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GRUPOS, ORGANIZAÇÕES
E INSTITUIÇÕES
Capítulo 2: Os grupos: pesquisa - formação - 
 intervenção (1974)
PARTE 2
GEORGES LAPASSADE
A FORMAÇÃO
TEORIAS DA FORMAÇÃO
O desenvolvimento das teorias da formação
acompanham a evolução das teorias do
desenvolvimento organizacional.
1. Primeira Etapa corresponde à técnica do TWI -
Treinamento dentro da Indústria.
TEORIAS DA FORMAÇÃO
2. Segunda etapa: Formação não-diretiva; seminários
de relações humanas e treinamento para os diagnóstico
de grupo (Bethel).
3. Terceira etapa: Análise dos fenômenos de poder;
descoberta das dimensões institucionais e políticas da
formação - Pedagogia Institucional.
T. GROUP
Training Group - Grupo de Formação
1947: Leland Bradford - Seminário de verão NTL
(National Training Laboratory) - Bethel (EUA).
Difusão na França e na Europa a partir de 1955-1956.
Criação casual: Monitores se juntavam para discutir a
dinâmica da sessão anterior. Estagiários interessados
começaram a participar.
T. GROUP
"(...) o monitor do grupo formula novamente para o grupo
de estagiários as modalidades de funcionamento de seu
grupo, o que permitiria a aprendizagem a partir de uma
experiência vivida aqui e agora, dos dados elementares da
dinâmica de grupo (comunicações no grupo,
procedimentos de tomada de decisões, tratamento
eventual dos problemas de desvio, coesão do grupo)." 
(p. 76)
T. GROUP
"De que se trata? Essencialmente de uma experiência
vivida do que se passa em todo o grupo, experiência
discutida em comum, sob a orientação de um monitor. É
uma invenção pedagógica que consiste, sobretudo, em
formar um grupo que seja, ao mesmo tempo, sujeito e
objeto de experiência: 
T. GROUP
(...) cada um 'se forma', cada um aprende a 'diagnosticar' o
funcionamento dos pequenos grupos, observando in vivo,
no grupo de que faz parte, os mecanismos diversos,
característicos por hipótese da vida de todo o grupo." 
(p. 77)
T. GROUP
7 a 15 pessoas - idade, sexo e profissões diferentes.
Não se conhecem.
Número fixo de sessões acordado previamente.
Autoanálise de grupo.
Líder de formação pedagógica e psicossociológica.
T. GROUP
Não participa do conteúdo dos debates.
Comunica ao grupo o diagnóstico da situação.
Análise a nível grupal e não individual.
Objetos de análise: processo, dinâmica do grupo,
comunicação, sistema de interações, cooperação,
determinação de finalidades no grupo.
Pedagogia não-diretiva de Carl Rogers.
Líder/ monitor:
T. GROUP
"O grupo de formação, no início, não tem tarefa fixada:
dir-se-á, mais exatamente, que a sua tarefa consiste
em exprimir os processos de funcionamento do grupo,
consiste em aprender a 'dinâmica dos grupos'
mediante a autoanálise do que se passa aqui e agora.
(...)
T. GROUP
 (...)No começo, não se definem nem se distribuem os
papéis representados por cada membro do grupo,
Progressivamente (...) o grupo se organiza, toma
consciência da distribuição de papéis, percebe enfim
que pode ascender a sua autogestão." (p. 77)
T. GROUP
Tempo: respeitar limite previsto de 1 hora e meia ou
2 horas por sessão.
Local: reunião na sala prevista e horário indicado.
Ação: verbalização; tratamento dos problemas do
grupo - nível em que o monitor intervém. Problemas
individuais são tratados apenas quando determinam
também os problemas do grupo.
Regras:
T. GROUP
"(...) o monitor não traz ao grupo nem diretivas, nem
juizos de valor. Sublinhou-se muitas vezes que o monitor
não-diretivo não devia fornecer informações que
poderiam ser utilizadas pelo grupo como direções de
funcionamento e vividas como um 'alimento gratificante'
ou extorquidas por meio de manipulações. O monitor
despoja, portanto, a sua participação de qualquer
'donativo' ao grupo." (p. 78) 
T. GROUP
"O monitor não julga, não aprova nem desaprova, ele
procura compreender e ajudar o grupo, ele participa
assim, à sua maneira, da vida do grupo." (p.79)
Intervenções: Reformulação e Interpretação
T. GROUP
Reformulação: reflexo sobre o grupo de sua própria
imagem - comunicação dos sentimentos de um
participante privilegiado: o monitor.
Interpretação: enunciado de causas ocultas ou mal
percebidas dos fenômenos aparentes; efetuada a nível
do grupo; ao nível das relações entre as pessoas apenas
de modo excepcional; timing.
T. GROUP
Reformulação: enunciado do desejo expresso.
Interpretação: revelação de um desejo ainda latente,
insconsciente.
Intervenção: revelação de algumas potencialidades de
mudança do grupo: desejos.
