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Cristologia (Doutrina de Cristo) - 1 - CRISTOLOGIA ( Doutrina de Cristo ) 2 Cristologia (Doutrina de Cristo) - 2 - Índice Introdução.............................................. 3 1. Quem é Jesus Cristo?............................. 4 2. A Preexistência de Cristo........................ 5 3. Profecias Messiânicas............................ 6 4. O Nascimento de Cristo.......................... 7 5. Os Aspectos Naturais de Cristo............ 9 6. O Testemunho de João Batista............. 11 7. As Duas Naturezas de Cristo................ 12 8. A Aparência Pessoal de Cristo.............. 14 9. Cristo é Superior aos Anjos....................16 10. Cristo é Superior a Moisés.....................17 11. Cristo, o Verdadeiro Verbo de Deus......18 12. A Divindade de Cristo............................21 13. Os Três Ministérios de Cristo.................22 14. Jesus no Getsêmani...............................26 15. A Crucificação de Cristo........................28 16. A Ressurreição e Cristo.........................30 17. As Aparições de Jesus..........................32 18. A Ascensão de Cristo............................33 19. A Segunda Vinda de Cristo...................34 Revisão Geral...................................... 36 Exercícios................................................... 37 Bibliografia................................................. 37 Que Deus nos Livra: ... da covardia que teme novas verdades, ... da preguiça que aceita meias verdades, ... do orgulho que pensa em saber toda verdade. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 3 - LIÇÃO 1 Introdução ESUS CRISTO é o tema central da Bíblia e da história da humanidade. Desde os primórdios, Deus determinou resgatar a humanidade de seus pecados e, conseqüentemente da perdição eterna. E isto seria feito mediante o envio e sacrifício do seu Filho unigênito, Jesus Cristo. Para concretizar seus planos, o Todo-Poderoso revelou-se plenamente à humanidade através do Messias, o Verbo Divino, Palavra Viva. Sem duvida, a vinda de Cristo à terra é o acontecimento central de toda a história da humanidade. O Antigo Testamento descreve o cenário para esse aparecimento. E o Novo, narra com fidelidade toda a bela história de Cristo e de sua promessa de vida eterna. Ele de fato, é o centro das Escrituras. Jesus tem sido o objetivo dos mais profundos e prolongados estudos. No transcorrer dos séculos, surgiram muitas opiniões a respeito da pessoa de Cristo e sua missão no mundo. Alguns negavam taxativamente sua natureza divina, dizendo ser Cristo apenas um homem especial. Outros negavam a sua humanidade supondo, que por não ter pecado, Jesus não possuía um corpo material. A inda hoje, há muitas as especulações sobre a pessoa do Mestre da Galiléia. Somente as Escrituras nos informam a verdade sobre sua maravilhosa pessoa. Segundo a Bíblia há uma só personalidade em Cristo, porém, duas naturezas: a humana e a divina, cada qual perfeita. ❖ É muito importante estudamos sobre “Cristo”, pois é impossível haver Cristianismo sem Cristo; pois, estritamente falando, o Cristianismo é Cristo e Cristo é o Cristianismo. “... Eu sou Jesus...” (At. 9.5 ). “Eu sou o Alfa e o Ômega, o principio e o fim...” (Ap. 1.8). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 4 - 1. QUEM É JESUS CRISTO Definição do termo “Jesus Cristo” “Jesus”. o nome Jesus vem da língua “grega”, como formula técnica “Iesous” é a formula grega do antigo nome judaico “Yesus”, forma esta que se obtém mediante a transcrição do hebraico, acrescentando- se um “S” para facilitar a declinação. Por sua vez, “Yesus”, vem da raiz hebraica “Jehoschua”, que significa “Salvar, Ajudar”, etc. “Cristo”. O nome “Cristo” vem do grego “Christos” e significa ungido, partindo do verbo “chriô” (ungir), transliterado em português para “Cristo”. Síntese final: O nome “Jesus” significa “Salvador”, e o nome “Cristo” significa “Ungido”. Quem é Jesus Cristo? “Que pesais vós do Cristo?” (Mt. 22.42). “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt. 16.13). “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt. 16.15). “E, Simão Pedro, respondendo disse”: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo” (Mt. 16.16) O dia do seu nascimento é celebrado em todo mundo. O aniversario da sua morte levanta a silhueta de sua cruz no horizonte. Quem pois? Com essas palavras um preeminente pregador fez uma pergunta de suprema importância e de interesse permanente. A pergunta foi feita pelo próprio Mestre quando, em uma crise no seu ministério, perguntou: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Ele ouviu a declaração da opinião do povo sem comentar, mas a sua benção foi pronunciada sobre a resposta de Pedro havia aprendido de Deus: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. A pergunta ainda permanece e os homens até agora tentam responder. Mas a verdadeira resposta deve vir do Novo Testamento, escrito por homens que intimamente conheceram Jesus. O Que Pensam os Homens Acerca de Jesus Cristo “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt. 16.13). Por ocasião do segundo milagre da multiplicação (Mt. 15.29-39; 16.13) Jesus estava no auge do seu ministério e a agitação popular havia atingido níveis altíssimos com relação aos milagres operados pelo Mestre. O nome de Jesus passou a ser freqüentemente mencionado e discutido entre as classes religiosas e o povo. Todos queriam conhecê-lo por causa dos sinais e prodígios que realizava entre o povo. “Mas quem era Ele?”, questionava a maioria da população. Foi então que Jesus, em Cesaréia de Filipo, na solidão daquele montanhoso lugar, perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt.16.13). A Especulação Humana Acerca de Jesus “E eles disseram: Uns João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas” (Mt. 16.14). É comum haver muitas especulações sobre a vida de alguém formoso, e quase nenhuma delas corresponde ao que a pessoa é de fato. Podemos ouvir muitas coisas acerca de determinada pessoa: seus feitos, suas qualidades, seu modo de ser, entretanto, é impossível fazer um correto juízo até que se conheça aquela pessoa na intimidade. Isto aconteceu com Jesus. Israel atravessava um período muito difícil: a nação padecia muitas privações incrementadas por turbulentas pressões políticas. Ademais, pesava sobre o povo o fardo de sua legalista religião. Diante deste “trágico cenário” surge um homem diferente, advindo de uma cidade sem nenhuma importância, a pequenina Nazaré. Todos estavam curiosos para saber quem Ele era. Opiniões Distorcidas Acerca de Jesus Em muitas ocasiões Jesus atribuiu a si a designação“Filho do homem”, para indicar o aspecto humano de sua divindade. Na verdade, Jesus queria corrigir qualquer má interpretação de sua missão na terra. Ao serem interrogados, os discípulos expuseram as diversas opiniões do povo sobre quem era Jesus: “E eles disseram”: “Uns João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas” (Mt. 16.14). Sem dúvida, o povo tinha uma falsa idéia sobre quem, de fato, era JESUS CRISTO. Ainda em nossos dias existem muitas especulações sobre a pessoa de Cristo. Somente os Evangelhos contêm o autêntico testemunho de sua vida, ministério e propósito. A Resposta que Jesus Queria Ouvir Na verdade, o Senhor não estava muito interessado no que as pessoas pensavam a seu respeito. O que Ele de fato queria era saber o que os seus discípulos realmente pensavam a respeito dEle. Então Pedro respondeu enfaticamente: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. (Mt. 16.16). A resposta foi direta e objetiva. Digna do elogio do Senhor. Nesta resposta, Pedro transmitia a idéia do sonho israelita acerca do Cristo, o “Ungido” que viria para cumprir a promessa divina de libertar o seu povo dos seus opressores (Mt. 1.21). Interessante é que aquele impulsivo discípulo não respondeu corretamente por sua própria capacidade; ele recebeu uma revelação direta do Espírito Santo (Mt. 16.17). Através da qual Jesus pôde esclarecer as duvidas acerca de sua divindade, além de conscientizar seus discípulos da sua missão como “Messias”, enviado para desfazer as obras de Satanás resgatando os pecadores da perdição eterna. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 5 - 2. A PREEXISTÊNCIA DE CRISTO “... Antes que Abraão existisse EU SOU” (Jo. 8.58). “Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl. 1.17). O Termo “Preexistência” – revela Cristo sendo o principio de todas as coisas, é o que Ele é de fato, pois a Bíblia nos revela que Cristo é o Alfa e o Omega – o Principio e o Fim; Ele é o Causador e não a causa, ou seja, Ele é o criador de todas as coisas. Para nossa melhor compreensão mostraremos Biblicamente que Ele é de fato “Preexistente”: Cristo na Criação dos Céus Cristo não veio à existência no seu nascimento, através de Maria, sua mãe humana, mas já existia antes que o mundo existisse (Jo. 17.5). Cristo teve duas naturezas: a “Humana” e a “DIVINA”. Filipenses 2: 3-11- Na sua natureza Humana, Cristo teve mãe, mas não teve pai. (LUC. 1:34-35) Na sua natureza DIVINA, Cristo teve Pai, mas não teve mãe. Não podemos pensar em nosso Senhor, como sendo apenas um Cristo histórico, nascido no ano zero da Era Cristã; e, sim, num “Cristo Eterno”: antes de tudo e de todos (Jo. 1.1e ss). Filipenses 2: 3-11- “Muitos conhecem um Cristo histórico, o mais importante é conhecer o Cristo da historia” 3. PROFECIAS MESSIÂNICAS Biblicamente existem centenas de profecias messiânicas, para a nossa melhor compreensão classificamos em subdivisões estas profecias: 1. Profecias do seu Nascimento Segundo as Profecias “ELE SERIA” 2. Profecias de seu Ministério Sete profecias de seu Ministério Seria o Descendente da mulher...............(Gn. 3.15). Seria o Descendente de Abraão...............(Gn. 12.2,7) Seria o Descendente de Davi...................(Jr. 23.5) Seria o Descendente de Judá....................(Mq. 5.2) Seria Gerado por uma virgem..................(Is. 7.14) Seria Indicado por uma estrela.................(Nm. 24.17) Seria Fugitivo para o Egito......................(Os. 11.1) Seria Filho de Deus..................................(Sl. 2.7) Seria um Grande profeta..........................(Dt. 18.18) Seria um Guia para o povo de Israel........(Mq. 5.2; Mt.2.6). Seria ungido para pregar......................(Is. 61.1; Lc. 4.18,19) Seria cheio do Espírito Santo...............(Sl. 45.7; Hb. 1.9) Seria seu ensino por parábolas.............(Sl. 78.2; Mt. 13.35) Seria tratado como desconhecido.........(Sl. 69.8; Jo. 7.5) Seria vendido por trinta moedas...........(Zc. 11.12,13; Mt. 27.9-10) Seria um grande profeta.......................(Dt. 18.18; Lc. 7.16) Seria sacerdote de Deus........................(Sl. 110.4-5; Hb.7.17) Cristologia (Doutrina de Cristo) - 6 - 3. Profecias de sua Morte Profecias de sua Morte “ELE SERIA” “Quem deu credito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?” “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos para que o desejássemos”. “Era desprezado, o mais indigno entre os homens; homen de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum”. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido”. “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele à iniqüidade de nós todos”. “Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca”. (Isaias 53.1-7). Seria traído por um amigo intimo............(Sl. 41.9; ............Mc. 14.10) Seria vendido por trinta moedas...............(Zc. 11.12,13;... Mt. 26.15) Seria julgado pelo povo...........................(Sl. 69.4-12;....... Mt. 27.23-25) Seria desprezado pelos homens...............(Sl. 22.7;.......... Mt. 27.39) Seria muito angustiado.............................(Sl. 22.14;....... c. 22.44) Seria cuspido no seu rosto........................(Is. 50.6;..........Mt. 26.67) Seria ferido no rosto.................................(Mq. 5.1;.......... Mt. 27.30) Seria crucificado com dois malfeitores.. ..(Is. 53.12;....... Mt. 27.38) Seria repartido as suas vestes.................(Sl. 22.18;...... Mt. 27.35) Seria abandonado pelo Pai.......................(Sl. 22.1;.........Mt. 27.46) Seria crucificado com sede.......................(Sl. 69.21;......Jo.19.28) Seria morto como ovelha muda................ (Is. 53.7;....... Mt. 26.63) Seria transpassados os pés e as mãos......(Sl. 22.16;..... Lc. 24.39) Seria transpassado por uma lança............(Zc. 12.10;..... Jo. 19.34) Seria deixado seus ossos inteiros.............(Sl. 34.20;..... Jo.19.36) Seria sepultado com os ricos....................(Is. 53.9;....... Jo. 19.41) Seria depois de morto ficado em silencio..(Sl. 16.10;.......Mt.12.40) Seria ressuscitado dentre os mortos........(Sl. 16.10;...... Mt. 28.1-6) Seria elevado aos céus............................(Sl. 68.18;..... At. 1.9-11) Cristologia (Doutrina de Cristo) - 7 - 4. O NASCIMENTO DE CRISTO Os magos indo em direção da Estrela queapareceu no Nascimento de Cristo (Mt. 2.9,10). “Ora o nascimento de Jesus Cristo foi assim:” (Mt. 1.18). O Nascimento Virginal de Cristo “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal eis que uma virgem vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará a luz um filho, e será o seu nome EMANUEL” (Is. 7.14). Os Evangelhos nos afirmam categoricamente que Jesus Cristo foi concebido no ventre da virgem Maria de maneira sobrenatural, sem a intervenção de um pai humano, e que nasceu, portanto, de uma virgem. (Leia Mateus 1.18-25 e Lucas 1. 30-35). Chamamos este acontecimento de nascimento virginal ou, precisamente, concepção virginal de Jesus. Seu nascimento maternal, entretanto, deu-se de forma normal, de acordo com as reconhecidas regras do procedimento natural (Gl. 4.4). Depois do nascimento de Jesus, descobriu-se um sentido mais profundo na profecia de Isaias 7.14, segundo a qual uma “virgem” conceberia e daria à luz um filho chamado “Emanuel” (Deus conosco). Segundo Marcos 6.3, o povo de Nazaré chamava Jesus de filho de Maria. Outras passagens do Novo Testamento também apontam para a concepção virginal de Jesus, Paulo diz que quando chegou a plenitude dos tempos “... Deus enviou seu Filho, nascido de mulher...” (Gl. 4.4). O mesmo pensamento é também esboçado na passagem de 1 Coríntios 15.45-47, onde fala de Jesus como o “ultimo Adão”. Todos os escritores renomados aceitam duas realidades: 1) A primeira diz que Maria concebeu Jesus sendo uma virgem pura. Ela mesma disse: “... Como se fará isto, visto que não conheço varão”? Então segue imediatamente a resposta do anjo Gabriel: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”. Aqui, está, portanto, todo o segredo desta concepção virginal. 