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Climatologia Estudar o clima é de interesse de toda a po- pulação mundial. A necessidade de se obter um conhecimento prévio sobre a natureza faz com que a ciência busque constantemente o desenvolvimento de novas tecnologias relacionadas aos fenômenos atmosféricos. A possibilidade de prever as grandes cheias dos rios, invernos rigorosos ou períodos de longas secas, que afetam áreas agrícolas pode salvar safras inteiras. Por meio da mídia, somos informados diaria- mente sobre a previsão do tempo, com uma boa margem de acerto. Devido às inovações tecnológi- cas empregadas é possível informar dados como a temperatura máxima e mínima, a possibilidade de chover, assim como a umidade relativa do ar. Mas, para compreendermos esses conceitos, precisamos diferenciar o tempo do clima, assim como os fatores que condicionam as ações de cada um. O conheci- mento do tempo e do clima de nossa região pode ser uma ferramenta importante para nossa sobrevivência em espaços que foram totalmente ou parcialmente modificados pelo homem. Primeiramente, vamos ver alguns conceitos básicos de metereologia. Atmosfera A atmosfera é formada por uma série de gases, entre os quais se destacam o oxigênio e o nitrogênio. Os demais gases, que compõem apenas 1% do vo- lume do ar atmosférico, denominam-se gases raros. Além deles, aparecem naturalmente na atmosfera micro-organismos e partículas sólidas em suspensão, como as cinzas vulcânicas, poeiras etc. A composição da atmosfera não é homogênea. Por exemplo: a quantidade de oxigênio presente na atmosfera vai diminuindo gradualmente à medida que subimos e praticamente inexiste a 80km de alti- tude. O número de moléculas de nitrogênio aumenta até 40km, para decrescer em seguida. O hidrogênio aumenta continuamente sua presença até dominar sobre os demais gases na faixa altimétrica de 75 a 200km de altitude. Não se sabe dizer, com precisão, qual a espes- sura da atmosfera, mas ela é estimada em 800km. Em função da gravidade, o ar é mais denso em baixa altitude e torna-se mais rarefeito à medida que a altitude aumenta, o que explica também a variação da pressão. Calcula-se que cerca de 97% dos gases estão na faixa dos 30km iniciais da atmosfera. Sabe-se que a atmosfera é composta por quatro camadas principais. Vejamos suas características. Estrutura das camadas que compõem a atmosfera Esosfera Atmosfera Termosfera Mesosfera Estratosfera Troposfera 10km 50km 80km 190km 960km -100 -80 -60 -40 -20 200 40Co Troposfera É a camada que nos envolve diretamente, na qual a maioria das atividades humanas se realiza. Nessa camada é encontrada uma composição de gases que propicia a vida humana, assim como os 1 fenômenos de precipitação e outros como a neve, granizo etc. Cerca de 80% dos gases que compõem a atmosfera estão na troposfera. Estratosfera É marcada pelo fenômeno chamado de inver- são térmica, no qual se verifica um crescimento da temperatura em relação à camada anterior. Essa inversão térmica ocorre em função da presença do O3 ou ozônio, que absorve e filtra a radiação ultravioleta vinda do Sol. Mesosfera É caracterizada pela redução das temperaturas conforme aumenta a altitude. Nessa camada são verificadas as menores temperaturas da atmosfera terrestre. Ionosfera É parte externa da atmosfera, na qual as molé- culas de gás se tornam carregadas eletricamente ou ionizadas, refletindo para a Terra as ondas de rádio. Sua tendência geral é de aumento da temperatura com a altitude, por causa da absorção da radiação solar pelas partículas sólidas, resíduos cósmicos etc. As camadas da atmosfera são separadas por três níveis: tropopausa, estratopausa e mesopausa. IE SD E B ra si l S .A . Altura da Atmosfera e raio da Terra Composição do ar até cerca de 100km de altitude Nitrogênio 78,0084% Oxigênio 20,946% Argônio 0,934% outros 0,036% 6.378km 800km Tempo e clima Define-se tempo como um conjunto de caracte- rísticas do estado atmosférico de uma região, isto é, se a temperatura está alta ou não, se está nublado ou não etc. Clima é o conjunto das condições atmos- féricas (precipitação, temperaturas e ventos) de uma região, sendo determinado pelas médias mensais e anuais dessas condições atmosféricas, pelo menos, dos últimos 30 anos. Dessa forma, pode-se notar que o clima apresenta um aspecto duradouro. O tempo é efêmero, pode ser alterado várias vezes durante o dia. O elementos do clima são os seguintes: temperatura atmosférica; • pressão atmosférica; • umidade atmosférica; • ventos; • massas de ar; • precipitações atmosféricas. • Esses elementos variam de um lugar para outro da superfície terrestre em função dos fatores climá- ticos, que são: altitude; • latitude; • vegetação; • maritimidade; • continentalidade; • correntes marítimas; • relevo; • estações do ano. • Tipos de clima Por meio da combinação entre uma ou mais va- riáveis climáticas, como diferenças na temperatura, ação das massas de ar etc. a superfície do planeta apresenta uma série de condições climáticas que, por sua vez, irão constituir tipos climáticos. Os principais tipos de clima são: polar ou gla- cial, mediterrâneo, temperado, tropical, equatorial, subtropical, árido ou desértico e semiárido. Polar ou glacial Aparecem nas altas latitudes, próximas aos círculos polares Ártico e Antártico, onde existe uma grande variação térmica do dia e da noite e, obviamen- te, na quantidade de radiação absorvida ao longo do ano. Possuem como características baixas tempera- turas durante o ano inteiro, atingindo em média 10ºC 2 nos meses de verão. Isso acontece em regiões onde a camada de neve e gelo que recobre o solo, derrete, em função de o dia ser mais longo que a noite. Climograma Groelândia, clima polar. 