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SIMULADO2 Literatura para Analista Educacional (SEE MG) 2023

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401) 
402) 
Literatura para Analista Educacional (SEE MG) 2023
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2lMbF
Ordenação: Por Matéria
www.tecconcursos.com.br/questoes/1874901
STRIX - Vest (EBMSP)/EBMSP/Medicina/2017
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 1ª Geração (Mário de A.,
Oswald de A., M. Bandeira, etc)
Em dezembro de 1917, o centro de São Paulo abrigou uma pequena exposição individual de uma
jovem pintora, que mostrava pela primeira vez o resultado de seus anos de estudo na Europa e nos
Estados Unidos. Há 100 anos, Anita Malfatti (1889-1964) abalava as estruturas do academicismo nas
artes plásticas nacionais e dava o primeiro passo em direção ao Modernismo e à Semana de Arte
Moderna, que viria a ocorrer em 1922.
 
A primeira mostra de arte reconhecidamente modernista realizada no país suscitou todo tipo de reação,
do assombro ao deslumbramento, da indignação ao entusiasmo. Enquanto o escritor Mário de Andrade
gargalhava de alegria ao ver as obras, Monteiro Lobato publicava o famoso texto em que o criador da
boneca Emília teceu severas críticas ao trabalho da artista, fazendo, inclusive, com que cinco obras
compradas fossem devolvidas.
 
No entanto, passado um século, o que ficou do vigor artístico da obra daquela pintora tímida e até um
pouco reclusa?
 
DUARTE, Maurício. Anita Malfatti, 100 anos depois. Disponível em:
<http://www.livrariacultura.com.br/ revistadacultura>. Acesso em: fev. 2017.
 
De acordo com o texto e o contexto da Primeira Geração Modernista no Brasil, é correto afirmar que
Anita Malfatti
a) foi a principal artista plástica desse grupo, já que se tornou a primeira pintora a mobilizar os
críticos de arte para analisar as interpretações criativas da realidade naquela época.
b) criticou e rejeitou as estruturas acadêmicas nacionais ligadas ao bom gosto, à beleza e à
harmonia, comprometendo nomes importantes desse campo de atuação humana, como Monteiro
Lobato.
c) teve seus trabalhos completamente rejeitados pela sociedade brasileira que questionou com
veemência o conceito por ela atribuído às manifestações de ordem estética.
d) rejeitou a forma genuína como os talentos do País expressavam suas emoções, trazendo estudos
de fora, o que originou a indignação de Mário de Andrade.
e) acabou por incitar, a partir do debate sobre a sua obra, a produção da Semana de Arte Moderna e
por inaugurar uma nova concepção artística no Brasil.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1955334
CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2017
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 1ª Geração (Mário de A.,
Oswald de A., M. Bandeira, etc)
Texto
 
Rondó dos cavalinhos
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2lMbF
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1874901
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1955334
403) 
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O sol tão claro lá fora
E em minhalma — anoitecendo!
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Alfonso Reyes partindo,
E tanta gente ficando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma — anoitecendo!
Manuel Bandeira. Antologia poética. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 104.
 
Acerca do poema Rondó dos cavalinhos, de Manuel Bandeira, publicado originalmente em 1936, em
outra versão, com o título Rondó do Jockey Club, julgue o item.
 
O uso da forma medieval do rondó para a escrita do poema reflete a preocupação de poetas modernistas
de primeira geração, como Manuel Bandeira, em recuperar o imaginário da Idade Média, com suas
narrativas de cavalarias e heróis idealizados.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2183803
IBGP - Vest (UNIPAC)/UNIPAC/Medicina/2016
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 1ª Geração (Mário de A.,
Oswald de A., M. Bandeira, etc)
Na primeira fase do Modernismo brasileiro,
a) a prosa ganha um caráter eminentemente engajado, denunciam-se o coronelismo, a decadente
sociedade da cana-de-açúcar e a miséria.
b) a crise cafeeira, o acelerado declínio do Nordeste condicionam novos estilos ficcionais marcados
pela rudeza e pela captação direta dos fatos.
c) José Lins do Rego, Jorge Amado e Graciliano Ramos despontam com romances que denunciavam
graves questões sociais do Brasil.
d) Mário de Andrade publica Paulicéia Desvairada, que tem a cidade de São Paulo como inspiração, e
explora o coloquialismo na linguagem.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2183803
404) 
405) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2344953
IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Em “Capitães da Areia”, podemos observar que a narrativa do escritor baiano é um
veículo que tem como uma de suas funções “divulgar os maus tratos da sociedade e a
negligência do poder público, em relação ao problema do menor abandonado no Brasil, e
propaga também a consequência desse descaso sócio-estatal: a configuração da
delinquência infanto-juvenil”. (FIGUEIRÊDO, Ediliane Lopes Leite de, 2011, p.88).
 
Analise os fragmentos a assinale, dentre as alternativas de resposta, a passagem que ratifica
a explicação específica sobre a narrativa de Jorge Amado.
 
I. “Logo depois transferiam para o trapiche o depósito dos objetos que o trabalho do dia lhes
proporcionava. Estranhas coisas entraram para o trapiche. Não mais estranhas, porém, que aqueles
meninos, moleques de todas as cores e idades as mais variadas, desde os 9 aos 16 anos, que à noite
se estendiam pelo assoalho e por debaixo da ponte e dormiam indiferentes ao vento que
circundava o casarão uivando, indiferentes à chuva que muitas vezes os lavava” (AMADO,
2008, p. 28).
 
II. “ – O senhor não tem vergonha de estar nesse meio, padre? (...) Um homem de responsabilidade
no meio dessa gentalha (...). – São crianças, senhora. (...)
– Isso não são crianças, são ladrões. Velhacos, ladrões (...) São até capazes de ser os
Capitães da Areia (...)” (AMADO, 2008, p. 81).
 
III. “Nem parecia um meio-dia de inverno. O sol deixava cair sobre as ruas uma claridade macia,
que não queimava, mas cujo calor acariciava como a mão de uma mulher. No jardim próximo
as flores desabrochavam em cores. Margaridas e onze-horas, rosas e cravos, dálias e violetas”
(AMADO, 2008, p. 110).
 
Estão corretas as afirmativas:
a) I apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) I e II apenas.
e) II e III apenas.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2115209
Instituto Consulplan - Prof (Pref Jequié)/Pref Jequié/Língua Portuguesa/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú
de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao
cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os
juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no
chão.
 
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas.)
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344953
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2115209
406) 
407) 
Considerando a estética literária em que se enquadra o autor de “Vidas Secas”, assinale a afirmativa
correta.
a) Como autor modernista, Graciliano Ramos está entre os grandes romancistas brasileiros do
Nordeste cujo regionalismo adquire um caráter crítico.
b) O fragmento apresenta características literárias próprias do movimento a que pertence como:
subjetivismo, alienação social e concepção mística do mundo.
c) Também denominado “romance científico”, inspirado pela prática darwinista, a obra de Graciliano
Ramosdemonstra um estudo minucioso da natureza humana.
d) Uma das características que se pode observar nessa fase da literatura brasileira é a utilização da
metalinguagem, conforme é possível observar no fragmento destacado.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253733
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
A respeito de Adelaide, uma das personagens femininas de Os ratos, de Dyonélio Machado, é
correto afirmar que 
a) ela é frágil e ingênua, características que agradam ao protagonista, pois alimentam seu amor por
ela.
b) ela é financeiramente independente do marido e protagonista do romance.
c) sua fraqueza e ingenuidade servem para que o protagonista justifique seus próprios fracassos.
d) ela se sente inferiorizada diante de outras mulheres presentes no romance.
e) Adelaide não exige do marido luxos que ele não conseguiria entregar, apenas o suficiente para
alimentar a família.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253737
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Em relação à linguagem de Os ratos, de Dyonélio Machado, é correto afirmar que ela
a) respeita completamente a norma culta, como no seguinte exemplo: “Passando um mercadinho – é
um pequeno escritório: uma porta e uma janela. Ao lado da porta, uma placa quadrada, de ferro
esmaltado. Eles entram. – Me chame o seu Fernandes – diz o Duque para um menino que se acha
sentado à escrivaninha.” (p. 86).
b) é ágil e rápida, adequada ao ritmo intenso da narrativa, como no seguinte exemplo: “Entrando
pouco a pouco na calma outra vez. Raciocinante. É conveniente comprar fichas. Com quinze mil réis
em fichas já tem margem pra muito jogo. Encaminha-se para o guichê. Volta com uma pilha de
rodelas na mão.” (p. 63).
c) desrespeita a norma culta e ainda é lenta e entediante, como no seguinte exemplo: “Ouve-se um
baque, lá fora. Eles levantam a cabeça, atentos. – É o portãozinho. – Deixa que eu vou fechar – e
Naziazeno se ergue vivamente. – Bota o casaco. – Não precisa. – E sai.” (p. 113).
d) embora apresente elementos de oralidade, não é totalmente coloquial, distinguindo a palavra do
narrador e das personagens, como no seguinte exemplo: “Não enxerga o Duque nos lugares
habituais... E, entretanto, é a ‘hora dele’.” (p. 30).
e) jamais apresenta uso de discurso direto. Por exemplo: “Ele se senta. Dirige-lhes duas ou três
palavras. – O Naziazeno tem um grande aperto hoje – informa-lhe Alcides.”
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253733
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253737
408) 
409) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253738
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Leia atentamente os versos destacados de “Canto ao homem do povo Charlie Chaplin”, de Carlos
Drummond de Andrade. Em seguida, assinale a alternativa correta.
 
E falam as flores que tanto amas quando pisadas,
falam os tocos de vela, que comes na extrema penúria, falam a mesa, os botões,
os instrumentos do ofício e as mil coisas aparentemente fechadas,
cada troço, cada objeto do sótão, quanto mais obscuros mais falam.
 
a) a linguagem é pouco elaborada, pois visa a descrever materialmente a realidade, desprovida de
qualidades estéticas.
b) são versos livres, de ritmo fluido, nos quais a elaboração da linguagem busca tirar os objetos
cotidianos da banalidade.
c) a dimensão estética do cotidiano é apagada pela fama da pessoa a quem o poema é dedicado,
elogiada nos versos.
d) a métrica desses versos é rígida, para imitar a forma geométrica dos objetos descritos.
e) o uso das rimas raras e do ritmo afastado da linguagem comum transfigura a realidade material
em uma dimensão estética rebuscada, de difícil acesso para o leitor.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253750
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Leia atentamente as declarações de I a III, que tratam da poesia de Carlos Drummond de
Andrade. Em seguida, assinale a alternativa correta.
 
I. O poeta transita entre a construção gramatical normativa e o experimentalismo modernista com a
linguagem, o que pode ser verificado nos seguintes versos: “camabel camabel o vale ecoa/ sobre o
vazio de ondalit/ a noite asfáltica/ plkx” (“Os materiais da vida”).
 
II. A linguagem, na poesia de Drummond, vale-se quase sempre de coloquialismos e desvios
gramaticais, subvertendo a norma culta por completo, o que pode ser verificado nos seguintes
versos: “Lutar com palavras/ é a luta mais vã./ Entanto lutamos mal rompe a manhã.” (“O lutador”).
 
III. Drummond segue à risca a gramática normativa, da qual rigorosamente nunca diverge, o que
pode ser verificado nos seguintes versos: “No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra
no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra.”
 
a) I é correta.
b) III é correta.
c) II é correta.
d) Todas são corretas.
e) Nenhuma é correta.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253738
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253750
410) 
411) 
412) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253752
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Assinale a alternativa correta acerca de Os ratos, de Dyonélio Machado.
a) a narrativa respeita a ordem cronológica dos acontecimentos, característica que facilita a
compreensão do enredo.
b) a narrativa fragmentária apresenta idas e vindas no tempo, o que provoca certa inquietação no
leitor e dificuldade de estabelecimento da ordem dos acontecimentos.
c) embora a narrativa não respeite a ordem cronológica dos fatos, esse recurso não apresenta efeito
algum sobre o leitor.
d) todas as informações contidas no texto que não seguem o tempo cronológico estão
completamente desvinculadas do enredo.
e) todas as informações contidas no texto que não seguem o tempo cronológico representam apenas
um devaneio do narrador em relação à matéria narrada.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253781
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Leia atentamente os versos destacados de “Cantiga de enganar”, de Carlos Drummond de Andrade.
Em seguida, assinale a alternativa correta.
 
Meu bem, assim acordados,
assim lúcidos, severos,
ou assim abandonados,
deixando-nos à deriva
levar na palma do tempo
— mas o tempo não existe —,
sejamos como se fôramos
num mundo que fosse: o Mundo.
a) os versos confirmam, sem sombra de dúvidas, que a lucidez não só é impossível neste mundo,
como também a realidade é enlouquecedora.
b) lidos em conjunto com o título do poema, os versos exprimem certa ironia em relação à condição
humana na realidade do mundo.
c) os versos são típicos da indiferença do eu lírico, característica da poética de Drummond frente à
inevitabilidade da morte em um mundo sombrio e apocalíptico.
d) no contexto do poema, os versos exprimem a negação da condição de abandono do ser humano.
e) no contexto da obra, os versos exemplificam o tema da busca da riqueza material, segundo o
preceito do carpe diem.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253783
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Acerca de Os ratos , de Dyonélio Machado, é correto afirmar que
a) a linguagem do romance permite identificar uma separação conceitual rígida entre o humano e o
animal, como ilustra o seguinte exemplo: “Duque volta-se inteiramente para o lado de Naziazeno.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253752
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253781
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253783
413) 
414) 
Avança-lhe um focinho serenoe atento.” (p. 81).
b) a intertextualidade não é um elemento da narrativa, como ilustra o seguinte exemplo: “Naziazeno
espera que ele lhe dê as costas, vá reatar a palestra interrompida, aquelas observações sobre a
questão social, comunismo e integralismo.” (p. 38).
c) há elementos na linguagem que permitem identificar a santificação das personagens, como ilustra
o seguinte exemplo: “Naziazeno conserva-se silencioso. Ele não pensa na ‘empresa’ propriamente:
pensa no Andrade; vê a sua figura robusta, azafamada, decidida de patrão.” (p. 44).
d) no romance, os ratos são uma alegoria do retorno à natureza e da reconciliação do ser humano
com a sua melhor índole, o estado de Natureza, como ilustra o seguinte exemplo: “mas na mesma
ocasião o seu ar de pobreza, aquele focinho quieto e manso que vem ali a seu lado, tiram-lhe
qualquer ilusão. Um frio e um amargo sobem-lhe pelas vísceras acima...” (p. 85).
e) há elementos na linguagem que indicam animalização ou rebaixamento do humano, como ilustra o
seguinte exemplo: “Naziazeno ‘vê-se’ no meio da sala, atônito, sozinho, olhando para os lados, pra
todos aqueles fugitivos, que se esgueiram, que se somem com pés de ratos.” (p. 36).
www.tecconcursos.com.br/questoes/2253787
ITA - Vest (ITA)/ITA/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Assinale a alternativa que complementa corretamente a seguinte afirmação: “Os poemas da
seção ‘NA PRAÇA DE CONVITES’, da Antologia Poética, de Carlos Drummond de Andrade, tematizam o
cotidiano...
a) com um leve e alegre tom simpático e pitoresco, como nos versos: “Imenso trabalho nos custa a
flor./ Por menos de oito contos vendê-la? Nunca.” (“Anúncio da rosa”).
b) com ênfase na crença em relação ao progresso social do mundo moderno, como nos versos:
“Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota/ e adiar para outro século a felicidade
coletiva.” (“Elegia 1938”).
c) de forma a fugir do registro banal ou meramente anedótico, procurando captar a realidade a partir
das inquietações e, por vezes, do inconformismo do eu lírico: ‘Calo-me, espero, decifro./ As coisas
talvez melhorem./ São tão fortes as coisas!/ Mas eu não sou as coisas e me revolto.’” (“Nosso
tempo”).
d) propondo a análise dos problemas do Brasil segundo os princípios da literatura naturalista, isto é,
de maneira objetiva e científica, como ilustram os versos: “Eis meu pobre elefante/ pronto para sair/
à procura de amigos/ num mundo enfastiado/ que já não crê nos bichos/ e duvida das coisas.” (“O
elefante”).
e) da perspectiva da literatura prosélita, que defendia um nacionalismo ingênuo e panfletário, como
atestam os versos: “O mar batia em meu peito, já não batia no cais./ A rua acabou, quede as
árvores? a cidade sou eu/ a cidade sou eu/ sou eu a cidade/ meu amor.” (“Coração numeroso”).
www.tecconcursos.com.br/questoes/2268562
IME - CFG (IME)/IME/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Texto 1
 
Erico Verissimo (1905 – 1975), nascido em Cruz Alta (RS), foi um dos escritores mais populares da
chamada segunda fase modernista, que começou na década de 1930. Sua obra mais conhecida é o
“Tempo e o Vento”, uma trilogia de romances, na qual ele narra a história de um clã familiar, os Terra
Cambarás, de 1745 até 1945, tendo como contexto a formação da fronteira nacional na região sul. O
espaço central desses romances é a cidade fictícia de Santa Fé, situada no noroeste do Rio Grande do
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2253787
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2268562
Sul. O texto “O Sobrado”, que integra o romance “O Continente”, versa sobre o chefe do clã, Licurgo
Cambará, que resiste em casa ao cerco dos inimigos pertencentes ao clã oposto, dos Amaral. Na obra, é
abordado um episódio da Revolução Federalista (1893 – 1895), uma guerra civil entre dois grupos de
ideias opostas: um que desejava aumentar os poderes do presidente da República e outro que desejava
uma maior autonomia aos estados.
 
O SOBRADO
 
Era uma noite fria de lua cheia. As estrelas cintilavam sobre a cidade de Santa Fé , que de tão quieta e
deserta parecia um cemitério abandonado. Era tanto o silêncio e tão leve o ar, que se alguém aguçasse o
ouvido talvez pudesse até escutar o sereno na solidão.
 
Agachado atrás dum muro, José Lírio preparava-se para a última corrida. Quantos passos dali até a
igreja? Talvez uns dez ou doze, bem puxados. Recebera ordens para revezar o companheiro que estava
de vigia no alto duma das torres da Matriz. “Tenente Liroca”, dissera-lhe o coronel, havia poucos minutos,
“suba pro alto do campanário e fique de olho firme no quintal do Sobrado. Se alguém aparecer pra tirar
´agua do poço, faça fogo sem piedade.”
 
José Lírio olhava a rua. Dez passos até a igreja. Mas quantos passos até a morte? Talvez cinco... ou dois.
Havia um atirador infernal na água-furtada do Sobrado, à espreita dos imprudentes que se aventurassem
a cruzar a praça ou alguma rua a descoberto.
 
Os segundos passavam. Era preciso cumprir a ordem. Liroca não queria que ninguém percebesse que ele
hesitava, que era um covarde. Sim, covarde. Podia enganar os outros, mas não conseguia iludir-se a si
mesmo. Estava metido naquela revolução porque era federalista e tinha vergonha na cara. Mas não se
habituava nunca ao perigo. Sentira medo desde o primeiro dia, desde a primeira hora — um medo que
lhe vinha de baixo, das tripas, e lhe subia pelo estômago até a goela, como uma geada, amolecendo-lhe
as pernas, os braços, a vontade. Medo é doença; medo é febre.
 
Engraçado. A noite estava fria mas o suor escorria-lhe pela cara barbuda e entrava-lhe na boca, com
gosto de salmoura.
 
O tiroteio cessara ao entardecer. Talvez a munição da gente do Sobrado tivesse acabado. Ele podia
atravessar a rua devagarinho, assobiando e acendendo um cigarro. Seria até uma provocação bonita.
Vamos, Liroca, honra o lenço encarnado. Mas qual! Lá estava aquela sensação fria de vazio e enjoo na
boca do estômago, o minuano gelado nos miúdos.
 
Donde lhe vinha tanto medo? Decerto do sangue da mãe, pois as gentes do lado paterno eram
corajosas.
 
O avô de Liroca fora um bravo em 35. O pai lhe morrera naquela mesma revolução, havia pouco mais
dum ano tombara estripado numa carga de lança, mas lutando até o último momento.
 
“Lírio é macho”, murmurou Liroca para si mesmo. “Lírio é macho.” Sempre que ia entrar num combate,
repetia estas palavras: “Lírio é macho”.
 
Levantou-se devagarinho, apertando a carabina com ambas as mãos. Sentia o corpo dorido, a garganta
seca. Tornou a olhar para a igreja. Dez passos. 30 Podia percorrê-los nuns cinco segundos, quando
muito. Era só um upa e estava tudo terminado. Fez avançar cautelosamente a cabeça e, com a quina do
muro a tocar-lhe o meio da testa e a ponta do nariz, fechou o olho direito e com o esquerdo ficou
espiando o Sobrado que lá estava, do outro lado da praça, com sua fachada branca, a dupla fileira de
janelas, a sacada de ferro e os altos muros de fortaleza. Havia no casar˜ao algo de terrivelmente
humano que fez o coração de José Lírio pulsar com mais força.
 
Os federalistas tinham tomado a cidade havia quase uma semana, mas Licurgo Cambará, o intendente e
chefe político republicano do município, encastelara-se em sua casa com toda a família e um grupo de
correligionários, e de lá ainda oferecia resistência. Enquanto o Sobrado não capitulasse, os
revolucionários não poderiam considerar-se senhores de Santa Fé, pois os atiradores da água-furtada
praticamente dominavam a praça e as ruas em derredor.
 
Por alguns instantes José Lírio ficou a mirar a fachada do casarão, e de repente a lembrança de que
Maria Valéria estava lá dentro lhe varou o peito como um pontaço de lança. Soltou um suspiro fundo e
entrecortado, que foi quase um soluço. De novo se encolheu atrás do muro e tornou a olhar para a
igreja. Se conseguisse chegar a salvo até a parede lateral, ficaria fora do alcance do atirador do Sobrado,
e poderiaentrar no campanário pela porta da sacristia.
 
Vamos, Liroca, só uma corrida. Que te pode acontecer? O homem te enxerga, faz pontaria, atira e
acerta. Uma bala na cabeça. Pronto! Cais de cara no chão e está tudo liquidado. Acaba-se a agonia.
Dizem que quando a bala entra no corpo da gente, no primeiro momento não dói. Depois é que vem a
ardência, como se ela fosse de ferro em brasa. Mas quando o ferimento é mortal não se sente nada. O
pior é arma branca. Vamos, Liroca. Dez passos. Cinco segundos. Lírio é macho, Lírio é macho.
 
José Lírio continuava imóvel, olhando a rua. Ainda ontem um companheiro seu ousara atravessar aquele
trecho à luz do dia, num momento em que o tiroteio cessara. Ia cantando e fanfarronando. Viu-se de
repente na água-furtada do sobrado um clarão acompanhado dum estampido, e o homem tombou. O
sangue começou a borbotar-lhe do peito e a empapar a terra.
 
“Vamos, menino!” Quem falava agora nos pensamentos de Liroca era seu pai, o velho Maneco Lírio. Sua
voz áspera como lixa vinha de longe, de um certo dia da infância em que Liroca faltara à escola e ao
chegar a casa encontrara o pai atrás da porta com um rebenque na mão. “Agora tu me pagas,
salafrário!” Liroca saíra a correr como um doido na direção do fundo do quintal. “Espera, poltrão!” E de
repente o que o velho Maneco tinha nas mãos não era mais o chicote, e sim as próprias vísceras, que lhe
escorriam moles e visguentas da ferida do ventre. “Vamos, covarde!”
 
De súbito, como tomado dum demônio, Liroca ergueu-se, apertou a carabina contra o peito e deitou a
correr na direção da igreja. Seus passos soaram fofos na terra. Deu cinco passadas e a meio caminho,
sem olhar para o Sobrado, numa voz frenética de quem pede socorro, gritou: “Pica-paus do inferno! Sou
homem!”. Continuou a correr e, ao chegar ao ponto morto atrás da parede lateral da igreja, rojou-se ao
solo e ali ficou, arquejante, com o peito colado à terra, o coração a bater acelerado, e sentindo entrar-lhe
na boca e nas narinas talos de grama úmida de sereno. “A la fresca!”, murmurou ele. “A la fresca!”
 
Estava inteiro, estava salvo. Fechou os olhos e deixou-se quedar onde estava, babujando a terra com sua
saliva grossa, a garganta a arder, e o corpo todo amolentado por uma fraqueza que lhe dava um trêmulo
desejo de chorar.
 
VERISSIMO, Erico. O tempo e o vento, parte I: O Continente. 4ª ed. S˜ao Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.
17- 19 (texto adaptado).
 
Quanto ao texto 1 apresentado, considere as seguintes afirmações:
 
I. O autor é um regionalista típico, uma vez que enfatizou a expressão de peculiaridades locais, tais
como costumes, visão de mundo e modos de vida dos gaúchos, em uma perspectiva etnográfica e
folclórica, tendo como objetivo a preservação dessas tradições.
 