2) A segunda realidade diz respeito ao nascimento natural de Jesus, do ponto de vista médico e legal. Somente negam esta realidade os defensores da “Virgindade perpétua de Maria”. Esta corrente nega também que Maria tenha tido outros filhos, além de Jesus, conforme a declaração feita pelo Dicionário Prático de Cultura Católica, Bíblia e Geral, que diz o seguinte: “É artigo de fé que Maria viveu em virgindade perpétua tanto moral como física, antes, durante e depois do nascimento de Cristo”. A Bíblia, afirma que Jesus foi de fato concebido no ventre de uma virgem, entretanto, nega que ela tenha permanecido assim, com sua virgindade perpétua. Em dezenove lugares das Escrituras, encontramos referencias aos irmãos uterinos do Senhor Jesus: Leia (Sl. 69.8; Mt. 12.46,47; 13.55,56; Mc. 3.21,31 32; 6.3; Lc. 2.7 (por inferência); 8.19,20; Jo. 2.12; 7.3,5; At. 1.14; 12.17; 15.13; 1 Co. 9.5; 15.7; Gl. 1.19; Tg. 1.1; Jd.v.1). Evidentemente, fica declarado que Maria, mãe de Jesus teve outros filhos além dele. A Data do Nascimento de Cristo Desde o início do Cristianismo, a cristandade em geral comemora o Natal de nosso Senhor de 24 a 25 de dezembro. Esta data, entretanto, não é bem aceita pela maioria dos judeus; e, até por historiadores e teólogos. Eles insistem que conforme as informações dos pais da Igreja, a data verdadeira do nascimento de Cristo, aponta com mais veemência para o dia 14 do mês de Nisã (Abril) aproximadamente do ano zero. O dia 25 de dezembro, como dia de Natal, é mencionado pala primeira vez, historicamente, no ano 354 d.C. Na velha Roma, o dia 25 de dezembro era o “dies natalis invicti” (O dia do nascimento do invicto). Além dos historiadores e dos astrônomos, também coube aos meteorologistas darem uma opinião importante para uma outra data para o nascimento de Jesus. Estes sábios tomaram como ponto de partida e observação a passagem de Lucas 2.8, que diz: “Ora havia naquela mesma comarca de pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite os seus rebanhos”. Os meteorologistas efetuaram medidas exatas das temperaturas em Hebrom. Essa localidade, situada ao sul das montanhas de Judá, tem o mesmo clima que a próxima cidade de Belém. A curva da temperatura indica três meses de geada: Em dezembro, 2,8 graus, em janeiro, 1,6 grau, e, em fevereiro 0,1 grau centígrafo abaixo de zero. Os dois primeiros meses têm, ao mesmo tempo, as maiores chuvas do ano: Cento e quarenta e sete milímetros em dezembro e cento e noventa e sete milímetros em janeiro. Segundo os resultados das pesquisas realizadas até hoje, o clima na palestina não deve ter mudado consideravelmente, de modo que as preciosas observações meteorológicas modernas podem servir de base. Na época do Natal (25 de dezembro), há geada em Belém e, com temperatura abaixo de zero, conforme foi presenciado no texto em foco. Portanto, segundo este conceito, não devia haver nem “pastores” nem “rebanhos” durante as vigílias da noite...” naquela comarca. Essa afirmação é reforçada Cristologia (Doutrina de Cristo) - 8 - por uma nota do Talmude, segundo a qual naquela região os rebanhos eram levados para o campo em março e recolhidos no principio de novembro. O gado ficava quase oito meses nos campos. Em nosso tempo, conforme é visto nos dias atuais os animais na Palestina, ficam no curral na época do Natal, e com eles os pastores. Segundo as informações de escritores contemporâneos, no princípio do século III d.C., em alguns círculos da Igreja Cristã se celebrava o aniversário natalício de Jesus a 6 de janeiro. Entretanto, depois entenderam que esta data se referia ao seu batismo e não ao seu nascimento. A partir de século IV d.C., essa data foi mudada para o dia 25 de dezembro. As informações obtidas pelo evangelista Lucas é que Jesus nasceu em um período do ano em que as ovelhas ainda podiam ser conservadas ao rebanho, à noite, o que só poderia ter sido entre abril e novembro. Sendo que as evidencias mais convenientes apontam diretamente para o mês de abril. Segundo informações de historiadores judaicos, os cordeiros selecionados para o sacrifício da época eram postos a pastar nos campos que circundavam Belém. E, assim, pela providência de Deus, foi concedido àqueles pastores entrarem presentes ao nascimento do Cordeiro de Deus. Uma outra informação também nos diz que, aqueles animais nascidos aos 14 de Nisã (Abril), à tarde, eram selecionados. Isto, segundo se diz, era aceito pela fé do povo eleito na narrativa do cordeiro pascal mencionado em Êxodo 12 e em outras passagens similares. Somente um “ano depois” é que aquele animal devia ser morto. E isso à tarde! Isso queria dizer que o animal morria no dia de seu aniversário (Êx. 12.6). Com base nestas informações, tanto Bíblicas como paralelas, os estudiosos são de opinião que nosso Senhor tenha nascido no dia 14 do mês de Nisã (Abril) do ano “zero” da virada do quarto milênio da historia da criação. Entretanto, mesmo havendo estas opiniões diversificadas, nossa fé não sofre nenhum abalo quanto a estas datas. Visto que, toda nossa confiança se fundamenta na pessoa, vida, morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo. O mais são especulações. O Local do Nascimento de Cristo A profecia de Miquéias, 750 anos, apontava Belém como sendo a cidade favorita para o nascimento do “Messias”. Assim ele escreveu: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o Senhor de Israel...” (Mq. 5.2). É interessante como as Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe. “Belém” no hebraico que dizer “Casa de Pão”, e em “árabe” é “casa de carne”. “Eu sou o pão da vida” (Jo. 6.48).“... a minha carne verdadeiramente é comida...” (Jo. 6.55). A profecia para que Jesus nascesse em Belém se cumpriu quando César Augusto ordenou que ossúditos de todas as províncias do Império Romano fossem recenseados, decreto este que trouxe Maria e José de Nazaré, à cidade sua cidade natal. “... subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e familia de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc. 2.4-7). Desde esse acontecimento, que marcou a transição entre o Antigo e o Novo Testamento, Belém se fez imortal e vive no coração de milhões de cristãos. Quanto ao local exato do nascimento de Jesus, a tradição aponta para o local onde atualmente está edificada a Igreja da Natividade, que, fica no extremo leste da cidade de Belém. No ano de 135 d.C., Adriano, depois de sufocar a segunda rebelião judaica, profanou a cidade de Belém como a de Jerusalém, celebrando serviços a falsos deuses. Em Belém, rodeou o local da antiga manjedoura com um templo dedicado a Adonis, o deus da beleza e do amor. Esta profanação, ao invés de apagar o lugar, serviu para preserva-lo. O templo de Adriano pendurou dois séculos, até que foi destruído por ordens da Rainha Helena, mãe do Imperador Constantino, que se tornou cristão no início do quarto século e proclamou o cristianismo como a religião oficial do Império Romano. No ano 325, Helena visitou a Terra Santa e construiu três magníficos templos. Um sobre o Calvário e o Túmulo de Jesus em Jerusalém; outro sobre o Monte das Oliveiras e o terceiro, sobre o local onde se julga ter nascido Jesus. Atualmente, a Igreja da Natividade como é chamada, têm o formato de uma cruz de 60 metros de comprimento e 30 metros de largura. Quatro fileiras de pedras vermelhas a dividem em cinco naves. Seu aspecto externo lembra uma fortaleza medieval. A sua fachada está circundada, hoje, por muros como sendo o local exato do nascimento de Jesus Cristo. “Ainda que Cristo nasce mil vezes em Belém de Judá, se não nascer na tua vida não serás feliz!”. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 9 - LIÇÃO 2 5. OS ASPECTOS NATURAIS DE CRISTO Cristo Tinha Seis Aspectos Naturais: 1. Normal 2. Físico 3. Mental 4. Social 5. Espiritual 6. Intelectual 1. Seu Desenvolvimento Normal “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com os homens” (Lc. 2.52). O seu Desenvolvimento Normal foi o principal aspecto na vida de Cristo. Isto é, sofrendo e participando das mesmas circunstancias de uma pessoa humana. As Escrituras mostram que nosso Senhor, mesmo sendo Deus, teve um desenvolvimento humano natural. Ele teve o desenvolvimento gradativo e passou pelas fases progressivas dos seres humanos. Assim, sabemos que “...o menino crescia se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc. 2.40). O desenvolvimento de Jesus Cristo, físico e mental, não deve ser explicado tão somente como sendo principalmente causado por sua divindade, mas sim resultado das leis comuns do crescimento humano. Seu desenvolvimento mental não pode ser atribuído ao seu aprendizado tão-somente nas escolas de seus dias (Jo. 7.15), mas deve ser atribuído também à sua educação em um lar piedoso e temente a Deus. Sua vida tinha regularidade na sinagoga (Lc. 4.16), como também suas visitas ao Templo (Lc. 2.14,46, 47) e seu estudo das Escrituras Sagradas o que é indicado pelas palavras: “...achou o lugar em que estava escrito” (Lc. 4.17b). E também por emprego das Escrituras em sua tentação, e sua comunhão com o Pai (Mc. 1.35; Jo. 4.34-44). Muitos comentaristas têm encontrado dificuldades em querer entender como Cristo se sentia consigo mesmo. Discussões sem fim têm surgido e variadas opiniões têm sido expressas quanto à consciência que Cristo teria. Como Ele poderia conhecer e sentir o poder e a sabedoria do infinito e ainda assim preservar aquilo que constitui a fraqueza e limitação normal humana? Como Ele poderia saber e não saber? Como poderia ser a fonte de todo o poder e, ainda assim, ficar sujeito e exposto à fragilidade humana? Entretanto, para nós, a combinação da Divindade consciente com a infância humana de Cristo não constitui um problema, pois tudo foi por Deus e executado por Cristo dentro dos padrões necessários e a eles inerentes. 2. Seu Crescimento Físico “... E crescia Jesus em... estatura...” (Lc. 2.52). As informações do “médico amado” sobre nosso Senhor são estas no que diz respeito ao desenvolvimento natural: “... E crescia Jesus em... estatura...” (Lc. 2.52). Na passagem de Lucas 2.7, encontramos nosso Senhor com apenas “um dia” de nascido; envolto em panos, deitado numa manjedoura, e visitado pelos pastores belemitas. Oito dias depois, Ele foi conduzido ao ato da circuncisão mosaica, e foi “...lhe dado o nome” (Lv. 12.3; Lc. 2.21). Quarenta e um dias depois, seus pais o levaram ao Templo para apresentação, segundo a lei cerimonial (Lv. 12.3 e ss; Lc. 2.22). Ali foi contemplado pela profetiza Ana, e seus pais foram abençoados por Simeão. Talvez, mas ou menos dois anos depois, Jesus é visitado pelos magos do Oriente, que o encontraram numa casa “Gikia” e não numa manjedoura “Phatne”, conforme fica depreendido de Mateus 2.11. Herodes, sendo iludido pelos magos, procura mata-lo e, sobre benévola escuridão da noite, orientado pelo o anjo, José foge para o Egito levando consigo Maria e a criança (Mt. 2.14,16). As Escrituras não nos informam porquanto tempo Jesus e seus pais permaneceram no Egito, entretanto, antes de doze anos, aconteceu o regresso (Os. 11.1; Lc. 2.43). Após seus doze anos de existência terrena, as Escrituras fazem mais três referências sobre seu cômputo de vida física: Primeira referência: “... terminados aqueles dias” (de acordo com a lei mosaica, “sete dias”), aproximadamente (Lv. 23.4-8; Lc. 2.43). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 10 - Segunda referência: “... Pensando, porém eles que viria de companhia pelo caminho, andaram de um dia...” (Lc. 2.44 a). Terceira referência: “E aconteceu que passando três dias...” (Lc. 2.46 a). Alguns comentaristas fazem objeções quanto a dezoito anos de silêncio na vida de Jesus, e advogavam que não temos nenhuma outra fonte de informação quanto a isto, a não ser o que diz a tradição. Isto é, que durante este período Jesus esteve em meditação na cidade de OM, também chamada Heliópolis, no Egito. Mas, as Escrituras quebram este silêncio em algumas de suas conexões. Por exemplo: Depois dos doze anos temos algumas informações dos 18 anos de silêncio como são chamados por alguns, assim: “E crescia Jesus...em estatura...” (Lc. 2.52). “E chegando a Nazaré, onde fora criado...” (Lc. 4.16 a). Estas duas passagens mostram claramente o espaço de tempo da vida de Cristo dos 12 aos 30 anos. 3. Seu Desenvolvimento Mental “E crescia Jesus em sabedoria...” (Lc. 2.52 a). A humanidade de Jesus passou por diversos estágios de desenvolvimento, como qualquer outro membro da raça humana. Da infância à juventude, e da juventude à idade adulta e daí até atingir “... a varão perfeito, à medida da estatura completa...” (Ef. 4.13). 4. Seu Crescimento Social “E crescia Jesus... em graça para com... os homens” (Lc. 2.52). A heresia docênticafloresceu em alguns quadrantes da igreja primitiva como já tivemos ocasião de ver. O docetismo ensinava que Jesus era apenas homem na aparência. Mas as Escrituras e o argumento do próprio ser nos ensinam que Ele não só era divino, mas que também era humano, e, como homem, participou da vida social dentro dos limites da provação divina. Ele foi a um casamento em Canaã da Galiléia (Jo. 2.1 e ss), e participou de diversos jantares em casa de amigos mais íntimos (Mt. 9.11; Lc. 19.1-10; Ap. 3.20 etc.). “Visto como os filhos participam da carne e do sangue também Ele participou das mesmas coisas...” (Hb. 2.14). 5. Seu Desenvolvimento Espiritual “E crescia Jesus... em graça para com Deus” (Lc. 2.52). Parece claro, entretanto, pelas Escrituras, que devemos atribuir, como já o fizemos anteriormente, que o crescimento e o desenvolvimento de Jesus em graça para com Deus está ligado também à observação das leis da natureza, da educação que recebeu em seu lar piedoso. Outrossim, as instruções recebidas no Templo por sacerdotes piedosos (Sl. 27.4; Lc. 1.5,6), por seu próprio estudo das Escrituras; e sobretudo, pela sua íntima comunhão com o Pai. Assim Ele atingiu a verdadeira estatura de um servo ideal ainda que era o “... Senhor de todos” (At. 10.36; Fl. 5.11). 