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VISITA
TÉCNICA VIRTUAL
Cordenação: João Marcos Andrade
Professor: Thiago Martins Pagano
Módulo:
ANALISTA EM COMÉRCIO EXTERIOR
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2
E ZONAS
SECUNDÁRIAS
ZONAS PRIMÁRIAS
Sempre quando falamos de comércio exterior brasileiro, temos 
que ter em mente onde a mercadoria será desembaraçada, sen-
do ela para um processo de importação ou mesmo um processo 
de exportação.
Tomando-se por esse ponto e também já sabendo qual modal 
será feito o transporte, sendo ele em aéreo, marítimo ou mes-
mo rodoviário, conseguiremos ter uma definição melhor de onde 
será o desembaraço da carga.
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Após esse passo dado e a definição de como será feito o transporte da carga, já podemos discutir se 
a mesma será desembaraçada em uma zona primária ou mesmo nas chamadas zonas secundárias.
Diferença entre zona primária e zona secundária
Por definição direta, zona primária é qualquer zona de entrada e saída de mercadoria, ou seja, 
quaisquer pontos iniciais de entrada e saída do país. Em outras palavras, todo o primeiro ponto 
em que a carga está em solo brasileiro e ainda “pertence” ao exportador.
Parece confuso, porém é simples de explicar.
Usando um exemplo simples, quando a carga vem em modal aéreo, a zona primária será o aero-
porto onde ele será desembaraçado, ou seja, o ponto em que a carga sofrerá atuações da aduana 
brasileira. Em outras palavras, qualquer ponto brasileiro onde a carga dará a sua entrada no país.
Abaixo, discorreremos sobre alguns pontos de entrada no país, tanto para carga aérea, carga ma-
rítima e também as cargas rodoviárias.
Um adendo, sim, os pontos de fronteira também são considerados zonas primárias:
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01
Zona primária para carga aérea
Como dito anteriormente, são todos os aeroportos 
onde as cargas sofrerão ações da aduana brasilei-
ra e serão desembaraçadas. Vale lembrar que to-
dos os aeroportos que estão autorizados a operar 
podem ter a passagem de cargas entre si, porém 
apenas aeroportos que têm origem/destino inter-
nacional tem a possibilidade de operar o desemba-
raço de cargas. Em outras palavras, aeroportos pe-
quenos como o de Congonhas em São Paulo, por 
exemplo, tem sua nomenclatura “internacional”, 
mas já não recebe e envia voos internacionais.
Vale lembrar que os aeroportos podem ser de con-
cessões público-privadas, ou seja, os aeroportos 
podem ser privatizados. 
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Um outro ponto, é que nos casos de importação, a 
carga não é automaticamente disponibilizada para 
desembaraço, ou seja, ela deverá dar entrada e es-
perar fisicamente o voo ser finalizado para poder 
ser mexida.
Fonte: Site Duqueestrada: https://duqueestrada.adv.br/
https://duqueestrada.adv.br/
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02
Zona primária para carga marítima
Assim como para os aeroportos acima ditos, os 
portos também são chamados de zonas primárias, 
já que são as “portas de entrada e saída” de cargas. 
Um fator diferente dos aeroportos é que todos os 
portos têm sua aduana específica, porém nem to-
das trabalham. Explico: Todos os portos, por se-
rem entradas e saídas tem a aduana atuante, po-
rém existem portos menores que em momentos 
de acúmulo de cargas e de operações, “fecham”, 
obrigando ao navio que vier descarregar a carga 
vá para o próximo porto indicado. Em relação às 
exportações, ocorre exatamente a mesma coisa, 
ou seja, caso o porto esteja totalmente lotado, a 
carga não será aceita e o exportador será obriga-
do a depositar sua carga em um porto próximo.
Vale lembrar que alguns portos podem ser dividi-
dos por duas cidades, como por exemplo, o maior 
porto do Brasil e da América Latina, o Porto de 
Santos, que está dividido em duas margens, à es-
querda e a direita, onde a esquerda é a cidade do 
Guarujá e a margem direita é pertencente à cida-
de de Santos.
Diferentemente dos aeroportos, os portos em al-
guns dos casos ainda não foram totalmente privati-
zados e são de poder público.
É interessante dizer que quando a carga chega ao 
país, ela não é automaticamente disponibilizada para 
desembaraço, ou seja, entre a chegada da carga e a 
entrada em um armazém alfandegado, leva-se um 
determinado tempo, conforme o final da operação 
do navio. Essa operação é de nome Destinação ou 
Redestinação e o Despachante Aduaneiro deve 
fazer a mesma em até 48 horas antes da chegada 
da carga no país. Caso não seja feita, a carga será 
destinada ao armazém alfandegário mais próximo 
a atracação do navio.
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Fonte: Site Globo.Com (http://educacao.globo.com/artigo/portos-brasileiros.html)
http://educacao.globo.com/artigo/portos-brasileiros.html
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Zona primária para carga rodoviária
Diferentemente dos itens anteriores, os pontos 
de fronteiras para rodoviário não se estendem a 
todo território no qual o Brasil faz fronteira com 
os demais países da América do Sul. Abaixo estão 
todos os 24 pontos de fronteira onde as cargas 
serão desembaraçadas:
 Fonte: Site Grupo V. Santos (https://www.vsantos.com.br/pontos-de-fronteiras-alfandegados/)
https://www.vsantos.com.br/pontos-de-fronteiras-alfandegados/
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Cidade UF Região Fiscal
Cáceres Mato Grosso
1ª Região Fiscal
Bela Vista Mato Grosso do Sul
Mundo Novo Mato Grosso do Sul
Corumbá Mato Grosso do Sul
Ponta Porã Mato Grosso do Sul
Porto Murtinho Mato Grosso do Sul
Santa Rosa do Purus Acre
2ª Região Fiscal
Epitaciolândia AC Acre
Assis Brasil AC Acre
Guajará-Mirim Rondônia
Pacaraima Roraima
Bonfim Roraima
Santo Antonio do Sudoeste Paraná
9ª Região Fiscal
Capanema Paraná
Foz do Iguaçu Paraná
Foz do Iguaçu Paraná
Dionísio Cerqueira – carga Santa Catarina
Dionísio Cerqueira – turista Santa Catarina
Jaguarão Rio Grande do Sul
10ª Região Fiscal
Bagé Rio Grande do Sul
Porto Mauá Rio Grande do Sul
Porto Xavier Rio Grande do Sul
Uruguaiana Rio Grande do Sul
Barra do Quaraí Rio Grande do Sul
Quaraí Rio Grande do Sul
Chuí Rio Grande do Sul
Santana do Livramento Rio Grande do Sul
Fonte: Receita Federal Brasileira
Vale lembrar também que poderíamos sim falar do modal ferroviário e ele entraria em pontos de 
fronteira também, porém o tamanho das bitolas entre as linhas férreas brasileiras e de outros paí-
ses da América do Sul não são compatíveis.