II. O autor apresenta os contrastes e confrontos do universo rural e urbano, das matrizes luso-
brasileiras e dos fluxos migratórios na região sul.
 
III. À semelhança de outros autores do romance de 30, o autor abordou estruturas sociais, culturais
e políticas do passado da região sul, numa perspectiva crítica, praticando uma espécie de “história
do tempo presente”.
 
Está( ão) correta(s) apenas a(s) assertiva(s):
a) I.
415) 
416) 
b) II.
c) III.
d) I e III.
e) II e III.
 
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Instituto AOCP - Vest (UEMG)/UEMG/Tradicional/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Com base no seguinte excerto de Vidas Secas, assinale a alternativa correta.
[...]
 
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o
dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado
bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma
sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
 
Arrastaram-se para lá, devagar, sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de
folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao
cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
 
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no
chão.
 
[...]
 
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 144ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2020.
 
a) A obra pertence à Primeira Geração Modernista, posto que trata dos assuntos nacionais e foca a
idealização da realidade brasileira.
b) Graciliano Ramos preza pelo uso da linguagem metafórica, evitando ser direto na descrição do
espaço e das ações das personagens.
c) Vidas Secas possui como algumas de suas marcas o regionalismo e o realismo, com tom crítico ao
abordar temáticas sociais, denunciando as desigualdades.
d) Vidas Secas pertence à Terceira Geração Modernista, conhecida como Geração de 45, na qual
prevalece a sondagem psicológica e a crítica social.
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FADURPE - Vest (CESMAC)/CESMAC/Medicina/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
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Analise o poema “Procura da Poesia”, de Carlos Drummond de Andrade.
 
(...)
Penetra surdamente no reino das palavras
Lá estão os poemas que esperam ser escritos
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
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417) 
418) 
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta
pobre ou terrível que lhe deres:
trouxeste a chave?
 
Este poema de Drummond ilustra:
a) O interesse pelo engajamento político da literatura brasileira moderna.
b) A busca da perfeição poética formal própria do Romantismo.
c) O gosto pela louvação das coisas nacionais, inclusivamente a língua.
d) A busca pela carga semântica das palavras, na certeza de que elas envolvem mistérios.
e) A força coerente das palavras quando postas a serviço da literatura lírica.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
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As questões relacionadas às desigualdades sociais, tais como: pobreza, miséria, fome e violência,
sempre estiveram presentes na paisagem árida do Nordeste. Obras como "O Quinze", "Vidas Secas"e
"Morte e Vida Severina" retratam a dura realidade e a vida miserável do sertanejo resultante da luta pela
sobrevivência que é ameaçada pela "seca", frente ao descaso e violência do poder político e econômico
que deixavam homens, mulheres, jovens e crianças à mercê da fome. Tentando escapar da morte,
transformavam-se em "retirantes". Essas obras foram escritas, respectivamente por:
a) Jorge Amado; Rachel de Queiroz e Graciliano Ramos
b) Raquel de Queiroz, Graciliano ramos e João Cabral de Melo Neto
c) Manoel Bandeira; Jose Lins do Rego e Euclides da Cunha
d) Ariano Suassuna; Graciliano Ramos e Jorge Amado
e) Raquel de Queiroz, José Lins do Rego e Manoel Bandeira
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Leia o poema “Ausência”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder a questão.
 
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
 [braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
 
(Corpo, 2015.)
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419) 
 
Depreende-se do poema que
a) a ausência,uma vez incorporada, torna-se parte constitutiva do eu lírico.
b) a ausência, convertida em falta, passa a suprir uma carência do eu lírico.
c) a falta e a ausência, convertidas em instâncias internas, aliviam a solidão do eu lírico.
d) a falta e a ausência, uma vez personificadas, tornam-se companheiras do eu lírico.
e) a falta, uma vez convertida em ausência, passa a ser verbalizada pelo eu lírico.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
Romance Lill ou Das Palavras Aéreas
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
Sois de vento, ides no vento,
e quedais, com sorte nova! (...)
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Perdão podeis ter sido!
— sois madeira que se corta,
— sois vinte degraus de escada,
— sois um pedaço de corda...
— sois povo pelas janelas,
cortejo, bandeiras, tropa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Éreis um sopro na aragem...
— sois um homem que se enforca!
Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência.
 
A “estranha potência” que a voz lírica ressalta nas palavras decorre de uma combinação entre
a) fluidez nos ventos do presente e conteúdo fixo no passado.
b) forma abstrata no espaço e presença concreta na história.
c) leveza impalpável na arte e vigor nos documentos antigos.
d) sonoridade ruidosa nos ares e significado estável no papel.
e) lirismo irrefletido da poesia e peso justo dos acontecimentos.
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420) 
421) 
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Remissão
Tua memória, pasto de poesia,
tua poesia, pasto dos vulgares,
vão se engastando numa coisa fria
a que tu chamas: vida, e seus pesares.
Mas, pesares de quê? perguntaria,
se esse travo de angústia nos cantares,
se o que dorme na base da elegia
vai correndo e secando pelos ares,
e nada resta, mesmo, do que escreves
e te forçou ao exílio das palavras,
senão contentamento de escrever,
enquanto o tempo, e suas formas breves
ou longas, que sutil interpretavas,
se evapora no fundo do teu ser?
Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.
 
Claro enigma apresenta, por meio do lirismo reflexivo, o posicionamento do escritor perante a sua
condição no mundo. Considerando-o como representativo desse seu aspecto, o poema “Remissão”
a) traduz a melancolia e o recolhimento do eu lírico em face da sensação de incomunicabilidade com
uma realidade indiferente à sua poesia.
b) revela uma perspectiva inconformada, mesclando-a, livre da indulgência dos anos anteriores, a
um novo formalismo estético.
c) propõe, como reação do poeta à vulgaridade do mundo, uma poética capaz de interferir na
realidade pelo viés nostálgico.
d) reflete a visão idealizada do trabalho do poeta e a consciência da perenidade da poesia, resistente
à passagem do tempo.
e) realiza a transição do lirismo social para o lirismo metafísico, caracterizado pela adesão ao conforto
espiritual e ao escapismo imaginativo.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas:
algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez
mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas
forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se
verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm
no registro civil. Repugnava-me deformá-las, darlhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de
romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas
se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas?
Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o
trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte.
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422) 
Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se
limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio
à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta
de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém
desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e
Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não
será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com
louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo
tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes,
ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de
entregar-nos a esse exercício.
Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record.
 
Com relação ao gênero textual e a aspectos linguísticos do fragmento apresentado de Memórias do
Cárcere, de Graciliano Ramos, julgue o próximo item.
 
No trecho “Que diriam elas se se vissem impressas”, a primeira ocorrência do “se” é conjunção
condicional, ao passo que, na segunda ocorrência, o “se” indica que o verbo ver é pronominal.
Certo
Errado
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas:
algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez
mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas
forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se
verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm
no registro civil. Repugnava-me deformá-las, darlhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de
romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas
se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas?
Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o
trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte.
Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se
limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio
à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta
de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém
desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e
Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não
será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a repúblicanovíssima, às vezes com
louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo
tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes,
ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de
entregar-nos a esse exercício.
Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record.
 
Com relação ao gênero textual e a aspectos linguísticos do fragmento apresentado de Memórias do
Cárcere, de Graciliano Ramos, julgue o próximo item.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1826544
423) 
424) 
No trecho “Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me
impediram o trabalho”, o uso da mesóclise expressa noção do tempo verbal do futuro do presente.
Certo
Errado
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STRIX - Vest (EBMSP)/EBMSP/Saúde/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Amizade
 
Certas amizades comprometem a ideia de amizade.
O amigo que se torna inimigo fica incompreensível; o inimigo que se torna amigo é um cofre aberto.
Um amigo íntimo – de si mesmo. É preciso regar as flores sobre o jazigo de amizades extintas.
Como as plantas, a amizade não deve ser muito nem pouco regada.
A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Amizade. Disponível em:<https://www.culturagenial. com/poemas-carlos-
drummond-
de-andrade-amizade/>. Acesso em: mai. 2021.
 
Sobre esse poema drummondiano, é correto afirmar:
a) Apresenta uma visão crítica da sociedade, destacando a indispensabilidade de tomar cuidado com
as pessoas.
b) Evidencia a relevância dos reais amigos, razão de ser necessário tratá-los na medida certa e com
o devido zelo.
c) Concebe os vínculos interpessoais sempre permeados de falsidades e, por isso, sem possibilidade
de progresso.
d) Analisa as relações sociais, entrevendo as adversidades existentes entre elas para mostrar que
tudo é passageiro.
e) Considera a inexistência de sinceridade nos relacionamentos, optando, consequentemente, pelo
isolamento social.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Leia atentamente a primeira estrofe de “Morte do leiteiro”, da seção “NA PRAÇA DE CONVITES”.
Em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
 
Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
a) os verbos, advérbios e complementos representam uma situação perigosa para quem bebe pouco
leite.
b) a construção repetitiva dos versos sugere uma tensão entre as condições de vida, a repetição
própria do trabalho moderno e uma moralidade social violenta.
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425) 
426) 
427) 
c) o estilo coloquial do poema está em perfeita consonância com os preceitos da poética romântica do
autor.
d) os versos tematizam a luta no campo entre grandes e pequenos pecuaristas dedicados à produção
de laticínios no país.
e) a escassez de recursos linguísticos é uma metáfora da escassez de recursos na produção social de
laticínios no país.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Assinale a alternativa que confirma a seguinte afirmação: a poética de Drummond mantém uma
relação ambígua com a memória, com traços de esperança, embora sem saudosismo ou idealização.
a) “Eta vida besta, meu Deus.” (“Cidadezinha qualquer”).
b) “Amanhecem de novo as antigas manhãs/ que não vivi jamais, pois jamais me sorriram. flores”).
c) “Não cantarei amores que não tenho,/ e, quando tive, nunca celebrei.” (“Nudez”).
d) “E como ficou chato ser moderno./ Agora serei eterno.” (“Eterno”).
e) “Então nos punimos em nossa delícia. / O amor atinge raso, e fere tanto.” (“Ciclo”).
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Para apresentar a sua Antologia poética, Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Algumas poesias
caberiam talvez em outra seção que não a escolhida, ou em mais de uma. À razão da escolha está na
tônica da composição, ou no engano do autor.” (“Informação — NOTA DA PRIMEIRA EDIÇÃO”). Diante
do trecho citado, é possível afirmar que
a) o poeta quer dizer que a divisão é rígida e espelha fielmente as fases de sua obra.
b) o poeta admite, com ironia, a própria falibilidade e faculta ao leitor a liberdade de outra
organização dos poemas.
c) a Antologia poética deve ser entendida normativamente, isto é, segundo uma “ordem interna”
inalterável e que representa a chave da poética de Drummond.
d) o poeta retira do leitor a possibilidade de interpretar a sua poesia.
e) é evidente a falta de critério para a seleção dos poemas, o que indica apenas a intenção de
amostragem, sem qualquer planejamento ou organização.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
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Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
A respeito da obra de Carlos Drummond de Andrade, é incorreto afirmar que
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428) 
a) a sua poética mantém uma relação ambígua com a memória, com traços de esperança, embora
sem saudosismo ou idealização, como atestam os versos: “Pois de tudo fica um pouco./ Fica um
pouco de teu queixo / no queixo de tua filha.” (“Resíduo”).
b) não é sua característica tratar do amor como luxúria carnal que intensifica a dor de amar, conforme
atestam os versos: “Não cantarei amores que não tenho, / e, quando tive, nunca celebrei.” (“Nudez”).
c) não é marcada por terna evocação saudosista do passado, como atestam os versos: “E de tudo
fica um pouco. / Oh abre os vidros de loção/ e abafa/ o insuportável mau cheiro da memória.”
(“Resíduo”).
d) o poeta jamais demonstra dúvidas relativamente ao amor, conforme atestam os versos: “Amarei
mesmo Fulana?/ ou é ilusão de sexo?” (“O mito”).
e) o poeta não evita o tema da memória e só trata da expectativa do futuro, como atestam os versos:
“Amanhecem de novo as antigas manhãs/ que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.” flores”).
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
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Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
 Leia atentamente os versos destacados de “Amar”, da seção “AMAR-AMARO”. Em seguida, assinale
a alternativa CORRETA.
 
Este o nosso destino:
amor sem conta,
distribuído pelas coisas
pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma
completa ingratidão,
e na concha vazia do
amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais
amor.
a) os versos evidenciam que o amor, na poética de Drummond, não representa um tema importante e
é apenas ligeiramente abordado em seus poemas.
b) os versos evidenciam a centralidade do amor erótico na poética de Drummond, por meio do qual a
subjetividade individual se exprime.
c) os versos evidenciam que, na poética de Drummond, o amor vai além do sentimentalismo
individual para englobar relações humanas mais profundas.
d) nestes versos, o poeta reduz o amor ao ato sexual, ao desejo carnal entre homem e mulher.
e) nestes versos, o amor restringe-se a um sentimentalismo convencional, evidenciado pela escolha
da forma tradicional do soneto para exprimir o tema.
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OMNI - Prof (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/Educação Básica II/Português/2021
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Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
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429) 
430) 
431) 
A Literatura Brasileira possui grandes escritores e obras. Assinale a alternativa com a associação
INCORRETA.
a) Jorge Amado – Tieta do Agreste.
b) João Cabral – Morte e Vida Severina.
c) Rachel de Queiroz – Fogo Morto.
d) Cecília Meireles – Romanceiro da Inconfidência.
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VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Sem dúvida, o capital não tem pátria, e é esta uma das suas vantagens universais que o fazem tão
ativo e irradiante. Mas o trabalho que ele explora tem mãe, tem pai, tem mulher e filhos, tem língua e
costumes, tem música e religião. Tem uma fisionomia humana que dura enquanto pode. E como pode, já
que a sua situação de raiz é sempre a de falta e dependência.
 
Narrar a necessidade é perfazer a forma do ciclo. Entre a consciência narradora, que sustém a história, e
a matéria narrável, sertaneja, opera um pensamento desencantado, que figura o cotidiano do pobre em
um ritmo pendular: da chuva à seca, da folga à carência, do bem-estar à depressão, voltando sempre do
último estado ao primeiro. É a narração, que se quer objetiva, da modéstia dos meios de vida registrada
na modéstia da vida simbólica.
 
(Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica, 2003. Adaptado.)
 
O comentário aplica-se com precisão à obra
a) Vidas secas, de Graciliano Ramos.
b) Macunaíma, de Mário de Andrade.
c) Os sertões, de Euclides da Cunha.
d) Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.
e) A hora da estrela, de Clarice Lispector.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Acerca da “Prosa da ‘Geração de 30’”, conhecido como “O ciclo do regionalismo nordestino”, é uma
das principais manifestações da prosa dessa geração. Nas obras desse grupo são abordados inúmeros
problemas:
 
1) de um Nordeste decadente, desde que o polo cultural e político do Brasil se transferiu para o Sul
do país.
2) provenientes das relações combativas dos habitantes com o poder regional e com os poderosos
latifundiários.
3) do meio nordestino submetido, em anos consecutivos, às hostilidades de um meio estéril e
ingrato.
4) abordados, em um tom crítico e persuasivo, que mereceram destaque em nossa literatura.
 
Estão corretas as alternativas:
a) 1, 2, 3 e 4.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1929988
432) 
433) 
b) 2, 3 e 4, apenas.
c) 1, 3 e 4, apenas.
d) 3 e 4, apenas.
e) 1 e 2, apenas.
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FADURPE - Vest (CESMAC)/CESMAC/Medicina/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
O que há de mais importante em todo tipo de Arte?
Literatura ou não? É a aproximação, a comunhão
que ela estabelece entre seres humanos, mesmo a
distância, mesmo entre mortos e vivos. O tempo não
conta para isso. Somos contemporâneos de José de
Alencar, de Fernando Pessoa, Shakespeare e de
Virgílio. Somos amigos pessoais deles. (...). É. E
constitui uma das grandes alegrias da vida. Palavra,
música, arte de todas as formas: essas coisas têm
sua magia. Ai de quem não a sente.
 
(Carlos Drummond de Andrade. Tempo, vida, poesia. Rio
de Janeiro: Record, 1986, p. 58-59).
 
Tomando o Texto de Drummond como objeto de compreensão e análise, percebe-se que: “Palavra,
música, arte, sob todas as formas, todas têm a sua magia. “Ai de quem não a sente!”. O fragmento
destacado por Drummond poderia exemplificar “uma ação de linguagem”, como, por exemplo:
a) “uma ordem”.
b) “uma definição”.
c) “um lamento”.
d) “uma palavra de repúdio”.
e) uma “acusação”.
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FADURPE - Vest (CESMAC)/CESMAC/Medicina/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Após a Semana de Arte Moderna, alguns escritores
de diferentes regiões do país começaram a produzir
obras em prosa que retratavam criticamente a
realidade social e política do Brasil. Passaram a
tematizar questões como a seca, a desigualdade
social, a vida miserável e indigna dos retirantes, os
costumes escravagistas e o coronelismo, apoiado na
posse das terras. Esses problemas muitas vezes
eram desconhecidos do público leitor dos centros
urbanos da época. Em 1926, em Recife, a proposta
estética do Modernismo firmou-se em um
Congresso, no qual escritores nordestinos tomaram a
decisão de criar uma prosa regional comprometida
com a participação política e a denúncia social.
 
(Graça Sette, Márcia Travalha; Rosário Starling. Literatura
– trilhas e tramas. São Paulo: Leya, 2015, p. 494.
Fragmento).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1932302
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1932305
434) 
O Fragmento transcrito acima se refere ao movimento que deu origem ao conhecido “Romance de 30”, o
qual contou, entre seus principais representantes e produções, os seguintes nomes:
 
1) José Lis do Rego (Menino de Engenho).
 
2) Graciliano Ramos (Caetés, São Bernardo. Vidas Secas).
 
3) Rachel de Queiroz (O Quinze), e Oswaldo de Andrade (Memórias sentimentais de João Miramar).
 
4) Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Murilo Mendes (Terras do sem fim).
 
Estão corretas as alternativas:
a) 2 e 4 apenas.
b) 1, 2 e 3 apenas.
c) 1, 2, 3 e 4.
d) 2 e 3 apenas.
e) 1 e 4 apenas.
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CPV UFRR - Vest (UFRR)/UFRR/Prova Integral (PI)/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Texto
 
Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou
nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinhá Vitória
estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam
perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino,
que se encolhia, os joelhos encostados no estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e
Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinhá
Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles,
finos como cambitos. Sinhá Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou
os juazeiros invisíveis.
 
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.
 
Ausente do companheiro, a cachorra Baleia tomou a frente do grupo. Arqueada, as costelas à mostra,
corria ofegando, a língua fora da boca. E de quando em quando se detinha, esperando as pessoas, que
se retardavam.
 
Vidas Secas, Graciliano Ramos
 
Sobre Vidas Secas, de Graciliano Ramos, marque a opção CORRETA:
a) A escrita de Graciliano Ramos com ausência de diálogos estabelece uma linguagem sucinta que
colabora para a compreensão da secura do ambiente e da vida. No entanto, a aridez das relações é
interrompida por alguns episódios de afeto.
b) A obra corrobora o regionalismo nordestino ao apresentar descrição minuciosa do sertão e o
êxodo rural das famílias em busca de comida, exaltando as belezas do ambiente árido e das relações
humanas.
c) Apesar de descrever a seca nordestina, a obra não pode ser caracterizada como regional, pois
trata de temas universais como a fome, a miséria humana e as relações familiares.
d) No excerto apresentado, observamos o filho de Fabiano e Sinhá Vitória muito enfraquecido pelas
dificuldades do caminho. Diante do sofrimento do filho, Fabiano se mostra impassível e dáhttps://www.tecconcursos.com.br/questoes/2260993
435) 
436) 
seguimento à viagem. Sinhá Vitória aprova a sua atitude.
e) Ao fazer a descrição da geografia do sertão nordestino, a obra funda o regionalismo na literatura
brasileira, denunciando a vida difícil no ambiente da seca e as mazelas dos personagens, excluindo a
cachorra baleia que não sofre com a secura do ambiente.
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MÉTODO - Eng (Alto B Vista)/Pref Alto Boa Vista/Civil/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Vidas Secas
(...)
Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, sinhá
Vitória soprava o fogo. Uma nuvem de cinza voou dos tições e cobriu-lhe a cara, a fumaça inundou-lhe
os olhos, o rosário de contas brancas e azuis desprendeu-se do cabeção e bateu na panela. Sinhá Vitória
limpou as lágrimas com as costas das mãos, encarquilhou as pálpebras, meteu o rosário no seio e
continuou a soprar com vontade, enchendo muito as bochechas.
Labaredas lamberam as achas de angico, esmoreceram, tornaram a levantar-se e espalharam-se entre as
pedras. Sinhá Vitória aprumou o espinhaço e agitou o abano. Uma chuva de faíscas mergulhou num
banho luminoso a cachorra Baleia, que se enroscava no calor e cochilava embalada pelas emanações da
comida.
Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente,
receosa de sapecar o pelo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam
antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento a cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua
admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando, ergueu-se a ela em saltos curtos,
ofegando, ergueu-se nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinhá Vitória não queria saber de elogios.
- Arreda!
Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos de revolucionários.
O trecho foi retirado da obra “Vidas Secas”. Assinale a alternativa correspondente ao autor da obra em
questão:
a) Machado de Assis;
b) José de Alencar;
c) Jorge Amado;
d) Graciliano Ramos
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MÉTODO - Eng (Alto B Vista)/Pref Alto Boa Vista/Civil/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Sobre Raquel Queiroz, assinale a alternativa correta:
a) Foi uma jornalista, pintora, poeta, escritora e professora brasileira. É um nome canônico do
modernismo brasileiro, uma das grandes poetas da língua portuguesa e é amplamente considerada a
melhor poeta do Brasil, embora tenha combatido a palavra poetisa por causa da discriminação de
gênero.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1425786
437) 
b) Foi uma escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira. Autora de romances, contos e
ensaios, é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior
escritora judia desde Franz Kafka. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas
psicológicas, reputando-se como uma de suas principais características a epifania de personagens
comuns em momentos do cotidiano. Quanto às suas identidades nacional e regional, declarava-se
brasileira e pernambucana.
c) Foi uma grande escritora, jornalista, tradutora e dramaturga brasileira. Ganhou diversos prêmios,
dentre eles o "Prêmio Camões" (1993), sendo, portanto, a primeira mulher a recebê-lo. Além disso,
foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, em 1977.
d) Foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras,
ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),
quando já tinha quase 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a adolescência.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a
modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em
particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Nova Canção do Exílio
 
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
 
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
 
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
 
Onde é tudo belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
 
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde é tudo belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
(Carlos Drummond de Andrade. In: A Rosa do Povo – 1945.)
 
 
Leia agora as duas primeiras estrofes do o texto “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias:
 
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438) 
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
 
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(Gonçalves Dias. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.)
 
Em relação ao texto apresentado de Carlos Drummond de Andrade, marque V para as
afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
 
( ) Apesar de haver algumas referências aos mesmos elementos, os textos em análise pertencem a
gêneros literários distintos.
 
( ) Quanto à metrificação, pode-se afirmar que a diferenciação existente entre os textos apresentados
torna também diferente o ritmo de cada um.
 
( ) A partir do título de seu poema Carlos Drummond de Andrade estabelece características que remetem
à intertextualidade em relação ao texto de Gonçalves Dias.
 
A sequência está correta em
a) V, F, F.
b) F, F, V.
c) F, V, V.
d) V, F, V.
e) V, V, F.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Carlos é hoje um homem dividido, Mário, e isso graças às suas cartas.
 
Às vezes ele torce pelas palmeiras paródicas do Oswald de Andrade (a ninguém cá da terra passou
despercebido o título que quer dar ao seu primeiro livro de poemas — Minha terra tem palmeiras). Às
vezes não quer esquecer o gélido cinzel de Bilac e a prosa clássica dos decadentistas franceses, e à
noite, ao ouvir o chamado da moça-fantasma, fica cismando ismálias em decassílabos rimados. Às vezes
sucumbe ao trato cristão da condição humana e, à sombra dos rodapés de Tristão de Ataíde, tem uma
recaída jacksoniana. Às vezes não sabe se prefere o barulho do motor do carro em disparada, ou se fica
contemplando o sinal vermelho que impõe stop ao trânsito e silêncio ao cidadão. Às vezes entoa loas à
vida besta, que devia jazer para sempre abandonada em Itabira. Mas na maioria das vezes sai
saracoteando ironicamente pela rua macadamizada da poesia, que nem um pernóstico malandro
escondido por detrás dos óculos e dos bigodes, ou melhor, que nem a foliona negra que você tanto
admirou no Rio de Janeiro por ocasião das bacanais de Momo.
 
