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Dependência absoluta!
BOCA: órgão mais importante. Incorporação e contato
com o mundo.
Psicologia aplicada à OdontopediatriaPsicologia aplicada à Odontopediatria
Universidade Federal de Santa MariaUniversidade Federal de Santa Maria
Odontopediatria IOdontopediatria I
Diferentes Etapas de Desenvolvimento
MOTOR
COGNITIVO
EMOCIONAL
SOCIAL
O tipo linguagem, de informação e para quem será
dada a informação dependem do estágio de
desenvolvimento em que a criança está.
Gabrieli Capra TomasiGabrieli Capra Tomasi
Grau de cooperação depende de:
Nível de desenvolvimento;
Temperamento;
Conduta profissional manifestada pelo dentista;
Atitudes e crenças dos pais;
Experiências vivenciadas anteriormente. 
Teoria Psicanalítica
Fase oral (0 a 18 meses);
Fase anal (18 meses a 3 anos);
Fase fálica/edipiana (3 a 5 anos);
Fase de latência (5 a 12 anos);
Fase genital/adolescência (13 a 19 anos);
Adulto jovem;
Idade adulta;
Idade de maturidade.
Ajuda a compreender as construções da afetividade e a
formação da personalidade, sendo muito importante o
vivido durante a infância. Baseada nas fases de
maturação de cada parte do corpo, em que a energia é
mais focalizada em determinada época do
desenvolvimento. 
A formação da personalidade aconteceria por volta dos
6 anos, e os comportamentos atuais devem ser
explicados pela representação psíquica de situações
vividas na primeira infância. 
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
FASE ORAL (0 - 1 ANO E MEIO)
Os pais transmitem um conceito de corpo e a
sensação de segurança básica e satisfação. 
Não distingue limites entre o "eu" e a mãe -
SIMBIOSE. 
Se houver interação positiva:
Se houver interação negativa:
Começa a descobrir um limite entre o "eu" e o
ambiente - a mãe pode se ausentar por períodos
maiores;
Aprende a mastigar e morder.
Se houver interação positiva: 
Se houver interação negativa: 
ATÉ OS 6 MESES 
 A criança aprende a receber e reter aquilo que lhe
é dado; autoconfiança e confiança do ambiente e da
existência representam o início das habilidades de
fazer contato. 
 Insegurança e satisfação - sugar e dormir
inadequadamente ou mostrar outro desvio de
comportamento; dificuldade na capacidade de fazer
contatos. 
APÓS 6 MESES
 Sensação de segurança e satisfação;
aprendizagem de receber e reter; capacidade de
formar uniões duradouras e emocionalmente
profundas. 
 Distúrbios de comportamento; dificuldade de
assimilar e manter relacionamentos duradouros; 
 autoconfiança nessa fase serão importantes para o
contato social. 
SUCÇÃO: importante para a sobrevivência física e
psicológica do bebê!
A necessidade vai diminuindo com a introdução da
alimentação sólida. A necessidade fisiológica cessa
entre 9 e 12 meses; a psicológica permanece por mais
algum tempo.
Se a necessidade for prolongada além dos 3 anos pode
causar problemas de oclusão e de desenvolvimento da
fala. 
Universidade Federal de Santa MariaUniversidade Federal de Santa Maria
Odontopediatria IOdontopediatria I
Gabrieli Capra TomasiGabrieli Capra Tomasi
A reação ao atendimento geralmente é o choro e
resistência. O atendimento deve ser rápido, sem se
preocupar em aguardar que a criança pare de chorar. 
FASE ANAL (1 ANO E MEIO - 3 ANOS)
Controle da bexiga e dos intestinos;
Autonomia de locomoção e linguagem;
Visão mais clara do"eu";
Pais passam a sensação do que é bom e ruim;
Sentimentos fortes e contraditórios - deseja coisas
diferentes ao mesmo tempo. 
Se houver interação positiva:
Se houver interação negativa: 
Período de autonomia e idade dos desafios! 
 Equilíbrio nos padrões de comportamento,
atividades, interesses e sentimentos; confiança do que
quer e capacidade de ser independente. 
 Repetição compulsiva do padrão de
comportamento; timidez e insegurança. 