Um fator importante é que assim que a carga chega em fronteira ela automaticamente está dis-
ponível para desembaraço, diferentemente dos pontos acima (portos e aeroportos).
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Recapitulando então:
Zona primária nada mais é do que o ponto de aduana inicial, tanto para importação quanto para 
exportação, isso funciona para os três modais utilizados no país (aéreo, marítimo e rodoviário).
Zonas secundárias são as chamadas Estações Aduaneiras do Interior (EADI) ou podem ser chama-
dos por outro nome, “portos secos”, que nada mais são do que locais autorizados, fora das zonas 
primárias que podem ocorrer o desembaraço de mercadoria, tanto na importação quanto na ex-
portação.
Nesses locais, reconhecidos pela Receita Federal Brasileira (Aduana), os desembaraços de merca-
doria podem ocorrer normalmente, já que nesses mesmos existem representantes da Aduana, ou 
seja, os Fiscais da Receita Federal e seus subordinados.
Abaixo estão todos os EADIs brasileiros:
Fonte: http://www.abepra.org.br/wp-content/uploads/2015/02/abepra_2015.pdf
http://www.abepra.org.br/wp-content/uploads/2015/02/abepra_2015.pdf
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RF UF Cidade Administrador
1
DF Brasília LOGSERVE - Logística Armazenamento e Serviços Ltda.
MS Corumbá AGESA – Armazéns Gerais Alfandegados de MS LTDA.
GO Anápolis Porto Seco Centro-Oeste S.A.
MT Cuiabá Transmino Transportes Ltda.
2
AM Manaus Porto Seco Graman
PA Belém Porto Seco - Metrobel
4 PE Ipojuca Wilson Sons Logistica Ltda
4 PE Recife Yolanda Logística, Armazém, Transp. e Serviços Gerais Ltda.
6 MG
Juiz de Fora Multiterminais Alfandegados do Brasil Ltda.
Uberaba Porto Seco do Triângulo Ltda
7 RJ
Mesquita TransportesMarítimos e Multimodais São Geraldo Ltda
Resende Terminal Logístico do Vale do Paraíba
8
SP Barueri
MULTILOG BRASIL S/A (antiga ELOG S/A, ELOG Sudeste S/A e, antes disso, 
Armazéns Gerais Columbia S/A)
SP São Bernardo do Campo AGESBEC - Armazéns Gerais e Entrepostos São Bernardo do Campo S.A.
SP São Bernardo do Campo Lachmann Terminais Ltda
SP Bauru Brado Logística S/A)
SP Sorocaba Aurora Terminais e Serviços Ltda.
SP Taubaté EADI Taubaté Ltda.
9
PR Cascavel Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná - CODAPAR
PR Foz do Iguaçu Multilog Sul Armazens Geraiis Ltda
PR Curitiba Multilog Sul Armazens Geraiis Ltda
SC Itajaí Brasfrigo S/A
SC São Francisco do Sul Porto Seco Rocha Terminais de Cargas Ltda
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10
RS Caxias do Sul EADI - Porto Seco Transportes Ltda.
RS Novo Hamburgo Multi Armazéns Ltda.
RS Uruguaiana Elog Logística Sul Ltda
RS Jaguarão Elog Logística Sul Ltda
RS Canoas Banrisul Armazéns Gerais S.A
RS
Santana do Livramen-
to
Elog Logística sul Ltda
RS
Santana do Livramen-
to
ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S.A
Uruguaiana ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S.A
Um dado importante é que existe a possibilidade de desembaraço de carga nos portos-secos via 
fracionada, ou seja, é possível que a carga seja desembaraçada aos poucos, permitindo assim que 
o importador utilize o espaço do EADI como seu armazém.
Outra questão é que para que seja feita a transferência de carga da zona primária para a secun-
dária, é necessário que o Despachante Aduaneiro faça uma solicitação de remoção via DTA que é 
a Declaração de Trânsito Aduaneiro, esse procedimento pode ser aceito ou não (parametrizada 
em canais).
Este tipo de solicitação não tem sua parametrização automática, ou seja, é solicitado pelo Despa-
chante no Siscomex e é aguardado o parecer da Receita Federal.
Assim como para as cargas aérea e marítima nos “Portos Secos” as cargas também não ficam dis-
poníveis automaticamente, ou seja, é necessário que a operação de chegada seja concluída e as-
sim a mesma poderá ser mexida.
Um fator importante é que normalmente são desembaraçadas cargas vindos dos modais aéreo e 
marítimo, já que vindas do modal rodoviário, a lei aplicada exige que a mesma seja desembaraça-
da em fronteira.
Características das zonas primária e secundária
É interessante pontuar as diferenças entre as zonas primárias e a zona secundária. Abaixo está 
um quadro demonstrativo:
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Zona Primária Zona Secundária
Lote desembaraçado totalmente Lote pode ser desembaraçado parcial
Altos custos de armazenagem Custos reduzidos de armazenagem
Contêiner pode ser desovado Contêiner pode ser desovado
Disponível após operação do modal Depende de autorização para remoção
Sem custos de transporte Custo de transporte entre zona primária e secundária
Volume grande de processos para desembaraço Volume menor de processos para desembaraço
Opera em horários maiores Opera apenas em horários comerciais
Concessão pública e privada ou mista Concessão privada
Atende apenas a grandes centros Capaz de atender cidades distantes dos centros
Algumas curiosidades dos EADIs:
O Maior Porto Seco do Brasil é o 
de Uruguaiana;
O porto seco mais antigo do Brasil é o 
Porto Seco de Agesa, localizado em Co-
rumbá, no Mato Grosso do Sul;
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Os Porto Secos foram criados para atender 
cidades do interior do país;
Atualmente existem 63 portos secos 
em operação e a ideia é realizar o au-
mento em exponencial para atender 
todo o país;
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A concessão para a construção e ma-
nutenção de um porto seco vai até 35 
anos, podendo ser renovada;
Existe também o CLIA (Centro Logístico In-
tegrado Aduaneiro) que é a evolução do 
EADI, ou seja, onde o contexto é exatamen-
te o mesmo que o EADI, porém com a van-
tagem dos custos com armazenagem sejam 
até mais reduzidos que o próprio Porto Seco 
e, que os valores de transporte podem ser 
reduzidos mais ainda, devido às distâncias.