SANTIAGO, S.Contos antológicos de Silviano Santiago.
São Paulo: Nova Alexandria, 2006.
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439) 
 
Inspirado nas cartas de Mário de Andrade para Carlos Drummond de Andrade, o autor dá a esse material
uma releitura criativa, atribuindo-lhe um remetente ficcional. O resultado é um texto de expressividade
centrada na
a) hesitação na escolha de um modelo literário ideal.
b) colagem de estilos e estéticas na formação do escritor.
c) confluência de vozes narrativas e de referências biográficas.
d) fragmentação do discurso na origem da representação poética.
e) correlação entre elementos da cultura popular e de origem erudita.
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TEXTO 4
 
Reinvenção
A vida só é possível
reinventada.
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... — mais nada.
 
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
 
Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
 
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
 
Não te encontro, não te alcanço...
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível reinventada.
 
MEIRELES, Cecília. Reinvenção. In. MEIRELES, Cecília. Vaga música. São Paulo: Global Editora, 1942.
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440) 
441) 
Sobre o poema “Reinvenção”, de Cecília Meireles, é correto afirmar que
a) é constituído por trinta e dois versos com rimas alternadas em três estrofes e com rimas livres no
refrão.
b) a animosidade do dia a dia faz com que o ser humano precise “reinventar” a vida.
c) a utilização da metonímia, na segunda estrofe, mostra que para a autora a beleza da vida é
simples.
d) o uso do “mas”, na terceira estrofe, revela uma desesperança da autora frente à vida.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
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Influenciados pelo Modernismo, alguns escritores de diferentes regiões do país principiaram a
produzir obras em prosa em que tematizavam, criticamente, a realidade social e política do Brasil.
Passaram, então, a inaugurar uma prosa regional, que tematizava os problemas das desigualdades
regionais, sobretudo aquelas do nordeste brasileiro, em consequência das frequentes secas e das
tentativas de solução dadas pelos ‘retirantes’.
Foi assim que escritores nordestinos tomaram a decisão de criar uma prosa regional, o Romance de
1930, comprometida com a realidade social e sua denúncia.
 
Entre os principais romancistas que se destacaram nesse Projeto, constam:
 
1) Manuel Bandeira e Mário de Andrade, com as respectivas obras Vou-me embora pra Pasárgada e
Macunaíma.
2) Olavo Bilac e Oswaldo de Andrade, com as respectivas obras O navio negreiro e Manifesto Pau
Brasil.
3) Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos, com as respectivas obras O Quinze e Vidas secas.
4) Jorge Amado e Vinicius de Morais, com as respectivas obras Capitães de Areia e A rosa de
Hiroxima.
 
Está(ão) correta(s) a(s) alternativa(s):
a) 1, 2, 3 e 4.
b) 1, 2 e 3, apenas.
c) 1 e 4, apenas.
d) 2, apenas.
e) 3, apenas.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
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De acordo com as características literárias da segunda geração do Modernismo no Brasil, pode-se
identificar, com relação à prosa, múltiplas tendências, EXCETO:
a) Idealista.
b) Neorrealista.
c) Cosmopolita.
d) De introspecção.
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442) 
443) 
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O céu, transparente que doía, vibrava tremendo feito uma gaze repuxada.
 
Vicente sentia por toda parte uma impressão ressequida de calor e aspereza.
 
Verde, na monotonia cinzenta da paisagem, só algum juazeiro ainda escapo à devastação da rama; mas
em geral as pobres árvores apareciam lamentáveis, mostrando os cotos dos galhos como membros
amputados e a casca toda raspada em grandes zonas brancas.
 
E o chão, que em outro tempo a sombra cobria, era uma confusão desolada de galhos secos, cuja
agressividade ainda mais se acentuava pelos espinhos.
 
(QUEIROZ. Rachel de. O quinze. São Paulo: Círculo do Livro, 1992. p. 17-18.)
 
O trecho anterior pode ser identificado como um exemplo, na literatura brasileira, de:
a) Manifestação da prosa naturalista cujo zoomorfismo dominou o ideário dos escritores do final do
século XIX.
b) Narrativa documental regionalista típica do Romantismo brasileiro em que os romancistas
escreviam sobre tal temática.
c) Prosa modernista da década de 1930 cuja preocupação era denunciar a miséria e exploração de
boa parte da população brasileira.
d) Produção contemporânea, pós-moderna, apresentando a produção de grandes nomes da
literatura que passaram a compor tal período.
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Pré-História
 
Mamãe vestida de rendas
Tocava piano no caos.
Uma noite abriu as asas
Cansada de tanto som,
Equilibrou-se no azul,
De tonta não mais olhou
Para mim, para ninguém!
Cai no álbum de retratos.
 
(MENDES, Murilo. Poesia Completa e Prosa. Organização, preparação do texto e notas, por
Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova. Aguilar, 1995.)
 
Acerca do poema de Murilo Mendes, poeta que apresenta uma visão transfiguradora do Surrealismo,
pode-se afirmar que:
a) As formas verbais empregadas no poema demonstram a atualidade dos fatos apresentados.
b) As imagens apresentadas são capazes de sugerir um distanciamento da realidade objetiva.
c) Embora haja uma tendência surrealista, o eu-lírico demonstra uma percepção clara dos
acontecimentos.
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444) 
445) 
d) O eu-lírico utiliza elementos que o aproximam da realidade como piano, rendas e álbum de
retratos demonstrando uma reflexão de cunho social.
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Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Considerando que a intertextualidade pode se apresentar de formas diversas, leia os textos a
seguir.
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias.)
Europa, França e Bahia
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade.)
Está correto o que se afirma em:
a) O conteúdo do poema “Europa, França e Bahia” cria uma expectativa contrária ao posicionamento
do eu lírico em relação ao exílio nos versos de “Canção do exílio”.
b) O tipo de intertextualidade apresentado no texto de Drummond, paródia, demonstra a crítica do
autor ao tratamento dado ao assunto no texto-fonte, “Canção do exílio”.
c) A intertextualidade presente no texto de Drummond demonstra a manutenção da estrutura
narrativa do texto-fonte, “Canção do exílio”, assim como a ideia principal do exílio.
d) Apesar da citação do exílio feita nos dois textos, é inadequado dizer que haja intertextualidade
presente no texto de Carlos Drummond de Andrade; tratando-se apenas do emprego de uma citação.
e) A citação feita no texto de Drummond demonstra a intenção do poeta de estabelecer um vínculo
com o textofonte, a Canção do exílio, de Gonçalves Dias, questionando o significado do título do
poema referenciado.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Soneto de contrição
Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
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446) 
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.
Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.
Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma...
E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.
(Vinicius de Morais. Obra poética. Rio de Janeiro: J. Aguilar, 1968.)
A composição do poema demonstra o emprego de recursos tais como sonoridade, ritmo das palavras,
função poética da linguagem, métrica, rima etc. Considerando-se alguns elementos poéticos é correto
afirmar que:
a) Os versos de Vinicius de Moraes são um exemplo da criação dos poetas modernos do século XX
identificados como versos livres.
b) A forma fixa demonstrada na composição do poema é denominada haicai, forma tradicional e
muito utilizada na literatura brasileira.
c) O poema é uma composição de forma fixa sendo formado por dois quartetos e dois tercetos,
havendo semelhança sonora no final de pares de versos.
d) Cada uma das estrofes apresenta um grupo de versos cuja métrica poética é única para cada um
deles, não havendo nenhum que seja equivalente ao outro neste aspecto.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
A estética literária de uma época é fortemente influenciada por questões contextuais. Em relação à
segunda fase modernista, observa-se que:
a) Os debates nascidos em torno da questão da nacionalidade refletem a idealização da terra de
forma descomprometida com a realidade.
b) Caracteriza-se como “a estética do compromisso”, em que o quadro que se vislumbrava no Brasil
exigia dos artistas e intelectuais uma tomada de posição ideológica.
c) Em meio aos conflitos ideológicos, os artistas mantinham o equilíbrio social afastando-se de
questões polêmicas e políticas, restringindo-se a uma estética da arte pela arte.
d) Questões como a crise cafeeira e a Revolução de 30 fizeram com que os poetas optassem por
uma linguagem e temas que retratavam a simplicidade da vida, fugindo assim dos conflitos
existentes.
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447) 
448) 
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Leia os versos a seguir de Carlos Drummond de Andrade.
 
A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.
Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.
 
(Carlos Drummond de Andrade – Obra completa.)
 
Considerando as escolhas poéticas apresentadas pode-se afirmar que os versos são:
a) Brancos e livres.
b) Redondilhas maiores.
c) Redondilhas menores.
d) Brancos e decassílabos.
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Analise o fragmento de um poema, transcrito abaixo.
 
Procura da poesia
 
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
[...]
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
Tem mil faces secretas sob a face neutra
E te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
 
(Carlos Drummond de Andrade).
 
O ‘como fazer poesia’ constitui também um tema sobre o qual se debruçaram e se debruçam os autores.
Cada poeta é cativo dos cânones de sua escola literária; uns mais, outros menos. No poema mostrado
acima, Drummond:
a) imagina as palavras como plurissignificativas e misteriosas, embora ostentem a aparência de
neutralidade.
b) idealiza o leitor da poesia como sendo um mero decodificador diante das muitas faces das
palavras.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1165552
449) 
450) 
c) concebe a recepção da poesia como sendo uma atividade solitária; acredita na inutilidade de
interagir com as palavras.
d) julga que o encantamento da poesia emana dos sentidos das palavras, que, pelos princípios do
Modernismo, se conformam aos ideais europeus.
e) admite que o território das palavras pode ser explorado com o fim de se descobrir os segredos da
perfeição poética.
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FCC - Vest (UNIPAR)/UNIPAR/Medicina/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Enuncia acertadamente a qualidade maior da produção ficcional de Graciliano Ramos o seguinte
comentário crítico:
a) Para compor a saga da pequena burguesia sulista depois de 1930, buscou realizar um meio termo
entre a crônica de costumes e a notação intimista.
b) Considerado como um “poeta público”, deixou-se marcar pela esperança de uma pacificação
mundial, no Período de Entre Guerras.
c) Soube fundir numa linguagem de forte e poética oralidade as recordações da infância e da
adolescência, vividas entre engenhos e usinas.
d) Encontra na objetiva dureza e economia da linguagem o instrumento para o trato analítico e crítico
das tensões sociais e sua repercussão nos indivíduos.
e) A curva ideológica de sua produção vem dos primeiros escritos políticos revolucionários e acaba
desembocando nas crônicas moralizantes.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/PPL (Pessoa Privada de Liberdade)/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Canção
 
No desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas…
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.
 
Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto.
 
Quando as ondas te carregaram
meus olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.
 
Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
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451) 
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.
 
E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.
 
MEIRELES, C. In: SECCHIN, A. C. (Org.). Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
 
Na composição do poema, o tom elegíaco e solene manifesta uma concepção de lirismo fundada na
a) contradição entre a vontade da espera pelo ser amado e o desejo de fuga.
b) expressão do desencanto diante da impossibilidade da realização amorosa.
c) associação de imagens díspares indicativas de esperança no amor futuro.
d) recusa à aceitação da impermanência do sentimento pela pessoa amada.
e) consciência da inutilidade do amor em relação à inevitabilidade da morte.
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STRIX - Vest (EBMSP)/EBMSP/Medicina/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
O Deus de cada homem
 
Quando digo “meu Deus”,
afirmo a propriedade.
Há mil deuses pessoais
em nichos da cidade.
 
Quando digo “meu Deus”,
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.
 
Quando digo “meu Deus”,
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.
 
Quando digo “meu Deus”,
choro minha ansiedade.
Não sei que fazer dele
na microeternidade.
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. O Deus de cada homem. Disponível em:
<http://blogs.ibahia.com/a/blogs/portugues>. Acesso em: nov. 2019.
 
O sujeito poético, nesses versos,
a) considera-se uma criatura privilegiada em virtude da féinquebrantável que tem na força do Pai.
b) revela-se inseguro, mesmo convicto de que conta com a proteção divina, razão de seu desabafo.
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452) 
c) refuta a descrença de tantas pessoas no poder de Deus, razão por que se sentem abandonados.
d) mostra como a relação com o Criador se processa de diferentes formas nos indivíduos.
e) abomina a dificuldade de conexão que têm as pessoas com o Ser Supremo.
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IBGP - Vest (UNIPAC)/UNIPAC/Medicina/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Leia estes poemas de Carlos Drummond de Andrade.
 
Texto 1
 
Política literária
 
O poeta municipal
discute com o poeta estadual
qual deles é capaz de bater o poeta federal.
Enquanto isso o poeta federal
tira ouro do nariz
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: _________. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das
Letras, 2013 [1930].
 
Texto 2
 
Nosso tempo
 
(fragmento)
 
...
O poeta
declina de toda responsabilidade
na marcha do mundo capitalista
e com suas palavras, intuições,
símbolos e outras armas
promete ajudar
a destruí-lo
como uma pedreira, uma floresta,
um verme.
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: _________. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
1983, p. 107. [Fragmento]
 
Em relação aos dois poemas, considerando as fases da poesia drummondiana, analise as afirmativas a
seguir:
 
I- O Texto 1 tematiza as competições entre os poetas, ironizadas pelo escritor.
 
II- O Texto1 aproxima-se do “poema-piada” pela concisão de seus versos livres, coloquiais e pela
ironia crítica presente em sua temática.
 
III- O Texto 2 pertence à fase da poesia pública, social ideológica de Drummond por explicitar a
crítica do sujeito poético contra o sistema capitalista.
 
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453) 
454) 
IV- O Texto 2 apresenta traços formais da poesia de Drummond: versos livres, linguagem prosaica,
antilírica.
 
Estão CORRETAS as afirmativas:
a) I e II apenas.
b) III e IV apenas.
c) I, II e III apenas.
d) I, II, III e IV.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
São Bernardo, de Graciliano Ramos, é obra representativa da Geração de 30. Em relação ao
protagonista, podemos dizer que
a) mesmo sendo um proprietário de terras de perfil feudal, não se envolve sexualmente com as
serviçais da fazenda.
b) por ter cometido assassinatos para tornar-se o dono de sua propriedade, é um homem sem
nenhum traço de humanidade.
c) ele próprio reconhece que as muitas agruras pelas quais passou até enriquecer acabaram por lhe
dar uma alma agreste.
d) após se tornar senhor da fazenda, esquece-se do passado e abandona, até mesmo, a sua pobre
mãe de criação.
e) mesmo com a morte trágica da esposa, não chega a questionar o sentido dos atos que praticou ao
longo da vida.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
“Epigrama n. 04”
O choro vem perto dos olhos
para que a dor transborde e caia.
O choro vem quase chorando
como a onda que toca a praia.
Descem dos céus ordens augustas
e o mar chama a onda para o centro.
O choro foge sem vestígios,
mas levando náufragos dentro.
(MEIRELES, Cecília, Viagem/Vaga música. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.p.43)
 
Leia o poema de autoria de Cecília Meireles. O texto
I. aproxima metaforicamente um fenômeno humano e um fenômeno natural a partir da identificação
de, pelo menos, um traço comum a ambos: água em movimento.
II. sugere que, enquanto o movimento do choro é ligado à variação das emoções, o movimento da
onda deve-se a forças naturais, responsáveis pela circularidade marítima.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/747615
455) 
III. ameniza o dramatismo do choro humano, pois, quando acomete o sujeito, ele passa
naturalmente, como a onda que volta ao mar.
IV. leva-nos a perceber que o choro contido tem um impacto emocional que o torna desolador.
Estão corretas:
a) I e II apenas;
b) I, II e IV apenas;
c) I, III e IV apenas;
d) II e III apenas;
e) todas.
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FUVEST - Vest (USP)/USP/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Sonetilho do falso
Fernando Pessoa
 
Onde nasci, morri.
Onde morri, existo.
E das peles que visto
muitas há que não vi.
 
Sem mim como sem ti
posso durar. Desisto
de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti.
 
Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri
deste nosso oaristo*,
 
eis‐me a dizer: assisto
além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto.
 
Carlos Drummond de Andrade.
Claro Enigma.
 
 
Ulisses
 
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo ‐
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
 
Este, que aqui aportou,
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456) 
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
 
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá‐la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
 
Fernando Pessoa. Mensagem
 
*conversa íntima entre casais.
 
 
Considerando os poemas, assinale a alternativa correta.
a) As noções de que a identidade do poeta independe de sua existência biográfica, no “Sonetilho”, e
de que o mito se perpetua para além da vida, em “Ulisses”, produzem uma analogia entre os poemas.
b) As referências a Mefisto (“diabo”, na lenda alemã de Fausto) e a Deus no “Sonetilho” e em
“Ulisses”, respectivamente, associadas ao polo de opostos “morte” e “vida”, revelam uma perspectiva
cristã comum aos poemas.
c) O resgate da forma clássica, no “Sonetilho”, e a referência à primeira pessoa do plural, em
“Ulisses”, denotam um mesmo espírito agregador e comunitário.
d) O eu lírico de cada poema se identifica, respectivamente, com seus títulos. No poema de
Drummond, trata‐se de alguém referido como “falso Fernando Pessoa”, já no poema de Pessoa, o eu
lírico é “Ulisses”.
e) Os versos “As coisas tangíveis / tornam‐se insensíveis / à palma da mão. // Mas as coisas findas, /
muito mais que lindas, / essas ficarão”, de outro poema de Claro Enigma, sugerem uma relação de
contraste com os poemas citados.
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FADURPE - Vest (CESMAC)/CESMAC/Medicina/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Jorge de Lima foi um poeta importante no contexto da segunda geração dos modernistas. Como
Castro Alves, tematizou e condenou problemas da vida social da época. Vejamos alguns versos de um de
seus poemas mais conhecidos, que tem como título - Pai João.
 
Pai João secou como um pau sem raiz./
Fez brotar do chão a esmeralda,
Das folhas – café, cana, algodão.
Pai João cavou mais esmeraldas que Pais Leme.
A pele de Pai João ficou na ponta dos chicotes.
A força de pai João ficou no cabo/da enxada e da foice.
 
1) Nesses poucos versos, pode-se identificar alusões históricas ao trabalho do negro escravizado.
2) Há ainda referências à contribuição da população negra na produção de produtos agrícolas.
3) O primeiro verso pode ser questionado, pois o legado do negro está presente, de muitas formas,
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457) 
na cultura brasileira.
4) O primeiro verso, ainda, pode ser entendido como uma referência ao fato de o negro escravizado
não ter tido a posse da terra que cultivava.
5) Há sinais da filiação de Jorge de Lima ao Parnasianismo, como métrica e rimas visivelmente
regulares.
Estão corretas:
a) 1, 2, 3 e 4, apenas.
b) 2, 3 e 4, apenas.
c) 3, 4 e 5, apenas.
d) 1, 2 e 5, apenas.
e) 1, 2, 3, 4 e 5.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Soneto de fidelidade.
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes. Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 289.
 
O contato com a Literatura pode despertar em nós sentimentos, emoções e, sobretudo, gosto estético.
Os poemas, especialmente, suscitam tudo isso. No caso concreto desse poema de Vinicius, fica evidente:
1) uma espécie de volta à poética cultivada pelos poetas do período literário do Parnasianismo.
2) a concepção de amor do eu-lírico, a qual foge da idealização do ‘amor para sempre e eterno’.
3) o jogo de oposição entre a fugacidade do amor – ‘posto que é chama’ – e sua infinitude,
‘enquanto dure’.
4) um certo afastamento das temáticas comuns à vida do cotidiano social das pessoas.
Estão corretas:
a) 1, 3 e 4, apenas.
b) 2, 3 e 4, apenas.
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458) 
459) 
460) 
c) 3 e 4, apenas.
d) 1, 2 e 3, apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
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FADURPE - Vest (CESMAC)/CESMAC/Tradicional/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
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Graciliano Ramos versou em sua obra literária sobre vários temas. Um deles, diz respeito
especificamente às perseguições políticas que ele e muitos dos seus contemporâneos sofreram durante
os anos em que Getúlio Vargas governou o Brasil pela primeira vez: 1930-1945. Em qual obra Graciliano
declina sobre esse período da vida brasileira?
a) Memórias do cárcere.
b) Vidas secas.
c) São Bernardo.
d) A terra dos meninos pelados.
e) Caetés.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
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Considerado o “príncipe dos poetas de Alagoas”, Jorge de Lima começou a sua vida escrevendo
poemas parnasianos. Depois, enamorou-se pelo regionalismo de Gilberto Freyre e, a partir dos anos de
1930, buscou, junto com o poeta mineiro Murilo Mendes, “restaurar a poesia em Cristo”. No entanto, em
1952, Jorge de Lima escreveu aquele que é considerado o seu mais importante poema: “Invenção de
Orfeu”. Esse poema é:
a) um longo poema em prosa.
b) um livro composto por cem sonetos.
c) um livro composto todo em “terza rima”.
d) um poema épico em dez cantos.
e) um poema composto em redondilha maior.
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FADURPE - Vest (CESMAC)/CESMAC/Medicina/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
A região Nordeste, e sua realidade sofrida, dura e frequentemente castigada pelas agruras de
grandes estiagens, foi tema de grandes produções literárias, entre as quais convém citar as obras:
 
1) Vidas Secas, de Graciliano Ramos, à volta de personagens, como Fabiano, Sinhá Vitória, os filhos
e a cachorra Baleia.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1166423
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1171250
461) 
462) 
 
2) O Quinze, de Rachel de Queiroz, que narra o drama da seca de 1915: “o cenário é a caatinga,
caracterizada pela seca que devasta a vegetação e o solo, e castiga seus habitantes.”
 
3) Seara Vermelha, de Jorge Amado, que gira em torno da saga de migrantes nordestinos que fogem
da privação provocada pela seca.
 
Está(ão) correta(s):
a) 1, 2 e 3.
b) 1, e 2, apenas.
c) 1 e 3, apenas.
d) 2, apenas.
e) 3, apenas.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/PPL (Pessoa Privada de Liberdade)/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
E fui mostrar ao ilustre hóspede [o governador do Estado] a serraria, o descaroçador e o estábulo.
Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras e o banheiro carrapaticida. De repente supus que a
escola poderia trazer a benevolência do governador para certos favores que eu tencionava solicitar.
 
— Pois sim senhor. Quando V. Exª. vier aqui outra vez, encontrará essa gente aprendendo cartilha.
 
RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1991.
 
O fragmento do romance de Graciliano Ramos dialoga com o contexto da Primeira República no Brasil, ao
focalizar o(a)
a) derrocada de práticas clientelistas.
b) declínio do antigo atraso socioeconômico.
c) liberalismo desapartado de favores do Estado.
d) fortalecimento de políticas públicas educacionais.
e) aliança entre a elite agrária e os dirigentes políticos.
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DECEx - Alun (EsPCEx)/EsPCEx/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Leia as afirmações abaixo sobre Carlos Drummond de Andrade:
I- Preferiu não participar da Semana de Arte Moderna, mas enviou seu famoso poema “Os Sapos”,
que, lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal.
II – Sua fase “gauche” caracterizou-se pelo pessimismo, pelo individualismo, pelo isolamento e pela
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1538758
463) 
464) 
reflexão existencial. A obra mais importante foi o “Poema de Sete Faces”.
III- Na fase social, o eu lírico manifesta interesse pelo seu tempo e pelos problemas cotidianos,
buscando a solidariedade diante das frustrações e das esperanças humanas.
IV- A última fase foi marcada pela poesia intimista, de orientação simbolista, prezando o
espiritualismo e orientalismo e a musicalidade, traços que podem ser notados no poema “O motivo
da Rosa”.
 
Estão corretas as afirmações:
a) I, II e III
b) II, III e IV
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV.
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COTEC FADENOR - Vest (FASA Itabuna)/FASA/Medicina/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Texto 3
 
Essas meninas
 As alegres meninas que passam na rua, com suas pastas escolares, às vezes com os seus namorados.
As alegres meninas que estão sempre rindo, comentando o besouro que entrou na classe e pousou no
vestido da professora; essas meninas; essas coisas sem importância.
 O uniforme as despersonaliza, mas o riso de cada uma as diferencia. Riem alto, riem musical, riem
desafinado, riem sem motivo; riem.
 Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca mais voltassem a rir e falar coisas sem
importância. Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. O corpo da menina encontrada naquelas
condições, em lugar ermo. A selvageria de um tempo que não deixa mais rir.
 As alegres meninas, agora sérias, tornaram-se adultas de uma hora para outra; essas mulheres.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 84.
 
