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BIOÉTICA – AULA 1
Prof.ª ANA CASTRO
Objetivos gerais
Análise de conceitos de ética e bioética, apontando para perspectiva da atuação profissional frente às
mudanças proporcionadas pelos avanços científicos relacionadas a
questões fundamentais da vida humana.
Objetivos específicos
Caracterizar	a	diferença	entre	Ética,	Moral	e	o Direito;
Refletir sobre conflitos e dilemas morais envolvidos na área da saúde;
Conhecer	a	história	e	os	impactos	éticos, sociais,
políticos e legais das biotecnologias;
Justificar a necessidade da bioética;
Conhecer	os	fundamentos,	princípios	e	modelos
explicativos da bioética;
Refletir sobre conflitos e dilemas morais envolvidos
na área da saúde e sobre os limites da bioética;
Compreender	as	influências	das	novas
biotecnologias na área médica;
O QUE É BIOÉTICA?
ÉTICA DA VIDA
ÉTICA DA VIDA
Dois campos do conhecimento
Melhor uso de novas tecnologias
Possibilidade de resposta à ética em geral
Caminho de prudência
CONCEITO
A Bioética tem como objetivo facilitar o enfrentamento de questões éticas/bioéticas que surgirão na vida profissional.
Sem esses conceitos básicos, dificilmente alguém consegue enfrentar um dilema, um conflito, e se posicionar diante dele de maneira ética.
Assim, esses conceitos (e teorias) devem ficar
bem claros para todos nós.
Não se pretende impor regras de comportamento (para isso, temos as leis), e sim dar subsídios para que as pessoas possam refletir e saber como se comportar em relação às diversas situações da vida profissional em que surgem os conflitos éticos.
“Será que minha conduta profissional está fundamentada em princípios éticos?”
“Estou agindo da maneira mais adequada?”
CONCEITO
Começo da década de 1970
Publicação de duas obras muito importantes de um pesquisador e professor norte-americano da área
de	oncologia,	Van	Rensselaer Potter.
Avanços da ciência sobre a vida
CONCEITO
“Nem	tudo	que	é	cientificamente possível é eticamente aceitável”.
	Ponte	entre	culturas:	científica	e humanística
ÉTICA DA VIDA
Tem como objetivo indicar os limites e as finalidades da intervenção do homem sobre a vida, identificar os valores de referência racionalmente proponíveis, denunciar os riscos das possíveis aplicações.
Necessita ser estudada por meio de uma metodologia interdisciplinar.
Profissionais de diversas áreas devem participar das discussões sobre os temas que envolvem o impacto da tecnologia sobre a vida.
CONCEITO
O progresso científico não é um mal, mas a “verdade científica” NÃO pode substituir a ética.
LEITURA COMPLEMENTAR
BIOÉTICA – AULA 2
Prof.ª ANA CASTRO
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
Influências do ambiente em que vivemos: históricas, culturais ou sociais.
Paternalismo hipocrático
Hipócrates é considerado o “Pai da Medicina”
“Juramento de Hipócrates”
Sociedade era formada por diversas castas
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
Governantes, sacerdotes e médicos
Cidadãos (soldados, artesãos, agricultores)
Escravos e prisioneiros de guerra
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
Os médicos eram considerados semideuses, e estavam encarregados de curar as pessoas “segundo seu poder e entendimento” (como consta no juramento de Hipócrates).
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
A estrutura da sociedade deixou de ser
piramidal, porém continua paternalista...
Profissionais da saúde são considerados “pais”
Quando o profissional se considera superior (em dignidade) a seu paciente, também temos uma postura paternalista
Alguns pacientes não percebem que podem questionar o profissional e aceitam tudo o que ele propõe, pois consideram que “o doutor é quem sabe”
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
Método cartesiano (ou cartesianismo)
Estabelecido por René Descartes no século XVII
Fragmentação do saber
Contribuiu para o desenvolvimento da ciência
Superespecialização do saber
Estudar apenas aquela parte do corpo humano que vamos tratar (???)
O paciente é um todo
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
Cientistas Louis Pasteur e Robert Koch no século XIX
Microscópios:	a descoberta e o estudo dos microrganismos
Mudança de foco dos profissionais
Doença (estudo)
Doente (consequências da doença para o doente)
Todos esses fatos históricos podem ter contribuído para o processo de “desumanização” da assistência ao paciente, e a tentativa de reverter esse quadro vem sendo foco de estudos de diversos pesquisadores, bem como alvo de políticas do governo federal.
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
Contexto cultural e social
Postura realista = todos os aspectos de uma situação ou realidade
O que é esse contexto?
Individualismo
Hedonismo
Utilitarismo
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
INDIVIDUALISMO
Reivindicação da liberdade
Independência total (não é possível)
Seres sociais, frutos de relações familiares e dependentes de vínculos sociais
Responsabilidades diante das consequências dos atos individuais na vida dos outros
Todos os nossos atos têm alguma consequência
para outras pessoas
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
HEDONISMO
Suprimir a dor e estender o prazer
Eficiência econômica, consumismo desenfreado, beleza e prazer da vida física
Ficam esquecidas as dimensões mais profundas da existência, como as interpessoais, as espirituais e as religiosas
A HISTÓRIA DA BIOÉTICA
UTILITARISMO
Ações se limitam a uma avaliação de “custos e
benefícios”
O referencial “ético” para as decisões é ser
bem-sucedido
“Só o que é útil tem valor” (???)
Pessoas com necessidades especiais e aquelas consideradas vulneráveis devem ser consideradas dignas de respeito, são pessoas humanas, e isso é condição suficiente para que sejam respeitadas.
FUNDAMENTAÇÃO DA BIOÉTICA
FUNDAMENTAÇÃO DA BIOÉTICA
O fundamento é a pessoa humana.
Quais são os conceitos que existem na realidade da pessoa dos quais devemos nos lembrar por serem importantes no enfrentamento das questões bioéticas?
FUNDAMENTAÇÃO DA BIOÉTICA
A pessoa é única.
A pessoa humana é provida de uma
“dignidade”.
A pessoa é composta de diversas dimensões: dimensão biológica dimensão psicológica, dimensão social ou moral e dimensão espiritual.
Assim, todas as nossas reflexões e ações diante das pessoas (seja em situações de conflitos éticos ou não) devem ser guiadas pelo respeito a esse fundamento, a pessoa humana (entendida como um ser único, que é uma totalidade e dotado de dignidade).
Quando conseguimos agir dessa maneira, ou seja, respeitando esse fundamento, podemos estar certos de que estamos agindo de forma ética.
FUNDAMENTAÇÃO DA BIOÉTICA
É fundamental o respeito à vida humana.
Mas o que designamos vida humana?
Livros de Embriologia
Patrimônio genético próprio
BIOÉTICA – AULA 3
Prof.ª ANA CASTRO
DEFINIÇÃO DE MORAL, ÉTICA E BIOÉTICA
Ética
Moral
Bioética
DEFINIÇÃO DE MORAL, ÉTICA E BIOÉTICA
ÉTICA: O termo deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa).
É	um	conjunto	de	valores	morais	e
princípios	que	norteiam	a	conduta humana na sociedade.
É responsável por definir condutas do nosso	dia-a-dia,	como	no	caso	dos
códigos de ética profissional, que indicam como um indivíduo deve se comportar no âmbito da sua profissão.
Para que serve a ÉTICA?
Equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado.
Primeiro código de ética
DEFINIÇÃO DE MORAL, ÉTICA E BIOÉTICA
MORAL:	o	termo	deriva	do	latim
“mores”, que significa“costumes”.
É	definida		como	o	conjunto	de normas,	princípios,		preceitos,
costumes e valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social.
Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
DEFINIÇÃO DE MORAL, ÉTICA E BIOÉTICA
ÉTICA
 	 Conhecimento ou
ciência do comportamento moral
Compreender, justificar e criticar a moral de uma sociedade
MORAL
Costumes e crenças de um povo
Normativas da ação humana
DEFINIÇÃO DE MORAL, ÉTICA E BIOÉTICA
DEFINIÇÃO DE MORAL, ÉTICA E BIOÉTICA
BIOÉTICA: Trata-se de um conjunto de conceitos, argumentos e normas que valorizam – e na verdade legitimam – eticamente os atos humanos.
Entendendo que estes atos afetam, de maneira real ou potencial, e de forma profunda e na maioria das vezes, irreversível os sistemas vivos.
DEFINIÇÃO DE MORAL, ÉTICA E BIOÉTICA
Bioética	é
aplicadas.
O	estudo argumentos
mais	desenvolvida	das	éticas
sistemático morais	a
das	dimensões	e
favor	e humanas
contra
que
determinadas	práticas
interferem e afetam a qualidade de vida de
todos	os	seres	vivos	e	as	condições ambientais do Planeta Terra.
LEITURA COMPLEMENTAR
BIOÉTICA – AULA 4
Prof.ª ANA CASTRO
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
Fundamento: respeito pela pessoa humana
“Ferramentas” para facilitar o nosso processo de estudo e de decisão sobre os diversos temas de bioética = princípios
Relatório	Belmont	(1978):	orientar pesquisas com humanos
Utilização comum entre	os	americanos	e os brasileiros
Os princípios são nossas ferramentas de
trabalho
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
1.	Beneficência/não maleficência
Principal razão do exercício das profissões que envolvem a saúde das pessoas (física ou psicológica)
Beneficência significa “fazer o bem”
Não maleficência significa “evitar o mal”
Propor um tratamento
Profissional deve reconhecer a dignidade
Considerar a sua totalidade
Oferecer o melhor tratamento
Reconhecimento de necessidades físicas, psicológicas ou sociais do paciente
Desejar o melhor para restabelecer sua saúde, para prevenir um agravo, ou para promover sua saúde
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
2. Autonomia
As pessoas têm “liberdade de decisão”
sobre sua vida
Autodeterminação = o quanto ela pode gerenciar sua própria vontade, livre da influência de outras pessoas
Declaração Universal dos Direitos Humanos, que foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (1948), manifesta logo no seu início que as pessoas são livres
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
2.	Autonomia
Código de Defesa do Consumidor: proteção às pessoas que buscam serviços de saúde
Duas condições são fundamentais: a liberdade e a informação
A pessoa deve ser livre para decidir e ela deve estar livre de pressões externas
Dificuldade de expressar sua liberdade:
autonomia limitada
Criança
Dificuldade de decisão
Fugir do tratamento que julgar desconfortável
Responsáveis pela criança decidem o que deverá ser feito
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
2. Autonomia
Limitação de autonomia de uma pessoa
Pacientes atendidos em clínicas de instituições de ensino
Pesquisas de novos fármacos realizadas em países subdesenvolvidos
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
O que possibilita o estabelecimento de uma relação terapêutica ou a realização de uma pesquisa?
A correta informação das pessoas!
Primeira etapa: reconhecer os indivíduos vulneráveis
Estabelecer uma relação adequada com o paciente e maximizar sua satisfação com o tratamento
O profissional deverá explicar qual será a proposta de tratamento
Respeito da autonomia das pessoas
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
SEMPRE o profissional deverá renovar as informações sobre o tratamento e é preciso ter certeza de que o paciente entendeu as informações que recebeu!
2. Autonomia
A informação não se encerra com as
explicações do profissional
É necessário a compreensão e a assimilação das informações pelos pacientes
Consentimento = processo de informação e compreensão e posterior comprometimento com o tratamento
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
2. Autonomia
Exagero na expressão da autonomia de uma pessoa
O paciente sempre tem condições de avaliar qual o melhor tratamento para ele?
O paciente não tem o conhecimento técnico necessário para isso
O profissional por ter o conhecimento técnico que aquele medicamento é necessário deve explicar a importância
O princípio da beneficência deve ser
respeitado em primeiro lugar
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
2.	Autonomia
A liberdade (autonomia) de algumas pessoas não é respeitada para que se respeite o benefício de outras.
Exemplo 1: proibição de fumar em ambientes fechados
Autonomia: pessoas que desejam fumar
Não malefício: pessoas que não desejam fumar
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
2.	Autonomia
Exemplo 2: interdição de restaurantes ou clínicas pela vigilância sanitária quando estes não apresentam condições satisfatórias para atender o público
Autonomia: dono da empresa
Benefício: sociedade que os frequenta
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
3. Justiça
Igualdade de tratamento
Justa distribuição das verbas do Estado para a saúde e para a pesquisa
Conceito de equidade
Dar a cada pessoa o que lhe é devido segundo suas necessidades
Pessoas são diferentes e que, portanto, também são diferentes as suas necessidades
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
3. Justiça
Respeitar com imparcialidade o direito de cada um
Profissional ou paciente se prejudicando não é ético
Objeção da consciência = direito de um profissional de se recusar a realizar um procedimento
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
Princípios
Beneficência/não maleficência
Autonomia
Justiça
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
Questão 1
O princípio da beneficência diz o seguinte:
“auxilie, ou não prejudique o paciente”.
Certo
Errado
ATENÇÃO
O Princípio da Beneficência é o que estabelece que devemos fazer o bem aos outros, independentemente de desejá-lo ou não
É	importante	distinguir	estes conceitos:
Beneficência é fazer o bem
Benevolência é desejar o bem
Benemerência é merecer o bem
três
Questão 2
Preservar	a	privacidade	do	paciente,
garantir a confidencialidade de suas informações e encorajá-lo a desenvolver sua autonomia são condutas previstas no princípio da beneficência.
