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BANCO DE QUESTÕES LITERATURA 2.º SEMESTRE 2015 – 1.ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO Prezado(a) professor(a), A proposta do Banco de Questões do segundo semestre de 2015 apresenta um modelo que privilegia o desenvolvimento das habilidades dos alunos. Este Banco contempla 40 questões, divididas em objetivas e discursivas, sequenciadas por Competências e Habilidades da Matriz de Referência ENEM. Para facilitar a localização das questões, o Quadro de Conteúdos associa cada uma delas aos seus respectivos Unidades e capítulos, de acordo com a sequência apresentada no livro didático. As questões são inéditas e foram especialmente elaboradas para serem utilizadas por você, professor(a), da melhor forma que lhe convier. Caso necessite adaptar alguma questão, fique à vontade. Antes de utilizar as questões em avaliações formais, seria interessante familiarizar o aluno com o formato proposto para cada uma das questões. Bom trabalho! QUADRO DE CONTEÚDOS UNIDADE 3: O QUINHENTISMO EM PORTUGAL E NO BRASIL CAPÍTULO TEMA / CONTEÚDO QUESTÕES Capitulo 5: O Classicismo · Antropocentrismo · Epopeia · Teocentrismo · Poemas Contemporâneos · Renascimento · Os Lusíadas: a grande epopeia portuguesa · O eu lírico 01, 02, 03, 04, 05, 06, 25, 26, 27 Capitulo 6: Enquanto isso, no Brasil · Um olhar inaugural sobre o Brasil · A literatura jesuítica ou catequética · Poema modernista · A história sob outra perspectiva · Novos olhares para a questão da nossa da brasilidade 07, 08, 09, 10, 28, 29 UNIDADE 4: O BARROCO E O ARCADISMO Capitulo 7: O Barroco: a exuberância da forma · O relativismo · O Barroco · O estilo cultista · Gregório de Matos: poeta do povo, das ruas, das praças · O conceptismo 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 30, 31, 32, 33, 34 Capitulo 8: O Arcadismo: a reverência ao bucolismo · O Arcadismo · O Arcadismo no Brasil e seus principais representantes · Arcadismo Brasileiro 20, 21, 22, 23, 24, 35, 36, 37, 38, 39, 40 QUESTÕES OBJETIVAS Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 12: Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais. Tema/conteúdo: Antropocentrismo – Unidade 3 – Capítulo 5 – livro 2/2015 Questão 01 – Gabarito: D Analise a imagem a seguir. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/historiag/renascimento.htm> Acesso em: 12 mar. 2015. O Renascimento foi um movimento cultural amplo que modificou as artes, dentre elas a pintura. O quadro traz a marca do antropocentrismo, característica que A) aborda a transitoriedade da vida do ser humano. B) confere uma intensa dramaticidade à pintura do rosto humano. C) obedece a um modelo estereotipado, calcado na religiosidade. D) reproduz a beleza e a harmonia do corpo humano nas artes. E) revela o afastamento das bases da cultura grega e da latina. Gabarito comentado Questão 01 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. Aspectos como transitoriedade e fim, por exemplo, não atendem à visão antropocêntrica da vida. A existência humana volta para si mesmo no Renascimento e valoriza as ações humanas. B) Alternativa incorreta. O rosto humano, assim como toda expressão artística do corpo humano, representa o ideal da beleza clássica. C) Alternativa incorreta. A arte recebeu um tratamento mais realista. O foco era a valorização humana. O próprio ser humano passou a ser objeto de observação. D) Alternativa correta. O cuidado com a expressão anatômica é evidente, a exaltação da beleza, da perfeição, o renascer do ser humano. E) Alternativa incorreta. As bases da cultura greco-romana são o fio condutor desse novo movimento. O culto à Antiguidade Clássica era fundamental no Renascimento. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 7: Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas. Habilidade 24: Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras. Tema/conteúdo: Epopeia – Unidade 3 – Capítulo 5 – livro 2/2015 Questão 02 – Gabarito: C Leia o fragmento a seguir. Cessem do sábio grego e do troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram, Que eu canto o peito ilustre lusitano, A quem Neptuno e Marte obedeceram; Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta. CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas. Canto Primeiro, estrofe 3. São Paulo: Abril Cultural. 1979, p. 31. Os Lusíadas, obra-prima da literatura portuguesa, quanto ao gênero literário, classifica-se como uma epopeia, pois A) expressa-se em um soneto de conteúdo lírico. B) faz uma releitura da conquista do Novo Mundo. C) narra feitos que exaltam o heroísmo de um povo. D) organiza-se a partir da fé no catolicismo romano. E) trata-se do registro de várias viagens marítimas. Gabarito comentado Questão 02 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil A) Alternativa incorreta. Não tem a forma de soneto. Compõe-se de dez cantos, 1 102 estrofes e 8 816 versos. A ação central é a viagem feita por Vasco da Gama. Essa aventura possibilitou a descoberta do caminho marítimo para as Índias. Outros episódios importantes da cultura portuguesa também são descritos, tudo com o objetivo de enaltecer o povo lusitano. B) Alternativa incorreta. Há uma pequena referência no Canto 10, um vislumbre das viagens marítimas que possibilitaram, também, o “achamento” do Brasil. Diante de tantos outros feitos heroicos do povo lusitano, no entanto, não se constitui como passagem de grande significado. C) Alternativa correta. Até por ser uma epopeia, toda a narração concorre para revelar ao mundo a grandeza de um povo. D) Alternativa incorreta. Essa grandiosa obra foi criada no período da expansão ultramarina. O domínio sobre a natureza revelava a força humana. A visão antropocêntrica revela a presença do maravilhoso pagão – deuses, mitos e costumes da Antiguidade Clássica. E) Alternativa incorreta. A viagem narra e exalta a Viagem de Vasco da Gama às Índias, fato histórico com passagens líricas. Tem como foco essa grande aventura, na qual tantos perigos são enfrentados pelos valorosos portugueses. Elaborador: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1ª Nível de dificuldade: Difícil Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 14: Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos. Tema/conteúdo: Poema contemporâneo – Unidade 3 – Capítulo 5 – livro 2/2015. Questão 03– Gabarito: C Leia ( A propósito de Alexander Calder [...] e a poesia sem pedir licença cobriu o tempo e o espaço dentro e fora de cada uma das esculturas esvoaçantes e o silêncio e a poesia e cada uma das esculturas esvoaçantes se juntaram e dançaram uma dança silenciosa poética esvoaçante [...] RIOS. Fernando. Suplemento Literário do Estado de Minas Gerais , edição n. 1.352, Secretaria de Estado de Cultura, Belo Horizonte, janeiro/fevereiro 2014, p 32 (Fragmento) RIOS . Fernando. Suplemento Literário do Estado de Minas Gerais, edição nº 1.352, Secretaria de Estado de Cultura, Belo Horizonte, Janeiro/Fevereiro 2014, página 32. )os textos a seguir. Laocoonte e seus filhos é uma escultura do século I. Foi encontradadurante escavações feitas em Roma no início do XVI, em pleno Renascimento. Quando foi encontrada estava fragmentada em grandes partes. Disponível em: <http://unilahistoria.blogspot.com.br/>. Acesso em: 11 mar. 2015. Ao relacionar o poema contemporâneo à escultura do século XVI, verifica-se A) abordagem temática a partir de contexto histórico. B) apresentação de tema ligado a épocas diferentes. C) diálogo entre as duas manifestações artísticas. D) predomínio do estilo clássico nos dois suportes. E) valorização de virtude e manifestação religiosa. Gabarito comentado Questão 03 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil A) Alternativa incorreta. Os dois suportes focalizam temáticas diversas, a escultura em questão foge à ideia de leveza sugerida pelo poema. B) Alternativa incorreta. Os dois suportes focalizam a mesma temática, a valorização da leveza da arte, a ideia de movimento harmonioso. C) Alternativa correta. Há um diálogo entre as duas abordagens, em torno da arte de esculpir, de exaltar a harmonia. D) Alternativa incorreta. O texto I apresenta uma escultura clássica, da época do Renascimento, ao passo que o poema é um texto contemporâneo. E) Alternativa incorreta. A temática se inspira na visão antropocêntrica, no destaque da capacidade humana de produzir, de se expressar em diversos campos da ciência e da arte. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político. Tema/conteúdo: Teocentrismo – Unidade 3 – Capítulo 5 – livro 2/2015. Questão 04 – Gabarito: B Leia o fragmento retirado de Os Lusíadas. [...] Convoca as alvas filhas de Nereu, Com toda a mais cerúlea companhia, Que, porque no salgado mar nasceu, Das águas o poder lhe obedecia; E, propondo-lhe a causa a que desceu, Com todos juntamente se partia Para estorvar que a armada não chegasse Aonde para sempre se acabasse. Já na água erguendo vão, com grande pressa, Com as argênteas caudas branca escuma; Cloto co’o peito corta e atravessa Com mais furor o mar do que costuma; Salta Nise; Nerine se arremessa Por cima da água crespa, em força suma; Abrem caminho as ondas encurvadas, De temor das nereidas apressadas; [...] CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas. Canto segundo, estrofes 19 e 20. São Paulo: Abril cultural, 1979. p. 72 - 73 (Fragmento) Os versos são uma exaltação ao povo lusitano, de autoria de Camões, consagrado autor português. A valorização da Antiguidade se verifica nesses versos por meio da A) exaltação aos valores culturais do teocentrismo. B) presença de personagens da mitologia clássica. C) referência à desarmonia dos elementos naturais. D) substituição do heroísmo luso pelo racionalismo. E) valorização da conquista dos mares por Portugal. Gabarito comentado Questão 04 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil A) Alternativa incorreta. O livro foi publicado em 1527, período do Renascimento, predomínio do Antropocentrismo, portanto, distante do período medieval. B) Alternativa correta. De acordo com as características clássicas, a presença de seres mitológicos é constante na literatura. Thetis, Baco, Júpiter, Vênus e outros representantes da mitologia clássica são importantes personagens na monumental obra de Camões. C) Alternativa incorreta. Os fenômenos naturais, os perigos desencadeados pelo tempo e lugares inóspitos reforçam o caráter heroico do texto. D) Alternativa incorreta. Não há essa substituição. Todas as características clássicas são trabalhadas para enaltecer a força do caráter português. É uma narrativa em versos que transborda em lirismo favorável à glória lusitana. E) Alternativa incorreta. O povo português sempre foi hábil nas artes da navegação, mas nessa estrofe, não há foco nesse aspecto, e sim na importância dos seres mitológicos naquela passagem. