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CCIH
Comitê de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)
● Medidas de qualificação de assistência hospitalar, da vigilância sanitária
- Mais pessoas envolvidas no manuseio/tratamento ⇒ maior o risco de infecção
hospitalar para o paciente
- Hospitais escola tem maior índice de infecção hospitalar
- Todos os adornos devem ser retirados para adentrar o ambiente hospitalar
Tipos de Infecção
● Infecção comunitária (IC) ⇒ constatada ou em incubação na admissão do paciente,
não relacionada a internação anterior no mesmo hospital (mais de 30 dias da alta)
- Infecções em recém-nascidos por via transplacentária (herpes simples,
toxoplasmose, sífilis, HIV, CMV, etc) ou associadas com bolsa rota superior a 24h
● Infecção hospitalar (IH) ⇒ adquirida após admissão do paciente, se manifesta durante a
internação ou após a alta (+48h de internação ou até 30 dias após a alta)
- Utilizar atb de amplo espectro
Higienização das Mãos
● Ignaz Semmelweis ⇒ identificou o problema da febre puerperal → instituiu a
obrigatoriedade de lavagem das mãos com solução de ácido clórico antes da entrada
na clínica obstétrica → reduziu taxa de mortalidade de 12,2% para 1,2%
● OMS ⇒ uma assistência limpa é uma assistência segura
Microbiota da Pele
● Transitória ⇒ coloniza a camada superficial da pele, sobrevive por curto período, pode
ser removida com a higienização das mãos
● Residente ⇒ aderida às camadas profundas da pele, população estável, parcialmente
removida com a higienização das mãos (depois volta ao normal)
● *Microrganismos multirresistentes ⇒ quanto mais tempo o paciente colonizado
permanece na comunidade, mais ele perde a colônia multirresistente (uma forma de
tratamento é mandar o paciente colonizado para casa)
Tipos de Contaminação
● Contato direto ⇒ transmissão de uma pessoa para outra sem participação de artigos
ou superfícies
● Contato indireto ⇒ transmissão através de contato com artigo ou superfície que teve
contato prévio com outra pessoa colonizada e não sofreu desinfecção
- Importante: higienizar os equipamentos antes de usar nos pacientes
Etapas da Transmissão de Microrganismos
● Microrganismos presentes na pele do paciente ou ao redor → transferência para as
mãos dos profissionais → capacidade de sobrevivência do microrganismo (alguns
minutos) → omissão/inadequação da higiene das mãos → transmissão cruzada pelas
mãos contaminadas
5 Momentos Para Higienizar as Mãos
● Antes do contato com o paciente
● Antes da realização do procedimento asséptico
● Após risco de exposição a fluídos corpóreos independente da utilização ou não de
luvas
● Após contato com o paciente
● Após contato com áreas próximas ao paciente
● Outros momentos ⇒ mãos visivelmente sujas ou contaminadas com matéria orgânica,
antes de comer, após usar o banheiro, entre procedimentos no mesmo paciente, após
retirar as luvas, após manipular objetos que tenham contato direto com o paciente
Materiais Necessários para Lavar as Mãos
● Água, pia, sabão líquido, papel toalha. *Não ter preguiça
● Álcool gel ⇒ deve ser friccionado para agir como esterilizador, não deve ser utilizado
na presença de sujidades
TIpos de Isolamentos e Precauções
● Precaução padrão ⇒ medidas adotadas por todos os profissionais em relação a todos
os pacientes (ex. lavar as mãos, usar luvas)
- Utilizar quando houver risco de contato com ⇒ sangue, líquidos corpóreos
(exceto suor), soluções de contiguidade, mucosas
- Sangue e fluidos ⇒ luvas, máscaras e protetor ocular
- Orientações para precaução padrão ⇒ higienização das mãos, uso de EPIs,
cuidados com artigos e equipamentos, manipulação e descarte adequado de
perfurocortantes, ambiente limpo e desinfectado, não reencapar agulha
● Isolamento de contato ⇒ pacientes colonizados ou infectados por bactérias ou vírus de
transmissão de contato (direto ou indireto)