Permanece sentada de 10 a 20 minutos;
Já compreende explicações simples;
Já pode ter duas atividades ao mesmo tempo;
Reforço positivo - elogio;
Dificilmente se obtém cooperação total. 
MATURIDADE PARA O TRATAMENTO ODONTOLÓGICO. 
FASE FÁLICA (3 - 5 ANOS)
Interesse por genitais e sexualidade;
Diferenças de aparência entre meninos e meninas;
Pais transmitem a ideia de masculinidade e
feminilidade;
Complexo de Édipo e Electra;
Passa a ter os valores morais e estilo dos pais;
Desejo de explorar e perguntar;
Pais devem ter cuidado com excesso de
precauções, proibições e repreensões.
Se houver interação positiva:
Fase genital inicial! 
 Propicia o desenvolvimento dos sentimentos
básicos de identidade e iniciativa.
Se houver interação negativa:
 Sentimentos de culpa e não ser bom o bastante;
perda de criatividade e de iniciativa; identidade do
sexo pode ser incerta.
Senta-se para o atendimento e permanece
concentrada por até 30 minutos.
Elogios quanto à aparência e reforço positivo são
importantes;
Capaz de entender metáforas;
Domina a linguagem. 
MATURIDADE PARA O TRATAMENTO ODONTOLÓGICO. 
FASE de latência (5 - 12 anos)
Sem alterações significativas no desenvolvimento
emocional;
Deixa de ser o centro - participa mais do ambiente;
Escola, amigos, adultos fora do contexto familiar;
Explora o mundo, estabelece relações e se compara
com os outros;
Pais e escola têm papel de transmitir conhecimento
e exercer controle;
Colecionar e competir.
Criança em seu contexto social!
Visão mais realista do tratamento;
Pedem explicação;
Aceitam e querem receber tratamento.
MATURIDADE PARA O TRATAMENTO ODONTOLÓGICO. 
FASE GENITAL (13 - 19 ANOS)
Ocorrem mudanças físicas e psicológicas;
Busca pela identidade;
Desinteresse pelo meio;
Oscilação entre desejo de ser livre e de ser
protegido.
Se houver interação positiva:
Se houver interação negativa: 
Início da maturidade sexual!
 Oportunidade de amadurecimento; formação de
identidade própria estável.
 Comportamento antissocial; uso de drogas;
isolamento - psicoses e depressões. 
auxiliar
Gabrieli Capra TomasiGabrieli Capra Tomasi Universidade Federal de Santa MariaUniversidade Federal de Santa Maria
Odontopediatria IOdontopediatria I
Medo
A ansiedade é importante razão de negligência no
atendimento odontológico! 
Além de possuir habilidades técnicas e conhecimentos
científicos, o dentista tem a obrigação de estar atento
aos sentimentos das crianças. 
Etiologia
Ambiente familiar: superproteção, ansiedade,
rejeição, preocupação e apreensão exagerada dos
pais. 
MEDO OBJETIVO
Consultório odontológico (medo objetivo direto)
Ambientes semelhantes (medo objetivo indireto)
Proveniente de experiência anterior vivida pela própria
criança em:
MEDO SUBJETIVO
Ocorre por informações de adultos ou crianças
maiores, que relatam experiências desagradáveis
vividas em consultório odontológico ou afins. 
Por isso é importante satisfazer a curiosidade referente
ao consultório! 
Choro
Em crianças muito pequenas, o choro quase sempre
está presente, principalmentenos primeiros
atendimentos. 
Em geral, diminuiu depois de algumas sessões, mas em
alguns casos todo o tratamento deverá ser realizado
enquanto o paciente chora. 
O mais importante é sabermos reconhecer a causa do
choro!
Apreensão (ansiedade);
Medo do tratamento;
Dor ou cansaço;
Birra. 
Profusão de lágrimas;
Som de lamentação e gritos;
Respiração convulsiva e soluçante. 
Possíveis causas:
COMO IDENTIFICAR O CHORO POR MEDO OU
ANSIEDADE? 
Analisar a situação com a criança e faze-la
entender que não há motivos para o medo;
Usar a distração e o falar-mostrar-fazer como
recurso. 
Pode ser muito baixo, com lágrimas, respiração
presa;
Tranca a respiração para não sentir dor;
Início abrupto.
Descobrir a causa da dor.