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: Poema contemporâneo – Unidade 3 – Capítulo 5 – livro 2/2015. Questão 05 – Gabarito: D Leia o soneto a seguir. Soneto XV Busque Amor novas artes, novo engenho, para matar-me, e novas esquivanças; que não pode tirar – me as esperanças, que mal me tirará o que eu não tenho. Olhai de que esperanças me mantenho! Vede que perigosas seguranças! Que não temo contrastes nem mudanças, andando em bravo mar, perdido o lenho. Mas, conquanto não pode haver desgosto onde esperança falta, lá me esconde Amor um mal, que mata e não se vê. Que dias há que n'alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei por quê. CAMÕES. Luís Vaz de. In: GULLAR, Ferreira. (Org.) O prazer do poema: uma antologia pessoal. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014. p.83. Camões, nesse poema, trata de emoções e de sentimentos comuns às pessoas, principalmente no que se refere A) à certeza da harmonia em todas as relações amorosas. B) à importância do amor eterno na construção do lirismo. C) à valorização do amor como manifestação da perfeição. D) à visão relativa da vida nos relacionamentos amorosos. E) ao predomínio de um mundo universal sobre o particular. Gabarito comentado Questão 05 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. O eu lírico apresenta argumentos que reforçam a insegurança, as contradições das relações amorosas. B) Alternativa incorreta. O lirismo perpassa a construção poética nas mais diversas facetas da vivência amorosa, independente dos aspectos positivos e/ou negativos. C) Alternativa incorreta. Não há perfeição. O amor não é manifestação absoluta, definida. Em determinadas situações, pode ser considerado até um mal e que mata. D) Alternativa correta. Por ser um sentimento genuinamente humano, está sujeito a reveses, ao risco do abandono, da dor de não se sentir seguro com o objeto do amor. E) Alternativa incorreta. Nesse soneto, o mundo particular, íntimo é o que prevalece. Trata-se de aspecto pessoal, da forma como lidar com a vivência amorosa. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 18: Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos. Tema/conteúdo: Antítese – Unidade 3 – Capítulo 5 – livro 2/2015. Questão 06 – Gabarito: B Leia o poema a seguir. Trovas à maneira antiga Comigo me desavim, sou posto em todo perigo: não posso viver comigo não posso fugir de mim. Com dor da gente fugia antes que esta assim crescesse: agora já fugiria de mim, se de mim pudesse. Que meio espero ou que fim do vão trabalho que sigo, pois que trago a mim, comigo, tamanho inimigo de mim? SÁ DE MIRANDA, Francisco de. In: GULLAR, Ferreira. (Org.) O prazer do poema: uma antologia pessoal. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014. p.307. A antítese, recurso trabalhado no texto, mostra o eu lírico diante da(o) A) coexistência pacífica entre os seussentimentos contraditórios. B) constatação do sentimento de duplicidade em sua identidade. C) distanciamento possível de si mesmo para evitar o sofrimento. D) possibilidade de fugir de aspectos subjetivos da personalidade. E) sensação positiva com o esforço para vencer um inimigo interno. Gabarito comentado Questão 06 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil A) Resposta incorreta. O estado de angústia do eu lírico decorre da impossibilidade de apaziguamento. O eu lírico reconhece a situação de perigo diante da necessidade premente de si mesmo e, também, a sensação de desentendimento interior. B) A duplicidade é a própria essência do eu lírico. Não ser possível fugir de si mesmo e, ao mesmo tempo, desejar livrar-se do seu lado que gera insatisfação é o fio condutor de sua vida. C) O distanciamento é impossível. O sofrimento provocado pelo embate entre viver consigo e ao mesmo tempo considerar-se inimigo é inevitável. D) O poema se tece em torno da contradição que referenda a condição existencial do eu lírico. A sua personalidade é formada por essa constante inquietação. E) O trabalho para se livrar dessa dualidade é inútil, em vão, como o eu lírico registra na última estrofe. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura 1.ª Série: Nível de dificuldade: Médio Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 20: Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional. Tema/conteúdo: Um olhar inaugural sobre o Brasil - Unidade 3 - Capítulo 6 - Livro 2 / 2015. Questão 07 – Gabarito: D Texto I Carta a El-Rei D. Manuel [...] Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia... muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos - terra que nos parecia muito extensa. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem [...] CAMINHA, Pero Vaz de. Carta a El-Rei D. Manuel. São Paulo: Dôminus Editora S.A., 1963, p. 66-67 (Fragmento) Texto II Preto no branco ( O escritor Cide Piquet é editor e tradutor na Editora 34. Aos 17 anos, passou no vestibular para Letras, com ênfase em alemão, na USP. Como vários outros editores de sua geração, aprendeu quase tudo que sabe de literatura e línguas sendo autodidata. Tem participado frequentemente de simpósios e eventos acadêmicos, já tendo dado aulas na USP como professor conferencista. )Auriverde pendão da minha terra em que se plantando tudo dá: palmeira banana sabiá ó país do futuro do passado em berço esplêndido há séculos deitado [...] não permita Deus que eu morra de fome sede ou pancada [...] mata mata mata [...] a nossa é mesmo mais bonita ou apenas mais barata? [...] mas por quem serás amada patriamadabrasil? “ PIQUET, Cide. Preto no branco. Disponível em: <http://www.filologia.org.br/revista/60supl/189.pdf>. Acesso em: 12 mar. 2015. (Fragmento) O texto I é o relato de Caminha sobre a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. Em relação ao caráter documental da carta de Caminha, o texto II A) confirma a versão ufanista do escrivão Caminha, que apresenta falsa visão da nova terra. B) emprega versos de outros poetas com o objetivo de enaltecer as belezas naturais do Brasil. C) faz várias correções à linguagem usada por Caminha para facilitar a compreensão textual. D) permite reflexões críticas sobre a constituição social, econômica e política da nossa nação. E) retoma aspectos da degradação ambiental, pouco apontados por Pero Vaz de Caminha. Gabarito comentado Questão 07 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. O conceito de ufanismo está ligado a uma época posterior ao descobrimento, quando o Nacionalismo já se consolidava no país. Caminha registra informações sobre a nova terra, com base em suas observações. B) Alternativa incorreta. A menção a outras obras literárias tem como objetivo legitimar o caráter crítico do texto II. C) Alternativa incorreta. O texto II não tem o objetivo de corrigir estrutura linguística. É um texto com pretensão artística. D) Alternativa correta. O autor, com base na realidade contemporânea, faz uma releitura crítica, pontuando problemas de ordem econômica e social. E) Alternativa incorreta. A carta de Pero Vaz de Caminha tem como foco uma natureza exuberante, até aquele momento sem problemas de devastação, só ocasionados após o contato com a civilização europeia. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 7: Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas. Habilidade 23: Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público-alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados. Tema/conteúdo: Um olhar inaugural sobre o Brasil - Unidade 3 - Capítulo 6 - Livro 2 / 2015. Questão 08 – Gabarito: E Considere o texto a seguir para responder a esta questão. ( [...] Sou mãe de três meninas: uma de 15 anos, outra de 13 e a mais nova tem 2 anos. Minha aldeia é a Taquara, mas no momento vivo em outra aldeia, a Guapiru, porque sou professora e dou aulas. Quando vivia, meu pai, cacique Marcos Verón, fez um acordo com outro cacique sobre o meu casamento. Então fui entregue ao Natanael, que é meu marido. Procuro manter e mostrar para minhas filhas as nossas tradições. Minha filha mais velha já está no ensino médio e quer fazer medicina. Vou me realizar vendo minha filha médica, porque isso era uma coisa que eu gostaria de ter sido. Como meu pai dizia, o maior alicerce é a família . Na escola ensinaram que a América foi descoberta. Não foi bem assim, não. A gente sabe que foi muito além disso; foi uma luta. Foi o encontro de dois mundos. Quando se fala em encontro, pensa-se numa coisa pacífica, mas não foi isso que aconteceu. Nosso mundo indígena foi destruído, houve choques e lutas, resistências de nossos antepassados. Isso eu passo para minhas filhas, elas têm que saber dessa história. Fiz uma pesquisa para saber do passado da minha família. Meu tataravô, bisavô, avô e meu pai foram todos mortos por latifundiários, grileiros de terra. Eu conto para minhas filhas essa história. Não é para elas terem medo ou ficarem caladas. Lógico que têm momentos em que temos que recuar, ficar quietos, mas é preciso mostrar que somos um povo que tem que ser reconhec ido em sua dignidade e direitos . [...] Disponível em: < http://www.cedefes.org.br/index.php?p=indigenas_detalhe&id_afro=5523 >. Acesso em : 17 mar. 2015 . (Fragmento) ) O texto tem como objetivo A) defender a manutenção da “história oficial” nos currículos de ensino para comunidades indígenas. B) demonstrar que a retomada do estilo de vida primitivo elimina os riscos de aculturação indígena. C) denunciar a extinção dos nativos promovida pelos descendentes dos colonizadores portugueses. D) legitimar o encontro dos dois mundos a partir da supremacia cultural imposta pelos colonizadores. E)reconhecer distorções na história oficial do descobrimento como uma forma de resistência indígena. Gabarito comentado Questão 08 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. O relato contesta a “história’ ensinada nas escolas. O caráter destruidor da chegada do europeu é reconhecido pela narradora. B) Alternativa incorreta. Não há defesa dessa tese. A resistência consiste em manter contato com o modo de vida construído pelo colonizador, sem desvalorizar as tradições indígenas. C) Alternativa incorreta. A afirmação da mulher indígena é de que as distorções da história oficial favorecem uma visão pacífica da “ocupação” na época da chegada dos europeus. Na atualidade, a convivência é possível, até mesmo como exercício de resistência. D) Alternativa incorreta. Não há defesa dessa colocação. O convívio com os brancos é uma realidade a ser tratada com postura crítica. E) Alternativa correta. O reconhecimento da farsa construída para validação da chamada história oficial é uma forma de resistência do povo, de manutenção de suas raízes culturais, independentemente da imposição de um modo de vida que atendia a pretensões dos colonizadores. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Competência: de área 4 Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade: 13 Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos. Tema/conteúdo: A literatura jesuitica ou catequetica - Unidade 3 - Capítulo 6 - Livro 2 / 2015. Questão 09 Gabarito: A ( [...] Um olhar para a micro história permite que se perceba como o jesuíta José de Anchieta foi o primeiro dramaturgo do catolicismo colonial brasileiro. O padre conseguiu valer-se de sua ampla formação para fundi-la em um processo de transmissão cultural-cristão que tem seu ápice na criação dos autos. Sua condição de poliglota serviu-lhe para superar as fronteiras linguísticas de contato com os povos tupi e aventurar-se em sermões, peças e poemas escritos em um idioma indefinido, que congregava vestígios de português, castelhano, tupi e tupinambá. [...] Augusto Rodrigues da Silva Junior e Ana Clara Magalhães de Medeiro. Disponível em: < http://seer.ufrgs.br/index.php/cena/article/view/24083/24315 > . Acesso em : 08 mar. 2015. (fragmento) )Considere os textos a seguir para responder a esta questão. Disponível em: <http://navegandopelahistoriadaeducacao.blogspot.com.br/>. Acesso em: 19 mar. 2015. A literatura jesuítica teve cunho catequético e ideológico. Comparando os textos, verifica-se que a tirinha A) apresenta o reconhecimento, por parte da instituição religiosa, do genocídio praticado na nova terra. B) falseia uma realidade, de forma proposital, uma vez que a crença nativa foi amplamente respeitada. C) invalida a importância histórica dos primeiros registros produzidos pelos colonizadores sobre o país. D) referenda a ideia de que a transmissão cristã, pelos jesuítas, tinha objetivos meramente doutrinários. E) renega o valor do Catolicismo como religião oficialmente instituída pela coroa portuguesa, na época. Gabarito comentado Questão 09 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil A) Alternativa correta. A ironia com que o assunto é tratado revela o falseamento de uma verdade sujeita, durante muito tempo, a versões minimizadoras do colonizador. B) Alternativa incorreta. Falseia sim uma realidade, sem referir-se a uma eliminação da religiosidade e costumes dos nativos. C) Alternativa incorreta. O texto não autoriza essa interpretação. O texto I, por exemplo, é importante para o cotejamento entre as duas formas de abordagem do mesmo assunto. D) Alternativa incorreta. Não há referências à legitimação ou condenação da doutrina religiosa dos jesuítas. E) Alternativa incorreta. Essa afirmação não encontra respaldo no texto. A palavra barbárie referenda a reflexão sobre a ação destruidora da presença religiosa, sem especificar compromissos doutrinários, pedagógicos ou políticos. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 19: Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução. Tema/conteúdo: Poema modernista - Unidade 3, Capítulo 6, Livro 2/2015 Questão 10– Gabarito: A Leia o poema modernista, de Oswald de Andrade. História pátria Lá vai uma barquinha carregada de Aventureiros Lá vai uma barquinha carregada de Bacharéis Lá vai uma barquinha carregada de Cruzes de Cristo Lá vai uma barquinha carregada de Donatários Lá vai uma barquinha carregada de Espanhóis Paga prenda Prenda os espanhóis! Lá vai uma barquinha carregada de Flibusteiros Lá vai uma barquinha carregada de Governadores Lá vai uma barquinha carregada de Holandeses Lá vem uma barquinha cheiinha de índios Outra de degradados Outra de pau de tinta Até que o mar inteiro Se coalhou de transatlânticos E as barquinhas ficaram Jogando prenda coa raça misturada No litoral azul de meu Brasil ANDRADE, Oswald de. Primeiro caderno do aluno de poesia de Oswald de Andrade. 3.ª reimpressão. São Paulo: Globo, 2008, p. 56-57. O poeta se vale do recurso da ironia para A) analisar a história do Brasil a partir da chegada dos primeiros aventureiros europeus. B) apresentar os altos cargos oferecidos aos lusitanos que vinham para a nova colônia. C) criticar a passividade dos indígenas, a presença dos degredados e a miscigenação. D) defender tese que registra a chegada dos espanhóis ao Brasil antes dos portugueses. E) registrar o interesse dos holandeses pelas riquezas minerais encontradas no Brasil. Gabarito comentado Questão 10 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil A) Alternativa correta. O texto registra a vinda dos colonizadores e seus interesses “escusos” pela nova terra. B) Alternativa incorreta. A referência a “donatários” por si só não autoriza essa afirmação. Há referências gerais sobre origem e condições políticas/ sociais dos que vinham para “administrar” a nova terra. C) Alternativa incorreta. O texto referenda uma convivência possível, até lúdica entre as raças aqui presentes. D) Alternativa incorreta. Não há referência a essa possibilidade. A abordagem é generalizada. E) Alternativa incorreta. Não há especificação sobre o real interesse de qualquer grupo colonizador. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O relativismo - Unidade 4, Capítulo 7, Livro 2/2015. Questão 11 – Gabarito: E Leia o texto a seguir. Contradança Meu espelho me estranha, despendo esforços injustificáveis para amar um lugar que nem conheço. Suspeito cidade crua, tudo pintado de fresco, sem um musgo, um descascado no portão de ferro. Como partícula em seu caráter instável, sem história flutuo molestada pelo gozo das trevas,prazer maldito de uma certa dor. Mas eis que a noite constela-se e, com tanta acha de lenha e tanta casca de pau, já tenho como fazer uma fogueira bonita. Espelho meu, estilhaça-te! Escolho o baile, Q Quero rodopiar. PRADO, Adélia. Miserere. 5.ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2015. p. 35. Embora contemporâneo, o poema revela traços característicos do Barroco. A reflexão do eu lírico nesse poema revela que A) a noite se associa sempre à escuridão. B) a opção pela alegria é algo impossível. C) o desconhecimento de si mesmo é fatal. D) o prazer de sofrer é o mais forte na vida. E) o relativismo acompanha o ser humano. Gabarito comentado Questão 11 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. O eu lírico registra o brilho de uma constelação à noite como fator que altera seu humor. B) Alternativa incorreta. A alegria, a surpresa do bem-estar é construído pelo desejo do eu lírico. C) Alternativa incorreta. O espelho é metáfora para as reflexões do eu lírico sobre as possibilidades de buscar a satisfação de viver. D) Alternativa incorreta. O gozo pelo prazer de sofrer é vencido pela luta do eu lírico em favor da possibilidade de escolher o entusiasmo pela vida. E) Alternativa correta. Instabilidade e estabilidade, presença da dor e resistência ao sofrimento fazem parte da experiência humana. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 13: Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 12– Gabarito: B Analise a imagem atentamente. BERNINI, Gian Lorenzo. Anjo com coroa de espinhos. Escultura. Séc XVII. Observando-se atentamente a escultura, percebem-se traços bem marcantes, com extrema dramaticidade. Esse traço reflete, de acordo com o Barroco, A) a adequação da figura humana aos modelos neoclássicos. B) a busca humana de conciliação entre sensações opostas. B) a ideia da regularidade, do equilíbrio e do despojamento. C) a presença marcante da luz, indicando pureza e elegância. D) o predomínio da racionalidade, da leveza, da arte clássica. Gabarito comentado Questão 12 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. A figura humana nessa escultura apresenta características do estilo barroco. B) Alternativa correta. É própria do Barroco a tentativa de equilíbrio entre os opostos. C) Alternativa incorreta. Essas características não se aplicam à estética barroca. D) Alternativa incorreta. A luz no Barroco é importante na estética da contraposição, entre o claro e escuro, por exemplo. E) Alternativa incorreta. As características citadas referem-se a concepções artísticas do período clássico. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 18: Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 13 – Gabarito: A Analise esta tela. ROMÃO, Francisco da Silva. Santa Cecília. [s.d]. Óleo sobre tela. Museu de Arte da Bahia. Nessa tela, a posição sugestiva de movimento e a claridade incisiva no rosto, no colo e nos braços da figura humana reforçam A) a exploração dos sentidos aliada a manifestações religiosas. B) a leveza de tons na expressão de cenas típicas do cotidiano. C) a visão racionalista da arte de característica antropocêntrica. D) o emprego de linhas retas e puras na composição artística. E) o predomínio das estéticas favoráveis à nitidez e à clareza. Gabarito comentado Questão 13 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa correta. A estética barroca reflete a dualidade, a tensão vivida pelo ser humano, dividido entre os apelos da carne e a cobrança de postura espiritual. B) Alternativa incorreta. A imagem reproduz uma cena religiosa, uma santa da igreja católica, imagem muito comum no Barroco. A Igreja se valia da arte barroca para induzir a uma espiritualidade exagerada, expressa por meio de recursos sensoriais. C) Alternativa incorreta. O homem barroco vivia uma tensão, uma inquietude emocional devido à forte imposição de uma visão teocêntrica do mundo. Diante de Deus, a vida humana se subjugava. D) Alternativa incorreta. Não há emprego desses recursos. A composição é feita pela ideia de movimentos, pela expressão gestual dramática. E) Alternativa incorreta. O trabalho artístico em torno do claro/escuro é uma das tônicas da arte barroca. São tonalidades que sugerem questões relacionadas à instabilidade da vida. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 20: Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 14 – Gabarito: D Aanlise as imagens a seguir. ( Disponível em: < https://bibfauusp.wordpress.com/2012/12/ > . Acesso em : 08 abr. 2015. )Disponível em: <http://pt.slideshare.net/histoehistoria/ renascimento-36637086>. Acesso em: 8 abr. 2015. Considerando o conceito clássico de que belo é somente o que se apresenta de forma regular e em equilíbrio, a palavra “Barroco” relaciona-se à concepção de uma obra A) elegante, reta e primorosa. B) estética, racional e simétrica, C) fria, velada, contida e simples. D) imperfeita, estranha e sensorial. E) bucólica, pura, leve e tranquila. Gabarito comentado Questão 14 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. Essas características correspondem à estética clássica. B) Alternativa incorreta. São, também, características do período clássico. C) Alternativa incorreta. Esse despojamento identifica obras clássicas D) Alternativa correta. Identifica a arte barroca, manifestação da dualidade humana, dramaticidade nas formas, na postura, na ideia de movimentação, na sobreposição de tons. E) Alternativa incorreta. Essas características são neoclássicas. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O estilo cultista - Unidade 4 – Capítulo 7- Livro 2/2015. Questão 15 – Gabarito: B O Padre Vieira valeu-se do estilo conceptista do Barroco para criticar os adeptos do estilo cultista. [...] Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? [...] O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Por isso Cristo comparou o pregar ao semear. [...] Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Seuma parte está branco, da outra há de estar negro [...] Basta que não havemos de ver um sermão de duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? [...] Como hão de ser as palavras? Como as estrelas. As estrelas são muito distintas e muito claras. Assim há de ser o estilo da pregação, muito distinto e muito claro. [...] VIEIRA. Antônio. Sermão Da Sexagésima. Disponível em: <http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/serm.odasexag.sima.htm>. Acesso em 24 mar. 2015. De acordo com o texto de Padre Vieira, fazer um sermão em xadrez de palavras significa A) defender verdades do catolicismo romano. B) estruturar a pregação em estilo empolado. C) evitar jogo de palavras e de trocadilhos. D) optar pela pregação didática e objetiva. E) valorizar inteligência, lógica e raciocínio. Gabarito comentado Questão 15 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. O texto não autoriza essa inferência. B) Alternativa correta. O cultismo caracteriza-se pelo uso de linguagem rebuscada, cheia de jogos de palavras. C) Alternativa incorreta. É próprio do cultismo o uso até exagerado desses recursos. D) Alternativa incorreta. Pela própria característica, a linguagem cultista não atende a esses requisitos. E) Alternativa incorreta. A valorização das sensações torna o texto pomposo, pesado, rebuscado. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 16– Gabarito: D ( Súplica cearense Oh! Deus, perdoe este pobre coitado Que de joelhos rezou um bocado Pedindo pra chuva cair sem parar Oh! Deus, será que o senhor se zangou E só por isso o sol arretirou Fazendo cair toda a chuva que há Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho Pedir pra chover, mas chover de mansinho Pra ver se nascia uma planta no chão Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe, Eu acho que a culpa foi Desse pobre que nem sabe fazer oração Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água E ter-lhe pedido cheinho de mágoa Pro sol inclemente se arretirar Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno Desculpe eu pedir para acabar com o inferno Que sempre queimou o meu Ceará _________ GONZAGA, Luiz. Súplica cearense. Disponível em: < http://letras.mus.br/luiz-gonzaga/81584/ >. Acesso em 24 mar. 2015. Luiz Gonzaga do Nascimento , conhecido como o Rei Baião , ( 1912 - 1989 0 foi um importante compositor e cantor popular brasileiro . Cantando acompanhado de sua sanfona , zabumba e triângulo , levou a alegria das festas juninas e forrós pé de serra , bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o Sertão Nordestino, a todo Brasil. ) ( Buscando o Cristo crucificado, um pecador com verdadeiro arrependimento A vós correndo vou, braços sagrados, Nessa cruz sacrossanta descobertos, Que, para receber-me, estais abertos, E, por não castigar-me, estais cravados. A vós, divinos olhos, eclipsados De tanto sangue e lágrimas cobertos, Pois, para perdoar-me, estais despertos, E, por não condenar-me, estais fechados. A vós, pregados pés, por não deixar-me, A vós, sangue vertido, para ungir-me, A vós, cabeça baixa, pra chamar-me. A vós, lado patente, quero unir-me, A vós, cravos preciosos, quero atar-me, Para ficar unido, atado e firme . ______ ___ GUERRA, Gregório de Matos. In: GULLAR, Ferreira. (Org.) O prazer do poema, Uma antologia pessoal . Edições de J aneiro, Rio de Janeiro, 2014, p. 311. Gregório de Matos Guerra, escritor baiano (1636- 1696) apelidado de Boca do Inferno ou Boca de Brasa , foi um advogado e poeta do Brasil colônia . É considerado um dos maiores poetas do B arroco no Brasil e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa , no período colonial. ) Embora de épocas distintas, os dois textos dialogam entre si no seguinte aspecto: A) desespero decorrente da ausência de religiosidade. B) exaltação à cruz, símbolo da religião do colonizador. C) pedido de perdão por descobrir a fé só tardiamente. D) submissão diante da crença em uma entidade divina. E) súplica a Deus em favor de um povo vítima da seca. Gabarito comentado Questão 16 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. A religiosidade é o fio condutor dos dois textos. B) Alternativa incorreta. Em ambos, o eu lírico revela-se um cristão, mas não há exaltação, nem referência ao colonizador. C) Alternativa incorreta. No primeiro texto o eu lírico apela ao crucificado e até sugere que o Cristo tem obrigação de perdoá-lo como a todo pecador que, muitas vezes, de acordo com o eu lírico, peca conscientemente. No segundo texto, o eu lírico precisa que o seu pedido seja atendido, mesmo considerando a possibilidade de não saber invocar corretamente a divindade. D) Alternativa correta. Ambos apresentam postura devota, atitude de quem reconhece a força de um Deus poderoso, que pode atender o ser humano em sua fragilidade. Ressalta-se que no texto I, a postura chega a ser chantagista em alguns versos. E) Alternativa incorreta. A seca é abordada no texto II com base em uma realidade histórica e socioeconômica do Nordeste brasileiro. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 17 – Gabarito: B Esquecimento Enquanto você para e espera Eu ando, invado Eu abro a porta e entro Enquanto você cala quieta Eu brigo, eu falo Eu berro, eu enfrento No canto dessa sala emperra Eu ligo, acerto, eu erro E eu tento Enquanto você fala espera Aflito eu fico e digo Eu não entendo Não sei por que você Insiste em demorar Eu quero que você Diga já [...]” ROSA, Samuel. Esquecimento. Skank. Velocia.2014. Álbum, faixa 6. (Fragmento) Skank: banda brasileira de rock alternativo, formada em março de 1991, em Belo Horizonte. Já vendeu mais de seis milhões de discos entre CDs e DVDs. As pessoas que hoje apreciam a banda, o rock e certas canções, naturalmente, ignoram que os textos contemporâneos remetem a textos de outras épocas literárias e artísticas. Porém, isso é relevante para se compreender a arte e também a natureza humana. Nessa letra, a reflexão sobre a diferença de atitudes entre o eu lírico e o seu interlocutor remete o leitor à seguinte característica da literatura barroca: A) apelo à religiosidade w:o sobrenatural, à vida eterna. B) coexistência de duas realidades contrárias entre si. C) emprego da ordem inversa na estruturação sintática. D) negação da angústia e do pessimismo humanos. E) pessimismo diante da efemeridade da vida na Terra. Gabarito comentado Questão 17 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. A reflexão, o apelo do eu lírico refere-se à vida temporal. B) Alternativa correta. A questão amorosa reflete a dualidade humana, a inquietude decorrente da visão relacionada à vida emocional que se evidencia no Barroco. C) Alternativa incorreta. A estruturasintática obedece à ordem direta na construção dos versos. D) Alternativa incorreta. Um dos aspectos da dualidade que rege a questão amorosa na canção é reflexo do sofrimento do eu lírico diante das contradições experimentadas pelo ser humano em sua vida afetiva. E) Alternativa incorreta. A questão é de ordem pessoal, subjetiva, lírica. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015 Questão 18 – Gabarito: B Texto I No anfiteatro das montanhas os profetas do Aleijadinho monumentalizam a paisagem. As cúpulas brancas dos Passos e os cocares revirados das palmeiras são degraus da arte do meu país onde ninguém subiu mais. Bíblia de pedra-sabão banhada no ouro das Minas. _______ Oswald de Andrade. Disponível em: <http://gorila.furb.br/ojs/index.php/linguagens/article/view/175/139>. Acesso em: 24 mar. 2015. Texto II Disponível em: <http://impresso.em.com.br/app/noticia/toda-semana/pensar/2014/05/10/interna_pensar>. Acesso em: 24 mar. 2015. O diálogo entre o texto poético e a reprodução fotográfica revela A) a beleza da paisagem natural mineira em uma reprodução fotográfica. B) a força teatral do conjunto, formado pelas esculturas e o espaço natural. C) a oposição materializada pela exploração intensa da luz e da sombra. B) a sobriedade das vestimentas e uso de barretes em forma de turbantes. C) o valor expressivo trabalhado de forma bem particular em cada profeta. Gabarito comentado Questão 18 Disciplina: Literatura Série: 1. Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. O diálogo se dá por meio da seleção de duas manifestações artísticas: o poema de Oswald de Andrade e a reprodução fotográfica do conjunto arquitetônico de Congonhas em meio a uma paisagem natural. B) Alternativa correta. O poema exalta o magnífico resultado da associação entre a criação artística humana e o espaço natural: uma bela paisagem mineira. C) Alternativa incorreta. Os suportes são base para despertar a sensibilidade do espectador diante da arte produzida por Aleijadinho em uma cidade de Minas Gerais. Não há avaliação de aspectos técnicos da produção artística. D) Alternativa incorreta. As características específicas da tendência artística da época não são tratadas nos dois suportes textuais. E) Alternativa incorreta. Não se trata de estudo sobre o trabalho do Mestre Aleijadinho na produção de cada estátua. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura Habilidade 15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político. Tema/conteúdo: Gregorio de Matos: poeta do povo, das ruas, das praças - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 19 – Gabarito: B Leia o poema de Gregório de Matos. Que falta nesta cidade?… Verdade. Que mais por sua desonra?… Honra. Falta mais que se lhe ponha?…Vergonha. O demo a viver se exponha, Por mais que a fama a exalta, Numa cidade onde falta Verdade, honra, vergonha À Bahia aconteceu O que a um doente acontece: Cai na cama, e o mal cresce, Baixou, subiu, morreu. A Câmara não acode?... Não pode. Pois não tem todo o poder?... Não quer. É que o Governo a convence?... Não vence. Quem haverá que tal pense, Que uma câmara tão nobre, Por ver-se mísera e pobre, Não pode, não quer, não vence.” __________ MATOS, Gregório. In: GULLAR, Ferreira. (Org) O prazer do poema: uma antologia pessoal. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p.283. . A leitura desse texto evidencia o seguinte aspecto da obra de Gregório de Matos: A) cosmovisão identificada com uma visão clássica. B) crítica contundente à dissolução de costumes. C) fidelidade às posições da administração colonial. D) preconceito em relação ao povo pobre da Bahia. E) purismo gramatical e uso de vocabulário erudito. Gabarito comentado Questão 19 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil A) Alternativa incorreta. A percepção de Gregório de Matos é tipicamente nacional. B) Alternativa correta. O Boca do Inferno criticava a sociedade baiana, independentemente das classes sociais, apontando costumes considerados hipócritas, imorais. C) Alternativa incorreta. De acordo com estudiosos da formação da Colônia, Gregório de Matos fazia oposição à Coroa. D) Alternativa incorreta. Ele se identificava com as camadas mais simples da sociedade, por isso conhecia bem os hábitos que regiam a vida daquele povo, naquela época. E) Alternativa incorreta. A linguagem de Gregório de Matos reflete sua convivência com pessoas de diferentes origens e posições sociais. Elaboradora: Alba Melo Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 13: Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos. Tema/conteúdo: O Arcadismo – Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 20 – Gabarito: D Analise a imagem a seguir. Disponível em: <https://profstellerdepaula.files.wordpress.com/2010/06/encyclopedie_frontispice_full_473px.jpg>. Acesso em: 30 mar. 2015. No centro da tela, tem-se a representação da verdade destacada pela luz. A luminosidade é um dos recursos empregados nessa pintura para A) legitimar a dualidade, a luta entre o bem e o mal. B) reforçar a presença da religiosidade do Barroco. C) reproduzir uma forte oposição entre luz e sombra. D) retomar valores próprios da Antiguidade Clássica. E) valorizar a exuberância artística de uma época. Gabarito comentado Questão 20 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. A tela apresenta uma cena harmônica, iluminada e equilibrada. B) Alternativa incorreta. A luminosidade nesse quadro concorre para caracterizar uma cena clássica. C) Alternativa incorreta. A luminosidade está a favor da ideia de racionalidade, de pureza. D) Alternativa correta. A luz sobre essa tela, produzida no Arcadismo, é toda influenciada pela retomada dos valores da Antiguidade Clássica. E) Alternativa incorreta. A exuberância, o exagero, as “distorções” são próprias do estilo barroco. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 13: Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos. Tema/conteúdo: O Arcadismo – Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 21 – Gabarito: E Leia o poema a seguir. Tríptico [...] Durante a primavera inteira aprendo os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto correr do espaço — e penso que vou dizer algo cheio de razão, mas quando a sombra cai da curva sôfrega dos meus lábios, sinto que me faltam um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer coisa extraordinária. Porque não sei como dizer-te sem milagres que dentro de mim é o sol, o fruto, a criança, a água, o deus, o leite, a mãe, o amor, que te procuram.[...] HÉLDER, Herberto. Tríptico. Disponível em:< http://cvc.instituto-camoes.pt/poemasemana/22/helder1.html>. Acesso em: 25 mar. 2015. (Fragmento) Os muitos elementos naturais empregados pelo eu lírico no poema reforçam A) a fugacidade das estações, do tempo. B) a impossibilidade de entender o amor. C) a nostalgia diante de uma busca em vão. D) o medo de perder o objeto de seu amor. E) o mistério, a beleza da busca amorosa. Gabarito comentado Questão 21 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil A) Alternativa incorreta. A composição natural é trabalhada em função da valorização da busca do objeto do amor do eu lírico. B) Alternativa incorreta. Não há essa interpretação, pois o que o eu lírico ressalta é a busca constante da amada, independentemente de considerações racionais sobre o sentimento. C) Alternativa incorreta. Não há esse tipo de definição no texto. O eu lírico reconhece a sua aprendizagem na arte de procurar o objeto de seu amor. D) Alternativa incorreta. Há uma dedicação constante à procura do amor. Não há medo, e sim reconhecimento da força que a figura amada representa para o eu lírico. E) Alternativa correta. A procura desse amor é vital e se manifesta como uma reprodução da harmonia dos elementos naturais. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 18: Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos. Tema/conteúdo: O bucolismo - Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 22 – Gabarito: D Leia o soneto de Filinto Elísio. Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados, um garbo senhoril, nevada alvura; metal de voz que enleva de doçura, dentes de aljôfar, em rubi cravados; fios de ouro, que enredam meus cuidados, alvo peito, que cega de candura; mil prendas e (o que é mais que formosura) uma graça que rouba mil agrados; mil extremos de preço mais subido encerra a linda Márcia, a quem of’reço um culto que nem dela ‘inda é sabido; tão pouco de mim julgo que a mereço, que enojá-la não quero de atrevido co’as penas que por ela em vão padeço. ELÍSIO, Filinto. Uns lindos olhos, vivos, bem rasgados. Disponível em: <https://looking4good.wordpress.com/category/filinto-elisio/>. Acesso em: 20 mar. 2015. No poema, a relação amorosa é vivida de maneira desequilibrada. O eu lírico A) elogia a beleza física da mulher, apesar de ela não se identificar com o ideal clássico. B) lamenta o fato de a mulher amada não considerá-lo merecedor do seu sentimento amoroso. C) padece por não poder corresponder ao apelo amoroso de uma mulher idealizada, inacessível. D) reconhece a distância entre o seu sentimento e a amada, de beleza comparável à natureza. E) sofre diante da vaidade física ostentada pela musa que é a razão da sua inspiração poética. Gabarito comentado Questão 22 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil A) Alternativa incorreta. O eu lírico elogia a figura feminina e justifica seu julgamento ao apresentar considerações que a comparam ao modelo clássico. B) Alternativa incorreta. Não há ressentimento em relação à possibilidade ou não de a mulher julgá-lo desprezível. Simplesmente, o eu lírico assume a sua condição de não merecedor da amada. C) Alternativa incorreta. À mulher não é dada a palavra no texto. É apresentada e enaltecida por um eu lírico masculino. D) Alternativa correta. De acordo com a visão neoclássica, o que prevalece é a idealização, a inacessibilidade feminina diante do desejo amoroso do eu lírico. E) Alternativa incorreta. Não há referência ao comportamento da mulher em relação ao amor de um homem. Idealizada, só merece do eu lírico a submissão. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O Arcadismo - Unidade 4, Capítulo 8 - Livro 2/2015 Questão 23 – Gabarito: B Leia o poema a seguir. Madrigais (4) [...] Suave Agosto as verdes laranjeiras Vem feliz matizar de brancas flores, Que, abrindo as leves asas lisonjeiras, Já Zéfiro respira entre os Pastores. Nova esperança alenta os meus ardores Nos braços da ternura. Ó dias de ventura, Glaura vereis à sombra das mangueiras! Suave Agosto, as verdes laranjeiras Coa turba dos Amores Vem feliz matizar de brancas flores [...] ALVARENGA, Silva. Madrigais (4). Disponível em: <http://sites.editorasaraiva.com.br/portalportugues/default.aspx?mn=64&c=187&s=>. Acesso em: 25 mar. 2015. (Fragmento) O emprego de palavras como laranjeiras e mangueiras no poema de Silva Alvarenga, árcade brasileiro, revela A) a caracterização realista da figura feminina. B) a incorporação de uma atmosfera tropical. C) a influência da contrarreforma na poesia. D) a opção desse poeta pelo soneto clássico. E) o desconhecimento da mitologia clássica. Gabarito comentado Questão 23 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. A figura feminina corresponde à caracterização árcade. É idealizada, inclusive tem nome de pastora. B) Alternativa correta. A paisagem recebe elementos próprios da natureza dos trópicos: mangueiras, laranjeiras. C) Alternativa incorreta. A contrarreforma influenciou a produção artística do Barroco. D) Alternativa incorreta. A construção do texto segue a estrutura de versos livres. E) Alternativa incorreta. A mitologia clássica marca-se, por exemplo, com a presença de zéfiro e pastores. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O Arcadismo - Unidade 4, Capítulo 8 - Livro 2/2015 Questão 24 – Gabarito: C Leia o poema a seguir. Marília de Dirceu – parte I Lira I [...] Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d’ expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela Graças à minha Estrela! [...] _______ GONZAGA, Tomás, Antônio. Marília de Dirceu. Disponível em: <http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/>. Acesso em 23 mar. 2015. (Fragmento) Ao dirigir-se à sua amada, o eu lírico A) afasta-se do Arcadismo por negar o valor da vida simples, bucólica e pastoril. B) coloca-se como um homem de origem humilde desejoso de riqueza no campo. C) exalta suas próprias qualidades na esperança de merecer o amor da sua musa. D) inova a poesia neoclássica, empregando elementos típicos da paisagem local. E) valoriza a beleza da amada ressaltando as características da mulher clássica. Gabarito comentado Questão 24 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio A) Alternativa incorreta. O eu lírico se situa como um pastor árcade, de posses, declarando-seà sua amada. B) Alternativa incorreta. A identificação de um homem culto e rico é reforçada com expressões como uma pessoa que “não viva de guardar alheio gado”, “de tosco trato, d’ expressões grosseiro, dos frios gelos, e dos sóis queimado”. Não é rude, nem tem a pele queimada como a de quem precisa realmente trabalhar no campo. C) Alternativa correta. O eu lírico afirma que tem sua propriedade de onde provém tudo de que precisa para viver como um proprietário de riquezas rurais. D) Alternativa incorreta. A paisagem segue o modelo clássico de um lugar ameno, como as descrições de espaços e atividades que lembram a Arcádia. E) Alternativa incorreta. Nesse poema, Marília é citada como a musa, mas sem descrições físicas, como em outros textos da obra Marília de Dirceu, quando a amada é descrita com as características clássicas. QUESTÕES DISCURSIVAS Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 7: Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas. Habilidade 21: Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras. Tema/conteúdo: Renascimento - Unidade 3 - Capítulo 5 - Livro 2/2015. Questão 25 Da Vinci, a exibição De 24 de fevereiro a 15 de abril, o Itaú Power Shopping vai receber a exposição inédita “Da Vinci – a exibição”, que consiste em mais de 60 peças projetadas por Leonardo Da Vinci. Um dos artistas italianos mais importantes do Alto Renascimento, Da Vinci se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico, entre outros talentos. [...] Das mais de 60 peças, 44 são interativas e em tamanho original, criadas em colaboração com artesãos italianos responsáveis por interpretar o antigo dialeto florentino. [...] Na exposição, o público vai encontrar detalhes sobre a vida de Da Vinci, por meio de fotos e textos, reproduções de alta qualidade do código Da Vinci, desenhos anatômicos, arte renascentista e áreas interativas. Disponível em: <http://www.ingressorapido.com.br/evento.aspx?ID=38903>. Acesso em: 07 abr. 2015. (Fragmento) Considerando que o Renascimento tem como fundamento a valorização da confiança no ser humano, a que visão anterior essa nova forma de abordar a vida se contrapõe? Resposta comentada Questão 25 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Uma nova visão do homem, marcada pela revalorização da Antiguidade Clássica, é iniciada no século XV. Preza pela exaltação do valor humano, em contraposição aos valores da Idade Média. A imposição de modelos de vida calcados em crenças religiosas dos séculos anteriores já não encontrava respaldo em um período de grandes transformações econômicas, sociais e culturais. No entanto, apesar de muitos estudiosos julgarem o passado medieval como uma era de trevas, foi um período fecundo dentro das características de um tempo em que o mundo da religiosidade predominava na concepção da vida humana. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 13: Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos. Tema/conteúdo: Os Lusíadas: a grande epopeia portuguesa - Unidade 3 - Capítulo 5 - Livro 2/2015. Questão 26 Leia o fragmento do poema a seguir. [...] Mas cá onde mais se alarga, ali tereis Parte também, co pau vermelho nota; “De Santa Cruz” o nome lhe poreis; Descobri-la-á a primeira vossa frota. Ao longo desta costa, que tereis, Irá buscando a parte mais remota O Magalhães, - no feito, com verdade, [...] “ CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas. Canto Décimo, Estrofe 140. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p. 391. (Fragmento) Os Lusíadas exalta, entre tantos atos de heroísmo do povo português, a expansão ultramarina, as conquistas de outras terras pelos navegantes lusitanos. Sirena, uma das ninfas, nesse fragmento, mostra a Vasco da Gama, regiões que seriam alcançadas pelos portugueses. A que fato histórico os quatro primeiros versos fazem referência? Resposta comentada Questão 26 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Essa parte enaltece o espírito ultramarino português. A Máquina do Mundo revela o futuro glorioso do Império Português. A viagem de Vasco da Gama fortalece o poderio lusitano sobre os mares. E os versos citados referem-se à chegada dos portugueses à costa brasileira, que se tornou importante colônia de Portugal. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 7: Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas. Habilidade 24: Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras. Tema/conteúdo: O eu lírico - Unidade 3 - Capítulo 5 - Livro 2/2015. Questão 27 Leia os textos a seguir. ( Soneto VII Ardor em firme coração nascido; Pranto por belos olhos derramado; Incêndio em mares de água disfarçado; Rio de neve em fogo convertido: Tu, que um peito abrasas escondido; Tu, que em um rosto corres desatado; Quando fogo, em cristais aprisionado; Quando cristal, em chamas derretido. Se és fogo, como passas brandamente, Se és neve, como queimas com porfia? Mas ai, que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania, Como quis que aqui fosse a neve ardente, Permitiu parecesse a chama fria. ______ Gregório de Matos Disponível em: < http://pensador.uol.com.br/frase/NTU2NTc1/ >. Acesso em : 23 mar. 2015. ) ( Vencido está de amor Vencido está de amor Meu pensamento O mais que pode ser Vencida a vida, Sujeita a vos servir e Instituída, Oferecendo tudo A vosso intento. Contente deste bem, Louva o momento Outra vez renovar Tão bem perdida; A causa que me guia A tal ferida, Ou hora em que se viu Seu perdimento. Mil vezes desejando Está segura Com essa pretensão Nesta empresa, Tão estranha, tão doce, Honrosa e alta Voltando só por vós Outra ventura, Jurando não seguir Rara firmeza, Sem ser no vosso amor Achado em falta . ________ Camões Disponível em: < http://pensador.uol.com.br/poesias_luis_de_camoes/ > Acesso em : 23 mar. 2015. ) Considerando a visão mais racional, leve e comedida do amor no texto de Camões, redija um parágrafo, explicando a visão do mesmo sentimento em Gregório de Matos, poeta barroco. Resposta comentada Questão 27 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio O eu lírico revela exagero sentimental, ao falar do conflito amoroso que consome a sua vida. O emprego de figuras de linguagem, como hipérbole e paradoxo, reforça a ideia do sofrimento a que está sujeito a pessoa que ama, uma vida de contradições. O amor se apresenta como fonte de inquietude inevitável na vida humana. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 18: Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos. Tema/conteúdo: A historia sob outra perspectiva - Unidade 3 - Capítulo 6 - Livro 2/2015. Questão 28 Erro de português Quando o português chegouDebaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português. [...] ANDRADE, Oswald de. Erro de português. Disponível em: <http://www.jornaldepoesia.jor.br/oswal.htm>l. Acesso em: 26 mar. 2015. Considerando que o poeta faz uma releitura da História oficial do Descobrimento, que conotação tem o verso “Vestiu o índio”? Resposta comentada Questão 28 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil A expressão “Vestir o índio” refere-se ao processo de aculturação a que o nativo é submetido diante da chegada do europeu. A imposição da língua, de uma fé religiosa e dos modos de produção representam a vestimenta que o indígena é forçado a usar para atender à cobiça, à usura dos colonizadores, sedentos de riquezas para manter um estilo de vida dito civilizado, no velho mundo. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Competência de área 7: Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas. Habilidade 21: Reconhecer, em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos. Tema/conteúdo: Novos olhares para a questão da nossa da brasilidade - Unidade 3 - Capítulo 6 - Livro 2/2015. Questão 29 Leia o poema a seguir. O poeta come amendoim Noites pesadas de cheiros e calores amontoados... Foi o sol que por todo o sítio do Brasil Andou marcando de moreno os brasileiros. A noite era pra descansar. As gargalhadas brancas dos mulatos... Silêncio! O imperador medita os seus versinhos. Os Caramurus conspiram à sombra das mangueiras ovais [...] Duma feita os canhamboras perceberam que não tinha mais escravos [...] Porém o desastre verdadeiro foi embonecar esta República temporã. A gente inda não sabia se governar... Progredir, progredimos um tiquinho [...] Brasil... Mastigando na gostosura quente do amendoim... Falado numa língua curumim Brasil amado não porque seja minha pátria, Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde Deus der Brasil que eu amo porque é o ritmo no meu braço aventuroso, O gosto dos meus descansos, O balanço das minhas cantigas amores e danças. Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada, Porque é o meu sentimento pachorrento, Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir. ANDRADE, Mário de. O poeta come amendoim. In: GULLAR, Ferreira (Org.) O prazer do poema: uma antologia pessoal. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014. p.141-142. 