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Diagnóstico da Sífilis Equipe de diagnóstico Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente Ministério da Saúde Webinar realizado em 06 de Junho de 2023 Público Alvo Qualificar os profissionais envolvidos no diagnóstico da sífilis para o correto uso dos fluxogramas de diagnóstico de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Referências Técnicas em testes rápidos e todas as equipes responsáveis pela execução de testes diagnósticos da sífilis nos seus territórios/serviços de saúde do SUS. Objetivo Diagnóstico da Sífilis Diagnóstico de sintomáticos e rastreamento O rastreamento é a realização de testes diagnósticos em pessoas assintomáticas a fim de estabelecer o diagnóstico precoce, com o objetivo de reduzir a morbimortalidade do agravo rastreado. O diagnóstico imediato das pessoas com IST e de suas parcerias: • Tem finalidade curativa; • Visa interrupção da cadeia de transmissão; • Visa prevenção de outras IST e complicações decorrentes dessas infecções. Diagnóstico da Sífilis Para a definição do diagnóstico da sífilis, é necessário correlacionar: os dados clínicos; o histórico de infecções passadas; o registro de tratamento recente; a investigação de exposição ao risco recente; os resultados de testes diagnósticos: exames diretos ou os testes imunológicos; O Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis traz a descrição dos testes diagnósticos e as opções de algoritmos/fluxogramas. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a- a-z/s/sifilis/publicacoes/manual-tecnico-para-o- diagnostico-da-sifilis.pdf/view https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis/publicacoes/manual-tecnico-para-o-diagnostico-da-sifilis.pdf/view https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis/publicacoes/manual-tecnico-para-o-diagnostico-da-sifilis.pdf/view https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis/publicacoes/manual-tecnico-para-o-diagnostico-da-sifilis.pdf/view 1) Quais dos testes abaixo poderiam ser utilizados para a investigação de um caso suspeito de sífilis? a) Em caso de histórico de sífilis, novos casos suspeitos devem ser investigados com testes não treponêmicos, já que estes detectam anticorpos contra o Treponema pallidum que surgem antes dos anticorpos detectados pelos testes treponêmicos. b) Quando não há histórico de sífilis documentado, os testes que detectam anticorpos treponêmicos, como os testes rápidos, são indicados para o rastreio, já que estes anticorpos surgem antes dos não treponêmicos. c) A microscopia de campo escuro é o único teste adequado para o rastreio da sífilis, por ser capaz de detectar anticorpos treponêmicos no momento em que surge a primeira lesão. d) Só é possível realizar o diagnóstico da sífilis se existir lesão, pois é nesse momento em que são produzidos anticorpos. Diagnóstico da Sífilis 1) Quais dos testes abaixo poderiam ser utilizados para a investigação de um caso suspeito de sífilis? a) Em caso de histórico de sífilis, novos casos suspeitos devem ser investigados com testes não treponêmicos, já que estes detectam anticorpos contra o Treponema pallidum que surgem antes dos anticorpos detectados pelos testes treponêmicos. b) Quando não há histórico de sífilis documentado, os testes que detectam anticorpos treponêmicos, como os testes rápidos, são indicados para o rastreio, já que estes anticorpos surgem antes dos não treponêmicos. c) A microscopia de campo escuro é o único teste adequado para o rastreio da sífilis, por ser capaz de detectar anticorpos treponêmicos no momento em que surge a primeira lesão. d) Só é possível realizar o diagnóstico da sífilis se existir lesão, pois é nesse momento em que são produzidos anticorpos. Diagnóstico da Sífilis Diagnóstico da Sífilis Por disseminação hematogênica, o T. pallidum atinge outras partes do corpo Após 10 dias do aparecimento do cancro duro há o início da produção de anticorpos contra o T. pallidum: Anticorpos treponêmicos Degradação celular por ação do treponema com liberação