Certo Errado
Questão 3
De	acordo	com	a	bioética, devemos	respeitar	os
princípios
maleficência
da	autonomia,	beneficência,	não
e	justiça.	Nesse	sentido,	se	um
trabalhador se recusa a usar os meios de proteção devemos:
a)	Respeitar a autonomia deste e aceitar que não use os EPIs.
b)	A	justiça	prevalece	e	o	trabalhador	deve	ser
ouvido em suas opiniões.
A beneficência no uso dos equipamentos de proteção individual é maior que o princípio da autonomia.
Não há maleficência na recusa do trabalhador em usar os EPIs.
BIOÉTICA – AULA 5
Prof.ª ANA CASTRO
Declaração Universal sobre Bioética e Direitos
Humanos
UNESCO - 19 de outubro de 2005
Regulação normativa em bioética
Princípios gerais de caráter universal
Valores comuns
Objetivo de orientar os avanços científicos e desenvolvimento tecnológico
Guia aos Estados na elaboração de legislações e políticas públicas
Guia aos indivíduos, grupos, comunidades e
instituições
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 1 – Escopo
a) A Declaração trata das questões éticas relacionadas à medicina, às ciências da vida e às tecnologias associadas quando aplicadas aos seres humanos, levando emconta suas dimensões sociais, legais e ambientais.
b) A presente Declaração é dirigida aos Estados. Quando apropriado e pertinente, ela também oferece orientação para decisões ou práticas de indivíduos, grupos, comunidades, instituições e empresas públicas e privadas.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 2 – Objetivos
Os objetivos desta Declaração são:
(i)	prover uma estrutura universal de princípios e
procedimentos	para	orientar	os formulação	de		sua	legislação,
Estados	 na políticas	ou
outros instrumentos no campo da bioética;
(ii)	orientar	as	ações	de	indivíduos,	grupos,
comunidades, instituições e empresas públicas e privadas;
iii.
promover o respeito pela dignidade humana e proteger os direitos humanos, assegurando o respeito pela vida dos seres humanos e pelas liberdades fundamentais,
de	forma	consistente	com	a	legislação internacional de direitos humanos;
iv.	reconhecer a importância da liberdade da
pesquisa
resultantes
científica	e	os	benefícios
dos	desenvolvimentos
científicos e tecnológicos, evidenciando, ao mesmo tempo, a necessidade de que tais pesquisas e desenvolvimentos ocorram conforme os princípios éticos dispostos
nesta Declaração e respeitem a dignidade humana, os direitos humanos e as liberdades fundamentais;
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
v. promover o diálogo multidisciplinar e pluralístico sobre questões bioéticas entre todos os interessados e na sociedade como um todo;
vi.	promover	o	acesso	equitativo	aos
desenvolvimentos médicos, científicos e tecnológicos, assim como a maior difusão possível e o rápido compartilhamento de
particular	atenção
de	países
conhecimento	 relativo	a	 tais desenvolvimentos	e	a	participação	nos
às
em
benefícios,	com necessidades desenvolvimento;
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
vii. salvaguardar e promover os interesses das gerações presentes e futuras; e
viii. ressaltar a importância da biodiversidade e sua conservação como uma preocupação comum da humanidade
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
PRINCÍPIOS
Conforme a presente Declaração, nas decisões tomadas ou práticas desenvolvidas por aqueles a quem ela é dirigida, devem ser respeitados os princípios a seguir.
Artigo	3	–	Dignidade	Humana	e	Direitos Humanos
a)	A dignidade humana, os direitos humanos e
as	liberdades	fundamentais	devem	ser
respeitados em sua totalidade.
b)	b) Os interesses e o bem-estar do indivíduo
devem	ter	prioridade	sobre	o	interesse exclusivo da ciência ou da sociedade.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 4 – Benefício e Dano
Os benefícios diretos e indiretos a pacientes, sujeitos de pesquisa e outros indivíduos afetados devem ser maximizados e qualquer dano possível a tais indivíduos deve ser minimizado, quando se trate da aplicação e do avanço do conhecimento científico, das práticas médicas e tecnologias associadas.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo	5	–	Autonomia	e	Responsabilidade Individual
Deve	ser	respeitada	a	autonomia	dos	indivíduos
para	tomar	decisões,	quando	possam	ser
responsáveis	por		essas	decisões	e		respeitem	a autonomia	dos	demais.	Devem		ser	tomadas
medidas especiais para proteger direitos e interesses dos indivíduos não capazes de exercer autonomia.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 6 – Consentimento
a) Qualquer intervenção médica preventiva,
diagnóstica e terapêutica só deve ser realizada
com o consentimento prévio, livre e esclarecido do indivíduo envolvido, baseado em informação adequada. O consentimento deve, quando apropriado, ser manifesto e poder ser retirado pelo indivíduo envolvido a qualquer momento e por qualquer razão, sem acarretar desvantagem ou preconceito.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 6 – Consentimento
b)	A pesquisa científica só deve ser realizada com o
prévio, livre, expresso e esclarecido consentimento do indivíduo envolvido. A informação deve ser adequada, fornecida de uma forma compreensível e incluir os procedimentos
para a retirada do consentimento. O consentimento pode ser retirado pelo indivíduo envolvido a qualquer hora e por qualquer razão,
sem acarretar qualquer desvantagem ou preconceito. Exceções a este princípio somente devem ocorrer quando em conformidade com os padrões éticos e legais adotados pelos Estados, consistentes com as provisões da presente Declaração, particularmente com o Artigo 27 e com os direitos humanos.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 6 – Consentimento
c) Em casos específicos de pesquisas desenvolvidas em um grupo de indivíduos ou comunidade, um consentimento adicional dos representantes legais do grupo ou comunidade
envolvida pode ser buscado. Em nenhum caso, o consentimento coletivo da comunidade ou o consentimento de um líder da comunidade ou outra autoridade deve substituir o
consentimento informado individual.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo	7	–	Indivíduos	sem	a	Capacidade	para Consentir
Em conformidade com a legislação, proteção especial deve ser dada a indivíduos sem a capacidade para fornecer consentimento:
a)	a autorização	para	pesquisa e prática	médica
deve	ser	obtida	no	melhor	interesse	do
indivíduo	envolvido	e	de	acordo	com	a
legislação	nacional. Não obstante, o indivíduo
afetado deve ser envolvido, na medida do possível, tanto no processo de decisão sobre consentimento assim como sua retirada;
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo	7	–	Indivíduos	sem	a	Capacidade	para
Consentir
b) a pesquisa só deve ser realizada para o benefício direto à saúde do indivíduo envolvido, estando sujeita à autorização e às condições de proteção prescritas pela legislação e caso não haja nenhuma alternativa de pesquisa de eficácia
comparável que possa incluir sujeitos de pesquisa com capacidade para fornecer consentimento. Pesquisas sem potencial benefício direto à saúde
só devem ser realizadas excepcionalmente, com a maior restrição, expondo o indivíduo apenas a risco e desconforto mínimos e quando se espera que a pesquisa contribua com o benefício à saúde de outros indivíduos na mesma categoria, sendo sujeitas às condições prescritas por lei e
compatíveis com a proteção dos direitos humanos do indivíduo. A recusa de tais indivíduos em participar de pesquisas deve ser respeitada.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo	8	–	Respeito	pela	Vulnerabilidade Humana e pela Integridade Individual
A	vulnerabilidade		humana	deve		ser		levada	em consideração	na	aplicação		e	no	avanço		do
conhecimento científico, das práticas médicas e de
tecnologias	associadas.	Indivíduos	e	grupos	de
vulnerabilidade específica devem ser protegidos e a integridade individual de cada um deve ser respeitada.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 9 – Privacidade e Confidencialidade
A	privacidade	dos	indivíduos	envolvidos	e	a
confidencialidade de suas informações devem ser
respeitadas. Com esforço máximo possível de proteção, tais informações não devem ser usadas ou reveladas para outros propósitos que não aqueles para os quais foram coletadas ou consentidas, em
consonância com o direito internacional, em particular com a legislação internacional sobre direitos humanos.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 10 – Igualdade, Justiça e Equidade
A igualdade fundamental entre todos os seres humanos em termos de dignidade e de direitos deve ser respeitada de modo que todos sejam tratados de forma justa e equitativa.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo	11	–	Não-Discriminação	e	Não- Estigmatização
Nenhum indivíduo ou grupo deve ser discriminado ou estigmatizado por qualquer razão, o que constitui violação à dignidade humana, aos direitos humanos e liberdades fundamentais.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 12 – Respeito pela Diversidade Cultural e pelo PluralismoA	importância	da	diversidade	cultural	e	do
pluralismo	deve	receber	a	devida	consideração.
Todavia,	tais	considerações	não	devem	ser
invocadas para violar a dignidade humana, os direitos humanos e as liberdades fundamentais nem os princípios dispostos nesta Declaração, ou para limitar seu escopo.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 13 – Solidariedade e Cooperação
A solidariedade entre os seres humanos e cooperação internacional para este fim devem ser estimuladas.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 14 – Responsabilidade Social e Saúde
a)	A	promoção	da	saúde	e	do	desenvolvimento social para a sua população é objetivo central
dos governos, partilhado por todos os setores da sociedade.
b)	Considerando que usufruir o mais alto padrão
de	saúde	atingível	é
fundamentais	de	todo
um	dos	direitos
ser	humano,	sem
distinção de raça, religião, convicção política, condição econômica ou social, o progresso da ciência e da tecnologia deve ampliar:
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 14 – Responsabilidade Social e Saúde
i.	o acesso a cuidados de saúde de qualidade e a
medicamentos	essenciais,	incluindo especialmente aqueles para a saúde de mulheres e crianças, uma vez que a saúde é essencial à vida em si e deve ser considerada como um bem social e humano;
ii. o acesso a nutrição adequada e água de boa qualidade;
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 14 – Responsabilidade Social e Saúde
iii.
a melhoria das condições de vida e do meio ambiente;
a eliminação da marginalização e da exclusão
de indivíduos por qualquer que seja o motivo; e
a redução da pobreza e do analfabetismo.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 15 – Compartilhamento de Benefícios
a) Os benefícios resultantes de qualquer pesquisa
científica e suas aplicações devem ser
compartilhados com a sociedade como um todo e, no âmbito da comunidade internacional, em especial com países em desenvolvimento. Para dar efeito a esse princípio, os benefícios podem assumir quaisquer das seguintes formas:
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 15 – Compartilhamento de Benefícios
i.	ajuda especial e sustentável e reconhecimento
aos	indivíduos	e	grupos	que	tenham
participado de uma pesquisa;
acesso a cuidados de saúde de qualidade;
	oferta de novas modalidades diagnósticas e terapêuticas ou de produtos resultantes da pesquisa;
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 15 – Compartilhamento de Benefícios
iv.	apoio a serviços de saúde;
acesso	ao	conhecimento	científico	e
tecnológico;
facilidades	para	geração	de	capacidade	em
pesquisa; e
vii. outras formas de benefício coerentes com os princípios dispostos na presente Declaração.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 15 – Compartilhamento de Benefícios
b) Os benefícios não devem constituir indução inadequada para estimular a participação em pesquisa.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 16 – Proteção das Gerações Futuras
O impacto das ciências da vida sobre gerações futuras, incluindo sobre sua constituição genética, deve ser devidamente considerado.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo	17	–	Proteção	do	Meio	Ambiente,	da
Biosfera e da Biodiversidade
Devida atenção deve ser dada à inter-relação de seres humanos com outras formas de vida, à importância do acesso e utilização adequada de recursos biológicos e genéticos, ao respeito pelo conhecimento tradicional e ao papel dos seres humanos na proteção do meio ambiente, da biosfera e da biodiversidade
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS
Artigo 18 – Tomada de Decisão e o Tratamento de Questões Bioéticas
a)	Devem	ser	promovidos	o	profissionalismo,	a honestidade, a integridade e a transparência na
tomada de decisões, em particular na explicitação de todos os conflitos de interesse e no devido compartilhamento do conhecimento. Todo esforço deve ser feito para a utilização do melhor conhecimento científico e metodologia disponíveis no tratamento e constante revisão das questões bioéticas.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 18 – Tomada de Decisão e o Tratamento de
Questões Bioéticas
b) Os indivíduos e profissionais envolvidos e a sociedade como um todo devem estar incluídos regularmente num processo comum de diálogo.
c) Deve-se promover oportunidades para o debate público pluralista, buscando-se a manifestação de todas as opiniões relevantes.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 19 – Comitês de Ética
Comitês de ética independentes, multidisciplinares e pluralistas devem ser instituídos, mantidos e apoiados em nível adequado com o fim de:
avaliar		questões	éticas,	legais,		científicas		e sociais	relevantes		relacionadas	a		projetos	de
pesquisa envolvendo seres humanos;
prestar	aconselhamento	sobre	problemas éticos em situações clínicas;
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 19 – Comitês de Ética
iii.
avaliar	os	desenvolvimentos
tecnológicos,	formular
recomendações
científicos	e
e
contribuir para a elaboração de diretrizes sobre temas inseridos no âmbito da presente Declaração; e
iv. promover o debate, a educação, a conscientização do público e o engajamento com a bioética.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Artigo 26 – Inter-relação e Complementaridade
dos Princípios
A	presente	Declaração	deve	ser	considerada	em
sua	totalidade	e	seus	princípios	devem	ser
compreendidos como complementares e inter- relacionados. Cada princípio deve ser interpretado no contexto dos demais, de forma pertinente e adequada a cada circunstância
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo	27	–	Limitações	à	Aplicação	dos Princípios
Se	a	aplicação	dos	princípios	da	presente
Declaração tiver que ser limitada, tal limitação deve
ocorrer em conformidade com a legislação, incluindo a legislação referente aos interesses de segurança pública para a investigação, constatação e acusação por crimes, para a proteção da saúde pública ou para a proteção dos direitos e liberdades de terceiros. Quaisquer dessas legislações devem ser consistentes com a legislação internacional sobre direitos humanos.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
Artigo 28 – Recusa a Atos Contrários aos Direitos Humanos, às Liberdades Fundamentais e Dignidade Humana
Nada nesta Declaração pode ser interpretado como podendo ser invocado por qualquer Estado, grupo ou indivíduo, para justificar envolvimento em qualquer atividade ou prática de atos contrários aos direitos humanos, às liberdades fundamentais e à dignidade humana.
