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M É T O D O S D E B A R R E I R A
Maria Clara de Sousa Barbosa
P R I N C I P A I S C A R A C T E R Í S T I C A S
São métodos que colocam obstáculos mecânicos ou químicos à penetração dos
espermatozóides no canal cervical. 
Preservativos (códons) 
 
Diafragma 
Espermicida
Capuz cervical
BRASI, 2013
Envoltório de látex, poliuretano ou silicone;
Bem fino, porém resistente;
Recobre o pênis durante o ato sexual;
Retém o esperma por ocasião da ejaculação;
Impede o contato com a vagina;
 Impede que os microorganismos da vagina entrem em contato com o pênis e vice-versa.
P r e s e r v a t i v o s m a s c u l i n o s
BRASI, 2013
M O D O D E U S O
BR
A
SI
, 2
01
3
O u t r a s i n f o r m a ç õ e s i m p o r t a n t e s :
1. Qualquer lubrificante à base de água pode ser usado.
2. Não utilizar lubrificante à base de óleo. 
3. Orientar o uso da anticoncepção de emergência para evitar a gravidez, em caso de
ruptura da camisinha ou quando ocorrer vazamento do esperma.
 
 
Atenção: nunca se deve usar duas camisinhas ao mesmo tempo, nem
masculina com feminina, nem duas camisinhas masculinas, nem duas
femininas, pois o risco de rompimento é maior.
BRASI, 2013
EFICÁCIA
Quando usados corretamente:
 
 2 gravidezes por 100 mulheres cujos parceiros usam preservativos no primeiro ano.
 Previne de 80% a 95% a transmissão do HIV
 