de cardiolipina. Produção de anticorpos não treponêmicos Testes treponêmicos • FTA-Abs • Elisa • Ensaio eletroquimilumines cente – EQL • Testes de hemaglutinação e aglutinação: TPHA, TPPA, MHATP. • Teste rápido Testes não treponêmicos • RPR • TRUST • USR • VDRL Resposta da defesa local resulta em erosão e formação de úlcera – Cancro duro, no ponto de inoculação do T. pallidum Exames diretos: • Microscopia com material corado; • Imunofluorescência direta; • Ampliação de ácidos nucleicos (NAAT); • Microscopia de Campo Escuro. São os mais indicados para iniciar a investigação de sífilis Estudo de Caso 1 Henrique, 22 anos, buscou uma Unidade Básica de Saúde e relatou que tem tido relações sexuais sem o uso do preservativo desde seus 20 anos de idade, com interesse em realizar testagem para o HIV. O profissional de saúde da unidade, considerando o relato e a oportunidade, ofertou testagem rápida para detecção da infecção pelo HIV, sífilis e hepatites B e C, que apresentaram os seguintes resultados: Teste rápido treponêmico (TT) Teste Rápido Anti-HIV com amostra de sangue Teste rápido HBsAg Teste rápido Anti-HCV Reagente Não reagenteNão reagente Não reagente Estudo de Caso 1 2) Segundo o Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual das opções abaixo pode ser considerada inadequada nesse caso? a) Avaliar se Henrique tem histórico de sífilis, pois os testes treponêmicos (TT) podem apresentar resultado reagente durante toda a vida, mesmo nos indivíduos tratados. b) Avaliar exposições de risco e sinais e sintomas para definição de conduta clínica. c) Realizar um teste não treponêmico (TNT) para confirmação diagnóstica. d) Descartar o resultado, pois só é possível detectar anticorpos nos testes treponêmicos (TT) em infecções sintomáticas. Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Estudo de Caso 1 2) Segundo o Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual das opções abaixo pode ser considerada inadequada nesse caso? a) Avaliar se Henrique tem histórico de sífilis, pois os testes treponêmicos (TT) podem apresentar resultado reagente durante toda a vida, mesmo nos indivíduos tratados. b) Avaliar exposições de risco e sinais e sintomas para definição de conduta clínica. c) Realizar um teste não treponêmico (TNT) para confirmação diagnóstica. d) Descartar o resultado, pois só é possível detectar anticorpos nos testes treponêmicos (TT) em infecções sintomáticas. Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Estudo de Caso 1 Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente Seguindo as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, o profissional identificou que Henrique não tinha histórico de sífilis e solicitou o TNT, para o qual obteve-se o seguinte resultado: Estudo de Caso 1 Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente 3) Considerando as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual(is) desses fatores NÃO poderia(m) estar envolvidos com a discordância entre os testes realizados? a) Um caso de infecção recente, onde a produção de anticorpos não treponêmicos ainda não foi suficiente para detecção pelo TNT b) O fenômeno prozona, onde a alta concentração de anticorpos pode levar a uma relação desproporcional entre as quantidades de antígenos e de anticorpos presentes na reação não treponêmica, gerando resultados falso-não reagentes c) Erros de transporte, armazenamento ou execução que afetam a performance dos testes d) Ausência de histórico de sífilis, já que os anticorpos não treponêmicos só surgem nos indivíduos tratados Estudo de Caso 1 Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente 3) Considerando as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual(is)desses fatores NÃO poderia(m) estar envolvidos com a discordância entre os testes realizados? a) Um caso de infecção recente, onde a produção de anticorpos não treponêmicos ainda não foi suficiente para detecção pelo TNT b) O fenômeno prozona, onde a alta concentração de anticorpos pode levar a uma relação desproporcional entre as quantidades de