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Um EADI pode passar a ser um CLIA, 
porém não é obrigatório.
O CLIA é mais voltado a empresas que não 
possuem estoque e precisam fracionar a 
coleta de cargas.
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Canais de parametrização
Quanto aos tempos dos canais em importação, é normal considerar que:
Para casos aéreos, caso seja parametrizado em canais diferentes de verde, os tempos de distribui-
ção para fiscais e análise de carga vão de acordo com:
Canal Amarelo: De 1 até 2 dias úteis para distribuição 
e mais 1 até 2 dias para análise de carga ou documen-
tal. Esse tempo não é regra, porém por ser carga consi-
derada expressa, são mais comuns que sejam com esse 
tempo. Prazo estimado final de 4 dias úteis, podendo 
ser estendido.
Canal Vermelho: De 1 até 3 dias úteis para distribuição 
e mais 1 até 3 dias para análise de carga e documen-
tal. Esse tempo não é regra, porém por ser carga consi-
derada expressa, são mais comuns que sejam com esse 
tempo. Prazo final de 6 dias úteis previsto, podendo ser 
prolongado. Esse prazo pode ser estendido, caso o fis-
cal assim entenda que precisa de mais informações ou 
análise pericial, por exemplo.
Já para carga marítima, os prazos são diferentes, conforme abaixo:
Canal Amarelo: De 1 até 2 dias úteis para distribuição e 
mais 1 até 3 dias para análise de carga ou documental. 
Esse tempo não é regra, porém por ser carga considera-
da expressa, são mais comuns que sejam com esse tem-
po. Prazo final de 5 dias úteis, podendo ser estendido, 
caso assim seja entendido.
Canal Vermelho: De 1 até 3 dias úteis para distribuição 
e mais 1 até 5 dias para análise de carga e documental. 
Esse tempo não é regra, porém por ser carga considera-
da expressa, são mais comuns que sejam com esse tem-
po. Prazo final de 8 dias úteis previstos, podendo ser 
prolongado. Esse prazo pode ser estendido, caso o fis-
cal assim entenda que precisa de mais informações ou 
análise pericial, por exemplo.
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Em casos de rodoviário, os prazos são mais curtos, conforme abaixo:
Canal Amarelo: De 1 até 2 dias úteis para distribuição 
e mais 1 até 3 dias para análise de carga ou documen-
tal. Esse tempo não é regra, porém por ser carga consi-
derada expressa, são mais comuns que sejam com esse 
tempo. Prazo final de 5 dias úteis. Normalmente a dis-
tribuição e análise é bem mais rápida, porém esses pra-
zos são de praxe e podem ser prolongados. 
Canal Vermelho: De 1 até 3 dias úteis para distribui-
ção e mais 1 até 5 dias para análise de carga e docu-
mental. Esse tempo não é regra, porém por ser carga 
considerada expressa, são mais comuns que sejam com 
esse tempo. Prazo final de 8 dias úteis. Este prazo pode 
ser estendido, caso o fiscal assim entenda que precisa 
de mais informações ou análise pericial, por exemplo. 
Acontece mais rapidamente, já que não existem tantos 
fiscais na fronteira e o processo é mais rápido, porém 
depende do entendimento do mesmo.
Para casos de carga entrepostada (em portos secos) funciona conforme a as cargas em portos.
Seguem as Normativas quanto a isto:
Art. 22. A DI selecionada para canal diferente de verde será 
distribuída para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, 
que será o responsável pelo despacho   (Redação dada pe-
lo(a) Instrução Normativa RFB nº 1813, de 13 de julho de 
2018).
Parágrafo único. A distribuição mencionada no caput poderá 
ser feita a Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil lotado 
em unidade da RFB diferente da unidade de despacho, con-
forme disciplinado em ato da Coana.   (Incluído(a) pelo(a) Ins-
trução Normativa RFB nº 1813, de 13 de julho de 2018)
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E segundo a mesma instrução, vai de acordo, conforme abaixo:
De qualquer forma, qualquer canal diferente de verde, quando ocorrido não tem prazo legal 
determinado para distribuição e análise do fiscal da Receita Federal, o único informativo é que 
após a definição, o fiscal tem até 8 dias para lançamento do auto de infração,caso assim enten-
da que ocorreu.
Como funciona após a liberação de carga
Após a parametrização de carga e liberação da mesma, em tese, as cargas já estão disponíveis, 
porém não automaticamente, ou seja, é necessário agendamento para que as cargas sejam cole-
tadas pelas transportadoras.
No caso das cargas em aeroportos, é necessário apresentar a documentação, juntamente à Re-
ceita Federal, para que o “puxe” da carga seja feita. Em outras palavras, tornar a carga disponível 
para alguém coletar. Um exemplo claro disso é o Aeroporto Internacional de Guarulhos que ape-
nas após a entrega de toda a documentação original (AWB, Invoice, Packing List, NFE e demais), 
a Receita Federal do Brasil (RFB) dá o aceite e a carga sofrerá o puxe. Essa solicitação só poderá 
ocorrer até determinada hora do dia, porém a disposição pode ser a qualquer momento após o 
horário comercial.
Art. 22. A DI selecionada para canal diferente de verde será 
distribuída para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, 
que será o responsável pelo despacho. 
Parágrafo único. A distribuição mencionada no caput poderá 
ser feita a Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil lotado 
em unidade da RFB diferente da unidade de despacho, con-
forme disciplinado em ato da Coana (NR).  
“Art. 42. 
§ 2º Havendo manifestação de inconformidade, por parte 
do importador, em relação à exigência de que trata o § 1º, 
o crédito tributário ou direito comercial será constituído 
mediante lançamento em auto de infração, que será lavrado 
em até 8 (oito) dias.” (NR) 
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Para a carga marítima, após liberação da 
mesma, a documentação deverá ser en-
tregue ao recinto alfandegado para que 
o aceite seja feito. Ultimamente, é solici-
tado que o agendamento de coleta seja 
feito via site dos armazéns e, o mesmo 
não funciona conforme o aéreo. As cole-
tas são de acordo com o horário marcado.
Já para casos rodoviários, a mesma é au-
tomaticamente liberada para viajar e di-
ferentemente das citadas acima, não ge-
ram armazenagem.
