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SISTEMA DE ENSINO
CONTABILIDADE 
GERAL
Demonstração do Resultado do Exercício
Livro Eletrônico
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Claudio Zorzo
Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Demonstração do Resultado do Exercício .......................................................................5
1. Composição e Estrutura da DRE ................................................................................ 10
2. Principais Contas da DRE .......................................................................................... 15
2.1. Receita Bruta de Vendas......................................................................................... 15
2.2. Deduções das Vendas ............................................................................................ 16
2.3. Receita Líquida de Vendas ..................................................................................... 16
2.4. Custos das Mercadorias Vendidas ..........................................................................17
2.5. Despesas Operacionais ..........................................................................................17
2.6. Receitas Operacionais ........................................................................................... 18
2.7. Outras Despesas ................................................................................................... 18
2.8. Outras Receitas ..................................................................................................... 18
3. Resultado com Mercadorias .....................................................................................29
4. Dedução sobre as Vendas ........................................................................................29
5. Custo da Mercadoria Vendida ...................................................................................38
6. Impostos que Afetam o Custo das Mercadorias ...................................................... 40
7. Cálculo das Participações nos Lucros da Empresa ...................................................52
8. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) .....................................65
9. Estrutura e Composição da DLPA ............................................................................ 69
10. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) .................................. 77
11. Demonstração dos Fluxos de Caixa ......................................................................... 98
12. Atividades Divulgadas na DFC ............................................................................... 104
13. Métodos de Apresentação – Direto e Indireto ........................................................ 114
14. DVA – Demonstração do Valor Adicionado ............................................................ 150
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
15. Estrutura da Demonstração do Valor Adicionado – Empresas em Geral ................ 161
Questões de Concurso .................................................................................................173
Gabarito ..................................................................................................................... 189
Gabarito Comentado ................................................................................................... 190
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Prezado(a) aluno(a), tudo bem contigo?
Espero que sim.
Que você esteja com vontade de obter mais conhecimento contábil e na busca de seu 
objetivo.
Uma bela frase para pensar:
“Se ao enfrentar os problemas da vida, lhe parecer que está escalando uma montanha impos-
sível, lembre-se que a paisagem que avistará no topo compensará qualquer esforço seu”.
Motivados na busca do conhecimento para avistarmos um futuro melhor, hoje vamos dar 
sequência às demonstrações contábeis e iremos estudar a DRE, a DLPA, a DMPL e a DFC.
Vou começar falando sobre a DRE, sua estrutura e composição, e depois tratarei das de-
mais demonstrações.
Desejo uma ótima aula para você!
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
A demonstração do resultado do exercício é uma demonstração contábil dinâmica, desti-
nada a evidenciar a composição do desempenho econômico apurado num determinado perí-
odo de operações da entidade.
A DRE, observado o regime da competência, evidenciará, de forma vertical, os vários níveis 
de resultados mediante confronto entre as receitas e os correspondentes custos e despesas.
Nós vimos em aula passada que as informações sobre a posição patrimonial e financeira são 
fornecidas pelo balanço patrimonial, de forma estática. Essa estaticidade é modificada pelas 
contas de resultado e por isso a dinâmica fornecida pela DRE está diretamente relacionada 
com a modificação da situação líquida apresentada no BP.
De forma simples, a DRE fornece as informações sobre o desempenho econômico da em-
presa na gestão de seu patrimônio.
As informações referentes ao desempenho da entidade, especialmente a sua rentabilida-
de, são requeridas com a finalidade de avaliar possíveis mudanças necessárias na compo-
sição dos recursos econômicos que provavelmente serão controlados pela entidade. Essas 
informações são úteis para prever a capacidade que a entidade tem de gerar fluxos de caixa a 
partir dos recursos atualmente controlados por ela. Também é útil para a avaliação da eficá-
cia com que a entidade poderia usar recursos adicionais.
Na prática o resultado econômico é frequentemente usado como medida de desempenho 
na gestão do patrimônio ou como base para outras avaliações, tais como o retorno do inves-
timento ou resultado por ação.
As receitas e despesas são apresentadas na DRE de diferentes maneiras, de modo que pres-
tem informações relevantes para a tomada de decisões. Por exemplo, é prática comum dis-
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
tinguir entre receitas e despesas que surgem no curso das atividades usuais da entidade 
(operacionais) e as demais (não operacionais).
Na DRE, as contas de resultados são as receitas e os ganhos, as deduções de receitas, 
custos, despesas, impostos e participações sobre lucros. Essa distinção é feita porque a fonte 
de uma receita é relevante na avaliação da capacidade que a entidade tenha de gerar caixa 
no futuro,já a separação das despesas facilita o entendimento de quanto é necessário gastar 
para que as receitas sejam realizadas.
A diferença entre itens de receitas e de despesas e a sua combinação de diferentes ma-
neiras também permitem demonstrar várias formas de medir o desempenho da entidade, com 
maior ou menor abrangência de itens. Por exemplo, a demonstração do resultado pode apre-
sentar a margem bruta, o lucro ou prejuízo das atividades ordinárias antes dos tributos sobre 
o resultado, o  lucro ou o prejuízo das atividades ordinárias depois desses tributos, o  lucro 
antes das participações e por fim o lucro ou prejuízo líquido.
Na demonstração do resultado do exercício, a apresentação das receitas e ganhos, e das des-
pesas e perdas geralmente é feita de forma separada, fundamentando-se esse fato em razões 
que levam à tomada de decisão econômica e não em razões de cunho conceitual.
O CPC 26 R1 destaca que a entidade deve apresentar uma análise das despesas utilizando 
uma classificação baseada natureza da despesa, se permitida legalmente, ou na função da 
despesa dentro da entidade, devendo eleger o critério que proporcionar informação confiável 
e mais relevante, obedecidas as determinações legais. No Brasil a Lei n. 6.404/1976 determi-
na o uso do método da função da despesa.
As despesas devem ser subclassificadas a fim de destacar componentes do desempenho 
que possam diferir em termos de frequência, potencial de ganho ou de perda e previsibilidade. 
Essa análise dever ser proporcionada em uma das duas formas descritas a seguir:
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CONTABILIDADE GERAL
A primeira forma de análise é o método da natureza da despesa. As despesas são agrega-
das na demonstração do resultado de acordo com a sua natureza (por exemplo, depreciações, 
compras de materiais, despesas com transporte, benefícios aos empregados e despesas de 
publicidade), não sendo realocados entre as várias funções dentro da entidade.
Esse método pode ser simples de aplicar porque não são necessárias alocações de gas-
tos a classificações funcionais. Um exemplo de classificação que usa o método da natureza 
do gasto é o que se segue:
Receitas
(+) Outras Receitas
(=) total das receitas
(-) Variação do estoque de produtos acabados e em elaboração
(-) Consumo de matérias-primas e materiais
(-) Despesa com benefícios a empregados
(-) Depreciações e amortizações
(-) Outras despesas
(=) Total da despesa
(=) Resultado antes dos tributos
A segunda forma de análise é o método da função da despesa ou do “custo dos produtos 
e serviços vendidos”, classificando-se as despesas de acordo com a sua função como parte 
do custo dos produtos ou serviços vendidos ou, por exemplo, das despesas de distribuição 
ou das atividades administrativas (aluguel, salário, depreciação). No mínimo, a entidade deve 
divulgar o custo dos produtos e serviços vendidos segundo esse método, separadamente das 
outras despesas.
Esse método pode proporcionar informação mais relevante aos usuários do que a classifi-
cação de gastos por natureza, mas a alocação de despesas às funções pode exigir alocações 
arbitrárias e envolver considerável julgamento.
Um exemplo de classificação que utiliza o método da função da despesa é a seguinte:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Receitas
(-) Custo dos produtos e serviços vendidos
(=) Lucro bruto
(+) Outras receitas
(-) Despesas de vendas
(-) Despesas administrativas
(-) Outras despesas
(=) Resultado antes dos tributos
As entidades que classificarem os gastos por função devem divulgar informação adicio-
nal sobre a natureza das despesas, incluindo as despesas de depreciação e de amortização e 
as despesas com benefícios aos empregados.
A escolha entre o método da função das despesas e o método da natureza das despe-
sas depende de fatores históricos e setoriais e da natureza da entidade. Ambos os métodos 
proporcionam uma indicação das despesas que podem variar, direta ou indiretamente, com 
o nível de vendas ou de produção da entidade. Dado que cada método de apresentação tem 
seu mérito conforme as características de diferentes tipos de entidade, esse Pronunciamento 
Técnico estabelece que cabe à administração eleger o método de apresentação mais relevan-
te e confiável, atendidas as exigências legais. Entretanto, dado que a informação sobre a na-
tureza das despesas é útil ao prever os futuros fluxos de caixa, é exigida divulgação adicional 
quando for usada a classificação com base no método da função das despesas.
A natureza da despesa apresenta a conta, é  analítica; a função da despesa apresenta um 
grupo de contas, é sintética.
Questão 1 (FGV/SEFIN-RO/TÉCNICO TRIBUTÁRIO/2018) A Cia. LOL elaborou sua Demons-
tração do Resultado do Exercício pelo método da natureza da despesa.
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CONTABILIDADE GERAL
Assinale a opção que contém apenas as contas classificadas de acordo com esse método.
a) Despesa com Benefícios a Empregados e Despesas Comerciais.
b) Variação do Estoque e Custo dos Produtos Vendidos.
c) Despesa de Depreciação e Consumo de Matéria Prima.
d) Despesa de Vendas e Despesas Administrativas.
e) Despesas Administrativas e Despesa de Amortização.
Letra c.
O método da natureza da despesa apresenta a conta, assim, são classificadas de acordo com 
esse método a despesa com depreciação e o consumo de matéria prima.
Despesas comerciais, custo do produto vendido, despesas de vendas e despesas administra-
tivas, agrupam contas, por isso são classificadas quanto à natureza da despesa.
Questão 2 (CESGRANRIO/LIQUIGÁS/AUDITOR/2018) Na elaboração da demonstração do 
resultado do exercício, as despesas podem ser agregadas de acordo com a sua natureza ou 
com a função da despesa.
Um item representativo de função da despesa é o de
a) consumo de matérias-primas
b) depreciações e amortizações
c) despesa com benefícios a empregados
d) despesas de vendas
e) variações cambiais passivas
Letra d.
A despesa, segundo a sua função, apresenta as despesas segundo a sua importância no pro-
cesso operacional, agrupando as contas, como, por exemplo, a conta despesas com vendas.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 3 (CFC/CFC/BACHAREL/2017) De acordo com a NBC TG 26 (R4) – APRESENTA-
ÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, a apresentação das despesas na Demonstração do 
Resultado do períodopoderá utilizar uma classificação com base na sua natureza, se permi-
tida legalmente, ou na sua função dentro da entidade.
Assinale a opção que contém apenas exemplos de despesas classificadas por Natureza:
a) Despesas Administrativas, Despesas com Depreciação e Despesas com Vendas.
b) Despesas com Benefícios a Empregados, Despesas com Publicidade e Despesas com De-
preciação.
c) Despesas com Benefícios a Empregados, Custo dos Produtos Vendidos e Despesas Admi-
nistrativas.
d) Despesas com Vendas, Despesas com Depreciação e Custo dos Produtos Vendidos.
Letra b.
O método da natureza da despesa apresenta a conta, assim, são classificadas de acordo com 
esse método as despesas com benefícios a empregados, despesas com publicidade e despe-
sas com depreciação.
1. Composição e estrutura da dre
A Lei n. 6.404/1976 trata da DRE em seu artigo 187, estabelecendo a estrutura de apre-
sentação da Demonstração, conforme a função da despesa, da seguinte forma:
Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:
I – a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro 
bruto;
III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas 
gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; modificado pela lei 
11.941/09
V – o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
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CONTABILIDADE GERAL
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo 
na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de 
empregados, que não se caracterizem como despesa; modificado pela lei 11.941/09
VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em 
moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas 
e rendimentos.
Analisando a lei em consonância com as normas contábeis podemos entender que a demonstra-
ção do resultado compreenderá:
a) as receitas e os ganhos do período, independentemente de seu recebimento;
b) os custos, despesas, encargos e perdas incorridas, independente de pagamento, corresponden-
tes a esses ganhos e receitas.
Já o CPC 26 (R1) destaca que a demonstração do resultado do período deve, no mínimo, 
incluir as seguintes rubricas, obedecidas também as determinações legais:
• Receita líquida
• Custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos;
• Lucro bruto;
• Despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e receitas operacionais;
• Parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método de 
equivalência patrimonial;
• Resultado antes das receitas e despesas financeiras
• Despesas e receitas financeiras;
• Resultado antes dos tributos sobre o lucro;
• Despesa com tributos sobre o lucro;
• Resultado líquido das operações continuadas;
• Valor líquido dos seguintes itens:
• Resultado líquido após tributos das operações descontinuadas;
• Resultado após os tributos decorrente da mensuração ao valor justo menos despesas 
de venda ou na baixa dos ativos ou do grupo de ativos à disposição para venda que 
constituem a unidade operacional descontinuada.
• Resultado líquido do período.
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CONTABILIDADE GERAL
Note que, segundo a Lei n. 6.404/1976, a DRE começa pela Receita Bruta de Vendas e, 
segundo o CPC, pela Receita Líquida de Vendas. A justificativa é a de que as deduções não 
representam recursos da empresa, assim, não há a necessidade de sua apresentação na de-
monstração, contudo, as informações deverão ser divulgadas em notas explicativas.
O primeiro item da DRE, segundo as normas contábeis, é receita líquida de vendas. Já confor-
me a Lei n. 6.404/1976, o primeiro item da DRE é a receita bruta de vendas.
Essa intepretação diferente da composição inicial da DRE foi apresentada também, em 
2014, pela Lei n. 12.973/2014, que destacou a composição da Receita Bruta e por consequ-
ência da Receita Líquida que deverá ser apresentada na DRE para fins fiscais.
A referida lei trata da composição da receita bruta e da receita líquida, da seguinte forma:
A receita bruta compreende:
a) o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
b) o preço da prestação de serviços em geral;
c) o resultado auferido nas operações de conta alheia, como consignação, comissão ou 
ordem de venda; e
d) as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não compreendidas nos 
itens anteriores.
Ainda segundo a legislação, a receita líquida será a receita bruta diminuída de:
I – devoluções e vendas canceladas;
II – descontos concedidos incondicionalmente;
III – tributos sobre ela incidentes; e
IV – valores decorrentes do ajuste a valor presente de vendas a prazo, de que trata o inciso 
VIII do caput do art. 183 da Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, das operações vincula-
das à receita bruta.
Com base nesse arcabouço legal, que foi assumido pelo novo Regulamento do Imposto 
de renda, a receita bruta é o montante das vendas oriundas das atividades-fim da empresa e 
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a receita líquida é a receita bruta menos as deduções de vendas, inclusive os juros embutidos 
nas vendas a prazo; já, segundo o CPC, somente é apresentada na DRE a Receita Líquida de 
vendas.
Exemplo de venda a prazo com juros:
Uma empresa vende mercadorias que tem o preço à vista de $ 100.000 por $ 120.000, para 
receber após 4 meses.
Nesse tipo de questão, devemos diferenciar o preço à vista do preço a prazo, sendo a diferen-
ça tratada como uma receita antecipada, a conta é juros ativos a transcorrer, conta redutora 
do ativo.
Venda à vista = 100.000
Venda a prazo = 120.000
Juros ativos a transcorrer = 20.000
Tal procedimento busca, respeitando o regime de competência, reconhecer os juros de acordo 
com o transcorrer do tempo (juros é o custo do dinheiro no tempo).
Registro contábil, segundo a Lei n. 6.404/1976
D – clientes – 120.000
D – ajuste a valor presente – 20.000
C – juros ativos a transcorrer – 20.000
C – receita bruta de vendas – 120.000
Na DRE, segundo a legislação, a primeira conta é a receita bruta de vendas e assim teríamos 
a seguinte apresentação:
RBV = 120.000
(-) AVP = (20.000)
(=) RLV = 100.000
No Balanço Patrimonial, a apresentação é a seguinte:
Clientes – 120.000
Juros ativosa transcorrer – (20.000)
Note que o valor presente líquido inicial a receber é de $100.000, mesmo valor que seria a 
venda à vista.
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CONTABILIDADE GERAL
Os juros antecipados, de $ 20.000, serão apropriados mês a mês da seguinte forma.
D – juros ativos a transcorrer – 5.000
C – receita financeira – 5.000
No Balanço Patrimonial, a apresentação, após a apropriação do primeiro mês, é a seguinte:
Clientes – 120.000
Juros ativos a transcorrer – (15.000)
O valor presente líquido a receber aumentou e foi para $ 105.000, pois na medida em que os 
juros vão transcorrendo (sendo apropriados) o valor presente líquido vai aumentando.
Registro segundo as normas contábeis:
D – clientes – 120.000
C – juros ativos a transcorrer – 20.000
C – receita líquida de venda – 100.000
Na DRE a primeira conta é a RLV de 100.000, as demais informações serão apresentadas em 
notas explicativas.
No Balanço Patrimonial, a apresentação é a seguinte:
Clientes – 120.000
Juros ativos a transcorrer – (20.000)
Valor presente líquido a receber = 100.000
Considerando a essência econômica sobre a formalidade jurídica, a  receita proveniente da 
venda de bens deve ser reconhecida quando forem satisfeitas todas as seguintes condições:
a) a entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos 
inerentes à propriedade dos bens;
b) a entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau 
normalmente associado à propriedade e tampouco efetivo controle sobre tais bens;
c) o valor da receita possa ser mensurado com confiabilidade;
d) for provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; e
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e) as despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser mensu-
radas com confiabilidade.
2. prinCipais Contas da dre
2.1. reCeita Bruta de Vendas
É a soma de todas as vendas, à vista ou a prazo, de mercadorias ou serviços realizadas 
pela empresa durante todo o período social. A receita de vendas é registrada na data de sua 
ocorrência, independentemente de ter sido recebida ou não. O  registro é feito sempre pelo 
valor total de venda, sem dedução de impostos ou custos.
Somente entrará nessa conta a venda de mercadorias e a venda de serviços, ou seja, ven-
da do que é objeto social das atividades da empresa.
Venda a prazo é diferente de venda financiada para fins de tributação:
• Venda a prazo é espécie de negócio jurídico no qual o vendedor oferece ao comprador o 
pagamento parcelado do produto, acrescendo-lhe um juro ao preço final, assim, o pre-
ço total é o “normal” da mercadoria (preço de venda à vista) e o acréscimo decorrente 
do parcelamento.
• Venda financiada depende de duas operações distintas para a efetiva “saída da merca-
doria” do estabelecimento, uma é compra e venda e outra a operação de financiamento 
em que há a intermediação de instituição financeira.
Para o STJ, nas vendas a prazo, os  impostos devem incidir sobre o valor total da operação, 
incluindo os juros e demais encargos financeiros. A decisão foi tomada no dia 03/05/16 pela 
2ª Turma do  Superior Tribunal de Justiça (STJ) em relação ao IPI e, em 2009, em relação 
ao ICMS.
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CONTABILIDADE GERAL
Nas vendas financiadas, nas quais há a participação de instituições financeiras, os im-
postos incidem apenas sobre o valor da mercadoria, sem englobar os juros pagos ao fi-
nanciador. Sobre os juros do financiamento, deve ser recolhido o Imposto Sobre Operações 
Financeiras (IOF).
2.2. deduções das Vendas
Representa as despesas ou custos relacionados com a Receita Bruta, como os impostos 
que incidem sobre o faturamento da empresa e alguma situação que diminua o saldo das 
vendas.
As deduções de vendas são:
• ICMS sobre vendas;
• ISS sobre vendas;
• PIS e COFINS sobre faturamento;
• Devoluções de vendas;
• Cancelamento de vendas;
• Descontos incondicionais concedidos, que é o mesmo que descontos comerciais e 
abatimentos concedidos.
• Ajuste a valor presente de vendas a prazo
O desconto comercial concedido, também denominado de desconto incondicional, se destaca 
por ser apresentado na nota fiscal de venda, é diferente do desconto financeiro, que é conce-
dido depois da venda e é considerado uma despesa operacional.
2.3. reCeita LíQuida de Vendas
Contém as receitas provenientes das vendas de produtos ou da prestação de serviços, 
oriundos da atividade operacional da empresa após as deduções sobre as vendas.
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CONTABILIDADE GERAL
Ela é resultado das Vendas Brutas menos as deduções sobre as vendas, é o valor que efe-
tivamente representa o que a empresa gerou de receita.
Segundo as normas internacionais apresentadas pelo Comitê de Pronunciamento contábil, 
a DRE começa por essa conta.
2.4. Custos das merCadorias Vendidas
São todos os custos incorridos no processo de fabricação do produto (se for indústria) ou 
na aquisição da mercadoria para revenda (se for comércio). Caso a empresa seja uma pres-
tadora de serviço, será calculado o CSP – custo do serviço prestado.
O CMV é sempre resultante da contrapartida da baixa do estoque por venda e representa 
o custo do estoque que foi vendido, será calculado pela equação:
CMV = estoque inicial + compras – estoque final.
Nesse cálculo só entra o valor da compra, ou seja, não interessa o valor da venda.
2.5. despesas operaCionais
Englobam todas as despesas relacionadas com a área operacional da empresa, tais como 
Contabilidade, Tesouraria, Departamento de Pessoal, Cobrança, Faturamento, Processamen-
to de Dados, Diretoria, serviços gerais.
Entende-se por despesas operacionais todas aquelas que estejam diretamente relaciona-
das com a atividade-fim da empresa, sejam administrativas, financeiras, vendas, publicidade.
São as despesas rotineiras, que acontecem no dia a dia da empresa, assim, são tratadas 
como gastos contínuos.
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CONTABILIDADE GERAL
2.6. reCeitas operaCionais
São as receitas que têm relação com as atividades da empresa; por exemplo, juros finan-
ceiros sobre vendas, comissões recebidas, descontos em pagamentos, ganhos na equivalên-
cia patrimonial, dividendos recebidos, aluguel de ativos.
Mesmo não estando diretamente ligadas às vendas de mercadorias, são receitas continu-
adas da empresa e já estão relacionadas no seu orçamento.
2.7. outras despesas
São despesas que não fazem parte da atividade normal da empresa. Normalmente, são 
fatos atípicos na empresa, casos não rotineiros como a perda na venda de ativos não circu-
lantes, despesas com sinistros, roubos ou doações efetuadas pela empresa. Representam os 
gastos não continuados.
2.8. outras reCeitas
São as receitas oriundas de outra atividade que não seja o objeto da empresa, como ga-
nhos nas vendas de ativo não circulante, prêmios recebidos etc.
Outras receitas são consideradas ganhos descontinuados. O que é relacionado como ou-
tra despesa ou outra receita deve ser oriundo de fato atípico para a empresa, que não ocorre 
normalmente.
A seguir apresento a estrutura de apresentação e de apuração do Resultado do Exercício, 
conforme determina a Lei n. 6.404/1976:
Receita bruta de vendas (Lei n. 6.404/1976)
(-) Deduções das vendas
(=) Receita líquida de vendas (normas do CPC/CFC)
(-) Custo da mercadoria vendida ou custo do serviço prestado
(=) Resultado operacional bruto ou lucro operacional bruto ou resultado com mercadorias
(-) Despesas operacionais
(+) Receitas operacionais
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CONTABILIDADE GERAL
(=) Resultado operacional líquido ou lucro operacional líquido
(-) Outras despesas
(+) Outras receitas
(=) Resultado antes da CSLL
(-) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido- CSLL
(=) Resultado antes do Imposto de renda
(-) Imposto de Renda – IR
(=) Resultado antes das participações
(-) participações nos lucros
(=) Resultado líquido do exercício
Ao término do exercício social junto com a DRE, deverá ser apresentado o cálculo do lucro 
ou prejuízo por ação da seguinte forma:
Resultado por ação = Resultado líquido do exercício
Número de ações do capital social (integralizado)
Para efetuar o cálculo do RPA, deve-se levar em consideração o valor corresponde ao de 
ações em circulação, ou seja, deve ser excluído do valor do capital social as ações em tesou-
raria ou a parcela relativa ao capital a realizar.
Quando a empresa for uma indústria, a  DRE deve começar pela conta “faturamento Bruto”, 
que será deduzida pela conta IPI sobre faturamento.
Faturamento Bruto (indústrias)
(-) IPI sobre faturamento
(=) Receita bruta de vendas (Lei n. 6.404/1976)
(-) Deduções das vendas
(=) Receita líquida de vendas (normas do CPC/CFC)
(-) Custo da mercadoria vendida ou custo do serviço prestado
(=) lucro operacional bruto
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Esse procedimento é feito porque sobre as receitas brutas das empresas industriais inci-
de o IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados.
Questão 4 (AOCP/SERCOMEL/ANALISTA/2016) A Demonstração do Resultado do Exercí-
cio (DRE) é um relatório construído com base nos saldos de encerramento de todas as contas 
de resultado. Assinale alternativa correta sobre a DRE.
a) A DRE de forma completa poderá apresentar informações que apresentam somente dados 
que são relevantes aos recebimentos das empresas.
b) Na DRE, a receita bruta vem em decorrência da dedução das receitas adquiridas com as 
vendas menos as despesas incidentes simplesmente nas operações de vendas.
c) Na DRE, as contas de resultados são receitas, deduções de receitas, custos, despesas, im-
postos e participações sobre lucros.
d) Na DRE, os impostos sobre as vendas figuram as obrigações que serão compensadas no 
final do mês para favorecimento da empresa com geração de créditos.
e) Na DRE, o lucro bruto demonstra a compensação das vendas e despesas incidentes com 
produtos vendidos considerando os impostos incidentes sobre essa operação.
Letra c.
A DRE apresenta, de forma vertical, a composição do resultado econômico por meio dos re-
gistros das receitas e ganhos que serão confrontados com as despesas e perdas. A resposta 
mais correta é a letra c.
Vejamos os erros das demais assertivas:
a) Errada. A DRE de forma completa poderá apresentar informações que apresentam somente 
dados que são relevantes aos recebimentos das empresas. Alternativa incorreta, pois na DRE 
estão as informações sobre os fatos econômicos e não sobre os recebimentos.
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CONTABILIDADE GERAL
b) Errada. Na DRE, a  receita bruta vem em decorrência da dedução das receitas adquiridas 
com as vendas menos as despesas incidentes simplesmente nas operações de vendas. A re-
ceita bruta é o total das vendas, ao se deduzir as despesas incidentes na venda a empresa irá 
apurar a receita líquida de vendas.
d) Errada. Na DRE, os impostos sobre as vendas figuram as obrigações que serão compen-
sadas no final do mês para favorecimento da empresa com geração de créditos. Os impostos 
sobre vendas são deduções que geram uma obrigação. Os impostos a recuperar surgem na 
compra de mercadoria e não na venda.
e) Errada. Na DRE, o lucro bruto demonstra a compensação das vendas e despesas incidentes 
com produtos vendidos considerando os impostos incidentes sobre essa operação. O con-
ceito apresentado está relacionado com a receita líquida de vendas e o lucro bruto é o resul-
tado da RLV deduzida do custo da mercadoria vendida.
Questão 5 (ESAF/SUSEP/ANALISTA TÉCNICO/2010) A seguinte relação contém contas 
patrimoniais e contas de resultado. Seus saldos foram extraídos do livro-razão no fim do 
exercício social.
Bancos conta Movimento 9.500,00
Despesas Gerais e Administrativas 19.500,00
ICMS sobre Vendas 16.000,00
Duplicatas a Receber 37.500,00
Encargos de Depreciação 6.000,00
Capital Social 110.000,00
Mercadorias 50.000,00
Juros Passivos a Vencer 3.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 54.500,00
ICMS a Recolher 8.500,00
Capital a Realizar 15.000,00
Provisão para FGTS 24.000,00
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CONTABILIDADE GERAL
Ações de Coligadas 25.000,00
Receita de Vendas 100.000,00
Duplicatas a Pagar 65.000,00
Provisão para Créditos Incobráveis 12.500,00
Depreciação Acumulada 10.000,00
Ações em Tesouraria25.000,00
Juros Passivos 4.000,00
Móveis e Utensílios 70.000,00
Descontos Ativos 5.000,00
Do resultado alcançado no ano, foram distribuídos R$ 600,00 para reserva legal, R$ 500,00 
para participação de empregados, R$ 1.250,00 para imposto de renda e o restante para di-
videndos.
Classificando-se as contas acima e estruturando a apuração do resultado do exercício com 
os valores demonstrados, vamos encontrar um lucro líquido do exercício no valor de
a) R$ 2.650,00.
b) R$ 3.250,00.
c) R$ 5.000,00.
d) R$ 3.150,00.
e) R$ 3.750,00.
Letra b.
Para apurar o lucro, basta identificar o total das receitas e das despesas, e saber que, das 
distribuições apresentadas, somente a participação dos empregados e o imposto de renda 
afetarão o resultado.
• Bancos conta Movimento – ativo circulante
• Despesas Gerais e Administrativas – despesa operacional
• ICMS sobre Vendas – despesa – dedução das vendas
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CONTABILIDADE GERAL
• Duplicatas a Receber – ativo circulante
• Encargos de Depreciação – despesa operacional
• Capital Social – patrimônio líquido
• Mercadorias – ativo circulante
• Juros Passivos a Vencer – ativo circulante – despesa antecipada
• Custo das Mercadorias Vendidas – CMV – despesa
• ICMS a Recolher – passivo circulante
• Capital a Realizar – redutora do patrimônio líquido
• Provisão para FGTS – passivo circulante
• Ações de Coligadas – ativo não circulante
• Receita de Vendas – receitas brutas
• Duplicatas a Pagar – passivo circulante
• Provisão para Créditos Incobráveis – redutora do ativo circulante
• Depreciação Acumulada – redutora do ativo não circulante
• Ações em Tesouraria – redutora do Patrimônio líquido
• Juros Passivos – despesa operacional
• Móveis e Utensílios – ativo não circulante
• Descontos Ativos – receitas
Os R$ 600,00 distribuídos para a reserva legal não afetam o resultado, serão distribuídos a 
partir da conta lucros acumulados.
Os R$ 500,00 para participação de empregados e os R$ 1.250,00 para imposto de renda de-
verão aparecer na DRE.
Após a classificação das contas, basta apurar o resultado na DRE.
RBV =100.000,00
(-) dedução das vendas = (16.000,00)
ICMS sobre Vendas 16.000,00
(=) RLV = 84.000,00
(-) CMV = (54.500,00)
(=) LOB/RCM = 29.500,00
(-) despesas operacionais = (29.500)
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Despesas gerais e administrativas = 19.500,00
Encargos de Depreciação 6.000,00
Juros Passivos 4.000,00
(+) Receitas operacionais = 5.000
Descontos Ativos 5.000,00
(=) LOL = 5.000,00
(-) outras despesas =
(=) Lucro do antes da contribuição social/IR = 5.000,00
(-) IR= imposto de renda = (1.250,00)
(+) Lucro antes das participações = 3.750,00
(-) participações dos empregados nos lucros = (500,00)
(=) LLE = 3.250,00
Questão 6 (VUNESP/TJ-SP/CONTADOR/2014) Uma determinada Empresa de produtos 
eletrônicos com sede em Manaus – AM vendeu, em 28 de dezembro de 2014, uma produção 
de televisores para um grande varejista na região sul do País, sendo que para a entrega da 
mercadoria, a Empresa mantém um contrato com uma transportadora. Toda a mercadoria é 
segurada, sendo que o beneficiário pelo seguro é a indústria de eletrônicos, mitigando, assim, 
os riscos de perda com eventual sinistro. No que tange ao tempo de entrega, por ela estar em 
Manaus, as entregas para o sul do País demoram, em média, 10 dias. Nesse caso, a receita 
relativa a essa venda deverá ser contabilizada no resultado da Empresa
a) no embarque da mercadoria para transporte, pois existe, nesse caso, a  transferência do 
risco da mercadoria à transportadora.
b) após atravessar a última fronteira estadual; consequentemente, a mercadoria estaria ofi-
cialmente aceita pela fiscalização do estado de destino.
c) somente quando a mercadoria for entregue ao cliente varejista no sul do País, quando 
ocorre a transferência do risco e da posse.
d) por ocasião do faturamento da mercadoria, que é automático ao se emitir a nota fiscal pelo 
sistema ERP.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
e) ao se contratar a cobertura do seguro; dessa forma, existe seguro para o risco de sinistro, 
portanto, não há expectativa de perda.
Letra c.
A contabilidade está sendo registrada considerando a primazia da essência econômica sobre 
a forma jurídica, isso na prática quer dizer que o fato será registrado quando ocorrer a trans-
ferência dos riscos e dos benefícios (controle), independentemente da formalidade jurídica.
Assim, segundo as normas contábeis, a receita proveniente da venda de bens deve ser reco-
nhecida quando forem satisfeitas todas as seguintes condições:
a) a entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos 
inerentes à propriedade dos bens;
b) a entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau 
normalmente associado à propriedade e tampouco efetivo controle sobre tais bens;
c) o valor da receita possa ser mensurado com confiabilidade;
d) for provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; e
e) as despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser mensu-
radas com confiabilidade.
Questão 7 (FCC/DPE-RR/CONTADOR/2015) A Cia. Compra & Vende reconheceu, durante o 
ano de 2013, R$ 5.000.000,00 em vendas realizadas. Adicionalmente, durante 2013, reconhe-
ceu as seguintes operações: devoluções de vendas de R$ 250.000,00; abatimento sobre ven-
das de R$ 100.000,00; impostos sobre vendas de R$ 950.000,00; comissões sobre as vendas 
realizadas de R$ 150.000,00; frete sobre as vendas realizadas de R$ 70.000,00; estimativa 
para perdas com créditos de liquidação duvidosa de R$ 90.000,00; salário dos administrado-
res de R$ 360.000,00. Sabendo que o custo das mercadorias vendidas foi R$ 2.720.000,00, 
é correto afirmar que a receita líquida e o lucro bruto apurados pela Cia. Compra & Venda, no 
ano de 2013, foram, respectivamente,
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
a) R$ 3.700.000,00 e R$ 310.000,00.
b) R$ 4.050.000,00 e R$ 980.000,00.
c) R$ 3.700.000,00 e R$ 760.000,00.
d) R$ 4.050.000,00 e R$ 760.000,00.
e) R$ 3.700.000,00 e R$ 980.000,00.
Letra e.
Para responder à questão, basta classificar as contas e lembrar da estrutura da DRE:
• Vendas – 5.000.000 = RBV
• Devoluções de vendas – 250.000,00 = dedução
• Abatimento sobrevendas – 100.000,00 = dedução
• Impostos sobre vendas – 950.000,00 = dedução;
• Comissões sobre as vendas – 150.000,00 = despesa operacional
• Frete sobre as vendas – 70.000,00 = despesa operacional
• Estimativa para perdas com créditos de liquidação duvidosa – 90.000,00 = despesa 
operacional
• Salário dos administradores – 360.000,00 = despesa operacional
• Custo das mercadorias vendidas – 2.720.000,00 = CMV
Não esqueça que as despesas operacionais não entram na apuração do lucro bruto.
RBV = 5.000.000
(-) Devoluções de vendas = (250.000)
(-) Abatimento sobre vendas = (100.000)
(-) Impostos sobre vendas = (950.000)
(=) RLV = 3.700.000
(-) CMV = (2.720.000)
(=) LUCRO BRUTO = 980.000
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 8 (FCC/TST/CONTADOR/2013) Determinada empresa reconheceu, durante o ano 
de 2011, R$ 500.000,00 em vendas realizadas. Durante este ano, reconheceu, adicionalmente, 
os seguintes itens: abatimento sobre vendas de R$ 16.000,00; devoluções de vendas de R$ 
10.000,00; custo das mercadorias vendidas de R$ 260.000,00; comissões sobre vendas de 
R$ 7.500,00; impostos sobre vendas de R$ 90.000,00 e estimativa para perdas com créditos 
de liquidação duvidosa de R$ 5.000,00. Com base nessas informações, a empresa apurou em 
2011 uma receita líquida e um lucro bruto, respectivamente, de
a) R$ 384.000,00 e R$ 124.000,00.
b) R$ 461.500,00 e R$ 201.500,00.
c) R$ 474.000,00 e R$ 214.000,00.
d) R$ 376.500,00 e R$ 116.500,00.
e) R$ 371.500,00 e R$ 111.500,00.
Letra a.
Basta classificar as contas e elaborar a DRE.