antígenos e de anticorpos presentes na reação não treponêmica, gerando resultados falso-não reagentes c) Erros de transporte, armazenamento ou execução que afetam a performance dos testes d) Ausência de histórico de sífilis, já que os anticorpos não treponêmicos só surgem nos indivíduos tratados Estudo de Caso 1 Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente 4) Nesse caso, qual das condutas abaixo, recomendada pelo Manual Técnico de Diagnóstico da Sífilis, deveria ter sido realizada? a) Devido a possibilidade do fenômeno prozona, o laboratório deveria realizar o teste não treponêmico com a amostra pura e diluída 1:8. b) Em caso de suspeita de fenômeno prozona, o serviço deveria repetir o teste rápido para confirmação diagnóstica. c) Em caso de TNT não reagente, nenhuma conduta deveria ser tomada e o diagnóstico só poderia ser concluído com o surgimento de sintomas. d) Descartar o resultado do TNT e aguardar 30 dias da última exposição para repetir o teste rápido treponêmico. Estudo de Caso 1 Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente 4) Nesse caso, qual das condutas abaixo, recomendada pelo Manual Técnico de Diagnóstico da Sífilis, deveria ter sido realizada? a) Devido a possibilidade do fenômeno prozona, o laboratório deveria realizar o teste não treponêmico com a amostra pura e diluída 1:8. b) Em caso de suspeita de fenômeno prozona, o serviço deveria repetir o teste rápido para confirmação diagnóstica. c) Em caso de TNT não reagente, nenhuma conduta deveria ser tomada e o diagnóstico só poderia ser concluído com o surgimento de sintomas. d) Descartar o resultado do TNT e aguardar 30 dias da última exposição para repetir o teste rápido treponêmico. Estudo de Caso 1 Ao receber o laudo do TNT e diante da discordância entre os resultados, o profissional do serviço entrou em contato com o laboratório que realizou a testagem, para entender qual a metodologia utilizada no TNT. O laboratório informou ter realizado VDRL, conforme a solicitação recebida, e que é prática do serviço realizar o TNT com a amostra pura e diluída (1:8). Estudo de Caso 1 5) Considerando as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual conduta poderia ser considerada adequada nesse caso? a) Considerando que NÃO há histórico de infecção passada tratada, realizar um terceiro teste treponêmico (TT) para conclusão diagnóstica. b) Realizar outro TNT com metodologia diferente do segundo teste para conclusão diagnóstica. c) Aguardar no mínimo 30 dias para realizar outro TT com metodologia diferente do primeiro teste. d) Iniciar o tratamento com penicilina imediatamente e realizar um TT para monitorar o tratamento. Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente Estudo de Caso 1 Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente 5) Considerando as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual conduta poderia ser considerada adequada nesse caso? a) Considerando que NÃO há histórico de infecção passada tratada, realizar um terceiro teste treponêmico (TT) para conclusão diagnóstica. b) Realizar outro TNT com metodologia diferente do segundo teste para conclusão diagnóstica. c) Aguardar no mínimo 30 dias para realizar outro TT com metodologia diferente do primeiro teste. d) Iniciar o tratamento com penicilina imediatamente e realizar um TT para monitorar o tratamento. Estudo de Caso 1 Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Teste Não Treponêmico Não reagente FTA-Abs (TT) Reagente Amostra Reagente para anticorpos treponêmicos Seguindo as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, o profissional solicitou o TT laboratorial (FTA-Abs), para o qual obteve-se o seguinte resultado: Teste não treponêmico (TNT) T21 Não Reagente Amostra Reagente para anticorpos treponêmicos e não treponêmicos2 Amostra Não Reagente para anticorpos treponêmicos4 Resultados discordantes3 Teste rápido ou laboratorial treponêmico (TT) T1 Não Reagente 1A amostra deve ser testada pura e diluída (1:8) para eliminar a possibilidade do fenômeno prozona. 