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O U T U B R O D E 2 0 2 1
P R O F. A N D R E A M A K S S O U D I A N
CRESCIMENTO
Estratégia
MED
Prof. Andrea Makssoudian | Crescimento 2PEDIATRIA
Caro aluno,
Nas próximas páginas, vamos enfatizar os assuntos que são 
mais cobrados nos concursos de Residência Médica sobre o tema 
CRESCIMENTO.
PROF. ANDREA 
MAKSSOUDIAN
INTRODUÇÃO:
@estrategiamed
/estrategiamed
Estratégia Med
t.me/estrategiamed
@dra.andreamakssoud
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Estratégia
MED
PEDIATRIA Crescimento
SUMÁRIO
1.0 AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO 6
2.0 CURVAS DA OMS 9
3.0 DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL 10
4.0 ESTIRÃO 12
5.0 ALVO GENÉTICO 12
6.0 VELOCIDADE DE CRESCIMENTO 13
7.0 MATURAÇÃO ESQUELÉTICA 14
8.0 BAIXA ESTATURA 15
9.0 INVESTIGAÇÃO DA BAIXA ESTATURA 20
10.0 TRATAMENTO DA BAIXA ESTATURA 21
11.0 ALTA ESTATURA 21
12.0 LISTA DE QUESTÕES 24
13.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 25
14.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 26
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1.0 AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO
Vamos iniciar este resumo falando dos PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS necessários para a avaliação do crescimento.
Os principais parâmetros são:
Peso
Comprimento
Perímetro cefálico
Os examinadores adoram perguntar sobre a evolução desses três parâmetros durante o primeiro ano de vida!
Vamos lá!
Peso:
O peso médio ao nascimento é de 3.300 g. Nos primeiros dias de vida, observa-se uma perda de peso em torno de 10%, que geralmente 
é recuperada aos 10 dias de vida. Os bebês prematuros podem perder em torno de 15%.
O peso da criança deve dobrar aos 5 meses de vida e triplicar com 1 ano.
Por exemplo:
Uma criança que nasceu com 3.000 g deve pesar 6.000 g aos 5 meses e 9.000 g aos 12 meses.
Uma outra forma de avaliar o ganho de peso no primeiro ano de vida é por meio do ganho de peso por dia. Veja:
• Primeiro trimestre: 25 a 30 g por dia 
• Segundo trimestre: 20 a 25 g por dia 
Terceiro trimestre: 15 a 20 g por dia 
• Quarto trimestre: 10 a 15 g por dia
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MED
PEDIATRIA Crescimento
CAPÍTULO
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MED
PEDIATRIA Crescimento
• Comprimento:
A criança cresce de forma diferente nas diversas fases da vida. Veja:
Figura 1. 
Caro aluno, na tabela abaixo, você poderá observar como a velocidade de crescimento varia de acordo com a idade da criança. Procure 
memorizar esta tabela, pois estas informações BOMBAM NAS PROVAS. 
VELOCIDADE DE CRESCIMENTO
ESTATURA MÉDIA AO NASCER
Menino: 50 cm
Menina: 49 cm
CRESCIMENTO NO PRIMEIRO ANO
1º semestre: 15 cm
2º semestre: 10 cm
CRESCIMENTO NO SEGUNDO ANO
10-12 cm
VELOCIDADE DE CRESCIMENTO EM PRÉ-ESCOLARES
5-7 cm/ano
VELOCIDADE DE CRESCIMENTO NA ADOLESCÊNCIA (estirão)
Meninas: 8,5 cm/ano
Meninos: 9,5 cm/ano
Tabela 1. 
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Vemos que o crescimento, no primeiro ano de vida, é de cerca de 25 cm. No segundo ano, o crescimento varia de 10 a 12 cm. Os pré-
escolares apresentam um crescimento constante de 5 a 7 cm/ano, ou seja, a média é de 6 cm/ano.
O valor médio de crescimento de uma criança pré-púbere em idade pré-escolar é de 6 cm/ano.