6. Seu Desenvolvimento Intelectual “... E aconteceu que passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os...” (Lc. 2.46,47). Segundo informações de então, os meninos judeus, aos treze anos, abandonavam a infância, mesmo que não fossem capazes de discutir, como o menino Jesus, com os doutores da Lei reunidos nos átrios do Templo. A partir dessa época exigia-se deles, como dos adultos em geral, que recitassem três vezes por dia a famosa Oração Shema Israel, em que todo o crente deve proclamar sua fé no Deus Único e Verdadeiro. Então, a partir daí, o jovem hebreu era considerado um adepto ao conhecimento geral do mundo intelectual; especialmente à cultura e costumes gregos helenizados. Nosso Senhor, sem dúvida, foi um destes jovens exemplares, pois, com apenas 12 anos, podia responder aos sábios escribas de seus dias, e com eles argumentar. Dele se podia dizer: “... Nunca homem algum falou assim como este homem” (Jo. 7.46). “E chegou, e habitou numa cidade chamada ‘Nazaré’ para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt. 2.23). Nazaré era uma cidade da Galiléia, onde moravam José e Maria e onde Jesus passou os primeiros 30 anos da sua vida, (Mt. 2.23; Mc. 1.9; Lc. 2.39,51). Depois que iniciou sua carreira publica, Jesus foi rejeitado duas vezes pelos seus contemporâneos, (Lc. 4.29; Mt. 13.57). Natanael perguntou: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré”?. Disse-lhe Filipe: VEM, E VÊ. (Jo. 1.46). Nazaré atualmente é uma cidade de aproximadamente 25.000 habitantes. Chama-se, pelo nome Árabe, “En-Nasira”. Jesus foi chamado “Nazareno” por varias vezes: Leia (Mt. 2.23; 26.71; At. 2.22; 3.6; 6.14; 22.8). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 11 - 6. O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA “No dia seguinte João viu a Jesus que vinha para ele, e disse”: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo. 1.29). “E João testificou dizendo”: “Eu via o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele” (Jo. 1.34). O profeta João Batista foi o maior apologista de Cristo. João Batista fez questão de falar aos sacerdotes e levitas, enviados pelos judeus de Jerusalém, para lhe perguntarem sobre a sua procedência, que não era o Messias, tão esperado por todos, mas somente o arauto, ou seja, o que anunciava a chegada do Salvador do mundo. O que Vem Depois de mim é Antes de mim Quando lemos Lucas 1.37, constataremos que João Batista, como ser humano, era mais velho que Jesus em torno de seis meses, conforme as palavras do anjo Gabriel: “E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e este é o sexto mês para aquela que era chamada estéril”, se levarmos em consideração que a concepção de Cristo deu-se no versículo 38, quando Maria declarou sua aceitação de ser a mãe do Salvador. Por isso, não é um paradoxo a afirmação do Filho do sacerdote Zacarias: “O que vem depois de mim é antes de mim”, pois ele se referia à existência eterna do “Verbo Divino”. Mencionamos, na notas de exposições anterior, que o “Verbo” é preexistente, ou seja, Ele é Deus antes de estabelecer todas as coisas (Jo. 1.3); participou da criação do homem (Gn. 1.26); confundiu a língua humana (Gn. 11.7); apareceu (pré-encarnado), acompanhado de dois anjos, a Abraão (Gn. 18.1-3) e salvou os três companheiros de Daniel de serem mortos na fornalha ardente de Nabucodonosor (Dn. 3.24,25). “Eis o Cordeiro de Deus” “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo. 1.29). O artigo definido o determina que o Cordeiro é especifico, único, exclusivo, imaculado, diferente dos que foram imolados antes dEle, pois eram terrenos, irracionais, incapazes, portanto, de nos justificar diante do Senhor. A Vulgata Latina, de Jerônimo, registra com clareza esta expressão: “Ecce Agnus Dei, qui tollit peccatum mundi” - “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. O Cordeiro Substituto No momento em que Abraão segurou o facão, para imolar o seu próprio filho, bradou uma voz do Céu e disse-lhe que não fizesse tal coisa, pois aquele pedido fora feito para constatar apenas a sua obediência, a fim de que Deus pudesse consolidar, de uma vez, por todas, a benção que lhe fizera em Harã (Gn. 12.2). Declaram alguns estudiosos que aquela voz, identificada como a do “Anjo do Senhor” (Gn. 22.11), é a do próprio Jesus pré-encarnado, por causa da seguinte expressão: “não me negaste o teu próprio filho” (Gn. 12.12). Cristo representa este cordeiro substituto, pois não éramos capazes de nos salvar, devido as nossas injustiças (Sl. 14.3; Rm. 3.10), mas “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3.16). porém, para que isso acontecesse, era necessário que o “Verbo” encarnasse, morresse e ressuscitasse, como nossa Páscoa (Is. 53.7). Fontes de Informações Sobre a Pessoa de Jesus As fontes de informações sobre a pessoa de Jesus são divididas em dois grupos: Judaicas e pagãs. Estas duas fontes são muito restritas em seus valores. As fontes pagãs de mais importâncias são três: O historiador Romano Plínio (Epistola x. 96) O historiador Romano Suetônio (Vidas xxv. 4) O historiador Romano Tácito (Anais xv. 44) Estas três fontes foram escritas na segunda década do século dois. As principais fontes Judaicas são: Flavio Josefo, historiador Judeu (Antiguidades xviii. 3.3 e xx.9.1) Talmude (Doutrina e jurisprudência da Lei Mosaica). Estas fontes falam muito pouco sobre Jesus, mas é o suficiente para provar a evidencia dos Escritos Sagrados. Elas dizem que Jesus era um homem bom reuniu discípulos, realizou curas e foi condenado à morte por Pôncio Pilatos. Fontes Cristãs Não Bíblicas As fontes cristãs se dividem em duas partes, as fontes Bíblicas e as não Bíblicas. Fontes Cristãs NÃO Bíblicas: As fontes cristãs não Bíblica na sua maior parte são os evangélicos apócrifos (escritos não inspirados por Deus) que datam de 150 – 350 d.C. e também dos ágrafos (palavras de Jesus não escritas, supostamente verídicas que se acham nos Evangelhos canônicos) cujo valor é incerto. São eles: O evangelho da infância, segundo Tomé. O evangelho da verdade. O evangelho segundo Tomé. Fonte CristãBíblica As fontes cristãs Bíblicas tratam-se de todo o Novo Testamento. E podem ser divididas em varias partes desde os Evangelhos até o Apocalipse. As principais fontes de informação cristãs são os Evangelhos canônicos, que são geralmente divididos em dois grupos: Os “Sinópticos” e “João”. “Sinópticos”, são os Evangelhos com pontos de vista semelhantes, e são eles: “Mateus, Marcos e Lucas”. Acreditam que Mateus e Lucas escreveram baseados no livro de Marcos e em outras fontes de informações. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 12 - 7. AS DUAS NATUREZAS DE CRISTO Falsas Teorias Sobre a Dupla Natureza de Cristo O que os homens têm pensado a respeito de Jesus no decorrer dos anos? Varias opiniões surgiram entre os religiosos, intelectuais e filósofos dos primeiros séculos do cristianismo. Veremos algumas teorias: 1. Os Arianos Eram seguidores de Ário, um presbítero de Alexandria, no Egito, no final do século II d. C. Sua teoria constituía em negar a integridade e a perfeição da natureza de Cristo. 2. Os Nestorianos Eram discípulos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Os nestorianos negavam a união verdadeira entre as duas naturezas de Cristo. Eles atribuíam a Cristo duas partes ou divisões, uma humana e outra divina, como se Cristo tivesse duas personalidades distintas. 3. Os Ebionistas Sugiram no início do segundo século II d. C. Desenvolveram-se de uma ramificação do cristianismo judaico e tentavam explicar a pessoa de Jesus conforme idéias judaicas preconcebidas sobre a natureza de Deus. Aquele grupo não aceitava a deidade de Jesus. Para eles o monoteísmo significava que somente o Pai era Deus. Em outras palavras, eles consideravam Jesus um homem comum, gerado por Maria e José. 4. Os Gnósticos Surgiram no mesmo período dos ebionitas e eram subdivididos em grupos distintos de acordo com suas crenças. De modo geral, eles negavam a realidade do corpo de Cristo porque consideravam a matéria inerentemente má, por isso, de acordo com a interpretação deles, seria impossível que o Cristo de Deus tivesse um corpo real. Eles não admitiam que o verbo Divino pudesse encarnar-se de acordo com João 1.14. Os gnósticos causaram muitos danos à Igreja primitiva, mas não invalidaram a verdadeira doutrina: Jesus teve um corpo real, nascido de mulher, porém, gerado pelo Espírito Santo (Mt. 1.20). O Que a Bíblia Ensina Sobre a Dupla Natureza de Cristo Segundo os ensinos da Bíblia, há uma só personalidade em Cristo, mas duas naturezas: “a Humana e a Divina”. Mas elas eram de tal modo unidas e relacionadas que formavam uma única personalidade. O autor da Epistola aos Hebreus escreveu: “E visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele (Cristo) participou das mesmas coisas...” (Hb. 2.14). Ao assumir a humanidade, sendo Deus, Ele uniu-a à sua divindade para ser uma pessoa especial. (Leia 1 Tm. 3.16). A Natureza DIVINA de Cristo Pedro confirmou a natureza Divina de Jesus quando disse: “Tu és o Cristo, o Filho Do Deus Vivo” (Mt. 16.16). Esta declaração é repetida diversas vezes nos Evangelhos. Exemplo: Após presenciarem o poder de Cristo controlando o mar embravecido, os discípulos o adoraram e exclamaram: “Verdadeiramente és o Filho de Deus” (Mt. 14.33). O próprio Jesus afirmou a sua deidade ao declarar: “Quem me vê a mim, vê o Pai...” (Jo.14.9), e “Eu e Pai somos um”(Jo. 10.30). Ele também recebeu adoração: (Leia Mt. 2.2,11; 14.33; 28.9). Jesus exerceu sua autoridade DIVINA, ao perdoar pecados: (Leia Mc. 2.1-12). Até os demônios reconheceram a DIVINDADE de Jesus ao gritarem: “Que temos contigo, Jesus, Filho de Deus?” (Mt. 8.29). Aqueles em todos os tempos, que se encontram com Cristo ressurreto prostraram-se em adoração diante dEle, exclamando: “Meu Senhor e meu Deus”. Muitas qualidades inerentes a Deus, também são atribuídas a Cristo. Nem homens nem anjos as possuem porque são apenas criaturas. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 13 - Veja alguns exemplos abaixo: A Natureza HUMANA de Cristo Por diversas vezes o Messias referiu-se a si como “Filho do homem” para confirmar a sua humanidade. Ele possuía os elementos essenciais da natureza humana, isto é, um corpo natural e uma alma racional; tinha uma mente humana e outras características pertinentes ao ser humano como “Fome, Sede, Cansaço, Ansiedade, desapontamentos”, etc. (Leia Mc. 2.16; Jo. 4.6). Pedro, ao testemunhar de Cristo no dia de pentecostes, apresentou-o como “JESUS, O NAZARENO”, varão aprovado por Deus (At. 2.22). Da mesma forma, o apóstolo Paulo fortalecendo a doutrina da dupla natureza de Cristo fez a seguinte declaração: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Tm. 2.5). Jesus como Homem Cristo como Deus Síntese final “A verdade, pois, é que na pessoa única do Senhor Jesus Cristo habitam uma natureza plenamente Divina e outra plenamente humana, sem se confundirem. Ele é, verdadeiramente, pleno Deus e pleno ser humano, Céu e Terra juntos na mais admirável de todas as pessoas”. Teve Fome........................(Mt. 4.2) Teve Sede.........................(Jo. 19.26) Teve Cansaço...................(Jo. 4.6) Teve Tristeza (chorou).....(Jo. 11.35) Teve Agonia............................(Lc. 22.44). Eu Sou o Pão da Vida.....................(Jo. 6.35) Ele é a Água da Vida......................(Ap. 22.17) Eu vos Aliviarei..............................(Mt. 11.28) Ele enxugará Nossas Lagrimas.......(Ap. 7.17) Ele é a Nossa Alegria.......................(Mt. 5.12). Eternidade.........................................................(Ap. 22.13; Hb. 1.12); Onisciência.............................(Jo. 16.30; 21.17; Ap. 2.2,19; 3.1,8,15); Onipresença........................................................(Mt. 28.20; Ef. 1.21); Onipotência.........(Jo. 1.3; Ef. 1.22; Cl.1.17; Hb. 1.3; Ap. 1.8; 17.14). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 14 - 8. A APARÊNCIA PESSOAL DE CRISTO 1. O Retrato do Salvador Sobre a aparência pessoal ou os traços físicos propriamente ditos de nosso Senhor Jesus Cristo, tem sido indagado pela imaginação humana no decorrer dos séculos que se passaram de sua existência terrena. Com toda a probabilidade, os quadros convencionais de Jesus estão longe de transmitir sua verdadeira aparência. Todos os artistas seguem o estilo grego. Mas Jesus era judeu. Sua aparência pessoal não tomou menção particular nas Escrituras, como talvez, segundo nós gostamos de aquilatar que as coisas tivessem tomado. Há poucas alusões à sua aparência pessoal. Evidentemente, a pessoa de Jesus, em seu estado terreno, não é para ser objeto de contemplação ou forma de representação, mas sim, de adoração. A mulher samaritana reconheceu que Jesus era judeu por seus traços físicos ou por seu sotaque Galileu. Para ela, Ele não passava de um judeu comum, pelo menos quando começou a conversa entre os dois. Não há base bíblica para alguém desenhar Cristo com uma auréola por sobre a cabeça, como os artistas fazem.Sua vida pura, sem dúvida, dava-lhe uma aparência distinta; mas, necessariamente, essa aparência não ultrapassava os limites de sua humanidade. Em tudo, diz a Bíblia, “...convinha que...fosse semelhante aos irmãos...” (Hb. 2.17). Quando nosso Senhor se humanizou, passou a possuir uma verdadeira aparência humana, pois foi feito E, “achado na forma de homem” (Fp. 2.7,8). O profeta Isaías (sete séculos antes) “...semelhante aos homens”. descreve sua aparência quando Ele se encontrava nos braços da cruz, dizendo: “...não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para Ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos” (Is. 53.2). Entretanto, devemos ter em mente que o profeta está contemplando aí Cristo no Calvário, onde seu “parecer estava desfigurado” pela dor e pelo sofrimento; e, não sua aparência física propriamente dita. O Salmo 45.2 descreve o perfil da aparência de Cristo em termos admiráveis. Então ele diz: “Tu é mais formoso do que os filhos dos homens...” E no livro de Cantares de Salomão, se diz que Ele é extremamente formoso nos seguintes termos: “O meu amado é cândido e rubicundo... A sua cabeça é como o ouro mais apurado; os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste”. “As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra”. As suas mãos são como anéis de ouro que têm engastadas as turquesas; o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras. As suas pernas como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu parecer como o Líbano. Excelente como os cedros” (Ct. 5.10-15). O profeta Isaías também descreve de relance um pouco a formosura de Cristo, quando diz: “Os teus olhos verão o Rei na sua formosura, e verão a terra que está longe” (Is. 33.17). 