RBV = 500.000
(-) Deduções:
Abatimento s/ vendas = (16.000)
Devoluções s/ vendas = (10.000)
Impostos s/ vendas = (90.000)
RLV = 384.000
(-) CMV = (260.000)
(=) LUCRO BRUTO = 124.000
(-) Despesas operacionais = (12.500)
Comissões s/ vendas = (7.500)
EPCLD = (5.000)
(=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO = 111.500
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 9 (IADES/CRF-DF/CONTADOR/2017) A Demonstração do Resultado do Exercício 
(DRE) resume ordenadamente Receitas e Despesas e subsidia a tomada de decisão tanto 
para a empresa quanto para os usuários da contabilidade em geral. Considerando a estrutura 
da DRE, para obter a Receita Líquida de uma empresa, deve-se
a) subtrair do total geral das vendas os impostos devidos ao governo, tais como IRPJ, ISS, 
COFINS, entre outros.
b) subtrair da Receita Bruta as Deduções e os Abatimentos, ou seja, valores que não repre-
sentam sacrifícios financeiros para a empresa.
c) subtrair do lucro operacional as perdas consideradas gastos imprevisíveis anormais, que 
não contribuem para obtenção de receita.
d) subtrair do lucro líquido da empresa a participação dos sócios/acionistas.
e) subtrair da receita bruta os custos do período, constituídos de gastos de fábrica, tais como 
matéria-prima, mão de obra, aluguel da fábrica, depreciação de bens da fábrica, energia elé-
trica da fábrica e demais itens relacionados ao custo de produção.
Letra b.
Na estrutura da DRE, a receita líquida é obtida pela seguinte equação:
Receita bruta de vendas
(-) deduções da receita
(=) receita líquida de venda
As principais deduções são:
• Impostos sobre vendas (ICMS/PIS/COFINS/ISS)
• Desconto incondicional concedido
• Devolução de vendas
• Abatimentos concedidos
• Ajuste a valor presente de vendas a prazo
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CONTABILIDADE GERAL
3. resuLtado Com merCadorias
O resultado com mercadorias – RCM – apresenta o resultado da atividade-fim da empre-
sa, por isso que considera somente as receitas e as despesas, custos e deduções relaciona-
das com a mercadoria negociada. No seu cálculo, não entram as demais receitas ou despesas 
operacionais ou não.
(=) Receita bruta de vendas ou receita operacional bruta
(-) Deduções sobre vendas
(=) Receita líquida de vendas ou receita operacional líquida
(-) Custo da mercadoria vendida
(=) lucro operacional bruto ou resultado com mercadorias
4. dedução soBre as Vendas
As receitas de vendas são denominadas de brutas, pois englobam todos os valores ga-
nhos na operação, inclusive os impostos que incidem sobre as vendas, as devoluções e qual-
quer outro valor que esteja diretamente relacionado com a venda.
As deduções de vendas são:
• Devolução de vendas;
• Vendas canceladas;
• Descontos comerciais ou incondicionais concedidos;
• Abatimentos sobre vendas;
• ICMS sobre vendas;
• PIS/COFINS sobre vendas;
• Ajuste a valor presente de vendas a prazo.
Na DRE a apresentação das deduções é feita da seguinte maneira:
RBV – receita bruta de vendas
(-) dedução das vendas
(=) RLV – receita líquida das vendas
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CONTABILIDADE GERAL
Dentro das deduções sobre as vendas, destaca-se a conta “impostos sobre vendas”. 
Quando a empresa vende mercadoria, ela inclui no preço final a carga tributária que deverá 
recolher aos cofres públicos. Assim, impostos sobre as vendas são retirados da receita bruta 
e reduzem o valor da receita líquida.
“Todo imposto sobre vendas é uma dedução que gera uma obrigação”.
Dedução da receita que gera uma obrigação:
ICMS sobre vendas gera ICMS a recolher;
PIS sobre vendas gera PIS a recolher;
COFINS sobre vendas gera COFINS a recolher;
IPI sobre faturamento gera IPI a recolher;
ISS gera ISS a recolher.
O registro contábil do imposto sobre venda é o seguinte:
D – ICMS sobre venda – dedução da venda
C – ICMS a recolher – passivo circulante
Ao término do mês corrente, a empresa deverá compensar o imposto a recolher (venda) 
com o imposto a recuperar, que é um crédito tributário surgido na compra, da seguinte maneira:
D – Imposto a recolher
C – Imposto a recuperar
Na compensação dos impostos, a diferença apurada pode ser um imposto a recolher, se 
o imposto a recolher for maior que o imposto a recuperar, ou a manutenção de um crédito no 
ativo circulante, se o imposto a recuperar for maior que o imposto a recolher.
Guarde o seguinte:
• Imposto a recuperar – surge na compra de mercadoria
• Imposto a recolher – surge venda de mercadoria
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CONTABILIDADE GERAL
Exemplo:
Uma empresa vende $10.000,00 de seu estoque por $50.000,00 à vista. A operação foi tribu-
tada em $15.000,00 de ICMS.
A empresa recebeu $50.000,00, entretanto os $15.000,00 do imposto devem ser recolhidos 
aos cofres públicos, pois não é disponível da empresa.
Para registrar o fato, aplique a “teoria Claudiana”: identificar, classificar e compreender. Nesse 
fato deve ser feita a identificação da receita, da baixa do estoque e dos impostos – REI – 
receita, estoque e imposto.
Receita: registrar a receita em contrapartida da forma de recebimento, assim, as duas contas 
envolvidas são: vendas brutas e caixa.
Estoque: baixar o estoque em contrapartida de seu custo, as contas são: estoque e CMV.
Imposto: na venda todo imposto é uma dedução que gera uma obrigação, as  contas são: 
imposto sobre vendas e imposto a recolher.
O registro contábil é o seguinte:
D – caixa – 50.000
D – custo da mercadoria vendida – 10.000
D – ICMS sobre vendas – 15.000
C – ICMS a recolher – 15.000
C – estoque – 10.000
C – vendas brutas – 50.000
A apresentação na DRE ficaria assim:
RBV = 50.000
(-) impostos sobre vendas = (15.000)
(=) RLV = 35.000
(-) CMV = (10.000)
(=) LOB/RCM = 20.000
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CONTABILIDADE GERAL
Imposto a recolher representa o montante de imposto que a empresa recebe de alguém e deve 
recolher aos cofres públicos. A empresa é mera depositária. Imposto a pagar é o montante de 
imposto que é despesa da própria empresa.
Questão 10 (CFC/CFC/TÉCNICO CONTÁBIL/2016) Uma indústria vendeu produtos por 
R$250.000,00. Neste valor, estão incluídos R$30.000,00 de ICMS e R$25.000,00 de IPI. Essa 
operação resultou um prejuízo de R$22.000,00.
De acordo com os dados acima, os valores da Receita Líquida e do Custo dos Produtos Ven-
didos foram, respectivamente, de:
a) R$195.000,00 e R$217.000,00.
b) R$220.000,00 e R$242.000,00.
c) R$225.000,00 e R$247.000,00.
d) R$250.000,00 e R$272.000,00.
Letra a.
Nessa questão basta lembrar que como é uma indústria e a DRE começará pela conta “fatu-
ramento bruto”, retirando os tributos apuraremos a receita líquida de vendas.
Faturamento bruto = 250.000
(-) IPI sobre faturamento bruto (25.000)
(=) Vendas brutas = 225.000
(-) ICMS sobre vendas (30.000)
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CONTABILIDADE GERAL
(=) Receita líquida = 195.000
(-) CPV = (217.000)
(=) prejuízo bruto = (22.000)
Para calcular o CPV, basta somar a receita liquida ao prejuízo apresentado no enunciado e 
será encontrado o valor de $217.000.
Questão 11 (FCC/TCM-RJ/CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2015) Um lote de mercadorias para 
comercialização foi adquirido a prazo em 30/09/2014 pelo valor de R$ 1.900.000,00, para 
pagamento em dezembro de 2015. Se a compra fosse realizada à vista, o preço de aquisição 
teria sido R$ 1.200.000,00. No mês de outubro de 2014 a empresa realizou a venda de 70% 
dessas mercadorias pelo valor de R$ 1.500.000,00, para recebimento em novembro de 2015. 
Se a venda das mercadorias tivesse sido feita à vista o preço de venda seria R$ 1.000.000,00. 
Em 31/12/2014 o valor que a empresa deveria pagar para o fornecedor era R$ 1.250.000,00 e 
o valor que seria cobrado do cliente era R$ 1.300.000,00.
Nesse caso, a empresa reconheceu, no resultado de 2014, Resultado Bruto com Vendas no 
valor de
a) R$ 170.000,00.
b) R$ 660.000,00 e Despesa Financeira = R$ 50.000,00, apenas.
c) R$ 160.000,00; Receita Financeira = R$ 300.000,00 e Despesa Financeira = R$ 50.000,00.
d) R$ 330.000,00 (prejuízo) e Receita Financeira = R$ 300.000,00, apenas.
e) R$ 160.000,00, apenas.
Letra c.
A questão trata de compra e venda com juros.
�a) O primeiro passo é apurar o valor da compra de mercadoria:
• compra à vista = 1.200.000
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
• compra a prazo = 1.900.000
• juros passivos a transcorrer – 700.000 (redutora do passivo)
O lançamento contábil é o seguinte:
D – estoque – 1.200.000
D – juros passivos a transcorrer – 700.000
C – fornecedores – 1.900.000
O custo do estoque é o seu valor à vista, os  juros serão tratados como despesa financeira, 
conforme o transcorrer o tempo. Contudo o enunciado da questão deixou claro que o valor 
presente a pagar em 31/12/2014 era de $ 1.250.000, assim, a empresa reconheceu uma des-
pesa financeira de $ 50.000.
�b) o segundo passo é apurar o custo da mercadoria vendida.
A empresa vendeu 70% do estoque que foi comprado por $1.200.000.
CMV = $ 840.000
c) por fim registrar a venda e apurar o lucro bruto na DRE.
• Venda à vista = 1.000.000
• Venda a prazo = 1.500.000
• Juros ativos a transcorrer = 500.000
Os juros ativos serão tratados como receita financeira conforme transcorrer o prazo. Contudo 
o enunciado da questão deixou claro que o valor presente a receber em 31/12/2014 era de $ 
1.300.000, assim, a empresa reconheceu uma receita financeira de $ 300.000.
RBV = 1.500.000
(-) AVP= (500.000)
(=) RLV = 1.000.000
(-) CMV = (840.000)
(=) LUCRO BRUTO = 160.000
Questão 12 (FCC/TRE-SP/CONTADOR/2017) A empresa Tudo em Cima S. A., em 01/12/2016, 
realizou uma venda no valor de R$ 240.000,00. A condição de recebimento da venda acordada 
foi R$ 120.000,00 à vista e o restante (R$ 120.000,00) para ser recebido em 31/05/2018. Esta 
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CONTABILIDADE GERAL
transação foi realizada nestas condições a pedido do cliente, uma vez que o prazo, normal-
mente, concedido pela empresa é de 60 dias. Sabe-se que se o cliente efetuasse a compra à 
vista, ele teria pagado o montante total de R$ 220.000,00. Em 31/12/2016, o valor equivalente 
à vista que seria recebido do cliente era R$ 101.000,00. Com base nestas informações, no mês 
de dezembro de 2016, a empresa reconheceu, em reais, Receita de Venda de
a) 220.000,00.
b) 240.000,00.
c) 221.000,00.
d) 220.000,00 e receita financeira de 1.000,00.
e) 240.000,00 e despesa financeira de 1.000,00.
Letra d.
A questão está relacionada com o ajuste a valor presente das vendas a prazo. Por isso é ne-
cessário separar a venda à vista da venda a prazo e reconhecer os juros embutidos na venda.
Venda à vista = 220.000
Venda a prazo = 240.000
Juros ativos transcorrer – (20.000)
Na DRE, segundo a legislação, a primeira conta é a receita bruta de vendas e assim teríamos 
a seguinteapresentação:
RBV = 240.000
(-) AVP = (20.000)
(=) RLV = 220.000
O lançamento contábil é o seguinte:
D – caixa – 120.000
D – clientes – 120.000
D – ajuste a valor presente – 20.000
C – juros ativos a transcorrer – 20.000
C – vendas de mercadorias – 240.000
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CONTABILIDADE GERAL
De acordo com as normas do CPC/CFC, a primeira conta da DRE é a receita liquida de vendas 
que foi de 220.000.
O lançamento contábil é o seguinte:
D – caixa – 120.000
D – clientes – 120.000
C – vendas líquidas – 220.000
C – juros ativos a transcorrer – 20.000
O normal é que os juros ativos a transcorrer, que é uma receita antecipada e será apresentada 
como uma conta redutora do ativo, sejam apropriados mensalmente dentro do prazo estabe-
lecido de 18 meses da venda a prazo.
No balanço patrimonial, os dados estariam apresentados da seguinte forma:
Clientes – 120.000
Juros ativos a transcorrer – (20.000)
Valor presente líquido = 100.000
Contudo, o enunciado deixou claro que em 31/12/16 o valor presente da dívida do cliente era 
de $ 101.000,00, assim, a empresa reconheceu uma receita financeira de $1.000.
O lançamento contábil é o seguinte:
D – juros ativos a transcorrer
C – receita financeira – 1.000
Após a apropriação dos juros, no balanço patrimonial, os  dados estariam apresentados da 
seguinte forma:
Clientes – 120.000
Juros ativos a transcorrer – (19.000)
Valor presente líquido = 101.000
Macete: de acordo com o regime de competência, na medida em que o tempo for passando, 
os juros a transcorrer diminuem, enquanto o valor presente aumenta.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 13 (FCC/DPE-RR/CONTADOR/2015) A Cia. Compra & Vende reconheceu, durante o 
ano de 2013, R$ 5.000.000,00 em vendas realizadas. Adicionalmente, durante 2013, reconhe-
ceu as seguintes operações: devoluções de vendas de R$ 250.000,00; abatimento sobre ven-
das de R$ 100.000,00; impostos sobre vendas de R$ 950.000,00; comissões sobre as vendas 
realizadas de R$ 150.000,00; frete sobre as vendas realizadas de R$ 70.000,00; estimativa 
para perdas com créditos de liquidação duvidosa de R$ 90.000,00; salário dos administrado-
res de R$ 360.000,00. Sabendo que o custo das mercadorias vendidas foi R$ 2.720.000,00, 
é correto afirmar que a receita líquida e o lucro bruto apurados pela Cia. Compra & Venda, no 
ano de 2013, foram, respectivamente,
a) R$ 3.700.000,00 e R$ 310.000,00.
b) R$ 4.050.000,00 e R$ 980.000,00.
c) R$ 3.700.000,00 e R$ 760.000,00.
d) R$ 4.050.000,00 e R$ 760.000,00.
e) R$ 3.700.000,00 e R$ 980.000,00.
Letra e.
Para responder à questão, basta classificar as contas e lembrar-se da estrutura da DRE.
Vendas 5.000.000 = RBV
Devoluções de vendas 250.000,00 = dedução
Abatimento sobre vendas 100.000,00 = dedução
Impostos sobre vendas 950.000,00 = dedução;
Comissões sobre as vendas 150.000,00 = despesa operacional
Frete sobre as vendas 70.000,00 = despesa operacional
Estimativa para perdas com créditos de liquidação duvidosa 90.000,00 = despesa operacional
Salário dos administradores 360.000,00 = despesa operacional
Custo das mercadorias vendidas 2.720.000,00 = CMV
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Não esqueça que as despesas operacionais não entram na apuração do lucro bruto.
RBV = 5.000.000
(-) Devoluções de vendas = (250.000)
(-) Abatimento sobre vendas = (100.000)
(-) Impostos sobre vendas = (950.000)
(=) RLV = 3.700.000
(-) CMV = (2.720.000)
(=) LUCRO BRUTO = 980.000
5. Custo da merCadoria Vendida
O CMV é tratado, devido a sua natureza, como uma despesa na apuração do resultado, 
contudo, para atender aos usuários, é apresentado em separado, como o custo das vendas e 
será deduzido da receita líquida de vendas.
É calculado pela seguinte fórmula:
CMV = Estoque Inicial + COMPRAS LÍQUIDAS – Estoque Final
O estoque inicial é o montante apresentado como estoque final no exercício passado, já o 
estoque final é levantado pelo inventário do exercício corrente.
É importante destacar que a superavaliação ou subavaliação dos estoques afetam direta-
mente o CMV, e por consequência o resultado com mercadorias, da seguinte forma:
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CONTABILIDADE GERAL
O valor líquido das compras deverá ser calculado a partir das compras brutas adicionando 
as despesas que geralmente constam da nota fiscal, (frete, seguro e impostos não recuperá-
veis) e diminuindo os impostos recuperáveis, os descontos obtidos, as devoluções de com-
pras as compras canceladas.
Compras líquidas =
Compras
(+) frete sobre compras
(+) seguro sobre compras
(+) carga e descarga de mercadorias compradas
(+) impostos/taxas/tarifas de importação
(-) descontos e abatimentos obtidos na compra
(-) desconto comercial obtido
(-) devolução de compras
(-) compras canceladas
(-) impostos recuperáveis (ICMS/PIS/COFINS sobre compras)
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CONTABILIDADE GERAL
6. impostos Que afetam o Custo das merCadorias
ICMS – Imposto sobre Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Sobre Presta-
ções de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.
É um imposto de esfera estadual, considerado imposto por dentro, é  um imposto não 
cumulativo, isto é, o imposto incidente em uma operação (Compra) será compensado do im-
posto incidente da operação subsequente (venda).
Imposto por dentro é o imposto que está incluído no preço da negociação, já o imposto por 
fora deve ser adicionado ao preço da negociação.
Imposto por dentro: se a empresa compra $ 100 de mercadorias com ICMS de $20, os $20 
estão dentro dos $100. Total da compra $100.
Imposto por fora: se a empresa compra $ 100 de mercadorias com IPI de $10, os $10 estão 
fora dos $100. Total da compra $110.
Na compra de mercadorias, o ICMS representa um direito da empresa (ativo) e na venda 
uma obrigação (passivo) junto ao governo.
Deverá ser calculado mensalmente e recolhida a diferença, após a compensação, nos pri-
meirosdias do mês subsequente. O ICMS é calculado mediante a aplicação de um percentual 
sobre o valor da mercadoria, podendo variar de acordo com a mercadoria e o Estado.
A legislação fiscal determina que o ICMS deverá ser contabilizado separadamente do va-
lor da mercadoria, normalmente com as contas: ICMS a recolher, ICMS a recuperar, ICMS so-
bre vendas e ICMS sobre compras ou ICMS conta corrente.
ICMS
Imposto por dentro;
Na compra gera um direito – ICMS a recuperar; é recuperável ou não cumulativo;
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CONTABILIDADE GERAL
Na venda gera uma dedução de receita e uma obrigação – ICMS sobre vendas e ICMS a 
recolher;
Tributo de incidência estadual.
IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados
É um imposto de competência Federal exigido das empresas industriais. O seu valor não 
está embutido no valor da mercadoria, devendo ser incluído no valor final da nota fiscal da 
operação, aumentando o valor a pagar pelo comprador.
É um imposto não cumulativo para as indústrias, isto é, o imposto incidente em uma ope-
ração de compra de insumos será compensado com o valor do imposto incidente na opera-
ção subsequente, de venda do produto.
Nas operações de compra de mercadoria por parte das empresas comerciais, em geral 
o IPI é um imposto cumulativo, ou seja, quando uma empresa compra uma mercadoria para 
revendê-la, o IPI será considerado um custo não sendo recuperável no momento da venda.
O IPI é considerado um imposto por fora porque ele não está incluído no valor nominal da 
operação, entretanto, estará apresentado na nota fiscal da negociação.
IPI
Imposto por fora;
Nas empresas comerciais, não é recuperável, é um custo;
Se recuperável (indústrias), na compra gera um direito: IPI a recuperar;
Na venda é uma dedução do faturamento que gera uma obrigação – IPI sobre faturamento e 
IPI a recolher.
Tributo de incidência federal.
PIS/COFINS – Plano de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Segurida-
de Social
Na venda a base de cálculo da Contribuição para o PIS/COFINS é o faturamento mensal, 
que corresponde à receita bruta de venda de produtos, mercadorias e serviços, assim en-
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
tendida a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante o tipo de 
atividade por ela exercida.
PIS/COFINS
Imposto por dentro
Na venda são deduções das receitas e geram uma obrigação – PIS/COFINS sobre vendas e 
PIS/COFINS a recolher;
Na compra podem ser recuperáveis ou não;
Se recuperáveis geram um direito – PIS/COFINS a recuperar;
Se não recuperáveis, serão considerados custo na compra;
Tributos de incidência federal.
Na compra de ativos, quando o imposto for recuperável, ele deverá ser retirado do preço de 
compra. O imposto recuperável gera um direito para a empresa, que será representado pela 
conta “imposto a recuperar”.
O tratamento dos impostos, se recuperável ou não, sobre os ativos adquiridos deve res-
peitar o interesse da administração na sua realização, por exemplo:
• Compra para uso/consumo interno – não recupera nenhum imposto
• Compra para venda – recupera ICMS e PIS/COFINS (lucro real)
• Compra para industrializar – recupera todos os impostos: ICMS, PIS/COFINS e IPI so-
bre compras.
Exemplo 1:
Uma empresa compra à vista mercadoria no valor de $200.000,00 com IPI de $10.000,00:
O IPI é um imposto por fora e nesse caso é cumulativo (não recuperável)
D – mercadoria
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
C – banco – 210.000Exemplo 2:
Uma empresa comercial compra a prazo $200.000,00 de mercadorias, com ICMS de $30.000,00 
e IPI de $ 20.000,00:
O IPI é um imposto por fora e nesse caso é cumulativo (não recuperável), o ICMS é por dentro 
e é recuperável (não cumulativo)
D – Mercadorias para revenda 190.000,00
D – ICMS a Recuperar (Ativo Circulante) 30.000,00
C – Fornecedores 220.000,00
Exemplo 3
Uma indústria compra latas de tinta para uso interno de pintura no valor de $100.000,00, com 
ICMS de $ 20.000,00 e IPI de $ 10.000,00: o IPI é um imposto por fora e nesse caso é cumula-
tivo (não recuperável) o ICMS é por dentro e é não recuperável (cumulativo)
D – estoque de material de consumo
C – fornecedores – 110.000
Exemplo 4:
Uma indústria compra latas de tinta para usar na sua produção industrial no valor de 
$100.000,00, com ICMS de $ 20.000,00 e IPI de $ 10.000,00.
O IPI é um imposto por fora e nesse caso é não cumulativo (recuperável) o ICMS é por dentro 
e é recuperável (não cumulativo)
D – estoque de matéria prima – 90.000
D – ICMS a recuperar – 20.000
D – IPI a recuperar – 10.000
C – Fornecedores – 110.000
Questão 14 (ESAF/SUSEP/ANALISTA TÉCNICO/2010) A empresa Varejos Ltda. tinha em es-
toque 20 unidades de mercadorias contabilizado por R$ 80,00 cada unidade, quando nego-
ciou as seguintes operações:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
1. Compra à vista de 60 unidades a R$ 100,00, pagando frete de R$ 600,00;
2. Venda à vista de 40 unidades ao preço unitário de R$ 150,00, pagando frete de R$ 400,00.
A negociação não sofreu nenhuma espécie de tributação, nem sobre as mercadorias, nem 
sobre o frete.
Os estoques são controlados pelo método do custo médio ponderado móvel.
Com essas informações, podemos dizer que o negócio rendeu à empresa um lucro total de
a) R$ 1.500,00.
b) R$ 1.900,00.
c) R$ 1.200,00.
d) R$ 1.800,00.
e) R$ 1.000,00.
Letra a.
Para responder à questão, basta calcular o CMV – custo da mercadoria vendida e apurar o 
resultado.
Não esqueça a classificação das seguintes contas:
• Frete na compra é um custo que aumenta o valor da mercadoria no CMV.
• Frete na venda é uma despesa operacional que diminui o lucro na DRE.
O método do custo médio estabelece o valor do CMV a partir do valor do estoque dividido pelo 
número de unidades no estoque.
Saldo inicial = 20 unidades x $80,00 = $1.600,00
Compra = 60 unidades x $100 + $600 = $6.600,00
Saldo em estoque = 80 unidades = $8.200 = custo unitário de $102,50
A venda de 40 unidades por 102,50 apresentará um CMV de $4.100,00.
O preço de venda unitário é de 150,00. Assim a receita com a venda de 40 unidades será de 
$6.000,00.
Receita com vendas = 6.000,00
(-) CMV = 4.100,00
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
(-) despesa com frete = 400
(=) lucro = 1.500
Questão 15 (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/CONTADOR/2015) De acor-
do com os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, na atual estrutura da 
Demonstração de Resultado, é correto afirmar que
a) o resultado das operações descontinuadas não é apresentado em separado do resultado 
das operações continuadas.
b) a receita da alienação de bens do Ativo Imobilizado deve ser classificada como não operacio-
nal.
c) o resultado da equivalência patrimonial somente é computado se for positivo.
d) a contraprestação paga por ativos adquiridos por meio de arrendamento mercantil finan-
ceiro é contabilizada como despesa não operacional.
e) as receitas de vendas devem ser apresentadas líquidas dos impostos sobre vendas e ajus-
tadas, se for o caso, a valor presente.
Letra e.
A questão trata das determinações impostas pelas normas da contabilidade internacional 
que foram harmonizadas pelo CPC. Segundo essas normas, a DRE deve começar pela RLV – 
Receita Líquida de Venda; e, nas vendas a prazo, deve ser feito o ajuste a valor presente.
Outra determinação é a de apresentar as receitas normais de forma separada daquelas que 
sejam atípicas, visando melhorar a qualidade das informações.
Na estrutura da DRE a terminologia “não operacional” foi substituída pela “outras receitas/
despesas operacionais”.
Questão 16 (VUNESP/PRODEST-ES/CONTADOR/2014) As demonstrações contábeis retra-
tam os efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros eventos, por meio de seu 
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
grupamento em classes amplas de acordo com as suas características econômicas. Essas 
classes amplas são denominadas de elementos das demonstrações contábeis. Os elemen-
tos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira no balanço 
patrimonial são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Isto posto, responda à questão.
Considerando as informações a seguir, assinale a alternativa correta.
A empresa Topa Quase Tudo Ltda. teve seu balancete de verificação levantado em 31.12.2013, 
com os seguintes saldos finais das contas, como segue:
Caixa 4.000,00
Capital Social 25.000,00
Clientes 9.000,00
Compra de Mercadorias para Revenda 11.400,00
Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios 1.600,00
Despesas com Aluguéis 1.400,00
Despesas com Depreciação 1.600,00
Despesas com Salários 2.200,00
Despesas com Viagens 1.600,00
Estoque Inicial de Mercadorias para Revenda 12.500,00
Fornecedores 12.800,00
Móveis e Utensílios 5.300,00
Venda de Mercadorias 9.600,00
Estoque Final de Mercadorias 15.200,00
Sabendo-se que o Estoque Final de Mercadorias, em 31.12.2013, foi de R$ 15.200,00, os valo-
res em R$, respectivamente, de Custo de Mercadorias Vendidas, do total do Ativo e do Resul-
tado Operacional Líquido, serão
a) 1.100,00, 30.900,00, 5.900,00.
b) 8.700,00, 30.800,00, 7.800,00.
c) 8.700,00, 31.900,00, 5.900,00.
d) 8.900,00, 31.900,00, 6.900,00.
e) 9.100,00, 31.900,00, 5.700,00.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra c.
Para responder à questão, precisamos classificar as contas e apurar o resultado na DRE.
Caixa 4.000,00 – ativo
Capital Social 25.000,00 – patrimônio líquido
Clientes 9.000,00 – ativo
Compra de Mercadorias para Revenda 11.400,00 – cálculo do CMV
Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios 1.600,00 – redutora do ativo
Despesas com Aluguéis 1.400,00 – despesa operacional
Despesas com Depreciação 1.600,00 – despesa operacional
Despesas com Salários 2.200,00 – despesa operacional
Despesas com Viagens 1.600,00 – despesa operacional
Estoque Inicial de Mercadorias para Revenda 12.500,00 – cálculo do CMV
Fornecedores 12.800,00 – passivo
Móveis e Utensílios 5.300,00 – ativo
Venda de Mercadorias 9.600,00 – receita bruta
Estoque Final de Mercadorias 15.200,00 – ativo e cálculo do CMV
Somando as contas, teremos um total do ativo de: 31.900,00
Para calcular o lucro, é necessário calcular o CMV.
CMV = EI + COMPRAS (-) EF
CMV = 12.500 + 11.400 (-) 15.200
CMV = 8.700
RBV = 9.600
(-) DEDUÇÕES= 0
(=) RLV =9.600
(-) CMV= (8.700)
(=) LOB = 900
(-) DESP. OPERACIONAIS= (6.800)
(+) RECE. OPERACIONAIS=0
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 17 (FCC/DPE-RR/CONTADOR/2015) Em 1/12/2012 uma empresa iniciou suas ati-
vidades sem estoque e adquiriu, naquela data, um primeiro e único lote de determinada mer-
cadoria para comercialização. O valor pago diretamente ao fornecedor da mercadoria foi R$ 
10.000.000,00 e a empresa pagou, adicionalmente, os seguintes valores para ter as mercado-
rias em condições de venda em seu depósito:
− R$ 1.400.000,00 de frete, estando incluído neste preço o valor de R$ 28.000,00 correspon-
dente a impostos não recuperáveis.
− R$ 600.000,00 por uma apólice de seguro para o transporte até o depósito da empresa.
No preço de compra pago ao fornecedor da mercadoria não há impostos incluídos, tendo em 
vista que o mesmo está isento de qualquer tributo. No mês de dezembro de 2012 a empresa 
vendeu oitenta por cento (80%) do lote adquirido em 1/12/2012, obtendo um valor bruto com 
a venda de R$ 14.000.000,00. Neste valor, estão incluídos impostos de R$ 1.400.000,00. O Lu-
cro Bruto evidenciado pela empresa, na Demonstração do Resultado de 2012, exclusivamente 
em relação à parcela do lote vendido, foi, em reais,
a) 6.000.000,00.
b) 4.880.000,00.
c) 3.000.000,00.
d) 4.400.000,00.
e) 4.600.000,00.
Letra c.
O primeiro passo é calcular o valor da mercadoria comprada, lembrem: tudo o que for gasto 
com a compra até sua disponibilização para venda é um custo.
Compra líquida = 10.000.000 + 1.400.000 + 600.000 = 12.000.000
Obs.: � se o imposto sobre o frete fosse recuperável, deveria ser retirado no cálculo do total 
das compras.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
O segundo passo é calcular o custo da mercadoria vendida. A empresa vendeu 80% da com-
pra, assim o CMV é de 9.600.000 = 80% x 12.000.000
Por fim, elaborar a DRE:
Receita bruta de vendas – 14.000.000
(-) Impostos sobre vendas– (1.400.000)
(=) Receita líquida de vendas – 12.600.000
(-) CMV – (9.600.000)
(=) Lucro Bruto – 3.000.000
Questão 18 (FCC/DPE-RR/CONTADOR/2015) A Cia. Compra & Vende reconheceu, durante o 
ano de 2013, R$ 5.000.000,00 em vendas realizadas. Adicionalmente, durante 2013, reconhe-
ceu as seguintes operações: devoluções de vendas de R$ 250.000,00; abatimento sobre ven-
das de R$ 100.000,00; impostos sobre vendas de R$ 950.000,00; comissões sobre as vendas 
realizadas de R$ 150.000,00; frete sobre as vendas realizadas de R$ 70.000,00; estimativa 
para perdas com créditos de liquidação duvidosa de R$ 90.000,00; salário dos administrado-
res de R$ 360.000,00. Sabendo que o custo das mercadorias vendidas foi R$ 2.720.000,00, 
é correto afirmar que a receita líquida e o lucro bruto apurados pela Cia. Compra & Venda, no 
ano de 2013, foram, respectivamente,
a) R$ 3.700.000,00 e R$ 310.000,00.
b) R$ 4.050.000,00 e R$ 980.000,00.
c) R$ 3.700.000,00 e R$ 760.000,00.
d) R$ 4.050.000,00 e R$ 760.000,00.
e) R$ 3.700.000,00 e R$ 980.000,00.
Letra e.
Para responder à questão, basta classificar as contas e lembrar-se da estrutura da DRE.
Vendas 5.000.000 = RBV
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Devoluções de vendas 250.000,00 = dedução
Abatimento sobre vendas 100.000,00 = dedução
Impostos sobre vendas 950.000,00 = dedução;
Comissões sobre as vendas 150.000,00 = despesa operacional
Frete sobre as vendas 70.000,00 = despesa operacional
Estimativa para perdas com créditos de liquidação duvidosa 90.000,00 = despesa operacional
Salário dos administradores 360.000,00 = despesa operacional
Custo das mercadorias vendidas 2.720.000,00 = CMV
Não esqueçam que as despesas operacionais não entram na apuração do lucro bruto.
RBV = 5.000.000
(-) Devoluções de vendas = (250.000)
(-) Abatimento sobre vendas = (100.000)
(-) Impostos sobre vendas = (950.000)
(=) RLV = 3.700.000
(-) CMV = (2.720.000)
(=) LUCRO BRUTO = 980.000
Questão 19 (CESPE/TCU/AFCE/2015) Com relação às características e à forma de apresen-
tação das demonstrações contábeis, julgue o item a seguir.
O custo das mercadorias vendidas é mensurado e apresentado de forma a demonstrar ao 
usuário, na DRE, o custo dos produtos acabados e o custo dos produtos em elaboração.
Errado.
O CMV (Custo das mercadorias vendidas) apresenta o custo total da mercadoria que foi ad-
quirida e posteriormente vendida, não tem relação com a produção.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
A assertiva está errada, pois a questão tenta confundir os conceitos de CMV, custo dos pro-
dutos acabados e custo dos produtos em elaboração. Na indústria o termo é CPV, custo dos 
produtos vendidos.
O CMV é o custo pago por aquelas mercadorias que são vendidas e é calculado por meio da 
seguinte equação:
Compras líquidas =
Compras
(+) frete sobre compras
(+) seguro sobre compras
(+) carga e descarga de mercadorias compradas
(+) impostos/taxas/tarifas de importação
(-) descontos e abatimentos obtidos na compra
(-) desconto comercial obtido
(-) devolução de compras
(-) compras canceladas
(-) impostos recuperáveis (ICMS/PIS/COFINS sobre compras)
Questão 20 (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) A respeito dos princípios de contabilidade 
aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Resolução CFC n. 750/1993 e alte-
rações conforme Resolução CFC n. 1.282/2010, julgue o item seguinte.
O princípio da competência, que se refere à simultaneidade do reconhecimento de receitas 
e despesas correlatas, deve ser observado ao se elaborar a demonstração do resultado do 
exercício.
Certo.
O Regime da competência determina o registro de uma transação no momento em que ocor-
rer o fato gerador, independentemente do fluxo financeiro.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Na apuração do resultado do exercício, deverão entrar todas as receitas geradas e todas as 
despesas que ocorreram e se relacionam com essas receitas. A assertiva está correta.
7. CáLCuLo das partiCipações nos LuCros da empresa
As participações nos lucros têm por objetivo atender as necessidades sociais da empre-
sa, respeitando os direitos dos debenturistas e servindo de incentivo para os funcionários e 
administradores. Representam a parcela do lucro que a empresa distribui aos beneficiados 
dessa vantagem.
Segundo a Lei n. 6.404/1976, modificada pela Lei n. 11.941/2009 deverão ser discrimina-
das as participações da seguinte forma:
Art. 187.
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo 
na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de 
empregados, que não se caracterizem como despesa; modificado pela Lei n. 11.941/2009
No artigo 190, a mesma Lei trata da forma como as participações serão calculadas, como 
podemos ver abaixo:
Art. 190. As participações estatutárias de empregados, administradores e partes beneficiárias se-
rão determinadas, sucessivamente e nessa ordem, com base nos lucros que remanescerem depois 
de deduzida a participação anteriormente calculada.
Como vimos, o art. 190 da Lei das S/As não se refere às debêntures, porém, levando-se 
em conta a ordem em que as participações estão citadas no Inciso IV do art. 187, fica enten-
dido que a participação das debêntures é calculada antes da participação dos empregados.
As participações são calculadas na ordem DEAPF, sucessivamente e com base no saldo re-
manescente.
Debenturistas, Empregados, Administradores, Parte beneficiarias, Fundos dos funcionários
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
A base de cálculo das participações nos lucros é o lucro líquido apurado na DRE depois da 
provisão para o Imposto de Renda e a CSSL e deduzido os prejuízos acumulados.