Por fim, no caso das liberações em EA-
DIs, funcionam em tese como as libera-
ções em portos, porém com a vanta-
gem de ser mais acessível e assim que 
liberadas em sistema podem ser automa-
ticamente disponibilizadas.
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Um bom ponto a ser considerado também é que por mais que se entende que existem os impos-
tos no ato do registro de Importação no Siscomex, sendo eles o Imposto de Importação (II), Im-
posto sobre Produto Industrializado (IPI), Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para 
Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Ser-
viços (ICMS), sendo que apenas o último é um imposto estadual, ou seja, cada Estado brasileiro 
tem autonomia para cobrar o valor devido, enquanto os outros impostos são federais. Em outras 
palavras, cada estado cobra o valor do Imposto ICMS no ato do registro da carga de Importação, 
de acordo com o local de desembaraço, ou seja, em São Paulo, por exemplo, é cobrado 18% de 
ICMS, enquanto em Santa Catarina, 12% (podendo ter o retorno de 4% a fonte pagadora), en-
quanto os demais impostos são federais e são cobrados em seu todo. Vale lembrar que esses im-
postos são calculados de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) praticada no 
ato do registro da carga, que definirá a mesma.
Vale lembrar que o ICMS é uma tarifa “Ad Valorem”, ou seja, em todos os numerários enviados por 
despachantes aduaneiros, ela é cobrada a parte, por ser uma tarifa cobrada por Estado. Abaixo 
colocamos a tabela de valores por Estado. Notem que o valor em cinza é relacionado ao ICMS de 
entrada e nacionalização em cada estado.
Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/icms-origem-quem-paga-como-funciona-o-recolhimento-difal-e-muito-mais/ 
https://www.jornalcontabil.com.br/icms-origem-quem-paga-como-funciona-o-recolhimento-difal-e-muito-mais/
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Lembramos também que o que define cada alíquota na hora do registro de Entrada da Importa-
ção, ou seja, na hora do registro da Declaração de Importação (DI) é o NCM adotado de acordo 
com a carga e todos os outros impostos (Imposto de Importação, IPI, PIS e Cofins) são vinculados 
a ele (NCM). O ICMS, como explicado acima, é determinado pelo Estado do Brasil que a mercado-
ria dará a sua entrada. 
Um último fator, como indicado na tabela acima é que caso, por exemplo, exista a venda de um 
Estado para outro, atendendo ao cliente final, será cobrada a diferença entre as bases de ICMS, 
ou seja, o de Destino versus o de Origem.
Casos de exportação
Para casos de exportação, funciona exata-
mente como as importações, sim, temos 
canais de parametrização quando as DU-Es 
são registradas e os prazos são tão próxi-
mos senão os mesmos dos citados acima. A 
grande diferença é que assim que liberados 
os processos, fica a disposição do importa-
dor em seguir viagem.
É bem comum que as exportações sejam 
consideradas mais fáceis que as importa-
ções, em relação ao desembaraço. A grande 
diferença é que para exportações, não são 
cobrados impostos e normalmente as arma-
zenagens são baixas ou próximas a zero.
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Envio de cargas entre postadas para clientes 
em outros países
Pela lei nada impede de você utilizar o Entre-
posto Aduaneiro (EADI) como seu armazém, 
porém assim que solicitada, a carga deverá 
ser totalmente desembaraçada pela empresa 
para que ela consiga “seguir viagem”. Não é 
possível fazer o repasse de carga para clientes 
sem que a mesma não esteja desembaraçada.
Em outras palavras, não é possível utilizar o 
EADI como centro de distribuição de sua car-
ga que esteja embaraçada, porém nada impe-
de de você desembaraçar a carga e fazer um 
cross-docking disso.
O processo de cross-docking é quando a em-
presa utiliza documentos diferentes para se-
guir viagem, ou seja, no caso de uma expor-
tação por entreposto fiscal, primeiramente a 
carga deverá ser desembaraçada e ter a docu-
mentação de importação entregue à Receita 
Federal Brasileira. Normalmente o processo 
de cross-docking funciona em multimodais, por 
exemplo, supondo que importamos uma carga 
vinda da China via marítima e a mesma está em 
um EADI. 
Ela é desembaraçada e irá para algum clien-
te via rodoviário na Argentina, e, entre sair do 
EADI e seguir viagem, são feitos dois proces-
sos, o primeiro de importação, onde a carga 
sairá do recinto e o segundo de exportação, 
seguindo viagem com a documentação de ex-
portação, porém apenas será desembaraçada 
quando passar pela fronteira.
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Como funciona a visita técnica
Sim, é bem comum a realização de visitas a Portos, 
Aeroportos, Fronteiras e Portos Secos (EADIs), prin-
cipalmente realizados por grupos de faculdades, cur-
sos profissionalizantes e visitas agendadas por Des-
pachantes Aduaneiros para seus clientes.
Um fator importante é que nessas visitas não é auto-
rizado tirar fotos, ou mesmo filmar as cargas e ope-
rações que estão acontecendo, já que se tratam de 
recintos alfandegários confidenciais, ou seja, qual-
quer informação “vazada” pode ser caracterizada até 
como crime.
Outra questão é que essas visitas agendadas são soli-
citadas por órgãos ou despachantes e, cabe à Receita 
Federal aprovar ou não, ou seja, é tudo vistoriado e 
prontamente com acompanhamento.
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Tipos de equipamentos para embarque de cargas
Quando falamos de equipamentos para embarque, logo nos lembramos de contêineres, das suas 
mais diferentes formas e características. É fato lembrar que para as cargas marítimas e rodoviá-
rias, os tipos são completamente diferentes dos contêineres utilizados no modal aéreo e que, de 
fato, iremos mostrar a sequência, rapidamente, cada característica deles.
Vale lembrar que quando se trata de Portos Secos (EADIs) é comum ter todo tipo de contêineres, 
porém não é normal que cargas rodoviárias, liberadas nesse modal, vão para esse local alfande-
gado.
Abaixo estão os tipos de equipamentos:Contêineres aéreos:
Esse tipo é específico para cargas aéreas, onde 
tem a capacidade máxima de até 1.6 toneladas e é 
adaptado apenas para porões de aviões. Vale lem-
brar que existem empresas que têm seus aviões 
próprios, as chamadas couriers, porém as cargas 
aéreas podem vir em aviões mistos, com aviões 
de passageiros. 
