Prévia do material em texto
Hansenías� importância ● Doença infectocontagiosa crônica ● Transmissível ● Notificação compulsória ● Investigação obrigatória ⇒ investigar hanseníase se houver hipótese diagnóstica ● Tem cura dificuldades ● Diversas apresentações ⇒ dificuldade de diagnóstico ● Linha de transmissão contínua ⇒ exame de todos os contatos pouco realizado epidemiologia ● Brasil: 2º país com maior número de casos ● Endemia não controlada ● Aumento dos diagnósticos no Brasil Etiologia ● Mycobacterium leprae ⇒ bactéria gram+ - PGL-1: específico e responsável pelo neurotropismo ● Alta infectividade ● Baixa patogenicidade e virulência ● Tempo de multiplicação lento: 10-16 dias ● Multiplicação principalmente nas cél. de Schwann ● Única bactéria que se dispõe em globias transmissão ● Contato íntimo e prolongado com bacilíferos não tratados - Perguntar quem passou a hanseníase ⇒ investigar casa e trabalho ● Vias de eliminação: vias aéreas superiores, hansenomas ulcerados ● Picadas de artrópodes, fômites e transfusões ⇒ menos comuns ● Evolução depende do HLA e da quantidade de bacilos recebidos 10 mandamentos ● Transmissão: contato íntimo e prolongado ● Patogenia - Incubação: 2-5 anos no PB (paucibacilar, manifestação mais precoce decorrente da imunidade), 5-10 anos no MB (multibacilar, manifestação pela quantidade do patógeno) - Resposta Th1 ⇒ mais para o polo tuberculoide - Resposta Th2 -==> mais para o polo virchowiano Classificação ● Indeterminada ● Tuberculóide ● Dimorfa tuberculóide ● Dimorfa dimorfa ● Dimorfa virchowiana ● Virchowiana Baciloscopia ● Isquemia do lobo da orelha e perfuração de 2mm com a lâmina do bisturi, raspagem e análise microscópica ● Exame complementar ● Possibilidade de falso negativo ● Não esperar resultado para iniciar tratamento ● Índice Baciloscópico (Ridley) - Quantitativo ● Índice morfológico - Qualitativo (microrganismo vivo ou morto) teste de mitsuda ● Avalia a resistência ● Valor prognóstico ● Auxiliar na classificação ● Positivo (reage ao antígeno): menor chance de ter hanseníase ● Negativo (não reage ao antígeno): maior chance de ter hanseníase prova da histamina ● Não há formação do eritema reflexo secundário em paciente ccom hanseníase Sensibilidade tátil ● Teste mais importante para prevenir incapacidade ⇒ detecta precocemente a diminuição ou ausência de sensibilidade protetora da pele ● Monofilamentos de semmes-weinstein (ou ponta de caneta, algodão) ● fio dental nos olhos ● Quanto mais grosso precisa ser o fio para o paciente sentir, maior a perda Sensibilidade térmica ● Tubo de ensaio (quente e frio) em área sã ⇒ comparar com área de lesão - O paciente não sente o quente na área da lesão Sensibilidade dolorosa ● Alfinete/agulha ● Perguntar se o paciente sente a ponta ou a cabeça - Alteração se o paciente não conseguir identificar Força motora ● Perda em pacientes com a doença em estágio mais desenvolvido Definição de Caso ● Lesão com alteração de sensibilidade ● Acometimento de nervo periférico, com ou sem espessamento neural, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas ● Baciloscopia + esfregaço intradérmico Lesões neurais ● Precedem as manifestações cutâneos devido ao tropismo para nervos periféricos ● Espessamento de troncos neurais ● Perda de sensibilidade em mãos e pés ● Nervo mais acometido: ulnar - Mão em garra - Amiotrofia dos enterócitos ● Ramúsculos nervosos: alterações essencialmente sensitivas ● Troncos neurais: lesões motoras, alterações simpáticas, distúrbios sensitivos Quadro Clínico- Hanseníase Indeterminada ● Mitsuda + ou - ● Baciloscopia negativa (primeira manifestação da doença) ● lesão hipocrômica ou eritêmato-hipocrômica ● Maioria: única sensibilidade alterada é a térmica ● Pode ter perda de pelo ● 70% evolui para cura espontânea Hanseníase Tuberculóide ● Th1 ● Paucibacilar: baciloscopia negativa ● Mitsuda +++ (boa resposta imune celular) ● Tendência à cura espontânea ● Máculas ou placas eritematosas, eritemato-acastanhadas ou hipocrômicas bem delimitadas (lesão única) ● Assimétricas ● Troncos nervosos acometidos em pequeno número Hanseníase Tuberculóide Nodular na Infância ● Crianças de 2-4 anos, filhos de mais MHV ● Baciloscopia negativa ● Mitsuda Positiva ● Pápulas ou nódulos Hanseníase Virchowiana ● Multibacilar ● Mitsuda negativo ⇒ sem resistência ● Baciloscopia +++ ● Lesões polimorfas: máculas, placas, nódulos, etc. ● Distribuição simétrica ● Madarose (infiltração perianexial) ● Pavilhão auricular espessado, fácies leonina ⇒ várias lesões na face com cabelo preservado ● Nervos: acometimento extenso Hanseníase Dimorfa ou Borderline ● Maioria dos casos ● Resistência imune ou celular intermediária ● Mitsuda positivo (mais para tuberculóide) ou negativo (mais para virchowiano) ● Baciloscopia muitas vezes negativo ● Lesões de aspecto tuberculóide em maior número ● Pode ter acometimento de vários troncos nervosos Hanseníase Dimorfa Dimorfa ● Forma mais imunologicamente instável ● Mitsuda negativo na maioria das vezes ● Baciloscopia positiva ● Lesões bizarras em grande quantidade ⇒ placas esburacadas, limites nítidos na parte interna, limites imprecisos na parte externa Hanseníase Dimorfa Virchowiana ● Mitsuda negativo ● Baciloscopia sempre positiva ● Lesões menos polimorfas ⇒ predomínio de numerosas placas e nódulos acastanhados ● Pode ter incapacidades graves, reações tipo 1 e tipo 2 Classificação ● Paucibacilar: indeterminado e tuberculóide ● Multibacilar: dimorfo e virchowiano Tratamento ● 3 semanas do início ⇒ não transmite mais por vias aéreas ● Rifampicina, Clofazimina e Dapsone ⇒ pauci ou multibacilar ● Paucibacilar: 6-9 meses ● Multibacilar: 12-18 meses ● Rifampicina - Bactericida - Inibição da síntese proteica - Faz síndrome pseudogripal ⇒ febre, calafrio, cefaleia, mialgia, dor óssea, nefrite intersticial, necrose tubular aguda, trombocitopenia, anemia hemolítica e choque 1. A partir da 2ª vez ● Clofazimina: - Bacteriostática e anti-inflamatória - Efeitos adversos: xerose, ictiose, alteração na coloração da pele, náusea, diarreia (forma cristais no TGI) ● Dapsona - Bactericida, bacteriostática e anti-inflamatória - EC: febre, icterícia, náuseas, vômito, SD Steven-Johnson, NET, anemia-hemolítica, psicoses, metemoglobinemia ● Iniciar o tratamento imediatamente ⇒ 3 drogas Profilaxia ● Vigilância dos contatos ⇒ exame dermatoneurológico dos contatos intradomiciliares ● BCG ⇒ estimula a imunidade celular (reduzir incidência de casos multibacilares) - Indicada: contatos intradomiciliares, confere certo grau de proteção - Contato sem cicatriz: 2 doses com intervalo de 6 meses - Contato com 1 cicatriz: 1 dose - Contato com duas cicatrizes: 1 dose - Menos de 1 ano: não precisa vacinar Estados Reacionais ● Fenômenos agudos ou subagudos ● Interrompem a evolução crônica e a estabilidade clinica ● Podem resultar em perda permanente da função nervosa ● Diagnóstico por exame físico e dermatoneurológico ● Reação tipo 1: maioria durante o tratamento, aumento súbito da imunidade celular, lesões se tornam mais avermelhadas e edemaciadas - Usar corticoide em dose imunossupressora (1mg/kg, principalmente se tiver neurite) ● Reação tipo 2: lesões nodulares associada com sinais sistêmicos (febre, mal-estar), pode ser desencadeada por terapêutica da hanseníase ou infecções - Tratar com talidomida - Mulheres em idade fértil: colocar DIU e associar mais um método contraceptivo antes de dar talidomida Fenômeno de Lúcio ● Processo trombótico oclusivo ● Pacientes virchowianos sem tratamento ● Fazer Poliquimioterapia Sequelas ● Cegueira ● Garra ● Amiotrofia ● Mal perfurante plantar ● Úlceras