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Apostila - Vida Cristã

Apostila do Curso em Teologia (Vida Cristã) — FATAD, Prof. Jales Barbosa. Traz apresentação, orientações de estudo e índice com lições sobre salvação (realidade, lado humano, necessidade, evangelho, ira de Deus, batismo) e exercícios de revisão.

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CENTRO TEOLÓGICO FATAD
CURSO EM TEOLOGIA MODULAR
VIDA CRISTÃVIDA CRISTÃ
PRINCÍPIOS
CRISTÃOS
-
JESUS CRISTO
PROF.º JALES BARBOSA
VIDA CRISTÃ
APRESENTAÇÃO
Amados e queridos estudantes, amigos da verdade, povo adquirido, nação 
eleita.
Graça e paz, da parte de Deus nosso pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo.
Grande é a nossa responsabilidade do servo e salvo em Jeová, de anunciar,
apresentar, fazer chegar claramente à todos, da infinita bondade e grandeza, de tão
grande salvação em Cristo Jesus.
Conscientes dessa grande, esplendida, árdua e laboriosa tarefa do ensino da
palavra. E te convidamos para estudar a Santa e maravilhosa palavra de Deus.
Numa serie de apostilas andaremos juntos, passo a passo com, o Senhor
Jesus. Nos evangelhos; seremos missionário com os apóstolos em atos;
profetizaremos com Isaias, Ezequiel, e outros profetas; caminharemos com Moisés
pelo deserto, passaremos o Jordão com Josué; venceremos todos os Golias ao lado de
Davi em nome de Jeová; salmodiaremos canções ao nosso Deus com “Asafe”, teremos
a coragem de Débora, a sabedoria de Salomão, a graça de Jesus, a visão de Paulo, a
fidelidade de Samuel, amaremos e reclinaremos nosso rosto no peito de Cristo, tal qual
João.
Venha conosco, seja como os crentes de Beréia (At, 17.10-12), examinando
cada dia as escrituras, você estará tomando posse das bênçãos do Senhor,
fortalecendo-se, aprendendo e falando dessa palavra, você salvará tomando a ti
mesmo como seus ouvintes.
(1 Tm 4:16).
Em Cristo Jesus,
A Diretoria
FATAD Prof. Jales Barbosa 2
VIDA CRISTÃ
COMO ESTUDAR ESTE LIVRO
Às vezes estudamos muito e aprendemos ou retemos pouco ou nada.
Isto em parte acontece pelo fato de estudarmos sem ordem nem método.
Embora sucintas as orientações que passamos a expor ser-lhe-á muito útil.
1. Busque a ajuda divina
Ore a Deus dando-lhe graças e suplicando direção e iluminação do alto. Deus
pode vitalizar e capacitar nossas faculdades mentais quanto ao estudo da Palavra de
Deus. Nunca execute qualquer tarefa de estudo ou trabalhos da palavra de Deus sem
primeiro orar.
2. Além da matéria a ser estudada , tenha à mão as seguintes fontes de consulta
e refe-rência:
 Bíblia. Se POSSÍVEL em mais de uma versão.
 Dicionário Bíblico.
 Atlas Bíblico.
 Concordância Bíblica.
 Livro ou caderno de apontamentos -individuais.
 Habitue-se a sempre tomar notas de seus estudos e meditações.
3. Seja ORGANIZADO ao estudar
A. Ao primeiro contato com a matéria procure obter uma visão global da mesma isto
é como um todo. Não sublinhe nada. Não faça apontamentos. Não procure
referências na Bíblia. Procure sim descobrir o propósito da matéria em
estudos, isto é o que deseja ela comunicar-lhe.
B. Passe então ao estudo de cada lição observando a SEQÜÊNCIA dos Textos que
a englobam. Agora sim à medida que for estudando sublinhe palavras frases 
e trechos-chaves. Faça anotações no caderno a isso destinado.
C. Ao final de cada lição encontra-se uma revisão geral de cada parte do livro
perguntas e EXERCÍCIO que deverão ser respondidas ao termino de cada
parte, que deverão ser respondidas sem consulta ao texto correspondente.
responda todas as perguntas que for POSSÍVEL, logo em seguida volte ao
texto e confira as suas respostas. Fazendo assim VOCÊ chegara a um final
do seu estudo, com um bom aprendizado quanto no conhecimento intelectual
e ESPIRITUAL.
FATAD Prof. Jales Barbosa 3
VIDA CRISTÃ
ÍNDICE
INTRODUÇÃO............................................................................................................................6
I. SALVAÇÃO.............................................................................................................................6
1. A REALIDADE DA SALVAÇÃO:....................................................................................................6
2. O LADO HUMANO DA SALVAÇÃO...............................................................................................6
3. O HOMEM NECESSITA DE SALVAÇÃO?.......................................................................................7
3.1. O Evangelho é para Todos.............................................................................................7
3.2. A Ira de Deus contra o Pecado......................................................................................7
3.3. Há Salvação sem o Evangelho?....................................................................................7
3.4. O batismo e a Salvação.................................................................................................8
3.5. O Batismo é Necessário para a Salvação?....................................................................9
3.6. A vida nova é recebida após o batismo..........................................................................9
3.7. A Verdadeira Conversão..............................................................................................12
3.8. Humildade Espiritual....................................................................................................13
3.9. O Verdadeiro Arrependimento......................................................................................13
II. NOVO NASCIMENTO E CRESCIMENTO ESPIRITUAL......................................................15
1. O NOVO NASCIMENTO............................................................................................................15
2. CRESCIMENTO ESPIRITUAL.....................................................................................................15
2.1. Etapas do Crescimento................................................................................................15
III. A PERSONALIDADE...........................................................................................................26
1. FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE.............................................................................................26
2. TIPOS DE TEMPERAMENTO.....................................................................................................27
2.1. Temperamento Sanguíneo:..........................................................................................27
2.2. Temperamento Colérico:..............................................................................................27
2.3. Temperamento Melancólico:........................................................................................27
2.4. Temperamento Fleumático...........................................................................................27
3. CARÁTER...............................................................................................................................28
IV. NOVA VIDA.........................................................................................................................29
1. A NOVA VIDA EM CRISTO.......................................................................................................29
2. OS CONFLITOS DA NOVA VIDA................................................................................................29
3. A NOSSA ANTIGA SITUAÇÃO ANTES DE CRISTO........................................................................29
4. OS SINAIS DA NOVA VIDA EM CRISTO.....................................................................................29
5. A NOVA VIDA IMPLICA EM UMA REALIDADE MORAL E ESPIRITUAL.............................................30
5.1. Viver em Graça (Rm 6:14; II Tt 2:11-14)......................................................................30
5.2. A Graça de Deus a Redenção e a Purificação (II Tt 2:11-14).......................................30
5.3. Implica em apossar dos recursos de Deus (Ef 6:13-18)...............................................305.4. A Nova Vida é uma Vida de Fé....................................................................................30
6. É UMA VIDA ONDE AS ATITUDES E AS AÇÕES REFLETEM O AMOR DE CRISTO. (I JO 3:17-18; 4:15;
RM 5:5).....................................................................................................................................30
7. É UMA VIDA DE PRIVILÉGIOS:..................................................................................................30
V. O SOFRIMENTO NA VIDA DO CRISTÃO............................................................................32
1. SOFRIMENTO..........................................................................................................................32
2. O PECADO DO HOMEM............................................................................................................32
3. BOAS PESSOAS......................................................................................................................32
4. CASTIGO................................................................................................................................33
5. CRESCIMENTO ESPIRITUAL......................................................................................................33
6. O PLANO DE DEUS.................................................................................................................33
7. LIDANDO COM O SOFRIMENTO.................................................................................................33
FATAD Prof. Jales Barbosa 4
VIDA CRISTÃ
8. O APÓSTOLO PAULO E A IGREJA DE CORINTO.........................................................................34
VI. OBRAS DA CARNE............................................................................................................48
1. AS OBRAS DA CARNE – O INIMIGO INTERIOR...........................................................................48
2. A MENTE CARNAL..................................................................................................................49
3. A FORNICAÇÃO: A DEFESA DO SEXO ENDEUSADO..................................................................50
4. A LASCÍVIA: O POÇO DE PECADO...........................................................................................51
5. GUARDAR RANCOR E ESTOURAR DE RAIVA.............................................................................52
6. OS ÚLTIMOS PECADOS A MORRER: O CIÚME, A INVEJA E A CONTENDA...................................53
7. DISCÓRDIAS, DISSENSÕES, FACÇÕES.....................................................................................54
8. EMBRIAGUEZ, FOLIAS.............................................................................................................55
9. "TAIS COISAS"........................................................................................................................56
10. "NADA DISPONHAIS PARA A CARNE".....................................................................................57
11. SEMEANDO PARA A CARNE - CEIFANDO CORRUPÇÃO............................................................58
12. A IDOLATRIA E A FEITIÇARIA.................................................................................................60
13. DISCÓRDIAS, DISSENSÕES E FACÇÕES:................................................................................61
14. A SURPREENDENTE CHAVE PARA A PAZ REAL........................................................................63
VII. ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS....................................................................................65
1. ATITUDES E PREPARAÇÕES NECESSÁRIAS..............................................................................65
2. FERRAMENTAS PARA O ESTUDO DA BÍBLIA..............................................................................65
3.SUGESTÕES SOBRE COMO ESTUDAR A BÍBLIA...........................................................................66
4. O VALOR DO ESTUDO BÍBLICO................................................................................................67
5. CRESCENDO NA PRÁTICA DA PALAVRA DE DEUS......................................................................67
5.1. O Viver Frutífero...........................................................................................................67
5.2. O Desejo de Deus pelo seu Fruto................................................................................67
VIII. AJUSTAMENTOS..............................................................................................................68
1. AJUSTAMENTOS COM DEUS....................................................................................................68
2. AJUSTAMENTOS COM O ESPÍRITO SANTO................................................................................68
3. AJUSTAMENTOS CONSIGO MESMO..........................................................................................69
4. AJUSTAMENTOS COM A IGREJA...............................................................................................70
5. AJUSTAMENTO COM A FAMÍLIA................................................................................................71
6. AJUSTAMENTO COM O SEU TRABALHO.....................................................................................71
BIBLIOGRAFIA.........................................................................................................................73
FATAD Prof. Jales Barbosa 5
VIDA CRISTÃ
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Mt 6.33
Jesus Cristo é o único e suficiente autor de Vida Cristã; o que ele nos deu não foi
uma nova filosofia ou código de Ética; Deu-nos sua Vida. A Vida Cristã, pôr conseguinte, é
mais do que uma doutrina, dogma ou religião, é uma comunhão viva, com uma pessoa real é
uma experiência real de vida; Sem ele nada pode ser feito.
Vida crista e a vida de cristo sendo realmente compreendida e assimilada pelos
seus seguidores ela esta ligada a um compromisso real e constante com o discipulado (andar
com cristo) I Jo 2:6 (aquele que diz que permanece nele, esse deve andar como ele andou). 
Vida crista e vida de aparência são pôr princípios e origem, totalmente antagônica.
Miragem, simulação, representação, falsidade são inimigas ferrenhas da vida crista.
Todavia andemos de acordo com o que já alcançamos Fp 3:16.
I. SALVAÇÃOI. SALVAÇÃO
1. A Realidade da Salvação:
a) Pela fé a salvação na palavra (Rm 1:16);
b) A Nova vida em Cristo (II Cor 5:17);
c) O Poder transformador (Rm 6: 22-23);
d) O Novo nascimento (I Pd 1:23; Jo 3: 1-10);
e) É Gratuita (Ef 2:8-9);
f) É Pessoal e Vivida (Jo 14:23);
g) É Compartilhada (At 4:20).
2. O Lado Humano da Salvação
a) Arrependimento (Lc 18:13; II Cor 7:10);
b) Fé (Jo 1:12; 14:6);
Processo:
“Seguir a Jesus um dia de cada vez!”
FATAD Prof. Jales Barbosa 6
Reconhecer/pecador
Reconhecer/pecador
Precisa de 
Jesus
Arrepender/voltar para 
Deus
Confessar 
os pecados
Entregar a direção da 
vida a Cristo
Entregar a direção da 
vida a Cristo
VIDA CRISTÃ
3. O Homem necessita de Salvação?
a) A Necessidade Universal (Romanos 1:16-32)
Todos, sejam judeus ou gentios, precisam crer no evangelho de Jesus Cristo. É a
tese enunciada por Paulo em Romanos 1:16 e defendida nos capítulos seguintes.
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para
a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do
grego.”
3.1. O Evangelho é para Todos.
Nesse versículo chave, encontramos vários pontos essenciais para compreender a
carta aos Romanos e o propósito eterno de Deus para nossa salvação. Observe:
- O evangelho é o poder de Deus. A mensagempregada por Paulo e outros, no
primeiro século, não foi invenção do homem. Veio de Deus como o meio escolhido para salvar
os pecadores.
- A salvação é para aqueles que crêem. Embora o evangelho inclua mandamentos
para serem obedecidos (2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17), ele não é um sistema de
justificação por obras de lei. O contraste que Paulo introduz aqui e explicará nos próximos
capítulos é entre lei e fé. Nenhuma lei jamais salvou um pecador. A salvação vem pela fé.
- Para judeus e gentios. Deus trabalhou por meio da nação judaica para cumprir suas
promessas, e a pregação do evangelho começou entre os descendentes de Abraão. Mas, o
evangelho e a salvação que ele oferece são acessíveis a todos – judeus, gregos, gentios,....
3.2. A Ira de Deus contra o Pecado
O resto do primeiro capítulo mostra o motivo de Deus em ficar irado com o pecado
do homem. Note os pontos principais neste trecho:
Deus se revela. A vontade dele se revela na palavra das Escrituras, mas o caráter e
o poder de Deus se revelam pelas obras da criação (17-20). Este fato traz a responsabilidade
sobre todos de buscar a Deus, e deixa os desobedientes sem desculpa.
- Um erro leva a outros. Uma vez que o homem nega a existência de Deus ou perverte
a verdade sobre a natureza do Criador, outros pecados brotam dessas raízes (21-25). Pessoas
impressionadas com a sua própria inteligência e capacidade de raciocinar inventam deuses
feitos à imagem de homens, ou até de animais. Assim, negando a santidade e a perfeição do
Deus justo, justificam todo tipo de perversidade, incluindo relações homossexuais. Esses
versículos mostram que falsas doutrinas sobre Deus andam de mãos dadas com os pecados
da carne.
- Deus deixa os pecadores caminharem para sua própria punição. Deus não
autoriza o pecado, mas deixa o homem praticá-lo, até piorando cada vez mais. A justiça nem
sempre é imediata, mas os pecadores que não voltam para Deus receberão a merecida
punição (26-27).
- Mentes corrompidas se entregam à morte. O primeiro passo foi desprezar o
conhecimento de Deus. O destino é a morte. Os passos intermediários são vários. Nos
versículos 29-31, Paulo cita vários exemplos das coisas inconvenientes que merecem a
sentença de morte. Muitas pessoas consideram alguns desses pecados comuns e até
aceitáveis, mas Deus disse que pessoas invejosas, avarentas ou desobedientes aos pais
merecem a morte. Devemos pensar bem sobre a nossa conduta diante do Criador!
A resposta de Deus à necessidade de todos nós se encontra no evangelho.
3.3. Há Salvação sem o Evangelho?
Muitos dizem ser cristãos e salvos da escravidão do pecado. Mas, como podemos
saber se estamos salvos? Alguns dizem que estão salvos porque a sua igreja ou líderes
religiosos assim o dizem. Outros simplesmente se sentem salvos. Outros ainda, afirmam ter
"encontrado Deus" da maneira deles. 
FATAD Prof. Jales Barbosa 7
VIDA CRISTÃ
O amplo leque de respostas poderia continuar indefinidamente, especialmente num
mundo religioso onde um tema tão simples (como a salvação) é encoberto por confusão e
desentendimento. A única maneira de podermos entrar em acordo uns com os outros, e
principalmente, ter plena certeza dentro de nós mesmos, é achar e aceitar a resposta de Deus.
Nós só podemos saber se estamos salvos quando tivermos obedecido ao plano de Deus para
nossa salvação. O plano e a certeza da salvação vêm somente através do evangelho de Jesus
Cristo, as boas novas que nos mostram o caminho para a redenção. 
Paulo disse: "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus
para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego" (Romanos
1:16). Ele continua através da carta a mostrar que os caminhos e os sentimentos dos homens
não são verdadeiros guias para a salvação. Nada pode tirar o papel do evangelho no plano de
Deus para a nossa salvação! 
Reconhecendo que o evangelho é essencial para a nossa salvação exige que nós o
estudemos. Revelando a sua vontade para nós no Novo Testamento, Deus nos deu "todas as
cousas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pedro 1:3). Ele nos avisou dos perigos de aceitar
ou proclamar quaisquer novos ou diferentes "evangelhos" (Gálatas 1:6-9). Deus revelou a sua
vontade e enfatizou a sua importância. Compete a nós aprender e obedecê-la. 
Nossos sentimentos não nos dão confiança segura da salvação. Paulo
perseguiu violentamente o povo de Deus (Atos 22:4,5), entretanto, ele afirma que tinha agido
"com toda a boa consciência" (Atos 23:1). Ele sentiu que estava fazendo a coisa certa. Ele era
zeloso diante de Deus. Mas ele estava errado! Nós podemos pensar que estamos certos e
demonstrar grande zelo e, no entanto estar condenados diante de Deus. Nossos sentimentos
não são o padrão com o qual medimos nossa condição diante de Deus. 
As doutrinas dos professores humanos não nos fornecem a direção certa
para a salvação. Os homens estão constantemente inventando e revisando seus planos para
a redenção, conduzindo as pessoas para seguirem centenas de diferentes caminhos, todos os
quais supostamente, se dirigem para o mesmo lugar. Não acredite nisso! O evangelho nunca
nos diz que podemos seguir caminhos diferentes que levam ao mesmo lugar. Ao
contrário, ele diz que podemos chegar ao Pai somente através do Filho (João 14:6). Jesus
disse que seremos julgados pelas suas palavras (João 12:48-49), não pelas doutrinas
convenientes aos homens.
Para nos beneficiarmos do poder do evangelho, devemos seguir suas instruções.
Devemos crer na mensagem que "Jesus é o Cristo, o Filho de Deus" (João 20:31). Devemos
agir com base nesta fé, nos arrependendo dos nossos pecados e sendo batizados para a
remissão deles (Atos 2:38). Qualquer um que nos oferecer um plano diferente está tentando
nos oferecer salvação sem o evangelho!
3.4. O batismo e a Salvação
O batismo é um assunto importante nas Escrituras. Muitos textos mostram que o
batismo está intimamente relacionado com outros temas fundamentais do evangelho. Quando
Jesus encarregou os apóstolos da Grande Comissão, ele fez o batismo ser um elemento
central da mensagem que eles deveriam pregar ao mundo: "Jesus, aproximando-se, falou-lhes,
dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a
guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos as dias até
à consumação do século" (Mateus 28:18-20).
Quando Paulo apresentou os sete fundamentos da unidade cristã, o batismo era
um deles: "Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só
esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai
de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efésios 4:4-6). Você
pode perceber a importância do batismo por causa da sua ligação com aqueles outros
elementos vitais do cristianismo 
Infelizmente, poucos entendem o que a Bíblia afirma acerca da relação entre
batismo e salvação. O nosoo objetivo é mostrar que o batismo é um requisito para a salvação.
FATAD Prof. Jales Barbosa 8
VIDA CRISTÃ
As Escrituras ensinam que há vários requisitos para a salvação: a graça de Deus, o
amor de Deus, o sangue de Cristo, o ouvir a palavra, o arrependimento, a confissão, a fé, a
obediência, etc. Nenhum dos elementos acima salva sozinho; todos são, no entanto,
imprescindíveis. Em meio a tudo o que o homem tem que fazer para ser salvo está o batismo.
Ninguém pode ser salvo sem fé, sem a graça de Deus, sem o sangue de Cristo, sem o
arrependimento, etc., mas tambémnão pode ser salvo sem o batismo. O batismo é um dos
vários requisitos indispensáveis para a salvação.
3.5. O Batismo é Necessário para a Salvação?
Marcos 16:16 "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será
condenado." O texto é claro. É necessário que creiamos e sejamos batizados. Alguns
acreditam que o batismo não é essencial porque na segunda metade do versículo Jesus não
disse que aquele que não crê e não é batizado será condenado. A questão obviamente é se
queremos ser salvos ou condenados. Para sermos salvos duas coisas são necessárias: a
crença e o batismo. Para sermos condenados basta uma: a descrença. Examine este paralelo:
quem for contratado pela fábrica e trabalhar esforçadamente receberá a promoção; quem não
for contratado não receberá a promoção. Na verdade, não importa quão arduamente um
homem trabalhe, se nunca for contratado, certamente não receberá a promoção.
João 3:5 "Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer
da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus." Não é possível entrarmos no reino do
céu sem nascermos de novo da água e do espírito. O único nascimento pela água de que
falam as Escrituras é o batismo (veja Romanos 6:3-4). Nascer do espírito diz respeito à
transformação espiritual que devemos experimentar. Sem o batismo das águas e sem a
mudança espiritual, é impossível entrarmosno reino. 
Atos 2:38 "Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado
em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito
Santo." O contexto aqui é muito importante. Pedro tinha acabado de pregar um sermão no qual
acusava os que o ouviam de haverem assassinado ao Senhor. Seus ouvintes perguntaram o
que tinham que fazer então para serem salvos. Pedro mandou que se arrependessem e
fossem batizados para receber o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo. Sem
arrependimento e sem batismo, permanecemos perdidos, sem perdão.
Atos 22:16 "E agora, porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os
teus pecados, invocando o nome dele." Esse texto nos mostra como invocar o nome do Senhor
e ser salvo. Certamente devemos invocar o nome do Senhor para sermos salvos (Romanos
10:13; Atos 2:21). Mas isso significa mais que simplesmente gritar "Jesus" (Mateus 7:21-23;
Lucas 6:46; Atos 19:13-16; Romanos 10:1-3). Invocar o nome do Senhor significa voltar-se
para ele e submeter-se a ele para receber a salvação. O modo pelo qual fazemos isso é para
ser batizados e lavar os pecados. Uma vez que não é possível sermos salvos tendo ainda o
pecado e uma vez que o batismo é exigido para ser lavado dos pecados, fica claro que o
batismo é necessário para a salvação.
Romanos 6:3,4 "Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em
Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo
batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim
também andemos nós em novidade de vida." Essa passagem compara o batismo do cristão
com a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo. Jesus morreu. Nós temos que morrer
com respeito ao pecado. Jesus ressuscitou; devemos também ressurgir do nosso sepulcro do
batismo para vivermos uma vida nova. Está claro que a nossa nova vida segue o nosso
batismo. Como não se enterra ninguém vivo, mas sim os mortos, assim também os batizados
são aqueles que estão mortos no pecado e não os que já estão vivos em Cristo.
3.6. A vida nova é recebida após o batismo. 
1 Pedro 3:21: "A qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a
remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por
meio da ressurreição de Jesus Cristo." O batismo compara-se ao dilúvio dos dias de Noé. O
FATAD Prof. Jales Barbosa 9
VIDA CRISTÃ
dilúvio salvou a Noé da corrupção e da perversidade do velho mundo. O batismo nos salva da
corrupção e do pecado de nossa velha vida. Uma vez que o texto afirma que o batismo nos
salva, a questão é indiscutível.
"O batismo não é batismo de fato." Algumas pessoas tomam os textos acima e
tentam desidratá-los, dizendo que não se referem ao batismo nas águas. Isso é difícil fazer de
forma convincente. João 3:5, por exemplo, afirma claramente: "nascer da água e do espírito".
As pessoas tentaram dar toda sorte de significados à água nesse texto. Algumas dizem que
Jesus estava falando do nascimento físico e que a água é o líquido amniótico de que tratamos
quando dizemos que rompeu a bolsa d'água de uma grávida. Mas seria um pouco estranho
que Jesus dissesse a homens vivos que eles tinham de nascer de novo fisicamente para entrar
no reino dos céus. Informar Nicodemos que precisava nascer fisicamente para entrar nos céus
era visivelmente desnecessário; isso obviamente já havia ocorrido! No contexto, Jesus mostrou
categoricamente que estava falando de um nascimento espiritual e não físico. Foi Nicodemos,
não Jesus, que imaginou entrar de novo no ventre da mãe para nascer. Alguns dizem que água
em João 3:5 significa a palavra. Mas isso é arbitrário. Podemos dizer que água significa
qualquer coisa iogurte, por exemplo e ensinar que as pessoas devem ser batizadas no iogurte
para ser salvas! Mas Jesus disse água, e não há por que mudar isso.
Deve ficar claro que 1 Pedro 3:21 se refere ao batismo nas águas. No contexto, ele
estava falando sobre como o mundo dos dias de Noé se encheu de água. Alguns defendem a
idéia de que Noé foi salvo das águas e não pelas águas. O ponto do contexto, entretanto, não
é a preservação de Noé na arca, mas sua salvação pela água do pecado do mundo.
Alguns tentam interpretar essas passagens como se fosse uma referência ao
batismo com Espírito Santo. É verdade que a Bíblia menciona o batismo do Espírito Santo. Há,
no entanto, diferenças significativas entre o batismo nas águas e o batismo do Espírito Santo
que devem deixar claro a qualquer estudioso qual é qual. O batismo do Espírito Santo era uma
promessa, nunca uma ordem (observe Atos 1:4-5,8). Se um batismo é ordenado, sabemos que
não se trata do batismo do Espírito Santo. Com base nisso, Atos 2:38 e Atos 22:16 têm que se
referir ao batismo nas águas. Cristo é quem batizava com o Espírito Santo, não o homem. Se o
batismo tratado é um batismo feito por homens, sabemos tratar-se do batismo nas águas. Por
essa razão, Marcos 16:16 deve referir-se ao batismo nas águas (veja Mateus 28:18-20; Marcos
16:15-16). Romanos 6:3-4 é o batismo nas águas porque implica um sepultamento e uma
ressurreição para uma nova vida.
"A salvação não é salvação de fato." Às vezes as pessoas negam que esses textos
realmente ensinem que o batismo é essencial para a salvação. Com muita freqüência, fazem-
no com Atos 2:38: "Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado
em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito
Santo". Dizem que a expressão "para remissão dos pecados", no grego, significa ser batizado
porque os seus pecados já foram perdoados e não para receber o perdão dos pecados. O
interessante é que a mesma expressão, tanto em português quanto em grego, é usada em
Mateus 26:28: "Porque isto é meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de
muitos, para remissão dos pecados". O sangue de Jesus foi vertido para remissão dos
pecados. Teria seu sangue sido derramado porque os nossos pecados já haviam sido
perdoados ou para recebermos o perdão? Sem dúvida, para recebermos. Atos 2 já em si
afirma que devemos arrepender-nos e ser batizados para o perdão. Se devíamos ser batizados
porque os nossos pecados já foram perdoados, então o arrependimento também se daria
porque já recebemos a remissão dos pecados. Sabemos, porém, que o arrependimento é um
requisito pararecebermos o perdão; também o batismo.
"Salvos pela fé." Muitas pessoas fazem vistas grossas a todos os textos que tratam
do batismo ao tentarem decidir se o batismo é ou não imprescindível para a salvação. Elas
ressaltam os versículos bíblicos que ensinam que somos salvos pela fé (João 3:16; 5:24; Atos
16:31; Romanos 5:1; 10:9-10, etc.). Sem dúvida somos salvos pela fé. A Bíblia deixa isso bem
claro. Mas esse fato nada fala sobre o batismo ser ou não também necessário para a salvação.
Somos salvos por Cristo (Romanos 5:9-10), mas isso não significa que a fé seja dispensável.
Somos salvos pelo arrependimento (Atos 3:19), mas isso não invalida a graça de Deus. Mateus
5:9 ensina que somos salvos por sermos pacificadores, mas isso não nos autoriza a descartar
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VIDA CRISTÃ
a fé, o arrependimento e o batismo, crendo que o fato de sermos pacificadores seja em si o
que nos vai salvar. Se desejo saber sobre a relação que há entre o batismo e a salvação, devo
estudar os textos que tratam do assunto do batismo e da salvação. Os textos que abordam a
relação entre a fé e a salvação não responderão à pergunta.
Conquanto a Bíblia inequivocamente ensina que somos salvos pela fé, ela também
nos mostra que nem todo tipo de fé salva. Tiago 2:14-26 sustenta com convicção que a fé sem
a obediência é uma fé morta incapaz de salvar. João 12:42,43 apresenta algumas pessoas que
creram, mas não professaram a Cristo: "Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram
nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga;
porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus". Será que foram salvas?
Certamente, nem todo tipo de fé salva, apenas a fé que obedece ao que as Escrituras ensinam
(Gálatas5:6;Hebreus5:9).
O que realmente importa perguntar é: quando é que a fé salva? A fé de Josué e dos
homens de Israel causaram a ruína dos muros de Jericó quando obedeceram ao Senhor e
marcharam ao redor dos muros 13 vezes (Hebreus 11:30). A nossa fé salva quando
obedecemos ao Senhor (Romanos 6:17-18) e somos batizados (Gálatas 3:26-27).
"Não salvo pelas obras." As Escrituras ensinam que não somos salvos pelas obras
(Efésios 2:8-9; Romanos 4:1-5), mas também que somos salvos pelas obras (Tiago 2:24).
Não há dúvida de que esses textos falam de diferentes tipos de obra. A Bíblia, aliás,
aborda muitos tipos diferentes de obras. Há as obras da carne (Gálatas 5:19-21). É claro que
não somos salvos por estas obras. A Bíblia trata de obras para ganhar ou merecer a salvação.
Com estas obras, a salvação seria uma questão de salário e aquele que a recebesse poderia
gabar-se de ter merecido a salvação porque trabalhou para conquistá-la. Esse tipo de obra não
salva (Romanos 4:1-5). Mas as obras de uma fé obediente são imprescindíveis para a salvação
(Tiago 2:14-26). Devemos sempre analisar o tipo de obra que se acha em discussão no
contexto. Tito 3:5 ensina que não somos salvos pelas obras, mas pelo batismo: "Não por obras
de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar
regenerador e renovador do Espírito Santo". Paulo estava aqui usando obras no sentido de
Efésios 2 e de Romanos 4, afirmando que o batismo não é uma obra de merecimento, pela
qual não somos salvos. O batismo é um ato de obediência pelo qual somos salvos.
A confusão surge do nosso uso da palavra obra. Suponhamos que eu lhe prometa
dar um milhão de reais sob certas condições. Você tem de limpar toda a minha casa. Minha
casa não é muito grande, nem está muito suja, então está claro que o pagamento se trata de
um presente e não um salário. Você fez obras suficientes para merecer um milhão? Claro que
não. Seria absolutamente impossível você ganhar um milhão de reais limpando uma casa.
