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DPOC e ASMA 1 DPOC e ASMA JÚLIA MARIA CEOLIN 3º PERÍODO DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA - DPOC A DPOC é caracterizada pela obstrução crônica das vias aéreas inferiores. Normalmente a etiologia vem da exposição prolongada a gases/partículas irritantes, tendo como principal fator de risco o tabagismo. Outros fatores de risco incluem a idade superior a 40 anos, ou, em casos de fatores individuais, a deficiência de alfa-1-antitripsina. É a terceira maior causa de mortes no mundo, depois do IAM e do AVC. ➞ Manifestações clínicas: tosse - com ou sem expectoração -, dispneia, sibilância, dentre outros. ➞ Etiologia: cerca de 5-10% da população adulta possui DPOC. ➞ Distúrbio ventilatório: marcado pela espirometria. VEF1/CVF deve ser inferior à 0,7 após broncodilatador. VEF1= Volume expiratório forçado em 1 segundo. CVF = Capacidade vital forçada, volume máximo de ar exalado com esforço máximo. ➞ Diagnóstico: Exames de função pulmonar, exame clinico e exames de imagem. INFLAMAÇÃO A DPOC é decorrente de outras duas comorbidades, o enfisema pulmonar e a bronquite. O enfisema pulmonar está associado à destruição do parênquima - nível alveolar - e a bronquite ao remodelamento da via aérea. A bronquiolite, por sua vez, é uma inflamação nos alvéolos terminais. ⚠ O enfisema, por causar a destruição do parênquima pulmonar, acarreta em deficiência da troca gasosa. RAIO X DE TÓRAX Os pulmões vão estar hiperexpandidos, por conta do armazenamento de ar. Na imagem será visível o rebaixamento das cúpulas frênicas e o aumento do espaço retroesternal, indicativo de hiperinsuflação. Além do mais vai haver um espassamento das paredes brônquicas quando a DPOC estiver mais relacionada à broncopatias. Normalmente podem ser contadas 6 das costelas anteriores, em um raio x normal. DPOC e ASMA 2 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Exame padrão-ouro para avaliar quase todas as patologias torácicas. Enfisema: destruição do parênquima pulmonar, dos alvéolos pulmonares. Em verde observa-se o bronquíolo terminal, onde há o acometimento pela bronquite. Em branco/amarelo observa-se os alvéolos pulmonares, onde há o acometimento pelo enfisema. ➞ Tipos de enfisema pulmonar O enfisema pulmonar, como é popularmente conhecido na DPOC - doença pulmonar obstrutiva crônica -, leva à perda de elasticidade dos pulmões e à destruição dos alvéolos pulmonares, causando uma série de desconfortos que variam de leves a bastante intensos. 1. Centrolobular: predomínio nas regiões centrais e lobos superiores, mais próximo do mediastino. Classificado em traços, moderado, confluente e destrutivo avançado. É o mais comum. 2. Parasseptal: predomínio na periferia, junto a fissuras, na região cortical do pulmão. Está também junto das pleuras. Classificado em discreto e substancial. ⚠ Pode formar bolhas. As bolhas podem evoluir para um pneumotórax ou podem formar grandes bolhas e dificultar o diagnóstico. 3. Panlobular: Não possui uma distribuição em regiões, ele destrói todos os alvéolos. Associação com deficiência de alfa- 1-antitripsina. Predomínio nos lobos inferiores. Rebaixamento das cúpulas frênicas no Raio x à esquerda, cúpulas mais retificadas. Raio x da direita é normal. Aumento do espaço retroesteranal. Tórax em quadril. Microtomografia de um pulmão normal do lado esquerdo. DPOC e ASMA 3 Bronquite: remodelamento da via aéreas, do brônquio terminal. O parede do brônquio fica bem espessada e a luz fica reduzida, dificultando a entrada e a saída do ar. Predomínio nos lobos inferiores. ASMA A asma é uma obstrução crônica e reversível das vias aéreas inferiores, causada por um padrão inflamatório. Tem início na infância e na adolescência. Áreas mais escuras, onde há ar. Enfisema parasseptal. Brônquio com a parede espessada, com a luz relativamente normal. O brônquio sempre vêm acompanhado da artéria e normalmente possui o mesmo tamanho da artéria. Áreas de densidade mais aumentada, opacidades centrolobulares nos bronquíolos terminais. Bronquiolíte. À direita uma TC em expiração, as áreas mais escuram evidenciam a patologia - Áreas de aprisionamento aéreo. Traquéia normal. Bronquiectasias. Dilatação anormal e distorção irreversível dos brônquios. Traqueobroncomalácia. Colabamento da traquéia pela inflamação, com formato bainha de sabre. DPOC e ASMA 4 ➞ Caracterizada por uma hipertrofia da camada muscular e do tamanho das glândulas produtoras de muco. Hiperreatividade brônquica. ➞ Manifestações clínicas: dispneia, sibilos, tosse e chiado. ➞ Fatores desencadeantes: Pode ocorrer por exercícios físicos, exposição a agentes alergênicos, clima frio, dentre outros. ➞ Exame laboratorial: Eosinofilia presente no sangue periférico. ➞ Diagnóstico: Exame clinico e exames de função pulmonar. Os exames de imagem são feitos para avaliar possíveis complicações da asma. O raio X pode ser normal em até 75% dos casos de asma. RAIO X Presença de hiperinsuflação pulmonar e espessamento das paredes brônquicas. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ➞ Achados 1. Aprisionamento aéreo. 2. Áreas de hiperatenuação do parênquima e redução da quantidade de vasos —> aprisionameneto aéreo. 3. Espessamento das paredes brônquicas, estreitamento da luz dos brônquios. 4. Opacidades centrolobulares. 5. Bronquiectasias. Nenhum achado significativo. Crise de asma que levou a um pneumotórax espontâneo. Pneumomediastino. Pleura mediastinal empurrada pelo ar. Várias alterações: bronquiectasias, brônquio dilatado. Brônquio dilatado preenchido por muco. DPOC e ASMA 5 COMPLICAÇÕES Pneumotórax espontâneo. Pneumomediastino. Impactação mucoide - o muco fica acumulado nos brônquios, ocorrendo o fechamento da luz do brônquio, colabando e levando a atelectasia. Atelectasia. ABPA. Áreas de transparência aumentada, mais escuras nas setas pretas. Nas setas brancas vê-se os brônquios com as paredes espessadas.