- Medidas adicionais ⇒ avental, sabão com antisséptico para lavar as mãos
- Indicações ⇒ escabiose, varicela/herpes zoster, diarreia com incontinência fecal,
agentes multirresistentes
- Pacientes transferidos de outros serviços de saúde, pacientes institucionalizados ⇒
protocolo de precaução de vigilância (coletar swabs de vigilância- retal e/ou
nasal)
Bactérias Multirresistentes
● Enterobactérias (E. coli, Klebsiella spp, Enterobacter spp, Citrobacter spp, etc) resistentes à
Polimixina B/Colistina (MCR-1) e a Carbapenêmicos (NDM)
● Bactérias não fermentadoras (Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter spp) resistentes à
Polimixina B/Colistina
● S. aureus resistentes e/ou com resistência intermediária à vancomicina (VRSA/VISA)
● Leveduras do gênero Candida spp com teste de triagem indicativos de Candida auris
● O tempo de descolonização pode variar
- Contaminação ⇒ presença de um microrganismo sobre a superfície epitelial
sem invasão tecidual, reação fisiológica e dependência metabólica com o
hospedeiro (ex. mãos que acabaram de manipular uma ferida com infecção)
- Colonização ⇒ formação de colônias, sem expressão clínica/reação
imunológica
- Infecção ⇒causa danos decorrentes da invasão, multiplicação ou ação de
produtos tóxicos
1. Clínica ou subclínica
2. Resposta imunológica/inflamatória do hospedeiro
● Orientações para germes multirresistentes (MR)
- Precaução de contato (todos os pacientes) até a definição das culturas ou até a
alta se não for possível coletar swab
1. Se swab positivo para MR → precaução de contato até 3 swabs
negativos coletados com intervalo de 1 semana
● Isolamento para gotículas
- Paciente com patógenos transmitidos pelas secreções de vias aéreas em
pequenas distâncias (<1 metro)
- Precauções padrão ⇒ quarto privativo com portas fechadas, uso de máscara
cirúrgica durante o período de transmissão, avisar os setores de internação ou
exames pré-transporte
- Principais doenças a serem isoladas ⇒ meningite bacteriana (até completar 24h
de atb), doenças meningocócicas, caxumba, coqueluche, rubéola, influenza A
H1N1, COVID-19
● Isolamento para aerossol
- Patógenos que são transmitidos pelas secreções de vias aéreas em grandes
distâncias (>1 metro)
- Principais doenças ⇒ tuberculose pulmonar/extrapulmonar com esão drenando,
varicela, herpes zoster disseminado/imunossuprimido, sarampo, influenza A H1N1
(quando IOT/aspiração), COVID-19 (quando IOT/aspiração)
- Precauções padrão ⇒ quarto privativo com pressão negativa, filtros HEPA e
portas fechadas, uso de máscara N95 (profissional), máscara cirúrgica (paciente
no transporte)
- Tuberculose ⇒ suspender precauções com 2 amostras negativas (BAAR) com
intervalo de 8h
● Isolamento reverso ⇒ desuso, pois as fontes de infecção dos pacientes são endógenas
ou por ambiente/visitantes
Orientações Gerais
● EPI ⇒ responsabilidade do colaborador cuidar
● Máscara cirúrgica ⇒ descartável, trocar a cada 2h ou quando molhada/sujidades
● Máscara N-95 ⇒ não é descartável, uso individual por no máximo 30 dias (com filtro
intacto)
● Antes e após EPIs ⇒ lavar as mãos ou usar álcool em gel
Acidentes Perfurocortantes
● Acidente de punção com sangue em lúmen ou sangue diretamente em mucosas (inclui
“voar” sangue no olho/boca/solução de contiguidade)
- Procurar imediatamente a CCIH
- Coletar sorologias da fonte e do acidentado (HIV, hepatite B e C)
- O maior risco de transmissão é da hepatite B → importante cada um saber seu
anti-Hbs
● Orientações no acidente perfurocortante
- Avisar preceptor responsável e procurar CCIH
- Lavar a região com água e sabão
- Paciente HIV+ ⇒ iniciar profilaxia preferencialmente 2h (máx 72h)
- HBV ⇒ imunoglobulina para anti-Hbs negativo
1. Importante conhecer o anti-Hbs antes e se vacinar se for negativo
- HCV ⇒ nada a se fazer
- Seguimento com SESMT por 1 ano

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