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Dificuldade em manter a atenção em tarefas que não proporcionam
um alto nível de estimulação ou recompensa ou requerem esforço
mental sustentado, por essa razão percebe-se que o individuo só
permanece com foco na atividade realizada quando a mesma é do seu
interesse ou há uma recompensa em disputa;
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE- COM
PREDOMÍNIO DESATENTO
 Quem nunca se deparou com um individuo displicente, esquecido,
desatento? Pois bem, essas características podem estar implícita e
explicitamente l igadas ao Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade com predomínio da desatenção 
 Por essa razão vários sintomas de desatenção que são persistentes
e suficientemente graves para terem um impacto negativo direto no
funcionamento acadêmico, ocupacional ou social do individuo o qual
destacamos, conforme Seabra (2020) 
Faci lmente distraído por estímulos ou pensamentos estranhos não
relacionados à tarefa em questão; 
Perde com frequência (coisas, objetos, materiais escolares e pessoais) ;
Apresenta esquecimento nas atividades do seu dia-a-dia; tem
dificuldade em lembrar-se de completar as próximas tarefas ou
atividades diárias, o que compromete em algum momento a construção
da sua rotina; 
Tem dificuldade em planejar, gerenciar e organizar trabalhos escolares,
tarefas e outras atividades, pertinente a sua trajetória de vida;
 Frequentemente falta de atenção aos detalhes nas atividades
praticadas, principalmente as atividades escolares, cometendo erros
considerados bobos, pela falta de atenção aos mínimos detalhes;
Tem dificuldades em completar tarefas, sejam elas da sua rotina
pessoal , no local de trabalho ou na escola, o que compromete o seu
rendimento nesses diferentes locais;
Muitas vezes parece não ouvir quando se fala diretamente com ele , por
isso é preciso falar sempre diretamente com esse individuo, buscando
a fixação do olhar, transmitindo as informações de forma clara;
É perceptível que em alguns momentos o individuo parece estar
sonhando acordado ou ter a mente em outro lugar, por isso quase
sempre não atende quando é chamado pelo nome.
No ambiente famil iar, escolar, trabalho ou social quase sempre não
consegue lembra do que fora falado, quando é questionado; 
 Os itens aqui elencados são os mais comuns no ambiente escolar,
logicamente que há peculiaridades inerentes a outros históricos escolares,
que devem ser levados em consideração, a realidade em que o indivíduo
está inserido. O reconhecimento dessas particularidades é fundamental
para que a relação entre professor e aluno possa render bons frutos em
seu processo de aprendizagem.
REREFÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SEABRA, Magno Alexon Bezerra. Distúrbios e transtornos de aprendizagem:
aspectos teóricos, metodológicos e educacionais. Curitiba, PR, Bagai , 2020. 
TRANSTORNO DE DÉFICTI DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - COM
PREDOMÍNIO HIPERATIVO/IMPULSIVO
 Algumas das características são primordiais do Transtorno de
Déficit de Atenção e Hiperatividade e que certamente tem dificultado o
processo de ensino aprendizagem não só no ambiente escolar, mas em
todos os segmentos da sociedade.
 A inquietude do seu aluno em sala de aula desorganiza todo o
restante do ambiente escolar e tem contribuído para que você disponha
um maior tempo para organizar sua sala de aula e assim dar inicio ao
conteúdo programático? Pois é, essas são apenas 02 das características
do TDAH hiperativo/impulsivo.
 Identificar algumas dessas situações em sala de aula, significa
que você, professor, profissional de educação ou de áreas afins está em
coerência com a sua função, a de ir além das interfaces da sala de aula.
 Vários sintomas de hiperatividade/impulsividade que são
persistentes e suficientemente graves para ter um impacto negativo
direto no funcionamento acadêmico, ocupacional ou social . Estes tendem a
ser mais evidentes em situações estruturadas que requerem
autocontrole comportamental .
 
