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Historiografia Atividade 4-Exercicio FCE

Atividade de historiografia com questões e textos: aborda o papel do IHGB na construção da História nacional; leituras de Gilberto Freyre sobre escravidão e violência sexual; pesquisas da UNESCO e o debate sobre democracia racial nas décadas de 1960–1970 (Florestan Fernandes, Roger Bastide, Octávio Ianni, Fernando Henrique Cardoso); e uma reflexão sobre a natureza da história.

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o texto a seguir: “[...] o IHGB foi criado para ajudar o Brasil a se conhecer geográfica e historicamente. [...] No âmbito histórico, buscava estabelecer e eternizar os fatos e os homens memoráveis para a pátria. O dever do instituto era narrar o processo civilizador na formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus. O Império brasileiro, recém-independente, precisava de um passado que trouxesse orgulho e identidade a seus cidadãos e que permitisse à nação avançar para o futuro com confiança e determinação.” (LIMA, 2018). Tendo em vista que a historiografia é diretamente influenciada pela política, assinale a alternativa correta:
Você acertou!
B. O IHGB institucionalizou a produção da História Nacional embasada no passado remoto, mas, sobretudo, nos acontecimentos recentes.
A História Nacional, sob o claro ponto de vista apoiado pelo Império, foi o foco das primeiras décadas do IHGB, tendo Varnhagen como principal exemplo.
A teoria da evolução foi importante, mas não ditou as diretrizes do IHGB, assim como a relação com a população não influenciava diretamente a produção historiográfica.
Além disso, o Tiradentes se tornou 'herói nacional' a partir do período republicano.

Leia o trecho a seguir: 'No Brasil, as representações da vida íntima na senzala permaneceram quase constantes, desde antes da Abolição até a década de 1970. [...] Entretanto, se o quadro continuava o mesmo, a moldura havia mudado. Uma frase de Gilberto Freyre assinala a mudança de paradigma [...]: 'essa animalidade dos negros [escravos], essa falta de freio aos instintos, essa desbragada prostituição dentro de cada, animavam-na os senhores brancos [...]'. Sentencia Freyre: 'o negro foi patogênico, mas a serviço do branco'.' (SLENES, 2011). Analise as informações e assinale a alternativa correta:
Você acertou!
A. Apesar de a escravidão ser um assunto muito discutido desde o século XIX, cada época retoma a discussão e imprime uma interpretação própria.
Freyre aborda a violência sexual que ocorria dentro do sistema patriarcal, mas imputa a problemática ao homem branco.
A historiografia política observou as mudanças incontestáveis na história da escravidão.
Até a década de 1930, boa parte dos escritos estava imbuída em teorias eugenistas.
Slenes aponta Freyre como um dos que rompem com essa perspectiva, mas o critica por relativizar a violência no geral.
O tom da obra de Freyre é otimista, pois enxerga a possibilidade de mudança na posição social do negro, diferentemente de Caio Prado Júnior, que afirma que o sistema escravista deixou cicatrizes profundas e abertas na sociedade brasileira.

Leia o trecho a seguir e preste atenção na lacuna: 'Nos anos _____ e _____, estas preocupações em entender os modos de produção formadores da realidade histórica brasileira foram ao encontro de uma outra tendência: a da desmistificação do mito da democracia racial. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a derrocada do nazismo e o consequente desprestígio das teorias raciais, a UNESCO subsidiou uma gama de pesquisas voltadas à compreensão das relações raciais no Brasil, com a intenção de compreender a suposta democracia racial. No entanto, tais pesquisas revelaram o oposto do esperado, e Florestan Fernandes, junto com Roger Bastide, seguidos por autores como Octávio Ianni e Fernando Henrique Cardoso, produziram uma série de trabalhos que atestavam de modo radical a violência do sistema escravista, assim com a consequente sujeição dos escravos, que em alguns momentos tiveram a própria subjetividade anulada pela ideologia senhorial.' (ADOLFO, 2018). Levando em consideração seu conhecimento sobre a história da historiografia política brasileira, assinale a alternativa em que os períodos estão corretos:
Você acertou!
C.1960 e 1970.
Foram nas décadas de 1960 e 1970 que a historiografia brasileira mudou de paradigma.
O contexto militar, a revogação dos direitos políticos e as perseguições à oposição ditaram muitos dos trabalhos produzidos na Academia.
As Universidades já se consolidaram e abrigavam as principais pesquisas.
No mundo, a Guerra Fria e a Descolonização inspiraram novas abordagens a temas que eram analisados há décadas.
1930 representou um processo de mudança, mas que só foi consolidado 30 anos depois.
Já os anos 1980 e 1990 revisaram as explicações criadas nos anos 1930, ampliando a perspectiva historiográfica brasileira.