0 P (mm) 600 500 400 300 200 100 T (ºC) – 10 – 15 – 20 – 25 – 30 – 35 – 40 Temperatura média Precipitações raras e geralmente em forma de neve. É o clima das neves eternas. DJ F M A O NM J J A S G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. Mediterrâneo Tem como característica a presença de verões quentes e secos e de invernos amenos e chuvosos. Apresenta temperaturas semelhantes às verificadas nos climas tropicais, com índices pluviométricos menores e chuvas no outono e no inverno. P (mm) T (ºC) 0 600 500 400 300 200 100 30 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O N D Pluviosidade média Temperatura média Climograma Palermo (Itália), clima mediterrâneo. G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. Temperado Esse clima tem como característica principal a definição perfeita das quatro estações do ano (pri- mavera, verão, outono e inverno). Ocorrem algumas diferenças em função dos efeitos da maritimidade e da continentalidade: as áreas que sofrem influência marítima apresentam uma amplitude térmica menor do que no interior dos continentes, onde as variações da temperatura diária e ao longo do ano são bem maiores. P (mm) T(ºC) 600 500 400 300 200 100 0 30 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O DN Pluviosidade média Temperatura média Climograma Cantão (China), clima temperado oceânico. G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. 600 500 400 300 200 100 0 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O DN Pluviosidade média Temperatura média T(ºC) -5 P (mm) Climograma Bucareste (Romênia), clima tempera- do continental. G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. Tropical O clima tropical possui como característica as altas temperaturas no ano inteiro, com apenas duas estações bem definidas (inverno ameno e seco, verão quente e chuvoso). Em algumas regiões sob domínio 3 desse clima, localizadas próximas ao mar, estas apre- sentam uma amplitude térmica diária e anual menor, com invernos não tão secos quanto os das regiões sob a influência da continentalidade.J F M AM J J A S O DN 500 400 300 200 100 0 20 15 10 5 0 Pluviosidade média Temperatura média T(ºC)P (mm) Climograma Cuiabá (Brasil), clima tropical. 25 G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. Equatorial Esse clima aparece na zona climática mais quente do planeta e possui como característica altas temperaturas e chuvas abundantes ao longo de todo o ano, com pequenas amplitudes térmicas anuais. Climograma Cingapura, clima equatorial. G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. P (mm) T(ºC) 600 500 400 300 200 100 0 30 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O DN Pluviosidade média Temperatura média Subtropical Com ocorrência nas médias latitudes, esse clima já apresenta algumas características que permitem a definição das quatro estações do ano. Apresenta chuvas abundantes e bem distribuídas, com verões quentes e invernos frios e a presença de significativa amplitude térmica anual. Climograma Porto Alegre (Brasil), clima subtro- pical. G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. P (mm) T(ºC) 600 500 400 300 200 100 0 30 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O DN Pluviosidade média Temperatura média Árido ou desértico Esse clima possui como característica principal a extrema falta de umidade, com elevada amplitude térmica diária e sazonal, com índices pluviométricos inferiores a 250mm/ano. Climograma Asyüt (Egito), clima desértico. G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. P (mm) T(ºC) 600 500 400 300 200 100 0 30 25 20 15 10 5 0J F M A M J J A S O DN Pluviosidade média Temperatura média Semiárido Esse clima é considerado de transição, com chuvas escassas e mal distribuídas ao longo do ano. Ocorre tanto em regiões tropicais, com elevadas temperaturas, quanto em zonas temperadas, com baixas temperaturas. 4 P (mm) T(ºC) 600 500 400 300 200 100 0 30 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O DN Pluviosidade média Temperatura média Climograma Porto Alegre (Brasil), clima subtro- pical G eo gr af ia . S ér ie N ov o E n si n o M éd io . A d ap ta d o. A classificação climática de Köppen Esta é a classificação climática mais utilizada pelos geógrafos. Foi estabelecida em 1918, por Vla- dimir Köppen e mais tarde revisada por seus antigos discípulos, R. Geiger e W. Pohl. Nessa importante classificação, Köppen, que era tanto um meteorologista quanto um biogeógrafo, buscou encontrar os limites climáticos que coincidis- sem aproximadamente com a zona de transição entre os tipos de vegetação mais importantes. Essa classi- ficação representa, mediante um código de letras, os maiores grupos climáticos, subgrupos e subdivisões adicionais para distinguir as características estacio- nais de temperatura e precipitação. Os cinco maiores grupos estão designados por letras maiúsculas. A. Clima tropical chuvoso – a média para as temperaturas de cada mês é superior a 18°C. Esse clima apresenta uma estação fria com pluviosidade anual alta e excede a evaporação ao longo do mesmo período. B. Clima seco – a evaporação excede a precipi- tação em uma média anual, de maneira que não te- mos um excesso de chuvas e não se originam cursos permanentes de rios. C. Clima temperado e úmido (mesotérmico) – o mês mais frio tem uma temperatura média abaixo dos 18°C, porém superior a –3°C e, pelo menos em um mês, ocorre uma temperatura média superior a 10°C. D. Clima borel (microtérmico) – o mês mais frio apresenta uma temperatura média inferior a –3°C, porém no mês mais quente, a temperatura pode ser superior a 10°C. E. Clima polar – a média das temperaturas do mês mais quente fica abaixo dos 10°C e nesse clima não ocorrem verdadeiros verões. Os subgrupos que se estabelecem a partir dos anteriores são definidos por uma segunda letra, de acordo com o seguinte código: S. Semiárido (estepe) W. Árido (desértico) Estas letras maiúsculas se aplicam somente aos climas secos, B. f. Úmido: caracterizado por uma precipitação suficiente durante todo o ano, sem que exista uma estação seca. Essa designação se aplica aos grupos A, C e D. w. esta letra representa uma estação seca que encontramos durante o inverno dos respectivos he- misférios (estação com a posição solar baixa). s. a letra representa uma estação seca que encontramos no verão dos respectivos hemisférios (estação com o Sol em seu zênite). m. Clima florestal chuvoso: apresenta uma curta estação seca, durante o ciclo de precipitação do tipo monçônico. Da combinação destes dois grupos de letras resultam doze climas característicos: Af. Clima de floresta tropical chuvosa – a pluvio- sidade do mês mais seco é de, no mínimo, 60mm. Am. Variedade monçônica de Af – a chuva du- rante o mês mais seco é menor de 60mm. A estação seca é fortemente desenvolvida. Aw. Clima de savana tropical – registra-se um mês, pelo menos, com precipitação inferior a 60mm. A estação seca é bastante desenvolvida. 