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DIREITO E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
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2 
SUMÁRIO 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL .......................................................................... 3 
UNIDADE 2 – LEI 6.938/81 ............................................................................................................................... 30 
UNIDADE 3 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL .................................................................................................. 61 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................. 98 
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UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL 
Atualmente, estamos vivenciando um novo drama social, que se desenrola 
num palco que é, ao mesmo tempo, o cenário e um dos atores, junto com a 
sociedade e o Poder Público. Trata-se do drama da sobrevivência no planeta em 
que vivemos. A vida no planeta Terra depende da água, do ar e do solo, para 
salvaguardar todos os aspectos da vida humana no que concerne à saúde e ao bem 
estar de seus habitantes e à qualidade do meio ambiente que precisa ser 
preservada. 
É iminente que os problemas relacionados aos recursos ecológicos e sociais, 
intimamente associados, sejam considerados como uma cadeia complexa de inter-
relacionamentos, já que a má utilização dos recursos naturais gera riscos e danos à 
vida humana; o uso inadequado e indiscriminado das atividades humanas, em 
conjunto com os avanços tecnológicos faz com que estes riscos e danos, se 
agigantem em ocorrência e escala de comprometimento, ameaçando não só a 
saúde e a qualidade da vida no planeta, mas o próprio bem estar público, financeiro 
e ocupacional da sociedade. 
Entretanto, os efeitos indesejáveis, traduzidos por esses riscos, poderão ser 
mitigados ou evitados a partir de uma consciência ecológica de todos os atores 
envolvidos nesse drama, quando puderem modificar as ações causadoras desses 
efeitos, resultando num processo que poderíamos chamar de gerenciamento 
ambiental, obtido principalmente através do desenvolvimento sustentável. 
1.1 Direito Ambiental: Definição 
Direito Ambiental é um conjunto de normas jurídicas relacionadas à proteção 
do meio ambiente. Pode ser conceituado como direito transversal ou horizontal, pois 
abrange todos os ramos do direito, estando intimamente relacionado com o direito 
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constitucional, direito administrativo, direito civil, direito penal, direito processual e 
direito do trabalho. 
O Direito Ambiental diz respeito à proteção jurídica do meio ambiente. Para 
facilitar a sua abordagem didática, Celso Fiorillo e José Afonso da Silva dividem o 
meio ambiente em: natural, artificial, cultural e do trabalho. Essa divisão não é a 
única, pois muitos autores costumam não incluir o meio ambiente do trabalho dentro 
do objeto do direito ambiental. 
A legislação ambiental faz o controle de poluição em suas diversas formas. A 
quantidade de normas dificulta a complexidade técnica, o conhecimento e a 
instrumentalização e aplicação do direito nesse ramo do direito. O ideal é a extração 
de um sistema coerente, cuja finalidade é a proteção do meio ambiente. Para a 
aplicação das normas de direito ambiental, é importante compreender as noções 
básicas e adequá-las à interpretação dos direitos ambientais. 
1.2 Direito Ambiental no Brasil 
Os antecedentes históricos da legislação ambiental brasileira remontam às 
Ordenações Filipinas que estabeleciam normas de controle da exploração vegetal 
no país, além de disciplinar o uso do solo, conspurcação de águas de rios e 
regulamentar a caça. Sobre a evolução histórica da legislação, o principal trabalho 
nessa matéria é o livro de Ann Helen Wainer. 
Na Lei n° 4.717/65 foram tratados de forma pioneira assuntos relacionados ao 
direito material fundamental. Todavia, a matéria do meio ambiente só foi introduzida 
em nosso ordenamento jurídico através da Lei 6.938/81, que estabeleceu a PNMA - 
Política Nacional do Meio Ambiente. Em 1985 foi editada a Lei 7.347, que 
proporcionou a oportunidade de agir processualmente, através da Ação Civil 
Pública, toda vez que houvesse lesão ou ameaça ao meio ambiente, ao consumidor, 
aos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. No 
projeto da citada Lei, em seu artigo 1º, inciso IV, foi a primeira oportunidade de se 
 
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falar de defesa dos direitos difusos e coletivos do cidadão; porém, esse inciso foi 
vetado pelo Presidente da República. 
A Constituição Federal de 1988, no entanto, trouxe ao nosso ordenamento 
jurídico a defesa dos bens coletivos, através da inclusão da redação constante no 
artigo 225. Admite, inclusive, a existência de uma terceira espécie de bem: o bem 
ambiental. Esse bem é caracterizado por não ter uma propriedade definida, isto é, 
não é interesse único do particular, nem tampouco é considerado bem público: é um 
bem comum, de uso coletivo de todo um povo. 
A ação civil pública, entretanto, foi introduzida novamente em nosso 
ordenamento jurídico quando da edição da Lei 8.078/90, que acrescentou o inciso 
IV, do artigo 1º, da Lei 7.347/85, anteriormente vetado. A Lei 8.078/90 também 
definiu os direitos metaindividuais, criando os institutos dos direitos difusos, 
coletivos, individuais e homogêneos. 
 
1.3 Histórico 
 
No Século XXI, é fácil observar que a sobrevivência humana no planeta 
esteve sempre condicionada à sua interação com o meio ambiente. Historicamente, 
essa percepção nem sempre se deu de forma tão nítida como a que temos nos dias 
de hoje, já que a primeira ideia de proteção da natureza foi concebida não pela 
consciência de sua necessidade e utilidade na vida do homem, mas sim pelo temor 
a Deus. Ao longo do tempo com as descobertas e revoluções tecnológicas, adquire-
se o entendimento de que a preservação do meio ambiente como um todo é questão 
primordial para a manutenção da vida na Terra. 
Esse despertar ecológico é bastante recente, dado que até os anos 60, poluir 
era permitido. Espantoso também é o teor da Lei Federal 2.126/60 que definia 
padrões para o lançamento de esgotos domésticos e industriais nos cursos d’água, 
estabelecendo o prazo de um ano para que as prefeituras com mais de 10 mil 
habitantes e indústrias se adequassem às absurdas exigências. Mesmo assim, 
 
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alguns passos importantes foram dados, como a edição do Código Florestal 
abordando conceitos utilizados ainda hoje. 
A relação homem-natureza foi consagrada em 1972 na Conferência das 
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, que reuniu representantes de diversos 
países para discutirem a responsabilidade de cada um na busca da implementação 
de um modelo que levasse em conta a grave crise ambiental, econômica e social 
pelo qual a humanidade passava. No entanto, os representantes brasileiros, na 
contramão daquela tendência afirmaram que em nosso território a poluição era bem 
vinda, por gerar o tão almejado desenvolvimento industrial,fato que foi amplamente 
criticado pela comunidade internacional. 
No Brasil, algumas medidas foram tomadas para mitigar a postura adotada, 
mas é certo que o marco inicial se deu com a Lei da Política Nacional do Meio 
Ambiente de 1.981, ainda vigente, substituindo a antiga legislação antes setorizada. 
A referida lei instituiu o SISNAMA - Sistema Nacional de Meio Ambiente, visando 
harmonizar o desenvolvimento socioeconômico e o meio ambiente, mediante a 
adoção de condições para o desenvolvimento sustentável, ou seja, explorando os 
recursos naturais conscientemente, de acordo com os interesses da segurança 
nacional, garantindo principalmente à proteção da dignidade da vida humana. 
Posteriormente, a Constituição da República consagra esse entendimento, ao 
dedicar pela primeira vez um capítulo ao meio ambiente. E mais, busca nossa Lei 
Maior preservar não só o bem jurídico vida, como também a sadia qualidade de vida 
em um ambiente ecologicamente equilibrado, minimizando os riscos para as 
presentes e futuras gerações. 
A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o 
Desenvolvimento de 1.992 põe fim a qualquer questionamento externo sobre a 
posição adotada pelo Brasil, já que sediou o evento popularmente conhecido como 
ECO-92. Foi debatido o paradigma de desenvolvimento sustentável direcionado para 
o crescimento com responsabilidade, cujo alicerce é o fortalecimento das ações 
integradas da sociedade, fazendo com que as decisões contemplem aspectos 
ambientais, sociais e econômicos. 
 
 
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1.4 Conceitos Importantes 
 
1.4.1 Meio Ambiente 
 
Conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química 
e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. (Conceito 
extraído da Lei 6.938/81 da Política Nacional do Meio Ambiente). 
OBS: O conceito legal não abrange amplamente todos os bens jurídicos 
tutelados, restringindo-se ao meio ambiente natural, como se verá. 
 
1.4.2 Bem Ambiental 
 
Definido constitucionalmente como sendo de uso comum do povo e essencial 
à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. (Art. 225, caput, CF/88). 
 
1.4.3 Desenvolvimento Sustentável 
 
Modelo de desenvolvimento amplamente discutido na ECO-92, resultando no 
documento conhecido como Agenda 21, em que se busca basicamente a harmonia 
entre o desenvolvimento econômico e a utilização dos recursos naturais de forma 
consciente, equilibrada ou sustentável. 
 
1.4.4 Degradação da qualidade ambiental 
 
Alteração adversa das características do meio ambiente. (Conceito extraído 
da Lei 6.938/81 da Política Nacional do Meio Ambiente). 
 
 
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1.4.5 Poluição 
 
Degradação da qualidade ambiental resultante de atividades, que ou 
indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população; criem 
condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente 
a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem 
matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. 
(Conceito extraído da Lei 6.938/81 da Política Nacional do Meio Ambiente) Biota: 
são as diversas espécies que vivem na mesma região. 
 
1.4.6 Poluidor 
 
Pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, responsável, direta ou 
indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental. (Conceito extraído 
da Lei 6.938/81 da Política Nacional do Meio Ambiente). 
 
1.4.7 Recursos Ambientais 
 
A atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o 
mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora. 
(Conceito extraído da Lei 6.938/81 da Política Nacional do Meio Ambiente). 
 
1.4.8 Direito Ambiental 
 
O Direito Ambiental, como o meio ambiente, não possui um conceito preciso 
acerca de sua definição. Contudo, pode-se afirmar que o Direito Ambiental trabalha 
as normas jurídicas dos vários ramos do direito, bem como se relaciona com outras 
áreas do saber humano como a biologia, a física, a engenharia, o serviço social, etc. 
 
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É, portanto, o Direito Ambiental uma matéria multidisciplinar que busca adequar o 
comportamento humano com o meio ambiente que o rodeia. Outra importante 
constatação é o fato de ser um direito difuso, ou seja, pertence a todos os cidadãos 
e não a uma ou outra pessoa ou conjunto de pessoas determinadas. 
 
1.5 Princípios do Direito Ambiental 
 
Princípios são os mandamentos básicos e fundamentais nos quais se alicerça 
uma ciência. São as diretrizes que orientam uma ciência e dão subsídios à aplicação 
das suas normas. 
Os princípios são considerados como normas hierarquicamente superiores as 
demais normas que regem uma ciência. Em uma interpretação entre a validade de 
duas normas, prevalece aquela que está de acordo com os princípios da ciência. 
Apesar de ser uma ciência jurídica nova, o Direito Ambiental já conta com princípios 
específicos que o diferenciam dos demais ramos do direito, apesar dos autores 
divergirem um pouco na colocação dos princípios. Aliás, nomes de alguns princípios 
diferenciam de autor para autor. Abaixo seguem os princípios norteadores do Direito 
Ambiental, que entendemos ocorrer. 
São eles: 
 Princípio da Legalidade: Necessidade de suporte legal para obrigar-se a 
algo. Obrigatoriedade de obediência às leis (art.5, II da Constituição Federal); 
 Princípio da Supremacia do Interesse Público: A proteção ambiental é um 
direito de todos, ao mesmo tempo em que é uma obrigação de todos (art.225, CF). 
Isto demonstra a natureza pública desse bem, o que leva a sua proteção a obedecer 
ao princípio de prevalência do interesse da coletividade, ou seja, do interesse 
público sobre o privado na questão de proteção ambiental. 
 Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público: Por ser o meio 
ambiente equilibrado um direito de todos (art.225, CF) e ser um bem de uso comum 
do povo, é um bem que tem caráter indisponível, já que não pertence a este ou 
aquele. 
 
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 Princípio da Obrigatoriedade da Proteção Ambiental: Esse princípio está 
estampado no art.225, caput, da Constituição Federal, que diz que o Poder Público e 
a coletividade devem assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente sadio e 
equilibrado. 
 Princípio da Prevenção ou Precaução: Baseado no fundamento da 
dificuldade e/ou impossibilidade de reparação do dano ambiental. Artigo 225, §1º, IV 
da Constituição Federal, que exige o EIA/RIMA; Declaração do Rio sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento de 1992, princípio 15 que diz: 
 
De modo a proteger o meio ambiente, o princípio da precaução deve ser 
amplamente observado pelos Estados, de acordo com as suas 
necessidades. Quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, a 
ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão 
para postergar medidas eficazes e economicamente viáveis para prevenir a 
degradação ambiental. 
 
 
 Princípio da Obrigatoriedade da Avaliação Prévia em Obras 
Potencialmente Danosas ao MeioAmbiente: A obrigatoriedade da avaliação 
prévia dos danos ambientais em obras potencialmente danosas ao público está 
disciplinada pelo art.225 da Constituição Federal que obriga o Estudo de Impacto 
Ambiental e o seu respectivo relatório (EIA, RIMA). 
 Princípio da Publicidade: Os Estudos de Impacto Ambiental e os seus 
respectivos relatórios (EIA, RIMA) têm caráter público, por tratar do envolvimento de 
elementos que compõe um bem de todos, ou seja, o meio ambiente sadio e 
equilibrado (art.225, CF). Por essa razão, deve haver publicidade ante sua natureza 
pública. A Resolução nº 9, de dezembro de 1987 do CONAMA disciplina a 
audiência pública na análise do RIMA. 
 Princípio da Reparabilidade de Dano Ambiental: Esse princípio vem 
estampado em vários dispositivos legais, iniciando-se na Constituição Federal, 
art.225, §3º, em que se diz que “as condutas e atividades consideradas lesivas ao 
meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, as sanções 
penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos 
 
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causados”. O art. 4º, VII, da Lei 6.938/85, também obriga o poluidor e o predador a 
recuperar e/ou indenizar os danos causados. 
 Princípio da Participação: Princípio 10 da Declaração do Rio sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento de 1992; art. 225, CF, esclarece que a coletividade 
deve preservar o meio ambiente. Participação na elaboração de leis; participação 
nas políticas públicas através de audiências públicas e participação no controle 
jurisdicional através de medidas judiciais como ação civil pública, mandado de 
segurança coletivo, mandado de injunção e ação popular. 
 Princípio da Informação: Em se tratando do tema ambiental, a sonegação 
de informações pode gerar danos irreparáveis à sociedade, pois poderá prejudicar o 
meio ambiente que além de ser um bem de todos, deve ser sadio e protegido por 
todos, inclusive pelo Poder Público, nos termos do art.225, da Constituição Federal. 
Ademais, pelo inciso IV do citado artigo, o Poder Público, para garantir o meio 
ambiente equilibrado e sadio, deve exigir estudo prévio de impacto ambiental para 
obras ou atividades causadoras de significativa degradação do meio ambiente, ao 
que deverá dar publicidade; ou seja, tornar disponível e público o estudo e o 
resultado, o que implica na obrigação de fornecimento de informação ambiental. 
 
- Art. 216, § 2º, da CF: disciplina o patrimônio cultural, traz especificamente que 
"cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação 
governamental e as providências para franquear a sua consulta a quantos dela 
necessitem”. 
- Lei 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente): prevê a divulgação de dados e 
informações ambientais para a formação de consciência pública sobre a 
necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico (art. 
4º, V). No art. 9º diz que entre os instrumentos da Política Nacional do Meio 
Ambiente está a garantia da prestação de informações relativas ao meio ambiente, 
obrigando-se o Poder Público a produzi-las quando inexistentes, inclusive. 
- Decreto 98.161, de 21.9.89 (Fundo Nacional do Meio Ambiente): estipula em seu 
art. 6º que compete ao Comitê que administra o fundo "elaborar o relatório anual de 
atividades, promovendo sua divulgação". 
 
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- Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor): traz a obrigação de informação 
em vários de seus artigos. 
- Lei Federal 8.159, de 8.1.1991 (Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados): 
assegura o direito de acesso aos documentos públicos (art. 22). 
- Lei 8.974/95 (Lei da Biossegurança): está previsto que os órgãos responsáveis 
pela fiscalização dos Ministérios envolvidos na temática e ali citados devem 
"encaminhar para publicação no Diário Oficial da União, resultado dos processos 
que lhe forem submetidos a julgamento, bem como a conclusão do parecer técnico". 
(art. 7º VIII). 
- Lei 9.433/97 (Política Nacional de Recursos Hídricos): estabelece como um de 
seus instrumentos o sistema de informações sobre os recursos hídricos (art. 5º). 
- Lei 7.661/98 (Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro): determina em seu art.8º 
que os dados e as informações resultantes do monitoramento exercido sob 
responsabilidade municipal, estadual ou federal na Zona Costeira, comporão o 
Subsistema Gerenciamento Costeiro, integrante do Sistema Nacional de Informação 
sobre o Meio Ambiente - SINIMA. 
- Agenda 21, capítulo 40: determina, em suma, que no processo do desenvolvimento 
sustentável, tanto o usuário, quanto o provedor de informação devem melhorar a 
disponibilidade da informação. 
- Decreto 2.519, de 16.3.98: a Convenção sobre Diversidade Biológica aderida pelo 
Brasil pelo citado decreto prevê (art. 17º) a obrigatoriedade do intercâmbio de 
informações, disponibilizando-as ao público. 
- Dec. 2.741, de 20.8.98: na Convenção Internacional de Combate à Desertificação, 
determina a divulgação das informações obtidas nos trabalhos científicos sobre a 
temática (art. 18). 
 
