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LOGISTICA EMPRESARIAL AULA 06 Objetivos da aula: Definir os conceitos referentes à cadeia de suprimentos no sistema logístico das organizações. 1.1 – INTRODUÇÃO A CADEIA DE SUPRIMENTOS (SUPPLY CHAIN MANAGEMENT) Hoje, a Logística é reconhecida pela doutrina moderna como uma das 3 artes básicas militares: Estratégia: amplos planos para emprego da força militar no ar, na terra e no mar. Isso inclui a estrutura de força e seus objetivos gerais em tempos de guerra e paz. Táticas: o emprego e a manobra de forças para implementar as estratégias. Logística: a provisão de recursos para suportar a estratégia e as táticas das forças de combate. A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte - define logística como “a ciência de planejamento e de realização da movimentação e manutenção das forças, abrangendo”: o desenho, desenvolvimento, aquisição, estoque, movimentação, distribuição, manutenção, evacuação e disponibilização de materiais; a movimentação, evacuação e hospitalização de pessoas; a aquisição ou construção, manutenção, operação and disponibilização de instalações; a aquisição ou mobilização de serviços. É a integração dos processos do negócio, desde os fornecedores até o consumidor final, que assegure os suprimentos de produtos, serviços e informações de forma a acrescentar valor ao cliente. Objetiva coordenar e otimizar continuamente todos os elos da Cadeia de Suprimentos como um todo, gerando uma vantagem competitiva reconhecida pelo mercado. • É a integração dos processos do negócio, desde os fornecedores até o consumidor final, que assegure os suprimentos de produtos, serviços e informações, de tal forma que acrescente valor ao cliente. • Objetiva coordenar e otimizar continuamente todos os elos da Cadeia de Suprimentos como um todo, gerando uma vantagem competitiva reconhecida pelo mercado. A cadeia de suprimentos desdobra-se em atividades estrategicamente importantes, desde o fornecimento de insumos até o cliente, associado a um fluxo de informação que integra todo o sistema. Uma empresa ganha vantagem competitiva executando as atividades desta cadeia numa visão sistêmica de maneira mais econômica, ou melhor, do que seus concorrentes. A logística, constituída por todos os fluxos de abastecimento de materiais, fluxos de distribuição de produtos, fluxos de informações e fluxos de serviços, é parte do supply chain da empresa e inter-relaciona com os órgãos internos da empresa e desta com seus fornecedores e clientes. Entretanto, deve ser considerada sempre a visão sistêmica, em que o benefício do conjunto deve sobrepujar os objetivos funcionais. Como vimos anteriormente, a logística integrada foi impulsionada principalmente pela tecnologia de informação e pelas exigências crescentes de desempenho em serviços de distribuição, consequência principalmente dos movimentos da produção enxuta e do Just In Time. Embora ainda em evolução, o conceito de logística integrada já está sedimentado nas empresas produtivas dos países desenvolvidos tanto em nível conceitual quanto de aplicação. Outro conceito que começou a ser desenvolvido no início da década de 90 é o de Supply Chain Management (SCM) ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Mesmo em nível internacional, são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso e, em nível acadêmico, o conceito pode ser considerado “em construção”. O conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada, pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas à logística integrada. Além disso, há uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles, pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nessa atividade, tais como: marketing para estabelecer o conceito; pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto; fabricação e logística para executar as operações; finanças para a estruturação do financiamento. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam as funções tradicionais da logística e que são críticas para a implementação do SCM. 1.2 – CONCEITOS DE CADEIA DE SUPRIMENTOS Para melhor compreender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, é fundamental entender primeiro o conceito de canal de distribuição. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços, o conceito de canal de distribuição pode ser definido como o conjunto de unidades organizacionais, instituições e agentes internos e externos que executam as funções que dão apoio ao marketing de produtos e serviços de determinada empresa. Entre as funções de suporte ao marketing, incluem-se compras, vendas, informações, transporte, armazenagem, estoque, programação da produção e financiamento. Qualquer unidade organizacional, instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao marketing é considerado um membro do canal de distribuição. Os diversos membros participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: membros primários e membros especializados. As estruturas dos canais de distribuição vêm-se tornando mais complexas ao longo dos anos. O avanço da informática, combinado com a revolução nas telecomunicações, criou as condições ideais para implementar processos eficientes de coordenação. É exatamente esse esforço de coordenação nos canais de distribuição por meio da integração de processos de negócios que interligam os seus diversos participantes que está sendo chamado de Supply Chain Management. Em outras palavras, o SCM representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e membros do canal, desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias primas. Em suma, o SCM é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade que implica alta interação entre os participantes. Em suma, o SCM é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade, que implica em alta interação entre os participantes, exigindo a consideração simultânea de diversos trade-offs. O SCM vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os trade-offs internos quanto os interorganizacionais, relativamente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio do canal as diversas atividades deveriam ser realizadas. 1.3 – VALORES DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Podemos descrever alguns valores principais sobre a cadeia de suprimentos: Valor adicionado aos processos de negócios; Impactos do produto na composição de custos da cadeia; Impacto do produto nos custos do cliente final; Porte, posicionamento no mercado e poder de barganha; Impactos ambientais ou subprodutos que possam ocasionar custos adicionais para o processamento. Com a utilização das empresas dos valores descritos acima, podemos determinar um exemplo de cadeia de suprimentos, que tem como contexto central o fluxo de informações, e constitui a principal função desta cadeia de suprimentos. Exemplo cadeia de suplementos 1.4 – EXEMPLO DE GESTÃO EM CADEIA DE SUPRIMENTOS Dell Computers é uma empresa que, através da re-configuração da Cadeia de Suprimentos, vem conseguindo responder quase imediatamente aos pedidos customizados de seus clientes. O resultado tem sido um crescimento e lucratividade extraordinários, e em 12 anos, a empresa cresceu de um empreendimento de “fundo de quintal” para uma corporação de U$12 bilhões de faturamento anual. A Dell é certamente uma das empresas que mais avançaram no conceito de SCM ao estabelecerum esquema de vendas diretas aos clientes, oferecendo customização em massa e um grau avançado de parceria nas terceirizações, que pode ser chamado de integração virtual. A estratégia da Dell, que se tornou um dos cases mundiais mais conhecidos em manufatura e distribuição de produtos acabados, realmente não é fácil de executar. Ela pressupõe o contato direto com o consumidor e a eliminação de qualquer intermediário. Como premissas, há também a eliminação total de estoques e a promessa de entrega em curtíssimo prazo – muitas vezes dentro de 24 horas a partir do pedido – com o agravante que o computador é totalmente customizado, ou seja, o cliente literalmente “monta” a máquina de acordo com suas necessidades. Esse sistema de trabalho traz vantagens e desafios. Entre as primeiras, está o fato de não haver distribuidores, não vender em lojas, não ter estoques intermediários de produtos acabados, não havendo, portanto, margens de lucros de lojistas e distribuidores, permitindo a Dell chegar no mercado com um preço mais competitivo. Outro aspecto é o de não possuir estoque de peças, pois não se começa a montar nada sem que o pedido esteja colocado e o crédito do cliente aprovado. Dentro do conceito da Dell de vendas diretas ao consumidor, a Internet tem um papel de destaque. Iniciadas em 1996, as vendas pela Internet já respondem hoje por mais de 50% do faturamento da empresa. Além dos pedidos pelo site da Dell, os clientes podem acompanhar seus pedidos depois de aprovados pelo departamento financeiro. Os pedidos são explodidos em solicitações de peças para os fornecedores, que possuem centros de distribuição espalhados estrategicamente. A partir desse momento, é disparado o “gatilho” e as peças começam a chegar na fábrica. Depois de montada, a máquina é embalada e transportada até o cliente. REFERÊNCIAS BOWERSOX, Donald J.. Logistica Empresarial. São Paulo: Editora Atlas S.A , 2010. ALVARENGA, Antonio Carlos; Logística Aplicada- Suprimento e Distribuição Física- São Paulo: Pioneira, 1997. BALLOU, Ronald H; Logística Empresarial – São Paulo: Atlas, 1995. CHRISTOPHER, Martin; Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos – São Paulo: Atlas, 1997.