5 BS. Clima de estepe – clima árido caracterizado por suas pradarias. Ocupa uma posição intermediária entre o clima desértico (BW) e os climas mais úmidos dos grupos A, C e D. BW. Clima desértico – clima árido com precipi- tação anual, normalmente inferior a 400mm. Cf. Climas temperados úmidos sem estação seca – a pluviosidade do mês mais seco é superior a 30mm. Cw. Climas temperados úmidos com inverno seco – o mês mais chuvoso do verão é, pelo menos, dez vezes superior ao da chuva dos meses de inverno. Cs. Climas temperados úmidos com verões secos – a precipitação do mês mais seco do verão é menor de 30mm. A precipitação do mês mais chu- voso do inverno é, pelo menos, três vezes superior à registrada no mês mais seco do verão. Df. Climas boreais ou de neve com invernos úmidos – nesses climas não existem estações secas. Dw. Climas boreais ou de neve com invernos secos. ET. Clima de tundra – a temperatura média do mês mais quente é superior a 0°C, porém inferior a 10°C. EF. Clima de gelo perpétuo – é o clima das calotas polares. A média térmica de todos os meses do ano é inferior a 0°C. Para especificar as maiores variações climáticas, Köppen criou uma terceira letra, cujos os significados são os seguintes: a. Com verões muito quentes – o mês mais quente tem uma temperatura superior a 22°C e se aplica aos climas C e D. b. Com verões quentes – o mês mais quente é termicamente inferior a 22°C. Se aplica aos climas C e D. c. Com verões curtos e amenos – menos de quatro meses apresentam temperaturas acima de 10°C. Se aplica aos climas C e D. d. Com invernos muito frios – o mês mais frio apresenta temperaturas abaixo de –38°C. Se aplica ao clima D. h. Seco e quente – a temperatura média anual é superior a 18°C. Somente se aplica ao clima do tipo B. k. Seco e frio – a temperatura média anual é in- ferior a 18°C. Somente se aplica ao clima do tipo B. (PUCRS) No dia 28 de março de 2004, parte do litoral1. catarinense e do gaúcho foram atingidos por um fenô- meno inicialmente classificado pelos especialistas de ciclone extratropical, e denominado Catarina, o qual apresentou ventos que ultrapassaram os 100Km por hora. Quanto ao movimento desses ventos, em âmbito planetário, é correto afirmar que: as áreas ciclonais apresentam baixas pressões,a) com temperaturas baixas, sendo zonas dispersoras de ventos. os furacões aparecem sempre em áreas tropicais,b) apresentando ventos violentos, divergentes, origi- nados em alta pressão. os tornados, furacões e ciclones pertencem aosc) ventos da circulação geral da atmosfera, sendo re- gulares e constantes. nas áreas anticiclonais, as baixas pressões provo-d) cam dispersão dos ventos, inibindo a formação de furacões. as áreas ciclonais, que apresentam convergênciase) de ventos em função de se localizarem nas baixas pressões, podem originar ciclones e furacões, sen- do caracterizadas como áreas receptoras. Solução:` E As áreas de baixa pressão são caracterizadas por se- rem receptoras de ventos, sendo no Hemisfério Sul o movimento dos ventos no sentido horário, enquanto que no Hemisfério Norte, os ventos nas áreas de baixa pressão têm sentido anti-horário. Por serem áreas de convergência de ventos, nessas regiões podem surgir furacões ou ciclones. (Enem) A adaptação dos integrantes da seleção brasi-2. leira de futebol à altitude de La Paz foi muito comentada em 1995, por ocasião de um torneio, como pode ser lido no texto abaixo. “A seleção brasileira embarca hoje para La Paz, capital da Bolívia, situada a 3 700m de altitude, onde disputará o torneio Interamérica. A adaptação deverá ocorrer em um prazo de 10 dias, aproximadamente. O organismo humano, em altitudes elevadas, necessita desse tempo para se adaptar, evitando-se, assim, risco de um colapso circulatório.” (Placar, São Paulo, fev. 1995.) 6 A adaptação da equipe foi necessária, principalmente, porque a atmosfera de La Paz, quando comparada à das cidades brasileiras, apresenta: menor pressão e menor concentração de oxigênio.a) maior pressão e maior quantidade de oxigênio.b) maior pressão e maior concentração de gás car-c) bônico. menor pressão e maior temperatura.d) maior pressão e menor temperatura.e) Solução: ` A As regiões que encontram-se ao nível do mar sofrem uma maior pressão da atmosfera, não deixando, dessa forma, que o oxigênio se torne rarefeito, ou seja, pouco denso. Relacionado à quantidade de oxigênio presente, uma região de baixa altitude terá uma maior presença de oxigênio, associado à maior pressão. Em regiões de altitudes, como o caso de La Paz, situada a 3 700m de altitude, a pressão exercida pela atmosfera será menor, resultando numa menor presença de oxigênio, tendo como consequência a presença de ar rarefeito, possuindo pouca densidade. Quanto à temperatura, esta também sofre influência da altitude, pois o ar rarefeito não retém o calor, tendo como consequência uma temperatura menor em regiões de altitude, quando comparadas a regiões próximas ao nível do mar. (PUCRS) O termo CONTINENTALIDADE se aplica3. aos climas: com pequena amplitude térmica.a) de pluviometria elevada e constante.b) com uma estação seca e outra chuvosa.c) de temperatura e umidade constantes.d) com grande amplitude térmica.e) Solução: ` E Sabe-se que o calor específico da água não é o mesmo que o da Terra, tendo como resultado uma diferença no aquecimento dos mesmos. As grandes massas de água, tais como oceanos e mares, têm um aquecimento muito mais lento do que as áreas continentais, bem como um resfriamento mais lento. Deste fenômeno discorrem as brisas oceânicas durante o dia, em que o vento sopra do mar para o continente, pois o ar que se encontra no continente é mais quente que o do oceano. Durante a noite, este processo se inverte, e o vento sopra do sentido continente para o oceano, pois o oceano resfria mais lentamente que o continente. Este ciclo faz com que não ocorra uma grande amplitude térmica nessas regiões, sendo conhecido como maritimidade. Por sua vez, o efeito continentalidade está associado a áreas afastadas de grandes corpos d’água, não possuindo o ciclo da maritimidade para a diminuição da amplitude