Leia o trecho a seguir: 'Diz-se algumas vezes: 'A história é a ciência do passado'. É [no meu modo de ver] falar errado. [Pois, em primeiro lugar] a própria ideia de que o passado, enquanto tal, possa ser objeto de ciência é absurda. Como, sem uma decantação prévia, poderíamos fazer, de fenômenos que não têm outra característica comum a não ser não terem sido contemporâneos, matéria de um conhecimento racional? Será possível imaginar, em contrapartida, uma ciência total do Universo, em seu estado presente?' (BLOCH, 2001). Assinale a alternativa correta:
Você acertou!
D. O trecho atesta a defesa de Marc Bloch à subjetividade do historiador, que tem comprometimento com a verossimilhança, e não com a verdade absoluta do passado.
Para a história da historiografia, entender a importância do presente na construção histórica é fundamental, pois a relevância do agora está imbuída na produção do historiador.
Isso vale tanto para a política quanto para a economia, a cultura, a religião, entre outros campos de estudo.
O historiador não é imparcial e Marc Bloch foi um dos fundadores da Escola dos Annales, que contestou a história tradicional.

Leia o texto a seguir: 'Nos anos 1970, a história acadêmica entrou no campo dos estudos operários , que até então estava limitado à sociologia e em menor grau à ciência política. [...] Ainda que desenvolvida no campo dos estudos da imigração, a tese de doutorado de Michael Hall (1969), cujas posições são parcialmente sintetizadas em um artigo do autor com Paulo Sérgio Pinheiro (Hall e Pinheiro, 1990), teve um peso fundamental para a revisão da composição da classe operária proposta pela produção sociológica, ao apontar a origem rural da maioria dos imigrantes, sem experiência industrial anterior, e sem participação política nos seus países de origem. [...] Menos preocupados com grandes explicações teóricas do que uma parte significativa da produção brasileira de até então, os brasilianistas introduziram um uso muito mais vasto e rigoroso das fontes, particularmente da imprensa operária.' (BATALHA, 2007). Levando em consideração seu conhecimento acerca da produção historiográfica brasileira, assinale a alternativa correta:
Você acertou!
A. A década de 1970 foi muito fecunda para as análises da história do trabalho, da história marxista e da história social, questionando as grandes estruturas explicativas.
A partir dos anos 1960 e 1970, houve uma mudança de perspectiva na produção historiográfica sobre o trabalho, principalmente as que seguiam a metodologia marxista.
Os brasilianistas ampliaram o escopo temático e interpretativo.
Os estrangeiros tiveram mais oportunidades de pesquisa que os brasileiros durante o período militar, sobretudo na década de 1970 e nos 'anos de chumbo', logo após o AI-5.

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Questões resolvidas

Leia o texto a seguir: “[...] o IHGB foi criado para ajudar o Brasil a se conhecer geográfica e historicamente. [...] No âmbito histórico, buscava estabelecer e eternizar os fatos e os homens memoráveis para a pátria. O dever do instituto era narrar o processo civilizador na formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus. O Império brasileiro, recém-independente, precisava de um passado que trouxesse orgulho e identidade a seus cidadãos e que permitisse à nação avançar para o futuro com confiança e determinação.” (LIMA, 2018). Tendo em vista que a historiografia é diretamente influenciada pela política, assinale a alternativa correta:
Você acertou!
B. O IHGB institucionalizou a produção da História Nacional embasada no passado remoto, mas, sobretudo, nos acontecimentos recentes.
A História Nacional, sob o claro ponto de vista apoiado pelo Império, foi o foco das primeiras décadas do IHGB, tendo Varnhagen como principal exemplo.
A teoria da evolução foi importante, mas não ditou as diretrizes do IHGB, assim como a relação com a população não influenciava diretamente a produção historiográfica.
Além disso, o Tiradentes se tornou 'herói nacional' a partir do período republicano.