Assim sendo, para o cálculo das participações, deverão ser respeitados os seguintes 
passos:
• Formar a base de cálculo, retirando, se existir, do lucro antes das participações o valor 
dos prejuízos acumulados, fora da DRE;
• Calcular a participação das debêntures, aplicando o percentual correspondente sobre 
a base de cálculo;
• Calcular a participação dos empregados, aplicando o percentual correspondente sobre 
o valor remanescente depois das participações dos debenturistas;
• Calcular a participação dos administradores, aplicando o percentual correspondente 
sobre o valor remanescente depois de deduzidasas participações dos empregados;
• Calcular a participação das partes beneficiárias, com base no montante após as parti-
cipações dos administradores;
• Calcular o percentual da Contribuição para fundos de assistência ou previdência de 
empregado sobre o saldo obtido após todas as deduções.
Como fora apresentado anteriormente, segundo a legislação societária, as participações 
são as seguintes:
• Participação de Debenturistas – Debêntures são títulos que a empresa vende ao mer-
cado em geral com o objetivo de aumentar seu capital de giro, geralmente será resga-
tado em longo prazo e tem como contrapartida uma conta no passivo exigível de curto 
ou longo prazo.
Os compradores dos títulos de debêntures (debenturistas) terão normalmente os seguin-
tes benefícios: seu capital irá ser corrigido com juros, poderá participar dos lucros da empresa 
e, dependendo do documento de emissão as debêntures, poderão ser convertidas em ações.
A Lei n. 6.404/1976 trata do assunto debêntures e sobre os direitos dos debenturistas da 
seguinte forma:
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CONTABILIDADE GERAL
Art. 52. A companhia poderá emitir debêntures que conferirão aos seus titulares direito de crédito 
contra ela, nas condições constantes da escritura de emissão e, se houver, do certificado. (Redação 
dada pela Lei n. 10.303, de 2001)
§ 2º É facultado à companhia adquirir debêntures de sua emissão, desde que por valor igual ou 
inferior ao nominal, devendo o fato constar do relatório da administração e das demonstrações 
financeiras.
Art. 56. A debênture poderá assegurar ao seu titular juros, fixos ou variáveis, participação no lucro 
da companhia e prêmio de reembolso.
Art. 57. A debênture poderá ser conversível em ações nas condições constantes da escritura de 
emissão.
• Participação dos Empregados = é uma obrigação instituída pela Constituição Federal, 
que representa um percentual em cima do lucro antes das participações a fim de com-
plementar/melhorar o salário dos empregados.
A Lei n. 10.101, de 19 de dezembro de 2000, estabelece o seguinte:
Art. 2º A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus 
empregados, mediante um dos procedimentos a seguir descritos, escolhidos pelas partes de co-
mum acordo:
I – comissão escolhida pelas partes, integrada, também, por um representante indicado pelo sin-
dicato da respectiva categoria;
II – convenção ou acordo coletivo.
• Participação dos administradores = visa estimular os profissionais da administração a 
obter um melhor resultado na empresa, não é obrigatória, a Lei n. 6.404/1976 só per-
mite o pagamento dessa participação quando os estatutos fixarem o pagamento de 
dividendos obrigatórios em pelo menos 25% do lucro do exercício.
É importante entender que o administrador, diferentemente do sócio, não tem dinheiro 
aplicado na empresa.
• Participação de partes beneficiárias = partes beneficiárias são títulos que as empresas 
negociam no mercado de capital com o objetivo de capitalizar recursos ou eram conce-
didos gratuitamente para pessoas que prestaram relevantes serviços para a empresa, 
sendo que os portadores dos títulos tinham o direito de participar nos lucros.
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CONTABILIDADE GERAL
Atualmente está proibida a emissão de partes beneficiárias pelas empresas de capital 
aberto; entretanto, as pessoas que possuem os títulos ainda têm o direito de receber suas 
partes nos lucros da empresa.
A Lei n. 6.404/1976 trata desse assunto no artigo 46 da seguinte forma:
Art. 46. A companhia pode criar, a qualquer tempo, títulos negociáveis, sem valor nominal e estra-
nhos ao capital social, denominados “partes beneficiárias”.
§ 1º As partes beneficiárias conferirão aos seus titulares direito de crédito eventual contra a com-
panhia, consistente na participação nos lucros anuais (artigo 190).
§ 2º A participação atribuída às partes beneficiárias, inclusive para formação de reserva para res-
gate, se houver, não ultrapassará 0,1 (um décimo) dos lucros.
Art. 47. As partes beneficiárias poderão ser alienadas pela companhia, nas condições determina-
das pelo estatuto ou pela assembleia-geral, ou atribuídas a fundadores, acionistas ou terceiros, 
como remuneração de serviços prestados à companhia.
Parágrafo único. É vedado às companhias abertas emitir partes beneficiárias. (Redação dada pela 
Lei n. 10.303, de 2001)
• Contribuição para fundos de assistência ou previdência dos empregados = são doações 
previstas no estatuto da empresa feitas a fundos dedicados a auxiliar os empregados, 
bem como a previdência complementar na sua aposentadoria.
As contribuições para instituições ou fundos de assistência e previdência dos emprega-
dos somente serão dedutíveis quando pagas a entidades de previdência privada expressa-
mente autorizadas a funcionar no País. O RIR/99 trata do assunto no artigo 361 da seguinte 
maneira:
361. São dedutíveis as contribuições não compulsórias destinadas a custear planos de benefícios 
complementares assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos empregados e 
dirigentes da pessoa jurídica (Lei n. 9.249, de 1995, art. 13, inciso V).
§ 1º Para determinação do lucro real, a dedução deste artigo, somada às de que trata o art. 363, 
cujo ônus seja da pessoa jurídica, não poderá exceder, em cada período de apuração, a vinte por 
cento do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa, vincula-
dos ao referido plano (Lei n. 9.532, de 1997, art. 11, § 2º).
As participações com contribuições não devem ser confundidas com as despesas ope-
racionais com funcionários. Por exemplo: consideram-se despesas operacionais os gastos 
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CONTABILIDADE GERAL
realizados pelas empresas com serviços de assistência médica, odontológica, farmacêutica e 
social, destinados indistintamente a todos os seus empregados e dirigentes (Lei n. 9.249, de 
1995, art. 13, inciso V), inclusive os serviços assistenciais que sejam prestados diretamente 
pela empresa, por entidades afiliadas para esse fim constituídas com personalidade jurídica 
própria e sem fins lucrativos, ou, ainda, por terceiros especializados, como no caso da assis-
tência médico-hospitalar.
De acordo com o Regulamento do IR, para efeito de apuração do lucro real, a pessoa ju-
rídica poderá deduzir como despesa operacional no LALUR – livro de apuração do lucro real 
as participações atribuídas aos debenturistas, aos empregados e aos fundos de assistência 
e previdência complementar dos funcionários.
Art. 462. Podem ser deduzidas do lucro líquido do período de apuração as participações nos lucros 
da pessoa jurídica:
I – asseguradasa debêntures de sua emissão;
II – atribuídas a seus empregados segundo normas gerais aplicáveis, sem discriminações, a todos 
que se encontrem na mesma situação, por dispositivo do estatuto ou contrato social, ou por deli-
beração da assembleia de acionistas ou sócios quotistas;
III  – atribuídas aos trabalhadores da empresa, nos termos da Medida Provisória n. 1.769-55, de 
1999 (art. 359).”
O RIR determina que as participações nos lucros atribuídas a partes beneficiárias e a ad-
ministradores devem ser adicionadas ao lucro líquido para efeito de apuração do lucro real, ou 
seja, as participações de empregados e de debêntures são dedutíveis, e as participações das 
partes beneficiárias e dos administradores são indedutíveis.
Participações nos lucros não é uma forma de destinação do lucro líquido do exercício. Elas 
deverão ser retiradas antes da apuração do lucro. O lucro pode ser destinado para: juros So-
bre Capital Próprio, dividendos, reservas de lucro e aumento do capital social.
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CONTABILIDADE GERAL
Exemplo prático
Uma empresa apura um lucro antes do Imposto de Renda e das participações de $500.000, 
sabendo que a PIR é de $200.000, a participação dos debenturistas, dos empregados e admi-
nistradores 10% cada, calcule o resultado líquido do exercício:
Não esqueça: as participações são calculadas na ordem DEAPF, sucessivamente e com base 
no saldo remanescente.
 Resultado antes CSLL / PIR 500.000
( − ) CSSLL 0
( − ) PIR (200.000)
( = ) Resultado antes das participações 300.000
( − ) Debenturistas – 10% (30.000) = 270.000
( − ) Empregados – 10% (27.000) = 243.000
( − ) Administradores – 10% (24.300)
( = ) Lucro Líquido do Exercício 218.700
A Lei n. 6.404/1976, em seu art. 189, determina que, do resultado do exercício, sejam de-
duzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para imposto 
de renda.
Art. 189. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos 
acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda.
Assim, quando a empresa apresentar prejuízo acumulado no seu patrimônio líquido, esse 
prejuízo deverá ser retirado do cálculo das participações; nesse caso deverá ser formada uma 
nova base de cálculo das participações, fora da DRE.
Exemplo prático
Uma empresa possui $ 100.000 de prejuízo acumulado e no exercício apura um lucro antes do 
Imposto de Renda de $ 300.000, calcule o Lucro Líquido do Exercício sabendo que a Provisão 
para imposto de renda é $ 100.000, e que está previsto o pagamento das participações da 
seguinte forma: debenturistas: 10%, empregados: 10%, administradores: 10%.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Em primeiro lugar, devemos calcular as participações retirando os prejuízos acumulados, ou 
seja, formar uma nova base de cálculo, fora da DRE:
Resultado Antes Participações 200.000
(−) Prejuízo acumulado (100.000)
(=) Base cálculo das participações 100.000
(−) Participação de debenturistas (10%) (10.000)
(−) Participações de empregados (10%) (9.000)
(−) Participações de administradores (10%) (8.100)
Depois de calculadas as participações, os valores referentes serão apresentados na es-
trutura da DRE, da seguinte forma:
 Resultado antes CSLL / PIR 300.000
(−) CSSLL 0
(−) PIR (100.000)
(=) Resultado antes das participações 200.000
(−) Debenturistas (10.000)
(−) Empregados (9.000)
(−) Administradores (8.100)
(=) Lucro Líquido do Exercício 172.900
Lançamento de transferência do resultado para o PL:
D – resultado do exercício-lucro 172.900,00
C – lucros ou prejuízos acumulados 172.900,00
Quando esse lançamento for efetuado, os prejuízos acumulados existentes serão absor-
vidos pelo lucro do exercício.
Saldo da conta lucro ou prejuízo acumulado
Devedor Credor
100.000
172.900
Saldo final 72.900
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 21 (FCC/TRT 20ª REGIÃO/CONTADOR/2016) A empresa Capital S.A. obteve lucros 
no exercício de 2016. Antes de realizar qualquer participação deve
a) somar os lucros acumulados e distribuir até o montante do capital social.
b) compensar as reservas de lucros a realizar e os dividendos propostos.
c) reduzir as reservas para contingências e distribuir os dividendos mínimos.
d) calcular a reserva legal e o dividendo mínimo.
e) deduzir os prejuízos acumulados e a provisão para o imposto de renda.
Letra e.
A questão trata especificamente do art. 189 da Lei n. 6.404/1976, que estabelece o seguinte:
Art. 189. Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos 
acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda.
Parágrafo único. o prejuízo do exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros acumulados, 
pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem.
Não esqueçam que as participações são calculadas na ordem DEAPF, sucessivamente e com 
base no saldo remanescente. Debenturistas, Empregados, Administradores, Parte beneficiá-
rias, Fundos dos funcionários.
Questão 22 (IADES/HEMOCENTRO-DF/CONTADOR/2017) Quadro 1 para responder à ques-
tão.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Saldos contábeis apurados em dezembro/20X1.
Caixa 12.000
Bancos 15.000
Aplicações Financeiras 5.000
Clientes 15.000
Mercadorias 16.000
Móveis e Utensílios 8.000
Máquinas e Equipamentos 12.000
Veículos 17.000
Imóveis 20.000
Fornecedores 15.000
Salários a Pagar 11.000
Encargos Social a Recolher 9.000
Empréstimos e Financiamentos 21.000
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 1.500
Provisão para 13º salário 4.500
Provisão para Férias 3.500
Patrimônio Líquido 62.000
Vendas 19.000
Custos das Mercadorias Vendidas 12.000
Receitas Financeiras 2.000
Despesas Financeiras 3.500
Despesas com Vendas 1.000
Salários 9.000
Com base nas informações do Quadro 1, levante o Balanço Patrimonial do exercício e assinale 
a alternativa correta.
a) O saldo das contas devedoras foi de R$ 121.500.
b) O Patrimônio Líquido totalizou R$ 57.500.
c) O Ativo Total foi de R$ 147.000.
d) O Passivo Exigível totalizou R$ 56.000.
e) O Lucro Apurado no exercício totalizou R$ 4.500.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra b.
Vamos classificar as contas:
Caixa – 12.000 – AC – devedora
Banco – 15.000 – AC – devedora
Aplicações Financeiras – 5.000 – AC – devedora
Clientes – 15.000 – AC – devedora
Mercadorias – 16.000 – AC – devedora
Móveis e Utensílios – 8.000 – ANC – devedora
Máquinas e Equipamentos – 12.000 – ANC – devedora
Veículos – 17.000 – ANC – devedora
Imóveis – 20.000 – ANC – devedora
Fornecedores – 15.000 – PC – credora
Salários a Pagar – 11.000 – PC – credora
Encargos Sociais a Recolher – 9.000 – PC – credora
Empréstimos e Financiamentos – 21.000 – PC – credora
Provisão para créditos de liquidação duvidosa – 1.500 – (AC) – devedora
Provisão para 13º salário – 4.500 – PC – credora
Provisão para Férias – 3.500 – PC – credora
Patrimônio Líquido – 62.000 – PL – credora
Vendas – 19.000 – receita – credora
Custo das Mercadorias Vendidas – 12.000 – CMV – devedora
Receitas Financeiras – 2.000 – receitas – credora
Despesas Financeiras – 3.500 – despesa – devedora
Despesas com Vendas – 1.000 – despesa – devedora
Salários – 9.000 – despesa – devedora
Apurando os resultados, obteremos:
Total devedor = 147.000
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Total credor = 147.000
Com base nas contas de resultado, apuramos um prejuízo de 4.500, esse valor será transferi-
do para o PL como conta redutora, prejuízo acumulado.
Receitas = 21.000
Despesas = 25.500
O Balanço patrimonial apresentará a seguinte estrutura:
Ativo = 121.500
Passivo = 64.000
PL = 57.500 (62.000 – 4.500)
Questão 23 (IADES/CRF-DF/CONTADOR/2017) A Demonstração do Resultado do Exercício 
(DRE) resume ordenadamente Receitas e Despesas e subsidia a tomada de decisão tanto 
para a empresa quanto para os usuários da contabilidade em geral. Considerando a estrutura 
da DRE, para obter a Receita Líquida de uma empresa, deve-se
a) subtrair do total geral das vendas os impostos devidos ao governo, tais como IRPJ, ISS, 
COFINS, entre outros.
b) subtrair da Receita Bruta as Deduções e os Abatimentos, ou seja, valores que não repre-
sentam sacrifícios financeiros para a empresa.
c) subtrair do lucro operacional as perdas consideradas gastos imprevisíveis anormais, que 
não contribuem para obtenção de receita.
d) subtrair do lucro líquido da empresa a participação dos sócios/acionistas.
e) subtrair da receita bruta os custos do período, constituídos de gastos de fábrica, tais como 
matéria-prima, mão de obra, aluguel da fábrica, depreciação de bens da fábrica, energia elé-
trica da fábrica e demais itens relacionados ao custo de produção.
Letra b.
Na estrutura da DRE, a receita líquida é obtida pela seguinte equação:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Receita bruta de vendas
(-) deduções da receita
(=) receita líquida de venda
As principais deduções são:
• Impostos sobre vendas (ICMS/PIS/COFINS/ISS)
• Desconto incondicional concedido
• Devolução de vendas
• Abatimentos concedidos
• Ajuste a valor presente de vendas a prazo
Questão 24 (IADES/HEMOCENTRO DF/CONTADOR/2017) A Demonstração de Resultado do 
Exercício (DRE), elaborada com base nos dados fornecidos, apurou
a) Lucro Bruto e Prejuízo Operacional.
b) Lucro Bruto e Lucro Operacional.
c) Prejuízo Bruto e Lucro Operacional.
d) Prejuízo Bruto e Prejuízo Operacional.
e) Lucro Bruto e Lucro Líquido.
Letra a.
Na DRE somente serão apresentadas as despesas e as receitas, conforme a estrutura esta-
belecida na Legislação.
Receita bruta de venda = 19.000,00
(-) CMV = (12.000,00)
(=) Lucro Bruto = 7.000,00
(-) Despesas Operacionais = (13.500,00)
Despesas de Vendas 1.000,00
Despesas Financeiras 3.500,00
Despesas Salários 9.000,00
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
(+) Receitas Financeiras = 2.000,00
Receitas Financeiras 2.000,00
(=) Prejuízo Operacional líquido = 4.500,00
Questão 25 (AOCP/SERCOMEL/ANALISTA/2016) A Demonstração do Resultado do Exercí-
cio (DRE) é um relatório construído com base nos saldos de encerramento de todas as contas 
de resultado. Assinale alternativa correta sobre a DRE.
a) A DRE de forma completa poderá apresentar informações que apresentam somente dados 
que são relevantes aos recebimentos das empresas.
b) Na DRE, a receita bruta vem em decorrência da dedução das receitas adquiridas com as 
vendas menos as despesas incidentes simplesmente nas operações de vendas.
c) Na DRE, as contas de resultados são receitas, deduções de receitas, custos, despesas, im-
postos e participações sobre lucros.
d) Na DRE, os impostos sobre as vendas figuram as obrigações que serão compensadas no 
final do mês para favorecimento da empresa com geração de créditos.
e) Na DRE, o lucro bruto demonstra a compensação das vendas e despesas incidentes com 
produtos vendidos considerando os impostos incidentes sobre essa operação.
Letra c.
A DRE apresenta, de forma vertical, a composição do resultado econômico por meio dos re-
gistros das receitas e ganhos que serão confrontados com as despesas e perdas. A resposta 
mais correta é a letra c.
Comentando as demais alternativas:
a) Errada. A DRE, de forma completa, poderá apresentar informações que apresentam somen-
te dados que são relevantes aos recebimentos das empresas. Está errada pois na DRE estão 
as informações sobre os fatos econômicos e não sobre os recebimentos.
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Demonstração do Resultado do Exercício
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b) Errada. Na DRE a receita bruta vem em decorrência da dedução das receitas adquiridas 
com as vendas menos as despesas incidentes simplesmente nas operações de vendas. A re-
ceita bruta é o total das vendas. Ao se deduzir as despesas incidentes na venda, a empresa 
irá apurar a receita líquida de vendas.
d) Errada. Na DRE os impostos sobre as vendas figuram as obrigações que serão compensa-
das no final do mês para favorecimento da empresa com geração de créditos. Os impostos 
sobre vendas são deduções que geram uma obrigação. Os  impostos a recuperar surge na 
compra de mercadoria e não na venda.
e) Errada. Na DRE o lucro bruto demonstra a compensação das vendas e despesas incidentes 
com produtos vendidos considerando os impostos incidentes sobre essa operação. O con-
ceito apresentado está relacionado com a receitalíquida de vendas e o lucro bruto é o resul-
tado da RLV deduzida do custo da mercadoria vendida.
8. demonstração de LuCros ou prejuízos aCumuLados (dLpa)
Esta demonstração auxiliar, considerada dinâmica, tem por objetivo evidenciar as al-
terações ocorridas no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados, no Patrimônio 
Líquido.
De forma analítica, a DLPA discriminará todas as movimentações que ocorreram na conta 
lucro ou prejuízo acumulado, especialmente as seguintes:
• O saldo no início do período;
• Os ajustes de exercícios anteriores;
• As reversões de reservas;
• O resultado líquido do período;
• As compensações de prejuízos;
• As destinações do lucro líquido do período;
• Os lucros distribuídos;
• As parcelas de lucros incorporadas ao capital;
• O saldo no final do período.
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A Lei n. 11.638/2007, que alterou a Lei n. 6.404/1976, apresentou que, na estrutura do Balanço 
Patrimonial, quando da sua divulgação, deverá constar somente o saldo dos prejuízos acu-
mulados no patrimônio líquido.
Essa determinação legal não excluiu da contabilidade a conta lucros acumulados, tanto 
que a DLPA continua sendo obrigatória, segundo a Lei. O  que ocorre é que a conta lucros 
acumulados passou a ser transitória para as S/As e para as empresas de grande porte. Des-
sa forma, todos os lucros deverão ser distribuídos para o aumento do capital social, como 
dividendos ou juros sobre o capital próprio aos sócios, ou destinados para reservas de lucro.
Note que, com a proibição da apresentação de lucros acumulados no balanço patrimonial 
das S/As e das empresas de grande porte, a DLPA ganhou uma importância maior na análise 
da distribuição dos lucros auferidos em um período social. Pois todos os lucros deverão ser 
distribuídos até a divulgação do Balanço Patrimonial.
A Lei n. 6.404/1976 trata do assunto no seu artigo 186 da seguinte forma:
Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo 
inicial;
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e 
o saldo ao fim do período.
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos 
da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício ante-
rior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo 
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio 
líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Com relação ao estabelecido na Lei n. 6.404/1976, destaco os itens apresentados nos pa-
rágrafos 1º e 2º. Especialmente a informação de que na DLPA será divulgado o montante do 
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
dividendo por ação do capital social. Para estabelecer o valor dos dividendos por ação, basta 
aplicar a seguinte equação:
Dividendos por ação = dividendos distribuídos/número de ações do capital social.
Outra informação importante é a de que o lucro líquido do exercício não deve estar in-
fluenciado por efeitos que pertençam a exercícios anteriores, ou seja, deverão transitar pela 
DRE somente os valores que competem ao respectivo período.
Por isso, quando for identificado um erro ou uma mudança de um critério contábil, o valor 
será registrado diretamente na DLPA, por meio da conta ajustes de exercícios anteriores.
Deverão ser reconhecidos como ajustes de exercícios apenas os decorrentes de efeitos 
da mudança de critério contábil, ou da correção de erro imputável a determinado exercício 
anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes. Os erros que estão relacio-
nados com o exercício em andamento serão corrigidos por meio de estorno, complementação 
ou transferência.
Como exemplos de alterações de critérios contábeis, temos os seguintes:
• Mudança no método de avaliação dos estoques;
• Mudança no regime de escrituração dos tributos de caixa para o de competência;
• Inclusão de novas provisões para perdas;
• Mudança no método de avaliação dos investimentos;
A seguir, apresento os erros contábeis mais comuns que afetam o resultado:
• Despesa lançada a menor do que a efetivamente paga ou incorrida;
• Receita lançada a maior que o recebido;
• Não registro de uma devolução de vendas ou de compras;
• Não registro de uma despesa incorrida;
• Erro na avaliação de estoque;
• Falta de registro de uma receita.
Os ajustes que serão feitos diretamente na conta contábil, “ajuste de exercícios anterio-
res” na DLPA, são aqueles que ocorreram em exercícios anteriores, entretanto, por erro ou cri-
tério equivocado, não foram registrados na DRE do período e assim não afetaram o resultado 
do exercício corretamente.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Como os fatos foram de anos passados, não podem ser alocados no resultado do exercí-
cio corrente, assim, a forma de reconhecer os valores é registrando-os diretamente na conta 
Lucro ou Prejuízo acumulado, que foi a conta que recebeu os resultados apurados nos exer-
cícios em que o fato não foi registrado.
A conta ajuste de exercícios anteriores somente receberá a contrapartida de contas de recei-
tas ou despesas que não foram registradas nos exercícios correspondentes.
Por exemplo:
Por um erro administrativo não foi registrado o recebimento de uma duplicata no valor de R$ 
5.000,00. Nesse caso, não existe a necessidade de ajustar o lucro, pois o lucro não foi afetado. 
O registro de correção será o lançamento normal de recebimento.
Contudo, caso não tenha sido registrada, no ano anterior, uma despesa incorrida e não paga 
no valor de R$ 5.000,00, referente a apropriação de uma multa, o  resultado do exercício foi 
afetado pelo não registro da despesa; ele na realidade é R$ 5.000,00 menor que o apresenta-
do; como o ajuste não pode ser feito diretamente no exercício corrente, a empesa deve fazer 
o ajuste no lucro acumulado da empresa.
O lançamento de ajuste é o seguinte:
D – ajuste de exercício anterior – 5.000 (LPA)
C – multa a pagar – 5.000 (PC)
No encerramento do período, o  saldo da conta “ajuste de exercícios anteriores” deverá ser 
encerrado em contrapartida da conta “lucros ou prejuízos acumulados”, da seguinte forma:
D – lucro ou prejuízo acumulado – 5.000
C – ajuste de exercícios anteriores – 5.000
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CONTABILIDADE GERAL
9. estrutura e Composição da dLpa
Segundo a legislação, a estrutura da demonstração é a seguinte:
Saldo inicial (valor constante do balanço patrimonial anterior).
(+-) ajustes de períodos anteriores
(=) saldo inicial ajustado
(+) reversão de reservas de lucro
(+-) resultado do exercício
(-) formação de reservas de lucro
(-) dividendos distribuídos
(-) Juros sobre capital próprio (CVM)
(-) aumento do capital social
(+-) outras movimentações.
= Saldo final do período.
Conceitos das contas apresentadas na DLPA:
• Ajustes de períodos anteriores – Os ajustes de anos anteriores são decorrentes de 
mudança de critério contábil ou retificação de erro de determinado exercício, que não 
possa ser atribuído a fatos subsequentes.
Podem ocorrer por omissão de lançamentos de receitas ou despesas de exercícios ante-
riores e, de acordo com o princípio de competência de exercícios, o valor correspondente não 
poderá ser lançado no exercício atual e sim entrar como ajuste de períodos anteriores direta-
mente na conta lucro ou prejuízo acumulado.
• Formação de reservas de lucro – são os valores destinados à proteção do capital social 
da empresa; enquanto em reserva os valores não serão distribuídos como dividendos 
aos sócios.
• Reversão de reservas – são os lançamentos efetuados na compensação de prejuízos 
ou para dar nova destinação às reservas que foram formadas e não utilizadas.
• Resultado do exercício – representa o montante apurado na DRE, pode ser positivo, se 
for lucro; ou negativo, se for prejuízo.
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CONTABILIDADE GERAL
• Dividendos distribuídos – é a parcela dos lucros que os sócios têm direito a recebe-
rem por exercício social. A proposta para a destinação do lucro como dividendo será 
apresentada para a assembleia geral juntamente com as demonstrações financeiras, 
respeitando as constituições obrigatórias e estatutárias.
• Juros sobre capital próprio – representa um valor pago aos sócios pela imobilização 
do seu patrimônio pessoal. A CVM determina que o pagamento de JSCP deva ser feito 
a partir da conta lucros acumulados, semelhante a distribuição de dividendos.
• Saldo no final do período – é o saldo residual que passa para o período seguinte, desde 
que seja devidamente justificada a sua existência, pois a conta lucros acumulados não 
pode ter saldo de um período para outro.
Para as S/As e as empresas de grande porte, o saldo deverá ser zero ou prejuízo acumulado.
De acordo com o § 2º do artigo 186 da Lei n. 6.404/1976, a DLPA poderá ser incluída na de-
monstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e divulgada pela empresa. 
Essa inclusão é facultada porque a DMPL inclui a movimentação de todas as contas do pa-
trimônio líquido, inclusive a conta lucros ou prejuízos acumulados, ou seja, A DMPL compre-
ende a DLPA.
Questão 26 (AOCP/EBSERH/CONTADOR/2017) De acordo com a Lei das Sociedades por 
Ações, é determinada a elaboração das demonstrações financeiras ao fim de cada exercício 
social. Assinale alternativa que apresenta as demonstrações financeiras exigidas por lei.
a) Balanço Patrimonial, Demonstração dos Lucros, Demonstração do Resultado, e Livro-diário.
b) Livro-diário, Livro-razão e Balancete de Verificação em quatro colunas.
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CONTABILIDADE GERAL
c) Balanço Patrimonial, Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, Demonstração 
do Resultado e Demonstração dos Fluxos de Caixa.
d) Livro-diário, Livro-razão ou Razonetes e Balancete de Verificação em duas colunas.
e) Balanço Patrimonial, Demonstração dos Fluxos de Caixa, Demonstração da Mutação do 
Patrimônio Líquido e Livro-diário.
Letra c.
O assunto está previsto no art. 176 da seguinte forma:
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil 
da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a 
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I – balanço patrimonial;
II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III – demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado
Note que, para a Lei n. 6.404/1976, é obrigatória a elaboração da DLPA.
Questão 27 (FEPESE/JUSESC/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2017) Assinale a alternativa 
que indica a demonstração que pode substituir a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acu-
mulados:
a) Balanço patrimonial.
b) Demonstração do resultado.
c) Demonstração dos fluxos de caixa.
d) Demonstração do valor adicionado
e) Demonstração das mutações do patrimônio líquido.
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Letra e.
Segundo a Lei n. 6.404/1976, a DLPA é obrigatória. Entretanto, em seu art. 186, a mesma lei 
faculta a elaboração da DMPL:
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo 
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio 
líquido, “se” elaborada e publicada pela companhia.
Questão 28 (FUNIVERSA/UEG/CONTADOR/2015) A indicação do dividendo por ação do ca-
pital social pode ser encontrada no(na)
a) balanço patrimonial.
b) demonstração do resultado do exercício.
c) demonstração de lucros ou prejuízos acumulados.
d) demonstração dos fluxos de caixa.
e) demonstração do valor adicionado.
Letra c.
O Art. 186 da Lei n. 6.404/1976 estabelece o seguinte:
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo 
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio 
líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Questão 29 (AOCP/UFSM/CONTADOR/2015) No que tange à Demonstração dos Lucros ou 
Prejuízos Acumulados (DLPA), assinale a alternativa correta.
a) Visa a evidenciar a apuração do resultado (lucro ou prejuízo)
b) Caso uma empresa apresente prejuízo, a contabilização da transferência se daria: D- Apu-
ração do Resultado. C- Prejuízos Acumulados.
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c) A DLPA substitui a DMPL e apresenta toda movimentaçãodas contas do Patrimônio Líqui-
do.
d) Ao final das destinações do resultado, a conta Lucros Acumulados deve ficar com saldo 
Zero visto que a Lei n. 6.404/1976 determina que os lucros não destinados deverão ser dis-
tribuídos como dividendos.
e) A conta Lucros Acumulados foi extinta e não poderá continuar nos planos de contas.
Letra d.
Alternativa correta.
Comentando as demais alternativas:
a) Errada. A apuração do resultado é apresentada na DRE.
b) Errada. A contabilização da transferência do prejuízo do exercício é:
D – LP acumulado
C – ARE
c) Errada. A letra c está errada, é a DMPL que pode substituir a DLPA.
e) Errada. A conta lucro acumulado não foi extinta, ela é transitória.
Questão 30 (CESGRANRIO/LIQUIGÁS/CONTADOR/2013) A demonstração do Lucro ou Pre-
juízo Acumulado (DLPA) de um exercício deve acolher os valores decorrentes de ajustes de 
exercícios anteriores, em atendimento aos dizeres do Princípio da Competência, para que 
assim o resultado do exercício possa ser adequadamente evidenciado de forma a expressar 
as operações que a ele pertencem efetivamente. Dentre os exemplos de ajustes de exercícios 
anteriores, inclui-se a
a) alteração da taxa de depreciação anteriormente usada face à mudança de estimativa da 
vida útil do bem.
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b) devolução de vendas no exercício social corrente de mercadorias vendidas ao cliente no 
exercício social anterior.
c) modificação da taxa de juros do financiamento do bem imobilizado, imposta por novo ce-
nário econômico.
d) avaliação do investimento no capital de outra sociedade do Método de Custo para o de 
Equivalência Patrimonial.
e) retificação de erro imputável a determinado exercício anterior que possa ser atribuído a um 
fato subsequente.
Letra d.
O assunto é abordado no art. 186 da Lei n. 6.404/1976:
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos 
da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício ante-
rior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
Dessa forma, o ajuste serve de contrapartida de erro ou de mudança de critérios que não pos-
sam ser atribuídos a fatos futuros.
Na letra d, houve a mudança de critério contábil na avaliação de participações societárias de 
um exercício para o outro.
Comentando as demais alternativas:
a) Errada. A mudança de depreciação em razão de alteração na vida útil não é mudança de 
critério contábil. Assim, não necessita ser ajustada.
b) Errada. A devolução de vendas, atente, é um fato que pode ser atribuído a fato subsequente 
ao da venda, não precisa ser ajustado, pois é algo normal.
c) Errada. A  mudança de juros devido a um novo cenário econômico deve ser ajustada no 
exercício normalmente, não há erro ou mudança de critério.
e) Errada. A correção que possa ser atribuída a um fato subsequente não precisa de ajuste.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 31 (FCC/TRT 4ª REGIÃO/CONTADOR/2011) A distribuição do lucro líquido do perí-
odo é evidenciada na Demonstração
a) do Resultado Abrangente.
b) de Lucros/Prejuízos Acumulados.
c) do Resultado de Exercício.
d) do Valor Adicionado.
e) do Fluxo de Caixa.
Letra b.
Vimos na aula que a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deverá discriminar:
• o saldo do início do período e os ajustes de exercícios anteriores;
• as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; e
• as transferências para reservas, os  dividendos, a  parcela dos lucros incorporada ao 
capital e o saldo ao fim do período.
Quando a empresa elaborar a DMPL, a distribuição do lucro será apresentada nela.
Questão 32 (IDECAN/IF-PA/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) De acordo com a Lei n. 6.404/1976, 
é o demonstrativo que discriminará o saldo do início do período, os ajustes de exercícios an-
teriores e a correção monetária do saldo inicial; as reversões de reservas e o lucro líquido do 
exercício; e as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada 
ao capital e o saldo ao fim do período.
a) Balanço Patrimonial.
b) Demonstração do Resultado do Exercício.
c) Demonstração dos Fluxos de Caixa.
d) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
e) Demonstração do Valor Adicionado.
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Letra d.
A Lei n. 6.404/1976 estabelece que a DLPA – Demonstração de lucros ou prejuízos acumula-
dos discriminará:
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do 
saldo inicial;
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capi-
tal e o saldo ao fim do período.
Questão 33 (AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) Acerca da Demonstração dos Lucros 
ou Prejuízos Acumulados (DLPA), assinale a alternativa correta.
a) A DLPA evidenciará o montante de dividendos por ação do capital social.
b) A DLPA não evidenciará a reserva de lucros a realizar.
c) A DLPA deverá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
d) A DLPA não evidenciará a distribuição de dividendos.
e) A DLPA não evidenciará a parcela dos lucros incorporada ao capital social.
Letra a.
Segundo a Lei n. 6.404/1976, em seu art. 186, a demonstração de lucros ou prejuízos acumu-
lados discriminará:
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo 
inicial;
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e 
o saldo ao fim do período.
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CONTABILIDADE GERAL
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos 
da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício ante-
rior, e que não possam ser retribuídos a fatos subsequentes.
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo 
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio 
líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Questão 34 (FCC/AFAP/CONTADOR/2019) A empresa Ajustes S.A. realizou uma retificação 
de erro imputável relativo ao exercício anterior e que não podeser atribuído a fatos subse-
quentes. Em regra, o ajuste deve ser demonstrado
a) somente nas Notas Explicativas.
b) na demonstração de Resultados Abrangentes.
c) na demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados.
d) na demonstração de Resultados do Exercício.
e) somente no Balanço Patrimonial.
Letra c.
A Lei n. 6.4041976 estabelece que A DLPA discriminará:
I – O saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo 
inicial.
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos 
da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício ante-
rior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
Lembre-se que a DLPA será incluída na DMPL.
10. demonstração das mutações do patrimônio LíQuido (dmpL)
A DMPL é uma demonstração contábil considerada auxiliar que evidencia a movimenta-
ção de todas as contas do patrimônio líquido durante o exercício social, como, por exemplo, 
o aumento de capital social, a formação e utilização das reservas capital e de lucro e as des-
tinações dos lucros.
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CONTABILIDADE GERAL
Segundo a legislação contábil, o patrimônio líquido deve apresentar:
• Capital social
• Reservas de capital
• Ajustes de avaliação patrimonial (outros resultados abrangentes)
• Reservas de lucros
• Ações em tesouraria
• Prejuízos acumulados
• Se legalmente admitidos, os lucros acumulados.