 Ausência de lágrimas e soluços, apenas um
barulho constante, que pode ser rítmico;
A criança chora alto para não permitir diálogo;
Normalmente vem acompanhado de chutes, socos e
pontapés;
Tem o objetivo de abafar outros sons e retardar o
atendimento!
Tentar manejo sem a interferência dos pais, pois a
crianças pode ser acostumada a usa-los em
ataques assim. 
E O QUE FAZER NESSE CASO? 
COMO IDENTIFICAR O CHORO DEVIDO À DOR?
E O QUE FAZER NESSE CASO?COMO IDENTIFICAR O CHORO DEVIDO À BIRRA? 
E O QUE FAZER NESSE CASO? 
O atendimento odontopediátrico é dinâmico e envolve
muitas pessoas: 
pais
cirurgião-dentista
paciente
Relação CD-Pais
Transmitir confiança;
Pesquisa sobre a criança;
Observar pais e criança durante a anamnese;
Traçar perfil psicológico;
Abordagem individualizada. 
É a partir das informações obtidas pelo profissional
com os pais que se inicia a relação com a criança.
Anamnese:
Gabrieli Capra TomasiGabrieli Capra Tomasi Universidade Federal de Santa MariaUniversidade Federal de Santa Maria
Odontopediatria IOdontopediatria I
Relação CD-Criança
Compreender as reações das crianças,
principalmente na primeira infância;
Estar munidos de autoconhecimento e segurança,
com o conhecimento real das suas habilidades e
limitações, e ter coragem para admiti-las. 
A postura do odontopediatra deve transparecer
segurança, confiança e carinho. 
Relação CD-Criança e Pais
 Ausência de julgamento, aceitação e amor gratuito,
embora seu comportamento, às vezes, não seja
aceitável;
Tratamento com o mesmo respeito que deseja para
si;
Respeito à sua personalidade e integridade;
Limite, assim como a afetividade, é importante para
a construção e desenvolvimento da personalidade
e as práticas seguras e éticas em Odontopediatria. 
A segurança dada pelo profissional ao paciente e aos
seus pais consiste em:
Manejo do Comportamento
Estabelecer comunicação;
Aliviar o medo e a ansiedade;
Construir uma relação de confiança entre o
dentista, o paciente e os pais;
Desenvolver um comportamento apropriado
enquanto a criança recebe um tto odontológico;
Realizar procedimentos odontológicos com
segurança;
Promover uma atitude positiva dos pacientes. 
Processo pelo qual os profissionais ajudam o paciente
a identificar comportamentos apropriados e
inapropriados, aprender estratégias de resolução de
problemas, e desenvolver o controle de impulsos, a
empatia e autoestima.
OBJETIVOS:
Não deve ser uma punição por mau comportamento,
afirmação de poder, ou uso de estratégia que
machique, intimide ou deprecie o paciente.
Procedimentos mais invasivos exigem maior atuação
do profissional no gerenciamento do comportamento.
Técnicas de Controle do Comportamento
Não farmacológicas
Comunicação não verbal: estabelecida pela
linguagem corporal, expressão facial e postura do
profissional.
Comunicação verbal: 
Exposição a imagens odontológicas positivas:
mostrar imagens de odontologia na sala de espera,
antes da consulta odontológica. 
Falar-mostrar-fazer: ensinar aspectos importantes
da visita, familiarizar os pacientes com os
elementos do consultório, evitar surpresas, medo e
ansiedade. Deve ser acompanhada da
sensibilidade do CD em "VER-OUVIR-SENTIR".
Modelagem: fazer com que o paciente receoso
acompanhe os procedimentos que serão realizados
nele, primeiramente realizados em outra pessoa (ou
bonecos). Comumente utilizada em conjunto com a
técnica falar-mostrar-fazer. 
Distração: música é um dos recursos mais efetivos. 
Reforço positivo: gratificar o paciente por
comportamentos positivos. Social (afeto, elogio) e
não social (prêmio). 
Controle do tom de voz: nunca pode caracterizar
gritos; explicar aos responsáveis antes de usa-la;
não deve ser aplicada em crianças com menos de 3
anos; a expressão facial deve refletir a confiança. 