térmica. Como consequência, nessas regiões constata-se uma grande amplitude térmica, pois os continentes aquecem e resfriam rapidamente. (UNICID) Assinale a alternativa que identifica cor-4. retamente a paisagem clímato-botânica das regiões próximas ao Equador. A existência de duas estações do ano bem defi-a) nidas: verão chuvoso e inverso seco, responsáveis pelo aparecimento de uma vegetação arbustivo- herbácea do tipo savana. Com um período de quase seis meses de altas tem-b) peraturas e poucas chuvas, aparece uma vegeta- ção de estepes que recobre parcialmente os solos pedregosos da região. O predomínio das chuvas nos meses mais frios doc) inverno possibilita o aparecimento de bosques de árvores com folhas pequenas e galhos retorcidos. O clima quente e úmido propicia o aparecimentod) de formações florestais sempre verdes, com árvo- res de até 50 metros e de folhas largas. A grande variação de temperatura entre os verõese) quentes e úmidos e os invernos rigorosos é res- ponsável pelo aparecimento de vegetação rasteira do tipo pradarias. Solução: ` D A faixa que compreende o Equador é referente ao clima tropical, com características de alta pluviosidade durante o ano todo, juntamente com temperaturas quentes. Devido a essas características, essa região, quanto à ve- getação, está associada a florestas fechadas, com árvores de grande porte, denominadas de florestas tropicais. (FGV) Estabelecendo-se correlações entre a exploração5. florestal no globo e as zonas climáticas, pode-se inferir que: a) Zona tropical Florestas heterogêneas com aproveitamento econômico predatório. b) Zona tem- perada Florestas homogêneas com pequeno aproveitamento econômico devido à exis- tência de poucas espécies vegetais. 7 c) Zona tropical Florestas abertas com grande potencial para uso em pasta- gens e agricultura intensiva. d) Zona Glacial Florestas de taiga que apre- sentam o maior índice de aproveitamento no globo. e) Zona Tem- perada Floresta com grande hete- rogeneidade de espécies vegetais e aproveitamento econômico predatório. Solução: ` A O globo terrestre é dividido em várias zonas climáticas, sendo que cada clima possui um tipo de vegetação que está diretamente relacionado com o clima, bem como o tipo de solo. Dessa maneira, vemos que a Zona Tropical possui densas florestas, com um alto nível de biodiversi- dade. Nas áreas compreendidas por esse clima, temos as florestas tropicais, podendo citar como exemplo a Floresta Amazônica, composta por uma grande biodiversidade de fauna e flora. Toda essa biodiversidade provoca o interesse econômico por essas regiões, resultando num modelo de extração predatório. (UFRGS) Joaquim Francisco de Assis Brasil costumava6. clas sificar o clima do Estado do Rio Grande do Sul de “anárquico”; dadas as variações que comumente aí ocorrem. Essa característica gerou no imaginário po- pular a impressão expressa no ditado “Temos as quatro estações em um mesmo dia” ou a ideia de que o clima muda diariamente. Sobre esse tema, considere as afirmações abaixo. Clima é um conjunto de valores que, em um dadoI. momento, em um certo lugar, caracteri zam o esta- do atmosférico desse lugar. O tempo representa a sucessão dos tipos cli máticosII. em um determinado lugar da superfí cie terrestre. A amplitude térmica diária é um dado que ca-III. racteriza o tempo meteorológico. Quais estão corretas? Apenas I.a) Apenas II.b) Apenas III.c) Apenas I e II.d) Apenas II e III.e) Solução: ` C Amplitude térmica é a diferença entre a maior e a menor temperatura registrada num determinado período, num certo lugar, sendo que o estado momentâneo do ar ca- racteriza as condições do tempo meteorológico de um determinado lugar. O clima, por sua vez, indica a sucessão das variações que ocorrem do tempo no lugar, durante um determinado período. Na natureza, a água está continuamente sofrendo7. mudanças de fase. A esse processo dá-se o nome de ciclo da água. A água líquida dos rios, lagos e mares, além da que provém da transpiração das plantas, evapora-se continuamente sob a ação do calor do Sol. Os vapores formados sobem e condensam-se nas camadas superiores da atmosfera, que são mais frias. As gotículas de água resultantes ficam em suspensão no ar, originando as nuvens. Em certas condições essa água líquida precipita-se na forma de chuva, completando, então, o ciclo. Em algumas situações, porém, podem haver variações nesse ciclo. O vapor de água existente no ar, por exemplo, pode-se condensar sem formar nuvem. Há regiões em que essa condensação, quando cai a tempera- tura, forma o nevoeiro – que, assim como as nuvens, é constituído por gotículas de água em suspensão no ar. É comum também a formação do orvalho, em que os vaporesde água condensam-se sobre superfícies que estão em temperatura mais baixas, como as superfícies dos vegetais. O processo de condensação da água, como as outras mudanças de fase, ocorre à temperatura constante. Chama- se de calor latente a quantidade de calor recebido (ou perdido) por uma substância em uma mudança de fase. O calor latente de condensação do vapor da água, LV, é igual a –540cal/g (à temperatura de 100oC). Isto significa que, no processo de condensa- ção, uma massa de vapor d’água de um grama perde uma quantidade de calor igual a 540 calorias. Assim, de maneira geral, a quantidade de calor trocada por uma substância ao realizar uma mudança de fase, Q, pode ser calculada por: Q = m . L Na expressão acima, m é a massa da quantidade de substância que mudou de fase, e L é o calor latente correspondente à mudança de fase que ocorreu, para a substância em questão. Considere uma quantidade de vapor d’água a 100oC que entra em contato com uma superfície que se encontra à temperatura de 10oC. Após a condensação, formam-se 2 mil gotículas de água de massa média igual a 8 . 10–6kg. Determine, em valor absoluto, a quantidade de média de calor, em calorias, perdida por essa quantidade de vapor para o ambiente ao se condensar. 