Outro aspecto desse tipo de carga é que seu custo 
é considerado mais caro, já que cabe nesse assun-
to a questão “frete-peso”, ou seja, o valor da carga 
cubada, classificando a mesma como não só pelo 
peso e sim também quanto o peso vezes a cuba-
gem se dará.
Por fim, outra situação é que cargas aéreas são 
consideradas expressas e como dito acima necessi-
tam de velocidade para desembaraço, ou seja, seu 
processo é mais dinâmico e rápido.
Para esse tipo de contêiner, é muito comum ter 
alimentos de vida curta, como congelados, frutas, 
verduras e legumes; cargas de fator médico, como 
insumos para vacinas e remédios além de cargas 
que por algum motivo não podem ter contato com 
água ou mesmo o sal marinho, por oxidarem ou so-
frerem reações químicas.
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Visita técnica virtual
Um fator importante é que cargas consideradas perigosas ou IMO não são aceitas no modal aé-
reo, por terem riscos de causas de acidentes como explosões aéreas, corrosões e intoxicações.
Contêineres Marítimos:
Diferentemente das cargas aéreas, é bem comum 
se encontrarem em zonas secundárias (EADIs) 
todo tipo de contêineres marítimos, principalmen-
te os de carga seca (Dry) e Reefers (NOR) utiliza-
dos normalmente para transporte de cargas.
Coloco uma condição especial para os Reefers, já 
que tem sido muito utilizados; mesmo desligados 
eles são usados para transportes de cargas de ori-
gem destino, ou seja, por uma questão de oferta x 
procura, são disponibilizados por Armadores, que 
são empresas donas dos navios e contêineres, em 
países de origem, a fim de transportar cargas re-
frigeradas, porém, podem sim ocupar carga seca, 
sendo utilizado desligado e barateando a opera-
ção. Vale lembrar que esse tipo de contêiner tem 
seu sistema de resfriamento (geladeira) sendo de-
terminado pelo exportador, caso utilize, a quanto 
a carga deverá ser resfriada.
Uma característica interessante para quase todos 
os contêineres para carga marítima é que as con-
figurações de quase todas são de 20 pés e 40 pés, 
ou seja, em tamanhos diferentes, onde Dry pode 
chegar até a 45 pés. Não existem contêineres com 
outras configurações, como 10, 25 ou 60 pés, para 
cargas em transporte internacional.
Vale lembrar que esses contêineres têm seus nú-
meros de lacre e número de série colocados no BL e 
são disponibilizados pelos Armadores dias antes do 
seu carregamento e precisam cumprir o chamado 
Deadline (prazo limite) para entrega dos mesmos 
no porto de origem, para conseguirem viajar.
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Um fator importante também em dizer é que as cargas marítimas podem ser compartilhadas, ou 
seja, um LCL (Less Container Loaded), onde o importador “aluga” parte dele e coloca sua carga. A 
grande desvantagem desse tipo de operação é que o importador “fica na mão” de para onde será 
redestinado e o prazo para operação do mesmo é maior do que a de processos FCL (Full Container 
Loaded), onde o importador “alugou” o contêiner por seu todo.
Este tipo de operação (LCL) dificilmente terá sua remoção à zona secundária autorizada.
Vale lembrar também que normalmente as cargas marítimas terão que ser transportadas em 
pallets de madeira ou de plástico e, na grande maioria dos casos, terão que ser fumigados na sua 
origem ou em seu destino, fazendo com que as cargas tenham um tempo de operação mais longo 
em seu desembaraço.
Fonte: Site Grupo AGComex www.grupoagcomex.com.br/containers.pho
www.grupoagcomex.com.br/containers.pho
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Demurrages
Uma característica muito comum em relação às importações utilizando esses recursos é que na 
negociação entre Armadores x Agente de Carga x Importador são concedidos os free-times de ori-
gem e destino, ou seja, quanto tempo o baú poderá ficar à disposição para que não sejam geradas 
multas ou penalidades, chamadas de Demurrages.
Demurrage: São as armazenagens das armazenagens, ou seja, é quando um contêiner é utilizado, 
fora do tempo de free-time e geram-se esses custos. Em outras palavras, a carga está em armaze-
nagem, em um porto seco ou zona primária e está dentro de um contêiner que já teve o prazo de 
free-time não cumprido gerando armazenagem (contêiner - demurrage) dentro da armazenagem 
(zona primária ou secundária). Muitos operadores acham que esse custo é considerado como pe-
nalidade, mas seria se não tivesse saída para utilização do mesmo.
Como fugir da Demurrage 
Antes que o processo chegue ao país de destino, o importador deve solicitar além da redestina-
ção, como dito acima, juntamente com o seu despachante aduaneiro, o processo de desova de 
carga, ou seja, assim que der sua entrada no armazém de desembaraço, sendo ele em zona primá-
ria ou zona secundária, a carga é tirada do contêiner, e o mesmo é devolvido ao armador, fazen-
do com que a mesma não tenha mais a “proteção” da embalagem, porém escapando totalmente 
desse custo.
Outra saída é trabalhar no tempo do free-time negociado, porém tendo a consciência de que caso 
esse prazo não seja cumprido, isso gerará esse custo a mais. 
Para casos de redestinação de carga para zona secundária (EADI), após a liberação da DTA, via Sis-
tema, o tempo de trânsito entre zona primária e a secundária deverá estar dentro do free-time 
negociado e, não é contado apenas o tempo de entrada no EADI e sim o tempo total da operação, 
entre chegada da carga no país de destino até desova da carga, sendo ela onde for (zona primá-
ria, secundária ou destino).
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Caminhão baú frigorífico
Caminhão baú comum
Carga Rodoviária:
 
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Diferentemente das cargas para aéreo e marítimo, como dito acima, as embalagens para carga 
rodoviária para exportação são apenas as de caminhões refrigerados (carga refrigerada como 
carnes, peixes e outros produtos alimentícios) e cargas secas, transportadas em caminhões baús.
Normalmente, essas cargas são acompanhadas por placas de identificação, caso sejam necessá-
rias, conforme abaixo:
Esse tipo de placas sempre vem na parte lateral e traseira do caminhão, mostrando quais as ca-
racterísticas da mesma.
Assim como nos processos marítimos, todas essas características, além de outras como a placa do 
caminhão e o número da caçamba, devem constar na DTA que acompanhará a carga até seu des-
tino. Vale lembrar que caso falte alguma informação, poderá acontecer multas.