Outra determinação do CPC é que, para cada componente do patrimônio líquido, a enti-
dade deve apresentar, ou na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas 
explicativas, uma análise dos outros resultados abrangentes por item.
A preparação da DMPL consiste em apresentar, de forma sintetizada, a variação do saldo 
das contas que compõem o “PL”, demonstrando separadamente o montante total atribuível 
aos proprietários denominados de “controladores” e a participação dos não controladores.
Por determinação do CFC – Conselho Federal de Contabilidade – por meio da NBC TG 26 (R4), 
que aprova o CPC 26 R1, a elaboração da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 
é obrigatória para todas as entidades. Entretanto, de acordo com o artigo 186, parágrafo 2º, 
da Lei n. 6.404/1976, a sua elaboração é facultativa.
Para a Lei n. 6.404/1976, a DLPA é obrigatória e a empresa poderá elaborar a DMPL e, se 
o fizer, deverá incluir nela a DLPA, vejam o que o art. 186 estabelece:
Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo 
inicial;
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e 
o saldo ao fim do período.
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da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício ante-
rior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo 
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio lí-
quido, se elaborada e publicada pela companhia.
Assim, a publicação da DMPL é exigida nos termos do CPC 26; sendo que a apresentação 
da DMPL isenta a empresa da apresentação da DLPA (Demonstração dos Lucros e Prejuízos 
Acumulados), pois a DMPL abrange a DLPA.
As principais finalidades da DMPL são:
• Apresentar o resultado abrangente;
• Indicar a formação e a reversão das reservas de capital e de lucros;
• Demonstrar as transações com os sócios, o capital social, o montante de dividendos e 
JSCP distribuídos aos proprietários durante o período e o respectivo montante por ação;
• Demonstrar os ajustes feitos em decorrência de erros ou mudanças de critérios ocorri-
dos em exercícios anteriores;
• Permitir a aplicação do método da equivalência patrimonial pelas empresas investidoras.
Segundo a NBC TG 26 (R4), que trata da apresentação das Demonstrações Contábeis, 
a demonstração das mutações do patrimônio líquido inclui as seguintes informações:
a) o resultado abrangente do período, apresentando separadamente o montante total atri-
buível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participa-
ção de não controladores;
b) para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da aplicação retrospectiva ou 
da reapresentação retrospectiva, reconhecidos de acordo com a NBC TG 23 que trata das po-
líticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro;
c) para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação do saldo no início e no final 
do período, demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
• Do resultado líquido;
• De cada item dos outros resultados abrangentes; e
• De transações com os proprietários, demonstrando separadamente suas integraliza-
ções e as distribuições realizadas, bem como modificações nas participações em con-
troladas que não implicaram perda do controle.
As transações de capital com os sócios são os aumentos e reduções de capital social, as con-
tribuições para reservas de capital e a distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio.
Principais informações apresentadas na DMPL
• Saldos iniciais de todas as contas
• Aumento ou diminuição de capital
• Gastos com emissão de ações
• Opções outorgadas reconhecidas
• Ações em tesouraria adquiridas
• Ações em tesouraria vendidas
• Dividendos e JSCP
• Transações de capital com os sócios (reservas de capital)
• Resultado Líquido do Período
• Ajustes instrumentos financeiros avaliados pelo valor justo
• Tributos s/ ajustes instrumentos financeiros
• Equivalência patrimonial sobre ganhos abrangente de coligadas/controladas
• Ajustes de conversão de investimentos no exterior do período
• Tributos sobre ajustes de conversão do período
• Outros resultados abrangentes
• Reclassificação para resultado – ajustes instrumentos financeiros
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CONTABILIDADE GERAL
• Resultado abrangente total
• Constituição de reservas de lucro
• Realização da reserva reavaliação
• Tributossobre a realização da reserva de reavaliação
• Saldos finais
A seguir vou apresentar alguns fatos contábeis que alteram o PL e por consequência se-
rão divulgados na DMPL:
• Aumento por aporte de capital pelos sócios.
• Conversão de dívidas em ações.
• Acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido.
• Aumento ou diminuição decorrente de ajuste da avaliação patrimonial.
• Aumento ou diminuição por ajuste de exercícios anteriores.
• Aumento pelo valor do ágio na emissão de ações, pela alienação de partes beneficiárias 
e bônus de subscrição; são as reservas de capital.
• Diminuição por aquisição de próprias ações ou aumento pela venda das ações em te-
souraria.
• Registro da transferência do resultado do exercício para a conta lucros ou prejuízos 
acumulados.
• Diminuição por distribuição dos dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio.
Fatos que são apresentados na DMPL, mas não alteram o valor final do patrimônio líquido.
• Aumento do capital social com o lucro e reservas
• Formação e reversão de reservas DE LUCRO;
• Compensação de prejuízos com a utilização de reservas;
O CPC 26 R1 atualizado trata da DMPL da seguinte forma:
Informação a ser apresentada na demonstração das mutações do patrimônio líquido
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106. A entidade deve apresentar a demonstração das mutações do patrimônio líquido conforme 
requerido no item 10. A  demonstração das mutações do patrimônio líquido inclui as seguintes 
informações:
(a) o resultado abrangente do período, apresentando separadamente o montante total atribuível 
aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação de não 
controladores;
(b) para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da aplicação retrospectiva ou da rea-
presentação retrospectiva, reconhecidos de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Po-
líticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro;
(c) (eliminada);
(d) para cada componente do patrimônio líquido, a  conciliação do saldo no início e no final do 
período, demonstrando-se separadamente (no mínimo) as mutações decorrentes: (Alterada pela 
Revisão CPC 12)
(i) do resultado líquido;
(ii) de cada item dos outros resultados abrangentes; e
(iii) de transações com os proprietários realizadas na condição de proprietário,
demonstrando separadamente suas integralizações e as distribuições realizadas, bem como mo-
dificações nas participações em controladas que não implicaram perda do controle.
Informação a ser apresentada na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou 
nas notas explicativas
106-A. Para cada componente do patrimônio líquido, a entidade deve apresentar, ou na demons-
tração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas, uma análise dos outros re-
sultados abrangentes por item.
106-B. O  patrimônio líquido deve apresentar o capital social, as  reservas de capital, os  ajustes 
de avaliação patrimonial, as  reservas de lucros, as  ações ou quotas em tesouraria, os  prejuízos 
acumulados, se legalmente admitidos os lucros acumulados e as demais contas exigidas pelos 
Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC.
107. A  entidade deve apresentar, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas 
notas explicativas, o  montante de dividendos reconhecidos como distribuição aos proprietários 
durante o período e o respectivo montante dos dividendos por ação.
108. Os componentes do patrimônio líquido referidos no item 106 incluem, por exemplo, cada clas-
se de capital integralizado, o saldo acumulado de cada classe do resultado abrangente e a reserva 
de lucros retidos.
109. As alterações no patrimônio líquido da entidade entre duas datas de balanço devem refletir o 
aumento ou a redução nos seus ativos líquidos durante o período. Com a exceção das alterações 
resultantes de transações com os proprietários agindo na sua capacidade de detentores de capital 
próprio (tais como integralizações de capital, reaquisições de instrumentos de capital próprio da 
entidade e distribuição de dividendos) e dos custos de transação diretamente relacionados com 
tais transações, a alteração global no patrimônio líquido durante um período representa o montan-
te total líquido de receitas e despesas,
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CONTABILIDADE GERAL
incluindo ganhos e perdas, gerado pelas atividades da entidade durante esse período.
110. O Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retifica-
ção de Erro requer ajustes retrospectivos ao se efetuarem alterações nas políticas contábeis, até 
o ponto que seja praticável, exceto quando as disposições de transição de outro Pronunciamento 
Técnico, Orientação ou Interpretação do CPC requererem de outra forma. O Pronunciamento Técni-
co CPC 23 também requer que reapresentações para corrigir erros sejam feitas retrospectivamente, 
até o ponto em que seja praticável. Os ajustes retrospectivos
e as reapresentações retrospectivas para corrigir erros não são alterações do patrimônio líquido, 
mas são ajustes aos saldos de abertura da reserva de lucros retidos (ou prejuízos acumulados) 
exceto quando um Pronunciamento Técnico, Interpretação ou Orientação do CPC exigir ajustes 
retrospectivos de outro componente do patrimônio líquido.
O item 106-B requer a divulgação na demonstração das mutações do patrimônio líquido do 
ajuste total para cada componente do patrimônio líquido resultante de alterações nas políti-
cas contábeis e, separadamente, de correções de erros. Esses ajustes devem ser divulgados 
para cada período anterior e no início do período corrente.
Questão 35 (CFC/CFC/BACHAREL/2016) Com relação à Demonstração dos Lucros ou Pre-
juízos Acumulados – DLPA, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em 
seguida, assinale a opção CORRETA.
I – A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL poderá ser incluída na 
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados – DLPA, a qual é mais abrangente 
que a anterior.
II – Quando a Entidade evidenciar o resultado e sua destinação nas Notas Explicativas, 
está desobrigada de publicar a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados 
– DLPA.
III – A Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados – DLPA discriminará, entre ou-
tros, o saldo do início do período, as reversões de reservas de lucro e o lucro líquido do 
exercício.
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A sequência CORRETA é:
a) F, F, V.
b) F, V, F.
c) V, F, V.
d) V, V, F.
Letra a.
O item I está errado, pois é a DLPA que poderá ser incluída na DMPL.
O item II está errado pois, segundo a Lei n. 6.404/1976, a DLPA é obrigatória e poderá deixar 
de ser apresentada quando a empresa apresentar a DMPL.
O Item III está certo.
Questão 36 (FCC/TRE-RO/CONTADOR/2014) Sãoitens evidenciados na Demonstração das 
Mutações do Patrimônio Líquido, mas que NÃO alteram o total do Patrimônio Líquido:
a) Lucro Líquido do Exercício e constituição da Reserva Legal.
b) Reversão da Reserva para Contingência e constituição da Reserva de Lucros a Realizar.
c) Distribuição de dividendos e aumento de capital social com capitalização de reservas.
d) Aquisição de ações de emissão da própria empresa e constituição da Reserva de Incentivos 
Fiscais.
e) Aumento de capital social com integralização em dinheiro e absorção de prejuízos com 
Reservas de Lucros.
Letra b.
Fatos que são apresentados na DMPL, mas não alteram o valor final do patrimônio líquido.
• Aumento do capital social com o lucro e reservas;
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CONTABILIDADE GERAL
• Formação e reversão de reservas de lucro;
• Compensação de prejuízos com a utilização de reservas.
Abaixo vou apresentar alguns fatos que alteram o PL e por consequência serão divulgados 
na DMPL:
• Aumento por aporte de capital pelos sócios.
• Conversão de dívidas em ações,
• Acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido.
• Aumento ou diminuição decorrente de ajuste da avaliação patrimonial.
• Aumento ou diminuição por ajuste de exercícios anteriores.
• Aumento pelo valor do ágio na emissão de ações, pela alienação de partes beneficiárias 
e bônus de subscrição; são as reservas de capital.
• Diminuição por aquisição de próprias ações ou aumento pela venda das ações em 
tesouraria.
• Registro da transferência do resultado do exercício para a conta lucros ou prejuízos 
acumulados.
• Diminuição por distribuição dos dividendos e JSCP.
Questão 37 (CESGRANRIO/PETROBRAS/CONTADOR/2015) Nos termos do Pronunciamento 
Técnico CPC26 (R1), aprovado pela Deliberação CVM n. 676/2011, o montante de dividendos 
reconhecidos como distribuição aos proprietários durante o período, e o respectivo montante 
dos dividendos por ação devem ser apresentados pela entidade na demonstração
a) do resultado abrangente do período ou na demonstração do resultado do período
b) do lucro ou prejuízo acumulado e nas notas explicativas
c) do lucro ou prejuízo acumulado ou na demonstração do resultado abrangente do período
d) das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas
e) das mutações do patrimônio líquido e na demonstração do lucro ou prejuízo acumulado
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CONTABILIDADE GERAL
Letra d.
O CPC 26 R1 trata das demonstrações contábeis obrigatórias e foi aprovado pela instrução 
CVM – 676/11 e pela NBC TG 26 (R4) do CFC.
Em seus artigos, o CPC destaca o seguinte:
106 B. O  patrimônio líquido deve apresentar o capital social, as  reservas de capital, os  ajustes 
de avaliação patrimonial, as  reservas de lucros, as  ações ou quotas em tesouraria, os  prejuízos 
acumulados, se legalmente admitidos os lucros acumulados e as demais contas exigidas pelos 
Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC.
107. A  entidade deve apresentar, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas 
notas explicativas, o  montante de dividendos reconhecidos como distribuição aos proprietários 
durante o período e o respectivo montante dos dividendos por ação.
É importante destacar que, se o enunciado tivesse reportado a Lei n. 6.404/1976, a resposta 
correta seria a letra b, pois o artigo art. 186 destaca o seguinte:
§ 2º A DLPA deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída 
na DMPL, se elaborada e publicada pela companhia.
Questão 38 (FGV/SEFIN-RO/TÉCNICO TRIBUTÁRIO/2018) No ano de 2016, a Cia. ABC abriu 
seu capital por meio da emissão de títulos patrimoniais. Os custos de transação, diretamente 
atribuíveis à emissão, foram de R$ 10.000.
Assinale a opção que indica onde foram reconhecidos os custos de transação nas Demons-
trações Contábeis, de 31/12/2016, da Cia. ABC.
a) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Outras Despesas Operacionais.
b) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Despesa Financeira.
c) No Balanço Patrimonial como Despesa Antecipada.
d) No Balanço Patrimonial como Reserva de Capital.
e) No Balanço Patrimonial, como redutor do Patrimônio Líquido, na conta Custo com a emis-
são de Ações.
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CONTABILIDADE GERAL
Letra e.
Os custos de transação incorridos na captação de recursos por intermédio da emissão de 
títulos patrimoniais devem ser contabilizados, de forma destacada, em conta redutora de pa-
trimônio líquido, deduzidos os eventuais efeitos fiscais, e  os prêmios recebidos devem ser 
reconhecidos em conta de reserva de capital.
Os valores serão apresentados também na DMPL, contudo, como são oriundos de negocia-
ção com os sócios, não aparecerão na DRE e nem na DRA.
Questão 39 (FCC/TRT 23ª REGIÃO/CONTADOR/2016) Em relação a elaboração da Demons-
tração das Mutações do Patrimônio Líquido,
a) a emissão de ações da empresa reflete sempre de forma diminutiva no Patrimônio Líquido.
b) o pagamento de dividendos não provisionado reflete de forma aumentativa no Patrimônio 
Líquido.
c) os ajustes de exercícios anteriores sempre refletem de forma aumentativa no Patrimônio 
Líquido.
d) a capitalização de reservas não reflete no saldo final do Patrimônio Líquido.
e) a absorção de prejuízos acumulados por reservas de lucros afeta de forma diminutiva no 
total do Patrimônio Líquido.
Letra d.
Vou analisar cada item quanto ao seu impacto no PL:
�a) A emissão de ações da empresa reflete sempre de forma diminutiva no Patrimônio Líquido. 
Alternativa errada, pois a emissão de ações ou aporte de capital sempre aumenta o “PL”.
D – caixa
C – capital social
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�b) O pagamento de dividendos não provisionados reflete, de forma aumentativa, no Patrimô-
nio Líquido. Alternativa errada pois o pagamento de dividendos não provisionados faz com 
que a empresa diminua o valor da conta lucros acumulados e, assim, altere para menos o 
valor do “PL”.
D – lucros acumulados
C – disponível
�c) Os ajustes de exercícios anteriores sempre refletem de forma aumentativa no Patrimônio 
Líquido. Alternativa errada, pois todo ajuste pode ser positivo ou negativo.
�d) A capitalização de reservas não reflete no saldo final do Patrimônio Líquido. Alternativa 
certa, pois capitalizar reserva é o mesmo que aumentar o valor do capital social com as re-
servas existentes,dessa forma o valor final do “PL” não será alterado.
D – reservas
C – capital social
�e) A absorção de prejuízos acumulados por reservas de lucros afeta de forma diminutiva no 
total do Patrimônio Líquido. Alternativa errada, pois absorver prejuízo acumulado com re-
serva é um fato que não altera o valor final do “PL”, há uma troca de valores entre contas do 
próprio “PL”.
D – reservas
C – prejuízo acumulado
Questão 40 (FGV/DPE-MT/CONTADOR/2015) As contas integrantes do patrimônio líquido, 
evidenciadas na demonstração das mutações do patrimônio líquido, podem sofrer variações 
por itens que afetam o patrimônio total e por itens que não o afetam.
Assinale a opção que apresenta um item que afeta o patrimônio total.
a) Aumento de capital com utilização de lucros.
b) Compensação de prejuízos com reservas.
c) Ajuste de avaliação patrimonial.
d) Reversão de reserva patrimonial para a conta de Prejuízos Acumulados.
e) Apropriação do lucro líquido do exercício por meio da conta de Lucros para formação de 
Reserva para Contingências.
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Letra d.
Fatos que são apresentados na DMPL, mas não alteram o valor final do patrimônio líquido:
• aumento do capital social com o lucro e reservas;
• formação e reversão de reservas de lucro;
• compensação de prejuízos com a utilização de reservas.
A conta ajuste da avaliação patrimonial é a contrapartida de aumento ou diminuições de itens do 
ativo e/ou do passivo, assim, todo registro nessa conta irá alterar o valor do patrimônio líquido.
Questão 41 (CESGRANRIO/TRASNPETRO/CONTADOR/2018) A Demonstração das Muta-
ções do Patrimônio Líquido (DMPL) tem como objetivo fundamental apresentar as variações 
ocorridas nas contas que transitam pelo patrimônio líquido.
No contexto das variações do patrimônio líquido, uma variação evidenciada na DMPL que 
reduz a capacidade operacional da empresa é a
a) destinação de lucros para remuneração dos acionistas.
b) incorporação do lucro líquido do exercício social.
c) nova reserva constituída pela alienação de bônus de subscrição.
d) reversão dos lucros a realizar para lucros acumulados.
e) subscrição e integralização de capital em bens.
Letra a.
A única assertiva que diminui o patrimônio líquido é a letra a, lembre-se de que, ao distribuir 
lucros como dividendos, a empresa está se descapitalizando e assim diminuindo o seu poten-
cial de aplicação nas atividades operacionais.
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Questão 42 (FCC/TRE-RO/CONTADOR/2014) São itens evidenciados na Demonstração das 
Mutações do Patrimônio Líquido, mas que NÃO alteram o total do Patrimônio Líquido:
a) Lucro Líquido do Exercício e constituição da Reserva Legal.
b) Reversão da Reserva para Contingência e constituição da Reserva de Lucros a Realizar.
c) Distribuição de dividendos e aumento de capital social com capitalização de reservas.
d) Aquisição de ações de emissão da própria empresa e constituição da Reserva de Incenti-
vos Fiscais.
e) Aumento de capital social com integralização em dinheiro e absorção de prejuízos com 
Reservas de Lucros.
Letra b.
Fatos que são apresentados na DMPL, mas não alteram o valor final do patrimônio líquido.
• Aumento do capital social com o lucro e reservas;
• Formação e reversão de reservas DE LUCRO;
• Compensação de prejuízos com a utilização de reservas.
Questão 43 (FCC/ARTESP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO – CONTABILIDADE/2017) Considere 
as seguintes operações ocorridas durante 2016 na empresa Luz Brilhante S.A.:
1. Apuração do resultado do período com a obtenção de Lucro Líquido no valor de R$ 
300.000,00.
2. Distribuição de dividendos no valor de R$ 75.000,00.
3. Constituição de Reserva Legal no valor de R$ 10.000,00.
4. Constituição de Reserva Estatutária no valor de R$ 30.000,00.
5. Constituição de Reserva de Incentivos Fiscais no valor de R$ 15.000,00.
6. Aumento de Capital Social no valor total de R$ 120.000,00, sendo R$ 50.000,00 com Reser-
va de Retenção e o restante com um equipamento.
Após o reconhecimento dessas operações, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Lí-
quido (DMPL) evidenciou um aumento no Patrimônio Líquido inicial da empresa no valor total, 
em reais, de
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
a) 300.000,00.
b) 225.000,00.
c) 345.000,00.
d) 295.000,00.
e) 240.000,00.
Letra d.
A DMPL será alterada pelos seguintes fatos:
(+) resultado do exercício – LLE = 300.000
(-) distribuição de dividendos = (75.000)
(+) aumento de capital social com equipamento = 70.000
(+) aumento do PL = 295.000
Os demais fatos são apresentados na DMPL, contudo não alteram o valor do patrimônio 
líquido.
Questão 44 (FCC/TRT 3ª REGIÃO/CONTADOR/2017) Considere os dados, a seguir, extraídos 
da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da empresa Tudo Certo S.A referente 
ao exercício financeiro de X1 (valores em milhares de reais):
Descrição R$ (mil)
AUMENTO DE CAPITAL SOCIAL
Com Reservas de Lucros 20.000,00
Com integralização em dinheiro 37.000,00
AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL (credora) 4.000,00
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 40.000,00
DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO:
Transferências para reservas
Reserva Legal 2.000,00
Reserva Estatutária 14.000,00
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CONTABILIDADE GERAL
Reserva para Contingências 5.000,00
Dividendos distribuídos 19.000,00
Com base nestas informações, o aumento no saldo do Patrimônio Líquido em X1 foi, em 
milhares de reais,
a) 62.000,00
b) 54.000,00
c) 41.000,00
d) 82.000,00
e) 81.000,00
Letra a.
O PL foi alterado pelas seguintes operações:
(+) Aumento do capital social com Integralização em dinheiro = 37.000,00
(+) Ajuste de Avaliação patrimonial (credora) = 4.000,00
(+) Lucro Líquido = 40.000,00
(-) Dividendos distribuídos = (19.000,00)
(=) aumento do PL= 62.000,00
Questão 45 (FCC/TCM-GO/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2015) Uma empresa apurou 
no ano de 2013 um lucro líquido de R$ 5.000.000,00, cuja destinação foi a seguinte:
• Constituição de Reserva Legal de acordo com a Lei n. 6.404/1976 e alterações poste-
riores.
• Constituição de Reserva de Incentivos Fiscais no valor de R$ 200.000,00.
• O estatuto social estabelece o valor dos dividendos obrigatórios em 20% do lucro líqui-
do do período.
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CONTABILIDADE GERAL
Durante o ano de 2013, ocorreu um aumento do Capital Social no valor total de R$ 1.600.000,00, 
sendo R$ 800.000,00 com incorporação de Reservas de Lucros e o restante integralizado em 
dinheiro com a emissão de novas ações.
A variação positiva no valor total do Patrimônio Líquido da empresa, evidenciada na Demons-
tração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) referente ao ano de 2013 foi, em reais,
a) 4.800.000,00.
b) 4.000.000,00.
c) 4.200.000,00.
d) 4.840.000,00.
e) 4.850.000,00.
Letra a.
O PL foi alterado pelas seguintes operações:
(+) Aumento do capital social com Integralização em dinheiro = 800.000,00
(+) Lucro Líquido = 5.000.000,00
(-) Dividendos distribuídos = (1.000.000,00)
(=) aumento do PL= 4.800.000,00
A formação de reservas de lucro é registrada a partir da conta lucros acumulados e não altera 
o valor do PL.
Questão 46 (FCC/ALESE/CONTADOR/2018) Considere as seguintes informações sobre a 
Cia. Verde & Azul correspondentes ao ano de 2017:
• A empresa apurou o lucro líquido de R$ 350.000,00.
• Destinação do Lucro do Período:
• Constituição de Reserva Legal no valor de R$ 15.000,00.
• Constituição de Reserva de Incentivos Fiscais no valor de R$ 30.000,00.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
• Distribuição de Dividendos Obrigatórios no valor de R$ 105.000,00.
• Foi realizado aumento do Capital Social no valor total de R$ 100.000,00, sendo R$ 
40.000,00 com incorporação de Reservas de Lucros e R$ 60.000,00 com um terreno.
• Aquisição de ações de emissão da própria Cia. Verde & Azul por R$ 80.000,00 à vista.
Após o reconhecimento destas operações, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Lí-
quido (DMPL) de 2017 evidenciou um aumento no Patrimônio Líquido da Cia. Verde & Azul no 
valor total de, em reais.
a) 245.000 00.
b) 345.000 00.
c) 305.000 00.
d) 385.000 00.
e) 225.000 00.
Letra e.
O PL foi alterado pelas seguintes operações:
(+) Lucro Líquido = 350.000,00
(-) Dividendos distribuídos = (105.000,00)
(+) Aumento do capital social com terreno = 60.000,00
(-) compra de ações para tesouraria = (80.000,00)
(=) aumento do PL= 225.000,00
A formação de reservas de lucro, que é registrada a partir da conta lucros acumulados, e o au-
mento do capital social com reservas, não alteram o valor do PL.
Questão 47 (VUNESP/TJ-SP/CONTADOR/2019) Sobre as contas do Patrimônio Líquido, 
é correto afirmar que
a) alienação de partes beneficiárias é uma transação classificada como reserva de lucros.
b) a conta capital a integralizar é uma conta redutora do capital social.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
c) os dividendos declarados e pagos no período são evidenciados nas reservas de capital.
d) as reservas de capital recebem os saldos referentes à variação do valor justo de instrumen-
tos financeiros.
e) as reservas de lucros recebem o ágio da emissão das ações com valor nominal.
Letra b.
A conta capital a integralizar é uma conta redutora do capital social.
Comentando as demais alternativas:
a) Errada. Alienação de partes beneficiárias é uma transação classificada como reserva de 
lucros – é reserva de capital.
c) Errada. Os dividendos declarados e pagos no período são evidenciados nas reservas de 
capital – são evidenciados na DLPA e na DMPL.
d) Errada. As reservas de capital recebem os saldos referentes à variação do valor justo de 
instrumentos financeiros – a variação do valor justo é registrada na conta AAP – ajuste da 
avaliação patrimonial.
e) Errada. As reservas de lucros recebem o ágio da emissão das ações com valor nominal – 
ágio na emissão e ações é reserva de capital.
Questão 48 (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) Quando se considera o seu impacto no 
Capital Circulante Líquido, as despesas com depreciação
a) não representam desembolsos de recursos.
b) constituem diminuição do Capital Circulante Líquido.
c) por serem relacionadas ao ativo não circulante, não guardam relação com aumentos ou 
diminuições no Capital Circulante Líquido.
d) por não configurarem consumo econômico de recursos, não têm impactos no Capital Circu-
lante Líquido.
e) por serem despesas financeiras, mas não econômicas, não devem ser consideradas.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra a.
O CCL – Capital Circulante Líquido é encontrado pela equação: AC – PC.
As despesas com depreciação afetam o resultado do exercício, acarretando a diminuição do 
ativo imobilizado e não representam desembolso ou pagamento de recursos.
Questão 49 (IF-PA/IF-PA/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Além do seu caráter obrigatório com 
o advento da resolução n. 1.185, publicada pelo Conselho Federal de Contabilidade em 2009, 
a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, representa uma ferramenta 
de fundamental importância para análise das transações que provocam e que não provocam 
variações no Patrimônio Líquido. Portanto, a DMPL evidencia a movimentação de todas as 
contas do Patrimônio Líquido durante o exercício social.
Com relação às transações que podem ocorrer, marque a alternativa que contenha apenas 
fatos que alteram o Patrimônio Líquido:
a) Prejuízo do Exercício, Integralização de Capital, Reversão de Reservas, Ajuste de Exercícios 
Anteriores e Constituição da Reserva Legal.
b) Lucro do Exercício, Distribuição de Dividendos, Redução do Capital com Prejuízos Acumu-
lados e Ajuste de Avaliação Patrimonial.
c) Lucro do Exercício, Aquisição das próprias ações, Valor excedente ao valor nominal na in-
tegralização das ações e Ajustes de Exercícios Anteriores.
d) Prejuízo do Exercício, Distribuição de Dividendos, Integralização de Capital, Compensação 
de Prejuízos com Reservas, Ajuste de Avaliação Patrimonial e Constituição da Reserva Legal.
e) Prejuízo do Exercício, Aumento de Capital com incorporação de Reserva de Capital e Redu-
ção das Reservas de Capital com saldo de Prejuízos Acumulados.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra c.
Abaixo vou apresentar alguns fatos que alteram o PL e por consequência serão divulgados 
naDMPL:
• Aumento por aporte de capital pelos sócios.
• Conversão de dívidas em ações,
• Acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido (resultado do exercício).
• Aumento ou diminuição decorrente de ajuste da avaliação patrimonial.
• Aumento ou diminuição por ajuste de exercícios anteriores.
• Aumento pelo valor do ágio na emissão de ações, pela alienação de partes beneficiárias 
e bônus de subscrição; são as reservas de capital.
• Diminuição por aquisição de próprias ações ou aumento pela venda das ações em te-
souraria.
• Registro da transferência do resultado do exercício para a conta lucros ou prejuízos 
acumulados.
• Diminuição por distribuição dos dividendos e JSCP.
Fatos que são apresentados na DMPL, mas não alteram o valor final do patrimônio líquido.
• Aumento do capital social com o lucro e reservas;
• Formação e reversão de reservas de lucro;
• Compensação de prejuízos com a utilização de reservas.
Questão 50 (AOCP/UFPB/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Em relação ao conceito de Patrimônio 
Líquido, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O Patrimônio Líquido ou Situação Líquida é a diferença matemática entre ativos (bens e 
direitos) e passivos (obrigações).
b) As fontes do patrimônio líquido de uma entidade são os investimentos dos sócios ou acio-
nistas e os lucros provenientes da própria atividade empresarial.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
c) O Patrimônio Líquido pode se apresentar positivo quando os ativos da entidade forem in-
feriores aos passivos, mas pode também se apresentar negativo quando os passivos da enti-
dade forem inferiores aos ativos.
d) O Patrimônio Líquido pode se apresentar nulo quando os ativos forem exatamente iguais 
aos passivos.
e) Todos os componentes do patrimônio (bens, direitos e obrigações) devem ser mensurados 
para que seja possível apurar o Patrimônio Líquido por meio da equação: Bens mais Direitos 
menos Obrigações.
Letra c.
Alternativa errada, pois quando os ativos forem inferiores aos passivos, o patrimônio líquido 
é negativo.
11. demonstração dos fLuxos de Caixa
A Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC é uma demonstração auxiliar que tem por ob-
jetivo primordial apresentar de forma clara todos os ingressos e todas as saídas de dinheiro 
na conta caixa e na conta equivalente a caixa por atividades.
A DFC é uma demonstração dinâmica que apresenta o fluxo de dinheiro, pela sua entrada 
e saída, em determinado período, independentemente do impacto no resultado do exercício e, 
por consequência, na situação patrimonial líquida da empresa.
A DFC apresenta o resultado financeiro da empresa.
Informações sobre o fluxo de caixa são úteis para proporcionar aos usuários das demons-
trações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalen-
tes de caixa, bem como as necessidades da entidade de utilização desses fluxos de caixa.
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CONTABILIDADE GERAL
Na prática as decisões econômicas que são tomadas pelos usuários das informações 
exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, a forma 
de utilização desse dinheiro, a época de sua ocorrência e do grau de certeza de sua geração.
Contudo, é importante destacar que as informações contidas na DFC devem ser utilizadas 
com os dados e informações divulgados nas demais demonstrações contábeis, para assim 
ajudar os usuários a avaliar a geração de fluxos de caixa para o pagamento de obrigações e 
lucros e dividendos a seus acionistas ou cotistas, ou a identificar as necessidades de finan-
ciamento, as razões para as diferenças entre o resultado e o fluxo de caixa líquido originado 
das atividades operacionais e, finalmente, revelar o efeito das transações de investimentos e 
financiamentos, com a utilização ou não de numerário, sobre a posição financeira.
Para conseguir gerar tantas informações, a DFC apresenta o fluxo de caixa considerando 
as principais atividades relacionadas como o dinheiro que são: atividade operacional, ativida-
de de financiamento e atividade de investimento.
A Lei n. 6.4040/76 destaca, em seu art. 188, que a DFC indicará, no mínimo:
I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de 
caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: (Re-
dação dada pela Lei n. 11.638, de 2007)
a) das operações;
b) dos financiamentos;
c) dos investimentos.
De uma maneira simples e direta, a DFC busca apresentar todas as entradas e saídas de dinhei-
ro da conta caixa e do equivalente a caixa, ou seja, do disponível da empresa por atividades.
Note que é por meio da DFC que a administração apresentará aos usuários das informa-
ções a movimentação dos recursos financeiros, incluindo, não somente saldos de moeda em 
caixa como também depósitos em conta bancária e as aplicações financeiras com caracte-
rística de liquidez imediata, que são os equivalentes a caixa.
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CONTABILIDADE GERAL
Em dezembro de 2016, o CFC aprovou a NBTG 03 (R3), que trata do fluxo de caixa com 
base no pronunciamento CPC 03(R2). Com relação ao assunto, a referida norma apresentou 
os seguintes conceitos:
• Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.
• Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que 
são prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a 
um insignificante risco de mudança de valor.
• Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.
• Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e 
outras atividades que não são de investimento e tampouco de financiamento.
• Atividades de investimento são as movimentações referentes à aquisição e à venda 
de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de 
caixa.
• Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na 
composição do capital próprio e no capital de terceiros da entidade.
Equivalentes a caixa
Os equivalentes a caixa são as aplicações financeiras com a finalidade de satisfazer os 
compromissos de caixa em curto prazo e não para investimento ou outros propósitos.
Para um investimento se qualificar como um equivalente de caixa, ele tem de ser prontamente 
conversível para uma quantia conhecida de dinheiro e estar sujeito a um risco insignificante 
de alterações de valor no seu resgate.
Por isso, um investimento só se qualifica como um equivalente de caixa quando tiver um 
vencimento em curto prazo, sejam três meses ou menos a partir da data de aquisição. Outro 
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CONTABILIDADE GERAL
ponto importante da identificação de equivalentes a caixa é a necessidade de que a aplicação 
não tenha risco de perda, ou seja, a perda seja calculada e insignificante em relação ao mon-
tante total.
Devido a esses critérios, os  investimentos em ações não se encaixam no conceito de 
equivalentes de caixa a menos que sejam, em substância econômica, equivalentes de caixa, 
por exemplo, no caso de ações preferenciais adquiridas com resgate de até 90 dias por um 
valor fixo, sem possibilidade de perda.
O que caracteriza um equivalente a caixa não é a aplicação em si, mas sim, o curtíssimo prazo 
de resgate, até 90 dias da data da aplicação, e a insignificante possibilidade de perda.
Aspecto Legal da DFC
A partir de 01/01/08, de acordo com a Lei n. 11.638/2007, a DFC passou a ser obrigató-
ria para todas as sociedades anônimas de capital aberto e para as sociedades anônimas de 
capital fechado com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) na 
data do Balanço Patrimonial.
A Lei n. 6.404/1976 trata do assunto da seguinte forma:
Art. 176.
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
§ 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 
(dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos 
de caixa.” (NR)
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, 
no mínimo:
I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de 
caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos:
a) das operações;
b) dos financiamentos; e
c) dos investimentos;
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CONTABILIDADE GERAL
É importante destacar que a Lei n. 11.638/2007 determinou que as empresas de grande 
porte devam seguir as mesmas normas que as S/As de capital aberto. Dessa forma a DFC 
também é obrigatória para estes tipos de empresas.
Empresa de grande porte é aquela que tem um ativo maior que 240 milhões de reais ou uma 
receita bruta maior que 300 milhões de reais.
As normas do Conselho federal de Contabilidade aprovam os pronunciamentos contábeis 
emitidos pelo CPC – comitê de pronunciamentos contábeis, que têm a missão de harmoni-
zar as normas nacionais às normas internacionais do IASB. Nesse processo de evolução, foi 
apresentada a NBTG 26 (R4), de 22 de dezembro de 2016, essa norma define um conjunto 
completo de demonstrações contábeis como aquele que inclui os seguintes componentes:
a) Balanço patrimonial do período;
b) Demonstração do resultado do período;
c) Demonstração do resultado abrangente do período;
d) Demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
e) Demonstração dos fluxos de caixa do período;
f) Demonstração do valor adicionado do período, se exigido legalmente ou por algum ór-
gão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente;
g) Notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e 
outras informações explanatórias.
Note que, para o CFC, a demonstração do fluxo de caixa é obrigatória para todas as em-
presas, de forma diferente da Lei n. 6.404/1976.
Questão 51 (IBFC/EBSERH/CONTADOR/2106) A companhia fechada com patrimônio líqui-
do, na data do balanço inferior a:
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CONTABILIDADE GERAL
a) R$ 4.000.000,00 não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos 
de caixa
b) R$ 3.000.000,00 não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos 
de caixa
c) R$ 2.000.000,00 não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos 
de caixa
d) R$ 2.000.000,00 será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos 
de caixa
e) R$ 1.000.000,00 será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos 
de caixa
Letra c.