Você fez obras para cumprir as condições e receber um milhão de presente? Sem dúvida.
Você o recebeu só depois de limpar a casa. Nossa palavra obra às vezes só faz referência a
algo feito. Outras vezes, refere-se a algo feito para merecer salário. Precisamos fazer algo para
ser salvos, mas não podemos ganhar a nossa salvação como um pagamento.
"O ladrão na cruz." Às vezes, ouvimos a objeção de que o ladrão da cruz não foi
batizado, mas foi salvo. O ladrão foi salvo antes de Jesus morrer. Ninguém podia ser batizado
na morte de Jesus antes que ele mesmo tivesse morrido. Portanto, nem Abraão, nem Moisés,
nem Davi, nem ninguém antes de Jesus foi batizado para ser salvo. Os requisitos bíblicos para
a salvação mudaram com a morte de Cristo. Nem Abraão, nem Moisés, nem Davi, nem o
ladrão acreditaram que Jesus tinha ressuscitado dentre os mortos. Mas ninguém pode ser
salvo hoje sem crer que Jesus ressuscitou dos mortos.
Hebreus 9:15-18 afirma que o testamento de uma pessoa passa a vigorar após sua
morte. Antes de eu morrer, posso distribuir os meus bens da maneira que eu bem entender.
Após minha morte, minhas propriedades serão distribuídas de acordo com as disposições do
meu testamento. Antes da morte de Jesus, ele deu a salvação àqueles que quis. Mas, após
morrer, a salvação é dada de acordo com as condições de seu testamento. Após sua morte,
Jesus claramente afirmou que aquele que crê e se batiza será salvo (Marcos 16:15-16).
Muitas vezes Deus fez uso da água como linha divisória. Nos dias de Noé, a água
do dilúvio separava o mundo pecaminoso da nova vida num mundo purificado (Gênesis 6-8).
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No êxodo, a água do mar Vermelho era a linha divisória entre a escravidão e a liberdade
(Êxodo 12-15). Nos dias de Naamã, a água do rio Jordão era a linha divisória entre a lepra e a
purificação (2 Reis 5). Nos dias do cego, a água do Tanque de Siloé era a linha divisória entre
a cegueira e a capacidade de ver (João 9). Por que Deus usou a água nesses casos, eu não
sei. Mas, sem dúvida, não nos deve parecer estranho que Deus tenha feito a água no Novo
Testamento ser a linha divisória entre a velha vida de pecado e a nova vida em Cristo.
O batismo não é o único requisito para a salvação hoje, mas não podemos ser
salvos sem ele. "Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da
água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5).
3.7. A Verdadeira Conversão
Jesus rejeitava, muitas vezes, aqueles que tentavam segui-lo. A um jovem rico que
buscava o seu conselho, ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora
entristecido, não disposto a seguir Jesus a tão alto preço (Mateus 19:16-22). A um im-portante
líder religioso, Nicodemos, que tinha vindo louvando Jesus, o Senhor respondeu abruptamente:
Você tem que nascer de novo, se quiser ao menos ver o reino de Deus (João 3:1-8)! Jesus
pintava francamente as dificuldades em segui-lo e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de
forma inadequada (Lucas 9:57-62). Jesus pregou sobre o tema: "Não pode ser meu discípulo",
discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de embarcar na vida de
discípulo (Lucas 14:25-33).
Não era porque Jesus não quisesse seguidores. Ele veio ao mundo para buscar e
salvar os perdidos (Lucas 19:10). Ele estava profundamente comovido pelas multidões
perdidas e ansiava pela sua conversão (Mateus 9:35-38; Lucas 19:40-41). Mas Jesus sabia
que não seria fácil para os homens segui-lo e que eles estariam inclinados a enganarem-se a si
mesmos, pensando que eram discípulos, quando não eram. O Senhor nunca deixou de
declarar francamente o que a conversão real exige. 
Em duas ocasiões separadas, Jesus retratou a cena apavorante do julgamento,
quando os homens condenados estivessem esperando ser aceitos por Deus, mas não seriam
(Mateus 7:21-23; Lucas 13:22-30). Há muitos, que se consideram fiéis a Deus, que ele nãoaceita. É essencial examinarmo-nos. Talvez nos sintamos confiantes em nossa salvação, mas
assim o fizeram aqueles de Mateus 7 e Lucas 13. O que Jesus exige para sermos realmente
convertidos?
Gráfico da conversão:
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Vida Eterna
Vida Eterna
Morte:
Física,
Espiritual,
Eterna
Morte:
Física,
Espiritual,
Eterna
Jesus Cristo
Evangelho
Ponto de Conversão
Caminhada do 
homem, em 
pecado para a 
morte
Caminhada do 
homem, salvo, para a 
vida eterna
VIDA CRISTÃ
3.8. Humildade Espiritual
Em Mateus 18:1-5 Jesus usou uma criança para ensinar a lição que temos que
humilharmo-nos para entrarmos no reino de Deus. Freqüentemente, a humildade era a
qualidade que distinguia os verdadeiros discípulos (Marcos 2:13-17; Lucas 7:36-50; 18:9-14). O
primeiro passo em direção à bem-aventurança é ser pobre em espírito, isto é, reconhecer o
nosso próprio vazio espiritual e a indignidade (Mateus 5:3). Os sermões do livro de Atos
sempre destacaram a culpa do homem. A verdadeira conversão nunca ocorre, a menos que a
pessoa se tenha humilhado primeiro. 
A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, em João 3, é fascinante. Nicodemos
era um chefe religioso. Ele veio a Jesus, louvando seus ensinamentos e milagres. É difícil
saber o que se passava na mente de Nicodemos, enquanto falava. Talvez estivesse esperando
louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele
mesmo estava fazendo, como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi:
"Nicodemos, você precisa começar tudo de novo, se quiser entrar no reino de Deus." Seja o
que for que Nicodemos estivesse esperando, não era isto! A resposta de Jesus significava que
toda a religião de Nicodemos, toda a sua atividade no ensino, toda a sua posição no judaísmo,
eram sem valor, em relação ao domínio de Deus. Nós também precisamos ver que toda a
nossa religião e nossa própria grandeza nada valem. As realizações do passado nada
representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num
relacionamento com Deus. 
Jesus ensinou que é loucura começar um projeto sem entender primeiro o que será
exigido para terminá-lo. Ele ilustrou com a idéia de um homem que começou a construir uma
torre, mas loucamente esqueceu de fazer um orçamento para determinar se teria fundos para
completá-la, e assim teve que parar no meio do projeto. A verdadeira conversão necessita de
um cuidadoso exame do estilo de vida que Deus espera do convertido. 
Observe em Lucas 14:26, 27, 33: 
"Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e
filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu
discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não
pode ser meu discípulo.... Assim, pois, todo aquele que dentre vós não
renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo".
Para servir a Deus fielmente, ele precisa ter o primeiro lugar em minha vida. Preciso
servi-lo acima das considerações de família, do bem-estar material e de meus próprios
desejos. Jesus ressaltou a necessidade de tomar-se a própria cruz. A cruz daquele tempo era
um instrumento de morte, e não um objeto ornamental. Jesus estava dizendo que haveria
dificuldades e lutas para quem o servisse (Hebreus 11; Mateus 10:24-25). Não seria fácil. O
conceito atual de uma religião confortável, socialmente correta, é bem diferente do
ensinamento de Cristo, que é preciso sacrificar os próprios desejos, a si mesmo e até a própria
vida (veja Lucas 9:23-24; Mateus 10:34-39; 16:24).
3.9. O Verdadeiro Arrependimento
O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão (Atos 2:38; 17:30),
envolve morte ao pecado (Romanos 6). A Bíblia o compara à morte e ressurreição de Cristo.
Tem que haver uma mudança de estilo de vida radical. A Bíblia usa termos como matar o velho
homem e revestir-se com o novo, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam
ser feitas (examine Efésios 4:17-32; Colossenses 3). Maus hábitos — embriaguez, imoralidade
sexual, ira, ganância, orgulho, etc. — precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que
devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o
resultado do arrependimento. 
Muitas pessoas tentam ser convertidas e converter outras, sem arrependimento.
Elas ensinam um cristianismo indolor, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a
felicidade e as bênçãos, porém pensam pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige
na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente: Não há conversão sem transformação.
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VIDA CRISTÃ
Aquele que creu e foi batizado, aquele que até mesmo foi aceito numa igreja e participa
fielmente das atividades religiosas, mas que não se arrependeu, não é salvo. O
arrependimento é um compromisso sério, determinado, para mudar sua própria vida. 
QUESTIONÁRIO
1. Há Salvação sem o Evangelho? 
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2. O batismo é necessário para a Salvação? 
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3. A nova vida é recebida após o Batismo? Como fica o caso do ladrão da Cruz?
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4. Em que consiste a conversão? 
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5. Explique o que vem a ser o arrependimento.
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Anotações:
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II. NOVO NASCIMENTO E CRESCIMENTO ESPIRITUALII. NOVO NASCIMENTO E CRESCIMENTO ESPIRITUAL
1. O Novo Nascimento
O Novo Nascimento é:
(1) Salvação (At 13:39);
(2) Libertação (Rm 6: 1-14; Fl 1,19);
(3) Transformação (Rm 13:11; Hb 10:36);
Novo Nascimento não é:
(1) Ser membro de uma igreja e ser dizimista;
(2) Cantar, pregar, orar, contribuir etc..... (2Tm 3:3-5;Mt 19:16-21).
O interessante é que neste processo de esclarecimento e transformação, o seu
inicio não é belo e muito menos agradável. O resultado final que é fantástico.
Nesse processo existem várias etapas e cada qual com a sua particularidade:
2. Crescimento Espiritual
2.1. Etapas do Crescimento
Nascer e Crescer. Nascer é um meio, crescer é um processo e fica bem claro que
ao nascer a tendência natural é crescer.
Crescer é imperativo na vida crista. As fases do crescimento são os métodos mais
geniais que Deus criou para o ser humano e qualquer ser vivo (animal ou vegetal) alcance sua
maturidade. As fases são passos em que a maturação física, emocional, social, mental,
espiritual, etc., acontecem de forma que haja um ajuste no todo.
2.1.1. A Primeira Infância (I Pd 2:2;I Jo 2:12)
Ninguém nasce natural e fisicamente grande, pois exigem cuidados especiais.
Jesus Cristo Crescia em:
(1) Estatura;
(2) Sabedoria;
(3) Graça diante de Deus e dos Homens (Lc 2:40).
Crescimento na Graça:
"Primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão
cheio na espiga." (Marcos 4: 28) 
Vou expor aqui minhas opiniões gerais acerca de uma obra
progressiva da graça nas diversas fases da experiência do crente.
FATAD Prof. Jales Barbosa 15
Remoção de 
crosta 
(conversão).
Polimento 
(experiência com o 
poder do Espirito 
Santo).
Lapidação onde as 
arestas serão 
removidas
Exposição 
(ministério ativo).
VIDA CRISTÃ
Classificá-las-ei pelas fases (a), (b), (c), correspondentes às distinções que nosso Senhor nos
ensina a observar, conforme o crescimento do grão: "Primeiro a erva, depois a espiga, por
último o grão cheio na espiga." 
O Senhor conduz todo o Seu povo de modo eficaz e salvador ao conhecimento das
mesmas verdades essenciais. Mas Ele o faz com tal variedade de métodos que será
necessário nesta dissertação colocar de lado, tanto quanto possível, aquelas coisas que sejam
somente pessoais ou ocasionais na experiência de cada um e reunir somente aquelas que, em
maior ou menor grau, são comuns a todos. Não lhes darei, portanto, uma cópia de minha
própria experiência ou dos alunos da disciplina de estudo Indutivo de Marcos da Fatad ou de
qualquer individuo. Esforçar-me-ei, porém para afirmar tão claramente quanto puder, o que as
Escrituras nos ensinam acerca da natureza e das coisas essenciais de uma obra da graça, de
forma que tenha uma aplicação geral a todos aqueles que são objetos da operação da graça
divina.
Por natureza; todos nós estamos mortos em ofensas e pecados. Não somos
somente estranhos a Deus, mas nosso estado é inimizade e oposição ao Seu governo e graça.
Não obstante, qualquer diferença que possa haver nos carácteres dos homens como membros
da sociedade, todos eles são igualmente incapazes de receber ou aprovar as verdades divinas
(1 Corintios 2: 14), sejam sábios ou ignorantes, sóbrios ou profanos.
Com base nisto nosso Senhor declara: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me
enviou o não trouxer." Embora o termo Pai muito freqüentemente expresse uma conhecida e
importante distinção na adorável Trindade, compreendo que algumas vezes nosso Senhor o
usa para simbolizar Deus, ou a natureza divina em contraposição a Sua humanidade, como em
João 14: 9. E creio ser esse o sentido aqui: "Ninguém pode vir a mim a menos que seja
ensinado por Deus," e receba a operação do poder divino. O exercício imediato desse poder,
de acordo com o plano da salvação é atribuído ao Espírito Santo mais do que ao Pai (João 16:
8-11). Mas é o poder do Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo e, portanto, atribuído ao Pai,
ao Filho e ao Espírito (João 5: 21 e 6: 44-63; 2 Coríntios 3: 18; 2 Tessalonicences 3: 5).
(a) Graça na Erva. 
Eu entenderia uma pessoa que está sendo atraída por Deus, o que infalivelmente a
conduzirá ao Senhor Jesus Cristo para ter vida e salvação. O início desta obra é instantâneo. Ê
efetuado por um certo tipo de luz comunicada à alma, que antes a desconhecia totalmente. Os
olhos do entendimento são abertos e iluminados. A luz fornecida no início é fraca e indistinta,
como a aurora; mas, uma vez começada, irá certamente aumentar e difundir-se até ser dia
perfeito.
Freqüentemente falamos como se convicção de pecado fosse a primeira obra que
Deus efetua na alma que em Sua misericórdia irá trazer para Si. Mas creio que isso não está
totalmente certo. A convicção é somente uma parte, ou melhor, um efeito imediato daquela
primeira obra; há muitas convicções que não surgem dela de modo algum e que, portanto, são
apenas ocasionais e temporárias, embora por algum tempo possam ser muito rigorosas,
levando a pessoa a fazer muitas coisas. Para que tenhamos uma devida convicção de pecado,
precisamos ter concepções adequadas do Deus com O qual havemos de tratar. Mesmo que
não as tenhamos, o pecado pode ser temido como sendo perigoso. Contudo, sua natureza e
seu demérito só podem ser compreendidos sendo contrastados com a santidade, majestade,
bondade e verdade do Deus contra O qual o pecado é cometido.
Nenhum meio exterior, nem misericórdia, julgamento ou ordenança pode comunicar
tal descoberta de Deus ou produzir tal convicção de pecado sem a operação dessa luz e poder
divinos para a alma. A consciência e as paixões naturais podem, realmente, de tal forma sofrer
a ação de meios exteriores que ativem alguns desejos e esforços, mas se estes não se acham
fundamentados numa apreensão espiritual das perfeições de Deus, de acordo com a revelação
que Ele fez de Si mesmo na Sua Palavra, irão mais cedo ou mais tarde conduzir a nada, e a
pessoa em apreço irá retomar gradativamente aos seus caminhos iniciais (2 Pedro 2: 20) ou irá
cair numa forma de piedade baseada na auto-justiça, destituída de poder (Lucas 18: 11). E,
portanto, como existem tantas coisas, na dispensação do evangelho, apropriadas para operar
sobre as paixões dos homens, os muitos e tristes fracassos e apostasias entre os professos
devem ser mais lamentados do que admirados.
FATAD Prof. Jales Barbosa 16
VIDA CRISTÃ
Muito embora a semente possa parecer ter germinado e estar verde por um certo
tempo, se não houver profundidade para que ela firme suas raízes, certamente murchará.
Podemos não ser aptos para julgar com certeza na primeira manifestação de uma profissão
religiosa, se a obra é profunda e espiritual ou não; mas "o Senhor conhece os que são Seus" (2
Timóteo 2: 19) e onde quer que for real, será um sinal infalível da salvação. 
Assim é que, como Deus somente Se revela por meio da verdade contida nas
Escrituras, a luz recebida dessa forma conduz a alma à Escritura de onde aquela procede, e
todas as verdades capitais da Palavra de Deus logo começam a ser percebidas e aceitas. A
maldade do pecado é reconhecida; a maldade do coração é sentida. Pode haver por algum
tempo certos esforços para obter o favor de Deus pela oração, arrependimento e reforma; mas,
na maior parte, não passa muito tempo até queessas coisas se provem vãs e ineficazes. A
alma, como a mulher mencionada em Marcos 5: 26, cansada de expedientes inúteis, vê-se
cada vez pior e é levada gradualmente a ver a necessidade e a suficiência da salvação do
evangelho.
O indivíduo A pode ser um crente até este ponto: que ele crê na Palavra de Deus,
vê e sente que as coisas são de fato como elas são ali descritas, odeia e evita o pecado,
porque ele sabe que é desagradável a Deus e contrário à sua bondade; recebe o relato que
Deus deu de Seu Filho; tem seu coração afetado e trazido a Cristo pela percepção de Sua
glória e de Seu amor para com pobres pecadores; aventura-se e apoiar-se em Seu nome e em
Suas promessas como único modo de encorajar-se a vir ao trono da graça; espera
diligentemente, empregando todos os meios indicados para comunhão e crescimento na graça;
ama o povo do. Senhor, considera-o a excelência da terra e se deleita em seu convívio. Ele
está ansiando, esperando e orando para compartilhar as bênçãos que acreditam eles gozar, e
não pode dar-se por satisfeito com nada menos do que isso. Está convicto do poder de Jesus
para salvá-lo, mas, por causa de sua ignorância e legalismo remanescentes, da lembrança de
pecados cometidos e da consciência da corrupção atual, ele freqüentemente questiona sua
própria disposição favorável;e, sem conhecer as abun1âncias da graça e a segurança das
promessas, teme que o _compassivo Salvador o expulse de seus pés. Enquanto ele é assim
jovem no conhecimento do evangelho, carregado de pecados e talvez assediado pelas
tentações de Satanás, o Senhor "que recolhe os cordeiros em Seus braços e os carrega em
Seu seio" agrada-se, por vezes, em agraciá-lo com revigorantes, para que não se deixe tragar
pela tristeza, excessiva. Talvez seu coração se tenha dilatado mediante a oração ou ao ouvir a
Palavra, ou é levado a compreender alguma boa promessa, aplicada com poder e doçura. Ele
se engana quanto à natureza e desígnio desses consolos, os quais não são dados para fazê-lo
descansar neles, mas para encorajá-lo a que avance com afinco. 
Pensa então que está em boas condições porque os tem e se apega à esperança
de tê-los sempre. Então sua montanha permanece forte. Mas, antes de se passar muito tempo,
ele sente uma mudança: seus consolos são retirados; não encontra ânimo para orar; não
consegue ouvir com atenção; o pecado que nele habita revive com força renovada e talvez
Satanás retome com fúria redobrada. Já não sabe o que fazer; acha que suas esperanças
eram presunçosas e seus consolos ilusões. Deseja sentir algo que lhe sirva de garantia para
poder confiar nas promessas gratuitas de Cristo. Seu conceito da plenitude da graça do
Redentor é muito estreito; não vê a harmonia e a glória dos atributos divinos na salvação de
um pecador; suspira por misericórdia, mas teme que a justiça esteja contra ele. 
Entretanto, através dessas dispensações que se modificam, o Senhor o está
treinando e levando-o adiante. Ele recebe graça de Jesus pela qual é habilitado a lutar contra o
pecado; sua consciência é tenra, seus problemas são, mormente espirituais, e acha que se
pudesse chegar a sentir-se sempre seguro de sua aceitação no Amado, dificilmente qualquer
provação exterior seria capaz de lhe causar perturbação.
Realmente, apesar da fraqueza de sua fé e o predomínio de um espírito legalista
gue o danifica grandemente, há certas coisas em sua experiência atual que talvez possam
gerar sentimentos de pesar daqui a diante, quando sua esperança e conhecimento estiverem
mais estabelecidos, particularmente aquela sensibilidade e intensidade de apetite com o qual
ele agora atende às ordenanças, desejando o genuíno leite da Palavra com sinceridade e
avidez, Como um bebê anseia pelo leite de sua mãe. Conta às horas de uma oportunidade a
FATAD Prof. Jales Barbosa 17
VIDA CRISTÃ
outra, e se lhe podem ler no semblante a atenção e o desejo com que ele ouve. Seu zelo é
igualmente vivo; e talvez, pela falta de maior experiência, importuno e atrevido demais. Tem
amor pelas almas e preocupação pela glória de Deus, o que, embora às vezes lhe crie
problemas, outras vezes esteja misturado com certas tendências pessoais indevidas,
entretanto, em princípio, é altamente desejável e recomendável (João 18:10). 
A graça de Deus influencia tanto a compreensão como as afeições. Afeições
calorosas, sem conhecimento, não podem subir acima da supertição; e o conhecimento que
não influencia o coração e as afeições, produzirá somente um hipócrita. O verdadeiro crente é
galardoado em ambos os aspectos; contudo, podemos observar que, embora o indivíduo A não
esteja sem conhecimento, este estado é mais comumente notável pelo calor e vivacidade das
afeições. Por outro lado, enquanto a obra avança, embora as afeições não sejam deixadas de
lado, parece ser levada adiante principalmente no entendimento. 
O cristão experiente tem visão mais sólida, ponderada e coordenada do Senhor
Jesus Cristo, das glórias de Sua pessoa e do Seu amor redentor. Portanto sua esperança é
mais firme, sua dependência mais simples e sua paz e força mais permanentes e uniformes do
que no caso de um recém-convertido; no entanto, este último geralmente leva a vantagem de
ter fervor sensível. Uma árvore é mais valiosa quando carregada de frutos maduros, mas
possui peculiar beleza quando florida. 
É primavera com o indivíduo A; ele está em florescimento e, pela graça da benção
do Agricultor celestial, dará fruto em idade avançada. Sua fé é fraca, mas seu coração é
caloroso. Raramente se arriscará a considerar-se crente, mas ele vê, sente e faz coisas que
ninguém poderia fazer a menos que o Senhor estivesse com ele. O próprio desejo e inclinação
de sua alma é para Deus e a Palavra de Sua graça. Seu conhecimento é pequeno, mas vai
crescendo a cada dia. Se ele não é um pai ou um jovem na graça, é um querido filhinho. O
Senhor visitou o seu coração, libertou-o do amor ao pecado e fixou seus desejos
supremamente em Jesus Cristo. O espírito de escravidão vai se afastando dele gradualmente,
e a hora da liberdade pela qual ele anseia, está se aproximando, quando, mediante maior
descoberta do glorioso evangelho, ser-lhe-á dado conhecer sua aceitação e descansar sobre a
salvação consumada pelo Senhor. 
(b) Graça na Espiga.
A maneira como o Senhor opera nos corações dos que são o Seu povo não é fácil
de ser traçada embora o fato seja certo e a prova demonstrável pela Escritura. Numa tentativa
de explicá-la, podemos somente falar de modo geral e não temos condições para fazer uma
descrição detalhada que abrangesse a grande variedade de casos que ocorrem na experiência
dos crentes. Já procurei fazer essa delineação geral de um novo convertido, caracterizando-o
por "A" e agora falarei dele como indivíduo "B". 
Suponho que este estado começa quando a alma, depois de
um intercâmbio de esperanças e temores, de acordo com as diferentes
condições por que passa, é levada a descansar em Jesus, por uma
apreensão espiritual de Sua completa aptidão e suficiência como a
sabedoria, justiça, santificação e redenção de todos os que confiam n 'Ele
e é capacitada por uma fé aquisitiva a dizer: "Ele é meu e eu sou Seu." Há
'vários graus desta persuasão; é de natureza crescente e é capáz de
aumentar enquanto permanecermos neste mundo. Chamo isso de
segurança quando surge de uma visão singela da graça e glória do
Salvador, independente de nossos sentimentos perceptíveis, para nos
capacitar a responder a todas as objeções da descrença e de Satanás,
com as palavras do apóstolo: "Quem os condenará? E Cristo Jesus quem
morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por
nós" (Romanos 8: 34). Isto, em meu parecer, não pertence à essência da fé - a ponto de o
indivíduo "B" deverser considerado um crente mais verdadeiro do que o indivíduo "A" - mas à
confirmação da fé. E agora que a fé é fortalecida, tem mais lutas para enfrentar. 
Creio que a característica do estado de "A" é desejo e a de "B" é conflito. Não que
os desejos de "B" tenham-se aquietado, ou que "A" desconheça conflitos, mas como houve
sensível avidez e entusiasmo nos desejos de "A", os quais talvez raramente sejam igualados
FATAD Prof. Jales Barbosa 18
VIDA CRISTÃ
em força daí para frente, assim também há usualmente problemas e provações na experiência
de "B", algo diferentes em seu tipo e mais agudos em sua medida do que aqueles aos quais
"A" estava exposto ou na realidade tinha forças para enfrentar. O indivíduo "A", assim como
Israel, foi libertado do Egito com grande poder e braço estendido, foi perseguido e aterrorizado
por muitos inimigos, considerou-se perdido muitas e muitas vezes. Finalmente viu seus
inimigos destruídos e cantou a canção de Moisés e do Cordeiro na: margens do Mar Vermelho.
Então começa a experiência "B". Talvez, como, Israel, pense que suas dificuldades se
acabaram e espera prosseguir regozijando-se até entrar na terra prometida. Mas, infelizmente,
suas dificuldades, de certa forma, estão apenas começando; tem diante de si um deserto do
qual não está consciente. O Senhor está agora em vias de ministrar dispensações próprias
para humilhá-lo e prová-la, e para mostrar-lhe o que está em seu coração, para fazer-lhe bem
ao fim de tudo, e para que toda glória redunde para Sua livre graça.
Desde que o Senhor odeia e aborrece o pecado e ensina Seu povo a quem Ele
ama a odiá-lo também, poderia Parecer desejável (e todas as coisas são igualmente fáceis
para Ele), que ao mesmo tempo em que são libertados da culpa e do poder dominante do
pecado, deveriam também ser perfeitamente libertos da corrupção do pecado que neles habita
e feitos; de uma vez, inteiramente conformes a Ele. A sabedoria d 'Ele, contudo, determinou
que fosse de outro modo. Entretanto, das premissas acima, de Seu ódio ao pecado e Seu amor
para com o Seu povo, penso que podemos concluir com certeza que Ele não toleraria que o
pecado permanecesse neles se Ele não tivesse proposto sujeitá-lo para completa manifestação
da glória de Sua graça e sabedoria e para fazer Sua salvação mais preciosa para suas almas.
É, entretanto, Sua ordem e, portanto seu dever; e mais, da nova natureza que Ele
lhes deu, é seu desejo ficar alerta e lutar contra o pecado, e propor a mortificação de todo o
corpo do pecado e o progresso da santificação em seus corações, como seu grande e
constante alvo, que devem ter em habitual e perseverante consideração. Neste plano o
indivíduo "B" entrou. O conhecimento de nossa aceitação por Deus e de nossa eterna
segurança em Cristo tem em se mesmo a mesma tendência sobre a terra que terá no céu e
haveria de produzir, proporcionalmente ao grau de evidência e clareza, os mesmos efeitos de
contínuo amor, gozo, paz, gratidão e louvor, se não houvesse nada agindo contra ele. 
Mas o indivíduo "B" não é só espírito. Uma natureza depravada ainda se apega a
ele e as sementes de toda corrupção natural ainda permanecem em seu coração. Vive num
mundo cheio de armadilhas e ocasiões apropriadas para trazer à tona aquelas corrupções, e
está cercado de inimigos espirituais invisíveis, a extensão de cujo poder e sutileza ainda vai
aprender através de dolorosas experiências. O indivíduo "B" conhece, de forma geral, a
natureza de sua luta cristã e percebe seu direito de se alimentar de Jesus para ter poder e
retidão. Não está indisposto a suportar durezas como bom soldado de Jesus Cristo e crê que,
embora possa ser fortemente empurrado a ponto de cair, o Senhor o sustentará. Sabe que seu
coração é "enganoso e desesperadamente corrupto", mas a princípio não conhece, nem pode
conhecer, o significado completo dessa expressão. 
Entretanto, é para a glória do Senhor e irá no fim tornar Sua graça e amor ainda
mais preciosos para que "B" descubra novas e mortificantes provas de sua natureza má,
enquanto ele prossegue - provas tais que ele não acreditaria se elas lhe tivessem sido preditas
como no caso de Pedro (Marcos 14:29). E, com efeito, as bominações do coração não
aparecem com toda a sua força e gravidade senão no caso de alguém como o indivíduo "B",
que já provou que o Senhor é gracioso e se regozijou em Sua salvação. A excessiva
pecaminosidade do pecado é manifestada, não tanto por ele romper a restrição de ameaças e
mandamentos quanto por sua capacidade de agir contra a luz e o amor. 
Assim foi com Ezequias. Ele tinha sido um fiel e zeloso servo do Senhor durante
muitos anos; mas suponho que tenha conhecido acerca de Deus e de si mesmo, no tempo de
sua enfermidade, como nunca antes. Ao Senhor, que notadamente o havia defendido de
Senaqueribe, agradou da mesma forma Levantá-lo por um milagre da beira da sepultura, e
prolongou o tempo de sua vida em resposta à oração. Fica claro pela canção que ele escreveu
ao recuperar-se, que fora grande mente tocado pelas misericórdias que havia recebido;
entretanto, havia algo em seu coração que ele não conhecia, e de que, para a glória do
Senhor, ele deveria tomar consciência; e, portanto, agradou-lhe deixá-lo entregue a si mesmo.
FATAD Prof. Jales Barbosa 19
VIDA CRISTÃ
É a única ocasião em que nos é dito que ele foi deixado a si mesmo e a única ocasião em que
sua conduta é condenada. 
Entendo que é no estado do indivíduo "B", isto é, por um certo tempo depois de
termos conhecido o Senhor, temos usualmente as mais sensíveis e tristes experiências de
nossa natureza perversa. Não quero dizer que seja necessário deixar-nos cair em grosserios
pecados exteriores, a fim de conhecermos o que há em nossos corações, embora creio que
muitos tenham assim caido, cujos corações, anteriormente sensíveis ao amor redentor,
tomaram resoluções tão firmes contra o pecado, como os corações de outros que têm sido
preservados de tais quedas exteriores. O Senhor faz de alguns de Seus filhos exemplos e
advertências para os outros, conforme lhe agrada. 
Aqueles que são poupados e cujos piores desvios são conhecidos apenas do
Senhor e de si mesmos, têm motivos de sobra para serem gratos. Certamente eu tenho tais
motivos: o misericordioso Senhor não deixou que eu fizesse qualquer mancha considerável na
minha confissão de fé durante o tempo em que fui contado entre Seu povo. Nisto, porém, não
tenho nada de que me gloriar. Isso não foi devido a minha sabedoria, vigilância ou
espiritualidade, embora, durante a maior parte do tempo, Ele não permitisse que eu vivesse
negligenciando os meios que Ele designara. Mas espero ir cuidadosamente todos os meus
dias, com a lembrança de muitas coisas pelas quais tenho motivo suficiente para humilhar-me
diante d'Ele, tanto como se tivesse sido deixado a pecar gravemente perante os homens. 
