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Historiografia Atividade 4-Exercicio 1.Leia o texto a seguir: “[...] o IHGB foi criado para ajudar o Brasil a se conhecer geográfica e historicamente. [...] No âmbito histórico, buscava estabelecer e eternizar os fatos e os homens memoráveis para a pátria. O dever do instituto era narrar o processo civilizador na formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus. O Império brasileiro, recém-independente, precisava de um passado que trouxesse orgulho e identidade a seus cidadãos e que permitisse à nação avançar para o futuro com confiança e determinação.” (LIMA, 2018). Tendo em vista que a historiografia é diretamente influenciada pela política, assinale a alternativa correta: Você acertou! B. O IHGB institucionalizou a produção da História Nacional embasada no passado remoto, mas, sobretudo, nos acontecimentos recentes. A História Nacional, sob o claro ponto de vista apoiado pelo Império, foi o foco das primeiras décadas do IHGB, tendo Varnhagen como principal exemplo. A teoria da evolução foi importante, mas não ditou as diretrizes do IHGB, assim como a relação com a população não influenciava diretamente a produção historiográfica. Além disso, o Tiradentes se tornou "herói nacional" a partir do período republicano. 2.Leia o trecho a seguir: "No Brasil, as representações da vida íntima na senzala permaneceram quase constantes, desde antes da Abolição até a década de 1970. [...] Entretanto, se o quadro continuava o mesmo, a moldura havia mudado. Uma frase de Gilberto Freyre assinala a mudança de paradigma [...]: 'essa animalidade dos negros [escravos], essa falta de freio aos instintos, essa desbragada prostituição dentro de cada, animavam-na os senhores brancos [...]'. Sentencia Freyre: 'o negro foi patogênico, mas a serviço do branco'." (SLENES, 2011). Analise as informações e assinale a alternativa correta: Você acertou! A. Apesar de a escravidão ser um assunto muito discutido desde o século XIX, cada época retoma a discussão e imprime uma interpretação própria. Freyre aborda a violência sexual que ocorria dentro do sistema patriarcal, mas imputa a problemática ao homem branco. A historiografia política observou as mudanças incontestáveis na história da escravidão. Até a década de 1930, boa parte dos escritos estava imbuída em teorias eugenistas. Slenes aponta Freyre como um dos que rompem com essa perspectiva, mas o critica por relativizar a violência no geral. O tom da obra de Freyre é otimista, pois enxerga a possibilidade de mudança na posição social do negro, diferentemente de Caio Prado Júnior, que afirma que o sistema escravista deixou cicatrizes profundas e abertas na sociedade brasileira. 3.Leia o trecho a seguir e preste atenção na lacuna: "Nos anos _____ e _____, estas preocupações em entender os modos de produção formadores da realidade histórica brasileira foram ao encontro de uma outra tendência: a da desmistificação do mito da democracia racial. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a derrocada do nazismo e o consequente desprestígio das teorias raciais, a UNESCO subsidiou uma gama de pesquisas voltadas à compreensão das relações raciais no Brasil, com a intenção de compreender a suposta democracia racial. No entanto, tais pesquisas revelaram o oposto do esperado, e Florestan Fernandes, junto com Roger Bastide, seguidos por autores como Octávio Ianni e Fernando Henrique Cardoso, produziram uma série de trabalhos que atestavam de modo radical a violência do sistema escravista, assim com a consequente sujeição dos escravos, que em alguns momentos tiveram a própria subjetividade anulada pela ideologia senhorial." (ADOLFO, 2018). Levando em consideração seu conhecimento sobre a história da historiografia política brasileira, assinale a alternativa em que os períodos estão corretos: Você acertou! C.1960 e 1970. Foram nas décadas de 1960 e 1970 que a historiografia brasileira mudou de paradigma. O contexto militar, a revogação dos direitos políticos e as perseguições à oposição ditaram muitos dos trabalhos produzidos na Academia. As Universidades já se consolidaram e abrigavam as principais pesquisas. No mundo, a Guerra Fria e a Descolonização inspiraram novas abordagens a temas que eram analisados há décadas. 1930 representou um processo de mudança, mas que só foi consolidado 30 anos depois. Já os anos 1980 e 1990 revisaram as explicações criadas nos anos 1930, ampliando a perspectiva historiográfica brasileira. 4.Leia o trecho a seguir: "Diz-se algumas vezes: 'A história é a ciência do passado'. É [no meu modo de ver] falar errado. [Pois, em primeiro lugar] a própria ideia de que o passado, enquanto tal, possa ser objeto de ciência é absurda. Como, sem uma decantação prévia, poderíamos fazer, de fenômenos que não têm outra característica comum a não ser não terem sido contemporâneos, matéria de um conhecimento racional? Será possível imaginar, em contrapartida, uma ciência total do Universo, em seu estado presente?" (BLOCH, 2001). Assinale a alternativa correta: Você acertou! D. O trecho atesta a defesa de Marc Bloch à subjetividade do historiador, que tem comprometimento com a verossimilhança, e não com a verdade absoluta do passado. Para a história da historiografia, entender a importância do presente na construção histórica é fundamental, pois a relevância do agora está imbuída na produção do historiador. Isso vale tanto para a política quanto para a economia, a cultura, a religião, entre outros campos de estudo. O historiador não é imparcial e Marc Bloch foi um dos fundadores da Escola dos Annales, que contestou a história tradicional. 5.Leia o texto a seguir: "Nos anos 1970, a história acadêmica entrou no campo dos estudos operários , que até então estava limitado à sociologia e em menor grau àciência política. [...] Ainda que desenvolvida no campo dos estudos da imigração, a tese de doutorado de Michael Hall (1969), cujas posições são parcialmente sintetizadas em um artigo do autor com Paulo Sérgio Pinheiro (Hall e Pinheiro, 1990), teve um peso fundamental para a revisão da composição da classe operária proposta pela produção sociológica, ao apontar a origem rural da maioria dos imigrantes, sem experiência industrial anterior, e sem participação política nos seus países de origem. [...] Menos preocupados com grandes explicações teóricas do que uma parte significativa da produção brasileira de até então, os brasilianistas introduziram um uso muito mais vasto e rigoroso das fontes, particularmente da imprensa operária." (BATALHA, 2007). Levando em consideração seu conhecimento acerca da produção historiográfica brasileira, assinale a alternativa correta: Você acertou! A. A década de 1970 foi muito fecunda para as análises da história do trabalho, da história marxista e da história social, questionando as grandes estruturas explicativas. A partir dos anos 1960 e 1970, houve uma mudança de perspectiva na produção historiográfica sobre o trabalho, principalmente as que seguiam a metodologia marxista. Os brasilianistas ampliaram o escopo temático e interpretativo. Os estrangeiros tiveram mais oportunidades de pesquisa que os brasileiros durante o período militar, sobretudo na década de 1970 e nos "anos de chumbo", logo após o AI-5.