2. Segundo a Tradição Sobre a aparência de nosso Senhor, a mais antiga descrição lendária data do IV século. É uma carta atribuída a Públio Lêntulo, amigo de Pilatos, escrita ao Senado Romano. Não é autêntica. Temos abaixo uma parte dela transcrita por H.H.H. com seguinte teor: “Atualmente apareceu um homem revestido de grandes poderes. Seu nome é Jesus. Seus discípulos chamam-no Filho de Deus. É de estatura nobre e bem proporcional, seu rosto cheio de bondade, todavia, firme, de modo que os que o vêem, amam-no e temem-no. Seus cabelos têm a cor do vinho, estirados e sem lustro, mas a partir do nível dos ouvidos são anelados e brilhosos. Sua testa lisa e macia; suas faces não têm falha, realçadas por um rubor moderado; seu semblante é franco e bondoso. “O nariz e a boca não têm defeito algum. Sua barba é cheia, da mesma cor dos cabelos; seus olhos, azuis e brilhantes em extremo”. “Reprovado ou censurado, é formidável; exortando e ensinando, é gentil e de linguagem afável. Ninguém o tem visto rir, porém, muitos, ao contrário, têm-no visto chorar”. “Esbelto e alto de porte, suas mãos são belas e finas. No falar é ponderado, grave, pouco dado à loquacidade; excede à maioria dos homens em beleza”. Esta carta é encontrada em outros termos. Assim não é possível assegurar quais seus termos quando escrita. Todavia, não se pode negar veracidade em seus dizeres. Talvez até prejudicados pelas traduções. Ela, numa outra cópia, diz o seguinte: “O Governador da Judéi Públio Lêntulo ao César Romano: Soube, ó César, que desejavas ter conhecimento do que passo a dizer-te. “Há aqui um homem chamado Jesus Cristo, a quem o povo chama profeta e os seus discípulos afirmam ser o Filho de Deus, Criador do Céu e da Terra. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 15 - “Realmente, ó César, todos os dias chegam notícias das maravilhas deste Cristo. Para dizer-te em poucas palavras, Ele ressuscita mortos, cura doentes e surpreende toda Jerusalém. “Belo e de aspecto insinuante, é uma figura tão majestosa, que todos o amam irresistivelmente. Sua fisionomia, de uma beleza incomparável, revela meiguice e, ao mesmo tempo uma tal dignidade, que, ao olhar para Ele, cada qual se sente obrigado a ama-lo e a teme-lo ao mesmo tempo. “O cabelo dele, até altura das orelhas, é da cor das searas maduras e daí aos ombros, é loiro muito claro e brilhante. É apartado ao meio por uma risca ao uso dos nazarenos. A barba é da cor dos cabelos e não muito larga e também dividida ao meio. O olhar é profundo e grave; as pupilas parecem raios do Sol. Ninguém pode fitar-lhe o rosto deslumbrante. “Ele é o mais belo homem que imaginar se possa e muito semelhante à sua mãe, e mais formosa figura de mulher que até hoje apareceu nesta terra. “Nunca foi visto sorrindo, mas já foi visto chorando várias vezes. As mãos e os braços são duma grande beleza. Faz-se amigo de todos e mostra-se alegre. Quando repreende, apavora. Quando adverte, faz chorar. Toda a gente acha a conversação dele muito agradável e sedutora. “É raro vê-lo em público e quando aparece, é sempre com grande modéstia. “Se vossa Majestade, ó César, deseja vê-lo, avise-me que eu logo o enviarei. Nunca estudou, mas é Senhor de todas as ciências. Anda com a cabeça descoberta e quase descalço. “Muitas pessoas quando o vêem ao longe escarnecem dele, mas quando Ele se aproxima e estão na sua frente, então tremem e admiram-no. “Os hebreus dizem que nunca viram homens semelhantes a Ele nem sabedoria como a dEle. Nunca ouviram conselhos idênticos, nem tão sublime doutrina, como a que ensina este Cristo. “Muitos judeus o têm por divino e crêem nele. Também muitos o acusam a mim, dizendo, ó César, que Ele é contra a tua Majestade, porque afirma que reis e vassalos são todos iguais, diante de Deus. “Ando apoquentado com estes hebreus que pretendem convencer-me de que Ele é prejudicial. Mas os que conhecem e a Ele têm recorrido, afirmam que Ele nunca fez mal a pessoa alguma e antes emprega todos os seus esforços para fazer toda a humanidade feliz. “Estou pronto, ó César, a obedecer-te e a cumprir o que me ordenares!...Graça e Prosperidade!!” Esta carta de Públio Lêntulo pode não ser toda autêntica, mas contém verdades. O Novo Testamento confirma que, de fato, Ele chorou, como por exemplo sobre Jerusalém (Lc. 19.41); junto ao túmulo de Lázaro (Jo. 11.35) e no Jardim do Getsêmane (Lc. 22.39-46; Hb. 5.7), porém quanto a nunca sorrir, Novo Testamento guarda silêncio. Todavia, há fatos que dão a entender que Ele tinha senso de humor. Pelo menos em seu ministério celestial como Mediador, nosso Senhor está cheio de alegria (Lc. 15.10; Jd. 24). Jesus foi e é uma Pessoa sempre ideal! Sendo portador de uma saúde invejável, devia ter considerável força física. Falava tão impressionantemente a vastas multidões, ao ara livre, que imaginamos possuir Ele uma voz poderosa. À vista dos seus discípulos, nas conversas e ensinos, julgamos que sempre mantinha o domínio de si mesmo; nunca se apressava e nem se adiantava. Chegava sempre na hora certa! Equilibrava-se perfeitamente, calmo e majestoso em todos os seus movimentos. 3. Seu Porte Impressionante “...Ele é totalmente desejável...! (Ct. 5.16). Qualquer que fosse a sua aparência pessoal, deve ter havido algo, em seu semblante e nos seus modos, que era majestoso, dominador e impressionante! A sua aparência física, sobre a qual milhares de pintores exercitaram a imaginação nos séculos futuros, era a de um judeu praticante daqueles dias. Suas roupas eram aquelas usadas por todos: o evangelho de João fala de sua “túnica sem costura”, e, pelo episódio da mulher com um fluxo de sangue, fica claro que não deixou de usar as quatro borlas de lã nos cantos da capa aqueles “tzitzith” que lembram simbolicamente o usuário dos mandamentos do Senhor (Dt. 22.12).Levava nos pés sandálias como a maioria de seus companheiros. Sua alimentação como vemos nos textos sagrados era a mais comum do país. Deve ter comido pouca carne. No evangelho de Lucas o novilho cevado só é morto em uma ocasião extraordinária, e o cordeiro escassamente é visto na mesa. Exceto na Páscoa. O peixe, por outro lado, que, como sabemos, tinha lugar importante na dieta judia, é mencionado com freqüência. A fim de provar aos seus discípulos que não era um espírito, o Cristo ressurreto tomando uma “...parte de um peixe assado, e um favo de mel... comeu diante deles” (Lc. 24.43,44), numa das praias do mar da Galiléia. Todos esses costumes, como aparecem nos quatro evangelhos, nos sentidos a qualquer outro homem da raça. Finalmente, Ele “... participou das mesmas coisas...” como os outros homens: “Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos...” (Hb. 14.17 etc.) Cristologia (Doutrina de Cristo) - 16 - LIÇÃO 3 9. CRISTO É SUPERIOR AOS ANJOS “Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb. 1.4). A Superioridade de Jesus em Relação aos Anjos Declarando Filho de Deus, gerado pelo Pai “Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” (Hb. 1.5). Estas perguntas trazem em seu bojo a afirmativa de que Cristo é superior aos anjos, por ter sido gerado pelo Pai. Ver também Rm. 1.4. O escritor sacro reporta-se a Salmos 7.2, que diz: “Recitarei o decreto: O SENHOR me disse: Tu és meu Filho: eu hoje te gerei”. Essa questão é realmente difícil de entender. Sendo Deus, em que sentido Jesus poderia ser gerado? A resposta está no grandioso milagre e mistério da sua encarnação, incompreensível à mente humana, que só entende um pouco das coisas terrenas. O Filho pela ressurreição O escritor Lucas, no livro de Atos, declara: “ E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Meu filho és tu ; hoje te gerei” (At. 13.32,33). Sem ter deixado jamais de ser Deus, Jesus foi apresentado ao mundo publicamente, como Filho de Deus, na ressurreição. Veja Paulo diz: “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos – Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm. 1.4). De fato, se Jesus tivesse feito milagres, mas não houvesse ressuscitado, ninguém poderia crer que fosse o divino Filho de Deus (Ver Mt. 3.17;17.5; Rm.1.4). Seria como Buda, Maomé, Chrisma, etc. O Filho deve ser adorado pelos anjos “E quando outra vez introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem”; “... por isso lhe darei lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra” (Sl. 89.26,27). Jesus está à direita do Pai Esta é a posição de honra, dada somente a Cristo, e a ninguém mais: “E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés?”. Estevão, quando estava sendo martirizado, contemplou Jesus à direita de Deus (At. 7.55). Jesus é Rei, Messias e Criador “Mas do Filho diz: ó Deus, teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino”. Aqui o Filho é chamado Deus, como de fato Ele o é, além de ser também Rei cujo cetro (símbolo da autoridade real) é de retidão. Os anjos não têm poder de reino ou soberania. Jesus é apresentado como o Ungido, o Messias, e, ao mesmo tempo, como aquEle de quem a terra e “os céus são obra” de suas mãos. A superioridade de Cristo como o vencedor, pondo seus inimigos debaixo de seus pés. Jesus, homem, um pouco menor que os anjos (Hb. 2.7-9). Esse é um aparente paradoxo encontrado na carta aos Hebreus, relacionado à encarnação de Cristo. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. A dedução simples, Jesus, feito homem, despojou-se voluntariamente parte de seus atributos, e sujeitou-se a morrer, na cruz, para que “provasse a morte por todos”. Nessa condição, em sua natureza humana, tornou-se “um pouco menor que os anjos”. Se não fosse assim, a sua natureza divina não o permitiria morrer, pois Deus não morre. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 17 - 10. CRISTO É SUPERIOR A MOISÉS “Porque é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do a casa tem aquele que a edificou” (Hb. 3.3). Cristo tinha maior gloria do que Moisés Moisés, Fiel Como Servo. “E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar” (Hb. 3.5). Moisés foi fiel em sua casa, como acentua o escritor, na condição de servo, sendo o mensageiro que testemunha das “coisas que haviam de vir”. Ele foi porta-voz de Deus ao receber as tabuas da Lei no Sinai, transmitindo, com fidelidade, a palavra que de Deus ouviu no monte. Ele nada alterou do que recebeu do Senhor. Foi servo em sua casa, no âmbito do que lhe foi confiado, Por isso foi considerado um modelo entre os homens (Jr.15.1). Jesus, Foi Fiel Sobre sua Própria Casa. “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa...” (Hb. 1.6). Jesus foi superior a Moisés. Este foi servo. Aquele é o Filho, o Sumo Sacerdote constituído por Deus, posição que não foi a mais ninguém. Moisés, mesmo sendo fiel como homem, não foi perfeito. Falhou em algum momento. No episódio em que Deus mandou que ele falasse à rocha pela segunda vez, descontrolou-se emocionalmente e feriu-a, ao invés de falar (Nm. 20.11). Jesus, no entanto, nunca falhou. “Em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb. 4.15). Alfabeto Português A...............................Advogado B...............................Bom Pastor C...............................Caminho D...............................Deus Forte E...............................Emanuel F...............................Fiel Testemunha G..............................Guia das nossas almas H..............................Homem de Dores I................................Imagem de Deus J...............................Juiz dos Juizes L..............................Leão da Tribo de Judá M..............................Maravilhoso N...............................Nazareno O...............................Onipotente P................................Príncipe da Paz Q..............................Querido da Igreja R..............................Reis dos Reis S...............................Senhor dos Senhores T..............................Todo-Poderoso U.............................Ungido de Deus V.............................Verdade Z.............................Zeloso de nossas Almas X.............................o X é substituído pelo Amém Paralelismo Entre Moisés e Cristo Moisés Cristo Foi perseguido na infância (Êx. 1.15,16)......Foi perseguido na infância..(Mt.2.13-18) Morou no Egito..................(Êx. 2.10).......Morou no Egito.......................(Mt. 2.15) Fugiudiante do Rei............(Êx. 2.15).......Fugiu diante do Rei.................(Mt. 2.13) Foi Pastor...........................(Êx. 3.1).........Foi Pastor................................(Jo. 10.11) Ouviu uma voz do céu.......(Êx. 3.4).........Ouviu a voz do Pai.............(Mt. 3.16,17) Falou com Deus no monte (Êx. 3.6).........Falou com o Pai no monte.......(Mt. 17.1) Foi um grande libertador...(Êx. 6.26) ...........Foi um Grande Salvador......(Jo. 4.42) Teve vitória sobre inimigos(Êx. 4.19)......Teve vitórias sobre inimigos...(Mt. 2.20) Julgava o povo...................(Êx. 18.16).....Julgava questões do povo......(Jo. 8.1-11) Moisés edificou um altar...(Êx. 17.15).....Edificou a sua Igreja..............(Mt. 16.18) Alimentou multidões.........(Êx.16.11,12)..Alimentou multidões.......(Mt. 14.13-21) Foi muito Manso...............(Nm. 12.3).......Foi Muito Manso..................(Mt. 11.29) Orou pela leprosa..............(Nm. 12.13)....Curou os leprosos......................(Mt. 8.3) Seu rosto foi transfigurado.(Êx. 35.29)...Foi transfigurado no monte........(Mt.17.2) Morreu no monte...............(Dt. 34.1-8)....Morreu no monte Calvário.....(Mt. 27.33) Morreu, mas não ressuscitou(Dt.34.8).....Morreu e Ressuscitou dos mortos (Mt. 28.6) Sucessor - Josué.................(Dt. 34.9).....Sucessor – Espírito Santo...(Jo. 14.16,17) Finalmente os dois se encontram (Lc. 9.30). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 18 - 11. CRISTO, O VERDADEIRO VERBO DE DEUS A Revelação do Verbo “No principio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus” (Jo. 1.1). No principio era o verbo Esta expressão nos remete a Gênesis 1.1, que registra: “No principio criou Deus os céus e a terra”. O apóstolo prossegue e nos declara que, na época da criação, o Verbo já existia: “E o verbo estava com Deus”. Isto significa que havia uma eterna comunhão entre o Pai e o Filho: “... e o verbo era Deus”. O evangelista, inspirado pelo Espírito Santo, esclarece-nos que o verbo não é o Pai, pois ambos são uno quanto a sua natureza, mas que distintos quanto a sua personalidade. Por intermédio da palavra, nós nos comunicamos com as outras pessoas. Através dela, exprimimos nossos pensamentos e sentimentos. Conhecemos melhor alguém e retratamos o seu caráter e a sua personalidade, quando ele se manifesta através dos sinais vocálicos que constituem o nosso idioma. Da mesma forma, a “Palavra”, ou o “Verbo” (tradução bíblica em português, que se refere a Jesus Cristo em sua vida na Terra) exprime a inteligência, a vontade e o poder de Deus. Portanto, o Criador revela seu desejo e propósito, através de seu Filho, “a expressa imagem da sua pessoa”, conforme lemos em Hebreus 1.3. “Todas as coisas foram feitas por ele”. Em Hebreus 1.2, lemos: “a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo”. Este era o pensamento de todos os discípulos, após a ressurreição de Cristo. Até então, eles tinham as suas dúvidas, mas quando o viram, por diversas vezes, durante os quarenta dias em que lhes apareceu, acreditaram piamente ser Jesus eterno e co-participante da criação. O apóstolo Paulo expressa esta convicção em Colossenses 1.16. Ele tem, portanto, perfeito relacionamento com tudo o que foi criado. “Nele estava a vida”. Ele é a fonte da vida (Jo 14.6). A ressurreição de Lázaro é a maior prova desta grande verdade bíblica. Jesus encontrava-se bem distante de onde morava este seu amigo. Ao receber a notícia de sua grave enfermidade, não atendeu de imediato o pedido de suas irmãs, Marta e Maria. Porém, diante do sepulcro, quatro dias após sua morte, bradou: “Lázaro, vem para fora” (Jo. 11.43). Se Ele não tivesse especificado o nome de quem chamava, todos teriam ressurgido, pois o Filho de Deus sustenta os organismos vivos e guia todas as operações da natureza. A Rejeição do Verbo Rejeitado como luz. A própria claridade que desfrutamos foi criada pelo Verbo, e, pela capacidade recebida dele, os judeus podiam reconhecer o que seria útil à sua natureza espiritual. Porém, rejeitaram o Filho de Deus, como o olho doentio recusa a luz, embora esta fosse à vida deles. No entanto, o escritor sagrado faz uma interrupção, através dos versículos 6 a 8, para enfatizar a posição de João Batista como testemunha e refletor da luz. A convicção do precursor de Cristo, em afirmar ser Jesus o Messias, convenceu dois de seus discípulos: André e outro (provavelmente o apóstolo João: devido sua humildade jamais gostou de “aparecer”), que o deixaram e seguiram o Filho de Deus (Jo. 1.36,37). Cincos Nomes de Cristo “Porque um menino nos nasceu, o filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is. 9.6). Antigo Testamento Novo Testamento Maravilhoso...............Quando Ele Nasceu...........................................(Lc. 2.11) Conselheiro................Quando Ele Aconselhou os Doutores..............(Lc. 2.47) Deus Forte..................Quando Ele Venceu a Tentação no Deserto...(Lc. 4.13) Pai da Eternidade......Quando Ele Ressuscitou.................................(Lc. 24.46) Príncipe da Paz..........Quando Ele deu a sua Paz.............(Lc. 24.53; Jo.14.27). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 19 - Rejeitado como Messias. Os judeus não gostaram e até se propuseram a mata-lo, quando Jesus revelou esta grande verdade: a sua rejeição por parte deles, através da parábola dos lavradores maus, descrita com muita propriedade por Mateus, capítulo 21, versículos 33 a 43. Que tragédia! Eles aguardavam o Messias. Por isso, oravam ardentemente por este acontecimento, cantaram e profetizaram acerca de sua vinda, mas não quiseram recebê-lo, quando Ele chegou (Is. 53.2; Lc. 19.14; At. 7.51,52). A Aceitação do Verbo O direito da filiação. Todos os que aceitam a Jesus como Salvador, tornam-se filhos de Deus, não por serem descendentes de Abraão (“não nasceram do sangue”), nem por geração natural (“nem da vontade da carne”) e muito menos pelos próprios méritos (“nem pela vontade do homem”). Esta aceitação na família divina, como filhos adotivos, é um dom gracioso e sobrenatural de Deus, mediante a nova vida implantada pelo Espírito Santo no ato da conversão do pecador, contrito e arrependido. A glória manifestada. Isto significa dizer que o Filho de Deus, o verbo eterno, habitou em um tabernáculo semelhante ao nosso, ou seja, em um corpo mortal, mas depois o revestiu de imortalidade, e o mesmo fará conosco em breve (2 Co. 5.1,4; 2 Pd. 1.13,14). Da mesma forma que a gloria de Deus se manifestava no tabernáculo, durante a caminhada do povo hebreu pelo deserto, assim se sucedeu a cristo, através do seu nascimento. Sua natureza divina se encarnou e habitou entre nós. a) “E vimos a sua glória”. Entendamos que não foi apenas a glória externa da transfiguração (Mt. 17.2; 2 Pd. 1.17,18), mas o esplendor do seu caráter divino. b) “Cheio de graça e verdade”. A graça é o favor imerecido, o amor inabalável de Deus, a misericórdia divina. A verdade não somente a fala leal, sincera e verdadeira, mas, principalmente, a conduta, e isso Jesus demonstrou de sobra, no seu caminhar e viver irrepreensível (Mt. 5.37). O Que João não Registrou A sua Genealogia, pois não procede de algum genhumano, em razão de ser eterno. Mateus apresenta a sua linhagem legal, por intermédio de José, seu pai adotivo: Lucas registra a pessoal, através de Maria, mas ambas na ótica de sua humanidade; O seu Nascimento, pois o “Verbo” é eterno; A sua Infância, pois Deus não se submete a faixas etárias humanas; A sua Tentação, pois Ele é apresentado como o Cristo, o Senhor; A sua Transfiguração, pois Ele renunciou a sua glória por um pouco de tempo; A Escolha dos Discípulos, pois Ele não é Salvador de poucos, mas de muitos; As Parábolas, pois este é um método educativo humano que o tornou o maior pedagogo entre os homens; A sua Ascensão, pois, simplesmente, Ele retornou a sua glória preexistente; A Grande Comissão, pois nós como seus servos, temos a obrigação de anuncia-lo como Deus e Senhor. Sete Testemunhas Declaram a Divindade de Cristo (Livro de João) 1. João Batista: “Este é o Filho de Deus” (1.34); 2. Natanael: “Tu és o Filho de Deus” (1.49); 3. Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (6.69); 4. Jesus: “Sou Filho de Deus” (10.36); 5. Marta: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (11.27); 6. Tomé: “Senhor meu, e Deus meu” 20.28); 7. João: “Jesus é o Cristo, o Filho de Deus” (20.31). Cisto nasceu de uma Virgem..........................(Lc. 1.27). Cristo Viveu em pureza (sem pecado)....(1 Pd. 2.22). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 20 - Sete Vezes, Jesus Declara:“EU SOU” (Livro de João) 1. “EU SOU o pão da vida” (6.35). O pão, utilizado no sentido genérico, significa qualquer tipo de substância que ingerimos, para alimentar os nossos corpos, ou seja, recebemos, através da nossa alimentação diária, nutrientes necessários à sobrevivência do nosso organismo. Da mesma forma, o nosso homem interior (alma e espírito) necessita de algo que satisfaça a sua fome espiritual. Jesus é esse alimento intergrau que atende este nosso anseio, plenamente (6.51). 2. “EU SOU a luz do mundo” (8.12). O pecado impulsionou o homem para o meio de densas trevas. Por si só, jamais encontraria o caminho da salvação, por nada enxergar. Jesus, então, raiou somo luz da aurora e iluminou as nossas vidas que, agora, marcham triunfantes para as mansões de eterna claridade (Is 42.6,7). 3. “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (8.58). Esta é uma cabal demonstração que Ele é preexistente, ou seja, existe antes que tudo fosse criado, inclusive Abraão, considerando o pai- maior dos judeus (Êx. 3.6). 4. “EU SOU o bom pastor” (10.11). A ovelha é um ser muito dócil e frágil, e depende da proteção de seu pastor, para sobreviver. A Bíblia nos compara a este animal. Por isso, Jesus, para nos proteger, concedeu sua vida, a fim de nos salvar das garras do “lobo” devorador, que luta insistentemente para nos arrebatar de seus braços. Porém, jamais conseguirá (11.28). 5. “EU SOU a ressurreição e a vida” (11.25). O pecado nos separa eternamente de Deus, o que significa a morte espiritual. Jesus, através de sua ressurreição, restituiu-nos a vida que os nossos pais perderam no Éden (Gn. 2.27). 6. “EU SOU o caminho a verdade e a vida” (14.6). Não há outro meio de salvação, a não ser por intermédio de Jesus. Ele é o nosso elo de ligação com Deus, Pai, e somente por seu intermédio alcançaremos o “podium” da vida eterna (At. 4.12). 7. “EU SOU a videira verdadeira” (15.1). Esta árvore, nos dias de Jesus, era um dos símbolos nacionais da nação judaica. O Filho de Deus considera-se a videira, por intermédio de quem, nós, os ramos, recebemos a seiva que garante nossa viçosidade (15.5). A Missão do Verbo • Evangeliza os pobres • Curar os quebrantados de coração • Da liberdade aos cativos • Da vista aos cegos • Anunciar o ano aceitável do Senhor (Is. 61.1,2; Lc. 4.18,19) Cristologia (Doutrina de Cristo) - 21 - 12. A DIVINDADE DE CRISTO “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl. 2.9). Jesus Reivindicou a sua Divindade Divindade significa essência, natureza divino. Jesus afirma que a honra devida a Ele, é idêntica à devotada ao Pai, pois são duas legítimas pessoas da Trindade (1 Jo. 2.23; 2 Jo. 9). Por esta razão, entendemos que toda a honra e a glória pertencem a Cristo Leia (Cl. 2.9; 1 Tm. 1.17; 2 Pd. 1.17). A Impecabilidade de Cristo Nenhum professor que chame os homens ao arrependimento pode evitar algumas referencias às suas próprias faltas ou imperfeições; em verdade, quanto mais santo ele é, mais lamentará e reconhecerá suas próprias limitações. Porem, nas palavras e nas obras de Jesus há uma ausência completa de conhecimento ou confissão de pecado. Embora possuísse profundo conhecimento do mal e do pecado, em sua alma não a mais leve sombra ou mácula de pecado. Ao contrario, ele, o mais humilde dos homens, desafiou a todos: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo. 8.4). Jesus é o SENHOR “E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus” (Fl. 2.11). Provamos a Divindade de Cristo Através de seu Titulo SENHOR O Titulo “SENHOR”, ao ser usado como prefixo antes de um nome, transmitia, tanto a judeus como a gentios, o pensamento de “Divindade”. A palavra “SENHOR” vem do grego (“Kurios”) era equivalente a “Jeová” na tradução grega do Antigo Testamento; portanto, para os judeus “o Senhor Jesus” era claramente uma imputação de “Divindade”. Quando o Imperador dos romanos se referia a si mesmo como “Senhor César”, requerendo que seus súditos dissessem “César é Senhor”, os gentios entendiam que o Imperador estava reivindicando “Divindade”. Os cristãos entediam o termo da mesma maneira, e preferiram sofrer perseguição a atribuir a um homem um título que somente pertencia a UM que é Verdadeiramente “Divino”. Somente àquele a quem Deus exaltara, eles renderiam adoração e lhe atribuiriam Senhorio. JESUS é o “SENHOR” dos senhores e “REI” dos reis (Ap.19.16). Glória a Deus por isso! “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo. 8.46). “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas franquezas; porem um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb. 4.15). “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (2 Pd. 2.22). “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado” (1 Jo. 3.5). “Ora para saibais que o Filho do homem tem na terra para perdoar pecados” (Mc. 2.10). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 22 - 13. OS TRÊS MINISTÉRIOS DE CRISTO No período do Antigo Testamento havia três classes de mediadores entre Deus e o seu povo: o Profeta, o Sacerdote, e o Rei. Como perfeito Mediador (1 Tm. 2.5; Hb. 9.15), Cristo reúne em si mesmo os três Ministérios. Jesus é o Cristo –Profeta que ilumina as nações; o Cristo- Sacerdote que se ofereceu como sacrifício pelas nações; e o Cristo-Rei que reinará sobre as nações. Sua Tríplice Função As profecias divinas apresentam o Messias como possuidor de uma tríplice funçãomagistral: Como Profeta Ele pregou o Evangelho na terra.......(Jo. 4.4-19) Como Sacerdote Ele se sacrificou a si mesmo no monte Calvário...(Mt. 27). Como Rei Ele reina sobre sua Igreja e reinará no seu reino de mil anos...(Ap.20.4). 1. Profeta O profeta do Antigo Testamento era o representante ou agente de Deus na terra, que revelava sua vontade com relação ao presente e ao futuro. O testemunho dos profetas dizia que o Messias seria um profeta para iluminar Israel e as nações. Os Evangelhos também apresentam Jesus da mesma forma, como profeta. Leia (Mc. 6.15; Jo. 4.19; 6.14; 9.17; Mc. 6.4; 1.27). (Is. 42.1; Rom. 15.8). (a) Como profeta Jesus pregou a salvação. Os profetas de Israel exerciam seu ministério mais importante em tempos de crises, quando os governadores e demais estadistas e sacerdotes estavam confusos e impotentes para atuar. Era essa hora em que o profeta entrava em ação e, com autoridade divina, mostrava o caminho para sair das dificuldades, dizendo: “Este é o caminho, andai nele.” O Senhor Jesus apareceu em um tempo quando a nação judaica se encontrava em um estado de inquietação causado pelo anelo de libertação nacional. A pregação de Cristo obrigou a nação a escolher, quanto à espécie de libertação – ou guerra com Roma ou paz com Deus. Eles escolheram mal e sofreram a desastrosa conseqüência, a destruição nacional. Leia (Lc. 19.41-44; Mt. 26.52). Tal qual seus desobedientes e rebeldes antepassados que certa vez tentaram em vão forçar seu caminho para Canaã (Nm. 14.40-45), assim também os judeus, em 68 A.D., tentaram pela força conquistar sua libertação de Roma. Sua rebelião foi apagada com sangue; Jerusalém e o Templo foram destruídos, e os judeus errantes começaram sua dolorosa viagem através dos séculos. O Senhor Jesus mostrou o caminho de escape do poder e da culpa do pecado, não somente à nação, mas também ao individuo. Aqueles que vieram com a pergunta: “Que farei para ser salvo?”, receberam instruções precisas, e essas sempre incluíam uma ordem de segui-lo. Ele não somente mostrou, mas também abriu o caminho da salvação por sua morta na cruz. (b) Como profeta Jesus anunciou o reino. Todos os profetas falaram de um tempo quando toda a humanidade estaria sob o domínio da lei de Deus – uma condição descrita como “reino de Deus”. Esse era um dos temas principais da pregação de nosso Senhor: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus (ou de Deus)” (Mt. 4.17). E ele ampliou esse tema descrevendo a natureza do reino, o estado e a qualidade de seus membros, as condições de ingresso nele, a sua história espiritual após a sua ascensão (Mt. 13), e a maneira de seu estabelecimento na terra. (c) Como profeta Jesus predisse o futuro. A profecia baseia-se no principio de que a história não prossegue descontroladamente, porém é controlada por Deus, que sabe o fim desde o principio. Ele revelou o curso da história a seus profetas, capacitando-os, dessa maneira, a Seria um excelente SACERDOTE, como foi Melquisedeque (Hb. 7.11,15,17,21). Seria um excelente PROFETA, como foi Moisés (Dt. 18.18; Jo.4.19). Seria um excelente REI, como foi Davi (Ez. 34.23,24; Lc. 1.52). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 23 - predizerem o futuro. Como profeta, Cristo previu o triunfo de sua causa e de seu reino mediante as mudanças da história da humanidade.