Excesso de atividade motora; deixa o assento quando espera-se que
fique parado; muitas vezes corre; tem dificuldade em ficar parado sem
se mexer (crianças mais novas) ; sensação de inquietação física,
sensação de desconforto em ficar quieto ou sentado (adolescentes e
adultos) . E isso é muito comum no ambiente escolar, quando
observamos a inquietude do nosso aluno e principalmente a dificuldade
em permanecer sentado durante as aulas;
Dificuldade em se envolver em atividades silenciosamente; Fala demais,
atropela a fala das outras pessoas, tem dificuldade em esperar a sua
vez de expressar sua opinião (falar) ;
Provoca respostas na escola, comentários no trabalho; dificuldade em
esperar a vez de uma conversa, jogos ou atividades; interrompe ou se
intromete em outras conversas ou jogos.
 O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade geralmente se
manifesta no início ou no meio da infância. Em muitos casos, os sintomas
de hiperatividade predominam na pré-escola e diminuem com a idade, de
modo que não são mais proeminentes após a adolescência ou podem ser
relatados como sentimentos de inquietação física.
Uma tendência a agir em resposta a estímulos imediatos sem
deliberação ou consideração de riscos e consequências, mesmo que
depois tenha a percepção do erro ou arrependimento do que foi dito ou
feito. Por isso, é preciso trabalhar sempre essa questão do
reconhecimento dos erros da criança de forma contextualizada e sem
que a criança se sinta intimidada pela correção.
 Em síntese, buscamos esclarecer que a hiperatividade refere-se à
atividade motora excessiva e às dificuldades em permanecer parado, mais
evidente em situações estruturadas que exigem autocontrole
comportamental . A impulsividade é uma tendência a agir em resposta a
estímulos imediatos, sem deliberação ou consideração dos riscos e
consequências. Essas características precisam acima de tudo ser
compreendidas e trabalhadas dentro do ambiente escolar, espelho dos
comportamentos sociais que serão postos em prática por essa criança,
futuro adulto. 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SILVA, Ana Beatriz Barbosa. TDAH: desatenção, hiperatividade, impulsividade.
São Paulo. Editora Globo, 2014.
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - OBSERVAÇÃO DO
PROFESSOR 
 Numa premissa importante nos atentamos a discorrer sobre a
importância da observação do professor no ambiente escolar de
características que possam auxil iar na identificação do aluno com TDAH,
diante disso algumas ponderações devem ser feitas, para que injustiças e
até mesmo diagnósticos possam ser evitados, uma vez que o professor
não está apto tecnicamente para essa validação.
 Como mediador do conhecimento, o professor com o seu olhar
diferenciado, e sua vasta experiência, mesmo aqueles que estão em início
de carreira, conseguem observar algumas condutas em seus alunos, que
estão aquém de um padrão normal de aprendizagem, interação e
social ização.
 É preciso ressaltar que, ao mencionarmos um padrão, não estamos
considerando que todos os alunos hajam de maneira igual ou que tenham
ritmos iguais de aprendizagem, mas que apresentem dificuldades e
potencial idades, como qualquer aluno.
 E, em relação aos aspectos comportamentais e de aprendizagem
nos ateamos a alguns deles, feito isso, indagamos: seu(a) aluno(a)
apresenta alguma dessas características?
 Apresenta grande dificuldade para iniciar, intermediar e finalizar
uma atividade escrita
Apresenta dificuldades organizacional com o seu material escolar
Apresenta dificuldades de absorção de conceitos teóricos e práticos de
aprendizagem.
Apresenta dificuldade de manter a concentração e o foco durante as
atividades propostas
Apresenta dificuldades em prestar atenção em detalhes, o que leva a
cometer erros por desatenção.
Apresenta faci l idade em ser distraído por fatores externos, tanto visuais
quanto sonoros.
Apresenta dificuldades no cumprimento de regras,bem como permanecer
