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DISCIPLINA CONTABILIDADE COMERCIAL UNIDADE 1 A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NAS SOCIEDADES COMERCIAIS UNIDADE 2 OPERAÇÕES ENVOLVENDO COMPRAS E VENDAS UNIDADE 3 OPERAÇÕES DIVERSAS EM CONTABILIDADE COMERCIAL UNIDADE 1 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Nesta unidade estudaremos as definição de contabilidade comercial, a importância do contador para as empresas comerciais, as formas de constituição de empresas mais utilizadas no Brasil, a escrituração contábil e das principais demonstrações contábeis: o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. UNIDADE 1 TÓPICO 1 – SOCIEDADE COMERCIAL TÓPICO 2 – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO TÓPICO 3 – BALANÇO PATRIMONIAL UNIDADE 1 TÓPICO 1 – SOCIEDADE COMERCIAL INTRODUÇÃO Veremos que as empresas comerciais possuem muita importância no nosso país e que o profissional contábil deve conhecer sobre as particularidades dessas entidades. Podemos destacar que essas particularidades já iniciam no momento da constituição da empresa e vão até aos demonstrativos contábeis, como a Demonstração do Resultado do Exercício e o Balanço Patrimonial. DEFINIÇÃO DE CONTABILIDADE COMERCIAL A contabilidade comercial é a que se dedica a estudar e controlar o patrimônio das empresas comerciais, especialmente no que diz respeito às suas operações de compra e venda de mercadorias. No Brasil, a partir de pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2019a), verificou-se que, em 2017, o setor de Comércio foi o mais representativo entre entidades empresariais brasileiras, contando com 1.886.139 empresas, representando 37,5% do total de segmentos econômicos existentes. Nessa pesquisa, no que se refere ao número de empresas e pessoal ocupado, a atividade de Comércio ficou na frente) OQUE É CNAE ? CNAE significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas. Trata-se de um código utilizado para identificar quais são as atividades econômicas exercidas por uma empresa. Você pode ter vários CNAEs atrelados ao seu CNPJ, mas apenas um será o principal e é por ele que você emitirá a maioria de suas notas. Os demais serão os secundários e servirão de apoio para as suas atividades, caso preste serviços diferentes ocasionalmente. DEFINIÇÃO DE EMPRESA COMERCIAL Para compreendermos o que é uma empresa comercial, inicialmente, devemos entender o que é comércio, que nada mais é do que a troca de mercadorias por dinheiro ou de uma mercadoria por outra (IUDÍCIBUS; MARION, 2019). São remotas as origens do comércio: Na Antiguidade, os fenícios, provavelmente, foram o povo que mais se notabilizou na atividade comercial [...]. A Fenícia dispunha de pouca terra para o desenvolvimento de uma agricultura de grande qualidade. Assim, teve de voltar- se à atividade comercial, construindo grande frota que realizava extensas atividades comerciais com o Ocidente, bem como, por terra, com o Oriente (IUDÍCIBUS; MARION, 2019, p. 3). DEFINIÇÃO DE EMPRESA COMERCIAL Mais recentemente, entre os séculos XII e XVI, países como Itália e Portugal desenvolveram intensa atividade comercial Já no Brasil, esse desenvolvimento acontece desde a época da abertura dos portos, no início do século XIX, favorecido pela excepcional variedade de produtos primários e secundários que produz (IUDÍCIBUS; MARION, 2019), como agricultura, pesca, pecuária e roupas e alimentos. DEFINIÇÃO DE EMPRESA COMERCIAL O SEBRAE (2019) refere as empresas comerciais como sendo aquelas que vendem mercadorias diretamente ao consumidor – no caso do comércio varejista – ou aquelas que compram do produtor para vender ao varejista – comércio atacadista. COMERCIO VAREJISTA X ATACADISTA SOCIEDADES COMERCIAIS Para que as empresas comerciais possam desenvolver suas atividades, é preciso que estejam devidamente constituídas e legalizadas. É necessário que seja formada uma sociedade. Sociedade é a reunião de duas ou mais pessoas que se submetem a um regulamento, a fim de exercer uma atividade comum. A Sociedade