(Mt. Capítulos 24e 25). O Cristo glorificado continua o seu ministério profético por meio de seu corpo, a igreja, à qual prometeu inspiração (Jo. 14.26; 16.13), e concedeu o dom de profecia (1 Cor. 12.10). Isso não significa que os cristãos devam acrescentar algo às Escrituras, que são uma revelação “de uma vez para sempre” (Jd. 3); mas, pela inspiração do Espírito, trarão mensagens de edificação, exortação e consolação (1Cor. 14.3), baseadas na Palavra. 2. Sacerdote Sacerdote, no sentido bíblico, é uma pessoa divinamente consagrada para representar o homem diante de Deus e para oferecer sacrifícios que assegurarão a favor divino. “Porque todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo qual era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer” (Hb. 8.3). No calvário, Cristo, o Sacerdote, ofereceu- se a si mesmo, o sacrifício, para assegurar o perdão do homem e sua aceitação diante de Deus. Sua vida anterior a este acontecimento foi uma preparação para sua obra sacerdotal. O Filho Eterno participou de nossa natureza (Hb. 2.14-16) e de nossas experiências, porque de outra maneira não podia representar o homem diante de Deus nem oferecer sacrifícios. Não podia socorrer a humanidade tentada sem saber por experiência o que era tentação. Um sacerdote, portanto, devia ser de natureza humana. Um anjo, por exemplo, não podia ser sacerdote dos homens. Lendo o capitulo 16 de Levitico, e os capítulos 8 a 10 de Hebreus, vemos que o sumo sacerdote de Israel era consagrado para representar o homem diante de Deus e para oferecer sacrifícios que assegurariam o perdão e a aceitação de Israel. Uma vez por ano, o sumo sacerdote fazia expiação por Israel; em um sentido típico, ele era o salvador deles, aquele que aparecia ante a presença de Deus para obter o perdão. As vitimas dos sacrifícios daquele dia eram imoladas no pátio exterior, da mesma maneira Cristo foi crucificado aqui na terra. Depois o sangue era levado ao lugar santíssimo e aspergido na presença de Deus; da mesma maneira, Jesus ascendeu ao céu “para apresenta-se em nosso lugar na presença de Deus”. A aceitação por Deus, de seu sangue, nos dá a certeza de aceitação de todos os que confiam no seu sacrifício. Apesar de Cristo haver oferecido um sacrifício perfeito uma vez por todas, sua obra sacerdotal ainda continua. Ele vive sempre para aplicar os méritos e o poder de sua obra expiatória perante Deus, a favor dos pecadores, O mesmo que poder de sua obra expiatória perante Deus, a favor dos pecadores. O mesmo que morreu pelos homens agora vive para eles, para salva-los e para interceder por eles. E quando oramos: “Em nome de Jesus”, estamos pleiteando a obra expiatória de Cristo como base da nossa aceitação, porque somente por ele temos a certeza de sermos “aceitos no Amado” (Ef. 1.6). 2. Rei O Cristo-Sacerdote é também o Cristo-Rei. O plano de Deus para o Governante perfeito foi o de que ambos os ofícios fossem investidos na mesma pessoa. Por isso, Melquisedeque, por ser tanto rei de Salém com sacerdote do Deus Altíssimo, veio a ser um tipo do Rei perfeito de Deus, o Messias (Gn. 14.18,19; Hb. 7.1-3). Houve um período na história do povo hebreu quando esse ideal quase realizou. Mais ou menos um século e meio antes do nascimento de Cristo, o país foi governado por uma sucessão de sumo-sacerdotes que também eram governantes civis; o governante do país era tanto sacerdote como rei. Também, durante a Idade Média, o Papa reivindicou e tentou exercer um poder, tanto espiritual como temporal sobre a Europa. Ele pretendia governar como representante do Cristo, segundo afirmava, tanto sobre a Igreja como sobre as nações. O Dr. H. B. Swete escreveu: “As duas experiências, a judaica e a cristã, fracassaram; e até onde se pode julgar por esses exemplos, nem os interesses temporais nem os espirituais dos homens são promovidos quando confiados ao mesmo representante. A dupla tarefa é grande demais para ser desempenhada por um só homem”. Mas os escritores inspirados falaram da vinda de Um que era digno de exercer o duplo cargo. Esse era o Messias esperado, um Governante e Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Sl. 110.1-4), e um “sacerdote no seu trono” (Zc. 6.13). Tal é o Cristo glorificado. (Vide Sl. 110.1 e Hb. 10.13). De acordo com as profeciasdo Antigo Testamento, o Messias seria um grande Rei da casa de Davi que governaria Israel e as nações, por meio do seu reino áureo de justiça, paz e prosperidade (Is. 11.1-9; Sl. 72). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 24 - Jesus afirmou ser esse Rei. Na presença de Pilatos ele testificou que nasceu para ser Rei; explicou que seu reino não era deste mundo, isto é, não seria um reino fundado por força humana, nem seria governado de acordo com os ideais humanos (Jo. 18.36). Antes de sua morte, Jesus predisse sua vinda com poder e majestade para julgar as nações (Mt. 25.31). Mesmo pendurado na cruz ele parecia Rei e como Rei falava, de modo que o ladrão moribundo percebeu esse fato e exclamou: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc. 23.42). Compreendeu que a morte introduziria Jesus no seu reino celestial. Depois de sua ressurreição, Jesus declarou: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt. 28.18). Depois de sua ascensão foi coroado e entronizado com o Pai (Ap. 3.21; vide Ef. 1.20-22). Isso significa que, diante de Deus, Jesus é Rei; ele não é somente Cabeça da igreja, mas também Senhor de todo o mundo e Mestre dos homens. A terra é dele e tudo o que nele há. Somente dele são o poder e a glória desses resplandecentes reinos que Satanás, o tentador, há muito tempo, mostrou-lhe do cume da montanha. Ele é Cristo o Rei, Senhor do mundo, Possuidor de suas riquezas, e Mestre dos homens. Do ponto de vista divino, tudo isso é fato consumado; mas nem todos os homens reconhecem o governo de Cristo. Apesar de Cristo ter sido ungido Rei de Israel (At. 2.30), “os seus” (Jo. 1.11) recusaram-lhe a soberania (Jo. 19.15) e as nações seguem seu próprio caminho sem tomarem conhecimento de seu governo. Jesus Cristo é o Tema Central do Livro aos Hebreus Cristo nos Evangelhos Jesus Chama os Seus 12 Discípulos “E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo mal” Ora os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu, Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, Lebeu, apelidado Tadeu; Simão Cananita, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu” “Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo:...” “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino Dos céus” (Mt. 12.1-4,5,7). Hebreus Cap. Ver. Ele é o mais Excelente que os anjos....................... 1..... 4 Ele é a grande Salvação.......................................... 2..... 3 Ele é o Cristo.......................................................... 3..... 6 Ele é a Palavra de Deus.......................................... 4... 12 Ele é o Filho de Deus............................................. 5..... 5 Ele é o sumo Sacerdote.......................................... 6... 20 Ele é o Eterno Sacerdote........................................ 7... 17 Ele é o Ministro...................................................... 8.... 2 Ele é o Mediador entre Deus e os homens............. 9.. 15 Ele é o Grande Sacerdote da casa de Deus.......... 10... 21 Ele é o Galardoador............................................. 11..... 6 Ele é o Autor e Consumador de nossa Fé............ 12..... 2 Ele é o Mesmo Ontem, Hoje e Eternamente....... 13..... 8 Mateus – Apresenta Cristo como......... Rei..........................(Mt. 2.2) Marcos – Apresenta Cristo como......... Servo......................(Mc. 10.45) Lucas – Apresenta Cristo como............ Filho do Homem...(Lc. 6.22) João – Apresenta Cristo como.............. Filho de Deus........(Jo. 1.34) Cristologia (Doutrina de Cristo) - 25 - A Historia do Ministério dos 12 Apóstolos de Cristo NOME SOBRENOME TERRA NATAL OFÍCIO ESCREVEU MORREU 1. Pedro Betsaida Crucificado de Cabeça Simão Cefas Carfanaum Pescador 1 e 2 a Pedro Para Baixo (Tradição) 2. André Pescador Crucificado 3. Tiago, Betsaida At. 12.2 o Menor Boanerges Jerusalém Pescador Lançado do Templo Abaixo 4. João, Betsaida Pescador Evangelho 123 Epistola Morte Natural o Menor Boanerges Jerusalém Apocalipse (Tradição) 5. Tiago, Epistola Decapitado o Maior Galiléia Tiago em Jerusalém 6. Judas Tadeu Lebeu Galiléia Epistola Martirizado na de Judas Pérsia (Tradição) 7. Filepe Betsaida Morreu na Frigia 8. Bartolomeu Natanael Galiléia Enforcado 9. Cobrador Martirizado Mateus Leví Cafarnaum de Impostos Evangelho na Etiópia 10. Transpassado por Tomé Dínimo Galiléia Fechas enquanto orava 11. Cananeu Simão Zelote Galiléia Crucificado 12. Judas Iscariotes Queriote Suicidou-se, (Mt. 27.5). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 26 -LIÇÃO 4 14. JESUS NO GETSÊMANI Getsêmani, vocábulo proveniente do aramaico “gath shemem”, e significa “um lugar de azeite”. Era um jardim, “kêpos” (grego), a leste de Jerusalém, além do vale do ribeiro de Cedrom, próximo do monte das Oliveiras (Mt. 26.30). contrata-se com o Éden, local onde o primeiro Adão foi vencido pela tentação (Gn. 3.11,12). Porém, o segundo, Jesus Cristo, prevaleceu (Lc. 22.42,43). Jesus no Horto “Tendo Jesus dito isto, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou e seus discípulos” (Jo. 18.1). Após celebrar a Páscoa, Jesus seguiu, acompanhado de onze apóstolos, para o Getêmani (Mt. 26.36). Ao se aproximar de entrada no horto, mandou que oito deles se sentassem ali, e convidou apenas três, Pedro, Tiago e João, a fim de que comprovassem o seu sofrimento. Lucas registra a profundidade da sua dor: “E, posto em agonia, ora mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangre, que corriam até o chão” (Lc. 22.44). As três testemunhas presenciaram o cumprimento da profecia, proferido por Isaias (53.10). Jesus em oração Era o momento mais cruciante de sua vida, pois estava diante de um dilema: ou morrer e nos salvar; ou retroceder e nos condenar. Precisava, portanto, de uma força especial, para vencer aquela luta e a encontrou na oração de joelhos. Inclusive, a fim de superamos as tentações do dia- a-dia (Mt. 26.41). Quando pregou sobre a vigilância, disse: “Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo” (Mt. 13.33), ao se referir à sua segunda vinda. Os acontecimentos atuais, representados pela fome, mortandade, etc., mostram-nos que é chegada a hora de resgatamos esta tradicional arma, a oração, através da qual os primeiros cristãos sempre foram vitoriosos (At. 2.42,43; 12.5,11,12), se não queremos desagradáveis surpresas no dia do Arrebatamento da Igreja (1 Ts. 5.5,6). Judas, o Traidor “E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos”. “Tendo pois Judas recebido a corte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e archotes e armas” (Jo. 18.2,3). Por apenas 30 moedas, Judas vendeu o “Salvador” do mundo, em comprimento da profecia do profeta Zacarias 11.12; Mt. 26.14,15. Com um beijo, traiu o Filho de Deus (Lc. 22.48). Ao perceber que Jesus não reagiria à prisão (a sua intenção de entrega-lo, era a de apenas receber o dinheiro, na esperança de que Cristo se livrasse da morte, como das vezes anteriores: Lc. 4.29,30; Jo. 8.59), teve um profundo remorso (Mt. 27.3,4). Mas era tarde demais. Aturdido por um grande pavor (Mt. 27.5), atirou as moedas no chão e foi se matar. Os príncipes dos sacerdotes recolheram o dinheiro e compraram o campo de um oleiro, e construíram nele um cemitério para os estrangeiros, a fim de se cumprir literalmente Zacarias 11.13 (Mt. 27.6,7). Por isso, Judas se tornou o “filho da perdição” (Jo. 17.12). Deus nos grade de tal procedimento. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 27 - Os Dois Maiores Jardins da Bíblia Três Pontos Mais Crucial na Vida de Cristo * A Grande Agonia Getsêmani........................(Lc. 22.44) * A Traição de Judas...................................(Lc. 22.47,48) * A Crucificação..............................................(Mt. 27.46) Sete Grandes Milagres na Vida de Cristo Jardim do “Éden” Jardim do “Getsêmani” O primeiro Adão...(Gn. 2.7)...........O segundo Adão – Cristo.....(1 Co. 5.14) Adão trouxe o pecado.....................Cristo trouxe a redenção O salário do pecado é a morte........Dom gratuito a Vida Eterna Estávamos debaixo da Ira..............Estamos debaixo da Graça Estávamos caídos...........................Estamos de Pé O homem pecou.............................Cristo perdoou o homem Entrou a morte...............................Cristo trouxe a vida eterna Entrou o pecado.............................Cristo tirou (perdoou) o pecado Entrou a condenação......................Cristo nos livrou Satanás venceu.......................CRISTO VENCEU satanás Cristo Nasceu Milagrosamente.................(Mt. 1.20); Cristo Viveu Milagrosamente....................(Mt. 8.27); Cristo Morreu Milagrosamente..................(Mt. 27.50-54); Cristo Ressuscitou Milagrosamente...........(Mt. 28.1-6); Cristo Subiu aos Céus Milagrosamente......(At. 1.9-11); Cristo Voltará Milagrosamente...................(Mt. 24.29,30); Cristo Reinará Milagrosamente...................(Ap. 20.4). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 28 - 15. A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO Dizendo: convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite” (Lc. 24.7). Jesus Prediz a sua Morte “Desde então começou Jesus a mostrar... ser morto e ressuscitado ao terceiro dia” (Mt. 16.21). Três Coisas que a Cruz Revela A Cruz Revela A Importância da Morte de Cristo O evento mais importante e a doutrina central do Novo Testamento resumem-se nas seguintes palavras: Cristo morreu (o evento) por nossos pecados (a doutrina)” (1 Co.15.3). A morte expiatória de Cristo é o fato que caracteriza a religião cristã. Matinho Lutero declarou que a doutrina cristã distingue-se de qualquer outra, e mui especialmente daquela que apenas parece ser cristã, pelo fato de ser ela a doutrina da Cruz. Todas as batalhas da reforma trataram-se em torno da correta interpretação da Cruz. O ensino dos reformadores era este: Quem compreende perfeitamente a Cruz, compreende a Cristo e a Bíblia! É essa característica singular dos Evangelhos que faz do Cristianismo a “Única religião”; pois o grande problema da humanidade é o pecado, e a religião que apresente uma perfeita provisão para o resgate do poder e da culpa do pecado tem um propósito divino. Jesus é o autor da “Salvação Eterna” (Hb. 5.9), isto é, da Salvação Final. Tudo quanto a Salvação possa significar é assegurado por Ele. Sete Manifestações do Espírito Santo na Vida de Cristo As “Sete Palavras” de Jesus na Cruz 1ª Palavra “E dizia Jesus: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...” (Lc. 23.34). Esta Palavra é representativa ao objetivo do Filho de Deus que veio a este mundo para perdoar pecados (Mc. 2.5). 