2Importante associar o resultado da testagem com informações clínico-epidemiológicas para avaliar ocorrência da sífilis ativa ou cicatriz sorológica. 3Realizar TT com metodologia diferente do TT-T1: • Se reagente: Amostra reagente para anticorpos não treponêmicos e treponêmicos. Provável resultado falso-não reagente no primeiro teste treponêmico realizado. • Se não reagente: Amostra reagente para anticorpos não treponêmicos e não reagente para anticorpos treponêmicos. Provável resultado falso-reagente para sífilis no teste não treponêmico. Avaliar outras condições clínicas que podem gerar resultados reagentes nos testes não treponêmicos. Se um terceiro teste não estiver disponível, liberar resultados de cada teste individualmente para avaliação e conduta clínica. 4Persistindo a suspeita de sífilis, uma nova amostra deverá ser coletada e testada 30 dias após a data da coleta desta amostra. Desdobramentos P o s s ib il id a d e s d e r e s u lt a d o s Recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis Reagente Reagente Reagente Abordagem reversa Estudo de Caso 2 Marina, mulher trans de 30 anos, chega a uma unidade de saúde para realização de exames de rotina. Durante a conversa com a enfermeira Carla, ela relatou aparecimento de uma úlcera na região genital há aproximadamente 30 dias, mas que era indolor e desapareceu espontaneamente. Relata não ter histórico de ISTs, que só tem relações sexuais com seu parceiro e que não usa preservativo. Pela indisponibilidade dos testes rápidos na unidade, Carla prontamente solicitou a coleta venosa para realização do “Diagnóstico de Sífilis”, para investigação laboratorial de uma possível infecção por sífilis, e pediu que Marina retorne a unidade em 7 dias, pois este é o prazo de liberação do exame no seu laboratório de referência. O laboratório executou o teste, conforme solicitado, e este apresentou resultado reagente até a diluição de 1:8. Reagente (1:8) Teste Não Treponêmico VDRL Estudo de Caso 2 Reagente (1:8) Teste Não Treponêmico VDRL 6) Considerando o caso relatado e resultado encontrado no VDRL, qual das condutas abaixo poderia ser considerada adequada pelo laboratório, de acordo com as recomendações do Manual Técnico? a) Após resultado reagente no teste não treponêmico, deve ser realizado um teste treponêmico para seguimento do fluxograma. b) Enviar o laudo ao serviço, que deverá solicitar nova coleta em 30 dias, que é o período da janela imunológica, para realização de um teste treponêmico para conclusão diagnóstica. c) Nenhuma conduta deve ser tomada nesse caso e o diagnóstico só poderá ser concluído com o surgimento de sintomas. d) O teste não treponêmico deve ser repetido para confirmação diagnóstica. Estudo de Caso 2 Reagente (1:8) Teste Não Treponêmico VDRL Teste rápido treponêmico (TT) Reagente Sugestivo de sífilis ativa 6) Considerando o caso relatado e resultado encontrado no VDRL, qual das condutas abaixo poderia ser considerada adequada pelo laboratório, de acordo com as recomendações do Manual Técnico? a) Após resultado reagente no teste não treponêmico, deve ser realizado um teste treponêmico para seguimento do fluxograma. b) Enviar o laudo ao serviço, que deverá solicitar nova coleta em 30 dias, que é o período da janela imunológica, para realização de um teste treponêmico para conclusão diagnóstica. c) Nenhuma conduta deve sertomada nesse caso e o diagnóstico só poderá ser concluído com o surgimento de sintomas. d) O teste não treponêmico deve ser repetido para confirmação diagnóstica. Estudo de Caso 2 Teste Não Treponêmico 7) De acordo com as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual(is) da(s) afirmação(ões) abaixo deveria(m) ser considerada(s) no diagnóstico da sífilis? a) O fluxograma da abordagem clássica, que inicia com o TNT, é recomendado para os casos em que há registro de sífilis passada. b) Caso não exista histórico de sífilis, o fluxograma de abordagem reversa é o mais indicado, com início da investigação utilizando um teste rápido treponêmico, que apresenta agilidade no resultado. c) Realizar um teste