Empresária tem seus instrumentos de constituição e alterações registradas na Junta Comercial. Já as Sociedades Simples são registradas em Cartório. SOCIEDADES EMPRESÁRIA X SOCIEDADE SIMPLES Sociedade Simples: A sociedade simples são aquelas que exercem atividades não empresariais. Desse modo, elas são exclusivas dos profissionais que realizam atividades intelectuais, de natureza científica, literária ou artística. Exemplo: parceria entre médicos, dentistas, advogados, contadores, entre outros profissionais, que formam uma sociedade para oferecer serviços alinhados com as suas atividades pessoais. SOCIEDADES EMPRESÁRIA X SOCIEDADE SIMPLES Sociedade Empresária: A sociedade empresária ou empresarial, por sua vez, exerce atividade econômica para a produção ou circulação de bens ou de serviços. Isso significa que que ela atua no comércio e em atividades que os produtos ou serviços não são feitos necessariamente pelos seus sócios. As Sociedades estão previstas na Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que é o nosso Código Civil, a partir do Art. 981 até o Art. 1.141. SOCIEDADES EMPRESÁRIA X SOCIEDADE SIMPLES Sociedade Empresária: A sociedade empresária ou empresarial, por sua vez, exerce atividade econômica para a produção ou circulação de bens ou de serviços. Isso significa que que ela atua no comércio e em atividades que os produtos ou serviços não são feitos necessariamente pelos seus sócios. As Sociedades estão previstas na Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que é o nosso Código Civil, a partir do Art. 981 até o Art. 1.141. SOCIEDADES PERSONIFICADA X SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA Existem vários tipos de sociedade, como: Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada, Sociedades Anônimas, Sociedades em Nome Coletivo, Sociedade em Comandita Simples, Sociedade em Comandita por Ações. O Código Civil classifica esses tipos de sociedades em Sociedade não Personificada e Sociedade Personificada. A Sociedade não Personificada é constituída oral ou documentalmente e não formaliza o arquivamento ou registro. Já a Sociedade Personificada é legalmente constituída e registrada em órgão competente, adquirindo personalidade formal, podendo ser chamada de jurídica (IUDÍCIBUS; MARION, 2019). SOCIEDADES PERSONIFICADA X SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA SOCIEDADE LTDA Uma das formas mais comuns de sociedade é a Sociedade por Cotas de Responsabilidade Limitada ou Sociedade Ltda., representada pela sigla Ltda., em que a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas de capital social, ou seja, se as dívidas contraídas forem maiores que o capital social, os seus bens pessoais, via de regra, não serão atingidos (DESIDÉRIO, 2016). As Sociedades Ltda. estão regulamentadas no Código Civil, nos Arts. 1.052 a 1.087. SOCIEDADE UNIPESSOAL Foi aprovada a Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019, que alterou o Código Civil. Entre outras alterações ocorridas, houve a inclusão no Art. 1.052, que trata das Sociedades Ltda.: “§1º A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas. §2º Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao documento de constituição do sócio único, no que couber, as disposições sobre o contrato social”. Assim, essas mudanças significam que: A partir de agora, é possível abrir uma empresa sozinho, protegendo o patrimônio particular e sem precisar investir muito dinheiro. Foi criada uma natureza jurídica para a constituição de empresas, a chamada Sociedade Limitada Unipessoal, nela não existe capital social mínimo, nem a necessidade de inclusão de sócios e o empresário responde apenas com o patrimônio investido no CNPJ (TERRA, 2019). SOCIEDADE UNIPESSOAL Em setembro de 2021, a Lei nº 14.195 estabeleceu o fim das EIRELIs e as empresas que estavam registradas nessa modalidade foram transformadas automaticamente em Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) (BRASIL, 2021). FORMALIZAÇÃO DA SOCIEDADE COMERCIAL As sociedades comerciais devem ser