 Princípio da Função Sócio-Ambiental da Propriedade: Com o advento da 
Constituição Federal de 1988, a propriedade passou a ter seu uso condicionado ao 
bem-estar social e a ter, assim, uma função social e ambiental, conforme consta dos 
seus artigos. 5º, XXIII, 170, III e 186, II. Para o Direito Ambiental, o uso da 
 
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propriedade só pode ser concebido se respeitada sua função sócio-ambiental, 
tornando-se assim mais um dos seus princípios orientadores. 
 Princípio do Poluidor-Pagador: Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento de 1992, princípio 16. Art. 4º, Lei 6.938/81 (Política Nacional do 
Meio Ambiente) e Lei 9.433/97 (Lei das Águas) e art.225, §3º Constituição Federal. 
 Princípio da Compensação: Esse princípio não está expressamente previsto 
na legislação, mas existe em virtude da necessidade de se encontrar uma forma de 
reparação do dano ambiental, principalmente quando irreversível. O causador do 
dano irreversível pode fazer uma compensação com uma ação ambiental. Ex. o 
aterro irreversível de uma lagoa onde há vida selvagem, pode ser compensado com 
medidas de proteção efetiva em um lugar similar, ou mesmo a restauração de uma 
outra lagoa próxima. O art. 8º, da Lei 6.938/81, diz que compete ao CONAMA, entre 
outras coisas, homologar acordos visando à transformação de penalidades 
pecuniárias na obrigação de executar medidas de interesse para a proteção 
ambiental. Estando aí uma possibilidade de se compensar o prejuízo com uma ação 
ambiental. 
 Princípio da Responsabilidade: Todo aquele que praticar um crime 
ambiental estará sujeito a responder, podendo sofrer penas na área administrativa, 
penal e civil. Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais; Lei 6.938/81, art.14º que 
trata da responsabilidade objetiva do degradador. 
 Princípio do Desenvolvimento Sustentável: Declaração do Rio sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento de 1992, Princípio 3, que definiu o desenvolvimento 
sustentável. Agenda 21. 
 Princípio da Educação Ambiental: Art.225, § 1º da Constituição Federal, 
prevê o princípio da educação ambiental ao dizer que compete ao Poder Público 
promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientizaçãopública para a preservação do meio ambiente. A educação ambiental tornou-se um 
dos principais princípios norteadores do direito ambiental. Está previsto ainda na 
Agenda 21. 
 Princípio da Cooperação Internacional: Como a poluição pode atingir mais 
de um país, além do que a questão ambiental tornou-se uma questão planetária, 
 
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assim como a proteção do meio ambiente, a necessidade de cooperação entre as 
nações, o princípio da cooperação internacional, tornou-se uma regra a ser 
obedecida, estabelecendo-se assim mais um princípio norteador do Direito 
Ambiental. Princípio 2 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento, a Rio-92. 
 Princípio da Soberania dos Estados na Política Ambiental: Agenda 21. 
 
1.6 Ética Ambiental 
 
A palavra ética vem do grego ETHOS que significa: modo de ser, caráter 
enquanto forma de vida do homem. Ética é a forma de proceder ou de se comportar 
do ser humano no seu meu social, sendo, portanto uma relação intersocial do 
homem, seus parâmetros são as condutas aceitas no meio social e têm raízes no 
fato da moral como sistema de regulamentação das relações intersociais humanas, 
assentando-se em um modo de comportamento. 
Portanto, a ética é uma ciência da moral e pode ser definida como: a teoria ou 
ciência do comportamento moral dos homens em sociedade (VASQUEZ, Adolfo 
Sanches. Ética. Ed. Civilização Brasileira, 14ª edição, 1993). 
Podemos, também, dividi-la em: 
 Ética normativa, que são as recomendações; 
 Ética teórica, quando explica a natureza da moral relacionada às 
necessidades sociais. 
Enquanto teoria, a ética estuda e investiga o comportamento moral dos 
homens, tendo seu valor como teoria naquilo que explica e não no fato que 
recomenda ou prescreve. Atualmente, ante as correntes intuitivas, positivas e 
analíticas, a ética foi reduzida à análise da linguagem moral, abstraindo-se as 
questões morais. (Op. Cit.). 
Resultado disso é que a moral e a ética perderam significado social, dando-se 
hoje em dia importância à obtenção finalista do sucesso pessoal e material a 
 
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qualquer custo, ficando assim reduzidas a preceitos delimitadores das relações 
profissionais (Códigos Éticos), restando apenas a ética normatizada e direcionada 
às profissões, não havendo mais uma ética universal. Dessa forma, passamos por 
uma crise ética e moral, faltando uma orientação ética geral. 
Como ciência da moral, a ética como conhecemos está relegada a um plano 
inferior social, deixando de ser uma orientadora do comportamento humano como 
dantes. Uma nova forma de relação ética vem surgindo, como pretendemos 
demonstrar, ante a degradação ambiental em larga escala e o desenvolvimento 
científico, o qual vem desvendando a origem do homem, tirando-o do pedestal de 
espécie superior. 
Toda a sociedade é responsável pela degradação ambiental, pois o rico polui 
com sua atividade industrial, comercial etc; o pobre polui por falta de condições 
econômicas de viver condignamente e por falta de informações, já que a maioria é 
semi-analfabeta; e o Estado polui por falta de informações ecológicas de seus 
administradores, gerando uma política desvinculada dos compromissos com o meio 
ambiente. 
Somando isso aos novos conhecimentos científicos que concluem que o 
homem faz parte da natureza, como vemos, por exemplo, na teoria evolucionista de 
Darwin, pela qual a raça humana tem origem no mesmo ancestral dos grandes 
macacos e evolui como todos os demais seres viventes. E, ainda, a Teoria de Gaia 
de Lovelock para a qual a Terra, Gaia, é um ser vivo que pulsa em vida plena com 
todos os seus seres, incluindo o homem, em igualdade de condições, surgiu a 
necessidade do ser humano rever a sua ação predatória e, consequentemente, seu 
comportamento integral, fazendo com que a visão antropocêntrica que rege a 
conduta humana, tendo o homem como o centro do universo, comece a perder 
força. 
 
Ética antropocêntrica: A ética antropocêntrica, defendida principalmente por 
Kant, que orientou e deu base para as doutrinas posteriores, estuda o 
comportamento social do homem entre si, levando-o a condição de espécie superior 
pela razão, perde campo para uma nova visão: a visão ecocêntrica. 
 
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Ética ecocêntrica: Essa nova visão ecocêntrica que podemos definir como o 
homem centrado em sua casa - "oikos" = casa em grego, ou seja, o homem 
centrado no tudo ou no planeta como sua morada, permite o surgimento de uma 
ética que estuda também o comportamento do homem em relação à natureza global; 
com ela o ser humano passa a entender melhor a sua atuação e responsabilidade 
para com os demais seres vivos. Então, surge a necessidade de uma nova forma de 
conduta em relação à natureza. Uma nova concepção filosófica homem-natureza. A 
ética passa a ser também, nesse caso, um estudo extrasocial e extrapola os limites 
intersociais do homem, nascendo assim, uma nova ética diversa da ética tradicional. 
Surge a ética ambiental.Com ela, nós passamos a ter mais "humildade zoológica" e, 
consequentemente, passamos a ter um novo entendimento da vida. Mas para que 
isto ocorra é necessário que tenhamos uma plena conscientização da problemática 
ambiental, caracterizando esta como ter pleno conhecimento de algo e o seu 
processo dá-se internamente, refletindo-se nas ações. Essa nova filosofia 
ecocêntrica e a conscientização fazem com que o ser humano passe a se preocupar 
com suas ações entendendo que ele faz parte na natureza, não é o "dono da 
Natureza". Assim, espera-se que esse passe a compreender que a Natureza não 
está ali para servi-lo, mas para que ele possa sobreviver em harmonia com os 
demais seres. Percebendo isso, o ser humano passará a se preocupar com suas 
ações, passará a ter ações coerentes em relação à Natureza e mesmo às suas 
ações intersociais passam a ser direcionadas à causa da preservação da vida 
global. Então, estará ele desenvolvendo cada vez mais uma “visão holística” do 
mundo, ou seja, uma visão global. Essa nova consciência e visão global trazem a 
necessidade de desenvolver uma nova linha de conduta ética com a Natureza, 
formando uma nova interligação ética homem-natureza. 
 
Ética ambiental: Podemos definir essa Ética Ambiental como a conduta, ou a 
própria conduta, comportamental do ser humano em relação à natureza, decorrente 
da conscientização ambiental e consequente compromisso personalíssimo 
preservacionista, tendo como objetivo a conservação da vida global. 
 
 
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Uma nova relação ética: Com essa nova ética, diferente da ética tradicional, 
pautamos toda a sua vida e assim estaremos agindo sempre com um maior 
compromisso ético. Compromisso criado por nós, dentro de nós. Sem nenhuma lei 
que não seja a nossa consciência. Esse compromisso ético é personalíssimo, de 
modo que não está adstrito a nenhum outro compromisso. É um compromisso de 
todos os conscientes. É um compromisso da sociedade consciente. É ético, não 
legal. Não se trata de obrigação legal, mas moral e ética de cada um. O 
compromissoético reflete-se em ações éticas, isto é, em ações coerentes com os 
princípios éticos da pessoa, de modo que as ações impulsionadas por essa nova 
ética homem-natureza trarão resultados favoráveis à preservação ambiental e 
consequentemente a melhoria da qualidade de vida, ficando assim criada uma 
barreira ética protegendo a natureza como um todo. 
A ética ambiental aqui exposta passa a ser o início de uma nova ordem 
mundial, é uma nova filosofia de vida do ser humano alicerçada em novos valores 
extrasociais humanos. Sua base científica é o estudo da relação homem-natureza, 
englobando nesse binômio todas as raças humanas e todos os seres existentes, 
abrangendo também os inanimados como o solo, o ar e a água. Tudo que existe tem 
sua importância e passa a fazer parte dessa nova relação ética. Essa nova ética 
ajudará a formar uma humanidade consciente de sua posição perante a vida no 
planeta Terra e dará origem a uma nova postura, um novo comportamento calcado 
na preservação global da natureza, sendo uma nova esperança de vida. A 
colocação em prática dessa nova forma de comportamento ético propiciará uma 
enorme satisfação subjetiva e íntima em cada indivíduo e, consequentemente, da 
sociedade humana de estar contribuindo com responsabilidade para a preservação 
do maior bem que existe, que é a Natureza como um todo. Isto nos dará a 
esperança de poderemos prolongar a existência de nossa espécie nesse planeta 
com condições mais dignas, permitindo que possamos usufruir juntamente com os 
demais seres desse bem que é a vida, só existente por comprovação científica na 
nave-mãe Terra. Uma nova forma comportamental e uma nova esperança de vida, 
daí a importância de se conscientizar todos os segmentos da sociedade para essa 
nova relação ética. 
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1.7 Classificações do Meio Ambiente 
Apesar de para muitos ainda persistir a equivocada concepção de que 
preservar o meio ambiente é proteger somente a fauna e a flora, 
contemporaneamente, o meio ambiente, enquanto bem jurídico constitucionalmente 
tutelado, pode ser enquadrado sob cinco prismas diferenciados: o 1meio ambiente 
natural, o meio 2ambiente artificial, o 3meio ambiente cultural, o 4meio ambiente do 
trabalho e o patrimônio genético. 
1cuida dos recursos naturais: interações com a atmosfera, a águas, o solo, o 
subsolo, os elementos da biosfera, a fauna, a flora e a zona costeira. (Lei 6.938/81). 
Biosfera: conjunto de regiões da Terra onde existe vida. 
2construído pela ação humana, transformando os espaços naturais em espaços 
urbanos. (Art. 21, XX; 182 e segs. e 225 CF/88). 
3relacionado com os bens da natureza material e imaterial, os conjuntos urbanos e 
sítios de valor histórico, paisagístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e 
científico. 
4protege o homem em seu local de trabalho mediante observância às normas de 
segurança. (Art. 7º, XXII; 200, VII e VIII CF/88). 
1.8 Responsabilidade Civil Ambiental 
Para que tratemos da responsabilidade civil decorrente de danos ambientais, 
é de suma importância que primeiramente façamos um estudo sobre a 
responsabilidade civil e sua classificação. 
A palavra responsabilidade tem sua origem etimológica no verbo latino 
respondere, de spondeo, primitiva obrigação de natureza contratual do Direito 
Romano, pela qual o devedor se vinculava ao credor nos contratos verbais, tendo, 
portanto, a ideia e a concepção de responder por algo. 
 
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Segundo Álvaro Villaça Azevedo (Teoria Geral das Obrigações, 6ª edição 
rev., ampl. e at., São Paulo: Revista dos Tribunais, 1997), responsabilidade civil “é a 
situação de indenizar o dano moral ou patrimonial decorrente de inadimplemento 
culposo, de obrigação legal ou contratual, ou imposta por lei”. 
Quanto à classificação da responsabilidade civil, temos duas teorias: a 
subjetiva e a objetiva. 
A teoria subjetiva tem na culpa seu fundamento basilar, só existindo a culpa 
se dela resulta um prejuízo. Todavia, essa teoria não responsabiliza aquela pessoa 
que se portou de maneira irrepreensível, distante de qualquer censura, mesmo que 
tenha causado um dano. Aqui, argui-se a responsabilidade do autor quando existe 
culpa, dano e nexo causal. 
A teoria objetiva não exige a comprovação da culpa e hodiernamente tem sido 
subdividida em pura e impura. 
A responsabilidade civil é objetiva pura quando resultante de ato lícito ou de 
fato jurídico, como alguém que age licitamente e, mesmo assim, deve indenizar o 
prejuízo decorrente de sua ação. Nesse caso, a lei deve dizer, expressamente, que 
o indenizador deve indenizar independentemente de culpa, como nos danos 
ambientais (art. 14, º 1º, da Lei 6938/81), nos danos nucleares (art. 40, da Lei 
6453/77) e em algumas hipóteses do Código do Consumidor. 
Por outro lado, a responsabilidade civil objetiva impura existe quando alguém 
indeniza, por culpa de outrem, como no caso do empregador que, mesmo não tendo 
culpa, responde pelo ato ilícito de seu empregado (art. 1521, III, do Código Civil, e 
Súmula 341 do Supremo Tribunal Federal). 
 
