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Pálpebras Profa. Joselita Soares Bacharel em Optometria Esp. Neurooptometria com ênfase em reabilitação visual Descrição Geral As pálpebras são tegumentos de pele que recobrem o globo ocular na sua superfície anterior, exercendo diversas funções para a sustentação da superfície ocular externa. Descrição Geral Tarsos palpebrais. 1-Superior, 2-Inferior, 3-Borda livre palpebral, 4-Glândula lacrimal orbitária, 5-Glândula lagrimal palpebral Descrição Geral FACE ANTERIOR: Formada por os sulcos orbito-palpebrais superior e inferior FACE POSTERIOR: Gerada por a conjuntiva tarsal, de aspecto brilhante e rosado. BORDA LIVRE: Avascular, marca o limite de divisão entre a face anterior e posterior da pálpebra, contem em sua espessura estruturas importantes como os pontos de secreção das glândulas do Meibomius, folículos pilosos, glândulas de Zeiss e pontos lacrimais do lado nasal. CANTO EXTERNO: União dos sulcos palpebrais externos. CANTO INTERNO: União dos sulcos palpebrais internos aloja três estruturas anatômicas, a carúncula, e prega semilunares e os pontos lacrimais. Descrição Geral Descrição Anatômica ARMAÇÃO FIBROSA: Formado por os dois tarsos superior e inferior e os dois ligamentos palpebrais, estes ligamentos asseguram os tarsos ao osso orbitário. Descrição Anatômica Macroscópica SEPTUM: Tecido nacarado (duro e de colaração rosada) que separa o conteúdo orbitário do músculo orbicular das pálpebras. Paralisia Facial Descrição Anatômica Macroscópica MÚSCULO ORBICULAR: Plano, concêntrico, de tipo estriado, inervado pelo o VII par, com função de fechado. Descrição Anatômica Macroscópica ELEVADOR DA PÁLPEBRA SUPERIOR: Estriado, acompanha o trajeto orbitário, inervado pelo o III par com função de abertura. MÚSCULO DE MÜLLER: Liso, autônomo, involuntário, inervado pelo o sistema simpático, com função de abertura. Descrição Anatômica Macroscópica M. orbicular: 1-Região pré-ciliar, 2-R. pré-tarsal, 3-R.preseptal, 4-R.orbitaria. ANEXOS GLÂNDULAS DE MEIBOMIO: São glândulas sebáceas modificadas, de tipo acinoide, com função de permeabilidade lacrimal e estabilidade, elas secretam a camada lipídica do filme lacrimal. Localizadas em a espessura do tarso na placa tarsal superior e inferior. GLÂNDULAS DE ZEIS: Sebáceas modificadas, de tipo acinoide, contribuem a formação da camada lipídica do filme lacrimal. Localizadas nos folículos pilosos dos cílios. GLÂNDULAS DE MOLL: Sudorípara modificada mantém o cílio hidratado. Localizadas entre folículo e folículo. DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA Corte histológico da pálpebra superior: 1-Pele, 2- Tecido celular subcutâneo, 3- Músculo orbicular, 4- Camada celular sub-muscular, 5- Tarso superior (é uma faixa densa de tecido conectivo) 6- Fibras musculares lisas, 7- Conjuntiva. FISIOLOGIA PALPEBRAL A piscada palpebral tem uma frequência de 15 piscadas por minuto estas mantêm a estabilidade do segmento anterior do globo ocular. FUNÇÃO: regular todas as funções fisiológicas e metabólicas da córnea e em conjunto com a conjuntiva protegem de agentes estranhos à superfície anterior do olho. As funções palpebrais podem ser agrupadas segundo o tipo de estruturas anatômicas que entreveem no processo. Estas funções são: FISIOLOGIA PALPEBRAL FUNÇÃO ESTRUTURAS OBJETIVO Mecânica de proteção Cílios e sobrancelhas Evitar a entrada de corpos estranhos ao globo ocular. Secreção Glândulas localizadas nas pálpebras Geram parte das camadas do filme lacrimal para manter a córnea hidratada e transparente, também para assegurar o metabolismo do epitélio corneano. Lubrificação Movimentos palpebrais Os movimentos palpebrais de fechado e abertura distribuem o filme lacrimal, asseguram a evacuação e bombeio lacrimal e varrem os depósitos e células mortas até o ponto lacrimal. Câmara escura Fechamento palpebral O fechamento gera escuridão suficiente para iniciar o processo da fototransducção. Bombeio lacrimal Piscada A piscada assegura a evacuação da lacrima, quando a pálpebra fecha a lacrima é succionada e levada até o saco lacrimal que se enche do líquido e no momento da apertura a lacrimal é disparada até o canal lacrimonasal assegurando assim a drenagem. MOTILIDADE PALPEBRAL Os movimentos palpebrais são gerados por três músculos basicamente: MÚSCULO TIPO INERVAÇÃO FUNÇÃO ELEVADOR DA PALPEBRA SUPERIOR ESTRIADO VOLUNTARIA III PAR ABERTURA MULLER LISO INVOLUNTÁRIO SIMPÁTICO ABERTURA ORBICULAR DAS PÁLPEBRAS ESTRIADO VONLUNTÁRIO VII PAR FECHADO MOTILIDADE PALPEBRAL O fechamento palpebral pode ser produzido por reflexos voluntários ou involuntários, estes reflexos se ativam para defender a córnea e o globo ocular de a entrada de corpos estranhos que podam lesionar e alterar a fisiologia normal do olho. Estes reflexos involuntários são: REFLEXO VIA AFERENTE VIA EFERENTE ÓPTICO II PAR VII PAR AUDITIVO VIII PAR VII PAR SENSITIVO V PAR VII PAR IRRIGAÇÃO PALPEBRAL As artérias que irrigam as pálpebras correspondem ao grupo extra orbitário da artéria oftálmica, este grupo vai a formar artérias palpebrais. As artérias palpebrais formam dois ramos arteriais, um para a pálpebra superior e um para al pálpebra inferior, estas arteríolas formaram umas arcadas palpebrais gerando uma irrigação muito rica para as pálpebras. Drenagem Palpebral As veias que drenam as pálpebras formam parte da veia oftálmica superior. A pálpebra superior e o canto lateral drenam para os linfonodos pré-auriculares; por sua vez, a pálpebra inferior e o canto medial drenam para os linfonodos submandibulares. CÍLIOS Os cílios são ligeiramente mais numerosos na pálpebra superior (aproximadamente 100 a 120) do que na inferior. As raízes dos cílios encontram-se anteriormente ao tarso entre o músculo orbicular pré- septal e o músculo de Riolan. Os cílios passam entre o orbicular e o músculo Riolan e afloram a través de pele na margem anterior da pálpebra. Todos os cílios assumem uma curvatura se afastando do bulbo ocular e são relativamente paralelos. O ideal é que os cílios superiores sejam côncavos para cima e os inferiores côncavos para abaixo. OBRIGADO!!!