Leia o trecho a seguir: 'No Brasil, as representações da vida íntima na senzala permaneceram quase constantes, desde antes da Abolição até a década de 1970. [...] Entretanto, se o quadro continuava o mesmo, a moldura havia mudado. Uma frase de Gilberto Freyre assinala a mudança de paradigma [...]: 'essa animalidade dos negros [escravos], essa falta de freio aos instintos, essa desbragada prostituição dentro de cada, animavam-na os senhores brancos [...]'. Sentencia Freyre: 'o negro foi patogênico, mas a serviço do branco'.' (SLENES, 2011). Analise as informações e assinale a alternativa correta:
Você acertou!
A. Apesar de a escravidão ser um assunto muito discutido desde o século XIX, cada época retoma a discussão e imprime uma interpretação própria.
Freyre aborda a violência sexual que ocorria dentro do sistema patriarcal, mas imputa a problemática ao homem branco.
A historiografia política observou as mudanças incontestáveis na história da escravidão.
Até a década de 1930, boa parte dos escritos estava imbuída em teorias eugenistas.
Slenes aponta Freyre como um dos que rompem com essa perspectiva, mas o critica por relativizar a violência no geral.
O tom da obra de Freyre é otimista, pois enxerga a possibilidade de mudança na posição social do negro, diferentemente de Caio Prado Júnior, que afirma que o sistema escravista deixou cicatrizes profundas e abertas na sociedade brasileira.

Leia o trecho a seguir e preste atenção na lacuna: 'Nos anos _____ e _____, estas preocupações em entender os modos de produção formadores da realidade histórica brasileira foram ao encontro de uma outra tendência: a da desmistificação do mito da democracia racial. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a derrocada do nazismo e o consequente desprestígio das teorias raciais, a UNESCO subsidiou uma gama de pesquisas voltadas à compreensão das relações raciais no Brasil, com a intenção de compreender a suposta democracia racial. No entanto, tais pesquisas revelaram o oposto do esperado, e Florestan Fernandes, junto com Roger Bastide, seguidos por autores como Octávio Ianni e Fernando Henrique Cardoso, produziram uma série de trabalhos que atestavam de modo radical a violência do sistema escravista, assim com a consequente sujeição dos escravos, que em alguns momentos tiveram a própria subjetividade anulada pela ideologia senhorial.' (ADOLFO, 2018). Levando em consideração seu conhecimento sobre a história da historiografia política brasileira, assinale a alternativa em que os períodos estão corretos:
Você acertou!
C.1960 e 1970.
Foram nas décadas de 1960 e 1970 que a historiografia brasileira mudou de paradigma.
O contexto militar, a revogação dos direitos políticos e as perseguições à oposição ditaram muitos dos trabalhos produzidos na Academia.
As Universidades já se consolidaram e abrigavam as principais pesquisas.
No mundo, a Guerra Fria e a Descolonização inspiraram novas abordagens a temas que eram analisados há décadas.
1930 representou um processo de mudança, mas que só foi consolidado 30 anos depois.
Já os anos 1980 e 1990 revisaram as explicações criadas nos anos 1930, ampliando a perspectiva historiográfica brasileira.

Leia o trecho a seguir: 'Diz-se algumas vezes: 'A história é a ciência do passado'. É [no meu modo de ver] falar errado. [Pois, em primeiro lugar] a própria ideia de que o passado, enquanto tal, possa ser objeto de ciência é absurda. Como, sem uma decantação prévia, poderíamos fazer, de fenômenos que não têm outra característica comum a não ser não terem sido contemporâneos, matéria de um conhecimento racional? Será possível imaginar, em contrapartida, uma ciência total do Universo, em seu estado presente?' (BLOCH, 2001). Assinale a alternativa correta:
Você acertou!
D. O trecho atesta a defesa de Marc Bloch à subjetividade do historiador, que tem comprometimento com a verossimilhança, e não com a verdade absoluta do passado.
Para a história da historiografia, entender a importância do presente na construção histórica é fundamental, pois a relevância do agora está imbuída na produção do historiador.
Isso vale tanto para a política quanto para a economia, a cultura, a religião, entre outros campos de estudo.
O historiador não é imparcial e Marc Bloch foi um dos fundadores da Escola dos Annales, que contestou a história tradicional.