na fi la , esperar a sua vez, sentar em um determinada posição na sala de
aula, permanecer em silêncio durante a explicação ou participação de um
colega
 Dada a observância das características do educando provavelmente 
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é importante que
este(a) o(a) professor(a) possa transmitir todas as suas observações
ao seu Supervisor Escolar, Coordenador Pedagógico ou Diretor (é preciso
ressaltar que essas nomenclaturas vão depender de escola para escola,
sejam elas públicas ou privadas) para que a equipe possa se reunir e
traçar as ações que serão desenvolvidas com este e aluno caso essa
suspeita venha a se confirmar.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SILVA, Ana Beatriz Barbosa. TDAH: desatenção, hiperatividade,
impulsividade. São Paulo. Editora Globo, 2014.
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - DA SUSPEITA
ESCOLAR A COMUNICAÇÃO A FAMÍLIA 
 Nesse momento iremos mensurar uma das funções mais importantes
de toda e qualquer instituição de ensino, seja ela pública ou privada.
Trata-se da relação de confiabil idade que escola e famíl ia devem ter, em
uma ação mútua, para a garantia de direitos e uma aprendizagem
condizente com a realidade de cada um dos alunos inseridos no ambiente
escolar.
 Essa política de confiabil idade é extremamente importante para que
juntos possam construir novas ferramentas de aprendizagem, levando em
consideração as dificuldades e potencial idades de cada aluno, de forma
individual e coletiva.
 Diante dessa confiabil idade é que ao ser identificado pelo professor
alguma característica que possa levar a um possível diagnóstico de
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, estas informações
devem ser compartilhas com os seus gestores, que previamente buscaram
contato com os pais do aluno para uma conversa formal .
 Essa reunião gestora é importante também para definir como será
feita a comunicação com a famíl ia para que de forma conceitual e técnica
seja informada a suspeita do Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade. Importa ainda salientar que se torna indispensável a
presença do professor titular de sala na conversa formalizada com a
famíl ia , afinal de contas é ele que está diretamente interl igado com o seu
aluno. . .
percebendo características de desatenção, hiperatividade, impulsividade ou
além mesmo características de um Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade combinado. 
 Não obstante, salienta-se que o professor é um agente mediador
do conhecimento e a função de identificação está de acordo com suas
atribuições psicopedagógicos, mas a função de diagnosticar não compete
as suas atribuições, visto que não tem formação técnica para isso. E
nesse campo de visão, é preciso compreender que a criança deve ser
preservada em todas as esferas, para que se evite uma rotulação da
criança, o que seria altamente prejudicial ao seu desenvolvimento, bem
como a sua formação integral .
 De suma importância que a escola faça o registro formal dessa
comunicação a famíl ia , normalmente isso é feito em livro de ata, onde os
presentes assinam entre si , bem como é de fundamental importância que a
escola elenque as características observadas no ambiente escolar, isso
dará um maior respaldo a escola e consequentemente fornecerá
informações precisas, que serão, certamente, apresentadas ao médico
especial ista para um possível diagnóstico.
 Dentro dessa perspectiva da comunicação, a escola deve estar
preparada para a negação da famíl ia , ou seja, é um momento de
dificuldade onde muitas vezes a famíl ia não tem informação nenhuma
sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, bem como
inicialmente vivencia o luto da negação.
Referência Bibliográfica
BRESSAN, Rodrigo Affonseca. Saúde mental na escola. Porto Alegre, Artmed,
2014
INDIVIDUOS COM TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERETIVIDADE
QUE APRESENTAM CARACTERÍSITCAS DA DISLEXIA
 