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
SOLIDARIEDADE E COOPERAÇÃO
APROVEITAMENTO PARTILHADO DE BENEFÍCIOS PROTEÇÃO DAS FUTURAS GERAÇÕES
RESPEITO DA DIVERSIDADE CULTURAL E PLURALISMO
NÃO DISCRIMINAÇÃO E NÃO ESTIGMATIÇÃO
IGUALDADE, JUSTIÇA E EQUIDADE
PRIVACIDADE E CONFIDENCIALIDADE
DIGNIDADE HUMANA
AUTONOMIA E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL
RESPEITO E INTEGRIDADE PESSOAL
DIREITOS HUMANOS E BIOÉTICA
BIOÉTICA – AULA 6
Prof.ª ANA CASTRO
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Assembleia Geral das Nações Unidas em
Paris, em 10 de dezembro de 1948
Estabelece proteção aos direitos humanos básicos
Base para as constituições das nações
Direitos respeitados de forma universal
Defesa dos direitos
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 2°
Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua,de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 3°
Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e
à segurança pessoal.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 4°
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 6°
Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 7°
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer
discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 8°
Toda a pessoa direito a recurso efetivo para as jurisdições nacionais competentes contra os atos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 9°
Ninguém	pode
detido ou exilado.
ser	arbitrariamente	preso,
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 10°
Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade,
a	que	a	sua	causa
publicamente	julgada
seja	equitativa	e
por	um	tribunal
independente e imparcial que decida dos seus
direitos	e	obrigações	ou	das	razões	de
qualquer	acusação	em	matéria	penal	que
contra ela seja deduzida.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 11°
1. Toda a pessoa acusada de um ato delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um
processo	público	em	que	todas	as	garantias
necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
2. Ninguém será condenado por ações ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam
ato	delituoso
internacional.
à	face	do	direito	interno	ou
Do	mesmo	modo,	não	será
infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato delituoso foi cometido.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 12°
Ninguém	sofrerá	intromissões	arbitrárias	na
sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 13°
1. Toda a pessoa tem o direito	de livremente
circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 14°
1. Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o
direito de procurar e de beneficiar de asilo
em outros países.
2. Este direito não pode, porém, ser invocado
no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das
Nações Unidas.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 15°
Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 16°
1. A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem
restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 17°
Toda	a	pessoa, individual	ou	coletiva, tem direito à propriedade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado
da sua propriedade.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 18°
Toda	a	pessoa	tem	direito	à	liberdade	de
pensamento, de consciência e de religião; este
religião	ou
liberdade
de	convicção,	assim	como
de	manifestar	a	religião
direito	implica	a	liberdade	de	mudar	de
a
ou
convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 19°
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o
de	procurar,		receber	e		difundir,	sem consideração	de	fronteiras,	informações	e
ideias por qualquer meio de expressão.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 20°
Toda	a	pessoa	tem	direito	à	liberdade	de reunião e de associação pacíficas.
Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de
uma associação.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 21°
Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direção dos negócios, públicos do seu país, quer diretamente, quer por intermédio de
representantes livremente escolhidos.
Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
3. A	vontade autoridade exprimir-se
do povo é o fundamento da dos poderes públicos: e deve através de eleições honestas a
realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 22°
Toda	a	pessoa, como	membro	da	sociedade,
tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 23°
Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o
desemprego.
Todos têm direito, sem discriminação alguma, a
salário igual por trabalho igual.
Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de proteção social.
Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 24°
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 25°
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios
de	subsistência	por	circunstâncias
independentes da sua vontade.
2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e
a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma proteção social.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 26°
1. Toda a pessoa tem direito à educação. A
educação deve ser gratuita,pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é
obrigatório. O ensino técnico e profissional
dever	ser	generalizado;		o	acesso	aos estudos		superiores	deve	estar	aberto	a
todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 26°
2. A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e
deve favorecer a compreensão, a tolerância e a
amizade grupos
entre	todas	as	nações	e	todos	os raciais		ou	religiosos,	bem		como		o
desenvolvimento	das	atividades	das	Nações Unidas para a manutenção da paz.
3.	Aos pais pertence a prioridade do direito de
escolher o gênero de educação a dar aos filhos.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 27°
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte
livremente na vida cultural da comunidade,
de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
2. Todos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da
sua autoria.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 28°
Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efetivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 29°
1. O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
No exercício deste direito e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às
limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e
liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente e aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
Artigo 30°
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.
Questão 1
A Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos reconhece que “a identidade de um indivíduo inclui dimensões biológicas,
psicológicas, sociais, culturais e espirituais”, e que	decisões	sobre	“as	questões	éticas	na
medicina, nas ciências da vida e nas tecnologias
associadas	podem	impactar	indivíduos,	suas
famílias	e	grupos”.	Dessa	forma,	estabelece como	um		de	seus		princípios	a		dignidade
humana e os direitos humanos.
Com relação a esses princípios, a Declaração tem como um de seus objetivos:
Questão 1
a) assegurar que os progressos da ciência e da tecnologia contribuam para a justiça e a equidade na saúde e na qualidade de vida dos indivíduos.
b)	propor	que	todos	os	Estados	e comprometam		a	resolver	questões
Governos		se básicas	de
saneamento básico de sua população.
propor que haja uma cooperação internacional em torno das necessidades específicas dos países ricos e industrializados no desenvolvimento da engenharia genética.
garantir que todos os seres vivos sejam responsáveis pela gestão da qualidade da própria saúde.
capitalizar as pesquisas científicas para que tragam
sempre benefícios à dignidade humana e social.
Questão 2
Na	Declaração
Universal	Sobre	Bioética	e
Direitos	Humanos,	o	Artigo	6	que	trata	do Consentimento:
“Qualquer intervenção médica preventiva, diagnostica e terapêutica só deve ser realizada com o consentimento prévio.”
O consentimento deve, quando apropriado, ser manifesto e poder ser retirado pelo indivíduo envolvido a qualquer momento e por qualquer razão, sem acarretar desvantagem ou preconceito. Sobre o documento que visa proteger a autonomia dos pacientes, assinale a alternativa correta.
Questão 2
Termo de assentimento Livre e esclarecido
Termo de autorização para uso compassivo
Termo de consentimento livre e esclarecido
Termo de responsabilidade
Termo de compromisso e responsabilidade em saúde
Questão 3
De acordo com a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos qualquer pesquisa científica deve prever que os benefícios dela
resultantes		sejam	compartilhados	com	a sociedade	como	um		todo	e	na	comunidade
internacional,	em	especial	com	países		em desenvolvimento.	O		que	deve	ser		feito	para
aplicação deste princípio?
Questão 3
a)	Liberar somente para toda a população do país que mais
incluiu pacientes na pesquisa os produtos investigacionais, caso os mesmos tenham sua eficácia e segurança comprovados;
b) Liberar somente para todos os pacientes que são atendidos
em uma determinada instituição que realizou a pesquisa, o
produto investigacional, caso ele comprove eficácia e segurança.
Liberar para toda a população de todos os países que estão envolvidos com a pesquisa os produtos investigacionais, caso os mesmos tenham sua eficácia e segurança comprovados.
Nunca deve haver liberação dos produtos investigacionais, mesmos que eles se mostrem seguros e eficazes.
No momento em que um estudo é planejado, é necessário avaliar a população que será estudada em qual país ele será realizado e quais serão as medidas adotadas após o término do estudo a fim de que os sujeitos de pesquisa nele incluídos recebam os benefícios da pesquisa, caso ela tenha resultados favoráveis.
Questão 4
A Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos define princípios que devem ser seguidos e respeitados. Sobre tais princípios, é correto afirmar que:
I. O impacto das ciências da vida nas gerações futuras, incluindo sua constituição genética, deve ser devidamente considerado, pois o escopo da Declaração trata de questões éticas
relacionadas à medicina, às ciências da vida e às tecnologias associadas	quando	aplicadas	aos	seres	humanos.
II. A diversidade cultural e o pluralismo devem receber a devida consideração,	todavia,	tais	considerações	não	devem	ser
invocadas para violar a dignidade humana, os direitos humanos e as	liberdades	fundamentais	dispostos	nesta	Declaração.
III. O Meio Ambiente, a Biosfera e a Biodiversidade devem ser
protegidos.
Questão 4
a) Somente a opção I está correta.
Somente a opção II está correta.
Somente as opções I e II estão corretas.
Somente as opções II e III estão corretas.
Todas as opções estão corretas.
Questão 5
Leia o trecho selecionado da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos da Unesco (DUBDH), de 2005. A Conferência Geral, refletindo sobre os rápidos avanços na ciência e na tecnologia e reconhecendo que questões éticas suscitadas
pelos rápidos avanços na ciência e suas aplicações tecnológicas devem ser examinadas com o devido respeito à dignidade da pessoa humana e no cumprimento e respeito
universais pelos direitos humanos e liberdades fundamentais. Consciente de que os seres humanos são parte integrante da biosfera, com um papel importante na proteção um do outro e das demais formas de vida, em particular dos animais, reconhece, com base na liberdade da ciência e da pesquisa, que os desenvolvimentos científicos e tecnológicos têm sido e podem ser de grande benefício para toda a humanidade. Considerando que todos os seres humanos, sem distinção, devem se beneficiar dos mesmos elevados padrões éticos na medicina e nas pesquisas em ciências da vida, proclama os princípios a seguir e adota a presente Declaração.
Questão 5
Com	base	no	texto,	a	respeito	dos	princípios	que
norteiam a DUBDH assinale a afirmativa incorreta.
Valoriza a prática da ciência e da pesquisa voltada parao
bem-estar de indivíduos, famílias, grupos e comunidades.
Defende a observância da dignidade humana e dos direitos humanos, com base nos valores da solidariedade e da cooperação.
Considera a ética um marco fundamental para orientar as
políticas	da	comunidade	internacional	em	relação	à saúde e ao bem-estar.
necessidade	de	contribuir	para	manutenção	de
d) Reconhece	a	finitude	dos	recursos	naturais	e	a
um
equilíbrio do ecossistema.
e) Estabelece a medicina como um bem individual a ser
compartilhado,	com	base	em	critérios	de	hierarquia social e geracional.
Questão 6
A noção de equidade serve como marco ético na reflexão em temas de Saúde Pública, uma vez que orienta os processos decisórios de alocação de serviços. A respeito da noção de equidade em saúde, analise as afirmativas:
III.
No campo da saúde pública, a noção de equidade
parte do pressuposto de que os indivíduos são diferentes e, que devem ter tratamento diferenciado segundo suas vulnerabilidades.
No campo da bioética e dos direitos humanos, a noção de equidade é um instrumento de justiça social, capaz de promover o acesso amplo aos desenvolvimentos médicos e científicos.
No campo das políticas sanitárias, a noção de
equidade direciona a utilização dos serviços de saúde às regiões menos desenvolvidas, para reduzir as situações de vulnerabilidade.
Questão 6
Está correto o que se afirma em:
I, somente.
I e II, somente.
I e III, somente.
II e III, somente.
I, II e III.
Questão 7
No contexto da Ética e Bioética na área da saúde, é
CORRETO afirmar:
A Ética é um conjunto de princípios morais que
regem os direitos e deveres de cada um de nós e que são estabelecidos e aceitos numa época por determinada comunidade humana.
A Bioética surgiu nos Estados Unidos na década de 70.
A palavra Ética vem do grego (Ethos) e significa
caráter, costume, hábito ou modo se ser.
Bioética é uma palavra de origem grega e significa ética da vida, é um estudo sistemático das dimensões morais que incluem visão, decisão, conduta e normas morais, das ciências da vida e da saúde.
Os princípios da Bioética são: Beneficência, Não-
Maleficência, Autonomia e Justiça.
Questão 7
a)	Apenas I, III e IV estão corretas.
b)	Apenas III, IV e V estão corretas.
Apenas a afirmativa II está incorreta.
Todas estão corretas.
BIOÉTICA – AULA 7
Prof.ª ANA CASTRO
ABUSOS COMETIDOS
Violações a direitos humanos:
Cometidos por órgãos ou pessoas agindo em	nome	ou	por	parte	do	Estado,	por
exemplo,	pelo	Governo,	pelo Legislativo,		pelo	Judiciário,
poder
por
promotores, policiais e outras pessoas
envolvidas com a aplicação da lei.
Atos podem constituir violações a direitos fundamentais e liberdades protegidas por regras internacionais de direitos humanos e/ou por legislação constitucional.