A Lei n. 6.404/1976 trata do assunto de forma literal em seu art. 176, § 6º.
A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois 
milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de 
caixa.
Questão 52 (ESAF/ANAC/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/2016) Em relação à Demonstra-
ção dos Fluxos de Caixa (DFC), é correto afirmar que:
a) não é uma demonstração obrigatória.
b) divide-se obrigatoriamente em dois fluxos: das operações e dos financiamentos.
c) esta deve refletir todas as despesas incorridas pela empresa, a exemplo de Variações Cam-
biais Passivas.
d) o pagamento de um empréstimo para aquisição de maquinário é uma atividade de finan-
ciamento.
e) a venda de um maquinário obsoleto é uma atividade operacional.
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Letra d.
Todo empréstimo obtido é uma atividade de financiamento.
Comentando as demais alternativas:
a) Errada. Na letra a o erro é que, segundo as normas contábeis, a DFC é obrigatória. A ques-
tão dá margem de discussão, pois, segundo a Lei n. 6.404/1976, ela não é obrigatória para as 
sociedades com PL igual ou menor que 2 milhões de reais. Contudo ela é obrigatória para as 
demais.
b) Errada. Na letra b o erro é que são três atividades: operacional, de investimento e de finan-
ciamento.
c) Errada. Na letra c o erro é que nem todas as despesas entrarão na apuração do fluxo de cai-
xa, somente as que foram pagas. Variação cambial passiva é uma despesa oriunda da perda 
na taxa de câmbio, não aparece na DFC.
e) Errada. Na letra e o erro é que a venda de imobilizado é atividade de investimento.
12. atiVidades diVuLgadas na dfC
Na sua essência, a DFC quer apresentar somente o que foi pago ou recebido, tendo como 
base as seguintes transações:
1) Transações que aumentam o caixa ou equivalente
• Aporte de capital pelos proprietários em dinheiro;
• Empréstimos bancários e financiamentos oriundos das instituições financeiras;
• Vendas de ativos à vista;
• Recebimentos de créditos;
• Recebimentos em geral como aluguel, juros, indenizações de seguros.
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2) Transações que diminuem o caixa ou equivalente
• Compras à vista;
• Pagamentos de contas e débitos em geral;
• Pagamento de dividendos aos acionistas;
• Pagamento de juros sobre capital próprio;
• Pagamento de juros, correção monetária de dívidas;
• Aquisição de itens de ativos à vista;
• Pagamentos de despesas incorridas, impostos, salários etc.
3) Transações que não afetam o caixa
Dentre as transações realizadas pela empresa que não afetam o caixa, destaco:
• As despesas com depreciação, amortização e exaustão;
• Os registros de provisões;
• A apropriação de despesas sem o pagamento;
• A compra de ativos para pagamento a prazo;
• Aporte de capital em bens e direitos;
• Conversão de dívidas em ações.
Os usuários das demonstrações contábeis de uma entidade estão interessados em co-
nhecer como a entidade gera e usa os recursos de caixa, independentemente da natureza das 
suas atividades (comercial, industrial ou de serviço) e mesmo que o caixa seja considerado 
como o produto da entidade, como é o caso de uma instituição financeira.
O que se sabe é que as entidades necessitam de caixa essencialmente pelas mesmas ra-
zões, por mais diferentes que sejam as suas principais atividades geradoras de receita. Elas 
precisam dos recursos de caixa para efetuar suas operações, pagar suas obrigações e prover 
um retorno para seus investidores.
Contudo, a classificação por atividade proporciona informações que permitem aos usuá-
rios avaliar o impacto de tais atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante 
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de seu caixa e equivalentes. Essas informações podem também ser usadas para avaliar a re-
lação entre essas atividades.
Atendendo a legislação, a DFC deve apresentar os fluxos de caixa de período classificados 
por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
I – Atividades Operacionais
As atividades operacionais são resultantes das receitas e despesas decorrentes da in-
dustrialização, comercialização ou prestação de serviços da empresa. Essas atividades têm 
ligação com o ativo e o passivo circulante (capital circulante), ou seja, com as atividades nor-
mais para a empresa.
O montante dos fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais é um indicador 
chave da extensão na qual as operações da entidade têm gerado suficientes fluxos de caixa 
para amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da entidade, pagar dividendos 
e juros sobre o capital próprio e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de 
financiamento.
Os fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais são basicamente derivados 
das principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, eles geralmente resul-
tam das transações e de outros eventos que entram na apuração do resultado do exercício.
Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:
• Recebimentos pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços;
• Recebimentos decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas;
• Pagamentos a fornecedores de mercadorias e serviços;
• Pagamentos a empregados ou por conta de empregados;
• Recebimentos e pagamentos por seguradora de prêmios e sinistros, anuidades e ou-
tros benefícios da apólice;
• Pagamentos ou restituição de impostos sobre a renda, a menos que possam ser es-
pecificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento; e
• Recebimentos e pagamentos de contratos mantidos para negociação imediata ou dis-
poníveis para venda futura.
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II – Atividades de Investimento
As atividades de investimento são aquelas referentes à aquisição e à venda de ativos de 
longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa, ou seja, são 
os gastos efetuados no ativo não circulante, bem como as entradas por venda de ativos do 
não circulante.
A divulgação em separado dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimen-
to é importante porque tais fluxos de caixa representam a extensão em que as aplicações de 
recursos são feitas pela entidade com a finalidade de gerar resultados e fluxos de caixa no 
futuro.
Exemplos de fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimento são:
• Pagamentos para aquisição de ativo imobilizado, intangível e outros ativos de longo 
prazo. Esses desembolsos incluem os custos de desenvolvimento ativados e ativos 
imobilizados de construção própria;
• Recebimentos resultantes da venda de ativo imobilizado, intangível e outros ativos de 
longo prazo;
• Pagamentos para aquisição de ações ou instrumentos de dívida de outras entidades 
e participações societárias em joint ventures (exceto desembolsos referentes a títulos 
considerados como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação imediata ou 
venda futura);
• Recebimentos provenientes da venda de ações ou instrumentos de dívida de outras en-
tidades e participações societárias em joint ventures (exceto recebimentos referentes 
aos títulos considerados como equivalentes de caixa e os mantidos para negociação);
• Adiantamentos e empréstimos feitos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos 
feitos por instituição financeira);
• Recebimentos por liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos conce-
didos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos de uma instituição financeira);
• Pagamentos por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando tais con-
tratos forem mantidos para negociação imediata ou venda futura, ou os pagamentos 
forem classificados como atividades de financiamento; e
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• Recebimentos por contratos futuros, a  termo, de opção e swap, exceto quando tais 
contratos forem mantidos para negociação imediata ou venda futura, ou os recebimen-
tos forem classificados como atividades de financiamento.
Quando um contrato for contabilizado como proteção (hedge) de uma posição identifi-
cável, os fluxos de caixa do contrato devem ser classificados do mesmo modo como foram 
classificados os fluxos de caixa da posição que estiver sendo protegida.
II – Atividades de Financiamento.
As Atividades de Financiamento são os recursos obtidos do passivo não circulante e do 
patrimônio líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos de curto pra-
zo. As saídas correspondem à amortização destas dívidas e os valores pagos aos acionistas 
a título de dividendos, distribuição de lucros. Essa atividade está relacionada com de onde 
vieram os recursos da empresa além de suas atividades operacionais.
A divulgação separada dos fluxos de caixadecorrentes das atividades de financiamento 
é importante por ser útil para prever as exigências sobre futuros fluxos de caixa pelos for-
necedores de capital à entidade. Exemplos de fluxos de caixa decorrentes das atividades de 
financiamento são:
• Caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais;
• Pagamentos a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade;
• Caixa recebido proveniente da emissão de debêntures, empréstimos, títulos e valores, 
hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos;
• Amortização de empréstimos e financiamentos, incluindo debêntures emitidas, hipote-
cas, mútuos e outros empréstimos de curto e longo prazos; e
• Pagamentos por arrendatário, para redução do passivo relativo a arrendamento mer-
cantil financeiro.
Transações de investimento e financiamento que não envolvem o uso de caixa ou equiva-
lentes de caixa, como por exemplo a conversão de dívidas em ações ou a compra de bens 
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com financiamento, devem ser excluídas da demonstração dos fluxos de caixa; entretanto, 
tais transações devem ser divulgadas nas notas explicativas às demonstrações contábeis, de 
modo que forneçam todas as informações relevantes sobre essas atividades de investimento 
e de financiamento.
Como vimos, a demonstração de fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa du-
rante o período classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamen-
to. Entretanto, é importante atentar para o fato de que uma única transação pode incluir fluxos 
de caixa que são classificados diferentemente.
Abaixo apresento algumas observações importantes na elaboração do fluxo de caixa:
1. O desembolso de caixa para pagamento de um empréstimo inclui tanto os juros como 
o principal, a parte dos juros é classificada como atividade operacional e a parte do principal, 
como atividade de financiamento.
2. Os fluxos de caixa excluem movimentos entre itens que constituem caixa ou equiva-
lentes de caixa porque esses componentes são partes da gestão financeira da entidade e 
não parte de suas atividades operacionais, de investimentos ou de financiamento, ou seja, 
as transferências de recursos entre contas do disponível não serão apresentadas na demons-
tração do fluxo de caixa.
3. Empréstimos bancários são geralmente considerados como atividades de financiamen-
to. Entretanto, saldos bancários a descoberto, decorrentes de empréstimos obtidos por meio 
de instrumentos como cheques especiais ou contas correntes garantidas que são liquidados 
em curto lapso temporal compõem parte integral da gestão de caixa da entidade.
Nessas circunstâncias, saldos bancários a descoberto são incluídos como componente 
de caixa e equivalentes de caixa e não são divulgados na DFC.
4. Os fluxos de caixa referentes a juros, dividendos e juros sobre o capital próprio recebi-
dos e pagos devem ser apresentados separadamente. Cada um deles deve ser classificado 
de maneira uniforme, de período a período, como decorrentes de atividades operacionais, de 
investimento ou de financiamento.
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Os juros pagos e recebidos e os dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos são 
comumente classificados como fluxos de caixa operacionais em instituições financeiras. To-
davia, não há consenso sobre a classificação desses fluxos de caixa para outras entidades.
Os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos aos sócios podem ser classificados 
como fluxo de caixa de financiamento porque são custos da obtenção de recursos financeiros.
O CPC encoraja fortemente essa classificação. Alternativa diferente deve ser seguida de 
nota explicativa evidenciando esse fato.
Assim, a classificação normal é a seguinte:
• Juros normais RECEBIDOS ou PAGOS – Fluxo operacional;
• Juros s/ Capital Próprio e Dividendos RECEBIDOS das investidas – Fluxo operacional.
• Juros s/ Capital Próprio e Dividendos PAGOS aos sócios – Fluxo de Financiamento.
As alternativas citadas no CPC, que devem ser destacadas em notas explicativas, são as 
seguintes:
• Juros Pagos – Atividades de financiamento
• Juros Recebidos – Atividades de investimento
• Dividendos e JSCP Pagos – Atividades operacionais
• Dividendos e JSCP Recebidos – Atividades de investimento
5. Nas transações envolvendo imóveis as operações geralmente são consideradas como 
atividades de investimentos. Todavia, se um imóvel é adquirido com o objetivo de revenda, 
o fluxo de caixa gerado por essa transação é considerado como operacional, por possuir a 
característica de estoques, como numa entidade do ramo imobiliário.
6. As Transações de financiamento e investimento que não envolvem o uso de caixa ou 
equivalentes de caixa não devem ser incluídas na demonstração dos fluxos de caixa, por 
exemplo: aquisição de imóveis a prazo, operações de arrendamento mercantil, aporte de ca-
pital com bens, pagamento de participações nos lucros com instrumentos financeiros etc.
Tais transações devem ser divulgadas nas notas explicativas às demonstrações contá-
beis de modo que forneçam todas as informações relevantes sobre essas atividades de finan-
ciamento e de investimento.
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7. Os fluxos de caixa decorrentes de transações em moeda estrangeira devem ser regis-
trados na moeda funcional da entidade, convertendo-se o montante em moeda estrangeira à 
taxa cambial na data de cada fluxo de caixa. Os fluxos de caixa de uma controlada no exterior 
devem ser convertidos para a moeda funcional da controladora, utilizando-se a taxa cambial 
na data de cada fluxo de caixa.
8. Quando a empresa desconta duplicatas junto a uma instituição financeira, ela está re-
alizando uma operação de gestão financeira operacional, pois está antecipando, junto a uma 
instituição financeira, o recebimento do valor referente às duplicatas a receber. A responsabi-
lidade pela quitação do título continua sendo da empresa e o banco repassa o valor nominal 
das duplicadas descontados da taxa de administração, ou seja, entra no caixa somente o va-
lor líquido. Essa operação normalmente é classificada como atividade operacional (como se a 
empresa tivesse recebido o pagamento da duplicata), pois quando o cliente pagar a duplicata, 
o dinheiro ficará com o banco e não haverá alteração na DFC da empresa.
9. Algumas transações, como a venda de item do imobilizado, podem resultar em ganho 
ou perda, que é incluído na apuração do resultado do exercício. Os fluxos de caixa relativos a 
tais transações são fluxos de caixa provenientes de atividades de investimento.
Entretanto, pagamentos para a produção ou a aquisição de ativos mantidos para aluguel 
a terceiros que, em sequência, sãovendidos, são fluxos de caixa advindos das atividades 
operacionais e os recebimentos de aluguéis e das vendas subsequentes de tais ativos são 
também fluxos de caixa das atividades operacionais.
10. A entidade pode manter títulos e empréstimos para fins de negociação imediata ou 
futura, os quais, no caso, são semelhantes a estoques adquiridos especificamente para re-
venda. Dessa forma, o fluxo de caixa advindo da compra e venda desses títulos é classificado 
como atividade operacional.
Questão 53 (FCC/PREFEITURA DE SALVADOR/CONTADOR/2017) A Cia. Branca tem partici-
pação no Capital Social da Cia. Azul.
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Em dezembro de 2016, a Cia. Azul transferiu à Cia. Branca, R$ 20.000 relativos a juros de ca-
pital próprio da empresa.
Assinale a opção que indica a correta classificação da transação na Demonstração dos Flu-
xos de Caixa da Cia. Branca, dado que a sociedade empresária não divulgou nota explicativa 
evidenciando o tratamento contábil.
a) Caixa e equivalente de caixa.
b) Atividade operacional.
c) Atividade de investimento.
d) Atividade de financiamento.
e) Ajuste do lucro.
Letra b.
O CPC, por meio de seu pronunciamento, encoraja fortemente as entidades a classificarem 
os juros, recebidos ou pagos, e os dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos como 
fluxos de caixa das atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre o capital próprio 
pagos como fluxos de caixa das atividades de financiamento.
O documento destaca ainda que, se for utilizada outra forma de registro, o fato deve ser di-
vulgado em nota explicativa.
A síntese da orientação do CPC é a seguinte:
Juros recebidos e pagos = Atividades Operacionais;
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos = Atividades Operacionais;
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos = Atividades de Financiamento.
Questão 54 (VUNESP/COREN-SP/CONTADOR/2014) Em relação à apresentação da De-
monstração de Fluxo de Caixa, uma única transação pode incluir fluxos de caixa classificados 
em mais de uma atividade. Por exemplo, quando o desembolso de caixa para pagamento de 
empréstimo inclui tanto os juros como o principal, a  parte dos juros pode ser classificada 
como atividade operacional, mas a parte do principal deve ser classificada como
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a) atividade de investimento.
b) atividade geradora de caixa.
c) resultado abrangente.
d) atividade de financiamento.
e) atividade de investimento concomitante com atividade de financiamento.
Letra d.
A obtenção de empréstimos e o pagamento dos empréstimos obtidos são fluxos de caixa das 
atividades de financiamento.
Questão 55 (AOCP/UFPB/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Assinale a alternativa que identifica o 
conceito de Caixa na Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC).
a) Na DFC, a conta caixa é composta meramente pelos saldos das Aplicações Financeiras de 
liquidez futura.
b) O saldo da conta caixa representa unicamente a variação sofrida pela conta Banco referen-
te ao exercício atual e comparando-o com o valor dos dois últimos exercícios sociais.
c) O saldo do caixa representa simplesmente os numerários em espécie da conta caixa 
na DFC.
d) A conta caixa é composta por aplicações financeiras de curto prazo e de alta liquidez.
e) A conta caixa é representada pela soma dos saldos da conta Caixa, conta Banco e das con-
tas de Aplicações Financeiras de liquidez imediata, assim, as aplicações feitas para resgate 
em prazo igual ou inferior a 90 dias.
Letra e.
A assertiva menos errada é a letra e.
O CFC aprovou a NBTG 03 (R3), que trata do fluxo de caixa com base no pronunciamento CPC 
03(R2). Com relação ao assunto, a referida norma apresentou os seguintes conceitos:
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• Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.
• Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que 
são prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a 
um insignificante risco de mudança de valor.
• Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.
Questão 56 (AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) O tratamento contábil conferido na De-
monstração de Fluxos de Caixa (DFC), quanto aos recebimentos e pagamentos de caixa por 
seguradora de prêmios e sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice, deverá ser clas-
sificado na atividade
a) operacional.
b) investimento.
c) financiamento.
d) orçamentária.
e) patrimonial.
Letra a.
Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são basicamente derivados das prin-
cipais atividades geradoras de receita da entidade que afetam o ativo circulante e o passivo 
circulante da empresa.
Portanto, eles geralmente resultam de transações que entram na apuração do lucro líquido ou 
prejuízo do exercício, como receita ou despesa. Por exemplo: os recebimentos e pagamentos 
de caixa por seguradora de prêmios e sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice.
13. métodos de apresentação – direto e indireto
A apresentação da DFC pode ser pelo método direto ou pelo indireto:
• o método direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos brutos e paga-
mentos brutos são divulgados dentro da sua respectiva atividade; ou
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• o método indireto, segundo o qual o lucro líquido ou o prejuízo é ajustado de tal forma 
que apresente quanto que o resultado afetou o fluxo de caixa.
No método direto, são identificadas as movimentações oriundas de entradas ou saídas efetu-
adas no caixa e equivalente, de forma simples, partindo do saldo inicial; enquanto no método 
indireto o lucro líquido ou o prejuízo será ajustado pelos efeitos das transações que alteraram 
o resultado do exercício e que não envolveram o caixa. O  método indireto é semelhante a 
DOAR, é conhecido como método da conciliação.
Método Direto
Pelo método direto, as informações sobre as principais classes de recebimentos brutos e 
de pagamentos brutos podem ser obtidas alternativamente:
a) dos registros contábeis da entidade; ou
b) pelo ajuste das vendas, dos custos dos produtos, mercadorias ou serviços vendidos 
(no caso de instituições financeiras, pela receita de juros e similares e despesa de juros e en-
cargos e similares) e outros itensda demonstração do resultado ou do resultado abrangente 
referentes a:
• variações ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a 
pagar;
• outros itens que não envolvem caixa; e
• outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento e 
de financiamento.
A seguir será apresentada a estrutura de uma demonstração de fluxo de caixa pelo méto-
do direto:
Saldo inicial =
(+/-) Fluxos de caixa das atividades operacionais
(+) Vendas à vista
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CONTABILIDADE GERAL
(+) Recebimentos de duplicatas
(+) Juros recebidos
(+) Dividendos/JSCP recebidos
(-) Pagamentos de duplicatas
(-) Pagamentos de despesas operacionais
(-) Juros pagos
(-) Imposto de renda e contribuição social pagos
(=) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais
(+/-) Fluxos de caixa das atividades de investimento
(-) Aquisição de participações societárias
(-) empréstimos concedidos
(-) Compra de ativo imobilizado/intangível
(+) Venda de ativos não circulante
(+) Recebimento de empréstimo concedido
(+) Recebimento de vendas de intangíveis
(=) Caixa líquido usado nas atividades de investimento
(+/-) Fluxos de caixa das atividades de financiamento
(+) Recebimento pela emissão de ações
(+) Recebimento de empréstimo obtidos
(+) Venda de títulos da empresa
(-) resgate de títulos emitidos pela empresa
(-) Pagamento de financiamentos/empréstimos obtidos
(-) Dividendos/ JSCP pagos
(=) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento
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(=) Saldo final de caixa e equivalentes de caixa
Saldo final do caixa e equivalente
(-) Saldo inicial do caixa e equivalente
(=) Variação do fluxo de caixa
Segundo o CPC, se a empresa apresentar a DFC pelo método direto, deverá apresentar, de 
forma complementar, a conciliação do resultado do exercício às atividades operacionais.
A conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais deve 
ser fornecida, obrigatoriamente, caso a entidade use o método direto para apurar o fluxo líqui-
do das atividades operacionais.
A conciliação deve apresentar, separadamente, por categoria, os principais itens a serem 
conciliados, à semelhança do que deve fazer a entidade que usa o método indireto em relação 
aos ajustes ao lucro líquido ou prejuízo para apurar o fluxo de caixa líquido das atividades 
operacionais.
(+/-)Ajustes das atividades operacionais:
(+) Despesa com depreciação, exaustão e amortização
(+) Perda cambial
(+) Perda na equivalência patrimonial
(+) Despesas de juros não pagas
(-) Aumento nas contas a receber de clientes e outros
(+) Diminuição nos estoques
(-) Diminuição nas contas a pagar – fornecedores
(+) Caixa proveniente de recebimentos
(-) Juros pagos
(-) Imposto de renda e contribuição social pagos
(-) Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos
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(=) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais
Método Indireto
O Método Indireto é aquele no qual o fluxo de caixa operacional é demonstrado a partir do 
resultado do exercício, que será ajustado pelas receitas ou despesas que alteraram o resulta-
do e não alteraram o caixa, são as receitas e despesas não financeiras; também serão ajus-
tadas ao resultado as entradas e saídas de dinheiro do caixa que não alteraram o resultado.
De acordo com o método indireto, o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é 
determinado ajustando o resultado aos efeitos de:
(a) Mudanças ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a 
pagar;
(b) Itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, impostos diferidos, 
variações cambiais não realizadas, resultado de equivalência patrimonial em investimentos e 
participação de minoritários, quando aplicável; e
(c) Todos os outros itens cujos efeitos sobre o caixa sejam fluxos de caixa decorrentes 
das atividades de investimento ou de financiamento.
Em uma sequência lógica no método indireto, devem ser feitos os seguintes ajustes:
1) As despesas que diminuíram o lucro, entretanto não foram pagas, devem ser somadas 
ao lucro do exercício; são as despesa incorridas e não pagas. Como a perda na equivalência 
patrimonial, a depreciação, a amortização e a exaustão entre outras.
2) As receitas que aumentaram o lucro, mas não foram recebidas, devem ser diminuídas 
do lucro no ajuste; são as receitas ganhas e não recebidas, como ganho na equivalência pa-
trimonial, reversão de provisão entre outras.
Esses ajustes são feitos porque, como as despesas não foram pagas e as receitas não foram 
recebidas, o lucro líquido financeiro é diferente do lucro econômico apresentado.
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Por exemplo, uma despesa com depreciação diminui o lucro econômico, contudo, como não 
houve a saída de dinheiro, o  lucro financeiro foi maior, nesse caso o valor da despesa será 
adicionado ao lucro econômico para fins de ajuste.
Outro exemplo é a reversão de uma provisão para perda; a reversão é considerada uma receita 
na DRE, aumentando o lucro da empresa sem a entrada de dinheiro, no ajuste feito na DFC, 
o  valor revertido deverá ser diminuído do lucro econômico para assim encontrar qual foi o 
lucro financeiro efetivamente recebido no caixa.
3) Deverão ser ajustadas ao resultado as variações ocorridas no ativo circulante e no 
passivo circulante que representaram entradas ou saídas de dinheiro que estão relacionadas 
com as atividades operacionais da empresa, em regra, recebimentos e pagamentos, contudo, 
não movimentaram o resultado do exercício. Alteraram o caixa, mas não alteraram o resulta-
do econômico.
O raciocínio desse ajuste é que, quando há um aumento nos ativos circulantes operacio-
nais (estoques, contas a receber, despesas antecipadas), foi usado dinheiro do caixa para 
comprar os estoques ou conceder crédito a clientes ou pagar uma despesa antecipada. No 
entanto, se os estoques, contas a receber ou despesas antecipadas diminuíram é porque a 
empresa está tendo receita ou recebimento de clientes.
Os aumentos do ativo circulante usam recursos do caixa e serão diminuídos no ajuste, as di-
minuições do ativo circulante representam entradas na conta caixa e serão aumentadas no 
ajuste.
Os aumentos do passivo circulante operacionaltêm o efeito contrário ao do ativo circu-
lante. Quando as contas a pagar e as receitas antecipadas têm o seu saldo aumentado, é sinal 
que está entrando dinheiro no caixa, de forma direta ou indireta, os credores concedem crédi-
tos, assim o dinheiro na conta caixa é liberado para outras atividades.
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Quando o passivo circulante operacional diminui, é sinal que está existindo um pagamen-
to, saindo dinheiro do caixa.
Os aumentos do passivo circulante produzem caixa e serão adicionados ao lucro, as diminui-
ções do passivo circulante representam saídas de recursos e serão diminuídas no ajuste ao 
lucro líquido.
Guardem o seguinte:
I – Se o ativo circulante operacional (créditos/estoques/despesas antecipadas) aumen-
tou, diminui o valor no ajuste ao lucro.
II – Se o ativo circulante operacional (créditos/estoques/despesas antecipadas) diminuiu, 
aumenta o valor no ajuste ao lucro.
III – Se o passivo circulante operacional (contas a pagar/impostos a pagar/fornecedores) 
aumentou, aumenta o valor no ajuste.
IV – Se o passivo circulante operacional (contas a pagar/impostos a pagar/fornecedores) 
diminuiu, diminui o valor no ajuste.
4) Deverão ser ajustados os ganhos (diminuídos) e a perdas (aumentadas) oriundas das 
atividades de investimento e financiamento.
Esse ajuste se dá porque os ganhos ou perdas afetam o resultado do exercício, contudo, 
não estão relacionadas com as atividades operacionais. Eles deverão ser apresentados nos 
respectivos fluxos de sua atividade.
Por exemplo:
Uma empresa vende um veículo do imobilizado de R$ 50.000 por R$ 70.000 à vista.
Segundo as normas contábeis, a  empresa deverá reconhecer na DRE os R$ 20.000 como 
ganho na venda do imobilizado, em outras receitas. Notem que o resultado será aumentado 
em R$20.000.
Na DFC, no fluxo das atividades de investimento, a  empresa irá registrar uma entrada de 
dinheiro de R$ 70.000.
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Assim, se o ganho não for diminuído do resultado, ele será registrado em duplicidade, dentro 
do lucro e nas atividades de investimento.
Todos esses ajustes fazem parte das atividades operacionais. As demais atividades de inves-
timento e de financiamento serão elaboradas da mesma forma que a elaboração do método 
direto, usando-se para tanto os dados do Balanço Patrimonial.
A seguir apresento a estrutura da DFC pelo método indireto.
Resultado Líquido do Exercício
(+/-)Ajustes das receitas e despesas não financeiras:
(+) Despesa com depreciação, exaustão e amortização
(+) Perda cambial
(+) Perda na equivalência patrimonial
(+) Despesas de juros não pagas
(-) ganho na equivalência patrimonial
(-) reversão de provisões
(=) Resultado do exercício ajustado
(+/-) Ajustes das atividades operacionais:
(+) Diminuição nas contas a receber
(+) Diminuição no estoque
(+) Diminuição nas despesas antecipadas
(-) Aumento nas contas a receber de clientes e outros
(-) Aumento nos estoques
(-) Aumento nas despesas antecipadas
(+) Aumento em contas a pagar
(+) Aumento em fornecedores
(-) Diminuição nas contas a pagar – fornecedores
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
(+/-) Ajustes de ganhos e perdas nas atividades de investimento/financiamento
(+) Perda nas atividades de investimento/financiamento
(-) Ganho nas atividades de investimento/financiamento
(=) Fluxo de caixa das atividades operacionais
(+/-) Fluxos de caixa das atividades de investimento
(-) Aquisição de ações de outras empresas
(-) Compra de ativo imobilizado
(-) Aplicação em intangíveis
(+) Recebimento pela venda de imobilizados
(+) Recebimento de empréstimos concedidos
(+) Vendas de intangíveis
(=) Caixa líquido usado nas atividades de investimento
(+/-) Fluxos de caixa das atividades de financiamento
(+) Recebimento pela venda de títulos da empresa
(+) Obtenção de empréstimos
(+) financiamentos em geral
(-) Pagamento de financiamentos
(-) Pagamento de empréstimos obtidos
(-) resgate de títulos da empresa
(=) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento
(=) Saldo final de caixa e equivalente de caixa
Nos ajustes ao resultado apresentado pelo método indireto, também deverão ser excluídos os 
ganhos relacionados com as atividades de financiamento ou investimento que foram recebidos.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Exemplo prático fluxo de caixa – método direto e indireto
A empresa Claudio Zorzo S/A apresenta inicialmente os seguintes saldos contábeis:
Banco – 100.000
Duplicatas a receber – 80.000
Financiamentos – 80.000
Capital Social – 100.000
No decorrer do mês, realizou as seguintes operações:
1) comprou 100.000 em mercadorias com ICMS de 20.000, sendo 50.000 à vista;
2) comprou um veículo por 40.000 a prazo;
3) obteve um empréstimo de 60.000;
4) recebeu 60.000 das duplicatas com juros de 10%;
5) apropriou o aluguel do mês de 10.000;
6) pagou os juros do financiamento de 8.000;
7) vendeu à vista o estoque por 200.000 com ICMS de 40.000;
8) emprestou 20.000 para receber a longo prazo;
9) comprou à vista um imóvel por 100.000;
10) aceitou um novo sócio com 100.000 em dinheiro;
11) apropriou os salários do mês de 10.000.
O objetivo do exercício é lembrar os lançamentos e as fórmulas, elaborar o fluxo de caixa 
direto e indireto.
A) Efetuar os lançamentos dos fatos
1) Comprou 100.000 em mercadorias com ICMS de 20.000, sendo 50.000 à vista;
D – estoque = 80.000
D – ICMS a recuperar = 20.000
C – banco = 50.000
C – fornecedores = 50.000
Lançamento de 4ª fórmula sendo fato permutativo.
2) Comprou um veículo por 40.000 a prazo;
D – veículo = 40.000
C – financiamento = 40.000
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Lançamento de 1ª fórmula fato permutativo.
3) Obteve um empréstimo de 60.000;
D – banco = 60.000
C – empréstimos a pagar = 60.000
Lançamento de 1ª fórmula fato permutativo.
4) Recebeu 60.000 das duplicatas com juros de 10%;
D – banco – 66.000
C – receitafinanceira – 6.000
C – duplicatas a receber – 60.000
Lançamento de 2ª fórmula fato misto aumentativo.
5) Apropriou o aluguel do mês de 10.000;
D – despesa de aluguel = 10.000
C – aluguel a pagar = 10.000
Lançamento de 1ª fórmula fato modificativo diminutivo.
6) Pagou os juros do financiamento de 8.000;
D – despesas de juros = 8.000
C – banco – 8.000
Lançamento de 1ª fórmula fato modificativo diminutivo.
7) Vendeu à vista o estoque por 200.000 com ICMS de 40.000;
D – banco = 200.000
D – CMV = 80.000
D – ICMS sobre vendas = 40.000
C – ICMS a recolher = 40.000
C – Estoque = 80.000
C = receita de vendas = 200.000
Lançamento de 4ª fórmula fato misto aumentativo.
8) Emprestou 20.000 para receber a longo prazo;
D – empréstimo a receber “LP” = 20.000
C – Banco = 20.000
Lançamento de 1ª fórmula fato permutativo.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
9) Comprou à vista um imóvel por 100.000;
D – imóvel = 100.000
C – banco = 100.000
Lançamento de 1ª fórmula fato permutativo.
10) Aceitou um novo sócio com 100.000 em dinheiro;
D – banco = 100.000
C – capital social = 100.000
Lançamento de 1ª fórmula fato modificativo aumentativo.
11) Apropriou os salários do mês de 10.000.
D – despesa com salários = 10.000
C – salários a pagar = 10.000
Lançamento de 1ª fórmula fato modificativo diminutivo.
B) Elaborar o Balanço Patrimonial
Ativo circulante Passivo circulante
Banco – 348.000 financiamento – 120.000
Duplicata a receber – 20.000 fornecedor – 50.000
ICMS a recuperar – 20.000 empréstimos – 60.000
 aluguel a pagar – 10.000
 ANC salários a pagar – 10.000
 ICMS a recolher – 40.000
Empréstimos concedidos – 20.000
Veículo – 40.000
Imóvel – 100.000 Patrimônio Líquido
 capital social – 200.000
lucro acumulado – 58.000 
Total do ativo = 548.000 Total Passivo + PL = 548.000
C) Elaborar a DRE
RBV = 200.000
(-) DEDUÇÃO =
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
ICMS sobre vendas (40.000)
(=) RLV = 160.000
(-) CMV = (80.000)
(=) Lucro Operacional Bruto = 80.000
(-) Despesas operacionais = (28.000)
Despesa de aluguel = 10.000
Juros pagos = 8.000
Salários = 10.000
(+) Receitas operacionais = 6.000
Juros recebidos = 6.000
(=) Lucro Operacional Líquido = 58.000
D) Elaborar o Fluxo de Caixa Direto
Nesse método somente serão relacionadas as entradas e saídas de dinheiro, de acordo 
com as atividades, partindo do saldo inicial do disponível.
Saldo inicial do disponível = 100.000
Atividades operacionais = 208.000
(+) vendas à vista = 200.000
(+) recebimento de duplicatas = 66.000
(-) pagamento de juros = 8.000
(-) compra mercadoria = 50.000
Atividades de financiamento = 160.000
(+) obtenção de empréstimos = 60.000
(+) aporte de capital social = 100.000
Atividades de investimentos = (120.000)
(-) Empréstimos concedidos – 20.000
(-) Compras de imóvel – 100.000
Saldo final do disponível = 348.000
A variação do fluxo de caixa foi de 248.000
E) Elaborar o fluxo de caixa indireto
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Na elaboração do fluxo de caixa indireto, deve ser ajustado o LLE à movimentação do dis-
ponível para destacar a influência do resultado nas atividades operacionais.
O macete é tratar das movimentações do Circulante da seguinte maneira:
I – Se o ativo circulante aumentou, diminui o valor no ajuste ao lucro.
II – Se o ativo circulante diminuiu, aumenta o valor no ajuste ao lucro.
III – Se o passivo circulante aumentou, aumenta o valor no ajuste.
IV – Se o passivo circulante diminuiu, diminui o valor no ajuste.
Para aplicar esse macete, devemos excluir as variações do circulante que foram afetadas 
pelo aumento ou diminuição do não circulante, ou seja, retirar as variações que se originaram 
das atividades de financiamento e de investimentos.
LLE – 58.000
Ajustes das atividades operacionais = + 150.000
(-) aumentos do ativo circulante = (20.000)
ICMS a recuperar = 20.000
(+) diminuições do ativo circulante = 60.000
Variação de duplicatas a receber = 60.000
(+) aumentos do passivo circulante = 110.000
Aumento de fornecedor = 50.000
Aumento de aluguel a pagar = 10.000
Aumento de salários a pagar = 10.000
Aumento de ICMS a recolher = 40.000
Fluxo de caixa gerado nas atividades operacionais = 208.000
Não entram nesse ajuste os aumentos e diminuições do circulante que foram afetados pelos 
aumentos ou diminuições do não circulante, como, por exemplo:
a) Aumento do financiamento pela compra de veículo; esse valor não está nas atividades 
operacionais.
b) Aumento dos empréstimos a pagar; esse valor é das atividades de financiamento.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Atividades de financiamento = 160.000
(+) obtenção de empréstimos = 60.000
(+) aporte de capital social = 100.000
Atividades de investimentos = (120.000)
(-) Empréstimos concedidos – 20.000
(-) Compras de imóvel – 100.000
Variação do fluxo de caixa = 248.000
(FCC/TRT 11ª REGIÃO/CONTADOR/2017) Para responder às questões a seguir, considere as 
informações abaixo. A Cia. Premium apresentou as seguintes demonstrações contábeis:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Informações Adicionais:
• As despesas com juros não foram pagas.
• O terreno foi vendido à vista.