 É muito comum que indivíduos com Transtorno de Déficit de
Atenção e Hiperatividade apresentem algumas características da Dislexia, 
 que ocorre em todos os níveis de capacidade intelectual , atingindo cerca
de 10% da população, podendo afetar tanto meninos quanto meninas. 
 
 A Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de origem
neurológica. É caracteriza pela dificuldade com a fluência correta na
leitura e por dificuldade na decodificação e soletração. Essas dificuldades
resultam tipicamente no déficit no componente fonológico na l inguagem que
é inesperado a outras habil idades cognitivas consideradas na faixa etária. 
 Essa correlação entre o Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade com o víeis da Dislexia nos faz perceber que dentro do
ambiente escolar, vários fatores devem ser observáveis em nossa prática,
para que possamos evidenciar além do conteúdo programático, um
processo de ensino e aprendizagem que percorra o seu percurso natural , e
quando isso não ocorrer, deve-se l igar o sinal de alerta. 
Tem dificuldade de copiar palavras do quadro, pode copiar palavras
incorretas, pulas palavras ou l inhas.
Nem sempre compreende o que leu, por estar mais concentrado em
decifrar as palavras, resultando na falta do sentido do que leu
Tem dificuldade de recordar um processo quando envolve uma série de
etapas
 Costuma levar mais tempo para responder a perguntas, tanto
verbalmente quanto por escrito, isso se deve pela necessidade em
processar a pergunta em imagens para que possa compreender o que
foi perguntado.
Trabalho escritos podem ser mais curtos e mais simples do que o
esperado, já que o aluno evitará palavras que não tem a segurança na
escrita
Pode se sair bem em testes de palavras predeterminadas , mas pode
haver uma discrepância muito grande quando é realizado um ditado. 
 É preciso estar atento a todas essas situações que podem ocorrer
em sala de aula, para que ações pedagógicas possam ser pensadas, a fim
de possibil itar esse educando a um processo de ensino aprendizagem
condizente com a sua necessidade. 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
DIANA, Hudson. Dificuldades especificas de aprendizagem: ideias práticas
para trabalhar com Dislexia, Vozes, 2019
Tomada de decisão impulsiva (agir por impulso, mesmo que depois
venha a se arrepender) ;
Saída repentina de empregos ou relacionamentos, sem motivo
aparente;
Dirigir ou guiar de forma imprudente sem que preocupação alguma
com a legislação em vigência;
Colocam-se faci lmente em situações de perigo, sem ter a noção do
que lhe pode acontecer;
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - LIMITE COM
TRANSTORNO DISSOCIAL DE CONDUTA
 É muitos adolescentes e adultos com Transtorno de Déficit de
Atenção e Hiperatividade, alguns comportamentos que são manifestações
de impulsividade chamam bastante atenção. 
Essas manifestações quase sempre são confl ituosas, seja ela com
outras pessoas ou até mesmo com a lei . Dentre essas manifestações
destacamos:
Age faci lmente pela emoção, por isso fala o que lhe vem à cabeça sem
pensar nas consequências;
Ignora planos futuros, vive o hoje intensamente, correndo todos os
riscos possíveis e imagináveis;
Tem baixa tolerância a frustrações, seja em casa, na escola ou nos
demais segmentos da sociedade; 
Age avessamente a chamadas de atenção, seja dos pais, professores
ou responsáveis, quase sempre ignorando-as.
 
 Em contraste, segundo Seabra (2020, p . 86) os indivíduos com
Transtorno Dissocial de Conduta normalmente não apresentam os
sintomas de desatenção e hiperatividade e exibem um padrão de
comportamento repetitivo e persistente no qual os direitos básicos dos
outros ou as principais normas, regras ou leis sociais apropriadas à
idade são violados.
 Normalmente crianças, adolescente e adultos com Transtorno de
Déficit de Atenção e Hiperatividade l imite com transtorno dissocial de
conduta tem baixa tolerância a frustrações,na maioria das vezes são
negligentes, desobedecem frequentemente regras e l imites postas pelos
pais ou por ele (fi lho) responsáveis; 
Corrija sem ofender, oriente sem humilhar;
Oriente-o a reconhecer o seu erro;
direcione-o a pedir desculpas;
Mostre-lhe que há sempre um ensinamento a se tirar, mesmo quando
se faz algo de errado;
Ensine-o que falar o que pensa não é errado, mas a forma como é
dita tem que ser lapidada;
E o que fazer diante de todos essas características apresentadas?
 
 Por fim, tem-se a convicção de que essa tomada de decisão lhe
auxil iar a uma relação menos confl ituosa com o seu educando tanto
dentro quanto fora da sala de aula, pois certamente o seu educando terá
confiabil idade na sua figura de professor. 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SEABRA, Magno Alexon Bezerra. Distúrbios e transtornos de aprendizagem:
aspectos teóricos, metodológicos e educacionais. Curitiba, PR, Bagai ,
2020. 
 
 TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE -
PERCEPÇÃO DA FORMAÇÃO INICIAL
 Durante longos 04 anos (no mínimo), nos debruçamos sobre uma
formação acadêmica inicial a fim de termos conhecimento técnico/teórico
e aplicarmos em nossa prática contínua. No entanto, no que se refere ao
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividades, infel izmente não está
contemplando durante a formação inicial de forma a tender as
necessidades que hoje se apresentam na sociedade contemporânea.
 De forma superficial o Transtorno do Déficit de Atenção e
Hiperatividades é mensurado durante a formação inicial e isso acaba
acarretando em um déficit de conhecimento muito grande e incapacitando
profissionais, principalmente os de educação a inserir novos
procedimentos metodológicos ao universo do aluno com Transtorno do
Déficit de Atenção e Hiperatividades
 
 E em razão disso, a formação continuada torna-se essencial aos
profissionais que l idam direta e indiretamente com a criança com
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividades, em especial aos
profissionais de educação.
 
