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DE���T��O��� ÚL�E��S GE����IS VERDADEIRO OU FALSO? ● Uma vez com HPV sempre com HPV? FALSO ● HPV não tem cura FALSO ● Toda infecção por HPV “oncogênico” vira câncer? FALSO ● A doença mais importante causada por HPV é o câncer? DEPENDE - o que é pior para a pessoa? Às vezes as lesões são mais incômodas do que o próprio câncer. EPIDEMIOLOGIA ➢ As estimativas atuais indicam que a cada ano 604.127 mulheres são diagnosticadas com câncer do colo do útero e ocorreram 341.831 mortes pela doença em 2020; ➢ O câncer de colo do útero é o 4° câncer mais frequente entre as mulheres no mundo; ➢ Sendo o HPV um fator relevante em outros cânceres anogenitais (ânus, vulva, vagina e pênis), bem como cânceres de cabeça e pescoço; ➢ Em relação ao câncer de ânus 88% dos casos é atribuído ao HPV; 70% de vagina; 50% de pênis; 43% de vulva e 26% de orofaringe. ➢ Ocorrem no Brasil 1000 amputações de pênis devido câncer de pênis H�� ➢ São proliferações epiteliais na pele e mucosas causadas por diversos tipos de HPV; ➢ Mais comum em crianças e adultos jovens, são auto inoculáveis, com contágio direto e indireto; podem involuir espontaneamente ou aumentar em tamanho e número. ➢ Formas clínicas: ↳ Verruga vulgar - 70% ↳ Periungueal ↳ Filiforme ↳ Plantar - 34% ↳ Plana - 4% ↳ Genital ou condiloma acuminado ↳ Papulose bowenóide ↳ Hiperplasia epitelial focal ou Doença de Heck ↳ Epidermodisplasia verruciforme VERRUGA VULGAR ➔ É a mais comum; ➔ Lesão de aspecto verrucoso com pontos escurecidos (são vasos); ➔ Fenômeno de Koebner - verruga se prolifera quando a pele é cortada. Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� VERRUGA PLANA ➢ DD: molusco contagioso, pitiríase versicolor e câncer. VERRUGA FILIFORME ➢ Corta na base com botão anestésico e cauterização com bisturi elétrico. VERRUGA PLANTAR ➢ Doloroso por crescer para dentro; ➢ DD com calo - no calo as estrias são exacerbadas já na verruga há dismorfia logo não há estrias. TRANSMISSÃO ➢ A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. ➢ Os papilomavírus que infectam a pele e provocam as verrugas comuns são normalmente contraídos quando há pequenas lesões da pele, como cortes ou arranhões, que permitem a invasão do vírus para dentro do organismo. A transmissão é feita, portanto, com o contato de pele com pele. ➢ Os subtipos de papilomavírus humano que provocam as verrugas comuns não têm relação com os cânceres que ocorrem na mucosa da genitália, do ânus ou do colo do útero, pois eles não têm capacidade de infectar esta região. O oposto também é verdadeiro, já que os subtipos que habitualmente provocam lesão das mucosas não costumam atacar a pele. ➢ Entretanto, existem algumas exceções à regra acima. Alguns subtipos capazes de provocar verrugas na pele também podem, eventualmente, provocar verrugas genitais, tais como o HPV-1, HPV-2 e HPV-4. Esses subtipos, porém, raramente causam verrugas genitais e quando o fazem têm baixa capacidade de gerar tumores malignos. ➢ Existe ainda a possibilidade de auto contágio; ➢ DD: condiloma plano; ➢ Verificar todo o corpo ➢ E se for abuso? Ter outro profissional de saúde na consulta e denunciar CONDILOMA ACUMINADO ➢ Existem mais de 200 tipos de HPV e 40 afetam a região genital, as lesões ocorrem nas áreas de maior atrito durante as relações sexuais. ➢ Transmissão principalmente sexual. ➢ A maioria das pessoas sexualmente ativas é infectada pelo HPV pelo menos uma vez na vida (CDC, 2015) CRISTA DE GALO: CONDILOMA GIGANTE E FORMA DE AVENTAL: Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� DD: câncer genital Aspecto há indica evolução oncológica, fazer biópsia. DIAGNÓSTICO ● Citopatológico - método de Papanicolau; alterações celulares; presente nas LSIL, HSIL, ASCUS e AGUS; resultados falso positivo e negativo por ser um método indireto e interpretativo. Não diagnostica a forma latente. ● Histopatológico - método invasivo com indicações selecionadas; não diagnostica a forma latente. ↪ A citologia e a histologia podem apontar o efeito citopático mais característico da infecção viral = coilocitose. ● Biologia molecular - PCR e captura híbrida; identificam o tipo de DNA viral e as formas latentes. ● Microscopia eletrônica - caracteriza presença viral. ● Imunohistoquímica - caracteriza presença viral. ● Colposcopia - técnica de magnificação, auxiliada com soluções reagentes (ácido acético e lugol); não diagnostica a forma latente. TRATAMENTO A escolha deve considerar