Perímetro cefálico:
O perímetro cefálico (PC) reflete o crescimento cerebral e é muito acelerado nos dois primeiros anos de vida.
Ao nascimento, o PC mede de 33 a 36 cm; aos 2 anos, mede de 47 a 51 cm; e aos três anos, apresenta tamanho semelhante ao do 
adulto.
O esperado para o crescimento do PC no primeiro ano de vida é o seguinte:
Primeiro trimestre: 2 cm/mês
Segundo trimestre: 1 cm/mês
Segundo semestre: 0,5 cm/mês
Perímetro cefálico cresce 12 cm no 1º ano. 
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PEDIATRIA Crescimento
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PEDIATRIA Crescimento
2.0 CURVAS DA OMS
Pronto!
Agora vamos falar sobre as curvas de crescimento e como podemos interpretá-las.
As curvas de crescimento que utilizamos em nosso meio são as curvas da OMS, que foram construídas a partir da antropometria de 
crianças dos seguintes países: Brasil, Gana, Índia, Noruega, Oman e Estados Unidos.
Temos curvas disponíveis para peso, estatura, perímetro cefálico, índice de massa corpórea e outras mais específicas.
A avaliação do crescimento com base na curva de crescimento permite que se tenha uma visão dinâmica do crescimento, o que facilita 
o raciocínio diagnóstico e a decisão sobre a conduta.
Temos duas formas de avaliar as curvas:
A) PERCENTIL
O percentil mostra a posição da criança em relação 
às outras de mesma idade e do mesmo sexo.
Sendo assim, quando uma criança se encontra no 
percentil 25 de estatura, indica que 25% das crianças de 
mesma idade e do mesmo sexo têm estatura menor que 
a dela. Do mesmo modo, 75% das meninas apresentam 
estatura maior que a dela. Veja um exemplo de curva de 
percentil:
Figura 2. Curva de crescimento para meninos (em percentil) de zero a 5 anos. 
Fonte: WHO Child Growth Standards, 2006.
B) ESCORE Z
O escore Z quantifica a distância em desvios-padrão do 
valor encontrado em relação à mediana da população.
Dessa forma, uma criança que se encontra no escore Z -2 
para estatura indica que se encontra a menos 2 desvios-padrão 
da média para sua idade e seu sexo.
Veja ao lado um exemplo de gráfico representado em 
escore Z:
Figura 3. Curva de crescimento para meninos (em desvio-padrão/escore Z) de 
zero a 5 anos. Fonte: WHO Child Growth Standards, 2006.
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PEDIATRIA Crescimento
Só para você ter uma ideia, no escore Z, zero é equivalente ao percentil 50.
3.0 DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
Mas por que precisamos conhecer essas curvas?
Ao colocarmos os valores encontrados na antropometria de um paciente nessas curvas de crescimento, podemos obter o diagnóstico 
nutricional. Veja os quadros abaixo, que ilustram o diagnóstico nutricional em crianças:
A) ESTATURA
VALORES CRÍTICOS DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
< percentil 0,1 < escore Z -3 Muito baixa estatura para a idade
≥ percentil 0,1 e
< percentil 3
≥ escore Z -3 e
< escore Z -2
Baixa estatura para a idade
≥ percentil 3 ≥ escore Z -2 Estatura adequada para a idade
Tabela 2. Classificação do estado nutricional de crianças, de acordo com percentil e escore Z segundo recomendações do SISVAN – Ministério da Saúde.
Querido aluno, agora gostaria de enfatizar uma informação importante que despenca nas provas:
Baixa estatura:
• escore Z -2
• < percentil 3
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B) PESO
Os diagnósticos nutricionais de acordo com o peso estão apresentados na tabela abaixo:
Percentil Escore Z Zero a 10 anos incompletos
< percentil 0,1 < escore Z -3 Muito baixo peso para a idade
≥ percentil 0,1 e
< percentil 3
≥ escore Z -3 e
< escore Z -2
Baixo peso para a idade
≥ percentil 3 e
≤ percentil 97
≥ escore Z -2 e
≤ escore Z +2 
Peso adequado para a idade
> percentil 97 > escore Z +2 Peso elevado para a idade
Tabela 3. 