ABUSOS COMETIDOS
Crimes comuns
Crimes contra os direitos humanos
DIREITOS INDIVIDUAIS E LIBERDADES
REGRAS SOBRE A RESPONSABILIDADE DO ESTADO
ABUSOS COMETIDOS
Como	assegurar
direitos humanos?
a	efetiva	proteção	dos
O	dever	de	prevenir	violações	aos direitos humanos;
O	dever	de	promover	soluções
domésticas;
O	dever
de investigar aos direitos os acusados
alegações de humanos, de e punir os
violações processar
condenados;
O	dever	de	prover	restituição	e	ou
reparação	para	as	vítimas,	enquanto	a impunidade será analisada
ABUSOS COMETIDOS
A “vitima” é a pessoa que cuja violação aos direitos humanos ou liberdades tenham sido consequências de atos ou omissões de Governos e reconhecidas como tal no plano nacional e internacional.
ABUSOS COMETIDOS
A vítima pode ser alguém da família.
Exemplo:	mães	de	vítimas	de	violação aos direitos humanos
Parentes	próximos	de	vítimas	de
desaparecimento,	tortura	e	assassinato
podem ser consideradas vítimas de violações de seus próprios direitos sem mesmo sem ter sofrido mau tratamento.
ABUSOS COMETIDOS
São	cometidos
por	pessoas	ou
autoridades	que	deveriam	proteger	o individuo e seus direitos.
Violações	ao	direito	à	vida, segurança	e liberdade.
Exemplos:	rapto,	desaparecimentos	sem causa e torturas.
ABUSOS COMETIDOS
Vítimas humanos
de	violações têm		o	direito
aos		direitos de	reparação
pelos males sofridos.
Sempre	que	possível	tal	reparação	deve ocorrer pela restituição de direitos. Se tal
restituição não é possível, reparação correta por danos morais ou patrimoniais deve ser fornecida.
Reparação em forma de reabilitação deve
ocorrer, sempre que necessário, para vítimas de violência, tortura, maus tratos e discriminação racial ou por conta do sexo da pessoa.
ABUSOS COMETIDOS
O dever de prevenir violações aos direitos humanos é tão importante quanto o dever legal de assegurar sua proteção.
O dever de prevenir violações aos
direitos	humanos	determina	que	não	se
deve	colocar	uma	pessoa	em
circunstâncias onde ela tenha risco de desaparecer, mesmo que tais ações sejam cometidas por outras pessoas.
ABUSOS COMETIDOS
Conquista dos direitos humanos = lutas e reivindicações populares que ocorreram ao longo da história
Século XX = Estado abusivo e ditatorial
Graves violações de todos os tipos de direitos = não havia respeito algum na questão da dignidade da pessoa humana
ABUSOS COMETIDOS
Desrespeito às garantias fundamentais
Indivíduos contrários aos regimes autoritários
Defender os direitos humanos contra a violência arbitrária do Estado
Comissões precursoras de direitos humanos foram fundadas
Processo de democratização do país
Brasil assinou tratados internacionais referentes aos direitos humanos
ABUSOS COMETIDOS
Brasil:	Ouvidoria
Nacional	de	Direitos
Humanos		(ONDH) Mulher,	da	Família
do	Ministério	da e		dos	Direitos
Humanos – DISQUE 100
Tem	o	papel	de	assegurar	o
funcionamento permanente de canais de comunicação e mantê-los acessíveis ao conhecimento das denúncias acerca de violação de direitos humanos.
ABUSOS COMETIDOS
Notícias de Abril/2023
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
ABUSOS COMETIDOS
BIOÉTICA – AULA 8
Prof.ª ANA CASTRO
BIOÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
Conselhos de classe profissional: regulamentação das profissões
Código de ética: estabelecer princípios para a atuação profissional
BIOÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
A Lei nº3.820 de 11 de novembro de 1960 cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras Providências.
Suas principais funções são:
Registrar os farmacêuticos, expedindo sua carteira profissional;
Fiscalizar o exercício profissional e punir infrações à lei;
Sugerir medidas para a regulamentação dos serviços profissionais.
BIOÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
O Conselho Federal de Biomedicina foi instituído pela Lei 6.684, de 3 de setembro de 1979, que regulamenta a profissão do Biomédico.
Suas principais funções são:
Orientar, disciplinar	e	zelar	pelo	exercício	do
biomédico;
Criar resoluções que normatizam a área de atuação,	habilitação	profissional, responsabilidade técnica, pagamento de anuidade, documentação pertinente à inscrição da pessoa jurídica e conduta profissional de acordo com o código de ética.
BIOÉTICA ELEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
RESOLUÇÃO Nº 596 DE 21 DE FEVEREIRO DE 2014 - Dispõe sobre o Código de Ética Farmacêutica, o Código de Processo Ético e estabelece as infrações e as regras de aplicação das sanções disciplinares.
RESOLUÇÃO Nº 330, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2020 - Regulamenta o novo Código de Ética do Profissional Biomédico.
BIOÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
Objetivos:
1. consolidação	e	interesse	sobre	a
proteção daqueles que utilizam dos serviços
prestados pelos profissionais da saúde;
2. consolidação das normas de prevenção e
práticas de profissionais, visando unicamente serem fiéis aos princípios éticos, e no domínio da ciência, servindo com
lealdade ao usuário e a sociedade.
BIOÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL
Questão 1
De	acordo	com	o farmacêutica:
a) é	direito	do
Código	de	Ética	da	profissão
farmacêutico	prestar	orientação
farmacêutica, com vista a esclarecer aos pacientes os benefícios esperados dos tratamentos farmacológicos
e o risco de efeitos adversos, interações entre medicamentos e entre estes e alimentos, álcool e tabaco, bem como orientar a respeito de aspectos relacionados ao preparo, conservação e uso seguro dos medicamentos.
b) é dever do farmacêutico negar-se a ser filmado, fotografado e exposto em mídias sociais, durante o desempenho de suas atividades profissionais.
Questão 1
c) é permitido, ao farmacêutico, em situações de urgência, receber estagiário do curso de graduação em Farmácia e/ou de pós-graduação sem o Termo de Compromisso de Estágio, ou outro documento que vier a substituí-lo, para a instituição na qual trabalha.
o profissional portador de doença que o incapacite ao exercício da profissão farmacêutica, atestada em instância administrativa, judicial ou médica, e certificada pelo CRF, não terá o seu registro e as suas atividades profissionais
suspensas de ofício, enquanto perdurar sua incapacidade.
todos profissionais inscritos em um CRF devem dispor seus serviços profissionais às autoridades constituídas, ainda que sem remuneração ou qualquer outra vantagem pessoal, em caso de conflito social interno, catástrofe, epidemia, pandemia ou qualquer tipo de desastre natural decretado por autoridades legalmente competentes.
Questão 2
Segundo	o	Código	de
Ética	do	Farmacêutico,
publicado em 11/08/2021, no capítulo sobre publicidade dos trabalhos científicos, o Art. 20 veda ao profissional inscrito no CRF,
divulgar	assunto	ou	descoberta	de	conteúdo
inverídico, ou que não possua a devida comprovação.
publicar, em seu nome, trabalho científico do qual não tenha participado.
promover publicidade enganosa ou abusiva da boa-fé
do usuário.
anunciar produtos farmacêuticos por quaisquer meios capazes de induzir ao seu uso indevido.
utilizar-se, sem a autorização expressa do autor, de dados ou informações, a não ser que seja de interesse público.
Questão 2
Em relação ao Código de Ética Farmacêutica, assinale a opção correta.
Se somente uma afirmativa estiver correta.
Se somente duas afirmativas estiverem corretas.
Se somente três afirmativas estiverem corretas.
Se somente quatro afirmativas estiverem
corretas.
Se todas as afirmativas estiverem corretas.
Questão 3
Em relação ao Código de Ética do Farmacêutico,
assinale a afirmativa correta.
I.	O farmacêutico deve respeitar o direito de decisão do usuário sobre o tratamento, sua saúde e bem-
estar, mesmo se for considerado incapaz para
decidir a melhor opção de tratamento.
O farmacêutico deve negar-se a realizar atos que sejam contrários aos ditames da ética, da ciência e da técnica, comunicando o fato, se necessário, ao Conselho Regional de Farmácia.
O farmacêutico não pode ser limitado na escolha
dos meios científicos a serem utilizados no exercício profissional por disposição estatuária ou regimental de instituição pública ou privada.
Questão 3
Está correto o que se afirma em:
I, somente.
I e III, somente.
II, somente.
I e II, somente.
II e III, somente.
Questão 3
I. O farmacêutico deve respeitar o direito de decisão do usuário sobre o tratamento, sua saúde e bem-estar, mesmo se for considerado incapaz para decidir a melhor opção de tratamento.
Obs.: Exceto se for considerado incapaz de discernir sobre opções de tratamento ou decidir sobre sua própria saúde e bem- estar (Art. 15, Inciso IV da Resolução nº 711, de 30 julho de 2021)
O farmacêutico deve negar-se a realizar atos que sejam contrários aos ditames da ética, da ciência e da técnica, comunicando o fato, se necessário, ao Conselho Regional de Farmácia.
Obs.: Art. 12, Inciso IV da Resolução nº 711, de 30 julho de 2021
O farmacêutico não pode ser limitado na escolha dos meios
científicos a serem utilizados no exercício profissional por disposição estatuária ou regimental de instituição pública ou privada.
Obs.: Art. 13, Inciso V da Resolução nº 711, de 30 julho de 2021
Questão 4
Conforme a Resolução CFF N.º 596/2014, que dispõe sobre o Código de Ética Farmacêutica e o Código de Processo Ético, julgue o item.
As sanções disciplinares consistem em advertência ou advertência com emprego da palavra “censura”, multa ou eliminação.
Certo Errado
Questão 4
Art. 24 - As sanções disciplinares, definidas nos termos da seção III desta resolução e conforme previstas na Lei Federal nº 3.820/60, consistem em:
I.	advertência,	com	ou	sem	o	uso	da	palavra
"censura", sem publicidade, mas com registro no
prontuário;
II.	multa	no	valor	de	1	(um)	salário	mínimo	a	3
(três)	salários	mínimos	regionais,	que
elevada ao dobro em caso de reincidência;
suspensão de 3 (três) meses a 1 (um) ano;
eliminação.
será
Questão 5
Analise as afirmativas a seguir sobre o Código de Ética Farmacêutica (Resolução nº 596/2014 do Conselho Federal de Farmácia):
A dimensão ética farmacêutica é determinada em todos os seus atos, sem qualquer discriminação, pelo benefício ao ser humano, ao meio ambiente e pela responsabilidade social.
O farmacêutico responde individual ou
solidariamente, ainda que por omissão, pelos atos que praticar, autorizar ou delegar no exercício da profissão.
III. O trabalho do farmacêutico deve ser exercido com autonomia técnica e sem a inadequada interferência de terceiros, tampouco com objetivo meramente de lucro, finalidade política, religiosa ou outra forma de exploração em desfavor da sociedade.
Questão 5
É correto o que se afirma:
em I, II e III.
apenas em I.
apenas em I e III.
apenas em II e III.
Questão 6
O Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) é o órgão que regulamenta a profissão do Biomédico. Suas principais funções são orientar, disciplinar e zelar pelo exercício do biomédico, criar resoluções que normatizam a área de atuação,	habilitação	profissional, responsabilidade técnica, pagamento de
anuidade, documentação pertinente à inscrição da pessoa jurídica e conduta profissional de acordo com o código de ética. A partir dessas
informações,
profissional
analise	as	atribuições	do
Biomédico	reconhecidos	pelo
CFBM,	desde	que	devidamente	habilitado, quando necessário.
Questão 6
I. Ser Responsável Técnico por empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas, desde que tenha
conhecimento didático, prático e treinamento
específico na área.
II. Atuar na área de imagenologia, radiologia, biofísica, instrumentação médica que compõe o diagnóstico por imagem e terapia, operando equipamentos, criando e definindo protocolos de exames, no processamento de imagens e na emissão dos respectivos laudos.
III. Atuar	como	auditor	em	procedimentos	técnicos,
científicos,	contábeis,	financeiros	e	patrimoniais
praticados por pessoas físicas e jurídicas no âmbito do SUS, por meio da realização de auditorias analíticas, operativas, de gestão e especiais.Questão 6
Quais estão corretas?
a)	Apenas I.
b)	Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
I, II e III.
Questão 7
No código de Ética da profissão do Biomédico, estão descritos os Limites para Divulgação e Propaganda da Atividade Biomédica, da seguinte forma:
pode-se	oferecer	serviços	profissionais	por	meio	de qualquer mídia para se promover profissionalmente.
pode-se divulgar nome, endereço, laudos ou qualquer outro elemento que identifique o paciente.
pode-se utilizar dos meios de comunicação para conceder entrevistas ou palestras sobre assuntos da Biomedicina, com finalidade educativa científica e de
interesse social.
pode-se anunciar títulos científicos dos quais não se possam comprovar, ou habilitação e/ou especialidade para a qual não esteja qualificado.
e) pode-se atribuir, como autoria exclusiva, trabalho realizado por seus subordinados ou outros profissionais, mesmo quando executado sob sua orientação e supervisão.