Responsabilidade Civil por Danos Ambientais: Após breve explanação 
sobre as teorias da responsabilidade civil, podemos finalmente abordar o tema no 
âmbito dos danos ambientais. O legislador pátrio consagrou a teoria da 
responsabilidade objetiva no que tange à responsabilização decorrente de danos 
ambientais, tendo como base a teoria do risco, segundo a qual cabe o dever de 
indenizar àquele que exerce atividade perigosa, consubstanciando ônus de sua 
20 
atividade o dever de reparar os danos por ela causados e, assim, para que se prove 
a existência da responsabilidade por danos ambientais, basta a comprovação do 
dano existente e do nexo causal, conforme veremos mais detalhadamente a seguir. 
A culpa não precisará ser provada. 
Previsão Legal: 
Decreto-Lei n.º 79.347/77: promulgou a Convenção Internacional sobre 
Responsabilidade Civil por Danos Causados por Poluição por Óleo; 
Lei n. º 6.453, de 17 de outubro de 1977: trata da responsabilidade civil por 
danos nucleares, prevendo em seu artigo 4º que “será exclusiva do operador da 
instalação nuclear, nos termos desta Lei, independentemente da existência de culpa, 
a responsabilidade civil pela reparação de dano nuclear causado por acidente 
nuclear”; 
Lei n. º 6.938, de 31 de agosto de 1981: Lei na Política Nacional do Meio 
Ambiente, artigo 14, § 1º: 
Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor 
obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar 
os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua 
atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade 
para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados 
ao meio ambiente. 
Lei n. º 7.347/85: Ação Civil Pública; 
Constituição Federal, 1988: 
Art. 21, inciso XXIII, alínea “c”: referente aos danos causados por atividade 
de exploração de energia nuclear, sendo a responsabilidade civil por danos 
nucleares independente da existência de culpa; 
Art. 225, § 2º e 3º: o primeiro tratando das condutas e atividades 
consideradas lesivas ao meio ambiente, sujeitando os infratores, pessoas físicas ou 
jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados; e o segundo referente àquele que explorar recursos 
21 
minerais, ficando obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com 
solução técnica exigida pelo órgão públicocompetente, na forma da lei. 
Lei n. º 7.797/89: Fundo Nacional do Meio Ambiente; 
Lei n. º 7.802/89: Dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a 
embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a 
propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos 
resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a 
fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências. 
Natureza Jurídica do Meio Ambiente: Como expresso no artigo 225, caput 
da Constituição Federal, o meio ambiente é bem de uso comum do povo. Assim, 
tratando-se de responsabilidade civil ambiental, deverá ser levada em conta a tutela 
do direito de toda a qualidade de vida, da compensação pelo equilíbrio ambiental. 
Dano Ambiental: O dano ambiental pode ser compreendido como qualquer 
lesão aos recursos ambientais, causando a degradação e, consequentemente, o 
desequilíbrio ecológico. Caracteriza-se pela pluralidade de vítimas. Quando ocorre o 
dano ambiental, afeta-se o direito de viver em meio ambiente ecologicamente 
equilibrado e da fruição desse bem de uso comum de todos, como consagrado no 
artigo 225 de nossa Constituição Federal. Assim, não apenas a agressão à natureza 
que deve ser objeto de reparação, mas também a privação do equilíbrio ecológico, 
do bem estar e da qualidade de vida imposta à coletividade. 
Nexo causal: Na responsabilidade objetiva, além do dano supra explanado, 
também se deve provar o nexo de causalidade, ou seja, a relação entre a ocorrência 
do dano e a fonte causadora. Se o dano for causado por mais de uma fonte, 
havendo pluralidade de agente degradadores, todos deverão responder 
solidariamente, nos termos do artigo 1.518 do Código Civil. 
22 
Conclusão: Os danos causados ao meio ambiente poderão ser tutelados por 
diversos instrumentos jurídicos, com destaque para a ação civil pública, ação 
popular e mandado de segurança coletivo, porém, antes que cheguemos a este 
ponto, é mister que o princípio da prevenção prevaleça, pois é muito melhor prevenir 
do que reparar, e, além disso, em muitos casos o prejuízo ao meio ambiente é 
irreversível. 
1.9 Ação Civil Pública 
Neste item apresentamos um esboço com algumas características da ação 
civil pública, para que o interessado tenha uma ideia do que se trata. 
Histórico: os grandes movimentos ambientais mundiais geram 
conscientização da problemática ambiental. A degradação ambiental mais a 
impunidade geraram a necessidade de se encontrar formas de proteção jurídica ao 
meio ambiente e assim surgiram as leis relacionadas à sua proteção, cujo conjunto 
acabou se tornando o que chamamos de Direito Ambiental. 
Devido aos reflexos da class actions americana - que é o instrumento adequado à 
tutela dos interesses coletivos à defesa de grupos de pessoas ou segmentos 
sociais, surgiu no direito brasileiro a ação civil pública ou coletiva disciplinada pela 
Lei 7.347/85, tendo sido prevista posteriormente também pelo art.129, III, da 
Constituição Federal, que prevê o instrumento de tutela de interesses da sociedade. 
Definição: a ação civil pública é a ação de caráter público que protege o meio 
ambiente os consumidores e os direitos difusos e coletivos, entre outros. Essa ação 
é civil porque se processa perante o juízo cível e é pública porque defende o 
patrimônio público, bem como os direitos difusos e coletivos. 
23 
Natureza Jurídica: eminentemente processual 
Objeto: condenação em pecúnia ou obrigação de fazer ou não fazer (art.3º). 
O juiz poderá cominar multa pelo descumprimento do que foi condenado, aplicando-
se subsidiariamente o art.287 do Código de Processo Civil. 
Protege: o meio ambiente; o consumidor; bens e direitos de valor artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico e qualquer outro interesse difuso ou 
coletivo e infração da ordem pública. 
INTERESSES DIFUSOS: indivisível, titulares pessoas indetermináveis. 
INTERESSES COLETIVOS: indivisível, os titulares são grupos, classes ou 
categorias. 
Atualmente tem-se entendido que o objeto da ação civil pública é muito 
amplo, em vista do que dispõe o inc.IV do art.1º da Lei 7.347/85 quando diz “rege a 
lei qualquer outro interesse difuso ou coletivo” e o art.110 do Código do Consumidor. 
Foro: local do dano (art. 2º). Havendo intervenção ou interesse da União, 
autarquia ou empresa pública federal, e não houver Vara da Justiça Federal na 
Comarca, será competente o juízo estadual local e em segunda instância o Tribunal 
Regional Federal da Região respectiva. 
Prescrição: ação imprescritível 
Cautelar: possibilidade. Atualmente, com a possibilidade do adiantamento da 
tutela pretendida (art. 273, §§ CPC), pode ser pedida liminar no bojo da ação. 
(art.12º). 
24 
Legitimidade Ativa: Ministério Público, União, Estado, Município, empresas 
públicas, fundações, sociedades de economia mista e associações (art.5º). 
Legitimidade Passiva: o causador do dano 
Denunciação da Lide: não cabe, pois a responsabilidade objetiva não pode 
ser acumulada com a responsabilidade por culpa. 
Litisconsorte Ativo Facultativo: possibilidade 
Inquérito Civil: procedimento administrativo investigatório, com natureza 
jurídica inquisitorial. (art.8º, §1º). É peça fundamental, podendo ser dispensável 
apenas em casos de urgência e relevância assim reconhecidas. A instauração do 
inquérito civil preparatória da ação civil pública é atribuição do Ministério Público, 
sendo sua função constitucional, nos termos do art.129, III, da Constituição Federal. 
Compromisso de Ajustamento: previsto no inquérito (art.5º, §6º), bem como 
na ação. 
Arquivamento: pelo MP (art.9º). 
Código de Processo Civil: aplicação subsidiária (art.19º). 
Reparação de Dano: para reparar dano ambiental que é a lesão aos 
recursos ambientais (Lei 6.938/81, art.3º, V). 
a- retorno ao "status quo ante" pela reparação ou recuperação.
b- indenização em dinheiro, forma final.
25 
Responsabilidade Objetiva: no caso de dano ambiental, independente de 
prova de culpa. Pressupostos: ação ou omissão do réu; Evento danoso; Relação de 
causalidade. 
Meio Ambiente: patrimônio indispensável do Estado. 
Sentença: efeito coisa julgada erga omnes (art.16º), exceto se a ação for 
julgada improcedente por deficiência de provas. Ou seja: a sentença civil fará coisa 
julgada perante terceiros e frente a todos e não somente perante as partes. Coisa 
julgada é quando a sentença não está mais sujeita a recurso ordinário ou 
extraordinário, tornando-se imutável e indiscutível (art.467 do Código de Processo 
Civil). 
1.10 Participação da Sociedade na Problemática Ambiental 
A Constituição Federal, em seu art.225, caput, diz que o meio ambiente sadio 
e equilibrado é um bem de uso comum do povo, insuscetível de apropriação por 
quem quer que seja. Como dito em outras ocasiões, “Meio Ambiente” pode ser 
definido como o conjunto de condições e de fatores físicos, químicos, climáticos e 
biológicos, entre outros, que favorece a existência, a manutenção e o 
desenvolvimento da vida animal e vegetal em interdependência em determinada 
área. 
Esse conjunto de condições é necessário à existência de vida animal e 
vegetal e é de suma importância, devendo ser protegida, daí porque é contemplado 
pela nossa Carta Magna, mas para sua proteção é necessária uma sistemática legal 
eficaz, bem como uma fiscalização concreta na execução das políticas ambientais e 
na execução de obras que demandem depredação ao meio ambiente. Por último, é 
importante que seja permitida a provocação e consequente atuação do Poder 
Judiciário na repreensão dos transgressores para que seja mantida a ordem pública 
ambiental. 
26 
Essas medidas referidas já encontram respaldo jurídico no Brasil, uma vez 
que é possibilitada a participação popular na apresentação de projetos de leis nos 
âmbitos Federal, Estadual e Municipal, limitando-se apenas a um certo númerode 
cidadãos. Assim, as entidades ambientais e os cidadãos em conjunto podem iniciar 
o processo legislativo participando efetivamente na elaboração de leis de proteção
ambiental. 
Também podem participar na fiscalização e na execução de obras e na 
política ambiental em discussão pública quando da elaboração do Estudo de 
Impacto Ambiental (EIA) e seu Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), peças 
fundamentais e obrigatórias nas obras com potencial de degradação ao meio 
ambiente. Dessa forma, a sociedade pode também participar e exarar um controle 
ambiental na execução de obras que demandem custo ecológico. Observa-se, 
ainda, que a Constituição do Estado de S.Paulo em seu artigo 193, caput, e XVIII, 
garante a participação da coletividade na proteção ao meio ambiente. 
Por último, para que se possa efetivamente barrar qualquer iniciativa 
predatória ao meio ambiente, podem e devem os cidadãos e/ou as entidades 
sociais, provocar a atuação jurisdicional do Estado, dispondo para isso da ação 
direita da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo; da ação civil pública, ação 
popular constitucional para o fim de anular ato lesivo ao patrimônio público; 
mandado de segurança coletivo às entidades associativas, aos partidos políticos e 
aos sindicatos para defender interesses transindividuais; e ainda o mandado de 
injunção em se faltando norma regulamentadora a agasalhar um direito reconhecido. 
Assim, conclui-se que no ordenamento jurídico brasileiro há normas legais 
suficientes para que a sociedade como um todo possa participar na criação de leis 
ambientais, na fiscalização das atividades danosas ao meio ambiente, bem como 
proteger esse com medidas jurídicas eficazes, conforme normas abaixo 
relacionadas. 
Basta a boa vontade da coletividade aliada a uma conscientização da 
importância da preservação da natureza, sendo esse o mais rico legado que 
podemos deixar aos nossos descendentes. 
27 
Legislação sobre a temática: Constituição Federal, art. 22, caput - Meio 
Ambiente como bem de uso comum do povo, insuscetível de apropriação. 
Meio Ambiente: conjunto de condições e de fatores físicos, químicos, 
climáticos e biológicos, entre outros, que favorecem a existência, a manutenção e o 
desenvolvimento da vida animal e vegetal em interdependência em determinada 
área. 
PARTICIPAÇÃO POPULAR E DE ENTIDADES NA APRESENTAÇÃO DE 
PROJETOS DE LEIS: arts. 14, II, III; 29, XI e arts.61, § 2º da Constituição Federal 
e no caso de São Paulo nos arts.22, IV e 24, § 3º, 1 e 2 da Constituição Estadual. 
PARTICIPAÇÃO POPULAR E DE ENTIDADES NA FISCALIZAÇÃO E NA 
EXECUÇÃO DE OBRAS: na elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e 
no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Lei 6.938/80, Lei 6.803/80, Dec. 
88.351/83, Res. 001/86, do CONAMA. Constituição do Estado de São Paulo, 
art.193, caput, XVIII. 
PARTICIPAÇÃO POPULAR E DE ENTIDADES NA PROTEÇÃO LEGAL: 
provocando a atuação jurisdicional do Estado mediante: ação direta da 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo (art.102, I, “c”, art.103 da C.F.); ação 
civil pública art.129, III, e § 1º da C.F. c.c. Lei 7.347 de 24.07.85; ação popular 
constitucional art.5º, LXXIII da C.F.) para o fim de anular ato lesivo ao patrimônio 
público; mandado de segurança coletivo (art.5º, LXXI da C.F.) às entidades 
associativas, aos partidos políticos e aos sindicatos para defender interesses 
transindividuais; e ainda o mandado de injunção (art.5º, LXXII da C.F.) em se 
falando norma regulamentadora a agasalhar um direito reconhecido. 
1.11 Desconsideração da Pessoa Jurídica na Questão Ambiental 
Como se sabe, as pessoas jurídicas não se confundem com as pessoas 
físicas de seus sócios, sendo essa distinção amplamente reconhecida na legislação 
e na doutrina brasileiras. 
28 
Porém, já há algum tempo essa diferenciação clássica vem sofrendo algumas 
limitações e restrições, notadamente quando se constata que a pessoa jurídica foi 
utilizada para fraudar ou impedir a responsabilização por atos fraudulentos, como 
por exemplo, constituição da empresa para acobertar negócios ilegais dos sócios e a 
delapidação do patrimônio social no correr de processo com o intuito de prejudicar 
credores. 
Todas as sociedades civis ou comerciais devem ter como objeto fins lícitos e 
quando cometem algum ato ilícito devem responder por ele, o que normalmente 
ocorre de forma monetária como nos casos de indenizações civis, trabalhistas etc. 
Também pode acabar respondendo drasticamente com o patrimônio pela má-
administração, culminando muitas vezes com a falência, o que liquida as suas 
possibilidades no mercado. Tudo isso forma o contexto de atividade normal de risco 
da sociedade. 
Mas quando ela é constituída com o intuito de fraudar, acobertar objetos 
ilícitos ou ainda passa a dificultar a sua responsabilização patrimonial com 
mecanismos ilegais, estará sujeita a ser desconsiderada para a recuperação dos 
bens ou para que seus sócios respondam com seu patrimônio pelos atos praticados 
por ela, aplicando-se assim o instituto jurídico denominado “desconsideração da 
personalidade jurídica”. 
A desconsideração da pessoa jurídica ou da personalidade jurídica, ou ainda 
do inglês “disregard of legal entity” já vem sendo aplicada no Brasil há alguns anos, 
estando a matéria praticamente consolidada tanto na doutrina quanto na 
jurisprudência. Com a entrada em vigor da Lei n.º 9.605, de 13.2.98 (Lei dos Crimes 
Ambientais), o referido instituto voltou à tona já que é previsto especificamente em 
se tratando de ilícitos de cunho ambiental (art. 4º); pois vejamos. 
A citada lei ambiental prevê também inovações interessantes como a 
possibilidade de condenação do diretor, administrador, membro de conselho e órgão 
técnico, auditor, gerente, preposto ou mandatário de pessoa jurídica que sabendo da 
conduta criminosa de outrem elencada na lei deixar de impedir sua prática, quando 
podia agir para evitá-la (art. 2º). E ainda a possibilidade de responsabilização 
administrativa, civil e penal das pessoas jurídicas por infrações cometidas por 
29 
decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado no 
interesse ou benefício da sua entidade (art. 3º). 
Já seu art. 4º diz que: “poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre 
que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à 
qualidade do meio ambiente”, estando aí prevista expressamente a figura da 
“desconsideração da personalidade jurídica” na esfera dos crimes ambientais. Isto é 
muito importante, pois a aplicação desse instituto permite a justiça inibir a fraude de 
pessoas que utilizam as regras jurídicas da sociedade para fugir de suas 
responsabilidades ou mesmo agir fraudulentamente. 
Ademais, não podemos esquecer que no caso dos crimes ambientais o bem 
tutelado é o meio ambiente que é considerado como bem de uso comum do povo 
(art. 225 da Constituição Federal), ou seja, é um bem difuso e de interesse de todos, 
que deve ser defendido por todos. Desse modo, a pessoa jurídica que praticar algum 
ilícito ambiental responderá juntamente com a pessoa física causadora do dano 
entre as elencadas no art. 2º, pelos atos praticados por esta em seu nome (art. 3º). 
Também aquele que se esconder por detrás de uma sociedade, seja qual for, para 
praticar atos delituosos contra a qualidade do meio ambiente natural, artificial, 
cultural e do trabalho, deverá responder administrativa, civil e penalmente por eles, 
com aplicação do instituto da “desconsideração da pessoa jurídica”. 
Aliás, é bom observar também, quanto à indenização na esfera civil, que a 
responsabilidade objetiva está em vigor, bastando ser averiguado o dano e a autoria 
para gerar a obrigação de indenizar, pois a Lei 9.603/98 não excluiu a 
responsabilidade na esfera civil; e nem poderia por existir previsão constitucional 
nesse sentido - art. 225, §3º e Lei 6.938/81 que institui a PolíticaNacional do Meio 
Ambiente e regulamenta o tema, prevendo-o em seu art. 14, §1º. 
Portanto, as empresas ou indústrias em geral devem estar atentas às 
questões ambientais para que possam adaptar suas atividades e parques industriais 
aos novos anseios mundiais preservacionistas senão quiserem estar expostas a 
sanções que poderão inviabilizar seu empreendimento. 
30 
UNIDADE 2 – LEI 6.938/81 
LEI 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981. 
Dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente, seus fins e mecanismos 
de formulação e aplicação e dá outras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faz saber que o Congresso Nacional 
decreta e sanciono a seguinte Lei: 
Art 1º - Esta lei, com fundamento nos incisos VI e VII do art. 23 e no art. 235 
da Constituição, estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e 
mecanismos de formulação e aplicação, constitui o Sistema Nacional do Meio 
Ambiente (SISAMA) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. (Redação dada pela 
Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
Art. 2º. A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, 
melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, 
no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da 
segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os 
seguintes princípios: 
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando 
o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e