Peso adequado entre escore Z -2 e +2.
C) ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA
Observe a tabela abaixo, que mostra os diagnósticos nutricionais de acordo com o IMC.
Preste muita atenção, pois os valores de sobrepeso, obesidade e obesidade grave são diferentes para crianças até os 5 anos de idade 
e para crianças maiores de 5 anos.
Percentil Escore Z Zero a 5 anos incompletos 5 a 20 anos incompletos
< 0,1 < -3 Magreza acentuada Magreza acentuada
≥ 0,1 e < 3 ≥ -3 e < -2 Magreza Magreza
≥ 3 e ≤ 85 ≥ -2 e ≤ +1 Eutrofia Eutrofia
> 85 e ≤ 97 > +1 e ≤ +2 Risco de sobrepeso Sobrepeso
> 97 e ≤ 99,9 > +2 e ≤ +3 Sobrepeso Obesidade
> 99,9 > +3 Obesidade Obesidade grave
Tabela 4. 
Obesidade
• Menores de 5 anos: > escore Z +3 ou > P 99,0
• Crianças de 5 anos ou mais: > escore Z +2 e ≤ +3 OU > P 97 e ≤ 99,9 
Querido aluno, essas tabelas precisam ser memorizadas, pois elas despencam nas provas!
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PEDIATRIA Crescimento
4.0 ESTIRÃO
Esse é outro tema muito cobrado nos concursos, fique esperto!
Os examinadores querem que você conheça as diferenças entre o estirão de meninas e de meninos e como podemos avaliar se o 
crescimento está evoluindo normalmente.
A velocidade de crescimento em crianças pré-púberes é de 5 a 7 cm/ano. As meninas atingem, no estirão, uma velocidade em torno de 
8,5 cm/ano e os meninos, de 9,5 cm/ano.
É importante que você saiba que durante a puberdade os adolescentes adquirem 20% de sua estatura final e 50% do peso da vida 
adulta.
5.0 ALVO GENÉTICO
Vamos falar agora sobre o alvo genético.
O alvo genético não é uma previsão de altura, ele é uma forma de avaliar o potencial genético da criança ou do adolescente de acordo 
com sua família.
Vou apresentar uma fórmula que vai ajudar você a responder MUITAS questões! Veja:
Alvo Genético
+ Estatura da Mãe
- 13
÷ 2
+ 13
+ Estatura da Mãe
Estatura do Pai
Estatura do Pai
Alvo Genético Menina
Alvo Genético Menino
Figura 4. 
Mas fique atento: ao resultado encontrado devemos somar ou subtrair o número 5.
As questões sobre alvo genético “chovem“ nas provas. Com um cálculo muito simples você ganhará pontos preciosos, portanto 
memorize essa fórmula.
Vamos ver um exemplo:
Considere uma menina cuja mãe tem 155 cm e o pai tem 170 cm. O cálculo é feito assim:
(170 + 155 - 13) ÷ 2 = 156 (± 5) 
= 151 a 161 cm
CAPÍTULO
CAPÍTULO
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6.0 VELOCIDADE DE CRESCIMENTO
Agora vou dar uma dica sobre o que você precisa saber a respeito da velocidade de crescimento.
Muitas questões apresentam um caso clínico com queixa de baixa estatura e apresentam valores de estatura em épocas diferentes, que 
nos permitem avaliar como seria a velocidade de crescimento em 1 ano.
Um dado importante que você não pode esquecer é que a velocidade de crescimento normal em crianças impúberes é de 5 a 7 cm/
ano. Um valor menor que esse indica um problema e torna-se grande a chance de o paciente apresentar uma deficiência hormonal como 
causa. 
Uma velocidade de crescimento normal indica que não há problemas hormonais.
Por exemplo:
Uma criança que mede, agora, 145 cm e que há 6 meses media 143 cm apresenta uma velocidade de crescimento de 2 cm/6 meses, 
ou seja, 4 cm/ano. É muito provável que exista uma deficiência hormonal subjacente.