Sobre o texto “Essas meninas”, de Carlos Drummond de Andrade, é INCORRETO afirmar:
a) Por ser um conto, apresenta vários núcleos de conflito.
b) Encontra-se escrito em prosa.
c) Pertence ao Modernismo brasileiro.
d) Aborda a temática da violência brutal e traumática.
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Vidas Secascomeça por uma fuga e acaba com outra.
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1609606
465) 
Decorre entre duas situações idênticas, de tal modo que o fim, encontrando o princípio, fecha a ação em
um círculo. Entre a seca e as águas, a vida do sertanejo se organiza, do berço à sepultura, a modo de
retorno perpétuo. Como os animais atrelados ao moinho, Fabiano voltará sempre sobre os passos,
sufocado pelo meio.
 
É preciso, todavia, lembrar que essa ligação com o problema geográfico e social só adquire significado
pleno, isto é, só atua sobre o leitor, graças à elevada qualidade artística do livro. Graciliano soube
transpor o ritmo mesológico para a própria estrutura da narrativa, mobilizando recursos que a fazem
parecer movida pela mesma fatalidade sem saída.
 
Euclides da Cunha tomou o sertanejo e deu ao seu drama (que foi o primeiro a exprimir
convenientemente) faíscas de epopeia. Graciliano esbateu-o no ramerrão das misérias diárias e o fez
irremediavelmente doloroso. Apegou-se a um determinismo semelhante ao d’Os sertões, tornando-o
inflexível pela representação literária do eterno retorno. E assim como José Lins do Rego produziu as
obras-primas das terras de massapé, com a planturosidade das regiões fartas, ele se tornou o escritor
por excelência da terra estorricada.
 
Romance da zona pastoril, encourado como ele na secura da fatalidade geográfica. Da consciência
mortiça do bom Fabiano podem emergir os transes periódicos em que se estorce o homem esmagado
pela paisagem e pelos outros homens.
 
Antonio Candido. Ficção e confissão. Rio de
Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006 (com adaptações).
 
Considerando as ideias do texto precedente e a relação que ele estabelece com aspectos da
historiografia literária brasileira, julgue o item subsequente.
 
Além de José Lins do Rego e Graciliano Ramos, mencionados no texto, Rachel de Queiroz também
compôs a chamada geração de 1930, a qual guarda estreita relação com o regionalismo romântico do
século XIX.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1609608
CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Vidas Secas começa por uma fuga e acaba com outra.
 
Decorre entre duas situações idênticas, de tal modo que o fim, encontrando o princípio, fecha a ação em
um círculo. Entre a seca e as águas, a vida do sertanejo se organiza, do berço à sepultura, a modo de
retorno perpétuo. Como os animais atrelados ao moinho, Fabiano voltará sempre sobre os passos,
sufocado pelo meio.
 
É preciso, todavia, lembrar que essa ligação com o problema geográfico e social só adquire significado
pleno, isto é, só atua sobre o leitor, graças à elevada qualidade artística do livro. Graciliano soube
transpor o ritmo mesológico para a própria estrutura da narrativa, mobilizando recursos que a fazem
parecer movida pela mesma fatalidade sem saída.
 
Euclides da Cunha tomou o sertanejo e deu ao seu drama (que foi o primeiro a exprimir
convenientemente) faíscas de epopeia. Graciliano esbateu-o no ramerrão das misérias diárias e o fez
irremediavelmente doloroso. Apegou-se a um determinismo semelhante ao d’Os sertões, tornando-o
inflexível pela representação literária do eterno retorno. E assim como José Lins do Rego produziu as
obras-primas das terras de massapé, com a planturosidade das regiões fartas, ele se tornou o escritor
por excelência da terra estorricada.
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466) 
 
Romance da zona pastoril, encourado como ele na secura da fatalidade geográfica. Da consciência
mortiça do bom Fabiano podem emergir os transes periódicos em que se estorce o homem esmagado
pela paisagem e pelos outros homens.
 
Antonio Candido. Ficção e confissão. Rio de
Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006 (com adaptações).
 
Considerando as ideias do texto precedente e a relação que ele estabelece com aspectos da
historiografia literária brasileira, julgue o item subsequente.
 
Por se tratar de “Romance da zona pastoril”, Vidas Secas apresenta um realismo social ininteligível a
regiões urbanas do país.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Fala aos inconfidentes mortos
Treva da noite,
lanosa capa
nos ombros curvos
dos altos montes
aglomerados...
Agora, tudo
jaz em silêncio:
amor, inveja,
ódio, inocência,
no imenso tempo
se estão lavando...
Grosso cascalho
da humana vida...
Negros orgulhos,
ingênua audácia,
e fingimentos
e covardias
(e covardias!)
vão dando voltas
no imenso tempo,
— à água implacável
do tempo imenso,
rodando soltos,
com sua rude
miséria exposta...
Parada noite,
suspensa em bruma:
não, não se avistam
os fundos leitos...
Mas, no horizonte
do que é memória
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2019053
467) 
da eternidade,
referve o embate
de antigas horas,
de antigos fatos,
de homens antigos.
E aqui ficamos
todos contritos,
a ouvir na névoa
o desconforme,
submerso curso
dessa torrente
do purgatório...
Quais os que tombam,
em crime exaustos,
quais os que sobem,
purificados?
Cecília Meireles In: Romanceiro da Inconfidência Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p 278-9
O poema Fala aos inconfidentes mortos encerra a obra Romanceiro da Inconfidência, na qual
Cecília Meireles aborda o importante episódio histórico acontecido em Minas Gerais. Acerca desse poema
e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens de 57 a 61 e assinale a opção correta no item 62, que
é do tipo C.
 
Entre os aspectos de estilo que justificam a inserção desse poema no movimento modernista, destacam-
se o emprego de versos curtos e a ausência de musicalidade, decorrente da não utilização de rimas.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Fala aos inconfidentes mortos
Treva da noite,
lanosa capa
nos ombros curvos
dos altos montes
aglomerados...
Agora, tudo
jaz em silêncio:
amor, inveja,
ódio, inocência,
no imenso tempo
se estão lavando...
Grosso cascalho
da humana vida...
Negros orgulhos,
ingênua audácia,
e fingimentos
e covardias
(e covardias!)
vão dando voltas
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468) 
no imenso tempo,
— à água implacável
do tempo imenso,
rodando soltos,
com sua rude
miséria exposta...
Parada noite,
suspensa em bruma:
não, não se avistam
os fundos leitos...
Mas, no horizonte
do que é memória
da eternidade,
referve o embate
de antigas horas,
de antigos fatos,
de homens antigos.
E aqui ficamos
todos contritos,
a ouvir na névoa
o desconforme,
submerso curso
dessa torrente
do purgatório...
Quais os que tombam,
em crime exaustos,
quais os que sobem,
purificados?
Cecília Meireles In: Romanceiro da Inconfidência Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p 278-9
O poema Fala aos inconfidentes mortos encerra a obra Romanceiro da Inconfidência, na qual
Cecília Meireles aborda o importante episódio histórico acontecido em Minas Gerais. Acerca desse poema
e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens de 57 a 61 e assinale a opção correta no item 62, que
é do tipo C.
 
A ênfase dada a “covardias” (v.18) expressa um posicionamento subjetivo do eu lírico acerca de aspectos
do episódio tematizado.
Certo
Errado
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Fala aos inconfidentes mortos
Treva da noite,
lanosa capa
nos ombros curvos
dos altos montes
aglomerados...
Agora, tudo
jaz em silêncio:
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amor, inveja,
ódio, inocência,
no imenso tempo
se estão lavando...
Grosso cascalho
da humana vida...Negros orgulhos,
ingênua audácia,
e fingimentos
e covardias
(e covardias!)
vão dando voltas
no imenso tempo,
— à água implacável
do tempo imenso,
rodando soltos,
com sua rude
miséria exposta...
Parada noite,
suspensa em bruma:
não, não se avistam
os fundos leitos...
Mas, no horizonte
do que é memória
da eternidade,
referve o embate
de antigas horas,
de antigos fatos,
de homens antigos.
E aqui ficamos
todos contritos,
a ouvir na névoa
o desconforme,
submerso curso
dessa torrente
do purgatório...
Quais os que tombam,
em crime exaustos,
quais os que sobem,
purificados?
Cecília Meireles In: Romanceiro da Inconfidência Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p 278-9
O poema Fala aos inconfidentes mortos encerra a obra Romanceiro da Inconfidência, na qual
Cecília Meireles aborda o importante episódio histórico acontecido em Minas Gerais. Acerca desse poema
e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens de 57 a 61 e assinale a opção correta no item 62, que
é do tipo C.
 
Ao concluir o poema com perguntas, o eu lírico indica que não lhe cabe o julgamento definitivo dos
envolvidos na Conjuração Mineira.
Certo
Errado
469) 
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IBGP - Vest (UNIPAC)/UNIPAC/Medicina/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Texto 2
 
SONETO DE SEPARAÇÃO
 
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
 
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
 
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
 
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
 
MORAES, Vinícius de. Nova antologia poética de Vinicius de Moraes. São Paulo: Companhia das Letras,
2008.p. 100. Disponível em: <http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/soneto
-de-separacao>. Acesso: 12 abril 2018.
 
Texto 3
 
SONETO DE FIDELIDADE
 
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
 
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
 
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
 
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
 
MORAES, Vinicius de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor,1960, p.96.
Disponível em: <http://www.releituras.com/viniciusm_fidelidade.asp>. Acesso: 12 abril 2018.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2156627
470) 
Ao se observar a textualização do discurso poético dos Textos 2 e 3, verifica-se que os dois poemas:
a) Pertencem à 1ª fase do Romantismo.
b) Fazem uso do verso dodecassílabo.
c) Têm sintaxe e vocabulário apurados.
d) Divergem em seu esquema rítmico.
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Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Texto 2
 
SONETO DE SEPARAÇÃO
 
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
 
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
 
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
 
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
 
MORAES, Vinícius de. Nova antologia poética de Vinicius de Moraes. São Paulo: Companhia das Letras,
2008.p. 100. Disponível em: <http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/soneto
-de-separacao>. Acesso: 12 abril 2018.
 
Texto 3
 
SONETO DE FIDELIDADE
 
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
 
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
 
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
 
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471) 
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
 
MORAES, Vinicius de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor,1960, p.96.
Disponível em: <http://www.releituras.com/viniciusm_fidelidade.asp>. Acesso: 12 abril 2018.
 
Em relação aos recursos sonoros, lexicais e às figuras de linguagem presentes nos textos 2 e 3, assinale
a alternativa INCORRETA.
a) No texto 3, a antítese é construída ao se estabelecer oposição entre o passado (como era) e o
presente (como é).
b) No texto 2, há aliteração em “branco, bruma, bocas” e em “pranto, espuma, espalmadas,
espanto”.
c) No texto 3, há polissíndeto em “antes, e com tal zelo, e sempre e tanto” e há pleonasmo em “rir
meu riso”.
d) No texto 2, a repetição do termo “de repente” acentua a imagem do espanto causado pela
separação inesperada.
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CEBRASPE (CESPE) - PNS (Pref SL)/Pref SL/Língua Portuguesa/2017
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Texto 10A3DDD
É no seu quarto romance, Vidas secas, publicado em 1938 e, portanto, produto do aprendizado vivido
pelo escritor enquanto esteve preso, que emerge pela primeira vez uma visão social completa do
processo histórico da modernização, aparecendo com clareza no romance aqueles que ficaram somente
com a face do atraso nesse processo.
Em Vidas secas, Graciliano dedica um capítulo do livro para cada membro da família, e demonstra cada
ângulo de visão, mas fica claro que o ponto de vista do narrador, é de observar o coletivo, a família, e as
saídas possíveis, ainda que, nesse caso, a única disponível seja a da fuga. Mesmo que fique clara uma
separação entre o narrador e os personagens, Graciliano é, de uma maneira ou de outra, parte da
realidade social que ele está retratando, e não há, portanto, uma relação de distância propriamente dita.
O que se observa, em Vidas Secas, é que não há uma tentativa de dar voz aos camponeses. Graciliano
não tem a coragem de entrar na pele de Fabiano, porque ele não sabe as palavras que estão na boca
dele, e não quer colocá-las na boca dele. Ele não vai, por uma enorme simpatia que tenha pelo operário,
pelo camponês, de repente começar a emprestar conteúdos esperançosos a ele, porque inclusive esse
indivíduo não tem a mesma noção de esperança que ele. Não vai impor aos retirantes uma determinada
forma de pensamento que fosse compatível com a maneira que ele pensava a marcha da História.
Marisa S. de Mello. Graciliano Ramos: modernista engajado. Internet: <www.unicamp.br/cemarx/anais>.
 
A partir da leitura do texto 10A3DDD e considerando-se a dinâmica do sistema literário brasileiro na
geração de 1930 do Modernismo, é correto afirmar que nesse período escritores do gênero romance
a) consagraram-se ao utilizar a linguagem como forma de experimentação linguística e literária do
falar brasileiro.
b) retomaram fórmulas do idealismo romântico na representação da sociedade e da natureza.
c) consideraram a nacionalidade brasileira em seus aspectos pitorescos.
d) promoveram a louvação da modernização e da urbanização.
e) pautaram-se pela crítica social e pelo protagonismo de personagens subalternos.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/449025
472) 
473) 
474) 
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Texto 10A3DDD
É no seu quarto romance, Vidas secas, publicado em 1938 e, portanto, produto do aprendizado vivido
pelo escritor enquanto esteve preso, que emerge pela primeira vez uma visão social completa do
processo histórico da modernização, aparecendo com clareza no romance aqueles que ficaram somente
com a face do atraso nesse processo.
Em Vidas secas, Graciliano dedica um capítulo do livro para cada membro da família, e demonstra cada
ângulo de visão, mas fica claro que o ponto de vista do narrador, é de observar o coletivo, a família, e as
saídas possíveis, ainda que, nesse caso, a única disponível seja a da fuga. Mesmo que fique clara uma
separação entre o narrador e os personagens, Graciliano é, de uma maneira ou de outra, parte da
realidade social que ele está retratando, e não há, portanto, uma relação de distância propriamente dita.
O que se observa, em Vidas Secas, é que não há uma tentativa de dar voz aos camponeses. Graciliano
não tem a coragem de entrar na pele de Fabiano, porque ele não sabe as palavras que estão na boca
dele, e não quer colocá-las na boca dele. Ele não vai, por uma enorme simpatia que tenha pelo operário,
pelo camponês, de repente começar a emprestar conteúdos esperançosos a ele, porque inclusive esse
indivíduo não tem a mesma noção de esperança que ele. Não vai impor aos retirantes uma determinada
forma de pensamento que fosse compatível com a maneira que ele pensava a marcha da História.
Marisa S. de Mello. Graciliano Ramos: modernista engajado. Internet: <www.unicamp.br/cemarx/anais>.
 
Assinale a opção que apresenta o assunto principal do texto 10A3DDD.
a) A divisão do livro Vidas secas em capítulos que correspondem aos personagens.
b) A maneira como Graciliano Ramos figura os personagens do povo.
c) A relação entre o narrador e os personagens de Vidas secas.
d) A maneira como a modernização aparece na obra de Graciliano Ramos.
e) O lugar de Vidas secas no conjunto da obra do escritor.
www.tecconcursos.com.br/questoes/540538
MS CONCURSOS - Ag SP (SAP SP)/SAP SP/2017
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
As obras “São Bernardo”, “Angústia” e “Vidas Secas” pertencem a:
a) Jorge Amado
b) Érico Veríssimo
c) Graciliano Ramos
d) José Lins do Rego
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2017
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Em São Bernardo, de Graciliano Ramos, o narrador-personagem afirma: " ... se me escapa o
retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever".
Essa frase revela que o propósito de Paulo Honório é
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/449026
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/540538
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/773887
475) 
476) 
a) expor as razões pelas quais desconfiava da fidelidade de Madalena.
b) mostrar como as atitudes de Madalena eram interesse iras e materialistas.
c) criticar as ideias políticas de Madalena, que ele julgava subversivas.
d) provar que Madalena era uma mãe displicente e pouco carinhosa.
e) entender as motivações que levaram Madalena a um fim tão trágico.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/Regular/2017
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
O farrista
 
Quando o almirante Cabral
Pôs as patas no Brasil
O anjo da guarda dos índios
Estava passeando em Paris.
Quando ele voltou de viagem
O holandês já está aqui.
O anjo respira alegre:
“Não faz mal, isto é boa gente,
Vou arejar outra vez.”
O anjo transpôs a barra,
Diz adeus a Pernambuco,
Faz barulho, vuco-vuco,
Tal e qual o zepelim
Mas deu um vento no anjo,
Ele perdeu a memória...
E não voltou nunca mais.
 
MENDES, M. História do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
 
A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem,
no poema, por um eu lírico que
a) configura um ideal de nacionalidade pela integração regional.
b) remonta ao colonialismo assente sob um viés iconoclasta.
c) repercute as manifestações do sincretismo religioso.
d) descreve a gênese da formação do povo brasileiro.
e) promove inovações no repertório linguístico.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/PPL (Pessoa Privada de Liberdade)/2016
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Maria Diamba
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/937926
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1196380
477) 
Para não apanhar mais
falou que sabia fazer bolos:
virou cozinha.
Foi outras coisas para que tinha jeito.
Não falou mais:
Viram que sabia fazer tudo,
até molecas para a Casa-Grande.
Depois falou só,
só diante da ventania
que ainda vem do Sudão;
falou que queria fugir
dos senhores e das judiarias deste mundo
para o sumidouro.
 
LIMA, J. Poemas negros. Rio de Janeiro: Record, 2007.
 
O poema de Jorge de Lima sintetiza o percurso de vida de Maria Diamba e sua reação ao sistema
opressivo da escravidão. A resistência dessa figura feminina é assinalada no texto pela relação que se faz
entre
a) o uso da fala e o desejo de decidir o próprio destino.
b) a exploração sexual e a geração de novas escravas.
c) a prática na cozinha e a intenção de ascender socialmente.
d) o prazer de sentir os ventos e a esperança de voltar à África.
e) o medo da morte e a vontade de fugir da violência dos brancos.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1230069
FUNDEP - Of BM (CBM MG)/CBM MG/2016
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
INSTRUÇÃO: A questão refere-se a noções de Teoria da Literatura: Gêneros Literários; Estilos de
Época (do Barroco ao Modernismo - Brasil): Contexto Histórico, características e principais autores.
Gênero literário é a categoria à qual pertence uma obra com base em suas características
predominantes, que possibilitam o agrupamento por semelhanças.
 
Em relação à autoria das obras literárias brasileiras do século XX, assinale a alternativa CORRETA.
a) O quinze (1930) foi o primeiro livro de Raquel de Queiroz. A grande seca ocorrida em 1915 e a
fome que a acompanha fazem parte do pano de fundo do romance que se tornou um dos grandes
representantes da chamada literatura regionalista.
b) A hora da estrela (1977) foi escrito por Cecília Meireles e publicado no ano da morte da autora. É
um romance que apresenta três histórias superpostas dialogando por toda a narrativa. O romance já
surpreende por apresentar 13 títulos possíveis.
c) A trilogia épica O tempo e o vento apresenta a saga das famílias de Terra-Cambará na formação
do Rio Grande do Sul. A obra, escrita por Rubem Braga, foi dividida em três partes, publicadas em
1949, 1951 e 1962.
d) O livro A morte e a morte de Quincas Berro d´água, de Vinícius de Morais, destaca-se por sua
leveza, criatividade e humor. Escrita em menos de uma semana, foi publicada em 1959 e teve
sucesso imediato.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1230069
478) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/1398965
FUVEST - Vest (USP)/USP/2016
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J.
Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
Observe a imagem e leia o texto, para responder à questão.
 
 
O Comissário apertou lhe mais a mão, querendo transmitir lhe o sopro de vida. Mas a vida de Sem
Medo esvaía se para o solo do Mayombe, misturando se às folhas em decomposição.
[...]
Mas o Comissário não ouviu o que o Comandante disse. Os lábios já mal se moviam.
A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca se do sincretismo da mata,mas se eu percorrer com
os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura se à folhagem geral e é de novo o sincretismo. Só
o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do
tronco, o resto confunde se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas e a
mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As
manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se
afirma, debatendo se. Tal é a vida.
[...]
Os olhos de Sem Medo ficaram abertos, contemplando o tronco já invisível do gigante que para sempre
desaparecera no seu elemento verde.
Pepetela, Mayombe.
Consideradas no âmbito dos valores que são postos em jogo em Mayombe, as relações entre a árvore e
a floresta, tal como concebidas e expressas no excerto, ensejam a valorização de uma conduta que
corresponde à da personagem
a) João Romão, de O cortiço, observadas as relações que estabelece com a comunidade dos
encortiçados.
b) Jacinto, de A cidade e as serras, tendo em vista suas práticas de beneficência junto aos pobres
de Paris.
c) Fabiano, de Vidas secas, na medida em que ele se integrava na comunidade dos sertanejos, seus
iguais e vizinhos.
d) Pedro Bala, de Capitães da Areia, em especial ao completar sua trajetória de politização.
e) Augusto Matraga, do conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, de Sagarana, na sua fase inicial,
quando era o valentão do lugar.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1398965
479) 
480) 
481) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2410376
CETREDE - Prof (Pref Caucaia)/Pref Caucaia/Língua Portuguesa/2023
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Ariano Suassuna foi um grande escritor e dramaturgo brasileiro, autor do Auto da Compadecida,
obra-prima adaptada para o cinema e a televisão. Embora suas obras tenham características de
diferentes movimentos, Suassuna foi alinhado ao
a) Realismo.
b) Parnasianismo.
c) Romantismo.
d) Pré-Modernismo.
e) Modernismo – Geração de 45.
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OBJETIVA CONCURSOS - Prof (Pref Candiota)/Pref Candiota/Língua
Portuguesa/2023
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Considerando-se a obra Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa, marcar C para as afirmativas
Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
 
(_) São 21 estórias que dão a impressão de homogeneidade perfeita, mas que são diversas na
abordagem dos assuntos.
 
(_) A maioria dos contos desenrola-se numa região não especificada, mas identificável como a das
obras anteriores do autor: o mundo da sua infância e da sua mocidade.
 
(_) O autor cria suspense e produz a expectativa de catástrofes; essa expectativa, porém, não é
satisfeita frequentemente: as estórias acabam sem explosão, os conflitos esvaziam-se em resignação
ou apaziguamento, causando frustração no leitor.
a) C - C - E.
b) C - C - C.
c) E - E - E.
d) E - C - C.
e) C - E - C.
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RBO - AFisc (Navegantes)/Pref Navegantes/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Considere o trecho de "A quinta história", de Clarice Lispector, para responder à questão.
 
A quinta história
 
Esta história poderia chamar-se "As Estátuas". Outro nome possível é "O Assassinato". E também "Como
Matar Baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras, porque nenhuma delas mente a outra.
Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.
A primeira, "Como Matar Baratas", começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2410376
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2410625
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1910303
482) 
queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A
farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de dentro delas. Assim fiz. Morreram.
A outra história é a primeira mesmo e chama-se "O Assassinato". Começa assim: queixei-me de baratas.
Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato
me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos
do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em
nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa.
Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria
no mal secreto que roía casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali
estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um
medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa:
matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos canos enquanto a gente, cansada, sonha. E eis que a
receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó até
que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as
imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no
varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No
chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara.
 