Entretanto, com relação à minha aceitação no Amado ignoro se no decurso de
muitos anos eu tenha tido dúvida que durasse quinze minutos. Mas, oh! as múltiplas situações
de insensatez, ingratidão, impaciência e rebelião, das quais minha consciência tem sido
testemunha! E como cada coração conhece suas próprias amarguras, tenho geralmente ouvido
os mesmos lamentos de outros do povo do Senhor com os quais tenho conversado, mesmo
daqueles que pareciam ser eminentemente cheios de graça e de espiritualidade. 
O indivíduo "B" talvez não encontre essas coisas no início, nem todos os dias. O
Senhor determina ocasiões e mudanças na vida que provam nossos espíritos. Há épocas
específicas em que as tentações são apropriadas para nossas constituições, temperamentos e
situações;e há tempos em que Lhe agrada retirar-Se e permitir que Satanás se aproxime, para
que possamos sentir quão vis somos em nós mesmos. Somos propensos a orgulho espiritual,
e auto-de-pendência, e vã confiança, à dependência de coisas carnais e a um conjunto de
males. O Senhor frequentemente nos revela uma disposição pecaminosa expondo-nos a outra.
Algumas vezes nos mostre o que pode fazer por nós e em nós e outras vezes quão pouco
podemos fazer e quão incapazes somos de resistir sem Ele. 
Mediante uma variedade desses exercícios, através das dominantes e edificantes
influências do Espírito Santo, o indivíduo "B" é treinado num crescente conhecimento de si
mesmo e do Senhor. Aprende a ser mais desconfiado do seu próprio coração e a suspeitar de
que haja uma armadilha em cada passo que dá. As negras e desconsoladas horas, que
trouxera sobre si mesmo no passado, fazem-no estimar duplamente o valor da luz do
semblante de Deus e o ensinam a ter pavor de qualquer coisa que possa entristecer o Espírito
de Deus e fazer com que Ele se retire novamente. 
Os múltiplos e repetidos perdões que ele recebeu, aumentam sua admiração da
rica, soberana e abundante misericórdia da aliança e o senso de sua obrigação a ela. Muito lhe
foi perdoado, portanto ele ama muito., e, portanto, sabe perdoar e compadecer-se de outros.
Não chama ao mal bem ou ao bem, mal; entretanto, suas próprias experiências lhe ensinam
ternura e tolerância. Experimenta um espírito de mansidão com relação àqueles que são
surpreendidos numa falta e suas tentativas de restaurar essas pessoas estão de acordo com o
padrão pelo qual o Senhor o trata. 
Em uma palavra, o caráter do indivíduo "B", segundo meu julgamento, está
completo e ele se transforma no indivíduo "C", quando a disposição habitual de seu coração
corresponde àquela passagem da profecia de Ezequiel, capítulo 16: 63:
"Para que te lembres, e te envergonhes, e nunca mais fale a tua boca
soberbamente (para se orgulhar, se lamentar ou censurar), por causa
FATAD Prof. Jales Barbosa 20
VIDA CRISTÃ
do teu opróbrio, quando eu te houver perdoado de tudo quanto fizeste,
diz o Senhor Deus.” 
(c) O Grão cheio na Espiga 
Para fazer uma distinção, atribui a “A" a caracteristica do desejo, a "B" a do conflito;
não posso pensar numa palavra mais descritiva do estado de "C" do que contemplação. 
Sua eminência, em comparação com "A", não consiste no calor e fervor sensíveis
de suas afeições: com relação a isso muitos dos crentes mais exemplares tem relem- brado
com uma espécie de saudade o tempo de seus esponsais, quando, embora seus julgamentos
não estivessem bem formados e seus conceitos da verdade do evangelho fossem muito
indistintos, sentiam fervor de espírito, a lembrança do qual é ao mesmo tempo humilhante e
refrigerante; e, entretanto, não podem ter de volta as mesmas sensações.
Outrossim, não pode ser propriamente distinguido de "B" por uma consciência de
sua aceitação no Amado e uma capacidade de chamar a Deus de seu Pai, pois isto suponho
que o indivíduo "B" tenha atingido. Embora haja um crescimento em toda graça, o indivíduo
"C", tendo tido confirmados os seus conceitos do evangelho e da fidelidade e misericórdia do
Senhor, por uma longa experiência, sua segurança é, naturalmente, mais estável e mais
simples do que quando, pela primeira vez viu-se a si mesmo livre de toda condenação.
Nem tem o indivíduo "C", propriamente dito, mais força ou reserva de graça
inerente em si mesmo do que "B" ou mesmo do que "A". Ele está no mesmo estado de
absoluta dependência, sendo tão incapaz de levar a cabo atitudes espirituais ou de resistir às
tentações por seu próprio poder como era no primeiro dia de sua viagem espiritual. Entretanto,
em certo sentido ele é muito mais forte porque possui mais sensível e constante senso de sua
própria fraqueza. O Senhor vem ensinando-lhe esta lição por uma série de variadas
dispensações e, mediante a graça ele pode dizer que não sofreu tantas coisas em vão. Seu
coração o enganou tantas vezes que agora, em boa medida, está pronto a se separar da
confiança que tinha nele; já não se encontra, portanto, em meio a tantas decepções. E tendo
encontrado vezes sem fim a inutilidade de todos os outros recursos, agora é ensinado a ir
imediatamente ao Senhor em busca da "graça para ajuda em todo tempo de necessidade."
Assim ele é forte, não em si mesmo, mas na graça que está em Cristo Jesus. 
Mas a felicidade e a superioridade de "C" com relação a "B" jaz principalmente
nisto: que por meio da bênção do Senhor no uso de meios, tais como a oração, a leitura e o
ouvir da Palavra, e por meio de uma aplicação santificada do que ele tem visto do Senhor e de
seu próprio coração, no decurso de sua experiência, ele atingiu mais clara, profunda e
compreensiva visão do mistério do amor redentor; da gloriosa excelência do Senhor Jesus em
Sua Pessoa, ofícios, graça e fidelidade; da harmonia e glória de todas as perfeições divinas
manifestadas n 'Ele e por Ele para a igreja; da estabilidade, beleza, plenitude e certeza das
Santas Escrituras e da altura, profundidade, comprimento e largura do amor de Deus em
Cristo. 
Assim é que, embora seus sentimentos palpáveis talvez não sejam tão calorosos
como quando ele estava no estado de indivíduo "A", seu bom senso é mais sólido, sua mente
mais firme, seus pensamentos mais habitualmente exercitados nas coisas que estão além do
veu. Sua ocupação principal é contemplar a glória dê Deus em Cristo, e, ao contemplá-la, é
transformado na mesma imagem e produzem de maneira eminente e uniforme, os frutos de
justiça, que são por Jesus Cristo para a glória e louvor de Deus. Suas contemplações não são
especulações estéreis, mas têm uma influência real e o capacitam a exemplificar o caráter
cristão com maior proveito e maior consistência do que se pode, no presente estado de coisas,
esperar do indivíduo "A" ou. do "B". Os pormenores seguintes podem ilustrar o que quero dizer:
(1) Humildade. Uma certa medida desta graça deve ser encontrada em cada cristão
verdadeiro: mas ela só pode se manifestar em proporção ao conhecimento que ele tenha de
Cristo e de seu próprio coração. Faz parte do cotidiano do indivíduo "C" relembrar o caminho
pelo qual o Senhor o conduziu; e enquanto revê os Ebenezer que colocou ao longo da estrada,
vê, em quantidade quase igual, os monumentos de suas próprias apostasias perversas, e
como, em ocasiões mil, retribuiu ao Senhor mal por bem. Comparando todas essas coisas
juntas, ele pode sem afetação adotar a linguagem do apóstolo e chamar-se a si mesmo:
FATAD Prof. Jales Barbosa 21
VIDA CRISTÃ
"menor do que o menor dos santos e o principal dos pecadores." Os indivíduos "A" e "B" sabem
que devem humilhar-se; mas o indivíduo "C" está realmente humilhado e sente a força daquele
texto que mencionei antes (Ezequiel 16: 63). Novamente, assim como sabe mais de si mesmo,
assim também tem visto mais do Senhor. O entendimento da infinita Majestade combinada
com o infinito Amor, fá-lo reduzir-se até o pó. Do exercício desta graça ele deriva duas outras
que são grandiosos ornamentos e aspectos principais da mente que havia em Cristo. 
Uma delas é submissão à vontade de Deus. Os conceitos que tem de sua própria
perversidade, indignidade e ignorância e da soberania, sabedoria e amor divinos ensinam-no a
estar contente em todas as situações e a suportar com resignação a porção de sofrimento que
lhe cabe, de acordo com as palavras de Davi em tempos de aflição: "Emudeço, não abro os
meus lábios, porque tu fizeste isso” (Salmo 39: 9). 
A outra é ternura de espírito com relação a seus ir- mãos em Cristo. Ele não pode
deixar de julgar a conduta destes de acordo com o padrãoda Palavra. Mas seu próprio coração
e o conhecimento que adquiriu das armadilhas do mundo e da sutileza de Satanás ensinam-no
a levar tudo devidamente em consideração, e o qualificam para admoestar e restaurar, em
espírito de mansidão, aqueles que tenham sido surpreendidos em alguma falta. Quanto a isso,
"A" é geralmente culpado: o calor de seu zelo, não sendo devidamente corrigido por um senso
de suas próprias imperfeições, frequentemente fazem-no cair num espírito de censura. Mas o
indivíduo "C" pode ter paciência até com "A", porque ele mesmo foi assim e não exigirá que o
fruto verde seja maduro. 
(2) Espiritualidade. Paladar espiritual e disposição para considerar todas as coisas
mesquinhas e vãs em comparação com o conhecimento e amor de Deus em Cristo são
essenciais para um verdadeiro cristão. O mundo nunca pode ser sua escolha prevalecente (1
João 2: 15). Entretanto nós somos renovados apenas em parte e somos propensos a um
apego indevido às coisas mundanas. Nossos espíritos apegam-se ao pó em desafio aos
ditames de nossas melhores decisões; creio que o Senhor raramente dá a Seu povo uma
considerável vitória sobre este princípio perverso enquanto não os tenha feito sentir quão
profundamente arraigado está em seus corações. Frequentemente podemos ver pessoas
enredadas e atravancadas nesse problema, pessoas de cuja sinceridade, na maioria dos
casos, não podemos duvidar, especialmente por ocasião de algumas súbitas e inesperadas
mudanças na vida, que os levam a uma situação à qual não estavam acostumadas. 
Uma considerável parte de nossas provações é misericordiosamente destinada a
nos separar desta propensão e é gradualmente: enfraquecida, em algumas ocasiões, quando o
Senhor nos mostra a vaidade da criatura e, noutras ocasiões, a sua excelência e suficiência
total. Mesmo o indivíduo "C" não é perfeito com relação a isto, mas é mais sensível à maldade
de tais ligações, mais humilde por causa delas, mais vigilante contra elas e mais liberto delas.
Ainda sente grilhões, mas anseia por ficar livre deles. Os desejos que ele se permite chegam
ao fim, e ele considera que nada merece consideração séria senão a comunhão com Deus e o
progresso em santidade. 
Quaisquer que sejam as mudanças exteriores que ocorram no indivíduo "C",
continuará a ser, no geral, o mesmo homem ainda. Aprendeu com o apóstolo, não somente a
passar necessidades, mas também (o que talvez seja a lição mais dura) a viver em
abundância. Um palácio seria uma prisão para ele, sem a presença do Senhor, e com esta
presença uma prisão seria um palácio. Disto surge uma pacifica confiança no Senhor; nada
tem que não possa submeter às Suas mãos, que não esteja habitualmente disposto a resignar,
pondo-o à Sua disposição. Portanto, não fica com medo de más notícias; mas quando os
corações de outros estremecem como as folhas de uma árvore, ele está firme, confiando no
Senhor segundo crê, pode fazer e fará de todo mal um bem, adoçará qualquer amargor e
coloca-rá todas as coisas para operarem juntamente em sua vantagem. Vê que o tempo é
curto, vive dos antegozos da glória e, portanto, não considera preciosa sua vida ou qualquer
preocupação inferior, contanto que possa terminar com gozo a sua carreira. 
(3) União do coração com a glória e a vontade de Deus. Esta é outra nobre distinção do
espírito do indivíduo "C". A glória de Deus e o bem de Seu povo estão inseparavelmente
vinculados. Mas, dessas grandes finalidades, a primeira é indizivelmente a mais alta e a mais
importante e na qual tudo o mais estará finalmente resolvido. Portanto, à medida em que nos
FATAD Prof. Jales Barbosa 22
VIDA CRISTÃ
achegamos mais a Ele, nosso julgamento, desejo e finalidade serão conformes aos d 'Ele e
Sua glória terá o lugar mais alto em nossos corações. 
A princípio não é assim, senão muito imperfeitamente. Nossa preocupação é
principalmente conosco mesmos; nem poderia ser de outra forma. A alma convicta pergunta: O
que farei para ser salvo? O jovem convertido visa a confortos sensíveis, e nos momentos em
que vê assegurada a sua participação em Cristo, a perspectiva dos problemas que ele possa
vir a encontrar na vida fazem-no frequentemente desejar partir logo, para que possa estar em
descanso e evitar o calor e o peso do dia. 
Mas o indivíduo "C" atingiu conceitos mais amplos; tem desejo de partir e estar com
Cristo, desejo que seria premente se ele considerasse a si mesmo somente; mas seu desejo
principal é que Deus seja glorificado nele, quer por sua morte, quer por sua vida. Ele não se
pertence a si mesmo, nem deseja ser dono de si, mas, para que o poder de Jesus se manifeste
nele, terá prazer nas enfermidades, nas desgraças, nas tentações e embora almeje o céu, teria
satisfação em viver tanto quanto Matusalém sobre a terra, se, por alguma coisa que pudesse
fazer ou sofrer, a vontade e a glória de Deus fossem promovidas. E, embora ame e adoro
Senhor por tudo quanto fez e sofreu por ele, por tudo aquilo de que o libertou, e por tudo aquilo
que lhe destinou, ama-O e O adora da mesma forma com amor mais simples e direto, no qual
o próprio eu é de certa forma esquecido, tudo pela consideração de sua gloriosa excelência e
perfeições, como Ele é em Si mesmo. Que Deus em Cristo é glorioso acima de tudo e bendito
para sempre é o vero gozo de sua alma; e seu coração não pode ter desejo mais alto do que o
de que a soberana, sábia e santa vontade de Deus seja levada a cabo nele e em todas as
Suas criaturas. Sobre este princípio maravilhoso as suas orações, planos e ações são
formados. Assim o indivíduo "C" é feito quase igual aos anjos; e, até onde for compatível com
as inseparáveis remanescentes de uma natureza decaída, a vontade de Deus é respeitada por
ele sobre a terra, da mesma forma que é respeitada pelos habitantes do céu.
O poder da graça divina no indivíduo "C” pode ser exemplificado numa grande
variedade de situações. Ele pode ser rico ou pobre, culto ou iletrado, de espírito naturalmente
vívido ou de constituição mais lerda e fleumática. Pode ter um caminho na vida
comparativamente sereno ou notadamente espinhoso; pode ser ministro ou leigo; essas
circunstâncias podem dar alguma colocação e diferença à aparência da obra; mas em si
mesma a obra é a mesma e devemos, tanto quanto possível, abandonar a consideração de
todas elas, ou fazer as devidas concessões para cada uma delas, a fim de formar um
julgamento justo da vida de fé. 
A expressão exterior da graça pode ser aumentada e realçada vantajosamente, por
muitas coisas que são meramente naturais, como a tranquilidade de temperamento, o bom
senso, conhecimento do mundo e coisas afins; e pode ser obscurecida por coisas que não são
propriamente pecaminosas, mas inevitáveis, como a mesquinhez de espírito, habilidades
fracas e a pressão das tentações, que podem exercer efeitos que aqueles que não tenham tido
experiência nas mesmas coisas não podem explicar devidamente. Uma dupla quantidade de
graça real, se é que assim posso falar, que tenha uma dupla quantidade de obstáculos para
enfrentar, não será facilmente observada, a menos que esses obstáculos sejam conhecidos e
levados em conta; e uma menor medida de graça pode parecer grande quando o seu exercício
não encontra obstáculo. Por essas razões não podemos ser juizes competentes uns dos
outros, pois não podemos estar competentemente familiarizados com toda a complexidade do
caso. Mas o nosso grande e misericordioso Sumo Sacerdote sabe de tudo; Ele conheçe a
nossa estrutura, "lembra-Se de que somos pó" faz graciosas concessões, compadece-Se,
tolera, aceita e aprova com julgamento infalível. 
O sol, no seu curso diário, não contempla nada tão excelente e honorável como o
indivíduo "C", embora tal- vez esteja confinado a umacabana e seja pouco conhecido ou
admirado pelos homens. Mas ele é objeto e residência do amor divino, responsabilidade dos
anjos e está amadurecen- do para a glória eterna. Feliz "C"! suas labutas, sofrimentos e
provações, logo chegarão ao fim; logo seus desejos serão satisfeitos e "Aquele que o amou e o
redimiu" com Seu próprio sangue, o receberá para Si mesmo com as palavras: "Bem fizeste,
servo bom e fiel; entra no gozo do teu Senhor." 
FATAD Prof. Jales Barbosa 23
VIDA CRISTÃ
Se esta representação está de acordo com as Escrituras, quão grandemente
enganados estão e quanto devemos lamentar aqueles que, ao mesmo tempo que fazem
profissão do evangelho, parecem não ter idéia dos efeitos que ele deve produzir nos corações
dos crentes; pelo contrário, ou se permitem viver num comportamento e espírito mudanos ou
dão vazão a seus temperamentos não santificados, através de uma disputa feroz por causa de
nomes, noções e par- tidos. Conceda-nos o Senhor, a você e a mim, crescer diariamente na
experiência daquela sabedoria que é "primeiramente pura; depois, pacífica, indulgente, tratável,
plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento" (Tiago 3: 17). 
2.1.2. Etapa da Inocência (2 Cor 5:17)
Sincero....cheio de alegria....simples....perdoador......humilde........
“Aqui é a oportunidade de se formar a Vida Cristã Real, firme e
alicerçada.” 
Solo.......Terra.......árvore plantada junto a ribeiros........
a) Bases fundamentais da Vida Crista
FATAD Prof. Jales Barbosa 24
Pensamento
s
E
Propósitos
A Palavra de 
Deus
A Palavra de 
Deus Penetra e 
Divide
Corpo
Alma
Espírito
Corpo
Alma
Espírito
Desejar - I Pd 2:2
Amar - Dt 6:5; Sl 119.97-127
Conhecer – Os 6:3; Ef 1:17
Crer – I Cor 2:6; II Rs 8:56; Lc 
21:33; Tt 1:2
Viver / Perseverar – Sl 
119:4; Tg 1:22; II Pe 1:5-7
VIDA CRISTÃ
b) Estágios: Carnal e Espiritual (I Cor 3:1-4; Hb 5:11-14)
(1) Irritação
O mimo gera irritabilidade (manha) no futuro – (Gn 21:8), desmamar no tempo
certo.
(2) Ignorância
Tudo que acha come.... heresias, etc.
Nestas fases é que surge a formação de todo o ser:
“Esta e a principal fase e que merece todo cuidado, pois dela será
gerada todos os princípios da Vida Crista.”
 “.....até................... que se forme a:.......” (Lc 24: 49)
2.1.3. Meninice (Ef 4:14; Pv 22:6)
Cresceu, mas continua menino:
a) Instabilidade;
b) Curiosidade;
c) Tagarelice (Pv 10:19; Ec 5:3) – maledicência (Ef 5:4).
2.1.4. Varonilidade com o exemplo do Pai. (Hb 11:24-26; Sl 1:1-3; 1 Cor 13:5) 
Para alcançarmos esta posição devemos permanecer em Cristo Jesus até que
aconteça algo em mim. 
QUESTIONÁRIO
1. O que é o novo nascimento. 
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2. Explique as etapas do crescimento espiritual. 
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Anotações:
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III. A PERSONALIDADEIII. A PERSONALIDADE
1. Formação da Personalidade
Personalidade é o conjunto de atributos e qualidades físicas, intelectuais e morais
que caracterizam o indivíduo e determina a individualidade, sua maneira de ser e sua distinção
de outra pessoa.
O temperamento mais o caráter formam a personalidade, pois a personalidade é o
rosto que mostramos ao próximo.
Todo indivíduo tem personalidade, pois pode ser:
- Ideal
- Medíocre
- Má
- Deturpada
a) Os elementos formadores da personalidade são:
- Hereditariedade 
- Meio ambiente. 
Hereditariedade são fatores herdados, isto ë, a natureza humana transmitida pelos
pais. Esses fatores hereditários nascem com o indivíduo, afetam e agem no mesmo através
do(s):
- Sistema nervoso
- Sistema endocrino (as glândulas de secreção interna)
- Demais órgãos internos. 
Esses fatores influem no psiquismo da pessoa, determinando o seu biótipo, (bios =
vida; tipo = modelo), isto é sua constituição.
Eles passam de geração a geração e afetam o aprendizado de várias maneiras.
b) Componentes da Personalidade:
- Biótipo ou constituição ë o aspecto fisico-morfologico do indivíduo
- Temperamento ë o aspecto fisiologico-endocrinico do indivíduo.
Noutras palavras é a característica dinâmica da personalidade. Fazem parte dele os
impulsos ou instintos, que são as forças motrizes da personalidade. 
Os instintos são congênitos, implantado na criatura para capacitá-la a manter e
preservar a vida natural.
Temperamento se nasce com ele. São reações químicas que constituem uma
pessoa, herdadas de pais e avos. 
“Se no inicio da vida, o bebe não tivesse certos instintos não poderia
sobreviver, mesmo tendo cuidados paternos e médicos.”
Estes instintos saíram perfeitos da mão do Criador, mas o pecado que veio com a
queda os perverteu e os transformou. 
Os afetos integram o temperamento. É do temperamento que depende a maneira
de reagirmos face aos fatos e circunstancias da vida e ambiente.
Face ao exposto, nos podemos fazer um gráfico da teoria dos temperamentos,
onde você poderá examinar e descobrir o seu temperamento predominante, fazendo uma lista
das características que se destacam em sua personalidade.
O nosso temperamento é herdado e não pode ser mudado, mas pode ser
controlado (domínio próprio), à medida que desenvolvemos a nossa vida espiritual.
A Psicologia indica que o nosso temperamento e formado pôr:
FATAD Prof. Jales Barbosa 26
VIDA CRISTÃ
As vantagens de conhecermos o nosso temperamento é:
(1) Conhecermos melhor a nós mesmos;
(2) Conhecermos melhor o nosso próximo.
2. Tipos de Temperamento
2.1. Temperamento Sanguíneo: 
a) Qualidades:
- Comunicativo, Destacado, Entusiasta, Afável, Simpático, Bom Companheiro, Crédulo.
b) Defeitos:
- Volúvel, Indisciplinado, Inseguro, Egocêntrico, Barulhento, Exagerado, Medroso.
c) Profissões:
- Atores, Vendedores, Oradores, Etc....
2.2. Temperamento Colérico:
a) Qualidades:
- Enérgico, Resoluto, Independente, Otimista, Pratico, Eficiente,Decidido, Líder,
Audacioso.b) Defeitos:
- Iracundo, Sarcástico, Impaciente, Prepotente, Intolerante, Vaidoso, Auto-suficiente,
Insensível, Astucioso. 
c) Profissões:
- Artista, Músicos, Inventores, Filósofos, Mestres. 
2.3. Temperamento Melancólico:
a) Qualidades:
- Habilidoso, Minucioso, Sensível, Perfeccionista, Idealista, Leal, Dedicado.
b) Defeitos:
- Egoísta, amuado, pessimista, Teórico, confuso, anti-social, Critico, vingativo, inflexível.
c) Profissões:
- Artista, Músico, Inventores, Filósofos, Etc... 
2.4. Temperamento Fleumático
a) Qualidades:
- Calmo, Tranqüilo, Cumpridor, Eficiente, Conservador, Pratico, Líder, Diplomata, Bem
Humorado.
b) Defeitos:
- Calculista, Temeroso, Pretensioso, Contemplativo, Desconfiado, Indeciso, Introvertido,
Desmotivado.
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50% - dos pais
1/4 - dos avós
3/16 - dos bisavós
1/16 - dos trisavós
50% - dos pais
1/4 - dos avós
3/16 - dos bisavós
1/16 - dos trisavós
VIDA CRISTÃ
c) Profissões:
- Diplomata, Administradores, Professores, Técnicos, Etc...
3. Caráter
É a expressão da personalidade, e o conjunto de formas comportamentais, de
traços particulares, o modo de ser do indivíduo, o conjunto de qualidades (boas ou más) de
uma pessoa que determina a conduta e a sua concepção moral, a firmeza e a coerência de
atitudes (Aurélio) elaboradas e determinadas pelas influências ambientais, sociais e culturais.
É formado pelo:
a) Meio ambiente no lar;
b) Meio ambiente da comunidade;
c) Meio ambiente da escola;
d) Meio ambiente do trabalho;
e) Meio ambiente da religião;
f) Meio ambiente da comunicação (o que lê, vê, ouve, etc.).
O Caráter pode ser mudado (II Cor 5:17; Fp 1:6; II Co 3:18). Observando as
seguintes condições:
a) Ouvir a Palavra (Rm 12:12);
b) Ler a Palavra (Ap 1: 3);
c) Estudar a Palavra (At 17:11);
d) Memorizar e Meditar na Palavra (Sl 1:1-3; Sl 119:9-11).
QUESTIONÁRIO
1. Defina o que vem a ser personalidade.
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2. Explique o que vem a ser o caráter.
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3. Relacione a Segunda coluna de acordo com a primeira
1 Sanguíneo ( ) Iracundo, Sarcástico, Impaciente, Prepotente, Intolerante, Vaidoso,
Auto-suficiente, Insensível, Astucioso
2 Colérico ( ) Calculista, Temeroso, Pretensioso, Contemplativo, Desconfiado,
Indeciso, Introvertido, Desmotivado
3 Melancólico ( ) Comunicativo, Destacado, Entusiasta, Afável, Simpático, Bom
Companheiro, Crédulo
4 Fleumático ( ) Habilidoso, Minucioso, Sensível, Perfeccionista, Idealista, Leal,
Dedicado
FATAD Prof. Jales Barbosa 28
VIDA CRISTÃ
IV. NOVA VIDAIV. NOVA VIDA
1. A Nova Vida em Cristo.
A Nova vida em Cristo que a pessoa desfruta é uma vida no Espirito de Deus. 
A Bíblia tem orientação segura para o crente conduzir seus passos neste mundo.
Através de suas paginas você encontrara tudo quanto necessita saber a respeito de atitudes e
motivos para a conduta neste mundo.
2. Os Conflitos da Nova Vida.
a) A realidade da Vida Natural
Longe de ficar isento de problemas, o crente enfrenta uma verdadeira luta. (Ef 6:12;
II Tm 2:3; Mt 10:38; Jo 16:33)
b) Violenta Oposição
Privações financeiras, zombarias, o diabo não desiste. É o mesmo que declarar
guerra ao inferno. (Mt 7:14; Jo 16:33; Gl 5:17; Rm 12: 1-2)
c) Luta intensa
Egoísmo – inveja – injustiça – orgulho – impureza – preconceitos – mentiras, etc.
(Hb 12: 1-2; I Jo 1: 8-10; I Cor 6:9-10; Tt 3:3)
Os resultados podem desapontar. Altos e baixos, falhas,...
3. A nossa antiga situação antes de Cristo.
a) Filhos da ira (Sl 51:5; 58:3; Rm 3:10-23)
b) Mortos nos delitos e pecados.
Obs.: Delitos – significa toda transgressão a Deus. Pecado significa não alcançar o alvo ou
padrão de Deus.
O procedimento da pessoa sem cristo e determinado pelo padrão do mundo (Gl
5:19-21).
4. Os Sinais da Nova Vida em Cristo.
Felizmente o crente não esta só neste mundo ao lutar contra os poderes do mal. O
próprio Jesus Cristo, prometeu a sua companhia constante (Mt 28:18-20). A falha é uma
realidade, mas não uma necessidade. Quando o crente procura os recursos de Deus através
de sua Palavra para viver a nova vida, sem duvida alcançará a vitória.
FATAD Prof. Jales Barbosa 29
MUNDO – DIABO – CARNE
ESPÍRITOESPÍRITO CARNECARNE
VIDA CRISTÃ
Segundo o apóstolo Pedro em sua Segunda Epístola 1.5-7, destaca alguns passos
na nova vida como: fé, virtude, conhecimento, domínio próprio e perseverança.
A palavra Perseverança é traduzida em alguns textos bíblicos como paciência.
Quando se verifica o significado de ambos os termos, temos: perseverança é pertinência,
tenacidade, constância, firmeza; enquanto que, paciência é suportar, conformar, resignar. A
perseverança é uma palavra forte que demonstra ação ativa e resoluta e aceitarás dificuldades
da vida e transforma-las em pontos positivos para o seu crescimento.
“A perseverança e a rainha das virtudes.”
5. A Nova Vida implica em uma realidade Moral e Espiritual
5.1. Viver em Graça (Rm 6:14; II Tt 2:11-14)
a) É o antídoto contra o pecado (o crente é engraçado);
b) É o favor imerecido de Deus.
5.2. A Graça de Deus a Redenção e a Purificação (II Tt 2:11-14)
a) Evita a impiedade;
b) Evita as paixões mundanas;
c) Leva a viver sensatamente;
d) Leva a viver vidas justas;
e) Leva a viver piedosamente.
5.3. Implica em apossar dos recursos de Deus (Ef 6:13-18)
a) Procure lembrar quantas vezes se utilizou destes recursos contra o mal;
b) Procure lembrar que Jesus esta ao seu lado e que o seu poder se aperfeiçoa na fraqueza
(Hb 2:18; II Cor 12:9; Hb 7:25; II Pd 1: 2-4).
5.4. A Nova Vida é uma Vida de Fé.
a) Entrega incondicional a Deus;
b) Confiança total em Deus (Rm 8:28);
c) Renuncia total as suas forcas (Gl 2:20).
6. É uma vida onde as atitudes e as ações refletem o amor de Cristo. (I Jo 3:17-18; 4:15;
Rm 5:5)
É Controlado pôr Cristo:
a) Ele é o Senhor (Fp 2:5-11);
b) Ele é o centro da vida;
c) Ele é o dosador dos novos padrões e valores (Mt 5:13-14);
d) Ele é o programador dos objetivos e propósitos (Ef 5:25).