4, p. 141-142. Mário de Andrade é um poeta modernista, que retoma a identidade do povo brasileiro. Nesse fragmento, que tipo de reflexão é feita sobre a formação da nação brasileira? Resposta comentada Questão 29 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil O eu lírico faz uma análise crítica com base na mestiçagem, característica de um país que recebeu diversos povos desde a chegada dos portugueses. Desde o início, uma identidade que se forma com o encontro dos povos da terra, a paisagem tropical, mais a governança calcada em regime monárquico. Também faz referência à escravidão como base da sustentação econômica, a demorada chegada da República e o progresso devagar. É a nação que se tem com sua herança de colônia portuguesa, com seu ritmo próprio, sem julgamento de valor diante de outros países. O eu lírico parte dos fatos desde o “achamento” e perpassa a construção da cultura brasileira. Elaborador: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 4 – Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 30 Analise a imagem a seguir. Disponível em: <https://umatardenomuseu.wordpress.com/2012/09/05/luz-cedro-e-pedra/>. Acesso em: 26 mar. 2015. O Barroco Mineiro é de suma importância no Brasil colonial. Na arquitetura, a obra de Francisco Lisboa, o Aleijadinho, destaca-se no cenário artístico e cultural. Elabore um parágrafo, citando as principais características barrocas observadas na escultura acima. Resposta comentada Questão 30 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil O escultor trabalhava a madeira e a pedra-sabão. Transitou pelo Barroco e o Rococó. De acordo com estudiosos, recebia publicações sobre a arte europeia. É considerado um gênio pelo seu trabalho, observando principalmente as limitações que poderiam decorrer da doença que enfrentou sem deixar de esculpir seus trabalhos. Como características gerais do Barroco, observa-se a utilização e o predomínio dos traços curvos, de ângulos que despertam a sensação de ondulação, de sinuosidade. A disposição das roupas confere movimentos. Nessa escultura, fica evidente a dramaticidade no olhar, nos gestos que revelam a gama de sentimentos que transbordam de uma alma barroca. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 18: Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos. Tema/conteúdo: O conceptismo - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 31 Leia o texto a seguir. Tanto mais vives quanto mais te estreitas (A um amigo que retirado da corte passou a sua vida) Ditoso tu, porque em tua cabana, moço e velho espiraste a brisa pura, servindo-te de berço e sepultura de palha o tecto, o solho de espadana. Na solidão em que, livre, se ufana silente sol com chama mais segura, cada um dos dias mais espaço dura, e a hora, sem ter voz, te desengana. Tu não contas por cônsules os anos; teu calendário fazem-no as colheitas; pisas todo o teu mundo sem enganos. De tudo quanto ignoras te aproveitas; prémios não buscas nem padeces danos, tanto mais vives quanto mais te estreitas. [...] QUEVEDO, Francisco. Tanto mais vives quanto mais te estreitas. Disponível em: <http://www.citador.pt/poemas/tanto-mais-vives-quanto-mais-te-estreitas-francisco-quevedo>. Acesso em: 26 mar. 2015. O texto de Quevedo, escritor espanhol, representa muito bem o conceptismo. Elabore um pequeno parágrafo, citando as principais características desse recurso literário. Resposta comentada Questão 31 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio O conceptista trabalha com uma visão de mundo mais subjetiva, religiosa e moral. O objetivo do autor é explorar o conhecimento interno em detrimento do derramamento emocional decorrente da força dos sentidos. Privilegia-se uma composição fundamentada na lógica. No primeiro terceto, por exemplo, Tu não contas por cônsules os anos; / teu calendário fazem-no as colheitas;/ pisas todo o teu mundo sem enganos, o eu lírico apresenta uma definição do mundo a partir da correspondência entre os objetos de forma subjetiva. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 18: Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentesgêneros e tipos. Tema/conteúdo: o estilo cultísta - Unidade 4 – Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 32 Leia o poema a seguir. Soneto Enquanto, ao competir com teu cabelo, ouro polido ao sol deslumbra em vão; enquanto com desprezo ao rés-do-chão olha tua alva frente o lírio belo; enquanto atrás do lábio, por querê-lo, mais olhos que do cravo agora vão; e enquanto triunfa com afetação do luzente cristal teu ser de gelo; goza gelo, cabelo, lábio e frente, antes que tua hora tão dourada, – ouro, lírio, lilás, cristal luzente – não só em prata ou flor estiolada se torne, mas tu e isso juntamente em terra, em fumo, em pó, em sombra, em nada. GÔNGORA, Luís de. Soneto. Disponível em: <http://terramagazine.terra.com.br/interna/>. Acesso em :26 mar. 2015. Esse soneto é de autoria de Gôngora, um poeta espanhol adepto do cultismo. Quais as principais características que se contrapõem ao conceptismo de Quevedo? Resposta comentada Questão 32 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio O emprego da linguagem figurada transborda no cultismo. A exploração de imagens rebuscadas tem como objetivo provocar os sentidos. Nos textos religiosos, fica evidente a intenção de comover, atrair o leitor para uma causa religiosa. No último terceto, por exemplo: não só em prata ou flor estiolada/ se torne, mas tu e isso juntamente/ em terra, em fumo, em pó, em sombra, em nada, a finitude da vida soa como uma advertência. O cultismo está ligado ao aspecto formal, no campo das palavras. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político. Tema/conteúdo: Gregorio de Matos: poeta do povo, das ruas, das praças - Unidade 4 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 33 Leia o poema de Gregório de Matos. Sai um pobrete de Cristo de Portugal, ou do Algarves cheio de drogas alheias para daí tirar gages: Vendendo gato por lebre, antes que quatro anos passem, já tem tantos mil cruzados, segundo afirmam Pasguates. Casa-se o meu matachim põe duas negras e um Pajem uma rede com dous Minas, chapéu-de-sol e casas-grandes. Entra logo nos pelouros, e sai do primeiro lance Vereador da Bahia, que é notável dignidade. Já temos o Canastreiro que inda fede a seus beirames, metamorfósis da terra transformado em homem grande. MATOS, Gregório. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/viewFile/61357/64289>. Acesso em: 27 mar. 2015. Um eu lírico seco, polêmico e sarcástico é o que se vê nesse soneto de Gregório de Matos. Que tipo de crítica é feita por ele nesses versos? Resposta comentada Questão 33 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Gregório de Matos era um homem de seu tempo. Vivia no meio do povo. Observava a organização social e política da Bahia, a que ironicamente se dirigia como Dona Bahia. Nesses versos, a releitura mostra o português sem grandes projeções em sua terra que vem para a Bahia, sem nenhum compromisso com o desenvolvimento da Colônia. Os objetivos escusos, as associações interesseiras, a exploração do trabalho escravo são os meios para o enriquecimento ilícito e, mais, o objetivo maior de integração na nova terra como pessoa de destaque político e social. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 14: Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais. Tema/conteúdo: O Barroco - Unidade 3 - Capítulo 7 - Livro 2/2015. Questão 34 Leia o texto a seguir. Parte inferior do formulário Música retórica: o discurso musical do Barroco O programa traz obras do século XVII e XVIII que exemplificam as marcas dessa época, a eloquência e a teatralidade. Imaginada pelos compositores como um discurso, as obras barrocas “contam” uma estória, utilizando meios emprestados da linguagem falada: disposição das ideias, efeitos de locução e representação vívida das emoções. Uma viagem através da inteligência criativa por trás do artesanato musical de um dos períodos mais fecundos da história da música. Apresentação: Luís Otávio Santos Disponível em: <http://culturafm.cmais.com.br/musica-retorica-o-discurso-musical-do-barroco>. Acesso em: 28 mar. 2014. Essa divulgação publicitária fala do discurso musical do Barroco. Em que ponto as informações citadas dialogam com a produção literária da época? AA Resposta comentada Questão 34 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Observa-se a carga dramática como apelo à sensibilidade humana, efeitos de linguagem que contam a história do coração barroco, dividido entre o desejo da vida terrena e a imposição de condutas ligadas às restrições da religiosidade. Tanto que consagrados compositores, Bach, por exemplo, produziam grande parte de sua obra para a Igreja católica. São peças de uma vivacidade cativante, surpreendente pelos efeitos que despertam, ao mesmo tempo despertam a sensação de fragilidade e grandiosidade da alma humana. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 14: Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos. Tema/conteúdo: O Arcadismo no Brasil e seus principais representantes - Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 35 Leia o poema a seguir. Lira IV Tu não verás, Marília, cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra, ou dos cercos dos rios caudalosos, ou da minada serra. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia, e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. Não verás derrubar os virgens matos, queimar as capoeiras inda novas, servir de adubo à terra a fértil cinza, lançar os grãos nas covas. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo; nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo.[...]” GONZAGA, Tomás Antônio. Lira IV. Disponível em: <http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/gonzaga.htm>. Acesso em: 10 abr. 2015. Muito se conhece do lirismo amoroso de Gonzaga, da idealização clássica da imagem feminina e da criação de um espaço que lembra a Arcádia. A que aspectos da vida pessoal e social de Gonzaga o tema dessa lira faz referências? Resposta comentada Questão 35 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Nessa lira, o eu lírico situa a sua amada em um espaço associado à cor local, aos aspectos geográficos de Vila Rica, onde vivia e exercia importante cargo a serviço da Coroa Portuguesa. As referências sociais revelam a importância da mineração, o trabalho escravo, a substituição da paisagem nativa pelas atividades de expansão da vida urbana. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situandoaspectos do contexto histórico, social e político. Tema/conteúdo: O Arcadismo - Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015,. Questão 36 Leia o poema a seguir. Estela e Nize “Eu vi a linda Estela, e namorado fiz logo eterno, voto de querê-la; mas vi depois a Nize, e a achei tão bela que merece igualmente o meu cuidado. A qual escolherei, se neste estado Não posso distinguir Nize de Estela? Se Nize vir aqui, morro por ela; Se Estela agora vir, fico abrasado. Mas, ah! que aquela me despreza amante, Pois sabe que estou preso em outros braços, E esta não me quer por inconstante. Vem, cupido, soltar-me desses laços; Ou faz de dois semblantes um semblante, Ou divide o meu peito em dois pedaços.” PEIXOTO, Alvarenga. Estela e Nize. Disponível em: <http://www.poetaslivres.com.br/literatura/portuguesa/arcadismo.html>. Acesso em: 23 abr. de 2015. Considerando a caracterização de Estela e de Nize pelo eu lírico, como a mulher é vista na poesia arcádica? Resposta comentada Questão 36 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio De acordo com a valorização da cultura greco-romana, a idealização feminina se revela de forma convencional no Arcadismo. O eu lírico masculino assume a voz de um homem dividido diante de duas beldades, Nize e Estela. Nas Minas Gerais daquela época, a mulher estava inserida na organização social setecentista, quando a exploração do ouro fervilhava na região, mas a idealização conferia à mulher uma visão mítica das musas clássicas. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 4: Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade. Habilidade 14: Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos. Tema/conteúdo: O Arcadismo no Brasil e seus principais representantes - Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 37 Lira XXXIV – parte 2 Vou-me, ó Bela, deitar na dura cama, De que nem sequer sou o pobre dono: Estende sobre mim Morfeu as asas, E vem ligeiro o sono. Os sonhos, que rodeiam a tarimba, Mil coisas vão pintar na minha ideia; Não pintam cadafalsos, não, não pintam Nenhuma imagem feia. Pintam que estou bordando um teu vestido; Que um menino com asas, cego, e louro, Me enfia nas agulhas o delgado, O brando fio de ouro. Pintam que entrando vou na grande Igreja; Pintam que as mãos nos damos, e aqui vejo Subir-te à branca face a cor mimosa, A viva cor do pejo. [...] GONZAGA, Tomás Antônio. Lira XXXIV. Disponível em: <http://www.triplov.com/poesia/Tomas_Antonio_Gonzaga/Marilia_de_Dirceu/Marilia2/Lira_34.htm>. Acesso em: 02 abr. 2015. Romance LXXIII ou da Inconformada Marília. Pungia a Marília, a bela. negro sonho atormentado: voava seu corpo longe, longe, por alheio prado. Procurava o amor perdido, a antiga fala do amado. Mas o oráculo dos sonhos dizia a seu corpo alado: “Ah, volta, volta, Marília, tira-te desse cuidado, que teu pastor não se lembra, de nenhum tempo passado... E ela, dormindo, gemia: “Só se estivesse alienado ! [...] MEIRELES, Cecília. Romance LXXIII ou da Inconformada Marília. O Romanceiro da Inconfidência. Disponível em: <http://professor.ucg.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/5628/material>. Acesso em: 02 abr. 2015. (Fragmento) Considerando o sofrimento causado pela distância da amada, revelada nos sonhos do eu lírico na Lira XXXIV, que recursos a autora do Romance LXXIII emprega para retomar esse mesmo sentimento por parte da musa de Gonzaga? Resposta comentada Questão 37 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil O Romanceiro da Inconfidência foi publicado em 1953, muitos anos após a Inconfidência Mineira. Nesse texto, o eu lírico fala da experiência vivida por Gonzaga, réu no processo movido pela Coroa Portuguesa contra os participantes da Inconfidência Mineira. Preso e levado para o Rio de Janeiro, continuava escrevendo suas liras, agora repletas de amargura. O poeta, em sonho, volta ao passado, onde vivia feliz, perto de sua amada. No Romance, uma terceira pessoa fala de um sono atormentado, que provoca em Marília o mesmo tipo de sofrimento, a frustração pela ausência do amado, agora prisioneiro e distante de Vila Rica. A voz no texto é dada à musa por meio do emprego de aspas no verso em que ela rebate a suposição de que o seu amado pastor possa tê-la esquecido: “Só se estivesse alienado!” Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político. Tema/conteúdo: Arcadismo Brasileiro - Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 38 Texto I Texto II ( Vila Rica Ouve Garcia o canto, e não atina De onde tanto prodígio, mas de Eulina A delicada face está patente: Fita os olhos, e vê desde a corrente Lançar a mão à praia a Ninfa bela, Toma uma areia de ouro, e já com ela Pulveriza os cabelos: neste instante, O sonho de Albuquerque o faz avante Passar, os braços abre, a Ninfa chama; Ela o vê, e não teme, e já se inflama De amor por ele: aos braços o convida, E abrindo o seio o rio, uma luzida Urna de fino mármore os sepulta Recebendo-os em si: ficou oculta A maravilha a quantos o acompanham. Em busca de Garcia já se entranham Pelos matos mais densos; mas perdida A esperança de achá-lo, e recolhida Volta a o herói a esquadra aventureira. COSTA, Cláudio Manoel da. Vila Rica . Canto VII. Disponível em: < http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/_documents/0032-01299-2.html > . Acesso em : 03 abr. 2015. ) ( Fábula do Ribeirão do Carmo A vós, canoras Ninfas, que no amado Berço viveis do plácido Mondego, Que sois da minha lira doce emprego, Inda que de vós apartado; [...] Três lustros, todos d’ouro, A gentil formosura, Vinha tocando apenas quando o louro, Brilhante Deus procura Acreditar do Pai o culto atento, Na grata aceitação do rendimento. Mais formosa de Eulina Respirava a beleza; De ouro a madeixa rica, e peregrina Dos corações faz presa; A cândida porção da neve bela Entre as rosas das faces se congela. [...] COSTA, Cláudio Manoel da. Fábula do Ribeirão do Carmo. Disponível em: < http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=838&sid=134 >. Acesso em : 03 abr. 2015. (Fragmento) ) Na mitologia grega, Eulina tinha sua beleza consagra Na mitologia grega, Eulina tinha sua beleza consagrada a Apolo. Tem sua descrição clássica no texto I e vive no rio Mondego, em Portugal. Considerando a localização espacial dos personagens, que característica do Arcadismo Brasileiro, no texto II, se contrapõe àquela paisagem clássica? Resposta comentada Questão 38 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Difícil Eulina, no texto II, situa-se em um espaço típico da mata brasileira. Sua atitude diante do personagem Garcia se aproxima do mito indígena da Mãe-D'água, uma mulher misteriosa que encanta os homens e os leva para o fundo dos rios. Esse recurso empregado por Cláudio Manoel da Costa atribui, de acordo com os padrões estéticos da época, uma valorização da colônia, uma terra que deveria construir “o perfil artístico idealizado pela cultura europeia”. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Competência de área 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza,função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. Habilidade 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. Tema/conteúdo: O Arcadismo - Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 39 Vendo-se acometido de grave enfermidade Pouco a pouco a letífera Doença Dirige para mim trêmulos passos; Eis seus caídos, macilentos braços, Eis a sua terrífica presença: Virá pronunciar final sentença, Em meu rosto cravando os olhos baços, Virá romper-me à vida os tênues laços A foice contra a qual não há defensa. Oh! Vem, deidade horrenda, irmã da Morte, Vem, que esta alma avezada a mil conflitos, Não se assombra do teu, bem que mais forte: Mas ah! Mandando ao Céu meus ais contritos, Espero que o primeiro que o teu corte Me acabe viva dor dos meus delitos. BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du. Vendo-se acometido de grave enfermidade. Disponível em: <http://periodicos.uifap.br/index.php/letra>s. Acesso em: 02 abr. 2015. Em que aspectos esse poema de Bocage difere do tom lírico dos poemas árcades? Resposta comentada Questão 39 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Médio Bocage produziu extensa obra lírica. A transição entre o Arcadismo e o Romantismo influencia a sua produção poética com características satíricas. Nesse poema, descreve imagens tradicionais que representam a fatalidade da morte. O eu lírico não se coloca como vítima, e é até sádico diante de seu destino. Elaboradora: Alba Caldeira Mello Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil Competência de área 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens com meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Habilidade 20: Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional. Tema/conteúdo: O Arcadismo no Brasil e seus principais representantes - Unidade 4 - Capítulo 8 - Livro 2/2015. Questão 40 Leia os textos a seguir. Texto I Texto II ( CANTO I I As armas e os barões assinalados , Que da ocidental praia Lusitana , Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana , Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram; .................................................................” CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas . Canto primeiro, Estrofe. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p . 29. ) ( CANTO I I De um varão em mil casos agitado, Que as praias discorrendo do Ocidente, Descobriu o Recôncavo afamado Da capital brasílica potente: Do Filho do Trovão denominado, Que o peito domar soube à fera gente; O valor cantarei na adversa sorte, P ois só conhece herói quem nela é forte. ...........................................................................” DURÃO, Frei José de Santa Rita. Disponível em: < http://international.loc.gov/intldl/brhtml/pdf/caramuru.pdf > . Acesso em: 3 abr. 2015. ) O poema épico Caramuru, composto por Frei José de Santa Rita Durão, narra o achamento da Bahia. Depois de um naufrágio, Diogo Álvares Correia, entre várias aventuras, apaixona-se pela índia Paraguaçu. Com base na leitura do texto II, identifique a influência camoniana na obra de Santa Rita Durão. Resposta comentada Questão 40 Disciplina: Literatura Série: 1.ª Nível de dificuldade: Fácil O canto, assim como todo o texto, é formado de versos decassílabos e emprega a oitava rima. O esquema rítmico é o mesmo – ABABABCC. O eu lírico se propõe, nesse primeiro canto, a apresentar os feitos heroicos do povo da nova terra. Em Caramuru, tem-se fusão da mitologia grega com informações indígenas e em Os Lusíadas, a fusão do mitológico e do cristão.