Questão 8
O código de ética profissional é um documento que estabelece os direitos e deveres de uma categoria profissional, regula as normas de
conduta	e	estabelece	as	punições	no	caso	de
desobediência
198/CFBM,	de
ao	código.	A	Resolução	Nº
21	de	fevereiro	de	2011,
regulamentou o Código de Ética da Profissão de Biomédico. O artigo 30º desse código descreve 28 atos de infração ética e disciplinar e aponta as respectivas penas para cada infração. Considere as infrações e penas apresentadas.
Questão 8
Aceitar remuneração superior à média salarial estabelecida por acordos ou dissídios da categoria, para exercício profissional, assunção de direção e responsabilidade técnica. Pena: advertência e/ou multa.
Deixar de informar, por escrito, ao CRBM sobre todos os
vínculos	profissionais,	com		dados	completos	da empresa;	 deixar	de	manter	atualizado	o	endereço
III.
residencial, telefones e e-mail. Pena: advertência e/ou
multa.
Observar as resoluções, portarias, atos administrativos e normatizações do CFBM e CRBM. Pena: repreensão com o emprego da palavra “censura”, multa e/ou suspensão de 3 a 12 meses.
IV. Pleitear para si ou para outrem, emprego, cargo ou função que esteja sendo exercido por outro profissional, bem como praticar atos de concorrência. Pena: multa e/ou suspensão de 3 a 12 meses.
Questão 8
Dentre essas infrações éticas ou disciplinares, as que constam no artigo 30º do código de ética do biomédico são:
a)	II e IV.
b)	I e IV.
I e III.
II e III.
Questão 9
De acordo com o Código de Ética Profissional, é direito do Biomédico:
a) selecionar, com critério e escrúpulo, os auxiliares para o exercício de sua atividade, e realizar os exames postos sob sua responsabilidade utilizando materiais e meios
adequados aos respectivos exames.
b)	exigir justa remuneração por seu trabalho, a qual deverá corresponder	às	responsabilidades	assumidas	e	aos
valores	de	remuneração	e	honorários	fixados	pela
entidade competente da classe.
recusar-se a exercer sua profissão em instituição pública ou privada onde as condições de trabalho sejam indignas ou possam prejudicar pessoas e mesmo a coletividade.
aceitar remuneração inferior à reivindicada por colega sem o seu prévio consentimento ou autorização do órgão de fiscalização profissional.
Questão 10
A profissão de biomédico é regulamentada pelo Código de Ética definido pela Resolução n. 198, de 21 de fevereiro de 2011. Assim, em relação aos seus direitos descritos no capítulo IV, o profissional biomédico deve:
a) suspender suas atividades, individual ou coletivamente, quando a instituição pública ou privada para a qual labore deixar de oferecer condições mínimas para o
exercício da profissão ou não o remunerar
condignamente, ressalvadas as situações de urgência e emergência, devendo comunicar incontinente sua decisão aos órgãos estaduais fiscalizadores.
b) indicar falhas nos regulamentos e nas normas das instituições em que trabalhe, quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais à coletividade, devendo dirigir-se, nesses casos, aos órgãos
competentes e, obrigatoriamente, ao Conselho Federal de Biomedicina e informar por escrito os fatos ocorridos.
Questão 10
c) impor o seu respeito, salvo grave ameaça ao direito à vida e à honra ou quando o biomédico se veja afrontado pelo próprio cliente e, em
defesa própria, tenha de revelar segredo aos
órgãos	competentes,	como	os	conselhos regionais		e	conselho	 federal,		mesmo	sem
interesse da Justiça.
d)	ter	respeitada,	em
profissão	e	do
nome	da	liberdade	de sigilo		profissional,		a
inviolabilidade de seu laboratório, ou local de trabalho,	de	seus	arquivos	e	dados,	de	sua
correspondência e de suas comunicações, inclusive telefônicas ou afins, salvo caso de requisição judicial.
BIOÉTICA – AULA 9
Prof.ª ANA CASTRO
PESQUISAS EM HUMANOS
PESQUISAS EM HUMANOS
Aumento significativo das pesquisas com
seres humanos
Pesquisas de novas drogas para doenças que afetam países desenvolvidos
Países em desenvolvimento são locais dessas pesquisas
Estudos mostram que cerca de 1% das inovações farmacológicas são para doenças que afetam países pobres
PESQUISAS EM HUMANOS
Vulnerabilidade social
Baixa capacidade de pesquisa no país;
Disparidades socioeconômicas na população;
Baixo nível de instrução das pessoas;
Inacessibilidade a serviços de saúde
Vulnerabilidades específicas relacionadas com o sexo feminino e com questões raciais e étnicas, entre outras.
PESQUISAS EM HUMANOS
PESQUISAS EM HUMANOS
Comissão
Humanos
Nacional	para	Proteção	de
nas	Pesquisas
Sujeitos
Biomédicas	e
Comportamentais – 1974
Relatório	Belmont	-	relatório	referente	aos
trabalhos realizados nos últimos anos
Princípios éticos e as diretrizes para a proteção de sujeitos humanos nas pesquisas
Princípios:	beneficência,	não	maleficência,
autonomia e justiça
PESQUISAS EM HUMANOS
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Principal	documento	para voluntário
Direitos bioéticos principialistas
proteção	do
Deve	conter	todas	as	informações	sobre	a pesquisa
Linguagem acessível, clara e objetiva para ser facilmente compreendida
Proteção	legal	e	moral	do	pesquisador	e	do pesquisado
É fundamental para análise ética do projeto
PESQUISAS EM HUMANOS
Função do TCLE:
Proteção	dos	participantes
legais;
Expressão do voluntariado;
e	termos
Respeito ao voluntário que tem a autonomia de decidir participar ou não da pesquisa;
Para o voluntário, pode representar
esperança de ajuda e/ou de cura.
PESQUISAS EM HUMANOS
Aspectos essenciais ao TCLE:
máximo de informações;
formato acessível;
fácil leitura;
tempo suficiente para leitura;
informação clara sobre o objetivo da pesquisa;
PESQUISAS EM HUMANOS
6.	informação	clara	sobre	quais	os procedimentos previstos na pesquisa;
7.	informação	clara	sobre	a	ação	dos medicamentos utilizados na pesquisa;
8.	informação	clara	sobre	todos	os	efeitos
colaterais que estão previstos tanto no caso
de medicamentos quanto no caso dos procedimentos; estar de acordo com a regulamentação;
PESQUISAS EM HUMANOS
9. mostrar	que	o	estudo	envolve	todo	um
histórico científico;
10. esclarecimento	sobre	o	tempo	de
participação do voluntário;
11.esclarecimento	sobre	os	possíveis	riscos e/ou desconfortos que podem aparecer;
12.esclarecimento	sobre	os	benefícios	que
podem resultar dessa pesquisa;
PESQUISAS EM HUMANOS
13.informação clara sobre procedimentos e/ou
tratamentos alternativos;
14.esclarecimento	sobre	o	fato	de	que	a
identidade do participante da pesquisa será
preservada;
15.informação	sobre	a	possibilidade	do
aparecimento	de	efeitos	indesejáveis	não
previstos;
16.indicar o contato para quem o participante pode ligar em caso de dúvidas ou evento adverso.PESQUISAS EM HUMANOS
Aspectos éticos do TCLE
Declaração de Helsinki – 1964: o participante e seus direitos passaram a ser o foco central das pesquisas
Significa que o voluntário aceita participar do estudo após ter lido e ter sido esclarecido sobre a pesquisa e os benefícios inclusos
PESQUISAS EM HUMANOS
Resolução 466/12 afirma, no que concerne ao TCLE, que:
O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após consentimento livre e esclarecido dos participantes, indivíduos ou grupos que por si e/ou por seus representantes legais manifestem a sua anuência à participação na pesquisa.
PESQUISAS EM HUMANOS
Normas do TCLE:
deve	ser	aprovado	pelo
Conep	(nos	casos
CEP	e	pela
de	envolver
procedimentos invasivos do decorrer das pesquisas);
deve ser obtido antes do início do estudo;
deve ser disponibilizado ao participante separado do projeto de pesquisa (deve ser apresentado como um anexo ao projeto);
PESQUISAS EM HUMANOS
4. deve ser assinado em duas vias a fim de que uma das cópias permaneça com o participante da pesquisa;
deve	ser	elaborado	com	conhecimento, verdades e bom senso;
deve	ser	obtido	por	todos	os	indivíduos envolvidos em qualquer tipo de pesquisa;
deve ser assinado pela pessoa correta;
PESQUISAS EM HUMANOS
Não são aceitos pelo CEP:
informação insuficiente;
indução do pesquisado à participação;
linguagem inacessível.
PESQUISAS EM HUMANOS
Itens obrigatórios do TCLE:
1. explicações
sobre	o	porquê	dos
experimentos;
objetivo do estudo;
aviso de que o tratamento que está sendo proposto é experimental e que a distribuição dos pacientes nos grupos de tratamentos é aleatória;
PESQUISAS EM HUMANOS
4.	comunicado procedimentos
de	que	todos	os
devem	ser	seguidos	pelos
propostos	no	tratamento
pacientes,
inclusive os procedimentos invasivos;
informação	sobre	a	responsabilidade	dos participantes de pesquisa;
aviso de que todos os aspectos da pesquisa têm caráter experimental;
7. uma previsão razoável dos riscos e/ou inconvenientes a que o sujeito de pesquisa está se expondo, inclusive quando se trata
de um embrião, feto ou lactante;
PESQUISAS EM HUMANOS
8.	os	benefícios	clínicos
que	podem	ser
ou	mesmo
esperados
informação
pelo	tratamento
de	que	não	são	esperados
quaisquer benefícios ou riscos;
9. a compensação e/ou tratamento disponível para o sujeito, caso ocorra algum evento adverso com relação ao estudo;
10. pagamento	antecipado	proporcional,	se
houver, para o participante da pesquisa.
PESQUISAS EM HUMANOS
11.destaque de que qualquer participação na pesquisa é totalmente voluntária e que o sujeito da pesquisa pode recusar e se retirar da pesquisa em qualquer momento sem que
haja qualquer prejuízo com relação aos benefícios diretos que o estudo propunha;
12.comunicado de que, com a intenção de verificar o andamento das pesquisas clínicas, os monitores, auditores e membros do CEP local têm acesso direto tanto aos
sujeitos da pesquisa quanto a seus prontuários médicos, desde que os termos do TCLE sejam respeitados;
PESQUISAS EM HUMANOS
segurança de que o registro e a identificação do sujeito serão mantidos em sigilo;
aviso de que o sujeito ou seu representante legal serão informados com tempo
suficiente	sobre	qualquer	dado	que	seja
relevante	diante	da	voluntariedade	do
sujeito de pesquisa continuar no estudo;
15. dados sobre quais as pessoas que o sujeito
de	pesquisa	deve	contatar	no	caso	de
requerer alguma informação sobre seus direitos ou de qualquer evento adverso relacionado ao estudo;
PESQUISAS EM HUMANOS
16.as circunstâncias previsíveis e/ou razões de o sujeito encerrar sua participação no estudo;
17.a	duração	prevista	da	participação	na
pesquisa;
18.o	número	aproximado	de	voluntários	que serão necessários para a pesquisa.
ATIVIDADE PRÁTICA
BIOÉTICA – AULA 10
Prof.ª ANA CASTRO
PESQUISAS EM ANIMAIS
Diretriz brasileira para o cuidado e a utilização de animais em atividades de ensino ou de pesquisa científica – DBCA
A finalidade é apresentar os princípios e as
condutas	que	permitem		garantir	o		cuidado	e	o manejo		eticamente	correto		de	animais
produzidos, mantidos ou utilizados em atividades
de ensino ou de pesquisa científica.
Orientações para pesquisadores, professores, estudantes, técnicos, instituições, Comissões de Ética no Uso de Animais – CEUAs e todos os demais envolvidos no cuidado ou no manejo de animais produzidos, mantidos ou utilizados em atividades de ensino ou de pesquisa científica.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Responsabilidades	de	todos	que	produzem,	mantém	ou utilizam animais para:
a) garantir que a utilização de animais seja justificada, levando em consideração os benefícios científicos ou educacionais e os potenciais efeitos sobre o bem-estar dos animais;
b)	garantir	que	o	bem-estar	dos	animais	seja	sempre considerado;
c)	promover	o	desenvolvimento	e	o	uso	de	métodos
alternativos que substituam o uso ou reduzam o número
de animais em atividades de ensino ou de pesquisa científica;
d)	minimizar o número de animais utilizados em projetos
ou	protocolos	sem	comprometer	a	qualidade	dos
resultados a serem obtidos;
refinar métodos e procedimentos a fim de evitar a dor ou o distresse de animais utilizados em atividades de ensino ou de pesquisa científica.
assegurar que as condições estruturais, procedimentos operacionais e os padrões ambientais permitam que os resultados das pesquisas sejam válidos.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Esta Diretriz, assim como a legislação brasileira, estabelece a responsabilidade primária das CEUAs em determinar se a
utilização justificada
de		animais e	garante
é	devidamente a	 adesão	aos
princípios de:
substituição (replacement)
redução (reduction)
refinamento (refinement)
PESQUISAS EM ANIMAIS
Esta Diretriz abrange os aspectos de:
produção, cuidados atividades científica;
com	os	animais	envolvidos
manutenção,	utilização	e	dos
em
de	ensino	ou	de	pesquisa
específica as responsabilidades de usuários
e instituições;
detalha	os descreve		o
procedimentos	operacionais; quadro	de	membros	e	as
atividades das CEUAs; e
orienta	sobre	os	procedimentos	para
aquisição	de	animais	para	atividades	de ensino ou de pesquisa científica;
PESQUISAS EM ANIMAIS
DEFINIÇÕES DE TERMOS UTILIZADOS NO CONTEXTO DA DBCA
PESQUISAS EM ANIMAIS
Alojamento: É	 o	local	de	uma	instalação de	produção,	manutenção	ou		utilização
de	animais	onde	eles	permanecem
dentro de recintos primários.
