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Morfofuncional | UC XXIII | SP2
TCE
Trauma crânio encefálico
→ Relembrando Glasgow (ECG)
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Classificação
- leve (13 - 15)
- moderado (9- 12)
- grave (<8)
Glasgow P = ECG - RP (reação pupilar)
- Ambas pupilas reagem : 0
- Uma pupila reage: 1
- Nenhuma pupila reage: 2
→ Lesão cerebral difusa
Ocorre por desaceleração
– Concussão
● Perda súbita da consciência que melhora
- Dura menos 6h
- É o que acontece nos “nocautes”
- Paciente pode ter amnésia anterógrada ou retrógrada
- É considerada leve quando ocorre apenas déficit
neurológico, sem perda da consciência
- TC pode ser inicialmente normal
– Lesão axonal difusa
● Perda súbita e duradoura da consciência (> 6h)
- causada por lesão dos prolongamentos
axonais dos neurônios
- lesão de cisalhamento
● Cd: Suporte
→ Lesão cerebral focal
– Hematomas
● Extra ou epidural
+ raro!
- Lembrar: trauma na lateral da cabeça pode
causar hematoma epidural;
-Intervalo lúcido: perda de consciência seguida
de melhora (completa ou incompleta)
● Subdural
+ comum!
- Comum por dilaceração de pequenas veias
entre dura-máter e a aracnóide
- Populações de maior risco: alcoólatras, idosos
e usuários de anticoagulantes
+ grave; mortalidade 60%
Gabriela de Oliveira | T3 | 8º período
1
Morfofuncional | UC XXIII | SP2
Neuroanatomia básica
Calota craniana → Espaço epidural ou extradural (artéria meníngea
média) → Dura-máter → Espaço subdural (veias pontes) → Aracnóide →
Espaço subaracnóideo → Pia Máter
- Artéria meníngea média → superficial → se sangra faz uma imagem
biconvexa
- Esses vasos são um pouco mais retificados em pacientes mais idosos,
alcoólatras, por isso ficammais predispostos às complicações do TCE
- Lesão cerebral focal → hematomas
- Mais comum o subdural porque os idosos e alcoólatras são mais predispostos a isso; risco de queda, etc;
1- Hematoma subdural; 2- Hematoma epidural
- Veia escorre - sangra e vai escorrendo
- Artéria pulsa → vai empurrando
Gabriela de Oliveira | T3 | 8º período
2
Morfofuncional | UC XXIII | SP2
CASO CLÍNICO 1
André, estudante de medicina, resolve lutar MMA, e animado com os treinos se prepara para entrar no octógono. A luta
seria no intermed, mas o sonho não durou muito tempo. O nosso lutador, recebeu um chute giratório que o acertou em
cheio no rosto. Nesse momento seus colegas da turma saíram correndo para ajudar, e viram que o André perdeu os
sentidos e foi levado ao hospital. Durante o percurso André retomou os sentidos e estava pronto para lutar. Já no
hospital, o médico plantonista estava na enfermaria resolvendo uma PCR, então restou para seus colegas acadêmicos
conduzir o caso e observaram o seguinte exame:
Abertura ocular espontânea, orientado em tempo e espaço e obedece aos comandos. Pupilas isocóricas e
fotorreagentes. Estável hemodinamicamente e sem outras alterações ao exame físico.
A tomografia evidenciou:
• Glasgow? 15 à TCE leve
• TC? Normal
• HD? Concussão Cerebral
(perda súbita da consciência que dura no máximo 6h)
• Qual a Conduta?
Trata-se de uma concussão cerebral; perda súbita da consciência que dura no máximo 6h
Glasgow 15 → TCE LEVE
Teoricamente não faço TC em paciente com TCE leve (mas devo observar e ter bom senso)
Observa o paciente no hospital por pelo menos 6 horas; se paciente rebaixar nesse tempo, etc, tenho que pedir a TC
- Na prática, vomitando e com dor de cabeça, já
fica-se receoso e faz a TC;
- Observa em 6 horas; se apresentar 1 sintoma faz
TC
- Espero uma TC normal em casos de concussão
Gabriela de Oliveira | T3 | 8º período
3
Morfofuncional | UC XXIII | SP2
CASO CLÍNICO 2
Um casal de namorados ansiosos para uma festa que iria ter numa cidade vizinha, que ficava a 40 minutos de distância.