 Considerar a escola como um reduto onde as crianças, em
processo de formação, estão inseridas diariamente, no faz acreditar que
é possível inseri-las de forma igualitária, sem acepção de pessoas, como
é o caso da rotulação da criança com Transtorno do Déficit de Atenção e
Hiperatividades. Esses também aprendem, só precisam ser direcionados e
acompanhados de forma tal forma em que a equidade ultrapasse as
fronteiras do diferente. 
 E, é justamente buscando um aprimoramento durante a sua
formação continuada que os conhecimentos adquiridos ao longo da sua
formação inicial são fortalecidos, se tornando mais próximos da
realidade em que estão vivenciando.
 A busca continua por novos conhecimentos é relevante no ambiente
do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividades, pois a cada dia
são apresentadas novas peculiaridades da criança em sala de aula, assim
como surgem novas agregados, como é o caso do Autismo, pois é
comprovado a prevalência do Transtorno do Déficit de Atenção e
Hiperatividades em algumas crianças com Autismo.
 Olhar a formação continuada como um investimento e não como
um gasto, onde o compromisso com o outro é o ponto de partida para a
sua evolução funcional , especificamente lhe garantirá desenvolver suas
funções com polidez e destreza 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SILVA, Ana Beatriz Barbosa. TDAH: desatenção, hiperatividade,
impulsividade. São Paulo. Editora Globo, 2014.
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - LIMITE COM
TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITIVO 
 
 As discussões sobre Transtorno Desafiador Opositivo podem ser
consideradas bastante recentes e controversas quanto os debates sobre
o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividades pelos mesmos
motivos, o comportamento da criança sobre um sistema de regras de
comportamento que ela desconhece e podem não compreender e aceita. E,
assim como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, trata-se
de um transtorno/distúrbio que pode atrapalhar o aproveitamento
escolar e os processos de aprendizagem. 
 Indivíduos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
muitas vezes têm dificuldade em seguir instruções, obedecer a regras e
se dar bem com os outros, mas essas dificuldades são explicadas
principalmente por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-
impulsividade (p . seguir instruções longas e complicadas, dificuldade em
permanecer sentado ou permanecer na tarefa) . 
 
 Em contraste, Seabra (2020, p . 38) destaca que a desobediência
em indivíduos com Transtorno Desafiador Opositivo é caracterizada por
desafio ou desobediência deliberada e não por problemas de desatenção
ou controle de impulsos comportamentais ou inibição de
comportamentos inadequados. No entanto, a co-ocorrência desses
distúrbios é comum.
 
 Na concepção de Seabra (2020, p . 102) o Transtorno Desafiador
Opositivo se caracteriza por comportamentos desafiadores,
irresponsável , agressivo, com dificuldades para assumir erros e
responsabil idades, presença de humor irritável e índole vingativa. E são
justamente essas características que tem confundido profissionais de
educação, dentro e fora do ambiente escolar.
 No entanto, cabe confrontar essa dificuldade dos profissionais de
educação em lidar com esses educandos no âmbito escolar, dada a vasta
gama de informações que muitas vezes chega aos ouvidos dos
profissionais de forma distorcida, para além do fantástico mundo da
formação continuada, mundo esse que muitas vezes o profissional nem
tem acesso.
 O Autor Seabra (2020, p . 12) ainda nos esclarece que muitos para
o atendimento educacional especial izado com alunos com Transtorno de
Déficit de Atenção e Hiperatividade também podem ser colocados em
prática com alunos com Transtorno Desafiador Opositivo, tais como o
esclarecimento quanto as regras de sala de aula, atuar de forma
contextualizada as condições socioeconômicas e culturais da criança,
propor combinados para a turma, fazer uso de abordagem
multissensoriais, entre outros. 
 
 Diante de tudo o que fora citado até então, o Transtorno de
Déficit de Atenção e Hiperatividade com limiar com o Transtorno
Desafiador Opositivo precisa ser encarrado com seriedade não somente
pelos profissionais de educação, mas por todos aqueles que busca a
inserção desses indivíduos no âmbito social 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SEABRA, Magno Alexon Bezerra. Distúrbios e transtornos de aprendizagem:
aspectos teóricos, metodológicos e educacionais. Curitiba, PR, Bagai ,
2020. 
 