Velocidade de crescimento normal em pré-púberes: 5 a 7 cm/ano.
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Prof. Andrea Makssoudian | Resumo Estratégico | Outubro 2021 12
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7.0 MATURAÇÃO ESQUELÉTICA
Vamos conversar agora sobre a idade óssea.
Essa avaliação é feita por meio da radiografia de punho esquerdo e indica o potencial de crescimento da criança ou do adolescente. 
Além disso, com base nela, podemos obter outras informações:
• se existe alguma doença hormonal que acelere a maturação óssea, como na puberdade precoce;
• se alguma deficiência hormonal está causando atraso da idade óssea.
Figura 5. Observe as figuras acima. A imagem à direita mostra maturação óssea completa: os os-
sos estão próximos e articulados, mostrando que esse adolescente não vai mais crescer. A figura à 
esquerda apresenta uma criança com idade óssea mais atrasada em relação à primeira. Os ossos 
não estão articulados, mostrando um potencial grande de crescimento.
Talvez você esteja se perguntando: 
mas como eu posso avaliar se a idade óssea 
de uma criança está muito atrasada ou 
adiantada?
Na prática, considera-se normal um 
atraso ou avanço de 2 anos em relação à 
idade cronológica.
Por exemplo:
 Uma criança com idade cronológica 
de 10 anos e idade óssea de 11 anos não 
apresenta aceleração da idade óssea, pois a 
diferença é menor do que 2 anos.
Essa informação será útil ao resolver 
questões sobre esse assunto!
Tudo certo até aqui?
Então vamos conversar sobre o crescimento anormal: baixa estatura e alta estatura.
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Prof. Andrea Makssoudian | Resumo Estratégico | Outubro 2021 13
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8.0 BAIXA ESTATURA
Causas Genéticas /
Cromossômicas
Medicamentos
Glicecorticoide Anticonvulsivantes Hormônios Sexuais
Esqueléticas
Nutricional
Psicossocial
Doenças Crônicas
Renais
Gastroenterológicas
Respiratórias
Cardíacas
Infecções de Repetição
Causas Endocrinológicas
Hipotireoidismo
Deficiência de GH
Síndrome de Cushing
Diabetes mellitus
Diabetes insipidus
Desvios da Normalidade
Síndrome de Turner
Síndrome de Bloom
Síndrome de Down
Síndrome de Russel-Silver
Síndrome de Noonan
Síndrome de Seckel
Síndrome de Prader-Will
Gene SHOX
Atraso constitucional
do crescimento e da 
puberdade (ACCP)
Pequenos para a 
idade gestacional
Baixa estatura familiar
Baixa estatura idiopática
Causas de
Baixa Estatura
Como vimos, a baixa estatura é definida quando ocorre um desvio maior do que 2 desvios-padrão, ou seja, escore Z menor do que -2.
Vamos agora conversar sobre as causas de baixa estatura. Veja a figura abaixo:
Figura 6. 
A) BAIXA ESTATURA EM RAZÃO DOS DESVIOS DA NORMALIDADE
Caro aluno, esse tema despenca nas provas. É fundamental que você saiba diferenciar os dois principais desvios da normalidade que 
são a baixa estatura familiar e o atraso constitucional do crescimento e da puberdade.
A baixa estatura familiar (BEF) ocorre porque o potencial genético da criança é baixo, isto é, seu alvo genético 
é baixo. Nesse caso, o prognóstico de estatura final é baixo.
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Prof. Andrea Makssoudian | Resumo Estratégico | Outubro 2021 14
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PEDIATRIA Crescimento
Sendo assim, sua velocidade de crescimento é normal; ela mantém o seu canal de crescimento no gráfico de estatura e não há atraso 
de idade óssea ou atraso puberal. Você pode observar o gráfico abaixo para compreender melhor:
Figura 7. epresentação do crescimento de uma criança com baixa estatura familiar 
(BEF). O alvo genético está no mesmo canal da criança. 
Fonte: WHO Child Growth Standards, 2006.