7. É uma Vida de Privilégios:
a) Ser salvo (II Cor 5:17);
b) Renovação de promessas e bênçãos (Jo 1:16; 10:10);
c) Mente renovada (Cl 3:2);
d) Ter a completa alegria (Fp 2:1-11):
- No viver
- No servir
- Na comunhão
FATAD Prof. Jales Barbosa 30
VIDA CRISTÃ
e) Ser possuidor da verdadeira esperança.
Esperança é a palavra mais adequada para descrever a realidade da transformação
operada no coração do homem.
a) O Fundamento da esperança Cristã, repousa sobre o caráter de Deus (Sl 119:89-
91,160); Tt 1:2; Hb 6:18-19; Mt 24:30-31; Ef 1:13-14; Col 1:15; Hb 13:14);
b) O Conteúdo da esperança Crista (I Co 13:13; Col 1:23; II Ts 2:16; Is 9:2-7);
c) O Fator característico da esperança é a vida eterna (Mc 5:39; Jo 11:11; At 7:60; Fp
1:21-23);
d) A Realidade da Esperança - A volta de Cristo (At 1:10-11; Mt 24:30; Jo 14:28; I Ts
4:16).QUESTIONÁRIO
1. Em que consiste a nova vida em Cristo? 
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2. A que tipo de conflitos a nova vida em Cristo pode estar sujeita? 
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3. Quais as implicações e benefícios que a Nova Vida em Cristo proporciona? 
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Anotações:
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VIDA CRISTÃ
V. O SOFRIMENTO NA VIDA DO CRISTÃOV. O SOFRIMENTO NA VIDA DO CRISTÃO
1. Sofrimento
Por que acontecem coisas ruins? Se Deus é tão bom, bem como Todo-poderoso,
por que ele não evita o sofrimento? 
Como devemos reagir quando acontecem coisas que não nos fazem sentido? Estes
tópicos, que têm incomodado os homens durante séculos, não devem abalar nossa fé. A
palavra de Deus fornece algumas respostas e sustenta poderosamente nossa fé mesmo
quando algumas perguntas permanecem sem reposta.
2. O pecado do homem
Deus criou o homem à sua própria imagem (Gênesis 1:26). Isto não quer dizer que
o homem se pareça fisicamente com Deus, pois ele não tem um corpo carnal (João 4:24;
Lucas 24:39). O que significa é que o homem tem consciência racional e livre arbítrio para
determinar seus próprios atos. Essa liberdade explica por que o sofrimento se originou.
Quando Deus criou Adão e Eva, ele os colocou num paraíso, cheio de frutos bons.
Ele autorizou-os a comerem de todas as árvores, exceto duma. Mas a existência perfeita deles
foi destruída, porque decidiram comer da única árvore proibida. Seu pecado levou Deus a
expulsá-los do maravilhoso jardim e a puni-los trazendo o sofrimento sobre eles e seus
descendentes (Gênesis 3). Este mundo, amaldiçoado por causa do pecado do homem, não é o
lugar que Deus desejava para o seu povo.
Não poderia Deus ter evitado que o homem pecasse? Certamente. Ele poderia ter
criado robôs ou bonecos que recitassem, "Eu te amo", sempre que ele desse corda neles. Em
vez disso, Deus preferiu criar os homens à sua imagem, com livre arbítrio. É logicamente
impossível dar aos homens livre escolha e não lhes permitir decidir livremente. Mas não
poderia Deus ter dado aos homens livre escolha e só eliminar as más conseqüências que
resultassem dessas escolhas? Talvez, mas ainda é duvidoso que escolha sem conseqüência
seja realmente autêntica. De qualquer modo, conseqüências sofridas são freqüentemente
bênçãos. A sensação de dor quando tocamos um objeto quente ensina-nos a não tocarmos
num fogão quente. Se não fosse sentida a dor, maiores danos certamente resultariam.
O sofrimento resulta do pecado humano, direta ou indiretamente. Por exemplo, a
fornicação freqüentemente causa doenças transmitidas sexualmente e daí o sofrimento.
"...o caminho dos pérfidos é intransitável" (Provérbios 13:15)
A ira descontrolada faz com que outros sofram. Algum sofrimento é o resultado
indireto do pecado, porque não vivemos mais no paraíso, mas num ambiente amaldiçoado por
causa do pecado. A conclusão é que o sofrimento acontece porque Deus deu ao homem livre
arbítrio e este resolveu pecar.
3. Boas pessoas
Mas por que pessoas boas, inocentes, sofrem? Algumas vezes pessoas boas
erram e sofrem as conseqüências de seus pecados. Outras vezes elas sofrem por causa de
erros cometidos por outras. E às vezes, elas sofrem porque vivem num mundo que foi
amaldiçoado em conseqüência dos pecados da humanidade. Mas aqueles que amam a Deus
podem sempre encontrar benefício no sofrimento: 
"Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que
amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito"
(Romanos 8:28). 
Como pode o sofrimento ajudar os cristãos fiéis?
FATAD Prof. Jales Barbosa 33
VIDA CRISTÃ
4. Castigo. 
A dor é uma grande ferramenta de ensino. Hebreus 12 revela que Deus disciplina
os filhos que ele ama. Pais terrenos também disciplinam seus filhos porque os amam e querem
exercitá-los no caminho certo. Em vez de nos ressentirmos contra a disciplina de Deus,
devemos apreciar que ele tenha bastante cuidado para conosco a ponto de nos corrigir.
"Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de
alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos
que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça" (Hebreus 12:11). 
O salmista reconheceu o valor do sofrimento em sua própria vida:
"Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra...
Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus
decretos" (Salmo 119:67,71).
5. Crescimento espiritual.
O sofrimento ajuda os cristãos a ficarem mais fortes. Jó era um homem devoto,
mas pela aflição ele "cresceu" e se tornou um servo de Deus mais forte e mais humilde. Assim
como o ouro é purificado ao passar pelo fogo, assim um cristão é purificado e fortalecido
quando passa pela aflição (1 Pedro 1:6-9). O que sai da fornalha é melhor do que o que nela
entrou. Esse sofrimento, então, não é porque temos errado, mas porque podemos fazer
melhor.
O sofrimento nos ajuda espiritualmente de vários modos: 
a) Confiança. Paulo aprendeu a confiar mais em Deus porcausa das circunstâncias
perigosas (2 Coríntios 1:8-9). Experimentar tempos difíceis nos faz mais cônscios de nossa
necessidade de Deus e assim desenvolvemos confiança nele, não em nós mesmos. 
b) Humildade. Deus deu a Paulo um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para
impedi-lo de se exaltar (2 Coríntios 12:7-9). A arrogância invade sutilmente nossos corações;
as aflições ajudam a resistir a esta tentação. 
c) Perspectiva. Deus quer que vivamos como peregrinos aqui, entendendo que o céu é o
nosso verdadeiro lar (Colossenses 3:1-4; Filipenses 3:20). Mas quando as coisas vão bem para
nós nesta vida, sentimo-nos em casa no mundo e deixamos de almejar estar com o Senhor. As
aflições nos ajudam a visar a verdadeira meta.
6. O plano de Deus. 
Algumas vezes o sofrimento nos capacita a contribuirmos para o plano de Deus
referente ao mundo. Jesus sofreu para ajudar os outros, sacrificando sua vida para reconciliar
os homens com Deus. José sofreu para que sua família pudesse ser salva da fome (Gênesis
45:5-7; 50:20). A prisão de Paulo resultou surpreendentemente em maior progresso do
evangelho (Filipenses 1:12-18), tanto porque lhe deu oportunidade para ensinar os guardas
que estavam acorrentados a ele, como porque outros irmãos foram encorajados por sua atitude
a pregarem a palavra mais ousadamente. Os sofrimentos de Paulo também o qualificaram para
confortar outros que estavam sofrendo (2 Coríntios 1:3-5).
7. Lidando com o sofrimento. 
Há diversas coisas que ajudam na lida com o sofrimento.
Deus também sofre. Enquanto Deus olhava para seu Filho em angústia na cruz,
ele sofria. Este sofrimento não era causado pela fraqueza de Deus. Não era como se Jesus
tivesse esgotado todos os seus esconderijos e seus inimigos finalmente o tivessem apanhado
e executado contra sua vontade. Não, Jesus entregou sua vida voluntariamente (João 10:17-
18). Ele decidiu voltar ao mesmo lugar onde sabia que Judas poderia encontrá-Lo (João 18:1-
2). Ele se recusou a chamar os anjos para que o salvassem, ainda que legiões deles
estivessem à sua disposição (Mateus 26:53). Ele nada disse para se defender durante o
julgamento, ainda que, se tivesse feito isso, sem dúvida teria escapado da cruz. Cristo sofreu
porque decidiu sofrer. Sofreu porque nos amava. O fato que o Senhor sofre conosco nos
FATAD Prof. Jales Barbosa 34
VIDA CRISTÃ
assegura de sua compaixão e auxílio, e dá-nos forças para enfrentarmos nossas dificuldades
(Hebreus 2:14-18; 4:14-16; 5:7-10).
Não sabemos todas as respostas. Muito sofrimento fica sem explicação. Jó
passou seus dias implorando a Deus que lhe desse audiência e lhe explicasse porque sofria.
Quando Deus finalmente apareceu, ele demonstrou que Jó não tinha capacidade nem para
entender a resposta, muito menos para discutir com seu Criador. E no final, Jó aprendeu a
confiar simplesmente em Deus. Algumas vezes o sofrimento que é inexplicável no momento,
mais tarde é facilmente compreendido. Por que Deus permitiu que José fosse vendido como
escravo e depois definhasse na prisão por manter sua pureza? Mais tarde o propósito ficou
claro. Deus nunca prometeu que explicaria satisfatoriamente tudo o que acontece no mundo.
Mas podemos confiar nele.
Paulo e seu espinho. A reação de Paulo quanto ao espinho em sua carne é um
excelente modelo para se lidar com o sofrimento. Talvez Deus tenha deixado indefinida a
natureza do espinho na carne de Paulo para que possamos usar esse modelo a fim de nos
ajudar em qualquer tipo de sofrimento que enfrentamos. Observe como Paulo lidou com sua
dificuldade: Ele orou pela remoção do espinho três vezes. Certamente temos todo o direito
de orar para que nossos sofrimentos sejam removidos. Ele aceitou o fato que teria que viver
com ele. Nem todas as orações são respondidas afirmativamente. Quando Jesus orou no
jardim para que o cálice fosse afastado dele se fosse a vontade de Deus, não foi a vontade de
Deus. Quando Deus diz não, precisamos aprender a aceitar sua resposta. Ele procurou
bênçãos no espinho e percebeu que isto o ajudava a evitar de se exaltar. O Deus que obra
todas as coisas juntas para o bem daqueles que o amam não permitirá que soframos em vão.
Precisamos simplesmente procurar as lições e as bênçãos em nossos sofrimentos. Ele
aprendeu a regozijar-se com "seu espinho".
 "Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades,
nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando
sou fraco, então, é que sou forte" (2 Coríntios 12:10).
O sofrimento leva-nos a Deus. O sofrimento, a conseqüência do mal, é um sinal
do que seria a vida sem Deus. Dando-nos um vislumbre do tipo de mundo que haveria se Deus
estivesse ausente, o sofrimento nos diz que precisamos de Deus. 
Certamente não queremos estar naquele lugar onde o mal reina soberanamente e
onde Deus não está.
Que Deus ponha em minha vida o sofrimento que me aproxime mais dele.
8. O Apóstolo Paulo e a Igreja de Corinto
8.1. Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios
1:1-2
Paulo e Timóteo mandaram esta carta à igreja dos coríntios e aos demais santos na
Acaia.
Obs.: Como era seu costume, Paulo incluiu seu co-obreiro na saudação, mas a carta é do
próprio apóstolo. Por este motivo, ele refere a si mesmo na primeira pessoa, e comenta sobre
Timóteo na terceira pessoa (veja 1:19).
1:3-11
Paulo agradeceu pela consolação que Deus dá.
O sofrimento de Cristo favorece os seus servos.
O conforto que Deus dava a Paulo, em seu sofrimento, equipou o apóstolo para
confortar outros que passavam por angústias. Como participavam do sofrimento, participariam,
também, da consolação.
Paulo passou por tribulações na Ásia, até ao ponto de desesperar da própria vida.
Por essa experiência, ele aprendeu a confiar mais ainda em Deus (veja 12:9-10).
O apóstolo agradeceu as orações dos coríntios a seu favor.
FATAD Prof. Jales Barbosa 35
VIDA CRISTÃ
Obs.: No resto do livro, Paulo comentará bastante sobre sua atitude em relação ao sofrimento,
especialmente no capítulo 12.
1:12-14
Paulo afirmou sua sinceridade para com os coríntios, e os relembrou de que sua
mensagem era de Deus, e não da sabedoria humana.
1:15-22
Paulo defendeu a sua honestidade em relação às mudanças nos planos dele.
Ele tinha planejado uma viagem a Corinto. De lá, ele iria à Macedônia e voltaria a
Corinto antes de prosseguir para a Judéia. Quando não fez a viagem como pretendia, alguns
evidentemente questionaram sua integridade. Ele se defendeu, dizendo que sua palavra era
confiável, como a palavra do Senhor.
Obs.: Paulo cita, neste parágrafo, o Pai, o Filho e o Espírito. Disse que somos confirmados em
Cristo, ungidos por Deus (Pai), e selados no Espírito. Assim, ele mostra o privilégio do cristão
de estar em comunhão com as três pessoas divinas (veja Mateus 28:19; João 14:17,23; 1
Coríntios 6:19).
1:23-24
Paulo disse que ainda não tinha ido a Corinto para poupá-los. Baseado em
comentários encontrados mais tarde no livro, entendemos que Paulo estava dando tempo para
os coríntios se arrependerem de alguns pecados, para evitar a necessidade de repreensões
ásperas (veja, por exemplo, 10:2,9-11; 12:19-21; 13:1-2,10
2:1-4
Paulo não queria voltar para Corinto em tristeza; então deu tempo para que
resolvessem os problemas primeiro.
Ele não se regozijou na tristeza deles. Pelo contrário, ele queria participar da alegria
desses queridos irmãos.
A tristeza evidente na carta dele demonstrou seu amor verdadeiro para com eles.
Obs.: Qual carta? Alguns comentaristas acreditam que Paulo mandou uma carta entre 1 e 2
Coríntios, severamente repreendendo os coríntios por algumas atitudes erradas. Supõe-se que
esta carta severa fosse enviada depois de uma visita rápida e desagradável (que teria sido,
segundo esta interpretação,a segunda visita; uma vez que ele estava planejando a terceira
visita em 12:14 e 13:1).
2:5-11
Quando o irmão pecador se arrepende e volta, deve ser acolhido em amor pelos
irmãos.
A referida punição seria, provavelmente, a rejeição do pecador do meio da
congregação, conforme o ensinamento de 1 Coríntios 5. Um dos propósitos de tal expulsão é a
salvação do espírito do pecador, ou seja, o arrependimento e perdão dele. Uma vez que o
pecador se arrepende, deve ser perdoado e confortado.
Obs.: Qual irmão? Paulo não identifica o irmão que voltou. Pode ser o homem imoral de 1
Coríntios 5. Pode ser um dos homens com queixa contra o irmão em 1 Coríntios 6. Pode ser
algum outro caso não especificado. Não importa o pecado ou a identidade do pecador. O
princípio ensinado aqui é válido em qualquer caso de arrependimento de um irmão que pecou.
Quando se arrepende, os outros devem o perdoar (veja Mateus 18:15-35).
O irmão arrependido precisa ser perdoado e confortado, para evitar que seja
consumido por excessiva tristeza. A tristeza e sentimentos de culpa servem para nos conduzir
ao arrependimento (7:10; Tiago 8-10). Mas, se ficar na tristeza e vergonha, a pessoa será
consumida e vencida pelo erro. O irmão arrependido deve sentir o amor dos outros discípulos.
2:12-13
Paulo ficou pouco tempo em Trôade, porque não encontrou Tito. Continuou a sua
viagem até a Macedônia.
Obs.: Saindo de Éfeso, Paulo foi até Trôade (ainda na Ásia), e depois prosseguiu até a
Macedônia, que faz parte da Europa.
FATAD Prof. Jales Barbosa 36
VIDA CRISTÃ
2:14-17
O aroma de vida e morte.
Neste parágrafo, Paulo usa simbolicamente a imagem de um desfile triunfal de um
exército. Depois da batalha, o comandante conduzia seus soldados, seguidos pelos
prisioneiros. O incenso queimado levava o cheiro de vitória aos vencedores, mas o cheiro de
morte aos prisioneiros, pois seriam mortos depois do desfile.
Paulo pregava uma mensagem só. A mesma palavra que faz o pecador sentir-se
culpado e réu de morte traz as boas novas de vida aos fiéis.
Paulo disse que não mercadejava a palavra, reafirmando sua sinceridade
3:1-11
Paulo não precisou dar carta de recomendação aos coríntios para estabelecer sua
credibilidade, pois os próprios coríntios eram evidência de seu trabalho.
Ele começa, aqui, um contraste entre o evangelho de Cristo e a lei do Velho
Testamento. Observe os pontos principais:
ANTIGA ALIANÇA X NOVA ALIANÇA
Tinta X Espírito
Pedra X Carne/corações
Letra mata X Espírito vivifica
Ministério da morte X Ministério do Espírito
Condenação X Justiça
Outrora X Atual
Desvanecia-se X Permanente
Glória X Sobreexcelente glória
Obs.: "A letra mata, mas o espírito vivifica". Muitas pessoas distorcem o sentido desta frase,
até usando o versículo para dizer que estudo da Bíblia pode ser prejudicial! Mas, um pouquinho
de estudo do contexto mostra que tal interpretação é totalmente errônea. No contexto, a letra
representa o sistema da lei do Velho Testamento, que trouxe conhecimento das conseqüências
do pecado, mas não revelou o caminho para a salvação. O espírito representa a palavra de
Cristo, que nos dá a solução para nosso problema.
3:12-18
A grande diferença entre o Novo e o Velho Testamentos pode ser resumida na
palavra "esperança". Nós temos esperança e, por isso, temos motivo para falar ousadamente
sobre Cristo.
Obs.: A grande diferença entre o evangelho de Cristo e muitas religiões e filosofias é a
esperança. Muitas religiões oferecem a "esperança" de voltar pela reencarnação para viver de
novo, talvez como uma pessoa numa vida mais sofrida, talvez como vaca ou mosca. Outras
religiões oferecem a "esperança" de perder a identidade em algum tipo de consciência
universal. Várias filosofias oferecem a "esperança" de morrer e cessar de existir. Mas Jesus
oferece a esperança da vida eterna. Pedro entendeu este fato quando disse a Jesus: "Senhor,
para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna" (João 6:68).
Paulo disse que as pessoas que continuavam confiando na lei de Moisés ainda
tinham um véu que escondia a verdade sobre Cristo. O véu não está mais sobre o rosto de
Moisés, e sim sobre o coração dos que não se convertem a Cristo.
A verdadeira liberdade está no Espírito do Senhor.
Obs.: Liberdade X Libertinagem. Paulo disse que a liberdade está no Espírito de Deus, mas
muitas pessoas procuram liberdade em outros lugares. Até rejeitam a palavra do Senhor,
rebelando-se contra a autoridade dele para cumprir sua própria vontade. Tal libertinagem
resulta na escravidão espiritual da pessoa (2 Pedro 2:18-20).
FATAD Prof. Jales Barbosa 37
VIDA CRISTÃ
Pelo Espírito, somos transformados na imagem do Senhor.
Obs.: A imagem de Deus. Deus criou o homem à imagem dele (Gênesis 1:26-27), mas o
homem manchou a imagem com o pecado. Jesus nos mostrou a imagem do Pai (2 Coríntios
4:4; Colossenses 1:15). Nós somos refeitos à imagem de Cristo (2 Coríntios 3:18; Colossenses
3:10).
Obs.: Considere as afirmações dos versículos 17 e 18 em relação a divindade do Espírito
Santo: "o Senhor é o Espírito" e "pelo Senhor, o Espírito". E ainda há pessoas que negam a
personalidade e a divindade dele!
4:1-6
Paulo fez seu trabalho de uma maneira transparente e sincera, e não pretendia
desistir dele.
Outros andavam de modo vergonhoso, usando de astúcia e adulterando a palavra
de Deus.
As pessoas cegas continuam perdidas, não enxergando a imagem de Deus em
Cristo.
Paulo não pregou uma doutrina particular, mas sim, o evangelho de Cristo.
Paulo, escolhido por Cristo para ser apóstolo, se colocou na posição de servo dos
coríntios, por amor de Jesus.
Obs.: É importante observar, nas cartas de Paulo, o uso de palavras como servo, submissão,
sacrifício, etc. Ele mostra uma atitude de humilde serviço, que nós devemos imitar.
Através de Cristo, conhecemos a glória de Deus.
4:7-15
Neste parágrafo, Paulo explica bem a grande responsabilidade dos apóstolos. No
contexto, em que ele fala sobre a sua própria morte, parece que os vasos de barro são os
próprios apóstolos. Isso não nega, porém, a nossa responsabilidade na divulgação do
evangelho hoje (veja a transmissão dessa responsabilidade de uma geração para outra em 2
Timóteo 2:2).
Paulo queria sempre manifestar o poder de Cristo, e não o seu próprio.
Obs.: Confiança na carne. Nas cartas aos coríntios, Paulo fortemente rejeita a ênfase nas
obras dos homens. A grande tendência de muitas igrejas, hoje em dia, é honrar os homens
pelas obras realizadas (diplomas de seminários, títulos de honra, glória de trabalhos bem-
sucedidos, reconhecimento por homens, etc.). Paulo pôs tudo que o homem é, e tudo que o
homem faz, na categoria de um vaso de barro. A glória pertence ao tesouro guardado no vaso,
não ao próprio vaso.
O versículo 10 apresenta um tema mencionado várias outras vezes por Paulo. O
cristão, em alguns sentidos, participa da morte de Cristo e, também, participa da vida após a
ressurreição (compare com Romanos 6:3-4; 2 Coríntios 5:17; Colossenses 3:1-10).
No versículo 13, ele resume o sentido de Salmo 116, onde Deus é louvado por ter
livrado seu servo da morte. Neste contexto, Paulo mostra a mesma confiança. Ele será livrado
da morte na ressurreição, e todos que ouvem o evangelho podem participar da mesma
esperança.
4:16-18
Por causa da sua esperança da ressurreição, Paulo não se desanimava quando
contemplava a própria morte. Ele mostrou a sua fé nas promessas de Deus, e depositou sua
confiança nas coisas eternas e invisíveis
5:1-5
Neste parágrafo, Paulo apresenta uma perspectiva cristã da morte física. 
O corpo físico é um tabernáculo (tenda) terrestre que está se gastando.
O corpo espiritual é um edifício (templo) eterno e celeste.Os santos gemem neste corpo, querendo ser revestidos da vida eterna.
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VIDA CRISTÃ
Tal esperança é válida somente para as pessoas preparadas/vestidas da imagem
de Cristo, e não despreparadas/espiritualmente nuas (veja Colossenses 3:5-12; 2 Pedro 1:4).
Paulo deixa bem claro que ele não deseja a morte, e sim a vida eterna. Ele não
quer ser despido; ele quer ser revestido da vida.
Obs.: O desejo de morrer. É importante compreender a diferença entre a vontade de Paulo e a
vontade do rei Saul, Judas Iscariotes e outros que, até hoje, consideram o suicídio uma saída.
Paulo não desejava a morte, e sim a vida. Ele não estava correndo dos problemas desta vida,
mas olhava para o fim do caminho (2 Timóteo 4:6-8). Embora querendo estar com Deus na
eternidade, Paulo não apressou sua própria morte. Ele confiava em Deus para decidir a hora
certa para dar-lhe a coroa da vida. Embora Deus tenha livrado os fiéis do medo de morrer, ele
não autorizou o suicídio.
Deus nos preparou para a vida eterna, já dando uma amostra da vida eterna
através do Espírito (veja Efésios 1:13).
Obs.: A vida eterna: presente ou futuro? Quando a Bíblia ensina sobre a salvação em Cristo e
a vida eterna, fala em dois sentidos (veja 1 Timóteo 4:8). Num sentido, os discípulos de Cristo
já têm a salvação e participam da vida espiritual nele (Atos 2:47; 15:11; Romanos 6:4; Efésios
2:1,5; Colossenses 2:13; 1 João 5:12-13). Em outro sentido, ainda aguardamos a salvação e a
vida eterna (veja Romanos 2:7; 13:11; Gálatas 6:8; Tito 3:7; Hebreus 9:28; Judas 21).
5:6-10
Paulo andava em esperança da vida eterna que o motivou a ser agradável a Deus.
Todos nós seremos julgados pelas coisas feitas no corpo.
Obs.: Julgamento segundo as coisas feitas por meio do corpo. Apesar da confusão causada
por várias doutrinas humanas, algumas afirmações bíblicas são bem claras. As diversas
filosofias e religiões que ensinam a reencarnação enfrentam um problema no versículo 10.
Paulo não falou de julgamento das coisas feitas por meio dos corpos. Ele falou de um corpo só
(veja Hebreus 9:27). Os premilenaristas ensinam que haverá duas ressurreições, mas Jesus
afirma que todos seremos ressuscitados na mesma hora para o julgamento final (João 5:28-
29).
5:11-17
Paulo pregava com convicção, persuadido da mensagem de Cristo. Ele não
confiava nas aparências da carne, e sim na verdade no coração. Outros o julgavam louco, mas
ele continuou servindo a Deus.
Os que estão em Cristo são novas criaturas.
Obs.: Versículo 17 mostra a grande diferença entre a morte e as trevas do passado e a vida e
a luz em Cristo. Infelizmente, algumas pessoas torcem o sentido do versículo para justificar o
pecado. Sugerem que a pessoa que praticava pecado pode continuar nas mesmas práticas,
porque agora Deus fez tudo novo. Mas ele fez tudo novo quando justificou (salvou, perdoou) o
pecador. Ele não justificou o pecado. Para sermos novas criaturas, temos que deixar de
praticar as coisas condenadas por Deus (veja 1 Coríntios 6:9-11).
5:18-21
O trabalho de Paulo era o ministério da reconciliação, promovendo a paz entre
Deus e os homens (veja Isaías 59:1-2; Efésios 2:14-18).
Paulo usufruiu a reconciliação, e passou a pregar a mesma mensagem para outros.
Ele diz: "Deus...nos reconciliou" (5:18) e "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o
mundo" (5:19).
Considere bem a mensagem profunda do versículo 21 sobre a grande troca feita
por Deus:
a) Jesus não conheceu pecado, e Deus o fez pecado por nós.
b) Nós conhecemos pecado, e Deus nos fez justiça através dele!
c) Ele levou sobre si os nossos pecados; levamos sobre nós a justiça dele! Que
maravilha!
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VIDA CRISTÃ
No parágrafo anterior (5:18-21), Paulo falou da reconciliação. Disse que Cristo nos
reconciliou, e que deu o ministério da reconciliação aos seus embaixadores. Ele continua
falando sobre este segundo aspecto da reconciliação (o papel dele como servo de Jesus) no
início do capítulo 6. 
6:1-3
Paulo exortou-os a não receberem a graça de Cristo em vão, frisando a urgência da
sua obediência.
Obs.: Ele cita Isaías 49:8 como a palavra de Jesus. Este versículo faz parte de uma série de
profecias messiânicas em Isaías sob o tema "O Servo do Senhor".
Paulo serviu com toda sinceridade e dedicação, para não impedir o progresso do
evangelho.
6:4-10
Ao invés de dar motivo de escândalo, Paulo se negou em tudo para ser um bom
embaixador de Cristo.
Ele aceitou sofrimento na sua vida (versículos 4 e 5), e ainda desenvolveu as
qualidades características de um servo fiel (versículo 6).
Obs.: Tudo indica que Paulo ainda estava sendo criticado e rejeitado por alguns entre os
coríntios. Seu amor não fingido (sem hipocrisia) sugere um contraste com o falso amor dos
falsos apóstolos que estavam perturbando os coríntios (veja 11:13).
Paulo confiava plenamente no poder de Deus para fazer seu trabalho,
independente das interpretações erradas por parte de outras pessoas.
6:11-13
Paulo sente-se constrangido, não por falta de vontade de sua parte, mas pela
rejeição pelos coríntios. O coração dele estava bem aberto para recebê-los, mas eles
permaneciam fechados.
6:14-18
Nestes versículos, e no primeiro do capítulo 7, Paulo destaca a importância da
santificação na vida dos cristãos. Não pode haver concordância entre as coisas de Deus e as
do Maligno. Observe os contrastes:
Justiça X Iniqüidade
Luz X Trevas
Cristo X O Maligno
Crente X Incrédulo
Santuário de Deus X Ídolos
Nos versículos 16 a 18, Paulo usa várias citações do Velho Testamento sobre o
povo santo. Deus desejava um povo santo em Israel, mas os hebreus não cumpriram sua
responsabilidade. Então, ele começou a profetizar sobre um povo santo e cumpriu as profecias
em Israel espiritual, a igreja. Hoje, em Cristo, participamos da comunhão do Todo-Poderoso
que habita entre os cristãos.
Paulo concluiu o capítulo 6 com um apelo à santidade. Ele citou as grandes
promessas da comunhão com Deus, dizendo que Deus anda e habita no meio dos fiéis.
7:1
Baseado nas grandes promessas de comunhão com Deus, Paulo pede a cada
discípulo:
(1) Purificar-se de toda impureza
(a) da carne (imoralidade, obras da carne).
(b) do espírito (idolatria, doutrinas e práticas erradas).
(2) Aperfeiçoar a santidade com reverência e respeito para com Deus.
FATAD Prof. Jales Barbosa 40
VIDA CRISTÃ
7:2-4
Paulo volta a falar sobre os problemas entre ele e os coríntios. Ele pede que abram
seus corações, afirmando que ele sempre agia em boa fé e sinceridade.
7:5-16
Paulo começou a comentar sobre sua procura de Tito em 2:12-13. Falou que
chegou a Trôade (partindo de Éfeso) e não encontrou Tito. Por esta razão, foi para a
Macedônia. Em 2:14, ele agradeceu a Deus pela vitória, mas não explicou o motivo específico
das ações de graça. Ele continuou falando sobre as bênçãos de Deus e sobre o privilégio de
participar delas. Aqui, ele volta à questão da procura de Tito.
Quando Paulo chegou à Macedônia, ele não achou Tito. Ele sentiu-se angustiado,
enfrentando vários problemas com esta preocupação sobre esse irmão e cooperador. Mas,
Deus o confortou com a chegada de Tito, levando notícias animadoras dos coríntios.
Paulo comentou sobre a severidade de uma carta anterior.
