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SEGURANÇA PÚBLICA 
CONTEMPORÂNEA 
AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Alex Erno Breunig 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Sinceras saudações! Seguimos com os estudos relativos à segurança 
pública contemporânea. Nesta aula, trataremos das instituições de controle 
social, do controle da atividade policial, com suas motivações e formas, da 
participação da sociedade na segurança pública, dos projetos e planos de 
segurança pública e, por fim, estudaremos a participação da segurança na 
preservação do Estado democrático de direito. 
Bons estudos! 
TEMA 1 – INSTITUIÇÕES DE CONTROLE SOCIAL 
Para bem SE entender a segurança pública contemporânea, é importante 
ter em mente que a vida em sociedade exige o estabelecimento e o acatamento 
de certas normas de convivência. A fiscalização desse acatamento é obrigação 
das instituições públicas; no entanto, pode e deve ser feita, também, por 
instituições de controle social que não sejam integrantes do aparato estatal. 
As instituições de controle social têm a capacidade de impelir condutas 
apropriadas, de acordo com as normas socialmente aceitas; com isso, auxiliam 
na prevenção criminal, podendo, ainda, atuar de forma corretiva após o 
cometimento de irregularidades, nos limites impostos pela lei. Utilizando-nos dos 
ensinamentos de Lakatos e Marconi (1999, p. 171), podemos afirmar que as 
instituições sociais cumprem o papel de ajustar, moldar a sociedade, com seus 
padrões de comportamento sendo manifestamente subjugados por normas, 
valores e finalidades. 
A primeira instituição de controle social de que devemos tratar é a família, 
que consiste na celula mater da sociedade: “[...~em geral, é considerada o 
fundamento básico e universal das sociedades, por se encontrar em todos os 
agrupamentos humanos, embora variem as estruturas e o funcionamento” 
(Lakatos; Marconi, 1999, p. 171). A família tem forte impacto no controle social, 
pois nela as pessoas recebem as primeiras noções de educação, ética, moral, 
comportamento social e preparação para a boa convivência. 
É na família também que, em regra, as pessoas conhecem outra 
instituição de controle social de grande impacto – a religião. Indubitavelmente, 
a veneração e o temor, de maneira voluntária e consciente, a um ente superior 
têm o condão de levar as pessoas a agirem em conformidade com as normas 
 
 
3 
estabelecidas e socialmente aceitas e relevantes, que, em regra, são defendidas 
pelos líderes religiosos, seja de qual credo religioso forem. As religiões 
colaboram, ainda, com outra instituição de grande importância – a educação. 
É por meio da educação que o ser humano é ambientado e pode aderir 
às normas de convivência social, podendo, ainda, contribuir para o 
aperfeiçoamento dessas normas. A educação é função básica da família, sendo 
reforçada e aperfeiçoada pela escola, responsável pela educação formal. Na 
escola, ocorre a interação entre indivíduos, o que reforça e incentiva o 
acatamento de normas de convivência social, formando um alicerce de cultura, 
informação e conhecimento. 
As instituições de controle social não estatais sofrem regulação do 
Estado, a que compete emitir as normas formais de convivência social, sendo 
ele uma organização política baseada na autoridade legalmente imposta. 
Diferentemente da família e da religião, o Estado possui instrumentos de coerção 
para fazer com que todos acatem suas determinações legais, sob pena de, não 
o fazendo, sofrerem sanções. O Estado é composto por diversas instituições que 
contribuem para o controle social, sendo, inclusive, essa a sua principal função. 
Por fim, conforme já tivemos oportunidade de nos manifestar, “O 
afrouxamento de valores leva à falta de autoridade moral na família, nas 
instituições religiosas, no ambiente escolar e em toda a sociedade, redundando 
em reflexos negativos na segurança pública e na violência vivenciada em nosso 
tempo” (Breunig; Souza, 2018, p. 182). 