Outra dica que preciso lhe dar é que o ACCP 
também pode ser denominado de “retardo constitucional 
do crescimento e da puberdade” ou “baixa estatura 
constitucional”.
Na baixa estatura em razão do atraso constitucional 
do crescimento e da puberdade (ACCP), ocorre um atraso 
para o início da puberdade; a criança mantém uma 
adequada velocidade de crescimento, um atraso no início 
da puberdade e um atraso em idade óssea. Além disso, 
geralmente há uma história familiar de atraso puberal e 
os pais têm estatura normal. No ACCP, o prognóstico de 
estatura final é adequado, semelhante ao alvo genético.
Observe o gráfico abaixo, que mostra o crescimento de uma criança com ACCP. 
Figura 8. Representação do crescimento de uma criança com ACCP. O alvo genético é de estatura normal. Fonte WHO Child Growth Standards, 2006.
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PEDIATRIA Crescimento
Agora observe na tabela a seguir como podemos diferenciar as duas principais formas de baixa estatura em razão de desvios da 
normalidade:
BEF ACCP
Estatura < escore Z -2 < escore Z -2
Velocidade de crescimento na pu-
berdade
Normal Normal
Estatura dos pais Baixa estatura em um ou ambos Adequada
Idade óssea Compatível com IC
Atrasada e compatível com a 
idade estatura
Previsão de estatura final Baixa Normal
Puberdade Normal Atrasada
História familiar de atraso puberal Não Sim
Tabela 5. 
B) BAIXA ESTATURA PATOLÓGICA
Baixa estatura genética
Quando existe uma síndrome genética como causa de baixa 
estatura, estamos diante de um caso de baixa estatura genética. 
Existem várias síndromes genéticas que cursam com baixa estatura 
e gostaria de falar de uma delas, que é muito cobrada nas provas e 
que você precisa conhecer.
A síndrome de Turner ocorre em meninas numa prevalência 
de 1:2000 nascidas vivas e sua causa é perda de um cromossomo 
X ou parte dele. Sendo assim, a meninacom síndrome de Turner 
apresenta cariótipo 45X. O diagnóstico da síndrome de Turner deve 
ser feito por meio do cariótipo.
Suas principais características são a baixa estatura e o atraso 
puberal. Essas meninas apresentam ovários disgenéticos que não 
são capazes de produzir os hormônios sexuais. Assim, não ocorre o 
feedback negativo com a hipófise e as gonadotrofinas hipofisárias 
elevam-se. Dessa forma, temos um hipogonadismo (atraso puberal) 
hipergonadotrófico (gonadotrofinas aumentadas).
Meninas com síndrome de Turner podem apresentar alguns 
estigmas físicos denominados “estigmas turnerianos”, que são: 
pescoço alado, nevus pigmentares, implantação baixa dos cabelos 
e das orelhas, pregas epicânticas cúbito valgo, hipertelorismo 
mamário, palato em ogiva e 4º metacarpo curto. Elas podem 
apresentar cardiopatias congênitas e a inteligência é geralmente 
normal.
Veja a figura:
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PEDIATRIA Crescimento
Figura 9. 
DICA IMPORTANTE
Nem todas as meninas com síndrome de Turner apresentam os estigmas citados, pois várias delas apresentam-se como 
mosaicos, isto é, têm algumas células normais e outras 45X. Sendo assim, diante de uma menina com baixa estatura e atraso puberal, 
é fundamental lembrar da síndrome de Turner!
Baixa estatura causada por doenças endocrinológicas
As doenças endocrinológicas são responsáveis por apenas 10% das causas de baixa estatura. As duas principais são o hipotireoidismo 
e a deficiência de hormônio de crescimento (GH).
DICA
Crianças com baixa estatura por deficiência de GH ou de hormônios tireoidianos apresentam baixa velocidade de crescimento, 
além de atraso da idade óssea!
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PEDIATRIA Crescimento
Uma criança com baixa estatura em razão do hipotireoidismo 
apresenta sintomas de intolerância ao frio, hipoatividade, 
sonolência, baixo rendimento escolar, constipação intestinal e 
adinamia e pode ou não apresentar bócio.