Obs.: É possível que houvesse outra carta entre 1 e 2 Coríntios, na qual Paulo repreendeu
algumas atitudes erradas dos coríntios. Muitas pessoas acreditam que, entre as duas cartas,
Paulo teria feito uma visita a Corinto e que, devido àlguns problemas com os irmãos na visita,
teria mandadouma carta severa, corrigindo-os.
Ele se alegrou por causa do arrependimento verdadeiro deles. No versículo 10, ele
fez um comentário valioso sobre a tristeza e o arrependimento. A tristeza de entender que o
nosso pecado fere ao próprio Deus produz o arrependimento verdadeiro que leva a salvação.
Mas a tristeza do mundo, de se lamentar por causa de conseqüências pessoais e imediatas,
sem compreender os efeitos maiores do pecado, não produz o arrependimento que Deus quer.
Pode causar algum sentimento de remorso (como Judas Iscariotes sentiu quando devolveu o
dinheiro da traição), mas não produz o arrependimento verdadeiro que precisamos para sair do
pecado.
Além da sua alegria devida ao arrependimento dos coríntios, Paulo ficou mais
contente ainda quando ouviu de que maneira eles trataram Timóteo.
Paulo começou este capítulo com tristeza, pedindo que eles abrissem os corações
para aceitá-lo. Encerrou o capítulo elogiando a atitude dos coríntios, e dizendo que tinha plena
confiança neles.
Leia mais:
2 Coríntios 8 
Nos capítulos 8 e 9, Paulo incentiva os coríntios a participarem liberalmente da
assistência aos santos necessitados na Judéia. Neste ensinamento, encontramos instruções e
exemplos que mostram um aspecto do verdadeira amor entre irmãos em Cristo. Os que tinham
condições financeiras ajudaram outros que necessitavam de assistência.
8:1-7
Paulo cita o bom exemplo das igrejas da Macedônia para incentivar a generosidade
dos coríntios. Apesar dos seus próprios problemas, os macedônios se mostraram liberais
quanto à assistência aos santos. Insistiram em ajudar, mesmo acima da sua capacidade. Tal
generosidade não começou com o dinheiro, mas com o sacrifício de si mesmos.
Obs.: Uma vez que nós nos entregamos ao Senhor, devemos entender que os nossos
recursos (dinheiro, habilidades, etc.) são ferramentas para usar no serviço a Deus. Os
discípulos na Macedônia entenderam isso.
Obs.: A graça concedida. Paulo usa essa expressão para descrever o privilégio de sacrificar,
dando dinheiro para ajudar aos outros.
8:8-15
Paulo não quer obrigar os coríntios a participarem dessa benevolência, mas
procura incentivá-los a dar voluntariamente por amor.
FATAD Prof. Jales Barbosa 41
VIDA CRISTÃ
Ele cita o exemplo de Jesus. Ele deixou a riqueza dos céus e se fez pobre por
causa do seu amor para conosco. Através da pobreza dele, nós adquirimos as riquezas
espirituais que ele mandou.
Paulo espera a concretização dos planos dos coríntios. Eles falaram já da vontade
de ajudar; ele espera a demonstração desse amor.
Obs. Querer e realizar. Devemos sempre nos esforçar para pôr em prática os nossos planos
espirituais. É importante querer crescer e fazer o bem. Cabe a nós cumprir a nossa parte para
realizar tais intenções boas. Veja Filipenses 2:12-13.
Paulo não espera que ninguém dê acima das suas condições, nem quer que alguns
fiquem sobrecarregados enquanto outros são aliviados. Ele procura igualdade entre irmãos.
Obs.: Igualdade. Alguns interpretam de uma maneira literal e errada esta palavra "igualdade"
(8:13). Nem Paulo nem outros servos de Deus no Novo Testamento pregaram igualdade
absoluta em termos de bens materiais. Eles não propuseram nenhum sistema de comunismo
onde todos teriam exatamente as mesmas coisas. Ainda encontramos ricos e pobres entre os
discípulos primitivos, mas não houve a necessidade de alguém passar fome enquanto outros
tinham abundância.
Obs.: Deus proverá. A citação de 8:15 vem de Êxodo 16:18, um trecho que enfatiza o fato que
Deus providencia as nossas necessidades (compare com Mateus 6:21-34).
8:16-24
Paulo quer evitar a vergonha de irmãos chegarem a Corinto para achar os coríntios
despreparados. Por isso, ele enviou três irmãos para ajudar na preparação da coleta dos
coríntios antes de chegarem outros com Paulo. Esses três são: Tito (8:16), um irmão escolhido
pelas igrejas (8:18), e mais um irmão de confiança (8:22).
Obs.:Eleito pelas igrejas (8:19). Alguns procuram qualquer apoio para justificar a criação de
grandes denominações, completas com seus congressos nacionais, etc. Mas uma vez que
uma igreja mostrou sua confiança num irmão para acompanhar 
Tito, ele foi "eleito" ou "escolhido" por aquela igreja. Quando uma outra
congregação, conhecendo o mesmo irmão, pediu a mesma coisa, ele foi "eleito pelas igrejas".
Não há nada aqui que justifique reuniões ou organizações que envolvam várias igrejas em
decisões coletivas.
9:1-5
No início do capítulo 8, Paulo usou o exemplo dos macedônios para incentivar a
liberalidade dos coríntios. Agora, ele disse que usou, também, o exemplo dos coríntios para
estimular os macedônios! Devemos estimular uns aos outros em amor e boas obras (veja
Hebreus 10:24). 
Paulo enviou os irmãos citados no fim do capítulo 8 para evitar algum
constrangimento mais tarde. Eles ajudariam os coríntios a preparar a oferta, para que não se
envergonhassem com a chegada de outros irmãos depois.
9:6-15
Paulo incentiva os coríntios a darem generosamente. Ele cita um princípio bem
conhecido nas Escrituras: ceifamos o que semeamos.
A oferta é voluntária, segundo a decisão de cada um para dar com alegria.
Obs.: É obrigação contribuir? Aqui, Paulo diz que a oferta não deve ser feita por necessidade,
mas 1 Coríntios 16:1-2 aborda o mesmo assunto como ordem. Podemos entender assim: é a
responsabilidade de cada cristão contribuir, mas não devemos fazê-lo só por causa da
obrigação. Devemos entender o propósito da oferta e participar com alegria, reconhecendo o
privilégio de participar do trabalho do Senhor.
Ao invés de segurar o nosso dinheiro, recusando utilizá-lo para servir a outros,
devemos lembrar que todas as nossas bênçãos e a nossa capacidade de dar vêm do Senhor.
Obs.: O versículo 9 é uma citação de Salmo 112:9. O Salmo 112 inteiro fala sobre a
importância da bondade e fidelidade do servo para ser abençoado por Deus.
FATAD Prof. Jales Barbosa 42
VIDA CRISTÃ
A generosidade dos gentios em ajudar os santos necessitados de Jerusalém teve
outros benefícios:
a) Além de ajudar aqueles santos, demonstrou gratidão para com Deus.
b) Além de ajudar aqueles santos, demonstrou comunhão com todos os santos.
Por outro lado, os outros santos oravam em favor dos coríntios.
Quem merece a gratidão e a glória é o próprio Deus.
2 Coríntios 10 
Neste capítulo, Paulo volta à defesa do seu apostolado em contraste com as
alegações dos falsos apóstolos que induziram os coríntios ao erro. Em alguns momentos, ele
assume o ponto de vista dos seus críticos, usando de ironia para se colocar numa posição de
fraqueza. É necessário uma leitura cuidadosa para não se perder nas mudanças de "tom" nas
palavras de Paulo.
10:1-6
Paulo falou que era humilde entre eles mas ousado nas suas cartas. Mais tarde, ele
explica que essa foi uma acusação feita por seus detratores (compare com o versículo 10:
"dizem").
Por enquanto, Paulo usa esta imagem para reforçar seu ponto. O sentido é este:
"Tudo bem, vocês me consideram manso quando presente e severo quando ausente. Então,
façam tudo para corrigir os seus problemas, porque não quero ser severo quando chego aí."
Apesar das opiniões de outros sobre Paulo, ele afirma a sua determinação de fazer
o certo, agindo de acordo com a vontade de Deus e não a dos homens. Os versículos 3 a 6
descrevem bem a atitude e as táticas do servo de Deus nas batalhas espirituais. Observe:
a) Somos seres humanos, mas não usamos táticas humanas.
b) As armas que usamos são espirituais, não carnais.
c) Com as armas poderosas de Deus, podemos vencer a força dos homens (fortalezas,
sofismas, altivez, pensamentos).
d) Nosso alvo é simples: levar "cativo todo pensamento àobediência de Cristo",
completando a nossa submissão.
Obs.: Sofismas são pensamentos ou raciocínios que parecem razoáveis e válidos, porém são
falsos. Paulo mostra, aqui, que a sabedoria de Deus é superior à suposta sabedoria dos
homens.
10:7-12
Paulo pede para seus críticos serem justos com ele. Eles se consideravam servos
de Cristo, mas negavam a posição dele na família do Senhor. De fato, Paulo não era nem um
pouquinho inferior a eles. Ele tinha recebido autoridade de Cristo para edificar, e não para
destruir.
Obs.: Para edificar e não para destruir. Paulo mostra um dos problemas fundamentais do
partidarismo. Ao invés de edificar, o espírito carnal destrói. Em 1 Coríntios 3:1-16, ele frisou
este mesmo ponto. Os verdadeiros servos não procuram criar ou defender seus próprios
partidos (assim destruindo o corpo de Cristo). Cada um de nós deve edificar e contribuir ao
bem do corpo.
Paulo não aceitou a acusação que ele fosse forte nas cartas e fraco quando
presente. Prometeu, se fosse necessário, usar da mesma severidade na presença deles.
Obs.: Padrões errados para avaliação de homens. Paulo recusou avaliar-se por comparações
com outros homens, e condenou tal prática. Infelizmente, muitos supostos servos do Senhor
ainda não captaram o sentido desse ensinamento. Há hoje comentários sobre qual pregador é
melhor que o outro, prêmios para melhores sermões, melhores livros, melhores sites
evangélicos na Internet, etc. Pessoas que alegam ser cristãs participam ousadamente do
pecado de auto-promoção. Tal prática não cabe no reino de Deus (veja Mateus 20:27; 23:11;
Lucas 17:10).
10:13-18
FATAD Prof. Jales Barbosa 43
VIDA CRISTÃ
Paulo não tentou validar seu trabalho por comparações com os trabalhos de outros.
Ele se viu no contexto da responsabilidade que Deus lhe deu. A esfera de ação dele incluiu
Corinto e ele faria o trabalho entre eles, apesar da oposição de alguns "irmãos".
Obs.: A esfera de ação. Embora Paulo comente sobre locais geográficos, ele não sugere
limites de território físico no trabalho do Senhor. Os apóstolos foram enviados ao mundo
(Marcos 16:15), e a mesma responsabilidade de pregar o evangelho foi transmitida a homens
fiéis e idôneos (2 Timóteo 2:2). Pessoas que se acham hoje donas de determinados "territórios"
no trabalho do Senhor mostram a mesma atitude carnal que Paulo condenou. Como servos de
Deus, podemos e devemos pregar em qualquer lugar onde exista oportunidade.
Neste parágrafo, encontramos uma frase que deve controlar todas as tendências
orgulhosas de auto-engrandecimento: "Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor"
(versículo 17).
11:1-6
Paulo justifica sua loucura! Na segunda metade deste capítulo, ele usará alguns
argumentos que normalmente não empregaria. Aqui, ele explica o motivo. Ele estava agindo
por amor aos coríntios, fazendo tudo para evitar que eles caíssem no engano de falsos
apóstolos.
Obs.: A "loucura" de Paulo. Quando homens carnais começaram a comparar pessoas, Paulo
ficou para trás. Outros eram mais eloqüentes ou mais polidos do que Paulo. Ele disse,
ironicamente, que ele era louco e os próprios coríntios sábios (1 Coríntios 4:10). É claro que
não era o caso. Em 1 Coríntios 2:16, ele disse que tinha a mente de Cristo. No início de 1
Coríntios 3, chamou os coríntios de crianças carnais. Do mesmo modo, ele criticou as pessoas
que se julgavam sábias, dizendo que devemos nos gloriar exclusivamente no Senhor (2
Coríntios 10:12,17-18). Paulo não era louco, mas considerou qualquer defesa baseada nos
feitos humanos um tipo de loucura. Assim, ele respondeu com esse tipo de argumento em 1
Coríntios 4:10-13 e usará a mesma abordagem em 2 Coríntios 11:21-29.
O zelo de Paulo destaca a importância de nos manter puros, e de ajudar outros a
fazerem o mesmo. Paulo procurava proteger os coríntios de falsos mestres para apresentar a
noiva como virgem ao seu verdadeiro esposo, Cristo.
Obs.: A noiva de Cristo. Paulo emprega aqui uma ilustração muito comum para descrever o
povo de Deus. Desde o Velho Testamento, a relação entre Deus e seu povo foi comparada ao
noivado e ao casamento. No Novo Testamento, encontramos a mesma figura em vários livros
(Sugestão para seu próprio estudo: faça uma lista de passagens que usam a figura de
casamento para descrever esta relação espiritual). Dessa figura, vêm diversas aplicações: a
pureza da noiva (aqui), o amor do marido e a submissão da mulher (Efésios 5:22-33), o
problema de adultério espiritual (o livro de Oséias; Ezequiel 16); o adorno da noiva para o
casamento (Apocalipse 21:2), etc.
11:7-15
Ao invés de se exaltar como outros, especialmente os falsos apóstolos (tais
apóstolos-11:5), Paulo tinha se humilhado para servir. Viveu humildemente. Não pediu dinheiro
aos coríntios, mesmo passando privações.
Obs.: "Despojei outras igrejas..." (8-9). Paulo recebeu seu sustento de outras congregações.
Ele não se fez pesado aos coríntios. Ele não viu o trabalho com uma igreja como "negócio"
para lucrar materialmente e, sim, como serviço e sacrifício. Ele precisava de sustento, é claro,
e o recebia de outras congregações. Especificamente, ele cita ajuda recebida da Macedônia
durante seu tempo em Corinto. Da mesma forma, evangelistas hoje podem ser sustentados por
igrejas (veja 1 Coríntios 9:11-15). Como aqui, o sustento deve ser enviado diretamente da
igreja ao pregador (Filipenses 4:15-17). Não há nenhuma autorização nas Escrituras para criar
ou manter algum tipo de sociedade missionária, nem de elevar uma congregação acima de
outras como matriz ou igreja patrocinadora.
A humildade de Paulo não reflete falta de confiança em relação à sua mensagem
ou à sua missão (10).
FATAD Prof. Jales Barbosa 44
VIDA CRISTÃ
Por qual razão Paulo confrontaria esses falsos apóstolos? Para destruir vidas e
mostrar falta de amor? De modo algum! Ele entrou nesta batalha espiritual para poupar os
amados coríntios dos estragos e da perdição que os falsos mestres trazem.
Obs.: O aspecto polêmico do nosso serviço. Qualquer servo fiel a Deus terá que enfrentar os
inimigos da cruz, e devemos nos preparar para tais confrontos (1 Pedro 3:15). Nunca devemos
esquecer que são batalhas espirituais (2 Coríntios 10:3-6) e que o propósito não é a destruição
das pessoas que se opõem a nós, e sim a salvação das mesmas. O nosso foco não deve ser
na batalha em si, mas nas pessoas que queremos extrair dos erros perniciosos do Maligno (2
Timóteo 2:24-26).
Satanás e seus servos se apresentam como anjos de luz, como se fossem
apóstolos de Cristo e ministros de justiça. Uma das maiores armas do diabo é a sua astúcia.
Ele vende a corrupção e a morte, mas em embalagens atraentes que parecem inocentes. Os
servos do diabo são, muitas vezes, pessoas simpáticas e prestativas que parecem tão sinceras
que outras pessoas são facilmente enganadas por elas. Temos de lembrar que o próprio
Satanás se apresenta como anjo de luz, e os seus servos são lobos vestidos como
cordeirinhos.
11:16-33
Este trecho é exemplo da "loucura" de Paulo. Na verdade, ele jamais se defenderia
com argumentos carnais, tentando se exaltar. O ponto que ele quer ensinar aqui é simples: Se
os servos de Deus tivessem direito de se gloriar, como os falsos apóstolos entre vocês fazem,
eu poderia me defender muito bem. Mas, de fato, não temos direito de nos exaltar. A tolerância
dos falsos mestres levará vocês à escravidão espiritual.
Os argumentos da loucura de Paulo:
(1) A sua genealogia: de pura linhagem dos judeus.
(2) O seu trabalho: ministro de Cristo que sofria muito por causa da sua fé.
(3) Preocupação com as igrejas: um peso até maior do que o sofrimentofísico.
Paulo não se gloriou nestas coisas. A única coisa dele que deu motivo para se
gloriar foi a sua própria fraqueza. Quando enfrentou perseguições intensas, foi Deus que deu
livramento. A fraqueza de Paulo, até a sua incapacidade de se defender, destacou a grandeza
de Deus e seu poder (veja 10:17). Este é o tema do início do capítulo 12.
Obs.: Como precisamos de homens como Paulo hoje! É triste observar a falta de humildade
entre supostos servos de Cristo. Homens procuram se glorificar, e exaltam uns aos outros,
mesmo no contexto de igrejas e trabalhos espirituais. Cultos especiais para honrar homens,
destaque dado a alguns por causa de sua formação teológica, exaltação de pessoas que têm
conquistado bens materiais ou posição social e o uso de líderes políticos como convidados
especiais são exemplos da carnalidade que Paulo rejeitou e condenou. Um dos aspectos
tristes dos desvios de igrejas e pessoas "religiosas" é o esquecimento das qualidades que
Deus quer na vida de todos os cristãos (leia Gálatas 5:22-23; 2 Pedro 1:3-11), nos evangelistas
(1 Timóteo 4:12-16), nos diáoncos (1 Timóteo 3:8-13) e nos presbíteros/pastores/bispos (1
Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Alguns destes trechos falam sobre habilidade e talento, mas a
grande ênfase está no caráter, nas atitudes e na conduta das pessoas. Paulo não confiou nas
coisas que ele trouxe a Cristo, mas no que Cristo fez para ele, transformando a sua vida.
Obs.: O cuidado de Paulo para com as igrejas (versículos 28 e 29). Entre os pesos que ele
suportava, Paulo achou mais difícil o peso de preocupação com as igrejas. Ele não está
reclamando sobre o trabalho em si, nem o cansaço que ele sentia. Ele tinha tanta compaixão
que realmente sofria com as pessoas. Paulo sentiu as fraquezas e escândalos dos irmãos em
vários lugares, como se ele mesmo estivesse passando pelos mesmos problemas.
2 Coríntios 12 
Paulo continua os comentários do capítulo 11, mostrando que ele poderia se gloriar
mais que os falsos apóstolos que estavam enganando os coríntios. Embora que tenha como se
gloriar, ele não o faz porque entende bem que toda a glória pertence ao Senhor.
12:1-6
FATAD Prof. Jales Barbosa 45
VIDA CRISTÃ
Se fosse para se exaltar, Paulo citaria as suas próprias experiências espirituais,
principalmente as suas visões e revelações. Até uma vez ele foi levado ao terceiro céu (o
paraíso) onde ouviu coisas que o homem não pode falar! Mas, esta experiência não deu motivo
para Paulo se exaltar. Foi algo que ele recebeu, não algum ato que ele fez. Foi Deus que lhe
concedeu esta bênção, e Paulo continua sendo um mero homem.
Obs.: "Conheço um homem" - Paulo se esforçou tanto para evitar a vanglória que nem se
identificou aqui. A experiência obviamente era dele mesmo, mas ele não quer dizer "Eu fui
arrebatado ao paraíso!" De fato, ele guardou silêncio sobre este assunto durante 14 anos!
Obs.: O terceiro céu - Paulo o identifica como o paraíso. Normalmente se supõe que o primeiro
seria a atmosfera (firmamento) e o segundo o espaço (sol, lua, estrelas, etc.).
Obs.: Se Paulo recusa se gloriar nos seus feitos e nas suas experiências espirituais, ele pode
se gloriar no que? Ele já falou várias vezes: na sua fraqueza. Alguns dos detratores de Paulo o
consideravam fraco (10:10; 11:21). No seu argumento aqui, ele torna seu ponto "fraco" em
ponto forte. Ele se gloria na fraqueza, porque a fraqueza dele destaca com mais clareza a força
de Deus (11:30; 12:5,9,10; 13:3).
12:7-10
A ilustração de fraqueza que Paulo escolheu foi de algum sofrimento que ele
descreve como "espinho na carne". Ele não identifica o espinho, mas fala algumas coisas
interessantes que nos ajudam quando enfrentamos diversos tipos de sofrimento em nossas
vidas:
(1) O espinho servia para combater qualquer tendência de se ensoberbecer ou se exaltar.
Nas fraquezas, lembramos da nossa dependência de Deus e do fato que somos insignificantes
em comparação com ele.
(2) O espinho foi um mensageiro de Satanás. Embora Deus use nossas angústias para
seu propósito, foi Satanás que pôs o espinho na vida de Paulo. Compare com o caso de Jó.
Deus permitiu que o Diabo o afligisse.
(3) Paulo pediu três vezes, mas Deus recusou tirar o espinho de sua vida. As doutrinas
de algumas igrejas hoje que sugerem que a vida cristã deve ser livre de sofrimento, ou que
sofrimento é prova de pecado na vida da pessoa, são doutrinas erradíssimas. Paulo, um servo
fiel e dedicado, sofreu na carne. Servos fiéis hoje podem sofrer pobreza, doenças e outras
tristezas.
(4) A graça de Deus basta. Satanás mandou o espinho, mas Deus o usou para mostrar a
importância de sua graça para com Paulo.
(5) O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza do homem.
(6) Paulo prefere gloriar em Cristo do que receber a glória dos homens.
(7) Uma vez que Paulo aprendeu entender as coisas desta maneira, ele sentia prazer nas
fraquezas, injúrias, etc, pois nestes momentos ele viu o poder de Deus com mais nitidez. Veja
Tiago 1:3-4.
(8) Quando Paulo era fraco em termos de circunstâncias desta vida, ele se sentiu mais
forte por causa da força de Deus na vida dele.
12:11-13
Paulo considerou toda esta "loucura" desnecessária e constrangedora. Os fatos
deveriam ter sido evidentes aos coríntios:
(1) Ele não era inferior aos falsos profetas!
(2) Ele apresentou as credenciais do apostolado (milagres) aos coríntios.
(3) O fato que ele não recebeu sustento da igreja dos coríntios não a fez inferior a outras.
(Ele pede perdão pela "injustiça" de não ser pesado para eles!)
Obs.: As credenciais do apostolado. Paulo cita seus sinais, prodígios e poderes miraculosos
como provas do seu apostolado. Nisso ele nos lembra de um fato freqüentemente ignorado
sobre os dons miraculosos na igreja primitiva. Os sinais serviam para confirmar a palavra
pregada pelos apóstolos (Marcos 16:20; Hebreus 2:3-4). Hoje, temos a palavra revelada e
confirmada nas Escrituras, e não há mais necessidade de sinais (1 Coríntios 13:8-13). Nós não
FATAD Prof. Jales Barbosa 46
VIDA CRISTÃ
somos apóstolos (testemunhas oculares de Cristo ressuscitado - Atos 1:22; 1 Coríntios 15:8), e
não temos as credenciais do apostolado. Graças a Deus, temos um caminho sobremodo
excelente, superior a qualquer sinal miraculoso; temos a palavra de Deus que pode salvar
almas!
12:14-18
Paulo não pretendia ser "pesado" na próxima visita a Corinto. Ele não foi atrás dos
bens, e sim procurou as pessoas. Ele não se interessou pelo dinheiro dos coríntios.
Obs.: "pela terceira vez" sugere a possibilidade de uma visita por Paulo a Corinto entre a
primeira e segunda carta. Veja comentários a esse respeito na introdução (Estudo 1/15).
Obs.: O motivo do trabalho de Paulo. Este apóstolo não procurava os bens materiais dos
cristãos onde ele trabalhava. Não tinha metas de arrecadação, nem demandas salariais.
Recebia sustento, sim, mas não aproveitou oportunidades de tomar os bens dos recém-
convertidos nas igrejas que ele estabeleceu.
Paulo se gastou no trabalho em prol das almas dos outros irmãos (15).
Voltando a usar um tom de ironia, ele diz que prendeu os coríntios com dolo (16).
Assim, ele chama atenção ao fato da sinceridade e falta de qualquer egoísmo no seu trabalho.
Nem ele, nem os seus companheiros, tinham explorado os coríntios.
Obs.: Paulo e outros poderiam ter aproveitado as coletas que foram feitas para ajudar os
irmãos necessitados na Judéia, mas não o fizeram. De fato, Paulo fez tudo para evitar qualquer
suspeita ou acusação em relação ao dinheiro levado (veja 8:19-24). Como o trabalho dele foi
diferente dos negócios ocultos e, às vezes, sujos de algumas igrejas hoje!
12:19-21
Mostrando a sinceridade do seu amor para com os coríntios, Paulo faz mais um
apelo incentivando-osa praticar a pureza. Ele não gostaria de encontrá-los praticando pecado.
13:1-4
Paulo se preparou para visitar Corinto pela terceira vez (veja comentário sobre
12:14 no estudo anterior) e estaria preparado para confrontar os falsos apóstolos com a justiça
que a palavra de Deus exige. 
Paulo mostrou certeza de que Cristo falava nele, e afirmou a sua fé no poder de
Jesus. Jesus morreu na fraqueza, mas ressuscitou e vive no poder. Paulo (e qualquer outro) é
fraco (veja 12:10), mas vive pelo poder de Deus.
13:5-10
Paulo desafiou os leitores que se examinassem para verificar a sua situação
espiritual (5).
Obs.: O desafio do versículo 5 vale para qualquer cristão. Realmente estamos na fé?
Enquanto Paulo sugeriu a possibilidade que os coríntios fossem reprovados, ele falou com
confiança de sua própria posição, e pediu que eles reconhecessem que ele não era reprovado
(6).
Paulo continuou orando para que os coríntios fizessem o bem, sem depender da
atitude deles em relação a ele (7).
Paulo não faria nada contra a verdade, e se regozijaria se os coríntios fossem, de
fato, fortes (8-9).
As correções que Paulo fez por carta tinham o propósito de evitar uma reprovação
mais forte na visita a Corinto (10). Se for necessário ser duro, ele o faria com a autoridade que
o Senhor lhe concedeu.
13:11-13
Como costumava fazer, Paulo encerrou a carta com algumas saudações para os
irmãos. Ele enfatiza:
(1) A união e paz entre irmãos (11)
(2) O amor fraternal (12)
FATAD Prof. Jales Barbosa 47
VIDA CRISTÃ
Paulo encerra com uma bênção que inclui as três pessoas divinas: Jesus, o Pai e o
Espírito Santo (13).
Obs.: Algumas Bíblias dividem o versículo 12 em dois (12 e 13), assim dando um total de 14
versículos no capítulo. Outras têm apenas 13 versículos. O conteúdo é o mesmo. Aqui
seguimos uma tradução que tem 13 versícuos no capítulo.
QUESTIONÁRIO
1. Diferencie sofrimento de castigo.
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2. Como o cristão deve lidar com o sofrimento?
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3. Cite alguns contrastes apresentados pelo Apóstolo Paulo, quanto a antiga e nova aliança?
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4. Quais os argumentos da loucura de Paulo?
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Anotações:
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VIDA CRISTÃ
VI. OBRAS DA CARNEVI. OBRAS DA CARNE
1. As Obras da Carne – o Inimigo Interior
O tempo parece ser propício para o bom sentimento religioso. Há um espírito de
alegria, a mensagem é animadora. E contra isso em si não temos queixa. O evangelho é uma
mensagem bem positiva. É uma mensagem de salvação e de redenção uma palavra de graça
e de alegria. Mas não é uma graça barata, nem uma alegria fácil. E é exatamente aqui que me
encontro ansioso com o espírito religioso de nossos dias um espírito que embrulha e vende o
"evangelho" como se faz com óleo de cobra, um remédio de charlatão de rápida ação, que cura
tudo e nada exige. Como certa vez observou C. S. Lewis, o evangelho no final das contas é
bastante confortador, mas não se inicia assim. A palavra de Cristo no começo nos desfaz em
pedaços num desmascarar doloroso de nossos pecados (veja Romanos 13), depois com amor
e cuidado nos torna inteiros de novo (Salmos 51:8). O evangelho é livre, mas não é fácil. Não
há nascimento sem dores de parto, não há liberdade sem disciplina, não há vida sem morte,
não há "sim" sem "não". É nesse espírito que se escolheu o tema desta edição da revista. Não
para levantar um eterno "Não", mas para reconhecer que a vida em Cristo tem inimigos mortais
que têm que ser resistidos sem compromisso.
O que Paulo quer dizer com a "carne"? Será que os homens receberam duas
naturezas na criação uma má e outra boa? Ou será que pelo pecado de Adão entrou no
homem alguma perversidade profundamente arraigada? A resposta a essas duas perguntas é
um inequívoco "não". Quando Deus criou o homem, este foi declarado completamente "bom"
(Gênesis 1:31). Todo homem que pecou desde Adão até os nossos dias não o fez por
necessidade, mas por livre escolha. Os homens pecam porque querem (Eclesiastes7:29). Não
somos espirituais nem carnais por natureza, mas somos capazes das duas coisas, e, como
seres humanos, temos de escolher entre esses dois caminhos e nos responsabilizar por nossa
escolha.
Embora Paulo às vezes use "carne" (sarx) em referência ao corpo físico (Romanos
2:28) ou ao aspecto humano (Romanos 3:20), a palavra significa muito mais do que isso em
Gálatas 5:16-24. O corpo pode tornar-se um instrumento da glória de Deus (Romanos 12:1; 1
Coríntios 6:20), mas a "carne" não (Romanos 8:5-8). O corpo pode ser redimido e transformado
(Romaos 8:23; Filipenses 3:21), mas a "carne" deve morrer (Gálatas 5:24).
A "carne" que milita contra o Espírito não é a mente ou o intelecto, pois a mente,
como o corpo, pode ser transformada e renovada, treinada para servir aos propósitos divinos
(Romanos 12:2).
Essa "carne" não é nem a mente nem o corpo em si
mesmos, mas uma atitude pela qual o homem opta e que o põe
contra Deus. Na "mente carnal", a vontade do homem torna-se
suprema. Seus desejos têm que ser atendidos acima detodas as
coisas. Estes podem ser as concupiscências da carne ou os desejos
da mente (Efésios 2:3), mas serão satisfeitos a qualquer custo. É por
isso que "as obras da carne", contra as quais Paulo adverte,
abrangem mais que os apetites do corpo. Na realidade, se possível,
estes são as menores das enfermidades espirituais. É na mente que
escolhemos servir a nós mesmos. É na mente que nos tornamos
arrogantes e egoístas e tomamos decisões que desonram o corpo
(Romanos 1:24) e escurecem o raciocínio (1:21). Viver em toda obra
da carne significa fazer o que eu quero não simplesmente satisfazer
os meus desejos carnais mais baixos, mas atender os desejos do meu ego. O orgulho e a
paixão vivem na "carne" em perfeita harmonia.