Animal: Qualquer vertebrado vivo não humano, das espécies classificadas no filo Chordata, subfilo Vertebrata.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Aprovação pela CEUA: Resultado da avaliação pela CEUA em que a proposta submetida atende aos requisitos éticos, técnicos e regulatórios.
Autorização pela CEUA: Documento expedido pela CEUA informando ao proponente que o projeto foi aprovado por ela.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Atividade	científica:
Atividade	que,
usando	método	científico, visa	o	avanço
de	conhecimento	ou	inovações tecnológicas.
Atividade de ensino: Atividade praticada
sob	orientação	educacional,	com	a
finalidade	de	proporcionar	a	formação necessária		ao	desenvolvimento	de
habilidades e competências de discentes, sua preparação para o mercado de trabalho e para o exercício profissional.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Bem-estar animal: A condição fisiológica e psicológica na qual o animal é capaz de adaptar-se ao entorno, podendo satisfazer suas necessidades básicas e desenvolver suas capacidades conforme sua natureza.
Biotério: É a instalação na qual são produzidos, mantidos ou utilizados animais para atividades de ensino ou de pesquisa científica
PESQUISAS EM ANIMAIS
CEUA:	Comissão	de	Ética Animaiscom	constituição, responsabilidades		regidos 11.794/2008.
no Uso de deveres e pela Lei n.
CIUCA: Cadastro das Instituições de Uso
Científico de Animais.
Clone	animal:	Cópia	genética	idêntica descendente de um único progenitor.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Distresse: Estado de desconforto no qual o animal não é capaz de se adaptar completamente aos fatores estressores e manifesta respostas comportamentais ou fisiológicas anormais.
Dor: Experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Estudo: Trabalho científico desenvolvido em atividade de ensino ou de pesquisa científica acerca de um dado assunto.
Ética: Conduta humana em que ações podem ser consideradas boas ou más, corretas ou erradas. A ética é aplicada na avaliação do que pode ou o que não pode ser realizado em animais envolvidos em atividades de ensino ou de pesquisa científica.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Eutanásia: Modo de matar o animal, sem
dor e com mínimo estresse.
Instalações de manutenção: Ambientes ou locais	que	ofereçam	condições
necessárias para a manutenção do bem- estar	animal,	desde	a	sua	saída	da
instalação de produção até o momento da destinação prevista.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Instalações de produção: Ambientes ou locais que ofereçam condições necessárias à manutenção do bem-estar animal, compatíveis com as atividades a serem desenvolvidas na reprodução e criação de espécies animais para fins de ensino ou de pesquisa científica.
Instalações de utilização: Ambientes ou locais que ofereçam condições adequadas para a realização dos protocolos requeridos nos projetos e que contemplem os cuidados necessários para a
manutenção do bem-estar animal até a finalização das atividades de ensino ou da pesquisa científica.
PESQUISAS EM ANIMAIS
PRINCÍPIOS GERAIS PARA O CUIDADO E A UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS PARA ATIVIDADES DE ENSINO OU DE PESQUISA CIENTÍFICA
PESQUISAS EM ANIMAIS
Deve-se considerar:
a justificativa para o uso de animais no trabalho
proposto;
a substituição do uso dos animais;
a redução do número de animais utilizados; e
o refinamento das técnicas que permitam reduzir ou, preferencialmente, evitar o impacto adverso sobre o bem-estar dos animais.
a literatura científica já existente sobre o tema;
relevância científica;
impacto social potencial dos resultados a serem obtidos.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Atividades de ensino ou de pesquisa científica que incluam animais somente podem ser realizadas quando forem essenciais para:
obter e estabelecer informações relevantes para a compreensão da biologia humana ou de outros animais;
a manutenção e melhoria da saúde e bem-estar humano ou de outros animais;
melhoria do manejo ou produção de animais;
obter e estabelecer informações relevantes para a compreensão, a manutenção ou a melhoria do ambiente natural;
atingir objetivos educacionais que não podem ser alcançados utilizando nenhuma outra prática que não inclua o uso de animais.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Projetos ou protocolos envolvendo o uso de animais somente poderão ser realizados após
justificativa	e	ao	seu
educacional	previstos
valor	científico
em	relação
a	avaliação	da	proposta	quanto	à	sua
ou
aos
potenciais efeitos negativos sobre o bem- estar dos animais.
Pesquisadores e professores responsáveis por projetos ou protocolos com animais devem submeter uma proposta por escrito à devida CEUA, relatando sua justificativa e
todos os aspectos relacionados ao bem-estar animal, observando o Princípio dos 3Rs (replacement, reduction, refinement).
PESQUISAS EM ANIMAIS
RESPONSABILIDADES DAS INSTITUIÇÕES E DE SUAS COMISSÕES DE ÉTICA NO USO DE ANIMAIS (CEUAs)
PESQUISAS EM ANIMAIS
As Instituições que produzem, mantém ou utilizam animais para atividade de ensino ou de pesquisa científica em todo o Território Nacional devem elaborar
mecanismos que permitam ao órgão que rege a Instituição ou seu representante garantir sua conformidade com a legislação e com esta Diretriz.
PESQUISAS EM ANIMAIS
RESPONSABILIDADES DOS PESQUISADORES E PROFESSORES
PESQUISAS EM ANIMAIS
Pesquisadores responsáveis relacionadas
e	professores	são
por	todas
as	questões dos		animais
utilizados	em
ao	bem-estar
atividades	sob	sua
responsabilidade e devem agir de acordo com as exigências da Lei n. 11.794/2008, do Decreto n. 6.899/2009 e demais disposições
legais pertinentes ao escopo da Lei n. 11.794/2008 e, das resoluções do CONCEA. Essa responsabilidade se inicia quando os animais são alocados em atividades sob sua
responsabilidade	e	se	finaliza	com	a
destinação adequada dos animais.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Para garantir o bem-estar dos animais, os responsáveis pela atividade de ensino ou de pesquisa científica devem assegurar que a qualidade da supervisão do pessoal envolvido no cuidado e manejo dos animais usados esteja de acordo com a responsabilidade e com o nível de competência do pessoal.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Os responsáveis devem enviar proposta das atividades de ensino ou de pesquisa científica a serem desenvolvidas antes do início das atividades e com a
	antecedência	necessária	para	que	seja
	devidamente	analisada	pela	CEUA
	institucional.		
Os responsáveis devem assegurar que as atividades de ensino ou de pesquisa científica envolvendo animais só se iniciarão após a autorização formal da CEUA.
PESQUISAS EM ANIMAIS
Os responsáveis pelos projetos ou protocolos envolvendo animais, devem disponibilizar telefones e outros meios de comunicação das
pessoas	autorizadas	a	tomar	decisões	em
casos	de	emergência	ao	pessoal	da
instalação animal.
Os	responsáveis	devem	garantir	que	a
escolha	da	espécie	animal	a	ser	utilizada	é
apropriada ao fim científico ou de ensino. Devem ser observadas a identificação individual (quando possível), as condições de
padrão	genético,	a	ausência	de	patógenos
específicos, a documentação de padrão sanitário, os históricos nutricionais e ambientais, além de outros fatores relevantes.
PESQUISAS EM ANIMAIS
PLANEJAMENTO DE PROJETOS
PESQUISAS EM ANIMAIS
Antes de enviar uma proposta à CEUA, pesquisadores e professores devem considerar as seguintes questões no planejamento do projeto:
PESQUISAS EM ANIMAIS
os benefícios obtidos com o uso dos
animais serão potencialmente maiores do que os impactos negativos sobre o seu bem-estar?
os objetivos do estudo podem ser atingidos sem a utilização dos animais?
as espécies de animais selecionadas são
as mais apropriadas?
o estado biológico (incluindo genético, gestacional, nutricional, microbiológico e sanitário) dos animais está adequado?
PESQUISAS EM ANIMAIS
posso utilizar métodos alternativos?
as instalações que abrigarão os animais, bem
como os equipamentos e técnicos são adequados?
todos os envolvidos foram informados sobre os procedimentos planejados?
os envolvidos em cada protocolo possuem treinamento, capacitação e competência para realizar os procedimentos propostos naquele protocolo?
os alunos envolvidos receberam treinamento
e serão supervisionados adequadamente?
PESQUISAS EM ANIMAIS
j)	as	condições	ambientais	(incluindo	o	tipo	de
gaiola, ruídos, fotoperíodo, temperatura, umidade, ventilação, densidade de animais em relação ao espaço e estruturas sociais) são
apropriadas?
k)	o projeto foi planejado de forma que resultados estatisticamente válidos possam ser obtidos, ou
que	objetivos	educacionais	possam	ser
alcançados	utilizando	o	número	mínimo	de animais?
l)	caso o potencial impacto da manipulação sobre o animal seja desconhecido, a inclusão de um
estudo piloto no planejamento do projeto poderá permitir avaliar o impacto sobre o bem- estar do animal?PESQUISAS EM ANIMAIS
algum aspecto do projeto impactará negativamente sobre o bem-estar dos animais? Em caso afirmativo, o que será feito para minimizar ou evitar o impacto negativo?
quais medidas serão tomadas para a avaliação
regular do bem-estar dos animais?
algum dos estudos propostos já foi realizado
anteriormente? Em caso afirmativo, por que ele deve
ser repetido?
todas as permissões necessárias foram providenciadas (incluindo as de importação, captura, uso, tratamento, eutanásia ou liberação de animais)?
quais medidas serão tomadas quanto ao destino de animais saudáveis ao término do projeto ou protocolo?
Questão 1
Segundo	a	Resolução
Normativa	nº	12,	do
CONCEA/MCTI,	entre	as	finalidades	da
Diretriz
Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para Fins Científicos e Didáticos, está a de ressaltar a responsabilidade de todos os que utilizam animais para:
I.	garantir	que	a	utilização
de		animais	seja	justificada, levando	em	consideração	os	benefícios		científicos	ou
educacionais e os potenciais efeitos sobre o bem-estar dos animais.
promover o desenvolvimento e o uso de técnicas que substituam o uso de animais em atividades científicas ou didáticas.
limitar o número de animais utilizados em projetos ou
protocolos.
IV. refinar métodos e procedimentos a fim de evitar a dor ou a distresse de animais utilizados em atividades científicas ou didáticas.
Questão 1
É CORRETO o que se afirma em:
I e III apenas.
II e IV apenas.
I, III e IV apenas.
I, II e IV apenas.
I, II, III e IV.
Questão 2
Com relação à diretriz brasileira de prática para o cuidado e utilização de animais para fins científicos e didáticos, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A redução do número de animais utilizados nos experimentos não deve ser implementada à custa de um maior sofrimento de animais individuais, nem mesmo da perda da confiabilidade dos resultados.
( ) O distresse é conceituado como um estado de desconforto no qual o animal não é capaz de se adaptar completamente aos fatores estressores e manifesta respostas comportamentais ou fisiológicas anormais.
( ) Os projetos ou protocolos devem ser planejados para evitar dor e distresse aos animais, não sendo permitido de forma alguma o experimento submeter os animais a essas situações.
( ) As ações adotadas para minimizar dor e distresse devem ser baseadas na literatura científica. Na ausência de estudos sobre a espécie em questão, deve-se recorrer a informações sobre espécies similares.
Questão 2
Assinale a sequência CORRETA.
V F V F
V V F V
F F F V
V F F V
BIOÉTICA – AULA 11
Prof.ª ANA CASTRO
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
UTILIZAÇÃO DE DADOS OBTIDOS DE PACIENTES E/OU DE BASES DE DADOS
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
A regulação ética de pesquisas envolvendo seres humanos no país é objeto de muitas dúvidas entre pesquisadores, profissionais de saúde e estudantes.
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
Primeira	resolução	foi	a	de	no.	01/88,	do Conselho Nacional de Saúde (CNS): Normas
de	Pesquisa	em	Saúde,	constituição	de
Comitês	de	Ética	em	Pesquisa	(CEP)	e
cuidados	éticos	associados	a	distintos	tipos de pesquisa.
Substituída	pela	Resolução
CNS	196/96,
marco	da	instauração	do	sistema
CEP/CONEP.
Revogada e substituída pela Resolução CNS
466/12 , que detalha e amplia requerimentos
para	a	proteção	dos	participantes	das
pesquisas.
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
O objetivo maior de tais regulações é o de proteger os direitos e interesses dos sujeitos participantes da pesquisa, fomentando o desenvolvimento dos estudos dentro de padrões éticos e fornecendo importantes subsídios para a discussão de autonomia, não maleficência, beneficência, justiça e equidade.
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
Requisitos exigidos + TCLE
CEP
Pesquisadores
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
A reflexão ética das pesquisas não deve ficar reduzida a estes aspectos, mas na compreensão de alguns mecanismos que compõem o sistema e que estes sejam utilizados para benefício de todos os envolvidos na geração de conhecimento!
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
Quais são fontes de informação bastante utilizadas em estudos no Brasil?