2ª Palavra “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc. 23.43). Esta Palavra é representativo ao real poder de salvador (Mt. 18.11). 3ª Palavra “...mulher, eis aí o teu filho... eis aí tua mãe (Jo. 19.26.26,27). Representa a despedida de Jesus deste mundo para o Céu (Jo. 14.2). 4ª Palavra “...Elí, Elí, lama sabactaní...” (Mt. 27.46). 1. A Obediência de Jesus ao Pai.........(Fl. 2.8) 2. A Inocência de Jesus......................(Is. 53.7) 3. A Vitória de Jesus..........................(Ap. 1.18) 1. Na Encarnação de Cristo.........................................(Lc. 1.35) 2. No Batismo de Cristo..............................................(Mt. 3.16) 3. Na Tentação de Cristo.............................................(Mt. 4.1) 4. No Ministério de Cristo...........................................(Lc. 4.18) 5. Na Crucificaçãode Cristo.......................................(Hb. 9.14) 6. Na Ressurreição de Cristo.......................................(Rm. 8.11) 7. Na Ascensão de Cristo............................................(Ef. 1.20) Cristologia (Doutrina de Cristo) - 29 - Representa Cristo desamparado pelo Pai, por causa dos nossos pecados que estava sobre Ele (Is. 53.4,5). 5ª Palavra “...tenho sede” (Jo. 19.28). Representa o sofrimento de Cristo e o cumprimento da profecia (Sl. 69.21). 6ª Palavra “...Está consumado...” (Jo. 19.30). Representa a consumação da Lei e do seu Ministério aqui na terra (Rm. 6.8; 7.6). 7ª Palavra “...Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito...” (Lc. 23.46). Representa a passagem de sua vida humana para a vida Divina novamente (Jo. 17.5). Sete Milagres na Crucificação de Cristo O Que nos Trouxe a Morte de Cristo A morte de Cristo Jesus nos trouxe cinco coisas principais, a saber: 1. Expiação A palavra “Expiação” no hebraico significa “Cobrir” e que dizer lançar fora, reconciliar. Expiação é o ato de cobrir o pecado da vista de Deus, de tal maneira de não mais provocasse a ira de Deus. Pois assim a morte de Cristo foi uma “Expiação” porque removeu os nossos pecados Leia (Lv. 23.28; 1 Pd. 2.24; 2 Co. 5.21). 2. Propiciação Cristo nos livrou da ira de Deus, assim podemos chegar a Deus no nome de seu Filho (Cristo Jesus) Ele nos comprou a entrada na presença divina Leia (1Jo. 2.22; Rm. 3.25). 3. Substituição Esta palavra significa morrer em lugar de alguém Cristo o cordeiro pascoal, é nosso substituto, porque morreu em nosso lugar Leia (Is. 53.6; Rm. 5.6) 4. Redenção Redimir quer dizer comprar de novo, livrar do cativeiro pagando o preço, Jesus é o redentor e sua obra de expiação é chamada uma redenção ou regaste Leia (Mt. 20.28; Ap. 5.9; Gl. 3.13) 5. Reconciliação Deus não se comunicava com o homem POS O PECADO. Cristo morreu na cruz para nos reconciliar novamente com o Criador Agora temos a reconciliação por meio de Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador Leia (2 Cr. 5.18,19; Cl. 1.21) • O Sol se escureceu...................................................(Lc. 23.45); • O Véu do templo se rasgou em dois........................(Mt. 27.51); • Houve um Grande terremoto...................................(Mt. 27.51); • As pedras se fenderam.............................................(Mt. 27.51); • Abriram-se os sepulcros.......................................... (Mt. 27. 53); • Os mortos ressuscitam.............................................(Mt. 27. 53); • Jesus Salva o ladrão na cruz....................................(Lc. 23.43). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 30 - 16. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro; e eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela, e o seu aspecto era como um relâmpago, e o seu vestido branco como a neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muitos assombrados, e como mortos. Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei a que buscai a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia” (Mt. 28.1-6). Profecias de sua ressurreição “Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro...” (Sl. 68.18). “Pois não deixarás a minha alma no inferno...” (Sl. 16.10). As Escrituras Comprovam a Evidencia da Ressurreição As Escrituras, pelo menos por mais de dez vezes, afirmam que Jesus ressuscitou “ao terceiro dia” Leia (Mt. 16.21; 17.23; 20.19; Mc. 9.31; 10.34; Lc. 9.22; 18.33; 24.7; At. 10.40; 1 Co. 15.4). Qual foi o DIA e a HORA que Jesus Ressuscitou? Com base nas informações Bíblicas podemos afirmar o seguinte: 1. O DIA. “E Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana...” Mc. 16.9). Evidentemente fica provado que o nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou no DOMINGO. 2. A HORA. As evidências nos dizem que é possível que Jesus tenha ressuscitado antes de romper o dia, um pouco mais de 6 horas e 30 minutos da manhã, ou exatamente às 6: 00 horas em ponto! (Mt. 28.1; Mc. 16.9). Quantas Ressurreições Houve na Bíblia? Após fazemos uma visão panorâmica da Bíblia encontramos 10 Ressurreições em toda Bíblia. São elas: O Fato da Ressurreição de Cristo A Ressurreição de Cristo é o grande milagre do Cristianismo. Uma vez que estabelecida a realidade desse evento, torna-se desnecessário procurar provas os demais milagres dos Evangelhos. Ademais, é o milagre com o qual a fé cristã está em pé os cai, isso em razão de ser o Cristianismo uma religião histórica que baseia seus ensinos em eventos definidos que ocorreram na palestina aproximadamente 2000 anos. Esses eventos, são: Houve 10 Ressurreições na Bíblia 1. O filho da viúva de Serepta.......(1 Rs. 17.17-23) 2. O filho da Sunamita..................(2 Rs. 4.18-36) 3. Um homem lançado na cova de Elizeu..(2 Rs. 13.20-21) 4. A filha de Jairo.........................(Mc. 5.35-42) 5. O filho da viúva de Naim.........(Lc. 7.11-15) 6. A de Tabita...............................(At. 9.36-42) 7. A de Eutico...............................(At. 20.9-12) 8. A de Lázaro..............................(Jo. 11.43,44) 9. A dos mortos na crucificação de Cristo...(Mt. 28.1-6) 10. A mais importante e Especial a de Cristo...(Mt. 28.1-6) Cristologia (Doutrina de Cristo) - 31 - O Nascimento de Jesus O Ministério de Jesus A Morte de Jesus A Ressurreição de Jesus. Desses, a ressurreição é a pedra angular, pois se Cristo não tivesse ressuscitado, então não seria o que Ele próprio afirmou ser; e sua morte não seria expiatória. Se Cristo não houvesse ressuscitado, então os Cristãos estariam sendo esganados durante séculos; os pregadores estariam proclamando um erro; e os fiés estariam sendo esganados por uma falsa esperança de salvação. “E, se Cristo não ressuscito, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé” (1 Co. 15.14). Mas, graças a Deus, que, em vez de ponto de interrogação, podemos colocar o ponto de “Exclamação” após ter sido expostas essa doutrina: “Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem!”. Três Pontos Principais Cristo se fez por nós Fez-se Filho do homem....Para nos fazer Filhos de Deus....(Jo. 1.12-14) Fez-se pecador por nós..... Para nos fazer santos...(1Co. 5.21) Veio à esta terra...... Para nos levar aos Céus...(Jo. 3.16; 14.3) Veio em carne.... Para nos fazer Espirituais (Jo. 1.14; 1 Ts. 4.16) Veio morrer.....Para nos dá Vida Eterna...(Jo. 3.16) Foi desamparado....para nos amparar...(Mt. 27.46; 2 Co. 4.9) Foi angustiado....Para nos dá Alegria...(Mt. 26.37; 2 Co. 3.2) Foi julgado....Para nos por em liberdade (Mt. 27.11; Rm. 8.1) Foi morto.....Para nos da Vida...(Mt. 27.50; Jo. 14.6) Foi condenado....Para nos livrar da condenação (Jo. 18.37; Rm. 8.1 “No Getsêmani”..........Cristo foi angustiado: para alegrar a muitos “A traição de Judas”...Cristo foi traído por um amigo: para fazer milhões de amigos “Na sua morte”.............Cristo foi morto: para da vida a milhões de pessoas Cristologia (Doutrina de Cristo) - 32 - 17. AS APARIÇÕES DE CRISTO “E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena...” (Mc. 16.9). “Aos quais também, depois de ter aparecido, se apresentou vivo, com infalível provas...” (At. 1.3). Aparições de Cristo Só no dia da ressurreição, Cristo apareceu “Cinco Vezes”. Veremos: 1. À Maria Madalena, da qual tinha expulsado, durante seu ministério terreno, sete demônios (Mc. 16.9); 2. Às outras mulheres, companheiras de Maria Madalena, que retornavam, atônitas, do sepulcro aberto, após avistarem dois anjos (Mt. 28.9); 3. À Pedro, seu grande amigo, mas que o negou três vezes (Mc. 14.30). Porém, arrependido, chorou amargamente (Mt. 26.75). Jesus lhe apareceu, para o confortar e demonstrar o seu perdão (Lc. 24.34,35); 4. À Cleofas e seu companheiro que seguiram juntos, à aldeia chamada Emaús, próxima de Jerusalém (Lc. 24.30,31); 5. Aos discípulos que se encontravam trancados, com medo dos judeus (Jo. 20.19). Jesus não bateu à porta, para não assusta-los, mas se pôs no meio deles e disse-lhes: “Paz seja convosco”. Provas Infalíveis O dr. Edwin M. Yamauchi, professor Adjunto de História na Universidade de Miami, em Orford, Ohio, enfatiza: “O que dá autoridade especial à lista de testemunhos, como evidencias históricas, é a referencia a mais de 500 pessoas, muitas das quais ainda estavam vivas na época em que o fato da ressurreição foi registrado pelos autores”. O apostolo Paulo parece desafiar: “Se não crêem em mim, podem perguntar a elas”. Uma afirmação deste tipo, em uma epístola reconhecidamente autêntica, escrita no período dos trinta anos seguintes ao evento, é talvez a evidência mais forte que alguém poderia esperar obter, relativamente a um fato ocorrido há quase 2000 anos. Tomemos essas mais de 500 testemunhas que viram Jesus vivo depois de sua morte e sepultamento e as coloquemos num tribunal. Você percebe que, se cada uma destas 500 testemunhas tivesse que depor num tribunal, digamos, por seis minutos cada uma, incluindo as verificações cruzadas, teríamos um incrível período de 50 horas de testemunhos oculares em primeira mão! Acrescentado a isso o testemunho das muitas outras testemunhas, você teria o maior e mais respeitável documento de um julgamento em toda a história. A Despedida do Senhor “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no Céu, e assentou-se à direita de Deus”. O testemunho dos apóstolos é unânime em afirmar que Jesus foi recebido no Céu, e assentou-se à direita de Deus. Leia (Mc.16.19; Lc. 24.51; At. 1.9,11; Hb. 1.3; Ap. 3.21; 12.5) “Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também” (1 Co. 15.6). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 33 - 18. A ASCENSÃO DE CRISTO “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado nas às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando- o a seus olhos. E, estando com os lhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto dele se puseram dois varões vestidos de brancos, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At.1.9-11). Valores da Ascensão Quais os Valores Práticos da Doutrina da Ascensão? (1) O conhecimento interno do Cristo glorificado, a quem brevemente esperamos ver, é um incentivo à santidade (Col. 3.1-4). O olhar para cima vencerá a atração das coisas do mundo. (2) O conhecimento da ascensão proporciona um conceito correto da igreja. A crença em um Cristo meramente humano levaria o povo a considerar a igreja como uma sociedade meramente humana, útil, sim, para propósitos filantrópicos e morais, porém destituída de poder e autoridade sobrenaturais. Por outro lado, um conhecimento do Cristo glorificado resultará no reconhecimento da igreja como um organismo, um organismo sobrenatural, cuja vida divina emana da Cabeça – Cristo ressuscitado. (3) O conhecimento interno do Cristo glorificado produzirá uma atitude correta para com o mundo e as coisas do mundo. “Mas a nossa cidade (literalmente”, cidadania”) está nos céus donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fil. 3.20). (4) A fé no Cristo glorificado inspira um profundo sentimento de responsabilidade pessoal. A crença no Cristo glorificado leva consigo o conhecimento de que naquele dia teremos que prestar contas a ele mesmo. (Rm. 14.7-9; 2 Cor. 5.9,10). O sentido de responsabilidade a um Mestre no céu atua como um freio contra o pecado e serve de incentivo para a retidão (Ef. 6.9). (5) Junto á fé no Cristo glorificado temos a bendita e alegre esperança de seu regresso. “E se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez” (Jo. 14.3). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 34 - 19. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande gloria” (Mt. 24. 30). “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o transpassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”.