Sobre o texto, assinale a alternativa correta.
a) No trecho, a autora narra a tentativa de matar cada barata que existe, ainda que acorde de
sobressalto durante a noite, envolta em remorso e arrependimento.
b) "O Assassinato" revela diversos pensamentos sobre o ato de matar baratas, surgidos após a
realização da primeira história "Como Matar Baratas".
c) As duas narrativas apresentadas no texto refletem dois pontos de vistas diferentes sobre a mesma
ação: a primeira objetiva e a segunda com aspectos psicológicos da autora.
d) Ao alegar que as baratas "passaram a ser dela também", a autora se exime das maldades que
guiavam seu ímpeto na preparação da mistura mortal.
e) O assassinato das baratas é justificado por seu comportamento notívago, uma vez que o hábito
diurno das baratas causa "um senso de ultraje".
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FGV - Adv (SEN)/SEN/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Assinale o segmento que pertence à obra, de estilo muito particular, do escritor modernista João
Guimarães Rosa.
a) “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços
neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário.
Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.”
b) “Esta imensa campina, que se dilata por horizontes infindos, é o sertão de minha terra natal. Aí
campeia o destemido vaqueiro cearense, que à unha de cavalo acossa o touro indômito no cerrado
mais espesso, e o derriba pela cauda com admirável destreza. Aí, ao morrer do dia, reboa entre os
mugidos das reses, a voz saudosa e plangente do rapaz que abóia o gado para o recolher aos currais
no tempo da ferra. Quando te tomarei a ver, sertão da minha terra, que atravessei há muitos anos na
aurora serena e feliz da minha infância?”
c) “Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham
caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como
haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas
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483) 
484) 
que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados
da catinga rala.”
d) “Viveré muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa,
mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa... O mais difícil não é um ser bom e proceder honesto,
dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.”
e) “— Chá... tchá... chá... tchá. Era um pássaro madrugador que anunciava a antemanhã, primeiro
que o galo-de-campina, que toda a orquestração das matinas. Um xexéu desgracioso, cor das
barreiras enferrujadas, a que os escravos davam caça, a bodoque , nos dias de folga, porque —
regulador que não se atrasa — lhes marcava, pontualmente , o início das tarefas diárias. O feitor,
como ainda chamam a esse arauto importuno, pegava no estribilho temporão, tirando do sono a
cabroeira extenuada, como contratado pelo senhor rural: chá... tchá...”
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Assinale a alternativa correta a respeito de Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto.
a) Severino constata a presença reiterada da morte em seu percurso e afirma: “só a morte deparei /
e às vezes até festiva”; a festa a que ele se refere comemorava o Dia de Finados, também conhecido
como Dia dos Mortos.
b) Chegando à Zona da Mata, Severino se anima ao perceber que os rios que correm naquela região
não se interrompem, o que torna a terra mais fértil, porém em seguida ele se depara com mais um
enterro.
c) Após escutar uma conversa entre dois coveiros que trabalham em cemitérios de Recife, Severino
compreende que só a morte pode igualar as pessoas, pois, a partir do momento em que os corpos
são enterrados, as diferenças sociais deixam de existir.
d) O auto se encerra com uma fala em que, antevendo que seu filho recém-nascido teria uma vida
tão difícil quanto a do retirante que ele conhecera um pouco antes, Seu José pergunta se não seria
melhor para Severino desistir de viver.
e) As referências ao tamanho pequeno das covas nos cemitérios do interior, como por exemplo em
“Esta cova em que estás / com palmos medida”, relacionam-se ao tamanho dos próprios versos de
Morte e vida severina, que têm sempre a mesma medida.
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NC UFPR (FUNPAR) - Cad (PM PR)/PM PR/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Considere, a seguir, dois trechos de Sagarana, de João Guimarães Rosa, extraídos de “Corpo
fechado” e “A hora e vez de Augusto Matraga”, respectivamente.
E, quando espiei outra vez, vi exato: Targino, fixo, como um manequim, e Manuel Fulô pulando nele e o
esfaqueando, pela altura do peito – tudo com rara elegância e suma precisão. Targino girou na perna
esquerda ceifando o ar com a direita; capotou; e desviveu, num átimo. Seu rosto guardou um ar de
temor salutar.
– Conheceu, diabo, o que é raça de Peixoto?!
(ROSA, João Guimarães. Corpo fechado. In: ______. Sagarana. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
p. 400. v. 1.)
Mas Nhô Augusto tinha o rosto radiante, e falou:
– Perguntem quem é que aí algum dia ouviu falar no nome de Nhô Augusto Esteves, das Pindaíbas?
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485) 
– Virgem Santa! Eu logo vi que só podia ser você, meu primo Nhô Augusto...
Era o João Lomba, conhecido velho e meio parente. Nhô Augusto riu:
– E hein, hein João?!
– P’ ra ver...
Então Augusto Matraga fechou um pouco os olhos, com sorriso intenso nos lábios lambuzados de
sangue, e de seu rosto subia
um sério contentamento.
Daí mais, olhou, procurando João Lomba, e disse, agora sussurrando, sumido:
– Põe a benção na minha filha...seja lá onde for que ela esteja...E, Dionora...Fala com a Dionora que está
tudo em ordem!
Depois morreu.
(ROSA, João Guimarães. A hora e a vez de
Augusto Matraga. In: ______. Sagarana. Ficção completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 462. v. 1.)
 
Com base nas informações apresentadas e na obra completa, assinale a alternativa correta.
a) Jureminho mata Matraga motivado pela disputa interna que travavam para conquistar a liderança
do bando de jagunços, após a morte do antigo chefe, Seu Joãozinho Bem-Bem.
b) O fazendeiro Joãozinho Bem-Bem contratou Manuel Fulô, famoso jagunço da localidade, para
assassinar Targino, por causa de uma disputa de terras que havia entre os dois.
c) Matraga repete o seu lema “todo mundo tem sua hora e sua vez”, fazendo alusão ao dia em que
faria seu acerto de contas com João Lomba, que lhe havia roubado a mulher, Dona Dionora.
d) Targino, mesmo com o corpo fechado por seu grupo de ciganos, não consegue se livrar da morte
no duelo com Manuel Fulô, provocado pela disputa da égua Beija-Fulô.
e) A morte de Matraga é o desfecho de um combate que resulta em morte dupla, sinalizando a
redenção que Nhô Augusto prenuncia quando diz “P’ra o céu eu vou, nem que seja a porrete!...”.
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VUNESP - Vest (UNESP)/UNESP/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Para responder a questão, leia o trecho do conto “A menina, as aves e o sangue”, do escritor
moçambicano Mia Couto (1955- ).
 
Aconteceu, certa vez, uma menina a quem o coração batia só de quando em enquantos. A mãe sabia
que o sangue estava parado pelo roxo dos lábios, palidez nas unhas. Se o coração estancava por
demasia de tempo a menina começava a esfriar e se cansava muito. A mãe, então, se afligia: roía o dedo
e deixava a unha intacta. Até que o peito da filha voltava a dar sinal:
 
— Mãe, venha ouvir: está a bater!
 
A mãe acorria, debruçando a orelha sobre o peito estreito que soletrava pulsação. E pareciam, as duas,
presenciando pingo de água em pleno deserto. Depois, o sangue dela voltava a calar, resina empurrando
a arrastosa vida.
 
Até que, certa noite, a mulher ganhou para o susto. Foi quando ela escutou os pássaros. Sentou na
cama: não eram só piares, chilreinações. Eram rumores de asas, brancos drapejos de plumas. A mãe se
ergueu, pé descalço pelo corredor. Foi ao quarto da menina e joelhou-se junto ao leito. Sentiu a
transpiração, reconheceu o seu próprio cheiro. Quando lhe ia tocar na fronte a menina despertou:
 
— Mãe, que bom, me acordou! Eu estava sonhar pássaros.
 
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A mãe sortiu-se de medo, aconchegou o lençol como se protegesse a filha de uma maldição. Ao tocar no
lençol uma pena se desprendeu e subiu, levinha, volteando pelo ar. A menina suspirou e a pluma,
algodão em asa, de novo se ergueu, rodopiando por alturas do tecto. A mãe tentou apanhar a errante
plumagem. Em vão, a pena saiu voando pela janela. A senhora ficou espreitando a noite, na ilusão de
escutar a voz de um pássaro. Depois, retirou-se, adentrando-se na solidão do seu quarto. Dos pássaros
selou-se o segredo, só entre as duas.[...]
 
Com o tempo, porém, cada vez menos o coração se fazia frequente. Quase deixou de dar sinais à vida.
Até que essa imobilidade se prolongou por consecutivas demoras. A menina falecera? Não se
vislumbravam sinais dessa derradeiragem. Pois ela seguia praticando vivências, brincando, sempre
cansadinha, resfriorenta. Uma só diferença se contava. Já à noite a mãe não escutava os piares.
 
— Agora não sonha, filha?
 
— Ai mãe, está tão escuro no meu sonho!
 
Só então a mãe arrepiou decisão e foi à cidade:
 
— Doutor, lhe respeito a permissão: queria saber a saúde de minha única. É seu peito... nunca mais deu
sinal.
 
O médico corrigiu os óculos como se entendesse rectificar a própria visão. Clareou a voz, para melhor se
autorizar. E disse:
 
— Senhora, vou dizer: a sua menina já morreu.
— Morta, a minha menina? Mas, assim...?
— Esta é a sua maneira de estar morta.
 
A senhora escutou, mãos juntas, na educação do colo. Anuindo com o queixo, ia esbugolhando o médico.
Todo seu corpo dizia sim, mas ela, dentro do seu centro, duvidava. Pode-se morrer assimcom tanta
leveza, que nem se nota a retirada da vida? E o médico, lhe amparando, já na porta:
 
— Não se entristonhe, a morte é o fim sem finalidade.
 
A mãe regressou à casa e encontrou a filha entoando danças, cantarolando canções que nem existem.
Se chegou a ela, tocou-lhe como se a miúda inexistisse. A sua pele não desprendia calor.
 
— Então, minha querida não escutou nada?
 
Ela negou. A mãe percorreu o quarto, vasculhou recantos. Buscava uma pena, o sinal de um pássaro.
Mas nada não encontrou. E assim, ficou sendo, então e adiante.
 
Cada vez mais fria, a moça brinca, se aquece na torreira do sol. Quando acorda, manhã alta, encontra
flores que a mãe depositou ao pé da cama. Ao fim da tarde, as duas, mãe e filha, passeiam pela praça e
os velhos descobrem a cabeça em sinal de respeito.
 
E o caso se vai seguindo, estória sem história. Uma única, silenciosa, sombra se instalou: de noite, a mãe
deixou de dormir. Horas a fio a sua cabeça anda em serviço de escutar, a ver se regressam as vozearias
das aves.
 
(Mia Couto. A menina sem palavra, 2013.)
 
A linguagem poética, o emprego de neologismos e as marcas de oralidade, que podem ser identificados
no texto de Mia Couto, caracterizam também a prosa do seguinte escritor brasileiro:
a) Guimarães Rosa.
b) Graciliano Ramos.
486) 
487) 
c) Machado de Assis.
d) Euclides da Cunha.
e) Aluísio de Azevedo.
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EAPC - Vest (SLMANDIC)/SLMANDIC/Medicina/Campus Araras/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Texto
 
“A sua poesia, que se estende no arco de 1942 (Pedra do Sono) a 1996 Educação pela Pedra) tem dado
um exemplo fortemente persuasivo de “volta às próprias coisas” como estrada real para apreender e
transformar uma realidade que, opaca e renitente, desafia sem cessar a nossa inteligência. Na esteira de
Drummond e Murilo Mendes, o poeta recifense estreou com a preocupação de desbastar suas imagens
de toda ganga de resíduos sentimentais ou pitorescos, ficando-lhes nas mãos apenas a nua intuição das
formas (de onde o geometrismo de alguns poemas seus) e a sensação aguda dos objetos que delimitam
o espaço do homem moderno. (...)”
 
BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. ed. Cultrix, 1996.
 
O crítico literário Alfredo Bosi, no excerto acima, faz referência ao autor
a) Raul Pompéia.
b) Vinicius de Moraes.
c) Ferreira Gullar.
d) Érico Veríssimo.
e) João Cabral de Melo Neto.
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NC UFPR (FUNPAR) - Cad (PM PR)/PM PR/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
A respeito da temática da violência nos contos de Sagarana, de Guimarães Rosa, assinale a
alternativa correta.
a) Em “Minha gente”, o narrador vai visitar o tio numa região rural e acaba testemunhando um
assassinato a foice que tem motivação política, ligado ao envolvimento da família com a disputa
eleitoral que está em curso na região.
b) Em “Duelo”, a violência é um círculo vicioso, já que a mulher de Turíbio comete adultério com
Cassiano, o que leva o marido a matar por engano o irmão do amante; a partir daí, Turíbio e Cassiano
passam a se perseguir longamente e os dois acabam morrendo.
c) Em “O burrinho pedrês”, um dos vaqueiros que saem de manhã para conduzir a boiada do
fazendeiro Major Saulo até a cidade para embarcar no trem de carga planeja a morte de um
companheiro por ciúme de uma moça, mas só executa o crime à noite, na volta para a fazenda.
d) Em “A hora e vez de Augusto Matraga”, o protagonista é um homem violento que acaba ele
próprio sendo vítima de uma tentativa de homicídio à qual sobrevive; esse acontecimento o leva a
uma mudança radical e ele abre mão definitivamente de seu comportamento violento.
e) Em “Corpo fechado”, citam-se casos de vários valentões de uma pequena cidade, mas o tom é de
humor e a violência não é diretamente encenada, já que o personagem principal é um rapaz que não
tem medo dos valentões, porque desde pequeno tem o corpo fechado por um feiticeiro.
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488) 
489) 
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Leia atentamente o trecho do conto “A mão no ombro” e, em seguida, assinale a alternativa
CORRETA.
 
Deixou cair a folha seca,
enfurnou as mãos nos bolsos e
seguiu pisando com a mesma
prudência da estátua.
Contornou o tufo de begônias,
vacilou entre os dois ciprestes
(mas o que significava essa
estátua?) e enveredou por uma
alameda que lhe pareceu menos
sombria. Um jardim inocente.
a) é um narrador predominantemente em terceira pessoa, que utiliza, por vezes, o discurso indireto
livre para se confundir com a personagem protagonista.
b) é um narrador em primeira pessoa que constrói um monólogo interior.
c) é um narrador protagonista, que relata, em primeira pessoa, as experiências que outra
personagem lhe contou.
d) é um narrador em terceira pessoa pouco atento aos pensamentos da personagem protagonista.
e) é um narrador judicativo que recrimina a culpa que a personagem protagonista sente e, por isso,
faz perguntas a si próprio.
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (B Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/Português/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Em 2020, a escritora Clarice Lispector completaria cem anos de idade. Autora de prosa e ficção, ela
é uma representante da terceira geração modernista. As obras produzidas pelos escritores dessa geração
ficaram marcadas, entre outras características,
a) pela importância dada à forma, o que fez muitos autores serem considerados experimentalistas.
b) pela preocupação exagerada com a forma, o que impedia que esses autores fossem considerados
experimentalistas.
c) pela despreocupação com o conteúdo, o que tornava esses autores instrumentalistas.
d) pelo descuido da forma e pela preocupação com o conteúdo, representando a tendência poética
denominada práxis.
e) pela valorização excessiva da tradição das gerações anteriores, embora de forma renovada.
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Instituto Consulplan - Vest (FM RO)/FM RO/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
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490) 
491) 
492) 
“Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual – há dois anos e
meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais
tarde saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que
justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida – porque preciso registrar os fatos
antecedentes.”
 
(LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Fragmento.)
 
A escritora Clarice Lispector é um dos principais nomes da terceira fase do Modernismo que
apresenta obras em que predominam:
a) Nacionalismo e objetividade.
b) Racionalismo e crítica aos valores religiosos.
c) Complexidade estética e densidade psicológica.
d) Expressão do realismo no plano da poesia e objetividade.
e) Crítica ao monarquismo e análise psicológica dos personagens.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Assinale a alternativa que caracteriza corretamente a narradora protagonista de “Senhor Diretor”.
a) exagerada compulsividade por limpeza, como no trecho: “E se fosse tranquilamente ler na praça?
Mas a praça devia estar tão suja, que prazer podia se encontrar numa praça assim?”.
b) sincera dedicação à família, como no trecho:“Agradeço muito, meus queridos, mas hoje já tenho
um compromisso com um grupo de amigas, vão me oferecer um chá, vocês não se importam se
marcarmos um outro dia?”
c) fiel dedicação às amigas, como no trecho: “Eleonora, de bacia quebrada, a coitadinha. Mariana, se
embaralhando em alguma mesa, a cabeça já não dava nem para um sete e meio e inventou de
aprender bridge, não estava na moda? Beatriz, pajeando o bando de netos enquanto a nora adernava
o oitavo mês. E Elza estava morta.”
d) senso de dever cívico, como no trecho: “Compete à professora, Senhor Diretor, estudar
urgentemente um projeto de educação desse povo que tem a idade mental daquelas meninas que eu
ia fiscalizar quando saíam do reservado, Puxou a descarga? eu perguntava. E a cara inocente de
susto, Ai! Esqueci. Mas será que só eu no meio dessa multidão se importa?”
e) recalque sexual, como no trecho: “Ela foi afundando na poltrona enquanto a loura emergia do
fundo na direção do homem, Meus Céus, também aqui?! Fixou o olhar no casal todo enrolado na
fileira da frente. Beijavam-se com tanta fúria que o som pegajoso era ainda mais nítido do que o
barulho dos dois corpos amassando a folhagem na tela.”
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Lispector, JCM Neto etc)
Assinale a alternativa que não apresenta um trecho que contribui para o entendimento do desfecho
de “As Formigas”.
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493) 
494) 
495) 
a) “Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um
deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.”
b) “O quarto ficou mais alegre. Em compensação, agora a gente podia ver que a roupa de cama não
era tão alva assim, alva era a pequena tíbia que ela tirou de dentro do caixotinho.”
c) “– Eu ia jogar tudo no lixo, mas se você se interessa pode ficar com ele. O banheiro é aqui ao
lado, só vocês é que vão usar, tenho o meu lá embaixo. Banho quente, extra. Telefone, também.”
d) “No céu, as últimas estrelas já empalideciam. Quando encarei a casa, só a janela vazada nos via,
o outro olho era penumbra.”
e) “Acordei pra fazer pipi, devia ser umas três horas. Na volta, senti que no quarto tinha algo mais,
está me entendendo?”
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Lispector, JCM Neto etc)
Assinale a alternativa que não contribui para a compreensão do desfecho do conto “Tigrela”.
a) “Só eu sei que cresceu, só eu notei que está ocupando mais lugar embora continue do mesmo
tamanho, ultimamente mal cabemos as duas, uma de nós teria mesmo que... Interrompeu para
acender a cigarrilha, a chama vacilante na mão trêmula.”
b) “No fim, quis se atirar do parapeito do terraço, que nem gente, igual. Igual, repetiu Romana
procurando o relógio no meu pulso.”
c) “Uma noite dessas, quando eu voltar para casa o porteiro pode vir correndo me dizer. A senhora
sabe? De algum desses terraços...”
d) “Finge que não liga mas a pupila se dilata e transborda como tinta preta derramando no olho
inteiro, eu já falei nesse olho? É nele que vejo a emoção. O ciúme. Fica intratável.”
e) “Fiquei olhando para o pequeno círculo de água que seu copo deixou na mesa. Mas, Romana, não
seria mais humano se a mandasse para o zoológico?”
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2020
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Em “A Sauna”, os diferentes epítetos de Rosa usados pelo narrador protagonista revelam:
a) a sua genuína opinião a respeito da ex-companheira.
b) o que ele gostaria que a ex-companheira fosse.
c) a maneira como ele gostaria que as outras pessoas a enxergassem.
d) a verdadeira natureza de Rosa.
e) a maneira como ele gostaria que Marina enxergasse Rosa.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2020
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Leia as asserções destacadas acerca de “As Formigas” e, em seguida, assinale a alternativa
correta.
 
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496) 
497) 
I. A descrição da pensão, a caracterização da sua dona, o cheiro, a janela quebrada, os pesadelos e
o desaparecimento das formigas são elementos que contribuem para a construção de uma atmosfera
de suspense.
 
II. O trecho a seguir exemplifica a dubiedade da narrativa: “– Um anão. Raríssimo, entende? E acho
que não falta nenhum ossinho, vou trazer as ligaduras, quero ver se no fim da semana começo a
montar ele.”
 
III. A vulnerabilidade das protagonistas pode ser constatada em seus atos corriqueiros, como ter
um ursinho de pelúcia e o cuidado recíproco que têm uma pela outra.
 
a) são verdadeiras apenas I e II.
b) são falsas apenas II e III.
c) são verdadeiras apenas I e III.
d) são todas asserções falsas.
e) nenhuma das asserções é falsa.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
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Leia atentamente o trecho destacado de “Presença”: “Ele pousou a mala no chão e pediu um
apartamento. Por quanto tempo? Não estava bem certo, talvez uns vinte dias. Ou mais. O porteiro
examinou-o da cabeça aos pés. Forçou o sorriso paternal, disfarçando o espanto com uma cordialidade
exagerada, Mas o jovem queria um apartamento? Ali, naquele hotel?!”
 
Assinale a alternativa correta relativamente ao grifo do pronome demonstrativo e o uso da pontuação.
a) indicam a enorme distância entre as personagens e o hotel.
b) sugerem que havia outros hotéis à disposição.
c) cumprem a função de destacar o absurdo da escolha do jovem.
d) enfatizam o momento oportuno para as férias do rapaz.
e) indicam que o porteiro desejava enfaticamente que o jovem se hospedasse naquele hotel.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Leia as asserções destacadas e, em seguida, assinale a alternativa correta:
I. Em “Senhor Diretor”, Maria Emília é uma mulher marcada por uma rígida repressão sexual.
II. Em “A Sauna”, após repassar sua vida a limpo, o narrador protagonista se arrepende de seus
atos egoístas e mesquinhos.
III. Em “WM”, os fatos da vida de Wlado não são revelados ao leitor.
IV. Em “Seminário dos ratos”, a invasão dos ratos simboliza uma aterrorizante ameaça ao poder
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498) 
499) 
representado pelo Secretário do Bem-Estar Público e Privado e pelo Chefe de Relações Públicas.
 
a) são todas asserções verdadeiras.
b) I, III e IV são falsas.
c) I e II são verdadeiras.
d) I e IV são verdadeiras.
e) são todas asserções falsas.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Sobre “WM”, é correto afirmar que:
a) é uma narrativa sobre uma família dilacerada por um filho que resolve se relacionar com uma
prostituta para se vingar da mãe.
b) é a narrativa de um filho caçula, cuja família foi dilacerada pela morte precoce de sua irmã mais
velha.
c) é uma história narrada em primeira pessoa, por um garoto que se sacrifica para cuidar da família
após o pai abandoná-los.
d) é a narrativa em primeira pessoa de uma jovem obrigada a cuidar do irmão caçula uma vez que
seus pais, cada um à sua maneira, abandonaram os filhos.
e) é a narrativa em primeira pessoa de uma garota cuja mãe, envaidecida pela própria beleza e
talento, abandona os filhos à própria sorte.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1476191DIRENS Aeronáutica - EAGS (EEAR)/EEAR/Topografia/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Vergonha de viver
Clarice Lispector
 
 Há pessoas que têm vergonha de viver: são os tímidos, entre os quais me incluo. Desculpem, por
exemplo, estar tomando lugar no espaço. Desculpem eu ser eu. Quero ficar só! grita a alma do tímido
que só se liberta na solidão. Contraditoriamente quer o quente aconchego das pessoas. (...)
 Sempre fui uma tímida muito ousada. Lembro-me de quando há muitos anos fui passar férias numa
grande fazenda. Ia-se de trem até uma pequeníssima estação deserta. Donde se telefonava para a
fazenda que ficava a meia hora dali, num caminho perigosíssimo, rude e tosco (...). Telefonei para a
fazenda e eles me perguntaram se queria carro ou cavalo. Eu disse logo cavalo. E nunca tinha montado
na vida.
 Foi tudo muito dramático. Caiu uma grande chuva de tempestade furiosa e fez-se subitamente noite
fechada. Eu, montada no belo cavalo, nada enxergava a minha frente. Mas os relâmpagos revelavam-me
verdadeiros abismos. (...) E eu, ensopada, morria de medo: sabia que corria risco de vida. Quando
finalmente cheguei à fazenda, não tinha força de desmontar (...).
 De 12 para 13 anos mudamo-nos do Recife para o Rio, a bordo de um navio inglês. Eu não sabia
ainda inglês. Mas escolhia no cardápio ousadamente os nomes de comida mais complicados. (...)
 Com sete anos eu mandava histórias e histórias para a seção infantil que saía às quintas-feiras num
diário. Nunca foram aceitas. E eu, teimosa, continuava escrevendo. (...)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1476146
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1476191
500) 
 
www.cronicabrasileira.org.br
 
Pode-se dizer que, na crônica Vergonha de Viver, Clarice Lispector tem por objetivo
a) confidenciar que a timidez é, na verdade, uma arma para aqueles que são ousados.
b) mostrar que aos tímidos, entre os quais ela se inclui, resta só a constatação de que o medo lhes
fechará todas as portas.
c) revelar, com os sinais de sua história, que todo tímido deseja chegar ao outro, no entanto tem ele
de gritar contra a solidão porque sua alma grita.
d) esclarecer ao leitor que, apesar dos momentos de ousadia dos tímidos, suas tentativas acabam
em fracassos, como os vários exemplos de sua vida.
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DIRENS Aeronáutica - EAGS (EEAR)/EEAR/Enfermagem/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Vergonha de viver
Clarice Lispector
 
 Há pessoas que têm vergonha de viver: são os tímidos, entre os quais me incluo. Desculpem, por
exemplo, estar tomando lugar no espaço. Desculpem eu ser eu. Quero ficar só! grita a alma do tímido
que só se liberta na solidão. Contraditoriamente quer o quente aconchego das pessoas. (...)
 Sempre fui uma tímida muito ousada. Lembro-me de quando há muitos anos fui passar férias numa
grande fazenda. Ia-se de trem até uma pequeníssima estação deserta. Donde se telefonava para a
fazenda que ficava a meia hora dali, num caminho perigosíssimo, rude e tosco (...). Telefonei para a
fazenda e eles me perguntaram se queria carro ou cavalo. Eu disse logo cavalo. E nunca tinha montado
na vida.
 Foi tudo muito dramático. Caiu uma grande chuva de tempestade furiosa e fez-se subitamente noite
fechada. Eu, montada no belo cavalo, nada enxergava a minha frente. Mas os relâmpagos revelavam-me
verdadeiros abismos. (...) E eu, ensopada, morria de medo: sabia que corria risco de vida. Quando
finalmente cheguei à fazenda, não tinha força de desmontar (...).
 De 12 para 13 anos mudamo-nos do Recife para o Rio, a bordo de um navio inglês. Eu não sabia
ainda inglês. Mas escolhia no cardápio ousadamente os nomes de comida mais complicados. (...)
 Com sete anos eu mandava histórias e histórias para a seção infantil que saía às quintas-feiras num
diário. Nunca foram aceitas. E eu, teimosa, continuava escrevendo. (...)
 