Precisamos conhecer os nossos inimigos. Os artigos que se seguem nos ajudarão
a identificá-los melhor. Não são as pessoas, mas os desejos perversos que procuram roubar o
nosso coração de Deus. Existe uma forma racional de enfrentarmos esses adversários
FATAD Prof. Jales Barbosa 49
VIDA CRISTÃ
crucificá-los impiedosamente e sem olhar para trás (Gálatas 5:24). Será penoso (1 Pedro 4:1),
mas não tanto quanto a perda da eternidade.
2. A Mente Carnal 
"Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a
vida e paz" (Romanos 8:6).
Uma das maiores ameaças ao bem-estar de qualquer igreja local é a mentalidade
carnal que seus membros podem ter. A mente carnal é a "morte"; é "inimizade contra Deus";
"não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar"; "não pode agradar a Deus" (Romanos
8:6-8). Que contradição uma igreja alegar ser "de Cristo" quando as pessoas que a compõem
têm a mente carnal que não pode agradar a Deus!
A mente carnal pode ser mais bem entendida se a compararmos à mente do
Espírito. Aquele que tem a mente espiritual tem consciência de Deus. E sempre vivendo dessa
forma, ele enxerga a Deus como um companheiro constante; alguém que observa cada
palavra, ato e pensamento; o doador de toda boa dádiva; aquele que o protege de dia e de
noite o guarda. Ele "anda com Deus"; agradece a Deus; louva a Deus; confia em Deus; vê em
Deus a fonte da força; ele "pensa" em Deus e faz tudo isso diariamente. Em contrapartida, a
pessoa de mente carnal tem os pensamentos voltados, sobretudo para as coisas deste mundo,
fazendo delas o maior interesse de sua vida. Ela pensa em carros, roupas, barcos, esportes,
aparelhos de som, videocassetes, venda de ações, viagens e aposentadoria antes do tempo. A
pessoa de mente espiritual fixa sua mente nas coisas de cima, ao passo que a de mente carnal
a põe nas coisas da terra (Colossenses 3:2).
A pessoa que tem a mente espiritual realmente ama a leitura das Escrituras e a
adoração de Deus. Diante da opção de participar de um estudo bíblico em que estaria cercado
de pessoas que pertencem a Deus e da opção de ir a um lugar de divertimento, em que estaria
rodeado de gente mundana, sua preferência seria o estudo. A pessoa de mente carnal, por
outro lado, vai ao culto, mas o faz ou por hábito ou simplesmente para atender às exigências.
Acha pouco prazer na lei do Senhor ou em adorá-lo.
A pessoa de mente espiritual olha em direção ao céu e anseia estar lá. Alegra-se
nesta vida, mas a antecipação de ver a Deus e o seu Senhor Jesus freqüentemente toma conta
da sua mente e a estimula. À medida que envelhece e o homem exterior mostra cada vez mais
os sinais da degradação, seu homem interior encontra o renovo diário por meio da fé
aumentada e do desejo em relação àquilo que não se vê. Para o homem de mente carnal, em
contraposição, a velhice é uma ameaça; ele busca inutilmente agarrar-se a sua mocidade;
raramente pensa no céu, mas praticamente entra em pânico ao ver que quanto mais ele tenta
segurar com tenacidade esta vida, mais ela lhe escapa das mãos, passo a passo.
A mente carnal é Ananias e Safira, tramando para conseguir o louvor dos homens
em cima de uma mentira. A mente carnal é Diótrofes, amando a preeminência e governando
com uma atitude de "ou você se submeta ou saia da minha frente". A mente carnal são os
falsos mestres de Corinto, obtendo o controle por meio da arrogância, das falsas comparações,
das representações enganosas e da escravidão de seus seguidores. A mente carnal são os
próprios coríntios, gloriando-se na sabedoria humana e demonstrando inveja, contendas e
divisões. A mente carnal são aqueles a quem Paulo escreveu: "Pois todos eles buscam o que é
seu próprio, não o que é de Cristo Jesus" (Filipenses 2:21). A mente carnal é qualquer pessoa
que vive para este mundo e para a aprovação dos homens, em vez de viver para o céu e para
a aprovação de Deus.
Portanto, não precisamos ser imorais, obviamente, para termos a mente carnal;
tampouco precisamos deixar de ir aos cultos ou de contribuir como nosso dinheiro. Podemos ir
a todo culto da igreja, levar uma vida de boa moral, dar com liberalidade e ainda assim termos
a mente carnal. Podemos até ser nomeados presbíteros, de mente carnal, nomeados para
aquela função por uma congregação de mente carnal que fica cada vez mais carnal debaixo da
influência de seus pregadores e de seus presbíteros de mente carnal. Você acha isso
exagerado. Não há gente de mente mais carnal nas Escrituras que os fariseus religiosos, que
estavam cegos, sem poder enxergar a sua mentalidade carnal, porque buscavam atender
FATAD Prof. Jales Barbosa 50
VIDA CRISTÃ
minuciosamente aos aspectos externos. Conhecemos poucos na igreja do Senhor que não
correm o risco sério de morte por causa desse mesmo erro.
O remédio do Espírito para a mente carnal é: "E não vos conformeis com este
século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Renovação da mente!
Transformação! Metamorfose! Livrar a mente das disposições e dos interesses carnais,
enchendo-a com as disposições e os interesses espirituais! Essa é outra forma de dizer:
"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo" (Colossenses 3:16). Não é tarde demais. Deixe
que ele te molde. A felicidade eterna está em jogo.
3. A Fornicação: A Defesa do Sexo Endeusado
Os desejos sexuais não devem ser objeto de ódio ou de vergonha. Podemos, e
devemos, celebrá-los como um dom precioso. Deus é o autor deles (Gênesis 1:27; 2:22-24) e
os declarou bons (Gênesis 1:31). O nosso Criador projetou o sexo não apenas para aumento
do prazer físico e do bem-estar dos cônjuges no casamento, mas também para facilitar a
expressão de seu carinhoso compromisso. Se o sexo, feito na intimidade do casamento, pode
ser puro e santo (veja Hebreus 13:4; Romanos 13:1), não devemos imaginar que o nosso
desenvolvimento espiritual seja mais bem atendido se negarmos a importância dos atos físicos
do amor. O apóstolo Paulo admoesta sem rodeios aos casais: "Não vos priveis um ao outro,
salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e,
novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência" (1
Coríntios 7:5).
Lamentavelmente, todas as boas dádivas de Deus para o homem, dentre as quais
o sexo, foram tristemente corrompidas. As intimidades sexuais, tão proveitosas dentro da
estrutura protetora do amor e do compromisso do casamento, podem voltar-se contra o homem
de modo destrutivo, quando este permite que elas ultrapassem seus verdadeiros limites. O
Espírito Santo tem o hábito de falar desse "sexo solto" como "fornicação". O termo em geral
identifica toda perversão da capacidade sexual humana em intercurso ilícito, de natureza
heterossexual, homossexual ou bestial. O adultério, o sexo antes do casamento, o incesto, a
sodomia, o lesbianismo,etc. não passam de formas específicas de fornicação.
Ao contrário da opinião equivocada de alguns, a fornicação não tém a distinção de
ser o primeiro nem o maior pecado. O orgulho maligno chega muito mais perto dessa desonra.
No entanto, o preço que a fornicação tem exigido do homem, no que diz respeito à solidão, à
infelicidade e à angústia, é tão desanimador que mal podemos imaginar suas conseqüências.
Quem pode descrever com a devida propriedade a degradação terrivelmente
dolorosa da concubina levita que morreu ao segurar à porta do hóspede de seu marido, em
Gibeá, após ter sido estuprada e abusada pelos homens da cidade de noite até a manhã
(Juízes 19)? Quem pode contar os lares desintegrados e os filhos abandonados, ou medir a
dor e as cicatrizes profundas que brotam desses "casos" impensados em nossos dias? E quem
pode imaginar completamente os efeitos devastadores do abuso incestuoso de crianças em
nossos dias? A culpa e a autodiscriminação impiedosamente dominam a mente e destroem a
paz e a alegria. A angústia do que comete o erro e da vítima bradam lamentavelmente.
Paulo não apenas considera a fornicação um daqueles atos "manifestos" da carne,
mas também o põe no topo da lista "carnal" de Gálatas 5:19-21 e raramente escreve a seus
irmãos de várias regiões do mundo sem alguma admoestação especial para que a evitem (veja
Romanos 13:13; Efésios 3:3-4; Colossenses 3:5; 1 Tessalonicenses 4:3). Ele insistiu com os
coríntios para que "fugissem da fornicação", explicando que "qualquer outro pecado que uma
pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio
corpo" (1 Coríntios 6:18). As intimidades sexuais fora do compromisso de amor do casamento
contradizem ao propósito para o qual o corpo foi criado. Por serem contra a natureza, não
podem deixar de ter conseqüências prejudiciais sobre o homem em geral.
Na raiz desse mau uso destruidor do sexo reside a alienação do homem em relação
a Deus. Desesperadamente só, o homem busca compensar a sua perda numa busca
desesperada por amor e aceitação. O desejo sexual, agora desprovido de amor puro, torna-se
FATAD Prof. Jales Barbosa 51
VIDA CRISTÃ
uma cobiça impessoal, egoísta. Assim, aquilo que Deus determinou ser um servo a manifestar
o amor, torna-se um tirano que o suprime. E o corpo padece da desonra enquanto isso se dá
(Romanos 1:24). Mas tenha esperança, meu amigo, há saída para os fornicadores!
A vitória sobre a fornicação (mesmo a do tipo homossexual) ocorre, sobretudo no
coração e na mente. Aí se deve lutar e vencer. A luta começa com uma profunda aceitação da
responsabilidade pessoal (veja Romanos 1:21-26; 1 Coríntios 5), com um arrependimento
genuíno (2 Coríntios 7:9) e com uma determinação sincera de deixar o sexo pervertido e todas
as formas de perversidade e se agarrar em Deus (Atos 2:38; 17:30).
Somente com a plena reconciliação com Deus, podemos ter esperança de banir a
solidão da alienação e quebrar o encanto do sexo endeusado (2 Coríntios 5:20; 1 Coríntios 6:9-
11). Com o amor e a reverência cada vez maiores por Deus, devemos lançar-nos
completamente sobre a graça de Deus. Paulo afirma: "Andai no Espírito e jamais satisfareis à
concupiscência da carne" (Gálatas 5:16). Não há promessa de triunfo sobre a fornicação se for
esse exclusivamente o nosso objetivo. Essa vitória é obtida no coração disposto a realizar toda
a vontade de Deus. Aí aprendemos o amor que recebe o prazer sexual com gratidão, mas não
o venera. 
4. A Lascívia: O Poço de Pecado
Dela, pouco se fala. Ao lermos o texto, passa despercebida. Talvez achemos difícil
pronunciá-la. Deve ser realmente terrível, perversa, corrupta. Mesmo ao pronunciá-la, sentimos
que precisamos do famoso sabão na boca para limpá-la. Na verdade, é o poço do pecado.
Se você se sente assim com respeito a essa palavra, então fico contente. É pelo
menos um indício de que a sua vida não está sendo corrompida pela lascívia. Isso porque a
lascívia opõe-se diretamente à vergonha do pecado. É o pecado que se esqueceu de como
"ficar vermelho". É um procedimento desavergonhado sem limites, sem impedimentos,
avançando apressadamente sem restrições. Se alguma vez você montou um cavalo em
disparada, talvez você entenda o sentido disso. A todo vapor, fica extremamente difícil
controlá-lo. Ele corre, avançando para onde quer.
Paulo nos passa essa acepção da palavra quando escreve: "Os quais, tendo-se
tornado insensíveis, se entregaram à dissolução" (Efésios 4:19). São aqueles que perderam a
capacidade de "sentir" o grau da gravidade de seu pecado. O pecado deles não os incomoda
mais, e pouco lhes importa quem tome conhecimento. A Versão Revista e Atualizada usa a
palavra "insensíveis". Examinando o contexto desse texto, podemos observar expressões
como: a vaidade dos pensamentos, obscurecidos de entendimento, ignorância, dureza de
coração. Claramente, a pessoa não está pensando com clareza. O discernimento entre o certo
e o errado ficou escurecido e o pensamento enganoso tomou o comando. Isso no fim resultará
na incapacidade de enxergar o erro. Parecerá que está bem, e aceitável "todo o mundo faz".
A palavra carrega a noção de "licença". Ela transmite a idéia de que uma pessoa
dissoluta é alguém que crê ter o direito de fazer o que faz. Em Gálatas 5, Paulo levanta a
questão da liberdade. "Para a liberdade foi que Cristo nos libertou" (5:1). Mas ele adverte: "Não
useis da liberdade para dar ocasião à car-ne" (5:13). Liberdade não é libertinagem. Liberdade
implica policiar-nos restringindo-nos, controlando-nos. Não há lugar para cavalos em disparada
aqui.
Propositadamente evitei de fazer qualquer aplicação. Agi assim porque quis pintar
um quadro o mais abrangente possível do significado dessa palavra. Claro está que sua
aplicação encontra-se, sobretudo no âmbito dos pecados sexuais ou sensuais. É conhecida
pelos seus companheiros: orgias, bebedices, promiscuidade sexual (Romanos 13:13);
impurezas, fornicação (2 Coríntios 12:21); concupiscências (1 Pedro 4:3). Mas não posso
deixar de ressaltar que esses textos, assim como Gálatas 5, mostram pecados como
contendas, ciúmes, iras, dissensões, facções, maledicências, difamações, arrogâncias,
idolatrias.
Enfim, estou dizendo que a dissolução é a base de muitos pecados. A dissolução,
embora seja um pecado específico, deve ser vista como uma postura que temos para com os
nossos pecados sexuais ou de outra ordem. Pode ser designada como uma postura "não-me-
FATAD Prof. Jales Barbosa 52
VIDA CRISTÃ
importa/não-quero-nem-saber". O coração ciumento e a língua difamadora não encontram
raízes na cegueira ilimitada no que diz respeito à culpa verdadeira desses pecados? "Se eu
fizer, não é fofoca." O que semeia contenda e dissensão não tem a vaidade de pensamentos
em que encontram apoio para agir como agem? Não se envergonham desse procedimento
desavergonhado. São arrogantes e voluntariosos por causa da dureza de seu entendimento.
"O meu caso é justo." O que fomenta a falsa religião nem pensa em redecorar a casa de Deus.
O cavalo segue solto, galopando!
É impressionante que, na tentativa de se livrarem da culpa e da vergonha, tornam-
se escravos da pior espécie. Enganados e seduzidos pelos seus desejos, são como escravos
do barco amarrados aos remos de seus desejos remando em direção às suas concupiscências.
Pedro fala dos falsos mestres que "proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com
paixões carnais, por suas libertinagens . . . prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos
são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor" (2 Pedro
2:18-19).
Que devemos fazer? Seria de grande ajuda fazermosum estudo cuidadoso e
refletido de 2 Pedro 2. Esse texto trata desse pecado mais que qualquer outro capítulo da
Bíblia. Também precisamos ouvir a Pedro em , quando diz que o mundo "estranham que não
concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão". Nossas vidas devem ser diferentes.
Paulo afirma: "Já é hora de vos despertardes do sono . . . deixemos, pois, as obras das trevas
e revistamo-nos das armas da luz . . . Andemos dignamente . . . e nada disponhais para a
carne no tocante às suas concupiscências" (Romanos 13:11-14). Evitar esse pecado não
acontecerá por acaso. Requer consciência, esforço concentrado de nossa parte. E, se nos
encontrarmos envolvidos nele, devemos saber que podemos ser perdoados. Arrependa-se! (2
Coríntios 12:21).
5. Guardar Rancor e Estourar de Raiva 
Uma senhora escreveu para um escritor de um jornal com os sentimentos feridos.
Ela tinha sido convidada para jantar na casa do filho pela primeira vez após o casamento, e
sentou-se à esquerda dele, enquanto a mãe da esposa se sentou à sua direita, contrariando as
regras da etiqueta. Ela pretendia nunca mais retornar à casa do filho.
Se eu fosse o filho, provavelmente me teria sentido culpado exatamente por essa
falha de etiqueta, não porque eu pretendesse insultar minha mãe e honrar minha sogra, mas
porque ignoro completamente as sutilezas das finezas sociais.
Será que nós, como cristãos, guardamos mágoa contra outras pessoas por
negligências reais ou imaginárias? Se aquela mãe cumpre a promessa de nunca mais visitar o
filho, haverá inimizade entre eles e uma fila de simpatizantes de um lado ou de outro que
podem nem saber o que ocasionou a inimizade.
Dessas pequenas coisas advêm as divisões e as facções na igreja. Paulo disse que
o ódio ("inimizades" na Revista e Atualizada) é uma obra da carne. Barnes afirmou o seguinte a
respeito da palavra ódio em seu comentário sobre 2 Coríntios e Gálatas: "No grego, ódios, no
plural. Antipatias, falta de amor, produzindo contendas e dissensões" (p. 383).
Esta palavra é o oposto de agape (amor). Podemos ter algum entendimento dessa
obra da carne quando entendemos o fruto do Espírito que se lhe opõe, o amor, como revela
Mateus 22:39, Romanos 3:10 e Mateus 7:12. Amamos o próximo como a nós mesmos quando
não causamos mal a ele e não lhe fazemos nada que ele não quer.
O ódio é vingativo, retaliatório, produzindo rancor e mágoa em relação às outras
pessoas. Além de causar dano às outras pessoas, é prejudicial para aquele que o nutre no
coração. Torna-o amargurado e o corrói por dentro. Praticar essa obra da carne é possuir as
qualidades que produzem inimigos. Podemos ter inimigos, mas eles não podem surgir por
causa da nossa malfeitoria. Paulo disse: "Se possível, quanto depender de vós, tende paz com
todos os homens" (Romanos 12:18).
As seitas e as facções brotam das inimizades. Os problemas nas congregações
muitas vezes se atribuem a "conflitos de personalidade". Fico pensando se não seria melhor
dizer "inimizades".
FATAD Prof. Jales Barbosa 53
VIDA CRISTÃ
Dizemos que alguém estourou quando perde o controle. O ferro de um martelo ou de
um machado escapando do cabo pode causar muito prejuízo (veja Deuteronômio 19:5). Iras
significa ira acalorada ou paixão, surtos ou ataques de raiva. Essa obra da carne é perigosa
para os cristãos como o é o cabo solto do machado numa floresta cheia de homens
trabalhando.
Nos ataques de raiva, a língua se solta e as coisas são ditas sem que se possa voltar
atrás. Tiago compara a língua ao fogo, do qual uma só faísca pode causar um grande incêndio
(Tiago 3:5-6). Quem se ira com facilidade age tolamente, atiça a contenda e transborda na
transgressão (Provérbios 14:17; 29:22). "Cruel é o furor, e impetuosa, a ira" (Provérbios 27:4).
O presbítero não deve ser rápido em irar-se, nem ser dado a brigas (1 Timóteo 3:3; Tito 1:7).
Algumas pessoas se orgulham de ser iracíveis, achando que isso denota resistência
ou força, mas o escritor de Provérbios afirmou: "Melhor é o langânimo do que o herói da
guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade" (Provérbios 16:32).
Outros justificam os seus acessos de raiva dizendo: "Eu sou assim mesmo, nasci desse jeito",
passando a culpa para Deus, que os fez, os para os antepassados de quem pensam ter
herdado esse traço. Mas podemos controlar-nos. Devemos despojar-nos da ira (Colossenses
3:8). Não nos seria mandado fazer algo de que não fôssemos capazes.
As obras da carne e o fruto do Espírito não se combinam. Não é possível
produzirmos o fruto do amor e ao mesmo tempo nutrir inimizades no coração, e não podemos
exercer o domínio próprio, um fruto do Espírito, e ter acessos de raiva; mas o amor, fruto do
Espírito, eliminará as inimizades, e o domínio próprio nos impedirá de "estourar".
Os bebês em Cristo que, antes de ser filhos de Deus, eram culpados de inimizades e
de iras, podem experimentar problemas com elas. Nós que já somos crescidos não. Já devem
ter sido eliminadas. Os cristãos jovens devem crescer nisso bem como em outras áreas. Antes
de relacionar as obras da carne e o fruto do Espírito, Paulo disse: "Andai no Espírito e jamais
satisfareis à concupiscência da carne" (Gálatas 5:16). A palavra escondida no coração nos
impedirá de pecar (Salmos 119:11).
Alguém que por um instante fracasse na questão das inimizades e da ira pode
encontrar o perdão de Deus por meio do arrependimento, da confissão e da oração.
6. Os Últimos Pecados a Morrer: O Ciúme, a Inveja e a Contenda
Aristóteles definia ciúmes como o desejo de ter o que outra pessoa possui. Era
originariamente uma palavra boa e referia-se ao desejo de imitar uma coisa nobre da outra
pessoa. Mais tarde a palavra passou a ser associada com um desejo lascivo daquilo que
pertencia a outra pessoa. Salomão reconheceu a vaidade (inutilidade) desse pecado quando
disse: "Então vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem
contra o seu próximo" (Eclesiastes 4:4). Tentar "seguir o padrão de vida do vizinho" é um
pecado que não somente nos impedirá de ir para o céu, mas também mesmo nesta vida nos
tirará a satisfação (Filipenses 4:12-13).
Embora o ciúme simplesmente cobice a riqueza e a
honra dos outros, a inveja é algo que se faz acompanhar de
rancor. A inveja não é necessariamente querer para nós
mesmos, mas simplesmente querer que seja tirado do outro. A
inveja é o sentimento de infelicidade produzido por
presenciarmos a vantagem ou a prosperidade do outro. Os
invejosos se incomodam com os sucessos dos amigos.
O ciúme e a inveja são sempre seguidos da
contenda na igreja (Romanos 13:13; 1 Coríntios 3:3). Quando
nos magoamos por causa daquilo que outros conquistaram, quer financeiramente, quer na
reputação, a ambição egoísta nos torna arrogantes contra o nosso irmão (Tiago 3:14). O ciúme
dos coríntios para com os pregadores gerou contenda e divisão (1 Coríntios 3:3-4). Os irmãos
ciumentos estão associados com a contenda, com a ira, com as disputas, as maledicências, a
difamação, a arrogância e as perturbações (2 Coríntios 12:20). O ciúme e a inveja levaram os
irmãos de José a querê-lo morto, geraram a rebelião de Coré, levaram Caim a matar Abel, o
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Sinédrio a matar Jesus e aprisionar os apóstolos. Muitos hoje e no primeiro século pregam e
pregaram a Cristo movidos pela inveja (Filipenses 1:15). São zelosos pela causa de Cristo,
mas esse zelo é motivado pelo desejo de desacreditarem outros irmãos.
A contenda nasce da inveja, da ambição e do desejo de prestígio, de posição e de
destaque. É o espírito que nasce da competição desmedida e ímpia. A contenda corre solta
quando os cristãos odeiam ser superados.Domina quando o homem se esquece que só o que
se humilha pode ser exaltado. Os irmãos invejosos e competitivos cobrem o seu pecado com
debates "consagrados" sobre as palavras e sobre as questões controversas (1 Timóteo 6:4-5).
Que a nossa posição a favor da verdade não seja obscurecida com o motivo pecaminoso da
inveja que nos conduz à contenda.
Uma vez que a contenda entra na igreja, o culto passa a ser inviabilizado. Os
cristãos, e mesmo os presbíteros e pregadores, ficam tão preocupados com os seus direitos,
dignidade, prestígio, práticas e procedimentos que fica impossível haver uma atmosfera que dê
margem ao louvor e à adoração. Com o ciúme e a inveja no coração, não podemos fazer
julgamentos justos; o julgamento parcial só gera mais contenda. A adoração a Deus e as
disputas dos homens não combinam.
O ciúme e a inveja parecem ser os últimos pecados a desaparecer da vida do
Espírito. Após a longa lista que Paulo apresenta de pecados da carne e do fruto do Espírito em
Gálatas 5, ele conclui o seu pensamento com a advertência: "Se vivemos no Espírito, andemos
também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo
inveja uns dos outros" (5:25-26). Ninguém acusou os apóstolos durante o ministério de Jesus
de fornicação, impureza, sensualidade, idolatria, feitiçaria, embriaguez e orgias mas na noite
antes de Jesus morrer, eles eram invejosos e cheios de contenda (Lucas 22:24). Não é
necessário participar do trabalho da igreja por muito tempo para descobrir que fonte eterna de
problemas é a inveja.
Como corrigimos o espírito invejoso e ciumento em nós mesmos? "Alegrai-vos com
os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os
outros; em lugar de serdes orgulhosos condescendei com o que é humilde; não sejais sábios
aos vossos próprios olhos" (Romanos 12:15-16). "Finalmente, sede todos de igual ânimo,
compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou
injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo" (1 Pedro 3:8-9).
"Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz"
(Tiago 3:18). Todos estão tentando ceifar uma colheita resultante da boa vida, mas as
sementes que produzem essa colheita jamais podem brotar numa atmosfera que não seja
aquela com os relacionamentos corretos. O grupo em que há inveja e contenda é um solo
infértil, em que não pode crescer nenhuma colheita justa.
7. Discórdias, Dissensões, Facções
Que dor! Que sofrimento! Que tristeza! Tudo porque alguns na igreja estão
inclinados a seguir por um caminho com "discórdias, dissensões, facções" (Gálatas 5:20).
Geralmente são coisas que se associam para causar tristeza para o cristão e grande prejuízo
ao corpo de Cristo. Quem nunca viu essas "obras da carne" trabalhando e se intrometendo nas
várias igrejas de Cristo?
A discórdia é "vã ambição" com o objetivo de ganhar seguidores. Uma pessoa com
o espírito de discórdia está tão tomada de seus desejos pessoais e ambições que para ela a
pureza, a paz e a santidade da igreja podem ser sacrificadas. A discórdia exige uma "divisão"
dos irmãos, e é improvável que alguém tomado desse espírito esteja disposto a ficar sozinho.
Ele buscará outras pessoas para acompanhá-lo na separação, apoiando sua "posição" e
criando facções sectaristas. O padrão é progressivo. A pessoa facciosa permanece em meio à
igreja enumerando os seus seguidores. Essa postura, levada à conclusão lógica, traz divisão, a
qual leva às facções estabelecidas, que buscam outras pessoas para integrar a sua "causa".
Nada há mais feio ou mais prejudicial do que aquele que professa ser um seguidor
do Príncipe da Paz ao mesmo tempo que demonstra uma agressão voluntariosa contra os
irmãos. Os que sectarizam a igreja como em "Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas,
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e eu, de Cristo" (1 Coríntios 1:12) são advertidos: "Se alguém destruir o santuário de Deus,
Deus o destruirá" (1 Coríntios 3:17). O cristão que se envolve com qualquer uma das obras da
carne não apenas se fere, mas prejudica a igreja. As brigas levam à discórdia, as discórdias
levam às dissensões e as dissensões levam às facções. O resultado é trágico. O avanço do
evangelho é impedido, os fiéis são desencorajados, o irmão fraco é prejudicado e a
desconfiança geral, a intranqüilidade e dúvida predominam. Mas, o que é mais triste, quase
sempre, perdem-se almas!
Quando o homem vai aprender que a palavra de Deus não reserva nada de bom
para aqueles que têm em mente a "preeminência", os seguidores pessoais, a divisão entre os
irmãos ou a formação de facções no corpo de Cristo? O Espírito Santo é inequívoco sobre
esse assunto. "Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez" (Tito
3:10). "Noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos . . . afastai-vos deles"
(Romanos 16:17).
Seria bom que ficássemos avisados sobre algumas das coisas que podem levar à
participação nessas impiedades. Nenhum de nós está imune contra a tentação de transformar
a popularidade em orgulho, os elogios em transigência, o talento em tirania, as habilidades em
vantagem e as aptidões em suposta superioridade. Alguns desejam ser mestres, "não
compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas
asseverações" (1 Timóteo 1:7). Outras deviam ter crescido espiritualmente, mas não cresceram
(1 Coríntios 3:1-3; Hebreus 5:12-14), permanecendo como crianças, carnais e sem
desenvolvimento. Essa paralisia infantil cria um material ideal para o faccioso buscar um
adepto. Outros, com falta de coragem ou de convicções, dobram-se aos presbíteros teimosos,
"dominadores dos que vos foram confiados" (1 Pedro 5:3), ou a algum Diótrofes autodesignado
e servidor de si mesmo, a quem temem que vá expulsá-los da igreja (3 João 9-10).
"De onde me virá o socorro." Um apelo forte, firme e insistente para um "assim diz o
Senhor" e para um compromisso pessoal com um ato autorizado, cada um de nós fazendo a
nossa parte, fará muito para impedir a destruição da força e da unidade do corpo. A
indiferença, a frouxidão e a transigência da verdade contribuem para um sementeiro fértil para
esses e outros erros ao passo que a vigilância, o zelo junto com a convicção e a firmeza
impedirão bastante o avanço deles em qualquer igreja ou indivíduo. Não é provável que
qualquer pessoa que verdadeiramente busque em primeiro lugar o reino de Deus (Mateus
6:33), que ame os santos, seus irmãos, "de coração . . . ardentemente" (1 Pedro 1:22) e que
estime outros cristãos melhor do que ela (Filipenses 2:3) seja facilmente tomada pela
dissensão, pela discórdia e pelas facções. Isso seria incoerente!
Usando o plano de Deus, podemos acabar com tal iniqüidade. 
"Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de
amor ...se há entranhados afetos e misericórdias ...penseis a mesma
cousa ... nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por
humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo"
(Filipenses 2:1-4).
A discórdia, a dissensão e as facções não podem ter sucesso num ambiente desse.
Seja forte! 
8. Embriaguez, Folias
É fácil ver a relação entre essas duas palavras, pois, embora seja possível que
alguém esteja bêbado, ou seja alcoólatra, sem participar de folias, seria difícil tomar parte de
folias sem estar embriagado. Esse assunto não pode ser uma questão de opinião ou de
discernimento pessoal: são obras da carne pecaminosas e proibidas; portanto, qualquer
pessoa que pratica isso não herdará o reino. Para ser salvos, devemos crucificar o velho
homem, e buscar o perdão por meio de Jesus Cristo.
Sabendo que essas coisas trazema ruína espiritual, a nossa tarefa neste artigo é
principalmente de definição e de entendimento de como fazer as nossas vidas se conformar,
de bom grado, à sua vontade. Não podemos meramente ser indiferentes, nem apenas nos
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VIDA CRISTÃ
afastar dessas práticas: devemos sentir a mesma revolta pelas obras da carne que o nosso Pai
celeste.