PRONTUÁRIOS
FICHAS CLÍNICAS
QUESTIONÁRIOS
BANCO DE DADOS
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
PRONTUÁRIOS
FICHAS CLÍNICAS
QUESTIONÁRIOS
BANCO DE DADOS
Possibilidades de realizar
Quaips esãsqoufoisnate, sgdereairnfeodrmifauçnãdoirbastante utilizadcaosnehmeceimstuednotos!no Brasil?
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Aprovação por um comitê de ética ou de consentimento para uso de dados?
UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
Dados gerados na rotina dos serviços podem ser tomados como fonte para pesquisas;
Se contiverem informações pessoais
serão considerados dados secundários de acesso restrito;
Informações pessoais são protegidas pela constituição, no respeito à privacidade dos indivíduos.
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O acesso a informações requer o consentimento da pessoa, a não ser para tratamento médico quando esteja incapaz de consentir ou quando sejam necessárias “à realização de estatísticas e pesquisas científicas de evidente interesse público ou geral, previstos em lei, sendo vedada a identificação da pessoa a que as informações se referirem” (Art. 31, §3, II).
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Os CEP utilizam como orientação a carta
circular da CONEP/CNS que diz que:
“os dados do prontuário são de propriedade única e exclusiva do próprio sujeito”
Dispositivos	éticos	e	legais	nacionais
precisam ser considerados para análise de dados privados em pesquisas acadêmicas;
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Solicitação de dispensa de (TCLE) são consideradas exceção e são analisadas caso a caso.
Quando a dispensa é dada, a maioria dos
CEP solicita um termo de compromisso
para	o	uso	de		dados	assinado	pelo pesquisador		e	pelo	fiel	depositário
garantindo a preservação da privacidade (confidencialidade e anonimato) dos indivíduos pesquisados.
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Não necessitam de revisão/aprovação do CEP:
Pesquisas que envolvam apenas dados de domínio público e de acesso irrestrito;
Pesquisas que não identifiquem os participantes da pesquisa
Revisões bibliográficas.
Levantamentos de informação realizados pelo poder público sobre uma população específica, ou atividades de monitoramento de serviços, com a finalidade específica de promover melhorias no atendimento a esta mesma população (essa dispensa não é aplicada às pesquisas com finalidade acadêmica).
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Aprovação da Lei de acesso à informação estabelece o direito de obter “informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos” (Art.7, II).
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Amplia as possibilidades de uso de informações administrativas ou mesmo clínicas para realização de pesquisas, mas não isenta pesquisadores de submeterem seus protocolos à apreciação de conformidade às normas de ética em pesquisa.
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Cuidados na pesquisa que CEP:
construção	do	protocolo	de facilitam	sua		apreciação	pelos
em forma de convite;
explicar em termos claros e simples os propósitos da pesquisa e da participação do sujeito;
presença de termos para a realização da pesquisa
de campo;
instrumentos	de	coleta	de	dados	bem desenvolvidos;
o balanço cuidadoso de riscos e benefícios bem como o retorno para os participantes envolvidos ou comunidade.UTILIZAÇÃO DE DADOS DOS PACIENTES
O papel do Comitê de Ética em Pesquisa:
proteger os sujeitos envolvidos;
garantir a todos que os seus interesses como sujeitos participantes nas pesquisas serão considerados acima dos interesses da ciência e ou da sociedade (especialmente de grupos sociais mais poderosos);
como	forma	organizada	de	controle	social sobre as práticas da ciência;
exijir	que	uma	pesquisa	seja	apresentada	ao
futuro participante.
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Pesquisadores
Diálogo saudável
CEP
Formação pedagógica
Aspectos práticos
BIOÉTICA – AULA 12
Prof.ª ANA CASTRO
PROJETO GENOMA HUMANO
Iniciado formalmente em 1990, O Projeto Genoma Humano foi coordenado por 13 anos pelo Departamento de Energia do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. O projeto originalmente foi planejado para ser completado em 15 anos, mas o desenvolvimento da tecnologia acelerou seu final para 2003.
PROJETO GENOMA HUMANO
As	principais	metas	do	Projeto	Genoma	Humano foram:
identificar todos os genes humanos
determinar a sequência dos cerca de 3,2 bilhões de pares de bases que compõem o genoma do Homo sapiens
armazenar a informação em bancos de dados
desenvolver ferramentas de análise dos dados
transferir	a	tecnologia	relacionada	ao	Projeto para o setor privado
colocar em discussão os problemas éticos, legais e sociais que pudessem surgir com o Projeto
PROJETO GENOMA HUMANO
Essa primeira visão do genoma humano produziu uma enorme quantidade de informação e mostrou algumas surpresas.
Muito ainda permanece para ser entendido nesse mar de informação, como concluído pelos cientistas envolvidos nesses estudos “..quanto mais aprendemos sobre o genoma humano, mais há para ser
explorado.”
PROJETO GENOMA HUMANO
Alguns	resultados	obtidos	na	primeira
publicação da sequência:
O	genoma	humano	contem	3,2	bilhões	de nucleotídeos
O	tamanho	médio	dos	genes	é	de	3.000 bases
A	função	de	cerca	de	50%	dos	genes
descobertos é desconhecida
A sequência do genoma humano é 99,9% exatamente a mesma em todas as pessoas
Sequências repetidas que não codificam proteínas constituem mais do que 50% do genoma humano.
PROJETO GENOMA HUMANO
Não	são	conhecidas	as	funções	para	as sequências		repetidas,	 mas	elas	ajudam		a
entender	a	estrutura	e	a	dinâmica	dos
cromossomos
O genoma humano possui mais sequências repetidas (50%) do que arabdopsis thaliana (11%), o verme C. Elegans (7%), e drosophila (3%)
Mais do que 40% das proteínas humanas preditas compartilham similaridade com as proteínas de moscas e de vermes
PROJETO GENOMA HUMANO
Genes estão concentrados em áreas, ao acaso, ao longo do genoma, com vastas sequências sem código para proteínas entre eles
O cromossomo 1 (o maior do genoma humano) tem o maior número de genes - 3.168 – e o cromossomo Y, o menor - 344
Algumas sequências gênicas específicas foram associadas com numerosas doenças e disfunções, incluindo câncer de mama, doenças musculares, surdez e cegueira
Os cientistas localizaram, no genoma humano, milhares de locais nos quais há diferença de apenas uma base.
PROJETO GENOMA HUMANO
Objetivo específico
O	principal	objetivo	do	Projeto	Genoma Humano foi o de gerar sequência de DNA
de boa qualidade para os cerca de 3 bilhões de pares de bases e identificar todos os genes humanos.
PROJETO GENOMA HUMANO
Outros objetivos
Sequenciamento de genomas de organismos modelos para auxiliar a interpretar a sequência do DNA humano
Melhorar a capacidade computacional para dar suporte a futuras pesquisas de aplicação comercial
Explorar o funcionamento dos genes por meio de comparações entre camundongo e humanos
Estudar a variabilidade humana
Treinar	cientistas	para	trabalhar	com genômica.
PROJETO GENOMA HUMANO
A ponderosa tecnologia analítica dos dados do Projeto Genoma Humano apresenta aspectos complexos de ética e privacidade para os indivíduos e para a sociedade.
Esses desafios incluem privacidade, honestidade no uso e acesso da informação genômica, aspectos clínicos e reprodutivos e comercialização.
PROJETO GENOMA HUMANO
Programas que identificam e estudam essas implicações tem sido parte integrante do Projeto Genoma Humano e tem se tornado um modelo para programas de bioética em todo o mundo.
PROJETO GENOMA HUMANO
PROJETO GENOMA HUMANO
O número estimado de genes é apenas 1/3 do que se pensava, embora os números possam ser revisados a medida que mais trabalho computacional e análises experimentais forem realizadas.
PROJETO GENOMA HUMANO
Os cientistas sugerem a chave da complexidade humana esteja não no número de genes, mas em como partes de genes são usadas para construir diferentes produtos no processo de splicing do RNAm.
Outros motivos para a grande complexidade são as milhares de modificações químicas pelas proteínas e pelo repertório de mecanismos reguladores que controlam esses processos.
PROJETO GENOMA HUMANO
Em junho de 2000, os cientistas anunciaram o término do primeiro rascunho do genoma humano.
As primeiras análises dos detalhes foram publicados em fevereiro de 2001 nas revistas Science e Nature.
As sequências de ótima qualidade foram completadas em abril de 2003, marcando o final do Projeto Genoma Humano – 2 anos antes do prazo inicialmente estipulado.
A data coincidiu com o aniversário de 50 anos da publicação da estrutura do DNA por Watson e Crick que deu início a era da biologia molecular.
PROJETO GENOMA HUMANO
Disponível para os cientistas de todo o mundo, as
sequências do genoma humano constituem uma
magnífica fonte de informação biológica que servirá de base para a pesquisa e descoberta de uma miríade de aplicações práticas.
A sequência por si só já está tendo impacto para a
descoberta de genes associados a doenças.
Centenas	de	outros
micróbios,	plantas	e
Projetos	Genoma	de
animais	–	tem	sido
completados com o Projeto Genoma Humano, e
esses dados agora disponíveis permite comparações detalhadas entre os organismos, incluindo os seres humanos.
PROJETO GENOMA HUMANO
Muitos	outros	projetos	genoma	estão	em
desenvolvimento	ou	planejados	por
sequência	de	DNA,
causa	do da	tremenda atualmente
de	sequenciamento e
da	melhora	continuada	da
valor	da capacidade disponível, tecnologia.
Os	projetos	de		sequenciamento	de	muitos microorganismos,	bem	como	do	 chimpanzé,
porco, ovelha, gato doméstico, estão sendo ou já
foram completados.
PROJETO GENOMA HUMANO
Além do sequenciamento, áreas de pesquisas têm
como foco a identificação de importantes elementos na sequência de DNA responsáveis pela regulação celular e que fornecem a base para a variabilidade humana.
Talvez o desafio mais atemorizante seja começar a compreender como as partes da célula – genes, proteínas, e muitas outras moléculas – trabalham juntas para criar organismos vivos complexos.
Estudos futuros desse tesouro de dados fornecerão uma compreensão mais profunda do processo molecular que define a vida e terá um enorme impacto no modo como nós nos vemos como fazendo parte dele.
PROJETO GENOMA HUMANO
O DNA está na base de quase todos os aspectos da saúde humana, tanto no estado saudável como no caso de doenças e disfunções.
A obtenção de um quadro detalhado de como os genes e outras sequências de DNA trabalham juntos e interagem com fatores ambientais
levarão a descoberta de vias envolvidas nos processos normais e na patogênese das doenças.
Tais conhecimentos terão um profundo impacto no modo como as doenças são diagnosticadas, tratadas e prevenidas e trarão mudanças revolucionárias na prática clínica e na saúde pública.
PROJETO GENOMA HUMANO
Testes genéticos
Os testes com base no DNA estão entre as primeirasaplicações comerciais das novas descobertas da genética. O teste de genes pode ser usado para diagnosticar e confirmar doenças, mesmo em indivíduos assintomáticos; fornecer informações sobre prognósticos da doença, e com vários graus de precisão, predizer o risco futuro de doenças em indivíduos sadios e em seus descendentes.
PROJETO GENOMA HUMANO
Atualmente, há	centenas	de	testes	para	uso
clínico,	e	muitos	mais	estão	em desenvolvimento.
Espera-se	que	seus	números	e	variedades cresçam rapidamente até a próxima década.
A	maioria	dos	testes
detecta	mutações genéticas		raras	e
associadas	a	doenças
disfunções	que	seguem	um	padrão
mendeliano de herança.
Eles	incluem	distrofia	muscular	miotônica,
fibrose	cística,	neurofibromatose	tipo	1,
anemia falciforme.
PROJETO GENOMA HUMANO
Recentemente, testes foram desenvolvidos para detectar mutações para uma dezena de condições mais complexas como câncer de mama, de ovário e de colo.
Embora esses testes tenham limitações, eles são usados para fazer estimativas de risco em indivíduos pré-sintomáticos com uma história familiar da doença.
A realização de colonoscopias regulares por pessoas que possuem mutações associadas com câncer de colo podem prevenir milhares de mortes anualmente.
PROJETO GENOMA HUMANO
Uma	das	limitações	científicas	dos	testes
reside no fato deles não detectarem todas as
mutações associadas a uma determinada doença, pois muitas ainda são desconhecidas, e aquelas que o teste detecta podem apresentar riscos diferentes para pessoas e populações diferentes.
Outra consideração importante no teste genético é a falta de tratamento efetivo ou medidas preventivas para muitas doenças.
PROJETO GENOMA HUMANO
Farmacogenômica
Na	próxima	década,	os	pesquisadores
começarão	a	correlacionar	variações	na
do	DNA	a de
pacientes,	a	respostas
sequência subgrupos tratamentos
identificação	de
a a
médicos	e		passarão drogas		especialmente
desenvolver
desenhadas	para	essa	população.	A
disciplina	que	mistura	a	farmacologia	e	a genômica é chamada farmacogenômica.
PROJETO GENOMA HUMANO
Cerca de 2,2 milhões de pessoas apresentam fortes reações a um medicamento, enquanto outras não respondem.
Por exemplo, as variações em genes
relacionados ao metabolismo de drogas, particularmente da família multigênica do citocromo P450, estão sendo estudadas por muitos grupos de pesquisa.