• O aumento de capital foi realizado com os seguintes recursos: R$30.000,00 em dinheiro 
e o restante com reservas de lucros.
• Não houve pagamento de financiamentos.
Questão 57 (FCC/TRT 11ª REGIÃO/CONTADOR/2017) Com base nessas informações, as Ati-
vidades Operacionais, em 2016,
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Demonstração do Resultado do ExercícioCONTABILIDADE GERAL
a) consumiram caixa de R$ 49.000,00.
b) geraram caixa de R$ 179.000,00.
c) geraram caixa de R$ 195.000,00.
d) consumiram caixa de R$ 19.000,00.
e) consumiram caixa de R$ 59.000,00.
Letra a.
A questão trata do fluxo indireto e nesse método devemos começar pelo resultado do exercí-
cio e ajustar o resultado ao fluxo operacional, somando as despesas não pagas e diminuindo 
as receitas não recebidas. Também devemos retirar ganhos ou perdas relacionadas com as 
atividades de investimento ou de financiamento, assim, teremos o resultado ajustado. Essas 
informações estão na DRE.
Depois devemos adicionar os recebimentos e diminuir os pagamentos operacionais que não 
transitaram pelo caixa. Essas informações estão no BP.
Observações:
1) Com o aumento de financiamento a pagar, a empresa apropriou uma despesa financeira de 
R$10.000,00 e, nas informações adicionais, está apresentado que não houve pagamento de 
juros nem de financiamento.
2) Os dividendos a pagar devem ser classificados como atividade de financiamento, assim, 
o valor não entra no ajuste.
Lembrem da teoria CLAUDIANA e retirem os dados do balanço patrimonial:
I – Se o ativo circulante operacional aumentou, diminui o valor no ajuste ao lucro.
II – Se o ativo circulante operacional diminuiu, aumenta o valor no ajuste ao lucro.
III – Se o passivo circulante operacional aumentou, aumenta o valor no ajuste.
IV – Se o passivo circulante operacional diminuiu, diminui o valor no ajuste.
Lucro Líquido 200.000
(+) Despesa financeira (juros) 10.000
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
(+) Despesa de depreciação 20.000
(+) Despesa com provisões 10.000
(-) resultado equivalência patrimonial (15.000)
(-) Ganho venda de terreno (30.000)
(=) Resultado líquido ajustado 195.000
(-) aumento de duplicatas a Receber (50.000)
(-) aumento do estoque (40.000)
(-) aumento despesa antecipada (24.000)
(-) diminuição de fornecedores (70.000)
(-) diminuição de salários a pagar (40.000)
(-) diminuição adiantamento de clientes (20.000)
(=) Fluxo de caixa operacional (49.000)
O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 49.000,00.
Questão 58 (FCC/TRT 11ª/CONTADOR/2017) Com base nessas informações, as Atividades 
de Financiamento, em 2016, geraram caixa, em reais, de
a) 10.000,00.
b) 60.000,00.
c) 30.000,00.
d) 40.000,00.
e) 50.000,00.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra c.
Para calcular o fluxo de financiamento, não existe necessidade de nenhum ajuste, basta iden-
tificar os recebimentos e pagamentos que estão relacionados com o passivo não circulante 
e com o patrimônio líquido.
Com base nas informações, a única atividade que afetou o fluxo de financiamento foi a inte-
gralização de capital social de R$ 30.000,00 em dinheiro. Os dividendos a pagar não foram 
pagos, assim, não afetaram o fluxo de caixa.
Questão 59 (FGV/PREFEITURA DE CUIABÁ/AUDITOR-FISCAL/2016) De acordo com as nor-
mas contábeis vigentes no Brasil, assinale a opção que indica a correta classificação contábil 
das perdas estimadas em contas a receber.
a) Redutora da receita de vendas na Demonstração do Resultado do Exercício.
b) Passivo no Balanço Patrimonial.
c) Atividade Operacional na Demonstração dos Fluxos de Caixa (método direto).
d) Ajuste positivo no lucro líquido na conciliação entre o lucro e o caixa na Demonstração dos 
Fluxos de Caixa (método indireto).
e) Distribuição do valor adicionado para financiadores na Demonstração do Valor Adicionado.
Letra d.
A conta perdas estimadas em contas a receber é uma despesa relacionado com a provável 
perda por inadimplência; seu registro terá como contrapartida uma conta redutora do ativo.
Como é uma despesa considerada econômica e não financeira, pois diminui o resultado sem 
afetar o caixa da empresa, na apresentação da DFC pelo método indireto, o valor registrado 
será adicionado ao lucro líquido.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
A classificação completa da conta é:
• despesa operacional na DRE;
• redutora da receita de vendas na DVA;
• ajuste positivo na DFC pelo método indireto.
Questão 60 (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/AUDITOR-FISCAL/2014) Os 
seguintes dados foram extraídos do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado da 
Cia. Ametista, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2013, sendo que as variações foram 
calculadas em relação aos valores de 31/12/2012:
Aumento de Contas a Pagar................................... 100.000,00
Lucro Líquido do Exercício...................................... 480.000,00
Aumento de Fornecedores........................................ 20.000,00
Despesas de Depreciação do Imobilizado............. 170.000,00
Aumento de Recebíveis............................................. 60.000,00
Diminuição dos Estoques.......................................... 50.000,00
Resultado Negativo da Equivalência Patrimonial.. 110.000,00
Considerando-se apenas esses dados, pode-se concluir que o Fluxo de Caixa das ativida-
des operacionais da companhia representou uma entrada de caixa e equivalentes-caixa, em 
R$, de:
a) 870.000,00
b) 990.000,00.
c) 860.000,00.
d) 800.000,00
e) 910.000,00.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra a.
No fluxo de caixa pelo método indireto, devemos começar pelo resultado do exercício e ajus-
tar o resultado ao fluxo operacional, somando as despesas não pagas e diminuindo as recei-
tas não recebidas, assim teremos o resultado ajustado.
Depois devemos adicionar os recebimentos e diminuir os pagamentos que não transitaram 
pelo caixa. Lembre-se da teoria CLAUDIANA:
Se o ativo circulante operacional aumentou, diminui o valor no ajuste ao lucro.
Se o ativo circulante operacional diminuiu, aumenta o valor no ajuste ao lucro.
Se o passivo circulante operacional aumentou, aumenta o valor no ajuste.
Se o passivo circulante operacional diminuiu, diminui o valor no ajuste.
Lucro Líquido = 480.000
(+) Depreciação = 170.000
(+) Resultado negativo da EP = 110.000
(=) Lucro ajustado = 760.000
(-) Aumento recebíveis – AC aumentou = (60.000)
(+) diminuição de Estoques – AC diminuiu = 50.000
(+) Aumento Fornecedores – PC aumentou = 20.000
(+) Aumento de contas a pagar – PC aumentou = 100.000
(=) Fluxo Caixa Operacional = 870.000
Questão 61 (FCC/PREFEITURA DE TERESINA/CONTADOR/2016) A Demonstração do Resul-
tado parao ano de 2015 da empresa Produtos Naturais de Beleza S.A. é a seguinte:
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CONTABILIDADE GERAL
Os saldos, em reais, de algumas contas encontradas nos Balanços Patrimoniais de 31/12/2014 
e 31/12/2015 da empresa Produtos Naturais de Beleza S.A. são os seguintes:
Sabe-se que, durante o ano de 2015, a empresa não pagou as despesas financeiras, a des-
pesa com imposto de renda de 2015 será paga em 2016 e não havia nenhuma outra conta no 
passivo nos dois Balanços Patrimoniais.
O Caixa das Atividades Operacionais gerado pela empresa, no ano de 2015, foi, em reais,
a) 3.400 (positivo).
b) 3.200 (positivo).
c) 51.200 (positivo).
d) 8.000 (positivo).
e) 31.400 (positivo).
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra a.
A questão trata do fluxo indireto. Nesse método devemos começar pelo resultado do exercí-
cio e ajustar o resultado ao fluxo operacional, somando as despesas não pagas e diminuindo 
as receitas não recebidas; também devemos retirar ganhos ou perdas relacionadas com as 
atividades de investimento ou de financiamento, assim, teremos o resultado ajustado. Essas 
informações estão na DRE.
Depois devemos adicionar os recebimentos e diminuir os pagamentos operacionais que não 
transitaram pelo caixa. Essas informações estão no BP.
Lembre-se da teoria CLAUDIANA e retire os dados do balanço patrimonial:
I – Se o ativo circulante operacional aumentou, diminui o valor no ajuste ao lucro.
II – Se o ativo circulante operacional diminuiu, aumenta o valor no ajuste ao lucro.
III – Se o passivo circulante operacional aumentou, aumenta o valor no ajuste.
IV – Se o passivo circulante operacional diminuiu, diminui o valor no ajuste.
Lucro Líquido 19.200
(+) Despesa financeira (juros não pagos) 48.000
(+) Despesa de depreciação 24.000
(-) resultado equivalência patrimonial (12.000)
(-) Ganho venda de terreno (28.000)
(=) Resultado líquido ajustado 51.200
(-) aumento de valores a receber (40.000)
(-) aumento do estoque (32.000)
(+) aumento de fornecedores 19.400
(+) aumento de IR a pagar 4.800
(=) Fluxo de caixa operacional 3.400,00
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 62 (UFG-MG/UFG-MG/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Um analista de demonstrações 
contábeis, com o propósito de identificar as origens de caixa de atividades operacionais de 
uma indústria de calçados, encontrou as seguintes informações na demonstração dos fluxos 
de caixa, relativas ao ano de 2018.
I – Aumento de R$ 150.000,00 na conta Clientes 
II – Diminuição de R$ 80.000,00 nos Estoques
III – Compra de Imóveis à vista no valor de R$ 400.000,00
IV – Aumento de R$ 120.000,00 em Fornecedores
V – Realização de empréstimos de longo prazo no valor de R$ 280.000,00
Os itens representativos de origens de caixa de atividades operacionais totalizam
a) R$ 200.000,00.
b) R$ 480.000,00.
c) R$ 70.000,00.
d) R$ 150.000,00.
Letra a.
Para responder lembrem-se do seguinte macete da TEORIA CLAUDIANA:
I – Se o ativo circulante aumentou, foi aplicação.
II – Se o ativo circulante diminuiu, foi origem.
III – Se o passivo circulante aumentou, foi origem.
IV – Se o passivo circulante diminuiu, foi aplicação.
I – Aumento de R$ 150.000,00 na conta Clientes = aplicação
II – Diminuição de R$ 80.000,00 nos Estoques = origem
III – Compra de Imóveis à vista no valor de R$ 400.000,00 = aplicação de investimento
IV – Aumento de R$ 120.000,00 em Fornecedores = origem
V – Realização de empréstimos de longo prazo no valor de R$ 280.000,00 = origem de finan-
ciamento
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
As origens das atividades operacionais totalizaram $ 200.000,00
II – Diminuição de R$ 80.000,00 nos Estoques = origem
IV – Aumento de R$ 120.000,00 em Fornecedores = origem
Questão 63 (IF-PA/IF-PA/TÉCNICO CONTÁBIL/2019) Considerando os dados do Balanço 
Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício, elabore Demonstração do Fluxo de 
Caixa, demonstrando apenas o Caixa Líquido das Atividades Operacionais, em 31 de janeiro 
de 2019.
Considerando os dados do Balanço Patrimonial de 31/12/2018, do Balanço Patrimonial de 
31/1/2019 e da Demonstração do Resultado do Exercício de 31/1/2019, podemos afirmar 
que na elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC, o valor do Caixa Líquido das 
Atividades Operacionais, em 31 de janeiro de 2019 é de:
a) R$ 13.000,00
b) (R$ 37.000,00)
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
c) R$ 30.000,00
d) (R$ 17.000,00)
e) (R$ 15.000,00)
Letra c.
Para resolver a questão, basta ajustar o LLE às atividades operacionais, diminuindo as recei-
tas operacionais ganhas e não recebidas e somando as despesas operacionais incorridas e 
não pagas, bem como os ganhos e perdas de atividades de investimento ou de financiamento; 
depois devemos ajustar o lucro ajustado às atividades operacionais.
(=) LLE = 75.000
(+) depreciação = 5.000
(+) encargos sociais = 9.000
(+) impostos sobre vendas = 19.000
(=) Lucro Ajustado = 108.000
(-) aumento de duplicatas a receber = (220.000)
(+) diminuição do estoque = 100.000
(+) aumento de fornecedores = 6.000
(+) aumento de salários a pagar = 36.000
(=) Fluxo de caixa operacional = 30.000
Questão 64 (FCC/AL-MS/CONTADOR/2016) A Cia. Falta Caixa apresentou a seguinte De-
monstração do Resultado do Exercício referente ao ano de 2015:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Com base nos dados apresentados acima, na elaboração da Demonstração dos Fluxos de 
Caixa pelo Método Indireto, o Lucro Líquido Ajustado pelos efeitos das transações que não 
envolvemcaixa e pelos efeitos de itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa 
das atividades de investimento ou de financiamento tem o valor de, em reais,
a) 98.000,00.
b) 86.000,00.
c) 80.000,00.
d) 104.000,00.
e) 90.000,00.
Letra b.
Questão semelhante às anteriores, que trata do fluxo de caixa operacional pelo método indireto.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Contudo, como não tem informações do BP, devemos somente ajustar o lucro somando as 
despesas não pagas e diminuindo as receitas não recebidas; e retirar ganhos ou perdas rela-
cionadas com as atividades de investimento ou de financiamento. Assim teremos o resultado 
ajustado. Essas informações estão na DRE.
Lucro Líquido 88.000
(+) Despesa de depreciação 10.000
(+) perda venda de terreno 6.000
(-) resultado equivalência patrimonial (18.000)
(=) Resultado líquido ajustado 86.000
Questão 65 (FCC/MANAUSPREV/CONTADOR/2015) Na elaboração da Demonstração dos 
Fluxos de Caixa pelo método indireto, são tratados como ajuste de resultado
a) as perdas estimadas para crédito de liquidação duvidosa e as comissões e prêmios pagos 
antecipadamente mesmo, quando classificadas no circulante.
b) as perdas estimadas para redução ao valor recuperável dos estoques e as recuperações de 
perdas com clientes.
c) os ganhos com alienação de imobilizado e as perdas estimadas para redução ao valor re-
cuperável de imobilizados em andamento.
d) depreciação anual de propriedades para investimentos e gastos com pesquisas de merca-
do e de opinião.
e) mais valia sobre os ativos líquidos das investidas – ágio por rentabilidade futura e depre-
ciações e amortizações acumuladas de imobilizados.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra c.
No método indireto, são ajustados ao resultado as receitas e despesas econômicas que não 
afetaram o caixa, ou seja, receita não recebida e despesa não paga, e os ganhos e perdas que 
estão relacionados com as atividades de investimento e financiamento.
A resposta correta é a letra “C”, pois o ganho na venda de imobilizado é uma receita que já foi 
registrada nas atividades de investimento e as perdas por recuperabilidade não afetam o caixa.
Os demais fatos têm o seguinte tratamento:
• Perdas estimadas para crédito de liquidação duvidosa são ajustadas.
• Comissões e prêmios pagos antecipadamente são ajustes operacionais.
• As recuperações de perdas com clientes são receitas.
• Depreciação anual de propriedades para investimentos é ajustada ao resultado
• Gastos com pesquisas de mercado e de opinião é uma despesa e quando paga não 
precisa de ajuste.
• Mais valia sobre os ativos líquidos das investidas – ágio por rentabilidade futura, a mais 
não é ajustada, pois é um intangível.
Questão 66 (FCC/MANAUSPREV/CONTADOR/2015) Uma empresa adquiriu, em 31/12/2012, 
um imóvel por R$ 450.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada deste imóvel na data 
de aquisição foi 25 anos e o valor residual R$ 25.000,00. Em 31/12/2014, a empresa vendeu o 
imóvel, à vista, obtendo um lucro com a venda de R$ 24.000,00. Sabendo-se que a empresa, 
para o cálculo da depreciação, utilizou o método das quotas constantes, na Demonstração 
dos Fluxos de Caixa referente a 2014, deve ser evidenciado um caixa oriundo das atividades
a) operacionais de R$ 24.000,00.
b) de investimentos de R$ 416.000,00.
c) de financiamento de R$ 415.000,00.
d) operacionais de R$ 440.000,00.
e) de investimentos de R$ 440.000,00.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra e.
Em 2012 a compra do imóvel à vista será apresentada no fluxo de investimento.
Após a compra, o imóvel depreciou nos anos de 2013 e 2014.
Calcular a depreciação acumulada
Depreciação anual = (Valor do Bem – Valor Residual) / vida útil
Depreciação anual = (450.000 – 25.000) / 25 anos
Depreciação anual = 17.000
Calcular a depreciação acumulada
Depreciação acumulada = 17.000 x 2 anos = 34.000
Calcular o valor contábil do bem
Imóvel = 450.000
(-) Dep. Acumulada = (34.000)
(=) valor contábil = 416.000
O enunciado informa que a empresa vendeu o imóvel com ganho de $ 24.000,00; assim, o va-
lor de venda foi de $ 440.000,00.
No fluxo de caixa o fato irá gerar um fluxo positivo nas atividades de investimento de $ 
440.000,00 e um ajuste negativo no resultado do exercício no valor de $24.000, pela retirada 
do ganho na venda do imobilizado como ajuste nas atividades operacionais.
Questão 67 (FCC/SEFAZ-GO/AFRE/2018) São apresentados a seguir os Balanços Patrimo-
niais em 31/12/2015 e 31/12/2016, e a Demonstração do Resultado do ano de 2016 da em-
presa Comércio de Produtos Populares S.A. (valores expressos em reais):
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Considerando que as despesas financeiras não foram pagas em 2016, o fluxo de Caixa das 
Atividades Operacionais de 2016 foi, em reais,
a) 147.600,00 (negativo).
b) 207.600,00 (negativo).
c) 63.600,00 (negativo).
d) 111.600,00 (negativo).
e) 123.600,00 (negativo).
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra a.
A questão trata do fluxo indireto e nesse método devemos começar pelo resultado do exercí-
cio e ajustar o resultado ao fluxo operacional, somando as despesas não pagas e diminuindo 
as receitas não recebidas; também devemos retirar ganhos ou perdas relacionadas com as 
atividades de investimento ou de financiamento, assim, teremos o resultado ajustado. Essas 
informações estão na DRE.
Depois devemos adicionar os recebimentos e diminuir os pagamentos operacionais que não 
transitaram pelo caixa. Essas informações estão no BP.
Lembre-se da teoria CLAUDIANA e retire os dados do balanço patrimonial:
I – Se o ativo circulante operacional aumentou, diminui o valor no ajuste ao lucro.
II – Se o ativo circulante operacional diminuiu, aumenta o valor no ajuste ao lucro.
III – Se o passivo circulante operacional aumentou, aumenta o valor no ajuste.
IV – Se o passivo circulante operacional diminuiu, diminui o valor no ajuste.LLE = 124.800,
(+) Depreciação= 72.000,
(+) Despesas Financeiras = 60.000, (Não foram pagas)
(–) Resultado de Equivalência Patrimonial = (36.000,)
(–) Lucro na Venda de Imóveis = (84.000,) (é atividade de investimento)
(+) despesa com Imposto de Renda = 31.200,00
(=) Lucro Ajustado = 168.000,
(–) Aumento de contas a receber = (240.000,)
(–) Aumento do saldo de estoques = (112.000,)
(–) Aumento do saldo de adiantamento a fornecedores = (80.000,)
(+) Aumento de fornecedores = 116.400,
(=) Fluxo de caixa Operacional = (R$ 147.600,00)
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 68 (FCC/PREFEITURA DE RECIFE/ANALISTA CONTÁBIL/2019) Os Balanços Patrimo-
niais de 31/12/2017 e 30/6/2018, bem como a Demonstração do Resultado do primeiro se-
mestre de 2018 da Cia. A são apresentados a seguir:
Informações Adicionais:
• A despesa financeira (juros) não foi paga.
• O terreno foi vendido à vista.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
O fluxo de caixa decorrente das Atividades Operacionais apurado no primeiro semestre de 2018 
pela Cia. A foi, em reais,
a) 50.000,00, negativo.
b) 40.000,00, negativo.
c) 8.000,00, negativo.
d) 2.000,00, positivo.
e) 35.000,00, positivo.
Letra a.
Para resolver a questão, basta ajustar o LLE às atividades operacionais, diminuindo as recei-
tas operacionais ganhas e não recebidas e somando as despesas operacionais incorridas e 
não pagas, bem como os ganhos e perdas de atividades de investimento ou de financiamento; 
depois devemos ajustar o lucro ajustado às atividades operacionais.
(=) LLE = 105.000
(+) depreciação = 30.000
(-) lucro na venda do terreno = (10.000) (é atividade de investimento)
(+) despesas financeiras = 20.000 (não foram pagas)
(+) despesa com IR = 5.000
(=) Lucro Ajustado = 150.000
(-) aumento de duplicatas a receber = (60.000)
(+) diminuição do estoque = 15.000
(-) aumento de adiantamentos a fornecedores = (85.000)
(-) diminuição de fornecedores a pagar = (70.000)
(=) Fluxo de caixa operacional = (50.000)
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 69 (FCC/AFAP/CONTADOR/2019) A Empresa de Segurança Maduro S.A. apresen-
tou a Demonstração do Resultado do ano de 2017 e os Balanços Patrimoniais em 31/12/2016 
e 31/12/2017 a seguir:
Sabe-se que no ano de 2017 a empresa não vendeu investimentos nem máquinas, não liqui-
dou qualquer empréstimo, não pagou as despesas financeiras do ano e o aumento de capital 
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
foi em dinheiro. Se os imóveis não são depreciados, os valores no ano de 2017, correspon-
dentes ao Caixa das atividades operacionais e ao Caixa das atividades de financiamentos 
foram, respectivamente, em reais:
a) 17.300 (negativo) e 52.000 (positivo).
b) 5.300 (negativo) e 52.000 (positivo).
c) 5.300 (negativo) e 72.000 (positivo).
d) 12.300 (negativo) e 52.000 (positivo).
e) 12.300 (negativo) e 72.000 (positivo).
Letra e.
Primeiro passo é ajustar o LLE com as atividades operacionais, da seguinte forma:
(=) LLE = 9.100
(+) depreciação = 6.000
(-) resultado de equivalência patrimonial = (3.000)
(+) despesas financeiras = 5.000
(-) lucro na venda de imóveis = (7.000)
(+) despesa com IR = 3.900
(=) Lucro ajustado = 14.000
(-) Aumento de valores a receber de clientes = (20.000)
(-) Aumento do estoque = (16.000)
(+) aumento de fornecedores a pagar = 9.700
(=) Fluxo de caixa operacional = (12.300)
O segundo passo é apurar o fluxo de financiamento, considerando que as despesas financei-
ras não foram pagas e estão dentro do valor de empréstimos a pagar e o aumento do capital 
social foi em dinheiro; assim o fluxo de financiamento é o seguinte:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
(+) aumento de empréstimos a pagar = 47.000 (97.000 – 45.000 – 5.000)
(+) aumento de Capital = 25.000
(=) fluxo de caixa de financiamento = 72.000
14. dVa – demonstração do VaLor adiCionado
A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) tem por objetivo apresentar aos usuários 
quanto que a empresa gerou de riqueza em um período e como que essa riqueza foi distribu-
ída para as pessoas que auxiliaram na sua geração.
A DVA é um dos elementos componentes do balanço social. Seus dados, em sua grande 
maioria, são obtidos principalmente a partir da demonstração do resultado do exercício, pois 
a DRE e a DVA tratam normalmente dos mesmos itens sob um aspecto diferente. A despesa 
de salários na DRE é uma despesa operacional, na DVA é uma forma de distribuição de rique-
za da empresa aos funcionários.
A DVA foi inserida no conjunto das demonstrações contábeis pela Lei n. 11.638/2007, 
que alterou o artigo 176 da Lei n. 6.404/1976; contudo, o referido artigo limita a sua elabo-
ração pelas S/As de capital aberto. Já o artigo 188, inciso II, da Lei das S/As informa que a 
Demonstração do Valor Adicionado indicará: o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua 
distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como 
empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não 
distribuída.
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mer-
cantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a 
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I – balanço patrimonial;
II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III – demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei n. 11.638, de 2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei n. 11.638, de 2007)
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no 
mínimo: (Redação dada pela Lei n. 11.638, de 2007)
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distri-
buição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, 
financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. (Reda-
ção dada pela Lei n. 11.638, de 2007)
O CFC (Conselho Federal de Contabilidade) por meio da resolução CFC n. 1.162/2009 es-
tabeleceu o seguinte:
3. A entidade, sob a forma jurídica de sociedade por ações, com capital aberto, e outras entidades 
que a lei assim estabelecer, devem elaborar a DVA e apresentá-la como parte das demonstrações 
contábeis divulgadas ao final de cada exercício social. É recomendado, entretanto, a sua elabora-
ção por todas as entidades que divulgam demonstrações contábeis.
A DVA, apesar de não ser exigida pelo IASB (Internacional Accounting Standards Board), é pre-
vista no conjunto das demonstrações contábeis pelo CPC e pela Lei n. 6.404/1976, contudo, 
é obrigatória somente para as sociedades anônimas de capital aberto.
Para os efeitos da Lei, a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de 
sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários.
As sociedades anônimas de capital aberto devem elaborar a DVA e apresentá-la como par-
te integrante das suas demonstrações contábeis divulgadas ao final de cada exercício social.
A essência dessa demonstração é a de proporcionar aos usuários informações relativas à 
riqueza criada pela entidade em determinado período e como tais riquezas foram distribuídas, 
sendo que a distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, minimamente, da seguinte forma:
a) Empregados – salários do pessoal e encargos;
b) Governo – impostos, taxas e contribuições;
c) Financiadores – juros e aluguéis;
d) Sócios – juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos;
e) Lucros retidos/prejuízos do exercício;
f) Outras distribuições.
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CONTABILIDADE GERAL
Podemos inferir que valor adicionado, sob o aspecto contábil, apresenta quanto a empresa 
agregou de valor aos insumos que adquiriu, gerando sua riqueza, e como ela distribuiu essa 
riqueza, remunerando as pessoas que, de alguma forma, fizeram parte da geração de valores.
Sob o aspecto social, a DVA apresenta informações de caráter econômico que auxiliam a 
estabelecer quanto que a empresa, com suas operações, agregou de valor à economia regio-
nal e por consequência na apuração do PIB – Produto Interno Bruto do País.
É por meio de informações sobre a geração de riqueza de uma região que os governos esta-
belecem a sua política de investimento em infraestrutura e de incentivo fiscal.
Note que a DVA está fundamentada em conceitos macroeconômicos, buscando apresen-
tar a parcela de contribuição que a entidade tem na formação do Produto Interno Bruto (PIB), 
quanto que ela gera de riqueza para as pessoas, por meio da distribuição do valor adicionado, 
e quanto da riqueza gerada ficou retido por meio de reinvestimento na própria sociedade.
Ao estabelecer a participação da empresa na geração do PIB com base nas suas receitas, 
identificam-se diferenças temporais (período de realização) entre os modelos contábil e 
econômico no cálculo do valor adicionado. A ciência econômica, para cálculo do PIB, ba-
seia-se na produção, enquanto a contabilidade utiliza o regime de competência para regis-
trar as receitas. Como a produção e a venda dos produtos ocorrem em períodos diferentes 
os momentos, os valores calculados para o PIB por meio dos conceitos oriundos da econo-
mia e os da contabilidade são naturalmente diferentes em cada período. Essas diferenças 
serão tanto menores quanto menores forem as diferenças entre os estoques inicial e final 
para o período considerado. Em outras palavras, admitindo-se a inexistência de estoques 
inicial e final, os valores encontrados com a utilização de conceitos econômicos e contábeis 
convergirão.
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CONTABILIDADE GERAL
O raciocínio é o seguinte: a diferença temporal é diminuída quanto menor for o valor dos 
estoques, pois, quando o estoque existente for pequeno em relação à produção, é sinal que a 
produção está sendo vendida e, assim, a produção e a receita se realizam no mesmo período.
Para os investidores e outros usuários, essa demonstração proporciona o conhecimento 
de informações de natureza econômica e social e oferece a possibilidade de melhor avaliação 
das atividades da entidade dentro da sociedade na qual está inserida.
O Comitê de Pronunciamento Contábil – CPC apresentou por meio de seu pronunciamen-
to técnico os seguintes termos relacionados com a DVA:
• Valor adicionado representa a riqueza criada pela empresa, de forma geral medida pela 
diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de terceiros. Inclui também 
o valor adicionado recebido em transferência, ou seja, produzido por terceiros e trans-
ferido à entidade.
• Receita de venda de mercadorias, produtos e serviços representa os valores reconheci-
dos na contabilidade a esse título pelo regime de competência e incluídos na demons-
tração do resultado do período.
• Outras receitas representam os valores que sejam oriundos, principalmente, de baixas 
por alienação de ativos não circulantes, tais como resultados na venda de imobiliza-
do, de investimentos, e outras transações incluídas na demonstração do resultado do 
exercício que não configuram reconhecimento de transferência à entidade de riqueza 
criada por outras entidades.
Diferentemente dos critérios contábeis, outras receitas também incluem valores que não 
transitam pela demonstração do resultado, como, por exemplo, aqueles relativos à constru-
ção de ativos para uso próprio da entidade e aos juros pagos ou creditados que tenham sido 
incorporados aos valores dos ativos de longo prazo (normalmente, imobilizados).
No caso de estoques de longa maturação, os juros a eles incorporados deverão ser des-
tacados como distribuição da riqueza no momento em que os respectivos estoques forem 
baixados; dessa forma, não há que se considerar esse valor como outras receitas.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
• Insumo adquirido de terceiros representa os valores relativos às aquisições de ma-
térias-primas, mercadorias, materiais, energia, serviços etc. que tenham sido trans-
formados em despesas do período. Enquanto permanecerem nos estoques, não com-
põem a formação da riquezacriada e distribuída.
• Depreciação, amortização e exaustão representam os valores reconhecidos no período 
e normalmente utilizados para conciliação entre o fluxo de caixa das atividades opera-
cionais e o resultado líquido do exercício.
• Valor adicionado recebido em transferência representa a riqueza que não tenha sido 
criada pela própria entidade, e sim por terceiros, e que a ela é transferida, como, por 
exemplo, receitas financeiras, de equivalência patrimonial, dividendos, aluguel, royal-
ties etc. Precisa ficar destacado, inclusive para evitar dupla-contagem em certas agre-
gações.
Estruturalmente a DVA é apresentada em 2 partes. Na primeira parte, é  identificada a ri-
queza criada, como diferença entre suas receitas de vendas de bens, serviços e utilidades, 
diminuídas dos valores dos bens, serviços e utilidades adquiridos de terceiros. Nessa riqueza 
gerada adicionam as recebidas em transferência de terceiros, como as derivadas de juros, 
equivalência patrimonial, royalties e semelhantes.
A segunda parte da DVA deve apresentar, de forma detalhada, como a riqueza obtida pela 
entidade foi distribuída, ou seja, é mostrado a quem foi repassada: ao trabalho (salários, ho-
norários etc.), ao capital de terceiros, ao capital próprio (distribuído e retido) e ao governo.
Note que assim evidencia-se, de forma muito neutra, a geração e a distribuição na socie-
dade do pedaço do PIB produzido pela entidade.
Segundo o CFC, em sua Resolução n. 1.138/2008, os principais componentes da riqueza 
produzida estão apresentados a seguir nos seguintes itens:
a) Receitas
Representa o montante das vendas de mercadorias, produtos e serviços, sendo que nesse 
valor devem ser incluídos os valores dos tributos incidentes sobre essas receitas (por exem-
plo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), ou seja, corresponde ao ingresso bruto ou faturamento bruto, 
mesmo quando na demonstração do resultado tais tributos estejam fora do cômputo dessas 
receitas.
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CONTABILIDADE GERAL
Outras receitas – são os ganhos da empresa, especialmente pela venda de bens do imo-
bilizado e, da mesma forma que o item anterior, inclui os tributos incidentes sobre essas re-
ceitas.
Estimativa para créditos de liquidação duvidosa – Reversão/Constituição – inclui os va-
lores relativos à constituição e reversão dessa estimativa relacionada com a inadimplência.
b) Insumos adquiridos de terceiros
Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos – inclui os valores das 
matérias-primas adquiridas junto a terceiros e contidas no custo do produto vendido, das 
mercadorias e dos serviços vendidos adquiridos de terceiros; não inclui gastos com pessoal 
próprio.
Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidos, materiais, serviços, energia 
etc. consumidos, devem ser considerados os tributos incluídos no momento das compras 
(por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), recuperáveis ou não. Esse procedimento é, pois, dife-
rente das práticas utilizadas na demonstração do resultado.
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros – inclui valores relativos às despesas 
originadas da utilização desses bens, utilidades e serviços adquiridos junto a terceiros, são 
despesas necessárias para a transformação dos insumos em receitas.
Perda/Recuperação de valores ativos – inclui valores relativos a ajustes por avaliação a 
valor de mercado de estoques, imobilizados, investimentos etc. Também devem ser incluídos 
os valores levados ao resultado do período, tanto na formação quanto na reversão de provi-
são para perdas por desvalorização de ativos, conforme aplicação do CPC-01 Redução ao 
Valor Recuperável de Ativos (se no período o valor líquido for positivo, deverá ser somado).
c) Depreciação, amortização e exaustão – inclui a despesa ou o custo contabilizado no 
período, normalmente os valores estão na DRE como despesas operacionais ou no custo da 
produção, se for indústria.
d) Valor adicionado recebido em transferência
São riquezas que foram produzidas por outras pessoas e recebidas pela empresa.
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CONTABILIDADE GERAL
Resultado de equivalência patrimonial – o resultado da equivalência pode representar re-
ceita (ganho na equivalência patrimonial) ou despesa (perda na equivalência patrimonial); se 
despesa, deve ser considerado como redução ou valor negativo.
Receitas financeiras – inclui todas as receitas financeiras independentemente de suas 
origens, normalmente são os juros e descontos recebidos.
Outras receitas – inclui os dividendos relativos a investimentos avaliados ao custo, alugu-
éis, direitos de franquia etc.
Na DVA as receitas de vendas e o CMV são registrados pelos seus valores brutos, ou seja, não 
serão retirados os tributos incidentes na venda e na compra, como é o caso da DRE.
Distribuição da riqueza
Nessa parte a DVA deve apresentar de forma detalhada como a riqueza obtida pela enti-
dade foi distribuída. Os principais componentes dessa distribuição são empregados, governo, 
sócios, financiadores, outros além da riqueza retida. Em geral esses beneficiados são apre-
sentados da seguinte forma:
Empregados ou Pessoal – valores apropriados ao custo ou ao resultado do exercício na 
forma de:
• Remuneração direta – representada pelos valores relativos a salários, 13º salário, ho-
norários da administração, férias, comissões, horas extras, participação de emprega-
dos nos resultados etc.
• Benefícios – representados pelos valores relativos a assistência médica, alimentação, 
transporte, planos de aposentadoria etc.
• FGTS – representado pelos valores depositados em contas vinculadas aos empregados.
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CONTABILIDADE GERAL
Governo ou Impostos, taxas e contribuições – valores relativos ao imposto de renda, con-
tribuição social sobre o lucro, contribuições ao INSS (incluídos aqui os valores do Seguro de 
Acidentes do Trabalho) que sejam ônus do empregador, bem como os demais impostos e 
contribuições a que a empresa esteja sujeita.
Para os impostos compensáveis, tais como ICMS, IPI, PIS e COFINS, devem ser considera-
dos apenas os valores devidos ou já recolhidos, e representarão a diferença entre os impostos 
e contribuições incidentes sobre as receitas e os respectivos valores incidentes sobre os itens 
considerados como “insumos adquiridos de terceiros”.
• Federais – aqui são incluídos os tributos recolhidos e administrados pela União, inclu-
sive aqueles que são repassados no todo ou em parte aos Estados, Municípios, Autar-
quias etc., tais como: IRPJ, CSSL, IPI, CIDE, PIS, COFINS. Inclui também a contribuição 
sindical patronal.
• Estaduais – inclui os tributos recolhidos e administrados pelos Estados, inclusive aque-
les que são repassados no todo ou em parte aosMunicípios, Autarquias etc., tais como 
o ICMS e o IPVA.
• Municipais – inclui os tributos recolhidos e administrados pelos Municípios, inclusive 
aqueles que são repassados no todo ou em parte às Autarquias ou quaisquer outras 
entidades, tais como o ISS e o IPTU.
Financiadores ou Remuneração de capitais de terceiros – valores pagos ou creditados 
aos financiadores externos de capital.