TEMA 2 – CONTROLE DA ATIVIDADE POLICIAL 
Toda e qualquer pessoa que seja detentora de poder deve ser submetida 
a mecanismos de controle – conhecidos também como sistemas de freios e 
contrapesos –, no intuito de se evitar abusos de poder e violações de direitos, 
sendo esse o ensinamento extraído da obra O espírito das leis: 
A democracia e a aristocracia não são Estados livres por natureza. A 
liberdade política só se encontra nos governos moderados. Mas ela 
nem sempre existe nos Estados moderados; só existe quando não se 
abusa do poder; mas trata-se de uma experiência eterna que todo 
homem que possui poder é levado a dele abusar; ele vai até onde 
encontra limites. (Montesquieu, 2000, p. 166) 
O principal mecanismo do sistema de freios e contrapesos é a separação 
entre os Poderes: Executivo; Legislativo; e Judiciário. A existência desses 
 
 
4 
poderes, sua separação e autonomia são essenciais para a democracia, tendo 
previsão na nossa Constituição Federal, como cláusula pétrea (Brasil, 1988). 
Essa separação e autonomia possibilitam a mútua fiscalização, com a lógica de 
que compete ao Legislativo votar e aprovar leis, ao Executivo colocar em prática 
essas leis e ao Judiciário julgar as demandas atinentes à legalidade e 
constitucionalidade das leis aprovadas e dos atos executivos. 
No que respeita aos órgãos de segurança pública, há mecanismos de 
controle internos e externos. Internamente, eles estão sujeitos a setores 
correcionais de controle interno e de compliance. Os setores de correição 
pertencem à estrutura interna dos órgãos de segurança pública, auxiliando na 
prevenção e correção de desvios e nos serviços prestados por órgãos de 
controle externo, notadamente o Ministério Público. O controle externo da 
atividade policial é função constitucional do Ministério Público; no entanto, esse 
controle não significa que os órgãos de segurança pública tenham qualquer tipo 
de subordinação ao Ministério Público, instituição que não possui competência 
administrativa em relação a órgãos do Poder Executivo. Esse controle externo é 
exercido, ainda, pela atuação da sociedade, por parte de entes privados de 
verificação da atuação estatal e, de maneira muito intensa e dinâmica, pela ação 
de órgãos de imprensa, com a necessidade inarredável de que a atuação da 
imprensa seja absolutamente livre e desembaraçada de qualquer motivação 
política, econômica ou ideológica. 
Modernamente, tem sido introduzida na Administração Pública nacional a 
cultura do compliance, termo que, segundo Lamboy (2018, p. 6), se origina do 
verbo inglês to comply e que significa: 
[...] cumprir, executar, concordar, adequar-se, satisfazer o que lhe foi 
imposto. Compliance é o dever de cumprir e estar em conformidade 
com diretrizes estabelecidas na legislação, normas e procedimentos 
determinados, interna e externamente, para uma empresa, de forma a 
mitigar riscos relacionados à reputação e a aspectos regulatórios. 
As ações praticadas pelos agentes públicos ou privados que se desviam 
dos princípios, deveres e valores éticos causam prejuízos irreparáveis à 
sociedade, tendo em vista que tais ações são contrárias ao interesse público, 
visando ao benefício de poucos, em detrimento da coletividade (Belletti; Santos; 
Ortigara, 2017). 
Reforçar a cultura do dever-ser contribui para a boa prestação dos 
serviços de segurança pública, havendo necessidade de que a alta 
 
 
5 
administração motive a prática da conformidade, boa governança, integridade, 
moralidade e eficiência, pelo exemplo, cumprindo-lhe, ainda, a tomada de 
providência em casos de desvios. 
TEMA 3 – PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE 
O constituinte foi muito oportuno ao estabelecer que segurança pública é 
dever do Estado, mas, também, “direito e responsabilidade de todos” (Brasil, 
1988). Essa responsabilização difusa não retira do Estado a obrigação de prover 
todos os meios a ele disponíveis para possibilitar a boa convivência em 
sociedade; no entanto, sem a adesãoda população, os resultados das atividades 
estatais por certo seriam muito aquém dos desejáveis. 