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No último parágrafo, a autora
a) apresenta, por meio de reminiscências da infância, a valorização de seu dom como escritora.
b) mostra que a insistência em escrever histórias foi determinante para o reconhecimento de uma
grande cronista.
c) sugere que a teimosia em escrever, apesar das recusas, pode têla impulsionado para a senda da
literatura.
d) leva à conclusão, por ser autobiográfico e contraditório, de que escrever na infância foi o embrião
de seu futuro ofício.
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DECEx - Alun (EsPCEx)/EsPCEx/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1537219
501) 
502) 
503) 
“Esses gerais sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é
questão de opiniães... O sertão está em toda parte”
O fragmento acima, de Guimarães Rosa, marca
a) os limites do regional.
b) o determinismo do meio.
c) o sertão universal.
d) o sertanejo e sua cor local.
e) sofrimento regional.
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CEV UECE - Vest (UECE)/UECE/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
TEXTO 1
 
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir.
Não tão feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto
sem dor.
Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos — dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu avô.
Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu souD.
 
PRADO, Adélia Prado. Com Licença Poética. In: PRADO, Adélia. Adélia Prado: Poesia reunida. 6. ed.
São Paulo: Siciliano, 1996. p. 11.
A escritora Adélia Prado, autora modernista mineira, surpreende a crítica e encanta os leitores pela
originalidade de sua poesia marcada pelo feminino e pelo misticismo. No texto 1, acima, de sua autoria,
observa-se que o eu lírico é alguém que se vê como
a) vítima de sua condição, conforme os versos: “[...] vai carregar bandeira./Cargo muito pesado pra
mulher [...]”. (linhas 03-04)
b) militante radical de causas políticas, dividindo o mundo em dois polos quando diz: “Vai ser coxo na
vida, é maldição pra homem”. (linha 17)
c) submisso aos caprichos do destino, como demonstra nos versos: “Aceito os subterfúgios que me
cabem,/sem precisar mentir”. (linhas 06-07)
d) irresignado ao que o destino vaticinou na ocasião de seu nascimento ao afirmar: “Mulher é
desdobrável. Eu sou”. (linha 18)
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Indígena/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon
haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1778185
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1953463
504) 
Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.
Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia
do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de
baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito
seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.
Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha
seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditarque não se espera nem a morte para um ser
comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação
humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais
barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal
feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como
comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro
a morte.
Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
 
A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as
características do Modernismo brasileiro.
 
A narrativa apresentada reforça a ligação de Clarice Lispector com o Modernismo brasileiro,
aproximando-a especialmente do Regionalismo de 1930, que tratou de temas como a desigualdade e a
fome.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Indígena/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon
haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)
Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.
Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia
do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de
baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito
seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.
Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha
seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser
comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação
humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais
barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal
feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como
comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro
a morte.
Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
 
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505) 
506) 
A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as
características do Modernismo brasileiro.
 
A consciência ecológica da personagem evidencia-se com sua responsabilidade quanto aos seres vivos,
confirmada na caracterização dos pássaros como inocentes.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Indígena/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon
haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)
Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.
Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia
do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de
baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito
seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.
Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha
seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser
comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação
humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais
barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal
feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como
comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro
a morte.
Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
 
A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as
características do Modernismo brasileiro.
 
Segundo a narrativa apresentada, come-se a carne das baleias porque elas são animais ferozes.
Certo
Errado
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Lispector, JCM Neto etc)
Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon
haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)
Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.
Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia
do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de
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507) 
baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito
seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.
Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha
seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser
comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação
humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais
barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal
feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como
comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro
a morte.
Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
 
A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as
características do Modernismo brasileiro.
 
Por tratar de um fato do cotidiano de forma pessoal e com linguagem poética, o texto apresentado pode
ser caracterizado como uma crônica.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Indígena/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon
haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)
Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.
Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia
do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de
baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito
seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.
Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva earfante, tinha
seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser
comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação
humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais
barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal
feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como
comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro
a morte.
Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
 
A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as
características do Modernismo brasileiro.
 
No texto, a pessoa que narra os acontecimentos se recusa a ver as baleias que agonizam nas praias,
porque teme agir como aqueles que as atacam.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1953468
508) 
509) 
Certo
Errado
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Instituto Consulplan - Vest (UNEC)/UNEC/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Quanto à mãe de Ofélia, ela temia que à força de morarmos no mesmo andar houvesse intimidade
e, sem saber que também eu me resguardava, evitava-me. A única intimidade fora a do banco do jardim,
onde, com olheiras e boca fina, falara sobre enfeitar bolos.
 
Eu não soubera o que retrucar e terminara dizendo para que soubesse que eu gostava dela, que o curso
dos bolos me agradaria. Esse único momento mútuo afastaranos ainda mais, por receio de um abuso de
compreensão. A mãe de Ofélia chegara mesmo a ser grosseira no elevador: no dia seguinte eu estava
com um dos meninos pela mão, o elevador descia devagar, e eu, opressa pelo silêncio que, à outra,
fortificava – dissera num tom de agrado que no mesmo instante também a mim repugnara: – Estamos
indo para a casa da avó dele. E ela, para meu espanto: – Não perguntei nada, nunca me meto na vida
dos vizinhos.
 
(Clarice Lispector, no livro “Felicidade clandestina”. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)
 
O contexto de produção literária que abrange a terceira fase do Modernismo no Brasil aponta aspectos
que podem ser evidenciados no trecho da obra de Clarice Lispector, como:
a) O grande crescimento urbano.
b) A expansão das indústrias de um modo geral.
c) Importação de tendências artísticas e arquitetônicas.
d) O fortalecimento dos empreendimentos em comunicação.
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (São Cristóvão)/Pref São
Cristóvão/Português/Educação Básica/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
O primeiro grande pomo de discórdia entre a classe artística brasileira no início da ditadura militar
foi o “nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu aproveitamento do rock, da cultura de
massa, da guitarra elétrica, acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e comportamental, portanto, bifronte: ora
de esquerda, ora de direita. E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a guitarra, a
linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália, contra Caetano cantando em inglês, é
interessante lembrar o comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa língua, que
ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando em inglês com pronúncia nordestina registra um
momento substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária:
polêmicas, diários e retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
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510) 
511) 
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue o item, a respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
O Tropicalismo, com representantes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Torquato Neto, foi um
movimento estético iniciado após o ápice do Modernismo, com o qual guarda relações estéticas.
Certo
Errado
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Instituto Consulplan - Vest (FIMCA)/FIMCA/Medicina/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
A terceira fase do Modernismo, 1945 a 1960, é vista como o “apuro da forma”, entre os autores
que se destacam estão: João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues e
Ariano Suassuna. Assinale, a seguir, a alternativa concernente à terceira fase modernista.
a) Na prosa e na poesia observa-se a imersão dos escritores na linguagem e na psicologia das
personagens.
b) O regionalismo e a literatura de investigação psicológica deixaram de ser apreciados como temas
abordados pelos autores.
c) A literatura regionalista romântica é retomada tal como apresentou-se no século XIX, retomando
assim a tradição daquele período.
d) Observa-se, entre os escritores, a afirmação da identidade de uma nova geração, rejeitando
plenamente as características das gerações anteriores.
e) A linguagem predominante é a culta havendo um distanciamento e até mesmo um choque cultural
entre a linguagem dos personagens e a realidade da linguagem coloquial.
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Instituto Consulplan - Vest (UNIFAGOC)/UNIFAGOC/Medicina/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Texto para responder a questão a seguir.
 
A hora da estrela (fragmento)
 
Escrevo neste instante com algum prévio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa tão exterior e
explícita. De onde no entanto até sangue arfante de tão vivo de vida poderá quem sabe escorrer. [...]
 
Como é que sei tudo o que vai se seguir e que ainda o desconheço, já que nunca o vivi? É que numa rua
do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma moça nordestina.
Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste. Também sei das coisas por estar vivendo. Quem vive
sabe, mesmo sem saber que sabe. [...]
 
Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei.
 
[...]
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1121906
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1125364
512) 
O que escrevo é mais do que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas.
É dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida. [...]
 
Sei que há moças que vendem o corpo, única posse real, em troca de um bom jantar em vez de um
sanduíche de mortadela. Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é
virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás – descubro eu agora – também eu não faço a menor
falta, e até o que escrevo, um outro escreveria. Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque
escritora mulher pode lacrimejar piegas.
 
(Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de janeiro: José Olympio, 1981.)
 
Indique C (certo) ou E (errado). O fragmento lido
 
( ) tem em sua construção marcas da metalinguagem sobre o ato de escrever e o texto.
 
( ) é de autoria de uma escritora que compõe o grupo dos principais escritores da terceira geração
modernista.
 
( ) pertence ao grupo modernista por apresentar características da linguagem oral tais como
repetições de palavras.
 
A sequência está correta em
a) C, C, E.
b) E, C, E.
c) E, E, C.
d) C, E, C.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Texto para responder a questão a seguir.
 
A horada estrela (fragmento)
 
Escrevo neste instante com algum prévio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa tão exterior e
explícita. De onde no entanto até sangue arfante de tão vivo de vida poderá quem sabe escorrer. [...]
 
Como é que sei tudo o que vai se seguir e que ainda o desconheço, já que nunca o vivi? É que numa rua
do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma moça nordestina.
Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste. Também sei das coisas por estar vivendo. Quem vive
sabe, mesmo sem saber que sabe. [...]
 
Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei.
 
[...]
 
O que escrevo é mais do que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas.
É dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida. [...]
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1125366
513) 
514) 
Sei que há moças que vendem o corpo, única posse real, em troca de um bom jantar em vez de um
sanduíche de mortadela. Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é
virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás – descubro eu agora – também eu não faço a menor
falta, e até o que escrevo, um outro escreveria. Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque
escritora mulher pode lacrimejar piegas.
 
(Clarice Lispector. A hora da estrela. Rio de janeiro: José Olympio, 1981.)
 
Considerando o estilo peculiar de Clarice Lispector e o fragmento anterior de A hora da estrela pode-se
afirmar que lhe são características próprias, EXCETO:
a) Obra fundamentalmente introspectiva.
b) Referência à intimidade dos personagens.
c) Prosa marcada pelo fluxo psicológico dos personagens.
d) Narrativa baseada em fatos isolados, mas de grande importância.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Assinale a característica a seguir que NÃO pode ser indicada como uma das principais
características da terceira geração modernista brasileira.
a) Retrocesso em relação às conquistas de 1922.
b) Introdução de uma nova cultura internacional.
c) Início da influência das vanguardas artísticas europeias.
d) Valorização da rima, da métrica e do vocabulário erudito.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
A Literatura continua a ser, também, um instrumento de denúncia social e de empoderamento,
buscando tornar públicas as marcas da opressão e a exclusão social sofrida pela população, bem como
as mazelas advindas de uma sociedade ainda marcada pela desigualdade e pela intolerância. Embora em
diferentes épocas, são representantes dessa tendência da Literatura, autores como:
 
1) Olavo Bilac, no poema Canção do exílio.
2) João Cabral de Melo Neto, em Morte e Vida Severina.
3) Graciliano Ramos, em Vidas Secas.
4) Castro Alves, no poema Ao romper d’alva.
 
Estão corretas as informações em:
a) 1, 2, 3 e 4.
b) 2, 3 e 4, apenas.
c) 3 e 4, apenas.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1125379
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1161612
515) 
516) 
d) 1 e 2, apenas.
e) 1 e 3, apenas.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Segundo Afrânio Coutinho, o fragmento “Notas de Teoria literária”:
 
“A ficção distingue-se de história e da biografia, por estas serem narrativas de fatos reais. A ficção é
produto da imaginação criadora, embora, como toda arte, suas raízes mergulhem na experiência
humana. Mas o que a distingue das outras formas de narrativa é que ela é uma transfiguração ou
transmutação da realidade, feita pelo espírito do artista, este imprevisível e inesgotável laboratório. A
ficção não pretende fornecer um simples retrato da realidade, mas antes criar uma imagem da realidade,
uma reinterpretação, uma revisão. É o espetáculo da vida através do olhar interpretativo do artista, a
interpretação artística da realidade”.
 
(Afrânio Coutinho. Notas de Teoria Literária).
 
O fragmento apresentado acima confirma a concepção de que a narrativa de ficção, embora tenha
origem na experiência real, seja uma transfiguração da realidade, a exemplo das seguintes criações do
Romance brasileiro:
 
1) Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, que dá voz a um defunto, que narra,
logo no primeiro capítulo, os pormenores de sua morte.
 
2) Graciliano Ramos, em Vidas Secas, que pretendendo manter indícios do Simbolismo, afastou-se
dos princípios literários românticos.
 
3) Guimarães Rosa, em Grande Sertão Veredas, que optou por transfigurar não apenas traços da
realidade, mas entrou pela área linguística e a reinterpretou também.
 
4) Clarice Lispector, em A hora da Estrela, que, fiel à ficção, questiona sua própria habilidade para
compor uma narração no gênero ‘romance’.
 
Estão corretas:
a) 1, 2, 3 e 4.
b) 2 e 3, apenas.
c) 2, 3 e 4, apenas
d) 1 e 2, apenas.
e) 1, 3 e 4, apenas.
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Lispector, JCM Neto etc)
O mato do Mutúm é um enorme mundo preto, que nasce dos buracões e sobe a serra. O guará-
lobo trota a vago no campo. As pessôas mais velhas são inimigas dos meninos. Soltam e estumam
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517) 
cachorros, para ir matar os bichinhos assustados — o tatú que se agarra no chão dando guinchos
suplicantes, os macacos que fazem artes, o coelho que mesmo até quando dorme todo-tempo sonha que
está sendo perseguido. O tatú levanta as mãozinhas cruzadas, ele não sabe — e os cachorros estão
rasgando o sangue dele, e ele pega a sororocar. O tamanduá. Tamanduá passeia no cerrado, na beira do
capoeirão. Ele conhece as árvores, abraça as árvores. Nenhum nem pode rezar, triste é o gemido deles
campeando socôrro. Todo choro suplicando por socôrro é feito para Nossa Senhora, como quem diz a
salve-rainha. Tem uma Nossa Senhora velhinha. Os homens, pé-ante-pé, indo a peitavento, cercaram o
casal de tamanduás, encantoados contra o barranco, o casal de tamanduás estavam dormindo. Os
homens empurraram com a vara de ferrão, com pancada bruta, o tamanduá que se acordava. Deu som
surdo, no corpo do bicho, quando bateram, o tamanduá caiu pra lá, como um colchão velho.
 
ROSA, G. Noites do sertão (Corpo de baile).
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.
 
 
Na obra de Guimarães Rosa, destaca-se o aspecto afetivo no contorno da paisagem dos sertões mineiros.
Nesse fragmento, o narrador empresta à cena uma expressividade apoiada na
a) plasticidade de cores e sons dos elementos nativos.
b) dinâmica do ataque e da fuga na luta pela sobrevivência.
c) religiosidade na contemplação do sertanejo e de seus costumes.
d) correspondência entre práticas e tradições e a hostilidade do campo.
e) humanização da presa em contraste com o desdém e a ferocidade do homem.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Texto para o item.
 
De mim, pessoa, vivo para a minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-
querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim,
penso também — mas Diadorim é a minha neblina.
 
[...]
 
Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros — porque
jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: a bem eles se misturam e
desmisturam, de acaso, mas cada um é feito um por si. De nós dois juntos, ninguémnada não falava.
Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo — podia morrer. Se acostumavam de ver a gente
parmente. Que nem mais maldavam. E estávamos conversando, perto do rego — bicame de velha
fazenda, onde o agrião dá flor. Desse lusfús, ia escurecendo. Diadorim acendeu um foguinho, eu fui
buscar sabugos. Mariposas passavam muitas, por entre as nossas caras, e besouros graúdos esbarravam.
Puxava uma brisbisa. O ianso do vento revinha com o cheiro de alguma chuva perto. E o chiim dos grilos
ajuntava o campo, aos quadrados. Por mim, só, de tantas minúcias, não era o capaz de me alembrar, não
sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro
dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos
sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca;
mas era um delém que me tirava para ele — o irremediável extenso da vida. Por mim, não sei que
tontura de vexame, com ele calado eu a ele estava obedecendo quieto.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1963867
518) 
João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. 19.a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 40-5 (com
adaptações).
 
Tendo como referência o texto precedente, extraído da obra Grande sertão: veredas, de João Guimarães
Rosa, julgue o item a seguir.
 
A expressividade literária do texto baseia-se, entre outros elementos, na precisão com que o mundo
natural é descrito pelo autor.
Certo
Errado
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Texto para o item.
 
De mim, pessoa, vivo para a minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-
querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim,
penso também — mas Diadorim é a minha neblina.
 
[...]
 
Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros — porque
jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: a bem eles se misturam e
desmisturam, de acaso, mas cada um é feito um por si. De nós dois juntos, ninguém nada não falava.
Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo — podia morrer. Se acostumavam de ver a gente
parmente. Que nem mais maldavam. E estávamos conversando, perto do rego — bicame de velha
fazenda, onde o agrião dá flor. Desse lusfús, ia escurecendo. Diadorim acendeu um foguinho, eu fui
buscar sabugos. Mariposas passavam muitas, por entre as nossas caras, e besouros graúdos esbarravam.
Puxava uma brisbisa. O ianso do vento revinha com o cheiro de alguma chuva perto. E o chiim dos grilos
ajuntava o campo, aos quadrados. Por mim, só, de tantas minúcias, não era o capaz de me alembrar, não
sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro
dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos
sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca;
mas era um delém que me tirava para ele — o irremediável extenso da vida. Por mim, não sei que
tontura de vexame, com ele calado eu a ele estava obedecendo quieto.
 
João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. 19.a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 40-5 (com
adaptações).
 
Tendo como referência o texto precedente, extraído da obra Grande sertão: veredas, de João Guimarães
Rosa, julgue o item a seguir.
 
O texto atesta uma característica central da obra de Guimarães Rosa: o tratamento literário dado pelo
autor à oralidade popular.
Certo
Errado
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
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519) 
520) 
Texto para o item.
 
De mim, pessoa, vivo para a minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-
querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim,
penso também — mas Diadorim é a minha neblina.
 
[...]
 
Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros — porque
jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: a bem eles se misturam e
desmisturam, de acaso, mas cada um é feito um por si. De nós dois juntos, ninguém nada não falava.
Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo — podia morrer. Se acostumavam de ver a gente
parmente. Que nem mais maldavam. E estávamos conversando, perto do rego — bicame de velha
fazenda, onde o agrião dá flor. Desse lusfús, ia escurecendo. Diadorim acendeu um foguinho, eu fui
buscar sabugos. Mariposas passavam muitas, por entre as nossas caras, e besouros graúdos esbarravam.
Puxava uma brisbisa. O ianso do vento revinha com o cheiro de alguma chuva perto. E o chiim dos grilos
ajuntava o campo, aos quadrados. Por mim, só, de tantas minúcias, não era o capaz de me alembrar, não
sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro
dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos
sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca;
mas era um delém que me tirava para ele — o irremediável extenso da vida. Por mim, não sei que
tontura de vexame, com ele calado eu a ele estava obedecendo quieto.
 
João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. 19.a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 40-5 (com
adaptações).
 
Tendo como referência o texto precedente, extraído da obra Grande sertão: veredas, de João Guimarães
Rosa, julgue o item a seguir.
 
O modelo narrativo escolhido por Guimarães Rosa em Grande sertão: veredas aproxima a prosa da
poesia pelo uso abundante de figuras de linguagem, como a que se observa em “Diadorim é a minha
neblina.
Certo
Errado
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Texto para o item.
 
De mim, pessoa, vivo para a minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-
querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim,
penso também — mas Diadorim é a minha neblina.
 
[...]
 
Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros — porque
jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: a bem eles se misturam e
desmisturam, de acaso, mas cada um é feito um por si. De nós dois juntos, ninguém nada não falava.
Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo — podia morrer. Se acostumavam de ver a gente
parmente. Que nem mais maldavam. E estávamos conversando, perto do rego — bicame de velha
fazenda, onde o agrião dá flor. Desse lusfús, ia escurecendo. Diadorim acendeu um foguinho, eu fui
buscar sabugos. Mariposas passavam muitas, por entre as nossas caras, e besouros graúdos esbarravam.
Puxava uma brisbisa. O ianso do vento revinha com o cheiro de alguma chuva perto. E o chiim dos grilos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1963886
521) 
ajuntava o campo, aos quadrados. Por mim, só, de tantas minúcias, não era o capaz de me alembrar, não
sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro
dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos
sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca;
mas era um delém que me tirava para ele — o irremediável extenso da vida. Por mim, não sei que
tontura de vexame, com ele calado eu a ele estava obedecendo quieto.
 
João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. 19.a ed.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 40-5 (com
adaptações).
 
Tendo como referência o texto precedente, extraído da obra Grande sertão: veredas, de João Guimarães
Rosa, julgue o item a seguir.
 
Em termos de historiografia literária, considera-se a prosa regionalista de Guimarães Rosa integrante do
primeiro momento modernista, caracterizado pelo nacionalismo pitoresco.
Certo
Errado
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Texto para o item.
 
De mim, pessoa, vivo para a minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-
querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim,
penso também — mas Diadorim é a minha neblina.
 
[...]
 
Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros — porque
jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: a bem eles se misturam e
desmisturam, de acaso, mas cada um é feito um por si. De nós dois juntos, ninguém nada não falava.
Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo — podia morrer. Se acostumavam de ver a gente
parmente. Que nem mais maldavam. E estávamos conversando, perto do rego — bicame de velha
fazenda, onde o agrião dá flor. Desse lusfús, ia escurecendo. Diadorim acendeu um foguinho, eu fui
buscar sabugos. Mariposas passavam muitas, por entre as nossas caras, e besouros graúdos esbarravam.
Puxava uma brisbisa. O ianso do vento revinha com o cheiro de alguma chuva perto. E o chiim dos grilos
ajuntava o campo, aos quadrados. Por mim, só, de tantas minúcias, não era o capaz de me alembrar, não
sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro
dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos
sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca;
mas era um delém que me tirava para ele — o irremediável extenso da vida. Por mim, não sei que
tontura de vexame, com ele calado eu a ele estava obedecendo quieto.
 
João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. 19.a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 40-5 (com
adaptações).
 
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto de João Guimarães Rosa, julgue o item a
seguir.
 
O último período do texto é um exemplo de linguagem denotativa, em meio a tantos recursos linguísticos
e poéticos inovadores que permeiam a linguagem de Guimarães Rosa.
Certo
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522) 
Errado
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NC UFPR (FUNPAR) - Cad (PM PR)/PM PR/2018
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Lispector, JCM Neto etc)
Anatol Rosenfeld, um importante estudioso da cena teatral brasileira, faz no trecho abaixo uma
síntese que explica as motivações para o emprego de recursos narrativos na dramaturgia que, segundo
ele, começa a ser realizada no Brasil ao fim da década de 50 do século XX.
 
O uso de recursos épicos por parte de dramaturgos e diretores teatrais não é arbitrário, correspondendo,
ao contrário, a transformações históricas que suscitam o surgir de novas temáticas, novos problemas,
novas valorações e novas concepções de mundo.
 
(ROSENFELD, Anatol: O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1985, p. 12.)
 