É comum que cargas rodoviárias tenham sua capacidade máxima em até 22 toneladas e sim, as 
cargas podem ser consolidadas com outras de outras espécies, completando assim a viagem em 
seu total. Em outras palavras, sim, existe carga LCL para rodoviário.
Acidentes e problemas no embarque de cargas
Antes de qualquer operação acontecer, é mais do que indicado ao importador, dependendo do 
Incoterm utilizado, contratar o seguro de carga a fim de evitar problemas com as embalagens 
ou mesmo com a carga em seu manuseio e transporte. Esse serviço costuma ser barato e pode 
evitar muitas dores de cabeça para Importadores, exportadores, agentes de carga, despachan-
tes e armador.
É bem comum que em cargas marítimas e rodoviárias, as avarias sejam alegadas pelos donos 
de suas embalagens e, uma saída para os importadores, é além de contatarem as seguradoras 
e afirmarem que os contêineres nos casos de marítimos e as caçambas nos casos de rodoviário 
foram apresentadas daquela forma antes do carregamento da carga. É de praxe solicitar ao 
exportador ou quem vai fazer a operação de estufagem dos mesmos, envio de fotos.
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Outra prática comum solicitada pelos armadores e transportadores, em casos de carga rodoviá-
ria, é a solicitação de lavagem de suas embalagens após a desova ou devolução dos mesmos.
Eminstâncias mais complicadas, é possível contatar as seguradoras para insistir no fato de que 
não deve ser feita a lavagem ou restauração da embalagem. Normalmente esse tipo de operação 
(restauração) é cara e complica a operação, pois além de custos, pode gerar sim, demurrages, de-
pendendo da negociação feita na hora da contratação do aluguel.
Em caso de acidentes no trajeto entre país de origem para o país de destino, ou mesmo entre 
zonas primárias e zonas secundárias, ou mesmo até o destino final, o importador deve imediata-
mente contatar sua seguradora e verificar e garantir-se que está coberto por isso.
Outro fato importante também é que o roubo de carga no trajeto entre zona primária e zona se-
cundária ou mesmo destino pode acontecer e, o importador deve ser coberto nesse tipo de ope-
ração também.
Acidentes em zonas primárias ou secundárias
Quando se tratam de operações que ocorrem 
dentro de zonas primárias e zonas secundá-
rias, lembramos que outras máquinas podem 
ser utilizadas, como guindastes, paleteiras, 
empilhadeiras e pequenos caminhões para 
transporte da carga. Todas essas máquinas e 
as demais são operadas por pessoas e podem 
sim ter seus erros humanos, o que podem ge-
rar dores de cabeças como atrasos ou mesmo 
perda parcial ou total da carga.
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Abaixo estão algumas fotos de máquinas que operam nesse tipo de local alfandegado. Vale 
lembrar que apenas em fronteiras, a quantidade de máquinas é menor, por conta da simplicida-
de da operação.
Máquinas em Portos:
Guindastes | Portêineres
Esses tipos de máquinas são operados 
por pessoas e estão colocados estrate-
gicamente para coletar os contêineres 
de navios e os deixar em terra ou mesmo 
fazer a operação contrária, movimentan-
do assim a carga e as colocando em cami-
nhões para transportes dos contêineres 
ou mesmo empilhando-as até que a carga 
seja removida ou redestinada.
Caminhões:
É bem comum que as operações em 
zonas primárias sejam feitas em 
caminhões, quando os navios estão 
atracados. Após a utilização de 
guindastes, os contêineres são colocados 
em cima dos caminhões e destinados ao 
armazém de operação.
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Paleteiras e empilhadeiras:
Normalmente utilizados em processos de descarga e desova de contêineres, essas máquinas 
são utilizadas para direcionar o conteúdo de dentro e depositar em zona de fácil acesso para 
a operação de desembaraço de mercadoria. Vale lembrar que é comum, dependendo da car-
ga desovada, que a mesma vá para uma “zona de quarentena” em algum armazém, caso haja 
a necessidade de fumigação ou mesmo limpeza por suspeita de contaminação.
Nos casos de redestinação de carga para zonas secundárias, o contêiner não é desovado, 
como explicado acima. Em EADIs existem quase todas as máquinas citadas acima, com um 
adendo apenas para guindastes que são em menores escalas.
Máquinas em aeroportos:
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Caminhões:
Empilhadeiras:
Lembrando que em menor escala que os portos, as operações em aeroportos são bem próximas 
das operadas em outros locais, tendo em mente que para que seja feito o transporte entre arma-
zém - aeronave e aeronave - armazém, as cargas são transportadas em pequenas empilhadeiras 
ou até mesmo pequenos caminhões que podem ou não ter esteiras e elevadores para melhor ma-
nuseio da carga.
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Internamente, dentro dos armazéns, o processo é exatamente igual ao da carga em porto, onde 
as mesmas são manuseadas por paleteiras e empilhadeiras, sempre colocando as cargas em seus 
devidos locais, onde após desembaraço serão coletadas.
Vale lembrar que tanto em portos, quanto em aeroportos e portos secos, as cargas que estiverem 
em pequena escala, podem ser colocadas em porta palete, conforme abaixo.
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Caso essas cargas sejam colocadas em porta palete, as mesmas deverão ser identificadas por in-
termédio de códigos de barras ou outros identificadores que facilitem a operação da carga assim 
que ela for desembaraçada. 
Assim que desembaraçada a carga apenas operadores autorizados podem fazer a entrega da 
mesma a transportadora que levará a carga até seu destino. Vale lembrar que apenas transporta-
doras autorizadas a transitar em zonas primárias e secundárias poderão fazer essa parte final de 
entrega de carga. 
Máquinas em fronteiras:
Balanças
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A grande diferença desse tipo de operação em fronteiras (rodoviária) é que como dito acima, 
a carga tem giro muito rápido e, os caminhões que estão com a carga apenas precisam fazer o 
cruze de fronteira e necessariamente passar por balanças, para a sua pesagem e seguir com o 
desembaraço de carga. Vale lembrar que é comum em todas as estradas federais terem balan-
ças espalhadas e que caso seja preciso, a carga rodoviária pode passar por várias pesagens ao 
longo de seu percurso.
É muito comum que os despachantes ou seus representantes tenham seus escritórios próximos 
a essas balanças em ponto de fronteira, para caso seja necessário, entreguem documentos 
necessários para o desembaraço de carga.