Depende:
 uso correto;
 motivação do casal em usá-lo a cada relação sexual;
 tempo de experiência com o método;
 qualidade do produto.
BRASI, 2013
BENEFÍCIOS RISCOS
Ausência de efeitos sistêmicos.
Ajudam a proteger contra:
 Riscos de gravidez
 ISTs, inclusive o HIV
Pode ajudar a proteger contra:
 Problemas causados por DSTs:
 Doença inflamatória pélvica
recorrente e dor pélvica crônica 
 Câncer cervical
 Infertilidade (masculina e
feminina)
Extremamente raros:
Reação alérgica aguda (entre pessoas
com alergia ao látex)
 Irritação vaginal devido à fricção,
quando se usa preservativo não
lubrificado. 
BRASI, 2013
Funcionam formando uma barreira que impede os espermatozóides de entrar na vagina,
prevenindo a gravidez. 
Evita que infecções existentes no sêmen, no pênis ou na vagina sejam contraídas pelo/a parceiro/a.
feitos de filme plástico fino, transparente e macio, como forma de bainha, que se inserem, de modo
frouxo, dentro da vagina da mulher. 
Têm anéis flexíveis em ambas as pontas 
 Um anel na extremidade fechada ajuda na colocação do preservativo 
O anel na extremidade aberta retém parte do preservativo fora da vagina 
 É lubrificado com lubrificante à base de silicone tanto interna quanto externamente. 
P r e s e r v a t i v o s f e m i n i n o s
LUPIÃO, 2011
M O D O D E U S O
BRASI, 2013
VANTAGENS 
 dá maior autonomia à mulher sobre o
seu corpo e sua vida sexual
Planejado para prevenir tanto a
gravidez quanto as ISTs 
Parece não haver condições
clínicas que limitem o seu uso
 Não precisa ser retirado
imediatamente após a
ejaculação.
É inserido antes da relação sexual.
 É confortável, tanto para o homem
quanto para a mulher.
BRASI, 2013
VANTAGENS 
Não apresenta efeitos
colaterais aparentes, nem
reações alérgicas.
Pode ser usado com lubrificante à
base de óleo.
É fácil de remover. Menor perda de sensibilidade
O poliuretano é mais forte do que o
látex empregado nos condons
masculinos
BRASI, 2013
DESVANTAGENS 
 Preço elevado. Dificuldade de colocação
 O deslocamento do condom
durante o ato sexual, com receio
do preservativo escapar da vagina
algumas mulheres podem
achá-lo muito grande.
É inapropriado para algumas posições
sexuais.
 pode provocar um pequeno ruído
durante a relação sexual.
BRASI, 2013
EFICÁCIA
Os preservativos femininos reduzem o risco de infecção por ISTs, inclusive o HIV,
quando usados corretamente em toda relação sexual. 
Quando usado de forma correta em cada relação sexual, ocorrem cerca de 5
gravidezes por 100 mulheres que utilizam preservativos femininos no
primeiro ano.
BRASI, 2013
E s p e r m i c i d a
substâncias que matam os espermatozóides que são inseridas profundamente no interior da
vagina, perto do cérvix, antes do sexo. 
Funcionam provocando a ruptura da membrana das células dos espermatozóides, matando-as ou
desacelerando seu movimento. Isto impede que o espermatozóide encontre um óvulo.
Nonoxynol-9. 
Disponíveis em: 
 tabletes de espuma;
 supositórios de espuma ou que derretem;
 latas de espuma pressurizada 
 geléia 
 creme. 
sozinhas, com um Diafragma ou
com preservativos. 
sozinhos ou com preservativos. 
BRASI, 2013
 Segurar o aplicador cheio e inseri-lo na vagina
o mais profundo possível.
M O D O D E U S O
 O espermicida é colocado com um aplicador, que
deve ser introduzido na vagina
o mais fundo possível. Tirar a tampa do tubo e
colocar o aplicador na abertura do
mesmo, girando.
Apertar o tubo desde o fundo, forçando seu
conteúdo para o cilindro do aplicador,
até que o êmbolo esteja totalmente exposto e o
cilindro completamente cheio.
Separar o aplicador do tubo, fechar o tubo e
enroscá-lo desde o fundo, após cada uso.
BRASI, 2013
M O D O D E U S O
O espermicida é eficaz por um período de uma
hora após a sua aplicação. Portanto, a mulher
deve ser orientada para que a relação sexual
ocorra nesse período de tempo. Não sendo assim,
nova dose deve ser aplicada antes do coito.
Reaplicar a cada relação sexual
Evitar duchas vaginais por, no mínimo, seis horas
após a relação sexual.
 Lavar o aplicador com água e sabão após cada
uso, enxaguando-o bem, entretanto não se deve
fervê-lo.
BRASI, 2013
Q U E M P O D E U S A R ?
Todas as mulheres podem, com segurança, utilizar espermicidas
 exceto:
 Em elevado risco de contrairem infecção pelo HIV
 
 Estejam infectadas com o HIV
 Tenham Aids
BRASI, 2013
EFICÁCIA
O risco de gravidez é maior quando os espermicidas não são usados em
cada relação sexual.
 É um dos métodos de planejamento familiar menos eficazes. 
Quando usado corretamente em cada relação sexual, ocorrem cerca de 18
gravidezes por 100 mulheres que usam espermicidas no primeiro ano. 
Retorno da fertilidade após a interrupção do uso de espermicidas: não há
demora 
Proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (ISTs): nenhuma. 
BRASI, 2013
B E N E F Í C I O S R I S C O S 
Irritação na ou ao redor da vagina ou do pênis
Lesões vaginais
 