Negociação da presença do acompanhante:
considerar os desejos e as preferências dos pais e
estar preparado para uma mudança de conduta em
seu próprio pensamento e atitude. Deve ser
empregada com bom critério clínico (casos de birra
e manha em pacientes com mais de 3-4 anos;
considerar o bem-estar emocional e psicológico da
criança; nunca deve ser aplicada em crianças com
menos de 3 anos; o responsável pode se colocar
por trás da cadeira). 
Hipnose: não há evidências científicas suficientes.
Estabilização protetora: restrição da liberdade de
movimentos do paciente.
NÃO AVERSIVAS:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
AVERSIVAS:
Orientação e autorização dos pais, com consentimento
informado e registrado na documentação! 
Gabrieli Capra TomasiGabrieli Capra Tomasi Universidade Federal de Santa MariaUniversidade Federal de Santa Maria
Odontopediatria IOdontopediatria I
Mão sobre a boca e mão sobre a boca e nariz: o
dentista posiciona a mão sobre a boca da criança
quando ela está gritando, se aproxima do ouvido
dela, fala baixo, tentando mostrar que quer apenas
conversar. 
Educação em saúde bucal;
Promoção do empoderamento do núcleo familiar;
Presença dos pais ou responsáveis;
Uso de técnicas básicas de abordagem de
comportamento;
Consulta tempo-estresse tóxico dependente;
Priorizar a eliminação de dor e de focos
infecciosos;
Otimizar tempo;
Instrumental e material montados antes do início do
procedimento;
Estabilização protetora;
Atendimento em trios em bebês. 
Indicações: quando um paciente requer diagnóstico ou
tratamento imediato e não pode cooperar por falta de
maturidadem incapacidade mental ou física e quando
a segurança dos envolvidos pode estar em risco sem
seu uso.
Contraindicações: pacientes cooperativos, pacientes
que tiveram experiências prévias ruins. 
Ativa: imobilizada pelo CD, pela equipe e/ou pelo
responsável.
Passiva: uso de dispositivos. 
AAAPD e a ABO não recomendam esses procedimentos
em nenhuma hipótese!
ESTRESSE TÓXICO --> um ou mais episódios de
estresse de forte intensidade, frequente ou de longa
duração. 
Causa liberação constante de cortisol diante de
adversidades ou experiências negativas, que excedem
a capacidade de suportar o desafio --> danos
irreversíveis no crescimento, desenvolvimento e saúde
das crianças a curto e longo prazo. 
Protocolo de prevenção: 
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
farmacológicas
Sedação inalatória com óxido nitroso e oxigênio:
crianças ansiosas e de difícil controle, crianças
com reflexo de vômito exacerbado; anestesia local
não é efetiva; procedimentos longos. 
Sedações inalatória ou medicamentosa: alteração
da consciência do paciente, induzida por gazes
e/ou medicamentos, com intenção de melhorar a
tolerância. 
Sedação medicamentosa: crianças ansiosas em
que técnicas psicológicas não foram efetivas;
crianças não colaboradoras que necessitam ter
protegido seu desenvolvimento psicológico;
crianças não colaboradoras que necessitam ter
reduzido o risco sistêmico da estabilização
protetora ou anestesia geral.
Anestesia geral: crianças não colaboradoras por
imaturidade psicológica, emocional, problemas
físicos ou mentais; crianças em que a anestesia
local não é efetiva; crianças extremamente não
cooperativas; crianças que necessitam de
procedimentos cirúrgicos completos; crianças que
demandam tto odontológico imediato ou
reabilitações extensas. 
 *Precisa ser paciente ASA I ou II.
Manejo do Comportamento na Clínica
Orientação aos responsáveis
Abordagem da criança (na sala de espera, na sala
de consulta)
Condicionamento gradual ao instrumental
Diálogos com a criança (combinar de levantar a
mão)
Contato físico (traz tranquilidade, acompanhado de
palavras de carinho)
Nunca deixar a criança sozinha na cadeira;
Ordem e cuidado com o instrumental
Visão do sangue (não mandar cuspir, limpar com
gaze)
Hora da consulta (evitar a hora que costumam
dormir, não marcar imediatamente após a aula)
Consultas devem ter em torno de 60 minutos
Iniciar o tto após todos os passos básicos e iniciais
terem ocorrido 
Ambiente do consultório deve ser o mais agradável
possível 
Auxiliar deve estar atento e pronto. 
1.
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3.
4.
5.
6.
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9.
10.
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