protegido, tendo em vista o uso coletivo; 
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; 
III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; 
31 
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; 
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente 
poluidoras; 
VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso 
racional e a proteção dos recursos ambientais; 
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental; 
VIII - recuperação de áreas degradadas; 
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação; 
X - educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a educação da 
comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio 
ambiente. 
Art. 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: 
I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de 
ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as 
suas formas; 
II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das 
características do meio ambiente; 
32 
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades 
que direta ou indiretamente: 
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais
estabelecidos; 
IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, 
responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação 
ambiental; 
V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e 
subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da 
biosfera, a fauna e a flora. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 18.07.89). 
DOS OBJETIVOS DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 
Art. 4º - A Política Nacional do Meio Ambiente visará: 
33 
I - à compatibilização do desenvolvimento econômico social com a 
preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico; 
II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à 
qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da União, dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; 
III - ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade ambiental e de 
normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais; 
IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas 
para o uso racional de recursos ambientais; 
V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de 
dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a 
necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico; 
VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas a sua 
utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do 
equilíbrio ecológico propício à vida; 
VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou 
indenizar os danos causados, e ao usuário, de contribuição pela utilização de 
recursos ambientais com fins econômicos. 
Art. 5º - As diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente serão formuladas 
em normas e planos, destinados a orientar a ação dos Governos da União, dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios no que se relaciona 
34 
com a preservação da qualidade ambiental e manutenção do equilíbrio ecológico, 
observados os princípios estabelecidos no art. 2º desta Lei. 
Parágrafo único. As atividades empresariais públicas ou privadas serão 
exercidas em consonância com as diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente. 
DO SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 
Art. 6º Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, 
responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o 
Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, assim estruturado: 
I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o 
Presidente da República na formulação da política nacional e nas diretrizes 
governamentais para o meio ambiente e os recursos ambientais; (Redação dada 
pela Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente 
(CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de 
Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos 
naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões 
compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia 
qualidade de vida; (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da 
República, com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como 
órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o meio 
ambiente; (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
35 
IV - órgão executor: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis, com a finalidade de executar e fazer executar, como órgão 
federal, a política e diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente; 
(Redação dada pela Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
V - Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela 
execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades 
capazes de provocar a degradação ambiental; (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 
18.07.89). 
VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo 
controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições; (inciso 
incluído pela Lei nº 7.804, de 18.07.89). 
§ 1º Os Estados, na esfera de suas competências e nas áreas de sua
jurisdição, elaboração normas supletivas e complementares e padrões relacionados 
com o meio ambiente, observados os que forem estabelecidos pelo CONAMA. 
§ 2º Os Municípios, observadas as normas e os padrões federais e estaduais,
também poderão elaborar as normas mencionadas no parágrafo anterior. 
§ 3º Os órgãos central, setoriais, seccionais e locais mencionados neste artigo
deverão fornecer os resultados dasanálises efetuadas e sua fundamentação, 
quando solicitados por pessoa legitimamente interessada. 
§ 4º De acordo com a legislação em vigor, é o Poder Executivo autorizado a
criar uma Fundação de apoio técnico científico às atividades da SEMA. (*) Nota: Lei 
nº 7.804, de 18.07.89 - substituir Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA por 
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. 
36 
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 
Art. 7º - (Revogado pela Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
Art. 8º Compete ao CONAMA: (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
I - estabelecer, mediante proposta da SEMA, normas e critérios para o 
licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, a ser concedido 
pelos Estados e supervisionado pelo SEMA; (*) Nota: Lei nº 7.804, de 18.07.89 - 
substituir Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA por Instituto Brasileiro do 
Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. 
II - determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das 
alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos públicos ou 
privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem assim a 
entidades privadas, as informações indispensáveis para apreciação dos estudos de 
impacto ambiental, e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de 
significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas 
patrimônio nacional. (Redação dada pela Lei nº 8.028, de 12.04.90). 
III - decidir, como última instância administrativa em grau de recurso, 
mediante depósito prévio, sobre as multas e outras penalidades impostas pela 
SEMA; (*) Nota: Lei nº 7.804, de 18.07.89 - substituir Secretaria Especial do Meio 
Ambiente - SEMA por Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais 
Renováveis - IBAMA. 
IV - homologar acordos visando à transformação de penalidades pecuniárias 
na obrigação de executar medidas de interesse para a proteção ambiental (Vetado); 
37 
V - determinar, mediante representação da SEMA, a perda ou restrição de 
benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, em caráter geral ou condicional, e 
a perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em 
estabelecimentos oficiais de crédito; (*) Nota: Lei nº 7.804, de 18.07.89 - substituir 
Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA por Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. 
VI - estabelecer, privativamente, normas e padrões nacionais de controle da 
poluição por veículos automotores, aeronaves e embarcações, mediante audiência 
dos Ministérios competentes; 
VII - estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à 
manutenção da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso racional dos 
recursos ambientais, principalmente os hídricos. 
Parágrafo único. O Secretário do Meio Ambiente é, sem prejuízo de suas 
funções, o Presidente do Conama. Parágrafo incluído pela Lei nº 8.028, de 
12.04.90. 
DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 
Art. 9º - São Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente: 
I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; 
II - o zoneamento ambiental; (Regulamento). 
III - a avaliação de impactos ambientais; 
38 
IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente 
poluidoras; 
V - os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou 
absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental; 
VI - a criação de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Poder 
Público federal, estadual e municipal, tais como áreas de proteção ambiental, de 
relevante interesse ecológico e reservas extrativistas; (Redação dada pela Lei nº 
7.804, de 18.07.89). 
VII - o sistema nacional de informações sobre o meio ambiente; 
VIII - o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumento de Defesa 
Ambiental; 
IX - as penalidades disciplinares ou compensatórias não cumprimento das 
medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental. 
X - a instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a ser divulgado 
anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais 
Renováveis - IBAMA; inciso incluído pela Lei nº 7.804, de 18.07.89. 
XI - a garantia da prestação de informações relativas ao Meio Ambiente, 
obrigando-se o Poder Público a produzi-las, quando inexistentes; inciso incluído pela 
Lei nº 7.804, de 18.07.89. 
39 
XII - o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras e/ou 
utilizadoras dos recursos ambientais. Inciso incluído pela Lei nº 7.804, de 18.07.89. 
Art. 10 - A construção, instalação, ampliação e funcionamento de 
estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados 
efetiva e potencialmente poluidores, bem como os capazes, sob qualquer forma, de 
causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento de órgão 
estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, 
e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, 
em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis. (Redação dada 
pela Lei nº 7.804, de 18.07.89). 
§ 1º Os pedidos de licenciamento, sua renovação e a respectiva concessão
serão publicados no jornal oficial do Estado, bem como em um periódico regional ou 
local de grande circulação. 
§ 2º Nos casos e prazos previstos em resolução do CONAMA, o
licenciamento de que trata este artigo dependerá de homologação da SEMA. (*) 
Nota: Lei nº 7.804, de 18.07.89 - substituir Secretaria Especial do Meio Ambiente - 
SEMA por Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - 
IBAMA. 
§ 3º O órgão estadual do meio ambiente e a SEMA, esta em caráter supletivo,
poderão, se necessário e sem prejuízo das penalidades pecuniárias cabíveis, 
determinar a redução das atividades geradoras de poluição, para manter as 
emissões gasosas, os efluentes líquidos e os resíduos sólidos dentro das condições 
e limites estipulados no licenciamento concedido. (*) Nota: Lei nº 7.804, de 18.07.89 
- substituir Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA por Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. 
40 
§ 4º Compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis - IBAMA o licenciamento previsto no caput deste artigo, no caso de 
atividades e obras com significativo impacto ambiental, de âmbito nacional ou 
regional. Parágrafo incluído pela Lei nº 7.804, de 18.07.89. 
Art. 11. Compete à SEMA propor ao CONAMA normas e padrões para 
implantação, acompanhamento e fiscalização do licenciamento previsto no artigo 
anterior, além das que forem oriundas do próprio CONAMA. (*) Nota: Lei nº 7.804, 
de 18.07.89 - substituir Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA por Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. 
§ 1º A fiscalização e o controle da aplicação de critérios, normas e
padrões de qualidade ambiental serão exercidos pela SEMA, em caráter supletivo 
da atuação do órgão estadual e municipal competentes. (*) Nota: Lei nº 7.804, de 
18.07.89 - substituir Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA por Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. 
§ 2º Inclui-se na competência da fiscalização e controle a análise de projetos
de entidades, públicas ou privadas, objetivando a preservação ou a recuperação de 
recursos ambientais, afetados por processos de exploração predatórios ou 
poluidores. 
Art. 12. As entidades e órgãos de financiamento e incentivos governamentais 
condicionarão a aprovação de projetos habilitados a esses benefícios ao 
licenciamento, na forma desta Lei, e ao cumprimento das normas, dos critérios e dos 
padrões expedidos pelo CONAMA. 
Parágrafo único. As entidades e órgãos referidos no caput deste artigo 
deverão fazer constardos projetos a realização de obras e aquisição de 
41 
equipamentos destinados ao controle de degradação ambiental e a melhoria da 
qualidade do meio ambiente. 
Art. 13. O Poder Executivo incentivará as atividades voltadas ao meio 
ambiente, visando: 
I - ao desenvolvimento, no País, de pesquisas e processos tecnológicos 
destinados a reduzir a degradação da qualidade ambiental; 
II - à fabricação de equipamentos antipoluidores; 
III - a outras iniciativas que propiciem a racionalização do uso de recursos 
ambientais. 
Parágrafo único. Os órgãos, entidades e programas do Poder Público, 
destinados ao incentivo das pesquisas científicas e tecnológicas, considerarão, entre 
as suas metas prioritárias, o apoio aos projetos que visem a adquirir e desenvolver 
conhecimentos básicos e aplicáveis na área ambiental e ecológica. 
Art. 14 - Sem prejuízo das penalidades definidas pela legislação federal, 
estadual e municipal, o não cumprimento das medidas necessárias à preservação 
ou correção dos inconvenientes e danos causados pela degradação da qualidade 
ambiental sujeitará os transgressores: 
I - à multa simples ou diária, nos valores correspondentes, no mínimo, a 10 
(dez) e, no máximo, a 1.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional – 
ORTN’s, agravada em casos de reincidência específica, conforme dispuser o 
42 
regulamento, vedada a sua cobrança pela União se já tiver sido aplicada pelo 
Estado, Distrito Federal, Territórios ou pelos Municípios; 
II - à perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos pelo 
Poder Público; 
III - à perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em 
estabelecimentos oficiais de crédito; 
IV - à suspensão de sua atividade. 
§ 1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o
poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar 
os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O 
Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de 
responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente. 
§ 2º No caso de omissão da autoridade estadual ou municipal, caberá ao
Secretário do Meio Ambiente a aplicação das penalidades pecuniárias previstas 
neste artigo. 
§ 3º Nos casos previstos nos incisos II e III deste artigo, o ato declaratório da
perda, restrição ou suspensão será atribuição da autoridade administrativa ou 
financeira que concedeu os benefícios, incentivos ou financiamento, cumprimento 
resolução do CONAMA. 
§ 4º Revogado pela Lei nº 9.966, de 28.4.2000:
43 
Texto original: Nos casos de poluição provocada pelo derramamento ou 
lançamento de detritos ou óleo em águas brasileiras, por embarcações e terminais 
marítimos ou fluviais, prevalecerá o disposto na Lei nº 5.357, de 17/11/1967. 
Art. 15. O poluidor que expuser a perigo a incolumidade humana, animal ou 
vegetal, ou estiver tornando mais grave situação de perigo existente, fica sujeito à 
pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos e multa de 100 (cem) a 1.000 (mil) MVR. 
(Redação dada pela Lei nº 7.804, de 18.07.89). 
§ 1º A pena e aumentada até o dobro se: (Redação dada pela Lei nº 7.804, de
18.07.89). 
I - resultar: 
a) dano irreversível à fauna, à flora e ao meio ambiente;
b) lesão corporal grave;
II - a poluição é decorrente de atividade industrial ou de transporte; 
III - o crime é praticado durante a noite, em domingo ou em feriado. 
§ 2º Incorre no mesmo crime a autoridade competente que deixar de
promover as medidas tendentes a impedir a prática das condutas acima descritas. 
(Redação dada pela Lei nº 7.804, de 18.07.89). 
Art. 16. (Revogado pela Lei nº 7.804, de 18.07.89). 
44 
 Parágrafo único. 
Art. 17. Fica instituído, sob a administração do Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA: (Redação dada pela Lei nº 
7.804, de 18.07.89). 
 I - Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa 
Ambiental, para registro obrigatório de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam à 
consultoria técnica sobre problemas ecológicos e ambientais e à indústria e 
comércio de equipamentos, aparelhos e instrumentos destinados ao controle de 
atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; inciso incluído pela Lei nº 7.804, de 
18.07.89. 
II - Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou 
Utilizadoras de Recursos Ambientais, para registro obrigatório de pessoas físicas ou 
jurídicas que se dedicam a atividades potencialmente poluidoras e/ou à extração, 
produção, transporte e comercialização de produtos potencialmente perigosos ao 
meio ambiente, assim como de produtos e subprodutos da fauna e flora. Inciso 
incluído pela Lei nº 7.804, de 18.07.89. 
Art. 17-A. São estabelecidos os preços dos serviços e produtos do Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, a serem 
aplicados em âmbito nacional, conforme Anexo a esta Lei.”(AC)* Art. incluído pela 
Lei nº 9.960, de 28.1.2000”. 
Art. 17-B. Fica instituída a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA, 
cujo fato gerador é o exercício regular do poder de polícia conferido ao Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama para 
45 
controle e fiscalização das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de 
recursos naturais.”(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000)”. 
§ 1o Revogado.”(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000)”.
§ 2o Revogado.”(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000)”.
Art. 17-C. É sujeito passivo da TCFA todo aquele que exerça as atividades 
constantes do Anexo VIII desta Lei.(redação dada pela Lei nº 10.165, de 
27.12.2000). 
§ 1o O sujeito passivo da TCFA é obrigado a entregar até o dia 31 de março
de cada ano relatório das atividades exercidas no ano anterior, cujo modelo será 
definido pelo Ibama, para o fim de colaborar com os procedimentos de controle e 
fiscalização.(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 2o O descumprimento da providência determinada no § 1o sujeita o infrator
a multa equivalente a vinte por cento da TCFA devida, sem prejuízo da exigência 
desta. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 3o Revogado. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000).
Art. 17-D. A TCFA é devida por estabelecimento e os seus valores são os 
fixados no Anexo IX desta Lei.”(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000)”. 
§ 1o Para os fins desta Lei, consideram-se: (Incluído pela Lei nº 10.165, de