rápido treponêmico imediatamente, correlacionar com os dados clínicos e solicitar “Diagnóstico de Sífilis após TR reagente” para conclusão diagnóstica e monitoramento do tratamento. d) Todos acima. Teste rápido treponêmico (TT) Estudo de Caso 2 Teste Não Treponêmico Teste rápido treponêmico (TT) 7) De acordo com as recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, qual(is) da(s) afirmação(ões) abaixo deveria(m) ser considerada(s) no diagnóstico da sífilis? a) O fluxograma da abordagem clássica, que inicia com o TNT, é recomendado para os casos em que há registro de sífilis passada. b) Caso não exista histórico de sífilis, o fluxograma de abordagem reversa é o mais indicado, com início da investigação utilizando um teste rápido treponêmico, que apresenta agilidade no resultado. c) Realizar um teste rápido treponêmico imediatamente, correlacionar com os dados clínicos e solicitar “Diagnóstico de Sífilis após TR reagente” para conclusão diagnóstica e monitoramento do tratamento. d) Todos acima. Recomendações do Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis Abordagem clássica Teste treponêmico (TT) T2 Teste não treponêmico (TNT) T1 Não Reagente Reagente P o s s ib il id a d e s d e r e s u lt a d o s Reagente Amostra Reagente para anticorpos não treponêmicos e treponêmicos Amostra Não Reagente para anticorpos não treponêmicos Resultados discordantes, realizar teste treponêmico com metodologia diferente do T2 Reagente Não Reagente Estudo de Caso 3 Laura, 32 anos, buscou um CTA para realizar testagens para IST, como faz todo ano. Informou a Júlio, profissional da equipe de enfermagem do serviço, que na sua última testagem (14 meses antes da ida atual ao serviço), foi diagnosticada com sífilis. Júlio consultou o prontuário de Laura no serviço e identificou que o tratamento e o monitoramento foram realizados adequadamente. Estudo de Caso 3 8) Considerando o histórico de sífilis, a demanda de Laura e as recomendações do Manual Técnico, quais dos testes abaixo devem ser realizados nesse caso? a) Realizar teste treponêmico para o rastreio, seguindo o Fluxograma de abordagem reversa. b) Realizar teste não treponêmico para o rastreio, seguindo o Fluxograma de abordagem clássica. O resultado deverá ser comparado com o último teste não treponêmico realizado e devem ser consideradas exposições de risco, sinais e sintomas. c) Realizar teste não treponêmico para o rastreio, seguindo o Fluxograma de abordagem clássica. Qualquer titulação reagente confirma uma reinfecção. d) Não realizar nenhum teste para investigação de sífilis, pois uma pessoa com sífilis desenvolve anticorpos específicos que impedem a reinfecção. Estudo de Caso 3 8) Considerando o histórico de sífilis, a demanda de Laura e as recomendações do Manual Técnico, quais dos testes abaixo devem ser realizados nesse caso? a) Realizar teste treponêmico para o rastreio, seguindo o Fluxograma de abordagem reversa b) Realizar teste não treponêmico para o rastreio, seguindo o Fluxograma de abordagem clássica. O resultado deverá ser comparado com o último teste não treponêmico realizado e devem ser consideradas exposições de risco, sinais e sintomas. c) Realizar teste não treponêmico para o rastreio, seguindo o Fluxograma de abordagem clássica. Qualquer titulação reagente confirma uma reinfecção. d) Não realizar nenhum teste para investigação de sífilis, pois uma pessoa com sífilis desenvolve anticorpos específicos que impedem a reinfecção. Teste Não Treponêmico Diagnóstico da Sífilis Somente testes não treponêmicos devem ser realizados para o monitoramento do tratamento da sífilis Gestantes devem ser tratadas após um teste para sífilis reagente (treponêmico ou não treponêmico), sem aguardar o resultado do testes complementar CICATRIZ SOROLÓGICA Persistência de resultados reagentes nos TT e/ou nos TNT com baixa titulação após o tratamento adequado para sífilis, afastada a possibilidade de reinfecção. Considerar cicatriz sorológica quando descartada nova exposição de risco, ausência de sinais e sintomas clínicos e tratamento