66A2D5625296F9B2EEE805B359/S1352465813000878a.pdf/motivational_interviewing_and_decisional_balance_contrasting_responses_to_client_ambivalence.pdf https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/74496E66A2D5625296F9B2EEE805B359/S1352465813000878a.pdf/motivational_interviewing_and_decisional_balance_contrasting_responses_to_client_ambivalence.pdf https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/74496E66A2D5625296F9B2EEE805B359/S1352465813000878a.pdf/motivational_interviewing_and_decisional_balance_contrasting_responses_to_client_ambivalence.pdf https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/74496E66A2D5625296F9B2EEE805B359/S1352465813000878a.pdf/motivational_interviewing_and_decisional_balance_contrasting_responses_to_client_ambivalence.pdf https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/74496E66A2D5625296F9B2EEE805B359/S1352465813000878a.pdf/motivational_interviewing_and_decisional_balance_contrasting_responses_to_client_ambivalence.pdf https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/1088868308324518 diretivo, com maior controle por parte do profissional. - No meio deste espectro está a orientação, um equilíbrio do uso das três ferramentas de comunicação. Nesse estilo o profissional é um guia que respeita a autonomia e saber do paciente sobre sua própria vida. O paciente é o especialista que tem as respostas para a mudança do comportamento. A EM pode ser descrita como um estilo de orientação refinado que exige o uso flexível dos outros dois estilos no momento em que forem necessários. Na EM identificamos e estimulamos a “conversa de mudança”, um padrão de fala que expressa resolução da ambivalência, nível de comprometimento e atitudes em direção à mudança. São 6 os padrões que devemos identificar e provocar: Desejo - quando o paciente expressa que quer ou gosta da proposta de mudança. 1. Capacidade - quando diz que conseguiria fazer a mudança, que se sente capaz indicando força motivacional. 2. Razões - demonstra argumentos a favor.3. Necessidade - quando diz que “tem”, “quer” ou “precisa” daquela mudança.4. Comprometimento - demonstra que vai fazer o que é necessário.5. Atitudes - indica estar fazendo algo em favor da mudança.6. Habilidades do profissional Usar em um relação 2:1: uso de duas estratégias pra cada pergunta aberta, com preferência pelas reflexões. Reflexões/Escuta reflexiva: é uma das ferramentas mais importantes, especialmente na fase inicial - muito importante para quem está na pré-contemplação e contemplação Ex: Página 760 de MEVintro > promovem reflexão pelo paciente e, possivelmente, autodescoberta Perguntas aberta; ex: Afirmação/reforço positivo: - profissional valoriza o que já foi conquistado até o momento - é ver o copo meio cheio Resumos: - ajuda cliente a organizar ideias - mostra que paciente foi escutado - conexão com assuntos já trabalhados, na sessão atual e outras Informar e aconselhar com permissão: - Informar na EM é feito apenas com a permissão do paciente e encarada como uma troca de informações entre os dois parceiros da relação. Página 761 de MEVintro uma troca de informações entre os dois parceiros da relação. Página 762 de MEVintro Como colocar a EM em prática? 1. Engajamento Página 763 de MEVintro 2. Foco 3. Evocação Página 764 de MEVintro - balanço decisório, de Richard Botelho 4. Planejamento Página 765 de MEVintro Página 766 de MEVintro