Para fins acadêmicos, no fito de estimular o raciocínio do leitor, mutatis 
mutandis, entendemos razoável fazer um paralelo entre a segurança pública e a 
saúde. Nesta, a despeito da obrigação estatal de fornecer assistência à saúde, 
sem a participação da população todo e qualquer esforço do Poder Público será 
insuficiente; há necessidade inafastável de que todos os cidadãos participem 
efetivamente com cuidados com a própria saúde e com a de outros. Assim é, 
também, com a segurança pública. 
A participação da sociedade no campo da segurança pública deve ser 
facilitada e incentivada pelos órgãos de segurança pública, podendo acontecer 
de diversas maneiras, dentre elas com a implementação da filosofia da polícia 
comunitária, que representa uma parceria entre o trabalho policial e a 
comunidade por ele beneficiada, cuja aproximação facilita a prevenção criminal, 
apresentando as seguintes características: “Forte solidariedade social. 
Discussão e soluções de problemas comuns. “Sentido de organização 
possibilitando uma vida social durável.” (Brasil, 2007, p. 38). 
Com a finalidade de ampliar a integração entre a polícia e a comunidade 
é que surgem os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs), que visam 
à busca de soluções para os problemas locais, por meio do debate com o 
voluntariado e da criação de redes de proteção, com foco especial na segurança 
pública. Os Consegs têm por características principais: 
Entidade de direito privado. 
Independente em relação aos segmentos de Segurança Pública ou 
qualquer outro órgão público. 
Na modalidade de associação comunitária de utilidade pública. 
Sem fins lucrativos. 
 
 
6 
Constituído no exercício do direto de associação garantido no artigo 5º, 
XVII da Constituição Federal. 
Tem por objetivos mobilizar e congregar forças da comunidade para a 
discussão de problemas locais da Segurança Pública, no contexto 
municipal ou em subdivisão territorial de um Município. (Brasil, 2007, 
p. 295) 
A união de esforços entre o Poder Público e a população tem por objetivos 
manter a paz social, prevenindo e, se necessário, reprimindo eventos criminais, 
sendo que na prevenção é que a participação comunitária é mais interessante e 
útil. A participação da comunidade na prevenção a crimes pode ocorrer por meio 
do desenvolvimento de hábitos adequados – como prestar atenção ao entrar e 
sair de casa e não ostentar valores em público – ou do investimento em 
equipamentos como cadeados, alarmes e câmeras, entre outras iniciativas. 
Uma participação interessante, que envolve adoção de certos hábitos e 
realização de alguns investimentos, se refere ao conceito de arquitetura contra 
o crime, pelo qual alterações e adequações nas construções podem prevenir 
eventos criminosos, sendo exemplos disso a substituição de muros altos por 
grades, a retirada de possíveis apoios para escaladas, a poda de árvores, entre 
outros. Para contribuir com a segurança, as construções devem atentar ainda 
para a vigilância natural, o controle de acessos, a manutenção e a gestão dos 
ambientes. Pode ocorrer, ainda, participação comunitária para melhorar as 
condições de ambientes físicos em prováveis locais de cometimento de crimes. 
Os investimentos em limpeza, iluminação, jardinagem e embelezamento, ao 
tempo que afastam potenciais criminosos, atraem pessoas de boas intenções, 
sendo contribuição singular para a segurança pública. 
TEMA 4 – PROJETOS E PLANOS DE SEGURANÇA PÚBLICA 
Segurança pública é uma atividade típica de Estado, ou seja, que não 
pode ser delegada à iniciativa privada, nem adiada ou relegada, podendo apenas 
haver a participação comunitária para melhorar a prestação do serviço. Para bem 
cumprir essa atividade, o Estado necessita se estruturar em forma de sistema de 
segurança pública, possibilitando a elaboração e implementação de políticas, 
projetos e planos de atuação nesse campo. 
Para bem entender esse tema, é relevante definir o termo política pública. 