para sífilis anterior documentado com queda da titulação no TNT em pelo menos duas diluições. O aumento em duas diluições é considerado significativo para conduta clínica. Guia Prático para a Execução de Testes Rápidos https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/testes-rapidos Orientar e sensibilizar os responsáveis pela execução dos testes rápidos (TR) sobre os procedimentos pré-teste, durante a testagem e pós-teste. Objetivo https://www.youtube.com/watch?v=drzzjqC4M6k https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/testes-rapidos https://www.youtube.com/watch?v=drzzjqC4M6k Curso: Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das hepatites B e C Dúvidas: clab@aids.gov.br • Módulo 1: Guia prático para execução de testes rápidos em IST • Módulo 2: Testes rápidos para Infecção pelo HIV • Módulo 3: Testes rápidos para Sífilis • Módulo 4: Testes rápidos para Hepatite B • Módulo 5: Testes rápidos para Hepatite C https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/utrdiag mailto:clab@aids.gov.br https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/utrdiag Outros documentos e links úteis https://qualitr.paginas.ufsc.br/ https://telelab.aids.gov.br/ https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/2021/fluxogramas-para- manejo-clinico-das-ist/view https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de- conteudo/pcdts/2022/ist/pcdt-ist-2022_isbn- 1.pdf/view https://www.gov.br/aids/pt- br/centrais-de-conteudo/manuais- tecnicos-para-diagnostico https://www.gov.br/aids/pt- br/centrais-de-conteudo/manuais- tecnicos-para-diagnostico https://qualitr.paginas.ufsc.br/ https://telelab.aids.gov.br/ https://telelab.aids.gov.br/ https://telelab.aids.gov.br/ https://telelab.aids.gov.br/ https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/manuais-tecnicos-para-diagnostico https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/manuais-tecnicos-para-diagnostico https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/manuais-tecnicos-para-diagnostico https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/manuais-tecnicos-para-diagnostico https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/manuais-tecnicos-para-diagnostico https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/manuais-tecnicos-para-diagnostico Dúvidas: clab@aids.gov.br https://www.gov.br/aids/pt-br Obrigad@! mailto:clab@aids.gov.br https://www.gov.br/aids/pt-br Anexos A titulação dos anticorpos de uma amostra é obtida por meio de diluições seriadas, e o resultado a ser descrito no laudo sempre será o valor da última diluição que apresentar reatividade no teste. Devem ser consideradas reagentes as amostras que apresentarem reatividade em qualquer uma das diluições, mesmo quando houver reatividade somente com a amostra pura (diluição 1:1). Os passos da diluição de uma amostra são normalmente executados com fator 2 de diluição. Ou seja, o título 1 (diluição 1:1) significa que a amostra foi analisada pura, isto é, foi testada sem diluição; o título 2 (diluição 1:2) significa que um volume de amostra foi diluído em um mesmo volume de solução tampão. Dessa forma, uma amostracom reatividade até a diluição 1:256 possui mais anticorpos do que uma amostra com reatividade até a diluição 1:2 (Figura 3). Anexos Efeito “hook” (do inglês “gancho”): resultado falso não-reagente, que ocorre quando se ultrapassa o equilíbrio entre a concentração de anticorpos da amostra e os reagentes, e o sinal de positividade decai. Recomendação: Teste rápido ou laboratorial treponêmico (TT) T1 Evidências clínico- epidemiológicas de sífilis Coletar uma amostra venosa para investigação laboratorial de possível efeito Hook Diluir a amostra a 1:8 e submeter novamente ao TR. Anexos Não Reagente Anexos Anexos Anexos Anexos Anexos Seção Padrão Slide 1: Diagnóstico da Sífilis Slide 2: Público Alvo Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35: Curso: Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das hepatites B e C Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45