• Juros – devem ser consideradas as despesas financeiras relativas a quaisquer tipos 
de empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras, empresas do grupo 
ou outras formas de obtenção de recursos. Inclui os valores que tenham sido ativados 
no período.
• Aluguéis – devem ser considerados os aluguéis (incluindo-se as despesas com leasing 
operacional) pagos ou creditados a terceiros, inclusive os acrescidos aos ativos.
• Outras – devem ser consideradas outras remunerações que configurem transferência 
de riqueza a terceiros, mesmo que originadas em capital intelectual, tais como royal-
ties, franquia, direitos autorais etc.
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CONTABILIDADE GERAL
Sócios ou Remuneração de capitais próprios – valores relativos à remuneração atribuída 
aos sócios e acionistas.
• Juros sobre o capital próprio (JSCP) e dividendos – inclui os valores pagos ou credi-
tados aos sócios e acionistas por conta do resultado do período, ressalvando-se os 
valores dos JSCP transferidos para conta de reserva de lucros. Devem ser incluídos 
apenas os valores distribuídos com base no resultado do próprio exercício, desconsi-
derando-se os dividendos distribuídos com base em lucros acumulados de exercícios 
anteriores, uma vez que já foram tratados como “lucros retidos” no exercício em que 
foram gerados.
• As quantias destinadas aos sócios e acionistas na forma de Juros sobre o Capital Pró-
prio – JSCP, independentemente de serem registradas como passivo (JSCP a pagar) ou 
como reserva de lucros, deverão ter o mesmo tratamento dado aos dividendos no que 
diz respeito ao exercício a que devem ser imputados.
Lucros retidos/Prejuízos do exercício – inclui os valores relativos ao lucro do exercício 
destinados às reservas, inclusive os JSCP quando tiverem esse tratamento; nos casos de 
prejuízo, esse valor deverá ser incluído com sinal negativo.
Casos especiais – alguns exemplos
A Demonstração do Valor Adicionado está estruturada para ser elaborada a partir da de-
monstração do resultado do período. Assim, há uma estreita vinculação entre essas duas 
demonstrações e essa vinculação deve servir para sustentação da consistência entre elas, 
contudo, por ser uma demonstração de caráter social, a DVA necessita de alguns ajustes em 
relação às informações econômicas apresentadas na DRE e para efetuar esses ajustes devem 
ser analisadas as demais demonstrações; por exemplo, o aumento de reservas de capital não 
entra na DRE, mas entra na DVA, e é apresentado na DMPL; a distribuição de dividendos, não 
entra na DRE e entra na DVA e é apresentada na DLPA; a construção de um imóvel não entra 
na DRE, mas entra na DVA e é apresentado no BP.
a) Depreciação de itens reavaliados ou avaliados ao valor justo (fair value).
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
A reavaliação de ativos e a avaliação de ativos ao seu valor justo provocam alterações na 
estrutura patrimonial da empresa e, por isso, normalmente requerem o registro contábil dos 
seus efeitos tributários.
Os resultados da empresa são afetados sempre que houver a realização dos respectivos 
ativos reavaliados ou avaliados ao valor justo. Quando a realização de determinado ativo 
ocorrer pelo processo normal de depreciação, por consequência, a DVA também é afetada.
Assim, no momento da realização da reavaliação ou da avaliação ao valor justo, deve-se 
incluir esse valor como “outras receitas” na DVA, bem como se reconhecem os respectivos 
tributos na linha própria de impostos, taxas e contribuições.
É importante ressaltar que a Lei n. 11.638/2007 proibiu a reavaliação espontânea dos ati-
vos, entretanto autorizou a permanência no patrimônio líquido dos valores existentes como 
reserva de reavaliação que serão diminuídos na medida em que os bens reavaliados sejam 
realizados economicamente.
b) Ajustes de exercícios anteriores
Ajustes de exercícios anteriores são acertos contábeis que buscam apresentar no Patri-
mônio Líquido os valores não registrados anteriormente na DRE, por erro ou por mudança de 
critério contábil. O ajuste será feito diretamente na DLPA ou na DMPL, respeitando o princípio 
da competência de exercícios.
Como os valores ajustados não transitaram na DRE no momento devido, ou seja, não en-
traram na base de cálculo das riquezas geradas no período em que ocorreram, deverão ser 
adaptados na demonstração de valor adicionado relativa ao período mais antigo apresentado 
para fins de comparação, bem como os demais valores comparativos apresentados, como se 
a nova prática contábil estivesse sempre em uso ou o erro fosse corrigido.
c) Ativos construídos pela empresa para uso próprio
A construção de ativos dentro da própria empresa para seu próprio uso é procedimento 
comum. Nessa construção diversos fatores de produção são utilizados, inclusive a contrata-
ção de recursos externos (por exemplo, materiais e mão de obra terceirizada) e a utilização 
de fatores internos como mão de obra, com os consequentes custos que essa contratação e 
utilização provocam.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
A construção de um ativo para uso não é registrada na DRE, pois a empresa está aplicando 
em um patrimônio dela, o que não atende os requisitos de despesa, assim o normal é registrar 
todos os valores aplicados na conta patrimonial “obras em andamento” no ativo imobilizado.
Mesmo não sendo apresentada no resultado do exercício, na elaboração da DVA, essa 
construção equivale a produção vendida para a própria empresa, e por isso seu valor contábil 
integral precisa ser considerado como receita, como se fosse uma venda. A mão de obra pró-
pria alocada é considerada como distribuição dessa riqueza criada, e eventuais juros ativados 
e tributos também recebem esse mesmo tratamento. Os gastos com serviços de terceiros e 
materiais são apropriados como insumos.
Ou seja, o valor final do bem é receita, os salários dos funcionários da empresa é distri-
buição de riqueza aos empregados e os demais custos com materiais e terceiros são consi-
derados insumo; semelhante ao processo de venda de produtos ou mercadorias da empresa.
À medida que tais ativos entrem em operação, a  geração de resultados desses ativos 
recebe tratamento idêntico aos resultados gerados por qualquer outro ativo adquirido de ter-
ceiros; portanto, sua depreciação também deve receber igual tratamento.Para evitar o desmembramento das despesas de depreciação, na elaboração da DVA, en-
tre os componentes que serviram de base para o respectivo registro do ativo construído in-
ternamente (materiais diversos, mão de obra, impostos, aluguéis e juros), os valores gastos 
nessa construção devem, no período da construção, ser tratados como Receitas relativas à 
construção de ativos próprios. Da mesma forma, os  componentes de seu custo devem ser 
alocados na DVA seguindo-se suas respectivas naturezas.
Referido procedimento de reconhecimento dos valores gastos no período como outras 
receitas, além de aproximar do conceito econômico de valor adicionado, evita controles com-
plexos adicionais, que podem ser custosos, durante toda a vida útil econômica do ativo.
d) Distribuição de lucros relativos a exercícios anteriores
A entidade é livre, dentro dos limites legais, para distribuir seus lucros acumulados, sejam 
eles oriundos do próprio exercício ou de exercícios anteriores. Porém os dividendos que com-
põem a riqueza distribuída pela entidade devem restringir-se exclusivamente à parcela rela-
tiva aos resultados do próprio período. Dividendos distribuídos relativos a lucros de períodos 
anteriores não são considerados na DVA atual, pois já figuraram como lucros retidos na DVA 
apresentada no período em que não foi distribuído o dividendo.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
15. estrutura da demonstração do VaLor adiCionado – empresas em geraL
DESCRIÇÃO
Em milhares 
de reais
20X1
Em milhares 
de reais
20X0
1 – RECEITAS
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2) Outras receitas
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Consti-
tuição)
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
(inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS e COFINS)
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos
2.4) Outras (especificar)
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de equivalência patrimonial
6.2) Receitas financeiras
6.3) Outras
7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*)
8.1) Pessoal – empregados
8.1.1 – Remuneração direta
8.1.2 – Benefícios
8.1.3 – FGTS
8.2) Impostos, taxas e contribuições – Governo
8.2.1 – Federais
8.2.2 – Estaduais
8.2.3 – Municipais
8.3) Remuneração de capitais de terceiros – Financiadores
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CONTABILIDADE GERAL
DESCRIÇÃO
Em milhares 
de reais
20X1
Em milhares 
de reais
20X0
8.3.1 – Juros
8.3.2 – Aluguéis
8.3.3 – Outras
8.4) Remuneração de capitais próprios – Sócios
8.4.1 – Juros sobre o capital próprio
8.4.2 – Dividendos
8.5) – Lucros retidos / Prejuízo do exercício
8.5.1 – Participação dos não controladores nos lucros retidos (só para 
consolidação)
Estruturalmente a DVA apresenta informações em 3 partes: a primeira parte apresenta a rique-
za gerada pela empresa, a segunda parte apresenta a riqueza recebida em transferência e a 
terceira parte apresenta a distribuição da riqueza aos envolvidos com a empresa.
Questão 70 (CESGRANRIO/TRANSPETRO/CONTADOR/2018) As empresas brasileiras, em 
atendimento às Normas Brasileiras de Contabilidade e em cumprimento à Lei das sociedades 
por ações, devem apresentar suas informações patrimoniais, econômicas e financeiras nas 
demonstrações contábeis, determinadas pelos citados diplomas.
Nesse contexto, uma empresa com a obrigação legal de emitir a demonstração, que repre-
senta um dos elementos componentes do Balanço Social e, que tem, entre seus objetivos 
básicos, apresentar o quanto a entidade agrega de valor aos insumos adquiridos, tem que 
elaborar a demonstração do(a)
a) fluxo de caixa
b) lucro ou prejuízo acumulado
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CONTABILIDADE GERAL
c) mutação do patrimônio líquido
d) resultado abrangente
e) valor adicionado
Letra e.
A Lei n. 6.404/1976 apresenta, em seu art. 176, que o fim de cada exercício social, a diretoria 
fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as  seguintes demonstra-
ções financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e 
as mutações ocorridas no exercício:
I – balanço patrimonial;
II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III – demonstração do resultado do exercício; 
IV – demonstração dos fluxos de caixa; (obrigatória, só sendo dispensada para companhias 
fechadas com PL menor que 2 milhões)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
Questão 71 (CESGRANRIO/TRANSPETRO/CONTADOR/2018) O quadro abaixo apresenta a 
estrutura para elaboração da Demonstração do Valor Adicionado:
1 – Receitas
2 – Insumos adquiridos de terceiros
3 – Valor adicionado bruto
4 – Retenções
5 -Valor adicionado líquido produzido pela entidade
6 – Valor adicionado recebido em transferência
7 – Valor adicionado total a distribuir
8 – Distribuição do valor adicionado
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Considerando essa estrutura de itens e as orientações do CPC 09, os valores relativos a de-
preciações e amortizações devem ser
a) apresentados como retenção de riqueza.
b) apresentados como redutores do valor adicionado recebido em transferência.
c) apresentados de forma adicional aos insumos adquiridos de terceiros.
d) alocados de forma dedutiva após o item valor adicionado a distribuir.
e) alocados apenas na DRE, pois não afetam a riqueza gerada pela entidade.
Letra a.
Na DVA a depreciação é tratada como retenção de riqueza, pois ela representa a forma que a 
empresa recuperou o valor aplicado em um bem de uso.
A primeira parte da DVA tem a seguinte estrutura:
1 – RECEITAS
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI)
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
4 – RETENÇÕES
4.1) Depreciação, amortização e exaustão
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
Questão 72 (FGV/TJ-PI/CONTADOR/2016) Quanto à demonstração do Valor Adicionado, 
é correto afirmar que:
a) trata-se de um conjunto de informações divulgado pela companhia com o objetivo de de-
monstrar o resultado da interação da empresacom o meio em que está inserida;
b) tem por objetivo evidenciar o valor da riqueza econômica gerada pelas atividades da empre-
sa como resultante de um esforço coletivo e sua distribuição entre os elementos que contribu-
íram para a sua criação;
c) tem por finalidade apresentar as alterações ocorridas no patrimônio líquido da entidade;
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
d) apresenta todas as demais receitas e despesas que afetam o patrimônio líquido, mas não 
afetam o resultado do período;
e) evidencia as transformações no caixa e equivalentes de caixa.
Letra b.
Segundo a Lei n. 6.404/1976, alterada pela Lei n. 11.638/2007, em seu art. 188, inciso II:
A demonstração do valor adicionado irá apresentar o valor da riqueza gerada pela companhia, 
a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como 
empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não dis-
tribuída
.
Questão 73 (ESAF/ANAC/CONTADOR/2016) Sobre a “Demonstração do Valor Adicionado” 
(DVA), é correto afirmar que:
a) tornou-se obrigatória, por intermédio da Lei n. 11.638/2007 para todas as companhias 
abertas.
b) como o conceito de “valor adicionado” está intimamente ligado à formação do Produto In-
terno Bruto (PIB), da mesma forma que uma pessoa que realiza serviços para si mesma não 
gera incremento no PIB, os ativos construídos pela própria empresa não devem ser contabi-
lizados na DVA.
c) o Valor Adicionado Líquido inclui resultados de equivalência patrimonial.
d) o Valor Adicionado Bruto contempla despesas com depreciação e exaustão.
e) Receitas Financeiras integram o Valor Adicionado Bruto.
Letra a.
Vamos lembrar a estrutura da DVA:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
1. RECEITAS
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2) Outras receitas
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4) Perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa
2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
2.1) CMV/CPV
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos
2.4) Outras
3. VALOR ADICIONADO BRUTO (1 – 2)
4. DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO & EXAUSTÃO
5. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
6. VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial
6.2) Receitas Financeiras
6.3) Outras
7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6)
Foi a Lei n. 11.638/2007 que inclui, no rol das demonstrações contábeis, a DVA e a ressaltou 
somente para as empresas de capital aberto.
Questão 74 (FGV/ALERJ/CONTADOR/2017) Na elaboração da Demonstração do Valor Adi-
cionado das empresas em geral, as perdas apuradas decorrentes de redução ao valor recupe-
rável de ativos devem ser apresentadas junto com o valor:
a) da depreciação, amortização e exaustão;
b) dos insumos adquiridos de terceiros;
c) do valor adicionado bruto;
d) do valor adicionado a distribuir;
e) do valor adicionado recebido em transferência.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Letra b.
Perda/Recuperação de valores do ativo é o montante que inclui valores relativos a ajustes por 
avaliação a valor de mercado de estoques, imobilizados, investimentos e devem ser incluídos 
junto aos valores apresentados como insumos.
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS e 
COFINS).
Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos.
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros.
Perda / Recuperação de valores ativos.
Outras (especificar).
Questão 75 (AOCP/EBSERH/CONTADOR/2017) A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 
deve apresentar a riqueza gerada pela entidade em determinados períodos e sua correspon-
dente distribuição. Sendo assim, em relação à distribuição da riqueza gerada, qual das alter-
nativas a seguir apresenta os itens de remuneração que devem ser apresentados na DVA?
a) Dos sócios, do governo, dos bancos, dos empregados e das entidades do terceiro setor.
b) Dos bancos, dos acionistas e do governo.
c) Dos stakeholders (interessados) e dos shareholders (acionistas).
d) Dos clientes, dos trabalhadores e dos sócios.
e) Do trabalho, do capital (financiadores e acionistas) e do governo.
Letra e.
Segundo a Lei n. 6.404/1976, alterada pela Lei n. 11.638/2007, em art. 188, inciso II:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
A demonstração do valor adicionado irá apresentar o valor da riqueza gerada pela companhia, 
a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como 
empregados (trabalho), financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza 
não distribuída.
Questão 76 (AOCP/EBSERH/CONTADOR/2017) A entidade, sob forma jurídica de sociedade 
por ações, com capital aberto, e as outras entidades que a lei estabelece devem elaborar a 
Demonstração do Valor Adicionado (DVA). Em relação à DVA, é correto afirmar que o valor 
adicionado
a) é calculado pela simples diferença entre o valor da venda e o custo da mercadoria vendida.
b) é calculado pela diferença entre o valor da compra e o custo da mercadoria comprada.
c) é a diferença entre as despesas e receitas referentes a um determinado período.
d) representa a diferença entre o ativo e o passivo.
e) é a diferença entre o valor do bem do imobilizado menos os valores da depreciação incor-
rida no mês.
Letra a.
O valor adicionado bruto é a diferença entre as receitas e os insumos adquiridos de terceiros.
1 – RECEITAS
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2) Outras receitas
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição)
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
(inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS e COFINS)
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
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Demonstração do Resultadodo Exercício
CONTABILIDADE GERAL
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos
2.4) Outras (especificar)
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
Questão 77 (AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) Na Demonstração do Valor Adicionado 
(DVA), as variações cambiais ativas serão classificadas como
a) receitas.
b) insumos adquiridos de terceiros.
c) remuneração de capital próprio.
d) valor adicionado recebido em transferência.
e) remuneração de capital de terceiros.
Letra d.
As variações cambiais ativas são receitas financeiras, que na DVA serão apresentadas como 
valor adicionado recebido em transferência.
A Demonstração do resultado do ano de 2017 da empresa Só Negócios S.A. é apresentada a 
seguir, com os valores expressos em reais.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 78 (FCC/AFAP/CONTADOR/2019) Com base na demonstração acima e sabendo 
que o valor dos tributos recuperáveis referentes aos produtos comercializados em 2017 foi 
6.750 (em reais), o valor adicionado total a distribuir pela empresa no período foi, em reais,
a) 75.750.
b) 73.750.
c) 39.500.
d) 67.000.
e) 31.000.
Letra d.
Na DVA, as vendas e o CMV devem ser registrados pelo seu valor bruto, assim, o montante dos 
impostos recuperáveis que foi retirado do CMV deverá ser adicionado.
O CMV bruto será de $ 44.250 (37.500 + 6.750)
Receita bruta = 120.000
(-) Insumos = (44.250)
CMV bruto = 44.250
(=) valor adicionado bruto = 75.750
(-) depreciação = (8.750)
(=) Valor adicionado líquido = 67.000
(+) valor recebido em transferência = 0
(=) valor adicionado a distribuir = 67.000
As despesas com salários, INSS, FGTS e IR são distribuições de riqueza e não entram na ques-
tão.
Questão 79 (FCC/SEFAZ-SC/AFRE/2019) A empresa comercial Compra & Venda S.A. apre-
sentou as seguintes informações referentes ao resultado do primeiro semestre de 2018:
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Sabe-se que o valor dos tributos recuperáveis referentes aos produtos vendidos no primeiro 
semestre de 2018 foi R$ 48.000,00. Com base nessas informações, o Valor Adicionado a Dis-
tribuir gerado pela empresa Compra & Venda S.A., no primeiro semestre de 2018, foi, em reais,
a) 450.000.
b) 402.000.
c) 362.000.
d) 240.000.
e) 410.000.
Letra c.
Na DVA, as vendas e o CMV devem ser registrados pelo seu valor bruto, assim, o montante 
dos impostos recuperáveis que Representa o montante das vendas de mercadorias, produtos 
e serviços, sendo que nesse valor devem ser incluídos os valores dos tributos incidentes foi 
retirado do CMV deverá ser adicionado.
O CMV bruto será de $ 378.000 (330.000 + 48.000)
Receita bruta = 780.000
(-) Insumos – CMV = (378.000)
(=) valor adicionado bruto = 402.000
(-) depreciação = (40.000)
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
(=) Valor adicionado líquido = 362.000
(+) valor recebido em transferência = 0
(=) valor adicionado a distribuir = 362.000
As despesas gerais e o IR são distribuições de riqueza e não entram na questão.
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CONTABILIDADE GERAL
QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1 (CESPE/MPU/ANALISA CONTADOR/2016) A respeito da demonstração do 
resultado do exercício (DRE), conforme normatização contábil em vigor, julgue os seguintes 
itens.
As sociedades anônimas de capital aberto devem iniciar a apresentação da DRE pela receita 
líquida.
Questão 2 (CESPE/TCE-PR/AUDITOR/ADAPTADA) Conforme o CPC, na demonstração do 
resultado do exercício, são gerenciais as finalidades da separação entre perdas e despesas.
Questão 3 (CESPE/MPU/AFC/2015) De acordo com as normas emitidas pelo Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, relativos às demonstrações contábeis.
As receitas de venda de mercadorias, produtos e serviços de uma indústria devem incluir, na 
demonstração do valor adicionado, os valores dos tributos incidentes sobre as referidas re-
ceitas
Questão 4 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
O valor das receitas de vendas a prazo que ainda não tenha sido recebido quando da elabora-
ção da demonstração do resultado do exercício será evidenciado juntamente com o valor das 
demais receitas, em decorrência do princípio da competência.
Questão 5 (CESPE/MTE/CONTADOR/2014) Considerando a legislação vigente e os pronun-
ciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue os itens que se seguem, relativos 
aos procedimentos utilizados para a elaboração das demonstrações contábeis.
Na demonstração do resultado do exercício, a apresentação das perdas e das despesas geral-
mente é feita de forma separada, fundamentando-se esse fato em razões que levam à tomada 
de decisão econômica e não em razões de cunho conceitual.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 6 (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) A respeito da demonstração do resul-
tado do exercício, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: A tabela a seguir apresenta os valores, em reais, constantes dos registros 
contábeis de uma empresa ao final do período.
Assertiva: Nessa situação, o lucro operacional bruto é igual a R$ 2.000.
Questão 7 (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) A respeito da demonstração do resul-
tado do exercício, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: A tabela a seguir apresenta os valores, em reais, constantes dos registros 
contábeis de uma empresa ao final do período.
Assertiva: Nessa situação, o resultado antes dos tributos sobre o lucro líquido e das participa-
ções é igual a R$ 14.000, e o lucro após os tributos sobre o lucro líquido é igual a R$ 12.500.
Questão 8 (CESPE/TCE-MG/AUDITOR/2018) A tabela seguinte apresenta dados, em reais, 
retirados da demonstração do resultado do exercício de uma companhia no período de 20XX.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Considerando-se essa tabela, o valor da receita líquida relativo ao período em questão é igual a
a) R$ 560.000.
b) R$ 200.000.
c) R$ 550.000.
d) R$ 160.000.
e) R$ 510.000.
Questão 9 (CESPE/SEFAZ-RS/TTRE/2018) De acordo com o Pronunciamento Técnico 
n. 16 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC-16), no que se refere a estoques, 
os gastos com o armazenamento de soja devem ser registrados nas demonstrações con-
tábeis como
a) produtos acabados.
b) produtos em elaboração.
c) direitos a receber.
d) despesa diferida.
e) despesa do exercício.
Questão 10 (CESPE/SLU/CONTADOR/2019) Com referência à mensuração da redução ao 
valor recuperável de ativos, a incorporação de entidades, a retificação de erros e ao reconhe-
cimento de receitas, julgue o seguinte item.
A receita deve ser reconhecida no momento da transferência do bem ou serviço prometido 
ao cliente, cumpridas as demais condições normativas, independentemente da emissão do 
respectivo instrumento fiscal.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 11 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
Caso uma empresa tenha modificado os critérios contábeis durante determinado exercício, 
esse fato deverá ser evidenciado na demonstração das mutações do patrimônio líquido refe-
rente ao mesmo exercício.
Questão 12 (CESPE/MPU/AFC/2015) De acordo com as normas emitidas pelo Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, relativos às demonstrações contábeis.
A DMPL inclui o resultado abrangente do período, apresentando, separadamente, o montante 
total atribuível aos proprietários da entidade controladora e, se houver, o  montante corres-
pondente à participação de não controladores.
Questão 13 (CESPE/CGE-PI/AUDITOR GOVERNAMENTAL/2015) De acordo com a Lei n. 
6.404/1976, julgue o próximo item, a  respeito da elaboração e apresentação das principais 
demonstrações contábeis.
A apresentação de demonstrações de mutações do patrimônio líquido é facultativa.
Questão 14 (CESPE/TCE-PA/ACE-CONTÁBIL/2016) Com base na legislação societária e 
nos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item subsequente, 
a respeito das demonstrações contábeis.
De acordo com a legislação societária, a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados 
(DLPA) pode ser apresentada como demonstração autônoma ou como parte da demonstra-
ção de mutações do patrimônio líquido (DMPL).
Questão 15 (CESPE/MEC/ANALISTA CONTÁBIL/2014) Julgue os itens relativos às demons-
trações contábeis previstas na legislação em vigor
A demonstração das mutações do patrimônio líquido permite identificar o fluxo de valores 
entre as contas componentes do patrimônio líquido, inclusive os resultados abrangentes, se-
gregados em acionistas controladores e não controladores.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 16 (CESPE/MEC/ANALISTA CONTÁBIL/2014) Julgue os itens a seguir, relativos aos 
fundamentos de contabilidade aplicados à contabilidade empresarial.
A demonstração das mutações do patrimônio líquido tem a finalidade de apresentar, entre 
outros elementos, os  efeitos das mudanças de práticas contábeis e as correções de erros 
reconhecidos no período.
Questão 17 (CESPE/TCE-PE/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/2017) Caso uma compa-
nhia realize uma constituição de reservas de incentivos fiscais no valor de R$ 125.000, isso 
fará que a demonstração das mutações do patrimônio líquido dessa companhia evidencie um 
aumento de R$ 125.000 no saldo de conta de reservas e uma redução, no mesmo valor, na 
conta de lucros acumulados.
Questão 18 (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com relação a operações que envolvem re-
sultado do exercício e a métodos de custeio das entidades comerciais, julgue o item que 
se segue.
As despesas operacionais são obtidas pela análise da demonstração dos fluxos de caixa.
Questão 19 (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com relação a operações que envolvem re-
sultado do exercício e a métodos de custeio das entidades comerciais, julgue o item que se 
segue.
Vendas canceladas representam deduções da receita bruta.
Questão 20 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
Os ajustes de avaliação patrimonial decorrentes de variações de ativos financeiros disponíveis 
para venda que tenham sido reconhecidos no balanço patrimonial de determinado exercício 
devem ser evidenciados na demonstração do resultado abrangente do exercício seguinte.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 21 (CESPE/TCE-PE/ACE/2017) De acordo com a legislação societária, os princí-
pios de contabilidade e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), 
julgue o item seguinte, relativo a demonstrações contábeis.
Situação hipotética: Em 31/12/2016, uma empresa evidenciou as seguintes informações em 
sua demonstração do resultado do exercício.
Assertiva: Nessa situação, no mesmo período, se essa empresa tiver verificado outros resul-
tados abrangentes no valor de R$ 81 mil, negativos, então o total de resultado abrangente 
evidenciado na demonstração de resultado abrangente será igual a R$ 1.610.000.
Questão 22 (CESPE/EBSERH/CONTADOR/2018) Julgue o item seguinte, a respeito da ela-
boração das demonstrações contábeis segundo os pronunciamentos do CPC e a legislação 
vigente.
Ajustes de exercícios anteriores afetam a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, 
desde que sejam derivados de fatos subsequentes.
Questão 23 (CESPE/TCE-PA/ACE/2016) No que se refere às principais demonstrações con-
tábeis previstas em lei, julgue o item que se segue.
A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (DLPA) evidencia os ajustes de exercícios 
anteriores que tenham resultado da retificação de erro imputável a determinado exercício an-
terior e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
Questão 24 (CESPE/EBSERH/CONTADOR/2018) Julgue o item seguinte, a respeito da ela-
boração das demonstraçõescontábeis segundo os pronunciamentos do CPC e a legislação 
vigente.
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CONTABILIDADE GERAL
Apesar de ser facultativa, segundo a legislação societária, a demonstração de mutações do 
patrimônio líquido integra o rol de demonstrações financeiras classificadas como obrigató-
rias pelo CPC.
Questão 25 (CESPE/EMAP/AUDITORIA INTERNA/2018) Com relação à elaboração das prin-
cipais demonstrações contábeis previstas na normatização vigente, julgue o item seguinte.
As alterações verificadas em lucros ou prejuízos acumulados, entre dois períodos, apesar de 
comumente evidenciadas na demonstração de mutações do patrimônio líquido, pode ser ob-
jeto de demonstração própria.
Questão 26 (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) Com base nas normas de contabilidade aplicá-
veis às demonstrações financeiras, julgue o item subsecutivo.
São denominados equivalentes de caixa os investimentos conversíveis em moeda e que apre-
sentam alto risco de alteração de valor, sendo necessária a exposição, no relatório de admi-
nistração, dos critérios adotados para identificar as aplicações em equivalente de caixa.
Questão 27 (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) A conta de apli-
cação financeira de liquidez imediata em moeda corrente, constante no grupo do ativo circu-
lante, é exemplo de equivalente de caixa componente da DFC.
Questão 28 (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) De acordo com a Lei n. 6.404/1976, julgue o 
próximo item, a respeito da elaboração e apresentação das principais demonstrações contá-
beis.
O objetivo primeiro da demonstração dos fluxos de caixa (DFC) é permitir que usuários dessa 
demonstração avaliem a capacidade de geração de futuros fluxos líquidos positivos de caixa.
Questão 29 (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA FINANCEIRO CONTÁBIL/2016) A análise da 
DFC de uma entidade proporciona aos seus usuários uma base acerca da capacidade da en-
tidade de gerar caixa e equivalentes de caixa, nos diferentes fluxos que a compõem.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 30 (CESPE/MPU/AFC/2015) A respeito da análise e avaliação econômica e finan-
ceira, julgue o item a seguir.
A montagem do fluxo de caixa deve levar em conta o rigor das normas internacionais, não 
se admitindo o registro de fluxos virtuais de caixa; portanto, recomenda-se que, na operação 
de desconto de duplicatas, seja considerado o recebimento do valor líquido descontado pelo 
banco como uma entrada classificada entre as atividades operacionais.
Questão 31 (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA FINANCEIRO CONTÁBIL/2016) Julgue o 
item seguinte, relativos à demonstração dos fluxos de caixa (DFC).
A análise da DFC de uma entidade proporciona aos seus usuários uma base acerca da capa-
cidade da entidade de gerar caixa e equivalentes de caixa, nos diferentes fluxos que a com-
põem.
Questão 32 (CESPE/MPU/AFC/2015) A respeito da análise e avaliação econômica e finan-
ceira, julgue o item a seguir.
A montagem do fluxo de caixa deve levar em conta o rigor das normas internacionais, não 
se admitindo o registro de fluxos virtuais de caixa; portanto, recomenda-se que, na operação 
de desconto de duplicatas, seja considerado o recebimento do valor líquido descontado pelo 
banco como uma entrada classificada entre as atividades operacionais.
Questão 33 (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) A respeito de demonstrações contábeis, jul-
gue o item subsequente.
É recomendável que os juros sobre o capital próprio e os dividendos pagos sejam classifica-
dos, na demonstração dos fluxos de caixa, como fluxo das atividades de financiamento.
Questão 34 (CESPE/MPU/AFC/2015) De acordo com as normas emitidas pelo Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, relativos às demonstrações contábeis.
O efeito das mudanças nas taxas de câmbio sobre o caixa e equivalentes de caixa, mantidos 
em moeda estrangeira, deve ser classificado, na demonstração dos fluxos de caixa, como 
fluxos de caixa das atividades operacionais.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Questão 35 (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA FINANCEIRO CONTÁBIL/2016) Julgue o 
item seguinte, relativos à demonstração dos fluxos de caixa (DFC).
O aumento do capital social, que se inclui entre as mudanças na composição do capital pró-
prio da empresa, é uma entrada de caixa que deve ser apresentada na DFC como fluxo das 
atividades de investimento.
(CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Considerando as informações da tabela, julgue o item subse-
quente em relação à demonstração dos fluxos de caixa e responda às questões 36 e 37.
Exercício 2014 R$ mil
Aplicações no intangível com saída de caixa 131
Pagamento de financiamentos 153
Redução de contas a receber – clientes 200
Aumento de contas a pagar – fornecedores 390
Obtenção de empréstimos bancários 900
Resultado do exercício (lucro) 1.062
Aquisição de imobilizado com saída de caixa 1.268
Questão 36 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A variação da demonstração dos fluxos de cai-
xa de 2014 foi de R$ 1 milhão positiva.
Questão 37 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) O fluxo de caixa gerado pelas atividades opera-
cionais, elaborado pelo método indireto, é inferior a R$ 1.200 mil.
Questão 38 (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) Com base nas normas de contabilidade aplicá-
veis às demonstrações financeiras, julgue o item subsecutivo.
No fluxo de caixa pelo método indireto, as variações positivas (negativas) do ativo circulante 
aumentam (reduzem) o caixa e as variações positivas (negativas) do passivo circulante redu-
zem (aumentam) o caixa.
Questão 39 (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA FINANCEIRO CONTÁBIL/2016) Julgue o 
item a seguir, no que se refere a demonstrações contábeis.
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CONTABILIDADE GERAL
O total de recursos aplicados na compra de mercadorias adquiridas para revenda e com pa-
gamento à vista deve ser classificado como fluxo de atividades operacionais na demonstra-
ção dos fluxos de caixa.
Questão 40 (CESPE/TRT 8ª REGIÃO/CONTADOR/2016) A partir dessas informações, extraí-
das da demonstração do fluxo de caixa de determinada companhia referente ao exercício de 
2015, assinale a opção correta, de acordo com o método indireto.
a) Enquanto cada uma das atividades de investimento consumiu o fluxo de caixa, cada uma 
das atividades de financiamento gerou caixa no período.
b) O caixa líquido gerado pelas atividades de investimento foi de R$ 280 mil.c) O caixa líquido gerado pelas atividades operacionais foi de R$ 107 mil.
d) O montante da depreciação, exaustão e amortização do período reduz o fluxo de caixa das 
atividades operacionais.
e) O caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento foi de R$ 1.029 mil.
Questão 41 (CESPE/TCM-BA/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2018) De acordo com o 
CPC, constitui exemplo de fluxo de caixa associado a atividades de investimento
a) o pagamento a fornecedores de mercadorias e serviços.
b) o recebimento de caixa decorrente de royalties.
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CONTABILIDADE GERAL
c) o recebimento de caixa por seguradora de prêmios e sinistros.
d) o ganho ou a perda na alienação de imóveis.
e) o pagamento a empregados ou por conta de empregados.
Questão 42 (CESPE/TRT 7ª REGIÃO/CONTADOR/2017) Para efeito de levantamento da de-
monstração dos fluxos de caixa, o valor de caixa e equivalentes de caixa é composto por
a) saldos de contas bancárias, ainda que negativos.
b) aplicações de renda fixa, em moeda corrente, com resgate imediato.
c) disponibilidades em moeda estrangeira de alta volatilidade.
d) valores disponíveis em limites de créditos rotativos.
Questão 43 (CESPE/CGE-PI/AUDITOR/2015) De acordo com a Lei n. 6.404/1976, julgue o 
próximo item, a respeito da elaboração e apresentação das principais demonstrações contá-
beis.
Os ajustes de exercícios anteriores devem ser evidenciados na demonstração de lucros ou 
prejuízos acumulados quando motivados por mudança de critério contábil ou por retificação 
de erro atribuível a um exercício anterior, e não puderem ser atribuídos a fatos subsequentes.
Questão 44 (CESPE/TELEBRAS/CONTADOR/2015) No que se refere à elaboração de diver-
sas demonstrações contábeis, julgue o item a seguir.
Uma empresa que tenha, em exercícios anteriores, mudado seu critério de avaliação de esto-
ques de PEPS para média ponderada móvel, e não tenha reconhecido o efeito dessa mudança 
nos respectivos exercícios, deve reconhecê-lo na demonstração de lucros ou prejuízos acu-
mulados (DLPA).
Questão 45 (CESPE/TELEBRAS/CONTADOR/2015) No que se refere à elaboração de diver-
sas demonstrações contábeis, julgue o item a seguir.
O valor dos dividendos distribuídos aos proprietários a cada período e o valor do dividendo 
distribuído por ação podem ser evidenciados na demonstração de mutações do patrimônio 
líquido (DMPL).
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Questão 46 (CESPE/MPOG/CONTADOR/2015) De acordo com a legislação societária em vi-
gor, com a Resolução n. 750/1993 do Conselho Federal de Contabilidade e suas alterações, 
julgue o item que se segue.
A publicação, da demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL) pela empresa 
dispensa a publicação da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (DLPA).
Questão 47 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
Na demonstração do valor adicionado, o reconhecimento de resultado positivo de equivalên-
cia patrimonial aumenta o valor adicionado recebido em transferência.
Questão 48 (CESPE/TRT 7ª REGIÃO/CONTADOR 2017) Determinada empresa, ao longo de 
seu último exercício social, obteve faturamento bruto de mercadorias no montante de R$ 
291,5 milhões, ICMS de R$ 47,7 milhões e IPI de R$ 26,5 milhões. Nesse período, as compras 
dessa empresa somaram R$ 138,6 milhões, com ICMS de R$ 22,68 milhões e IPI de R$ 12,7 
milhões.