 Para que possamos compreender o Transtorno de Déficit de 
Atenção e Hiperatividade segundo a CID 11 - alguns especificadores
devem ser levados em consideração para descrever as características
predominantes da apresentação cl ínica:
 
 É preciso trazer à baila as características da apresentação
clínica atual devem ser descritas usando um dos seguintes
especificadores, que se destinam a auxil iar no registro do principal
motivo do encaminhamento ou serviços atuais. A predominância de
sintomas refere-se à presença de vários sintomas de natureza desatenta
ou hiperativa/impulsiva com poucos ou nenhum sintoma do outro tipo.
Em razão disso, fique atento a nova classificação segundo a CID 11 em
vigor:
6A05 - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
6A05.0 - Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade,
apresentação predominantemente desatenta
6A05.1 - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, apresentação
predominantemente hiperativa-impulsiva
AS ESPECIFICAÇÕES DO TDAH SEGUNDO A CID-11
Nessa classificação observa-se que todos os requisitos diagnósticos
para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade são atendidos
e os sintomas de desatenção são predominantes
Nessa classificação observa-seque todos os requisitos diagnósticos
para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade são atendidos
e os sintomas de hiperatividade-impulsividade são predominantes.
6A05.2 - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, apresentação
combinada
6A05.Y - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, outra
apresentação especificada
6A05.Z - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, apresentação
não especificada
6A05.0 Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, apresentação
predominantemente desatenta
6A05.1 Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, apresentação
predominantemente hiperativa-impulsiva
6A05.2 Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, apresentação
combinada
 Nessa classificação todos os requisitos diagnósticos para o
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade são atendidos e tanto
os sintomas de hiperatividade-impulsividade quanto os de desatenção são
aspectos cl inicamente significativos da apresentação cl ínica atual , no
entanto observa-se que não há predominância clara de nenhum dos dois
tipos característicos
Salienta-se ainda que sobre as demais classificações não há
especificações claras do ponto de vista a um diagnóstico fechado,
sobretudo que possa encerrar do ponto de vista investigatório, visto que
o indivíduo pode apresentar outras características atreladas a outros
comprometimentos ou características cl ínicas adicionais.
 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
CID-11 para Estatísticas de Mortalidade e Morbidade. 2022
Entrevista com os pais ( levantamento de queixas e relatos sobre o
comportamento da criança em casa ou em atividades sociais) ;
Entrevista com professores (relato sobre o comportamento da criança
na escola, levantamento, queixa, sintomas, desempenho escolar,
relacionamentos com crianças e adultos) ;
Questionários e escalas de sintomas a serem preenchidos por pais e
professores;
Avaliação/observação da criança no consultório;
Avaliação neuropsicológica;
Avaliação psicopedagógica;
Avaliação fonoaudiológica.
 TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERETIVIDADE E O PRECESSO
DIAGNÓSTICO
 O processo diagnóstico pode ser feito por médicos (psiquiatra da
infância e da adolescência, pediatra ou neuropediatra) com ou sem auxíl io
de uma equipe multidiscipl inar, que pode ser composta por neuropsicologo,
psicólogo, psicopedagogo, terapeuta ocupacional , e ou fonoaudiólogo. A
avaliação pode ser composta por um ou mais dos passos compostos a
seguir:
A criança consegue finalizar sua atividade escolar no tempo
estabelecido pelo professor(a) ou sempre precisa de um tempo extra
para essa conclusão, ou mesmo com esse tempo extra não consegue
finalizar a atividade?
Em quais situações em sala de aula parece piorar ou melhorar o seu
desempenho escolar?
Como são as suas habil idades organizacionais em sala de aula?
Costuma ser organizado com o seu material escolar ou deixa tudo
bagunçado ou largado durante a aula?
Como ela reage quando é questionada pelo professor ou por outros
colegas em sala de aula
A criança é cooperativa com os demais colegas ou apenas quer ser
ajudada?
Como a criança se relaciona com os seus colegas? é afetiva, brinca
com seus colegas de sala ou prefere se isolar buscando sempre estar
sozinha
Como a criança é em relação a hierarquia funcional e aplicabil idade das
regras? A criança reagem de forma tranquila ou busca sempre
questionar batendo de frente com a hierarquia
 São essas e outras percepções, apontamentos que nos certificam