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PROFISSIONAIS
AUTORIZADOS A
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CIRCULAR EM
LOCAIS ALFANDEGADOS
Vale lembrar que para circular em locais alfandegados, apenas 
pessoal autorizado pode transitar e, neles estão:
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Fiscais: Pessoas responsáveis por liberar 
a carga, em caso de canal (parametriza-
ção) diferente de verde. O processo é 
destinado ao mesmo assim que a carga 
é registrada e não liberada. Cabe ao fis-
cal analisar documentalmente ou fisica-
mente ou os dois, dependendo de como 
a carga é parametrizada. Normalmente 
têm seus escritórios dentro de zonas pri-
márias e secundárias. 
Ajudantes de fiscais: São responsáveis 
por ajudar os fiscais em seus proces-
sos, agendando horários com os des-
pachantes aduaneiros, caso solicitado, 
e analisam as documentações de car-
gas. Não respondem pelo processo, 
porém, podem simplificar a conversa 
entre os envolvidos.
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Engenheiros: Caso seja solicitada a 
análise técnica da carga, os engenhei-
ros vinculados à RFB podem e devem 
transitar nas áreas alfandegárias, para 
que possam fazer seus laudos técni-
cos, visando assim facilitar ou mesmo 
cumprir as solicitações dos Fiscais.
Polícia Federal: Sim, em todos os pontos 
de aduana (zona primária e secundária) 
existem postos da Polícia Federal, visan-
do verificar caso haja necessidade, o con-
teúdo da carga. Além disso, podem dar 
voz de prisão a quem descumprir qual-
quer regra e lei e ainda protegem os co-
laboradores do local.
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Operadores Logísticos: Fazem as devi-
das movimentações das cargas e regis-
tros em sistemas quanto à entrada e saí-
da das mesmas. 
Despachantes Aduaneiros e seus aju-
dantes: É muito comum que despa-
chantes aduaneiros circulem nesses 
recintos, fazendo com que quaisquer 
situações fora do comum ou mesmo 
entrega de documentos junto a pos-
tos fiscais sejam feitas. Normalmente, 
em casos de canais diferentes de ver-
de, conseguem dialogar com fiscais e 
seus ajudantes. 
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Transportadoras autorizadas: Assim 
como dito anteriormente, para fazer a 
parte final da carga, ou seja, a coleta da 
mesma em local alfandegado e entrega 
em seu destino, apenas transportado-
ras autorizadas podem entrar nesses re-
cintos e com horário marcado no siste-
ma. Não se pode entrar em locais assim 
sem hora marcada. As transportadoras 
são autorizadas a não entrar em 
demais locais, apenas na parte final da 
operação, como armazéns.
Grupos de visitas: Como dito anterior-
mente, para que se façam visitas a esses 
locais, é necessário fazer a solicitação 
juntamente a Receita Federal Brasileira, 
quaisquer pessoas que tenham interesse, 
sendo supervisionadas por alguém autori-
zado a entrar e circular nesses locais. Fil-
magens e fotos não são permitidas e, as-
sim que entram, são assinados termos de 
responsabilidadepara o mesmo.
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Em casos de aeroportos e zonas secundárias, os escritórios de fiscais ficam internamente nesses 
locais, porém em zonas separadas de público, ou seja, isolados de contato com público, assim o 
fazendo caso entendam que seja necessário.
Os operadores logísticos (agentes de carga e armadores) podem ter suas salas também nestes 
locais e sim, são mais acessíveis ao público.
Panorama atual
É visto que ultimamente os trabalhos em 
“home office” têm sido adotados fazendo com 
que as pessoas estejam menos na rua ou em 
trânsito do que em seus locais de trabalho. 
Com a pandemia de COVID-19, 90% dos fiscais 
passaram a operar em suas casas, irem me-
nos a locais alfandegados, facilitando assim os 
processos de desembaraço.
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Explico anteriormente um processo de canal diferente de verde demorava-se muito tempo entre 
distribuição e análise do processo, fazendo com que o fiscal necessariamente fosse ao local de 
desembaraço e vistoriasse a carga. Hoje, isso pode ser feito via teleconferência, ou seja, o fiscal 
apenas precisa de seu celular ou computador para analisar a carga, solicitando assim que um ope-
rador logístico, acompanhado ou não de outros, como Polícia Federal e seus possíveis ajudantes 
abram o contêiner ou mesmo vão até o local onde a carga está. Ganha-se tempo e dinamismo, ou 
seja, um processo que pode demorar burocraticamente dias, pode ser reduzido, o que ajuda a to-
dos os lados. 
Outra grande mudança é que hoje em dia não é mais necessário que os documentos sejam físicos, 
ou seja, um arquivo em pdf, assinado e carimbado pelo exportador já serve como documento ofi-
cial para desembaraço, ou seja, não é mais necessário vir os originais da origem da carga, o que 
facilita o processo.
Por fim, outra tecnologia “forçada” neste tempo de pandemia são que as justificativas para canais 
diferentes de verde, como réplicas de importadores ou explicações por catálogos e laudos técni-
cos podem ser colocadas em sistemas, fazendo com que o processo seja mais simples do que an-
tes e facilitando quaisquer comunicações entre os envolvidos. Vale lembrar que esses documen-
tos podem sim, estar com o “QR Code” que mostrará toda a rastreabilidade da carga e mesmo 
outros documentos, ou seja, se passada a câmera do celular, terá acesso a toda a documentação 
da carga, desde a sua origem até a chegada. 
Outra característica é que caso o fiscal solicite laudos técnicos, por intermédio de engenheiros 
autorizados, os mesmos disponibilizam via sistemas os laudos técnicos, fazendo com que todos 
os envolvidos que tenham acesso possam ver e agir de acordo com o processo e tomar as suas 
devidas providências.
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PORTAL ÚNICO
Onde podemos evoluir
Muitas coisas relacionadas ao Comércio Exterior brasileiro têm evoluído e ainda é necessário 
evoluir em pouco tempo, como por exemplo, os processos que deixaram de ser tão burocráticos 
para serem mais acessíveis, além da tecnologia aplicada ao processo de desembaraço e estoca-
gem em geral.
Em alguns países da Europa e Ásia, todo o processo de estocagem em locais alfandegários como 
aeroportos são feitos por drones e operados automaticamente, a fim de simplificar toda a opera-
ção logística.
Outro fator que também começa a ser explorado no Brasil é o “desembaraço em transporte” ou 
em outras palavras, o processo é desembaraço antes mesmo de chegar ao seu destino, facilitando 
assim a movimentação da carga e encurtando todo o processo logístico.