27.12.2000). 
46 
I – microempresa e empresa de pequeno porte, as pessoas jurídicas que se 
enquadrem, respectivamente, nas descrições dos incisos I e II do caput do art. 2o da 
Lei no 9.841, de 5 de outubro de 1999; (Incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
II – empresa de médio porte, a pessoa jurídica que tiver receita bruta anual 
superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) e igual ou inferior a R$ 
12.000.000,00 (doze milhões de reais); (Incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
III – empresa de grande porte, a pessoa jurídica que tiver receita bruta anual 
superior a R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais). (Incluído pela Lei nº 10.165, de 
27.12.2000). 
§ 2o O potencial de poluição (PP) e o grau de utilização (GU) de recursos
naturais de cada uma das atividades sujeitas à fiscalização encontram-se definidos 
no Anexo VIII desta Lei. (Incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 3o Caso o estabelecimento exerça mais de uma atividade sujeita à
fiscalização, pagará a taxa relativamente a apenas uma delas, pelo valor mais 
elevado. (Incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
Art. 17-E. É o Ibama autorizado a cancelar débitos de valores inferiores a R$ 
40,00 (quarenta reais), existentes até 31 de dezembro de 1999. Art. incluído pela Lei 
nº 9.960, de 28.1.2000. 
Art. 17-F. São isentas do pagamento da TCFA as entidades públicasfederais, 
distritais, estaduais e municipais, as entidades filantrópicas, aqueles que praticam 
agricultura de subsistência e as populações tradicionais. (redação dada pela Lei nº 
10.165, de 27.12.2000). 
47 
Art. 17-G. A TCFA será devida no último dia útil de cada trimestre do ano civil, 
nos valores fixados no Anexo IX desta Lei, e o recolhimento será efetuado em conta 
bancária vinculada ao Ibama, por intermédio de documento próprio de arrecadação, 
até o quinto dia útil do mês subsequente. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 
27.12.2000). 
Parágrafo único. Revogado. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 
27.12.2000). 
Art. 17-H. A TCFA não recolhida nos prazos e nas condições estabelecidas 
no artigo anterior será cobrada com os seguintes acréscimos: (redação dada pela 
Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
I – juros de mora, na via administrativa ou judicial, contados do mês seguinte 
ao do vencimento, à razão de um por cento; (redação dada pela Lei nº 10.165, de 
27.12.2000). 
II – multa de mora de vinte por cento, reduzida a dez por cento se o 
pagamento for efetuado até o último dia útil do mês subsequente ao do vencimento; 
(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
III – encargo de vinte por cento, substitutivo da condenação do devedor em 
honorários de advogado, calculado sobre o total do débito inscrito como Dívida 
Ativa, reduzido para dez por cento se o pagamento for efetuado antes do 
ajuizamento da execução. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 1o-A. Os juros de mora não incidem sobre o valor da multa de mora.
(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
48 
§ 1o Os débitos relativos à TCFA poderão ser parcelados de acordo com os
critérios fixados na legislação tributária, conforme dispuser o regulamento desta Lei. 
(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
Art. 17-I. As pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades 
mencionadas nos incisos I e II do art. 17 e que não estiverem inscritas nos 
respectivos cadastros até o último dia útil do terceiro mês que se seguir ao da 
publicação desta Lei incorrerão em infração punível com multa de: (redação dada 
pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
I – R$ 50,00 (cinquenta reais), se pessoa física; (redação dada pela Lei nº 
10.165, de 27.12.2000). 
II – R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), se microempresa; (redação dada 
pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
III – R$ 900,00 (novecentos reais), se empresa de pequeno porte; (redação 
dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
 IV – R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais), se empresa de médio porte; 
(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
V – R$ 9.000,00 (nove mil reais), se empresa de grande porte. (redação dada 
pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
Parágrafo único. Revogado. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 
27.12.2000). 
49 
Art. 17-L. As ações de licenciamento, registro, autorizações, concessões e 
permissões relacionadas à fauna, à flora, e ao controle ambiental são de 
competência exclusiva dos órgãos integrantes do Sistema Nacional do Meio 
Ambiente. Art. incluído pela Lei nº 9.960, de 28.1.2000. 
Art. 17-M. Os preços dos serviços administrativos prestados pelo Ibama, 
inclusive os referentes à venda de impressos e publicações, assim como os de 
entrada, permanência e utilização de áreas ou instalações nas unidades de 
conservação, serão definidos em portaria do Ministro de Estado do Meio Ambiente, 
mediante proposta do Presidente daquele Instituto. Art. incluído pela Lei nº 9.960, de 
28.1.2000. 
Art. 17-N. Os preços dos serviços técnicos do Laboratório de Produtos 
Florestais do Ibama, assim como os para venda de produtos da flora, serão, 
também, definidos em portaria do Ministro de Estado do Meio Ambiente, mediante 
proposta do Presidente daquele Instituto. Art. incluído pela Lei nº 9.960, de 
28.1.2000. 
Art. 17-O. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor 
do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, com base em Ato 
Declaratório Ambiental - ADA, deverão recolher ao Ibama a importância prevista no 
item 3.11 do Anexo VII da Lei no 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a título de Taxa de 
Vistoria. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 1o-A. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá
exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA. 
(redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
50 
§ 1o A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é
obrigatória. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 2o O pagamento de que trata o caput deste artigo poderá ser efetivado em
cota única ou em parcelas, nos mesmos moldes escolhidos pelo contribuinte para o 
pagamento do ITR, em documento próprio de arrecadação do Ibama. (redação dada 
pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 3o Para efeito de pagamento parcelado, nenhuma parcela poderá ser
inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais). (redação dada pela Lei nº 10.165, de 
27.12.2000). 
§ 4o O inadimplemento de qualquer parcela ensejará a cobrança de juros e
multa nos termos dos incisos I e II do caput e §§ 1o-A e 1o, todos do art. 17-H desta 
Lei. (redação dada pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 5o Após a vistoria, realizada por amostragem, caso os dados constantes do
ADA não coincidam com os efetivamente levantados pelos técnicos do Ibama, estes 
lavrarão, de ofício, novo ADA, contendo os dados reais, o qual será encaminhado à 
Secretaria da Receita Federal, para as providências cabíveis. (redação dada pela 
Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
Art. 17-P. Constitui crédito para compensação com o valor devido a título de 
TCFA, até o limite de sessenta por cento e relativamente ao mesmo ano, o montante 
efetivamente pago pelo estabelecimento ao Estado, ao Município e ao Distrito 
Federal em razão de taxa de fiscalização ambiental. (Art. incluído pela Lei nº 10.165, 
de 27.12.2000). 
51 
§ 1o Valores recolhidos ao Estado, ao Município e ao Distrital Federal a
qualquer outro título, tais como taxas ou preços públicos de licenciamento e venda 
de produtos, não constituem crédito para compensação com a TCFA. (incluído pela 
Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
§ 2o A restituição, administrativa ou judicial, qualquer que seja a causa que a
determine, da taxa de fiscalização ambiental estadual ou distrital compensada com a 
TCFA restaura o direito de crédito do Ibama contra o estabelecimento, relativamente 
ao valor compensado. (incluído pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
Art. 17-Q. É o Ibama autorizado a celebrar convênios com os Estados, os 
Municípios e o Distrito Federal para desempenharem atividades de fiscalização 
ambiental, podendo repassar-lhes parcela da receita obtida com a TCFA. (incluído 
pela Lei nº 10.165, de 27.12.2000). 
Parágrafo único. As pessoas físicas ou jurídicas que, de qualquer modo, 
degradarem reservas ou estações ecológicas, bem como outras áreas declaradas 
como de relevante interesse ecológico, estão sujeitas às penalidades previstas no 
art. 14 desta Lei. 
Art. 19. Ressalvado o disposto nas Leis nºs 5357, de 17/11/1967, e 7661, de 
16/06/1988, a receita proveniente da aplicação desta Lei será recolhida de acordo 
com o disposto no art. 4º da Lei nº 7735, de 22/02/1989. (Artigo incluído pela Lei nº 
7.804, de 18.07.89). 
Art. 20. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. 
Art. 21. Revogam-se as disposições em contrário. 
52 
Brasília, 31 de agosto de 1981; 160º da Independência e 93º da República. 
JOÃO FIGUEIREDO 
Mário Andreazza 
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 2.9.1981 
2.1 Política Nacional do Meio Ambiente 
A Política Nacional do Meio Ambiente foi estabelecida em 1.981 mediante a 
edição da Lei 6.938/81, criando o SISAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente). Os 
objetivos da política ambiental são: a preservação, melhoria e recuperação da 
qualidade ambiental propícia à vida, visandoassegurar, no país, condições ao 
desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à 
proteção da dignidade humana (art.2º). Há também objetivos específicos elencados 
no art.4º, que são em suma os seguintes: compatibilizar desenvolvimento e 
preservação; definir áreas prioritárias de ação governamental; estabelecer critérios e 
padrões de qualidade ambiental e normas relativas ao uso e manejo dos recursos 
ambientais; desenvolver pesquisas e tecnologias orientadas para o uso racional de 
recursos naturais; difundir a tecnologia de manejo e conscientizar a consciência 
pública da necessidade de preservação; preservar e manter recursos naturais; impor 
sanções ao poluidor e predador obrigando-o a recuperar ou indenizar os danos 
ambientais. 
As diretrizes desta política são elaboradas através de normas e planos 
destinados a orientar os entes públicos da federação, em conformidade com os 
princípios elencados no Art. 2º da Lei 6.938/81. 
Já os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, distintos dos 
instrumentos materiais noticiados pela Constituição, dos instrumentos processuais, 
legislativos e administrativos são apresentados pelo Art. 9º da Lei 6.938/81. 
53 
Estrutura Básica do SISAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente) 
O Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISAMA, congrega os órgãos e 
instituições ambientais da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, 
cuja finalidade primordial é dar cumprimento aos princípios constitucionalmente 
previstos e nas normas instituídas, apresentando a seguinte estrutura: 
CONSELHO DE GOVERNO: Órgão superior de assessoria ao Presidente da 
República na formulação das diretrizes e política nacional do meio ambiente. 
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA): Órgão consultivo 
e deliberativo. Assessora o Governo e delibera sobre normas e padrões compatíveis 
com o meio ambiente, estabelecendo normas e padrões federais que deverão ser 
observados pelos Estados e Municípios, os quais possuem liberdade para 
estabelecer critérios de acordo com suas realidades, desde que não sejam mais 
permissivos. 
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA): Planeja, coordena, controla e 
supervisiona a política nacional e as diretrizes estabelecidas para o meio ambiente, 
executando a tarefa de congregar os vários órgãos e entidades que compõem o 
SISAMA. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS 
NATURAIS RENOVÁVEIS (IBAMA): É vinculado ao MMA. Formula, coordena, 
fiscaliza, controla, fomenta, executa e faz executar a política nacional do meio 
ambiente e da preservação e conservação dos recursos naturais. 
ÓRGÃOS SECCIONAIS: São os órgãos ou entidades estaduais responsáveis 
pela execução de programas, projetos, controle e fiscalização das atividades 
degradadoras do meio ambiente. 
ÓRGÃOS LOCAIS: Órgãos municipais responsáveis pelo controle e 
fiscalização de atividades degradadoras. 
54 
Os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (art.9º) são: os 
padrões de qualidade ambiental; o zoneamento ambiental; o licenciamento; os 
incentivos à produção; as unidades de conservação; o sistema de informação do 
meio ambiente; o cadastro técnico federal de atividades e instrumentos de defesa 
ambiental; as penalidades disciplinares ou compensatórias necessárias à 
preservação do ambiente; o Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, anual 
divulgado pelo IBAMA; a prestação de informações; o Cadastro Técnico Federal 
de atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadora dos recursos naturais. 
Dentre as penalidades aos infratores da Política Nacional do Meio Ambiente, 
temos: 
Penalidades administrativas: multas, perda ou restrição de incentivos e 
benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público e suspensão de atividades (art.14). 
Penalidades previstas nas legislações federal, estadual e municipal, além da 
possibilidade de o poluidor ter de indenizar ou reparar o dano ambiental, 
independentemente de culpa. 
2.2 Constituição Federal e o Meio Ambiente
Com relação ao Meio Ambiente nas Constituições Estrangeiras, antes do 
Brasil, alguns países já haviam-no tutelado em suas Constituições: Portugal 1976, 
Espanha 1978, Equador 1979, Peru 1979, Chile 1980, Guiana 1980. 
O Meio Ambiente na Constituição Brasileira decorre do ano de 1988. Neste 
ano, nossa Lei Fundamental, pela primeira vez na história, abordou o tema meio 
ambiente, dedicando a este um capítulo, que contempla não somente seu conceito 
normativo, ligado ao meio ambiente natural, como também reconhece suas outras 
faces: o meio ambiente artificial, o meio ambiente do trabalho, o meio ambiente 
cultural e o patrimônio genético, também tratados em diversos outros artigos da 
Constituição. 
O Art. 225 exerce na Constituição o papel de principal norteador do meio 
ambiente, devido a seu complexo teor de direitos, mensurado pela obrigação do 
55 
Estado e da Sociedade na garantia de um meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, já que se trata de um bem de uso comum do povo que deve ser 
preservado e mantido para as presentes e futuras gerações. 
Capítulo VI - Do Meio Ambiente 
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, 
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao 
poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes 
e futuras gerações. 
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o 
manejo ecológico das espécies e ecossistemas; 
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e 
fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; 
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus 
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão 
permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a 
integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; 
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade 
potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo 
prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; 
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, 
métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o 
meio ambiente; 
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a 
conscientização pública para a preservação do meio ambiente; 
56 
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que 
coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou 
submetam os animais à crueldade. 
§ 2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio
ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público 
competente, na forma da lei. 
§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e 
administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 
§ 4º - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o
Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional e sua 
utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a 
preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. 
§ 5º - São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados,
por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. 
§ 6º - As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização
definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas. 
Artigos Constitucionais dedicados ao meio ambiente ou a ele vinculados: 
Art. 5º: XXIII; LXXI; LXXIII 
Art. 20: I; II; III; IV; V; VI; VII; IX; X; XI e § § 1º e 2º 
Art. 21: XIX; XX; XXIII a, b ec; XXV 
Art. 22: IV; XII; XXVI 
Art. 23: I;III; IV; VI; VII; IX; XI 
Art. 24: VI; VII; VIII 
Art. 43: § 2º, IV e §3º 
Art. 49: XIV; XVI 
Art. 91: § 1º, III 
57 
Art. 129: III 
Art. 170: IV 
Art. 174: §§ 3º e 4º 
Art. 176 e §§ 
Art 182 e §§ 
Art. 186 
Art. 200: VII; VIII 
Art. 216: V e §§ 1º, 3º e 4º 
Art. 225 
Art. 231 
Art. 232 
Arts. 43 e 44 do ADCT 
No que diz respeito às competências, a Constituição, além de consagrar a 
preservação do meio ambiente, anteriormente protegido somente a nível 
infraconstitucional, procurou definir as competências dos entes da federação, 
inovando na técnica legislativa, por incorporar ao seu texto diferentes artigos 
disciplinando a competência para legislar e para administrar. Essa iniciativa teve 
como objetivo promover a descentralização da proteção ambiental. Assim, União, 
Estados, Municípios e Distrito Federal possuem ampla competência para legislarem 
sobre matéria ambiental, apesar de não raro surgirem os conflitos de competência, 
principalmente junto às Administrações Públicas. 
Competência Privativa da União 
Somente pode ser exercido pela União, salvo mediante edição de Lei 
Complementar que autorize os Estados, o ato de legislar sobre as matérias 
58 
relacionadas com as águas, energia, populações indígenas, jazidas e outros 
recursos minerais, além das atividades nucleares de qualquer natureza. 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; 
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; 
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza; 
Parágrafo Único: Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar 
sobre questões específicas das matérias relacionadas a este artigo. 
Competência Comum 
O Art. 23 concede à União, Estados, Municípios e o Distrito Federal 
competência comum, pela qual os entes integrantes da federação atuam em 
cooperação administrativa recíproca, visando alcançar os objetivos descritos pela 
própria Constituição. Nesse caso, prevalecem as regras gerais estabelecidas pela 
União, salvo quando houver lacunas, as quais poderão ser supridas, por exemplo, 
pelos Estados, no uso de sua competência supletiva ou suplementar. 
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios: 
III - proteger os documentos, obras e outros bens de valor histórico, artístico e 
cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; 
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e 
de outros bens de valor histórico, artístico e cultural; 