8 As partes da atmosfera mais próximas da litosfera ec) da hidrosfera possuem temperaturas diferenciadas. O movimento ascensional do ar é provocado pe-d) las baixas temperaturas, sendo comum nas regiões polares. As zonas de alta pressão são aquelas que propor-e) cionam melhores condições para a formação de nuvens e, portanto, para a presença de chuvas. (PUC-Rio) O volume total de água existente no Sistema2. Terra é relativamente constante. O desenho a seguir mostra, de forma esquemática, o ciclo da água. Analise as afirmativas a seguir: A precipitação (3) representa a condensação dasI. gotículas d’água, a partir do vapor d’água existente na atmosfera, dando origem às chuvas. A evapotranspiração (1) é a soma da evaporaçãoII. direta, causada pela radiação solar e pelo vento com a transpiração realizada pela vegetação. A interceptação (2) representa a condensação doIII. vapor d’água existente na atmosfera originando as nuvens. A água precipitada (4) pode se infiltrar ou escoarIV. superficialmente, impulsionada pela gravidade. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas: I e III, apenas.a) II e III, apenas.b) I, II e IV, apenas.c) I, III e IV, apenas.d) I, II, III e IV.e) (Unirio) Apesar de o vapor d’água representar apenas3. cerca de 2% da massa atmosférica, sua importância para o clima e, também, para o tempo é muito grande. Solução: ` Aplicando a expressão, calcula-se a quantidade de ca- lor perdida por uma gotícula de massa m = 8 . 10–6kg no processo de condensação; deve-se converter a massa em quilogramas para gramas, ficando-se com m = 8 . 10–9g. Com LV = 540cal/g (considerando-se em valor absoluto), temos: Q = m . L Q = 8 . 10–9g . \ 540 cal/g Q = 43 210–6cal Finalmente, multiplica-se por 2 mil (2 . 103) e obtém- se a quantidade total (média) de calor perdido para o ambiente pela água ao condensar-se: Qtotal = 4,32 . 10 -6 . 2 . 103cal Qtotal = 8,64 . 10–3cal É característica das florestas equatoriais o clima8. quente e úmido, com temperaturas oscilantes entre 38 e 40oC e com índices pluviométricos superiores a 2 300 mm/ano. Citamos como exemplo desse tipo de bioma a floresta Amazônica, de grande exuberância vegetal. Toda essa exuberância, típica das florestas equatoriais, deve-se muito pouco a características geomorfológicas. Então, quais seriam as principais características responsáveis pela intensa biodiversi- dade vegetal e animal dessas florestas? Solução: ` Os altos índices pluviométricos, garantindo a umidade suficiente para fermentar a matéria orgânica residual no solo (folhas, galhos, frutos, animais mortos...), produzindo grandes quantidades de húmus, a prin- cipal fonte de nutrientes dos vegetais. Outro fator é a elevada irradiação luminosa, responsável direta pela altas taxas de fotossíntese, a principal fonte de massa vegetal. Como consequência à riqueza vegetal, uma grande quantidade de animais coexistem, desenvol- vendo nichos diferentes. Assim, a vida nesses ambien- tes se desenvolve ricamente e em equilíbrio. (Unirio) Para entendermos os tipos climáticos e as varia-1. ções de tempo, é importante o conhecimento a respeito do mecanismo atmosférico. Assinale a opção que con- tém um dos aspectos da dinâmica atmosférica. A região do Equador recebe os raios solares coma) maior intensidade, logo apresenta alta temperatura e alta pressão atmosférica. Em maiores altitudes ocorre uma queda na tem-b) peratura, o que explica as baixas temperaturas da estratosfera. 9 Sobre a importância do vapor d’água só NÃO podemos afirmar corretamente que: quando associado à grande presença de partículas po-a) luentes, contribui para o aumento das precipitações. interfere no conforto do homem (ar muito seco, arb) muito úmido etc.). ao absorver as radiações do Sol e da Terra, desem-c) penha o papel de regulador térmico. sua quantidade na atmosfera determina a possibili-d) dade de ocorrerem ou não precipitações. sua presença determina o tipo de chuva de umae) região, que pode ser frontal, orográfica ou convec- tiva. (PUCPR) De um modo geral, podemos dizer que a4. distribuição das chuvas é bastante irregular. São causas dessa irregular distribuição: Diferenças de latitude.I. Temperatura e pressão atmosférica das diferentesII. porções da Terra. Influência do relevo.III. Influência das correntes marítimas, dos oceanos eIV. das massas continentais. Atuação das massas de ar.V. Está correta ou estão corretas: todas.a) apenas I.b) apenas II.c) apenas I, III e IV.d) apenas I, II e IV.e) (Unesp) Confirmadas as tendências que apontam para o5. aquecimento global do planeta Terra, duas consequências importantes ocorrerão. Assinale a alternativa que contém tais consequências. Diminuição das camadas de gelo eterno e aumentoa) do nível geral das águas oceânicas. Diminuição da camada de ozônio e diminuição dasb) águas oceânicas. Diminuição do efeito estufa e aumento do índice dec) salinização das águas oceânicas. Aumento das camadas de gelo eterno e aumentod) do nível geral das águas oceânicas. Aumento das camadas de gelo eterno e aumentoe) do nível geral das águas oceânicas. (Cesgranrio) Nos desertos localizados em latitudes sub-6. tropicais, como é o caso do Saara, na África, registra-se uma tendência à ocorrência de uma notável amplitude térmica diária que pode, inclusive, superar os 40°C. A ex- plicação que se pode dar a esse fenômeno está na(o): baixa concentração dos gases responsáveis pelaa) conservação do calor na atmosfera, como o metano e o gás carbônico. circulação de ventos ciclônicos característicos deb) grandes extensões desérticas. ocorrência de rápido processo de inversão térmicac) pela passagem de frentes frias. acúmulo, nos solos excessivamente argilosos, ded) toda a energia térmica irradiada pela luz solar. registro de altas pressões atmosféricas, associadase) a massas de ar ascendentes. (Unirio) A tabela adiante indica os valores médios anuais7. de temperatura e precipitação em localidades litorâneas situadas em latitudes equivalentes, porém em margens opostas do Oceano Atlântico. As diferenças climáticas observadas explicam-se, nessa faixa, devido, principalmente: América do Sul África latit. (Sul) temp. (°C) precip. (mm) latit. (Sul) temp. (°C) precip. (mm) Recife (Brasil) 08°03’ 26,6 2.457 Luanda (Angola) 08°49’ 23,5 376 Santos (Brasil) 23°56’ 23,8 2.080 Swakop- mundi (Namí- bia) 22°07’ 15,1 20 à América do Sul ser banhada por correntes frias ea) apresentar litoral montanhoso. à América do Sul ser banhada por correntes quen-b) tes e a África por correntes frias. à África ser afetada por correntes oceânicas irregu-c) lares do tipo “El Niño”. à existência de contrastes de longitude e de salini-d) dade das águas. às alternâncias sazonais de correntesfrias e quen-e) tes na costa africana. (UFMG) O sul da Europa sofre os efeitos do clima8. temperado mediterrâneo, que tem como principal característica a estiagem no verão. Entretanto, a maior parte dos tipos climáticos apresenta os maiores índices de precipitação justamente no verão, a partir de uma maior evaporação. Assinale a opção que explica corretamente o regime de chuvas dessa região da Europa, no verão. 