A deficiência de GH é mais rara e esses pacientes apresentam 
baixa estatura que se instala por volta dos 2 anos de vida, associada a 
baixa velocidade de crescimento, atraso da idade óssea e tendência 
à obesidade, pois o GH é lipolítico.
Baixa estatura patológica causada por doenças crônicas
A baixa estatura patológica pode ocorrer em razão de uma 
doença crônica renal, pulmonar, cardíaca, gastrointestinal, entre 
outras.
Gostaria de enfatizar, aqui, que a doença celíaca é uma 
causa muito frequente de baixa estatura. Muitos pacientes não 
apresentam a forma clássica da doença, que se manifesta em 
lactentes após a introdução da alimentação complementar. 
Nesses casos, os sintomas mais comuns são: diarreia persistente, 
irritabilidade, distensão abdominal e baixo ganho ponderoestatural. 
Figura 10. 
Contudo, a maior parte dos portadores de doença celíaca 
apresentam sintomas gastrointestinais leves, como distensão 
abdominal, constipação e dor abdominal recorrente. Cerca de 8 
a 10% dos pacientes com baixa estatura idiopática apresentam 
anticorpos positivos para doença celíaca. Sendo assim, é 
fundamental que se tenha em mente essa possibilidade diagnóstica 
em crianças com baixa estatura, mesmo que não apresentem 
sintomas gastrointestinais típicos.
Baixa estatura em razão de doenças esqueléticas
A acondroplasia é o exemplo principal dessa causa de 
baixa estatura. Os membros superiores e inferiores dos pacientes 
afetados são curtos, há um predomínio do segmento superior sobre 
o inferior, fronte proeminente e lordose acentuada. Esse é um caso 
clássico de baixa estatura desproporcionada. Isto é, as relações 
entre os segmentos superior e inferior não são normais, ocorrendo 
um predomínio do segmento superior. Além disso, esses pacientes 
podem desenvolver otites de repetição. Veja a figura abaixo:
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PEDIATRIA Crescimento
9.0 INVESTIGAÇÃO DA BAIXA ESTATURA
Para investigarmos a causa da baixa estatura, uma anamnese completa e um exame físico podem direcionar para os exames necessários 
em cada caso. Sendo assim, é necessária uma antropometria cuidadosa, com informações sobre estatura e puberdade dos pais, idade óssea 
e cálculo da velocidade de crescimento.Com essas informações, poderemos diferenciar os desvios da normalidade das causas patológicas de 
baixa estatura e solicitar exames específicos.O fluxograma abaixo ilustra o que dissemos até aqui:
Variantes
benignas
Endócrino
ACCP
Baixa estatura 
familiar
Genético Doeças
crônicasAtraso puberal, 
atraso idade óssea
atraso puberal familiar, 
alvo genético
adequado
Patológico
≥5cm/ano <5cm/ano 
Avaliar velocidade de 
crescimento 
Problema no
crescimento
Deficiência de GH,
hipotireoidismo e 
Cushing
Turnar,
Down
Noonan
Renal, 
Cardíaco,
pulmonar,
celíaco,
outras
Puberdade adequada,
alvo genético baixo,
idade óssea normal
Figura 11. 
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MED
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10.0 TRATAMENTO DA BAIXA ESTATURA
O tratamento da baixa estatura vai depender de sua causa. Quando estamos diante de um caso de baixa estatura em razão de doenças 
crônicas, o tratamento dependerá do controle da doença subjacente. 
O hipotireoidismo deve ser tratado com reposição de levotiroxina. O uso de GH é indicado na deficiência de GH e, também, em algumas 
causas genéticas de baixa estatura, como a síndrome de Turner, que se beneficia desse tratamento. Pacientes com acondroplasia podem ser 
tratados com cirurgias para alongamento ósseo.
Crianças com baixa estatura em razão de desvios da normalidade não necessitam de intervenção específica. A conduta adequada 
diante desses casos é baseada em orientações aos pacientes e familiares, assim como acompanhamento clínico.