No entendimento de Procopiuck (2013, p. 139): 
O conceito de políticas públicas – a exemplo de conceito de estratégia, 
programas e de planos – provê diretrizes gerais ao invés de instruções 
 
 
7 
detalhadas para a ação envolvendo interesses coletivos articulados na 
esfera pública. A função específica de uma política pública é prover 
orientações normativas, guiadas por valores e por finalidades, para a 
elaboração de estratégias, programas e planos que procuram adequar 
meios para atingir determinados fins. 
Assim, políticas públicas são ações de governo adotadas com o objetivo 
de atender aos anseios da população, com a identificação de prioridades, 
planejamento e escolha das melhores formas de aplicar os recursos disponíveis, 
sendo que essas políticas devem possuir estabilidade, adaptabilidade, coerência 
e qualidade, para bem atender aos interesses públicos. As políticas públicas são 
implementadas por meio de ações, programas, projetos e planos destinados a 
responder a demandas das mais variadas naturezas, ressaltando-se que 
segurança pública vai muito além do emprego de órgãos policiais, envolvendo, 
também, a estrutura de diversos setores públicos, de todos os poderes, bem 
como da sociedade em geral. 
Em obediência ao que determina o parágrafo 7º do art. 144 da 
Constituição Federal, foi criada, por meio da Lei n. 13.675/2018, a Política 
Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) e instituído o Sistema 
Único de Segurança Pública (Susp). A PNSPDS tem por grande meta a melhoria 
da gestão das políticas de segurança pública, propiciando melhores resultados 
aos esforços dos órgãos policiais, em articulação com toda a sociedade. De 
acordo com a Lei n. 13.675/2018, a PNSPDS está baseada em 16 princípios, 26 
diretrizes e 26 objetivos. Dessas bases, é possível concluir que a PNSPDS foi 
constituída com foco especial no respeito ao ordenamento jurídico, nos direitos 
humanos, na busca da eficiência, na resolução pacífica de conflitos, na 
participação comunitária e na formação e valorização dos profissionais de 
segurança (Brasil, 1988, 2021). 
Respeitando aos objetivos da PNSPDS, foi formulado o Plano Nacional 
de Segurança Pública e Defesa Social 2021-2023 (Brasil, 2021), que é 
constituído de objetivos, ações estratégicas, metas, sistemas de governança e 
orientações aos entes federados. Assim, compete à União estabelecer a 
PNSPDS; no entanto, os estados, o Distrito Federal e os municípios devem criar, 
com apoio federal, suas próprias políticas, observando as diretrizes e princípios 
nacionais, sendo recomendável, para isso, que se proceda à criação dos 
Conselhos de Segurança Pública e Defesa Social, com atribuições de realizar o 
acompanhamento dos integrantes operacionais do Susp. Os Conselhos de 
Segurança Pública e Defesa Social aproximam a sociedade e o Poder Público, 
 
 
8 
facilitando a resolução das demandas, otimizando o uso dos recursos e 
melhorando os resultados. 
TEMA 5 – SEGURANÇA PÚBLICA E A PRESERVAÇÃO DO ESTADO 
DEMOCRÁTICO DE DIREITO 
As atividades desempenhadas pelos órgãos de segurança pública são 
imprescindíveis para a existência e preservação do Estado democrático de 
direito, assim como, para o respeito aos direitos humanos, à livre manifestação 
do pensamento e para uma pacífica convivência em sociedade. O Estado 
democrático de direito é determinação de nossa Constituição Federal, que, em 
seu artigo inaugural, estabelece que: “Art. 1º A República Federativa do Brasil, 
formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, 
constitui-se em Estado Democrático de Direito [...]” (Brasil, 1988). 
Ademais, a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem 
também reconhece a necessidade do desenvolvimento da democracia: “Artigo 
28 Os direitos do homem estão limitados pelos direitos do próximo, pela 
segurança detodos e pelas justas exigências do bem-estar geral e do 
desenvolvimento democrático.” (Conferência Internacional Americana, 1948). 