VII- preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII- fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento
alimentar; 
59 
IX- promover programas de construção de moradias e a melhoria das
condições habitacionais e de saneamento básico; 
X- combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização,
promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; 
XI- registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; 
Parágrafo Único: Lei complementar fixará normas para a cooperação entre a 
União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do 
desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. 
Competência Concorrente 
Implica no estabelecimento de moldes pela União a serem observados pelos 
Estados e Distrito Federal. 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: 
VI- florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e
dos recursos naturais, proteção ao meio ambiente e controle da poluição; 
VII- proteção ao patrimônio histórico, artístico, turístico e paisagístico;
VIII- responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e
direitos de valor artístico, estético, turístico e paisagístico. 
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á
a estabelecer normas gerais. 
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados. 
§3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão
competência legislativa plena, para atender suas peculiaridades. 
60 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia
da lei estadual, no que lhe for contrário. 
Competência Municipal 
A Constituição estabelece que mediante a observação da legislação federal e 
estadual, os Municípios podem editar normas que atendam à realidade local ou até 
mesmo preencham lacunas das legislações federal e estadual (Competência 
Municipal Suplementar). 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
I- legislar sobre assuntos de interesse local;
II- suplementar a legislação federal e a estadual no que couber.
61 
UNIDADE 3 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 
3.1 Relação da Legislação Principal Ambiental 
Constituição da República Federativa do Brasil (art. 225) 
Ação Civil Pública 
Lei nº 7.347, de 24.7.85 – disciplina a ação civil pública de responsabilidade 
por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor 
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências. 
Lei 11.448, de 15.1.2007 – altera o art. 5o da Lei n.º 7.347, de 24 de julho de 
1985, que disciplina a ação civil pública, legitimando para sua propositura a 
Defensoria Pública. 
Agricultura 
Lei nº 6.894, de 16.2.80 – dispõe sobre a inspeção e fiscalização da produção 
e do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, estimulantes ou 
biofertilizantes, destinados à agricultura e dá outras providências. Regulamentada 
pelo Decreto nº 86.955, de 18.2.82. 
Lei nº 7.802, de 11.7.89 – dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a 
produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a 
comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, 
o destino fial dos resíduos e embalagem, o registro, a classificação, o controle, a
inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins e dá outras 
providências. Regulamenta pelo Decreto nº 98.816/90; 
62 
Lei nº 8.171, de 17.1.91 – dispõe sobre a política agrícola; 
Lei n° 9.272, de 03.05.96 - Acrescenta incisos ao Artigo 30 da Lei 8.171, de 
17 de Janeiro de 1991, que dispõe sobre a política agrícola; 
Lei nº 9.974, de 6.6.00 - altera a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, que 
dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, 
o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a
utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o 
registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus 
componentes e afins, e dá outras providências. 
Decreto nº 3.550, de 27.7.00 - Dá nova redação a dispositivos do Decreto no 
98.816, de 11 de janeiro de 1990, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a 
produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a 
comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, 
o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a
inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins. 
Lei nº 10.298, de 30.10.01 - Acrescenta incisos ao art. 3o da Lei no 8.171, de 
17 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política agrícola. 
Lei nº 10.327, de 12.12.01 - Acrescenta inciso II ao art. 6o da Lei no 8.171, de 
17 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política agrícola. 
Água 
Decreto nº 23.777, de 23.1.34 – regulariza o lançamento de resíduo industrial 
das usinas açucareiras nas águas pluviais. 
Decreto n.º 24.643, de 10.07.34 - Decreta o Código de Águas 
Decreto-lei n.º 3.094, de 05.03.41 - Dispõe sobre as fontes de águas minerais, 
termais e gasosasDecreto-lei n.º 3.763, de 25.10.41 - Consolida disposições sobre águas e 
energia elétrica, e dá outras providências 
63 
Decreto-lei n.º 7.841, de 08.08.45 - Código de Águas Minerais 
Lei n° 3.824, de 23.11.60 - Torna obrigatória a destoca e consequente 
limpeza das bacias hidráulicas, dos açudes, represas ou lagos artificiais. 
Decreto nº 50.877, de 29.06.61 - Dispõe sobre o lançamento de resíduos 
tóxicos ou oleosos nas águas interiores ou litorâneas do País e dá outras 
providências. 
Decreto n.º 94.076, de 05.03.87 - Institui o Programa Nacional de 
Microbacias Hidrográficas e dá outras providências 
Lei nº 7.661, de 16.5.88 – institui o Plano Nacional de Gerenciamento 
Costeiro. 
Lei nº 7.754, de 14.8.89 – estabelece medidas para proteção das florestas 
existentes nas nascentes dos rios. 
Decreto n.º 1.530, de 22.06.95 - Declara a entrada em vigor da Convenção 
das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, concluída em Montego Bay, Jamaica, em 
10 de dezembro de 1982 
Lei nº 9.433, de 8.1.97 – institui a Política Nacional dos Recursos Hídricos (Lei 
das Águas). 
Decreto nº 2.612, de 3.6.98 - regulamenta o Conselho Nacional de Recursos 
Hídricos, e dá outras providências. (REVOGADA) 
Decreto n.º 2.869, de 09.12.98 - Regulamenta a cessão de águas públicas 
para exploração da aquicultura e dá outras providências 
Lei nº 9.984, de 17.7.00 - dispõe sobre a criação da Agência Nacional de 
Águas - ANA. 
Lei nº 10.670, de 14.05.03 - Institui o dia nacional da água. 
Lei nº 10.881, de 09.06.04 - dispõe sobre os contratos de gestão entre a 
Agência Nacional de Águas e entidades delegatárias das funções de Agências de 
Águas relativas à gestão de recursos hídricos de domínio da União e dá outras 
providências. 
64 
Amianto 
Lei nº 9.055, de 01.06.95 - Disciplina a extração, industrialização, utilização, 
comercialização e transporte do asbesto/amianto e dos produtos que o contenham, 
bem como das fibras naturais e artificiais, de qualquer origem, utilizadas para o 
mesmo fim e dá outras providências. 
Ar 
Decreto-lei n.º 32, de 18.11.66 - Institui o Código Brasileiro do Ar 
(REVOGADA) 
Biossegurança/ Biodiversidade 
Lei nº 8.974, de 5.1.95 – Regulamenta os incisos II e V do § 1º do art. 225 da 
Constituição Federal, estabelece normas para o uso das técnicas de engenharia 
genética e liberação no meio ambiente de organismos geneticamente modificados, 
autoriza o Poder Executivo a criar, no âmbito da Presidência da República a 
Comissão Técnica Nacional de Biossegurança e dá outras providências 
(REVOGADA segundo a Lei 11.105/2005). 
Decreto nº 2.519, de 16.3.98 – Promulga a Convenção sobre Diversidade 
Biológica, assinada no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1992. 
Decreto nº 4.284, de 26.06.02 - Institui o Programa Brasileiro de Ecologia 
Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia – PROBEM, e dá 
outras providências. 
Decreto nº 4.339, de 22.08.02 - Institui princípios e diretrizes para a 
implementação da Política Nacional da Biodiversidade. 
65 
Lei n.º 11.105, de 24.3.2005 - Regulamenta os incisos II, IV e V do § 1o do 
art. 225 da Constituição Federal, estabelece normas de segurança e mecanismos de 
fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – 
OGM e seus derivados, cria o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, 
reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, dispõe sobre 
a Política Nacional de Biossegurança – PNB, revoga a Lei no 8.974, de 5 de janeiro 
de 1995, e a Medida Provisória no 2.191-9, de 23 de agosto de 2001, e os arts. 5o, 
6o, 7o, 8o, 9o, 10 e 16 da Lei no 10.814, de 15 de dezembro de 2003, e dá outras 
providências. 
Biotecnologia/Engenharia genética 
Decreto nº 2.929, de 11.1.99 – promulga o Estatuto e o Protocolo do Centro 
Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia, adotados em Madri, em 13 de 
setembro de 1983, e em Viena, em 4 de abril de 1984, respectivamente, e assinados 
pelo Brasil em 5 de maio de 1986; 
Decreto n.º 3.945, de 28.09.01 - Define a composição do Conselho de Gestão 
do Patrimônio Genético e estabelece as normas para o seu funcionamento, 
mediante a regulamentação dos arts. 10, 11, 12, 14, 15, 16, 18 e 19 da Medida 
Provisória no 2.186-16, de 23 de agosto de 2001, que dispõem sobre o acesso ao 
patrimônio genético, a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado, a 
repartição de benefícios e o acesso à tecnologia e transferência de tecnologia para 
sua conservação e utilização, e dá outras providências 
Lei nº 10.332, de 19.12.01 - Institui mecanismo de financiamento para o 
Programa de Ciência e Tecnologia para o Agronegócio, para o Programa de 
Fomento à Pesquisa em Saúde, para o Programa Biotecnologia e Recursos 
Genéticos – Genoma, para o Programa de Ciência e Tecnologia para o Setor 
Aeronáutico e para o Programa de Inovação para Competitividade, e dá outras 
providências. 
66 
Decreto n.º 4.154, de 07.03.02 - Regulamenta a Lei no 10.332, de 19 de 
dezembro de 2001, na parte que institui mecanismo de financiamento para o 
Programa de Biotecnologia e Recursos Genéticos - Genoma, e dá outras 
providências 
Camada de ozônio 
Decreto nº 2.679, de 17.7.98 – promulga as emendas ao Protocolo de 
Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, assinadas em 
Copenhague, em 25 de novembro de 1992. 
Decreto nº 2.699, de 30.7.98 – promulga a emenda ao Protocolo de Montreal 
sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, assinada em Londres, em 
29 de junho de 1990. 
Crimes ambientais 
Lei nº 9.456, de 28.4.97 – institui o direito de proteção de cultivares e dá 
outras providências. 
Lei nº 9.605, de 13.2.98 – dispõe sobre as sanções penais e administrativas 
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras 
providências. 
Decreto nº 3.179, de 21.9.99 - dispõe sobre a especificação de sanções 
aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras 
providências. 
67 
Cultura 
Lei nº 8.313/91- Restabelece princípios da Lei n° 7.505, de 2 de julho de 
1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras 
providências. 
Lei n.º 8.685 - Cria mecanismos de fomento à atividade audiovisual e dá 
outras providências. 
Desertificação 
Decreto n.º 2.741, de 20.08.98 - Promulga a Convenção Internacional de 
Combate à Desertificação nos Países Afetados por Seca Grave e/ou Desertificação, 
particularmente na África 
Direito Espacial 
Lei nº 9.994, de 24.07.00 - Institui o Programa de Desenvolvimento Científico 
e Tecnológico do Setor Espacial e dá outras providências 
Ecoturismo 
Lei n° 6.513, de 20/12/77 - Dispõe sobre a criação de Áreas Especiais e de 
Locais de Interesse Turístico; sobre o inventário com finalidades turísticas dos bens 
de valor cultural e natural. 
68 
Educação Ambiental 
Lei nº 9.795, de 27.4.99 - dispõe sobre a educação ambiental, institui a 
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. 
Decreto n.º 4.281, de 25.06.02 - Regulamenta a Lei no 9.795, de 27 de abril 
de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras 
providências. 
Energia Elétrica 
Lei nº 10.847, de 15.03.04– Autoriza a criação da Empresa de Pesquisa 
Energética – EPE e dá outras providências. 
Estatuto da Cidade 
Lei nº 10.257, de 10.7.01- regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição 
Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. 
Estatuto da Terra 
Lei nº 4.504, de 30.11.64 - Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras 
providências. 
Fauna 
Decreto nº 24.645, de 10.7.34 - dispõe sobre maus tratos em animais. 
69 
Decreto n.º 28.524, de 18.08.50 - Promulga a Convenção Internacional para a 
Regulamentação da Pesca da Baleia e o Regimento anexo à mesma, assinados em 
Washington, a 2 de dezembro de 1946. 
Decreto n.º 46.873, de 16.09.59 - Promulga o Protocolo Adicionalà 
Convenção Internacional para a Regulamentação da Pesca da Baleia, entre os 
Estados Unidos do Brasil e outros países, assinado em Washington, em 4 de 
dezembro de 1956. 
Lei nº 5.197, de 31.1.67 – dispõe sobre a proteção à fauna. 
Decreto-Lei nº 221, de 28.2.67 – dispõe sobre a proteção e estímulo à pesca. 
Decreto n.º 63.234, de 12.09.68 - Institui o "Dia da Ave" e dá outras 
providências. 
Decreto Legislativo n.º 77, de 05.12.73 - Aprova o texto da Convenção 
Internacional para a Regulamentação da Pesca da Baleia, concluída em 
Washington, a 2 de dezembro de 1946. 
Decreto n.º 73.497, de 17.01.74 - Promulga a Convenção Internacional para a 
Regulamentação da Pesca da Baleia. 
Decreto n.º 76.623, de 17.11.75 - Promulga a Convenção sobre Comércio 
Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção 
(convenção esta regulamentada pelo Decreto n.º 3.607, de 21.09.00). 
Lei n° 6.638, de 08.05.79 - Estabelece normas para a prática didática - 
científica da vivisseção de animais e determina outras providências. 
Lei nº 7.173, de 14.12.83 - dispõe sobre o estabelecimento e funcionamento 
de jardins zoológicos. 
Lei nº 7.643, de 18.12.87 - proíbe a pesca de cetáceo nas águas jurisdicionais 
brasileiras. 
Decreto n.° 97.633, de 10.04.89 - Dispõe sobre o Conselho Nacional de 
Proteção à Fauna - CNPF, e dá outras providências. 
Decreto n.° 66, de 18.03.91 - Promulga a Convenção Para a Conservação 
das Focas Antárticas, concluída em Londres, a 1° de Junho de 1972. 
70 
Lei nº 9.605, de 13.2.98 - dos crimes ambientais. 
Decreto n.º 3.607, de 21.09.00 - Dispõe sobre a implementação da 
Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens 
em Perigo de Extinção - CITES, e dá outras providências (convenção esta 
promulgada pelo Decreto n.º 76.623, de 17.11.75). 
Decreto n.º 3.842, de 13.06.01 - Promulga a Convenção Interamericana para 
a Proteção e a Conservação das Tartarugas Marinhas, concluída em Caracas, em 
1o de dezembro de 1996. 
Decreto n.º 4.256, de 03.06.02 - Promulga o Protocolo Adicional ao Acordo 
para a Conservação da Fauna Aquática nos Cursos dos Rios Limítrofes entre o 
Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Paraguai, 
celebrado em Brasília, em 19 de maio de 1999. 
Lei nº 10.519, de 17.07.02 - Dispõe sobre a promoção e a fiscalização da 
defesa sanitária animal quando da realização de rodeio e dá outras providências. 
Florestas e vegetação nativa (Flora) 
Decreto n.º 37.884, de 13.09.55 - Regula a exportação de plantas 
ornamentais (REVOGADA). 
Lei nº 4.771, de 19.9.65 - institui o novo Código Florestal. 
Lei nº 6.535, de 15.1.78 - inclui no rol das áreas de preservação permanente 
as florestas situadas em Regiões Metropolitanas. 
Lei nº 6.607, de 7.12.78 - declara o pau-brasil Árvore Nacional, institui o Dia 
do Pau-Brasil e dá outras providências. 
Decreto nº 84.017, de 21.9.79 - aprova o Regulamento dos Parques 
Nacionais Brasileiros. 
Lei nº 6.902, de 27.4.81 - dispõe sobre a criação de Estações Ecológicas e 
Áreas de Proteção Ambiental. 
71 
Lei nº 7.511, de 7.7.86 - altera o Código Florestal. 
Lei n° 7.754, de 14.04.89 - Estabelece medidas para proteção das florestas 
estabelecidas nas nascentes dos rios e dá outras providências. 
Decreto n.º 318, de 31.10.91 - Promulga o novo texto da Convenção 
Internacional para a Proteção dos Vegetais. 
Decreto nº 750, de 10.2.93 - dispõe sobre o corte, a exploração e a supressão 
de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração de Mata 
Atlântica, e dá outras providências. 
Lei nº 9.605, de 13.2.98 - dos crimes ambientais. 
Decreto nº 2.707, de 4.8.98 - promulga o Acordo Internacional de Madeiras 
Tropicais, assinado em Genebra, em 26 de janeiro de 1994. 
Decreto Legislativo n.º 28, de 19.04.99 - Aprova o texto da Convenção 
Internacional para a Proteção de Obtenções Vegetais, de 2 de dezembro de 1961, 
revista em Genebra, em 10 de novembro de 1972 e 23 de outubro de 1978. 
Fundo Nacional do Meio Ambiente 
Lei n° 7.797, de 10.07.89 - Cria o Fundo Nacional de Meio Ambiente e dá 
outras providências. 
Decreto n.° 98.161, de 21.09.89 - Dispõe sobre a administração do fundo 
Nacional de Meio Ambiente, e dá outras providências (REVOGADA). 
Decreto n.º 3.524, de 26.06.00 - Regulamenta a Lei no 7.797, de 10 de julho 
de 1989, que cria o Fundo Nacional do Meio Ambiente e dá outras providências. 
Geral 
Decreto nº 58.054, de 23.03.66 - Promulga a Convenção para a proteção da 
flora, fauna e das belezas cênicas dos países da América. 
72 
Decreto n.° 80.978, de 12.12.77 - Promulga a convenção relativa à proteção 
do patrimônio mundial, cultura e natural, de 1972. 
Decreto n.º 86.028, de 27.05.81 - Institui em todo o Território Nacional a 
Semana Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências. 
Decreto n.º 97.946, de 11.07.89 - Dispõe sobre a Estrutura Básica do Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e dá 
outras providências (REVOGADA). 
Decreto n.º 78, de 05.04.91 - Aprova a Estrutura Regimental do Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e dá 
outras providências (REVOGADA). 
Decreto n° 1.205, de 01.08.94 - Aprova a Estrutura Regimental do Ministério 
do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, e dá outras providências. 
Decreto n.º 1.905, de 16.05.96 - Promulga a Convenção sobre Zonas Úmidas 
de Importância Internacional, Especialmente como "Habitat" de Aves Aquáticas, 
Conhecida como Convenção de Ramsar, de 02 de fevereiro de 1971. 
Decreto n.º 4.326, de 08.08.02 - Institui, no âmbito do Ministério do Meio 
Ambiente, o Programa Áreas Protegidas da Amazônia - ARPA, e dá outras 
providências. 
Índios 
Lei nº 5.371, de 05.12.67 - Autoriza a instituição da "Fundação Nacional do 
Índio" e dá outras providências. 
Lei n° 6.001, de 19.12.73 - Dispõe sobre o Estatuto do Índio. 
Decreto n.º 1.141, de 19.05.94 - Dispõe sobre as ações de proteção 
ambiental, saúde e apoio às atividades produtivas para as comunidades indígenas. 
Decreto n.º 1.775, de 08.01.96 - Dispõe sobre o procedimento administrativo 
de demarcação das terras indígenas e dá outras providências. 
73 
Decreto n.º 3.799, de 19.04.01 - Altera dispositivos do Decreto no 1.141, de 
19 de maio de 1994, que dispõe sobre as ações de proteção ambiental, saúde e 
apoio às atividades produtivas para as comunidades indígenas. 
Informação Ambiental 
Lei n.º 10.650, de 16.04.03 - Dispõe sobre o acesso público aos dados e 
informações existentes nos órgãos e entidades integrantes do Sisnama. 
Mar 
Lei n° 2.419, de 10.02.55 - institui a Patrulha Costeira e dá outras 
providências. 
Lei nº 7.542, de 26.09.86 - Dispõe sobre a pesquisa, exploração, remoção e 
demolição de coisas ou bens afundados, submersos, encalhados e perdidos em 
águas sob jurisdição nacional, em terreno de marinha e seus acrescidos e em 
terrenos marginais, em decorrência de sinistro, alijamento ou fortuna do mar, e dá 
outras providências. 