11.0 ALTA ESTATURA
O diagnóstico é firmado com a constatação de estatura acima de 2 desvios-padrão ou escore Z +2. Embora não seja uma queixa 
frequente, ela pode refletir doenças que devem ser investigadas e tratadas. 
Observe abaixo as principais causas de alta estatura:
Desvios da Normalidade
Genéticas
Síndrome de Marfan
Alta estatura familiar
Puberdade precoce
Produção excessiva de GH
Hiperplasia adrenal congênita
Síndrome de Klinefelter
Endocrinológica
Obesidade
Aceleração constitucional
do crescimento e
puberdade
Alta 
Estatura
Figura 12. 
Vamos falar agora sobre as principais causas.
CAPÍTULO
CAPÍTULO
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Síndrome de Marfan
É uma doença autossômica dominante determinada por mutações no cromossomo 15, em que ocorre a decodificação da proteína 
fibrilina. Esse defeito resulta em manifestações musculoesqueléticas (hipermobilidade articular, envergadura maior que a estatura e 
deformidades esqueléticas), cardiovasculares (prolapso de válvula mitral e aneurisma de aorta) e oftalmológicas (subluxação do cristalino). 
Observe a figura abaixo:
Figura 13. 
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MED
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Síndrome de Klinefelter
Essa é uma síndrome cromossômica que afeta o sexo masculino. Os pacientes têm mais do que um cromossomo X (47XXY), podendo 
ocorrer casos com 3 ou 4 cromossomos X. 
Esses pacientes apresentam alta estatura e envergadura maior que a estatura, ginecomastia, testículos e pênis pequenos, atraso puberal 
e infertilidade. Além disso, alterações neurológicas são evidenciadas, como atraso intelectual e motor. Você pode observar as principais 
características dessa síndrome observando a figura abaixo:
Figura 14. 
Gigantismo
A alta estatura desencadeada pelo excesso de produção de GH é denominada gigantismo. Sua principal causa é o adenoma hipofisário. 
Essa condição deve ser tratada adequadamente em razão das consequências deletérias que podeocasionar, como intolerância à glicose, 
alterações visuais e problemas ortopédicos e vasculares.
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Estratégia
MED
PEDIATRIA Crescimento
13.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. COELHO, GJ. Crescimento e Puberdade. In: Tratado de Pediatria 4ª. Ed.
2. HOINEF, C; COLLET-SOLBERG, PF. Crescimento normal e alterado. In: Tratado de Pediatria 4ª. Ed.
3. BAMBA, V; KELLY, A. Assessment of growth. In: KLIEGMAN, RM; ST GEMEIII, JW; BLUM, NJ. Nelson Textbook of Pediatrics. 21ed.
4. ALMADJAA, L; AL-AGHA, AE. Growth hormone therapy in child with Russel-Silver: a case report. Intl Jr. Med and Health Res. Vol:3 N37-39 
Dec 2017.
5. Orientações para coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúdo- Ministério da Saúde.
6. FERRAN, K; PAIVA, IA. Baixa estatura na adolescência: quando intervir? Revista Residência Pediátrica Ano 2015 Vol.5 Supl1.
7. HOINEFF, C. Baixa Estatura. SOPERJ nº12(supl 1) Ago 2011.
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Prof. Andrea Makssoudian | Resumo Estratégico | Outubro 2021 24
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MED
PEDIATRIA Crescimento
14.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Caro Estrategista, finalmente chegamos ao final deste resumo. Espero que você tenha compreendido o tema. Saiba que o material 
completo está disponível no livro digital sobre este assunto.
Antes da prova, procure ler as dicas que deixei aqui, neste livro, e memorize os tópicos mais importantes.
Para resolver qualquer dúvida que surgir, pode contar comigo!
Espero que você tenha um ótimo estudo!
Abraços,
Andrea Makssoudian.
CAPÍTULO
Prof. Andrea Makssoudian | Resumo Estratégico | Outubro 2021 25
Estratégia
MED
PEDIATRIA Crescimento

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