(1). A embriaguez
Há pessoas religiosas chamando-se "cristãs" sem condenarem a embriaguez? A
maioria concorda que a prática do alcoolismo é pecaminosa, embora alguns achem desculpas
dizendo tratar-se apenas de uma enfermidade. A maioria dos especialistas e conselheiros em
medicina concordam em que seja uma doença ou um vício, já que o álcool é uma droga.
Entretanto, ainda que de fato passe a ser uma doença ou um vício, o que não se pode vencer
sem ajuda, ela começa com a prática consciente e deliberada do pecado. Ela implica: Œ falta
de domínio próprio (Romanos 12:2; Gálatas 5:23); não pensar no resultado que terá sobre as
outras pessoas (Romanos 14:13-15:3; 1 Coríntios 8); e Ž recusa de refletir sobre a
necessidade e o poder da influência (Mateus 5:13-16; 1 Pedro 2:11-12, 15-16). Poucos
bêbados ou alcoólatras tencionaram ser assim. Isso me lembra uma história que se passou
poucos anos atrás numa igreja do oeste do Texas, igreja essa grande e fraca, a qual enviava
questionários a novos pregadores em potencial. Uma das perguntas formuladas era: "Você
bebe?". Ainda bem mas a seguinte um choque: "Quanto?". Um ex-pregador de uma grande
igreja (e mais tarde diretor de uma faculdade teológica) certamente jamais sonhou quando
começou a tomar alguns drinques em festas sociais, e mais um pouco para aliviar o seu
"estresse", que sob a influência do álcool ele teria um acidente de carro e mataria duas
mulheres. Quando se começa a beber, vai-se na direção errada: em direção à embriaguez e ao
vício do álcool.
A estatística de morte, destruição, angústia e massacre causados pela ingestão de
álcool é estarrecedora demais para não levarmos em conta. Seria extremamente difícil
encontrar qualquer coisa boa para dizer sobre qualquer coisa que ainda remotamente se
relacionasse com a fabricação das bebidas alcoólicas. Causa muito prejuízo.
(2). Folias
Como se disse anteriormente, só a definição mostra por que esta obra da carne se
encontra em tão desonrosa companhia a lista dos atos humanos mais vis e baixos. Não
conheço nenhum dicionário, vocabulário ou comentário que tenha qualquer coisa boa para
dizer sobre a folia. Esta palavra se acha condenada em Romanos 13:13, Gálatas 5:21 e em 1
Pedro 4:3 ; e num sentido secundário, em 2 Pedro 2:13. Uma definição mais abrangente
associa-a à lascívia, às orgias, às bebedices, aos tumultos, às festas, às práticas sensuais, à
intemperança tumultuosa e às festas excessivas.
Irmãos e irmãs em Cristo, devemos permanecer afastados dessas obras da carne
em pensamento, em palavra e em ação!
9. "Tais Coisas"
"Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne"
(Gálatas 5:16). 
O contexto ressalta a razão "porque são opostos entre si; para que não façais o
que, porventura, seja do vosso querer" (Gálatas 5:17). Do versículo 19 ao 21, Paulo alista
alguns desejos da carne e emite uma advertência severa, dizendo que os que praticam essas
coisas "não herdarão o reino de Deus". Ele não poderia ter especificado cada desejo carnal
pelo nome em tão curto espaço, nem nós poderíamos presumir que cada autor tinha de
identificar cada ato pecaminoso ao advertir os irmãos contra as práticas pecaminosas.
Uma parte pequena desse texto deixa bem claro que isso não é necessário. No fim
da lista de práticas condenadas lemos: "Invejas, bebedices, glutonarias e cousas
semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que
não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam" (versículo 21).
Os desejos e as práticas da carne que se acham em categorias semelhantes aos
pecados especificados certamente acham-se também condenados com aqueles identificados
pelo nome. Os que fazem coisas assim estão perdidos!
FATAD Prof. Jales Barbosa 57
VIDA CRISTÃ
Há anos os irmãos vêm entendendo, com raras exceções, que a autoridade
genérica em determinada área inclui tudo naquela área geral, e não é necessário especificar
tudo que seja prática autorizada dentro do genérico. Não podemos também ver um princípio
semelhante no inverso os pecados de uma classe de práticas são todos condenados sem
especificar todo ato pecaminoso pelo nome?
Há quatro áreas de "desejos carnais" identificadas neste texto: os desejos e as
práticas sexuais pecaminosas, junto com aquilo que tende a nos incitar; atividades religiosas
falsas; posturas e ações contra o próximo; e práticas que destroem o domínio próprio da
pessoa.
Nos termos fornicação, impureza e dissolução todo tipo de ato e desejo sexual
pecaminoso é condenado, junto com aquilo que tende a produzir esse tipo de concupiscência.
Não era necessário nomear cada objeto sexual ilícito para que todos fossem condenados. A
fornicação é abrangente o bastante para englobar tudo. De modo semelhante, cada ato,
palavra e pensamento que incitasse a concupiscência sexual ilícita no homem e na mulher é
condenado pelos termos usados. As roupas indecentes, o contato corporal e os gestos
insinuantes na dança, a linguagem torpe e as fotos pornográficas, etc., não precisam ser
especificamente mencionadas. São coisas assim.
Nos termos idolatria e feitiçaria, podem se identificar vários tipos de religião falsa.
Menciona só duas formas específicas de rejeitar a Jeová em nossa fidelidade e lealdade.
Qualquer ato que causasse a subversão de nossa lealdade ao Senhor e exaltasse qualquer
pessoa ou coisa acima dele é condenado por esses termos e coisas assim.
Todos os termos especificamente mencionados no versículo 20, e as invejas do v.
21, mostram os pecados de atitude e prática contra o próximo. Outras palavras de outros
lugares podem ser citadas para realçar essa questão o amor é uma lei de ação para com o
outro, e qualquer ato ou pensamento que tendesse a transformar essa lei de ação é
pecaminoso. Veja Romanos 13:10.
Os termos embriaguez e folias têm relação com a falta de domínio próprio. Muitas
coisas condenam a embriaguez, mas uma das mais evidentes é a perda do controle em todas
as áreas da razão, da emoção e do físico; somos, entretanto, ensinados de muitas formas a ter
autocontrole. As folias são definidas como a entrega e a conseqüência da embriaguez.
Qualquer coisa em que nos metamos que resulte em não exercitar o domínio próprio é algo
que devemos evitar. Os que participam de jogos esportivos e os seus fãs. Muitas vezes são
culpados de perderem completamente o autocontrole. Tudo isso certamente não agrada ao
Senhor.
A falta de espaço não nos permite avançar na discussão deste assunto, mas há
muito mais "coisas assim" em outros textos do que há neste. Suponhamos que tivéssemos
uma série de itens específicos para tudo sobre o que refletíssemos, fossem coisas negativas,
fossem positivas. Não poderíamos carregar uma Bíblia dessas. As categorias amplas e
genéricas são apresentadas claramente, segue-se depois a simples reflexão de que a prática
de "coisas assim" é errada.
Mas encerremos com um aspecto positivo, retornando ao pensamento com que
começamos. "Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne". Se permitirmos
que o Espírito nos guie, não precisaremos nos preocupar com o erro. O Espírito nos conduzirá
no caminho certo pela palavra. 
10. "Nada Disponhais Para a Carne"
Um senhor cubano chamadoRodriguez. Um dos refugiados de cuba contando de
torturas e de aprisionamentos que teve com a família sob o governo de Fidel Castro. Ao falar,
seus olhos pareciam bolas de fogo, cheios de ódio por tudo que se relacionasse com o sistema
comunista. Ficou óbvio bem ali naquele momento que, quando o Sr. Rodriguez pensa no
marxismo, ele não tem ilusões sobre as promessas políticas de igualdade e de justiça para os
pobres, porque para ele significou separação dos entes queridos, dor, vergonha e angústia.
Simplesmente não é possível que de algum modo ele jamais se torne um comunista ou dê
apoio a esse sistema.
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VIDA CRISTÃ
A postura do Sr. Rodriguez em relação ao comunismo é muito semelhante à
postura que devemos ter para com os pecados da carne. A idéia de dar lugar (lit., pensar de
antemão em) à carne para satisfazer as suas concupiscências deve ser tão estranha a nós
quanto seria para o meu amigo anticomunista a idéia de enviar armas aos subversivos
comunistas.
Infelizmente, em vez de abominar os desejos pecaminosos da carne, muitos
cristãos ficam hipnotizados pela avalanche de atrativos na mídia que remetem para a
carnalidade e embarcam no mundo, voando como pássaros, tentando obter toda gratificação
que podem, sem perceber que se direcionam para os penhascos, rumo à destruição.
Como podemos preservar a nossa pureza e não dar lugar à carne quando seus
atrativos são tão predominantes em quase cada aspecto de nossas vidas? 
Como não dar lugar à carne:
a) Odeie-a. Contemple os lares dilacerados, a dor, a falta de confiança e o desespero por
que passam aqueles que se rendem à carne. Examine as vidas infelizes dos entes queridos e
dos cristãos antes fortes, que agora caíram e estão portanto como aleijados espiritualmente, se
não mortos.
Examinando além da fachada glamorosa que a carne tenta apresentar e ficando
face a face com a sua dura realidade, será injetado em nós uma boa dose de ódio por ela que
nos deixará tão imobilizados por suas seduções superficiais quanto o meu amigo cubano pela
propaganda do comunismo. Não associaremos a carne ingenuamente com o glamor, com as
festas ou com Hollywood, mas com a angústia, com o egoísmo, com a ganância e com outros
frutos da carne e assim não teremos nenhuma dificuldade em obedecer à admoestação do
Senhor em Salmos 97:10: "Vós que amais o Senhor, detestai o mal".
b) Fuja dela! As pessoas que amam a vida não brincam com barris de lixo nuclear, com
garrafas de gás asfixiante prejudicial ao sistema nervoso nem tubos de teste do vírus da AIDS.
Os cristãos puros que amam a Deus e as suas almas aprendem a não brincar com filmes
sugestivos, lisônjeas excessivas, álcool, roupas escandalosas (na praia ou nas ruas), situações
comprometedoras, esquemas de venda de enriquecimento fácil ou qualquer outro tipo de
atividade que envolva alguém em brincar com os desejos da carne. Os cristãos fracos que
insistem em praticar ou defender essas atividades são francamente ingênuos sobre o perigo
que apresentam e são os primeiros a ver seus filhos levados para o mundo, se é que não se
deixam levar eles mesmos.
"Fugi da impureza", e "das paixões da mocidade" evitando cada
aparência do mal! (1 Coríntios 6:19; 2 Timóteo 2:22; 1 Tessalônicenses
5:22).
c) Seja otimista quanto à vitória sobre ela! "Ninguém é perfeito." "Todo o mundo erra
em alguma coisa." "Eu sou muito fraco, e as tentações são tão fortes." Essas afirmações,
embora verdadeiras em alguns contextos, muitas vezes são formuladas na tentativa de elevar
a carne como uma espécie de monstro invencível, para que não apareçamos nem nos
sintamos muito mal quando nos unimos ao mundo e nos entregamos a ele. Essa postura
derrotista revela uma falta de confiança em Deus, que nos deu um "espírito . . . de poder, de
amor e de moderação" (2 Timóteo 1:7). A vitória final pode ser obtida por qualquer pessoa que
realmente a queira, apesar de tropeçarmos, porque Deus dá a armadura apropriada para
vencermos a carne. Considere-se mais poderoso pela graça de Deus do que qualquer
concupiscência superficial que Satanás possa usar para derrotá-lo e recuse-se a dar desculpas
furadas para se entregar à carne ou tratá-la como se fosse invencível.
Os cristãos que pensam de antemão nos pecados da carne, odiando-os, fugindo
deles e tendo a confiança da vitória sobre eles obterão a vitória. E, após 10 mil anos no céu,
não teremos muita dificuldade de ver tais desejos como a isca superficial e vazia que na
verdade são.
11. Semeando para a Carne - Ceifando Corrupção
O evangelho é sem dúvida boas novas para o homem perdido. Ele nos fala do amor
de Deus e de como, por sua graça e misericórdia, os mortos espiritualmente são
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VIDA CRISTÃ
vivificados(Efésios 2:1-8). Ele oferece cura para os enfermados pelo pecado e descanso para
os que levam pesados fardos. Com gratidão e alegria, homens humildes responderam à
mensagem e por meio da fé em Jesus Cristo escaparam da escravidão da iniqüidade. Como
benfeitores do sacrifício de Cristo, foram libertos de um estado de pecado realmente
desesperador e foram feitos filhos e herdeiros de Deus (Romanos 8:15-17). Agora vivem como
filhos da luz, sendo exortados a andar "de modo digno da vocação a qual fostes chamados"
(Efésios 4:1).
As práticas da carne não foram facilmente descartadas por muitos dos filhos de
Deus. Os velhos costumes custam a passar, sobretudo se o compromisso da pessoa for
incerto ou se o crescimento foi retardado pela insuficiência na nutrição ou na prática espiritual.
A estrada que conduz à ruína está sempre aberta e facilmente é encontrada por aqueles cuja
mente não está firmemente posta nas coisas de cima. Mesmo as pessoas mais justas podem
tropeçar se baixarem a guarda e deixarem de "vigiar e orar". Será sempre necessário que os
mestres fiéis ajam como vigias e advirtam sobre o mal iminente que espera os que praticam o
pecado.
Paulo já havia advertido os gálatas sobre as conseqüências de andar na carne
(Gálatas 5:21), e em sua epístola a eles mais uma vez implora para que se lembrem da lei de
Deus acerca da colheita:
 "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem
semear, isso também ceifará" (Gálatas 6:7).
Que o pecado produz desastre e tragédia deve ser óbvio para o homem honesto.
Vivemos em um mundo que foi marcado e aleijado pela rebeldia do homem contra Deus. O
pecado continuará a arruinar e destruir os que tolamente o abraçam.
Em primeiro lugar, pense que para praticar o pecado violamos o propósito que o
Criador tem para nós. O homem foi feito à imagem de Deus e, embora revestido de carne, é
um ser espiritual. O homem não se rebela "naturalmente" contra o seu Criador. Não prefere
"por natureza" e escolhe as paixões degradantes da carne, resistindo às veredas da justiça. Na
verdade, sua inclinação natural o encaminha para ter prazer na lei de Deus no homem interior
(Romanos 7:22). Isso significa que o homem intuitivamente reconhece a natureza superior a
"justiça" inerente dos princípios da verdade. Para que o homem viole esses princípios, ele tem
que primeiramente voltar-se contra si mesmo. Suas circunstâncias passam a ser semelhantes
aos pensamentos expressos por Paulo: ". . . pois não faço o que prefiro e sim o que detesto"
(Romanos 7:15). Esse homem leva uma vida de conflito interno constante, perdendo respeito
próprio e a paz de espírito, até que por fim a voz da consciência é calada e o engano próprio
substitui a honestidade (1 Timóteo 4:2; Romanos 1:21-22). Uma transformação degradante
começa, a qual o levará cada vez mais longe de Deus. Não nos surpreende que Paulo
advertisseaos gálatas que viver pela carne destruiria toda a espiritualidade do homem "Porque
a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para
que não façais o que, porventura, seja do vosso querer" (Gálatas 5:17). Cristão, tome cuidado!
Um retorno ao pecado fará de você a mais infeliz das criaturas: "Com eles aconteceu o que diz
certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a
revolver-se no lamaçal" (2 Pedro 2:22).
Andar na carne também gera conflitos com o nosso próximo. É por isso que os
homens mordem e devoram uns aos outros (Gálatas 5:13-15). O homem carnal fica
desconfiado, sem fé, insensível. O ódio dele e a intolerância que tem para com os outros é um
reflexo de seu próprio vazio e insatisfação com a vida. Ele pode apresentar uma fachada
dizendo que é feliz, mas na verdade não pode escapar dos momentos inevitáveis em que a
vida é medida e ele deve perguntar: "Isso é tudo?".
A maior tragédia do pecado é declarada por Paulo em Gálatas 5:21: "Eu vos
declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas
praticam". Paulo refere-se aqui à existência eterna do homem com Deus no céu (Mateus 25:34;
2 Pedro 1:10-11), e não poderia haver um apelo mais solene feito para incitar o homem a andar
no Espírito.
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VIDA CRISTÃ
A natureza do pecado (rebelião contra Deus) determina que Deus não pode
associar-se com os que se lhe opõem, e o desejo do homem de andar contrariamente às leis
de Deus demonstra que ele não é digno dessa comunhão. O homem que tolamente prefere os
prazeres sórdidos e profanos da carne aos tesouros de Deus virá a conhecer o máximo de
horrores. Ele conhecerá uma eternidade intocada pela presença de um Deus justo e amoroso.
Para sempre não terá mais acesso a todo bem e a toda coisa de valor que em qualquer
momento existiu.
"Não vos enganeis . . . Porque o que semeia para a sua própria carne
da carne colherá corrupção" (Gálatas 6:7-8
12. A Idolatria e a Feitiçaria
G. K. Chesterton estava certo quando afirmou: "A Ilíada só é grande porque nela
toda a vida é uma batalha; a Odisséia só é grande porque nela toda a vida é uma jornada."
Esses dois conceitos acerca desses clássicos da literatura grega acham-se reunidos quando
Paulo mostra que a nossa viagem para o céu pode ser uma luta titânica entre a carne e o
espírito (Gálatas 5:17). Se desejo ser vitorioso nessa luta, o que eu quero tem que ser
derrotado pelo que Deus quer. Ah, que bendita derrota! Ganho perdendo! "E os que são de
Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências" (Gálatas 5:24).
a) Idolatria: os rivais de Deus 
Paulo foi a Atenas e despejou um ataque logicamente arrasador contra a idolatria
(Atos 17). Quando escreveu sobre as obras da carne, ele incluiu a idolatria e a feitiçaria na lista
dos terrores que arruinaram toda busca do homem pela felicidade (Gálatas 5:16-26).
William Barclay ajuda-nos a entender as obras da carne com sua observação de
que "cada uma delas é uma perversão do que é bom em si mesmo". Pervertemos a verdadeira
adoração quando substituímos Deus por outra coisa e agimos em contrariedade às instruções
de Deus. "Não terás outros deuses diante de mim" é uma das seis declarações acerca de Deus
em Êxodo 20:1-7. Todas denunciam a idolatria. Outra é: "Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus
zeloso". Deus não vai compartilhar o amor do seu povo com outro deus. A idolatria é
infidelidade. Jeremias a descreve como "adulterou, adorando pedras e árvores" (Jeremias 3:9).
É isso que Paulo frisa em sua discussão com os coríntios sobre o zelo divino e a devoção a
Cristo (2 Coríntios 11:2-3). A irracionalidade (Atos 17), o absurdo (Isaías 44) e a tragédia (1
Reis 18) da idolatria também são temas freqüentes nas Escrituras.
b) Para onde foram todos os ídolos?
Será que um mal antigo poderá se tornar uma ameaça em nossos dias? A nossa
percepção se aprimora quando lemos a palavra de Paulo: "Avareza, que é idolatria"
(Colossenses 3:5) e "avarento que é idólatra" (Efésios 5:5). Uma pessoa gananciosa não pode
ir para o céu (1 Coríntios 6:10; 5:11). Qualquer preocupação exagerada se torna um deus.
Quando o orgulho, o dinheiro, os bens, o emprego ou as realizações pessoais passam a
rivalizar com Deus, somos idólatras (Mateus 6:24; Filipenses 3:19; Romanos 16:18)!
Satanás é o "deus deste século" (2 Coríntios 4:4). Há forças da maldade que
influenciam os homens a agir como se Deus não fosse Deus. O secularismo faz das conquistas
do homem um deus. O humanismo nega a natureza espiritual do homem e como idolatria
substitui o todo pela parte, adorando o fragmento. O comunismo, descrito por um discípulo
desiludido como "o deus que fracassou", assassinou milhões e aprisiona um terço do mundo
com uma interpretação econômica da história. Sim, o mundo moderno pode ser corretamente
visto do modo em que Paulo via os atenienses, "idolatria dominante na cidade" (Atos 17:16). Ao
refletirmos sobre esse mundo e perguntarmos se os cristãos podem transformá-lo, há uma
questão mais fundamental: "Será que sou idólatra?".
c) A feitiçaria: a busca da luz nas trevas
A idolatria e a feitiçaria estão quase sempre aliadas. Pharmakeia, de onde provém
a nossa palavra farmácia, é traduzida por "feitiçaria" (Gálatas 5:20; Apocalipse 9:21; 18:23).
Principalmente significava o uso da medicina, das drogas, dos encantos; depois o
envenenamento; depois, então, a feitiçaria. Várias palavras diferentes são traduzidas por
"feitiçaria" no Antigo Testamento (1 Samuel 15:23; 2 Crônicas 33:6; 2 Reis 9:22; Miquéias 5:12
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VIDA CRISTÃ
e Naum 3:4). Deus proibia que seu povo tivesse alguma relação com o que hoje denominamos
"ocultismo" (Deuterônomio 18:9-14). As bruxas eram exterminadas (Exôdo 22:18; 1 Samuel
28:7-9). O povo de Deus não devia buscar luz nas trevas! Talvez o melhor equivalente bíblico
da palavra "ocultismo" seja a palavra adivinhação. "Adivinhação é a tentativa de decifrar a
vontade dos deuses com o uso de técnicas de magia. Os pagãos criam que podiam usar a
habilidade e o engenho humano para adquirir conhecimento dos deuses sobre certas
situações" (Packer, Tenney e White, The Bible Almanac, p. 114-115). O adivinhador seria
aquele que pensa poder jogar a revelação divina fora. Lemos nas Escrituras a respeito de
mentiras divinatórias (Ezequiel 22:28). Estamos cercados pela feitiçaria! Os homens que
buscam seguir a própria vontade e achar o seu caminho estão fadados às trevas, pois se
desviaram da luz. 
d) A disseminação da rebelião
A feitiçaria está se disseminando! Vai de ler folhas de chá, a mão e as cartas à
astrologia (Isaías 47:13). O cultivo de drogas revive a feitiçaria pagã. Nos mercados, sobejam
os expedientes de manipulação: ioga, cientologia, zen-budismo, teologia da Nova Era. O que
mais se aplica a nós, devemos acautelar-nos de qualquer pensamento ou ato que eleve o que
queremos acima do que Deus quer. "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a
obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar" (1 Samuel 15:23). Quando as pessoas
afastam de Deus e da sua revelação, não é tanto que elas não crêem em nada; elas crêem em
tudo! "Todo mundo tem o direito a sua própria crença" não se encontra na Bíblia. Nem se
encontra nos pensamentos nem na boca do verdadeiro discípulo. É a voz da idolatria.
"Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 João 5:21)
13. Discórdias, Dissensões e Facções: 
Discórdias, dissensões e facções. Aqueles que praticam tais coisas não herdarão o
reino do céu. A advertência de Paulo em Gálatas 5:19-21é clara. Deus não aceita o espírito
partidário divisor que domina tantas pessoas religiosas de hoje. Estes pecados correm
diretamente contra a oração de Jesus e a verdadeira natureza de Deus (João 17:20-23). Jesus
quer que seus seguidores sirvam juntos em harmonia nesta vida e na eternidade.
Para nos ajudar a evitar ou superar estes pecados em nossas vidas, olhemos para
algumas coisas que a Bíblia ensina sobre problemas entre irmãos e sobre a paz com Deus e
outros cristãos, e então veremos o que separa pessoas religiosas.
Algumas coisas que não devem causar divisão:
a) Diferenças de opinião não destroem a comunhão. Homens bons podem diferir
sobre vários pormenores de como fazer a obra de Deus sem perder seu respeito mútuo. Um
exemplo claro disto é a discordância entre Paulo e Barnabé em Atos 15:36-41. Dois
evangelistas devotos e experientes tinham uma diferença de opinião sobre se levavam João
Marcos na sua viagem de pregação. Ambos tinham boas razões para suas posições. Paulo
lembrou que Marcos tinha-os abandonado quando o caminho se tornou difícil em sua primeira
viagem (Atos 13:13). Barnabé, já conhecido por sua habilidade para encorajar e edificar seus
irmãos, ainda tinha esperança de que Marcos viria a ser um companheiro confiável. Este
otimismo mostrou-se correto (2 Timóteo 4:11), mas as preocupações imediatas de Paulo
também eram compreensíveis. Como estes dois homens maduros lidaram com suas
diferenças? Eles permitiram um ao outro a liberdade de fazer sua obra sem sentir a
necessidade de ataque pessoal ou denúncia do caráter de seus camaradas soldados.
b) Discussões de diferenças doutrinárias não causam divisão. Algumas pessoas são
tão paranóicas sobre a possibilidade de divisão que evitam qualquer sugestão de diferenças, e
consideram discussões de assuntos polêmicos como sendo anticristãs. Tal aversão à
controvérsia não vem de Deus. Iniciando quando ele tinha somente 12 anos, Jesus
freqüentemente teve discussões sobre diferenças doutrinárias com líderes religiosos do seu
tempo. Ele tratava os questionadores honestos com bondade e respeito, mas não hesitava em
afirmar seus pontos de vista e em mostrar a inconsistência daqueles que se opunham à
Verdade (veja Mateus 22:29; 23:13-39; João 5:37-42; etc.) Os cristãos primitivos também
discutiam abertamente as diferenças doutrinárias e assim permitiam que a luz da Verdade
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VIDA CRISTÃ
brilhasse na treva do erro humano. Um excelente exemplo de tal discussão é encontrado em
Atos 15:1-35. Alguns irmãos na igreja de Jerusalém estavam ensinando uma doutrina que
contradizia o que Deus tinha revelado a Paulo e a outros. Os apóstolos e presbíteros e, mais
tarde, toda a congregação, sentaram-se para discutir o problema. Homens de boa fé
permitiram que a Verdade prevalecesse, e seus debates conduziram a concordância unânime
e a paz mais profunda.
c) Diferenças de níveis de maturidade e de consciência pessoal não causam
divisão. Enquanto as pessoas continuarem a nascer na família de Cristo, haverá diferenças de
níveis de maturidade. Isto é natural e não deverá causar divisões. Paulo abordou
especialmente este assunto em Romanos 14. Quando há diferenças de opinião, aqueles que
sentem uma liberdade maior deverão respeitar a consciência do irmão sincero que não
reconhece essa mesma liberdade. Assim como os membros maduros de uma família física
protegem os mais novos, aqueles discípulos com entendimento mais maduro procurarão
proteger as consciências de seus irmãos mais fracos. Aqueles que são mais fracos, se amam
verdadeiramente o Senhor, naturalmente buscarão crescer. Tais diferenças são
freqüentemente resolvidas com estudo paciente, quando o corpo todo busca edificar-se em
amor (Efésios 4:15-16).
Algumas coisas que causam divisão:
a) Falsas doutrinas causam divisão. Doutrinas que contradizem as Escrituras,
pregadas freqüentemente por motivos egoístas, criam divisão (Romanos 16:17-18). Aqueles
que espalham tais erros são fortemente condenados e devem ser evitados (Tito 1:10-16; 3:10-
11). Falsos ensinamentos conduzem à divisão porque não poderá haver comunhão entre a luz
e as trevas (2 Coríntios 6:14 - 7:1). Deus espera que os justos se separem dos desobedientes.
Esta é uma forma de divisão que tem que ser instigada pelos fiéis para se manterem livres da
impureza da falsa doutrina e das práticas pecaminosas. Nem todas as separações ou divisões
são erradas porque a palavra de Deus exige que nos separemos daqueles que persistem no
erro.
b) Desrespeito pela consciência de um irmão causa divisão. Em Romanos 14:13-17,
Paulo falou de coisas que não eram erradas em si, mas disse que é divisor e falta de amor
insistir em exercer liberdades se elas farão um irmão tropeçar. Este princípio freqüentemente
exige que nos abstenhamos de práticas que poderíamos considerar lícitas de modo a manter
paz com nossos irmãos. Determinação egoísta em fazer o que queremos do modo que
queremos, sem respeito para com as dúvidas honestas de nossos irmãos, reflete uma
arrogância sem amor que inevitavelmente cria discórdia. Paulo ensina que deveremos buscar
amorosamente entender nossos irmãos mais fracos e manter a paz com eles.
c) Sectarismo territorial causa divisão. Pessoas religiosas em nossos dias estão
demasiadamente preocupadas com "nós" e "eles" e "nosso" e "deles" e pouco preocupadas
com as coisas de Deus. Jesus ofereceu uma solução simples e direta para tal atitude
arrogante: 
"Falou João e disse: Mestre, vimos certo homem que, em teu nome,
expelia demônios e lho proibimos, porque não segue conosco. Mas
Jesus lhe disse: Não proibais; pois quem não é contra vós outros é por
vós" ou "... quem não é contra nós é por nós" (Lucas 9:49-50; Marcos
9:40). 
Essas palavras de Jesus não devem ser esticadas para dizer que devemos aceitar
cegamente a todos (veja Mateus 12:30, que mostra que não podemos ficar neutros sobre
Jesus; ou somos a favor, ou somos contra ele). Mas estes textos de fato mostram que não
devemos rejeitar alguém só porque ele não pertence ao nosso grupo. Muitas pessoas estão
ocupadas em julgar as raízes quando devem estar julgando os frutos (Mateus 7:15-16).
Muitas das coisas escritas em nossos dias sobre a herança religiosa de vários
grupos deve soar para Deus como tolice sem propósito. Paulo tinha uma linhagem religiosa tão
boa como qualquer um à volta dele, mas dizia que considerava isso tudo "perda por causa de
Cristo" porque ele punha total confiança em Cristo e sua justiça (Filipenses 3:7-11). Paulo não
estava preocupado com a aprovação ou a permissão de qualquer homem ou organização
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VIDA CRISTÃ
humana (Gálatas 1:10-12,17), somente com a pregação e a prática do puro evangelho de
Jesus Cristo. Em vez de agir como políticos que precisam fazer uma pesquisa de opinião para
saber de que lado o vento está soprando, precisamos estar firmemente assentados sobre a
rocha da verdade de Deus (Efésios 4:11-16,24). Se estamos firmes com Deus, não importa
quantos homens estejam contra nós. Certamente os relatos de Gideão e os midianitas, Davi e
Golias, e Elias e os falsos profetas são suficientes para nos convencer de que a força não está
em nos acharmos alinhados com a facção mais forte da cidade. Deus sempre vence, e a vitória
é garantida para aqueles que permanecem com ele (Romanos 8:31-39).
d) Orgulho e inveja causam divisão. Nenhuma carta do Novo Testamento fala mais
sobre divisão do que 1 Coríntios. As facções na igreja coríntia eram o resultado de
comportamentos carnais de pessoas que estavam maispreocupadas com suas próprias
reputações e influências do que estavam com o povo de Deus (leia cuidadosamente 1
Coríntios 3:1-17). Quando os homens são apanhados na carnalidade de tentar mostrar que
nossas igrejas são maiores do que as igrejas deles, que nossos projetos são melhores do que
os projetos deles e que nossos pregadores são mais eloqüentes do que os pregadores deles,
as contendas são inevitáveis. Se pensarmos que somos maiores e melhores, seremos
dominados pelo orgulho. Se temermos que outros estejam ganhando a corrida, seremos
dominados pela inveja e o ciúme. Não importa quem está na frente; todos que estão na corrida
estão errados! Vergonha para aqueles que rebaixarem a obra do Senhor ao nível de uma
competição atlética. Deixem as competições e a busca de reconhecimento humano na planície
de Sinear e retornem à pregação da mensagem simples da cruz de Cristo (1 Coríntios 2:1-5;
veja Gênesis 11:1-9).