10 A expansão do centro de alta pressão do Saaraa) atinge o sul da Europa e impede a entrada dos ven- tos de oeste carregados de vapor d’água. A corrente marítima do Mediterrâneo é fria, logob) libera apenas uma pequena quantidade de vapor d’água. A baixa pressão atmosférica da região cria umac) zona dispersora de massas de ar, o que impede o recebimento de umidade. As grandes elevações existentes na parte maisd) meridional desse continente impossibilitam a pas- sagem das massas de ar provenientes da região central. O relevo plano do continente facilita a dispersãoe) das massas de ar que são formadas nessa porção meridional, provocando chuvas regulares na por- ção centro-norte. (Cesgranrio) Sobre as condições existentes na tropos-9. fera, pode-se afirmar que: O azoto ou nitrogênio é o gás dominante; em me-I. nor percentagem, encontra-se o oxigênio. Há pe- quenas quantidades de gases raros. Gás carbônico, vapor d’água, poeiras e certos produtos de queima completam sua composição. O calor solar se distribui de forma desigual na su-II. perfície do planeta, sendo mais quentes as baixas latitudes e mais frias as altas. A temperatura varia também em função de dias e noites, com a dife- rença de altitude e face à proximidade ou distância dos mares. As pressões variam com a temperatura. Zonas maisIII. aquecidas apresentam pressões mais altas e as mais frias, pressões mais baixas. Os ventos sopram das zonas de baixa pressão para as zonas de alta pressão. O ar pode conter água em suspensão. QuantoIV. maior a temperatura, maior será a quantidade de água que o ar poderá absorver. As chuvas ocorrem sempre em função do resfriamento das camadas de ar. Assinale a opção que contém as afirmativas corretas. Apenas I e II.a) Apenas I, lI e III.b) Apenas I , II e IV.c) Apenas II e III.d) Apenas lI, III e IV.e) (Cesgranrio) O clima mediterrâneo no sul da Europa10. apresenta chuvas: de verão e vegetação estépica.a) escassas, bem distribuídas durante o ano, e vege-b) tação de savanas. escassas, com máximas nos equinócios e florestasc) temperadas. de inverno; temperaturas elevadas o ano todo e ve-d) getação de savanas. de inverno, escassas, e vegetação de bosques, in-e) clusive espinhentos. (Cesgranrio) A interpretação dos dados contidos nos11. climogramas 1 e 2, a seguir, nos permite afirmar corre- tamente que se trata dos seguintes tipos climáticos: Chuva Temperatura J F MA M J J A S O N D mm 400 300 200 100 0 oC 25 20 15 10 5 Climograma 1 Chuva Temperatura J F M AM J J A S O N D mm 400 300 200 100 0 oC 25 20 15 10 5 Climograma 2 equatorial e temperado mediterrâneo.a) tropical semiárido e temperado oceânico.b) tropical de savanas e temperado continental.c) subtropical semiárido e temperado oceânico.d) marítimo das costas ocidentais e de estepes.e) (UFES) Observe os climogramas e identifique a alterna-12. tiva que corresponde aos tipos climáticos dos gráficos I, II e III, respectivamente: 28 25 20 15 12 J F M A M J J A S O N D 25 50 100 150 200 250 mmPIT oC 30 10 0 J F M A M J J A S O N D 20 40 60 mmPIIT oC 20 25 20 15 12 J F M A M J J A S O N D 25 50 100 150 200 250 mmPIIIT oC Pluviosidade Temperatura 1111 equatorial, subtropical e tropical úmido.a) equatorial, semiárido e subtropical.b) tropical, tropical úmido e semiárido.c) subtropical tropical e equatorial.d) semiárido, tropical úmido e subtropical.e) (Mackenzie)13. Na faixa equatorial do globo, as chuvas frequentesI. e abundantes são provocadas pela ascensão do ar quente. As altas pressões subtropicais provocam o apare-II. cimento de vastas áreas desérticas em ambos os hemisférios. Não existem diferenças climáticas significativas en-III. tre as zonas equatorial e subtropical do globo. Então: apenas I é verdadeira.a) apenas I e II são verdadeiras.b) apenas III é verdadeira.c) apenas II e III são verdadeiras.d) nenhuma é verdadeira.e) (UECE) A faixa equatorial da Terra apresenta como14. características predominantes: estações climáticas bem definidas, florestas conífe-a) ras e rios com regimes perenes. pluviometria e temperaturas elevadas e florestasb) densas. chuvas escassas, florestas densas e relevos mon-c) tanhosos. baixas temperaturas, chuvas abundantes e rios in-d) termitentes sazonais. (Unesp) O gráfico representa a distribuição da tempe-15. ratura e da pluviosidade em Bombaim, Índia. (E ST IE N N E, P ie rr e; G O D A R D , A . C lim at ol og ie . P ar is : [ s. n. ], 19 70 .) J F MA M J J A S O N D BOMBAIM Pluviosidade(mm) Temperatura(oC) 0 100 200 300 400 500 600 700 35 o 30o 25o 20o 15o 10o 5o 0 Assinale a alternativa que indica o tipo climático característico da área onde se localiza a referida cidade. Tropical de monções.a) Semiárido.b) Temperado.c) Mediterrâneo.d) Equatorial.e) (Cesgranrio) Que relação, das propostas adiante, NÃO16. se apresenta correta? Clima mediterrâneo – ameno, embora relativamentea) seco, sem chuvas no verão. Vegetação de bosques, como o “maquis” ou a garriga espinhenta. Clima tropical úmido ou equatorial – temperaturasb) elevadas e pluviosidade constante. Forma de vege- tação florestal e solos, no geral, pobres. Clima tropical com estação seca – temperaturasc) elevadas. A presença de uma estação seca dificulta a presença de florestas, sendo a vegetação mais comum a savana. Clima temperado oceânico – seco, com invernos ri-d) gorosos, típicos das costas orientais dos continen- tes. Predominância da estepe. Clima subpolar – verões frios e curtos, precipita-e) ções escassas e em forma de neve. Vegetação é a taiga. Solos do tipo podzol. (UFRGS) A tabela a seguir apresenta dados de tempe-17. raturas mínimas e máximas verificadas no dia 6 de agosto de 1996, em quatro diferentes cidades do mundo. Cidade Diferença de horas em relação ao horário de Brasília Temperatura