registradas em Junta Comercial. No Decreto nº 1.800/1996,são listados os principais artigos sobre as Juntas Comerciais. Para as sociedades empresárias e empresários individuais, são de interesse o registro e o arquivamento do ato constitutivo e dos documentos que comprovem a capacidade jurídica regular e a legalidade dos demais atos societários práticos. O ato constitutivo é o requerimento de empresário e o da sociedade é o contrato social, e é a partir do seu arquivamento pela Junta Comercial que a pessoa jurídica passa a existir legalmente. FORMALIZAÇÃO DA SOCIEDADE COMERCIAL Passos básicos para a constituição de empresas: A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NAS SOCIEDADES COMERCIAIS O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Os livros de escrituração têm diferentes finalidades. Alguns servem para registrar as compras, outros para vendas, controlar estoque, lucros ou prejuízos. Podemos classificá-los em obrigatórios e auxiliares, conforme mostra o Quadro 5. A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NAS SOCIEDADES COMERCIAIS Os livros obrigatórios são exigidos pela legislação. Entre essas leis, podemos citar o Código Civil, o Regulamento do Imposto de Renda e a Lei das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Já os livros auxiliares são utilizados pelas empresas sem que haja exigência legal, podendo servir de suporte aos livros obrigatórios. A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NAS SOCIEDADES COMERCIAIS (LANÇAMENTO CONTABIL) Os primeiros lançamentos contábeis a serem registrados pelas empresas comerciais referem-se aos fatos que ocorrem na fase de constituição da empresa. Esses são os primeiros lançamentos do Livro Diário. Na constituição da empresa, quando os sócios se reúnem para discutir as cláusulas do contrato social, um dos itens debatidos é a estipulação do capital social (o valor monetário) e a forma de integralização desse capital (em dinheiro, em imóvel, em veículo). A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NAS SOCIEDADES COMERCIAIS (LANÇAMENTO CONTABIL) Capital Subscrito: é o registro na contabilidade do compromisso firmado em que ainda não houve a entrada de valores ou bens referentes a esse capital. Capital Integralizado: é o momento em que os sócios cumprem o que assinaram no contrato social, ou seja, a empresa recebe o valor estipulado, seja em forma de dinheiro ou bens. A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NAS SOCIEDADES COMERCIAIS (LANÇAMENTO CONTABIL) A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NAS SOCIEDADES COMERCIAIS (LANÇAMENTO CONTABIL) PLANO DE CONTAS DAS EMPRESAS COMERCIAIS Quanto maior o tamanho da empresa, maior a necessidade de detalhar contabilidade através do plano de contas. Contudo, além do tamanho, o plano de contas varia diretamente a partir do ramo de atividade da empresa. PLANO DE CONTAS DAS EMPRESAS COMERCIAIS PLANO DE CONTAS DAS EMPRESAS COMERCIAIS PLANO DE CONTAS DAS EMPRESAS COMERCIAIS PLANO DE CONTAS DAS EMPRESAS COMERCIAIS PLANO DE CONTAS DAS EMPRESAS COMERCIAIS UNIDADE 1 TÓPICO 2 – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) A DRE é um relatório contábil destinado a evidenciar a composição do resultado formado em um determinado período de operações da empresa. A Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, dispõe sobre a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício. DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) RECEITA OPERACIONAL BRUTA A receita operacional bruta é o valor referente a venda de produtos, mercadorias ou prestação de serviços contabilizados em um período. Ou seja, é o faturamento da empresa sem a incidência de nenhum outro desconto DEDUÇÕES E ABATIMENTOS Neste grupo da DRE, devem ser apresentados todos os valores que devam ser deduzidos ou abatidos da receita operacional bruta, para se conhecer a receita operacional líquida. São os Abatimentos sobre Vendas, Vendas Anuladas, Descontos Incondicionais Concedidos e todas as contas que registram os tributos incidentes sobre as vendas, sendo, os mais comuns, o ICMS, o PIS e a COFINS. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA Este valor é obtido se subtraindo, da Receita Operacional Bruta, o total das deduções e dos abatimentos. CUSTOS OPERACIONAIS Correspondem aos custos das mercadorias vendidas. LUCRO OPERACIONAL BRUTO Valor obtido se subtraindo, da Receita Operacional Líquida, o montante dos custos operacionais. DESPESAS OPERACIONAIS Neste grupo, devem ser apresentados os montantes das despesas operacionais, devidamente segregados, conforme a natureza de cada um. As despesas operacionais são aquelas necessárias à gestão do patrimônio da empresa, isto é, para que se possa operar a empresa, há essas despesas no dia a dia. Essas despesas são agrupadas, a saber: DESPESAS OPERACIONAIS Despesas com as Vendas: compreendem todas as despesas incorridas no setor comercial da empresa, isto é, aquelas necessárias para que a empresa realize as transações comerciais de compra e de venda de mercadorias dela. Embora, na DRE, as Despesas com as Vendas devam ser informadas em montante único, dependendo da complexidade da empresa, no Plano de Contas, essas despesas podem ser subdivididas em Comissões dos Vendedores, Propaganda e Publicidade, Despesas com Viagens, Despesas com Entregas, dentre outras. DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Financeiras: englobam despesas incorridas com a movimentação de dinheiro como as bancárias, os juros, os descontos concedidos etc. Despesas Gerais e Administrativas: compreendem as despesas incorridas com a administração geral da empresa. Neste grupo, podem aparecer subgrupos de despesas, iguais a alguns subgrupos das despesas com as vendas, como as com pessoal (salários, encargos etc.) e com ocupação (aluguéis, água e esgoto, energia elétrica, comunicações etc.). A diferença é que as despesas administrativas estão ligadas ao setor administrativo da empresa, e, as com vendas, ao setor de vendas. DESPESAS OPERACIONAIS Outras Despesas Operacionais: devem figurar as despesas consideradas operacionais, porém, que não se ajustam nos três grupos anteriores. São despesas às quais a gestão do patrimônio está sujeita, porém, não podem ser consideradas normais ao desenvolvimento das atividades, como as multas de trânsito e fiscais, as perdas ocasionais, dentre outras. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Compreendem receitas que não se ajustam nos grupos das receitas brutas ou financeiras. Referem-se a ganhos com aluguéis de imóveis, de veículos, com perdas recuperadas e outras. LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL Corresponde à diferença entre o montante das receitas operacionais (receita operacional líquida + outras receitas operacionais) e o montante das despesas operacionais (com vendas + financeiras – receitas financeiras + gerais e administrativas + outras receitas operacionais). OUTRAS RECEITAS Correspondem ao resultado positivo alcançado nas transações, envolvendo elementos patrimoniais do Ativo Não Circulante, classificados nos subgrupos: Investimentos, Imobilizado e Intangível. OUTRAS DESPESAS Correspondem ao resultado negativo alcançado nas transações envolvendo elementos patrimoniais do Ativo Não Circulante, classificados nos subgrupos: Investimentos, Imobilizado e Intangível. RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DAS DEDUÇÕES (OU ANTES DA TRIBUTAÇÃO) Corresponde ao resultado operacional líquido diminuído ou adicionado das outras despesas e das outras receitas. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO Trata-se de uma obrigação da empresa para com o Governo Federal, calculada sobre o Resultado do Exercício. Veremos esse tributo mais adiante. IMPOSTO DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO Corresponde ao compromisso da empresa com o Governo Federal, referente ao imposto sobre o Lucro Real. Veremos esse tributo mais adiante. RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS AS DEDUÇÕES Correspondeao Resultado do Exercício depois de deduzidos os tributos incidentes sobre ele. PARTICIPAÇÕES Correspondem às participações que devem incidir sobre o Resultado do Exercício. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO É o Resultado do Exercício, depois de deduzidos os valores relativos aos tributos e às participações EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO EXEMPLO PRATICO UNIDADE 1 TÓPICO 3 – BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL O Balanço Patrimonial é uma demonstração contábil abordada em Contabilidade geral, em que se debita e credita diversas contas do Balanço, além de já tê-lo fechado fazendo o Ativo ser igual ao Passivo mais o Patrimônio Líquido. BALANÇO PATRIMONIAL O Balanço Patrimonial reflete a posição financeira em determinado momento, normalmente no fim do ano ou após um período prefixado. Essa demonstração contábil é constituída por duas colunas: a do lado direito é o Passivo e o Patrimônio Líquido, enquanto a coluna do lado esquerdo é o Ativo (IUDÍCIBUS; MARION, 2019). BALANÇO PATRIMONIAL Se considerarmos o exemplo anterior, da empresa Mendes e Botelho Comércio de Móveis Ltda., como ficará o Balanço Patrimonial após o lançamento dos lucros? Para responder, precisamos fazer o levantamento dos saldos das contas patrimoniais. BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL Se fizermos um Balanço Patrimonial com esses saldos, nossa demonstração irá fechar? ATIVO CIRCULANTE O Ativo Circulante contém os itens mais líquidos do balanço, ou seja, aqueles itens que são transformados em dinheiro, consumidos ou vendidos a curto prazo (menos de um ano). Podemos perceber que, no primeiro mês de atuação da empresa, o seu Ativo Circulante somou R$ 351.450,00 IMOBILIZADO A empresa também conta com um Imobilizado, contendo os móveis e utensílios e o veículo adquirido, totalizando R$ 150.000,00. Esses bens são destinados à manutenção da atividade operacional da empresa. Ao somarmos o Ativo Circulante e o Ativo Não Circulante, chegamos ao valor total do Ativo, que é R$ 501.450,00 PASSIVO CIRCULANTE Já no lado direito, no Passivo, a empresa conta com um Passivo Circulante no valor de R$ 190.200,00. Esse grupo contém as obrigações que normalmente são pagas dentro de um ano. PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ainda no lado direito, temos o Patrimônio Líquido, que representa os investimentos dos proprietários (capital social) e mais o lucro acumulado. Assim, o Patrimônio Líquido totalizou R$ 311.250,00. Se somarmos o Passivo com o Patrimônio Líquido, teremos um total de R$ 501.450,00, que é o mesmo valor do Ativo Total. É por isso que essa demonstração se chama “balanço”, pois ambos os lados direito e esquerdo precisam estar equilibrados. APLICAÇÕES FINANCEIRAS ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES Adiantamento a fornecedores é o pagamento feito antecipadamente, pela empresa, a seus fornecedores na aquisição de mercadorias, insumos e bens. Nesse caso, a empresa paga ao fornecedor antes de receber a mercadoria, gerando, assim, um direito de receber a mercadoria desse fornecedor. ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES ADIANTAMENTO DE CLIENTES Nesse caso, é o contrário do adiantamento a fornecedor, pois agora estamos do outro lado. O cliente é quem adianta um valor para a empresa. Dessa forma, em vez de termos um direito a receber, temos uma obrigação com ele. Isso mesmo, uma obrigação. Os valores recebidos devem ser registrados em conta específica de “Adiantamentos de Clientes”, no Passivo Circulante, e serão baixados quando a mercadoria for entregue ou o serviço for prestado. ADIANTAMENTO DE CLIENTES Nesse caso, é o contrário do adiantamento a fornecedor, pois agora estamos do outro lado. O cliente é quem adianta um valor para a empresa. Dessa forma, em vez de termos um direito a receber, temos uma obrigação com ele. Isso mesmo, uma obrigação. Os valores recebidos devem ser registrados em conta específica de “Adiantamentos de Clientes”, no Passivo Circulante, e serão baixados quando a mercadoria for entregue ou o serviço for prestado.