Para uma melhor compreensão da expressão, transcrevemos os 
ensinamentos de Braz (2018, p. 159): “Constatamos ainda que o principal 
problema do Estado se refere à conciliação da liberdade e da autoridade. A 
prevalência da liberdade sobre a autoridade poderá conduzir à anarquia. Já se 
a autoridade prevalecer sobre a liberdade, tenderemos ao totalitarismo.” Ou seja, 
o equilíbrio entre liberdade e autoridade reflete o ideal de um Estado 
democrático; para se atingir esse ideal, é necessário que existam instituições 
garantidoras, ao mesmo tempo, dos direitos dos cidadãos e da executoriedade 
das ordens legais das autoridades constituídas. 
O preparo técnico dos integrantes dos órgãos de segurança é primordial 
para a garantia do Estado democrático de direito, devendo ocorrer investimentos 
mesmo antes do seu ingresso nas instituições, ainda na fase de seleção, 
promovida por meio de concurso público, posteriormente com uma formação 
robusta e, continuamente, com treinamento e atualizações profissionais durante 
o exercício da profissão. 
A Matriz curricular nacional para as ações formativas dos profissionais da 
área de segurança pública (Brasil, 2014, p. 40) apresenta, em seu objetivo geral, 
 
 
9 
o favorecimento “[...] da participação profissional, social e política num Estado 
Democrático de Direito”, devendo essa matriz ser utilizada por todos os cursos 
de formação de profissionais de segurança: 
As ações formativas de segurança pública, planejadas com base 
na Matriz, têm como objetivo geral favorecer a compreensão do 
exercício da atividade de segurança pública como prática da 
cidadania, da participação profissional, social e política num 
Estado Democrático de Direito, estimulando a adoção de 
atitudes de justiça, cooperação, respeito à Lei, promoção 
humana e repúdio a qualquer forma de intolerância. (Brasil, 
2014, p. 40) 
Ademais, a busca por um país e por governos realmente democráticos 
tem o condão de nos proteger contra um de nossos maiores males – a corrupção 
–, sendo essa a lição que nos fornece Karnal (2016): “Eu insisto, e tenho dito 
sistematicamente, não existe governo corrupto numa nação ética; e não existe 
nação corrupta com governo transparente e democrático. [...] A corrupção, 
portanto, é um mal social. Um mal coletivo, e não apenas do governo.” 
Assim, o Estado democrático de direito tem forte relação com a segurança 
pública, sendo que a eventual restrição de direitos individuais pode ser 
necessária para garantir seu funcionamento, tal qual a participação ativa da 
comunidade, auxiliando os órgãos policiais e respeitando as regras de 
convivência, é que garante a verdadeira democracia. É importante ter 
conhecimento de que toda pessoa ou instituição detentora de poder deve se 
submeter a mecanismos de controle, bem como que a sociedade possui 
participação imprescindível para a manutenção da ordem pública, podendo 
colaborar com essa área tão importante da convivência social. Da mesma forma, 
o conhecimento das políticas públicas e a colaboração da segurança para o 
Estado democrático de direito contribuem para o crescimento da consciência e 
para a evolução da prestação de serviços. 
Nesta aula, tratamos das instituições de controle social, do controle da 
atividade policial e da participação da sociedade na segurança pública como 
mecanismos de freios e contrapesos dos poderes de que estão investidas as 
autoridades públicas, bem como a respeito dos projetos e planos de segurança 
pública e para a preservação do Estado democrático de direito, demonstrando a 
importância da segurança pública para a vida em sociedade e para a 
democracia. 
 
 
10 
REFERÊNCIAS 
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da União, Brasília, 5 out. 1988. Disponível em: 
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<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2021/decreto/D10822.htm>. Acesso em: 13 dez. 2021. 
_____. Lei n. 13.765, de 12 de dezembro de 2018. Diário Oficial da União, 
Brasília, 13 dez. 2018. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13756.htm>. 
Acesso em: 13 dez. 2021. 
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BELLETTI, C.; SANTOS, N. E. dos; ORTIGARA, R. J. Crime de colarinho branco 
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11 
KARNAL, L. Leandro Karnal faz a melhor síntese do ano sobre ‘o que é a 
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