da nossa parcela de contribuição ao processo de diagnóstico da criança.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BRESSAN, Rodrigo Affonseca. Saúde mental na escola. Porto Alegre, Artmed,
2014
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - DESAFIOS
ESCOLARES
 Você, enquanto Profissional de Educação já se sentiu incomodado
com a Filosofia de Inclusão que sua escola prega? Pois bem, quantas
vezes nos deparamos com situações onde a Inclusão passa longo do que
preconiza os marcos legislativos legais, nacionais e internacionais acerca
da pessoa com TDAH. Situações em que percebemos nitidamente que a van
Filosofia está a anos luz do que preconiza a Constituição Federal de 1988,
a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) , a Lei Brasileira de Inclusão.
 Infel izmente essa constatação não incomoda a todos os que
participam da promoção do conhecimento como uma ferramenta de
equidade e garantia de direitos constituídos por lei , mas somente aos
poucos que sonham e trabalham arduamente para a construção de uma
sociedade mais justa e igualitária.
 No meio desse percurso de inclusão ainda nos deparamos como
profissionais de educação que fazem vista grossa a esse processo,
muitos deles, e aqui diga-se de passagem, boa parcela, não por má
vontade, mas por se encontrarem tão perdidos quanto o sistema que
versa de forma teórica uma inclusão, que só os olhos dos gestores
conseguem enxergar. Raramente nos deparamos com momentos visíveis de
inclusão, onde se perpassa as fronteiras onde a teoria é posta em prática
de forma simples e contínua, provendo ao público autista condições de
estarem inseridos no âmbito escolar, extensão do seio famil iar e
consequentemente na sociedade.
 Nessa premissa, muitos professores/educadores se encontram
literalmente perdidos, visto que sua formação inicial não lhe
proporcionou mecanismos de ação e tão pouco lhe apresentou a real
grandeza e responsabil idade que é estar dentro de uma sala de aula com
alunos com deficiência, sedentos de uma inclusão que muitas vezes nunca
saí do papel .
 Muitos dos professores/educadores preocupados com a sua
prática e perdidos no ambiente escolar com um aluno com TDAH, busca
nos Cursos de Formação Continuada como é o caso deste, informação,
orientação, suporte e acima de tudo respaldo técnico, teórico, e prático
que esteja de acordo, ou se aproxime da sua realidade.
 A busca contínua por novos conhecimentos pode equiparar uma
formação inicial defasada, principalmente no que se refere a Educação
Inclusiva, em especial aos educandos com TDAH, por se tratar de um
universo novo em nosso país e que ainda requer investimentos
educacionais, capaz de despertar no professor/educador além da
responsabil idade o prazer de ver o seu aluno com autismo em plena
evolução.
 Sabe-se que grande parte dessa responsabil idade em prover
mecanismos de ação para o desenvolvimento do educando com TDAH não é
do professor, embora seja ele o grande mediador do conhecimento, de
procedimentos que possam de fato transformar um teoria em prática
social , e para isso esse professor tem muitas vezes se sentido
angustiado, por não conseguir desenvolver um trabalho condizente com as
suas necessidades e principalmente a dos seus alunos com TDAH.
 No ambiente escolar é muito comum nos depararmos com
situações em que o educando com Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade aos pulos em sala de aula, inquietos, muito agitados,
mexendo em vários materiais escolares, tanto os seus quanto dos seus
colegas, estes, infel izmente sofrem com a falta de conhecimentos de
muitos profissionais de educação sobre o assunto, ou até mesmo são
taxados por termos pejorativos como: elétricos, desengonçados,
diabinhos, desajeitados, entre outros. . .
 Sabemos que não é uma tarefa fáci l para nós
professores/educadores, estarmos inseridos em uma sala de aula com
um aluno com TDAH sem termos conhecimento suficiente, suporte
educacional , profissional de apoio especial izado, negl igência da famíl ia
(quando não acompanha o desenvolvimento do fi lho) , bem como a própria
dificuldade da escola. Mas, em meio a esse turbilhão de dificuldades e
angústias, nosso instinto de professor, mediador do conhecimento,
sempre fala mais alto, e isso nos leva a se empenhar, a pesquisar, a
pedira ajuda a colegas, a criar, a recriar, a copiar, a prover ações
pedagógicas que possam facil itar o seu processo de aprendizagem. E
sabe, qual a nossa maior recompensa? Perceber os pequenos/grandes
avanços, que embora para muitos possa não parecer muito, para o
educando autista é de fato uma grande conquista.
Referência Bibliográfica:
SILVA, Ana Beatriz Barbosa. TDAH: desatenção, hiperatividade,
impulsividade. São Paulo. Editora Globo, 2014.