AMADURECIMENTO DO GRUPO
Comparado ao desenvolvimento do indivíduo:
processo de desenvolvimento, passagens e
crises contínuas. 
passagem de um estado de dependência inicial
a um estado ideal de autonomia e
independência do grupo.
1955 em Bethel; 1959 na França.
Delineamento do amadurecimento do grupo delineado
de diversos modos:
AMADURECIMENTO DO GRUPO
Bennis e Sheppard: análise no nível das
comunicações e das relações interpessoais: relações
com monitor, separação em subgrupos - comunicar
de maneira eficaz.
Black: diagnóstico no nível dos processos do grupo,
de cooperação, escolha de assuntos para discussão
e trabalho em grupo - operar de maneira correta. 
AMADURECIMENTO DO GRUPO
Bennis e Sheppard: duas fases.
Dependência
Interdependência
Black: três fases no sentido da organização. 
AMADURECIMENTO DO GRUPO
Autores de Bethel: 4 estágios. (Claude Faucheux)
Incerteza inicial
Solução de problemas da relação do grupo com
o monitor.
Solução do problema da autoridade interna do
grupo.
Conduta refletida.
AMADURECIMENTO DO GRUPO
Autores de Bethel: 4 estágios. (Max Pages)
a) Esforços dos participantes para manipular o líder e
fazê-lo representar um papel convencional; fracasso
desses esforços; tentativas de recorrer a métodos
clássicos (nomeação de presidente, assuntos de
discussão...); fracasso dessas tentativas.
AMADURECIMENTO DO GRUPO
b) O grupo interroga-se predominantemente quanto a
seus próprios problemas, mas o faz com ansiedade e
sem eficácia, com uma recrudescência do sentimento
de fracasso.
c) Tentativa de cooperação; concessões recíprocas
entre os membros; essa solução parece, ao fim de
pouco tempo, superficial, e subsistem os desacordos; 
AMADURECIMENTO DO GRUPO
d) O grupo parece retroceder na análise de suas
dificuldades e procura os verdadeiros motivos das
mesmas; auto-avaliação sem ajuda do monitor;
progresso no sentido das finalidades.
AMADURECIMENTO DO GRUPO
Dier Anzieu: três modelos.
Modelo cibernético: sistema de equilíbrio cujos
estados correspondem a uma sequência de
operações observáveis; estabelecimento e
evolução de uma rede de comunicação.
Modelo de inspiração psicanalítica: saberes de
grupo de da psicanálise.
Modelo Analítico inspirado em Sartre.
AMADURECIMENTO DO GRUPO
Dier Anzieu: três modelos.
Modelo cibernético: sistema de equilíbrio cujos
estados correspondem a uma sequência de
operações observáveis; estabelecimento e
evolução de uma rede de comunicação.
Modelo de inspiração psicanalítica: saberes de
grupo de da psicanálise.
Modelo Analítico inspirado em Sartre.
AMADURECIMENTO DO GRUPO
a) Dependência com relação ao monitor, que se
traduz pela procura de informações, de orientações.
b)Fracasso dessa procura e tentativa de
funcionamento segundo os modos clássicos de
reunião; essa fase coincide com uma
contradependência, termina geralmente por um
fracasso e pela consciência aguda desse fracasso.
Base comum entre as várias concepções:
AMADURECIMENTO DO GRUPO
c) elucidação das causas pessoais e grupais do
fracasso, quer dizer, revelação e solução (pelas vias
de catarse e de uma tomada de consciência em
níveis variáveis) das tensões entre as pessoas.
d) auto-avaliação final do grupo, que se entrega a
seu primeiro trabalho bem sucedido, quer dizer, à
constituição de sua história. Significa sua
constituição como grupo e a sua morte. 
BETHEL
Outras atividades além do T Group: treinamento
nas técnicas de grupo, conferências, palestras etc.
A temporada de verão em Bethel constitui um
estágio de formação e aperfeiçoamento em
psicossociologia com base emmétodos não-
diretivos.
BETHEL
Pedagogia limitada aos pequenos grupos. Não avança
sobre o conjunto institucional.
Diferentes concepções psicossociológicas:
Freud, Rogers, Lewin, Moreno
Heterogeneidade social dos participantes
Primeiro a abrir uma via na formação ativa em
psicossociologia. 
A não-diretividade tende a ser completa e efetiva ao
menos no nível do T Group.
NÃO-DIRETIVIDADE ROGERS
Vídeos para evidenciar o conceito de não-diretividade de
Carl Rogers:
https://www.youtube.com/watch?v=p4w-c8WHuWY
https://www.youtube.com/watch?v=pt9r3F0Dx44
https://www.youtube.com/watch?v=jXTPEE1Tldk 
(min 23 a 28)
https://www.youtube.com/watch?v=p4w-c8WHuWY
https://www.youtube.com/watch?v=pt9r3F0Dx44
https://www.youtube.com/watch?v=jXTPEE1Tldk

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