Saem apressados do plantão para poder chegar a tempo de os portões abrirem para não pegar tanta fila, e poderem
aproveitar a festa o máximo possível, já que era uma das últimas como acadêmicos.
Durante o caminho, o motorista que dirigia loucamente, atingindo velocidade de 150km, não contava com um cachorro
que atravessa a rodovia naquele momento, perdendo a direção, e capotando 3 vezes. O motorista levou muita sorte,
porque foi ejetado do carro e ainda teve oportunidade de socorro, já sua namorada faleceu no local, após explosão do
veículo.
Encontrado no local: abertura ocular a dor, balbuciando sons incompreensíveis, com flexão anormal ao estímulo
doloroso. Realizadas medidas no local, e encaminhado para o hospital mais próximo de referência neurológica
- Pneumotórax mesmo simples que foi pro tubo → ele vai fazer um pneumotórax hipertensivo!!!! Então eu preciso drenar
ele!!!!
- Paciente de trauma eu dreno todo mundo; se for um pneumotórax espontânea, ai eu avalio as condições, etc
- Tanto a de alívio quanto a definitiva é no 5º espaço intercostal
• Glasgow? 7 à TCE grave
• TC? Lesões hiperdensas puntiformes
• HD? Lesão axonal difusa (perda súbita e duradoura da consciência)
• Conduta? Suporte
- geralmente a TC vem normal; pode-se ver sinais pequenos de hiperdensidade
- paciente chega em coma, com glasgow baixo
- na RM daria para ver melhor as lesões puntiformes
- lembrar que esse paciente pode ter problemas respiratórios
- tríade de cushing: bradicardia, instabilidade respiratória e hipertensão
- lembrar que o cheyne stokes é o tipo respiratório mais comum nesses casos;
CASO CLÍNICO 3
Durante uma festa de medicina, numa chácara em Campo Mourão, inicia-se uma briga. Dois meninos, levemente
alterados, iniciam uma briga que ninguém entendia o motivo pela qual brigavam. Um dos amigos que tentou ajudar a
separar a briga, recebeu um soco que o fez perder os sentidos, e ao cair no chão, bateu fortemente com a parte lateral
da cabeça, e foi levado ao hospital. Durante o percurso o mesmo brigava com seus colegas dizendo que não queria ir ao
hospital, obrigando-os a voltarem para a festa. Passadas 3h, ficou tonto e perdeu a consciência novamente. Já no
hospital, observaram o seguinte exame:
Comatoso, sem abertura ocular, balbuciando sons incompreensíveis, com postura de flexão anormal dos membros.
Ausência de reflexo pupilar à esquerda. Estável hemodinamicamente e sem outras alterações ao exame físico.
• Glasgow? 6 à TCE grave
NOTA: pela reação de apenas 1 pupila, subtrai-se 1 ponto, ficando então com um Glasgow 5
• TC? Hematoma epidural à esquerda
• HD? Hematoma Epidural, com acometimento da A. meníngea média.
• Qual a característica da história que diz a favor de Epidural? Intervalo lúcido + mecanismo de trauma
- Primeiro ele teve uma concussão;
- Depois ele rebaixou de novo; teve um intervalo lúcido;
- Glasgow 5 → IOT e vai pra tomo
- Artéria vai sangrando pulsátil, então ela vai empurrando por isso dá a imagem biconvexa
CASO CLÍNICO 4
Paciente de 70 anos, da entrada no PS com quadro de tontura, e alteração do nível de consciência, acompanhada de
sua filha. Questionada pelo médico se a mesma tem história de trauma. A paciente nega instantaneamente, porém a
filha recorda que a mesma apresentou queda da própria altura, quando ajudava a lavar a calçada há 1 mês.
Ao exame: abertura ocular espontânea, confusa, respondendo a comando motor, com hemiparesia à direita.
• Glasgow? 14 à TCE leve
• TC? Hematoma subdural à E, crônico, sem desvio da linha média
• HD? Hematoma subdural (formato em crescente), com acometimento das veias ponte.
• DDX: AVC
→ Peço TC por: idade > 70 anos, confusa, hemiparesia a direita; temmais sintomas associados
Gabriela de Oliveira | T3 | 8º período
4

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