Lei nº 7.661, de 16.5.88 - institui o Plano Nacional de Gerenciamento 
Costeiro. 
Lei nº 8.617, de 4.1.93 - dispõe sobre o mar territorial, a zona econômica 
exclusiva e a plataforma continental brasileiros dão outras providências. 
Decreto nº 2.956, de 3.2.99 - Aprova o V Plano Setorial para os Recursos do 
Mar. 
Lei nº 10.166, de 27.12.00 - Altera a Lei no 7.542, de 26 de setembro de 
1986, que dispõe sobre a pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas ou 
bens afundados, submersos, encalhados e perdidos em águas sob jurisdição 
nacional, em terreno de marinha e seus acrescidos e em terrenos marginais, em 
decorrência de sinistro, alijamento ou fortuna do mar, e dá outras providências. 
74 
Mudanças Climáticas 
Decreto n.º 3.515, de 20.06.00 - Cria o Fórum Brasileiro de Mudanças 
Climáticas e dá outras providências. 
Ozônio 
Decreto Legislativo nº 91, de 15.12.89- Aprova os textos da Convenção de 
Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, de 1985, e do Protocolo de Montreal 
sobre Substâncias que destroem a Camada de Ozônio, de 1987. 
Decreto n.° 99.280, de 06.06.90 - Promulgação da Convenção de Viena para 
a Proteção da Camada de Ozônio e do Protocolo de Montreal sobre Substâncias 
que Destroem a Camada de Ozônio. 
Decreto n.º 181, de 24.07.91 - Promulga os Ajustes ao Protocolo de Montreal 
Sobre Substâncias que destroem a Camada de Ozônio, de 1987. 
Decreto Legislativo n.º 32, de 16.06.92 - Aprova o texto das Emendas ao 
Protocolo de Montreal sobre Substâncias que destroem a Camada de Ozônio, 
adotadas em Londres, a 29 de junho de 1990. 
Decreto Legislativo n.º 51, de 29.05.96 - Aprova o texto das Emendas ao 
Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, 
adotadas em Copenhague, em 25 de novembro de 1992. 
Parcelamento do Solo 
Lei n° 6.766, de 19.12.79 - Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá 
outras providências. 
75 
Patrimônio Artístico Nacional 
Decreto-Lei nº 25, de 30.11.37 - organiza a proteção do Patrimônio Histórico e 
Artístico Nacional. 
Lei n° 3.924, de 26/06/61 - Dispõe sobre os Monumentos Arqueológicos e 
Pré-históricos. 
Lei nº 9.605, de 13.2.98 - dos crimes ambientais. 
Pesca 
Decreto-Lei nº 221, de 28.2.67 - dispõe sobre a proteção e estímulo à pesca. 
Lei n° 7.643, de 18.12.87 - Proíbe a Pesca de Cetáceos nas Águas 
Jurisdicionais Brasileiras, e dá outras providências. 
Lei n° 7.679, de 23.11.88 - Dispõe sobre a proibição da pesca de espécies em 
períodos de reprodução e dá outras providências. 
Decreto n.º 1.694, de 13.11.95 - Cria o Sistema Nacional de Informações da 
Pesca e Aquicultura - SINPESQ, e dá outras providências. 
Decreto n.º 2.840, de 10.11.98 - Estabelece normas para operação de 
embarcações pesqueiras nas águas sob jurisdição brasileira e dá outras 
providências. 
Política Nacional do Meio Ambiente 
Lei nº 6.938, de 31.8.81 - dispõe sobre a Política do Meio Ambiente, seus fins 
e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Regulamentada 
pelo Decreto nº 99.274/90. 
76 
Lei nº 10.165, de 27.12.00 - altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, 
que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de 
formulação e aplicação, e dá outras providências. 
Poluição 
Decreto-Lei n.° 1.413, de 14.08.75 - Dispõe sobre o controle da poluição do 
meio ambiente provocada por atividades industriais. 
Decreto n.° 76.389, de 03.10.75 - Dispõe sobre as medidas de prevenção e 
controle da poluição industrial de que trata o Decreto-Lei 1.413, de 14 de agosto de 
1975, e dá outras providências. 
Decreto Legislativo n.º 74, de 30.09.76 - Aprova o texto da Convenção 
Internacional sobre Responsabilidade Civil em Danos Causados por Poluição por 
Óleo. 
Decreto n.º 79.437, de 28.03.77 - Promulga a Convenção Internacional sobre 
Responsabilidade Civil em Danos Causados por Poluição por Óleo, 1969. 
Decreto n.o 83.540, de 04.06.79 - Regulamenta a aplicação da Convenção 
Internacional sobre Responsabilidade Civil em Danos Causados por Poluição por 
Óleo, de 1969, e dá outras providências. 
Decreto n.º 87.566, de 16.09.82 - Promulga o texto da Convenção sobre 
Prevenção da Poluição Marinha por Alijamento de Resíduos e Outras Matérias, 
concluída em Londres, a 29 de dezembro de 1972. 
Lei n° 8.723, de 28.10.93 - Dispõe sobre a redução de emissão de poluentes 
por veículos automotores e dá outras providências. 
Lei nº 9.966, de 28.04.00 - Dispõe sobre a prevenção, o controle e a 
fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias 
nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências. 
Decreto n.º 4.136, de 20.02.02 - Dispõe sobre a especificação das sanções 
aplicáveis às infrações às regras de prevenção, controle e fiscalização da poluição 
77 
causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em 
águas sob jurisdição nacional, prevista na Lei no 9.966, de 28 de abril de 2000, e dá 
outras providências. 
Processual 
Lei n° 1.533, de 31/12/51 - Mandato de Segurança. 
Lei n° 4.717, de 29/06/65 - Ação Popular. 
Lei n° 7.347, de 24/07/85 - Ação Civil Pública. 
Queimadas 
Lei nº 4.771, de 19.9.65, art. 27 (Código Florestal). 
Decreto nº 2.661, de 8.7.98 - regulamenta o artigo 27 da Lei nº 4.771/65. 
Lei nº 9.605, de 13.2.98 - dos crimes ambientais, arts.14 e 15. 
Reserva Legal 
Lei nº 4.771, de 19.9.65, art. 16 (Código Florestal). 
Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) 
Decreto nº 1.992, de 05.06.96 - dispõe sobre o reconhecimento das Reservas 
Particulares do Patrimônio Natural, e dá outras providências. 
78 
Saneamento 
Lei n° 5.318, de 26.09.67 - Institui a Política Nacional de Saneamento e cria o 
Conselho Nacional de Saneamento. 
Lei n° 11.445, de 05.01.07 - Estabelece diretrizes nacionais para o 
saneamento básico. 
Segurança Nuclear 
Decreto nº 2.648, de 01.07.98 - Promulga o Protocolo da Convenção de 
Segurança Nuclear, assinada em Viena, em 20.9.94. 
Solo 
Lei nº 6.766, de 19.12.79 - dispõe sobre parcelamento do solo urbano. 
Lei nº 7.876, de 13.11.89 - Institui o Dia Nacional da Conservação do Solo a 
ser comemorado, em todo o País, no dia 15 de abril de cada ano. 
Lei nº 10.257, de 10.07.01- regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição 
Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. 
Taxas Ambientais 
Lei nº 9.960, de 28.1.00 - institui a Taxa de Serviços Administrativos - TSA, 
em favor da Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA, estabelece 
preços a serem cobrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis - IBAMA, cria a Taxa de Fiscalização Ambiental – TFA. 
79 
Terceiro Setor 
Lei nº 9.790, de 23.3.99 - dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de 
direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de 
Interesse Público, institui e disciplina o Termo de Parceria, e dá outras providências. 
Unidades de Conservação 
Lei nº 9.985, de 18.6.00 - regulamenta o art. 225, § 1º, incisos I, II, III e VII da 
Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e dá 
outras providências. 
Decreto nº 3.834, de 5.6.01- regulamenta o art. 55 da Lei no 9.985, de 18 de 
julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da 
Natureza, e delega competência ao Ministro de Estado do Meio Ambiente para a 
prática do ato que menciona, e dá outras providências. (REVOGADA). 
Decreto nº 4.340, de 22.08.02 - regulamenta artigos da Lei 9.985, de 18 de 
julho de 2.000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação 
da Natureza- SNUC, e dá outras providências. 
OBS: Há ainda leis estaduais e municipais, portarias dos órgãos do SISNAMA e 
resoluções do CONAMA. Todas as leis estão linkadas para sites oficiais do Governo 
(Planalto ou Senado). 
3.2 Áreas de Preservação Permanente 
Alguns espaços territoriais e seus componentes foram assinalados na 
expressiva maioria dos Estados brasileiros, como “áreas de preservação 
permanente” (APP), que são espaços, tanto de domínio público quanto de domínio 
80 
privado, que limitam constitucionalmente o direito de propriedade, levando-se em 
conta, sempre, a função ambiental da propriedade. (Art. 170, VI da CR/88). No 
entanto, é desnecessária a desapropriação da área de preservação permanente, 
pois a mesma não inviabiliza totalmente o exercício do direito de propriedade. As 
Constituições Estaduais protegem esses espaços por elas delineados, com a 
garantia de que somente mediante lei, eles poderão ser alterados ou suprimidos. 
(Art. 225, § 1º, III da CR/88). A Resolução CONAMA 302 de 20/03/2002 estabeleceu 
que a APP tem a “função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a 
estabilidade geológica, abiodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o 
solo e assegurar o bem estar das populações humanas”. A APP é constituída pela 
flora - florestas e demais formas de vegetação (Art. 2º caput e 3º caput do Código 
Florestal ) - fauna, solo, ar e águas. (Lei 4.771/1965 e 7.803/1989 e ainda Resolução 
CONAMA 303 de 20/03/2002). 
3.2.1 Florestas de Preservação Permanente 
As florestas de preservação permanente estão consideradas e relacionadas 
nos arts. 2º e 3º do Código Florestal (Lei 4.771/65). No art. 2º estão arrolados 
diversos elementos geomorfológicos, tais como, cursos d'água, lagoas, 
reservatórios, nascentes, morros, restingas e mangues. Entretanto, em alguns 
desses elementos à faixa de vegetação que deverá ser conservada está claramente 
definida e em outros, o espaço para essa vegetação não está indicado. Na 
constituição das florestas compreendidas no referido artigo não interveio a 
discricionariedade da Administração Pública: são imperativas por força das Leis 
4.771/65 e 7.803/89. O art. 3º prevê as florestas e formas de vegetação a que possa 
ser dado o caráter de preservação permanente. Elas não podem ser constituídas 
pelo Poder Público, a não ser com a finalidade de atenuar a erosão das terras 
formar faixa de proteção ao longo das rodovias e ferrovias, auxiliar na defesa do 
território nacional, proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou 
histórico, asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção, manter o 
ambiente necessário à vida das populações silvícolas, assegurar condições de bem 
81 
estar público ou nas áreas metropolitanas definidas em lei. Quanto às florestas 
desse artigo, será a Administração quem decidirá da conveniência e da 
oportunidade de reflorestar as áreas atingidas, avaliando a questão através de 
adequada motivação. (§ 1º do art. 3º do Código Florestal). 
3.2.2 Reserva Florestal Legal 
Da mesma forma que as florestas e demais formas de preservação 
permanente a Reserva Florestal Legal decorre de normas legais que limitam o 
direito de propriedade. A diferença entre elas diz respeito ao que concerne a 
dominialidade, pois que a Reserva Florestal Legal dos arts. 16 e 44 do Código 
Florestal incide somente sobre o domínio privado ao passo que as Áreas de 
Preservação Permanente incidem sobre o domínio privado e publico. (Lei 4.771/65 e 
Lei 5.197/67). A Reserva Florestal Legal é espaço territorialmente protegido, 
conforme o art. 225, § 1º, III da CR/88. Para assegurar o direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, como bem de uso comum do povo e essencial à sadia 
qualidade de vida, incumbe ao Poder Público definir, em todas as unidades da 
Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente 
protegidos, sendo a alteração e supressão permitidas somente através de lei. Assim 
a Reserva Florestal Legal, não só é protegida pela lei ordinária como pela própria 
Constituição da República. Portanto, a não ser por consentimento expresso da lei 
federal, nem o proprietário privado nem o Poder Executivo (quaisquer órgãos da 
Administração Pública) podem consentir na diminuição e na supressão da Reserva 
Florestal Legal. (Art. 225, § 1º, III da CR/88). 
3.2.3 Fauna 
Conjunto de espécies animais que vivem num determinado país ou região, 
entendendo-se que fauna silvestre não significa exclusivamente a fauna encontrada 
na selva, pois o marco referencial legal para diferenciar fauna doméstica da não 
82 
domesticada, foi “a vida natural em liberdade” ou “fora do cativeiro”, segundo o 
estabelecido na lei que caracterizou a fauna a ser protegida como os animais que 
vivem naturalmente fora do cativeiro. (Art. 1º da Lei 5.197/67). 
Competência para Legislar Sobre Fauna: A Constituição Federal inseriu o 
tema “fauna” na competência concorrente da União e dos Estados. (Art. 24, VI da 
CF/88). A Lei 9.605/98 definiu com espécies de fauna silvestre todos aqueles 
pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou 
terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos 
limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras. (Art. 29, § 3 º da Lei 
9.605/98- Lei de Crimes Ambientais). 
3.2.4 Unidades de Conservação 
As Unidades de Conservação integram o SNUC (Sistema Nacional de 
Conservação), criado em 2.000, pela Lei 9.985. São entendidas como sendo o 
espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com 
características naturais relevantes, legalmente instituídas pelo Poder Público, com 
objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, 
ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. Art. 2º, I da Lei 9.985/2000. 
Divide-se em dois grupos: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso 
Sustentável. O art 22 esclarece que as unidades de conservação são criadas por ato 
do Poder Público. Nada impede, contudo, que se utilize à lei, como instrumento para 
sua criação. 
Unidades de Proteção Integral => Compostas por cinco categorias de unidades de 
conservação: 
Estação Ecológica; 
Reserva Biológica; 
Parque Nacional; 
83 
Monumento Natural; 
Refúgio de Vida Silvestre. 
Na Estação Ecológica, além da preservação da natureza, também ocorrem as 
pesquisas científicas. 
Na Reserva Biológica, a biota e outros atributos naturais são preservados 
integralmente, mediante a não intervenção humana direta ou modificações 
ambientais, salvo quando necessárias para recuperar os ecossistemas alterados e 
as ações de diversidade biológica e os processos ecológicos naturais. 
Nos Parques Nacionais existe a preservação dos ecossistemas naturais de 
grande relevância ecológica e beleza cênica. É o local onde ocorrem pesquisas 
científicas, desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, 
bem como recreação e turismo ecológico. 
No Refúgio de Vida Silvestre são garantidas condições para a existência ou 
reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou 
migratória. 
Unidades de Uso Sustentável => Compostas por sete categorias de unidades de 
conservação: 
Área de Proteção Ambiental; 
Área de Relevante Interesse Ecológico; 
Floresta Nacional; 
Reserva Extrativista; 
Reserva de Fauna; 
Reserva de Desenvolvimento Sustentável; 
Reserva Particular do Patrimônio Natural. 
84 
Trata-se de uma área extensa, podendo ter ocupação humana, constituída 
por atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais, cuja finalidade é proteger a 
diversidade biológica, disciplinar a ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso 
dos recursos naturais. Art. 15 da Lei 9.985/2000. 
Sua extensão é bem pequena, com pouco ou nenhum adensamento humano. 
Caracteriza-se por conter exemplares raros da biota regional, proporcionando a 
manutenção dos ecossistemas naturais, de importância regional ou local. Art. 16 da 
Lei 9.985/2000. 
Predominam as espécies nativas. Propõe-se ao uso múltiplo sustentável dos 
recursos florestais e da pesquisa científica. Art. 17 da Lei 9.985/2000. 
Ocupada por populações extrativistas tradicionais, visa assegurar o uso 
sustentável dos recursos naturais da unidade. Art. 18 da Lei 9.985/2000. 
Ocupada por populações animais nativas, sejam elas terrestres ou aquáticas, 
residentes ou migratórias. É um local apropriado para estudos técnico-científicos 
sobre manejo sustentável da fauna. Art. 19 da Lei 9.985/2000. 
Trata-se de área natural, ocupada por populações tradicionais. Sua base é a 
exploração dos recursos naturais de forma sustentável, levando em conta às 
condições ecológicas locais, fundamentais na proteção da natureza e na 
manutenção da diversidade biológica. Art. 20 da Lei 9.985/2000. 
Área privada, gravada com perpetuidade para conservação da diversidade 
biológica. Art. 21 da Lei 9.985/2000. 
3.3 Crimes Ambientais 
Para que possamos compreender qual o exato significado da expressão 
“crimesambientais”, é de suma importância que estudemos separadamente os 
conceitos de crime e de ambiente. 
Segundo Damásio E. de Jesus (Direito Penal- parte geral. 21ª ed. rev. atual. 
Saraiva. São Paulo: 1998. 1º vol. 744p.), o conceito material de crime é “a violação 
85 
de um bem penalmente protegido”, e sob o aspecto formal define-se crime como um 
“fato típico e antijurídico”. Para que ocorra um fato típico, é necessário que haja uma 
conduta humana dolosa ou culposa, um resultado, um nexo entre a conduta e o 
resultado e o enquadramento do fato a uma norma penal que o incrimine. Já a 
antijuridicidade é “a relação de contrariedade entre o fato típico e o ordenamento 
jurídico”. 
Ambiente, por sua vez, é a área onde vivem os animais, sendo definido ainda 
meio ambiente pela Lei n.º 6.938/81, art. 3º, I como conjunto de condições, leis, 
influências, alterações e interações de ordem física, química e biológica, que 
permite, obriga e rege a vida em todas as suas formas. 
Assim, crime ambiental é qualquer dano ou prejuízo causado aos elementos 
que compõem o meio ambiente, protegidos pela legislação. 
Lei dos Crimes Ambientais 
Com a entrada em vigor da Lei 9.605, de 13/02/98 (Lei dos Crimes 
Ambientais), o Brasil deu um grande passo legal na proteção do meio ambiente, pois 
a nova legislação traz inovações modernas e surpreendentes na repreensão a 
destruição ambiental; pois vejamos. 
Em seus 82 artigos, a referida lei atualiza a legislação esparsa, revogando 
muitos dispositivos, bem como apresenta novas penalidades, reforça outras 
existentes e impõe mais agilidade ao julgamento dos crimes prevendo o rito sumário 
(art.27) com a aplicação da lei das pequenas causas (Lei 9.099/95). Possibilita a 
incriminação da pessoa física e institui a co-responsabilidade incluindo a pessoa 
física do diretor, administrador ou membro que tenham causado danos (art.2º). 
Outra novidade, aliás muito oportuna, é a possibilidade do juiz utilizar o 
instituto da desconsideração da pessoa jurídica (Disregard of Legal Entity), quando 
em detrimento da qualidade do meio ambiente houver abuso de direito (art.4º), o que 
propiciará incriminar aquele que se esconde atrás de uma pessoa jurídica para 
praticar crimes ambientais, prevendo condenação de decretação de liquidação 
86 
forçada com o perdimento do seu patrimônio em favor do Fundo Penitenciário 
Nacional, após considerá-lo como instrumento do crime (art.24). 
É importante ressaltar que o artigo que previa a responsabilidade objetiva 
criminal foi vetado, mas a responsabilidade objetiva na esfera civil continua em vigor 
por força do art.14, §1º, da Lei 6.369/81, que trata da Política Nacional do Meio 
Ambiente e pelo fato da presente lei tratar apenas de ilícitos penais e administrativos 
contra o ambiente. 
Prevê penas alternativas à prisão como: prestação de serviços à comunidade 
ou à entidade ambiental; interdição temporária de direitos; cassação de autorização 
ou licença concedidas pela autoridade competente; suspensão parcial ou total de 
atividades; prestação pecuniária; recolhimento domiciliar (art. 8 ao 13). 
Importantíssimas novidades são: a colocação dos atos degradatórios contra a 