 
E F E I T O S C O L A T E R A I S 
Ajuda a proteger contra os
riscos de gravidez
Incomuns: Infecção do trato
urinário, especialmente quando se
usam espermicidas 2 ou mais
vezes por dia 
Raras: O uso freqüente de
nonoxynol9 pode aumentar o risco
de infecção pelo HIV
BRASI, 2013
D E S F A Z E N D O M I T O S
Não reduzem as secreções vaginais ou fazem as mulheres sangrarem
durante o sexo;
 Não causam câncer cervical ou defeitos (malformações) de nascença;
 Não protegem contra as ISTs;
 Não alteram o desejo sexual do homem ou da mulher nem reduzem o
prazer sexual para a maioria dos homens;
 Não interrompem a menstruação das mulheres.
BRASI, 2013
Um “copo” de látex macio que cobre o cérvix. Há também diafragmas de
plásticos disponíveis.
A borda contém uma mola flexível e firme que mantém o diafragma no lugar.
É usado junto com creme, geléia ou espuma espermicida para aumentar a
eficácia.
Vem em diferentes tamanhos e o ajuste deve ser feito por um profissional
especifi camente treinado para tal.
Funciona por meio de um bloqueio que impede o espermatozóide de entrar no
cérvix; o espermicida mata os espermatozóides ou os torna inativos. Ambos
impedem que o espermatozóide encontre um óvulo.
D I A F R A G M A
LUPIÃO, 2011
EFICÁCIA
Risco de gravidez é maior quando o diafragma com espermicida não é
utilizado em cada relação sexual. 
usado comumente, ocorrem cerca de 16 gravidezes por 100 mulheres que
utilizam o diafragma com espermicida no primeiro ano. 
Quando usado corretamente em toda relação sexual, ocorrem cerca de 6
gravidezes por 100 mulheres que usamo diafragma com espermicida no
primeiro ano. 
Retorno da fertilidade após a interrupção do uso do diafragma: não há
demora 
Proteção contra ISTs: pode proporcionar alguma proteção contra certas
ISTs mas não se deve confiar para a prevenção de ISTs
BRASI, 2013
P r o c e d i m e n t o p a r a E s c o l h a d o
D i a f r a g m a A p r o p r i a d o
 
Deve ser feito por profissional da saúde, que utilizará procedimentos
apropriados para a prevenção de infecções.
 1. A mulher deita-se para que seja feito um exame pélvico.
 2. O profissional verifica se há condições que possam inviabilizar o uso do
diafragma, tais como prolapso uterino.
 3. insere os dedos indicador e médio na vagina a fim de determinar
o tamanho correto do diafragma.
 
BRASI, 2013
P r o c e d i m e n t o p a r a E s c o l h a d o
D i a f r a g m a A p r o p r i a d o
 
 
 
 4. insere um diafragma de ajuste especial na vagina de modo a cobrir o cérvix.
 
 5. verifica a localização do cérvix e certifica-se de que o diafragma se encaixa
corretamente e não sairá com facilidade.
 6. O profissional fornece à mulher um diafragma com ajuste adequado e
bastante espermicida para usar com o mesmo, e ensina a ela a usá-lo
corretamente.
Tendo um diafragma corretamente ajustado no lugar, a mulher não deve sentir
nada no interior de sua vagina, mesmo quando anda ou durante o sexo.
BRASI, 2013
M O D O D E U S O
Antes que a mulher comece a usar o diafragma, é importante que aprenda a
identificar o colo do útero por meio do autotoque vaginal da seguinte forma:
 
• Após lavar as mãos, introduzir o dedo médio na vagina, dirigindo-o para
trás.
 
• Movendo suavemente o dedo dentro da vagina, procurar o colo uterino, cuja
forma e consistência se assemelham à ponta do nariz.
 
• Quando colocar o diafragma, a usuária deve ser capaz de sentir o colo do
útero por
meio da borracha, portanto deve estar bem familiarizada com tal
identificação.
BRASI, 2013
M O D O D E U S O
Apalpe o diafragma para certificar-se que o mesmo
cobre o cérvix
M O D O D E U S O
Mantenha-o no lugar por pelo menos 6 horas após fazer sexo
Para remover, deslize um dedo por baixo da borda do diafragma para
puxá-lo para baixo e para fora
Inicialmente, é necessário exame ginecológico para afastar alterações que
possam inviabilizar seu uso
não pode ser ajustado antes de 6 a 12 semanas após um parto a termo ou um aborto
no segundo trimestre. O ajuste somente poderá ser feito quando o colo e o útero
retornarem ao tamanho normal.
a detecção de DST é motivo para suspender o uso do método. O
retorno ao uso ficará condicionado à cura da infecção e reavaliação de risco de
nova DST e infecção pelo HIV.
B E N E F Í C I O S R I S C O S 
Irritação na ou ao redor da vagina ou do pênis
Lesões vaginais
 