mínima/má- xima em oC 1 0 6/14 2 11 23/28 3 -2 13/17 4 5 21/35 As cidades de números 1, 2, 3 e 4 podem ser, respec- tivamente: Santiago, Tóquio, Los Angeles e Moscou.a) Buenos Aires, Pequim, Lima e Madri.b) Montevidéu, Moscou, Nova Iorque e Paris.c) Rio de Janeiro, Moscou, Toronto e Sidnei.d) São Paulo, Pequim, Buenos Aires e Lisboa.e) 12 (Cesgranrio) Assinale a opção que contém dados que1. NÃO caracterizam corretamente o tipo de vento indicado em maiúsculo: MISTRAL – vento frio e seco, sopra do vale doa) Ródano (França) de N–NO, durante o inverno e a primavera. FOEHN – quente, violento e seco, sopra nos valesb) da Suíça e do Tirol, vindo do Sul; na primavera, au- xilia o derretimento da neve. SIMUM – quente e seco, ocorre principalmente nac) primavera e no verão; sopra do sul para o norte do Saara. PAMPEIRO – sopra nos pampas argentinos e nod) Rio Grande do Sul, vindo do sul; frio e forte, ocasio- na o fenômeno da friagem no Brasil. MONÇÕES DE VERÃO – sopram do continentee) para o Oceano Índico; frios, propiciam chuvas em vasta porção do sul e sudeste asiático. (Fuvest) Como se explica a ocorrência de precipitação2. de neve na região intertropical do mapa? Compartimentação do relevo.a) Distribuição das formações vegetais.b) Circulação das massas de ar.c) Distribuição das correntes marinhas.d) Forma do continente.e) (Fuvest) “Menino travesso: El Niño retorna mais podero-3. so e ameaça enlouquecer o tempo em todo mundo”. (Veja, p. 42-43, 27 ago. 1997.) A notícia anterior exemplifica a ampla cobertura da mídia sobre esse fenômeno, geralmente relacionado à: atuação inesperada da massa de ar úmida que,a) ao resfriar as águas do Oceano Pacífico, eleva os índices de evaporação e intensificaas chuvas de monções no SE asiático. presença de correntes marítimas com baixas tem-b) peraturas na costa ocidental americana, justificando a diminuição dos cardumes no Chile e as estiagens no SE do Brasil e dos EUA. inversão térmica oceânica que aquece parte dasc) águas superficiais do Pacífico, aumenta o número de tempestades marítimas e desregula os índices de chuva na região tropical. temporada de furacões e episódios de secas nasd) costas ocidentais americanas, devido ao aumento da força dos ventos tropicais que sopram da Ásia em direção à América do Sul. formação de ondas que trazem à tona as águase) mais frias do fundo do Oceano Pacífico, intensifi- cando os índices de aridez no Peru e Sul do Brasil e as inundações na Ásia tropical. (Cesgranrio) Que tipo de clima/vegetação ocorre entre4. os paralelos 55° e 70° Lat. Norte, com verões curtos e frios, além de precipitações escassas (de 300 a 600mm), quase sempre em forma de neve? Clima polar/tundra.a) Clima temperado continental/pradaria.b) Clima temperado oceânico/florestas de faias e car-c) valhos. Clima subpolar/taiga.d) Clima temperado continental/estepe.e) (PUCPR) “Na atmosfera primitiva faltava oxigênio livre. A5. vida vegetal adicionou oxigênio à atmosfera e transferiu dióxido de carbono às rochas e às águas oceânicas e continentais. A composição atual do ar atmosférico permanece estável pelo mesmo mecanismo”. (ATLAS Geográfico Mundial. Folha de São Paulo, 1993. Copyright Times Books and Bartholomew.) Sobre a nossa atmosfera, a afirmativa INCORRETA é: o oxigênio praticamente desaparece aproximada-a) mente a 80km de altitude. a maior parte dos fenômenos climáticos ocorre nob) nível mais alto da Troposfera. compõe-se de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênioc) e 1% de vapor d’água, gás carbônico, poluição e gases raros. 13 na atmosfera, ocorrem fenômenos meteorológicos.d) a lonosfera é uma zona de cinturões ionizados quee) refletem ondas de rádio de volta para a Terra. (UERJ) O que mais há na Terra é paisagem. [...] Não6. faltam cores a esta paisagem. [...] Tem épocas do ano em que o chão é verde, outras, amarelo, e depois cas- tanho ou negro. (SARAMAGO, José. Levantado do Chão. Caminho: Lisboa, 1979.) O tipo climático que, por sua bem definida sucessão das quatro estações do ano, provavelmente inspirou o autor, denomina-se: polar.a) equatorial.b) temperado.c) tropical úmido.d) (UFRGS) As mudanças climáticas do passado são7. estudadas por meio da utilização de diferentes técnicas e evidências. Leia os itens a seguir, que apresentam formas possíveis de detecção de mudanças climáticas. Estudo de fósseis.I. Estudo de testemunhos de gelo.II. Estudo de abalos sísmicos.III. Quais estão corretos? Apenas I.a) Apenas II.b) Apenas I e II.c) Apenas II e III.d) I, II e III.e) (UFPE) Observe a figura e identifique o fenômeno que8. ela está representando. O ciclo das águas.a) O avanço de uma frente fria e a formação de chuvasb) frontais. O avanço de uma massa equatorial e a formação dec) chuvas convectivas. O recuo de uma massa de ar polar e a gênese ded) chuvas orográficas. A convergência dos ventos alísios de sudeste ee) nordeste. A atmosfera, camada de gás que envolve o planeta,9. é formada por vários elementos, destacando-se o oxigênio e o nitrogênio. Geralmente, até 100km de altitude, o ar é composto por 78% de nitrogênio e 21% de oxigênio, sendo o restante por outros gases. A Troposfera, camada que nos envolve diretamente, indo até uma faixa de 10km de altitude, possui as condições adequadas para a vida humana. Sabemos, no entanto, que nos lugares mais altos a pressão atmosférica é menor, fazendo com que o ar se torne mais rarefeito. Sobre o descrito acima, comente a influência do ar rarefeito sobre o corpo humano. (PUC-Rio) O papel do clima é fundamental na deter-10. minação do tipo e da intensidade do intemperismo. O gráfico mostra as variações do intemperismo em função da pluviosidade e da temperatura média anual. 