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE SEGUNDO A LEI
14.254
 No dia 30 de novembro de 2021 , o Brasil deu mais um grande passo
legal , constitucional em busca de uma igualdade de direitos, tendo como
premissa o estabelecimento de avanços significativos, pelos menos
normativos, rumo a uma inclusão de fato e de direito. 
 Partindo por esse víeis , a Lei 14,254 de 30 de novembro de 2021 ,
estabelece novos paradigmas que visão proporcionar a estes indivíduos
uma melhoria significativa em sua qualidade de vida, em conformidade com
a legislação em vigência na atualidade. 
 A destacar o Art. 1º da lei em questão, fica estabelecidos que o poder
público deve desenvolver e manter programa de acompanhamento integral
para educandos com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com
Hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de aprendizagem. Tendo como
aspectos norteadores as seguintes premissas:
Parágrafo único. O acompanhamento integral previsto no caput deste
artigo compreende a identificação precoce do transtorno, o
encaminhamento do educando para diagnóstico, o apoio educacional na rede
de ensino, bem como o apoio terapêutico especial izado na rede de saúde.
 Notadamente da identificação ao diagnóstico precoce, esse
espaçamento de tempo é um fator preponderante para que o apoio
educacional da rede de ensino em que o individuo está inserido, se torne de
fato um mecanismo precursor da sua aprendizagem escolar e em tendo
necessidade, um acompanhamento terapêutico conforme suas
especificações. 
 Por conseguinte, é preciso que fique claro, em conformidade com o
Art. 2º que as escolas da educação básica das redes pública e privada,
com o apoio da famíl ia e dos serviços de saúde existentes, devem garantir
o cuidado e a proteção ao educando com dislexia, TDAH ou outro
transtorno de aprendizagem, com vistas ao seu pleno desenvolvimento
físico, mental , moral , espiritual e social , com auxíl io das redes de
proteção social existentes no território, de natureza governamental ou
não governamental .
 Em razão disso, a famíl ia torna-se muito mais do que um guardião
legal do indivíduo com TDAH, mas um verdadeiro elo de l igação, exercendo
junto aos profissionais de saúde e de educação uma relação de parceria,
essencial ao pleno desenvolvimento do ser humano. 
 Fica estabelecido ainda segundo a Lei 14.254 em seu Art. 3º que os 
 Educandos com dislexia, TDAH ou outro transtorno de aprendizagem que
apresentam alterações no desenvolvimento da leitura e da escrita, ou
instabil idade na atenção, que repercutam na aprendizagem devem ter
assegurado o acompanhamento específico direcionado à sua dificuldade, da
forma mais precoce possível , pelos seus educadores no âmbito da escola
na qual estão matriculados e podem contar com apoio e orientação da
área de saúde, de assistência social e de outras políticas públicas
existentes no território.
 Sob esse aspecto é preciso relatar a dificuldade que as famíl ias
tem encontrado nas escolas públicas e privadas no que se refere a esse
acompanhamento de forma especifica ao individuo com TDAH, Dislexia e
outros transtornos de aprendizagem.
 Por conseguinte ainda se traz à baila o Art. 4º da lei , que especifica
de forma clara e direta que, necessidades específicas no desenvolvimento
do educando serão atendidas pelos profissionais da rede de ensino em
parceria com profissionais da rede de saúde. Por isso a importância do
compartilhamento de informações pertinentes destes indivíduos. 
 Parágrafo único. Caso seja verificada a necessidade de intervenção
terapêutica, esta deverá ser realizada em serviço de saúde em que seja
possível a avaliação diagnóstica, com metas de acompanhamento por
equipe multidiscipl inar composta por profissionais necessários ao
desempenho dessa abordagem.
 Em síntese se discorre sobre o Art. 5º No âmbito do programa
estabelecido no art. 1º desta Lei , os sistemas de ensino devem garantir
aos professores da educação básica amplo acesso à informação, inclusive
quanto aos encaminhamentos possíveis para atendimento multissetorial , e
formação continuada para capacitá-los à identificação precoce dos sinais
relacionados aos transtornos de aprendizagem ou ao TDAH, bem como
para o atendimento educacional escolar dos educandos. Dentro dessa
premissa, elenca-se a importância da formação continuada para os
profissionais atuantes nessa área de conhecimento, em que se necessita
estar sempre em processo de atualização.
 Por fim, que todas as premissas estabelecidas na Lei 14.254 possam
ultrapassar as fronteiras da teoria e alcançar a quem de fato necessita
do seu cumprimento. 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BRASIL. LEI Nº 14.254, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2021 .

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