Considerando o trecho citado e a leitura integral de Morte e Vida Severina, Auto de Natal Pernambucano,
de João Cabral de Melo Neto, e Eles não usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, assinale a
alternativa correta.
a) O auto de João Cabral de Melo Neto utiliza o verso e recursos da tradição oral popular do
Nordeste para reforçar o caráter religioso da peça, excluindo indícios de crítica social aos problemas
regionais.
b) O conflito entre pai e filho em Eles não usam Black-tie transpõe para o ambiente cotidiano de uma
família os conflitos e impasses da classe operária diante dos desmandos dos patrões.
c) A peça de Guarnieri faz referências à cultura e ao ambiente da favela, incluindo até letras de
sambas antigos, o que reforça a imagem idealizada do morro e da figura do malandro.
d) Morte e vida Severina utiliza versos de metrificação idêntica em todo o texto, o que prejudica o
ritmo musical e melódico, ao contrário do que se observa na peça de Guarnieri.
e) Os personagens da peça de Guarnieri são considerados alegóricos, porque não apresentam
conflitos psicológicos, enquanto os de João Cabral são personagens individualizados e diversos entre
si.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/Regular/2018
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
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523) 
524) 
 
A imagem integra uma adaptação em quadrinhos da obra Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.
Na representação gráfica, a inter-relação de diferentes linguagens caracteriza-se por
a) romper com a linearidade das ações da narrativa literária.
b) ilustrar de modo fidedigno passagens representativas da história.
c) articular a tensão do romance à desproporcionalidade das formas.
d) potencializar a dramaticidade do episódio com recursos das artes visuais.
e) desconstruir a diagramação do texto literário pelo desequilíbrio da composição.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Dois parlamentos
 
Nestes cemitérios gerais
não há morte pessoal.
Nenhum morto se viu
com modelo seu, especial.
Vão todos com a morte padrão,
em série fabricada.
Morte que não se escolhe
e aqui é fornecida de graça.
Que acaba sempre por se impor
sobre a que já medrasse.
Vence a que, mais pessoal,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/940520
525) 
526) 
alguém já trouxesse na carne.
Mas afinal tem suas vantagens
esta morte em série.
Faz defuntos funcionais,
próprios a uma terra sem vermes.
 
MELO NETO, J. C. Serial e antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997 (fragmento).
 
A lida do sertanejo com suas adversidades constitui um viés temático muito presente em João Cabral de
Melo Neto. No fragmento em destaque, essa abordagem ressalta o(a)
a) inutilidade de divisão social e hierárquica após a morte.
b) aspecto desumano dos cemitérios da população carente.
c) nivelamento do anonimato imposto pela miséria na morte.
d) tom de ironia para com a fragilidade dos corpos e da terra.
e) indiferença do sertanejo com a ausência de seus próximos.
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FACET - Prof (Pref Sobrado)/Pref Sobrado/Português/2016
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Assinale a alternativa na qual o par formado por ator = obra está INCORRETO:
a) José de Alencar = Til
b) João Cabral de Melo Neto = Morte e vida Severina
c) Machado de Assis = Senhora
d) João Ubaldo Ribeiro = Viva o Povo Brasileiro
e) Marcelo Rubens Paiva = Feliz Ano Velho
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/Regular/2016
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Casamento
 
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
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527) 
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
 
PRADO, A. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991.
 
O poema de Adélia Prado, que segue a proposta moderna de tematização de fatos cotidianos, apresenta
a prosaica ação de limpar peixes na qual a voz lírica reconhece uma
a) expectativa do marido em relação à esposa.
b) imposição dos afazeres conjugais.
c) disposição para realizar tarefas masculinas.
d) dissonância entre as vozes masculina e feminina.
e) forma de consagração da cumplicidade no casamento.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/Regular/2016
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Antiode
Poesia, não será esse
o sentido em que
ainda te escrevo:
flor! (Te escrevo:
flor! Não uma
flor, nem aquela
flor-virtude - em
disfarçados urinóis).
Flor é a palavra
flor; verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.
Flor é o salto
da ave para o voo:
o salto fora do sono
quando seu tecido
se rompe; é uma explosão
posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.
 
MELO NETO, J. C. Psicologia da composição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997 (fragmento).
 
A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da linguagem, sem necessariamente explicá-lo.
Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe a
recriação poética de
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528) 
529) 
a) uma palavra, a partir de imagens com as quais ela pode ser comparada, a fim de assumir novos
significados.
b) um urinol, em referência às artes visuais ligadas às vanguardas do início do século XX.
c) uma ave, que compõe, com seus movimentos, uma imagem historicamente ligada à palavra
poética.
d) uma máquina, levando em consideração a relevância do discurso técnico-científico pós-Revolução
Industrial.
e) um tecido, visto que sua composição depende de elementos intrínsecos ao eu lírico.
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DECEx - Alun (EsPCEx)/EsPCEx/2015
Literatura Brasileira e Estrangeira - Modernismo - 3ª Geração (G. Rosa, C.
Lispector, JCM Neto etc)
Leia os versos a seguir e responda.
 
Alguidar: recipiente de barro, metal ou material plástico, usado para tarefas domésticas
 
“Catar Feijão
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e o oco, palha eco,”
Em Catar feijão, João Cabral de Melo Neto revela
a) o princípio de que a poesia é fruto de inspiração poética, pois resulta de um trabalho emocional.
b) influência do Dadaísmo ao escolher palavras, ao acaso, que nada significam para a construção da
poesia.
c) preocupação com a construção de uma poesia racional contrária ao sentimentalismo choroso.
d) valorização do eu lírico, ao extravasar o estado de alma e o sentimento poético.
e) valorização do pormenor mediante jogos de palavras, sobrecarregando a poesia de figura e de
linguagem rebuscada.
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FAUEL - AuxLg (CM Douradina)/CM Douradina/2022
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
autores
LÍNGUA PORTUGUESA
 
Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as
próximas questões.
 
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua
padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a
marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez
com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os
concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão
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530) 
estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem.
Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é
a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e
a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa
de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a
pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais
curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções
fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha
diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que
morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por
um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da
modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização
geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado
da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
 
Em sua crônica, Rachel de Queiroz argumenta que o mundo moderno tem se caracterizado pelo declínio
de algumas coisas. Marque a alternativa que NÃO indica uma delas.
a) Invenção.
b) Marca pessoal.
c) Originalidade.
d) Padronização.
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VUNESP - Esc Pol (PC SP)/PC SP/2022
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O homem vigia.
Dentro dele, estumados (*),
uivam os cães da memória.
Aquela noite, o luar
e o vento no cipó-prata e ele,
o medo a cavalo nele
ele a cavalo em fuga
das folhas do cipó-prata.
A mãe no fogão cantando,
os zangões, a poeira, o ar anímico.
Ladra seu sonho insone,
em saudade, vinagre e doçura.
 
(Adélia Prado, Insônia. Reunião de poesia.)
 
(*) Estumados: atiçados, provocados
 
É correto afirmar que o poema sugere que o eu lírico está
a) sonhando com perspectivas de uma vida de liberdade.
b) buscando a oportunidade de visitar lugares desconhecidos.
c) vivendo situações aflitivas provocadas pelo uivo de cães.
d) lamentando a falta de perspectiva de seu futuro.
e) recompondo imagens e lembranças de sua existência.
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531) 
532) 
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O homem vigia.
Dentro dele, estumados (*),
uivam os cães da memória.
Aquela noite, o luar
e o vento no cipó-prata e ele,
o medo a cavalo nele
ele a cavalo em fuga
das folhas do cipó-prata.
A mãe no fogão cantando,
os zangões, a poeira, o ar anímico.
Ladra seu sonho insone,
em saudade, vinagre e doçura.
 
(Adélia Prado, Insônia. Reunião de poesia.)
 
(*) Estumados: atiçados, provocados
 
É correto afirmar que, no poema, a expressão é marcada pela presença de
a) comparações insólitas, que se mostram em frases como – os zangões, a poeira.
b) construções pleonásticas, que se mostram em frases como – Ladra seu sonho insone.
c) referências metafóricas, que se mostram em frases como – uivam os cães da memória.
d) onomatopeias, que se mostram em frases como – A mãe no fogão cantando.
e) catacreses, que se mostram em frases como – em saudade, vinagre e doçura.
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COMVEST UNICAMP - Vest (UNICAMP)/UNICAMP/Vestibular Indígena (VI)/2022
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O trecho a seguir foi retirado do artigo “Etno-histórias nas escolas brasileiras:um caminho de
aproximação com os povos indígenas”. No artigo, os autores distinguem três tipos de literaturas:
 
Literaturas indígenas: produções artístico-literárias criadas por pessoas indígenas. Têm forma e
conteúdo diversificados e tratam de questões étnicas (tradições, resistências), subjetivas (sentimentos),
identitárias (sentimento de não pertencimento, por exemplo) e/ou sociais (alcoolismo, violência, suicídio).
 
Literaturas indigenistas: falam sobre os indígenas, sobre seus modos de ser e outros temas
relacionados, de forma a dialogar com a luta dos diferentes povos e de favorecer o protagonismo
indígena.
 
Literaturas indianistas: trazem a figura do indígena como o “bom selvagem”, em geral de forma
romantizada ou estereotipada, por vezes caracterizando-a como preguiçosa e não civilizada.
 
(Adaptado de Rogério Back, Ana Paula Marques Beato-Canato e Marcel Alvaro de Amorim. Etno-
histórias nas escolas brasileiras: um caminho de aproximação com os povos indígenas, Gragoatá,
Niterói, v.26, n. 56, 2021.)
Considerando os três tipos de literatura, as literaturas indígenas são aquelas que
a) abordam a vivência do povo indígena, retratando lendas e mitos de sua cultura, mesmo que do
ponto de vista de um não-índio.
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533) 
534) 
b) representam o índio como personagem idealizado ou caricato, não condizem com a realidade
indígena e são escritas por um não-índio.
c) tratam de questões indígenas de cultura, identidade, mitos fundadores, além de outros temas, e
são escritas por indígenas.
d) representam o indígena na visão do movimento literário Romantismo que o vê como herói de
acordo com a visão do colonizador.
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CPV UFRR - Vest (UFRR)/UFRR/Prova Integral (PI)/2022
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O romance Ponciá Vicêncio - EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. 3ªedição. Rio de Janeiro:
Pallas, 2017, p.70-72, narra uma parte da estória de vida da protagonista que dá título ao livro. É uma
mulher negra, de família pobre, que, após a morte do pai, sai da casa na roça pra procurar outras
oportunidades na cidade. O mesmo ocorre com os demais personagens de seu núcleo familiar – o irmão
também sai à procura de uma vida melhor na cidade e a mãe, por último, sai em busca dos 2 filhos,
porque estava envelhecendo sozinha. O romance cria um mosaico-miniatura de uma diáspora familiar,
repetindo o destino de negros africanos escravizados em África e trazidos ao Brasil, famílias separadas. A
procura por identidade e pertencimento atinge os personagens de maneira semelhante, embora tenham
sonhos diferentes. Percebemos o sofrimento e a angústia que levam Ponciá à insatisfação e
desesperança, porque sentia falta dos familiares mais próximos com quem conviveu na roça – mãe e
irmão, cada um deles num local diferente, buscando um novo destino.
 
Com base na descrição acima, pode-se afirmar que:
a) As perdas sucessivas de filhos vivenciadas por Ponciá geraram seu questionamento e revolta
buscando uma resposta pela arte.
b) Mesmo as famílias negras tendo recebido alforria por lei no Brasil do século XIX, muitos anos
depois muitas delas continuam sofrendo e escravas da pobreza e miséria.
c) Sua infância na roça era vivida com muita igualdade de recursos entre as famílias de brancos e
negros.
d) Sua vida na cidade atendeu a suas expectativas de uma vida melhor do que aquela da qual tinha
fugido.
e) Os exemplos familiares levaram Ponciá a acreditar que teria uma vida melhor que a de seus
antepassados.
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Considere o seguinte texto:
 
... As vezes mudam algumas famílias para a favela, com crianças. No inicio são iducadas, amaveis. Dias
depois usam o calão, são soezes e repugnantes. São diamantes que transformam em chumbo.
Transformam-se em objetos que estavam na sala de visita e foram para o quarto de despejo.
 
(JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 38.)
 
A respeito de Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, considere as
seguintes afirmativas:
 
1. Carolina acredita que a vida na favela é perniciosa para a formação das crianças, porém, como ali
não chegam informações relevantes sobre a vida pública, ela é incapaz de emitir opiniões políticas ou
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535) 
de se revoltar.
 
2. João, José Carlos e Vera tendem a se “transformar em chumbo” porque, ao priorizar a escrita e
divulgação de seu diário, Carolina muitas vezes descuida das atividades domésticas e da atenção aos
próprios filhos.
 
3. A metáfora “quarto de despejo” é repetida em várias passagens do diário para significar a
exclusão, o não pertencimento a espaços em que a dignidade da vida humana estivesse garantida.
 
4. Palavras escritas sem obediência à norma padrão aparecem com frequência, porém os raciocínios
que a autora elabora são complexos e o cotidiano é muitas vezes descrito com lirismo.
 
Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
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Leia o poema a seguir.
 
Tenho quebrado copos
 
Tenho quebrado copos
é o que tenho feito
raramente me machuco embora uma vez sim
uma vez quebrei um copo com as mãos
era frágil demais foi o que pensei
era feito para quebrar-se foi o que pensei
e não: eu fui feita para quebrar
em geral eles apenas se espatifam
na pia entre a louça branca e os talheres
(esses não quebram nunca) ou no chão
espalhando-se então com um baque luminoso
tenho recolhido cacos
tenho observado brevemente seu formato
pensando que acontecer é irreversível
pensando em como é fácil destroçar
tenho embrulhado os cacos com jornal
para que ninguém se machuque
como minha mãe me ensinou
como se fosse mesmo possível
evitar os cortes
(mas que não seja eu a ferir)
tenho andado a tentar
não me ferir e não ferir os outros
enquanto esgoto o estoque de copos
mas não tenho quebrado minhas próprias mãos
golpeando os azulejos
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536) 
não tenho passado a noite
deitada no chão de mármore
estudando as trocas de calor
não tenho mastigado o vidro
procurando separar na boca
o sabor do sangue o sabor do sabão
nem tenho feito uma oração
pelo destino variado
do que antes era um
e por minha força morre múltiplo
tenho quebrado copos
para isso parece deram-me mãos
tenho depois encontrado
cacos que não recolhi
e que identifico por um brilho súbito
no chão da cozinha de manhã
tenho andado com cuidado
com os olhos no chão
à procura de algo que brilhe
e tenho quebrado copos
é o que tenho feito
 
(MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo. Companhia das Letras, 2015. p. 101-102.)
 
Considerando esse poema e a integralidade da obra de que foi retirado, assinale a alternativa correta.
a) O poema apresenta eventos sobrenaturais, envolvendo objetos raros e incomuns.
b) O verbo “quebrar”, quando se refere ao eu do poema, é empregado em sentido figurado.
c) O poema usa parênteses em dois versos, sendo que no primeiro a expressão retomada é a pia da
cozinha.
d) O texto afirma que os copos são mastigados à noite e deixam na boca um gosto de sabão
misturado ao de sangue.
e) Os cacos de copo são deixados no chão de mármore, onde é costume se deitar à noite.
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FADURPE - Vest (CESMAC)/CESMAC/Medicina/2021
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Marina Colassanti publicou uma crônica em que diz: “[...] não existem meninos De rua. Existem
meninos Na rua”, um tema que guarda familiaridade com “Capitães de Areia” de Jorge Amado. A troca de
“DE” por “Na” surtiu um efeito de sentido, capaz de emprestar às expressões:
a) relevância e gosto estético.
b) significação concessiva.
c) acepção sinonímica.
d) definição aleatória.
e) uma infração poética.
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537) 
538) 
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Assinale a alternativa correta em relação a Relato de um certo Oriente, de Milton Hatoum.
a) A narração do atropelamento da menina Soraya exemplifica o registro predominante ao longo de
todo o romance: relatos de memórias, apresentados em linguagem poética, contendo lacunas que
impedem saber exatamente o que aconteceu.
b) A leitura em conjunto dos vários depoimentos que compõem a obra esclarece detalhes
desconhecidos de um ou outro narrador, desfazendo, assim, os mistérios relativos ao passado da
família de libaneses cuja matriarca, Emilie, teve morte trágica.
c) A obra é representativa da literatura regionalista de cunho social por ter como tema a
desagregação de uma família de imigrantes libaneses motivada pelo prejuízo econômico que tiveram
em suas atividades comerciais; assim como Manaus, eles não resistiram ao declínio causado pelo fim
do ciclo da borracha.
d) Alguns descendentes de Emilie foram excluídos do convívio familiar por adotarem atitudes
rebeldes, motivadas por diferenças religiosas: uns optaram pela religião muçulmana do pai, enquanto
outros adotaram o cristianismo da matriarca.
e) O romance alterna a apresentação de espaços considerados exóticos, como a floresta amazônica e
a Cidade Flutuante, com cenas que se passam em paisagens urbanas europeias, nas cidades onde a
narradora principal e seu irmão biológico moraram.
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Para responder a questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em
1972.
 
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado:
Quem espera nunca alcança
 
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
 
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
 
(www.chicobuarque.com.br)
 
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539) 
Na canção, o eu lírico modifica uma série de provérbios bastante conhecidos. A maioria das formulações
originais desses provérbios contém um apelo
a) ao livre-arbítrio.
b) ao otimismo.
c) à solidariedade.
d) ao conformismo.
e) à transgressão.
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Para responder a questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em
1972.
 
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado:
Quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
 
(www.chicobuarque.com.br)
 
Considerando-se o contexto histórico-social em que a canção foi composta, o verso “Vou pra rua e bebo
a tempestade” (3ª estrofe) sugere a ideia de manifestações populares que ocorreram no Brasil por
ocasião
a) do Regime Civil-Militar.
b) do fim do Estado Novo.
c) da deposição de João Goulart.
d) do Movimento Diretas Já.
e) do Movimento Grevista dos Metalúrgicos do ABC.
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540) 
541) 
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Alferes, Ouro Preto em sombras
Espera pelo batizado,
Ainda que tarde sobre a morte do sonhador
Ainda que tarde sobre as bocas do traidor.
Raios de sol brilharão nos sinos:
Dez vias dar.
Ai Marília, as liras e o amor
Não posso mais sufocar
E a minha voz irá
Pra muito além do desterro e do sal,
Maior que a voz do rei.
Aldir Blanc e João Bosco, trecho da canção “Alferes”, de 1973.
 
A imagem de Tiradentes— a quem Cecília Meireles qualificou “o Alferes imortal, radiosa expressão dos
mais altos sonhos desta cidade, do Brasil e do próprio mundo”, em palestra feita em Ouro Preto — torna
a aparecer como símbolo da luta pela liberdade em vários momentos da cultura nacional. Os versos do
letrista Aldir Blanc evocam, em novo contexto, o mártir sonhador para resistir ao discurso
a) da doutrina revolucionária de ligas politicamente engajadas.
b) da historiografia, que minimizou a importância de Tiradentes.
c) de autoritarismo e opressão, próprio da ditadura militar.
d) dos poetas árcades, que se dedicavam às suas liras amorosas.
e) da tirania portuguesa sobre os mineradores no ciclo do ouro.
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FUNDEP - Of BM (CBM MG)/CBM MG/2021
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A mim pouco importava. Tendo descoberto o mundo da palavra escrita, eu estava feliz, muito feliz.
[...] Bastava-me o ato de escrever. Colocar no pergaminho letra após letra, palavra após palavra, era algo
que me deliciava. Não era só um texto que eu estava produzindo; era beleza, a beleza que resulta da
ordem, da harmonia. Eu descobria que uma letra atrai outra, que uma palavra atrai outra, essa afinidade
organizando não apenas o texto, como a vida, o universo. O que eu via, no pergaminho, quando
terminava o trabalho, era um mapa, como os mapas celestes que indicavam a posição das estrelas e
planetas, posição essa que não resulta do acaso, mas da composição de misteriosas forças, as mesmas
que, em escala menor, guiavam minha mão quando ela deixava seus sinais sobre o pergaminho. [...] A
única pessoa a quem eu tinha vontade de contar o que acontecia era o pastorzinho. Diria a ele que
minha vida tinha agora um sentido, um significado: feia, eu era, contudo, capaz de criar beleza. Não a
falsa beleza que os espelhos enganosamente refletem, mas a verdadeira e duradoura beleza dos textos
que eu escrevia, dia após dia, semana após semana – como se estivesse num estado de permanente e
deliciosa embriaguez.
SCLIAR, Moacyr. In: PEREIRA JUNIOR, Luiz Costa. Obra Aberta. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento,
Ano 5. n.66, abr.2011, p.34-35.
Disponível em: <https://poetriz.wordpress.com/2011/04/16/bastava-escrever/>.
 
A partir da leitura desse texto, verifica-se que o escritor Moacyr Scliar
a) apresenta a personagem Sherazade, de As mil e uma noites, e sua obrigação de narrar
infinitamente sua história.
b) conclui que a personagem alcançou sucesso por sua habilidade de criar beleza por escrito ao
produzir harmonia em seu texto.
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542) 
543) 
c) descreve o êxtase da personagem diante da descoberta das possibilidades expressivas da escrita e
da criação do texto.
d) lamenta que a personagem, assumidamente sem atributos de beleza, tenha elegido um único
interlocutor para sua escrita.
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
autoresRelações amorosas desgastadas são uma constante nos contos de Lygia Fagundes Telles. Assinale
a alternativa que não ilustra essa afirmação.
a) “Se por acaso alguém tinha pensado em comprar um novo fio dental porque este estava no fim.
Não está, respondi, é que ele se enredou lá dentro, se a gente tirar esta plaqueta (tentei levantar a
plaqueta) a gente vê que o rolo está inteiro mas enredado e quando o fio se enreda desse jeito,
nunca mais!, melhor jogar fora e começar outro rolo. Não joguei.” (“Noturno amarelo”).
b) “Chega também de banho? ela perguntou enquanto dava tapinhas no queixo. Ele calçou os
chinelos: se não estivesse tão cansado, poderia odiá-la.” (“A mão no ombro”.
c) “Acho que você nunca amou ninguém a não ser você mesmo, ela disse apertando as palmas das
mãos contra os olhos. Amei você — quis dizer e não tive forças.” (“A sauna”).
d) “Fiz minha cara inocente: na véspera, ele me advertira que eu podia ser uma moça de mãos feias,
' Ainda não pensou nisso?”. Nunca tinha pensado antes, nunca me importei com as mãos, mas no
instante em que ele fez a pergunta comecei a me importar” (“Herbarium”).
e) “E achei que seria a oportunidade de me livrar dele, a troca era vantajosa, mas calculei mal, logo
nos primeiros encontros descobri que a traição faz apodrecer o amor. Na rua, no restaurante, no
cinema, na cama e em toda parte, Eduarda, você esteve presente.” (“Noturno amarelo”).
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
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Leia atentamente o trecho destacado do conto “Noturno amarelo” e, em seguida, assinale a
alternativa CORRETA.
 
Tudo então aconteceu muito rápido.
Ou foi lento? Vi o Avô dirigir-se
para a porta que ficava no fundo da
sala, pegar a chave que estava no
chão, abrir a porta, deixar a chave
no mesmo lugar e sair fechando a
porta atrás de si. Foi a vez da Avó,
que passou por mim com sua
bengala e seu lorgnon, me fez um
aceno e deixando a chave no mesmo
lugar, seguiu o Avô. Vi Eduarda de
longe, ajudando o noivo a vestir a
capa, Mas onde foram todos?
perguntei e ela não ouviu ou não
entendeu.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1869855
544) 
545) 
a) a visita de Laura, protagonista do conto, à antiga casa de sua família, aconteceu realmente, mas
isso não a afeta em nada.
b) a visita de Laura à antiga casa de sua família só aconteceu na sua imaginação, o que revela a
futilidade da personagem.
c) por nunca ter nutrido sentimentos de amor por sua família, Laura decide voltar no meio do
caminho e cancelar a visita.
d) mais importante do que saber se a visita de Laura à antiga casa de sua família aconteceu
realmente ou não é entender que as suas memórias a levam a passar a sua vida a limpo.
e) mais importante do que saber se a visita de Laura à antiga casa de sua família aconteceu
realmente ou não é entender que nenhuma lembrança é capaz de alterar a sua falsidade e
dissimulação em relação ao passado.
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Assinale a alternativa CORRETA acerca do conto “Herbarium”.
a) o conto narra um caso de sedução de um adulto por uma menor, como atesta o trecho:
“Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra,
herbarium. Herbarium.”
b) conto narra o ingresso da protagonista na adolescência, marcado pela sedução de um seu primo
adulto, como atesta o trecho: “Ele selecionava as folhas ainda pesadas de orvalho quando me
perguntou se já tinha ouvido falar em folha persistente.”
c) conto descrever o desabrochar do primeiro amor — platônico e delicado — da protagonista,
causado pela presença de um primo mais velho: “Dizer-lhe que diante dele, mais do que diante dos
outros, tinha de inventar e fantasiar para obrigá-lo a se demorar em mim como se demorava agora
na verbena — será que não percebia essa coisa tão simples?”
d) o conto narra o processo de amadurecimento traumático de uma adolescente, desencadeado pelo
assédio de um primo mais velho, como atesta o trecho: “Tia Marita me enlaçou pela cintura enquanto
se esforçava para lembrar o nome da recém-chegada, um nome de flor, como era mesmo?”
e) o conto narra a história de uma família de mulheres botânicas que viajam pelos sertões do Brasil e
sofrem todo tipo de assédio: “Aonde você vai com esse vestido de maria-mijona?”, perguntou minha
mãe me dando a xícara de café com leite.”
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ITA - Vest (ITA)/ITA/2021
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Leia atentamente o trecho destacado do conto “Seminário dos ratos”, no qual o Chefe das Relações
Públicas dirige-se ao Secretário do Bem-Estar Público e Privado. Em seguida, assinale a alternativa
CORRETA.
— Bueno, ontem à noite ele sofreu um pequeno acidente, Vossa Excelência sabe como anda o nosso
trânsito! Teve que engessar um braço. Só pode chegar amanhã, já providenciei o jatinho —
acrescentou o jovem com energia. — Na retaguarda fica toda uma equipe armada para a cobertura.
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546) 
547) 
Nosso Assessor vai pingando o noticiário por telefone, criando suspense até o encerramento, quando
virão todos num jato especial, fotógrafos, canais de televisão, correspondentes estrangeiros, uma
apoteose. Finis coronat opus, o fim coroa a obra!
a) a passagem exprime a moral da história, qual seja: a política é impossível sem jatinhos.
b) a preocupação das personagens com as aparências e a comunicação com o público representa os
seus ideais republicanos e democráticos.
c) preocupação principal das personagens era promover uma comunicação transparente e honesta
com o público.
d) a linguagem do Chefe das Relações Públicas evidencia que ele não se preocupa apenas com os
objetivos, mas também com a dignidade dos meios para atingi-los.
e) a tradução do adágio latino, na última frase, indica a mentalidade utilitarista e a falta de princípios
superiores das personagens em questão.
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CEPS UFPA - PROSEL (FORMA PARÁ)/FORMA PARÁ/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
autores
O alenquerense Benedicto Monteiro publicou, em 1975, o conto “O carro dos milagres”, em que
narra as aventuras de um romeiro, vindo do interior do estado do Pará para Belém, no período do Círio
de Nazaré, a fim de pagar promessa feita por sua mãe. Leia um excerto da narrativa.
 