10 0 10 20 200 150 100 50 Pluviosidade anual (cm) Te m pe ra tu ra m éd ia a nu al ( o C ) II I Os pontos I e II situam-se, respectivamente, em regiões de clima: tropical úmido e frio continental.a) subtropical e temperado continental.b) tropical semiárido e polar.c) tropical de altitude e subtropical.d) frio oceânico e equatorial úmido.e) 14 (UFSCar) Observe o climograma.11. mm de chuva 200 150 100 50 0 J F M A M J J A S O N D 20 15 10 5 0 oC A análise do climograma nos permite afirmar que os dados foram coletados em um lugar de clima: temperado continental, com acentuadas amplitu-a) des térmicas anuais, no Hemisfério Norte. tropical de altitude, com invernos bem acentuados,b) no Hemisfério Norte. mediterrâneo, com invernos suaves e chuvosos, noc) Hemisfério Norte. equatorial, com regularidade na distribuição anuald) das chuvas, no Hemisfério Sul. monçônico, com chuvas torrenciais no verão, noe) Hemisfério Sul. (Fuvest) Analisando-se o mapa da China e os gráficos12. de temperatura e pluviosidade, é possível inferir-se os seguintes tipos de clima: Urumchi: Frio de Montanha.a) Tientsin: Tropical de Altitude. Cantão: Temperado. Urumchi: Desértico.b) Tientsin: Temperado. Cantão: Tropical de Monções. Urumchi: Desértico.c) Tientsin: Tropical de Monções. Cantão: Subtropical. Urumchi: Frio de Montanha.d) Tientsin: Tropical de Monções. Cantão: Tropical Úmido. Urumchi: Frio de Montanha.e) Tientsin: Tropical de Altitude. Cantão: Temperado. (Enem) As figuras a seguir representam a variação anual13. de temperatura e a quantidade de chuvas mensais em dado lugar, sendo chamadas de climogramas. Neste tipo de gráfico, as temperaturas são representadas pelas linhas, e as chuvas pelas colunas. 28 27 26 25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 400 375 350 325 300 275 250 225 200 175 150 125 100 75 50 25 0 J F MA MJ J A SON D oC mm 28 27 26 25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 400 375 350 325 300 275 250 225 200 175 150 125 100 75 50 25 0 J F MAM J J A S ON D oC mm Leia e analise. A distribuição das chuvas no decorrer do ano, conforme mostrado nos gráficos, é um parâmetro importante na caracterização de um clima. A esse respeito podemos dizer que a afirmativa: está errada, pois o que importa é o total pluviomé-a) trico anual. está certa, pois, juntamente com o total pluviométri-b) co anual, são importantes variáveis na definição das condições de umidade. está errada, pois a distribuição das chuvas não temc) nenhuma relação com a temperatura. está certa, pois é o que vai definir as estações cli-d) máticas. está certa, pois este é o parâmetro que define oe) clima de uma dada área. (UFSM) Sabendo que os climogramas são gráficos que14. representam por meio de uma linha, as variações de temperatura e, por meio de colunas, as precipitações atmosféricas, observe-os a seguir. 15 LUZIÂNIA (GO) - Brasil mm 350 300 250 200 150 100 50 0 J FMAMJ JA SOND J FMAMJ JA SOND I oC 29 27 25 23 21 19 15 17 ROMA - Itália mm 350 300 250 200 150 100 50 0 II oC 22 20 18 16 14 12 8 10 (MAGNOLI, D.; ARAUJO, R. Geografia Geral e Brasil - paisagem e território. São Paulo: Moderna, 1998. p. 364.) Analisando os gráficos, indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas seguintes. O climograma I caracteriza o clima tropical, com ve- )( rão úmido e inverno seco. Os maiores índices pluviométricos são encontrados )( no climograma II e ocorrem nos meses de verão. As maiores amplitudes térmicas ocorrem no climo- )( grama I. No climograma II, as variações de temperatura e as )( precipitações são típicas do clima equatorial. A sequência correta é: V, F. V, Fa) V, F, F, Fb) F, V, V, Fc) F, V, F, Vd) V, F, V, Ve) (UFSCar) Observe o gráfico para responder à questão.15. DISTRIBUIÇÃO DAS TEMPERATURAS DURANTE O ANO EM TRÊS ÁREAS DO GLOBO G ra us C el si us I II III J F M A M J J A S O N D Meses 28 24 20 16 12 8 4 0 -4 -12 -8 A leitura do gráfico permite afirmar que a linha:I é típica de áreas temperadas, como a cidade doa) México, por exemplo. I caracteriza o ritmo anual do clima tropical de alti-b) tude, como Campos do Jordão. II é típica de áreas tropicais litorâneas, como Santia-c) go do Chile, por exemplo. III caracteriza o ritmo anual do clima subtropical,d) como Buenos Aires. III é típica de áreas equatoriais, como Manaus, pore) exemplo. (UFSCar)16. mm de chuva 200 150 100 50 0 J F M A M J J A S O N D 20 15 10 5 0 oC Observe o climograma. A análise do climograma nos permite afirmar que os dados foram coletados em um lugar de clima: temperado continental, com acentuadas amplitu-a) des térmicas anuais, no Hemisfério Norte. tropical de altitude, com invernos bem acentuados,b) no Hemisfério Norte. mediterrâneo, com invernos suaves e chuvosos, noc) Hemisfério Norte. equatorial, com regularidade na distribuição anuald) das chuvas, no Hemisfério Sul. monçônico, com chuvas torrenciais no verão, noe) Hemisfério Sul. (UEL)17. As hachuras no mapa destacam áreas: com altos índices pluviométricos e fracas densida-a) des demográficas. 16 que vêm sofrendo constante declínio nos índicesb) pluviométricos, em virtude da ocupação predatória por seus habitantes. chuvosas, mas que têm sofrido grandes alteraçõesc) climáticas em virtude dos desmatamentos ali reali- zados. em geral chuvosas, que têm em comum a presençad) de extensas áreas com plantation e pecuária me- lhorada. com elevadas quantidades de chuvas e, à exceçãoe) do sul da Ásia, pouco povoadas. (Unesp) Pela localização geográfica e característica in-18. sular, a influência marítima no clima japonês é relevante, uma vez que as massas de ar carregadas de umidade são responsáveis pela elevada pluviosidade, acima de 1 000mm anuais. Assinale a alternativa que indica as correntes marítimas que interferem no clima daquele país e suas principais áreas de atuação. Corrente quente do Japão (Kuroshivo), no norte, ea) corrente fria das Curilas (Oyashivo), no sul. Corrente quente do Golfo, no norte, e corrente friab) das Curilas (Oyashivo), no sul. Corrente quente do Japão (Kuroshivo), no sul, ec) corrente fria de Humboldt, no norte. Corrente quente do Japão (Kuroshivo), no sul, ed) corrente fria das Curilas (Oyashivo), no norte. Corrente quente do Golfo, no sul, e corrente fria dase) Curilas (Oyashivo), no norte. 17 C1. C2. E3. A4. A5. A6. B7. A8. C9. E10. A11. B12. B13. B14. A15. D16. B17. E1. A2. E3. D4. B5. C6. C7. B8. Pessoas não adaptadas a regiões de grande altitude,9. portanto com ar rarefeito, necessitam de certo tempo para que o organismo se adapte às novas condições atmosféricas, evitando um colapso circulatório. A10. A11. 18 B12. B13. B14. E15. A16. E17. D18. 19 Climatologia sae-pre-vestibular-extensivo-geografia-cap-029 sae-pre-vestibular-extensivo-geografia-cap-029 fatores da formação do clima no Brasil sae-pre-vestibular-extensivo-geografia-cap-004 sae-pre-vestibular-extensivo-geografia-cap-004