Leia o texto a seguir: 'Nos anos 1970, a história acadêmica entrou no campo dos estudos operários , que até então estava limitado à sociologia e em menor grau à ciência política. [...] Ainda que desenvolvida no campo dos estudos da imigração, a tese de doutorado de Michael Hall (1969), cujas posições são parcialmente sintetizadas em um artigo do autor com Paulo Sérgio Pinheiro (Hall e Pinheiro, 1990), teve um peso fundamental para a revisão da composição da classe operária proposta pela produção sociológica, ao apontar a origem rural da maioria dos imigrantes, sem experiência industrial anterior, e sem participação política nos seus países de origem. [...] Menos preocupados com grandes explicações teóricas do que uma parte significativa da produção brasileira de até então, os brasilianistas introduziram um uso muito mais vasto e rigoroso das fontes, particularmente da imprensa operária.' (BATALHA, 2007). Levando em consideração seu conhecimento acerca da produção historiográfica brasileira, assinale a alternativa correta:
Você acertou!
A. A década de 1970 foi muito fecunda para as análises da história do trabalho, da história marxista e da história social, questionando as grandes estruturas explicativas.
A partir dos anos 1960 e 1970, houve uma mudança de perspectiva na produção historiográfica sobre o trabalho, principalmente as que seguiam a metodologia marxista.
Os brasilianistas ampliaram o escopo temático e interpretativo.
Os estrangeiros tiveram mais oportunidades de pesquisa que os brasileiros durante o período militar, sobretudo na década de 1970 e nos 'anos de chumbo', logo após o AI-5.