(Ap. 1.7). O Fato de Sua Vinda O Fato da segunda vinda de Cristo é mencionado por 300 vezes no Novo Testamento. Paulo refere-se ao evento umas cinqüenta vezes. Alguém já disse que a segunda vinda é mencionada oito vezes mais do que a primeira. Epistolas inteira (1 e 2 Tess.) e capítulos inteiros (Mt. 24; Mc. 13) são dedicados ao assunto. Sem duvida, é uma das doutrinas mais importantes do Novo Testamento. A maneira de sua vinda Será de maneira pessoal (Jo. 14.3; At. 1.10,11; 1 Tess. 4.16; Ap. 1.7; 22.7), literal (At. 1.10; 1 Tess. 4.16,17; Ap. 1.7; Zc. 14.4). visível (Hb. 9.28; Fil. 3.20; Zc. 12.10) e gloriosa (Mt. 16.27; 25.31; 2 Tess. 1.7-9; Col. 3.4). Há interpretações que procuram evitar a opinião de que a vinda de Cristo seja literal e pessoal. Alguns ensinam que a morte é a segunda vinda de Cristo. Mas a Bíblia mostra que a segunda vinda é o contrario da morte, pois os mortos em Cristo ressuscitarão nessa ocasião. Com a morte iremos para Cristo, mas na sua vinda ele virá para nos buscar. Certas passagens (Mt. 16.28; Fil. 3.20) perdem seu significado se substituíssemos morte por segunda vinda. Alguns sustentam que a segunda vinda foi a descida do Espírito Santo no dia de Pentecoste. Outros ensinam que Cristo veio no tempo da destruição de Jerusalém no ano 70 ªD., mas em cada desses casos não houve ressurreição dos mortos, nem o arrebatamento dos vivos, nem outros eventos preditos que acompanharão o segundo advento. O Tempo da sua vinda Tentativas houve para determinar a data da vinda de Cristo, mas em nenhuma delas o Senhor veio na hora marcada pelos homens!Ele declarou que o tempo exato de sua vinda está oculto nos conselhos divinos. (Mt. 24.36-42; Mc. 13.21,22). É bom que seja assim. Quem gostaria de saber com antecedência a hora exata de sua morte? Tal conhecimento teria o efeito de perturbar e inutilizar a pessoa. Basta que saibamos que a morte pode vir a qualquer instante; portanto, devemos trabalhar “enquanto é dia, pois a noite vem quando ninguém pode trabalhar”. O mesmo raciocínio serve quanto ao fim da presente dispensação. Esse dia também não nos foi revelado, mas sabemos que será repentino (1 Cor. 15.52; Mt. 24.27) e inesperado (2 Ped. 3.4; Mt. 24.48-51; Ap. 16.15). O Senhor avisa seus servos: “Negociai até que eu venha”. Damos em seguida uma visão geral do ensino de Cristo sobre o tempo da sua vinda: após a destruição de Jerusalém os judeus serão desterrados entre todas as nações, expulsos de sua terra, a qual passará a ser subjugada pelos gentios até ao fim dos tempos, quando Deus julgará as nações gentias (Lc. 21.24). Durante esse período os servos de Cristo levarão sua obra avante (Lc. 19.11-27) pregando o Evangelho a todas as nações (Mt. 24.14). Será um tempo de demora durante o qual muitas vezes a igreja será tentada a duvidar do retorno do seu Senhor (Lc. 18.1-8), quando alguns se prepararão e outros se tornarão negligentes, enquanto o Noivo demora (Mt. 25.1-11). Ministros infiéis desviar-se-ão, dizendo consigo mesmos: “O meu Senhor tarda a vir” (Lc. 12.45). “Muito tempo depois” (Mt. 25.19), “a meia-noite” (Mt. 25.6), na hora e no dia dos quais nenhum dos seus discípulos sabe (Mt. 24.36,42, 50), o Senhor repentinamente aparecerá para ajuntar seus servos e julga-los segundo as suas obras (Mt. 25.19; 2 Cor. 5.10). Mais tarde depois de ter sido pregado universalmente o Evangelho e após o mundo havê-lo rejeitado, quando o povo estiver vivendo completamente ignorante quanto à iminente catástrofe, como nos dias de Noé (Mt. 24.37-39) e nos dias da destruição de Sodoma (Lc. 17.28,29) – virá o Filho do homem em glória e poder para julgar as nações do mundo e sobre eles reinar (Mt.25.31-46). Sinais de sua vinda Cristologia (Doutrina de Cristo) - 35 - As Escrituras ensinam que a aparição de Cristo inaugurando a Idade Milenial será precedida por um tempo agitado de transição, no qual haverá distúrbios físicos, guerras, crises econômicas, declínio moral, apostasia religiosa, infidelidade, pânico geral e perplexidade. A última parte desse período transitório chama-se “A Grande Tribulação”, durante a qual o mundo inteiro estará sob o domínio dum governo ´contra Deus e anticristão. Crentes em Deus serão brutalmente perseguidos, e a nação judaica, em particular, passará pela fornalha da aflição. O propósito de sua vinda (a) Em relação à igreja. Assim escreve o Dr. Pardington: Assim como a primeira vinda do Senhor se estendeu sobre um período de 30 anos, assim a segunda vinda inclui vários eventos. Na primeira vinda ele foi revelado como o Menino de Belém; mais tarde como Cordeiro de Deus, ao ser batizado, e como o Redentor no Calvário. Na segunda vinda aparecerá aos seus secreta e repentinamente para traslada-los ás Bodas do Cordeiro. (Mt. 24.40,41). Essa aparição chama-se o arrebatamento os “Parousia” (significa “aparição” ou “presença” ou “chegada” na língua grega). Nessa ocasião os crentes serão julgados para determinar as suas recompensas por serviços prestados (Mt. 25.14-30). Após o arrebatamento, segue-se um período de terrível tribulação, que terminará na revelação, ou manifestação aberta de Cristo proveniente do céu, quando ele estabelecerá seu reino messiânico sobre a terra. (b) Em relação a Israel. Aquele que é a Cabeça e Salvador da igreja, do povo do céu, é também o prometido Messias de Israel, do povo terrestre. Como Messias, ele libertará esse povo da tribulação, congregá-lo-á dos quatro cantos da terra, restaurá-lo-á na sua antiga terra e sobre ele reinará como seu, há muito prometido, Rei sobre a Casa de Davi. (c) Em relação às nações. Às vezes serão julgadas, os reinos do mundo destruídos, e todos os povos estarão sujeitos ao Rei dos reis (Dn. 2.44; Miq. 4.1; Is. 49.22,23; Jer. 23.5; Lc. 1.32; Zc. 14.9; Is. 24.23; Ap. 11.15). Cristo regerá as nações com vara de ferro; tirará toda a opressão e injustiça da terra e inaugurará a Idade Áurea de mil anos, (Sl. 2.7-9; 72; Is. 11.1-9; Ap. 20.6). “Depois virá o fim, quando houver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda potestade e força (1 Cor. 15.24). Há três estágios na obra de Cristo como Mediador: Sua obra como Profeta, cumprida durante seu ministério terrestre; sua obra como Sacerdote, começada na cruz e continuada durante a dispensação atual; e sua obra como Rei, começando com a sua vinda e continuando durante o Milênio. Depois do Milênio terá cumprido sua obra de unir a humanidade a Deus, de forma que os habitantes do céu e da terra formem uma só grande família onde Deus será tudo e estará em todos (Ef. 1.10; 3.14,15). Contudo, Cristo continuará a reinar como o Deus-homem, e partilhará do governo divino, pois “o seu reino não terá fim” (Lc. 1.33). Cristologia (Doutrina de Cristo) - 36 - REVISÃO GERAL Você aprendeu que, o nome Jesus significa “Salvador” e que o nome Cristo é “Ungido” Aprendemos também que, Jesus é preexistente, pois Ele é antes de todas as coisas. Também vimos que, as profecias messiânicas tiveram todas o seu fiel comprimento. Você aprendeu ainda que, Cristo nasceu de uma virgem, pois foi comprimento da profecia do profeta Isaias 7.14. Aprendemos ainda que, a data do nascimento de Cristo não é 25 de Dezembro como muitos tem pensado; mas que possivelmente Cristo nasceu no mês de Abril. Também vimos que, Jesus nasceu em Belém de Judá, pois foi o comprimento da profecia do profeta Miquéias. Você viu que, Cristo teve seis aspectos naturais que são: Normal, Físico, Mental, Social, Espiritual e o Intelectual. Também aprendemos que, foi na cidade de Nazaré onde Jesus passou os seus primeiros 30 anos de sua vida. Aprendemos também que, Jesus tinha duas naturezas: a Humana e a Divina. Você viu também que, Jesus é superior aos anjos. Vimos também que, Moisés foi um grande profeta, mas que Jesus Cristo foi maior que ele. Também aprendemos que, Jesus tinha cinco nomes: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. Você viu ainda que, Jesus era o verdadeiro Verbo de Deus, pois Ele é antes de tudo. Vimos também que, sete testemunhas declararam a Divindade de Cristo, são elas: João Batista, Natanel, Pedro, Jesus, Marta, Tomé e João. Também vimos que, no livro de João, Jesus declarou sete vezes “EU SOU”. Aprendemos também que, o titulo “SENHOR” revela a Divindade de Jesus Cristo. Você aprendeu ainda que, Jesus tinha três ministérios: Profeta, Sacerdote e Rei. Também você viu no gráfico a historia do ministério dos discípulos de Jesus. Ainda aprendemos que, os três pontos mais cruciais da vida de Cristo foram: A grande agonia no jardim do Getsêmani, na traição de Judas, e na Crucificação de Cristo. Vimos ainda que, durante a Crucificação de Cristo, Ele falou sete Palavras. Vimos ainda que, durante a Crucificação de Cristo ocorreram sete Milagres. Aprendemostambém que, Jesus morreu, mas que ao terceiro dia ressuscitou vitoriosamente, (e isto ocorreu no domingo mui cedo). Também vimos que, após Jesus ressuscitar apareceu primeiramente a Maria Madalena. Ainda vimos que, antes de Jesus subir aos Céus apareceu para 500 pessoas ao Vivo. Você aprendeu ainda que, Jesus virá outra vez a este mundo para reinar por 1000 anos, Ele aparecerá em gloria e todo olho o verá. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 37 - EXERCÍCIOS 1. Qual é o significado do nome Jesus Cristo?.................................................................... 2. Cite capitulo e versículo que prova que Jesus é preexistente........................................... 3. A onde está escrito a primeira profecia Messiânica?....................................................... 4. Qual foi a cidade que nasceu o nosso Salvador Jesus Cristo?.......................................... 5. Qual foi a cidade que Jesus passou os seus primeiros 30 anos?....................................... 6. Quais são os seis aspectos naturais da vida de Cristo?..................................................... .......................................................................................................................................... 7. Qual é o livro que menciona que Jesus é superior que os anjos?..................................... 8. A onde está escrito que Jesus é: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, e Príncipe da Paz?............................................................................................... 9. Quais são as sete testemunhas que declararam a Divindade de Cristo?.......................... ......................................................................................................................................... 10. Cite capitulo e versículo a onde Jesus declamou sete vezes EU SOU no livro de João? .......................................................................................................................................... 11. Quais são os livros que provam que Jesus era Profeta, Sacerdote e Rei?....................... .......................................................................................................................................... 12. Qual é o Titulo que revela a Divindade de Cristo?.......................................................... 13. Quais são os três pontos mais cruciais da vida de Cristo?............................................... .......................................................................................................................................... .......................................................................................................................................... 14. Quais são as sete palavras que Jesus falou na cruz?....................................................... .......................................................................................................................................... .......................................................................................................................................... ......................................................................................................................................... 15. Quais são os sete milagres que ocorreram na crucificação de Cristo?.......................... .......................................................................................................................................... .......................................................................................................................................... .......................................................................................................................................... 16. Quais são as cinco coisas que nos trouxe a morte de Cristo?.......................................... .......................................................................................................................................... 17. Qual foi a hora e o dia em que Jesus ressuscitou?........................................................... 18. Para que Jesus após de ter ressuscitado apareceu primeiramente?.................................. 19. Qual é o livro que menciona que Jesus antes de ser elevado aos céus apareceu para 500 pessoas?............................................................................................................................ 20. Jesus virá a este mundo visivelmente para implantar o seu reino milenar, e a onde está escrito “que todo olho o verá?”.............................................................................................. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 38 - BIBLIOGRAFIA 1. BAP – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD. 2. Bíblia de Estudo Anotada, MUNDO CRISTÃO. 3. Bíblia de Estudo Thompson, VIDA. 4. Bíblia de Pentecostal, CPAD. 5. Bíblia de Tradução Almeida, Revista e Corrigida, CPAD. 6. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, Myer Pearlman, VIDA. 7. Pequena Enciclopédia Bíblica, Orlando Boyer, VIDA. 8. Noções do Grego Bíblico, Lourenço Stelio Rega, VIDA NOVA. 9. O Evangelho de João, Antonio Mardonio N. V., CPAD. 10. A Vida de Cristo, Severino P. da Silva, CPAD. 11. Comentário Bíblico, Antonio Gilberto, CPAD. 12. Comentário Bíblico Aos Hebreus, Antonio Gilberto, CPAD. 13. Pesquisas do “Jornal do Arauto”. 14. Dicionário de Língua Portuguesa, FÊNIX. 15. Esboço de Cristologia, Josiel Saraiva Lima, FAESP. ATENÇÃO! Fica proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem prévia autorização por escrito do autor. Todos os direitos reservados, protegidos pela LEI 5088 DE 14/12/73. Cristologia (Doutrina de Cristo) - 39 - Prova de Cristologia Aluno (a):.............................................................................................................................Data............./............./............. Marque com um [X] na alternativa correta 1. O Que Significa o Nome “Jesus Cristo”? [ ] O nome Jesus Cristo significa “Emanuel” [ ] Jesus significa “Salvador” e Cristo significa “Ungido” [ ] Jesus significa “Ungido” e Cristo significa “Salvador” [ ] O nome Jesus Cristo significa “Salvação de Promessa” [ ] Jesus significa “Emanuel” e Cristo Significa “Deus conosco” 2. Quais São os Seis Aspectos Naturais da Vida de Cristo? [ ] Normal, Físico, Mental, Social, Espiritual e Intelectual [ ] Onisciente, Onipresente, Onipotente, Eterno, Sábio e Divino [ ] Eterno, Santo, Divino, Espírito, Sábio, Perfeito e Salvador [ ] Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz [ ] Cristo não tinha aspecto naturais 3. Quais São as Sete Pessoas Que Declararam a Divindade de Cristo [ ] Mateus, Marcos, Lucas, João e Paulo [ ] João Batista, Pedro, Marta, João, Mateuse Paulo [ ] O Pai, o Filho, o Espírito Santo, João Batista e Paulo [ ] João Batista, Paulo, João, Pedro, Lucas, Jesus e Tiago [ ] João Batista, Natanael, Pedro, Jesus, Marta, Tomé e João 4. O Que nos Trouxe a Morte de Cristo? [ ] Expiação, Salvação, Promessa e Salvação [ ] Nos livrou do Pecado, da Justiça e do Juízo [ ] Expiação, Substituição, Redenção e Salvação [ ] Garantia, Promessa, Imortalidade, Incorruptibilidade e Perdão [ ] Expiação, Propiciação, Substituição, Redenção e Reconciliação. 5. Qual é o Livro que Menciona que Jesus Após Ressuscitar Apareceu Para 500 Pessoas? [ ] Em Mateus [ ] Em Marcos [ ] Em Lucas [ ] Em João [ ] Em 1 Coríntios Observação: Só existe uma alternativa correta em cada questão, e cada questão vale 2 Pontos. Registro Nº.............................................. Professor.................................................................................