flora como crimes (art. 38 ao 53) e extrair de florestas de domínio público ou 
consideradas de preservação permanente ou unidade de conservação, sem prévia 
licença, permissão ou autorização competente, pedra, areia, cal ou quaisquer 
espécies minerais como crime com detenção de seis meses a um ano e multa (art. 
44). 
Protege também os animais, impondo severas penas nos casos previstos nos 
seus dispositivos (art. 29 ao 37) e prevê ainda os crimes de poluição a vários 
elementos como o ar, a água e demais componentes do meio ambiente que venham 
a resultar danos à saúde humana, provoquem mortandade de animais ou destruição 
significativa da flora (art. 54). Elenca os crimes contra o ordenamento urbano e o 
patrimônio cultural (art. 62 ao 65), proibindo inclusive a pichação ou grafitagem de 
edificações ou monumentos urbanos (art. 65), com pena de detenção de três meses 
a um ano e multa. 
Interessante também é que possibilita a condenação do autor do crime 
ambiental custear programas de projetos ambientais e contribuir com entidades 
ambientais ou culturais, públicas ou privadas (art. 23, I e IV), o que é muito salutar 
uma vez que praticamente todos os crimes ambientais degradam a natureza, assim 
essa seria uma forma de tentar recuperá-la incentivando uma entidade da área. 
87 
Inclusive entendemos que a entidade que iniciou o processo ou que participou com 
informações deve ter preferência da justiça para receber o auxílio do réu. 
As multas administrativas ficaram bem mais inibidoras, pois podem chegar a 
R$ 50 milhões (art. 75), bem como autoriza a sua lavratura por funcionários de 
órgãos ambientais oficiais (art. 70), o que termina a dúvida quanto à 
constitucionalidade de sua aplicação por agente ambiental. 
Esses são alguns dos principais pontos a destacar na Lei dos Crimes 
Ambientais, que define os crimes e as infrações administrativas contra o meio 
ambiente, faltando agora à sociedade assimila-la para que se diminua a degradação 
ambiental, juntamente com as autoridades competentes que têm a responsabilidade 
de aplicá-la efetivamente. 
Crimes Contra a Fauna 
Para que saibamos realmente o que é crime contra a fauna, devemos 
primeiramente citar o conceito de fauna, que é o conjunto dos animais existentes em 
uma determinada região. 
Segundo o artigo 225, § 1º, VII da Constituição Federal, “incumbe ao Poder 
Público proteger a flora e a fauna, vedadas, na forma da lei, as práticas que 
coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou 
submetam os animais à crueldade”. 
Constituem crimes contra a fauna, conforme a Lei n.º 9.605/98, arts. 29-37: 
1. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre,
nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da 
autoridade competente, ou em desacordo com a obtida; Também se enquadram 
nesse tipo legal quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou 
em desacordo com a obtida; quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou 
criadouro natural; quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em 
cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna 
silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, 
88 
provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou 
autorização da autoridade competente; 
2. Exportar para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto, sem
a autorização da autoridade ambiental competente; 
3. Introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico oficial favorável e
licença expedida por autoridade competente; 
4. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres,
domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Também são albergados nesse 
tipo penal quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que 
para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos; 
5. Provocar, pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais, o
perecimento de espécimes da fauna aquática existentes em rios, lagos, açudes, 
lagoas, baías ou águas jurisdicionais brasileiras. Incorre nas mesmas penas quem 
causa degradação em viveiros, açudes ou estações de aquicultura de domínio 
público; quem explora campos naturais de invertebrados aquáticos e algas, sem 
licença, permissão ou autorização da autoridade competente; quem fundeia 
embarcações ou lança detritos de qualquer natureza sobre bancos de moluscos ou 
corais, devidamente demarcados em carta náutica; 
6. Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares
interditados por órgão competente, incorrendo nas mesmas penas aquele que: 
pesca espécies que devam ser preservadasou espécimes com tamanhos inferiores 
aos permitidos; pesca quantidades superiores às permitidas, ou mediante a 
utilização de aparelhos, apetrechos, técnicas e métodos não permitidos; transporta, 
comercializa, beneficia ou industrializa espécimes provenientes da coleta, apanha e 
pesca proibidas; 
7. Pescar mediante a utilização de: explosivos ou substâncias que, em
contato com a água, produzam efeito semelhante; substâncias tóxicas, ou outro 
meio proibido pela autoridade competente. 
89 
Crimes Contra a Flora 
Entende-se por flora o conjunto de espécies vegetais localizadas em 
determinada região. 
A flora brasileira é constituída pelos seguintes espaços que são protegidos 
por lei: 
Áreas de Preservação Permanente - APP (Cód. Florestal, arts. 2º e 3º); 
Espaços Territoriais Especialmente Protegidos (CF, art. 225, § 1º, III), que são 
as Reservas Biológicas, Reservas Ecológicas, Estações Ecológicas, Parques 
Nacionais, Estaduais e Municipais, Florestas Nacionais, Estaduais e Municipais, 
Área de Proteção Ambiental, Áreas de Relevante Interesse Ecológico e Reservas 
Extrativistas; 
Patrimônio Nacional (CF, art. 225, § 4º), sendo a Floresta Amazônica, Mata 
Atlântica, Serra do Mar, Pantanal Mato-Grossense e Zona Costeira. 
No Brasil, pela existência de grande diversidade de vegetação, há uma 
divisão da flora em quatro tipos: 
- Formações Vegetais;
- Formações Complexas;
- Formações Herbáceas;
- Formações Litorâneas.
Constituem crimes contra a flora (arts. 38-53 da Lei 9.605/98): 
1. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente,
mesmo que em formação ou utilizá-la com infringência das normas de proteção; 
2. Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente, sem
permissão da autoridade competente; 
90 
3. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de
que trata o art. 27 do Decreto n.º 99.274, de 06 de junho de 1990, 
independentemente de sua localização; 
4. Provocar incêndio em mata ou floresta;
5. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar
incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou 
qualquer tipo de assentamento humano; 
6. Extrair de florestas de domínio público ou consideradas de preservação
permanente, sem prévia autorização, pedra, areia, cal ou qualquer espécie de 
minerais; 
7. Cortar ou transformar em carvão madeira de lei, assim classificada por ato
do Poder Público, para fins industriais, energéticos ou para qualquer outra 
exploração, econômica ou não, em desacordo com as determinações legais; 
8. Receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha,
carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do 
vendedor, outorgada pela autoridade competente, e sem munir-se da via que deverá 
acompanhar o produto até o final beneficiamento, incorrendo nas mesmas penas 
quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, 
carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo 
da viagem ou do armazenamento, outorgada pela autoridade competente; 
9. Impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de
vegetação; 
10. Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas
de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia; 
11. Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora
de dunas, protetora de mangues, objeto de especial preservação; 
12. Comercializar motosserra ou utilizá-la em florestas e nas demais formas
de vegetação, sem licença ou registro da autoridade competente; 
91 
13. Penetrar em Unidades de Conservação conduzindo substâncias ou
instrumentos próprios para caça ou para exploração de produtos ou subprodutos 
florestais, sem licença da autoridade competente. 
Poluição e Outros Crimes 
A definição de poluição pode ser dada conforme discorre a Lei n.º 6.938/81 
como 
a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou 
indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da 
população; criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
afetem desfavoravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou 
sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo 
com os padrões ambientais estabelecidos. 
Estão elencados os seguintes crimes na seção referente à poluição e outros 
crimes ambientais (arts. 54-61 da Lei 9.0605/98): 
1. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou
possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortalidade de 
animais ou a destruição significativa da flora. Se esse crime tiver os resultados de: 
tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para a ocupação humana; causar 
poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos 
habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população; 
causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público 
de água de uma comunidade; dificultar ou impedir o uso público das praias; ocorrer 
por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou 
substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou 
regulamentos, haverá aumento de pena, pois será o tipo qualificado, incorrendo 
ainda nas mesmas penas quem deixar de adotar, quando assim o exigir a 
autoridade competente, medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental 
grave ou irreversível; 
2. Executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a
competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a 
92 
obtida, incorrendo nas mesmas penas quem deixa de recuperar a área pesquisada 
ou explorada, nos termos da autorização, permissão, licença, concessão ou 
determinação do órgão competente; 
3. Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer,
transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância 
tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo 
com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos. Incorrerá nas 
mesmas penas quem abandona os produtos ou substâncias referidos ou os utiliza 
em desacordo com as normas de segurança; 
4. Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte
do território nacional, estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente 
poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes ou 
contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes; 
5. Disseminar doença ou praga ou espécies que possam causar dano à
agricultura, à pecuária, à fauna, à flora ou aos ecossistemas. 
Crimes Contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural 
Nos termos dos arts. 62-65 da Lei 9.605/98, constituem crimes contra o 
ordenamento urbano e o patrimônio cultural: 
1. Destruir, inutilizar ou deteriorar: bem especialmente protegido por lei, ato
administrativo ou decisão judicial; arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, 
instalação científica ou similar protegido por lei, ato administrativo ou decisão 
judicial; 
2. Alterar o aspecto ou estrutura de edificação ou local especialmente
protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial, em razão de seu valor 
paisagístico, ecológico, turístico, artístico, histórico, cultural, religioso, arqueológico, 
etnográfico ou monumental, sem autorização da autoridade competente ou em 
desacordo com a concedida; 
93 
3. Promover construção em solo não edificável, ou no seu entorno, assim
considerado em razão de seu valor paisagístico, ecológico, turístico, histórico, 
cultural, religioso, arqueológico, etnográfico ou monumental, sem autorização da 
autoridade competente ou em desacordo com a concedida; 
4. Pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento
urbano. 
Crimes Contraa Administração Ambiental 
São considerados crimes contra a administração ambiental (arts. 66-69 da Lei 
9.605/98): 
1. Fazer o funcionário público afirmação falsa ou enganosa, omitir a verdade,
sonegar informações ou dados técnico-científicos em procedimentos de autorização 
ou de licenciamento ambiental; 
2. Conceder o funcionário público licença, autorização ou permissão em
desacordo com as normas ambientais, para as atividades, obras ou serviços cuja 
realização depende de ato autorizativo do Poder Público; 
3. Deixar, aquele que tiver o dever legal ou contratual de fazê-lo, de cumprir
obrigação de relevante interesse ambiental; 
4. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de
questões ambientais. 
Sanções e Aplicação de Pena 
Pena é a sanção que será imposta pelo Estado, por provocação de uma ação 
penal, à pessoa que praticar um ato ilícito, previsto em lei, tendo como finalidade 
evitar que seja praticada essa conduta delituosa novamente. 
A Lei de Crimes Ambientais prevê as seguintes categorias de penas: 
94 
a) pena privativa de liberdade:
É aquele em que o sujeito condenado deverá cumprir sua pena em regime 
penitenciário. Conforme consta no art. 33 do Código Penal brasileiro, há três 
espécies de regimes penitenciários: regime fechado, em que o indivíduo terá a 
execução de sua pena em estabelecimento de segurança máxima ou média; regime 
semi-aberto, sendo a pena executada em colônia agrícola, industrial ou 
estabelecimento similar e regime aberto, na qual a pena executa-se em casa de 
albergado ou estabelecimento adequado. Deve-se ressaltar ainda que há dois tipos 
de penas privativas de liberdade: detenção e reclusão. 
b) pena restritiva de direitos:
Esse tipo de pena substituirá a aplicação da pena restritiva de liberdade. 
Conforme o art. 7º da Lei n.º 9.605/98, deverão ser observadas as seguintes 
condições para que haja essa conversão de penas: 
tratar-se de crime culposo ou houver a aplicação de pena privativa de 
liberdade inferior a quatro anos; 
a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do 
condenado, bem como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a 
substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime. Essa 
pena poderá ser: prestação de serviços à comunidade, interdição temporária de 
direitos, suspensão parcial ou total de atividades, prestação pecuniária e 
recolhimento domiciliar. 
c) multa: Consiste na cominação de um valor pecuniário à pena aplicada ao
réu. No Brasil, adotou-se o sistema do dia-multa, levando-se em conta o rendimento 
do condenado durante um mês ou um ano, dividindo-se o montante por 30 ou 365 
dias. O resultado equivalerá ao dia-multa. As penas serão agravadas se: 
I - houver reincidência nos crimes de natureza ambiental; 
II - tiver o agente cometido a infração: 
para obter vantagem pecuniária; 
95 
coagindo outrem para a execução material da infração; 
afetando ou expondo a perigo, de maneira grave, a saúde pública ou o meio 
ambiente; 
concorrendo para danos à propriedade alheia; 
atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas, por ato do 
Poder Público, a regime especial de uso; 
atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos humanos; 
em período de defeso à fauna; 
em domingos ou feriados; 
à noite; 
em épocas de seca ou inundações; 
no interior do espaço territorial especialmente protegido; 
com o emprego de métodos cruéis para abate ou captura de animais; 
mediante fraude ao abuso de confiança; 
mediante abuso do direito de licença, permissão ou autorização ambiental; 
no interesse de pessoa jurídica mantida, total ou parcialmente, por verbas 
públicas ou beneficiada por incentivos fiscais; 
atingindo espécies ameaçadas, listadas em relatórios oficiais das autoridades 
competentes; 
facilitada por funcionário público no exercício de suas funções. 
A pena será atenuada se: 
I - o agente for de baixo grau de instrução ou escolaridade; 
II - houver arrependimento do infrator, manifestado pela espontânea 
reparação do dano ou limitação significativa da degradação ambiental causada; 
III – houver comunicação prévia pelo agente, do perigo iminente de 
degradação ambiental; 
96 
IV – houver colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do 
controle ambiental. 
Uma das inovações é a punição à pessoa jurídica que cometer qualquer dos 
crimes tipificados na Lei de Crimes Ambientais. A pessoa jurídica infratora submeter-
se-á às penas de multa, restritivas de direitos (suspensão parcial ou total das 
atividades; interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade; proibição de 
contratar com o Poder Público, bem como dele obter subsídios, subvenções ou 
doações) e prestação de serviços à comunidade (custeio de programas e de 
projetos ambientais; execução de obras de recuperação de áreas degradadas; 
contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas). 
Crimes Juninos-Balões 
A importantíssima e muito mencionada Lei 9.605/98, sobre condutas e 
atividades lesivas ao meio ambiente, estabelece no art. 42 que fabricar, vender, 
transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais 
formas de vegetação é crime contra a flora, com pena de um a três anos de 
detenção e/ou multa. Essa multa, conforme o art. 29 do Dec. 3.179/99, é de mil a 
dez mil reais por unidade. No caso de reincidência, o valor pode ser triplicado. 
A proibição contra soltura de balões é antiga e também constou do Cód. 
Florestal de 1965, art. 26, "f", como contravenção e já estava capitulada na Lei das 
Contravenções Penais de 1941, parágrafo único do art. 28, junto com outras 
infrações contra a incolumidade pública. 
Assim, o que antes era só contravenção penal, agora é crime mesmo, sendo 
justa a aplicação de sanções severas, diante dos grandes riscos e prejuízos que os 
balões juninos indiscutivelmente podem provocar, especialmente na época da seca. 
Há até uma nota oficial de alerta do Ministério da Aeronáutica (atual Comando da 
Aeronáutica) para os pilotos, principalmente estrangeiros, que não conhecem e se 
assustam com esse perigoso folclore. Isso porque na capital paulista a área de 
maior incidência desses crimes é a zona norte, nas proximidades dos Aeroportos de 
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Guarulhos e de Marte. As autoridades desse setor chamam os balões de "objetos 
voadores não tripulados" e muitos deles carregam fogos de artifício, ampliando os 
riscos para o ambiente e para as pessoas. 
Portanto, balão é caso de polícia. 
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REFERÊNCIAS 
Bibliografia Básica 
MARCHESAN, Ana Maria Moreira; STEIGLEDER, Annelise Monteiro; 
CAPPELLI, Sílvia. Direito Ambiental. 4 ed., São Paulo: Verbo Jurídico, 254p. 2007. 
Bibliografia Complementar 
COPOLA, Gina. Elementos de Direito Penal. 1 ed., São Paulo: Temas e Ideias, 
2003, 256p. 
JUNGSTEDT, Luiz Oliveira Castro. Direito Ambiental: Legislação. 2 ed., Rio de 
Janeiro: Thex, 2002, 817p. 
SILVA, Bruno Campos. Direito Ambiental: Enfoques Variados. 1 ed., Rio de Janeiro: 
Lemos & Cruz, 2004, 640 p. 
SILVA, José Afonso da Silva. Direito ambiental constitucional. 2 ed., São Paulo: 
Malheiros, 1992. 
SIRVINSKAS, Luís Paulo. Tutela Penal do Meio Ambiente. São Paulo: Saraiva, 
1998, 159p. 
http://www.submarino.com.br/books_bio.asp?Query=&ProdTypeId=1&CatId=11754&PrevCatId=11752&ArtistId=3017714&Type=1
	1 CAPA DE APOSTILA.pdf
	Página 1
	2 CONTRACAPA DE APOSTILA (1).pdf
	Página 3

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