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Historiografia Atividade 4-Exercicio
1.Leia o texto a seguir:
“[...] o IHGB foi criado para ajudar o Brasil a se conhecer geográfica e historicamente. [...] No âmbito histórico, buscava estabelecer e eternizar os fatos e os homens memoráveis para a pátria. O dever do instituto era narrar o processo civilizador na formação nacional do Brasil, aproximando o país tropical dos padrões europeus. O Império brasileiro, recém-independente, precisava de um passado que trouxesse orgulho e identidade a seus cidadãos e que permitisse à nação avançar para o futuro com confiança e determinação.” (LIMA, 2018).
Tendo em vista que a historiografia é diretamente influenciada pela política, assinale a alternativa correta:
Você acertou!
B. O IHGB institucionalizou a produção da História Nacional embasada no passado remoto, mas, sobretudo, nos acontecimentos recentes. 
A História Nacional, sob o claro ponto de vista apoiado pelo Império, foi o foco das primeiras décadas do IHGB, tendo Varnhagen como principal exemplo. 
A teoria da evolução foi importante, mas não ditou as diretrizes do IHGB, assim como a relação com a população não influenciava diretamente a produção historiográfica. Além disso, o Tiradentes se tornou "herói nacional" a partir do período republicano.
2.Leia o trecho a seguir:
"No Brasil, as representações da vida íntima na senzala permaneceram quase constantes, desde antes da Abolição até a década de 1970. [...] Entretanto, se o quadro continuava o mesmo, a moldura havia mudado. Uma frase de Gilberto Freyre assinala a mudança de paradigma [...]: 'essa animalidade dos negros [escravos], essa falta de freio aos instintos, essa desbragada prostituição dentro de cada, animavam-na os senhores brancos [...]'. Sentencia Freyre: 'o negro foi patogênico, mas a serviço do branco'." (SLENES, 2011).
Analise as informações e assinale a alternativa correta:
Você acertou!
A. Apesar de a escravidão ser um assunto muito discutido desde o século XIX, cada época retoma a discussão e imprime uma interpretação própria. Freyre aborda a violência sexual que ocorria dentro do sistema patriarcal, mas imputa a problemática ao homem branco. 
A historiografia política observou as mudanças incontestáveis na história da escravidão. Até a década de 1930, boa parte dos escritos estava imbuída em teorias eugenistas. Slenes aponta Freyre como um dos que rompem com essa perspectiva, mas o critica por relativizar a violência no geral. 
O tom da obra de Freyre é otimista, pois enxerga a possibilidade de mudança na posição social do negro, diferentemente de Caio Prado Júnior, que afirma que o sistema escravista deixou cicatrizes profundas e abertas na sociedade brasileira.
3.Leia o trecho a seguir e preste atenção na lacuna:
"Nos anos _____ e _____, estas preocupações em entender os modos de produção formadores da realidade histórica brasileira foram ao encontro de uma outra tendência: a da desmistificação do mito da democracia racial. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a derrocada do nazismo e o consequente desprestígio das teorias raciais, a UNESCO subsidiou uma gama de pesquisas voltadas à compreensão das relações raciais no Brasil, com a intenção de compreender a suposta democracia racial. No entanto, tais pesquisas revelaram o oposto do esperado, e Florestan Fernandes, junto com Roger Bastide, seguidos por autores como Octávio Ianni e Fernando Henrique Cardoso, produziram uma série de trabalhos que atestavam de modo radical a violência do sistema escravista, assim com a consequente sujeição dos escravos, que em alguns momentos tiveram a própria subjetividade anulada pela ideologia senhorial." (ADOLFO, 2018).
Levando em consideração seu conhecimento sobre a história da historiografia política brasileira, assinale a alternativa em que os períodos estão corretos:
Você acertou!
C.1960 e 1970.
Foram nas décadas de 1960 e 1970 que a historiografia brasileira mudou de paradigma. O contexto militar, a revogação dos direitos políticos e as perseguições à oposição ditaram muitos dos trabalhos produzidos na Academia. As Universidades já se consolidaram e abrigavam as principais pesquisas. No mundo, a Guerra Fria e a Descolonização inspiraram novas abordagens a temas que eram analisados há décadas.
1930 representou um processo de mudança, mas que só foi consolidado 30 anos depois. Já os anos 1980 e 1990 revisaram as explicações criadas nos anos 1930, ampliando a perspectiva historiográfica brasileira.
4.Leia o trecho a seguir:
"Diz-se algumas vezes: 'A história é a ciência do passado'. É [no meu modo de ver] falar errado. [Pois, em primeiro lugar] a própria ideia de que o passado, enquanto tal, possa ser objeto de ciência é absurda. Como, sem uma decantação prévia, poderíamos fazer, de fenômenos que não têm outra característica comum a não ser não terem sido contemporâneos, matéria de um conhecimento racional? Será possível imaginar, em contrapartida, uma ciência total do Universo, em seu estado presente?" (BLOCH, 2001).
Assinale a alternativa correta:
Você acertou!
D. O trecho atesta a defesa de Marc Bloch à subjetividade do historiador, que tem comprometimento com a verossimilhança, e não com a verdade absoluta do passado. 
Para a história da historiografia, entender a importância do presente na construção histórica é fundamental, pois a relevância do agora está imbuída na produção do historiador. Isso vale tanto para a política quanto para a economia, a cultura, a religião, entre outros campos de estudo.
O historiador não é imparcial e Marc Bloch foi um dos fundadores da Escola dos Annales, que contestou a história tradicional.
5.Leia o texto a seguir:
"Nos anos 1970, a história acadêmica entrou no campo dos estudos operários , que até então estava limitado à sociologia e em menor grau àciência política. [...] Ainda que desenvolvida no campo dos estudos da imigração, a tese de doutorado de Michael Hall (1969), cujas posições são parcialmente sintetizadas em um artigo do autor com Paulo Sérgio Pinheiro (Hall e Pinheiro, 1990), teve um peso fundamental para a revisão da composição da classe operária proposta pela produção sociológica, ao apontar a origem rural da maioria dos imigrantes, sem experiência industrial anterior, e sem participação política nos seus países de origem. [...] Menos preocupados com grandes explicações teóricas do que uma parte significativa da produção brasileira de até então, os brasilianistas introduziram um uso muito mais vasto e rigoroso das fontes, particularmente da imprensa operária." (BATALHA, 2007).
Levando em consideração seu conhecimento acerca da produção historiográfica brasileira, assinale a alternativa correta:
Você acertou!
A. A década de 1970 foi muito fecunda para as análises da história do trabalho, da história marxista e da história social, questionando as grandes estruturas explicativas. 
A partir dos anos 1960 e 1970, houve uma mudança de perspectiva na produção historiográfica sobre o trabalho, principalmente as que seguiam a metodologia marxista. Os brasilianistas ampliaram o escopo temático e interpretativo.
Os estrangeiros tiveram mais oportunidades de pesquisa que os brasileiros durante o período militar, sobretudo na década de 1970 e nos "anos de chumbo", logo após o AI-5.

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