PROJETO GENOMA HUMANO
As enzimas codificadas por esses genes são
responsáveis pela metabolização da maioria
das drogas atualmente em uso, incluindo muitas aplicadas no tratamento de doenças psiquiátricas, neurológicas, cardiovasculares.
A função de determinadas enzimas afeta a resposta de pacientes para ambos: o tipo de droga e a dose.
Pesquisas futuras permitirão testes rápidos para determinar o genótipo do paciente e
direcionar	o	tratamento	com	drogas	mais efetivas, além de reduzir os efeitos colaterais.
PROJETO GENOMA HUMANO
Terapia gênica
A possibilidade de usar o próprio gene para tratar uma doença ou melhorar alguns de seus sintomas captou a imaginação do público e da comunidade biomédica. Esse enorme campo experimental de pesquisa – transferência de genes ou terapia gênica – tem potencial para o
tratamento, e mesmo para a cura, de determinadas doenças genéticas ou adquiridas como câncer, AIDS, por meio do uso de genes
normais	para	suplementar	ou	substituir	os genes defeituosos.
PROJETO GENOMA HUMANO
Em	todo	o	mundo,	em	2006,	cerca	de
1.300	procedimentos	de	terapia	gênica estavam em teste.
Embora	a	maioria	tenha	como	foco	o tratamento	de	vários	tipos		de	cânceres,
estudos doenças
também		abrangem	outras multi	ou	monogênicas,
infecciosas, e vasculares.
A maioria dos protocolos em teste tem por objetivo estabelecer a segurança dos procedimentos de introdução do gene, mais do que a efetividade dos mesmos.
PROJETO GENOMA HUMANO
A transferência de genes ainda apresenta muitos obstáculos antes de tornar-se uma prática para o tratamento de doenças.
a	Associação	Americana	de
Segundo Genética progresso
Humana	e
efetivo	será
Terapia
alcançado
gênica,
apenas
através de pesquisas rigorosas sobre os mecanismos básicos de introdução de genes e de sua expressão nos animais.
PROJETO GENOMA HUMANO
Aumentando	o	impacto	das	novas tecnologias
O	rápido	progresso	da	genômica	e	o
potencial		de	suas	aplicações	permitem predizer	que		a	biologia	será		uma	das
ciências mais importantes no século 21. Em
2006, a indústria biotecnológica empregava mais do que 250.000 pessoas e os rendimentos giraram em torno de 51 bilhões de dólares. Rendimentos futuros
são	esperados	atingir	um	trilhão	de dólares.
PROJETO GENOMA HUMANO
Medicina molecular
Melhorar o diagnóstico de doenças
Detectar	predisposições	genéticas	para doenças
Criar	drogas	com	base	em	informações
moleculares
Usar terapia gênica como medicamento
Desenhar	drogas	personalizadas	com base no perfil genético do indivíduo
PROJETO GENOMA HUMANO
Genômica microbiana
Detectar rapidamente e tratar, na prática clínica, doenças causadas por organismos patogênicos
Desenvolver	novas	fontes	de	energia (biocombustíveis)
Monitorar o meio ambiente para detectar poluentes
Proteger os cidadãos de armas químicas
e biológicas
Limpar	toxinas	e	resíduos	químicos	de modo seguro e eficiente
PROJETO GENOMA HUMANO
Avaliação de riscos
Avaliar os riscos de saúde de indivíduos expostos a radiações (incluindo níveis baixos em áreas industriais), substâncias cancerígenas e toxinas
PROJETO GENOMA HUMANO
Bio-arqueologia,	antropologia,	evolução	e migração humana
Estudar	a	evolução	através	de	mutações	na linhagem germinativa
Estudar a migração de diferentes grupos populacionais com base em marcadores de herança materna
Estudar mutações no cromossomo Y para rastrear linhagens e migração de machos
Comparar pontos de quebra na evolução de mutações com idade populacional e eventos históricos
PROJETO GENOMA HUMANO
Identificação por meio do DNA
Identificar suspeitos cujo DNA pode ser igual
ao deixado na cena de um crime
Excluir	pessoas	erroneamente	acusadas	de crime
Estabelecer	relações	de	paternidade	ou
outras relações familiares
Identificar	espécies	ameaçadas	ou
protegidas
Detectar	bactérias	e	outros	organismos	que podem poluir o ar, água, solo ou alimento
Encontrar	doadores	que	possuam	órgãos compatíveis com os de receptores
PROJETO GENOMA HUMANO
Agricultura,	criação	de	gado,	e	bio processamento
Criar culturas resistentes a doenças, insetos
ou seca
Aperfeiçoar	culturas	para	produção	de
bioenergia
Cruzar	animais	mais	saudáveis,	mais produtivos e resistentes a doenças
Desenvolver biopesticidas
Cultivar	produtos	de	origem	vegetal	mais nutritivos
Desenvolver	novos	usos	de	limpeza ambiental para plantas como tabaco
PROJETO GENOMA HUMANO
Aspectos políticos e éticos
Desde o seu começo, o Projeto Genoma Humano dedicou fundos para identificar e discutir aspectos éticos, legais e sociais relacionados a disponibilização de novos resultados genéticos.
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Privacidade e confidencialidade da informação genética – Quem possui e controla a informação genética?
A privacidade genética é diferente da privacidade médica?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Honestidade
genética	por
no	uso	da
companhias
tribunais,
informação
de	seguro,
escolas,
empregadores, agencias	de outros.
adoção,	militares	entre
Quem	deve	ter	acesso	a	informação genética pessoal, e como ela será usada?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Impacto psicológico, estigmatização, e discriminação devido a constituição genética do indivíduo.
Como a informação genética pessoal afeta nossas percepções de nós mesmos eda sociedade?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Aspectos	relacionados	a	reprodução
incluindo	o	consentimento	adequado	e
informado e o uso da informação genética na tomada de decisões.
O serviço de saúde pessoal aconselha adequadamente os pais sobre os riscos e limitações? Quais são os maiores temas sociais levantados pela nova tecnologia da reprodução?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Aspectos	clínicos	incluindo	a	educação de	médicos	e	outros	profissionais	da
saúde,	pessoas	identificadas	com
condições	genéticas,	e	o	público	em
geral, e a implantação de mediadas padronizadas de controle de qualidade.
Como os profissionais da saúde devem ser preparados para a nova genética? Como o público pode ser educado para tomar decisões com base em informação?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Honestidade	no	acesso	de	tecnologia genômica avançada.
Quem será beneficiado? Quem serão os maiores prejudicados?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Incertezas genéticos condições
associadas	com	testes
para	suscetibilidade	e
complexas	(isto	é,	ataques
cardíacos, diabetes, e mal de Alzheimer).
O teste deve ser feito quando não houver
tratamento disponível ou quando a interpretação não é garantida? Crianças devem ser testadas para suscetibilidade para doenças que se manifestam na fase adulta?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Implicações conceituais e filosóficas com
relação	as	responsabilidade	humanas, vontade		livre	versus	determinismo
genético,	e	compreensão	da	saúde	e doença.
Os genes influenciam nosso comportamento, e nós podemos controlá- los? O que é considerado diversidade aceitável? Onde está a linha divisória entre	tratamento	médico	e melhoramento?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
Aspectos de saúde e de meio ambiente relativos aos organismos geneticamente modificados e micróbios.
Os transgênicos e outros produtos são seguros para consumo humano e para o meio ambiente? Como essa tecnologia afeta a independência das nações entre aquelas industrializadas?
PROJETO GENOMA HUMANO
Exemplos:
A comercialização de produtos incluindo
direitos	de		propriedade	(patentes,	 e segredos		de	comercialização	e
produção).
O patenteamento de sequências de DNA
limitará	sua	acessibilidade	e desenvolvimento em produtos úteis?
PROJETO GENOMA HUMANO
Sequências genômicas
As	sequências	de	DNA	geradas	em centenas	de	projetos		genomas	fornecem
organismo	constrói,	opera,	mantém
aos	cientistas	instruções	de	como	um
e
reproduz a si mesmo enquanto responde a
varias condições ambientais.
PROJETO GENOMA HUMANO
Ainda	temos	pouca	informação	de	como	a
célula usa essa informação para “viver”, e a
função da maioria dos genes permanece desconhecida.
Também não entendemos como os genes e as proteínas que eles codificam interagem umas com as outras e com o meio ambiente.
Precisamos dessa compreensão para conseguir realizar toda a potencialidade dos projetos genoma, com todas as aplicações possíveis nos mais diversos campos como medicina, energia, e meio ambiente.
PROJETO GENOMA HUMANO
Um	dos	maiores	impactos	de		possuirmos toda		a	sequência		do	genoma	e	as	novas
poderosas maneira
tecnologias		da	genômica	é	a totalmente	nova		de	conduzir
pesquisa biológica.
No passado, os pesquisadores estudavam um ou alguns genes e proteínas por vez. Porém, como os processos biológicos estão inter- relacionados, essa estratégia fornece visões incompletas – e frequentemente imprecisas.
Agora, os pesquisadores podem abordar questões sistematicamente e em escala muito maior.
PROJETO GENOMA HUMANO
Eles	podem	estudar	todos	os	genes expressos em um meio particular ou todos os
produtos gênicos produzidos em um
determinado tecido, órgão ou tumor.
Outras análises enfocarão como dezenas de milhares de genes e proteínas trabalham juntos em uma rede interconectada para orquestrar a vida. Esses estudos holísticos são o foco de uma nova área denominada “biologia de sistemas”.
PROJETO GENOMA HUMANO
Mapeamento da variabilidade humana
Pequenas variações nas sequências de nosso DNA podem ter o maior impacto na suscetibilidade de desenvolver ou não uma doença e em nossas respostas a fatores ambientais como infecção por micróbios, toxinas e drogas.
PROJETO GENOMA HUMANO
Um dos tipos mais comuns de variação de sequência é o polimorfismo de nucleotídeos únicos.
São sítios no genoma humano nos quais indivíduos diferentes diferem na sequência de DNA, frequentemente, em um único par de bases.
Por exemplo, uma pessoa pode ter um A enquanto outra tem um C e assim por diante. Os cientistas acreditam que o genoma
humano		tem	pelo	menos		10	milhões		e	eles geram	diferentes		tipos	de		mapas	desses
sítios,	os	quais	podem	ocorrer	em	regiões gênicas ou não gênicas.
PROJETO GENOMA HUMANO
Exploração	de	genomas	para	energia	e
aplicações ambientais
O	programa	Genomics	do	Departamento de Energia dos Estados Unidos está usando
os avanços tecnológicos do projeto genoma Humano para ajudar a resolver os crescentes desafios relacionados ao meio ambiente e a produção de energia.
PROJETO GENOMA HUMANO
Hoje, a genômica é o ponto de partida para um novo nível de exploração pelas ciências da vida.
O programa de pesquisa do GTL usa as sequências de DNA de micróbios e plantas para iniciar investigações de suas capacidades bioquímicas e que tenham potencial para aplicações em bioenergia e meio ambiente.
PROJETO GENOMA HUMANO
Para obter esse conhecimento de todo o sistema,
GTL	investiga	as	propriedade	relevantes	de
micróbios e de plantas em níveis múltiplos.
Começando	com	a	sequência	de	DNA, estudos
acompanham	sua	expressão	em	células
individuais	e	populações	de	células	ou
organismos em ecossistemas.
A integração da genômica e de muitos outros tipos de resultados numa base de conhecimento computadorizado estimulará novas estratégias de pesquisas e insights necessários para aplicações especializadas.
PROJETO GENOMA HUMANO
1.	Exame	genético.	Quando	fazer?
Verificar as implicações do teste.
2.	Quais	são	as	indicações	para	se	fazer um exame genético?
a)	crianças	ou	adultos	afetados	por	uma
doença	genética	cujo	diagnóstico precisa ser esclarecido;
b) pessoas clinicamente normais, que têm
risco	aumentado	de	vir	a	ter	uma
criança com uma doença genética.
PROJETO GENOMA HUMANO
3.	Testes	em	pessoas	clinicamente normais?
a)	pessoas	que	têm	risco	aumentado	de vir a ter uma criança com uma doença
genética,	mas	que	não	serão	afetadas
por ela;
b) pessoas jovens, clinicamente normais
que têm, além de um risco aumentado de ter filhos afetados, o de desenvolver elas mesmas doenças de início tardio.
4. Quem deveria ser testado? Ninguém DEVE ser testado.
JORGE FILHO, I. Bioética: Fundamentos e Reflexões. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.
RUIZ, C.R.; TITTANEGRO, G.R. (org) Bioética: uma diversidade temática. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2007.
VEACHT, R.M. Bioética. São Paulo: Pearson, 2014.
BIOASOLI, L.F.; CALGARO, C. (org.)	Fronteiras	da Bioética: os reflexos éticos e socioambientais. Caxias do Sul: Educs, 2017.
BRAUNER, M.C.C.; DURANTE, V. Ética ambiental e bioética. Caxias do Sul: Educs, 2012.
MARTINS, L.; SCHLINK, B. Bioética à Luz da Liberdade Científica. São Paulo: Atlas, 2014.
NAMBA, E.T. Manual de bioética e biodireito. São Paulo: Atlas, 2009.
PELIZZOLI, M.L. Homo ecologicus: ética, educação ambiental e práticas vitais. Caxias do Sul: Educs, 2011.
BIBLIOGRAFIA

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