Nessa situação hipotética, para fins de cálculo, o valor adicionado bruto que a empresa deve-
rá lançar em sua demonstração do valor adicionado é igual a
a) R$ 152,90 milhões.
b) R$ 139 milhões.
c) R$ 113,98 milhões.
d) R$ 291,50 milhões.
Questão 49 (CESPE/STM/CONTADOR/2018) Tendo como referência a legislação societária 
e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, rela-
tivo à elaboração de demonstrações contábeis.
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CONTABILIDADE GERAL
Na demonstração do valor adicionado, a receita com vendas e prestação de serviços deve ser 
apresentada líquida de seus efeitos tributários, uma vez que tributos não constituem receitas 
efetivas da empresa.
Questão 50 (CESPE/FUNPRESP-JUD/CONTADOR/2016) Acerca das demonstrações contá-
beis utilizadas no Brasil, julgue o item que se segue.
O objetivo da demonstração do valor adicionado é apresentar o valor da riqueza econômica 
da empresa e distribuir essa riqueza aos acionistas.
Questão 51 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
O reconhecimento de amortização, depreciação e exaustão aumenta o valor adicionado líqui-
do produzido pela entidade.
Questão 52 (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) A demonstração financeira combinada que 
é exigida somente para a sociedade que tem ações negociadas em bolsa de valores é a de-
monstração
a) das mutações do patrimônio líquido.
b) dos fluxos de caixa.
c) das origens e aplicações de recursos.
d) do valor adicionado.
e) do resultado abrangente.
Questão 53 (CESPE/EMAP/AFC/2018) Com relação à elaboração das principais demons-
trações contábeis previstas na normatização vigente, julgue o item seguinte.
A demonstração do valor agregado visa apresentar, em uma perspectiva microeconômica, 
a contribuição da empresa na formação da renda nacional.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 54 (CESPE/EBSERH/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) Julgue o item seguinte, a respeito 
da elaboração das demonstrações contábeis segundo os pronunciamentos do CPC e a legis-
lação vigente.
Uma empresa que tenha adquirido insumos de terceiros para seu processo produtivo deve 
apresentar esses valores na seção da demonstração do valor adicionado destinada à demons-
tração da riqueza criada pela entidade.
Questão 55 (CESPE/SEFAZ-RS/AFRE/2019) Informações a respeito da riqueza econômica 
gerada por uma entidade e sobre a forma de distribuição dessa riqueza podem ser obtidas 
mediante a análise do(a)
a) balanço patrimonial.
b) demonstração das mutaçõesdo patrimônio líquido.
c) demonstração do resultado do exercício.
d) demonstração dos fluxos de caixa.
e) demonstração do valor adicionado.
Questão 56 (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Considerando as regras do CPC válidas para 
a elaboração de demonstrações contábeis, julgue o item a seguir.
Receitas financeiras e receitas oriundas de aluguéis devem ser apresentadas na demonstra-
ção do valor adicionado (DVA) como valores adicionados recebidos em transferência.
Questão 57 (CESPE/SLU/CONTADOR/2019) Julgue o próximo item, relativos a demonstra-
ções financeiras, seu conteúdo e sua apresentação.
Na demonstração do valor adicionado de empresas públicas e de empresas de economia 
mista, os juros sobre o capital próprio devem ser apresentados como distribuição de riqueza 
ao governo.
Questão 58 (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) Com relação a notas explicativas às de-
monstrações financeiras, julgue o item subsecutivo, à  luz dos pronunciamentos técnicos do 
Comitê de Pronunciamentos Contábeis e da Lei n. 6.404/1976 e suas alterações.
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CONTABILIDADE GERAL
Companhias abertas são dispensadas de apresentar notas explicativas relacionadas às ba-
ses de preparação das demonstrações financeiras adotadas durante o período.
Questão 59 (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) Julgue o próximo item, relativos a demons-
trações financeiras, seu conteúdo e sua apresentação.
A demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados é obrigatória para companhias abertas, 
que deverão apresentá-la à parte da demonstração de mutações do patrimônio líquido, caso 
esta seja elaborada pela companhia.
Questão 60 (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) Julgue o próximo item, relativos a demons-
trações financeiras, seu conteúdo e sua apresentação.
Embora não transite por caixa e equivalentes, a conversão de dívidas em capital social deve 
ser apresentada na demonstração dos fluxos de caixa, o que afeta o fluxo de caixa das ativi-
dades de financiamento e de investimento.
Questão 61 (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Considerando as regras do CPC válidas para 
a elaboração de demonstrações contábeis, julgue o item a seguir.
Uma das condições necessárias à qualificação de um item como equivalente de caixa é que 
esse item esteja sujeito a um risco insignificante de mudança de valor.
Questão 62 (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) A respeito das demonstrações contábeis, jul-
gue os itens que se seguem.
A partir da análise da demonstração dos fluxos de caixa, o usuário da informação toma co-
nhecimento de como a entidade financia suas atividades, descritas através dos fluxos opera-
cional, de investimento e de financiamento
Questão 63 (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) A demonstração do valor adicionado apresen-
ta as riquezas criadas pela entidade em determinado período e a forma como foram pagas, 
a exemplo de valores destinados à quitação de impostos, taxas e contribuições.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 64 (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) Considerando os conceitos de receita, despe-
sa, ganhos e perdas, julgue o próximo item.
Ganhos representam outros itens que se enquadram na definição de receita e podem ou não 
surgir no curso das atividades usuais da entidade, representando aumentos nos benefícios 
econômicos, e, como tais, não diferem, em natureza, das receitas.
Questão 65 (CESPE/TJ-PA/CONTADOR/2020) Uma empresa contratou seguros no valor de 
R$ 210,00, em1º/9/2019, e apresentou as seguintes informações em 30/9/2019.
Consoante essas informações, assinale a opção que indica o montante que deve ter sido evi-
denciado na demonstração do fluxo do disponível a título de pagamento de seguros no mês 
de setembro de 2019.
a) R$ 80,00
b) R$ 160,00
c) R$ 190,00
d) R$ 210,00
e) R$ 270,00
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CONTABILIDADE GERAL
GABARITO
1. C
2. C
3. C
4. C
5. C
6. E
7. C
8. c
9. e
10. C
11. E
12. C
13. C
14. C
15. C
16. C
17. C
18. E
19. C
20. E
21. C
22. E
23. C
24. C
25. C
26. E
27. C
28. E
29. C
30. C
31. C
32. C
33. C
34. E
35. E
36. C
37. E
38. E
39. C
40. e
41. d
42. a
43. C
44. C
45. C
46. C
47. C
48. a
49. E
50. E
51. E
52. d
53. E
54. C
55. e
56. C
57. E
58. E
59. E
60. E
61. C
62. C
63. C
64. C
65. b
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CONTABILIDADE GERAL
GABARITO COMENTADO
Questão 1 (CESPE/MPU/ANALISA CONTADOR/2016) A respeito da demonstração do re-
sultado do exercício (DRE), conforme normatização contábil em vigor, julgue os seguintes 
itens.
As sociedades anônimas de capital aberto devem iniciar a apresentação da DRE pela receita 
líquida.
Certo.
A questão trata da apresentação da DRE conforme as normas contábeis. Nós vimos que exis-
te diferença entre a Lei n. 6.404/1976 e as normas do CFC/CPC quanto à apresentação inicial 
da DRE.
Segundo a Lei das S/As (Lei n. 6.404/1976), a DRE inicia com a conta Receita Bruta de Vendas, 
que será ajustada pelas deduções de vendas para apurar a receita líquida.
Segundo a norma contábil do CFC que aprova o CPC 26 (R1), que trata das demonstrações 
contábeis, a apresentação da DRE começa pela conta “Receita Líquida de vendas”, sendo as 
deduções e a receita bruta divulgadas em notas explicativas.
Questão 2 (CESPE/TCE-PR/AUDITOR/ADAPTADA) Conforme o CPC, na demonstração do 
resultado do exercício, são gerenciais as finalidades da separação entre perdas e despesas.
Certo.
Na demonstração do resultado do exercício, a apresentação das receitas e ganhos, e das des-
pesas e perdas geralmente é feita de forma separada, fundamentando-se esse fato em razões 
que levam à tomada de decisão econômica e não em razões de cunho conceitual, dessa for-
ma as necessidades são gerenciais.
Questão 3 (CESPE/MPU/AFC/2015) De acordo com as normas emitidas pelo Comitê de 
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CONTABILIDADE GERAL
As receitas de venda de mercadorias, produtos e serviços de uma indústriadevem incluir, na 
demonstração do valor adicionado, os valores dos tributos incidentes sobre as referidas re-
ceitas
Certo.
O montante das vendas de mercadorias, produtos e serviços representam o primeiro item 
da DVA, sendo que nesse valor devem ser incluídos os valores dos tributos incidentes sobre 
essas receitas (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), ou seja, corresponde ao ingresso bruto 
ou faturamento bruto, mesmo quando na demonstração
Questão 4 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
O valor das receitas de vendas a prazo que ainda não tenha sido recebido quando da elabora-
ção da demonstração do resultado do exercício será evidenciado juntamente com o valor das 
demais receitas, em decorrência do princípio da competência.
Certo.
As vendas a prazo devem ser registradas pelo montante total (preço à vista mais os juros); os 
juros embutidos deverão ser apresentados como dedução das receitas e serão apropriados 
com o passar do tempo, conforme o regime de competência.
Questão 5 (CESPE/MTE/CONTADOR/2014) Considerando a legislação vigente e os pronun-
ciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue os itens que se seguem, relativos 
aos procedimentos utilizados para a elaboração das demonstrações contábeis.
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CONTABILIDADE GERAL
Na demonstração do resultado do exercício, a apresentação das perdas e das despesas ge-
ralmente é feita de forma separada, fundamentando-se esse fato em razões que levam à to-
mada de decisão econômica e não em razões de cunho conceitual.
Certo.
Segundo as normas do CFC, a definição de despesas abrange tanto as perdas quanto as des-
pesas propriamente ditas que surgem no curso das atividades usuais da entidade, sendo que 
as perdas representam outros itens que se enquadram na definição de despesas e podem ou 
não surgir no cursos das atividades usuais da entidade, representando decréscimos nos be-
nefícios econômicos e, como tais, não diferem, em natureza, das demais despesas.
Assim, as despesas e as perdas não são consideradas como elementos separados, ambas 
se encaixam no conceito de despesa; entretanto quando as perdas são reconhecidas na de-
monstração de resultado, elas são geralmente demonstradas separadamente, pois sua divul-
gação é útil para fins de tomada de decisões econômicas.
A assertiva está certa, pois, para as normas contábeis, não há diferença nos conceitos de 
despesas e perdas, ambas as contas têm a mesma natureza e causam o mesmo impacto 
na situação líquida. Entretanto, do ponto de vista econômico, para a tomada de tomada de 
decisão, há diferenciação entre perdas e despesas e isso enseja a apresentação de forma 
separada na DRE.
Questão 6 (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) A respeito da demonstração do resul-
tado do exercício, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: A tabela a seguir apresenta os valores, em reais, constantes dos registros 
contábeis de uma empresa ao final do período.
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CONTABILIDADE GERAL
Assertiva: Nessa situação, o lucro operacional bruto é igual a R$ 2.000.
Errado.
Vamos colocar as informações na DRE:
LOB = X
(-) despesas operacionais = (1.000 + 8.000 + 1.500) = (10.500)
(+) receitas operacionais =
(=) Resultado operacional líquido = (2.500)
Se as despesas operacionais totalizam $ 10.500 e o prejuízo operacional é de $ 2.500, pode-
mos inferir que o LOB era de $ 8.000.
A informação de uma despesa financeira de $ 10.000 e de uma despesa financeira líquida de 
$ 8.000 nos dá o direito de entender que havia uma receita financeira de $2.000. Na DRE é 
apresentada somente a despesa financeira líquida.
Questão 7 (CESPE/FUB/TÉCNICO CONTÁBIL/2018) A respeito da demonstração do resul-
tado do exercício, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: A tabela a seguir apresenta os valores, em reais, constantes dos registros 
contábeis de uma empresa ao final do período.
Assertiva: Nessa situação, o resultado antes dos tributos sobre o lucro líquido e das participa-
ções é igual a R$ 14.000, e o lucro após os tributos sobre o lucro líquido é igual a R$ 12.500.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Certo.
Vamos colocar as informações na DRE:
LAIR = X
(-) tributo sobre o lucro = (1.500)
(=) Lucro antes das participações = X
(-) Participação nos lucros = (2.500)
(=) LLE = 10.000 (1.000 ações x 10)
Analisando os dados de baixo para cima, podemos afirmar que o lucro, antes das participa-
ções, é de $ 12.500 e o LAIR é de $ 14.000.
Questão 8 (CESPE/TCE-MG/AUDITOR/2018) A tabela seguinte apresenta dados, em reais, 
retirados da demonstração do resultado do exercício de uma companhia no período de 20XX.
Considerando-se essa tabela, o valor da receita líquida relativo ao período em questão é igual a
a) R$ 560.000.
b) R$ 200.000.
c) R$ 550.000.
d) R$ 160.000.
e) R$ 510.000.
Letra c.
Para responder à questão, basta classificar as contas e aplicar a estrutura da DRE; lembre-se 
que descontos condicionais concedidos são despesas operacionais; dedução é desconto in-
condicional concedido.
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CONTABILIDADE GERAL
Receita bruta de vendas = 800.000
(-) Deduções das vendas = (250.000)
Devoluções = (50.000)
Impostos = (200.000)
(=) Receita Líquida de Vendas = 550.000
(-) CMV = (350.000)
(=) Lucro Bruto = 200.000
Questão 9 (CESPE/SEFAZ-RS/TTRE/2018) De acordo com o Pronunciamento Técnico n. 16 
do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC-16), no que se refere a estoques, os gastos 
com o armazenamento de soja devem ser registrados nas demonstrações contábeis como
a) produtos acabados.
b) produtos em elaboração.
c) direitos a receber.
d) despesa diferida.
e) despesa do exercício.
Letra e.
Os gastos com armazenamento de estoques para venda são registrados como despesas 
operacionais na DRE.
Exemplos de itens não incluídos no custo dos estoques e reconhecidos como despesa do 
período em que são incorridos:
a) valor anormal de desperdício de materiais, mão de obra ou outros insumos de produção;
b) gastos com armazenamento, a menos que sejam necessários ao processo produtivo entre 
uma e outra fase de produção;
c)despesas administrativas que não contribuem para trazer o estoque ao seu local e condi-
ção atuais; e
d) despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e serviços aos clientes.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 10 (CESPE/SLU/CONTADOR/2019) Com referência à mensuração da redução ao 
valor recuperável de ativos, a incorporação de entidades, a retificação de erros e ao reconhe-
cimento de receitas, julgue o seguinte item.
A receita deve ser reconhecida no momento da transferência do bem ou serviço prometido 
ao cliente, cumpridas as demais condições normativas, independentemente da emissão do 
respectivo instrumento fiscal.
Certo.
Considerando a essência econômica sobre a formalidade jurídica, a  receita proveniente da 
venda de bens deve ser reconhecida quando forem satisfeitas todas as seguintes condições:
a) a entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos 
inerentes à propriedade dos bens;
b) a entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau 
normalmente associado à propriedade e tampouco efetivo controle sobre tais bens;
c) o valor da receita possa ser mensurado com confiabilidade;
d) for provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; e
e) as despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser mensu-
radas com confiabilidade.
Note que não há a necessidade da comprovação do fato pelo documento fiscal.
Questão 11 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
Caso uma empresa tenha modificado os critérios contábeis durante determinado exercício, 
esse fato deverá ser evidenciado na demonstração das mutações do patrimônio líquido refe-
rente ao mesmo exercício.
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CONTABILIDADE GERAL
Errado.
Mudar um critério contábil é uma política normal de uma empresa, por exemplo, avaliar o es-
toque pelo custo específico ou invés do método PEPS. Outro exemplo: exigir fiança bancária 
em suas vendas a prazo e não registrar mais a estimativa para devedores duvidosos.
Dessa forma, a mudança de um critério técnico não precisa ser evidenciada em demonstra-
ções, normalmente é divulgada em notas explicativas.
O que deve ser evidenciado na DMPL é o ajuste de exercícios anteriores, que é efeito de mu-
dança de critério em exercícios anteriores que não foram ajustados devidamente ou a corre-
ção de um erro em anos anteriores.
Questão 12 (CESPE/MPU/AFC/2015) De acordo com as normas emitidas pelo Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, relativos às demonstrações contábeis.
A DMPL inclui o resultado abrangente do período, apresentando, separadamente, o montante 
total atribuível aos proprietários da entidade controladora e, se houver, o  montante corres-
pondente à participação de não controladores.
Certo.
Vimos na aula que a DRA pode ser apresentada de forma isolada, complementando a DRE ou 
dentro da DMPL; contudo, independente da forma de apresentação, a DMPL deve incluir os 
resultados abrangentes, pois essas receitas e despesas abrangentes estão na conta “AAP” – 
ajuste da avaliação patrimonial, que é uma conta do “PL”.
O CPC 26 (R1), em seu item 106, destaca o seguinte:
A demonstração das mutações do patrimônio líquido inclui as seguintes informações:
a) o resultado abrangente do período, apresentando separadamente o montante total atribu-
ível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação 
de não controladores.”
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 13 (CESPE/CGE-PI/AUDITOR GOVERNAMENTAL/2015) De acordo com a Lei n. 
6.404/1976, julgue o próximo item, a  respeito da elaboração e apresentação das principais 
demonstrações contábeis.
A apresentação de demonstrações de mutações do patrimônio líquido é facultativa.
Certo.
A Lei n. 6.404/1976 trata das demonstrações obrigatórias em seu art. 176 da seguinte forma:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mer-
cantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a 
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I – balanço patrimonial;
II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III – demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração das origens e aplicações de recursos.
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei n. 11.638, de 2007)
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei n. 11.638, de 2007)
Note que, segundo a referida lei, a DLPA que é obrigatória. Entretanto em seu art. 186 a mes-
ma lei faculta a elaboração da DMPL:
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo 
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio 
líquido, “se” elaborada e publicada pela companhia.
Questão 14 (CESPE/TCE-PA/ACE-CONTÁBIL/2016) Com base na legislação societária e 
nos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item subsequente, 
a respeito das demonstrações contábeis.
De acordo com a legislação societária, a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados 
(DLPA) pode ser apresentada como demonstração autônoma ou como parte da demonstra-
ção de mutações do patrimônio líquido (DMPL).
Certo.
A Lei n. 6.404/1976, em seu Art. 176, destaca que a DLPA é uma demonstração obrigatória, 
assim, poderá ser apresentada de forma isolada.
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CONTABILIDADE GERAL
Já em seu art. 186 apresenta que a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados poderá 
ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada 
pela companhia.
Questão 15 (CESPE/MEC/ANALISTA CONTÁBIL/2014) Julgue os itens relativos às demons-
trações contábeis previstas na legislação em vigor
A demonstração das mutações do patrimônio líquido permite identificar o fluxo de valores 
entre as contas componentes do patrimônio líquido, inclusive os resultados abrangentes, se-
gregados em acionistascontroladores e não controladores.
Certo.
A assertiva está de acordo com a determinação do CPC 26 (R1) em seu item 106, que destaca 
o seguinte:
“A demonstração das mutações do patrimônio líquido inclui as seguintes informações:
(a) o resultado abrangente do período, apresentando separadamente o montante total atribu-
ível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação 
de não controladores.”
Questão 16 (CESPE/MEC/ANALISTA CONTÁBIL/2014) Julgue os itens a seguir, relativos aos 
fundamentos de contabilidade aplicados à contabilidade empresarial.
A demonstração das mutações do patrimônio líquido tem a finalidade de apresentar, entre 
outros elementos, os  efeitos das mudanças de práticas contábeis e as correções de erros 
reconhecidos no período.
Certo.
Efeitos das mudanças de práticas contábeis e as correções de erros reconhecidos e identifi-
cados no período têm relação com ajustes de exercícios anteriores e devem ser registrados 
diretamente na conta lucros ou prejuízos acumulados.
Como a conta lucro ou prejuízo acumulado é uma conta do PL, as variações da conta devem 
ser apresentadas na DMPL.
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CONTABILIDADE GERAL
Segundo a NBC TG 26 (R4), que trata da apresentação das Demonstrações Contábeis, a de-
monstração das mutações do patrimônio líquido inclui as seguintes informações:
a) o resultado abrangente do período, apresentando separadamente o montante total atribu-
ível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação 
de não controladores;
b) para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da aplicação retrospectiva ou da 
reapresentação retrospectiva, reconhecidos de acordo com a NBC TG 23 que trata das políti-
cas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro.
Questão 17 (CESPE/TCE-PE/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/2017) Caso uma compa-
nhia realize uma constituição de reservas de incentivos fiscais no valor de R$ 125.000, isso 
fará que a demonstração das mutações do patrimônio líquido dessa companhia evidencie um 
aumento de R$ 125.000 no saldo de conta de reservas e uma redução, no mesmo valor, na 
conta de lucros acumulados.
Certo.
A formação de qualquer reserva de lucros é feita a partir da conta lucro acumulado, assim o 
registro envolve duas contas do PL, uma aumentando o saldo da reserva de lucro e a outra 
diminuindo o saldo da conta lucro acumulado, o lançamento é feito da seguinte forma:
D – lucros acumulados
C – reserva de lucros de incentivo fiscal
Questão 18 (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com relação a operações que envolvem re-
sultado do exercício e a métodos de custeio das entidades comerciais, julgue o item que 
se segue.
As despesas operacionais são obtidas pela análise da demonstração dos fluxos de caixa.
Errado.
As despesas operacionais são apresentadas na DRE e não na DFC.
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CONTABILIDADE GERAL
Questão 19 (CESPE/TJ-AM/CONTADOR/2019) Com relação a operações que envolvem re-
sultado do exercício e a métodos de custeio das entidades comerciais, julgue o item que se 
segue.
Vendas canceladas representam deduções da receita bruta.
Certo.
A DRE, segundo a Lei n. 6.404/1976, começará pela conta Receita Bruta de Vendas e ela será 
ajustada pelas deduções para assim apresentar a Receita Líquida de Vendas.
As principais deduções são: vendas canceladas, devolução de vendas, abatimentos sobre 
vendas, descontos concedidos e impostos sobre vendas.
Questão 20 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Julgue o item a seguir, com relação aos fa-
tos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n. 
6.404/1976 (e alterações posteriores) e os pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronun-
ciamentos Contábeis (CPC).
Os ajustes de avaliação patrimonial decorrentes de variações de ativos financeiros disponíveis 
para venda que tenham sido reconhecidos no balanço patrimonial de determinado exercício 
devem ser evidenciados na demonstração do resultado abrangente do exercício seguinte.
Errado.
Instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda devem ser mensurados 
pelo seu valor justo, ou seja, pelo valor de mercado; a contrapartida do ajuste deve ser regis-
trada como receita ou despesa abrangente na conta AAP – Ajuste da Avaliação Patrimonial, 
por consequência será evidenciado na DMPL e na DRA do EXERCÍCIO.
O erro da assertiva está ao afirmar que a evidenciação será na DRA do exercício seguinte.
Questão 21 (CESPE/TCE-PE/ACE/2017) De acordo com a legislação societária, os princípios 
de contabilidade e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), jul-
gue o item seguinte, relativo a demonstrações contábeis.
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CONTABILIDADE GERAL
Situação hipotética: Em 31/12/2016, uma empresa evidenciou as seguintes informações em 
sua demonstração do resultado do exercício.
Assertiva: Nessa situação, no mesmo período, se essa empresa tiver verificado outros resul-
tados abrangentes no valor de R$ 81 mil, negativos, então o total de resultado abrangente 
evidenciado na demonstração de resultado abrangente será igual a R$ 1.610.000.
Certo.
Nesse caso, para encontra o resultado abrangente, devemos partir do LLE e adicionais as re-
ceitas e despesas abrangentes.
LLE = 1.691
(-) despesas abrangentes = (81.000)
(=) resultado abrangente = 1.610
Questão 22 (CESPE/EBSERH/CONTADOR/2018) Julgue o item seguinte, a respeito da ela-
boração das demonstrações contábeis segundo os pronunciamentos do CPC e a legislação 
vigente.
Ajustes de exercícios anteriores afetam a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, 
desde que sejam derivados de fatos subsequentes.
Errado.
O assunto é previsto na Lei n. 6.404/1976, em seu artigo 186, da seguinte forma:
Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo 
inicial;
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CONTABILIDADE GERAL
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos 
da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício ante-
rior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
Está errada a assertiva, pois os eventos subsequentes têm relação com erros ou mudançasde critérios técnicos ocorridos, ou seja, fatos passados.
Questão 23 (CESPE/TCE-PA/ACE/2016) No que se refere às principais demonstrações con-
tábeis previstas em lei, julgue o item que se segue.
A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (DLPA) evidencia os ajustes de exercícios 
anteriores que tenham resultado da retificação de erro imputável a determinado exercício an-
terior e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
Certo.
O assunto é previsto na Lei n. 6.404/1976, em seu artigo 186, da seguinte forma:
Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo 
inicial;
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos 
da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício ante-
rior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
Está certa, pois os eventos subsequentes têm relação com erros ou mudanças de critérios 
técnicos ocorridos, ou seja, fatos passados que não possam ser registrados como eventos 
atuais, por isso devem ser ajustados diretamente no PL.
Questão 24 (CESPE/EBSERH/CONTADOR/2018) Julgue o item seguinte, a respeito da ela-
boração das demonstrações contábeis segundo os pronunciamentos do CPC e a legislação 
vigente.
Apesar de ser facultativa, segundo a legislação societária, a demonstração de mutações do 
patrimônio líquido integra o rol de demonstrações financeiras classificadas como obrigató-
rias pelo CPC.
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CONTABILIDADE GERAL
Certo.
A Lei n. 6.404/1976 estabelece a obrigatoriedade da DLPA e faculta a elaboração da DMPL, 
contudo, as normas contábeis do CFC obrigam a elaboração da DMPL e facultam a elabora-
ção da DLPA.
O Art. 186 da Lei estabelece o seguinte:
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo 
por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio 
líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Já o CPC 26 prevê que o conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:
a) balanço patrimonial ao final do período;
b) demonstração do resultado do período;
c) demonstração do resultado abrangente do período;
d) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
e) demonstração dos fluxos de caixa do período.
Questão 25 (CESPE/EMAP/AUDITORIA INTERNA/2018) Com relação à elaboração das prin-
cipais demonstrações contábeis previstas na normatização vigente, julgue o item seguinte.
As alterações verificadas em lucros ou prejuízos acumulados, entre dois períodos, apesar de 
comumente evidenciadas na demonstração de mutações do patrimônio líquido, pode ser ob-
jeto de demonstração própria.
Certo.
A Lei n. 6.404/1976 estabelece a obrigatoriedade da DLPA e faculta a elaboração da DMPL, 
contudo, as normas contábeis do CFC obrigam a elaboração da DMPL e facultam a elabora-
ção da DLPA.
A DMPL é mais completa e engloba as informações apresentadas na DLPA, por isso, quem 
elabora a DMPL não precisa, mas pode elaborar a DLPA.
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Questão 26 (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) Com base nas normas de contabilidade apli-
cáveis às demonstrações financeiras, julgue o item subsecutivo.
São denominados equivalentes de caixa os investimentos conversíveis em moeda e que apre-
sentam alto risco de alteração de valor, sendo necessária a exposição, no relatório de admi-
nistração, dos critérios adotados para identificar as aplicações em equivalente de caixa.
Errado.
Para ser considerado um equivalente a caixa, o investimento deve ser prontamente ser con-
versível em dinheiro e ter um insignificante risco de perda.
A assertiva está errada, pois destacou que devem apresentar um alto risco de alteração de 
valor.
Questão 27 (CESPE/FUNPRESP-EXE/CONTABILIDADE E FINANÇAS/2016) A conta de apli-
cação financeira de liquidez imediata em moeda corrente, constante no grupo do ativo circu-
lante, é exemplo de equivalente de caixa componente da DFC.
Certo.
Se não houver nenhuma outra informação na questão, como, por exemplo: prazo de resgate 
e possibilidade de perdas; os equivalentes a caixa são representados pelas aplicações finan-
ceiras de liquidez imediata.
Questão 28 (CESPE/DPU/CONTADOR/2016) De acordo com a Lei n. 6.404/1976, julgue o 
próximo item, a respeito da elaboração e apresentação das principais demonstrações contá-
beis.
O objetivo primeiro da demonstração dos fluxos de caixa (DFC) é permitir que usuários dessa 
demonstração avaliem a capacidade de geração de futuros fluxos líquidos positivos de caixa.
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Errado.
A assertiva está errada, pois o objetivo primário da DFC é apresentar, de forma clara, todos 
os ingressos e todas as saídas de dinheiro da conta caixa e da conta equivalente a caixa de 
acordo com a atividade ocorrida.
Avaliar a capacidade de geração de fluxo positivo é uma das finalidades da DFC, entretanto, 
não é o objetivo primário dela.
Questão 29 (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA FINANCEIRO CONTÁBIL/2016) A análise da 
DFC de uma entidade proporciona aos seus usuários uma base acerca da capacidade da en-
tidade de gerar caixa e equivalentes de caixa, nos diferentes fluxos que a compõem.
Certo.
O CPC 03, que trata da DFC, destaca que as informações dos fluxos de caixa de uma entidade 
são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para ava-
liar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como suas necessi-
dades de liquidez.
As decisões econômicas que são tomadas pelos usuários exigem avaliação da capacidade de 
a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da época e do grau de segurança 
de geração de tais recursos.
Questão 30 (CESPE/MPU/AFC/2015) A respeito da análise e avaliação econômica e finan-
ceira, julgue o item a seguir.
A montagem do fluxo de caixa deve levar em conta o rigor das normas internacionais, não 
se admitindo o registro de fluxos virtuais de caixa; portanto, recomenda-se que, na operação 
de desconto de duplicatas, seja considerado o recebimento do valor líquido descontado pelo 
banco como uma entrada classificada entre as atividades operacionais.
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Claudio Zorzo
Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADEGERAL
Certo.
O desconto de duplicata consiste em uma operação de gestão financeira, na qual a empresa 
antecipa junto a uma instituição financeira o recebimento de um valor referente às duplicatas 
a receber. A responsabilidade pela quitação do título é da empresa e o banco repassa o valor 
nominal das duplicadas descontados da taxa de administração.
Como faz parte da gestão operacional, o normal é classificar essa atividade como operacional.
Questão 31 (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA FINANCEIRO CONTÁBIL/2016) Julgue o 
item seguinte, relativos à demonstração dos fluxos de caixa (DFC).
A análise da DFC de uma entidade proporciona aos seus usuários uma base acerca da capa-
cidade da entidade de gerar caixa e equivalentes de caixa, nos diferentes fluxos que a com-
põem.
Certo.
O CPC 03, que trata da DFC, destaca que as informações dos fluxos de caixa de uma entidade 
são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para ava-
liar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como suas necessi-
dades de liquidez.
As decisões econômicas que são tomadas pelos usuários exigem avaliação da capacidade de 
a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da época e do grau de segurança 
de geração de tais recursos.
Questão 32 (CESPE/MPU/AFC/2015) A respeito da análise e avaliação econômica e finan-
ceira, julgue o item a seguir.
A montagem do fluxo de caixa deve levar em conta o rigor das normas internacionais, não 
se admitindo o registro de fluxos virtuais de caixa; portanto, recomenda-se que, na operação 
de desconto de duplicatas, seja considerado o recebimento do valor líquido descontado pelo 
banco como uma entrada classificada entre as atividades operacionais.
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Claudio Zorzo
Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
Certo.
O desconto de duplicata consiste em uma operação de gestão financeira, na qual a empresa 
antecipa, junto a uma instituição financeira, o recebimento de um valor referente às duplicatas 
a receber. A responsabilidade pela quitação do título é da empresa e o banco repassa o valor 
nominal das duplicadas descontados da taxa de administração. Como faz parte da gestão 
operacional, o normal é classificar essa atividade como operacional.
Questão 33 (CESPE/TCE-RN/AUDITOR/2015) A respeito de demonstrações contábeis, jul-
gue o item subsequente.
É recomendável que os juros sobre o capital próprio e os dividendos pagos sejam classifica-
dos, na demonstração dos fluxos de caixa, como fluxo das atividades de financiamento.
Certo.
Os juros normais pagos e recebidos e os dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos 
são comumente classificados como fluxos de caixa operacionais, todavia, não há consenso 
sobre a classificação desses fluxos de caixa nas entidades.
O CPC 03 estabelece que os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser 
classificados como fluxo de caixa de financiamento porque são custos da obtenção de recur-
sos financeiros.
O CPC encoraja fortemente essa classificação. Alternativa diferente deve ser seguida de nota 
explicativa evidenciando esse fato.
Assim, a classificação normal é a seguinte:
• Juros RECEBIDOS ou PAGOS – Fluxo operacional;
• Juros s/ Capital Próprio e Dividendos RECEBIDOS – Fluxo operacional.
• Juros s/ Capital Próprio e Dividendos PAGOS – Fluxo de Financiamento.
Questão 34 (CESPE/MPU/AFC/2015) De acordo com as normas emitidas pelo Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir, relativos às demonstrações contábeis.
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
O efeito das mudanças nas taxas de câmbio sobre o caixa e equivalentes de caixa, mantidos 
em moeda estrangeira, deve ser classificado, na demonstração dos fluxos de caixa, como 
fluxos de caixa das atividades operacionais.
Errado.
Segundo orientação do CPC 03, os ganhos e perdas não realizados resultantes de mudanças 
nas taxas de câmbio de moedas estrangeiras não são fluxos de caixa. Isso ocorre porque não 
houve entrada ou saída de dinheiro, mas sim a apropriação da variação das dívidas ou dos 
créditos a receber em moeda estrangeira como ganho ou perda.
Todavia, o efeito das mudanças nas taxas de câmbio é apresentado como um ajuste na de-
monstração dos fluxos de caixa pelo método indireto, a fim de conciliar o caixa no começo e 
no fim do período.
Esse valor é apresentado separadamente dos fluxos de caixa das atividades operacionais, de 
investimento e de financiamento e inclui as diferenças, se existirem, caso tais fluxos de caixa 
tivessem sido divulgados às taxas de câmbio do fim do período.
Questão 35 (CESPE/FUNPRESP-EXE/ANALISTA FINANCEIRO CONTÁBIL/2016) Julgue o 
item seguinte, relativos à demonstração dos fluxos de caixa (DFC).
O aumento do capital social, que se inclui entre as mudanças na composição do capital pró-
prio da empresa, é uma entrada de caixa que deve ser apresentada na DFC como fluxo das 
atividades de investimento.
Errado.
O aporte de capital na empresa pelos sócios é uma atividade de financiamento. A empresa 
está captando recursos.
As atividades de financiamento são as atividades ligadas a empréstimos e financiamentos 
obtidos e a recursos captados com acionistas da companhia, incluem os recebimentos de-
correntes de empréstimos e financiamentos obtidos e o pagamento do principal dessas ope-
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Demonstração do Resultado do Exercício
CONTABILIDADE GERAL
rações. Nesse grupo, são apresentados os recursos recebidos dos acionistas ou sócios em 
realização de capital e o pagamento do seu eventual reembolso.
(CESPE/FUB/CONTADOR/2015) Considerando as informações da tabela, julgue o item subse-
quente em relação à demonstração dos fluxos de caixa e responda às questões 36 e 37.
Exercício 2014 R$ mil
Aplicações no intangível com saída de caixa 131
Pagamento de financiamentos 153
Redução de contas a receber – clientes 200
Aumento de contas a pagar – fornecedores 390
Obtenção de empréstimos bancários 900
Resultado do exercício (lucro) 1.062
Aquisição de imobilizado com saída de caixa 1.268
Questão 36 (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A variação da demonstração dos fluxos de cai-
xa de 2014 foi de R$ 1 milhão positiva.
Certo.
No fluxo de caixa, pelo método indireto, devemos começar pelo resultado do exercício e ajus-
tar o resultado ao fluxo operacional, somando as despesas não pagas e diminuindo as recei-
tas não recebidas, assim, teremos o resultado ajustado.
Depois devemos adicionar os recebimentos e diminuir os pagamentos que não transitaram 
pelo caixa. Lembrem-se da teoria CLAUDIANA:
I – Se o ativo circulante operacional aumentou, diminui o valor no ajuste ao lucro.
II – Se o ativo circulante operacional diminuiu, aumenta o valor no ajuste ao lucro.
III – Se o passivo circulante operacional

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