14. A surpreendente chave para a paz real
É interessante que Jesus freqüentemente nos diga para buscarmos as bênçãos que
ele promete em lugares inesperados. Àqueles que queriam ser exaltados, ele disse que
olhassem para baixo e lavassem os pés de seus irmãos (João 13:14-15). Àqueles preocupados
com necessidades físicas, ele disse que buscassem as coisas espirituais (Mateus 6:31-34). E
àqueles que querem a paz com os homens, ele diz que busquem a sabedoria pura que vem de
cima. Se começarmos a buscar a paz, é bem provável que acabemos com nada mais do que
alianças impuras com pessoas infiéis. Mas se partirmos para buscar e seguir a Verdade,
receberemos o benefício extra da paz com Deus e seu povo. "A sabedoria, porém, lá do alto
é, primeiramente, pura; depois, pacífica..." (Tiago 3:17). Não podemos reverter a ordem. Se
pusermos a paz acima da pureza na pregação e na prática, terminaremos em desavença com
Deus. Mas se nos devotarmos a proclamar e a seguir a pura mensagem de Jesus Cristo,
gozaremos paz eterna com Deus e seu povo (1 Coríntios 1:10; Efésios 2:11-22).
"Assim, pois, seguimos as cousas da paz e também as da edificação de
uns para com os outros" (Romanos 14:19).
QUESTIONÁRIO
1. O que vem a ser obras da carne? 
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2. Qual o seu entendimento sobre mente carnal? 
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3. Diferencie fornicação de lascívia. 
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4. Quais os últimos pecados a morrer?
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5. Como não dar lugar a carne?
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6. O que acontece com aquele que semeia para a carne? 
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7. O que acontece com aqueles que praticam discórdias, dissensões e facções? 
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8. Qual a surpreendente chave para a paz real? 
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Anotações:
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VII. Estudo da Palavra de DeusVII. Estudo da Palavra de Deus
Através do estudo da Bíblia chegamos a conhecer a
verdade que nos liberta (João 8:32). Entretanto, muitas pessoas
que acreditam que o estudo da Bíblia é importante nunca
aprenderam como estudar efetivamente e entender a
mensagem da revelação de Deus. Consideremos algumas
sugestões práticas de coisas que nos ajudarão a ser melhores
estudantes da Bíblia.
1. Atitudes e Preparações Necessárias
Antes que possamos estudar efetivamente a Bíblia, precisamos considerar sua
fonte e abordar o estudo comprofundo respeito pelo Deus que nos criou e nos revelou a sua
vontade nas Escrituras. É importante estudar com absoluto respeito à palavra de Deus.
Samuel aceitou a instrução de Eli e recebeu as palavras de Deus com uma atitude
de humildade: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve" (1 Samuel 3:9-10). Cada vez que
abrirmos as páginas das Escrituras, devemos demonstrar exatamente esta atitude. O
estudante humilde tem que ter também um coração aberto. Pedro nos diz que precisamos nos
esvaziar do mal para que possamos aceitar o puro evangelho com o ardente desejo dos
recém-nascidos querendo leite (1 Pedro 2:1-3). Com humildade e coração aberto, procuramos
cumprir o compromisso de cada servo fiel de Cristo: obedecer a tudo o que Jesus nos ordenou
(Mateus 28:19-20).
O estudo proveitoso também depende de uma valorização correta do texto que
estamos estudando. A Bíblia contém a completa, suficiente e final revelação da vontade de
Deus para o homem, por isso deverá ser estudada cuidadosamente e respeitosamente. O
estudante fiel da palavra deverá estar familiarizado com as afirmações de textos tais como: 2
Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:3; Judas 3; Hebreus 1:1-4; 2:1-3 e Gálatas 1:6-9.
Devemos estudar também com respeito pelo silêncio das Escrituras. Muitos erros
podem ser evitados se tivermos o cuidado de não falar presunçosamente quando Deus não
falou. Agir quando Deus não disse nada é mudar sua palavra (veja a ilustração em Hebreus
7:12-14, onde o escritor mostra que Jesus não foi um sacerdote de acordo com a lei do Velho
Testamento, mas que ele mudou a lei ao tornar-se um sacerdote de uma tribo que não estava
autorizada a servir desta maneira). Jesus tinha o direito de mudar a lei, mas nós não. Tais
passagens como: 2 João 9; 1 Coríntios 4:6 e Apocalipse 22:18-19 nos lembram do perigo de ir
além ou acrescentar à palavra revelada.
Outra prática importante, quando entramos no estudo das escrituras, é a oração.
Devemos orar como o salmista o fez: 
"Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua
lei" (Salmo 119:18).
2. Ferramentas para o Estudo da Bíblia
Há vários recursos que podem ser úteis em nosso estudo da Bíblia. O mais
importante é a própria Bíblia. Somos abençoados em nosso tempo por termos Bíblias em
quase todas as línguas faladas. Há um bom número de traduções portuguesas. Escolha uma
que seja inteligível, mas que mantenha cuidadoso respeito pela mensagem sendo traduzida.
Ajuda-nos bastante ter várias traduções diferentes para comparar. 
Muitos livros têm sido escritos para auxiliar no estudo da Bíblia. Uma Chave Bíblica,
por exemplo, é muito útil para localizar várias passagens que usam a mesma palavra. Serve
como um tipo de índice listando as palavras da Bíblia e onde são encontradas. Vários tipos de
dicionários são bem úteis no estudo da Bíblia. Muitos mal-entendidos podem ser evitados ou
corrigidos pela consulta a um dicionário comum. Dicionários especiais de palavras bíblicas são
ainda mais valiosos, pois freqüentemente dão explicações úteis do modo como uma palavra é
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VIDA CRISTÃ
usada nas Escrituras. Ainda que eles sejam um pouco difíceis de se aprender a usar, os
dicionários bíblicos baseados nas línguas bíblicas originais (hebraico e grego) nos ajudam a
apreciar mais precisamente os significados de algumas palavras. É claro que tais livros não
são essenciais ao entendimento de nossa responsabilidade diante de Deus, mas podem
esclarecer a mensagem da Bíblia e nos auxiliar a apreciar sua força e beleza.
Pode também ser útil estudar o ambiente do texto, usando tais auxílios como os
atlas ou os mapas das terras bíblicas, livros sobre história, etc. Tais livros servem para
ressaltar o rico significado do texto. Comentários aparecem em muitas formas. Podem ser
bastante úteis, ou muito destrutivos. Comentários são simplesmente as explicações de autores
humanos sobre o significado dos textos bíblicos. Eles vão desde breves artigos ou mesmo
notas de rodapé em Bíblias de estudo, até coleções de livros. Podem ser encontrados em
boletins, revistas, sermões, etc. Ao usar todas estas fontes, precisamos nos lembrar que seres
humanos nunca são infalíveis e que todo o ensinamento tem que ser examinado à luz das
Escrituras (Atos 17:11; 1 Tessalonicenses 5:21-22).
3.Sugestões sobre como estudar a Bíblia
Há algumas sugestões práticas que podem ajudar a desenvolver bons hábitos no
estudo da Bíblia por toda a vida: 
(a) Leia, leia, leia! O passo mais importante no estudo
efetivo é a leitura do texto. Isto deverá envolver pelo menos dois
tipos de leitura: 
- Leitura geral do texto da Bíblia para tornar-se cada vez
mais familiar com a mensagem da Bíblia como um todo (um
plano bom e prático é ler a Bíblia inteira pelo menos uma vez por
ano), e 
- Leitura mais cuidadosa de textos específicos que você estiver estudando. 
b) Procure entender o contexto. Um dos erros mais comuns no estudo e ensino da
Bíblia é tirar um versículo do seu contexto para interpretá-lo de um modo que vai contra o
significado do texto e contra o amplo contexto da Bíblia como um todo. Se você estiver
estudando um capítulo, olhe primeiro o livro onde foi encontrado. Se estiver estudando um
versículo, leia pelo menos o capítulo que o envolve. Muitos erros serão evitados pela
cuidadosa consideração do contexto em cada estudo. Ajuda no entendimento da Bíblia
procurar respostas para questões simples, tais como: Quem está falando a quem? Por quê?
Quando e onde tudo isto ocorreu? 
c) Observe que tipo de texto você está estudando. É uma narrativa que relata uma
parte da história da Bíblia? Está o autor desenvolvendo um argumento para explicar ou refutar
alguma doutrina? É uma profecia? Contém o texto mandamentos específicos? É uma
parábola? É parte do Novo Testamento (que se aplica nos dias de hoje) ou da velha lei (que
governava os judeus do Velho Testamento)? 
d) Entenda as palavras que você está estudando. Neste ponto, aquele dicionário da
Bíblia ou outra tradução pode ser muito útil. 
e) Procure auxílio em outras passagens. Muitos dos mais difíceis textos da Bíblia são
esclarecidos por mais simples afirmações em relatos paralelos ou similares. A Bíblia é o seu
próprio e melhor comentário! Desde que verdade nunca contradiz verdade, é nossa
responsabilidade estudar diligentemente para reconciliar as discrepâncias aparentes. 
f) Estude para conhecer a verdade, não para defender crenças pessoais ou tradições
humanas. 
g) Faça anotações. Muitas pessoas acham muito útil o uso de um caderno para anotar
as observações sobre o texto, perguntas que elas querem saber, etc. Mais leituras e estudo
muitas vezes responderão a dúvidas ou questões, por isso é bom ter anotações que você
possa usar para aumentar o seu conhecimento. 
h) Lembre-se de que a Bíblia nos dá o que necessitamos, mas nem tudo o que
poderíamos querer. A infinita sabedoria de Deus está além da nossa compreensão, e há
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VIDA CRISTÃ
muitas coisas que poderemos querer saber que não estão reveladas na Bíblia (veja
Deuteronômio 29:29). Temos que aprender a nos contentar com o que Deus disse e não
devemos nos permitir opinar e presumir para falar onde ele não falou.
4. O Valor do Estudo Bíblico
O estudo da Bíblia é um trabalho que desafia e dá satisfação, oferecendo muitos
benefícios nesta vida, e que ajuda a equiparmo-nos para ficar na presença de Deus
eternamente. Somos grandemente abençoados pelo privilégio de nos ser permitido ler e reler a
carta de amor que Deus nos deu nas Escrituras. Que nossas vidas e hábitos de estudo reflitam
a atitude expressada no Salmo 119:14-17: 
"Mais me regozijocom o caminho dos teus testemunhos do que com
todas as riquezas. Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei
respeito. Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua
palavra. Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe
a tua palavra." 
5. Crescendo na prática da Palavra de Deus.
Na oração falamos com Deus, na leitura da bíblia Deus fala conosco; O novo ser
em Cristo tem sobre si o imperativo do crescimento, não se trata de opção, mas e um
imperativo, o não crescimento na vida física, bem como na vida crista e sinal de anormalidade.
E os obstáculos que enfrentamos, existem em função da falta de conhecimento da palavra de
Deus; pois na palavra devemos:
a) Alimentar (I Pd 2:2; Jr 15:16);
b) Conhecer (Ed 7:10; Pv 2:3-6; Pv 22:17-18);
c) Viver (Mt 4:4; Jo 23:12; 17:17; Lc 6:47-49);
d) Obedecer (Js 1:8; Jo 8:31-32; Jo 15:7; I Sm 15:22-23);
e) Pregar (Pv 22: 17-18);
f) Meditar (Js 1:8; Is 50:4; Sl 1:2; Dt 11:18);
g) Ensino (II Tm 3:16-17; Sl 119:11).
5.1. O Viver Frutífero
Muitas pessoas medem os frutos de sua vida pela quantidade de atividades; Mas
isto não da um quadro real. 
“O que você é, é mais importante do você faz.”
5.2. O Desejo de Deus pelo seu Fruto.
a) A videira e os ramos (Jo 15: 4 –5);
b) A qualidade do fruto / caráter (Fp 4:8; Col 4:6; I Pd 2:12; 2 Pd 1:1-8; Ef 4:23-24);
c) Os resultados de estar ligado na figueira (Gl 5:22-23);
d) Produção do fruto do Espirito.
QUESTIONÁRIO
1. Qual a necessidade do estudo da Palavra de Deus? 
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2. Como crescer na prática da Palavra de Deus? 
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VIII. AJUSTAMENTOSVIII. AJUSTAMENTOS
Leia Ef 5:17-32
1. Ajustamentos com Deus.
Entender e fazer a vontade de Deus.
A Maior honra e privilegio do homem ë Ter a oportunidade de fazer a vontade de
Deus.
E o padrão na vida de Jesus Mt 6:10
Fazer a vontade de Deus nem sempre ë flores e comodidade expls:
a) José na masmorra;
b) Paulo na prisão;
c) João no exílio.
Deus dotou o homem de três extraordinários poderes ou faculdades a saber:
a) Intelecto;
b) Sensibilidade;
c) Vontade.
Sendo a vontade a de maior responsabilidade. O poder da vontade (ou poder
volitivo) e o poder do querer, do decidir, do resolver. (Jo 5:6; Ap 22:17; Gn 24:58; Is 1:19; Js
24:15 ). Quem dominar a nossa vontade nos dominara integralmente.
Quanto a nossa vontade, Deus apresenta-nos o seu poder e o homem deve responder
com total obediência. Exemplo: Saulo (At 9:3-6;I Tm 4:6)
Davi é chamado segundo o coração de Deus, mas teve altos e baixos na vida. (I Sm
13:14; At 13:22; Sl 40:8)
Jesus é o exemplo da vontade de Deus (Jo 4:34; Mt 6:39)
A Vontade de Deus em nossa vida:
a) Conhecer a Vontade de Deus (Col 1:9-10);
b) Entender a Vontade de Deus (Ef 5:17);
c) Fazer a Vontade de Deus (I Jo 2:17).
Tipos de vontade que pode haver em nossa vida:
a) Vontade de Deus;
b) Vontade do diabo;
c) A nossa vontade;
d) A vontade de outros.
“Quem afinal de contas manda em nossa Vontade?”
2. Ajustamentos com o Espírito Santo.
Ao recebermos a salvação o Espirito Santo habita em nos, mas devemos nos justar
a ele para mantermos a sua morada dentro de nos.
a) Quem é o Espirito Santo?
- É uma pessoa (Jo 14:16);
- É Deus (At 5:3-4).
b) Ele e chamado de:
- Espirito de Deus (I Cor 3:16);
- Espirito de Cristo (Rm 8:9);
- Espirito de vida (Rm 8:2);
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VIDA CRISTÃ
- Espirito de Verdade (Jo 16:13);
- Espirito da Promessa (Ef 1:13);
- Espirito Consolador (Jo 14:16; 16:7).
c) Convence os homens do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11);
d) Regenera (Jo 3:5);
e) Sela o crente (Ef 1:13; 4:30);
f) E o penhor da herança (Ef 1:14; II Cor 5:5);
g) Habita no crente (I Cor 3:16; I Jo 4:13);
h) Guia a toda a verdade (Rm 8:14; Jo 16:13);
i) Veio para ficar e conduzir a igreja (Jo 14:16);
j) Ensina todas as coisas (Jo 14:26);
k) Lembra de todas as coisas (Jo 4:26);
l) Concede poder (Gl 5:16; At 1:8);
m) Constitui pastores (At 13:2);
n) Concede Dons (I Cor 12:11);
o) Glorifica a Deus (Jo 16:14);
p) Devemos ser:
- Enchidos por ele (Ef 5:18);
- Andar com ele (Gl 5:16);
- Guiado pôr ele (Rm 8:14);
- Submisso a ele (Gl 2:20).
3. Ajustamentos consigo Mesmo
Leia (I Pd 3:16)
Ajustamento consigo mesmo para uma boa consciência. Uma boa consciência para
com Deus (Mt 5:8; Sl 24:3-5).
A Base do relacionamento com Deus é interior: Um coração puro e uma
consciência limpa, uma vida sem impedimentos para com Deus. Para isto e necessário que: (Ef
3:17; Fl 1:21; Gl 2:20).
Uma boa consciência para consigo mesmo. (Rm 14:22).
A consciência culpada é fator de perturbação na vida, provocando conflitos,
frustações, inibições, decepções, desanimos, neuroses que impedem a paz interior e a
liberação das forcas criativas e positivas da personalidade.
A Consciência culpada, isto é, não libertado pelo perdão Divino e não purificada
pela graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, afeta a vida em todas as suas áreas:
Física ( saúde ), Mental, Espiritual, gerando enfermidades, pertubacoes e desequilíbrios. 
Conserve a sua saúde espiritual, afim de ter uma personalidade equilibrada, uma
personalidade que possua um espirito suficiente sadio para determinar o sentido cristão de
seus atos e com vigor suficiente para se impor a sua forca física e mental. Cultive
constatemente sua vida espiritual, utilizando os recursos que Deus lhe oferece através da
Bíblia Sagrada.
Viver o evangelho de Cristo e zelar pela sua saúde espiritual e pôr uma consciência
limpa, pois o Evangelho é pôr natureza terapêutico, atuando poderosa e suficientemente sobre
a saúde do espirito e da mente. (Is 26:3; Lc 6:31; Rm 12:18,21; Tg 4:17; Ef 4:22; I Pd 1:22; Gl
6:2)
É de fundamental importância entendermos que as duas frases mais difíceis de
serem pronunciadas são:
“Eu estava errado (a) em...”
“Pôr favor você me perdoa...”
Orientações bíblicas para as relações humanas no ajustamento consigo mesmo:
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VIDA CRISTÃ
a) Mantenha disposições básicas para o dialogo: (Pv 15:28; 18:13; 21:23; 29:20);
b) Seja sempre aberto ao dialogo , evite os muros de silencio como fuga ao dialogo ou
como forma de pressão a outrem. (Rm 12:10,15);
c) Fale a verdade em AMOR sem IRA, mas com MANSIDÃO. (Rm 12:18-19; Ef 4:26-31;
Pv 14:29; 14:1);
d) Seja humilde o bastante para conceder PERDÃO as OFENSAS recebidas e
VIRTUOSO bastante para pedir PERDÃO pelas cometidas (Pv 29:11; Cl 3:13);
e) Procure entender os pontos de vista e as opiniões divergentes do outro, respeitando o
DIREITO dele de discordar. (Mt 22:39; Ef 4:2; Fl 2:3-4);
f) Procure manter uma atitude positiva para com a opinião do outro evitando julgamento
negativo e criticas destrutivas. (Rm 12:21; 14:13; Gl 6:1-2; I Pd 2:22-23);
g) Tenha certeza de está honestamente fazendo o melhor; seja humilde, elevado de
alma, sincero, não deixe que os golpes da critica o desequilibre, pois quando não somos
suficientes autênticos, somos abalados pela critica. (Col 3:23-25; I Cor 13:5,8);
h) Receba criticas com mente aberta e Espirito desarmado, submetendo-a a uma analise
objetiva. Evite atitudes preconcebidas e seja bastante nobre e grande de espirito para se
corrigir, se a critica for justa e procedente, se não, esqueça e prossiga com decisão e
entusiasmo em seu trabalho. (I Ts5: 21-22; Gl 6:3);
i) Procure continuar estimando as pessoas que o criticam, mesmo que você não aceita as
criticas como procedentes, ainda que isto lhe pareça difícil. Assim conseguira evitar que a
critica te amargure. (Mt 5:44-45);
j) Procure manter funcionando o seu raciocínio e seu bom senso, não deixe se envolver
pelas suas emoções, quando tiver de tomar decisões racionais e necessitar de respostas
objetivas as suas perguntas. Procure usar o bom senso, use a razão e não as emoções e
recupere o seu equilíbrio e sua capacidade de avaliar e decidir. (Fl 4:5; Col 3:15; 4:5-6);
k) Considere a critica uma possibilidade normal da vida. A critica ou a contestação são
possibilidades normais em nossa vida. Enfrente-as pois com a razão e não com as suas
emocoes. Extraia da critica o que for procedente e justo para reformular ou aperfeiçoar os seus
conceitos e trabalhos. Enfim, experimente tratar a critica com uma atitude positiva e honesta e
ela não o desequilibrara, antes contribuíra para o seu aperfeiçoamento. (Ef 4:23; 6:14; Jo
16:33; Fl 3:15).
4. Ajustamentos com a Igreja
Leia (I Cor 12: 12-21)
A Igreja é o corpo de Cristo e todo membro deve estar ajustado no mesmo. Existem
tres classes de membros:
a) Os mortos (Ap 3:1-5);
b) Os doentes;
c) Os vivos e ativos no corpo.
Devemos nos ajustar de forma que tenhamos:
a) O discernimento no corpo (I Cor 12:25-26);
b) Membros uns dos outros (Rm 12:4-5);
c) A Manifestação de Cristo (II Cor 4:10-11);
d) As aflições do corpo (Fl 1:24);
e) A participação social, financeira e espiritual na igreja, pois em todos os aspectos ela se
define como:
- Igreja (At 14:23,27);
- Corpo de Cristo (I Cor 12:13; Rm 12:4);
- Edifício de Deus (I Cor 3:9; Ef 2:20-22);
- Lavoura de Deus (I Cor 3:6-9);
- Família de Deus (Gl 6:10; Ef 2:19);
FATAD Prof. Jales Barbosa 72
VIDA CRISTÃ
- Comunidade (At 2:44-47);
- Povo de Deus (Tt 2:14; I Pd 2: 9-10).
5. Ajustamento com a Família
A Palavra de Deus contem ensinos claros e definidos sobre a família que praticados
consolidarão a mesma e a torna bem aventurada.
a) A Doutrina crista apresenta Deus como Pai e o homem como Filho. Numa concepção
de família espiritual. O grande ideal de Cristo e do Cristianismo
é que todos os homens reconheçam a Deus como Pai e se
amem como irmãos.
b) O Senhor Jesus amava a vida no lar e buscava
contados com a familia, como exemplo os seguintes fatos:
- foi um filho exemplar (Jo 2:1; 2:11)
- foi hospede de varias famílias (Lc 10:39-39; 19:5)
c) Orientações Bíblica para o lar:
- Amor, compreensão, solidariedade e harmonia na
família. (Col 3:18-21; I Pd 3:7; I Tm 5:8)
d) Criação dos filhos no temor de Deus. (Pv 22:6; 29:15; II Cr 26:4; Hb 12:5-8; Ef 6:4)
e) Atitudes dos Filhos para com os pais. (Ef 1:8-9; 6:1-3)
f) Posição do marido no lar:
- Liderança responsável (Ef 5:23)
- Solidariedade em Amor (Col 3:19)
- Amparo com entendimento (I Pd 3:7)
g) Posição da esposa no lar:
- Respeito ao marido (Ef 5:22-24)
- Viver com dignidade e seriedade (Ef 2:35)
- Viver mais ocupado com a beleza interior (I Pd 3:25)
h) Posição dos filhos no lar:
- Amar, honrar, obedecer (Ef 6:1-3; I Jo 4:7-8; Col 3:15; Pv 15:1; 10:1)
6. Ajustamento com o seu Trabalho
O Trabalho fortalece o corpo, conserva a saúde, prolonga a vida e faz com o que o
tempo pareça breve, porque o trabalho faz parte da natureza do homem.
a) Origem, Natureza e Finalidades do Trabalho.
A referencia mais antiga que temos do trabalho encontra-se no registro da criação,
nos primeiros capítulos da Bíblia, através dos verbos CRIAR E
FAZER. (Gn 1:1; Gn 2:15)
O Trabalho tem finalidade biológica, educativa, moral,
social e econômica, conforme indica o próprio conceito de
trabalho. (Col 3:23-24; 4:1)
Manter uma atitude positiva crista para com o
trabalho. (I Ts 1:3; Jo 5:17; Mt 6:20; I Tm 4:8; Pv 4:8; Sl 127:1-2;
Lc 12:21-23; Cl 3:23; II Cor 5:10)
b) O Cristão e a paz entre os homens e o trabalho.
Devemos cultivar o Espirito de perdão, solidariedade,
de humanidade, de honestidade, de boa vizinhança, evite o
espirito de vingança ou de revide, cultive uma atitude benigna
para com os outros. (Rm 12: 14-,17-18; I Tm 2: 1-2; Jo 20:19; At 17:26a; Mt 7:12; 22:39; I Jo
4:8,20,21)
FATAD Prof. Jales Barbosa 73
VIDA CRISTÃ
“Sê fiel até a morte, e te darei a coroa da vida.“ (Ap 2:10)
QUESTIONÁRIO
EXPLIQUE COM SUAS PALAVRAS O QUE VEM A SER:
1. Ajustamento com Deus.
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2. Ajustamento com o Espírito Santo.
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3. Ajustamento consigo mesmo.
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4. Ajustamento com a igreja.
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5. Ajustamento com a Família.
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6. Ajustamento com o trabalho.
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Anotações:
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VIDA CRISTÃ
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VIDA CRISTÃ
BIBLIOGRAFIABIBLIOGRAFIA
Crescendo No Carater – Editora Sepal – David E. Kornfield
Crescendo Na Vida Simples – Editora Sepal – David E. Kornfield
Crescendo Na Formacao De Discipulos – Ed. Sepal David E. K.
Crescendo Na Oracao – Ed. Sepal – David E. Kornfiled
A Busca Do Carater – Ed. Vida – Charles Swindol
O Discipulo – Ed. Betania – Juan Carlos Ortiz
A Vida Em Profundidade – Ed. Mundo Cristao – Geroge Verwer
Chaves Para O Crescimento Espiritual – Ed. Fiel – John F. M. Jr
Novos Horizontes Para A Vida Crista – Ed. Vida Crista – G.Allen Dut
A Estatura De Um Cristao – Ed. Vida Gene ª Getz
Vivendo Sem Mascaras – Ed. Vida – Charles Swindol
Restaurando O Ferido – Ed. Vida – Charles Swindol
Viver Acima Da Mediocridade – Ed. Vida – Charles Swindol
Biblia De Estudo Indutivo – Ed. Vida
Biblia Vida Nova – Ed. Vida Nova
Biblia De Estudo Pentecostal - Cpad
Apostila De Estudos De Vida Crista – Fatad – Prof. Jales Barbosa
Apontamentos De Estudo Individual Prof. Jales Barbosa
Compilacao de Diversos Estudos...
FATAD Prof. Jales Barbosa 76
	INTRODUÇÃO
	I. SALVAÇÃO
	1. A Realidade da Salvação:
	2. O Lado Humano da Salvação
	3. O Homem necessita de Salvação?
	3.1. O Evangelho é para Todos.
	3.2. A Ira de Deus contra o Pecado
	3.3. Há Salvação sem o Evangelho?
	3.4. O batismo e a Salvação
	3.5. O Batismo é Necessário para a Salvação?
	3.6. A vida nova é recebida após o batismo.
	3.7. A Verdadeira Conversão
	3.8. Humildade Espiritual
	3.9. O Verdadeiro Arrependimento
	II. NOVO NASCIMENTO E CRESCIMENTO ESPIRITUAL
	1. O Novo Nascimento
	2. Crescimento Espiritual
	2.1. Etapas do Crescimento
	2.1.1. A Primeira Infância (I Pd 2:2;I Jo 2:12)
	2.1.2. Etapa da Inocência (2 Cor 5:17)
	2.1.3. Meninice (Ef 4:14; Pv 22:6)
	2.1.4. Varonilidade com o exemplo do Pai. (Hb 11:24-26; Sl 1:1-3; 1 Cor 13:5)
	III. A PERSONALIDADE
	1. Formação da Personalidade
	2. Tipos de Temperamento
	2.1. Temperamento Sanguíneo:
	2.2. Temperamento Colérico:
	2.3. Temperamento Melancólico:
	2.4. Temperamento Fleumático
	3. Caráter
	IV. NOVA VIDA
	1. A Nova Vida em Cristo.
	2. Os Conflitos da Nova Vida.
	3. A nossa antiga situação antes de Cristo.
	4. Os Sinais da Nova Vida em Cristo.
	5. A Nova Vida implica em uma realidade Moral e Espiritual
	5.1. Viver em Graça (Rm 6:14; II Tt 2:11-14)
	5.2. A Graça de Deus a Redenção e a Purificação (II Tt 2:11-14)
	5.3. Implica em apossar dos recursos de Deus (Ef 6:13-18)
	5.4. A Nova Vida é uma Vida de Fé.
	6. É uma vida onde as atitudes e as ações refletem o amor de Cristo. (I Jo 3:17-18; 4:15; Rm 5:5)
	7. É uma Vida de Privilégios:
	V. O SOFRIMENTO NA VIDA DO CRISTÃO
	1. Sofrimento
	2. O pecado do homem
	3. Boas pessoas
	4. Castigo.
	5. Crescimento espiritual.
	6. O plano de Deus.
	7. Lidando com o sofrimento.
	8. O Apóstolo Paulo e a Igreja de Corinto
	VI. OBRAS DA CARNE
	1. As Obras da Carne – o Inimigo Interior
	2. A Mente Carnal
	3. A Fornicação: A Defesa do Sexo Endeusado
	4. A Lascívia: O Poço de Pecado
	5. Guardar Rancor e Estourar de Raiva
	6. Os Últimos Pecados a Morrer: O Ciúme, a Inveja e a Contenda
	7. Discórdias, Dissensões, Facções
	8. Embriaguez, Folias
	9. "Tais Coisas"
	10. "Nada Disponhais Para a Carne"
	11. Semeando para a Carne - Ceifando Corrupção
	12. A Idolatria e a Feitiçaria
	13. Discórdias, Dissensões e Facções:
	14. A surpreendente chave para a paz real
	VII. Estudo da Palavra de Deus
	1. Atitudes e Preparações Necessárias
	2. Ferramentas para o Estudo da Bíblia
	3.Sugestões sobre como estudar a Bíblia
	4. O Valor do Estudo Bíblico
	5. Crescendo na prática da Palavra de Deus.
	5.1. O Viver Frutífero
	5.2. O Desejo de Deus pelo seu Fruto.
	VIII. AJUSTAMENTOS
	1. Ajustamentos com Deus.
	2. Ajustamentos com o Espírito Santo.
	3. Ajustamentos consigo Mesmo
	4. Ajustamentos com a Igreja
	5. Ajustamento com a Família
	6. Ajustamento com o seu Trabalho
	BIBLIOGRAFIA

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