“Olhe, compadre, deixa o Círio tomar forma. Beba mais este trago. Lhe juro que é cachaça da boa. Deixe
o povo ingrossar. Deixe tomar parecença e solenidade justa de uma digna procissão. Quando este poder
de povo tiver unido-unido, carne e unha, ombro com ombro, cabeça com cabeça, esprimido nas paredes,
que zolho não for mais zolho, cara não for mais cara e cor não for mais cor... então é porque vem vindo
o Carro dos Milagres”.
 
MONTEIRO, Benedicto. O carro dos milagres. Rio de Janeiro: Nova Cultura, 1975, p. 9.
 
Sobre o trecho, é correto afirmar:
a) Critica o aspecto festivo do Círio, aqui representado pelo consumo de álcool, e traz a
recomendação de que o romeiro se concentre em sua tarefa de cumprir sua promessa.
b) Expressa, na linguagem objetiva típica da literatura regionalista, o quanto a religião é usada pelos
poderosos como instrumento de alienação do povo.
c) Revela a valorização, por Monteiro, da oralidade e de expressões regionais, num procedimento
que recria o clima e as vozes da festa popular religiosa.
d) Indica que, apenas quando o povo estiver unido e realmente “ingrossar”, não necessitará mais de
promessas ou milagres para alcançar uma vida melhor.
e) Exemplifica como o autor, espelhando-se nos modelos do primeiro Modernismo de 22, recupera
uma personagem histórica que encarna as lutas popularesregionais.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
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Leia o trecho do conto “Velas, por quem?”, da escritora paraense Maria Lúcia Medeiros.
 
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548) 
“A família dormia ainda. Soubeste logo que havia menino, que havia menina, um doutor e sua mulher a
quem devias servir, branca e alta mulher. [...]
 
Nem cor definida nem peitos tinhas, só os carocinhos que doíam e que a cozinheira te ensinou a apertar
dois caroços de milho e dar pro galo para que não crescessem tanto. Mas cresceram e logo o doutor e
logo o menino, horário estranho, pesada hora, apertavam também, bolinavam, teu corpo ereto, tua
cabeça baixa, coração aos pulos. Virou hábito deles, ficou pra costume, nem ousaste compreender, só
aprender, Ó pequena!”
 
MEDEIROS, Maria Lúcia. Velas, por quem? In: Velas, por quem? Belém: CEJUP/SECULT, 1997, p. 7-8.
 
Acerca do conto, é correto afirmar:
a) Como mulher branca, representante da classe dominante amazônica, Medeiros expressa a
preocupação pelas mudanças socioeconômicas da sociedade brasileira e a consequente dificuldade
que as famílias passaram a ter para conseguir empregadas domésticas.
b) O conto valoriza a modalidade oral da língua, o que é contraditório se notarmos a crítica explícita
que a narradora faz à cultura popular quando trata da “simpatia” para evitar que os seios da menina
crescessem.
c) A narrativa denuncia a situação análoga à escravidão vivida por meninas que chegam do interior
para servir como domésticas em casas da cidade grande e que têm suas vidas anuladas, chegando
mesmo a sofrer violência sexual praticada pelos patrões.
d) O conto de Medeiros se integra ao esforço naturalista de descrever, nos mínimos detalhes, cenas
em que o ser humano se comporta como qualquer outro animal.
e) É a menina que narra, em primeira pessoa, suas desventuras na casa dos patrões. Ela relata, nos
moldes românticos, episódios nefastos como o do abuso sexual, além de sua relação com outros
empregados.
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CEPS UFPA - PROSEL (FORMA PARÁ)/FORMA PARÁ/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
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Leia o poema do paulista Sérgio Vaz, que tematiza uma conversa sobre poesia com jovens privados
de liberdade e sob medidas socioeducativas na Fundação Casa, de São Paulo.
 
Na Fundação Casa... (Sérgio Vaz)
 
- Quem gosta de poesia?
-Ninguém senhor.
Aí recitei Negro drama dos Racionais.
- Senhor, isso é poesia?
-É.
-Então nóis gosta.
É isso. Todo mundo gosta de poesia.
Só não sabe que gosta.
 
VAZ, Sérgio. Flores de Alvenaria. São Paulo: Global, 2016, p. 114.
 
A partir da leitura do poema, é correto afirmar que
a) Vaz é representante de uma poesia urbana e marginal que se esforça para se legitimar e
diferenciar-se do RAP e do Hip Hop, manifestações artísticas menores das periferias.
b) o poema não abre mão da forma fixa e das rimas rigorosas, o que o aproxima do RAP, gênero
musical que homenageia.
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549) 
550) 
c) Vaz critica a precariedade das ações educativas da Fundação Casa, que propõem aos internos
atividades de baixo valor cultural e os tornam incompetentes no uso da própria língua.
d) a reprodução de erros de ortografia e gramática reforça a noção de que menores infratores
apenas são capazes de se relacionar com a lírica através da música.
e) o poema adota uma visão mais ampla e democrática, menos canônica de poesia e defende que,
mesmo sem o saber, todos já gostam dela.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/PPL (Pessoa Privada de Liberdade)/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
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Uma coisa ninguém discute: se Zacarias morreu, o seu corpo não foi enterrado.
A única pessoa que poderia dar informações certas sobre o assunto sou eu. Porém estou impedido de
fazê-lo porque os meus companheiros fogem de mim, tão logo me avistam pela frente. Quando
apanhados de surpresa, ficam estarrecidos e não conseguem articular uma palavra.
Em verdade morri, o que vem ao encontro da versão dos que creem na minha morte. Por outro lado,
também não estou morto, pois faço tudo o que antes fazia e, devo dizer, com mais agrado do que
anteriormente.
RUB1ÃO, M. O pirotécnico Zacarias. São Paulo: Ática, 1974.
Murilo Rubião é um expoente da narrativa fantástica na literatura brasileira. No fragmento, a
singularidade do modo como o autor explora o absurdo manifesta-se no(a)
a) expressão direta e natural de uma situação insólita.
b) relato denso e introspectivo sobre a experiência da morte.
c) efeito paradoxal da irregularidade na organização temporal.
d) discrepância entre a falta de emotividade e o evento angustiante.
e) alternância entre os pontos de vista do narrador e do personagem.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/PPL (Pessoa Privada de Liberdade)/2021
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
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O Bom-Crioulo
 
Com efeito, Bom-Crioulo não era somente um homem robusto, uma dessas organizações privilegiadas
que trazem no corpo a sobranceira resistência do bronze e que esmagam com o peso dos músculos.
 
[…]
A chibata não lhe fazia mossa; tinha costas de ferro para resistir como um hércules ao pulso do guardião
Agostinho. Já nem se lembrava do número das vezes que apanhara de chibata.
[…]
Entretanto, já iam cinquenta chibatadas! Ninguém lhe ouvira um gemido, nem percebera uma contorção,
um gesto qualquer de dor. Viam-se unicamente naquele costão negro as marcas do junco, umas sobre as
outras, entrecruzando-se como uma grande teia de aranha, roxas e latejantes, cortando a pele em todos
os sentidos.
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551) 
552) 
[…]
Marinheiros e oficiais, num silêncio concentrado, alongavam o olhar, cheios de interesse, a cada golpe.
- Cento e cinquenta!
Só então houve quem visse um ponto vermelho, uma gota rubra deslizar no espinhaço negro do
marinheiro e logo este ponto vermelho se transformar numa fita de sangue.
CAM1NHA, A. O Bom-Crioulo. São Paulo: Martin Claret, 2006.
A prosa naturalista incorpora concepções geradas pelo cientificismo e pelo determinismo. No fragmento,
a cena de tortura a Bom-Crioulo reproduz essas concepções, expressas pela
a) exaltação da resistência inata para legitimar a exploração de uma etnia.
b) defesa do estoicismo individual como forma de superação das adversidades.
c) concepção do ser humano como uma espécie predadora e afeita à morbidez.
d) observação detalhada do corpo para a identificação de características de raça.
e) apologia à superioridade dos organismos saudáveis para a sobrevivência da espécie.
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FUVEST - Vest (USP)/USP/2021
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autores
Por narrativas paralelas entende-se um procedimento literário segundo o qual dois ou mais fios
narrativos pertencentes a níveis distintos de realidade se desenrolam intercaladamente formando um
todo. Considerando-se a sua estrutura, as duas narrativas que podem ser identificadas com base nessa
definição são:
a) Quincas Borba e Nove noites
b) Campo geral e Terra sonâmbula
c) Angústia e Campo geral
d) Nove noites e Terra sonâmbula
e) Quincas Borba e Angústia
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Instituto AOCP - Prof (Pref Betim)/Pref Betim/Língua Portuguesa/2020
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
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Leia o seguinte texto e responda a questão.
 
Agenda para a noite de núpcias
 
“Senhora Presidente:
 
Na qualidade de futuro Diretor-Gerente das empresas dirigidas por V. S., e também na qualidade de seu
futuro genro, submetoà sua apreciação a seguinte:
 
Agenda para a Noite de núpcias
 
1. Os trabalhos terão início às vinte horas na suíte 1.102 do Hotel Real Navarino. Trata-se de hotel, e de
aposento, habitualmente escolhido por nubentes para a noite de núpcias. O apartamento é simpático e
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acolhedor; há música ambiental, suave e romântica; uma reprodução de Maja Desnuda proporciona,
particularmente para quem vem de um ambiente culto e refinado, como é o caso de sua filha, um sutil
estímulo erótico. Providenciarei champanhe, e do melhor; entrando, proporei de imediato um brinde.
Pretendo que o efeito inebriante da bebida elimine qualquer inibição ainda presente na noiva.
 
2. A seguir, usarei a palavra, fazendo um breve, mas emocionado retrospecto de um namoro apaixonado,
um noivado ardente; evocarei cenas pitorescas ou ternas, cômicas ou dramáticas; ao concluir, abraçarei a
noite, declarando enfaticamente que a amo.
 
3. Beijar-nos-emos. O beijo será muito prolongado, da variedade conhecida como ‘de língua’ na qual,
modéstia à parte, sou mestre. Com este beijo tenho despertado poderosas paixões, inclusive nas mais
frígidas. Ao final desse beijo, pode V. S. crer, sua filha estará gemendo de prazer.
 
4. Seguir-se-á a operação de retirada das roupas. Ajudá-la-ei, transformando este momento numa
ocasião para carícias e elogios: aos belos seios, à graciosa cintura, às coxas, que de acordo com Lorca,
compararei a peixes movendo-se na semi-obscuridade. Em seguida me despirei. Ela poderá constatar
que seu noivo é uma bela figura de macho, alto, forte, bronzeado; e se, ao avistar o membro viril, soltar
uma pequena exclamação, será, não de susto, mas sim de excitação.
 
5. Folguedos amorosos. Tomarei a iniciativa, começando por pequenos e úmidos beijos no pescoço, na
nuca, nas orelhinhas; e nos seios. Demorar-me-ei a explorar a ponta da língua os delicados mamilos,
passando depois à sucção o que arrancará a ela, estou seguro, numerosos e repetidos gemidos de
prazer. Descendo, prosseguirei, via ventre, nos pequenos lábios, que serão acariciados e sugados. Ela
então se renderá completamente e a levarei nos braços até a cama. Com a experiência acumulada de
muitos anos (em camas, bancos de automóveis e macegas) decidirei sobre o momento oportuno para a
penetração.
 
6. Cópula. Será o momento culminante do programa. Tenho para mim que será uma cópula
arrebatadora, uma torrente de paixão rompendo as comportas para, em meio a gemidos de prazer,
culminar num cataclísmico orgasmo: triunfo do amor!
 
Cópula realizada, direi, ainda que ofegante, breves palavras sobre os belos momentos vividos. Repetirei
que a amo, que a amo. E então sono reparador.
 
Para a segunda noite, a agenda será ligeiramente alterada, com introdução de novos tipos de folguedo, e
assim na terceira e na quarta noites (na quinta não haverá atividades). Ao cabo de meses um padrão
acabará por se estabelecer, e tudo cairá na rotina. O noivo, contudo, aguardará ansioso a oportunidade
de novas experiências: outra boca a se beijar, outras coxas a acariciar. Boca e coxas que poderão ser as
suas Senhora Presidente.”
 
Retirado de: SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
 
O conto “Agenda para a noite de núpcias”, do escritor gaúcho Moacyr Scliar, apresenta uma característica
que o alinha ao caráter plástico desse gênero literário em específico. Assinale a alternativa que identifica
essa característica.
a) A presença de elementos fantásticos.
b) A exposição de caracteres sociais.
c) A objetividade do fato narrado.
d) A ausência de narradores heterodiegéticos.
e) A incorporação de características de outros gêneros.
553) 
554) 
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Instituto Consulplan - Vest (FM RO)/FM RO/2020
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Dentre alguns dos principais nomes da literatura contemporânea está o paulistano
Marçal Aquino cuja obra é composta por produções jornalísticas, roteirísticas e literárias. O
trecho a seguir é um exemplo de sua produção literária.
 
“Aos poucos, Berenice se instalou no apartamento. Ele
percebeu o que acontecia, mas não fez nada a respeito.
Gostava dela, ou ao menos pensou que gostava. Não do jeito
que gostara, gostara?, de Marlene. Menos.
Brito tinha esperança de que a coisa aumentasse de intensidade
com o tempo. Era só tirar os comprimidos de cena.
Berenice dava festas, recebia amigos para jantar. Gente
colorida, alegre, cuja noção de futuro não ia muito além da
programação das noites da semana. Brito e Marlene nunca
recebiam ninguém no apartamento, e ele ficou em dúvida se
o isolamento dos dois não contribuíra para o fim.
Os convidados de Berê o divertiam. Eram todos bem
mais jovens do que ele, mas o tratavam de igual para igual,
e Brito gostava daquilo. Uma vez, numa festa, um barbudo
cheio de brincos e anéis perguntou como ele ganhava a vida.
Eu mato gente.”
 
(AQUINO, Marçal. Cabeça a prêmio. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. Fragmento.)
De acordo com as informações apresentadas e em relação ao trecho anterior pode-se
afirmar que possui como característica(s) literária(s):
 
a) Narrativa de fatos notáveis e históricos da sociedade contemporânea.
b) Linguagem concisa e subjetiva que retrata o ritmo da narrativa contemporânea.
c) Emprego da fala direta e sem rebuscamento no tratamento da situação apresentada.
d) Exploração da ironia e ambiguidade por meio das ações dos personagens na narrativa
apresentada.
e) Escolha do narrador personagem buscando a interlocução entre o narrador e os demais
personagens.
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INEP (ENEM) - Part (ENEM)/ENEM/Digital/2020
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Pessoal intransferível
 
Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é
inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e
explodir com ela. Nada no bolso e nas mãos. Sabendo: perigoso,divino, maravilhoso.
 
Poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. Difícil é não correr com os
versos debaixo do braço. Difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa.
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555) 
 
Difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está
sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. E sair por aí, ainda por
cima sorridente mestre de cerimônias, “herdeiro” da poesia dos que levaram a coisa até o fim e
continuam levando, graças a Deus.
 
E fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. Citação: leve um homem e um boi ao matadouro.
O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. Adeusão.
 
TORQUATO NETO. Melhores poemas de Torquato Neto. São Paulo: Global, 2018.
 
Expoente da poesia produzida no Brasil na década de 1970 e autor de composições representativas da
Tropicália, Torquato Neto mobiliza, nesse texto,
a) gírias e expressões coloquiais para criticar a linguagem adornada da tradição literária então
vigente.
b) intenções satíricas e humorísticas para delinear uma concepção de poesia voltada para a felicidade
dos leitores.
c) frases de efeito e interpelações ao leitor para ironizar as tentativas de adequação do poema ao
gosto do público.
d) recursos da escrita em prosa e noções do senso comum para enfatizar as dificuldades inerentes
ao trabalho do poeta.
e) referências intertextuais e anedóticas para defender a importância de uma atitude destemida ante
os riscos da criação poética.
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Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
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TEXTO I
 
A planta de Belo Horizonte
 
Foi muito grandeo contraste entre a nova capital e as antigas vilas coloniais mineiras,nascidas das
necessidades das populações do século XVIII, que se desenvolveram sem nenhum planejamento. A
futura capital seria inovadora, moderna e progressista. Assim, o projeto urbanístico que o engenheiro
paraense Aarão Reis elaborou para Belo Horizonte causou curiosidade e entusiasmo.
 
É digno de atenção observar os nomes que foram dados às ruas de Belo Horizonte:estados brasileiros,
tribos indígenas, rios etc. Mencioná-los era uma verdadeira aula de estudos sociais. Era, inclusive, uma
forma de ensinar a população, ainda carente de ensino formal.
 
Disponível em: www.descubraminas.com.br. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado).
 
TEXTO II
 
Ruas da cidade
 
Guaicurus, Caetés, Goitacazes
Tupinambás, Aimorés
Todos no chão
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556) 
 
Guajajaras, Tamoios, Tapuias
Todos Timbiras, Tupis
Todos no chão
 
A parede das ruas não devolveu
Os abismos que se rolou
Horizonte perdido no meio da selva
Cresceu o arraial, arraial
 
Passa bonde, passa boiada
Passa trator, avião
Ruas e reis
 
Guajajaras, Tamoios, Tapuias
Tupinambás, Aimorés
Todos no chão
 
A cidade plantou no coração
Tantos nomes de quem morreu
Horizonte perdido no meio da selva
Cresceu o arraial, arraial
 
A parede das ruas não devolveu
Os abismos que se rolou
Horizonte perdido no meio da selva
 
BORGES, L.; BORGES, M. In: NASCIMENTO, M. Clube da esquina 2. Rio de Janeiro: EMI, 1978 (fragmento).
 
Os textos abordam a preservação da memória e da identidade nacional, presente na nomeação das ruas
belorizontinas. Quais versos do Texto II contestam o projeto arquitetônico descrito no Texto I?
a) “Guaicurus, Caetés, Goitacazes” / “Tupinambás, Aimorés”.
b) “A parede das ruas não devolveu” / “Os abismos que se rolou”.
c) “Passa bonde, passa boiada” / “Passa trator, avião” / “Ruas e reis”.
d) “A cidade plantou no coração” / “Tantos nomes de quem morreu”.
e) “Horizonte perdido no meio da selva” / “Cresceu o arraial, arraial”.
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Indígena/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
autores
Texto
 
Caos climático
É temerário descartar
a memória das Águas
o grito da Terra
o chamado do Fogo
o clamor do Ar.
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557) 
As folhas secas rangem sob os nossos pés.
Na ressonância, o elo da nossa dor
em meio ao caos
a pavorosa imagem
de que somos capazes de expor
a nossa ganância
até não mais ouvir
nem mais chorar
nem meditar,
nem cantar...
só ganância, mais nada.
É temerário descartar
a memória das Águas
o grito da Terra
o chamado do Fogo
o clamor do Ar.
Graça Graúna. Caos climático. In: Tarsila de A. R. Lima. Entrevista com Graça Graúna (...). Palimpsesto, n.º
20, Ano 14, 2015, p. 146.
 
Considerando o poema Caos climático, de Graça Graúna, julgue o item a seguir.
 
As repetições sonoras e a plurissignificação da linguagem são elementos da literariedade do poema.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2019
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
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Se, na Grécia antiga, o teatro começou com os rituais para Dionísio, no Brasil, a história do teatro
nasce com os rituais indígenas e suas celebrações antropofágicas. Depois chegaram os jesuítas e seus
autos de catequização, os escravos e seus rituais para celebrar divindades, a Corte e o luxo das óperas
estrangeiras. O teatro com grupos formados por atores brasileiros se estabeleceu a partir do século XIX,
o que propiciou o desenvolvimento da comédia de costumes e do teatro burlesco. No século XX, com os
grupos universitários, o teatro se modernizou; nos anos 60 e 70, viveu-se um ápice criativo urgente e
penetrante.
 
Internet: <www.redeglobo.globo.com> (com adaptações).
 
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir.
 
Ao abordar aspectos do subconsciente e da desagregação das relações familiares, a peça Vestido de
noiva, de Nelson Rodrigues, inovou por sua temática, em comparação com as produções cênicas
brasileiras anteriores.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1963821
CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2019
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1963818
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1963821
558) 
Literatura Brasileira e Estrangeira - Pós Modernismo. Desconstrucionismo. Outros
autores
Se, na Grécia antiga, o teatro começou com os rituais para Dionísio, no Brasil, a história do teatro
nasce com os rituais indígenas e suas celebrações antropofágicas. Depois chegaram os jesuítas e seus
autos de catequização, os escravos e seus rituais para celebrar divindades, a Corte e o luxo das óperas
estrangeiras. O teatro com grupos formados por atores brasileiros se estabeleceu a partir do século XIX,
o que propiciou o desenvolvimento da comédia de costumes e do teatro burlesco. No século XX, com os
grupos universitários, o teatro se modernizou; nos anos 60 e 70, viveu-se um ápice criativo urgente e
penetrante.
 
Internet: <www.redeglobo.globo.com> (com adaptações).
 
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir.
 
A peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, retrata os problemas sociais da realidade
brasileira dos anos 90 do século passado, de forma a privilegiar a perspectiva da ideologia política
dominante na época.
Certo
Errado
Gabarito
401) E 402) Errado 403) D 404) D 405) A 406) E 407) B
408) B 409) A 410) B 411) B 412) E 413) C 414) E
415) C 416) D 417) Anulada 418) A 419) B 420) A 421) Certo
422) Errado 423) B 424) B 425) B 426) B 427) Anulada 428) C
429) C 430) A 431) C 432) C 433) Anulada 434) A 435) D
436) C 437) C 438) B 439) C 440) E 441) A 442) C
443) B 444) C 445) C 446) B 447) A 448) A 449) D
450) B 451) D 452) D 453) C 454) B 455) A 456) Anulada
457) A 458) A 459) D 460) A 461) E 462) C 463) A
464) Certo 465) Errado 466) Errado 467) Certo 468) Certo 469) C 470) A
471) E 472) C 473) C 474) E 475) B 476) A 477) A
478) D 479) E 480) A 481) C 482) D 483) B 484) E
485) A 486) E 487) B 488) A 489) A 490) C 491) E
492) C 493) E 494) A 495) C 496) C 497) D 498) B
499) C 500) C 501) C 502) D 503) Errado 504) Certo 505) Errado
506) Certo 507) Errado 508) A 509) Certo 510) A 511) A 512) D
513) C 514) B 515) E 516) E 517) Errado 518) Certo 519) Certo
520) Errado 521) Errado 522) B 523) D 524) C 525) C 526) E
527) A 528) C 529) D 530) E 531) C 532) C 533) B
534) C 535) B 536) A 537) A 538) D 539) A 540) C
541) C 542) D 543) D 544) C 545) E 546) C 547) C
548) E 549) A 550) A 551) D 552) E 553) C 554) E
555) B 556) Certo 557) Certo 558) Errado

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