Esse último processo começará a ser implantado em cargas aéreas e, diferentemente do projeto 
“Operador OEA” que visa desembaraçar cargas em trânsito final para empresas solicitantes disso, 
esse processo, o de “desembaraço no ar”, visa simplificar toda a operação, ou seja, assim que a 
carga estiver disponível para operação, será automaticamente, em caso de canal verde, destinada 
a empresa.
Temos mais processos acontecendo, como a facilitação do uso de sistemas, como o Siscomex e o 
Siscarga, que deixam de ser sistemas complexos e pesados e podendo ser destinados ao portal 
Único contribuindo para que todo o processo esteja acessível a todos os que estejam autorizados 
a utilizá-lo, fazendo com que a alimentação por todos os envolvidos seja simples e eficaz. Em ou-
tras palavras, caso seja necessária a visita técnica, por intermédio de um canal vermelho, o impor-
tador verá o passo-a-passo do status da carga.
https://portalunico.siscomex.gov.br/portal/
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No caso do operador logístico, é projeto e já em análise pelo portal Único, a verificação do status 
da carga, sabendo que a mesma já está disponível para retirada e possíveis horários de coleta, por 
exemplo, facilitando assim a comunicação entre armazém alfandegado e operador logístico, tra-
zendo boas consequências para o público. 
Um ponto também importante em dizer é que antigamente os armazéns demoravam até 48 ho-
ras para liberar o carregamento de carga, por conta de transações bancárias e etc. Hoje em dia 
é facilmente identificável o pagamento de processos e liberação da mesma, fazendo com que o 
importador não perca mais tempo com burocracias e com falta de comunicação entre as partes.
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CONCLUSÃO
Nossas estruturas de zonas primárias e secundárias são 
grandiosas e estamos em contínua evolução, passando 
de além de tecnologias externas (aeronaves, navios e 
máquinas compradas) a parcerias público-privadas, onde 
tornam esses grandes centros de distribuição e liberação 
de cargas extremamente atrativas. Vale lembrar que car-
gas idas para os EADIs são atrativas não só pela questão 
de liberação menos corrida, como também pela questão 
de cobranças de armazenagem e até de distribuição por 
quem não tem estoque físico é bem chamativo.
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Temos sim muitos pontos a evoluir, mas o fato de que em sistemas como o Siscomex e o Siscarga 
serem referência no exterior e, nossa clareza quanto ao jeito correto de atuar, nos tornam um país 
a ser estudado.
Outro fator é que sim, temos o maior porto da América Latina em operação e um dos maiores ae-
roportos do mundo para passageiros e cargas no mundo e as operações nessas zonas primárias 
devem sim ser consideradas efetivas.
Atrelados a novas tecnologias e a responsabilidade social e fiscal do Estado e de seus contribuin-
tes, juntamente com a Receita Federal brasileira, representada por seus fiscais, a “dor” dos impor-
tadores e exportadores passa a ser menor, quando sabemos que passamos por constantes evolu-
ções sistêmicas, tecnológicas e administrativas.
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REFERÊNCIAS
E-Books:
PAGANO, Thiago. Entrando para o Comércio 
Exterior: Guia prático digital. Disponível no 
site da Amazon e Plataforma Eduzz.
PAGANO, Thiago. Entrando para o Comér-
cio Exterior: Avançando em Novos Ambien-
tes. Disponível no site da Amazon e Plata-
forma Eduzz.
Livro: 
MINERVINI, Nicola. O Exportador: construin-
do o seu projeto de internacionalização. São 
Paulo: Almedina, 2019.
Sites Consultados:
Foto 1, página 5: https://duqueestrada.adv.
br/site/files/relatorio_2016.pdf 
Foto 2, página 7: http://educacao.globo.com/
artigo/portos-brasileiros.html
Foto 3, pagina 8: https://www.vsantos.com.
br/pontos-de-fronteiras-alfandegados/
Foto 4, pagina 10: http://www.abepra.org.br/
wp-content/uploads/2015/02/abepra_2015.pdf
Foto 5, página 21: https://www.jornalconta-
bil.com.br/icms-origem-quem-paga-como-fun-
ciona-o-recolhimento-difal-e-muito-mais/
Foto 7, página 27: https://www.aen.pr.gov.
br/modules/noticias/article.php?storyi-
d=103063&tit=Paranagua-ganha-dois-novos-
-guindastes-para-conteineres 
Foto 10, página 25:https://www.aen.pr.gov.
br/modules/noticias/article.php?storyi-
d=103063&tit=Paranagua-ganha-dois-novos-
-guindastes-para-conteineres 
Portal Único: https://portalunico.siscomex.
gov.br/portal/
Instrução Normativa nº 680, de 2 de outubro 
de 2006. Disponível em: http://normas.recei-ta.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?-
naoPublicado=&idAto=15618&visao=compilado 
Instrução Normativa nº 1.813, de 13 de julho 
de 2018. Disponível em: http://normas.recei-
ta.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?-
visao=compilado&idAto=93361#1905766
https://duqueestrada.adv.br/site/files/relatorio_2016.pdf
https://duqueestrada.adv.br/site/files/relatorio_2016.pdf
http://educacao.globo.com/artigo/portos-brasileiros.html
http://educacao.globo.com/artigo/portos-brasileiros.html
https://www.vsantos.com.br/pontos-de-fronteiras-alfandegados/
https://www.vsantos.com.br/pontos-de-fronteiras-alfandegados/
http://www.abepra.org.br/wp-content/uploads/2015/02/abepra_2015.pdf
http://www.abepra.org.br/wp-content/uploads/2015/02/abepra_2015.pdf
https://www.jornalcontabil.com.br/icms-origem-quem-paga-como-funciona-o-recolhimento-difal-e-muito-mais/
https://www.jornalcontabil.com.br/icms-origem-quem-paga-como-funciona-o-recolhimento-difal-e-muito-mais/
https://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=103063&tit=Paranagua-ganha-dois-novos-guindastes-para-conteineres
https://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=103063&tit=Paranagua-ganha-dois-novos-guindastes-para-conteineres
https://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=103063&tit=Paranagua-ganha-dois-novos-guindastes-para-conteineres
https://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=103063&tit=Paranagua-ganha-dois-novos-guindastes-para-conteineres
https://portalunico.siscomex.gov.br/portal/
https://portalunico.siscomex.gov.br/portal/
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?naoPublicado=&idAto=15618&visao=compilado
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?naoPublicado=&idAto=15618&visao=compilado
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=compilado&idAto=93361#1905766
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=compilado&idAto=93361#1905766

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