a idade do paciente, localização, tipo de lesão e tratamentos anteriores. ➢ Cauterização (ácido tricloroacético a 50-90%, podofilina a 25% e nítrico fumegante) e eletrocoagulação associada à curetagem; ➢ Podofilotoxina em creme a 0,15%; (Não tem mais no Brasil) ➢ Ácido salicílico 16,5% + ácido lático 14,5% em colódio flexível;* ➢ Láser de dióxido de carbono; ➢ Lasers de corante pulsado ➢ Cantaridina 0,7% em acetona ou colódio flexível ➢ Sulfato de bleomicina intralesional ➢ Tretinoína 0,05% - 0,1%* ➢ Fluoracila a 5% em creme ➢ Interferon intralesional ➢ Imiquimod a 5% em creme* ➢ Etretinato oral* ➢ PREVENÇÃO: Vacina anti-HPV - Gardasil e Cervarix * Autoaplicação pele paciente, risco de queimadura Resistência e recorrência são comuns em todos os tratamentos. Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� Eficácia de 90% na prevenção da infecção persistente por HPV e contra as lesões precursoras do câncer. Público: meninas de 9 e 14 anos e meninos de 11 e 14 anos; Quadrivalente não pode ser administrada em gestantes. QUAL TRATAMENTO OPTAR? ➔ Número e tamanho das lesões; ➔ Local; ➔ Paciente adulto ou criança; ➔ Paciente imunocomprometido; ➔ Aspectos psicológicos individuais; ➔ Experiência profissional; ➔ Outros… RASTREIO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO ➢ Nas mulheres, o câncer de colo de útero é o 3° mais incidente; ➢ Método de rastreio - Citopatológico - Exame de Papanicolau ➢ Início com 25 anos em mulheres que já tiveram ou têm vida sexual ativa, a coleta de dois exames negativos anuais depois se realiza de 3 em 3 anos até 64 anos; IS�/D�� - ÚL�E�� AN����IT��� - AB����GE� C�ÍNI�� A presença de úlcera genital está associada a elevado risco de transmissão e aquisição do HIV, o diagnóstico e tratamento dessas lesões constituem medidas de prevenção e controle do HIV. Os agentes etiológicos infecciosos mais comuns nas úlceras genitais são: ➢ T. pallidum (sífilis) ➢ HSV-1 e HSV-2 (herpes extragenital e genital) ➢ H. ducreyi (cancro mole/cancróide) ➢ C. trachomatis, sorotipos L1, L2 e L3 (LGV) ➢ K. granulomatis (donovirose) Podem ser encontradas isoladamente ou em associação em uma mesma lesão. ➢ As úlceras genitais representam síndrome clínica, sendo muitas vezes causadas por IST, e se manifestam com lesões ulcerativas erosivas, procedidas ou não por pústulas e/ou vesículas, acompanhadas ou não de dor, ardor, prurido, drenagem de material mucopurulento, sangramento e linfadenopatia regional. ➢ Incidência de 16 a 30 anos. ➢ Os aspectos clínicos são bastante variados e tem baixa relação de sensibilidade e especificidade com o agente etiológico. A doença de Behçet é uma inflamação crônica dos vasos sanguíneos (vasculite) que pode causar feridas dolorosas na boca e genitais. ➢ Úlcera genital não é exclusividade das IST ➢ Pode estar associada a infecção inespecíficas por fungos, vírus ou bactérias e inflamatórias, exemplo: dermatoses bolhosas (pênfigo); eritema multiforme; dermatite de contato; líquen plano erosivo; aftas; lesões traumáticas; erupção fixa por drogas e carcinoma espinocelular. ➢ EXAME FÍSICO É FUNDAMENTAL!! HE���S GE����L ➢ Maioria assintomática; Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r�Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� ➢ Linfadenopatia regional dolorosa; ➢ Quando em áreas úmidas, dificilmente vesículas, pois se rompem precocemente pela maceração epitelial. CA��R� MO��/ CA��RÓID� ➢ Haemophilus ducreyi ➢ Várias úlceras com secreção ➢ Úlcera que se beijam - se auto inoculam ➢ Bubão - evolui para linfonodopatia; ➢ Sua incidência vem desaparecendo; ➢ Parcerias sexuais devem ser tratadas para cancróide, independentemente dos sintomas, se tiverem contato sexual com o paciente nos 10 dias anteriores. ➢ Quadro clínico tem início de 2 a 5 dias após contágio; ➢ Clinicamente se caracteriza por lesões ulceradas, dolorosas, de fundo friável e bordas irregulares, com característica de auto-inoculação e presença de linfodenopatia regional (bubão); ➢ Diagnóstico laboratorial: PCR, bacterioscopia do raspado da lesão, e cultura (baixa sensibilidade); ➢ Tratamento: azitromicina 1g VO em dose única é a droga de escolha; ➢ O diagnóstico provável deve ser dado quando há uma ou mais úlceras dolorosas, lesões e adenopatia típicas da doença, não se identifica o Treponema pallidum em microscopia de campo escuro, a sorologia para sífilis é negativa e o PCR para HSV é negativo. ➢ O controle de cura é eminentemente clínico, com regressão parcial das lesões em 48 horas e resolução do quadro em 7 a 10 dias. ➢ DD: herpes LI���G���UL��� VE�ÉRE� ➢ Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2 e L3. ➢ Úlcera é tão pequena que passa despercebida, identificada já na fase 2 que é o bubão que pode se abrir em vários buraquinhos; ➢ Transmissão atribuída por portadores assintomáticos; ➢ Evolução em 3 estágios: 1. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: ↪ 1 a 4 semanas; ↪ Pequena ulceração; ↪ Raramente notada; ↪ Indolor. 2. LINFADENOPATIA REGIONAL: ↪ 2 a 6 semanas; ↪ bubão unilateral em 70% dos casos; ↪ Sintomas gerais como febre, mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, sudorese noturna e meningismo. 3. SÍNDROME ANOGENITORETAL: ↪ Comprometimento linfático com supuração e fistulização por orifícios múltiplos; ↪ Proctite (dor anorretal, corrimento hemopurulento, tenesmo, constipação e fezes em fita - DD: câncer de reto e doença de Crohn) e proctocolite hemorrágica (HSH); ↪ Glossite ulcerativa difusa (sexo oral); ↪ Elefantíase genital (estiomene). Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� Geralmente, nos homens a linfadenopatia inguinal aparece em 1 a 6 semanas após lesão inicial, geralmente unilateral e é o principal motivo da consulta. NUNCA INCISAR O NÓDULO! PONTOS RELEVANTES: 1. Doença exclusivamente sexual caracterizada pela presença de grande bubão inguinal na fase aguda; 2. Doença incomum, afeta mais homens entre 20 a 30 anos; 3. Sintomas é mais predominante em homens; 4. Diagnóstico é feito por cultura, imunofluorescência direta ou amplificação de ác. nucleico (NAAT); 5. TRATAMENTO: Doxiciclina 100mg VO, 12/12h, por 21 dias é a droga recomendada. 6. Tratamento não reverte as sequelas; 7. A punção para esvaziamento do bubão deve ser procedida com agulha de grosso calibre com penetração em tecido normal adjacente. DO����NO�� / G�A��L��A IN����AL ➢ Klebsiella granulomatis; ➢ Infectividade baixa ➢ Incubação de até 40 dias; ➢ Associado à má condição higiênica e baixas condições socioeconômicas; ➢ Doença progressiva caracterizada por lesões granulomatosas ulceradas, indolores e auto inoculáveis; ➢ Transmissão sexual é controversa; ➢ Acomete mais a pele e as mucosas genitais, perianais e inguinais; ➢ Clínica: lesões ulceradas com fungo granulomatoso de aspecto vermelho vivo e sangramento fácil, de crescimento lento e progressivo, indolores, não acompanhadas de linfadenopatia regional; ➢ Exame direto de esfregaço das bordas da lesão para bacterioscopia e biópsia busca identificar os corpúsculos de Donovan; ➢ TRATAMENTO: Doxiciclina 100mg 2x dia é a droga de 1° escolha, administradas por pelo menos 3 semanas ou até a cura clínica; ➢ Controle de cura é eminentemente clínico; ➢ O valor da terapia profilática para os parceiros sexuais, na ausência de sinais clínicos e sintomas, ainda não foi bem estabelecido. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DAS ÚLCERAS GENITAIS ● Cancro duro ● Herpes genital ● Cancro mole Avaliar exame físico, história clínica e fatores de risco para IST 's. PI����MA GA��R����O ➢ Etiologia desconhecida podendo estar associada a várias doenças sistêmicas; ➢ Lesão cutânea: pápula eritematosa inflamatória, pústula ou nódulo que ulcera e se expande rapidamente. Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� TU���C��O�� CU�ÂNE� CA���N��A ES����CE����R SÍN��OM� DE BE�ÇET ➢ As manifestações ocorrem de forma recorrente como aftas que podem estar associadas ou não a úlceras genitais dolorosas, lesões de pele pp. eritema nodoso), dores articulares, inflamação no olho, alterações neurológicas, intestinais, inflamação e trombose em veias, além da formação de aneurismas em diferentes artérias. PA���R�A� SE���I� - O QU� FA���? Serão consideradas parcerias sexuais, para fins de comunicação, aquelas com as quais a pessoa infectada tenha se relacionado sexualmente, conforme a descrição abaixo: ● Tricomoníase: parceria atual ● Corrimento uretral ou infecção cervical: nos últimos dois meses ● DIP: nos últimos dois meses; ● Úlceras: no últimos 3 meses; ● Sífilis secundária: nos últimos 6 meses; ● Sífilis latente: no último ano Na ausência de testagem de rotina, a conduta a ser adotada antes do surgimento de complicações é tratar as parcerias sexuais com os mesmos medicamentos utilizados para o caso-índice, mesmo que estas não apresentem nenhum sinal ou sintoma. NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA NO SINAN Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1