 
E F E I T O S C O L A T E R A I S 
Ajuda a proteger contra os riscos
de gravidez
 Pode ajudar a proteger contra: 
Certas ISTs (clamídia, gonorréia,
doença inflamatória pélvica,
tricomoníase) Pré-câncer e
cancer cervical
Comuns a incomuns: Infecção no
trato urinário Incomum: Vaginose
bacteriana Candidíase 
Raros: O uso freqüente de
nonoxynol-9 pode aumentar o
risco de infecção pelo HIV 
Extremamente raros: Síndrome do
choque tóxico
Um “copo” de borracha plástica ou latex, macio e profundo que
cobre confortavelmente o cérvix.
É fornecido em diferentes tamanhos; requer o encaixe e ajuste por
um profisisonal especificamente treinado para tal.
O capuz cervical funciona bloqueando a entrada do
espermatozóide no cérvix;
os espermicidas matam os espermatozóides ou os tornam inativos.
 Ambos impedem o encontro dos espermatozóides com o óvulo
C A P U Z C E R V I C A L
EFICÁCIA
 o risco de gravidez é maior quando o capuz cervical com espermicida não é
utilizado em toda relação sexual. 
Mulheres que já deram à luz: 
Um dos métodos menos eficazes
Quando usado corretamente em toda relação sexual, ocorrem cerca de 20
gravidezes por 100 mulheres que usam o capuz cervical no primeiro ano. 
Mais eficaz entre mulheres que não deram à luz: 
 Quando usado corretamente em cada relação sexual, ocorrem cerca de 9
gravidezes por 100 mulheres usando o capuz cervical no primeiro ano.
BRASI, 2013
Colocação:
Encha um terço do capuz com creme, geléia ou espuma espermicida.
Pressione a borda do capuz ao redor do cérvix até que o mesmo esteja
completamente coberto, pressionando suavemente na cúpula para
aplicar
sucção e vedar o capuz.
Coloque o capuz cervical a qualquer momento 
até 42 horas antes de fazer sexo.
M O D O D E U S O
BRASI, 2013
Retirada:
Deixe o capuz cervical no corpo por pelo menos 6 horas
após a última ejaculação do parceiro, mas não mais do
que 48 horas desde o momento em que foi colocado.
Toque levemente o capuz lateralmente para romper o
lacre contra o cérvix, em seguida puxe suavemente o
capuz para baixo e para fora da vagina.
M O D O D E U S O
 de 48 horas pode
aumentar o risco de
síndrome do choque
tóxico e pode provocar
mau cheiro e descarga
vaginal.
BRASI, 2013
B E N E F Í C I O S R I S C O S 
Os mesmos indicados para diafragmas
Irritação na ou ao redor da vagina ou do pênis
Lesões vaginais
 
 
E F E I T O S C O L A T E R A I S 
Ajuda a proteger contra os riscos
de gravidez
 Pode ajudar a proteger contra: 
Certas ISTs (clamídia, gonorréia,
doença inflamatória pélvica,
tricomoníase) Pré-câncer e
cancer cervical
Comuns a incomuns: Infecção no
trato urinário Incomum: Vaginose
bacteriana Candidíase 
Raros: O uso freqüente de
nonoxynol-9 pode aumentar o
risco de infecção pelo HIV 
Extremamente raros: Síndrome do
choque tóxico
BRASI, 2013
R e f e r ê n c i a s
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Saúde sexual e saúde reprodutiva. 1. ed., 1. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher.
Assistência em Planejamento Familiar: manual técnico. 4. ed. Brasília: Ministério da Saúde,
2002. 150 p.
LUPIÃO, Andreza Cristine; OKAZAKI, E. L. F. J. Métodos anticoncepcionais: revisão. Rev Enferm
UNISA, v. 12, n. 2, p. 136-141, 2011.

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